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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 1 a 45 Questões de 1 a 5 (opção Inglês) QUESTÃO 1 Disponível em: www.keepthemiddleclassalive.com (adaptado). Segundo a charge, o homem rico considera que a divisão do bolo é desigual. está feliz por poder compartilhar o bolo com os pobres. deixou a maior parte do bolo para os pobres. representa os 10% mais ricos que detêm 50% da renda. acredita que 90% da população pobre está satisfeita com sua parte do bolo. QUESTÃO 2 Oxfam study finds richest 1% is likely to control half of global wealth by 2016 The world’s business elite will meet this week at the annual World Economic Forum in Davos, Switzerland. Credit Jean-Christophe Bott/ European Pressphoto Agency The richest 1 percent is likely to control more than half of the globe’s total wealth by next year, the anti-poverty charity Oxfam reported in a study released on Monday. The warning about deepening global inequality comes just as the world’s business elite prepare to meet this week at the annual World Economic Forum in Davos, Switzerland. The 80 wealthiest people in the world altogether own $1.9 trillion, the report found, nearly the same amount shared by the 3.5 billion people who occupy the bottom half of the world’s income scale. (Last year, it took 85 billionaires to equal that figure.) And the richest 1 percent of the population controls nearly half of the world’s total wealth, a share that is also increasing. The type of inequality that currently characterizes the world’s economies is unlike anything seen in recent years, the report explained. “Between 2002 and 2010 the total wealth of the poorest half of the world in current U.S. dollars had been increasing more or less at the same rate as that of billionaires,” it said. “However since 2010, it has been decreasing over that time.” Winnie Byanyima, the charity’s executive director, noted in a statement that more than a billion people lived on less than $1.25 a day. “Do we really want to live in a world where the 1 percent own more than the rest of us combined?” Ms. Byanyima said. “The scale of global inequality is quite simply staggering.” Investors with interests in finance, insurance and health saw the biggest windfalls, Oxfam said. Using data from Forbes magazine’s list of billionaires, it said those listed as having interests in the pharmaceutical and health care industries saw their net worth jump by 47 percent. The charity credited those individuals’ rapidly growing fortunes in part to multimillion-dollar lobbying campaigns to protect and enhance their interests. Patricia Cohen. January 19, 2015. Disponível em: www.nytimes.com (adaptado). De acordo com o terceiro parágrafo do texto, a desigualdade entre ricos e pobres no mundo aumentou a partir de 2010. a diferença entre a renda dos 50% mais pobres e a dos 50% mais ricos está diminuindo desde 2010. desde 2010 a crise mundial vem atingindo tanto os pobres como os ricos. o número de bilionários no mundo ficou estável entre 2002 e 2010. em 2010, a renda dos mais pobres foi igual à do ano de 2002. QUESTÃO 3 Sustainable flight TAM was the first airline in South America to carry out an experimental flight using biofuel on November 22, 2010. Produced from the oil of 100% domestic nettlespurge, known in Portuguese as pinhão-manso, it reduces carbon emissions by between 65% and 80% compared with petroleum-derived kerosene, according to research. Besides, the plant does not threatens the food chain, as it is not edible for humans nor animals. “Compared with other biofuels, the fuel from this plant is very promising for the Brazilian scenario,” says Paulus Figueiredo, TAM’s fuel manager. The next step in the project is to implement a farming unit, in reduced scale, at TAM’s Technological Center in São Carlos (SP), exclusively to conduct studies and make better cultivation techniques viable. “The objective is to carry out studies concerning technical and economic viability to build a biofuel Brazilian platform based on nettlespurge,” explains TAM’s CEO, Líbano Barroso. The experimental flight was a joint effort between TAM, Airbus, CFM International (joint venture between U.S.’s GE and the French Safran Group) and Air BP. The trip was authorized by Brazil’s National Civil Aviation Agency (ANAC) and by the European Aviation Safety Agency (EASA). TAM News, January, 2011 (adaptado). De acordo com o texto, a TAM pretende realizar estudos sobre o pinhão-manso em larga escala, em uma unidade agrícola em São Carlos. pretende-se realizar estudos, com patrocínio estrangeiro, sobre a versatilidade da tecnologia do uso do pinhão- -manso em biocombustíveis. pretende-se desenvolver uma plataforma brasileira sobre o uso do pinhão-manso na produção de biocombustíveis para a aviação. a TAM realizará estudos sobre uma tecnologia para viabilizar carregamentos de pinhão-manso no Brasil. a TAM pretende implementar o uso de biocombustível e reduzir estudos sobre técnicas agrícolas na região de São Carlos. QUESTÃO 4 Artist detained in growing crackdown BEIJING Ai Weiwei, China’s most prominent dissident after imprisoned Nobel laureate Liu Xiaobo, was detained April 3 at the Beijing airport as he tried to board a flight to Hong Kong. Perhaps best known for codesigning the 2008 Beijing Olympic stadium known as the Bird’s Nest, Ai is an outspoken critic of the government and has been detained several times. During one period in custody, he was allegedly beaten so badly that he required brain surgery. This arrest comes amid a widespread crackdown touched off by online calls for a Tunisian-style “jasmine revolution.” Over the past several weeks, at least 26 activists have been detained, 200 have been put under house arrest, and more than 30 have disappeared. Time, April 18, 2011. Segundo o texto, Liu Xiaobo foi preso em 3 de abril no aeroporto de Pequim. houve, na China, incitação à revolução via internet. Ai Weiwei é o mais proeminente dissidente chinês. a prisão domiciliar é prática frequente em território chinês. Ai Weiwei faz críticas veladas ao regime vigente. QUESTÃO 5 Disponível em: <www.hagardunor.net>. A personagem de barba, Hagar, quer que Helga, sua esposa, prepare comida condimentada. aprecia petiscos apimentados para acompanhar a cerveja. vai disfarçar o hálito de cerveja com balas de menta. reclamou, pois seu amigo recomendou que ele parasse de beber. vai parar de beber cerveja. LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 1 a 45 Questões de 1 a 5 (opção Espanhol) QUESTÃO 1 Glissando: Escuela-Taller de construcción de guitarra española El panorama económico actual es desalentador. Pero, afortunadamente, hay personas que intentan hacer realidad sus sueños a pesar de los problemas económicos. El sueño de José Antonio Cerezo es perpetuar el conocimiento de la fabricación de la guitarra española.Arturo Sanzano, maestro guitarrero, es su cómplice. Así nace Glissando, una escuela de luthiers en el corazón de Madrid. José Antonio, que no entiende su trabajo como un negocio sino como una forma de vida, explica las motivaciones que le llevaron a emprender este proyecto. “Las motivaciones son muchas. Desde luego, a nivel personal, era una cosa que nos rondaba en la cabeza a los que estamos aquí involucrados. A mí, personalmente, pues…, era un sueño que está empezando a tomar cuerpo y a tomar realidad”. “Es raro que vayas a un hogar y que no tenga una guitarra, de cualquier categoría; pero es fácil que haya una guitarra porque alguien se aficiona en un momento dado a ella. Y es una cosa que forma parte de nuestra cultura, casi doméstica. Y se llama española, además, por eso, porque es genuinamente española”. La transmisión del conocimiento del oficio ocurría de maestro a aprendiz dentro de un taller donde las normas de funcionamiento tenían una clara herencia gremial. En los planes de estudio españoles, el Estado no incluyó el oficio de construcción de guitarras hasta el año 2011. El modelo de enseñanza en talleres forjó una excelente generación de guitarreros en la segunda mitad del siglo XX gracias a los talleres Ramírez en Madrid. Sin embargo, ahora se enfrenta a un futuro difícil. La generación que se formó en aquellos míticos talleres está a punto de jubilarse. ¿Falta relevo generacional? “Resulta, y curiosamente, que a la fecha en que estamos no existe ninguna oferta sólida continuada para poder enseñar este tipo de oficio: se ha perdido”. José Antonio reconoce la importancia de los talleres Ramírez tanto en la fabricación de guitarras de calidad como en la formación de maestros guitarreros. Algunos de estos artesanos se lanzaron al mercado internacional y se hicieron empresarios; otros, como es el caso de Arturo, trabajaron centrándose en dos cosas: la construcción de guitarras y la enseñanza del oficio. “Puedo decir que es de los pocos constructores, yo diría que de la escuela de Madrid el único que está transmitiendo su conocimiento a los demás,” asegura Cerezo. Punto y Coma, no 37, 2012 (adaptado). De acordo com o texto, a escola-oficina tem como objetivo principal formar artesãos para que não se lancem no mercado internacional. realizar o sonho de expandir a construção de guitarras espanholas nos lares. solicitar ao Estado a inclusão do ensino da construção das guitarras espanholas. não construir guitarras espanholas de qualquer categoria nem abrir mais oficinas. perpetuar a construção das guitarras espanholas e ensinar esse ofício às futuras gerações, para que não se perca. QUESTÃO 2 ¿A qué se deben los diferentes acentos dentro de un mismo idioma? Los acentos dentro de una misma lengua son resultado primordialmente de varios factores. Primero, el idioma antes hablado en la región influye, a través de los siglos, sobre la entonación, el vocabulario y la sintaxis. A medida que la población adopta un nuevo lenguaje, ya sea por haber sido conquistada o por ser emigrante, va dejando atrás el viejo idioma pero retiene palabras, sonidos, tonos y cadencias de aquel. Las grandes olas de inmigrantes también afectan el habla local y con frecuencia la enriquecen con nuevas palabras, conceptos y fonemas, es decir, sonidos. Pese a que en la República Mexicana el español es el oficial, el acento de un yucateco, un jarocho y un regiomontano son tan diferentes como resultan ser las características físicas, de personalidad y costumbres de cada uno de ellos. Aquí cabe recordar que la mayoría de los inmigrantes y conquistadores españoles que llegaron al Nuevo Mundo provenían del sur de la Península Ibérica, donde la c y la z no se pronuncian como en Castilla, sino que suenan igual que la s, un legado que compartimos con toda América Latina. Los lingüistas manifiestan que el desarrollo, metamorfosis y sustitución de idiomas no obedece a límites geográficos o temporales precisos, más bien es un proceso continuo, fluido y sumamente orgánico. MEZA, Mario. Muy Interesante, agosto 2004. Conforme indica o texto, os diferentes sotaques dentro de um mesmo idioma se devem à existência de limites geográficos. à descontinuidade do processo de evolução da língua. ao nível de escolaridade dos falantes de determinada região. à perda de palavras e de elementos fonéticos do idioma antigo. ao idioma já falado em determinada região e à influência de emigrantes e imigrantes sem limites geográficos ou temporais. QUESTÃO 3 La expansión del español en Brasil y el peligro del “portuñol” Vivimos una etapa de acercamiento del español y del portugués, dos lenguas que, a pesar de su cuna común y de su convivencia milenaria, han estado de espaldas la una a la otra durante algunos períodos, como durante siglos lo estuvieron España y Portugal, como lo estuvieron Brasil y sus vecinos. Factores políticos y económicos llevaron en algunas épocas a una cierta ignorancia mutua de las dos culturas, pero ahora, en el llamado mundo globalizado, esos mismos factores han propiciado ese acercamiento, ese interés recíproco por las lenguas de Miguel de Cervantes y de Luís de Camões. Dentro de este escenario ocupa un lugar preponderante Brasil, la potencia emergente, el mayor país lusófono del mundo, un gigante de casi ciento noventa millones de habitantes, que con el dinamismo de su economía atrae, en los albores del siglo XXI, la atención del resto del planeta con el mismo magnetismo con el que hace quinientos años la riqueza de su vasto territorio encandiló a los conquistadores portugueses. No ha sido ajena a este interés la lengua española, que se abre camino en Brasil de la mano de instituciones oficiales y de empresas privadas, al tiempo que el portugués, por las razones económicas y culturales antes mencionadas, empieza a seducir también a los hispanohablantes. Contar con profesores calificados es fundamental para una enseñanza de calidad del español, que por su origen romance tiene grandes semejanzas estructurales y léxicas con el portugués y por lo mismo ambos están expuestos, principalmente en las regiones de frontera, a perderse en los laberintos del “portuñol”, una mezcla de vocablos de ambas que, por el aumento de intercambios de todo tipo, ha comenzado a proliferar más allá de las áreas limítrofes y comienza a hacer carrera en las grandes ciudades. (…) Pero más allá del debate sobre el fenómeno del “portuñol”, el uso de esta variante linguística conlleva para sus hablantes el riesgo de caer en la “trampa” de los “falsos amigos”, que surgen por el uso de vocablos de una lengua que se asemejan a los de otra en su forma oral o escrita pero cuyo significado es diferente. (…) Cualquier persona que hable una segunda lengua por un período prolongado de tiempo está naturalmente expuesta a las interferencias de esta en el léxico de la materna, pero el fenómeno del “portuñol” es más complejo porque con su amplia penetración en grandes zonas urbanas afecta la sintaxis y la gramática del español y del portugués. Tan popular ha comenzado a hacerse esta mezcolanza que ya se utiliza en numerosos blogs e inclusive hay ya libros escritos en esta variante linguística. (…) Sin embargo, lo importante es propiciar que los alumnos, especialmente los de las zonas limítrofes, reciban una auténtica educación bilíngue, fundamental para el buen uso del español y del portugués y para asegurar la continuidad en el tiempo de esa convivencia linguística que forma parte del patrimonio de la comunidad iberoamericana. (…) CARRASCAL, Jaime Ortega. Disponível em: www.congresosdelalengua.es. Acesso em: 5 mai. 2016 (adaptado). Segundo o texto, a expansão do ensino da língua espanhola no Brasil prejudicará o bilinguismo. favorecerá o monolinguismo. limitará os falantes de língua espanhola. beneficiará a convivência ibero-americana. pode afetar a aprendizagem da línguamaterna. QUESTÃO 4 El mundo en un mapa En uno de sus cuentos, Borges explica la historia del Gran Mapa del Imperio. Un mapa tan preciso que debía reflejar hasta los mínimos detalles de cada territorio. Para ello se confeccionó a tamaño natural. Era tan maravilloso y exacto que nadie podría distinguirlo de la realidad. El gran mapa nunca llegó a desplegarse por completo, pues los campesinos objetaban que, si se abría, taparía el sol y arrasaría las cosechas. Por eso permaneció siempre plegado en los grandes almacenes del palacio. En su lugar, el pueblo se acostumbró a utilizar el propio Imperio. Hasta llegar el mapa borgiano, la cartografía ha recorrido un largo camino. Trazos grabados en tabletas de arcilla que muestran fragmentos de barrios, murallas y cursos de agua, testigos de los primeros intentos del hombre por representar el mundo en que vivía. Pero, en general, la ambición de esos planos nunca se extendía de cofines localistas. Las necesidades del Imperio Romano no incluían el conocimiento exacto de la forma del continente. Eso vendría mucho después. Lo importante era conocer las poblaciones que unían la extensa red de calzadas y la distancia que había entre ellas. Se solían confeccionar sobre largas tiras de piel o pergamino, fáciles de enrollar y transportar con el resto de EQUIPAJES de una legión en marcha. CLEMENTE, Rafael. Historia y vida (adaptado). O “Gran Mapa del Imperio”, de acordo com um conto de Borges, é aquele que o povo não se sentia apto a interpretar. se exposto à luz do sol, poderia ser queimado. não foi desdobrado pelos camponeses devido a motivos políticos. se ficasse esticado, não permitiria que as colheitas sobrevivessem à falta de luz. se desdobrou por um certo período, mas não havia espaço suficiente para ficar esticado. QUESTÃO 5 ¡Atención, atención! La pareja joven brasileña, con aire de clase media alta, entró en el ascensor de mi hotel en Buenos Aires y ni él ni ella advirtieron mi presencia o la consideraron digna de un saludo. Él consultaba su Blackberry. Ella hablaba rápido por el iPhone, al tiempo que empujaba el carrito en el que iba un bebé de espléndidos carrillos rosados mordiendo un chupete. Además de morder el chupete, el bebé movía con rapidez experta un gordo dedo índice sobre la pantalla de un iPad en el que se agitaban a toda velocidad los monigotes de un juego de dibujos animados. La familia entera ignoraba con el mismo éxito el mundo exterior y cada uno andaba sumergido en el suyo propio. Mirándolos a los tres, en el breve trayecto de ascensor, me sentí casi una antigualla, un cincuentón canoso adicto todavía a la anacrónica costumbre de mirar a los demás, de estar más o menos presente en el lugar y en el tiempo en los que se encuentra de verdad, (…) observando el espectáculo desorganizado de la vida real y no las imágenes vertiginosas de una película de acción o de un videojuego; intercambiando gestos y palabras con personas de carne y hueso, algunas amables, otras hostiles, otras misteriosas, todas reales. Los psicólogos alertan sobre el aumento del déficit de atención asociado a la hiperactividad en niños cada vez más pequeños, y algunos padres lo niegan con una prueba que les parece irrefutable: cómo van a sufrir sus niños de falta de atención en la escuela si pueden pasarse largas horas concentrados delante de la computadora o de la televisión, fascinados por ellas, entregados por completo a la resolución de un videojuego absorbente. La vida real nunca es tan velozmente atractiva como un videojuego. Vivir es aprender a tener paciencia, a no recibir pasivamente gratificaciones inmediatas. (…) Y no sólo sus voces en un teléfono móvil, ni sus palabras o sus exclamaciones escritas en un mensaje electrónico: la variedad casi infinita de matices que caben en la mirada, en los gestos, en la voz, en la actitud, en la plena presencia. Ese bebé del ascensor de Buenos Aires movía su dedo sobre la pantalla dócil y colorida del iPad con mucha más destreza que yo, el hombre canoso del siglo pasado que los miraba con tanto estupor a él y a sus padres. Pero no creo que mi queja sea solo la de alguien que se hace mayor y empieza a no reconocerse en el mundo en que vive. El cerebro humano es una formidable ventaja para la supervivencia porque evolucionó hasta convertirse en una máquina perfecta de prestar atención. Pero se trata de una máquina que necesita ser continuamente adiestrada en el conocimiento tangible del mundo real. (…) Quizá ese bebé brasileño será más inteligente y más feliz si sus padres dejan un rato el iPhone y el Blackberry y guardan el iPad y se sientan junto a su cama cada noche para contarle un cuento. MOLINA, Antonio Muñoz. Muy Interesante, julio de 2011 (adaptado). Segundo as ideias apresentadas no texto, viver é saber esperar algo que se deseja muito. receber imediatamente as gratificações. saber comportar-se como em um video-game. lutar contra a demora com que recebemos recompensas. desfrutar ao máximo de todas as bonanças da vida, sem esperar. Questões 6 a 45 QUESTÃO 6 Disponível em: www.dhanyllo-dhanyllo.blogspot.com.br. Charges são gêneros textuais que, a partir da interação entre seus elementos verbais e não verbais, buscam uma formulação crítica, frequentemente valendo-se do humor e da ironia, recursos que, na charge acima, podem ser reconhecidos pela aproximação intertextual com uma frase usualmente utilizada em outros contextos. pelo uso de expressão onomatopaica que nada tem a ver com a construção da imagem. pela circunstância, pouco usual no gênero, de atribuirem- -se aspectos animados a um ser inanimado. pela tentativa de valorização da presença crescente de elementos tecnológicos na sociedade. pela expressão desolada do motorista surpreendido em um ato de infração no trânsito. QUESTÃO 7 As novas tecnologias e a educação Aparecida Marcianinha Pinto – DFE/UEM/CRC. O computador e os demais aparatos tecnológicos, na sociedade atual, contrariamente ao passado que os percebia somente como “coisas” de especialista, são vistos como bens necessários dentro dos lares e saber operá-los constitui-se em condição de empregabilidade e domínio da cultura. O conhecimento, principalmente no campo da informática, deve estar relacionado aos demais campos do saber humano. Trata-se, pois, de uma nova linguagem, um novo elemento do processo de comunicação, um novo código: a linguagem digital. Não há como fechar-se aos acontecimentos e, ainda que de maneira incipiente, é preciso considerar essas mudanças no debate e na prática educacional. Para uma sociedade com características tão profundas de desigualdade, a escola pública torna-se a única fonte de acesso da criança da classe trabalhadora às informações e recursos tecnológicos. Pretto *¹ afirma que “em sociedades com desigualdades sociais como a brasileira, a escola deve passar a ter, também, a função de facilitar o acesso das comunidades carentes às novas tecnologias.” Num país onde a escola ainda assume o papel de assistente social e perde de vista sua função de produzir e “reproduzir” o conhecimento, faz se necessário resgatar sua função primordial de formar o cidadão para a sociedade atual, onde o próprio trabalho assume uma nova conceituação, como “trabalho informatizado, automatizado, escritórios virtuais em tempos, de menos deslocamentos e mais interação.” *¹ PRETTO, Nelson de Luca (org.). Globalização & organização: mercado de trabalho, tecnologias de comunicação, educação a distância e sociedade planetária. Ijuí: Ed. Unijuí, 1999. Disponível em: www.portalanpedsul.com.br. Acesso em: 22 mar. 2006. No trecho acima, fazem-se considerações sobre as tecnologias de comunicação e informação, o desenvolvimento das sociedades e o conhecimento que elas produzem. Vinculando tais tecnologias ao processo educacional em uma escola pública presente em contextos de marcante desigualdadesocial, a autora, por meio de citações, procura construir a tese de que a educação pública deve robustecer as suas características de instituição de apoio social, com vistas a minimizar os efeitos das desigualdades. é importante para a escola pública atuar no processo de formação e preparação dos alunos para um novo tipo de mercado de trabalho, conferindo-lhes acesso à tecnologia. em face das flagrantes desigualdades sociais e do deficiente aparelhamento tecnológico disponível, poucas ações restam às entidades educacionais do âmbito público. o computador surgiu e tende a estabelecer-se como veículo do aparelhamento dos segmentos mais favorecidos da sociedade. a dificuldade em operar os computadores acaba funcionando como aspecto consolidador da ascendência cultural de um grupo sobre outro. QUESTÃO 8 (...) A mais evidente tensão da publicidade manifesta-se na esquizofrenia dialógica construída entre a reiterada promessa de permanência e a fugacidade implacável da lógica mercantil (...). A promessa de permanência está patente na assertividade e no imperialismo dos textos verbais e visuais que gritam intensamente para possibilidade da satisfação definitiva de todas as demandas por meio da compra, uso e posse de produtos e marcas. É a essência da completude possível no consumo. A fugacidade avassaladora assenta--se na erosão signica provocada e veiculada pela própria propaganda em cada anúncio, em cada filme, em cada ação promocional. É a lógica da obsolescência dos produtos (como vimos, não necessariamente física), muitas vezes meticulosamente programada pela indústria. Caso exemplar da eficiência da erosão signica de produtos é o que acontece com os aparelhos celulares: fisicamente ainda perfeitos e até em ótima condição de uso, são substituídos pelo último modelo “XPTO ultra blaster plus” com múltiplas funções e que também serve para a comunicação falada entre as pessoas. (...) Clotilde Perez. Estéticas do consumo a partir do sistema publicitário. Disponível em: www.compos.org.br. Acesso em: 22 mar. 2016. O fragmento acima transcrito refere-se ao sistema publicitário de comunicação. A julgar pelo que ali se afirma, pode-se inferir que as diferentes linguagens e recursos expressivos a serviço desse sistema têm diante de si um desafio que consiste em atuar em face da dicotomia entre contenção e consumo. fugacidade e obsolescência. durabilidade e efemeridade. funcionalidade e ineficácia. permanência e conservação. QUESTÃO 9 A dança na terceira idade… O envelhecimento é o grande causador de inúmeros distúrbios que ocorrem no nosso corpo. As limitações aumentam e com ela, a dependência. Não há nada melhor no mundo do que ser independente. A independência vai sendo removida de nossas vidas com o passar do tempo. Por esse motivo, grande parte dos idosos caem em depressão. Ainda assim, muitos dos “bons velhinhos” que têm bom humor e alto astral procuram manter esse pensamento por meio da dança. Outros, procuram a dança para a cura de suas doenças, geralmente, incentivados por médicos. Com o objetivo de sair e se divertir, a dança entra na vida dos idosos com força total trazendo a alegria e o bem--estar. A busca por novas relações interpessoais deixam de lado a tão indesejada solidão pelo inestimável vigor da vida. Doenças como a depressão, artrite, artrose, osteoporose, cardíaca, podem ser significativamente tratadas com a prática da dança. Isso porque, dançar estimula a circulação sanguínea, ajuda no fortalecimento dos músculos e ossos, estimula a produção de endorfina (substância do bem-estar) e previne a formação de pensamentos ruins e negativos. Por Aline Pyrrho Disponível em: www.salaseteartes.wordpress.com. Acesso em: 23 mar. 2016 A julgar pelo texto, a dança, no contexto em que nele é apresentada, representa um tipo de manifestação que estabelece, para determinados grupos de idosos, uma dependência excessiva. a resposta a um tipo de necessidade que, no cotidiano, os idosos experimentam, para minimização de males do corpo ou do espírito. a busca da necessária alegria, ainda que em um contexto em que predomine, nos salões, indesejável solidão. a ativação dos níveis de circulação sanguínea, garantindo o surgimento de manifestações de bom humor e de alto astral. uma contribuição à remoção da independência que caracterizava épocas anteriores da vida dos idosos. QUESTÃO 10 O presente estudo nos leva a concluir que para comunicar-se com eficácia o gerente precisa conhecer bem os assuntos a serem tratados. Assim, precisa conhecer--se como emissor da mensagem, conhecer o receptor, sabendo falar-lhe em linguagem inteligível e adaptada à sua cultura e aos seus valores, à sua classe social, ao seu nível hierárquico, aos seus interesses e expectativas. Além disso, precisa conhecer o assunto e a melhor maneira de comunicá-lo (escolha dos canais). A dificuldade provém de que na empresa moderna cada vez mais os assuntos se tornam complexos e especializados, pois ninguém possui isoladamente todas as informações necessárias. A comunicação ainda é falha na maioria das empresas, e isso nem sempre ocorre por falta de ferramentas. A comunicação eficaz leva em consideração diversos aspectos, como cultura, nível social, contexto, meio e todas as formas de ruído existentes no processo. No decorrer deste trabalho pudemos comprovar que na comunicação, e em muitos outros aspectos, a tecnologia vem em segundo lugar. Às vezes pode até prejudicar a comunicação, quando utilizada de forma errada. É ilusão pensar que a tecnologia, por si só, resolve problemas. Quem resolve problemas, agiliza os processos e inova são as pessoas. A comunicação é um processo pessoal. A fonte e o recebedor da comunicação são pessoas. Ao transmitir ou receber alguma mensagem, o indivíduo procede de acordo com suas características pessoais, selecionando a mensagem, interpretando-a, modificando-a, acrescentando e/ ou suprimindo aspectos. Em suma, colorindo-a de acordo com suas próprias características. Sérgio Marcos Silva Leitão. A comunicação na empresa e sua influência nos projetos. Disponível em: www.pmiba.org.br. Acesso em: 30 mar. 2016. O fragmento acima cuida da comunicação empresarial, seus acertos e desacertos. Segundo o texto, a comunicação nesse âmbito pode revelar-se ineficaz caso atenha-se a considerações de ordem cultural, social e contextual. revele a preocupação de adaptar-se a características do receptor. procure identificar o canal adequado à transmissão pretendida. estabeleça a preponderância dos aspectos vinculados à tecnologia. parta do princípio de que, nela, as pessoas é que são importantes. QUESTÃO 11 Disponível em: www.nutri-obesidadeinfantil.blogspot.com.br. A charge acima trata do problema da obesidade infantil. Já os trechos que compõem as opções a seguir – com a mesma temática – são retirados do artigo “Obesidade infantil: causas, consequências e a prática de atividade física na prevenção e tratamento”, de Everaldo Martinez Parra e Gustavo Ribeiro da Mota, e colhidos no endereço a seguir: Disponível em: www.efdeportes.com. Acesso em: 31 mar. 2016. A passagem desse artigo cujo teor mais se aproxima das intenções do chargista é “A cultura de cada país pode influenciar positivamente ou negativamente no controle da obesidade infantil, como a China, por exemplo, onde pessoas obesas são vistas como felizes e afortunadas”. “Outras causas socioculturais para a elevação da obesidade infantil são a revolução tecnológica, aumento da violência e redução dos espaços para prática de atividade física”. “Também o difícil acesso a alimentos mais saudáveis e de qualidade, por serem difíceis de achar e mais caros, contribuem para o aumento do índice de massa corporal.” “A TV é citada como fator para aumento da obesidade infantil, uma vez que seu impacto traz a redução da prática de atividades físicas mais vigorosas e os efeitos na dieta, jáque os alimentos são os mais anunciados.” “Baixa autoestima é associada com o aumento da tristeza, solidão e nervosismo, e também possui uma forte relação com as medidas mais elevadas do índice de massa corporal.” QUESTÃO 12 W ik im ed ia C om m on s A imagem acima, colhida na cidade de Porto Velho (RO), reproduz um dos resultados de projeto contemplado pelo Programa Amazônia Cultural (2013) do Ministério da Cultura. O referido projeto, intitulado “Artista de Plástico – práticas híbridas na Amazônia urbana”, é coordenado pela fotógrafa acreana Talita Oliveira, e a ideia básica foi a de envolver cinco artistas plásticos de diferentes cidades da Região Norte. Eles são fotografados em seus ateliês e é feita a reprodução fotográfica de uma obra de cada. Posteriormente, o material é ampliado em grandes formatos e fixado nas ruas, como “lambe-lambes”. Ao final do projeto, será publicado um catálogo ilustrado com fotografias das ações, além de entrevistas com os artistas envolvidos. O catálogo será distribuído gratuitamente para bibliotecas e instituições culturais de toda a Região Norte. As intervenções do projeto não possuem texto explicativo, nem créditos. Nas ruas, são apenas imagens soltas, de livre interpretação. Todas as obras reproduzidas fotograficamente e coladas nas ruas, possuem, originalmente, suporte e intenção de serem expostas em lugares fechados, galerias ou demais espaços expositivos. A iniciativa cultural acima descrita busca ratificar o conceito tradicional da arte acadêmica, produzida para ser exposta em galerias. dar projeção internacional a artistas que não são conhecidos na Região Norte do país. estender a produção de conhecidos artistas de rua a ambientes de arte mais fechados. valorizar artistas plásticos da Região Norte, propiciando-- lhes intervenções no espaço urbano. confrontar-se com o grafite, considerado o manifestação menor da arte popular. QUESTÃO 13 (...) Na hora dessa troca de ideias, uma primeira providência é mostrar que dor e fadiga não são a mesma coisa. A fadiga não chega a ser um problema sério, mas é preciso respeitá-la e interromper o exercício. “A fadiga pode ser aguda, no caso de um exercício com intensidade maior do que o indivíduo está acostumado, ou crônica, quando a sensação de cansaço é frequente, causada por treinamento em excesso, anemia ou problemas respiratórios”, explica Marcelo Bichels Leitão, cardiologista e médico do esporte da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, em São Paulo. Vale mostrar para a turma que avançar esse sinal pode ser bem dolorido: uma consequência imediata da fadiga em excesso são as temidas cãimbras (movimentos de contração musculares involuntários) fortíssimas, que doem bem mais do que as corriqueiras. Já com a dor, é preciso ter mais atenção. Como alerta, ela mostra que existe um processo fisiológico não natural do organismo. Ela também é dividida em dois tipos, a do dia seguinte e a dor intermitente. A primeira, mais comum, ocorre depois de trabalhar um grupo de músculos não acostumados ao exercício ou exigidos em excesso. “Ela é resultado de uma pequena inflamação na musculatura e de microrrupturas nas células musculares. Mas, se continuamos nos exercitando regularmente, a dor passa, pois a musculatura se fortalece e se acostuma ao esforço”, conta Leitão. Apesar disso, é preciso desmistificar a ideia comum entre os jovens de que, se uma pessoa não sentir dor, não está ganhando força na malhação. “Por pensarem assim, muitas vezes eles exageram na intensidade e na frequência da atividade física. É exatamente aí que surgem os casos mais sérios, como as lesões musculares”, argumenta o especialista. Faz parte desse quadro a dor intermitente, aquela que demora a passar. Quando isso ocorre, a musculatura foi lesionada e é necessário procurar um médico. Sua orientação é importante para evitar esse tipo de problema: além da explicação fisiológica propriamente dita, vale incentivar o debate sobre rotinas de exercícios e hábitos nutricionais para tornar as práticas corporais mais seguras e saudáveis. (...) Anderson Moço. Disponível em: www.revistaescola.abril.com.br. O texto acima está voltado para professores de Educação Física. Ele trata do respeito aos limites físicos, com considerações sobre a dor e a fadiga. Com relação à dor, o texto permite a consideração de que ela constitui um estágio mais brando do que o da fadiga, principalmente quando em estado intermitente. ela é um sinal de que os exercícios físicos estão atingindo os objetivos pretendidos, no sentido de conferir fortalecimento aos músculos. ela se apresenta sob duas formas, sendo a chamada “dor do dia seguinte” decorrente da falta de costume com os exercícios e tendente a desaparecer com o tempo. ela é causa de lesões musculares, independentemente da intensidade ou da frequência das atividades físicas desenvolvidas. ela se revela intermitente quando acompanhada de práticas nutricionais que busquem o aprimoramento das práticas corporais. QUESTÃO 14 Local: Mauritânia – Beleza: Obesidade A Mauritânia é um país localizado na África Ocidental. Por lá, para a mulher ser considerada bonita, ela precisa estar acima do peso. A obesidade indica que ela não trabalha, então o seu marido é rico. Desde os cinco anos de idade, as meninas são treinadas para ganhar peso e tomam muito leite de camelo para se enquadrarem no padrão de beleza. Local: Irã – Beleza: Nariz ocidental A cidade de Teerã, localizada no Irã, é a campeã em cirurgias plásticas no nariz de todo o mundo. As mulheres iranianas usam véu por causa da religião, por isso o nariz é a única parte do corpo que fica a mostra. Elas recorrem ao bisturi para tornar a “napa” perfeita. Local: Mianmar – Beleza: Pescoço longo O costume deste país asiático não é nada comum, pois as mulheres que pertencem a tribo dos karenis são conhecidas no mundo todo por alongar o pescoço com anéis de metal. Esses anéis acabam forçando os ossos do ombro para baixo e dão a impressão de que o pescoço é mais comprido. O ritual começa ainda na infância das mulheres, porém está cada vez mais raro, pois sem o suporte das argolas, os músculos não conseguem mais sustentar a cabeça. Disponível em: www.mundodastribos.com. Acesso em: 30 mar. 2016. No texto acima, que trata de padrões de beleza, encontramos considerações relativas a três países, retiradas em meio a muitas outras espalhadas pelo mundo. Tais considerações deixam claro que o conceito de beleza vem sofrendo uma evolução tendente à obtenção de padrões universalmente aceitos. é, a despeito de eventuais situações de exceção, reconhecido por elementos comuns. apresenta um relativismo que tem a ver com a natural diversificação cultural nos países. afasta-se, em alguns lugares, de um padrão reconhecido como esteticamente mais válido. obedece a um padrão único, firmado no mundo no decurso de muitas gerações. QUESTÃO 15 Disponível em: www.exorcizesuaalmagorda.blogspot.com.br. O humor dessa charge se constrói a partir de um tipo de raciocínio que pode ser considerado uma falha lógica e é conhecido como paradoxo. círculo vicioso. eufemismo. lugar comum. silogismo. QUESTÃO 16 Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir, uma cultura universal constituída. No nosso século, os antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender. Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu modo, os conhecimentos de que necessitam. O movimento histórico da cultura consiste numa diversificação permanente. A cultura universal – que seria a cultura da humanidade – depende dessa diversificação, quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar sua própria identidade, desenvolvendo suas características peculiares. No entanto, as culturas peculiares só conseguem mostrar sua riqueza,sua fecundidade, na relação de umas com as outras. E essa relação sempre comporta riscos. Em condições de uma grande desigualdade de poder material, os grupos humanos mais poderosos podem causar graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais fracos. (...) Todos tendemos a considerar nossa cultura particular mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem suas próprias convicções. (...) Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas elementos das culturas alheias. (...) Apesar dos perigos da relação com as outras culturas (descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente mobilizada para tentativas de autorrealização e de autoquestionamento, em função do desafio do diálogo. Leandro Konder, O Globo, 02 ago. 1998. Nas considerações que faz a respeito do fato cultural, o escritor e filósofo Leandro Konder, a despeito da categórica afirmação inicial de que “toda cultura é particular”, aponta, ao longo do texto, a possibilidade de que algumas culturas sofram riscos quanto à sua permanência. Segundo o autor, tais riscos envolveriam, por exemplo, a existência de características particulares permanente- mente diversificadas. a predisposição a atos de incorporação de outras culturas. distintos potenciais materiais, capazes de gerar a supressão de algumas culturas por outras. a busca de uma cultura universal sobreposta a todas as manifestações culturais particulares. a tentativa de afirmação, pelas diversas culturas, de uma identidade própria. QUESTÃO 17 “Ele tinha o olho maior que a barriga” (Ziraldo, O menino maluquinho) No livro O menino maluquinho, Ziraldo, ao descrever seu persona- gem, se vale do dito popular “ter o olho maior que a barriga”, que tam- bém pode significar “ser guloso”, “desejar comer além do possível”... O escritor ilustra o fragmento descritivo com a figura acima. É possível, pois, afirmar que a figura se constrói ratificando o valor conotativo do dito popular, que só deve ser interpretado assim. a imagem do menino representa o valor literal da expres- são, em manifestação lúdica do criador do personagem. o desenho pretende traduzir a opção do escritor pelo sentido literal das palavras. a figura simboliza uma reafirmação do discurso tradicional e uma aversão ao sentido figurado dos vocábulos. não há intenção humorística na apresentação do desenho como ilustrativo da frase que descreve o personagem. QUESTÃO 18 ENSOR, J, A intriga, 1890, óleo sobre tela A imagem acima é de um quadro do pintor expressionista James Ensor. A partir dos seus elementos constituintes, bem como do ideário estético firmado pelo Expressionismo, pode- se reconhecer, nessa obra, que o pintor trabalha com partes de uma mesma imagem, recompondo-as e utilizando-as ao mesmo tempo, a fim de criar várias perspectivas e dar a impressão de que um objeto pode ser visto ao mesmo tempo sob todos os ângulos. seu autor, pintando diretamente sobre a tela branca, utiliza somente cores justapostas em vez de misturá- -las previamente na paleta, pesquisando os cambiantes efeitos da luz na atmosfera e nos objetos retratados. o pintor deixa fluir livremente, a partir do inconsciente, um processo de livre associação, com a incorporação de elementos ilógicos vinculados ao sonho, à fantasia. o autor inclina-se a deformar a realidade de modo cruel, muitas vezes caricatural, fazendo prevalecer o exagero, a distorção e a dramaticidade das formas, linhas e cores que retratam sua atitude emocional. o artista propõe a construção de valores burgueses, valendo-se do lirismo para afirmar conceitos da sociedade por meio de manifestações intencionalmente ordenadas para conquistar a crítica. QUESTÃO 19 Aves de rapina Há muitos anos que os caminhos se arrastavam Subindo para as montanhas Percorriam as florestas perseguindo a distância. Lentos e longos deslizavam nas planícies. Passaram chuvas, passaram ventos passaram sombras aladas... Um dia os aviões surgiram e libertaram a distância. Os aviões desceram e levaram os caminhos. Joaquim Cardozo O título de um poema, não raramente, fornece a “chave” para as intenções autorais. No caso de “Aves de rapina”, pode- -se reconhecer um objetivo crítico em relação a pretensas conquistas do progresso, e o verso que guarda relação mais estreita com o título é “Há muitos anos que os caminhos se arrastavam”. “Subindo para as montanhas”. “Lentos e longos deslizavam nas planícies”. “Passaram chuvas, passaram ventos”. “Os aviões desceram e levaram os caminhos”. QUESTÃO 20 O peru de Natal Morreu meu pai, sentimos muito etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a ideia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto. Mário de Andrade (fragmento). O Modernismo é movimento literário de ruptura com a tradição, seja pela abordagem temática, seja por aspectos formais. Percebe-se, no texto acima, de um dos modernistas de primeira hora, que essa intenção de rompimento se manifesta por meio da maior abrangência popular, adotando a linguagem do povo e posição de nacionalismo crítico. temática vinculada ao cotidiano e linguagem exclusivamente pautada no coloquial. rejeição a hábitos impostos pela educação tradicional e repúdio ao falso sentimentalismo. irreverência, com a introdução do chamado poema- -piada e paródia de textos tradicionais. negação integral da linguagem dita culta e uso de construções da regência popular. QUESTÃO 21 À atriz Eugênia Câmara (no dia seguinte ao de uma vaia sofrida no Teatro Santa Isabel, no Recife) Hoje estamos unidos a adorar-te Tu és a nossa glória, a nossa fé, Gravitar para ti é levantar-se, Cair-te às plantas é ficar de pé!... Ontem a infâmia te cobria de lama Mas pra insultar-te se cobriu de pó! ... Miseráveis que ferem a fraqueza De uma pobre mulher inerme, só! Tu és tão grande como é grande o gênio És tão brilhante como a própria luz, Dentre os infames do calvário d’arte, Tu foste o Cristo, foi o palco a cruz! ... Mas estamos unidos a adorar-te! Tu és a nossa glória, a nossa fé! Gravitar para ti é levantar-se, Cair-te às plantas é ficar de pé! Castro Alves O professor Domício Proença Filho, em seu livro Estilos de época na literatura, menciona, entre as várias características do Romantismo, a seguinte: “Exagero nas emoções, nos sentimentos, nas figuras do herói e do vilão, na visão maniqueísta a dividir o bem e o mal”. A despeito de representar, basicamente, o gênero lírico, o texto de Castro Alves apresenta elementos de natureza argumentativa, por meio dos quais o poeta pretende defender a amada das vaias por ela sofrida na véspera. Para tanto, vale- se o poeta romântico do “exagero nas emoções” mencionado por Domício Proença Filho, com a figura da hipérbole, claramente exemplificada no verso “Miseráveis que ferem a fraqueza”. “De uma pobre mulher inerme, só!” “Mas pra insultar-te se cobriu de pó! ...” “És tão brilhante como a própria luz”. “Mas estamos unidos a adorar-te!” QUESTÃO 22 Texto I Eu te gosto, você me gosta desde tempos imemoriais. Eu era grego, você troiana, “Balada do amor através das idades”, Carlos Drummond de Andrade. Texto II Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo. “Poema das sete faces”, Carlos Drummond de Andrade. Com relação à forma como seconstroem os fragmentos acima, pode-se reconhecer que o eu lírico utiliza-se de linguagem que tipifica o registro coloquial, adequado às situações contextuais em que ocorre. de uso comum na tradição literária, dentro do princípio da “licença poética”. endossada pela norma culta, sem registros típicos da oralidade do discurso. que não pode ser considerada literária, pelo mau gosto das construções. contrária ao gênero lírico, embora observe padrões de métrica e rima da poética tradicional. QUESTÃO 23 Pelo quarto parecia-lhe estarem a se cruzar os elétricos, a estremecerem-lhe a imagem refletida. Estava a se pentear vagarosamente diante da penteadeira de três espelhos, os braços brancos e fortes arrepiavam-se à frescurazita da tarde. Os olhos não se abandonavam, os espelhos vibravam ora escuros, ora luminosos. Cá fora, duma janela mais alta, caiu à rua uma coisa pesada e fofa. Se os miúdos e o marido estivessem à casa, já lhe viria à ideia que seria descuido deles. Os olhos não se despregavam da imagem, o pente trabalhava meditativo, o roupão aberto deixava aparecerem nos espelhos os seios entrecortados de várias raparigas. Esse é um trecho do conto “Devaneio e embriaguez duma rapariga”, do livro Laços de família, de Clarice Lispector, uma coletânea publicada em 1960. A personagem feminina é uma portuguesa, e o narrador, de certa forma, estabelece cumplicidade com ela, assumindo linguagem típica de sua nacionalidade. Esse aspecto do fragmento está exemplificado no emprego dos vocábulos “elétricos” e “vagarosamente”. “frescurazita” e “luminosos”. “fofa” e “descuido”. “miúdos” e “raparigas”. “roupão” e “seios”. QUESTÃO 24 A vida na fazenda se tornara difícil. Sinhá Vitória benzia- se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a caatinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre. Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou--se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido. Graciliano Ramos. Vidas Secas. Editora Martins Fontes, 1970. p. 117. Lê-se, a propósito do estilo de Graciliano Ramos na obra Vidas Secas, o seguinte trecho, de autoria de Keyla Pinheiro: Graciliano esquadrinha geometricamente as palavras: elimina do texto tudo o que se possa chamar de adorno. Diz o máximo com o mínimo: daí, a escolha pelas séries de orações curtas, coordenadas por justaposição, caracterizando o predomínio da parataxe. Disponível em: www.keylapinheiro.blogspot.com.br. A passagem do texto acima transcrito de Vidas Secas que exemplifica melhor a menção à série de “orações curtas, coordenadas por justaposição, caracterizando o predomínio da parataxe” é “A vida na fazenda se tornara difícil”. “Sinhá Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas”. “No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido”. “Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido”. “Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido”. QUESTÃO 25 Texto I Disponível em: www.geradormemes.com. Texto II Disponível em: www.geradormemes.com. No âmbito da gíria vem-se, atualmente, cristalizando o uso da forma “partiu” para indicar algo como “vamos agora”, designando uma ação a ser desenvolvida naquele exato momento (“O táxi chegou galera, partiu balada!”) A respeito dos textos I e II, acima, pode-se reconhecer, pela interação entre as linguagens verbal e não verbal, que os dois se utilizam dessa forma verbal com o mesmo sentido figurado, conotativo. o primeiro apresenta emprego de ordem denotativa, da palavra em “estado de dicionário”. o segundo, com humor, satiriza o uso da gíria, utilizando a palavra com outro sentido. esse emprego giriático está presente nos dois textos, conforme o comprovam as imagens. nenhum dos dois se apropriou da forma verbal menciona- da, no seu emprego como gíria. QUESTÃO 26 Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos cousas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus. (...) Machado de Assis, o nosso maior escritor do Realismo, ganhou notoriedade no âmbito da literatura nacional e mundial em função de diversas características de estilo que tornaram quase única a sua narrativa. No fragmento acima, destacam-se, entre tais características, comentários de ordem metalinguística sobre o processo de elaboração da narrativa. apagamento da presença do leitor como interlocutor, desqualificando-o. manifestação de intertextualidade como recurso argu- mentativo. presença de um narrador observador, em terceira pessoa. visão objetiva e pessimista da vida, do mundo e das pessoas. QUESTÃO 27 Samba do quilombo Saiu do congo num navio negreiro Baixou no litoral Batuque banzo no chão do terreiro Pra suportar o mal Correu, fugiu, sofreu, sumiu e subiu o morro E o horizonte era o fundo do quintal... Os atabaques gritam na macumba No tom dos ancestrais Na voz do blue, no rebolado da rumba Tem nego por detrás Vem invadindo todas as fronteiras da história Rumo ao futuro, em pleno temporal Minha terra tem palmares onde Zumbi foi eleito E os negros que lá quilombaram sambavam do mesmo jeito (...) Lenine A arte, muitas vezes, busca explicar diferentes culturas Nessa composição de Lenine, centrada na afirmação cultural da figura do negro na realidade brasileira, podem-se identificar, como elementos dessa afirmação, a musicalidade e a religiosidade. a alienação e a miscigenação. a resignação e a religiosidade. a musicalidade e a submissão. a miscigenação e a resignação. QUESTÃO 28 Da observação Não te irrites, por mais que te fizerem... Estuda, a frio, o coração alheio. Farás, assim, do mal que eles te querem, Teu mais amável e sutil recreio... Mário Quintana No texto acima, o poeta propõe que se enfrentem situações com uma postura completamente contrária a elas. Para definir esses dois polos, ele se vale, respectivamente, dos recursos sintático-estilísticos denominados antítese e paradoxo. concessão e antítese. adversidade e concessão. paradoxo e concessão. adversidade e antítese. QUESTÃO 29 Disponível em: www.sugestoesdeatividades.blogspot.com.br. Disponível em: www.imguol.com Os dois cartazes acima, obviamente, têm formulações e objetivos bem distintos. Com relação às normas que regem o emprego do acento grave indicativo da crase, pode-se dizer que a gramática foi corretamente observada nos textos dos dois cartazes. apenas pode abonar o emprego do “a” acentuado no segundo cartaz. exigiria o acento representativo da crase nas duas ocorrências do “a” no primeiro cartaz. determina, na expressão “Não a droga”, o acento grave da crase. explica a crase, no segundo cartaz, pelo encontro de dois vocábulos “a”. QUESTÃO 30 Texto I Mocidade e morte Oh! Eu quero viver, beber perfumes Na flor silvestre que embalsama os ares; Ver minh’alma adejar pelo infinito, Qual branca vela n’amplidão dos mares, No seio da mulher há tanto aroma... Nos seus beijos de fogo há tanta vida... — Árabe errante, vou dormirà tarde À sombra fresca da palmeira erguida. Mas uma voz responde-me sombria: Terás o sono sob a lájea fria. Morrer... quando este mundo é um paraíso E a alma um cisne de douradas plumas: Não! o seio da amante é um lago virgem Quero boiar à tona das espumas. Vem! formosa mulher — camélia pálida, Que banharam de pranto as alvoradas. Minh’alma é a borboleta que espaneja O pó das asas lúcidas, douradas... E a mesma voz repete-me terrível, Com gargalhar sarcástico: — impossível! Castro Alves, Espumas Flutuantes. Texto II Momento num café Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto distraídos Estavam todos voltados para a vida Absortos na vida Confiantes na vida. Um no entanto se descobriu num gesto largo [e demorado Olhando o esquife longamente Este sabia que a vida é uma agitação feroz e [sem finalidade Que a vida é traição E saudava a matéria que passava Liberta para sempre da alma extinta. Manuel Bandeira, Estrela da manhã. A temática da morte encontra-se presente em ambos os textos. A observação dos elementos de conteúdo ou de forma dos dois poemas permite a consideração de que o texto I, confirmando a frequente postura do eu romântico diante da morte, vê nesta a libertação das infelicidades da vida. o texto II retoma o conteúdo simbolista de que a verdadeira vida é a que se dá após a libertação do cárcere da matéria. os dois textos apresentam uma visão romântica que promove a integração entre o homem e a natureza. os dois textos expressam o lamento em relação à morte, considerada uma ocorrência prematura que impede o alegre desfrutar da vida. apenas um dos poemas – o segundo – se constrói com base em uma estrutura de oposição entre a vida e a morte. QUESTÃO 31 Disponível em: www.ibc.org.br. A charge acima se refere a um dos mais conhecidos aplicativos da web, o Twitter. Embora se registre uma queda no seu emprego, em função do surgimento de outras opções na internet, ele ainda é muito utilizado na postagem de mensagens. A charge, contudo, pretende enfocá-lo sob outra ótica, pois, com uma certa visão irônica, o objetivo do seu autor é mostrar que é impossível comunicar-se com precisão com o número máximo de caracteres estabelecido pelo Twitter. revelar que há pessoas, mesmo jovens, que não se deixam seduzir pelos meios eletrônicos de comunicação. destacar a importância do reconhecimento, pelas pessoas, da necessidade de integração com a natureza. criticar a presença exagerada da internet na vida das pessoas, particularmente dos mais jovens, afastando-os do contato direto com a realidade. valorizar, por meio do exagero, a indiscutível importância que instrumentos como o Twitter alcançam na vida de hoje. QUESTÃO 32 Qual homem pode haver tão paciente, Que vendo o triste estado da Bahia, Não chore, não suspire, e não lamente? [..........................................................] Se souberas falar, também falaras, Também satirizaras, se souberas, E se foras Poeta, poetizaras. A ignorância dos homens destas eras Sisudos faz ser uns, outros prudentes, Que a mudez canoniza bestas feras. Há bons, por não poder ser insolentes, Outros há comedidos de medrosos, Não mordem outros não, por não ter dentes. Quantos há que os telhados têm vidrosos, E deixam de atirar sua pedrada De sua mesma telha receosos. Uma só natureza nos foi dada: Não criou Deus os naturais diversos, Um só Adão formou, e esse de nada. Todos somos ruins, todos perversos, Só nos distingue o vício, e a virtude, De que uns são comensais outros adversos. Quem maior a tiver, do que eu ter pude, Esse só me censure, esse me note, calem-se os mais, chitom, e haja saúde. Gregório de Matos, Aos vícios Vocabulário chitom: silêncio (do francês “chut donc”) O texto é representativo da obra do mais expressivo poeta barroco brasileiro, Gregório de Matos. Nele, há elementos capazes de estabelecer relação direta com o momento de sua produção, já que Gregório se refere, criticamente, à realidade do Brasil quinhentista, dos primeiros viajantes e catequistas. às características negativas de habitantes da Colônia no século XVII. ao ambiente urbano do século XVIII, visto como moralmente inferior ao do campo. a um país idealizado, fruto do nacionalismo que marcou o século XVIII. ao Brasil real do século XIX, representado pelas mazelas da sociedade baiana de então. QUESTÃO 33 A aproximação estilística e ideológica e a convergência de concepções estéticas que reúne um grupo de artistas em determinada época caracteriza o que se pode denominar de estilo de época. I. E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hor- taliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco. E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umida- de quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco. Aluísio de Azevedo, O cortiço II. Mais que esse vulto extraordinário, Que assombra a vista, Seduz-me um leve relicário De fino artista. Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto-relevo Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Olavo Bilac, Profissão de fé. Verifica-se, nos dois textos, diferentes concepções sobre o fazer literário, traduzidas, respectivamente, por predominância do individual sobre o coletivo / subjetividade na apreensão da realidade. visão psicológica na construção da narrativa / desapego à tradição formal na produção poética. determinismo do meio ambiente / trabalho artesanal na busca da perfeição estética. descrição patológica dos personagens / prevalência do conteúdo sobre os aspectos formais. apreensão e descrição idealizada da realidade / marcantes preocupações de natureza social. QUESTÃO 34 A linguagem é utilizada em diferentes ações, com objeti- vos distintos. Por meio dela, transmitem-se informações, é possível persuadir, demonstrar sentimentos, construir repre- sentações do mundo, etc. A essa variedade de situações cor- respondem às chamadas funções da linguagem. Uma mesma comunicação pode apresentar mais de uma função, mas, de acordo com os propósitos do enunciador, sempre é possível identificar uma predominância. A propósito, leia o fragmento abaixo, do poema “Divina”, de Cruz e Souza, poeta simbolista: Eu não busco saber o inevitável das espirais da tua vã matéria. Não quero cogitar da paz funérea que envolve todo o ser inconsolável. Bem sei que no teu círculo maleável de vida transitória e mágoa séria há manchas dessa orgânica miséria do mundo contingente, imponderável. É possível afirmar que, nesse texto, dada a sua natureza e seus objetivos, predomina a função poética, dada a prevalência de palavras do âmbito denotativo da linguagem. metalinguística, pela preocupação de explicar, com palavras, outras palavras. emotiva, centrada em um posicionamento do emissor, suas ideias e sentimentos. referencial, já que a pretensão é transmitir objetivamente uma visão do mundo. conativa, em função do “apagamento” do eu em detrimento do receptor. QUESTÃO 35 Na inocência da própria ignorância, até gente graúda da intelectualidade teve pressa de ir à jugular do Ministério da Educação, a condenar um livrete destinado a introduzir maiores de idade ao universo do estudo gramatical. O livro prega a necessidade de adequar-se o idioma à formalidade dasituação – aquela coisa manjada: não se usa terno na praia nem sunga no trabalho. Assim, ninguém usa português de concurso no bar nem fala com chefe com a gramática usada para cantar a namorada. Não se fala como se escreve, etc. A lição, banal entre linguistas sérios, virou belzebu na imprensa. Com isso, escoou a oportunidade de discutir um ensino que amplie a consciência brasileira sobre seu idioma. Alunos devem aprender o padrão de cada contexto de uso? Os Parâmetros Curriculares Nacionais já responderam que sim. O padrão é ensinado a contento? Só o será se ensinadas as variantes adequadas a cada contexto. Professores estão preparados para isso? O MEC dá braçadas contra desigualdades difíceis de superar e a herança do ensino que pensa o idioma como elemento de distinção social e exclusão dos pobres (...). “Ignorância e má-fé”, de Luiz Carlos Pereira Junior, editor da revista Língua Portuguesa – Publicada na revista n.68, junho de 2011, pág. 4. Entende-se que o articulista do texto lido considera, sobre as variantes linguísticas, que foram inadequadamente apresentadas em livro autorizado pelo MEC. devem ser componentes do ensino da língua para os alunos brasileiros. serão introduzidas como componentes dos Parâmetros Curriculares Nacionais. constituem assunto banal, e, por isso, não interessam aos linguistas sérios. nada têm a ver com as preocupações do MEC sobre a exclusão social no Brasil. QUESTÃO 36 Então, a travessia das veredas sertanejas é mais exaustiva que a de uma estepe nua. Nesta, ao menos, o viajante tem o desafogo de um horizonte largo e a perspectiva das planuras francas. Ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças; e desdobra--se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvores sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante... Euclides da Cunha, Os Sertões. A literatura, justamente por seus fundamentos calcados na inventiva, na recriação, não apresenta, necessariamente, uma linguagem padronizada, ainda que referente a obras de uma mesma época. Euclides da Cunha inscreveu-se entre os autores de um momento literário que, entre nós, foi denominado de Pré- -Modernismo e que apresentava como uma de suas marcas fundamentais produções marcadas por ecletismo, seja na forma seja no conteúdo, ora recuperando temas e formas da tradição, ora inovando, em uma espécie de antecipação do Modernismo. No caso da obra de Euclides da Cunha, o fragmento exemplifica a utilização pelo autor de uma linguagem de cunho coloquial, para traduzir, com coerência e de forma pitoresca, a realidade de pessoas do povo. de caráter regionalista, para corresponder à ambiência física em que se localiza o romance. em que predomina a norma culta, com recursos expressivos que caracterizam o texto literário. cuja informalidade traduz a oposição entre o mundo cultural do autor e o dos seus personagens. de natureza inovadora, com a inventiva tendente à ruptura com a tradição literária, própria do primeiro momento do Modernismo. QUESTÃO 37 Em relação ao jornalismo propriamente dito, a internet proporcionou uma quebra no esquema de difusão um-todos, ou melhor, emissor único e receptores múltiplos. Agora, cada um, além de tornar-se editor (navegando a seu bel prazer pelos links e hiperdocumentos), pode ser emissor da notícia e mesmo interagir com sua produção. A figura do gatekeeper, que seria o profissional selecionador das notícias que vão estar na pauta do veículo, inexiste na internet. Segundo a colega Ana Paula Saab, em uma das discussões digitais, “a internet oferece múltiplos sistemas de filtragem, por meio dos quais os utilizadores podem escolher de acordo com os seus interesses. Com o computador pessoal, o internauta tem a liberdade de fazer e controlar a sua própria imprensa. A rede aumentou imensuravelmente a área de abrangência do leitor, ou seja, sua capacidade de acesso, já que podemos conhecer e ler veículos de comunicação de grande parte dos países, privilégio inviável antes do advento da internet”. ZANIRATTO, Bianca Giordana. O impacto da tecnologia da informação na comunicação. PG – Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp – Bauru. Considerando o exposto no fragmento acima, pode-se apontar, como elemento diferenciador, que a internet propicia a seus usuários, em termos de informação, única emissão para recepção múltipla. seleção individual da pauta de notícias. espírito crítico a respeito das fontes de notícia. prevalência de jornais produzidos segundo conveniências externas. acessibilidade total do usuário, em termos planetários. QUESTÃO 38 João Boa Morte, cabra marcado para morrer João e seus companheiros não gostaram da proeza: se o novo preço não dava para garantir a mesa, aceitar preço mais baixo já era muita fraqueza. “Não vamos voltar atrás. Precisamos de dinheiro. Se o coronel não quer dar mais, vendemos nosso produto para outro fazendeiro.” Com o coronel foram ter. Mas quando comunicaram que a outro iam vender o cereal que plantaram, o coronel respondeu: “Ainda está pra nascer um cabra pra fazer isso. Aquele que se atrever pode rezar, vai morrer, vai tomar chá de sumiço”. Ferreira Gullar A poesia participante de Ferreira Gullar é uma obra de denúncia dos problemas sociais que afetavam e ainda afetam a vida e a sobrevivência do trabalhador simples no ambiente rural brasileiro. No excerto de “João Boa Morte, cabra marcado para morrer”, o poeta denuncia a falta de habilidade do pequeno produtor em negociar sua colheita. a incompatibilidade entre o produto cultivado e o interesse comercial. a ausência de diálogo entre os pequenos produtores de cereais. a prepotência dos poderosos sobre os pequenos produtores rurais. o comprometimento político do pequeno produtor rural. QUESTÃO 39 Em cada situação em que existe comunicação, a linguagem adquire o aspecto do contexto em que é empregada. Ao chamar alguém, usa-se um tom de voz e uma linguagem correspondente, assim como quando se faz uma exposição. A linguagem tem que estar adequada ao evento. Assim, ela tem flexibilidade para atender a uma ou outra situação. Esse poder de adaptação ao contexto que a linguagem tem é conhecido como funções da linguagem. Na página de jornal mostrada acima, existe a predominância de duas diferentes funções da linguagem: uma é caracterizada pela manchete principal e a outra pelo anúncio da parte inferior direita. Essas funções da linguagem são, respectivamente, a fática e a metalinguística. a referencial e a conativa. a conativa e a emotiva. a referencial e a poética. a conativa e a referencial. QUESTÃO 40 A banca do distinto Não fala com pobre, não dá mão a preto Não carrega embrulho Pra que tanta pose, doutor? Pra que esse orgulho? A bruxa que é cega esbarra na gente E a vida estanca O enfarte lhe pega, doutor valorização de fatos e coisas do cotidiano. desobediência total às regras gramaticais. QUESTÃO 42 Disponível em: www.pinterest.com A linguagem da propaganda ou da publicidade se vale dos mais variados recursos expressivos para alcançar os seus objetivos de persuasão do público a que se destina. A peça publicitária acima, com objetivos bem claros de caráter social, se constrói, entre outros elementos, com o emprego inusitado, que chama atenção pelo estranhamento, do modo verbal imperativo. da referência direta ao interlocutor. da interação entre o verbal e o não verbal. de um vocábulo usado conotativamente. da possível gradação entre as palavras “mais” e “melhor”. QUESTÃO 43 Disponível em: www.pinterest.com E acaba essa banca A vaidade é assim, põe o bobo no alto E retira a escadaMas fica por perto esperando sentada Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal Todo mundo é igual quando a vida termina Com terra em cima e na horizontal Billy Blanco Billy Blanco, já falecido, foi um compositor-cronista que, em suas letras, retratou com saborosa linguagem diversos tipos do cotidiano. No texto acima, as suas intenções se voltam para descrever alguém com a intenção de promover uma reflexão crítica sobre a arrogância, a vaidade e a discriminação. eleger, como interlocutor, alguém cujo comportamento ele não chega a censurar e a quem dá conselhos. apresentar argumentação construída com um tom nobre e uma linguagem típica da norma culta, em função do seu destinatário. construir tão somente uma reflexão sobre a efemeridade da vida, sem considerações de ordem moral. criar um texto laudatório, pretendendo, basicamente, enaltecer os componentes de uma sociedade igualitária. QUESTÃO 41 Matéria de poesia Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia O homem que possui um pente e uma árvore serve para poesia Terreno de 10 × 20, sujo de mato – os que nele gorjeiam: detritos semoventes, latas servem para poesia Manoel de Barros Manoel de Barros foi um dos principais poetas do Brasil. Em sua obra encontram-se elementos de forma e conteúdo que retomam postulados da primeira fase do Modernismo. No texto lido – de natureza metalinguística –, o poeta dá, indiretamente, um conceito de poesia. Além da metalinguagem, a característica do momento inicial do Modernismo que corresponde ao que diz Manoel de Barros nesse fragmento, é incorporação das conquistas do progresso. reescritura de textos do passado, de forma parodística. nacionalismo ufanista, exaltação do patriotismo. Dentre os recursos utilizados no texto acima com a finalidade de influenciar as pessoas e provocar eventual mudança de comportamentos e hábitos nocivos, reconhece-se o uso polissêmico da palavra “droga”. a manutenção do valor semântico da palavra “amigo”. o “apagamento” da figura do interlocutor. o ilogismo de uma pergunta sem resposta. a inadequação entre a linguagem verbal e a não verbal. QUESTÃO 44 Em uma peça publicitária recentemente veiculada em jornais impressos, pode-se ler o seguinte: Se a prática leva à perfeição, então imagine o sabor de pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes. Acerca da primeira oração desse trecho, pode-se reconhecer sua contribuição na organização e na estruturação do texto, ao expressar, em relação à segunda, uma circunstância de comparação. condição. conformidade. consequência. proporção. QUESTÃO 45 Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado [...]. Cedendo à meiga pressão, a virgem reclinou-se ao peito do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida perdiz [...]. A fronte reclinara, e a flor do sorriso expandia-se como o nenúfar ao beijo do sol [...]. Em torno carpe a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a brisa na folhagem; o mesmo silêncio anela de opressor [...]. A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite. O trecho citado – do célebre romance indianista de José de Alencar – constrói-se estilisticamente com figuras de linguagem, caracterizadoras do estilo poético do autor, apresentando, dominantemente, as figuras de comparações e antíteses. antíteses e inversões. pleonasmos e hipérboles. metonímias e prosopopeias. comparações e metáforas. CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 46 a 90 QUESTÃO 46 Estimativa do número de africanos desembarcados em cada região (em milhares de indivíduos) Período Brasil América Britânica e Estados Unidos 1501-1550 –– –– 1551-1600 50,0 –– 1601-1650 200,0 –– 1651-1700 360,0 –– 1701-1740 605,1 70,2 1741-1800 1.095,2 321,0 1801-1830 1.000,4 168,3 1831-1850 712,7 0 1851-1870 6,4 0,3 Total Geral 4.029,8 559,8 ALENCASTRO, Luís Felipe de. O tráfico dos viventes – Formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Cia das Letras, 2000 (adaptado). O número de africanos desembarcados no Brasil devido ao tráfico negreiro, conforme tabela, foi o maior, ao se compararem os dados da América Britânica e dos Estados Unidos. Uma das explicações para essa diferença é que no Brasil, o tráfico negreiro foi facilitado pela proximidade com o litoral africano; nos Estados Unidos, a distância em relação à costa africana encareceu a mercadoria escrava. nos Estados Unidos, o tráfico sempre foi ilegal, dificultando, assim, o comércio transatlântico de escravos; no Brasil, o tráfico estendeu-se legalmente até às vésperas da abolição da escravidão. no Brasil, prevaleceu o projeto de abastecimento da mão de obra escrava por meio do tráfico negreiro; nos Estados Unidos, predominaram as fazendas onde ocorria a reprodução escrava. nos Estados Unidos, predominou o trabalho livre, realizado em pequenas propriedades, sendo a mão de obra escrava utilizada somente nas lavouras de algodão da região norte; no Brasil, a mão de obra escrava foi predominante nas mais diversas regiões. no Brasil, o elevado crescimento da economia agroexportadora possibilitou capital disponível para a compra de escravos; nos Estados Unidos, as constantes crises da lavoura algodoeira inviabilizavam a compra em larga escala da mão de obra escrava. QUESTÃO 47 Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão. NAPOLITANO, Marcos; VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37 (adaptado). No sistema colonial português, o trabalho compulsório indígena foi empregado em pequena escala nas missões e em regiões onde não se dispunha de outra mão de obra, até a expulsão da Companhia de Jesus, no século XVII, momento em que a Coroa Portuguesa regulamentou essa forma de exploração. mostrou-se menos vantajoso aos proprietários de terras, nas grandes lavouras, considerando, entre outros fatores, as rebeliões e fugas frequentes, favorecidas pelo conhecimento da região e a eficácia do tráfico negreiro no abastecimento de mão de obra. assumiu formas distintas ao longo do processo de colonização, sendo empregado sistematicamente nas Entradas e Bandeiras mediante acordos entre brancos e indígenas, os quais previam a divisão das riquezas eventualmente encontradas. causou grande polêmica ao longo do período colonial principalmente quando se tratava de escravidão, prática combatida por jesuítas como José de Anchieta e André João Antonil, que defendiam que os negros não deveriam ser escravizados. existiu na forma de trabalho semi-servil, com o consentimento da Igreja, quando se entendia que os indígenas da região não poderiam ser “pacificados” ou catequizados sem uso da força, ou seja, quando se praticava a chamada Guerra Santa. QUESTÃO 48 Desde o alvorecer de São Paulo, as águas amarelas e quietas do Tietê despertaram sonhos de aventura e de riqueza. NÓBREGA, Mello. História do Rio Tietê. 3ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981, pág. 61 Na história da formação da cidade de São Paulo, o rio Tietê foi utilizadopelos bandeirantes, como meio de transporte, na procura de ouro e na captura de indígenas. possibilitou o acesso de nordestinos para São Paulo, por ser o mais importante afluente do rio São Francisco. foi poluído a partir do século XIX, em decorrência da intensa mineração desenvolvida ao longo de seu leito. facilitou a intensa urbanização da capital paulista pelo fato de suas águas correrem no sentido interior-litoral e de ter sua foz no litoral. exerceu importante papel no século XVIII, uma vez que possibilitou o escoamento da produção cafeeira do oeste paulista até o porto de Santos. QUESTÃO 49 A descoberta da américa e a barbárie dos civilizados – A conquista da América pelos europeus foi uma tragédia sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos cristianizadores. Mataram à vontade, destruíram tudo e levaram todo ouro que havia. Outro espanhol, de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica com os incas, um povo de civilização muito adiantada que lá existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca que o papa havia dado aquele país aos espanhóis e ele viera tomar conta. O imperador inca, que não sabia quem era o papa, ficou de boca aberta, e muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, bem armado de canhões conquistou e saqueou o Peru. – Mas que diferença há, vovó, entre estes homens e aquele Átila ou aquele Gengis-Cã que marchou para o ocidente com os terríveis tártaros, matando, arrasando e saqueando tudo? – A diferença única é que a história é escrita pelos ocidentais e por isso torcida a nosso favor. Vem daí considerarmos como feras aos tártaros de Gengis-Cã e como heróis com monumentos em toda parte, aos célebres “conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda dizer que tanto uns como outros nunca passaram de monstros feitos da mesmíssima massa, na mesmíssima forma. Gengis- Cã construiu pirâmides enormes com cabeças cortadas aos prisioneiros. Vasco da Gama encontrou na Índia vários navios árabes carregados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e as mãos de oitocentos homens da equipagem e depois queimou os pobres mutilados dentro dos seus navios. LOBATO, Monteiro. História do mundo para crianças. Capítulo LX. O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade de se definir quem é civilizado e quem é bárbaro. Mas, isso à parte, pensando a atuação europeia nos séculos XVI e XVII nas áreas americanas, um número razoável dessas visões equivocadas justificou o avanço espanhol e a destruição dos astecas, maias e incas explicados pelas necessidades sociais impostas pelas características culturais do território espanhol e pela presença muçulmana que limitava as condições de enriquecimento da monarquia, levando à conquista da América e à constituição de uma base política iluminista. religiosas decorrentes da perda de poder da Igreja Católica diante do avanço das reformas protestantes e das alianças com as potências ibéricas para estabelecer o Império da Cristandade, baseado na Escolástica. políticas oriundas das tensões na Península Ibérica que levaram a Espanha a organizar o processo de conquista do Novo Mundo como única alternativa para sua unidade política, utilizando para isso o apoio do Papado e da França de Francisco I. econômicas provenientes da divisão do território espanhol, fruto da diversidade cultural e étnica, e das disputas pelo poder entre Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias portuguesas na África e na Ásia e pelo desenvolvimento da economia do açúcar no Brasil. econômicas, políticas e religiosas dos recém-centralizados estados modernos, através do mercantilismo metalista que inundou a Europa de prata e de ouro, levando em seguida a uma revolução nos preços, que provocou inflação, e ao avanço de novas formas de desenvolvimento da agricultura. QUESTÃO 50 A questão a seguir refere-se aos limites dos fusos horários teóricos. Um avião que parte de Brasília em direção à capital do Egito, Cairo, gasta, aproximadamente, 28 horas. Se um grupo de turistas embarcar às 10:15, chegará, no dia seguinte, à cidade de destino às 9h15. 10h15. 14h15. 18h15. 19h15. SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. Editora Ática: São Paulo, 2009. QUESTÃO 51 José Lins do Rego foi autor de importantes obras literárias que têm como palco o Nordeste brasileiro. Um de seus mais importantes romances é Menino de Engenho, do qual foi retirado o seguinte trecho: Lá um dia, para as cordas das nascentes do Paraíba, via-se, quase rente do horizonte, um abrir longínquo e espaçado de relâmpago: era inverno na certa no alto sertão. As experiências confirmavam que com duas semanas de inverno o Paraíba apontaria na várzea com a sua primeira cabeça-d’água. O rio no verão ficava seco de se atravessar a pé enxuto. Apenas, aqui e ali, pelo seu leito, formavam-se grandes poços, que venciam a estiagem. Nestes pequenos açudes se pescava, lavavam-se os cavalos, tomava-se banho. OLYMPIO, José. Menino do Engenho. 77 Ed. Rio de Janeiro, 2000, p. 54. O fato de o leito do rio ficar praticamente seco no verão é típico da hidrografia de áreas do Sertão nordestino, que apresentam como uma de suas importantes características a reduzida pluviosidade, provocada por múltiplos fatores, entre eles a dinâmica atmosférica que limita a ação de massas úmidas. o inverno semelhante ao encontrado no clima subtropical do Sul do Brasil: redução das temperaturas devido à presença da massa polar. o verão pouco chuvoso com elevadas temperaturas que se assemelham às condições do verão da porção Centro- Sul do Brasil. a fraca pluviosidade provocada pelas condições de relevo pouco acidentado e com baixas altitudes, que impedem a formação de chuvas orográficas. a reduzida atuação de massas de ar, como a tropical continental e a polar atlântica, ambas portadoras de elevado grau de umidade. QUESTÃO 52 Não acho que seja possível identificar apenas com a criação de uma economia global, embora este seja seu ponto focal e sua característica mais óbvia. Precisamos olhar além da economia. Antes de tudo, a globalização depende da eliminação de obstáculos técnicos, não de obstáculos econômicos. Isso tornou possível organizar a produção, e não apenas o comércio, em escala internacional. HOBSBAWM, E. O novo século: entrevista a Antonio Polito. São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado). Um fator essencial para a organização da produção, na conjuntura destacada no texto, é a criação de uniões aduaneiras. difusão de padrões culturais. melhoria na infraestrutura de transportes. supressão das barreiras para comercialização. organização de regras nas relações internacionais. QUESTÃO 53 Terras indígenas Os grupos indígenas terão importante papel na integração da Amazônia sul-americana, dada sua presença maciça na faixa de fronteira e suas práticas já em curso. Na medida em que uma mesma etnia é encontrada tanto no Brasil como em países vizinhos, é comum a transposição dos limites políticos para visita a parentes e trocas comerciais complementares. É o que se verifica com maior intensidade no alto Solimões e na fronteira com a Guiana Francesa. BECKER, B.; STENNER, C. Um futuro para a Amazônia. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. p. 135. A presença e as práticas indígenas mencionadas são um fator geográfico de formação e intensificação de reservas extrativistas. metrópoles regionais. tecnopolos. cidades gêmeas. zonas francas. QUESTÃO 54 Leia o poema do moçambicano Craveirinha, Cantiga do negro do betelão. Se me visses morrer Os milhões de vezes que nasci... Se me visses chorar Os milhões de vezes que te riste... Se me visses gritar Os milhões de vezes que me calei... Se me visses cantar Os milhões de vezes que morri... E sangrei Digo-te, irmão europeu Também tu Havias de nascer Havias de chorar Havias de cantar Havias de gritar Havias de morrer E sangrar... Milhões de vezes como eu CRAVEIRINHA. In: Revista do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFCLH da USP. São Paulo: Edusp, 2002, p.100.O poeta constrói ou reconstrói a realidade em seus versos e o filósofo, ao ser “tocado” pela poesia, é chamado a refletir sobre ela. A primeira condição ou primeira virtude para o filosofar é problematizar. questionar. persuadir. teorizar. admirar. QUESTÃO 55 Cuba começara sua vida política independente com uma organização partidária absolutamente ortodoxa: um partido liberal e um partido conservador. Na realidade, as coisas eram mais complicadas, já que no Partido Liberal se haviam alinhado quase todos aqueles que tinham feito a guerra de independência, enquanto no Partido Conservador haviam convergido os interesses de todos os que até o fim se conservavam favoráveis ao domínio espanhol. Além do mais, os Estados Unidos – libertadores e conquistadores da ilha – continuavam a manter sua tutela e faziam tudo para evitar a vitória dos liberais, dos quais temiam tanto as virtudes quanto os defeitos. DONGHI, Halperin. História da América Latina. A tutela estadunidense é comprovada pela exigência dos Estados Unidos de que a conversibilidade da moeda cubana sempre estaria atrelada ao dólar. pelos acordos econômicos entre Cuba e Estados Unidos que restringiam a exploração do açúcar apenas às empresas norte-americanas. pela imposição da Emenda Platt à Constituição cubana, que garantia aos Estados Unidos o direito de intervenção no país vizinho. pela concordância do governo de Cuba de que a sua Marinha fosse comandada pelo almirantado dos Estados Unidos. pelo preceito constitucional que exigia um alto grau de estatização da economia cubana, especialmente no setor industrial. QUESTÃO 56 Também no Brasil o século XVIII é momento da maior importância, fase de transição e preparação para a Independência. Demarcada, povoada, defendida, dilatada a terra, o século vai lhe dar prosperidade econômica, organização política e administrativa, ambiente para a vida cultural, terreno fecundo para a semente da liberdade. (...) A literatura produzida nos fins do século XVIII reflete, de modo geral, esse espírito, podendo-se apontar a obra de Tomás Antônio Gonzaga como a sua expressão máxima. COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: EDLE, 1972, 7. Ed. p. 127 e p. 138. In : A ZE VE D O , G isl an e; S ER AC O PI , R ei na do . Hi st ór ia . S ão P au lo : Á tic a, 2 00 5, p . 2 76 [S ér ie B ra sil ]. Foto do Convento de Mafra, tirada em 1969. A larga escadaria conduz à entrada do Palácio e Mosteiro de Mafra, erguido em 1716 e 1735 O conhecimento histórico permite afirmar que a construção do convento, retratado na foto, coincidiu com um período de prosperidade em Portugal, proporcionado principalmente pela a exploração do ouro em Minas Gerais, que dinamizou as atividades econômicas na colônia e recuperou os cofres públicos lusitanos. pela pesada carga tributária imposta sobre a população portuguesa e pela riqueza acumulada pelo Estado com o tráfico de escravos africanos. pela transferência da Corte portuguesa para o Brasil, que contribuiu para que o comércio externo da colônia fosse feito sem intermediação inglesa. pelo desenvolvimento da nova agroindústria de exportação na colônia portuguesa na América: cultura cafeeira no Vale do rio Paraíba. pela participação da Igreja Católica no processo de colonização, que favoreceu a exploração econômica da colônia pelo Estado metropolitano. QUESTÃO 57 O’GORMAN, Juan. Retábulo da Independência. pintura mural, 1960-1961 (detalhe) A imagem acima é representativa do movimento muralista mexicano, que, entre outras características, explorou temas da História do México. Nesse detalhe, é possível identificar a ausência de elementos da religiosidade católica devido à valorização dos aspectos indígenas. representação de uma História com pouca ênfase aos seus conflitos sociais e às tensões políticas. mestiçagem cultural característica da formação do México e de diversos outros Estados latino-americanos. crítica explícita à dominação imperialista dos Estados Unidos em relação ao México. defesa do papel da elite mexicana como condutora dos destinos coletivos de sua nação. QUESTÃO 58 […] se me representou que, pelas notícias que tinham adquirido com as entradas que haviam feito pelos sertões dessa América, se lhes fazia certo haver neles minas de ouro e prata, e pedras preciosas, cujo descobrimento senão havia intentado pela distância em que ficaram as tais terras, aspereza dos caminhos, e povoações de índios bárbaros que nelas se achavam aldeados; […] e porque deste descobrimento de minas podiam resultar grandes interesses à minha fazenda, se ofereciam a me irem fazer esse serviço tão particular, à sua custa, não só conquistando com guerra aos gentios bárbaros que se lhes opuserem mas também procurando descobrir os haveres que nas ditas terras esperavam achar, […] e que fazendo o serviço que se ofereciam esperavam ser-lhes remunerado com as honras e prêmios. Resposta de D. João V ao pedido de licença dos bandeirantes, 14 de fevereiro de 1721. In: PALACÍN, Luís; GARCIA, Ledonias; AMADO, Janaína. História de Goiás em documentos. Goiânia: Editora da UFG, 1995. p. 22 (adaptado). O documento remete às relações entre o Rei e os súditos, no período colonial no Brasil, estabelecendo que a exploração aurífera seria feita com base nos investimentos da Coroa nas expedições. os gentios seriam protegidos por meio da proibição de sua escravização. o conhecimento da fauna e da flora do sertão seria prioritário para os interesses da Coroa. a recompensa dos bandeirantes estaria assegurada em caso de sucesso da expedição. as expedições em áreas distantes e infestadas de gentios seriam excluídas do patrocínio real. QUESTÃO 59 Operadores da Bolsa atuam em várias partes do mundo, como se pode observar no mapa abaixo. Bolsa de valores (2012) Uma conclusão extraída a partir da interpretação do mapa é que as sucessivas crises financeiras reduziram o número de bolsas de valores no mundo. o Brasil e o México são os únicos países emergentes que apresentam bolsas de valores. a dispersão das bolsas de valores indica que não existem mais diferenças entre países centrais e periféricos. as maiores concentrações de bolsas de valores ocorrem nas áreas de maior dinamismo econômico. a globalização econômico-financeira tem privilegiado a abertura de bolsas de valores em todos os países. QUESTÃO 60 Questionado sobre os significativos aumentos na tarifa de energia elétrica ao longo de 2015, o professor de Geografia respondeu que uma das principais justificativas é o custo energético da falta de água. Além disso, apresentou a tabela abaixo. Matriz elétrica brasileira (GWh) Fonte 2012 2013 2012/2013% Hidrelétrica 415.342 390.992 –5,9 Gás natural 46.670 69.017 47,6 Biomassa1 34.670 39.679 14,5 Derivados do petróleo2 16.214 22.090 36,2 Nuclear 16.038 14.640 –8,7 Carvão a vapor 8.422 14.801 75,7 Eólica 5.050 6.579 30,3 Outras3 10.010 12.241 22,3 Geração total 552,498 570.025 3,2 1Inclui lenha, bagaço de cana e lixívia. 2Inclui óleo diesel e óleo combustível. 3Inclui outras recuperações, gás de coqueria e outras secundárias. MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME. Balanço Energético Nacional 2014. Disponível em: <www.mme.gov.vr>. Acesso em: 16 ago. 2015. A justificativa apresentada pelo docente e os dados da tabela geraram um debate sobre a estrutura brasileira de geração de energia elétrica e a forte dependência dos fatores climáticos. Ao fim da aula, os alunos entenderam que as termelétricas que utilizam carvão mineral e gás natural também são dependentes dos fatores climáticos, o que aumenta a vulnerabilidade no fornecimento de energia elétrica para a população. o menor volume de água nos reservatórios das grandes hidrelétricas não possui relação com as ações humanas, pois o impacto do desmatamento não interfere no volume hídrico e no risco de assoreamento dos rios. a falta de água e anecessidade de utilização de outras fontes de energia diminuem os impactos ambientais, pois as termelétricas utilizam, em sua totalidade, fontes de energia renováveis. grande parte da comunidade científica alega que com as mudanças climáticas globais torna-se necessário o aumento da utilização de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade. o menor volume de chuvas diminui a geração de hidroeletricidade, o que impõe a utilização de termelétricas, que encarecem a produção de energia elétrica. QUESTÃO 61 O processo de expansão das características multilaterais do sistema ocidental nas diversas áreas do mundo conheceu crescente impasse a partir do início do novo século. A sustentabilidade de um sistema substancialmente unipolar mostrou-se cada vez mais crítica, precisamente em face das transformações estruturais, ligadas, antes de mais nada, ao crescimento econômico da Ásia, que pareciam complementar e sustentar a ordem mundial do pós-Guerra Fria. A ameaça do fundamentalismo islâmico e do terrorismo internacional dividiu o Ocidente. O papel de pilar dos Estados Unidos oscilou entre um unilateralismo imperial, tendendo a renegar as próprias características da hegemonia, e um novo multilateralismo, ainda a ser pensado e definido. PONS, Silvio. A revolução global: história do comunismo internacional (1917-1991). Rio de Janeiro: Contraponto, 2014. O texto propõe uma interpretação do cenário internacional no princípio do século XXI e afirma a necessidade de se valorizar a liderança norte-americana sobre o Ocidente, pois apenas os Estados Unidos dispõem de recursos financeiros e militares para assegurar a Nova Ordem Mundial. reconhecer a falência do modelo comunista, hegemônico durante a Guerra Fria, e aceitar a vitória do capitalismo e da lógica multilateral que se constituiu a partir do final do século XX. combater o terrorismo islâmico, pois ele representa a principal ameaça à estabilidade e à harmonia econômica e política entre os Estados nacionais. reavaliar o sentido da chamada globalização, pois a hegemonia política e financeira norte-americana tem enfrentado impasses e resistências. identificar o crescimento vertiginoso da China e reconhecer o atual predomínio econômico e financeiro dos países do Oriente na Nova Ordem Mundial. QUESTÃO 62 O mapa representa um dos possíveis trajetos da chamada Ferrovia Transoceânica, planejada para atender, entre outros interesses, ao transporte de produtos agrícolas e de minérios, tornando as exportações possíveis tanto pelo Oceano Atlântico quanto pelo Oceano Pacífico. Ferrovia transoceânica Revista Agro DBO. São Paulo, jun. 2015. Considerando-se o trajeto indicado no mapa e levando em conta uma sobreposição aos principais Domínios Morfoclimáticos da América do Sul e as faixas de transição entre eles, definidos pelo geógrafo Aziz Ab’Sáber, pode-se identificar a seguinte sequência de Domínios, do Brasil ao Peru: Chapadões Florestados, Cerrados, Caatingas, Pantanal, Andes Equatoriais. Mares de Morros, Pantanal, Chaco Central, Andes Equatoriais. Chapadões Florestados, Chaco Central, Cerrados, Punas. Mares de Morros, Cerrados, Amazônico, Andes Equatoriais. Mares de Morros, Cerrados, Caatingas, Amazônico, Punas. QUESTÃO 63 Quando ninguém duvida da existência de um outro mundo, a morte é uma passagem que deve ser celebrada entre parentes e vizinhos. O homem da Idade Média tem a convicção de não desaparecer completamente, esperando a ressurreição. Pois nada se detém e tudo continua na eternidade. A perda contemporânea do sentimento religioso fez da morte uma provação aterrorizante, um trampolim para as trevas e o desconhecido. DUBY, G. Ano 1000 ano 2000 na pista dos nossos medos. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado). Ao comparar as maneiras com que as sociedades têm lidado com a morte, o autor considera que houve um processo de mercantilização das crenças religiosas. transformação das representações sociais. disseminação do ateísmo nos países de maioria cristã. diminuição da distância entre saber científico e eclesiástico. amadurecimento da consciência ligada à civilização moderna. QUESTÃO 64 Juntos, tais vetores levaram a linha de fronteira do Tratado de Tordesilhas a deslocar-se para além dos limites formais, empurrando-os crescentemente para os confins da hinterlândia, obrigando a se estabelecer um novo acerto de fronteira com o Tratado de Madri, que em 1750 consagrou como marco de domínio das colônias de Portugal e da Espanha o traçado de fronteira que praticamente risca como definitivo o desenho do território brasileiro de hoje. MOREIRA, Ruy. A formação espacial brasileira, 2014 (adaptado). Considerando o processo de ocupação do espaço brasileiro, os vetores que propiciaram uma nova fronteira e o estabelecimento de pequenos aglomerados no interior do território foram a borracha e as rotas de procura por matéria-prima. a plantation e a construção de entrepostos para o transporte. a mineração e o comércio informal de ouro. as expedições bandeirantes e as trilhas do gado. as missões jesuíticas e a instalação de núcleos comerciais. QUESTÃO 65 “Caso tomemos o exemplo do Rio de Janeiro (...), iremos perceber de imediato que se trata de uma região caracterizada por forte concentração de riqueza em poucas mãos. Os círculos dos mais ricos – 14% das pessoas – chegaram a ter três quartos da riqueza inventariada. (...) Entre fins do século XVIII e a primeira metade do século XIX, eles chegaram a dominar 95% dos valores transacionados nos empréstimos (...). Era dentro dessa elite que se situava o pequeno grupo formado pelos negociantes de grande envergadura, cujas fortunas foram constituídas por meio do comércio transoceânico e no comércio colonial de longa distância. (...) Uma vez acumuladas tais fortunas, verifica-se que parte desses homens de negócios (ou seus filhos) abandonava o comércio, convertendo-se em rentistas (pessoas que vivem de rendas, como, por exemplo, do aluguel de imóveis urbanos) ou em grandes senhores de terras e de escravos. Curiosamente, ao fazerem isso, estavam perdendo dinheiro, já que os ganhos do tráfico atlântico de escravos (19% por viagem) eram superiores aos lucros da plantation (de 5% a 10% ao ano). O que havia por trás de um movimento de reconversão em si mesmo inusitado?” FRAGOSO, João. et al. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX), 1998. Esse “movimento de reconversão” pode ser explicado pelos extorsivos impostos cobrados aos traficantes de escravos e aos comerciantes em geral e pelas restrições de oferta de títulos de nobreza para os homens que não tivessem grandes propriedades fundiárias. pela radical transformação da economia colonial desde meados do século XVIII, que permitiu uma acumulação de capital maior na atividade manufatureira, e pela decadência da produção aurífera, em Minas Gerais e em Goiás. por um considerável ideal aristocratizante de uma parcela da elite colonial brasileira, que almejava um afastamento relativo do mundo do trabalho, e pela busca de maiores garantias para o patrimônio constituído por meio do comércio. pela legislação presente nas Ordenações Filipinas, que estabelecia uma hierarquia social a partir da origem principal da riqueza e pelas restrições ao tráfico de escravos, instituídas a partir de 1810. pela proibição dos comerciantes em participar das Câmaras Municipais, como eleitores e como elegíveis, e pela condenação feita pela Igreja Católica contra os ganhos obtidos por meio de lucros gananciosos e de juros altos. QUESTÃO 66 Só para mim nasceu Dom Quixote, e eu para ele: ele para praticar as ações e eu para as escrever (...) a contar com pena de avestruz, grosseira e mal aparada, as façanhas do meu valoroso cavaleiro, porque não é carga para os seus ombros, nem assunto para o seu frio engenho; e a esse advertirás, se acaso chegares a conhecê-lo, que deixe descansar na sepultura os cansados e já apodrecidos ossos deDom Quixote (...), pois não foi outro o meu intento, senão o de tornar aborrecidas dos homens as fingidas e disparatadas histórias dos livros de cavalarias, que vão já tropeçando com as do meu verdadeiro Dom Quixote, e ainda hão de cair de todo, sem dúvida. CERVANTES SAAVEDRA, Miguel de. Dom Quixote de la Mancha, 1991. Cervantes cria Dom Quixote, um fidalgo cujas proezas o tornam inadequado à Época Moderna, relacionando-o a valores de cavalaria, instituição típica da Modernidade ocidental, com suas aventuras tragicômicas, fruto de suas leituras, que vão do heroísmo à ingenuidade, caracterizando a sensibilidade do homem moderno, mais ligado à ciência e à experiência, em oposição ao primado da fé. relatando a cavalaria, instituição típica do período, o símbolo dos valores cristãos, como a fé, a honra e a justiça, e vê, na guerra santa, forma de propagar esses valores, em defesa do mundo que crê nas lições dos livros sagrados, sem duvidar das verdades tradicionais. retratando o homem do mundo antigo, ou seja, aquele que considera a guerra como missão a fim de louvar os deuses e transformar as ações em mitos, condenando a injustiça e as civilizações frágeis, o que possibilita localizar o texto no final da Antiguidade. marcando o limite entre o heroísmo e a fantasia, pois não só aspira a uma missão purificadora do mundo como acredita nela, e revela que, na passagem do homem medieval para o moderno, a cavalaria era algo ultrapassado. identificando-o aos valores medievais, de guerra, honra e justiça e mostrando como, na Idade Moderna, esses valores são importantes, ainda têm lugar e guiam a ação e a consciência do homem moderno. QUESTÃO 67 Nada de excessos, a linha está traçada, é a da Constituição. “Tornar prática a Constituição que existe no papel deve ser o esforço dos liberais” e “Queremos a Constituição – não a Revolução”. Estas são palavras de um lutador histórico, Evaristo da Veiga, na sua Aurora Fluminense, o mesmo homem que a historiografia da Regência costuma opor ao regressismo. BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 (adaptado) As palavras de Evaristo da Veiga refletem as ideias dominantes entre os liberais brasileiros, na primeira metade do século XIX, para os quais era preciso difundir os ideais favoráveis ao fim do sistema escravista. possibilitar o acesso à propriedade da terra aos homens livres. defender o cidadão proprietário no seu direito de eleger e ser eleito. divulgar os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade para todos. respeitar o direito de manifestação popular na defesa de seus interesses. QUESTÃO 68 MORAES, Paulo Roberto. Geografia Geral e do Brasil. 4. ed., São Paulo: HARBRA, 2011, p. 211. O Brasil sofre influência de cinco tipos de massas de ar e, conforme a época do ano, elas atuam com menor intensidade. Sobre as massas de ar que atuam no Brasil, a mTc: forma-se na região do Pantanal mato-grossense; é uma massa quente e seca. mPa: forma-se na Antártica a partir do acúmulo de ar polar sobre o oceano Pacífico. mEa: forma-se ao norte do Equador, na área do anticiclone dos Açores; é quente e úmida. mTc: forma-se no noroeste da Amazônia brasileira; é quente e seca, apresentando elevadas temperaturas. mTa: forma-se no nordeste do oceano Atlântico; é fria e úmida, sendo a responsável pelas frentes frias. QUESTÃO 69 O comércio internacional tem sido marcado por uma proliferação sem precedentes de acordos preferenciais de comércio regionais, sub-regionais, inter-regionais e, em especial, bilaterais (denominados Acordos Preferenciais de Comércio – APC). Atualmente, são poucos os países que ainda não fazem parte desses acordos. Com o impasse nas negociações da Rodada Doha da OMC, a alternativa das principais economias do mundo, como Estados Unidos, União Europeia e China, foi buscar a celebração de APC como forma de consolidar e ter acesso a novos mercados. O receio de boa parte dos países desenvolvidos, de economias em transição e em desenvolvimento de perderem espaço em suas exportações levou-os a aderir maciçamente aos APC. CELLI JUNIOR, Umberto; ELEOTERIO, Belisa E. “O Brasil, o Mercosul e os acordos preferenciais de comércio”. In: IGLESIAS, Enrique. et al. (orgs.). Os desafios da América Latina no século XXI, 2015. Considerando o contexto dinâmico apresentado pelo excerto, compreende-se a proliferação dos acordos preferenciais de comércio como resultado dos pactos internacionais de mútuo desenvolvimento econômico, o que leva a investimentos na qualificação da mão de obra em países periféricos. do endividamento interno dos países subdesenvolvidos, o que provoca forte pressão internacional pela comercialização de seus produtos primários. da crise de superprodução dos antigos centros industriais, o que demanda rápidos acordos para evitar fechamentos de empresas e demissões em massa. do enfraquecimento dos antigos blocos econômicos, o que provoca divergências políticas e econômicas em setores produtivos estratégicos de cada país. da globalização da economia, o que alimenta uma crescente integração e uma relativa uniformização das condições de existência das sociedades. QUESTÃO 70 Antes do jogo amistoso contra a seleção da Eslovênia, preparatório para a Copa do Mundo no Brasil, os jogadores argentinos fizeram um protesto, retratado na imagem abaixo. Disponível em: <online.wsj.com>. Acesso em: 11 jun. 2014. A faixa exibida faz referência a um conflito armado entre Argentina e Uruguai, pelo domínio da região do Rio da Prata. Reino Unido, por territórios na América do Sul. Chile, pela delimitação de fronteiras. Paraguai, pelo território do Chaco. França, pelo controle sobre o porto de Buenos Aires. QUESTÃO 71 Disponível em: <cib.org.br>. Acesso em: 14 jan. 2014. Levando-se em conta que, em 2006, em todo continente americano (norte, centro e sul) somente 8,0 milhões de hectares eram utilizados para os cultivos orgânicos, conclui- se que a preferência pelo cultivo orgânico e de subsistência no continente está associada à cadeia do complexo agroindustrial no mundo. produção de transgênicos é muito mais barata do que a de orgânicos, devido aos produtos massificados, mas a produtividade dos orgânicos é maior. necessidade de alta produtividade dos setores agroindustriais impõe ao mercado um modelo de produção agrícola baseado na rápida reprodução das plantas. redução do consumo de fertilizantes e adubos no continente americano na última década impede que os orgânicos sejam mais cultivados pelo agricultor americano. população mundial está acostumada a comer produtos de origem transgênica, o que reduz a possibilidade de os orgânicos ganharem mercado, principalmente no Brasil. QUESTÃO 72 A felicidade, para você, pode ser uma vida casta; para outro, pode ser um casamento monogâmico; para outro ainda, pode ser uma orgia promíscua. Há os que querem simplicidade e os que preferem o luxo. Em matéria de felicidade, os governos podem oferecer as melhores condições possíveis para que cada indivíduo persiga seu projeto. Mas o melhor governo é o que não prefere nenhuma das diferentes felicidades que seus sujeitos procuram. Não é coisa simples. Nosso governo oferece uma isenção fiscal às igrejas, as quais, certamente, são cruciais na procura da felicidade de muitos. Mas as escolas de dança de salão ou os clubes sadomasoquistas também são significativos na busca da felicidade de vários cidadãos. Será que um governo deve favorecer a ideia de felicidade compartilhada pela maioria? Considere: os governos totalitários (laicos ou religiosos) sempre “sabem” qual é a felicidade “certa” para seus sujeitos. Juram que querem o bem dos cidadãos e garantem a felicidade como um direito social – claro, é a mesma felicidade para todos. É isso que você quer? CALLIGARIS, Contardo. Folha de S.Paulo, 10 jun. 2010 (adaptado). Sobre esse texto, o autor: ao discorrer sobre a felicidadeelege como foco a autonomia do indivíduo. afirma que a felicidade é assunto público e por isso pode e deve ser orientada por critérios objetivos definidos pelo Estado. acredita que o critério moral e religioso é o mais adequado para reger o comportamento dos indivíduos. determina que o bem-estar e a felicidade pessoal não devem ser assuntos restritos ao livre arbítrio individual. afirma que a busca da felicidade não deve se subordinar ao relativismo das escolhas. QUESTÃO 73 A execução de Luís XVI, em janeiro de 1793, abalou a nobreza europeia. No interior da França, eclodiram revoltas (...). No exterior, formou-se a Primeira Coligação europeia (...). A França foi novamente invadida. (...) Teve início então, o Período do Terror, que se estenderia até julho de 1794. ARRUDA & PILETTI, 2007. O Período do Terror, caracterizado pela radicalização do processo revolucionário, ocorreu durante a fase da Monarquia Constitucional e era chefiado por jacobinos. do Diretório e era dirigido por girondinos. da Assembleia Legislativa e era comandado por “sans- culottes”. da Assembleia Nacional Constituinte e era orientado por girondinos. da Convenção Nacional e era liderado por jacobinos. QUESTÃO 74 O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos tipos sociais que se mesclavam na sociedade fluminense do século XIX: proprietários, rentistas, comerciantes, homens pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e medem-se em seus poderes ou em sua falta de poder. É essa a configuração das personagens das obras-primas Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro escravizado está exposta em contos violentos, e o capricho dos senhores proprietários dá o tom a narradores como Brás Cubas e Bento Santiago, o Bentinho, que contam suas histórias de modo a apresentar com ar de naturalidade a prática das violências pessoais ou sociais mais profundas. TÁVOLA, Bernardim da. inédito Violências sociais abundaram no período regencial, momento em que eclodiram rebeliões populares que foram duramente reprimidas, como no caso da Guerra de Canudos, que implicou a resistência armada, na Bahia, de milhares de famílias em torno do líder religioso Antonio Conselheiro, resultando em grande massacre. Farroupilha, conflito iniciado no Rio Grande do Sul, que durou cerca de dez anos e foi motivado pela revolta contra a política de impostos vigente e por anseios separatistas de parte da elite. Sabinada, originada no Maranhão, em regiões paupérrimas de cultivo de algodão e protagonizada por trabalhadores livres e escravos, que contaram com apoio de parte da elite local. Guerra dos Palmares, conflito desencadeado pela repressão aos quilombolas liderados por Zumbi dos Palmares, com apoio de pequenos agricultores da região de Alagoas. Revolta da Chibata, que mobilizou um grande contingente de escravos revoltados contra os maus tratos e a prática das chicotadas em praça pública, na cidade do Rio de Janeiro. QUESTÃO 75 A divisão capitalista do trabalho – caracterizada pelo célebre exemplo da manufatura de alfinetes, analisada por Adam Smith – foi adotada não pela sua superioridade tecnológica, mas porque garantia ao empresário um papel essencial no processo de produção: o de coordenador que, combinando os esforços separados dos seus operários, obtém um produto mercante. MARGLIN, Stephen. In: GORZ, André (org.). Crítica da divisão do trabalho, 1980. Ao analisar o surgimento do sistema de fábrica, o texto destaca o maior equilíbrio social provocado pelas melhorias nos salários e nas condições de trabalho. o melhor aproveitamento do tempo de trabalho e a autogestão da empresa pelos trabalhadores. o desenvolvimento tecnológico como fator determinante para o aumento da capacidade produtiva. a ampliação da capacidade produtiva como justificativa para a supressão de cargos diretivos na organização do trabalho. a importância do parcelamento de tarefas e o estabelecimento de uma hierarquia no processo produtivo. QUESTÃO 76 De 1840 a 1889, em todos os aspectos do cotidiano brasileiro procurou-se imprimir a marca europeia. No café da manhã, por exemplo, o pão ‘francês’ substitui a mandioca cozida, enquanto no almoço a cerveja começa a ser registrada e, na sobremesa, os sorvetes disputam, palmo a palmo, com os centenários doces, cujas receitas foram transmitidas de geração a geração nas fazendas açucareiras coloniais. As formas de tratamento também não ficam imunes a essas mudanças: expressões tradicionais, portuguesas ou resultados da influência africana, como dona, sinhá ou iaiá dão lugar a denominações afrancesadas, como mademoiselle ou, mais popularmente, madame. DEL PRIORE, Mary; VENÂNCIO, Renato P. Uma breve História do Brasil. Editora Planeta do Brasil, 2010. p. 183. O “afrancesamento” dos costumes nesse período é resultante da celebração da cultura romântica nacionalista. valorização do modelo civilizador ocidental burguês. incorporação da cultura portuguesa do período colonial. identificação com os valores tradicionais do Antigo Regime. substituição dos produtos ingleses pelas mercadorias da França. QUESTÃO 77 Para quem é real a rede urbana? Na grande cidade, há cidadãos de diversas ordens ou classes, desde o que, farto de recursos, pode utilizar a metrópole toda, até o que, por falta de meios, somente a utiliza parcialmente, como se fosse uma pequena cidade, uma cidade local. A rede urbana, o sistema de cidades, também tem significados diversos segundo a posição financeira do indivíduo. Há, num extremo, os que podem utilizar todos os recursos aí presentes (...). Na outra extremidade, há os que nem podem levar ao mercado o que produzem, que desconhecem o destino que vai ter o resultado do seu próprio trabalho, os que, pobres de recursos, são prisioneiros do lugar, isto é, dos preços e das carências locais. SANTOS, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987. p.112. A situação descrita sobre a realidade dos cidadãos, em relação à grande cidade e à rede urbana, se refere diretamente ao processo de alienação sociopolítica dos consumidores. segregação socioespacial dos habitantes. gentrificação das áreas centrais. periferização das atividades produtivas. verticalização de bairros suburbanos. QUESTÃO 78 Observe os mapas. Migração entre as regiões brasileiras (2004-2009) IBGE/OESP, 16 jul. 2011. Dentre as seguintes alternativas, a única que apresenta a principal causa para o correspondente fluxo migratório é: I: Procura por postos de trabalho formais no setor primário. II: Necessidade de mão de obra rural, devido ao avanço do cultivo do arroz. III: Necessidade de mão de obra no cultivo da soja no Ceará e em Pernambuco. IV: Procura por postos de trabalho no setor aeroespacial. V: Migração de retorno. QUESTÃO 79 Em virtude do processo de urbanização no Brasil com o crescimento de algumas cidades, novas relações surgiram no espaço urbano, indicando a configuração de uma dinâmica na divisão social do espaço no que se refere às construções habitacionais. Nesse sentido, surgiram os empreendimentos denominados de condomínios horizontais fechados, que hoje são realidades em várias cidades do país, tendo como maior exemplo os “Jardins” na cidade de São Paulo. O crescimento desse tipo de empreendimento imobiliário deve-se sobretudo ao alto preço do terreno urbano que dificulta a aquisição de lotes para construção de conjuntos habitacionais e prédios de apartamentos. à falta de espaço livre dentro das zonas centrais e comerciais das cidades para venda e consequente construção de habitações. à opção das classes econômicas mais privilegiadas pela construção de um ambiente diferenciado das demais populações. ao fácil deslocamento para o local de trabalho além da proximidade de áreas de lazer, diversão e serviços públicos. ao elevado grau de organização habitacional por parte do Estado, inibindo assim o fenômeno da segregação socioespacial.QUESTÃO 80 A Crise de 1929 atingiu em cheio a economia do Brasil, muito dependente das exportações de um único produto, o café. Mas, mais do que gerar dificuldades econômicas, o crash que completou 86 anos em 2015 provocou na época uma mudança no foco de poder no país, acabando com um pacto político interno que já durava mais de trinta anos. Disponível em: <www.revistacafeicultura.com.br>; Acesso em: 20 de fev. 2015. Perante a situação descrita, o Brasil implanta, a partir de 1930, uma política de incentivo à produção de bens intermediários. importação de produtos manufaturados. diversificação da produção agrícola. atração de capital estrangeiro. descentralização industrial interna. QUESTÃO 81 Para Max Weber a economia capitalista não é marcada pela irracionalidade e pela “anarquia da produção”. Ao contrário de Karl Marx, que frisava a irracionalidade do capitalismo, para Weber as instituições do capitalismo moderno podem ser consideradas como a própria materialização da racionalidade. Segundo Weber, uma das características do capitalismo moderno é a estrutura burocrática com instituições administradas racionalmente com funções combinadas e especializadas. Para o sociólogo alemão, o controle burocrático é marcado pela eficiência, precisão e racionalidade. Considerando a importância do tema da burocracia na obra de Weber, pode-se inferir Marx Weber identifica a burocracia com a irracionalidade, com o processo de despersonalização e com a rotina opressiva. A irracionalidade, nesse contexto, é vista como favorável à liberdade pessoal. segundo Weber, a ocupação de um cargo na estrutura burocrática é considerada uma atividade com finalidade objetiva pessoal. Trata-se de uma ocupação que não exige senso de dever e nenhum treinamento profissional. na burocracia moderna os funcionários são altamente qualificados, treinados em suas áreas específicas, enfim, pessoas que têm ou devem ter qualificações consideradas necessárias para serem designadas para tais funções. para Weber, o elemento central da estrutura burocrática é a ausência da hierarquia funcional e a obediência à ordem pessoal e subjetiva. a burocratização do capitalismo moderno impede, segundo Weber, a possibilidade de se colocar em prática o princípio da especialização das funções administrativas. QUESTÃO 82 Observe o infográfico abaixo. Distribuição de nacionalidades do Império Austro-Húngaro – 1910 TEXEIRA, F. C. da S. e outros (coord.), Impérios na História. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2009, p. 207. O período pré-Grande Guerra é retratado no infográfico acima, no qual se percebe que a principal característica do Império Austro-Húngaro, no início do século XX, era a articulação entre diversas nacionalidades por meio de um democrático regime parlamentarista inspirado na experiência inglesa. o Império Austro-Húngaro constituiu-se como reação nacionalista à ofensiva do Império napoleônico, que procurou incorporar antigos domínios dos Habsburgos e do Sacro Império Romano-Germânico. a inabilidade política em lidar com as minorias foi fator importante no agravamento das tensões, que desembocaram na fragmentação e colapso do Império Austro-Húngaro em 1918. a indiscutível maioria eslava levou o Império Austro- Húngaro a articular-se com Rússia e Inglaterra na formação da Tríplice Entente, que combateria alemães, italianos e franceses durante a Primeira Guerra Mundial. apesar da heterogeneidade da constituição do Império Austro-Húngaro, a questão das nacionalidades não foi relevante no contexto da Primeira Guerra Mundial. QUESTÃO 83 Leia as tabelas. Aumento das taxas de urbanização 1940 1960 1980 1991 1996 Brasil 31 45 68 75 78 Norte 28 38 52 58 62 Nordeste 23 34 50 61 65 Sudeste 39 57 83 88 89 Sul 28 37 62 74 77 Centro-Oeste 22 34 68 84 84 IBGE. Melhoria dos índices sociais Esperança de vida (anos) Analfabetismo (%) Mortalidade Infantil (por mil) Taxa de fertilidade (filhos por Família) 1940 43 56 158 6,1 1950 46 50 138 6,2 1960 52 40 118 6,3 1970 54 30 117 5,5 1980 60 25 88 4,4 1990 65 19 50 2,7 1996 67 17 41 2,1 IBGE. Apud THERY, Hervé. Retrato cartográfico e estatístico. In: Ignacy Sachs et al. Brasil: um século de transformações. 2001. A análise das tabelas acima permite inferir que uma situação paradoxal ocorreu na sociedade brasileira nos últimos sessenta anos, pois o processo de urbanização foi mais rápido nas regiões produtoras de mercadorias industrializadas, mas a melhoria dos indicadores sociais nessas regiões chegou a estagnar em algumas áreas. desde os anos 1950, o Brasil já era considerado um país essencialmente urbano, porém as condições de saúde e educação melhoraram no Sul e no Sudeste e tiveram uma acentuada piora no Norte e no Nordeste, além do Centro- Oeste, ainda hoje de maioria da população no campo. uma transformação vivenciada no Brasil, talvez a mais marcante da segunda metade do século XX, foi a forte onda de urbanização, fenômeno importante porque foi um dos provocadores da melhoria de todos os indicadores sociais apresentados. a lenta passagem do Brasil de país rural para urbano, condição atingida em meados dos anos 1980, produziu uma série de efeitos negativos, como a estagnação do grau de escolaridade entre os mais jovens e a frágil melhora no aumento de expectativa de vida. a mais significativa mudança na organização social brasileira no século XX refere-se ao excepcional processo de urbanização nas áreas mais pobres do Norte e do Nordeste, mas que não veio acompanhado de efeitos positivos na maioria dos indicadores sociais. QUESTÃO 84 O diálogo a seguir circunscreve-se à realidade política do mapa abaixo, cujo país deixou de existir: “Foram os sérvios que fizeram isso, pai?” pergunta o garoto de 7 anos. A tensão aumenta, e é prontamente repreendido. “Não fale essa palavra, aqui, em voz alta,” aconselha Milomir, visivelmente perturbado. Carta Capital, 11 de agosto de 2010. BRENER, Jayme. 1993 (adaptado). A tensão retratada no texto refere-se à herança deixada pela hegemonia política croata, à época da existência da Iugoslávia e que hoje prossegue na Eslovênia. convivência entre sérvios muçulmanos e bósnios cristãos na atual Bósnia-Herzegovina. convivência entre bósnios-croatas e bósnios-muçulmanos no novo país erigido após a dissolução iugoslava e hoje formado por duas entidades na Bósnia Herzegovina. realidade na atual Sérvia-Montenegro, formada por dois povos rivais, os cristãos ortodoxos e os bósnios muçulmanos. nova realidade vivida no Kosovo, o mais jovem país do mundo, onde convivem duas nações distintas e inimigas, os croatas cristãos e os albaneses muçulmanos. QUESTÃO 85 “As praias do Brasil ensolaradas O chão onde o país se elevou A mão de Deus abençoou Mulher que nasce aqui tem muito mais amor O céu do meu Brasil tem mais estrelas O sol do meu país mais esplendor A mão de Deus abençoou Em terras brasileiras vou plantar amor Eu te amo, meu Brasil, eu te amo Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil Eu te amo meu Brasil, eu te amo Ninguém segura a juventude do Brasil [...]” Dom & Ravel. “Eu te amo, meu Brasil”. Disco: Eu te amo, meu Brasil. Rio de Janeiro: RCA Victor, 1970. A ditadura civil-militar, instalada no Brasil em 1964, valeu-se de alguns artistas e de sua produção musical como instrumentos de propaganda do regime. A letra da música, gravada por uma banda de muito sucesso à época (Os Incríveis), faz referência a um país do/da milagre econômico. Tropicalismo. bossa nova. democracia. catolicismo. QUESTÃO 86 A crise de abastecimento de água em São Paulo se agravou significativamente a partir de 2002, quando a empresa pública Sabesp passou a priorizar a obtenção de lucro. Com essa alteração, a água deixou de ser considerada bem público e recurso essencial para a sociedade, abandonando-se o foco na universalização dos serviços de saneamento básico. Nesse mesmo caminho, seguiu uma diretriz estratégicade atender à expansão econômica, beneficiando-se com a lucratividade do aumento do consumo, ignorando a suficiência de água para atender a essa crescente demanda. Do ponto de vista neoliberal, a crise hídrica oferece “grandes e novas oportunidades” de negócios, tanto para obras como para serviços, especialmente no setor de gestão das águas, uma vez que se trata de um bem essencial de que todos são obrigados a dispor a qualquer preço e custo. MATTER, Delmar. et al. As obras e a crise de abastecimento. Disponível em: <www.diplomatique.org.br>. 06 fev. 2015 (adaptado). No texto, o problema do abastecimento de água em São Paulo é abordado sob o ponto de vista da crise ética da sociedade e das questões relativas ao negligenciamento dos valores morais e espirituais. da defesa da necessidade de investimentos públicos para a construção de novos reservatórios de água. dos efeitos positivos da racionalidade instrumental ao converter a natureza em objeto de dominação. das tendências do sistema capitalista de transformar toda a realidade em mercadoria disponível no mercado. das consequências do aumento da demanda ocasionado pela democratização do consumo da água. QUESTÃO 87 QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1995 (adaptado). Os Estados Unidos ao final da Segunda Guerra Mundial eram o único país que possuía um arsenal atômico, o que lhe dava grande vantagem no cenário político internacional. O monopólio da tecnologia atômica dos Estados Unidos, contudo, acabou durando pouco tempo. Em 1949, a União Soviética testou com sucesso sua bomba atômica. Como resposta, em 1952, os Estados Unidos testaram a bomba de hidrogênio, cem vezes mais potente que as bombas atômicas. Ao final de algumas décadas, Estados Unidos e União Soviética possuíam arsenais atômicos que possibilitavam destruir o planeta dezenas de vezes. Disponível em: <imagohistoria.blogspot.com.br>. Na tirinha e posteriormente no texto, existe uma referência a um evento que correspondia a um dos grandes medos da população mundial no período da Guerra Fria. Durante esse período, a possibilidade de ocorrência desse evento era grande em função do (a) acirramento da rivalidade Norte-Sul. intensificação da corrida armamentista. ocorrência de crises econômicas globais. emergência de novas potências mundiais. aprofundamento de desigualdades sociais. QUESTÃO 88 No processo de mundialização [globalização] observa-se uma difusão de normas padronizadas seja no processo político, seja na produção industrial, seja nas trocas monetárias, etc. Essas normas poderiam ser comparadas a uma forma de linguagem simplificada. [...] RIPERT, Blandine. Mundo (s). As “culturas” entre a uniformização e a fragmentação. In: LÉVY, J. L’ Invention du Monde. Sciences Po. Les Presses. 2008, p. 188. Esse aspecto da globalização se justifica pela necessidade de eliminarem-se as diferenças culturais, verdadeiro obstáculo para que o processo de globalização se torne de fato um processo mais real. pressionar e transformar as leis e normas dos países menos desenvolvidos que ainda resistem a integrar-se ao processo de globalização. dificultar a circulação das mercadorias de países de cultura e regras diferentes, como a China, e quebrar sua força de concorrência no mundo global. facilitar e permitir, segundo os padrões de uma economia de escala, uma simplificação e maior rapidez nas trocas comerciais. facilitar o desenvolvimento que a globalização gera, retardado pela diversidade cultural que mantém vários povos do mundo numa condição de atraso. QUESTÃO 89 No Brasil o fenômeno metropolitano chega ao seu ápice a partir da década de 1960, quando o processo de urbanização alcança novo patamar, baseado no aumento das cidades milionárias (...) SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. São Paulo: Editora Hucitec, 1996. p. 66/67. Considerando o momento atual, pode-se dizer que o fenômeno metropolitano no Brasil ampliou-se de modo a existirem hoje no país duas metrópoles, fora São Paulo e Rio de Janeiro, que ultrapassaram a cifra de três milhões de habitantes. ainda é intenso, possui escala nacional e está inclusive interiorizado, marcado por forte dinamismo econômico, mas também por contrastes sociais importantes. permaneceu vigoroso, mas sem os recursos modernos de telecomunicações, de modo que muitas metrópoles não conseguem exercer influência regional importante. manteve-se circunscrito às regiões mais industrializadas do país, especialmente no Sudeste; noutras regiões, pode-se falar apenas em crescimento de cidades médias. encerrou-se em todas as regiões com exceção da Região Nordeste, em função do seu histórico atraso econômico, assim como pelo grande fluxo migratório. QUESTÃO 90 O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos define o solo da Caatinga como pouco profundo, pedregoso, rico em minerais, mas pobre em matéria orgânica e que dificilmente armazena as águas das chuvas. Os afloramentos rochosos existentes se tornam uma característica comum na Caatinga que, associada aos solos rasos, propicia as condições ideais para a vegetação, que cresce nas pedras, em fissuras ou em depressões onde há acúmulo de areia, pedregulhos e outros detritos. A vegetação típica encontrada no solo descrito caracteriza- se por apresentar raízes superficiais para facilitar a sua fixação e folhas largas. folhas grandes e membranáceas para facilitar a realização da fotossíntese. raízes respiratórias denominadas pneumatóforos para obtenção do gás oxigênio. folhas pequenas e modificadas em espinhos para evitar a transpiração excessiva. árvores altas, com folhas grandes, sempre verdes e com extremidades afiladas em goteira. REDAÇÃO A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O crescente vício em tecnologia na sociedade contemporânea”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Quando você olha para os lados, costuma se deparar com muitas pessoas mexendo em celulares e tablets o tempo todo? Para desvendar até que ponto essa dependência tecnológica atinge os adolescentes, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo realizaram um levantamento com 264 estudantes entre 13 e 17 anos. Os participantes eram de escolas públicas e particulares da cidade de São Paulo e responderam questionários que avaliam a qualidade de vida. Entre os entrevistados, 68% foram classificados como dependentes moderados de tecnologias, enquanto 20% se mostraram dependentes graves. O estudo também contemplou a incorporação de celulares e afins nos hábitos diários desses estudantes. Os resultados: 33% relataram usar os smartphones quando vão ao banheiro, 51% durante as refeições e 90% antes de dormir, quando já estão na cama. E, ao acordar, a primeira coisa que fazem (92%) é checar o celular. Disponível em: www.gazetadopovo.com.br. Texto II Disponível em: www.rpjr.wordpress.com. Texto III A decisão do juiz Luis Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, Piauí, de determinar que empresas de telefonia suspendam temporariamente em todo o Brasil o acesso ao aplicativo de troca de mensagens instantâneas WhatsApp gerou comoção nas redes sociais. No Twittter, hashtags e termos ligados à decisão figuravam entre os assuntos mais comentados da rede na manhã desta quinta-feira (26). Alguns se lamentavam sobre o possível bloqueio, comentando o que fariam sem o aplicativo com a hashtag #SemWhatsAppEu. Outros usuários também mencionaram o aplicativo Telegram, que seria uma alternativa ao WhatsApp se ele for mesmo proibido de funcionar no país. Disponível em: www.g1.globo.com. INSTRUÇÕES: O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: • tiver até 7 (sete) linhas escritas; • fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; • apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos; • apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto. Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30