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Leia atentamente as seguintes instruções:
1.
 
Você deve receber do fiscal o material abaixo: 
 a) 01 (um) CARTÃO-RESPOSTA, destinado à marcação das respostas.
 b) Você deve assinalar apenas UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUESTÃO. A marcação em mais de uma alternativa anula a 
questão.
 c) No CARTÃO-RESPOSTA, a marcação das letras, correspondentes às respostas de sua opção, deve ser feita preenchendo todo 
o espaço compreendido no retângulo, com caneta esferográfica de tinta preta ou azul, com um traço contínuo e denso, como no 
exemplo acima
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serão levados em conta.
3. O tempo disponível para a prova é de 4 horas e 30 minutos.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45
Questões de 1 a 5 (opção Inglês)
QUESTÃO 1
Disponível em: www.keepthemiddleclassalive.com (adaptado). 
Segundo a charge, o homem rico 
 considera que a divisão do bolo é desigual. 
 está feliz por poder compartilhar o bolo com os pobres. 
 deixou a maior parte do bolo para os pobres. 
 representa os 10% mais ricos que detêm 50% da renda. 
 acredita que 90% da população pobre está satisfeita com 
sua parte do bolo. 
QUESTÃO 2
Oxfam study finds richest 1% is likely to control 
half of global wealth by 2016
The world’s business elite will meet this week at the annual 
World Economic Forum in Davos, Switzerland. 
Credit Jean-Christophe Bott/ European Pressphoto Agency
The richest 1 percent is likely to control more than half of 
the globe’s total wealth by next year, the anti-poverty charity 
Oxfam reported in a study released on Monday. The warning 
about deepening global inequality comes just as the world’s 
business elite prepare to meet this week at the annual World 
Economic Forum in Davos, Switzerland.
The 80 wealthiest people in the world altogether own $1.9 
trillion, the report found, nearly the same amount shared by 
the 3.5 billion people who occupy the bottom half of the world’s 
income scale. (Last year, it took 85 billionaires to equal that 
figure.) And the richest 1 percent of the population controls 
nearly half of the world’s total wealth, a share that is also 
increasing.
The type of inequality that currently characterizes the 
world’s economies is unlike anything seen in recent years, the 
report explained. “Between 2002 and 2010 the total wealth of 
the poorest half of the world in current U.S. dollars had been 
increasing more or less at the same rate as that of billionaires,” 
it said. “However since 2010, it has been decreasing over that 
time.”
Winnie Byanyima, the charity’s executive director, noted 
in a statement that more than a billion people lived on less 
than $1.25 a day. “Do we really want to live in a world where 
the 1 percent own more than the rest of us combined?” Ms. 
Byanyima said. “The scale of global inequality is quite simply 
staggering.”
Investors with interests in finance, insurance and health 
saw the biggest windfalls, Oxfam said. Using data from Forbes 
magazine’s list of billionaires, it said those listed as having 
interests in the pharmaceutical and health care industries saw 
their net worth jump by 47 percent. The charity credited those 
individuals’ rapidly growing fortunes in part to multimillion-dollar 
lobbying campaigns to protect and enhance their interests.
Patricia Cohen. January 19, 2015. 
Disponível em: www.nytimes.com (adaptado).
De acordo com o terceiro parágrafo do texto,
 a desigualdade entre ricos e pobres no mundo aumentou 
a partir de 2010. 
 a diferença entre a renda dos 50% mais pobres e a dos 
50% mais ricos está diminuindo desde 2010. 
 desde 2010 a crise mundial vem atingindo tanto os pobres 
como os ricos. 
 o número de bilionários no mundo ficou estável entre 
2002 e 2010. 
 em 2010, a renda dos mais pobres foi igual à do ano de 
2002. 
QUESTÃO 3
Sustainable flight
TAM was the first airline in South America to carry out 
an experimental flight using biofuel on November 22, 2010. 
Produced from the oil of 100% domestic nettlespurge, known 
in Portuguese as pinhão-manso, it reduces carbon emissions 
by between 65% and 80% compared with petroleum-derived 
kerosene, according to research. Besides, the plant does not 
threatens the food chain, as it is not edible for humans nor 
animals. “Compared with other biofuels, the fuel from this 
plant is very promising for the Brazilian scenario,” says Paulus 
Figueiredo, TAM’s fuel manager. The next step in the project is 
to implement a farming unit, in reduced scale, at
TAM’s Technological Center in São Carlos (SP), exclusively 
to conduct studies and make better cultivation techniques 
viable. “The objective is to carry out studies concerning 
technical and economic viability to build a biofuel Brazilian 
platform based on nettlespurge,” explains TAM’s CEO, Líbano 
Barroso. The experimental flight was a joint effort between 
TAM, Airbus, CFM International (joint venture between U.S.’s 
GE and the French Safran Group) and Air BP. The trip was 
authorized by Brazil’s National Civil Aviation Agency (ANAC) 
and by the European Aviation Safety Agency (EASA).
TAM News, January, 2011 (adaptado). 
De acordo com o texto, 
 a TAM pretende realizar estudos sobre o pinhão-manso 
em larga escala, em uma unidade agrícola em São Carlos. 
 pretende-se realizar estudos, com patrocínio estrangeiro, 
sobre a versatilidade da tecnologia do uso do pinhão- 
-manso em biocombustíveis. 
 pretende-se desenvolver uma plataforma brasileira sobre 
o uso do pinhão-manso na produção de biocombustíveis 
para a aviação. 
 a TAM realizará estudos sobre uma tecnologia para 
viabilizar carregamentos de pinhão-manso no Brasil. 
 a TAM pretende implementar o uso de biocombustível e 
reduzir estudos sobre técnicas agrícolas na região de São 
Carlos. 
QUESTÃO 4
Artist detained in growing crackdown 
BEIJING 
Ai Weiwei, China’s most prominent dissident after 
imprisoned Nobel laureate Liu Xiaobo, was detained April 3 at 
the Beijing airport as he tried to board a flight to Hong Kong. 
Perhaps best known for codesigning the 2008 Beijing Olympic 
stadium known as the Bird’s Nest, Ai is an outspoken critic of 
the government and has been detained several times. During 
one period in custody, he was allegedly beaten so badly that he 
required brain surgery. This arrest comes amid a widespread 
crackdown touched off by online calls for a Tunisian-style 
“jasmine revolution.” Over the past several weeks, at least 26 
activists have been detained, 200 have been put under house 
arrest, and more than 30 have disappeared. 
Time, April 18, 2011. 
Segundo o texto, 
 Liu Xiaobo foi preso em 3 de abril no aeroporto de Pequim. 
 houve, na China, incitação à revolução via internet. 
 Ai Weiwei é o mais proeminente dissidente chinês. 
 a prisão domiciliar é prática frequente em território chinês. 
 Ai Weiwei faz críticas veladas ao regime vigente. 
QUESTÃO 5
 
Disponível em: <www.hagardunor.net>.
A personagem de barba, Hagar, 
 quer que Helga, sua esposa, prepare comida 
condimentada. 
 aprecia petiscos apimentados para acompanhar a cerveja. 
 vai disfarçar o hálito de cerveja com balas de menta. 
 reclamou, pois seu amigo recomendou que ele parasse 
de beber. 
 vai parar de beber cerveja. 
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45
Questões de 1 a 5 (opção Espanhol)
QUESTÃO 1
Glissando: Escuela-Taller de construcción de 
guitarra española
El panorama económico actual es desalentador. Pero, 
afortunadamente, hay personas que intentan hacer realidad 
sus sueños a pesar de los problemas económicos. El sueño 
de José Antonio Cerezo es perpetuar el conocimiento de la 
fabricación de la guitarra española.Arturo Sanzano, maestro 
guitarrero, es su cómplice. Así nace Glissando, una escuela 
de luthiers en el corazón de Madrid.
José Antonio, que no entiende su trabajo como un negocio 
sino como una forma de vida, explica las motivaciones que le 
llevaron a emprender este proyecto. “Las motivaciones son 
muchas. Desde luego, a nivel personal, era una cosa que nos 
rondaba en la cabeza a los que estamos aquí involucrados. A 
mí, personalmente, pues…, era un sueño que está empezando 
a tomar cuerpo y a tomar realidad”.
“Es raro que vayas a un hogar y que no tenga una 
guitarra, de cualquier categoría; pero es fácil que haya una 
guitarra porque alguien se aficiona en un momento dado a 
ella. Y es una cosa que forma parte de nuestra cultura, casi 
doméstica. Y se llama española, además, por eso, porque es 
genuinamente española”.
La transmisión del conocimiento del oficio ocurría de 
maestro a aprendiz dentro de un taller donde las normas 
de funcionamiento tenían una clara herencia gremial. En los 
planes de estudio españoles, el Estado no incluyó el oficio 
de construcción de guitarras hasta el año 2011. El modelo 
de enseñanza en talleres forjó una excelente generación de 
guitarreros en la segunda mitad del siglo XX gracias a los 
talleres Ramírez en Madrid. Sin embargo, ahora se enfrenta a 
un futuro difícil. La generación que se formó en aquellos míticos 
talleres está a punto de jubilarse. ¿Falta relevo generacional?
“Resulta, y curiosamente, que a la fecha en que estamos 
no existe ninguna oferta sólida continuada para poder 
enseñar este tipo de oficio: se ha perdido”. José Antonio 
reconoce la importancia de los talleres Ramírez tanto en la 
fabricación de guitarras de calidad como en la formación de 
maestros guitarreros. Algunos de estos artesanos se lanzaron 
al mercado internacional y se hicieron empresarios; otros, 
como es el caso de Arturo, trabajaron centrándose en dos 
cosas: la construcción de guitarras y la enseñanza del oficio. 
“Puedo decir que es de los pocos constructores, yo diría que 
de la escuela de Madrid el único que está transmitiendo su 
conocimiento a los demás,” asegura Cerezo.
Punto y Coma, no 37, 2012 (adaptado).
De acordo com o texto, a escola-oficina tem como objetivo 
principal
 formar artesãos para que não se lancem no mercado 
internacional. 
 realizar o sonho de expandir a construção de guitarras 
espanholas nos lares. 
 solicitar ao Estado a inclusão do ensino da construção 
das guitarras espanholas. 
 não construir guitarras espanholas de qualquer categoria 
nem abrir mais oficinas. 
 perpetuar a construção das guitarras espanholas e 
ensinar esse ofício às futuras gerações, para que não se 
perca.
QUESTÃO 2
¿A qué se deben los diferentes acentos dentro 
de un mismo idioma?
Los acentos dentro de una misma lengua son resultado 
primordialmente de varios factores. Primero, el idioma antes 
hablado en la región influye, a través de los siglos, sobre 
la entonación, el vocabulario y la sintaxis. A medida que la 
población adopta un nuevo lenguaje, ya sea por haber sido 
conquistada o por ser emigrante, va dejando atrás el viejo 
idioma pero retiene palabras, sonidos, tonos y cadencias 
de aquel. Las grandes olas de inmigrantes también afectan 
el habla local y con frecuencia la enriquecen con nuevas 
palabras, conceptos y fonemas, es decir, sonidos. 
Pese a que en la República Mexicana el español es el 
oficial, el acento de un yucateco, un jarocho y un regiomontano 
son tan diferentes como resultan ser las características físicas, 
de personalidad y costumbres de cada uno de ellos. Aquí cabe 
recordar que la mayoría de los inmigrantes y conquistadores 
españoles que llegaron al Nuevo Mundo provenían del sur 
de la Península Ibérica, donde la c y la z no se pronuncian 
como en Castilla, sino que suenan igual que la s, un legado 
que compartimos con toda América Latina. Los lingüistas 
manifiestan que el desarrollo, metamorfosis y sustitución 
de idiomas no obedece a límites geográficos o temporales 
precisos, más bien es un proceso continuo, fluido y sumamente 
orgánico.
MEZA, Mario. Muy Interesante, agosto 2004. 
Conforme indica o texto, os diferentes sotaques dentro de um 
mesmo idioma se devem
 à existência de limites geográficos. 
 à descontinuidade do processo de evolução da língua. 
 ao nível de escolaridade dos falantes de determinada 
região.
 à perda de palavras e de elementos fonéticos do idioma 
antigo.
 ao idioma já falado em determinada região e à influência 
de emigrantes e imigrantes sem limites geográficos ou 
temporais. 
QUESTÃO 3
La expansión del español en Brasil 
y el peligro del “portuñol”
Vivimos una etapa de acercamiento del español y del 
portugués, dos lenguas que, a pesar de su cuna común y de su 
convivencia milenaria, han estado de espaldas la una a la otra 
durante algunos períodos, como durante siglos lo estuvieron 
España y Portugal, como lo estuvieron Brasil y sus vecinos.
Factores políticos y económicos llevaron en algunas 
épocas a una cierta ignorancia mutua de las dos culturas, pero 
ahora, en el llamado mundo globalizado, esos mismos factores 
han propiciado ese acercamiento, ese interés recíproco por 
las lenguas de Miguel de Cervantes y de Luís de Camões.
Dentro de este escenario ocupa un lugar preponderante 
Brasil, la potencia emergente, el mayor país lusófono del 
mundo, un gigante de casi ciento noventa millones de 
habitantes, que con el dinamismo de su economía atrae, en 
los albores del siglo XXI, la atención del resto del planeta con 
el mismo magnetismo con el que hace quinientos años la 
riqueza de su vasto territorio encandiló a los conquistadores 
portugueses.
No ha sido ajena a este interés la lengua española, que 
se abre camino en Brasil de la mano de instituciones oficiales 
y de empresas privadas, al tiempo que el portugués, por las 
razones económicas y culturales antes mencionadas, empieza 
a seducir también a los hispanohablantes.
Contar con profesores calificados es fundamental para 
una enseñanza de calidad del español, que por su origen 
romance tiene grandes semejanzas estructurales y léxicas 
con el portugués y por lo mismo ambos están expuestos, 
principalmente en las regiones de frontera, a perderse en 
los laberintos del “portuñol”, una mezcla de vocablos de 
ambas que, por el aumento de intercambios de todo tipo, 
ha comenzado a proliferar más allá de las áreas limítrofes y 
comienza a hacer carrera en las grandes ciudades. (…) 
Pero más allá del debate sobre el fenómeno del “portuñol”, 
el uso de esta variante linguística conlleva para sus hablantes 
el riesgo de caer en la “trampa” de los “falsos amigos”, que 
surgen por el uso de vocablos de una lengua que se asemejan 
a los de otra en su forma oral o escrita pero cuyo significado 
es diferente. (…)
Cualquier persona que hable una segunda lengua por un 
período prolongado de tiempo está naturalmente expuesta 
a las interferencias de esta en el léxico de la materna, pero 
el fenómeno del “portuñol” es más complejo porque con 
su amplia penetración en grandes zonas urbanas afecta 
la sintaxis y la gramática del español y del portugués. Tan 
popular ha comenzado a hacerse esta mezcolanza que ya se 
utiliza en numerosos blogs e inclusive hay ya libros escritos en 
esta variante linguística. (…)
Sin embargo, lo importante es propiciar que los alumnos, 
especialmente los de las zonas limítrofes, reciban una 
auténtica educación bilíngue, fundamental para el buen uso 
del español y del portugués y para asegurar la continuidad en 
el tiempo de esa convivencia linguística que forma parte del 
patrimonio de la comunidad iberoamericana. (…)
CARRASCAL, Jaime Ortega. Disponível em: www.congresosdelalengua.es. 
Acesso em: 5 mai. 2016 (adaptado). 
Segundo o texto, a expansão do ensino da língua espanhola 
no Brasil
 prejudicará o bilinguismo. 
 favorecerá o monolinguismo. 
 limitará os falantes de língua espanhola. 
 beneficiará a convivência ibero-americana. 
 pode afetar a aprendizagem da línguamaterna. 
QUESTÃO 4
El mundo en un mapa
En uno de sus cuentos, Borges explica la historia del Gran 
Mapa del Imperio. Un mapa tan preciso que debía reflejar hasta 
los mínimos detalles de cada territorio. Para ello se confeccionó 
a tamaño natural. Era tan maravilloso y exacto que nadie 
podría distinguirlo de la realidad. El gran mapa nunca llegó 
a desplegarse por completo, pues los campesinos objetaban 
que, si se abría, taparía el sol y arrasaría las cosechas. Por 
eso permaneció siempre plegado en los grandes almacenes 
del palacio. En su lugar, el pueblo se acostumbró a utilizar el 
propio Imperio.
Hasta llegar el mapa borgiano, la cartografía ha recorrido 
un largo camino. Trazos grabados en tabletas de arcilla que 
muestran fragmentos de barrios, murallas y cursos de agua, 
testigos de los primeros intentos del hombre por representar 
el mundo en que vivía. Pero, en general, la ambición de esos 
planos nunca se extendía de cofines localistas. 
Las necesidades del Imperio Romano no incluían el 
conocimiento exacto de la forma del continente. Eso vendría 
mucho después. Lo importante era conocer las poblaciones 
que unían la extensa red de calzadas y la distancia que había 
entre ellas. Se solían confeccionar sobre largas tiras de piel 
o pergamino, fáciles de enrollar y transportar con el resto de 
EQUIPAJES de una legión en marcha.
CLEMENTE, Rafael. Historia y vida (adaptado).
O “Gran Mapa del Imperio”, de acordo com um conto de 
Borges,
 é aquele que o povo não se sentia apto a interpretar. 
 se exposto à luz do sol, poderia ser queimado. 
 não foi desdobrado pelos camponeses devido a motivos 
políticos. 
 se ficasse esticado, não permitiria que as colheitas 
sobrevivessem à falta de luz. 
 se desdobrou por um certo período, mas não havia espaço 
suficiente para ficar esticado. 
QUESTÃO 5
¡Atención, atención!
La pareja joven brasileña, con aire de clase media alta, 
entró en el ascensor de mi hotel en Buenos Aires y ni él ni 
ella advirtieron mi presencia o la consideraron digna de un 
saludo. Él consultaba su Blackberry. Ella hablaba rápido por 
el iPhone, al tiempo que empujaba el carrito en el que iba un 
bebé de espléndidos carrillos rosados mordiendo un chupete. 
Además de morder el chupete, el bebé movía con rapidez 
experta un gordo dedo índice sobre la pantalla de un iPad 
en el que se agitaban a toda velocidad los monigotes de un 
juego de dibujos animados. La familia entera ignoraba con el 
mismo éxito el mundo exterior y cada uno andaba sumergido 
en el suyo propio. Mirándolos a los tres, en el breve trayecto 
de ascensor, me sentí casi una antigualla, un cincuentón 
canoso adicto todavía a la anacrónica costumbre de mirar a 
los demás, de estar más o menos presente en el lugar y en el 
tiempo en los que se encuentra de verdad, (…) observando el 
espectáculo desorganizado de la vida real y no las imágenes 
vertiginosas de una película de acción o de un videojuego; 
intercambiando gestos y palabras con personas de carne y 
hueso, algunas amables, otras hostiles, otras misteriosas, 
todas reales.
Los psicólogos alertan sobre el aumento del déficit de 
atención asociado a la hiperactividad en niños cada vez más 
pequeños, y algunos padres lo niegan con una prueba que 
les parece irrefutable: cómo van a sufrir sus niños de falta 
de atención en la escuela si pueden pasarse largas horas 
concentrados delante de la computadora o de la televisión, 
fascinados por ellas, entregados por completo a la resolución 
de un videojuego absorbente.
La vida real nunca es tan velozmente atractiva como un 
videojuego. Vivir es aprender a tener paciencia, a no recibir 
pasivamente gratificaciones inmediatas. (…) Y no sólo sus 
voces en un teléfono móvil, ni sus palabras o sus exclamaciones 
escritas en un mensaje electrónico: la variedad casi infinita de 
matices que caben en la mirada, en los gestos, en la voz, en 
la actitud, en la plena presencia. Ese bebé del ascensor de 
Buenos Aires movía su dedo sobre la pantalla dócil y colorida 
del iPad con mucha más destreza que yo, el hombre canoso 
del siglo pasado que los miraba con tanto estupor a él y a sus 
padres. Pero no creo que mi queja sea solo la de alguien que 
se hace mayor y empieza a no reconocerse en el mundo en 
que vive. El cerebro humano es una formidable ventaja para 
la supervivencia porque evolucionó hasta convertirse en una 
máquina perfecta de prestar atención. Pero se trata de una 
máquina que necesita ser continuamente adiestrada en el 
conocimiento tangible del mundo real.
(…)
Quizá ese bebé brasileño será más inteligente y más feliz 
si sus padres dejan un rato el iPhone y el Blackberry y guardan 
el iPad y se sientan junto a su cama cada noche para contarle 
un cuento.
MOLINA, Antonio Muñoz. Muy Interesante, julio de 2011 (adaptado). 
Segundo as ideias apresentadas no texto, viver é
 saber esperar algo que se deseja muito. 
 receber imediatamente as gratificações. 
 saber comportar-se como em um video-game. 
 lutar contra a demora com que recebemos recompensas. 
 desfrutar ao máximo de todas as bonanças da vida, sem 
esperar. 
Questões 6 a 45
QUESTÃO 6
Disponível em: www.dhanyllo-dhanyllo.blogspot.com.br.
Charges são gêneros textuais que, a partir da interação entre 
seus elementos verbais e não verbais, buscam uma formulação 
crítica, frequentemente valendo-se do humor e da ironia, 
recursos que, na charge acima, podem ser reconhecidos
 pela aproximação intertextual com uma frase usualmente 
utilizada em outros contextos. 
 pelo uso de expressão onomatopaica que nada tem a ver 
com a construção da imagem.
 pela circunstância, pouco usual no gênero, de atribuirem- 
-se aspectos animados a um ser inanimado.
 pela tentativa de valorização da presença crescente de 
elementos tecnológicos na sociedade.
 pela expressão desolada do motorista surpreendido em 
um ato de infração no trânsito.
QUESTÃO 7
As novas tecnologias e a educação 
Aparecida Marcianinha Pinto – DFE/UEM/CRC.
O computador e os demais aparatos tecnológicos, na 
sociedade atual, contrariamente ao passado que os percebia 
somente como “coisas” de especialista, são vistos como bens 
necessários dentro dos lares e saber operá-los constitui-se 
em condição de empregabilidade e domínio da cultura. 
O conhecimento, principalmente no campo da informática, 
deve estar relacionado aos demais campos do saber humano. 
Trata-se, pois, de uma nova linguagem, um novo elemento 
do processo de comunicação, um novo código: a linguagem 
digital. 
Não há como fechar-se aos acontecimentos e, ainda que 
de maneira incipiente, é preciso considerar essas mudanças 
no debate e na prática educacional. 
Para uma sociedade com características tão profundas 
de desigualdade, a escola pública torna-se a única fonte de 
acesso da criança da classe trabalhadora às informações e 
recursos tecnológicos. Pretto *¹ afirma que “em sociedades 
com desigualdades sociais como a brasileira, a escola deve 
passar a ter, também, a função de facilitar o acesso das 
comunidades carentes às novas tecnologias.” 
Num país onde a escola ainda assume o papel de 
assistente social e perde de vista sua função de produzir e 
“reproduzir” o conhecimento, faz se necessário resgatar sua 
função primordial de formar o cidadão para a sociedade atual, 
onde o próprio trabalho assume uma nova conceituação, como 
“trabalho informatizado, automatizado, escritórios virtuais em 
tempos, de menos deslocamentos e mais interação.” 
*¹ PRETTO, Nelson de Luca (org.). Globalização & organização: mercado de trabalho, 
tecnologias de comunicação, educação a distância e sociedade planetária. Ijuí: Ed. 
Unijuí, 1999.
Disponível em: www.portalanpedsul.com.br. 
Acesso em: 22 mar. 2006.
No trecho acima, fazem-se considerações sobre as tecnologias 
de comunicação e informação, o desenvolvimento das 
sociedades e o conhecimento que elas produzem. Vinculando 
tais tecnologias ao processo educacional em uma escola 
pública presente em contextos de marcante desigualdadesocial, a autora, por meio de citações, procura construir a tese 
de que
 a educação pública deve robustecer as suas características 
de instituição de apoio social, com vistas a minimizar os 
efeitos das desigualdades.
 é importante para a escola pública atuar no processo de 
formação e preparação dos alunos para um novo tipo de 
mercado de trabalho, conferindo-lhes acesso à tecnologia. 
 em face das flagrantes desigualdades sociais e do 
deficiente aparelhamento tecnológico disponível, poucas 
ações restam às entidades educacionais do âmbito 
público.
 o computador surgiu e tende a estabelecer-se como veículo 
do aparelhamento dos segmentos mais favorecidos da 
sociedade. 
 a dificuldade em operar os computadores acaba 
funcionando como aspecto consolidador da ascendência 
cultural de um grupo sobre outro.
QUESTÃO 8
(...)
A mais evidente tensão da publicidade manifesta-se na 
esquizofrenia dialógica construída entre a reiterada promessa 
de permanência e a fugacidade implacável da lógica mercantil 
(...). A promessa de permanência está patente na assertividade 
e no imperialismo dos textos verbais e visuais que gritam 
intensamente para possibilidade da satisfação definitiva de 
todas as demandas por meio da compra, uso e posse de 
produtos e marcas. É a essência da completude possível no 
consumo. A fugacidade avassaladora assenta--se na erosão 
signica provocada e veiculada pela própria propaganda em 
cada anúncio, em cada filme, em cada ação promocional. É 
a lógica da obsolescência dos produtos (como vimos, não 
necessariamente física), muitas vezes meticulosamente 
programada pela indústria. Caso exemplar da eficiência da 
erosão signica de produtos é o que acontece com os aparelhos 
celulares: fisicamente ainda perfeitos e até em ótima condição 
de uso, são substituídos pelo último modelo “XPTO ultra 
blaster plus” com múltiplas funções e que também serve para 
a comunicação falada entre as pessoas.
(...) 
Clotilde Perez. Estéticas do consumo a partir do sistema publicitário. 
Disponível em: www.compos.org.br. Acesso em: 22 mar. 2016.
O fragmento acima transcrito refere-se ao sistema publicitário 
de comunicação. A julgar pelo que ali se afirma, pode-se inferir 
que as diferentes linguagens e recursos expressivos a serviço 
desse sistema têm diante de si um desafio que consiste em 
atuar em face da dicotomia entre
 contenção e consumo.
 fugacidade e obsolescência.
 durabilidade e efemeridade.
 funcionalidade e ineficácia.
 permanência e conservação. 
QUESTÃO 9
A dança na terceira idade… 
O envelhecimento é o grande causador de inúmeros 
distúrbios que ocorrem no nosso corpo. As limitações 
aumentam e com ela, a dependência. Não há nada melhor no 
mundo do que ser independente. A independência vai sendo 
removida de nossas vidas com o passar do tempo. Por esse 
motivo, grande parte dos idosos caem em depressão. Ainda 
assim, muitos dos “bons velhinhos” que têm bom humor e alto 
astral procuram manter esse pensamento por meio da dança. 
Outros, procuram a dança para a cura de suas doenças, 
geralmente, incentivados por médicos.
Com o objetivo de sair e se divertir, a dança entra na vida 
dos idosos com força total trazendo a alegria e o bem--estar. A 
busca por novas relações interpessoais deixam de lado a tão 
indesejada solidão pelo inestimável vigor da vida. Doenças 
como a depressão, artrite, artrose, osteoporose, cardíaca, 
podem ser significativamente tratadas com a prática da dança. 
Isso porque, dançar estimula a circulação sanguínea, ajuda no 
fortalecimento dos músculos e ossos, estimula a produção de 
endorfina (substância do bem-estar) e previne a formação de 
pensamentos ruins e negativos.
Por Aline Pyrrho 
Disponível em: www.salaseteartes.wordpress.com. 
Acesso em: 23 mar. 2016
A julgar pelo texto, a dança, no contexto em que nele é 
apresentada, representa
 um tipo de manifestação que estabelece, para 
determinados grupos de idosos, uma dependência 
excessiva.
 a resposta a um tipo de necessidade que, no cotidiano, 
os idosos experimentam, para minimização de males do 
corpo ou do espírito.
 a busca da necessária alegria, ainda que em um contexto 
em que predomine, nos salões, indesejável solidão.
 a ativação dos níveis de circulação sanguínea, garantindo 
o surgimento de manifestações de bom humor e de alto 
astral.
 uma contribuição à remoção da independência que 
caracterizava épocas anteriores da vida dos idosos.
QUESTÃO 10
O presente estudo nos leva a concluir que para 
comunicar-se com eficácia o gerente precisa conhecer bem 
os assuntos a serem tratados. Assim, precisa conhecer--se 
como emissor da mensagem, conhecer o receptor, sabendo 
falar-lhe em linguagem inteligível e adaptada à sua cultura e 
aos seus valores, à sua classe social, ao seu nível hierárquico, 
aos seus interesses e expectativas. Além disso, precisa 
conhecer o assunto e a melhor maneira de comunicá-lo 
(escolha dos canais). A dificuldade provém de que na empresa 
moderna cada vez mais os assuntos se tornam complexos e 
especializados, pois ninguém possui isoladamente todas as 
informações necessárias.
A comunicação ainda é falha na maioria das empresas, 
e isso nem sempre ocorre por falta de ferramentas. A 
comunicação eficaz leva em consideração diversos aspectos, 
como cultura, nível social, contexto, meio e todas as formas de 
ruído existentes no processo.
No decorrer deste trabalho pudemos comprovar que na 
comunicação, e em muitos outros aspectos, a tecnologia 
vem em segundo lugar. Às vezes pode até prejudicar a 
comunicação, quando utilizada de forma errada. É ilusão 
pensar que a tecnologia, por si só, resolve problemas. Quem 
resolve problemas, agiliza os processos e inova são as 
pessoas.
A comunicação é um processo pessoal. A fonte e o 
recebedor da comunicação são pessoas. Ao transmitir 
ou receber alguma mensagem, o indivíduo procede de 
acordo com suas características pessoais, selecionando a 
mensagem, interpretando-a, modificando-a, acrescentando e/
ou suprimindo aspectos. Em suma, colorindo-a de acordo com 
suas próprias características.
Sérgio Marcos Silva Leitão. A comunicação na empresa e sua influência nos projetos.
Disponível em: www.pmiba.org.br. Acesso em: 30 mar. 2016.
O fragmento acima cuida da comunicação empresarial, seus 
acertos e desacertos. Segundo o texto, a comunicação nesse 
âmbito pode revelar-se ineficaz caso
 atenha-se a considerações de ordem cultural, social e 
contextual.
 revele a preocupação de adaptar-se a características do 
receptor. 
 procure identificar o canal adequado à transmissão 
pretendida. 
 estabeleça a preponderância dos aspectos vinculados à 
tecnologia.
 parta do princípio de que, nela, as pessoas é que são 
importantes. 
QUESTÃO 11
Disponível em: www.nutri-obesidadeinfantil.blogspot.com.br.
A charge acima trata do problema da obesidade infantil. 
Já os trechos que compõem as opções a seguir – com a mesma 
temática – são retirados do artigo “Obesidade infantil: causas, 
consequências e a prática de atividade física na prevenção e 
tratamento”, de Everaldo Martinez Parra e Gustavo Ribeiro da 
Mota, e colhidos no endereço a seguir: 
Disponível em: www.efdeportes.com. 
Acesso em: 31 mar. 2016.
A passagem desse artigo cujo teor mais se aproxima das 
intenções do chargista é
 “A cultura de cada país pode influenciar positivamente ou 
negativamente no controle da obesidade infantil, como 
a China, por exemplo, onde pessoas obesas são vistas 
como felizes e afortunadas”.
 “Outras causas socioculturais para a elevação da 
obesidade infantil são a revolução tecnológica, aumento 
da violência e redução dos espaços para prática de 
atividade física”.
 “Também o difícil acesso a alimentos mais saudáveis e 
de qualidade, por serem difíceis de achar e mais caros, 
contribuem para o aumento do índice de massa corporal.”
 “A TV é citada como fator para aumento da obesidade 
infantil, uma vez que seu impacto traz a redução da 
prática de atividades físicas mais vigorosas e os efeitos 
na dieta, jáque os alimentos são os mais anunciados.”
 “Baixa autoestima é associada com o aumento da tristeza, 
solidão e nervosismo, e também possui uma forte relação 
com as medidas mais elevadas do índice de massa 
corporal.”
QUESTÃO 12
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A imagem acima, colhida na cidade de Porto Velho (RO), 
reproduz um dos resultados de projeto contemplado pelo 
Programa Amazônia Cultural (2013) do Ministério da Cultura. O 
referido projeto, intitulado “Artista de Plástico – práticas híbridas 
na Amazônia urbana”, é coordenado pela fotógrafa acreana 
Talita Oliveira, e a ideia básica foi a de envolver cinco artistas 
plásticos de diferentes cidades da Região Norte. Eles são 
fotografados em seus ateliês e é feita a reprodução fotográfica 
de uma obra de cada. Posteriormente, o material é ampliado 
em grandes formatos e fixado nas ruas, como “lambe-lambes”. 
Ao final do projeto, será publicado um catálogo ilustrado com 
fotografias das ações, além de entrevistas com os artistas 
envolvidos. O catálogo será distribuído gratuitamente para 
bibliotecas e instituições culturais de toda a Região Norte. 
As intervenções do projeto não possuem texto explicativo, 
nem créditos. Nas ruas, são apenas imagens soltas, de livre 
interpretação. Todas as obras reproduzidas fotograficamente e 
coladas nas ruas, possuem, originalmente, suporte e intenção 
de serem expostas em lugares fechados, galerias ou demais 
espaços expositivos.
A iniciativa cultural acima descrita busca 
 ratificar o conceito tradicional da arte acadêmica, 
produzida para ser exposta em galerias.
 dar projeção internacional a artistas que não são 
conhecidos na Região Norte do país. 
 estender a produção de conhecidos artistas de rua a 
ambientes de arte mais fechados.
 valorizar artistas plásticos da Região Norte, propiciando--
lhes intervenções no espaço urbano.
 confrontar-se com o grafite, considerado o manifestação 
menor da arte popular. 
QUESTÃO 13
(...)
Na hora dessa troca de ideias, uma primeira providência 
é mostrar que dor e fadiga não são a mesma coisa. A fadiga 
não chega a ser um problema sério, mas é preciso respeitá-la 
e interromper o exercício. “A fadiga pode ser aguda, no caso 
de um exercício com intensidade maior do que o indivíduo 
está acostumado, ou crônica, quando a sensação de cansaço 
é frequente, causada por treinamento em excesso, anemia 
ou problemas respiratórios”, explica Marcelo Bichels Leitão, 
cardiologista e médico do esporte da Sociedade Brasileira 
de Medicina do Exercício e do Esporte, em São Paulo. 
Vale mostrar para a turma que avançar esse sinal pode ser 
bem dolorido: uma consequência imediata da fadiga em 
excesso são as temidas cãimbras (movimentos de contração 
musculares involuntários) fortíssimas, que doem bem mais do 
que as corriqueiras. 
Já com a dor, é preciso ter mais atenção. Como alerta, 
ela mostra que existe um processo fisiológico não natural 
do organismo. Ela também é dividida em dois tipos, a do dia 
seguinte e a dor intermitente. A primeira, mais comum, ocorre 
depois de trabalhar um grupo de músculos não acostumados 
ao exercício ou exigidos em excesso. “Ela é resultado de uma 
pequena inflamação na musculatura e de microrrupturas nas 
células musculares. Mas, se continuamos nos exercitando 
regularmente, a dor passa, pois a musculatura se fortalece e 
se acostuma ao esforço”, conta Leitão.
Apesar disso, é preciso desmistificar a ideia comum entre 
os jovens de que, se uma pessoa não sentir dor, não está 
ganhando força na malhação. “Por pensarem assim, muitas 
vezes eles exageram na intensidade e na frequência da 
atividade física. É exatamente aí que surgem os casos mais 
sérios, como as lesões musculares”, argumenta o especialista. 
Faz parte desse quadro a dor intermitente, aquela que 
demora a passar. Quando isso ocorre, a musculatura foi 
lesionada e é necessário procurar um médico. Sua orientação 
é importante para evitar esse tipo de problema: além da 
explicação fisiológica propriamente dita, vale incentivar o 
debate sobre rotinas de exercícios e hábitos nutricionais para 
tornar as práticas corporais mais seguras e saudáveis.
(...)
Anderson Moço. 
Disponível em: www.revistaescola.abril.com.br.
O texto acima está voltado para professores de Educação 
Física. Ele trata do respeito aos limites físicos, com 
considerações sobre a dor e a fadiga. Com relação à dor, o 
texto permite a consideração de que 
 ela constitui um estágio mais brando do que o da fadiga, 
principalmente quando em estado intermitente. 
 ela é um sinal de que os exercícios físicos estão 
atingindo os objetivos pretendidos, no sentido de conferir 
fortalecimento aos músculos.
 ela se apresenta sob duas formas, sendo a chamada “dor 
do dia seguinte” decorrente da falta de costume com os 
exercícios e tendente a desaparecer com o tempo. 
 ela é causa de lesões musculares, independentemente 
da intensidade ou da frequência das atividades físicas 
desenvolvidas. 
 ela se revela intermitente quando acompanhada de 
práticas nutricionais que busquem o aprimoramento das 
práticas corporais.
QUESTÃO 14
Local: Mauritânia – Beleza: Obesidade
A Mauritânia é um país localizado na África Ocidental. 
Por lá, para a mulher ser considerada bonita, ela precisa 
estar acima do peso. A obesidade indica que ela não trabalha, 
então o seu marido é rico. Desde os cinco anos de idade, as 
meninas são treinadas para ganhar peso e tomam muito leite 
de camelo para se enquadrarem no padrão de beleza.
Local: Irã – Beleza: Nariz ocidental
A cidade de Teerã, localizada no Irã, é a campeã em 
cirurgias plásticas no nariz de todo o mundo. As mulheres 
iranianas usam véu por causa da religião, por isso o nariz é 
a única parte do corpo que fica a mostra. Elas recorrem ao 
bisturi para tornar a “napa” perfeita.
Local: Mianmar – Beleza: Pescoço longo
O costume deste país asiático não é nada comum, pois as 
mulheres que pertencem a tribo dos karenis são conhecidas 
no mundo todo por alongar o pescoço com anéis de metal. 
Esses anéis acabam forçando os ossos do ombro para baixo 
e dão a impressão de que o pescoço é mais comprido. O ritual 
começa ainda na infância das mulheres, porém está cada vez 
mais raro, pois sem o suporte das argolas, os músculos não 
conseguem mais sustentar a cabeça.
Disponível em: www.mundodastribos.com. Acesso em: 30 mar. 2016.
No texto acima, que trata de padrões de beleza, encontramos 
considerações relativas a três países, retiradas em meio a 
muitas outras espalhadas pelo mundo. Tais considerações 
deixam claro que o conceito de beleza
 vem sofrendo uma evolução tendente à obtenção de 
padrões universalmente aceitos.
 é, a despeito de eventuais situações de exceção, 
reconhecido por elementos comuns.
 apresenta um relativismo que tem a ver com a natural 
diversificação cultural nos países.
 afasta-se, em alguns lugares, de um padrão reconhecido 
como esteticamente mais válido.
 obedece a um padrão único, firmado no mundo no decurso 
de muitas gerações.
QUESTÃO 15
Disponível em: www.exorcizesuaalmagorda.blogspot.com.br.
O humor dessa charge se constrói a partir de um tipo de 
raciocínio que pode ser considerado uma falha lógica e é 
conhecido como
 paradoxo.
 círculo vicioso.
 eufemismo.
 lugar comum.
 silogismo.
QUESTÃO 16
Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir, 
uma cultura universal constituída. No nosso século, os 
antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender.
Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos 
humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, 
construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu 
modo, os conhecimentos de que necessitam.
O movimento histórico da cultura consiste numa 
diversificação permanente. A cultura universal – que seria 
a cultura da humanidade – depende dessa diversificação, 
quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar 
sua própria identidade, desenvolvendo suas características 
peculiares.
No entanto, as culturas peculiares só conseguem mostrar 
sua riqueza,sua fecundidade, na relação de umas com as 
outras. E essa relação sempre comporta riscos.
Em condições de uma grande desigualdade de poder 
material, os grupos humanos mais poderosos podem causar 
graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais 
fracos. (...)
Todos tendemos a considerar nossa cultura particular 
mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem 
suas próprias convicções. (...)
Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de 
se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas 
elementos das culturas alheias. (...)
Apesar dos perigos da relação com as outras culturas 
(descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de 
cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente 
mobilizada para tentativas de autorrealização e de 
autoquestionamento, em função do desafio do diálogo.
Leandro Konder, O Globo, 02 ago. 1998.
Nas considerações que faz a respeito do fato cultural, o 
escritor e filósofo Leandro Konder, a despeito da categórica 
afirmação inicial de que “toda cultura é particular”, aponta, 
ao longo do texto, a possibilidade de que algumas culturas 
sofram riscos quanto à sua permanência. Segundo o autor, 
tais riscos envolveriam, por exemplo,
 a existência de características particulares permanente-
mente diversificadas.
 a predisposição a atos de incorporação de outras culturas.
 distintos potenciais materiais, capazes de gerar a 
supressão de algumas culturas por outras.
 a busca de uma cultura universal sobreposta a todas as 
manifestações culturais particulares. 
 a tentativa de afirmação, pelas diversas culturas, de uma 
identidade própria.
QUESTÃO 17
“Ele tinha o olho maior que a 
barriga” (Ziraldo, O menino maluquinho) 
No livro O menino maluquinho, 
Ziraldo, ao descrever seu persona-
gem, se vale do dito popular “ter o 
olho maior que a barriga”, que tam-
bém pode significar “ser guloso”, 
“desejar comer além do possível”... 
O escritor ilustra o fragmento descritivo com a figura acima. É 
possível, pois, afirmar que
 a figura se constrói ratificando o valor conotativo do dito 
popular, que só deve ser interpretado assim.
 a imagem do menino representa o valor literal da expres-
são, em manifestação lúdica do criador do personagem.
 o desenho pretende traduzir a opção do escritor pelo 
sentido literal das palavras.
 a figura simboliza uma reafirmação do discurso tradicional 
e uma aversão ao sentido figurado dos vocábulos. 
 não há intenção humorística na apresentação do desenho 
como ilustrativo da frase que descreve o personagem.
QUESTÃO 18
ENSOR, J, A intriga, 1890, óleo sobre tela 
A imagem acima é de um quadro do pintor expressionista 
James Ensor. A partir dos seus elementos constituintes, bem 
como do ideário estético firmado pelo Expressionismo, pode-
se reconhecer, nessa obra, que
 o pintor trabalha com partes de uma mesma imagem, 
recompondo-as e utilizando-as ao mesmo tempo, a fim 
de criar várias perspectivas e dar a impressão de que 
um objeto pode ser visto ao mesmo tempo sob todos os 
ângulos.
 seu autor, pintando diretamente sobre a tela branca, 
utiliza somente cores justapostas em vez de misturá- 
-las previamente na paleta, pesquisando os cambiantes 
efeitos da luz na atmosfera e nos objetos retratados.
 o pintor deixa fluir livremente, a partir do inconsciente, 
um processo de livre associação, com a incorporação de 
elementos ilógicos vinculados ao sonho, à fantasia.
 o autor inclina-se a deformar a realidade de modo cruel, 
muitas vezes caricatural, fazendo prevalecer o exagero, 
a distorção e a dramaticidade das formas, linhas e cores 
que retratam sua atitude emocional.
 o artista propõe a construção de valores burgueses, 
valendo-se do lirismo para afirmar conceitos da sociedade 
por meio de manifestações intencionalmente ordenadas 
para conquistar a crítica. 
QUESTÃO 19
Aves de rapina
Há muitos anos que os caminhos se arrastavam
Subindo para as montanhas
Percorriam as florestas perseguindo a distância.
Lentos e longos deslizavam nas planícies.
Passaram chuvas, passaram ventos
passaram sombras aladas...
Um dia os aviões surgiram e libertaram a distância.
Os aviões desceram e levaram os caminhos.
Joaquim Cardozo
O título de um poema, não raramente, fornece a “chave” para 
as intenções autorais. No caso de “Aves de rapina”, pode- 
-se reconhecer um objetivo crítico em relação a pretensas 
conquistas do progresso, e o verso que guarda relação mais 
estreita com o título é
 “Há muitos anos que os caminhos se arrastavam”.
 “Subindo para as montanhas”.
 “Lentos e longos deslizavam nas planícies”.
 “Passaram chuvas, passaram ventos”.
 “Os aviões desceram e levaram os caminhos”.
QUESTÃO 20
O peru de Natal
Morreu meu pai, sentimos muito etc. Quando chegamos 
nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais 
pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia 
ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança 
dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. 
Uma vez que eu sugerira à mamãe a ideia dela ir ver uma fita 
no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao 
cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas 
aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente 
de pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de 
amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.
Mário de Andrade (fragmento).
O Modernismo é movimento literário de ruptura com a tradição, 
seja pela abordagem temática, seja por aspectos formais. 
Percebe-se, no texto acima, de um dos modernistas de 
primeira hora, que essa intenção de rompimento se manifesta 
por meio da
 maior abrangência popular, adotando a linguagem do 
povo e posição de nacionalismo crítico.
 temática vinculada ao cotidiano e linguagem 
exclusivamente pautada no coloquial.
 rejeição a hábitos impostos pela educação tradicional e 
repúdio ao falso sentimentalismo.
 irreverência, com a introdução do chamado poema- 
-piada e paródia de textos tradicionais.
 negação integral da linguagem dita culta e uso de 
construções da regência popular.
QUESTÃO 21
À atriz Eugênia Câmara 
(no dia seguinte ao de uma vaia sofrida no Teatro Santa Isabel, no Recife)
Hoje estamos unidos a adorar-te
Tu és a nossa glória, a nossa fé,
Gravitar para ti é levantar-se,
Cair-te às plantas é ficar de pé!...
Ontem a infâmia te cobria de lama
Mas pra insultar-te se cobriu de pó! ...
Miseráveis que ferem a fraqueza
De uma pobre mulher inerme, só!
Tu és tão grande como é grande o gênio 
És tão brilhante como a própria luz, 
Dentre os infames do calvário d’arte, 
Tu foste o Cristo, foi o palco a cruz! ...
Mas estamos unidos a adorar-te!
Tu és a nossa glória, a nossa fé!
Gravitar para ti é levantar-se,
Cair-te às plantas é ficar de pé!
Castro Alves
O professor Domício Proença Filho, em seu livro Estilos de 
época na literatura, menciona, entre as várias características 
do Romantismo, a seguinte: 
“Exagero nas emoções, nos sentimentos, nas figuras 
do herói e do vilão, na visão maniqueísta a dividir o bem 
e o mal”.
A despeito de representar, basicamente, o gênero lírico, 
o texto de Castro Alves apresenta elementos de natureza 
argumentativa, por meio dos quais o poeta pretende defender 
a amada das vaias por ela sofrida na véspera. Para tanto, vale-
se o poeta romântico do “exagero nas emoções” mencionado 
por Domício Proença Filho, com a figura da hipérbole, 
claramente exemplificada no verso 
 “Miseráveis que ferem a fraqueza”.
 “De uma pobre mulher inerme, só!”
 “Mas pra insultar-te se cobriu de pó! ...”
 “És tão brilhante como a própria luz”.
 “Mas estamos unidos a adorar-te!”
QUESTÃO 22
Texto I
 Eu te gosto, você me gosta 
 desde tempos imemoriais. 
 Eu era grego, você troiana, 
“Balada do amor através das idades”, Carlos Drummond de Andrade.
Texto II
 Eu não devia te dizer
 mas essa lua
 mas esse conhaque
 botam a gente comovido como o diabo.
“Poema das sete faces”, Carlos Drummond de Andrade.
Com relação à forma como seconstroem os fragmentos acima, 
pode-se reconhecer que o eu lírico utiliza-se de linguagem
 que tipifica o registro coloquial, adequado às situações 
contextuais em que ocorre.
 de uso comum na tradição literária, dentro do princípio da 
“licença poética”.
 endossada pela norma culta, sem registros típicos da 
oralidade do discurso. 
 que não pode ser considerada literária, pelo mau gosto 
das construções. 
 contrária ao gênero lírico, embora observe padrões de 
métrica e rima da poética tradicional. 
QUESTÃO 23
Pelo quarto parecia-lhe estarem a se cruzar os elétricos, 
a estremecerem-lhe a imagem refletida. Estava a se pentear 
vagarosamente diante da penteadeira de três espelhos, 
os braços brancos e fortes arrepiavam-se à frescurazita da 
tarde. Os olhos não se abandonavam, os espelhos vibravam 
ora escuros, ora luminosos. Cá fora, duma janela mais alta, 
caiu à rua uma coisa pesada e fofa. Se os miúdos e o marido 
estivessem à casa, já lhe viria à ideia que seria descuido deles. 
Os olhos não se despregavam da imagem, o pente trabalhava 
meditativo, o roupão aberto deixava aparecerem nos espelhos 
os seios entrecortados de várias raparigas.
Esse é um trecho do conto “Devaneio e embriaguez duma 
rapariga”, do livro Laços de família, de Clarice Lispector, uma 
coletânea publicada em 1960. A personagem feminina é uma 
portuguesa, e o narrador, de certa forma, estabelece cumplicidade 
com ela, assumindo linguagem típica de sua nacionalidade. 
Esse aspecto do fragmento está exemplificado no emprego 
dos vocábulos
 “elétricos” e “vagarosamente”.
 “frescurazita” e “luminosos”.
 “fofa” e “descuido”. 
 “miúdos” e “raparigas”.
 “roupão” e “seios”.
QUESTÃO 24
A vida na fazenda se tornara difícil. Sinhá Vitória benzia-
se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando 
rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano 
espiava a caatinga amarela, onde as folhas secas se 
pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos 
se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações 
tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, 
devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus 
um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava 
perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro 
morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou--se com a 
família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar 
aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, 
como negro fugido. 
Graciliano Ramos. Vidas Secas. Editora Martins Fontes, 1970. p. 117. 
 
Lê-se, a propósito do estilo de Graciliano Ramos na obra 
Vidas Secas, o seguinte trecho, de autoria de Keyla Pinheiro: 
Graciliano esquadrinha geometricamente as palavras: 
elimina do texto tudo o que se possa chamar de adorno. 
Diz o máximo com o mínimo: daí, a escolha pelas séries de 
orações curtas, coordenadas por justaposição, caracterizando 
o predomínio da parataxe.
Disponível em: www.keylapinheiro.blogspot.com.br.
A passagem do texto acima transcrito de Vidas Secas que 
exemplifica melhor a menção à série de “orações curtas, 
coordenadas por justaposição, caracterizando o predomínio 
da parataxe” é
 “A vida na fazenda se tornara difícil”. 
 “Sinhá Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, 
mexia os beiços rezando rezas desesperadas”. 
 “No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido”.
 “Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo 
estava perdido”.
 “Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido”.
QUESTÃO 25
Texto I
Disponível em: www.geradormemes.com.
Texto II
Disponível em: www.geradormemes.com.
No âmbito da gíria vem-se, atualmente, cristalizando o uso 
da forma “partiu” para indicar algo como “vamos agora”, 
designando uma ação a ser desenvolvida naquele exato 
momento (“O táxi chegou galera, partiu balada!”)
A respeito dos textos I e II, acima, pode-se reconhecer, pela 
interação entre as linguagens verbal e não verbal, que 
 os dois se utilizam dessa forma verbal com o mesmo 
sentido figurado, conotativo.
 o primeiro apresenta emprego de ordem denotativa, da 
palavra em “estado de dicionário”.
 o segundo, com humor, satiriza o uso da gíria, utilizando a 
palavra com outro sentido. 
 esse emprego giriático está presente nos dois textos, 
conforme o comprovam as imagens.
 nenhum dos dois se apropriou da forma verbal menciona-
da, no seu emprego como gíria.
QUESTÃO 26
Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, 
e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. 
O melhor prólogo é o que contém menos cousas, ou o que 
as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, 
evito contar o processo extraordinário que empreguei na 
composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. 
Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário 
ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se 
te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, 
pago-te com um piparote, e adeus.
(...)
Machado de Assis, o nosso maior escritor do Realismo, 
ganhou notoriedade no âmbito da literatura nacional e mundial 
em função de diversas características de estilo que tornaram 
quase única a sua narrativa. 
No fragmento acima, destacam-se, entre tais características,
 comentários de ordem metalinguística sobre o processo 
de elaboração da narrativa.
 apagamento da presença do leitor como interlocutor, 
desqualificando-o. 
 manifestação de intertextualidade como recurso argu-
mentativo.
 presença de um narrador observador, em terceira pessoa.
 visão objetiva e pessimista da vida, do mundo e das 
pessoas.
QUESTÃO 27
Samba do quilombo
Saiu do congo num navio negreiro
Baixou no litoral
Batuque banzo no chão do terreiro
Pra suportar o mal
Correu, fugiu, sofreu, sumiu e subiu o morro
E o horizonte era o fundo do quintal...
Os atabaques gritam na macumba
No tom dos ancestrais
Na voz do blue, no rebolado da rumba
Tem nego por detrás
Vem invadindo todas as fronteiras da história
Rumo ao futuro, em pleno temporal
Minha terra tem palmares onde Zumbi foi eleito
 E os negros que lá quilombaram sambavam do mesmo 
jeito
(...)
Lenine
A arte, muitas vezes, busca explicar diferentes culturas Nessa 
composição de Lenine, centrada na afirmação cultural da 
figura do negro na realidade brasileira, podem-se identificar, 
como elementos dessa afirmação, 
 a musicalidade e a religiosidade.
 a alienação e a miscigenação.
 a resignação e a religiosidade.
 a musicalidade e a submissão.
 a miscigenação e a resignação.
QUESTÃO 28
Da observação
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
Mário Quintana
No texto acima, o poeta propõe que se enfrentem situações 
com uma postura completamente contrária a elas. Para definir 
esses dois polos, ele se vale, respectivamente, dos recursos 
sintático-estilísticos denominados
 antítese e paradoxo.
 concessão e antítese.
 adversidade e concessão.
 paradoxo e concessão.
 adversidade e antítese.
QUESTÃO 29
Disponível em: www.sugestoesdeatividades.blogspot.com.br.
Disponível em: www.imguol.com
Os dois cartazes acima, obviamente, têm formulações e 
objetivos bem distintos. Com relação às normas que regem 
o emprego do acento grave indicativo da crase, pode-se dizer 
que a gramática
 foi corretamente observada nos textos dos dois cartazes.
 apenas pode abonar o emprego do “a” acentuado no 
segundo cartaz.
 exigiria o acento representativo da crase nas duas 
ocorrências do “a” no primeiro cartaz. 
 determina, na expressão “Não a droga”, o acento grave 
da crase.
 explica a crase, no segundo cartaz, pelo encontro de dois 
vocábulos “a”.
QUESTÃO 30
Texto I
Mocidade e morte
Oh! Eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares,
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
— Árabe errante, vou dormirà tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.
Morrer... quando este mundo é um paraíso
E a alma um cisne de douradas plumas:
Não! o seio da amante é um lago virgem
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! formosa mulher — camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas.
Minh’alma é a borboleta que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas...
E a mesma voz repete-me terrível,
Com gargalhar sarcástico: — impossível!
Castro Alves, Espumas Flutuantes.
Texto II
Momento num café
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
 Um no entanto se descobriu num gesto largo [e demorado
Olhando o esquife longamente
 Este sabia que a vida é uma agitação feroz e [sem 
finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.
Manuel Bandeira, Estrela da manhã.
A temática da morte encontra-se presente em ambos os 
textos. A observação dos elementos de conteúdo ou de forma 
dos dois poemas permite a consideração de que 
 o texto I, confirmando a frequente postura do eu romântico 
diante da morte, vê nesta a libertação das infelicidades da 
vida. 
 o texto II retoma o conteúdo simbolista de que a verdadeira 
vida é a que se dá após a libertação do cárcere da matéria.
 os dois textos apresentam uma visão romântica que 
promove a integração entre o homem e a natureza. 
 os dois textos expressam o lamento em relação à morte, 
considerada uma ocorrência prematura que impede o 
alegre desfrutar da vida. 
 apenas um dos poemas – o segundo – se constrói com 
base em uma estrutura de oposição entre a vida e a morte.
QUESTÃO 31
Disponível em: www.ibc.org.br.
A charge acima se refere a um dos mais conhecidos 
aplicativos da web, o Twitter. Embora se registre uma queda 
no seu emprego, em função do surgimento de outras opções 
na internet, ele ainda é muito utilizado na postagem de 
mensagens.
A charge, contudo, pretende enfocá-lo sob outra ótica, pois, 
com uma certa visão irônica, o objetivo do seu autor é 
 mostrar que é impossível comunicar-se com precisão com o 
número máximo de caracteres estabelecido pelo Twitter.
 revelar que há pessoas, mesmo jovens, que não se 
deixam seduzir pelos meios eletrônicos de comunicação.
 destacar a importância do reconhecimento, pelas pessoas, 
da necessidade de integração com a natureza.
 criticar a presença exagerada da internet na vida das 
pessoas, particularmente dos mais jovens, afastando-os 
do contato direto com a realidade.
 valorizar, por meio do exagero, a indiscutível importância 
que instrumentos como o Twitter alcançam na vida de 
hoje. 
QUESTÃO 32
Qual homem pode haver tão paciente, 
Que vendo o triste estado da Bahia, 
Não chore, não suspire, e não lamente? 
[..........................................................] 
Se souberas falar, também falaras, 
Também satirizaras, se souberas, 
E se foras Poeta, poetizaras. 
A ignorância dos homens destas eras 
Sisudos faz ser uns, outros prudentes, 
Que a mudez canoniza bestas feras. 
Há bons, por não poder ser insolentes, 
Outros há comedidos de medrosos, 
Não mordem outros não, por não ter dentes. 
Quantos há que os telhados têm vidrosos, 
E deixam de atirar sua pedrada 
De sua mesma telha receosos. 
Uma só natureza nos foi dada: 
Não criou Deus os naturais diversos, 
Um só Adão formou, e esse de nada. 
Todos somos ruins, todos perversos, 
Só nos distingue o vício, e a virtude, 
De que uns são comensais outros adversos. 
Quem maior a tiver, do que eu ter pude, 
Esse só me censure, esse me note, 
calem-se os mais, chitom, e haja saúde. 
Gregório de Matos, Aos vícios
Vocabulário 
chitom: silêncio (do francês “chut donc”) 
O texto é representativo da obra do mais expressivo poeta 
barroco brasileiro, Gregório de Matos. Nele, há elementos 
capazes de estabelecer relação direta com o momento de sua 
produção, já que Gregório se refere, criticamente, 
 à realidade do Brasil quinhentista, dos primeiros viajantes 
e catequistas.
 às características negativas de habitantes da Colônia no 
século XVII.
 ao ambiente urbano do século XVIII, visto como 
moralmente inferior ao do campo. 
 a um país idealizado, fruto do nacionalismo que marcou o 
século XVIII. 
 ao Brasil real do século XIX, representado pelas mazelas 
da sociedade baiana de então.
QUESTÃO 33
A aproximação estilística e ideológica e a convergência de 
concepções estéticas que reúne um grupo de artistas em 
determinada época caracteriza o que se pode denominar de 
estilo de época. 
I. E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada 
e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hor-
taliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro 
palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a 
negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das 
claras barracas de algodão cru, armadas sobre lustrosos 
bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa 
molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco. 
E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umida-
de quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, 
a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que 
parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e 
multiplicar-se como larvas no esterco.
Aluísio de Azevedo, O cortiço
II. 
Mais que esse vulto extraordinário,
Que assombra a vista,
Seduz-me um leve relicário
De fino artista.
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Olavo Bilac, Profissão de fé.
Verifica-se, nos dois textos, diferentes concepções sobre o 
fazer literário, traduzidas, respectivamente, por
 predominância do individual sobre o coletivo / 
subjetividade na apreensão da realidade.
 visão psicológica na construção da narrativa / desapego 
à tradição formal na produção poética.
 determinismo do meio ambiente / trabalho artesanal na 
busca da perfeição estética. 
 descrição patológica dos personagens / prevalência do 
conteúdo sobre os aspectos formais.
 apreensão e descrição idealizada da realidade / 
marcantes preocupações de natureza social. 
QUESTÃO 34
A linguagem é utilizada em diferentes ações, com objeti-
vos distintos. Por meio dela, transmitem-se informações, é 
possível persuadir, demonstrar sentimentos, construir repre-
sentações do mundo, etc. A essa variedade de situações cor-
respondem às chamadas funções da linguagem. Uma mesma 
comunicação pode apresentar mais de uma função, mas, de 
acordo com os propósitos do enunciador, sempre é possível 
identificar uma predominância. 
A propósito, leia o fragmento abaixo, do poema “Divina”, de 
Cruz e Souza, poeta simbolista:
Eu não busco saber o inevitável
das espirais da tua vã matéria.
Não quero cogitar da paz funérea
que envolve todo o ser inconsolável.
Bem sei que no teu círculo maleável
de vida transitória e mágoa séria
há manchas dessa orgânica miséria
do mundo contingente, imponderável.
É possível afirmar que, nesse texto, dada a sua natureza e 
seus objetivos, predomina a função 
 poética, dada a prevalência de palavras do âmbito 
denotativo da linguagem.
 metalinguística, pela preocupação de explicar, com 
palavras, outras palavras.
 emotiva, centrada em um posicionamento do emissor, 
suas ideias e sentimentos. 
 referencial, já que a pretensão é transmitir objetivamente 
uma visão do mundo. 
 conativa, em função do “apagamento” do eu em detrimento 
do receptor. 
QUESTÃO 35
Na inocência da própria ignorância, até gente graúda da 
intelectualidade teve pressa de ir à jugular do Ministério da 
Educação, a condenar um livrete destinado a introduzir maiores 
de idade ao universo do estudo gramatical. O livro prega a 
necessidade de adequar-se o idioma à formalidade dasituação 
– aquela coisa manjada: não se usa terno na praia nem sunga 
no trabalho. Assim, ninguém usa português de concurso no 
bar nem fala com chefe com a gramática usada para cantar a 
namorada. Não se fala como se escreve, etc.
A lição, banal entre linguistas sérios, virou belzebu na imprensa. 
Com isso, escoou a oportunidade de discutir um ensino que amplie 
a consciência brasileira sobre seu idioma. Alunos devem aprender 
o padrão de cada contexto de uso? Os Parâmetros Curriculares 
Nacionais já responderam que sim. O padrão é ensinado a 
contento? Só o será se ensinadas as variantes adequadas a cada 
contexto. Professores estão preparados para isso? O MEC dá 
braçadas contra desigualdades difíceis de superar e a herança do 
ensino que pensa o idioma como elemento de distinção social e 
exclusão dos pobres (...).
 “Ignorância e má-fé”, de Luiz Carlos Pereira Junior, editor da revista Língua Portuguesa – 
Publicada na revista n.68, junho de 2011, pág. 4.
Entende-se que o articulista do texto lido considera, sobre as 
variantes linguísticas, que
 foram inadequadamente apresentadas em livro autorizado 
pelo MEC.
 devem ser componentes do ensino da língua para os 
alunos brasileiros.
 serão introduzidas como componentes dos Parâmetros 
Curriculares Nacionais.
 constituem assunto banal, e, por isso, não interessam aos 
linguistas sérios.
 nada têm a ver com as preocupações do MEC sobre a 
exclusão social no Brasil. 
QUESTÃO 36
Então, a travessia das veredas sertanejas é mais 
exaustiva que a de uma estepe nua.
Nesta, ao menos, o viajante tem o desafogo de um 
horizonte largo e a perspectiva das planuras francas.
Ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar; 
agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não 
o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com 
os gravetos estalados em lanças; e desdobra--se-lhe na frente 
léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvores sem 
folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, 
apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos 
pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora 
agonizante...
Euclides da Cunha, Os Sertões.
A literatura, justamente por seus fundamentos calcados na 
inventiva, na recriação, não apresenta, necessariamente, uma 
linguagem padronizada, ainda que referente a obras de uma 
mesma época. Euclides da Cunha inscreveu-se entre os autores 
de um momento literário que, entre nós, foi denominado de Pré-
-Modernismo e que apresentava como uma de suas marcas 
fundamentais produções marcadas por ecletismo, seja na forma 
seja no conteúdo, ora recuperando temas e formas da tradição, 
ora inovando, em uma espécie de antecipação do Modernismo. 
No caso da obra de Euclides da Cunha, o fragmento 
exemplifica a utilização pelo autor de uma linguagem 
 de cunho coloquial, para traduzir, com coerência e de 
forma pitoresca, a realidade de pessoas do povo.
 de caráter regionalista, para corresponder à ambiência 
física em que se localiza o romance.
 em que predomina a norma culta, com recursos 
expressivos que caracterizam o texto literário.
 cuja informalidade traduz a oposição entre o mundo 
cultural do autor e o dos seus personagens.
 de natureza inovadora, com a inventiva tendente à ruptura 
com a tradição literária, própria do primeiro momento do 
Modernismo.
QUESTÃO 37
Em relação ao jornalismo propriamente dito, a internet 
proporcionou uma quebra no esquema de difusão um-todos, 
ou melhor, emissor único e receptores múltiplos. Agora, cada 
um, além de tornar-se editor (navegando a seu bel prazer 
pelos links e hiperdocumentos), pode ser emissor da notícia 
e mesmo interagir com sua produção. A figura do gatekeeper, 
que seria o profissional selecionador das notícias que vão 
estar na pauta do veículo, inexiste na internet. Segundo a 
colega Ana Paula Saab, em uma das discussões digitais, “a 
internet oferece múltiplos sistemas de filtragem, por meio dos 
quais os utilizadores podem escolher de acordo com os seus 
interesses. Com o computador pessoal, o internauta tem a 
liberdade de fazer e controlar a sua própria imprensa. A rede 
aumentou imensuravelmente a área de abrangência do leitor, 
ou seja, sua capacidade de acesso, já que podemos conhecer 
e ler veículos de comunicação de grande parte dos países, 
privilégio inviável antes do advento da internet”.
ZANIRATTO, Bianca Giordana. O impacto da tecnologia da informação na comunicação. PG 
– Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp – Bauru.
Considerando o exposto no fragmento acima, pode-se 
apontar, como elemento diferenciador, que a internet propicia 
a seus usuários, em termos de informação,
 única emissão para recepção múltipla. 
 seleção individual da pauta de notícias.
 espírito crítico a respeito das fontes de notícia.
 prevalência de jornais produzidos segundo conveniências 
externas.
 acessibilidade total do usuário, em termos planetários.
QUESTÃO 38
João Boa Morte, 
cabra marcado para morrer
João e seus companheiros
não gostaram da proeza:
se o novo preço não dava
para garantir a mesa, 
aceitar preço mais baixo
já era muita fraqueza.
“Não vamos voltar atrás.
Precisamos de dinheiro.
Se o coronel não quer dar mais, 
vendemos nosso produto
para outro fazendeiro.”
Com o coronel foram ter.
Mas quando comunicaram
que a outro iam vender
o cereal que plantaram, 
o coronel respondeu:
“Ainda está pra nascer
um cabra pra fazer isso.
Aquele que se atrever
pode rezar, vai morrer, 
vai tomar chá de sumiço”.
Ferreira Gullar
A poesia participante de Ferreira Gullar é uma obra de 
denúncia dos problemas sociais que afetavam e ainda afetam 
a vida e a sobrevivência do trabalhador simples no ambiente 
rural brasileiro. No excerto de “João Boa Morte, cabra marcado 
para morrer”, o poeta denuncia
 a falta de habilidade do pequeno produtor em negociar 
sua colheita.
 a incompatibilidade entre o produto cultivado e o interesse 
comercial.
 a ausência de diálogo entre os pequenos produtores de 
cereais.
 a prepotência dos poderosos sobre os pequenos 
produtores rurais.
 o comprometimento político do pequeno produtor rural.
QUESTÃO 39
Em cada situação em que existe comunicação, a linguagem 
adquire o aspecto do contexto em que é empregada. Ao 
chamar alguém, usa-se um tom de voz e uma linguagem 
correspondente, assim como quando se faz uma exposição. A 
linguagem tem que estar adequada ao evento. Assim, ela tem 
flexibilidade para atender a uma ou outra situação. Esse poder 
de adaptação ao contexto que a linguagem tem é conhecido 
como funções da linguagem. 
Na página de jornal mostrada acima, existe a predominância 
de duas diferentes funções da linguagem: uma é caracterizada 
pela manchete principal e a outra pelo anúncio da parte inferior 
direita. Essas funções da linguagem são, respectivamente,
 a fática e a metalinguística.
 a referencial e a conativa.
 a conativa e a emotiva.
 a referencial e a poética.
 a conativa e a referencial.
QUESTÃO 40
A banca do distinto
Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor?
Pra que esse orgulho?
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
 valorização de fatos e coisas do cotidiano.
 desobediência total às regras gramaticais. 
QUESTÃO 42
Disponível em: www.pinterest.com
A linguagem da propaganda ou da publicidade se vale dos 
mais variados recursos expressivos para alcançar os seus 
objetivos de persuasão do público a que se destina. 
A peça publicitária acima, com objetivos bem claros de caráter 
social, se constrói, entre outros elementos, com o emprego 
inusitado, que chama atenção pelo estranhamento, 
 do modo verbal imperativo.
 da referência direta ao interlocutor. 
 da interação entre o verbal e o não verbal.
 de um vocábulo usado conotativamente.
 da possível gradação entre as palavras “mais” e “melhor”.
QUESTÃO 43
Disponível em: www.pinterest.com
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escadaMas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal
Billy Blanco
Billy Blanco, já falecido, foi um compositor-cronista que, em 
suas letras, retratou com saborosa linguagem diversos tipos 
do cotidiano. No texto acima, as suas intenções se voltam para 
 descrever alguém com a intenção de promover uma 
reflexão crítica sobre a arrogância, a vaidade e a 
discriminação.
 eleger, como interlocutor, alguém cujo comportamento ele 
não chega a censurar e a quem dá conselhos.
 apresentar argumentação construída com um tom nobre 
e uma linguagem típica da norma culta, em função do seu 
destinatário.
 construir tão somente uma reflexão sobre a efemeridade 
da vida, sem considerações de ordem moral.
 criar um texto laudatório, pretendendo, basicamente, 
enaltecer os componentes de uma sociedade igualitária. 
QUESTÃO 41
Matéria de poesia
Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore
serve para poesia
Terreno de 10 × 20, sujo de mato – os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia
Manoel de Barros
Manoel de Barros foi um dos principais poetas do Brasil. Em 
sua obra encontram-se elementos de forma e conteúdo que 
retomam postulados da primeira fase do Modernismo.
No texto lido – de natureza metalinguística –, o poeta dá, 
indiretamente, um conceito de poesia. Além da metalinguagem, 
a característica do momento inicial do Modernismo que 
corresponde ao que diz Manoel de Barros nesse fragmento, é
 incorporação das conquistas do progresso. 
 reescritura de textos do passado, de forma parodística.
 nacionalismo ufanista, exaltação do patriotismo.
Dentre os recursos utilizados no texto acima com a finalidade 
de influenciar as pessoas e provocar eventual mudança de 
comportamentos e hábitos nocivos, reconhece-se
 o uso polissêmico da palavra “droga”.
 a manutenção do valor semântico da palavra “amigo”. 
 o “apagamento” da figura do interlocutor.
 o ilogismo de uma pergunta sem resposta.
 a inadequação entre a linguagem verbal e a não verbal. 
QUESTÃO 44
Em uma peça publicitária recentemente veiculada em jornais 
impressos, pode-se ler o seguinte: 
Se a prática leva à perfeição, então imagine o sabor de 
pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes. 
Acerca da primeira oração desse trecho, pode-se reconhecer 
sua contribuição na organização e na estruturação do texto, 
ao expressar, em relação à segunda, uma circunstância de 
 comparação.
 condição. 
 conformidade. 
 consequência. 
 proporção. 
QUESTÃO 45
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos 
mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe 
de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem 
a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado 
[...]. Cedendo à meiga pressão, a virgem reclinou-se ao peito 
do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida 
perdiz [...]. A fronte reclinara, e a flor do sorriso expandia-se 
como o nenúfar ao beijo do sol [...]. Em torno carpe a natureza 
o dia que expira. Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a 
brisa na folhagem; o mesmo silêncio anela de opressor [...]. A 
tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas 
tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.
O trecho citado – do célebre romance indianista de José 
de Alencar – constrói-se estilisticamente com figuras de 
linguagem, caracterizadoras do estilo poético do autor, 
apresentando, dominantemente, as figuras de
 comparações e antíteses.
 antíteses e inversões.
 pleonasmos e hipérboles.
 metonímias e prosopopeias.
 comparações e metáforas.
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90
QUESTÃO 46
Estimativa do número de africanos 
desembarcados em cada região 
(em milhares de indivíduos)
Período Brasil América Britânica 
e Estados Unidos
1501-1550 –– ––
1551-1600 50,0 ––
1601-1650 200,0 ––
1651-1700 360,0 ––
1701-1740 605,1 70,2
1741-1800 1.095,2 321,0
1801-1830 1.000,4 168,3
1831-1850 712,7 0
1851-1870 6,4 0,3
Total Geral 4.029,8 559,8
ALENCASTRO, Luís Felipe de. O tráfico dos viventes – 
Formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Cia das Letras, 2000 (adaptado).
O número de africanos desembarcados no Brasil devido 
ao tráfico negreiro, conforme tabela, foi o maior, ao se 
compararem os dados da América Britânica e dos Estados 
Unidos. Uma das explicações para essa diferença é que
 no Brasil, o tráfico negreiro foi facilitado pela proximidade 
com o litoral africano; nos Estados Unidos, a distância em 
relação à costa africana encareceu a mercadoria escrava.
 nos Estados Unidos, o tráfico sempre foi ilegal, dificultando, 
assim, o comércio transatlântico de escravos; no Brasil, 
o tráfico estendeu-se legalmente até às vésperas da 
abolição da escravidão.
 no Brasil, prevaleceu o projeto de abastecimento da 
mão de obra escrava por meio do tráfico negreiro; nos 
Estados Unidos, predominaram as fazendas onde ocorria 
a reprodução escrava.
 nos Estados Unidos, predominou o trabalho livre, 
realizado em pequenas propriedades, sendo a mão de 
obra escrava utilizada somente nas lavouras de algodão 
da região norte; no Brasil, a mão de obra escrava foi 
predominante nas mais diversas regiões.
 no Brasil, o elevado crescimento da economia 
agroexportadora possibilitou capital disponível para a 
compra de escravos; nos Estados Unidos, as constantes 
crises da lavoura algodoeira inviabilizavam a compra em 
larga escala da mão de obra escrava.
QUESTÃO 47
Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em 
nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, 
da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou 
pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de 
vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam 
servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano 
escravizado demorou para aparecer como protagonista na 
literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro 
Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram 
em obras suas o tema da escravidão.
NAPOLITANO, Marcos; VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. 
São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37 (adaptado).
No sistema colonial português, o trabalho compulsório indígena
 foi empregado em pequena escala nas missões e em 
regiões onde não se dispunha de outra mão de obra, 
até a expulsão da Companhia de Jesus, no século XVII, 
momento em que a Coroa Portuguesa regulamentou essa 
forma de exploração.
 mostrou-se menos vantajoso aos proprietários de terras, 
nas grandes lavouras, considerando, entre outros 
fatores, as rebeliões e fugas frequentes, favorecidas pelo 
conhecimento da região e a eficácia do tráfico negreiro no 
abastecimento de mão de obra.
 assumiu formas distintas ao longo do processo de 
colonização, sendo empregado sistematicamente nas 
Entradas e Bandeiras mediante acordos entre brancos 
e indígenas, os quais previam a divisão das riquezas 
eventualmente encontradas.
 causou grande polêmica ao longo do período colonial 
principalmente quando se tratava de escravidão, prática 
combatida por jesuítas como José de Anchieta e André 
João Antonil, que defendiam que os negros não deveriam 
ser escravizados.
 existiu na forma de trabalho semi-servil, com o 
consentimento da Igreja, quando se entendia que os 
indígenas da região não poderiam ser “pacificados” 
ou catequizados sem uso da força, ou seja, quando se 
praticava a chamada Guerra Santa.
QUESTÃO 48
Desde o alvorecer de São Paulo, as águas amarelas e 
quietas do Tietê despertaram sonhos de aventura e de riqueza.
NÓBREGA, Mello. História do Rio Tietê. 3ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia. 
São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981, pág. 61
Na história da formação da cidade de São Paulo, o rio Tietê
 foi utilizadopelos bandeirantes, como meio de transporte, 
na procura de ouro e na captura de indígenas.
 possibilitou o acesso de nordestinos para São Paulo, por 
ser o mais importante afluente do rio São Francisco.
 foi poluído a partir do século XIX, em decorrência da 
intensa mineração desenvolvida ao longo de seu leito.
 facilitou a intensa urbanização da capital paulista pelo fato 
de suas águas correrem no sentido interior-litoral e de ter 
sua foz no litoral.
 exerceu importante papel no século XVIII, uma vez que 
possibilitou o escoamento da produção cafeeira do oeste 
paulista até o porto de Santos.
QUESTÃO 49
A descoberta da américa e 
a barbárie dos civilizados
– A conquista da América pelos europeus foi uma tragédia 
sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos cristianizadores. 
Mataram à vontade, destruíram tudo e levaram todo ouro que 
havia.
Outro espanhol, de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica 
com os incas, um povo de civilização muito adiantada que lá 
existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca que o papa 
havia dado aquele país aos espanhóis e ele viera tomar conta. O 
imperador inca, que não sabia quem era o papa, ficou de boca 
aberta, e muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, 
bem armado de canhões conquistou e saqueou o Peru.
– Mas que diferença há, vovó, entre estes homens e aquele 
Átila ou aquele Gengis-Cã que marchou para o ocidente com 
os terríveis tártaros, matando, arrasando e saqueando tudo?
– A diferença única é que a história é escrita pelos 
ocidentais e por isso torcida a nosso favor.
Vem daí considerarmos como feras aos tártaros de 
Gengis-Cã e como heróis com monumentos em toda parte, aos 
célebres “conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda 
dizer que tanto uns como outros nunca passaram de monstros 
feitos da mesmíssima massa, na mesmíssima forma. Gengis-
Cã construiu pirâmides enormes com cabeças cortadas aos 
prisioneiros. Vasco da Gama encontrou na Índia vários navios 
árabes carregados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e 
as mãos de oitocentos homens da equipagem e depois queimou 
os pobres mutilados dentro dos seus navios.
LOBATO, Monteiro. História do mundo para crianças. Capítulo LX.
O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade de se 
definir quem é civilizado e quem é bárbaro. Mas, isso à 
parte, pensando a atuação europeia nos séculos XVI e XVII 
nas áreas americanas, um número razoável dessas visões 
equivocadas justificou o avanço espanhol e a destruição dos 
astecas, maias e incas explicados pelas necessidades
 sociais impostas pelas características culturais do 
território espanhol e pela presença muçulmana que 
limitava as condições de enriquecimento da monarquia, 
levando à conquista da América e à constituição de uma 
base política iluminista.
 religiosas decorrentes da perda de poder da Igreja 
Católica diante do avanço das reformas protestantes e 
das alianças com as potências ibéricas para estabelecer 
o Império da Cristandade, baseado na Escolástica.
 políticas oriundas das tensões na Península Ibérica que 
levaram a Espanha a organizar o processo de conquista 
do Novo Mundo como única alternativa para sua unidade 
política, utilizando para isso o apoio do Papado e da 
França de Francisco I.
 econômicas provenientes da divisão do território espanhol, 
fruto da diversidade cultural e étnica, e das disputas pelo 
poder entre Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias 
portuguesas na África e na Ásia e pelo desenvolvimento 
da economia do açúcar no Brasil.
 econômicas, políticas e religiosas dos recém-centralizados 
estados modernos, através do mercantilismo metalista que 
inundou a Europa de prata e de ouro, levando em seguida 
a uma revolução nos preços, que provocou inflação, 
e ao avanço de novas formas de desenvolvimento da 
agricultura.
QUESTÃO 50
A questão a seguir refere-se aos limites dos fusos horários 
teóricos.
Um avião que parte de Brasília em direção à capital do Egito, 
Cairo, gasta, aproximadamente, 28 horas. Se um grupo de 
turistas embarcar às 10:15, chegará, no dia seguinte, à cidade 
de destino às 
 9h15.
 10h15.
 14h15.
 18h15.
 19h15.
SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. Editora Ática: São Paulo, 2009.
QUESTÃO 51
José Lins do Rego foi autor de importantes obras literárias 
que têm como palco o Nordeste brasileiro. Um de seus mais 
importantes romances é Menino de Engenho, do qual foi 
retirado o seguinte trecho:
Lá um dia, para as cordas das nascentes do Paraíba, via-se, 
quase rente do horizonte, um abrir longínquo e espaçado de 
relâmpago: era inverno na certa no alto sertão. As experiências 
confirmavam que com duas semanas de inverno o Paraíba 
apontaria na várzea com a sua primeira cabeça-d’água. O rio no 
verão ficava seco de se atravessar a pé enxuto. Apenas, aqui e 
ali, pelo seu leito, formavam-se grandes poços, que venciam a 
estiagem. Nestes pequenos açudes se pescava, lavavam-se os 
cavalos, tomava-se banho.
OLYMPIO, José. Menino do Engenho. 77 Ed. Rio de Janeiro, 2000, p. 54.
O fato de o leito do rio ficar praticamente seco no verão é típico 
da hidrografia de áreas do Sertão nordestino, que apresentam 
como uma de suas importantes características 
 a reduzida pluviosidade, provocada por múltiplos fatores, 
entre eles a dinâmica atmosférica que limita a ação de 
massas úmidas.
 o inverno semelhante ao encontrado no clima subtropical 
do Sul do Brasil: redução das temperaturas devido à 
presença da massa polar.
 o verão pouco chuvoso com elevadas temperaturas que 
se assemelham às condições do verão da porção Centro-
Sul do Brasil.
 a fraca pluviosidade provocada pelas condições de relevo 
pouco acidentado e com baixas altitudes, que impedem a 
formação de chuvas orográficas.
 a reduzida atuação de massas de ar, como a tropical 
continental e a polar atlântica, ambas portadoras de 
elevado grau de umidade.
QUESTÃO 52
Não acho que seja possível identificar apenas com a 
criação de uma economia global, embora este seja seu 
ponto focal e sua característica mais óbvia. Precisamos olhar 
além da economia. Antes de tudo, a globalização depende 
da eliminação de obstáculos técnicos, não de obstáculos 
econômicos. Isso tornou possível organizar a produção, e não 
apenas o comércio, em escala internacional.
HOBSBAWM, E. O novo século: entrevista a Antonio Polito. São Paulo: Cia. das Letras, 
2000 (adaptado).
Um fator essencial para a organização da produção, na 
conjuntura destacada no texto, é a
 criação de uniões aduaneiras.
 difusão de padrões culturais.
 melhoria na infraestrutura de transportes.
 supressão das barreiras para comercialização.
 organização de regras nas relações internacionais.
QUESTÃO 53
Terras indígenas
Os grupos indígenas terão importante papel na integração 
da Amazônia sul-americana, dada sua presença maciça na 
faixa de fronteira e suas práticas já em curso. Na medida em 
que uma mesma etnia é encontrada tanto no Brasil como em 
países vizinhos, é comum a transposição dos limites políticos 
para visita a parentes e trocas comerciais complementares. É 
o que se verifica com maior intensidade no alto Solimões e na 
fronteira com a Guiana Francesa.
BECKER, B.; STENNER, C. Um futuro para a Amazônia. 
São Paulo: Oficina de Textos, 2008. p. 135.
A presença e as práticas indígenas mencionadas são um fator 
geográfico de formação e intensificação de
 reservas extrativistas.
 metrópoles regionais.
 tecnopolos.
 cidades gêmeas.
 zonas francas.
QUESTÃO 54
Leia o poema do moçambicano Craveirinha, Cantiga do negro 
do betelão.
Se me visses morrer
Os milhões de vezes que nasci...
Se me visses chorar
Os milhões de vezes que te riste...
Se me visses gritar
Os milhões de vezes que me calei...
Se me visses cantar
Os milhões de vezes que morri...
E sangrei
Digo-te, irmão europeu
Também tu
Havias de nascer
Havias de chorar
Havias de cantar
Havias de gritar
Havias de morrer
E sangrar...
Milhões de vezes como eu
CRAVEIRINHA. In: Revista do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da 
FFCLH da USP. São Paulo: Edusp, 2002, p.100.O poeta constrói ou reconstrói a realidade em seus versos e o 
filósofo, ao ser “tocado” pela poesia, é chamado a refletir sobre 
ela. A primeira condição ou primeira virtude para o filosofar é
 problematizar.
 questionar.
 persuadir.
 teorizar.
 admirar.
QUESTÃO 55
Cuba começara sua vida política independente com 
uma organização partidária absolutamente ortodoxa: um 
partido liberal e um partido conservador. Na realidade, as 
coisas eram mais complicadas, já que no Partido Liberal 
se haviam alinhado quase todos aqueles que tinham feito a 
guerra de independência, enquanto no Partido Conservador 
haviam convergido os interesses de todos os que até o fim se 
conservavam favoráveis ao domínio espanhol. Além do mais, 
os Estados Unidos – libertadores e conquistadores da ilha – 
continuavam a manter sua tutela e faziam tudo para evitar a 
vitória dos liberais, dos quais temiam tanto as virtudes quanto 
os defeitos.
DONGHI, Halperin. História da América Latina.
A tutela estadunidense é comprovada
 pela exigência dos Estados Unidos de que a 
conversibilidade da moeda cubana sempre estaria 
atrelada ao dólar.
 pelos acordos econômicos entre Cuba e Estados Unidos 
que restringiam a exploração do açúcar apenas às 
empresas norte-americanas.
 pela imposição da Emenda Platt à Constituição cubana, 
que garantia aos Estados Unidos o direito de intervenção 
no país vizinho.
 pela concordância do governo de Cuba de que a sua 
Marinha fosse comandada pelo almirantado dos Estados 
Unidos.
 pelo preceito constitucional que exigia um alto grau de 
estatização da economia cubana, especialmente no setor 
industrial.
QUESTÃO 56
Também no Brasil o século XVIII é momento da 
maior importância, fase de transição e preparação para a 
Independência. Demarcada, povoada, defendida, dilatada 
a terra, o século vai lhe dar prosperidade econômica, 
organização política e administrativa, ambiente para a vida 
cultural, terreno fecundo para a semente da liberdade. (...) A 
literatura produzida nos fins do século XVIII reflete, de modo 
geral, esse espírito, podendo-se apontar a obra de Tomás 
Antônio Gonzaga como a sua expressão máxima.
COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. 
Rio de Janeiro: EDLE, 1972, 7. Ed. p. 127 e p. 138.
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Foto do Convento de Mafra, tirada em 1969. A larga escadaria conduz à 
entrada do Palácio e Mosteiro de Mafra, erguido em 1716 e 1735
O conhecimento histórico permite afirmar que a construção 
do convento, retratado na foto, coincidiu com um período de 
prosperidade em Portugal, proporcionado principalmente
 pela a exploração do ouro em Minas Gerais, que dinamizou 
as atividades econômicas na colônia e recuperou os 
cofres públicos lusitanos.
 pela pesada carga tributária imposta sobre a população 
portuguesa e pela riqueza acumulada pelo Estado com o 
tráfico de escravos africanos.
 pela transferência da Corte portuguesa para o Brasil, que 
contribuiu para que o comércio externo da colônia fosse 
feito sem intermediação inglesa.
 pelo desenvolvimento da nova agroindústria de exportação 
na colônia portuguesa na América: cultura cafeeira no 
Vale do rio Paraíba.
 pela participação da Igreja Católica no processo de 
colonização, que favoreceu a exploração econômica da 
colônia pelo Estado metropolitano.
QUESTÃO 57
O’GORMAN, Juan. Retábulo da Independência. pintura mural, 1960-1961 (detalhe)
A imagem acima é representativa do movimento muralista 
mexicano, que, entre outras características, explorou temas 
da História do México. Nesse detalhe, é possível identificar a
 ausência de elementos da religiosidade católica devido à 
valorização dos aspectos indígenas.
 representação de uma História com pouca ênfase aos 
seus conflitos sociais e às tensões políticas.
 mestiçagem cultural característica da formação do México 
e de diversos outros Estados latino-americanos.
 crítica explícita à dominação imperialista dos Estados 
Unidos em relação ao México.
 defesa do papel da elite mexicana como condutora dos 
destinos coletivos de sua nação.
QUESTÃO 58
[…] se me representou que, pelas notícias que tinham 
adquirido com as entradas que haviam feito pelos sertões 
dessa América, se lhes fazia certo haver neles minas de ouro 
e prata, e pedras preciosas, cujo descobrimento senão havia 
intentado pela distância em que ficaram as tais terras, aspereza 
dos caminhos, e povoações de índios bárbaros que nelas se 
achavam aldeados; […] e porque deste descobrimento de 
minas podiam resultar grandes interesses à minha fazenda, se 
ofereciam a me irem fazer esse serviço tão particular, à sua 
custa, não só conquistando com guerra aos gentios bárbaros 
que se lhes opuserem mas também procurando descobrir 
os haveres que nas ditas terras esperavam achar, […] e 
que fazendo o serviço que se ofereciam esperavam ser-lhes 
remunerado com as honras e prêmios.
Resposta de D. João V ao pedido de licença dos bandeirantes, 14 de fevereiro de 1721. In: 
PALACÍN, Luís; GARCIA, Ledonias; AMADO, Janaína. História de Goiás em documentos. 
Goiânia: Editora da UFG, 1995. p. 22 (adaptado).
O documento remete às relações entre o Rei e os súditos, no 
período colonial no Brasil, estabelecendo que
 a exploração aurífera seria feita com base nos 
investimentos da Coroa nas expedições.
 os gentios seriam protegidos por meio da proibição de sua 
escravização.
 o conhecimento da fauna e da flora do sertão seria 
prioritário para os interesses da Coroa.
 a recompensa dos bandeirantes estaria assegurada em 
caso de sucesso da expedição.
 as expedições em áreas distantes e infestadas de gentios 
seriam excluídas do patrocínio real.
QUESTÃO 59
Operadores da Bolsa atuam em várias partes do mundo, como 
se pode observar no mapa abaixo.
Bolsa de valores (2012)
Uma conclusão extraída a partir da interpretação do mapa é 
que
 as sucessivas crises financeiras reduziram o número de 
bolsas de valores no mundo.
 o Brasil e o México são os únicos países emergentes que 
apresentam bolsas de valores.
 a dispersão das bolsas de valores indica que não existem 
mais diferenças entre países centrais e periféricos.
 as maiores concentrações de bolsas de valores ocorrem 
nas áreas de maior dinamismo econômico.
 a globalização econômico-financeira tem privilegiado a 
abertura de bolsas de valores em todos os países.
QUESTÃO 60
Questionado sobre os significativos aumentos na tarifa de 
energia elétrica ao longo de 2015, o professor de Geografia 
respondeu que uma das principais justificativas é o custo 
energético da falta de água. Além disso, apresentou a tabela 
abaixo.
Matriz elétrica brasileira (GWh)
Fonte 2012 2013 2012/2013%
Hidrelétrica 415.342 390.992 –5,9
Gás natural 46.670 69.017 47,6
Biomassa1 34.670 39.679 14,5
Derivados do petróleo2 16.214 22.090 36,2
Nuclear 16.038 14.640 –8,7
Carvão a vapor 8.422 14.801 75,7
Eólica 5.050 6.579 30,3
Outras3 10.010 12.241 22,3
Geração total 552,498 570.025 3,2
1Inclui lenha, bagaço de cana e lixívia. 
2Inclui óleo diesel e óleo combustível. 
3Inclui outras recuperações, gás de coqueria e outras secundárias.
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME. Balanço Energético Nacional 2014. 
Disponível em: <www.mme.gov.vr>. Acesso em: 16 ago. 2015.
A justificativa apresentada pelo docente e os dados da tabela 
geraram um debate sobre a estrutura brasileira de geração de 
energia elétrica e a forte dependência dos fatores climáticos. 
Ao fim da aula, os alunos entenderam que
 as termelétricas que utilizam carvão mineral e gás natural 
também são dependentes dos fatores climáticos, o que 
aumenta a vulnerabilidade no fornecimento de energia 
elétrica para a população.
 o menor volume de água nos reservatórios das grandes 
hidrelétricas não possui relação com as ações humanas, 
pois o impacto do desmatamento não interfere no volume 
hídrico e no risco de assoreamento dos rios.
 a falta de água e anecessidade de utilização de outras 
fontes de energia diminuem os impactos ambientais, pois 
as termelétricas utilizam, em sua totalidade, fontes de 
energia renováveis.
 grande parte da comunidade científica alega que com 
as mudanças climáticas globais torna-se necessário o 
aumento da utilização de combustíveis fósseis para a 
geração de eletricidade.
 o menor volume de chuvas diminui a geração de 
hidroeletricidade, o que impõe a utilização de termelétricas, 
que encarecem a produção de energia elétrica.
QUESTÃO 61
O processo de expansão das características multilaterais 
do sistema ocidental nas diversas áreas do mundo conheceu 
crescente impasse a partir do início do novo século. A 
sustentabilidade de um sistema substancialmente unipolar 
mostrou-se cada vez mais crítica, precisamente em face das 
transformações estruturais, ligadas, antes de mais nada, ao 
crescimento econômico da Ásia, que pareciam complementar 
e sustentar a ordem mundial do pós-Guerra Fria. A ameaça do 
fundamentalismo islâmico e do terrorismo internacional dividiu 
o Ocidente. O papel de pilar dos Estados Unidos oscilou entre 
um unilateralismo imperial, tendendo a renegar as próprias 
características da hegemonia, e um novo multilateralismo, 
ainda a ser pensado e definido.
PONS, Silvio. A revolução global: história do comunismo internacional (1917-1991). 
Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.
O texto propõe uma interpretação do cenário internacional no 
princípio do século XXI e afirma a necessidade de se
 valorizar a liderança norte-americana sobre o Ocidente, pois 
apenas os Estados Unidos dispõem de recursos financeiros e 
militares para assegurar a Nova Ordem Mundial.
 reconhecer a falência do modelo comunista, hegemônico 
durante a Guerra Fria, e aceitar a vitória do capitalismo e 
da lógica multilateral que se constituiu a partir do final do 
século XX.
 combater o terrorismo islâmico, pois ele representa a 
principal ameaça à estabilidade e à harmonia econômica 
e política entre os Estados nacionais.
 reavaliar o sentido da chamada globalização, pois a 
hegemonia política e financeira norte-americana tem 
enfrentado impasses e resistências.
 identificar o crescimento vertiginoso da China e reconhecer 
o atual predomínio econômico e financeiro dos países do 
Oriente na Nova Ordem Mundial.
QUESTÃO 62
O mapa representa um dos possíveis trajetos da chamada 
Ferrovia Transoceânica, planejada para atender, entre outros 
interesses, ao transporte de produtos agrícolas e de minérios, 
tornando as exportações possíveis tanto pelo Oceano Atlântico 
quanto pelo Oceano Pacífico.
Ferrovia transoceânica
Revista Agro DBO. São Paulo, jun. 2015.
Considerando-se o trajeto indicado no mapa e levando em conta 
uma sobreposição aos principais Domínios Morfoclimáticos da 
América do Sul e as faixas de transição entre eles, definidos pelo 
geógrafo Aziz Ab’Sáber, pode-se identificar a seguinte sequência 
de Domínios, do Brasil ao Peru:
 Chapadões Florestados, Cerrados, Caatingas, Pantanal, 
Andes Equatoriais.
 Mares de Morros, Pantanal, Chaco Central, Andes 
Equatoriais.
 Chapadões Florestados, Chaco Central, Cerrados, Punas.
 Mares de Morros, Cerrados, Amazônico, Andes Equatoriais.
 Mares de Morros, Cerrados, Caatingas, Amazônico, Punas.
QUESTÃO 63
Quando ninguém duvida da existência de um outro 
mundo, a morte é uma passagem que deve ser celebrada 
entre parentes e vizinhos. O homem da Idade Média tem a 
convicção de não desaparecer completamente, esperando 
a ressurreição. Pois nada se detém e tudo continua na 
eternidade. A perda contemporânea do sentimento religioso 
fez da morte uma provação aterrorizante, um trampolim para 
as trevas e o desconhecido.
DUBY, G. Ano 1000 ano 2000 na pista dos nossos medos. São Paulo: Unesp, 1998 
(adaptado).
Ao comparar as maneiras com que as sociedades têm lidado 
com a morte, o autor considera que houve um processo de
 mercantilização das crenças religiosas.
 transformação das representações sociais.
 disseminação do ateísmo nos países de maioria cristã.
 diminuição da distância entre saber científico e 
eclesiástico.
 amadurecimento da consciência ligada à civilização 
moderna.
QUESTÃO 64
Juntos, tais vetores levaram a linha de fronteira do 
Tratado de Tordesilhas a deslocar-se para além dos limites 
formais, empurrando-os crescentemente para os confins da 
hinterlândia, obrigando a se estabelecer um novo acerto de 
fronteira com o Tratado de Madri, que em 1750 consagrou 
como marco de domínio das colônias de Portugal e da 
Espanha o traçado de fronteira que praticamente risca como 
definitivo o desenho do território brasileiro de hoje.
MOREIRA, Ruy. A formação espacial brasileira, 2014 (adaptado).
Considerando o processo de ocupação do espaço 
brasileiro, os vetores que propiciaram uma nova fronteira e 
o estabelecimento de pequenos aglomerados no interior do 
território foram
 a borracha e as rotas de procura por matéria-prima.
 a plantation e a construção de entrepostos para o transporte.
 a mineração e o comércio informal de ouro.
 as expedições bandeirantes e as trilhas do gado.
 as missões jesuíticas e a instalação de núcleos comerciais.
QUESTÃO 65
“Caso tomemos o exemplo do Rio de Janeiro (...), iremos 
perceber de imediato que se trata de uma região caracterizada 
por forte concentração de riqueza em poucas mãos. Os círculos 
dos mais ricos – 14% das pessoas – chegaram a ter três 
quartos da riqueza inventariada. (...) Entre fins do século XVIII 
e a primeira metade do século XIX, eles chegaram a dominar 
95% dos valores transacionados nos empréstimos (...). Era 
dentro dessa elite que se situava o pequeno grupo formado 
pelos negociantes de grande envergadura, cujas fortunas 
foram constituídas por meio do comércio transoceânico e no 
comércio colonial de longa distância. (...) Uma vez acumuladas 
tais fortunas, verifica-se que parte desses homens de negócios 
(ou seus filhos) abandonava o comércio, convertendo-se em 
rentistas (pessoas que vivem de rendas, como, por exemplo, 
do aluguel de imóveis urbanos) ou em grandes senhores de 
terras e de escravos. Curiosamente, ao fazerem isso, estavam 
perdendo dinheiro, já que os ganhos do tráfico atlântico de 
escravos (19% por viagem) eram superiores aos lucros da 
plantation (de 5% a 10% ao ano).
O que havia por trás de um movimento de reconversão 
em si mesmo inusitado?”
FRAGOSO, João. et al. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX), 1998.
Esse “movimento de reconversão” pode ser explicado
 pelos extorsivos impostos cobrados aos traficantes de 
escravos e aos comerciantes em geral e pelas restrições 
de oferta de títulos de nobreza para os homens que não 
tivessem grandes propriedades fundiárias.
 pela radical transformação da economia colonial desde 
meados do século XVIII, que permitiu uma acumulação 
de capital maior na atividade manufatureira, e pela 
decadência da produção aurífera, em Minas Gerais e em 
Goiás.
 por um considerável ideal aristocratizante de uma parcela 
da elite colonial brasileira, que almejava um afastamento 
relativo do mundo do trabalho, e pela busca de maiores 
garantias para o patrimônio constituído por meio do 
comércio.
 pela legislação presente nas Ordenações Filipinas, que 
estabelecia uma hierarquia social a partir da origem 
principal da riqueza e pelas restrições ao tráfico de 
escravos, instituídas a partir de 1810.
 pela proibição dos comerciantes em participar das 
Câmaras Municipais, como eleitores e como elegíveis, 
e pela condenação feita pela Igreja Católica contra os 
ganhos obtidos por meio de lucros gananciosos e de juros 
altos.
QUESTÃO 66
Só para mim nasceu Dom Quixote, e eu para ele: ele para 
praticar as ações e eu para as escrever (...) a contar com pena 
de avestruz, grosseira e mal aparada, as façanhas do meu 
valoroso cavaleiro, porque não é carga para os seus ombros, 
nem assunto para o seu frio engenho; e a esse advertirás, 
se acaso chegares a conhecê-lo, que deixe descansar na 
sepultura os cansados e já apodrecidos ossos deDom 
Quixote (...), pois não foi outro o meu intento, senão o de 
tornar aborrecidas dos homens as fingidas e disparatadas 
histórias dos livros de cavalarias, que vão já tropeçando com 
as do meu verdadeiro Dom Quixote, e ainda hão de cair de 
todo, sem dúvida.
CERVANTES SAAVEDRA, Miguel de. Dom Quixote de la Mancha, 1991.
Cervantes cria Dom Quixote, um fidalgo cujas proezas o 
tornam inadequado à Época Moderna,
 relacionando-o a valores de cavalaria, instituição típica da 
Modernidade ocidental, com suas aventuras tragicômicas, 
fruto de suas leituras, que vão do heroísmo à ingenuidade, 
caracterizando a sensibilidade do homem moderno, mais 
ligado à ciência e à experiência, em oposição ao primado 
da fé.
 relatando a cavalaria, instituição típica do período, o 
símbolo dos valores cristãos, como a fé, a honra e a 
justiça, e vê, na guerra santa, forma de propagar esses 
valores, em defesa do mundo que crê nas lições dos livros 
sagrados, sem duvidar das verdades tradicionais.
 retratando o homem do mundo antigo, ou seja, aquele 
que considera a guerra como missão a fim de louvar os 
deuses e transformar as ações em mitos, condenando a 
injustiça e as civilizações frágeis, o que possibilita localizar 
o texto no final da Antiguidade.
 marcando o limite entre o heroísmo e a fantasia, pois 
não só aspira a uma missão purificadora do mundo 
como acredita nela, e revela que, na passagem do 
homem medieval para o moderno, a cavalaria era algo 
ultrapassado.
 identificando-o aos valores medievais, de guerra, honra 
e justiça e mostrando como, na Idade Moderna, esses 
valores são importantes, ainda têm lugar e guiam a ação 
e a consciência do homem moderno.
QUESTÃO 67
Nada de excessos, a linha está traçada, é a da 
Constituição. “Tornar prática a Constituição que existe no papel 
deve ser o esforço dos liberais” e “Queremos a Constituição – 
não a Revolução”. Estas são palavras de um lutador histórico, 
Evaristo da Veiga, na sua Aurora Fluminense, o mesmo 
homem que a historiografia da Regência costuma opor ao 
regressismo.
BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 
(adaptado)
As palavras de Evaristo da Veiga refletem as ideias dominantes 
entre os liberais brasileiros, na primeira metade do século XIX, 
para os quais era preciso
 difundir os ideais favoráveis ao fim do sistema escravista.
 possibilitar o acesso à propriedade da terra aos homens 
livres.
 defender o cidadão proprietário no seu direito de eleger e 
ser eleito.
 divulgar os princípios de liberdade, igualdade e 
fraternidade para todos.
 respeitar o direito de manifestação popular na defesa de 
seus interesses.
QUESTÃO 68
MORAES, Paulo Roberto. Geografia Geral e do Brasil. 4. ed., São Paulo: HARBRA, 2011, 
p. 211.
O Brasil sofre influência de cinco tipos de massas de ar e, 
conforme a época do ano, elas atuam com menor intensidade. 
Sobre as massas de ar que atuam no Brasil, a
 mTc: forma-se na região do Pantanal mato-grossense; é 
uma massa quente e seca.
 mPa: forma-se na Antártica a partir do acúmulo de ar polar 
sobre o oceano Pacífico.
 mEa: forma-se ao norte do Equador, na área do anticiclone 
dos Açores; é quente e úmida.
 mTc: forma-se no noroeste da Amazônia brasileira; é 
quente e seca, apresentando elevadas temperaturas.
 mTa: forma-se no nordeste do oceano Atlântico; é fria e 
úmida, sendo a responsável pelas frentes frias.
QUESTÃO 69
O comércio internacional tem sido marcado por uma 
proliferação sem precedentes de acordos preferenciais de 
comércio regionais, sub-regionais, inter-regionais e, em 
especial, bilaterais (denominados Acordos Preferenciais de 
Comércio – APC). Atualmente, são poucos os países que 
ainda não fazem parte desses acordos. Com o impasse 
nas negociações da Rodada Doha da OMC, a alternativa 
das principais economias do mundo, como Estados Unidos, 
União Europeia e China, foi buscar a celebração de APC 
como forma de consolidar e ter acesso a novos mercados. O 
receio de boa parte dos países desenvolvidos, de economias 
em transição e em desenvolvimento de perderem espaço em 
suas exportações levou-os a aderir maciçamente aos APC.
CELLI JUNIOR, Umberto; ELEOTERIO, Belisa E. “O Brasil, o Mercosul e os acordos 
preferenciais de comércio”. In: IGLESIAS, Enrique. et al. (orgs.). Os desafios da América 
Latina no século XXI, 2015.
Considerando o contexto dinâmico apresentado pelo excerto, 
compreende-se a proliferação dos acordos preferenciais de 
comércio como resultado
 dos pactos internacionais de mútuo desenvolvimento 
econômico, o que leva a investimentos na qualificação da 
mão de obra em países periféricos.
 do endividamento interno dos países subdesenvolvidos, 
o que provoca forte pressão internacional pela 
comercialização de seus produtos primários.
 da crise de superprodução dos antigos centros industriais, 
o que demanda rápidos acordos para evitar fechamentos 
de empresas e demissões em massa.
 do enfraquecimento dos antigos blocos econômicos, o 
que provoca divergências políticas e econômicas em 
setores produtivos estratégicos de cada país.
 da globalização da economia, o que alimenta uma 
crescente integração e uma relativa uniformização das 
condições de existência das sociedades.
QUESTÃO 70
Antes do jogo amistoso contra a seleção da Eslovênia, 
preparatório para a Copa do Mundo no Brasil, os jogadores 
argentinos fizeram um protesto, retratado na imagem abaixo.
Disponível em: <online.wsj.com>. Acesso em: 11 jun. 2014.
A faixa exibida faz referência a um conflito armado entre 
Argentina e
 Uruguai, pelo domínio da região do Rio da Prata.
 Reino Unido, por territórios na América do Sul.
 Chile, pela delimitação de fronteiras.
 Paraguai, pelo território do Chaco.
 França, pelo controle sobre o porto de Buenos Aires.
QUESTÃO 71
Disponível em: <cib.org.br>. Acesso em: 14 jan. 2014.
Levando-se em conta que, em 2006, em todo continente 
americano (norte, centro e sul) somente 8,0 milhões de 
hectares eram utilizados para os cultivos orgânicos, conclui-
se que a
 preferência pelo cultivo orgânico e de subsistência 
no continente está associada à cadeia do complexo 
agroindustrial no mundo.
 produção de transgênicos é muito mais barata do que a 
de orgânicos, devido aos produtos massificados, mas a 
produtividade dos orgânicos é maior.
 necessidade de alta produtividade dos setores 
agroindustriais impõe ao mercado um modelo de produção 
agrícola baseado na rápida reprodução das plantas.
 redução do consumo de fertilizantes e adubos no 
continente americano na última década impede que os 
orgânicos sejam mais cultivados pelo agricultor americano.
 população mundial está acostumada a comer produtos 
de origem transgênica, o que reduz a possibilidade de os 
orgânicos ganharem mercado, principalmente no Brasil.
QUESTÃO 72
A felicidade, para você, pode ser uma vida casta; para 
outro, pode ser um casamento monogâmico; para outro ainda, 
pode ser uma orgia promíscua. Há os que querem simplicidade 
e os que preferem o luxo. Em matéria de felicidade, os governos 
podem oferecer as melhores condições possíveis para que 
cada indivíduo persiga seu projeto. Mas o melhor governo é 
o que não prefere nenhuma das diferentes felicidades que 
seus sujeitos procuram. Não é coisa simples. Nosso governo 
oferece uma isenção fiscal às igrejas, as quais, certamente, 
são cruciais na procura da felicidade de muitos. Mas as 
escolas de dança de salão ou os clubes sadomasoquistas 
também são significativos na busca da felicidade de vários 
cidadãos. Será que um governo deve favorecer a ideia de 
felicidade compartilhada pela maioria?
Considere: os governos totalitários (laicos ou religiosos) 
sempre “sabem” qual é a felicidade “certa” para seus sujeitos.
Juram que querem o bem dos cidadãos e garantem a 
felicidade como um direito social – claro, é a mesma felicidade 
para todos.
É isso que você quer?
CALLIGARIS, Contardo. Folha de S.Paulo, 10 jun. 2010 (adaptado).
Sobre esse texto, o autor:
 ao discorrer sobre a felicidadeelege como foco a 
autonomia do indivíduo.
 afirma que a felicidade é assunto público e por isso pode 
e deve ser orientada por critérios objetivos definidos pelo 
Estado.
 acredita que o critério moral e religioso é o mais adequado 
para reger o comportamento dos indivíduos.
 determina que o bem-estar e a felicidade pessoal não 
devem ser assuntos restritos ao livre arbítrio individual.
 afirma que a busca da felicidade não deve se subordinar 
ao relativismo das escolhas.
QUESTÃO 73
A execução de Luís XVI, em janeiro de 1793, abalou a 
nobreza europeia. No interior da França, eclodiram revoltas 
(...). No exterior, formou-se a Primeira Coligação europeia 
(...). A França foi novamente invadida. (...) Teve início então, o 
Período do Terror, que se estenderia até julho de 1794.
ARRUDA & PILETTI, 2007.
O Período do Terror, caracterizado pela radicalização do 
processo revolucionário, ocorreu durante a fase
 da Monarquia Constitucional e era chefiado por jacobinos.
 do Diretório e era dirigido por girondinos.
 da Assembleia Legislativa e era comandado por “sans-
culottes”.
 da Assembleia Nacional Constituinte e era orientado por 
girondinos.
 da Convenção Nacional e era liderado por jacobinos.
QUESTÃO 74
O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos 
tipos sociais que se mesclavam na sociedade fluminense do 
século XIX: proprietários, rentistas, comerciantes, homens 
pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e 
medem-se em seus poderes ou em sua falta de poder. É essa 
a configuração das personagens das obras-primas Memórias 
póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro 
escravizado está exposta em contos violentos, e o capricho 
dos senhores proprietários dá o tom a narradores como Brás 
Cubas e Bento Santiago, o Bentinho, que contam suas histórias 
de modo a apresentar com ar de naturalidade a prática das 
violências pessoais ou sociais mais profundas.
TÁVOLA, Bernardim da. inédito
Violências sociais abundaram no período regencial, momento 
em que eclodiram rebeliões populares que foram duramente 
reprimidas, como no caso da
 Guerra de Canudos, que implicou a resistência armada, na 
Bahia, de milhares de famílias em torno do líder religioso 
Antonio Conselheiro, resultando em grande massacre.
 Farroupilha, conflito iniciado no Rio Grande do Sul, que 
durou cerca de dez anos e foi motivado pela revolta contra 
a política de impostos vigente e por anseios separatistas 
de parte da elite.
 Sabinada, originada no Maranhão, em regiões 
paupérrimas de cultivo de algodão e protagonizada por 
trabalhadores livres e escravos, que contaram com apoio 
de parte da elite local.
 Guerra dos Palmares, conflito desencadeado pela 
repressão aos quilombolas liderados por Zumbi dos 
Palmares, com apoio de pequenos agricultores da região 
de Alagoas.
 Revolta da Chibata, que mobilizou um grande contingente 
de escravos revoltados contra os maus tratos e a prática 
das chicotadas em praça pública, na cidade do Rio de 
Janeiro.
QUESTÃO 75
A divisão capitalista do trabalho – caracterizada pelo 
célebre exemplo da manufatura de alfinetes, analisada 
por Adam Smith – foi adotada não pela sua superioridade 
tecnológica, mas porque garantia ao empresário um papel 
essencial no processo de produção: o de coordenador que, 
combinando os esforços separados dos seus operários, obtém 
um produto mercante.
MARGLIN, Stephen. In: GORZ, André (org.). Crítica da divisão do trabalho, 1980.
Ao analisar o surgimento do sistema de fábrica, o texto destaca
 o maior equilíbrio social provocado pelas melhorias nos 
salários e nas condições de trabalho.
 o melhor aproveitamento do tempo de trabalho e a 
autogestão da empresa pelos trabalhadores.
 o desenvolvimento tecnológico como fator determinante 
para o aumento da capacidade produtiva.
 a ampliação da capacidade produtiva como justificativa para a 
supressão de cargos diretivos na organização do trabalho.
 a importância do parcelamento de tarefas e o estabelecimento 
de uma hierarquia no processo produtivo.
QUESTÃO 76
De 1840 a 1889, em todos os aspectos do cotidiano 
brasileiro procurou-se imprimir a marca europeia. No café 
da manhã, por exemplo, o pão ‘francês’ substitui a mandioca 
cozida, enquanto no almoço a cerveja começa a ser registrada 
e, na sobremesa, os sorvetes disputam, palmo a palmo, com 
os centenários doces, cujas receitas foram transmitidas 
de geração a geração nas fazendas açucareiras coloniais. 
As formas de tratamento também não ficam imunes a 
essas mudanças: expressões tradicionais, portuguesas ou 
resultados da influência africana, como dona, sinhá ou iaiá 
dão lugar a denominações afrancesadas, como mademoiselle 
ou, mais popularmente, madame.
DEL PRIORE, Mary; VENÂNCIO, Renato P. Uma breve História do Brasil. Editora Planeta 
do Brasil, 2010. p. 183.
O “afrancesamento” dos costumes nesse período é resultante 
da
 celebração da cultura romântica nacionalista.
 valorização do modelo civilizador ocidental burguês.
 incorporação da cultura portuguesa do período colonial.
 identificação com os valores tradicionais do Antigo 
Regime.
 substituição dos produtos ingleses pelas mercadorias da 
França.
QUESTÃO 77
Para quem é real a rede urbana?
Na grande cidade, há cidadãos de diversas ordens 
ou classes, desde o que, farto de recursos, pode utilizar a 
metrópole toda, até o que, por falta de meios, somente a 
utiliza parcialmente, como se fosse uma pequena cidade, uma 
cidade local. A rede urbana, o sistema de cidades, também tem 
significados diversos segundo a posição financeira do indivíduo. 
Há, num extremo, os que podem utilizar todos os recursos aí 
presentes (...). Na outra extremidade, há os que nem podem 
levar ao mercado o que produzem, que desconhecem o destino 
que vai ter o resultado do seu próprio trabalho, os que, pobres 
de recursos, são prisioneiros do lugar, isto é, dos preços e das 
carências locais.
SANTOS, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987. p.112.
A situação descrita sobre a realidade dos cidadãos, em relação 
à grande cidade e à rede urbana, se refere diretamente ao 
processo de
 alienação sociopolítica dos consumidores.
 segregação socioespacial dos habitantes.
 gentrificação das áreas centrais.
 periferização das atividades produtivas.
 verticalização de bairros suburbanos.
QUESTÃO 78
Observe os mapas.
Migração entre as regiões brasileiras 
(2004-2009)
IBGE/OESP, 16 jul. 2011.
Dentre as seguintes alternativas, a única que apresenta a 
principal causa para o correspondente fluxo migratório é:
 I: Procura por postos de trabalho formais no setor primário.
 II: Necessidade de mão de obra rural, devido ao avanço 
do cultivo do arroz.
 III: Necessidade de mão de obra no cultivo da soja no 
Ceará e em Pernambuco.
 IV: Procura por postos de trabalho no setor aeroespacial.
 V: Migração de retorno.
QUESTÃO 79
Em virtude do processo de urbanização no Brasil com o 
crescimento de algumas cidades, novas relações surgiram no 
espaço urbano, indicando a configuração de uma dinâmica 
na divisão social do espaço no que se refere às construções 
habitacionais. Nesse sentido, surgiram os empreendimentos 
denominados de condomínios horizontais fechados, que hoje 
são realidades em várias cidades do país, tendo como maior 
exemplo os “Jardins” na cidade de São Paulo. O crescimento 
desse tipo de empreendimento imobiliário deve-se sobretudo
 ao alto preço do terreno urbano que dificulta a aquisição 
de lotes para construção de conjuntos habitacionais e 
prédios de apartamentos.
 à falta de espaço livre dentro das zonas centrais e 
comerciais das cidades para venda e consequente 
construção de habitações.
 à opção das classes econômicas mais privilegiadas pela 
construção de um ambiente diferenciado das demais 
populações.
 ao fácil deslocamento para o local de trabalho além 
da proximidade de áreas de lazer, diversão e serviços 
públicos.
 ao elevado grau de organização habitacional por parte 
do Estado, inibindo assim o fenômeno da segregação 
socioespacial.QUESTÃO 80
A Crise de 1929 atingiu em cheio a economia do Brasil, 
muito dependente das exportações de um único produto, 
o café. Mas, mais do que gerar dificuldades econômicas, o 
crash que completou 86 anos em 2015 provocou na época 
uma mudança no foco de poder no país, acabando com um 
pacto político interno que já durava mais de trinta anos.
Disponível em: <www.revistacafeicultura.com.br>; Acesso em: 20 de fev. 2015.
Perante a situação descrita, o Brasil implanta, a partir de 1930, 
uma política de incentivo à
 produção de bens intermediários.
 importação de produtos manufaturados.
 diversificação da produção agrícola.
 atração de capital estrangeiro.
 descentralização industrial interna.
QUESTÃO 81
Para Max Weber a economia capitalista não é marcada pela 
irracionalidade e pela “anarquia da produção”. Ao contrário 
de Karl Marx, que frisava a irracionalidade do capitalismo, 
para Weber as instituições do capitalismo moderno podem 
ser consideradas como a própria materialização da 
racionalidade. Segundo Weber, uma das características do 
capitalismo moderno é a estrutura burocrática com instituições 
administradas racionalmente com funções combinadas 
e especializadas. Para o sociólogo alemão, o controle 
burocrático é marcado pela eficiência, precisão e racionalidade. 
Considerando a importância do tema da burocracia na obra de 
Weber, pode-se inferir
 Marx Weber identifica a burocracia com a irracionalidade, 
com o processo de despersonalização e com a rotina 
opressiva. A irracionalidade, nesse contexto, é vista como 
favorável à liberdade pessoal.
 segundo Weber, a ocupação de um cargo na estrutura 
burocrática é considerada uma atividade com finalidade 
objetiva pessoal. Trata-se de uma ocupação que não 
exige senso de dever e nenhum treinamento profissional.
 na burocracia moderna os funcionários são altamente 
qualificados, treinados em suas áreas específicas, enfim, 
pessoas que têm ou devem ter qualificações consideradas 
necessárias para serem designadas para tais funções.
 para Weber, o elemento central da estrutura burocrática é 
a ausência da hierarquia funcional e a obediência à ordem 
pessoal e subjetiva.
 a burocratização do capitalismo moderno impede, 
segundo Weber, a possibilidade de se colocar em prática 
o princípio da especialização das funções administrativas.
QUESTÃO 82
Observe o infográfico abaixo.
Distribuição de nacionalidades do 
Império Austro-Húngaro – 1910
TEXEIRA, F. C. da S. e outros (coord.), Impérios na História. 
Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2009, p. 207.
O período pré-Grande Guerra é retratado no infográfico acima, 
no qual se percebe que
 a principal característica do Império Austro-Húngaro, 
no início do século XX, era a articulação entre diversas 
nacionalidades por meio de um democrático regime 
parlamentarista inspirado na experiência inglesa.
 o Império Austro-Húngaro constituiu-se como reação 
nacionalista à ofensiva do Império napoleônico, que 
procurou incorporar antigos domínios dos Habsburgos e 
do Sacro Império Romano-Germânico.
 a inabilidade política em lidar com as minorias foi 
fator importante no agravamento das tensões, que 
desembocaram na fragmentação e colapso do Império 
Austro-Húngaro em 1918.
 a indiscutível maioria eslava levou o Império Austro-
Húngaro a articular-se com Rússia e Inglaterra na 
formação da Tríplice Entente, que combateria alemães, 
italianos e franceses durante a Primeira Guerra Mundial.
 apesar da heterogeneidade da constituição do Império 
Austro-Húngaro, a questão das nacionalidades não foi 
relevante no contexto da Primeira Guerra Mundial.
QUESTÃO 83
Leia as tabelas.
Aumento das taxas de urbanização
1940 1960 1980 1991 1996
Brasil 31 45 68 75 78
Norte 28 38 52 58 62
Nordeste 23 34 50 61 65
Sudeste 39 57 83 88 89
Sul 28 37 62 74 77
Centro-Oeste 22 34 68 84 84
IBGE.
Melhoria dos índices sociais
Esperança 
de vida 
(anos)
Analfabetismo 
(%)
Mortalidade 
Infantil 
(por mil)
Taxa de 
fertilidade 
(filhos por 
Família)
1940 43 56 158 6,1
1950 46 50 138 6,2
1960 52 40 118 6,3
1970 54 30 117 5,5
1980 60 25 88 4,4
1990 65 19 50 2,7
1996 67 17 41 2,1
IBGE.
Apud THERY, Hervé. Retrato cartográfico e estatístico. In: Ignacy Sachs et al. 
Brasil: um século de transformações. 2001.
A análise das tabelas acima permite inferir que
 uma situação paradoxal ocorreu na sociedade brasileira 
nos últimos sessenta anos, pois o processo de urbanização 
foi mais rápido nas regiões produtoras de mercadorias 
industrializadas, mas a melhoria dos indicadores sociais 
nessas regiões chegou a estagnar em algumas áreas.
 desde os anos 1950, o Brasil já era considerado um país 
essencialmente urbano, porém as condições de saúde e 
educação melhoraram no Sul e no Sudeste e tiveram uma 
acentuada piora no Norte e no Nordeste, além do Centro-
Oeste, ainda hoje de maioria da população no campo.
 uma transformação vivenciada no Brasil, talvez a mais 
marcante da segunda metade do século XX, foi a forte 
onda de urbanização, fenômeno importante porque foi um 
dos provocadores da melhoria de todos os indicadores 
sociais apresentados.
 a lenta passagem do Brasil de país rural para urbano, 
condição atingida em meados dos anos 1980, produziu 
uma série de efeitos negativos, como a estagnação do 
grau de escolaridade entre os mais jovens e a frágil 
melhora no aumento de expectativa de vida.
 a mais significativa mudança na organização social 
brasileira no século XX refere-se ao excepcional processo 
de urbanização nas áreas mais pobres do Norte e do 
Nordeste, mas que não veio acompanhado de efeitos 
positivos na maioria dos indicadores sociais.
QUESTÃO 84
O diálogo a seguir circunscreve-se à realidade política do 
mapa abaixo, cujo país deixou de existir:
“Foram os sérvios que fizeram isso, pai?” pergunta o garoto 
de 7 anos. A tensão aumenta, e é prontamente repreendido. 
“Não fale essa palavra, aqui, em voz alta,” aconselha Milomir, 
visivelmente perturbado.
Carta Capital, 11 de agosto de 2010.
BRENER, Jayme. 1993 (adaptado).
A tensão retratada no texto refere-se à
 herança deixada pela hegemonia política croata, à época 
da existência da Iugoslávia e que hoje prossegue na 
Eslovênia.
 convivência entre sérvios muçulmanos e bósnios cristãos 
na atual Bósnia-Herzegovina.
 convivência entre bósnios-croatas e bósnios-muçulmanos 
no novo país erigido após a dissolução iugoslava e hoje 
formado por duas entidades na Bósnia Herzegovina.
 realidade na atual Sérvia-Montenegro, formada por 
dois povos rivais, os cristãos ortodoxos e os bósnios 
muçulmanos.
 nova realidade vivida no Kosovo, o mais jovem país do 
mundo, onde convivem duas nações distintas e inimigas, 
os croatas cristãos e os albaneses muçulmanos.
QUESTÃO 85
“As praias do Brasil ensolaradas
O chão onde o país se elevou
A mão de Deus abençoou
Mulher que nasce aqui tem muito mais amor
O céu do meu Brasil tem mais estrelas
O sol do meu país mais esplendor
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar amor
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil [...]”
Dom & Ravel. “Eu te amo, meu Brasil”. Disco: Eu te amo, meu Brasil. Rio de Janeiro: RCA 
Victor, 1970.
A ditadura civil-militar, instalada no Brasil em 1964, valeu-se 
de alguns artistas e de sua produção musical como instrumentos 
de propaganda do regime. A letra da música, gravada por uma 
banda de muito sucesso à época (Os Incríveis), faz referência 
a um país do/da
 milagre econômico.
 Tropicalismo.
 bossa nova.
 democracia.
 catolicismo.
QUESTÃO 86
A crise de abastecimento de água em São Paulo se 
agravou significativamente a partir de 2002, quando a empresa 
pública Sabesp passou a priorizar a obtenção de lucro. Com 
essa alteração, a água deixou de ser considerada bem público 
e recurso essencial para a sociedade, abandonando-se o 
foco na universalização dos serviços de saneamento básico. 
Nesse mesmo caminho, seguiu uma diretriz estratégicade atender à expansão econômica, beneficiando-se com a 
lucratividade do aumento do consumo, ignorando a suficiência 
de água para atender a essa crescente demanda. Do ponto 
de vista neoliberal, a crise hídrica oferece “grandes e novas 
oportunidades” de negócios, tanto para obras como para 
serviços, especialmente no setor de gestão das águas, uma 
vez que se trata de um bem essencial de que todos são 
obrigados a dispor a qualquer preço e custo.
MATTER, Delmar. et al. As obras e a crise de abastecimento. 
Disponível em: <www.diplomatique.org.br>. 06 fev. 2015 (adaptado).
No texto, o problema do abastecimento de água em São Paulo 
é abordado sob o ponto de vista
 da crise ética da sociedade e das questões relativas ao 
negligenciamento dos valores morais e espirituais.
 da defesa da necessidade de investimentos públicos para 
a construção de novos reservatórios de água.
 dos efeitos positivos da racionalidade instrumental ao 
converter a natureza em objeto de dominação.
 das tendências do sistema capitalista de transformar toda 
a realidade em mercadoria disponível no mercado.
 das consequências do aumento da demanda ocasionado 
pela democratização do consumo da água.
QUESTÃO 87
QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1995 (adaptado).
Os Estados Unidos ao final da Segunda Guerra Mundial 
eram o único país que possuía um arsenal atômico, o que 
lhe dava grande vantagem no cenário político internacional. 
O monopólio da tecnologia atômica dos Estados Unidos, 
contudo, acabou durando pouco tempo. Em 1949, a União 
Soviética testou com sucesso sua bomba atômica. Como 
resposta, em 1952, os Estados Unidos testaram a bomba de 
hidrogênio, cem vezes mais potente que as bombas atômicas. 
Ao final de algumas décadas, Estados Unidos e União 
Soviética possuíam arsenais atômicos que possibilitavam 
destruir o planeta dezenas de vezes.
Disponível em: <imagohistoria.blogspot.com.br>.
Na tirinha e posteriormente no texto, existe uma referência 
a um evento que correspondia a um dos grandes medos da 
população mundial no período da Guerra Fria. Durante esse 
período, a possibilidade de ocorrência desse evento era 
grande em função do (a)
 acirramento da rivalidade Norte-Sul. 
 intensificação da corrida armamentista.
 ocorrência de crises econômicas globais.
 emergência de novas potências mundiais.
 aprofundamento de desigualdades sociais.
QUESTÃO 88
No processo de mundialização [globalização] observa-se 
uma difusão de normas padronizadas seja no processo político, 
seja na produção industrial, seja nas trocas monetárias, etc. 
Essas normas poderiam ser comparadas a uma forma de 
linguagem simplificada. [...]
RIPERT, Blandine. Mundo (s). As “culturas” entre a uniformização e a fragmentação. 
In: LÉVY, J. L’ Invention du Monde. Sciences Po. Les Presses. 2008, p. 188.
Esse aspecto da globalização se justifica pela necessidade de
 eliminarem-se as diferenças culturais, verdadeiro 
obstáculo para que o processo de globalização se torne 
de fato um processo mais real.
 pressionar e transformar as leis e normas dos países 
menos desenvolvidos que ainda resistem a integrar-se ao 
processo de globalização.
 dificultar a circulação das mercadorias de países de 
cultura e regras diferentes, como a China, e quebrar sua 
força de concorrência no mundo global.
 facilitar e permitir, segundo os padrões de uma economia 
de escala, uma simplificação e maior rapidez nas trocas 
comerciais.
 facilitar o desenvolvimento que a globalização gera, 
retardado pela diversidade cultural que mantém vários 
povos do mundo numa condição de atraso.
QUESTÃO 89
No Brasil o fenômeno metropolitano chega ao seu 
ápice a partir da década de 1960, quando o processo de 
urbanização alcança novo patamar, baseado no aumento 
das cidades milionárias (...)
SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. São Paulo: Editora Hucitec, 1996. p. 66/67.
Considerando o momento atual, pode-se dizer que o 
fenômeno metropolitano no Brasil
 ampliou-se de modo a existirem hoje no país duas 
metrópoles, fora São Paulo e Rio de Janeiro, que 
ultrapassaram a cifra de três milhões de habitantes.
 ainda é intenso, possui escala nacional e está inclusive 
interiorizado, marcado por forte dinamismo econômico, 
mas também por contrastes sociais importantes.
 permaneceu vigoroso, mas sem os recursos modernos 
de telecomunicações, de modo que muitas metrópoles 
não conseguem exercer influência regional importante.
 manteve-se circunscrito às regiões mais industrializadas 
do país, especialmente no Sudeste; noutras regiões, 
pode-se falar apenas em crescimento de cidades médias.
 encerrou-se em todas as regiões com exceção da 
Região Nordeste, em função do seu histórico atraso 
econômico, assim como pelo grande fluxo migratório.
QUESTÃO 90
O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos define o 
solo da Caatinga como pouco profundo, pedregoso, rico em 
minerais, mas pobre em matéria orgânica e que dificilmente 
armazena as águas das chuvas. Os afloramentos rochosos 
existentes se tornam uma característica comum na Caatinga 
que, associada aos solos rasos, propicia as condições ideais 
para a vegetação, que cresce nas pedras, em fissuras ou 
em depressões onde há acúmulo de areia, pedregulhos e 
outros detritos.
A vegetação típica encontrada no solo descrito caracteriza-
se por apresentar
 raízes superficiais para facilitar a sua fixação e folhas 
largas.
 folhas grandes e membranáceas para facilitar a 
realização da fotossíntese.
 raízes respiratórias denominadas pneumatóforos para 
obtenção do gás oxigênio.
 folhas pequenas e modificadas em espinhos para evitar 
a transpiração excessiva.
 árvores altas, com folhas grandes, sempre verdes e 
com extremidades afiladas em goteira.
REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O crescente vício 
em tecnologia na sociedade contemporânea”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Quando você olha para os lados, costuma se deparar com muitas pessoas mexendo em celulares e tablets o tempo todo? 
Para desvendar até que ponto essa dependência tecnológica atinge os adolescentes, pesquisadores da Universidade Federal 
de São Paulo realizaram um levantamento com 264 estudantes entre 13 e 17 anos. Os participantes eram de escolas públicas e 
particulares da cidade de São Paulo e responderam questionários que avaliam a qualidade de vida. Entre os entrevistados, 68% 
foram classificados como dependentes moderados de tecnologias, enquanto 20% se mostraram dependentes graves. O estudo 
também contemplou a incorporação de celulares e afins nos hábitos diários desses estudantes. Os resultados: 33% relataram 
usar os smartphones quando vão ao banheiro, 51% durante as refeições e 90% antes de dormir, quando já estão na cama. E, ao 
acordar, a primeira coisa que fazem (92%) é checar o celular.
Disponível em: www.gazetadopovo.com.br. 
Texto II
Disponível em: www.rpjr.wordpress.com. 
Texto III
A decisão do juiz Luis Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, Piauí, de determinar que empresas 
de telefonia suspendam temporariamente em todo o Brasil o acesso ao aplicativo de troca de mensagens instantâneas WhatsApp 
gerou comoção nas redes sociais. No Twittter, hashtags e termos ligados à decisão figuravam entre os assuntos mais comentados 
da rede na manhã desta quinta-feira (26). Alguns se lamentavam sobre o possível bloqueio, comentando o que fariam sem 
o aplicativo com a hashtag #SemWhatsAppEu. Outros usuários também mencionaram o aplicativo Telegram, que seria uma 
alternativa ao WhatsApp se ele for mesmo proibido de funcionar no país.
Disponível em: www.g1.globo.com.
INSTRUÇÕES: 
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de 
Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. 
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: 
• tiver até 7 (sete) linhas escritas; 
• fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; 
• apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos; 
• apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação.
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