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Tradução Antônio Eustáquio de Melo Pertence Mestre e Doutor em Engenharia Metalúrgica e de Minas pela UFMG Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG Revisão Técnica Antonio Pertence Júnior Mestre em Engenharia Mecânica pela UFMG Professor da Faculdade de Engenharia e Arquitetura (FEA) da Universidade FUMEC/MG 2012 FERDINAND P. BEER Ex-professor da Lehigh University E. RUSSELL JOHNSTON, JR. University of Connecticut PHILLIP J. CORNWELL Rose-Hulman Institute of Technology Versão impressa desta obra: 2012 Mecânica Vetorial para Engenheiros DINÂMICA ª Edição Reservados todos os direitos de publicação, em língua portuguesa, à AMGH EDITORA LTDA., uma parceria entre GRUPO A EDUCAÇÃO S.A. e McGRAW-HILL EDUCATION Av. Jerônimo de Ornelas, 670 – Santana 90040-340 – Porto Alegre – RS Fone: (51) 3027-7000 Fax: (51) 3027-7070 É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na Web e outros), sem permissão expressa da Editora. Unidade São Paulo Av. Embaixador Macedo Soares, 10.735 – Pavilhão 5 – Cond. Espace Center Vila Anastácio – 05095-035 – São Paulo – SP Fone: (11) 3665-1100 Fax: (11) 3667-1333 SAC 0800 703-3444 – www.grupoa.com.br IMPRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIL Obra originalmente publicada sob o título Vector Mechanics for Engineers: Dynamics, 9th Edition ISBN 007724961X /9780077249168 Copyright © 2009, The McGraw-Hill Companies, Inc. All rights reserved. Portuguese-language translation copyright ® 2012 AMGH Editora Ltda. All rights reserved. Capa: Maurício Pamplona (arte sobre capa original) Foto de capa: © John Peter Photography/Alamy Leitura final: Grace Guimarães Mosquera Gerente editorial – CESA: Arysinha Jacques Affonso Editora sênior: Viviane R. Nepomuceno Assistente editorial: Kelly Rodrigues dos Santos Projeto e editoração: Techbooks Beer_Iniciais.indd ivBeer_Iniciais.indd iv 12/07/12 09:3512/07/12 09:35 As pessoas se perguntam como Ferd Beer e Russ Johnston puderam es- crever em conjunto seus livros, uma vez que um estava em Lehigh e ou- tro na University of Connecticut. A resposta para essa pergunta é simples. A primeira nomeação como docente de Russ Johnston foi para o Departamento de Engenharia Civil e Mecânica na Lehigh University. Lá ele conheceu Ferd Beer, que já trabalhava no departamento há dois anos e era o coordenador dos cursos de mecânica. Ferd ficou contente ao descobrir que o seu novo colega, contratado principalmente para ministrar cursos de pós-graduação de engenharia estrutural, não só se dispunha, mas também estava ansioso para ajudá- -lo a reestruturar os cursos de mecânica. Ambos acreditavam que esses cursos deveriam ser ensinados a partir de alguns princípios básicos e que os conceitos envolvidos seriam melhor compreendidos e lembrados pe- los alunos se fossem apresentados de maneira gráfica. Juntos, eles trans- creveram anotações de aula em estática e dinâmica e, posteriormente, acrescentaram problemas motivadores para os futuros engenheiros. Logo produziram o original da primeira edição do Mechanics for Engineers, publicado em junho de 1956. Na segunda edição de Mechanics for Engineers e na primeira edição de Vector Mechanics for Engineers, Russ Johnston já estava no Worcester Polytechnic Institute e, nas edições seguintes, na University of Connecti- cut. Enquanto isso, tanto Ferd como Russ assumiram responsabilidades administrativas em seus departamentos e se envolveram em pesquisa, consultoria e supervisão de estudantes da pós-graduação: Ferd na área de processos estocásticos e vibrações aleatórias e Russ na área de estabilida- de elástica e análise de projetos estruturais. No entanto, o interesse deles em aprimorar o ensino das disciplinas básicas de mecânica não diminuiu, e ambos ministraram partes desses cursos, enquanto continuavam revi- sando seus textos, e começaram a escrever os originais da primeira edição do livro Mechanics of Materials. Essa parceria durou mais de meio século e rendeu várias revisões bem-sucedidas de seus livros. As contribuições de Ferd e Russ para o ensino da engenharia lhes valeram uma série de homenagens e prêmios. Eles foram condecorados com o Western Electric Fund Award da Ame- rican Society for Engineering Education pela excelência no ensino de es- tudantes de engenharia em suas respectivas regionais. Ambos receberam também o Distinguished Educator Award, concedido pela Mechanics Division da mesma sociedade. Desde 2001, o prêmio New Mechanics Educator Award da Mechanics Division passou a ter este nome em ho- menagem aos autores Beer e Johnston. Ferdinand P. Beer. Nascido na França e educado na França e na Suíça, é Mestre em Ciências pela Sorbonne e Doutor em Mecânica Teórica pela University of Genebra. Radicou-se nos Estados Unidos após servir ao exército francês no início da Segunda Grande Guerra e lecionar duran- te quatro anos no Williams College, no programa conjunto da Williams- -MIT em artes e engenharia. Após trabalhar no Williams College, Ferd ingressou no corpo docente da Lehigh University, onde lecionou durante 37 anos. Ocupou vários cargos, incluindo o de Professor Emérito da Uni- versidade e chefe do Departamento de Engenharia Mecânica. Em 1995, Ferd foi agraciado com o título honorário de Doutor em Engenharia pela Lehigh University. SOBRE OS AUTORES Beer_Iniciais.indd vBeer_Iniciais.indd v 12/07/12 09:3512/07/12 09:35 vi Sobre os autores E. Russell Johnston, Jr. Nascido na Filadélfia, Russ recebeu o título de Bacharel em Engenharia Civil da University of Delaware e o títu- lo de Doutor em Engenharia Estrutural do Massachusetts Institute of Technology. Lecionou na Lehigh University e no Worcester Polytechnic Institute antes de se juntar ao corpo docente da University of Connecti- cut, onde ocupou o cargo de chefe do Departamento de Engenharia Ci- vil e lecionou por 26 anos. Em 1991, Russ recebeu o prêmio Outstanding Civil Engineer Award pela Connecticut Section da American Society of Civil Engineers. Phillip J. Cornwell. Phil recebeu o título de Bacharel em Engenharia Mecânica pela Texas Tech University e título de Metre e Doutor em En- genharia Mecânica e Aeroespacial pela Princeton University. Atualmente é professor de engenharia mecânica no Rose-Hulman Institute of Tech- nology, onde ensina desde 1989. Seus interesses atuais incluem dinâmica estrutural, monitoramento da saúde estrutural e ensino na graduação de engenharia. Phil passa seus verões trabalhando em Los Alamos Natio- nal Laboratory onde é o conselheiro da Los Alamos Dynamics Summer School e faz pesquisa na área de monitoramento da saúde estrutural. Phil recebeu o prêmio SAE Ralph R. Teetor Educational em 1992, o prêmio Dean’s Outstanding Scholar em Rose-Hulman em 2000 e o prêmio Board of Trustees Outstanding Scholar em Rose-Hulman em 2001. Beer_Iniciais.indd viBeer_Iniciais.indd vi 12/07/12 09:3512/07/12 09:35 Objetivos O principal objetivo de um primeiro curso de mecânica deve ser desen- volver no estudante de engenharia a capacidade de analisar qualquer problema de modo simples e lógico e aplicar à sua solução alguns poucos princípios básicos bem conhecidos. Espera-se que este texto, assim como o volume anterior, Mecânica Vetorial para Engenheiros: Estática, auxilie o professor a alcançar esse objetivo. Abordagem geral A análise vetorial foi introduzida no início do primeiro volume e usada na apresentação dos princípios básicos de estática, assim como para a reso- lução de muitos problemas, em particular de problemas tridimensionais. Analogamente, o conceito de diferenciação vetorial será introduzido logo no início deste volume, e a análise vetorial será usada ao longo de toda a apresentação dos conceitos de dinâmica. Essa abordagem leva a deduções mais concisas dos princípios fundamentais da mecânica. Também torna possível analisar muitos problemas de cinemática e cinética que não pode-riam ser resolvidos por métodos escalares. No entanto, a ênfase do texto permanece sendo a compreensão correta dos princípios da mecânica e a sua aplicação à solução de problemas de engenharia, sendo a análise veto- rial apresentada principalmente como uma ferramenta adequada.* Aplicações práticas são imediatamente apresentadas. Uma das características da abordagem adotada neste livro é que a mecânica de partículas é claramente separada da mecânica de corpos rígidos. Essa abordagem nos possibilita considerar aplicações práticas e simples já em um estágio inicial e postergar a introdução de conceitos mais complexos. Por exemplo: • No volume de Estática, a estática de partículas foi tratada em pri- meiro lugar, e o princípio de equilíbrio de uma partícula foi ime- diatamente aplicado a situações práticas envolvendo apenas forças concorrentes. A estática de corpos rígidos foi considerada mais tarde, na ocasião em que os produtos escalares e vetoriais de dois vetores foram introduzidos e usados para definir o momento de uma força em relação a um ponto e em relação a um eixo. • No volume de Dinâmica, a mesma divisão foi observada. Os conceitos básicos de força, massa e aceleração, de trabalho e energia e de impul- so e quantidade de movimento são introduzidos e aplicados em pri- meiro lugar a problemas que envolvem somente partículas. Assim, os estudantes podem se familiarizar com os três métodos básicos usados em dinâmica e aprender suas respectivas vantagens antes de se defron- tar com as dificuldades associadas ao movimento de corpos rígidos. Novos conceitos são apresentados em termos simples. Consi- derando que este texto foi desenvolvido para um primeiro curso de di- nâmica, os conceitos novos são apresentados em termos simples, e cada etapa é explicada em detalhe. Por outro lado, ao discutir os aspectos mais * Em um texto paralelo, em inglês, Mechanics for Engineers: Dynamics, 5a edição, o uso de álgebra vetorial fica limitado à adição e subtração de vetores, e o diferencial de um vetor é omitido. PREFÁCIO Beer_Iniciais.indd viiBeer_Iniciais.indd vii 12/07/12 09:3512/07/12 09:35 viii Prefácio amplos dos problemas considerados e ao acentuar os métodos de aplica- ção geral, atingiu-se uma maturidade definitiva de abordagem. Por exem- plo, o conceito de energia potencial é discutido no contexto geral de força conservativa. Além disso, o estudo do movimento plano de corpos rígidos foi projetado para conduzir naturalmente ao estudo de seu movimento mais geral no espaço. Isso é verdadeiro tanto em cinemática como em cinética, onde o princípio de equivalência de forças efetivas e externas é aplicado diretamente à análise do movimento plano, facilitando, assim, a transição para o estudo do movimento tridimensional. Princípios fundamentais são apresentados no contexto de apli- cações simples. O fato de a mecânica ser essencialmente uma ciên- cia dedutiva, baseada em poucos princípios fundamentais, é acentuado. As derivações são apresentadas em sua sequência lógica e com todo o rigor permitido neste nível. Entretanto, como o processo de aprendiza- gem é amplamente indutivo, as aplicações simples são consideradas em primeiro lugar. Por exemplo: • A cinemática de partículas (Cap. 11) precede a cinemática de corpos rígidos (Cap. 15). • Os princípios fundamentais da cinética de corpos rígidos são apli cados primeiro à solução de problemas bidimensionais (Caps. 16 e 17), que podem ser mais facilmente visualizados pelo estudante, enquanto os problemas tridimensionais são abordados somente no Cap. 18. A apresentação dos princípios de cinética é unificada. A nona edição de Mecânica Vetorial para Engenheiros manteve a apre- sentação unificada de cinética que caracterizou as oito edições ante- riores. Os conceitos de quantidade de movimento linear e angular são introduzidos no Cap. 12 de modo que a segunda lei de Newton do movimento possa ser apresentada não apenas em sua forma conven- cional F = ma, mas também como uma lei que relaciona, respecti- vamente, a soma das forças que agem sobre uma partícula e de seus momentos às taxas de variação da quantidade de movimento linear e angular da partícula. Isso torna possível introduzir antecipadamente o princípio de conservação da quantidade de movimento angular e discutir de maneira mais significativa o movimento de uma partícula sujeita a uma força central (Seção 12.9). Mais importante ainda, essa abordagem pode ser prontamente estendida ao estudo do movimento de um sistema de partículas (Cap. 14) e leva a um tratamento mais conciso e unificado da cinética de corpos rígidos bi e tridimensionais (Caps. de 16 a 18). Diagramas de corpo livre são usados tanto para resolver pro- blemas de equilíbrio como para expressar a equivalência de sistemas de forças. Diagramas de corpo livre foram previamen- te introduzidos em estática e sua importância é enfatizada ao longo de todo o livro. Eles foram usados não apenas para resolver problemas de equilíbrio, mas também para expressar a equivalência de dois sistemas de forças ou, de modo geral, de dois sistemas de vetores. A vantagem dessa abordagem torna-se aparente no estudo da dinâmica de corpos rí- gidos, onde é usada para resolver tanto problemas tridimensionais como bidimensionais. Ao dar maior ênfase às “equações baseadas no diagrama de corpo livre” do que às equações algébricas do movimento, é possí- Beer_Iniciais.indd viiiBeer_Iniciais.indd viii 12/07/12 09:3512/07/12 09:35