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Recursos Terapêuticos Físicos Responsável pelo Conteúdo: Prof. Dr. Igor Phillip dos Santos Glória Revisão Textual: Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro Diatermia e Fototerapia • Proporcionar ao aluno o entendimento sobre os aspectos referentes à Diatermia, a Ondas Curtas e a Micro-ondas, seus efeitos fi siológicos, técnicas de aplicação, indicações precauções e contraindicações; • Entendimento sobre os aspectos referentes à fototerapia, suas principais indicações clínicas, contraindicações e aplicabilidades nas diferentes disfunções do corpo humano. OBJETIVOS DE APRENDIZADO • Conceito; • Ondas Curtas; • Bases Físicas; • Técnica de Aplicação dos Eletrodos; • Cuidados para a Seleção e o Posicionamento dos Eletrodos; • Efeitos Fisiológicos e Terapêuticos; • Diminuição da Pressão Arterial; • Micro-ondas; • Princípios para a Utilização da Diatermia por Micro-ondas; • Fototerapia; • Efeitos Fisioló gicos; • Efeitos Terapêuticos; • Formas de Aplicação. Diatermia e Fototerapia UNIDADE Diatermia e Fototerapia Conceito É a aplicação de energia elétrica de alta frequência com finalidades terapêuticas, a fim de aumentar a temperatura nos tecidos corporais em até 40 a 45°C. Ondas Curtas A Diatermia por ondas curtas é um recurso largamente utilizado na Fisioterapia há mais de 50 anos. Os efeitos térmicos profundos alcançados pela terapia tratam várias afecções dos tecidos moles profundos, não alcançados por outras formas de transferências de calor como a irradiação (infravermelho) ou por condução (compressas quentes). A importância de uma Educação continuada e a aprendizagem das bases físicas da Diatermia possibilitam ao Fisioterapeuta melhor utilização, com um menor risco de danos para o paciente. Figura 1 – Aparelho de Ondas Curtas Fonte: Reprodução Breve histórico O uso clínico de correntes de alta frequência pode ser encontrado, pela primeira vez, em 1890. 8 9 Em Paris, d’Ansorval fez um experimento no qual uma corrente de 1AMP, numa elevada frequência, foi passada atravé s dele pró prio e de um assistente, chamado Cornu. Embora se soubesse que intensidades similares de eletricidade a baixas frequências fossem potencialmente fatais, d’Ansorval descreveu apenas uma sensação de calor. Depois desse experimento, trabalhos subsequentes levaram aos desenvolvimen- tos de métodos indutivos e capacitativos de aplicação de alta frequência no corpo, gerando calor profundo. Esses métodos passaram a ser conhecidos como Diater- mia: “aquecimento através de”. A frequência de oscilação das ondas curtas pode interferir com as altas frequên- cias empregadas nas comunicações. Assim, uma Convenção Internacional determi- nou três faixas de alta frequência para uso clínico: • 27,12 MHz com comprimento de onda de 11 metros; • 13,56 MHz com comprimento de onda de 22 metros; • 40,68 MHz com comprimento de onda de 7,5 metros; A frequência mais utilizada é a de 27,12 MHz. Bases Físicas Produção da corrente de ondas curtas terapêutica A transformação de corrente alternada doméstica de 127V e 60Hz em 500V e 45MHz é conseguida por meio de uma fonte de energia que alimenta um gerador de alta frequência que, em seguida, passa por um amplificador de potência que gera uma potência necessária para os eletrodos. Essa energia amplificada é ligada a um depósito ressonante de saída (sintoniza- dor), que sintoniza o paciente a fazer parte de um circuito, permitindo transmitir o máximo de energia para ele. Tanto campos elétricos quanto campos magnéticos podem ser criados em teci- dos humanos submetidos à Diatermia por ondas curtas. Na aplicação desse agente, o paciente torna-se parte do circuito elétrico pelo uso de uma bobina indutiva ou por eletrodos do tipo capacitativo. Produção de calor A Diatermia por ondas curtas pode ser aplicada por modo contínuo ou por modo pulsado. Embora o modo contínuo quase sempre resulte na produção de calor pelos tecidos, isso pode não ocorrer se a aplicação for por meio do modo pulsado. 9 UNIDADE Diatermia e Fototerapia O nível de calor gerado dependerá da condutividade dos tecidos: tecidos com maior teor de água e íons são aquecidos com mais rapidez. Podemos considerar que os tecidos vivos têm três características moleculares na con- dutividade da energia eletromagnética: moléculas carregadas, moléculas dipolares e moléculas apolares. Tecidos diferentes tem proporções variáveis dessas moléculas. Em nosso meio, é bastante conhecido que o atrito entre as moléculas do tecido humano tem como consequência a produção de calor, e que quanto maior for a quantidade de moléculas carregadas eletricamente, maior será́ a sua condutividade e maior a produção de calor. Como exemplo de moléculas dipolares encontradas nos tecidos humanos, temos a água e algumas proteínas. Moléculas carregadas: íons carregados (cátions e aníons) e moléculas apola- res: células de gordura Tecidos com alto teor iônico em solução ou com grande número de íons livres, como, por exemplo, o sangue, tornam-se os melhores condutores da Diatermia por ondas curtas. Na prática, os tecidos mais vascularizados como o músculo e o osso são bons condutores, assim como em analogia com os metais e o suor. Equipamento Variam muito no tamanho, no design e nas cores, dependendo do fabricante. A maior parte dos painéis do aparelho de ondas curtas é composta de: • Interruptor de potência; • Controle de intensidade de saída: Controla a porcentagem de potência má- xima, que é transferida ao circuito do paciente; • Sintonizador: Controla o ajuste perfeito entre o circuito do aparelho e o cir- cuito do paciente; • Amperímetro: Monitoriza a energia que está sendo liberada pelo circuito do aparelho; • Temporizador: que varia de 5 a 25 minutos; • Interruptor: para escolha do modo contínuo ou pulsado (encontrado nos mais modernos). Hoje, já existem aparelhos no Mercado que geram ondas curtas através de tran- sistor, dispensando a utilização de válvulas de triiodo, cuja probabilidade de quebra e danificação é elevada. A possibilidade de regime pulsado pode também não ser encontrada em apare- lhos mais antigos. 10 11 Técnica de Aplicação dos Eletrodos Contraplanar ou transversal Nesta técnica, os tecidos são colocados em série, pois os eletrodos estão em faces anatômicas opostas, porém na mesma direção. Estudos de Kebbel e Krause comprovaram que, durante a aplicação transversal, a produção de calor entre o tecido muscular e o tecido adiposo é de 1:10, também sendo comprovada elevada produção de calor entre a pele e o tecido adiposo sub- cutâneo. Técnica de aplicação contraplanar: http://bit.ly/2xAtWgR Ex pl or Longitudinal Os eletrodos são colocados nas extremidades dos membros, de forma que os tecidos estão na mesma linha de força, ou seja, estão em paralelo. O ponto positivo dessa técnica é a penetraç ã o mais efetiva do eletromagnetismo nos tecidos, pois a resistê ncia oferecida pelos tecidos diminui. Figura 2 – Técnica de aplicação longitudinal Fonte: Acervo do conteudista 11 UNIDADE Diatermia e Fototerapia Coplanar Ambos os eletrodos são dispostos na mesma face anatômica. Esta técnica é considerada a mais superficial. Como, inicialmente, os tecidos são colocados em série, a resistência oferecida pelo tecido adiposo é muito grande, produzindo calor superficial. O campo eletromagnético acompanha o caminho de menor resistência, através dos vasos sanguíneos, que contém uma grande parte de íons. Se os eletrodos forem posicionados muito próximos entre si, o campo transitará diretamente entre os eletrodos, e não irá ocorrer o tratamento dos tecido s. Figura 3 – Técnica de aplicação coplanar Fonte: Acervo do conteudista Cuidados para a Seleção e o Posicionamento dos Eletrodos Tamanho dos eletrodos Os eletrodos devem ter o mesmo tamanho. Se eletrodos de tamanho diferentes forem usados, ocorrerá um aquecimento mais intensojunto ao eletrodo menor, porque o campo ficará concentrado sobre uma área menor de superfície. Se, além do tamanho diferente, a distância entre o eletrodo e a pele também for pequena no eletrodo menor, o calor será muito mais intenso e superficial na região sob efeito do eletrodo menor. Tamanho dos eletrodos em relação à área a ser tratada Os eletrodos devem ser ligeiramente maiores que a parte do corpo a ser tratada, porque o campo elétrico é menos uniforme nas bordas das placas. 12 13 Um campo fraco ou não uniforme não é recomendado para as finalidades terapêuticas. Se o eletrodo for muito menor que a área a ser tratada, haverá pouca concentra- ção de energia, o que compromete a eficácia do tratamento. Distância entre os eletrodos Os eletrodos devem ser equidistantes e em ângulo reto com a superfície da pele (eletrodo de Schliiephack). Na técnica coplanar, a distância entre um eletrodo e outro deve ser de no mínimo igual à medida da sua área. Distância entre os eletrodos e a pele Quando os eletrodos são aplicados mais longe da pele, a distribuição do campo torna-se mais uniforme, promovendo alinhamento das linhas de força atravé s dos tecidos, conseguindo, com isso, maior penetração nos tecidos. Se a distância entre o eletrodo e a pele for pequena, haverá aumento na densi- dade das linhas do campo na superfície, levando ao aquecimento superficial. Eletrodos como o de Schiliephack já têm essa distância por meio da placa de vidro que entra em contato com o paciente, não sendo necessário colocar toalhas a fim de aumentá-la. Já os eletrodos de placa metálica flexível e o eletrodo em forma de cabo neces- sitam de uma camada de toalha seca entre o eletrodo e a pele do paciente. Esta distância varia de 2 a 4cm. Efeitos Fisiológicos e Terapêuticos Sobre os vasos sanguíneos e linfáticos O organismo lança mão de recursos a fim de dissipar o calor na área. Um dos primeiros efeitos é a vasodilatação, com o aumento do fluxo sanguíneo local. A vasodilatação ocorre, inicialmente, nas arteríolas e nos capilares, atingindo, mais tarde, com a permanência do calor, as artérias e os vasos linfáticos. Isso explica porque a Diatermia por ondas curtas absorve bem os edemas residuais ou crônicos, irrigando a área e aumentando a capacidade de reabsorção dos tecidos. • Efeitos sobre o sangue: » Aumento do aporte de leucócitos nos tecidos adjacentes; » Aumento da demanda de oxigênio; » Diminuição do tempo de coagulação; 13 UNIDADE Diatermia e Fototerapia » Diminuição da viscosidade.; » Aumento do metabolismo: Lei de Van Hoff. Efeitos sobre o Sistema Nervoso Um dos efeitos incide sobre o Sistema Nervoso Central (SNC), após alguns mi- nutos de tratamento. O centro hipotalâmico responsável pela regulação da temperatura corporal é “avisado” do aumento de temperatura e promove respostas a fim de minimizar o calor da área, como vasodilatação profunda e sudorese. No Sistema Nervoso Periférico (SCP), há aumento na velocidade de condução das fibras nervosas por conta da diminuição da viscosidade. O calor influencia as fibras motoras e sensitivas, promovendo analgesia e relaxamento de fibras musculares. Diminuição da Pressão Arterial A vasodilatação faz com que haja diminuição da tensão das paredes dos vasos ao fluxo sanguíneo, ocasionando queda dos níveis pressóricos do sangue. Efeitos gerais O paciente pode referir cansaço e vontade de dormir. Isso ocorre em aplicações prolongadas, tanto em decorrência da diminuição da pressão arterial quanto do aumento de temperatura. Efeitos sobre a dor Tanto a DOC quanto a DOCP favorecem o alívio da dor. Geralmente, o quadro de dor está relacionado a um fator que o está gerando, com, por exemplo, uma con- tratura muscular ou uma irrigação insuficiente na área, levando à condição de dor. A Diatermia por ondas curtas consegue melhorar o fluxo sanguíneo local, au- mentar o metabolismo, melhorar o aporte de O2 e o relaxamento de fibras muscu- lares, promovendo a analgesia. Dosimetria A dosimetria engloba parâmetros a serem configurados no aparelho, como: fre- quência, potência, tempo de aplicação e método de aplicação. Isso utilizando a Diatermia por ondas curtas contínua. Se for a Diatermia pulsada, outros parâmetros devem ser acrescentados, como: potência de pico, potência média, intensidade de pulso e período de repouso ou números de pulsos por segundo. 14 15 Esses parâmetros são quantitativos e, se possível for, devem ser buscados. A grande maioria dos profissionais utiliza um método padronizado de dosimetria, que consiste em pedir ao paciente que relate suas sensações térmicas (qualitativas). Existe uma escala para graduar a “dose”, de acordo com a sensação do paciente: 1. Calor muito débil: Calor imperceptível; abaixo do limiar de sensibilidade de aquecimento; 2. Calor débil: Imediatamente perceptível; é o início da sensação de aquecimento; 3. Calor médio: Sensação mais clara do calor; é um calor agradável; 4. Calor forte: No limite da tolerância; é um calor desconfortável. Com esse modelo de dosimetria qualitativa, é impossível determinar a quantida- de exata de calor nos tecidos. A pele, por ser um órgão dotado de terminações nervosas especializadas, prin- cipalmente os térmicos, dará um feedback mais fiel da temperatura, do que um órgão interno. Isso leva a cuidados especiais na aplicação da Diatermia por ondas curtas, prin- cipalmente, no modo contínuo, para que sejam evitadas queimaduras nos tecidos. A Literatura nos indica que problemas subagudos devem ser tratados com doses mais baixas e patologias crônicas com doses mais elevadas. Nesse caso, a DOCP é o melhor recurso a ser utilizado nas patologias subagu- das, diminuindo o efeito térmico nos tecidos. Tempo de aplicação Em geral, preconiza-se de 20 a 25 minutos de tratamento, tanto para a DOCC quanto para a DOCP. Preparação do paciente e cuidados • Preparação do paciente » A região deve estar desnuda; » Remover todos os objetos metálicos do paciente (óculos, anéis, joias, reló- gios, moedas, celulares, pager etc.); » Todas as bandagens devem ser removidas da área de tratamento; » Assegurar-se da remoção de aparelhos de surdez e equipamentos correlatos; » Não realizar em Diatermia tecidos sintéticos, pois aquecem com facilidade; » Assegurar-se de que a pele esteja seca; » Pedir para que o paciente informe qualquer desconforto na aplicação de DOCC/DOCP; 15 UNIDADE Diatermia e Fototerapia » Colocar o paciente confortavelmente, a fim de evitar mudanças de posição; » A região a ser tratada deve estar centrada entre os eletrodos. • Preparação do aparelho » Todos os botões do aparelho devem estar zerados; » Assegure-se de que os cabos estão conectados de modo correto; » Os cabos não devem estar pousados sobre objetos metálicos; » Manter a distância entre as placas; » Manter a distância entre os cabos, não deixar os cabos cruzarem; » Manter distância apropriada entre o eletrodo e a pele. De 2 a 4cm; » Sintonizar o aparelho com o paciente; » Assegure-se que a cama onde está o paciente e a mesa que suporta o apare- lho não sejam de metal, e que os objetos metálicos estejam a pelo menos 3 metros de distância do aparelho e dos cabos. • Cuidados do operador » Permanecer pelo menos a 1 metro dos eletrodos e a 0,5 metros dos cabos; » Não deixar o paciente só ou dormir durante o tratamento; » Não deixar o paciente se mexer ou tocar no aparelho ou cabo; » Retirar todas as pessoas que estão na vizinhança do aparelho; » Na presença de suor, desligar o aparelho, enxugar o paciente e retornar ao tratamento; » Não utilizar, na mesma sala, aparelhos de baixa e média frequências. • Contraindicações » Marcapassos não blindados ou com blindagem insuficiente; » Neoplasia, tumores malignos; » Gestação; » Osteossínteses com placas, parafusos e fixadores externos; » Artroplastias; » Tuberculose; » Processos infecciosos; » Sensaçãotérmica comprometida; » Idade avançada ou em decorrência de alguma incapacitação: paciente não coopera; » Trombose venosa profunda; » Febre; 16 17 » Áreas isquêmicas; » Cardiopatas descompensados; » Período menstrual; » Tecidos expostos à radioterapia; » Hemofilia, sem a reposição dos fatores; » Região dos olhos (opacifica o cristalino); » Crânio; » Região precordial; » Gônadas; » Epífises de crescimento ósseo; » Artrite e artrose; » Hemorragia. • Indicações » Analgesia; » Acelerar a cicatrização de tecidos; » Reabsorção de hematomas e edemas; » Estimular a circulação sanguínea; » Relaxamento muscular; » Aumento da extensibilidade do colágeno, aumentando amplitude de movi- mento; » Entorses subagudas ou crônicas; » Distensão muscular; » Tendinite; » Tenossinovite; » Lombalgia e lombociatalgia; » Pó s-imobilizaç ã o Micro-ondas Histórico As micro-ondas foram descritas, pela primeira vez, em 1921. Mais tarde, o de- senvolvimento das válvulas magnéton multicavitá rias aceleraram o uso das micro- -ondas nas instalações de radar durante a Segunda Guerra Mundial. 17 UNIDADE Diatermia e Fototerapia Modernamente, além da aplicação na Fisioterapia, as pessoas já estão habitua- das ao valor das micro-ondas, como, por exemplo, na preparação de alimentos e nos Sistemas de Comunicação. As micro-ondas fazem parte do arsenal fisioterapêutico. É um recurso físico bas- tante utilizado nas Clínicas de Fisioterapia, de maneira que as principais patologias beneficiadas são as dos tecidos moles promovendo, basicamente, o aumento do flu- xo sanguíneo, a facilitação da mobilização, a cicatrização tecidual e o alívio da dor. O termo mais apropriado quando utilizamos as ondas eletromagnéticas na faixa das micro- -ondas com fins terapêuticos é Diatermia por micro-ondas, no qual Diatermia significa “pro- dução de calor através de”. A Diatermia por micro-ondas é capaz de produzir aumento de temperatura tecidual, quando ela passa pela resistência oferecida pe- los tecidos. A isso denominamos conversão. O aquecimento produzido pela Diatermia por micro-ondas pode ser observado tanto na super- fície da pele quanto nos tecidos mais profundos, embora a eficiência de profundidade conseguida seja menor do que a eficiência obtida pela Soni- do terapia ou Diatermia por ondas curtas. As micro-ondas são uma forma de radiação eletromagnética e, assim como as ondas cur- tas, as micro-ondas também fazem parte do espectro eletromagnético, cuja frequência está na faixa de 24,50MHz e o com- primento de onda é de 12,25cm. Ela situa-se entre as ondas curtas e as radiações geradas pelas lâmpadas infravermelhas. Produção das micro-ondas O aparelho utilizado na produção de micro-ondas é composto de: • Uma válvula magnéton multicavitária; • Um cabo coaxial para a transmissão de energia de alta frequência atéuma antena; • Um sistema de direcionamento para a transmissão da energia (através do ar) até o paciente. Como a frequência das micro-ondas é muito elevada, seu processo de obtenção não se dá por transformadores e amplificadores ou componentes elétricos comuns, mas sim por um dispositivo único denominado Magnetron. Figura 4 – Equipamento micro-ondas Fonte: Reprodução 18 19 Esse dispositivo é composto por pequenas cavidades, que são preenchidas por um fluxo elétrico, criando uma frequência de resposta. Os elétrons oscilam no interior da cavidade numa frequência pré -determinada, gerando, assim, a corrente de alta frequência que é transmitida ao longo do cabo coaxial. O cabo coaxial transmite a energia a um dispositivo direcionador, no qual um Sistema de Irradiação, formado por uma antena com um refletor, é utilizado no direcionamento das micro-ondas até o paciente. A corrente alternada de alta frequência, na antena, gera ondas eletromagnéticas. Re- fletores de formas diferentes produzem perfis de feixes diferentes. Há , no Mercado es- pecializado, várias formas e vários diâmetros diferentes de dispositivos direcionadores. Efeitos fisiológicos A Diatermia por micro-ondas é utilizada a fim de aumentar a temperatura te- cidual dentro da faixa terapê utica e alcançar os efeitos desejados para o paciente. Já vimos o porquê da utilização da hipertermoterapia nos tecidos do corpo. Por sua eficiência na penetraç ã o nos tecidos do organismo, a Diatermia por micro- -ondas é considerada um tratamento profundo. O princípio de aquecimento das micro-ondas no organismo é baseado na vi- bração e no atrito intermolecular, principalmente, nos tecidos com grande teor de água e eletrólitos. Os efeitos fisiológicos e terapêuticos da Diatermia por micro-ondas são seme- lhantes à Diatermia por ondas- curtas, sendo que o ondas curtas alcança maior profundidade do que o micro-ondas. A Diatermia por micro-ondas poderá penetrar cerca de 3cm de profundidade, dependendo de alguns fatores, como: • Quantidade de tecido adiposo interposto entre a fonte emissora e o tecido a ser tratado. Se a camada de tecido adiposo for superior a 1cm, irá concentrar muito calor na superfície e pouco calor será produzido profundamente; • Adequar a distância do aplicador em relação à pele e intensidade utilizada (Lei do cosseno). De maneira geral, a utilização da Diatermia por micro-ondas nos tecidos visa ao aumento do metabolismo local (Lei de Van’T Hoff), ao aumento do fluxo sanguí- neo, à vasodilatação, ao aumento do aporte de oxigênio, ao antiflogí stico/anti-in- flamatório, ao analgésico, ao relaxamento das fibras musculares. acelera a retirada de catabólicos do local lesionado (prostaglandinas, bradicininas, histamina e ácido láctico) e à diminuição da viscosidade do sangue. 19 UNIDADE Diatermia e Fototerapia Aplicadores São os eletrodos de aplicação e possuem duas formas básicas: • Circulares: 10 a 15cm de diâmetro, com temperatura máxima na periferia; • Retangulares: 11,25 x 12,5cm ou 12,52 x 52,5cm, com temperatura máxima no centro do campo de radiação. Princípios para a Utilização da Diatermia por Micro-ondas Depois de ter feito a avaliação do paciente e de ter escolhido a Diatermia por micro-ondas como recurso fisioterapêutico, verifique se todos os perigos e as contraindicações podem invalidar a terapia. Como início de preparação para a terapia, é bom frisar que as ondas eletro- magnéticas interagem com objetos metálicos, que podem funcionar como antenas. Portanto, peças de metal, cadeiras ou mesas de metal não devem ser utilizados durante o tratamento. Também pode ocorrer alguma interferência elétrica com outros equipamentos eletrônicos (celular, computador). Esses objetos devem ficar a uma distância de pelo menos 1 metro. • Preparação do paciente » Explique a finalidade do tratamento, e que o paciente nunca deverá sentir-se “quente” no local tratado; » Faça um teste para a sensibilidade dolorosa e térmica do paciente, pois ele pode apresentar déficit; » Posicione o paciente adequada e confortavelmente; » Retire todo material metálico do paciente, a fim de evitar queimaduras ou interferência da energia; » O local a ser tratado deve estar desnudo; » Ponha em prática as Leis do Quadrado Inverso e do Cosseno. Mantenha uma distância entre o aplicador e a pele do paciente. Dependendo da inten- sidade utilizada, essa distância pode variar entre 2 e 15cm. Caso existam saliências ósseas no local de tratamento, deve-se tomar cuidado com o supe- raquecimento dessa estrutura; » Instrua o paciente para não se mover durante o tratamento, pois mudanças de posição poderão aumentar ou diminuir a quantidade de calor recebida, devido à alteração da distância e/ou direção dos raios; 20 21 » Aumente lentamente a intensidade do aparelho, para que seja dado ao pa- ciente tempo suficiente de se acostumar aos efeitos da terapia; » Alerte ao paciente sobre os perigos do superaquecimento; » Regule o timer do aparelho para o tempo desejado; » Ajuste o controle de potência; » Depoisdo aparelho ligado, não se deve tocar no aplicador; » De tempos em tempos, pergunte se a temperatura está agradável e sem ris- cos para queimaduras; » Tome muito cuidado com aplicações em idades extremas. • Contraindicações » Próximo a marcapassos não blindados ou com blindagem insuficiente; » Neoplasias, tumores malignos; » Gestação; » Osteossí nteses com placas e parafusos e fixadores externos; » Artroplastias; » Tuberculose » Processos infecciosos; » Sensação térmica comprometida; » Idade avançada ou em decorrência de alguma incapacitação: paciente não coopera; » Trombose venosa profunda; » Febre; » Áreas isquêmicas; » Cardiopatas descompensados; » Período menstrual; » Tecidos expostos à radioterapia; » Hemofilia, sem a reposição dos fatores; » Região da cabeça (opacifica o cristalino); » Região precordial; » Gônadas; » Epífises de crescimento ósseo; » Artrite e artrose; » Hemorragia; » Feridas ou curativos molhados. 21 UNIDADE Diatermia e Fototerapia • Indicações » Analgesia; » Acelerar a cicatrização de tecidos; » Reabsorção de hematomas e edemas; » Estimular a circulação sanguínea; » Relaxamento muscular; » Aumento da extensibilidade do colágeno, aumentando amplitude de movi- mento; » Entorses subagudas ou crônicas; » Distensão muscular; » Tendinite; » Tenossinovite; » Lombalgia e lombociatalgia; » Pós-imobilização. Fototerapia O termo laser é o acrônimo para Ligth Amplication by Stimulated Emission of Radiation (amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação), cuja teoria é do físico Albert Einstein, que em seu artigo Zur Quantum Theories der Strahlung, de 1917, expôs os princípios físicos da emissão estimulada (fenômeno laser), sendo este classificado como de “alta potência” (com potencial destrutivo) e em “baixa potência” (sem o potencial destrutivo). Dessa forma, o termo Fototerapia define a aplicação terapêutica de lasers e diodos superluminosos monocromáticos, com potência relativamente baixa, para o tratamento de feridas abertas, lesões de tecidos moles, processos inflamatórios e dores associadas a várias etiologias, com dosagens consideradas baixas demais para efetuar qualquer aquecimento detectável nos tecidos irradiados [35, 36]. A fototerapia tem sido foco de importantes pesquisas em ciência do esporte nos últimos anos. A aplicação de luz monocromática pode influenciar a atividade celular através da inibição ou estimulação de funções químicas e biológicas. Tal terapia utiliza duas principais fontes de luz, ou seja, laser e LED (emissor de luz diodo), que são aplicados separadamente e, nos últimos anos, em combinação, e demonstrou um avanço terapêutico significativo com subsequente melhora clí- nica. Estudos experimentais e ensaios clínicos identificaram os possíveis efeitos fisiológicos dessa técnica no tecido muscular submetidos a estresse estrutural ou metabólico. Os principais achados mostraram a formação de mitocôndrias gigantes capazes de fornecer altas taxas respiratórias, um maior volume de energia e maior densidade mitocondrial nos tecidos com consequente síntese de ATP, modulação 22 23 da expressão gênica com regeneração do tecido musculoesquelético, aumentos na microcirculação local e modulação da função endotelial com angiogênese mediado pelo fator de crescimento vascular endotelial. Essas interações têm repercussões no exercício e seus mecanismos de ação estão relacionados a dois efeitos principais, isto é, ergogênico e protetor ou profilático. Estudos mostram que os efeitos ergogênicos de alterações na microcirculação, redução do ácido lático, melhora da função mitocondrial e aumento da capacida- de antioxidante estão intimamente relacionados à proteção das células muscula- res contra danos musculares, produzindo efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes. A partir desses mecanismos, resultados positivos podem ser observados em uma série de revisões e ensaios clínicos. Sugere-se que os efeitos ergogênicos da foto- terapia estejam associados com a atividade da cadeia de transporte de elétrons, aumentando o metabolismo oxidativo e produção de ATP, causando mudanças na cinética de oxigênio, ressíntese de creatina fosfato, produção de lactato e microcir- culação, contribuindo, assim, para aumentos no fornecimento de substrato energé- tico para o músculo e consequente retardo do desenvolvimento da fadiga muscular, aumentando o desempenho atlético e prevenção de dano muscular. A magnitude dos efeitos da fototerapia pode ser influenciada pelas diferentes téc- nicas de aplicação, como comprimento de onda, densidade de energia e potência. Estudos recentes têm procurado eliminar possíveis viés, identificando a melhor forma de aplicação. Em relação ao período de aplicação, pesquisadores enfatizam que 92% dos estudos incluídos em uma revisão sistemática optaram por aplicar a técnica antes. Figura 5 Fonte: Getty Images Efeitos Fisioló gicos Com a aplicação da fototerapia, a energia depositada nos tecidos transforma-se imediatamente em outro tipo de energia ou efeito biológico. As modificações, ou 23 UNIDADE Diatermia e Fototerapia efeitos, que surgem na própria partícula absorvente na região circundante são cha- madas de efeitos bioquímicos, bioelétricos e bioenergéticos. O laser de baixa potência não produz efeito térmico. Esse efeito somente existe no laser cirúrgico com potência superior a 1 W. Nesse, há uma conversão direta da energia aplicada em efeito calórico, provocada em parte pelo efeito mecânico. Figura 6 Fonte: Getty Images Efeito Bioquímico Basicamente, a energia absorvida da radiação laser pode provocar dois efei- tos bioquímicos: • Liberação de substâncias: ocorre em função da incorporação à radiação laser, de histamina, serotonina e bradicinina. Deve-se destacar que não há refe- rências quanto à produção dessas substâncias, mas apenas a liberação de parte do contingente já produzido; • Modificação das reações enzimáticas normais: tanto no sentido de exci- tação quanto no sentido de inibição. Numerosos investigadores têm provado que a radiação laser proporciona modificações estimulatórias ou inibitórias em reações enzimáticas normais. O laser também exerce um estímulo na produção de ATP no interior das células provocando a aceleração da mitose, fato que ocorre quando há um aumento pro- porcional da ATP nas células. Efeito Bioelétrico A radiação laser, através da estimulação da produção de ATP potencializa a ação da “bomba de Na/K”, já que, para o seu funcionamento, ela consome energia advinda do ATP. A eficiência da bomba se vê melhorada a partir de uma maior 24 25 disponibilidade de ATP. Com isso, a diferença de potencial elétrico que existe entre o interior e o exterior da célula é mantida com maior eficácia. Então se resume na manutenção do potencial da membrana. Há a possibilidade também dessa manutenção do potencial de membrana ser favorecida a partir da interferência direta da radiação sobre a mobilidade iônica. Assim, podemos dizer que a ação do laser é dupla: • de modo direto atua sobre a mobilidade iônica; • de modo indireto aumenta a quantidade de ATP produzida pela célula. Efeito Bioenergético Ao analisarmos os estudos realizados por Gurvich, Popp, Mester e Inyushin, ob- servamos que todos afirmam a existência de uma energia celular, embora não seja bem conhecida a sua essência. Os efeitos advindos da mesma são, sem dúvida, os seguintes: a emissão de radiação ultradébeis e o potencial de membrana. Partindo disso, podemos admitir que as radiações laser proporcionam às células, tecidos e organismos em conjunto, uma energia válida e que estimula, em todos os níveis, normalizando as deficiências e equilibrando suas desigualdades, no que diz respeito à normalização energética que a radiação laser proporciona ao bioplasma. Além dos efeitos citados acima, a fototerapia com laser promove demais estímu- los e efeitos fisiológicos que são citados a seguir.Estímulo à Microcirculação Esse efeito é proporcionado pela ação da radiação sobre os “esfíncteres pré-capi- lares”, válvulas que existem na entrada da rede capilar ao final da rede de arteríolas. Esses esfíncteres trabalham alternadamente, abrindo ou fechando a passagem para rede capilar distribuindo o fluxo sanguíneo e consequente alternância das regi- ões a serem irrigadas. Provavelmente em decorrência da ação da histamina liberada pela radiação laser ocorre paralisação deste esfíncter pré -capilar e, como consequência, o fluxo san- guíneo se vê aumentado. Estímulo ao Trofismo Celular Com o aumento da produção de ATP, a velocidade mitótica é aumentada, o que proporciona em escala tecidual, aumento na velocidade de cicatrização e também melhor trofismo dos tecidos. São vários os tecidos estimulados se pode destacar: • aumento da velocidade de regeneração das fibras nervosas traumatizadas; • estimulação da reparação do tecido ósseo; 25 UNIDADE Diatermia e Fototerapia • estímulo geral sobre a hematopoiese; • aumento do trofismo na pele; • ativação do bulbo piloso, em especial dos fibroblastos; • incidência de desaparecimento de calcificações ectópicas. Exemplo de aplicação em paciente: https://bit.ly/2QHknTT Ex pl or Efeitos Terapêuticos Como consequência das alterações descritas nos itens relativos a efeitos primá- rios e secundários, a radiação laser de baixa potência proporciona os seguintes efeitos terapêuticos: Anti-inflamatório A partir de qualquer lesão tecidual, são liberadas substâncias como a histamina e a bradicinina, que são potencializadas pelas prostaglandinas, além de outras como a serotonina e a fosfolipase-A. Estas substâncias, além de outros fenômenos, irão sensibilizar os receptores dolorosos, aumentar a permeabilidade vascular e provo- car a dilatação de artérias e arteríolas e vênulas. Como consequência da permeabilidade vascular ocorre extravasamento de plas- ma, formando-se assim o edema. Aparentemente o efeito anti-inflamatório da ra- diação laser de baixa potência justifica-se a partir dos seguintes pontos: • Interfere na síntese de prostaglandinas. Como elas desempenham um importante papel em toda instalação do processo inflamatório, a sua inibição determina uma sensível redução nas alterações proporcionadas pela inflamação. Analgésico Em resposta a uma lesão celular, nosso organismo possui um sistema de alarme que é a dor. O efeito analgésico proporcionado pelo laser de baixa potência se ex- plica por vários fatores, que estão a seguir: • Em nível local, reduzindo a inflamação, provocando a reabsorção de exsudatos e favorecendo a eliminação de substâncias alógenas. O caráter anti-inflama- tório, por si só, já proporciona a redução da dor. A eliminação, por exemplo, de substâncias ácidas ou outras consequentes de fagocitose, que sensibilizam os receptores dolorosos, também favorecem a analgesia. Devido ao estímulo à microcirculação, a radiação laser de baixa potência contribui para a eliminação dessas substâncias; 26 27 • Interferindo na mensagem elétrica durante a transmissão do estímulo da dor, mantendo o gradiente iônico, ou seja, mantendo o potencial de membrana e evitando que a mesma despolarize. Esta ação, como consequência, proporcio- nará uma menor sensação dolorosa; • Estimulando a liberação de B-endorfinas, direta ou indiretamente; • Evitando a redução do limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos. Um dos efeitos bioquímicos do laser diz respeito à redução na síntese de prostaglandinas. Com isso, decresce a potencialização da bradicinina e, por consequência, o limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos têm sua manutenção favorecida. Cicatrizante Dos efeitos terapêuticos que se destacam no uso do laser, o estímulo à cicatriza- ção mostra-se eficiente. Tal poder terapêutico se explica por: • Incremento na produção de ATP, que proporciona um aumento da velocidade mitótica das células; • Estímulo à microcirculação, que aumenta o aporte de elementos nutricio- nais associada ao aumento da velocidade mitótica, facilitando a multiplica- ção das células. Formas de Aplicação Por ser visível, o laser vermelho permite um maior número de formas de aplica- ção quando comparado ao laser infravermelho. São elas: • Aplicação por pontos: Consiste na irradiação de um determinado ponto so- bre o corpo do paciente. Normalmente são necessários vários pontos para que toda a área a ser tratada seja irradiada. Normalmente, cada ponto se distância 1 cm do outro; • Aplicação por zona ou zonal: Consiste na aplicação, de uma só vez, de uma área maior do que um ponto. Para isso, utilizam-se recursos como fibra óptica e lentes divergentes; • Aplicação por varredura: Consiste na aplicação onde se movimenta, como se fosse um pincel, a caneta aplicadora, fazendo com que o ponto iluminado “varra” toda uma região. 27 UNIDADE Diatermia e Fototerapia Figura 7 Fonte: Getty Images Contraindicações Absolutas • Irradiação sobre massas neoplásicas ou pacientes portadores de neoplasias; • Irradiações diretas sobre a retina; • Hemorragias; • Útero grávido. Cuidados e Precauções • Irradiação sobre glândulas hipo ou hiperfuncionantes; • Paciente fazendo uso de drogas fotossensibilizantes; • Nas aplicações em mamas, deve-se certificar que não há nódulos; • Paciente e terapeuta devem estar protegidos com óculos de proteção específi- cos para cada tipo de laser; • Antes de iniciar um tratamento com raio laser, o paciente deve ser normalmen- te apresentado a esse recurso; • Não molhar a área a ser irradiada antes de fazer o tratamento. 28 29 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Agentes físicos na reabilitação: da pesquisa à prática CAMERON, M. Agentes físicos na reabilitação: da pesquisa à prática. 3. ed. RJ: Elsevier, 2009. Fisioterapia – Guia prático para a clínica TORRES, D. F. M. Fisioterapia. Guia prático para a clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. Influência do resfriamento e do aquecimento local na flexibilidade dos músculos isquiotibiais BRASILEIRO, J. S.; FARIA, A. F.; QUEIROZ, L. L. Influência do resfriamento e do aquecimento local na flexibilidade dos músculos isquiotibiais. Rev. bras. fisioter [on-line]. 2007, v. 11, n. 1, p. 57-61; Crioterapia no Tratamento das Lesões Esportivas KNIGHT, K. L. Crioterapia no Tratamento das Lesões Esportivas. São Paulo: Manole, 2000. Práticas da Reabilitação Músculoesquelética MAGEE J.; ZACHAREZEWKI, J. E.; QUILLEN, W. S. Práticas da Reabilitação Músculoesquelética. São Paulo: Manole, 2013. Modalidades Terapêuticas para Fisioterapeutas PRENTICE, William E. Modalidades Terapêuticas para Fisioterapeutas. 4.ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. Leitura Adaptação do músculo esquelético ao exercício físico: considerações moleculares e energéticas ABREU, P.; LEAL-CARDOSO, J. H.; CECCATTO, V. M. Adaptação do músculo esquelético ao exercício físico: considerações moleculares e energéticas. Rev Bras Med Esporte. 2017; 23(1): 60-66. https://bit.ly/33K71va Low-level laser (light) therapy (LLLT) on muscle tissue: performance, fatigue and repair benefited by the power of light FERRARESI, C.; HAMBLIN, M. R.; PARIZOTTO, N. A. Low-level laser (light) therapy (LLLT) on muscle tissue: performance, fatigue and repair benefited by the power of light. Photonics & lasers in medicine. 2012; 1: 267-286. https://bit.ly/2JcssvE Time response of increases in ATP and muscle resistance to fatigue after low-level laser (light) therapy (LLLT) in mice FERRARESI, C.; SOUSA, M. V. de; HUANG, Y. Y. et al. Time response of increases in ATP and muscle resistance to fatigue after low-level laser (light) therapy (LLLT) in mice. Lasers in medical science. 2015; 30: 1259-1267. https://bit.ly/2Jerv5U 29 UNIDADE Diatermia e Fototerapia Multiple roles of cytochrome c oxidase in mammalian cells under action of red and IR-A radiation KARU, T. I. Multiple roles of cytochrome c oxidase in mammalian cellsunder action of red and IR-A radiation. IUBMB Life. 2010, 62(8): 607–610. https://bit.ly/2QG3Y1U Photobiomodulation therapy for the improvement of muscular performance and reduction of muscular fatigue associated with exercise in healthy people: a systematic review and meta-analysis VANIN, A. A.; VERHAGEN, E.; BARBOZA, S. D.; COSTA, L. O. P.; LEAL JUNIOR, E. C. P. Photobiomodulation therapy for the improvement of muscular performance and reduction of muscular fatigue associated with exercise in healthy people: a systematic review and meta-analysis. Lasers Med Sci. 2018 Jan; 33(1):181-214. https://bit.ly/3dt7LcT Low intensity laser therapy accelerates muscle regeneration in aged rats. Photonics & lasers in medicine VATANSEVER, F.; RODRIGUES, N. C.; ASSIS, L. L. et al. Low intensity laser therapy accelerates muscle regeneration in aged rats. 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Modalidades Terapêuticas para Fisioterapeutas. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 31