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Em primeira análise, tanto o assédio sexual quanto o moral no ambiente de trabalho possuem características, na maioria das vezes, praticamente idênticas, dentre elas está o uso de um companheiro de trabalho presente na hierarquia da empresa, ou outro ambiente, para conseguir objetivos próprios, se apropriando de uma relação assimétrica de poder entre as partes, para consegui-los.
Uma definição de assédio, que nem sempre será somente dentro do meio laboral, é encontrada na obra do psiquiatra Meloy (apud Garrido, 2002: 16) referindo que “O assédio compreende diferentes comportamentos de perseguição ao longo do tempo; esta perseguição é vivida pela vítima como uma ameaça, e é potencialmente perigosa”.
Neste contexto, o assédio pode começar no trabalho e passar para chamadas telefônicas, perseguição e vigilância por parte do assediador no ambiente de trabalho e até mesmo em outros ambientes fora dele, envio de e-mails ou qualquer meio eletrônico, sendo uma evolução do assédio para o ambiente digital, poderá ser também por meio de ameaças ou até mesmo presentes.
Para o melhor entendimento do assédio, é preciso entender quais são os tipos de assediadores, podendo ser ele psicopata, sendo esse tipo possivelmente o mais perigoso, pois na maioria dos casos será inteligente, calculado todos os seus passos e estratégias para conseguir tudo o que quer, esse tipo de assediador também será manipulador e mentiroso.
Segundo Henrique Echeburúa (apud Garrido, 2002:59) “…um psicopata é capaz de pedir desculpa (...), quando chega tarde. Talvez até explique durante uma pausa do programa o quanto desejava ter feito parte, desde o início, desse grupo terapêutico. E é possível que nos diga uma coisa do género: “talvez tudo tivesse sido diferente se eu tivesse sabido antes todas estas coisas”.
Além disso, o indivíduo com características psicopáticas revelará sentimentos como raiva, ressentimento, desconfiança, irritabilidade, e dificuldade em aceitar a crítica. Do mesmo modo, a psicopatia aparece na literatura como estando associada a risco de violência sexual (Rebocho, 2007).
Já no caso do assediador possessivo, esse será possivelmente o mais violento, pois causará sofrimento intenso em sua vítima que poderá ocasionar até mesmo a morte, o psicólogo e filósofo Erich Fromm (apud Garrido, 2002:63) caracteriza que o assediador possessivo quanto a sua vítima e poderá “…Humilhá-la, escravizá-la, sendo meios para esse fim e o propósito mais radical é fazê-la sofrer, já que não há domínio maior sobre outra pessoa do que aquele que a obriga aguentar o sofrimento sem que possa defender-se.”
Após a análise do conceito de assédio e os tipos de assediadores, será o momento de conceituar o assédio moral e o assédio sexual.
Primeiramente, o assédio moral poderá ser definido com as palavras de Marie-France Hirigoyen, psiquiatra francesa: “O assédio moral no trabalho define-se como sendo qualquer comportamento abusivo (gesto, palavra, comportamento, atitude…) que atende, pela sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de uma pessoa, pondo em perigo o seu emprego ou degradando o clima de trabalho.” (Hirigoyen, 2002:14-15).
Existem hoje diversos tipos de assédio moral, que são caracterizados conforme a hierarquia ou conforme o empregador, sendo eles o assédio moral descendente, assédio horizontal, assédio misto e assédio ascendente.
O assédio descendente se caracteriza conforme a hierarquia e será feito por um superior, pois a hierarquia dentro do ambiente laboral permite certas vantagens em relação ao empregado oriundas da subordinação. 
No assédio horizontal, esse feito por companheiros dentro do trabalho, será mais frequente quando houver uma rivalidade dentro da equipe de trabalho. 
Sobre o assédio misto, será evidenciado quando o superior hierárquico, assédio vertical descendente, estimular a rivalidade dentro de uma equipe de funcionários e esta evoluir para o assédio horizontal. 
Por fim, o assédio ascendente, ocorre quando um empregado assedia o empregador, por ele ser jovem de mais ou inexperiente, e é caracterizado, dentre outras maneiras, por insubordinações e sarcasmos.
Passada a conceituação do assédio moral, advém a conceituação do assédio sexual no ambiente de trabalho.
O assédio sexual se refere a qualquer ato comportamental, sendo palavras ou ações, que não são de alguma forma fruto de consentimento da parte assediada, portanto, será ofensivo à outra parte. Acontece de maneira muito frequente dentro do ambiente laboral, conforme alerta o inspetor geral do trabalho Paulo Morgado de Carvalho: "Calcula-se que em cada dez trabalhadoras há quatro assediadas." Mas (...) a grande maioria das vítimas esconde o drama. "Temos muito, muito poucas denúncias. Era importante que nos fizessem chegar [as queixas], que tivessem essa coragem, porque são situações que acontecem com cada vez mais frequência.
Os tipos de assédio sexual são caracterizados por duas formas, o Quid Pró Quo (isso por aquilo) e o Ambiente Hostil.
O “isso por aquilo” ocorre com o abuso de autorizado do superior hierárquico, podendo ser demonstrado quando, é oferecida uma vantagem dentro da empresa, mas para conseguir tal vantagem, o funcionário deverá se submeter sexualmente ao superior.
No caso de ambiente hostil, esse tipo de assédio poderá ser evidenciado por várias tentativas de assédio sexual, feitas por qualquer empregado ou superior, no ambiente de trabalho, contra um outro empregado ou superior, que poderão ser feitas verbalmente, fisicamente, sendo severas, persuasivas ou persistentes, tornando o ambiente cada vez mais hostil e difícil para o trabalho.
Portanto, conforme a descrição de ambos os tipos de assédio, fica clara a sua diferenciação conforme o modo de agir do assediador e a maneira em que a vítima é assediada no ambiente de trabalho, sendo ambos os assédios distintos quanto ao meio de obtenção da vantagem pelo qual o agressor utiliza.
Agência europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (2002), “O assédio Moral no local de trabalho”. Página consultada em 28 de Dezembro de 2008, disponível em http://osha.europa.eu/pt/publications/factsheets/23 
Jorge, Hugo (2008), “Assédio no trabalho”. Página consultada em 22 de Dezembro de 2008, disponível em http://hugo-jorge.blogs.sapo.pt/31690.html
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Pinto, Welington Almeida (2005), “Assédio Sexual no Local de Trabalho”. Página consultada em 27 de Dezembro de 2008, disponível em http://assediosexual.blogspot.com/2005/03/preveno.html
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