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Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico
Autoria: Kelly Lopes de Araújo Appel
Tema 01
Humanização da assistência
Tema 02
Distúrbios respiratórios
Índice
Índice
Tema 01: Humanização da assistência 7
Tema 02: Distúrbios respiratórios 25
seç
ões
Tema 01
Humanização da assistência
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem no 
Paciente Crítico e Semicrítico: Humanização da 
assistência. Caderno de Atividades. Valinhos: 
Anhanguera Educacional, 2014.
SeçõesSeções
Tema 01
Humanização da assistência
7
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 O interesse pelo cuidado mais humanizado com pacientes críticos e semicríticos.
•	 O cuidado no contexto humano na Unidade de Terapia Intensiva.
•	 A ética no tratamento intensivo.
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico 
8
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como podemos adquirir o interesse pelo cuidado mais humanizado com pacientes 
críticos e semicríticos?
•	 Como podemos ter a concepção do cuidado na Unidade de Terapia Intensiva?
•	 Como podemos entender a ética no tratamento intensivo?
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Humanização da Assistência
A humanização na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde são atendidos pacientes 
críticos e semicríticos, significa o cuidado do paciente como um todo, englobando o contexto 
social e familiar. Deve ser incorporada à esta prática a esperança, os valores, os aspectos 
culturais e as preocupações de cada envolvido no processo do cuidar. 
Em 1854, a Inglaterra, a França e a Turquia declararam guerra à Rússia, 
a chamada Guerra da Crimeia. Visto que muitos soldados feridos estavam 
morrendo no Hospital Barrack, na Turquia, Florence foi convocada pelo governo 
inglês para liderar um grupo de voluntárias que atenderia os soldados feridos. 
Ao deparar-se com as condições precárias de atendimento e higiene, Florence 
institui um dos princípios básicos da moderna terapia intensiva, separando 
os pacientes mais graves e colocando-os em uma situação que favorecia o 
cuidado por meio da observação constante (SILVA et al, 2012, p. 3).
Segundo Jones et al (1979), as UTIs foram desenvolvidas com a finalidade de oferecer 
atenção contínua e suporte avançado aos pacientes críticos, com risco de morte, utilizando 
alta tecnologia no auxílio ou substituição da função de órgãos vitais.
No tratamento de pacientes graves ou de cuidados críticos, na falência pulmonar, conforme Silva et 
al (2012), os ventiladores substituem os pulmões; os cardiotônicos os antiarrítmicos, os fármacos 
vasoativos mantém o funcionamento cardiocirculatório e os dialisadores o trabalho renal. 
LEITURAOBRIGATÓRIA
9
LEITURAOBRIGATÓRIA
Porém, os aparelhos sofisticados e os avanços tecnológicos não são capazes de aliviar a 
dor dos pacientes, identificada como o maior estressor e a pior lembrança da UTI, segundo 
Stanik-Hutt (1998).
Os benefícios advindos do progresso das ciências são inegáveis para Silva et al (2012). 
Nos últimos cinquenta anos, sem a utilização da tecnologia na recuperação da saúde e 
manutenção da vida, provavelmente, a expectativa de vida não teria crescido tanto para 
os recém-nascidos em idade gestacional precoce, crianças com crises asmáticas e adultos 
com doenças renais. Sem essas formas de tratamento, não sobreviveriam. 
Para Silva et al (2012, p. 4) “se a assistência não for empregada levando-se em conta os 
valores humanos e éticos, ela perde seu sentido de existência”, e ainda descreve:
Um valor produzido pelo conhecimento deve derivar-se do valor pela vida. Se o 
uso da tecnologia e dos processos de trabalho é decorrente do conhecimento 
humano, mas obscurece o próprio ser humano, pode-se concluir que o homem 
se perdeu em alguma etapa do processo ou deixou-se dominar pela máquina.
Na atualidade, segundo Pessini (2004), todo o sistema de saúde está passando por uma 
crise de identidade e valores, na qual o processo e a tecnociência parecem ser valorizados 
em detrimento do indivíduo. 
Ainda de acordo com Pessini (2004), com frequência, são observados ambientes 
tecnicamente perfeitos, mas sem ternura e alma humana. É ainda mais notória essa 
desumanização do cuidado nas UTIs, por conta da realização de procedimentos técnicos, do 
domínio operacional dos aparelhos e de o cuidador e o ser cuidado estarem mais afastados. 
A enfermagem descrita por Barnand (1997), como ciência do cuidar, é norteada por 
conceitos humanísticos, mas, nas últimas décadas, de modo crítico, tem adotado valores 
mecanicistas que modificaram profundamente sua prática. 
Segundo Barnand (1997), existem enfermeiros especializados e capacitados para o domínio 
de equipamentos, mas pouco afetivos, pois possuem dificuldades no atendimento às 
necessidades humanas básicas dos pacientes e problemas de relacionamento no trabalho 
em equipe.
Para Pessini (2004), enfermeiros descontentes com o cenário que coisifica e desvaloriza o 
ser humano e por enfocar o aspecto técnico do cuidado, tem levado a repensar a prática e 
resgatar os valores humanísticos que embasam sua profissão. 
10
No momento, conforme descreve Pessini (2004), as UTIs buscam resgatar movimentos 
de humanização, na tentativa de aliar a competência técnico-científica ao humanismo, que 
recomenda e indica a compaixão e o respeito à dignidade humana.
Humanizar a assistência nas UTIs é integrar, ao conhecimento técnico-científico, a 
responsabilidade, a sensibilidade, a ética e a solidariedade no cuidado ao paciente e seus 
familiares e na interação com a equipe.
A humanização pressupõe aliviar a dor e o sofrimento do outro; compaixão, 
ou seja, empatia traduzida em ação solidária concreta; respeito à dignidade e 
autonomia do outro; compreensão do significado da vida, em seus aspectos 
éticos, culturais, econômicos, sociais e educacionais; e valorização da dimensão 
humana do paciente em detrimento de sua patologia (SILVA et al; 2012, p. 5).
Segundo Brasil (2000, p. 5), o movimento de humanização não é restrito às UTIs, mas a 
todo o sistema de saúde brasileiro:
(...) Na avaliação do público, a forma de atendimento, a capacidade 
demonstrada pelos profissionais de saúde para compreender suas demandas 
e suas expectativas são fatores que chegam a ser mais valorizados que a 
falta de médicos, a falta de espaço nos hospitais e a falta de medicamentos. 
(...) As tecnologias e os dispositivos organizacionais não funcionam sozinhos 
– sua eficácia é fortemente influenciada pela qualidade do fator humano e do 
relacionamento que se estabelece entre profissionais e usuários no processo 
de atendimento.
Para atender a essas necessidades, em maio de 2000, o governo federal regulamentou o 
Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), com a finalidade 
de criar uma cultura de humanização.
Esse programa tem a iniciativa de resgatar o atendimento humanizado descrito em Brasil 
(2000), trabalhando com o incentivo ao bom relacionamento entre profissionais de saúde 
e pacientes. Nele é destacada claramente pelo programa a importância da associação 
entre os aspectos tecnológicos da assistência e as habilidades de relacionamento dos 
profissionais de saúde para a melhora da qualidade assistencial, sendo assim considerado, 
um dos fatores estratégicos a comunicação adequada para um atendimento mais humano 
e solidário.
As propostas do PNHAH abrangeram alguns hospitais da rede pública, capacitando os 
trabalhadores e estimulando o trabalho em equipe multiprofissional ea gestão de indivíduos 
como cuidadores (BRASIL, 2004). 
LEITURAOBRIGATÓRIA
11
LEITURAOBRIGATÓRIA
Com o objetivo de estabelecer um caráter transversal à cultura de humanização, em 2004, 
o Ministério da Saúde estabeleceu a Política Nacional de Humanização (PNH), para atingir 
todos os níveis de atenção à saúde, conhecida como Humaniza SUS.
Para Fortes (2004), além de estabelecer estratégias e diretrizes para a implementação 
da cultura de humanização nas instituições, por nível de atenção, a PNH complementa 
e aprimora o programa anterior, agregando a necessidade de melhora dos aspectos 
organizacionais do atendimento à população.
Vale destacar que a humanização das UTIs é um dever moral, ético e legal dos profissionais 
de saúde.
Diversas leis federais e estaduais, além da PNH, garantem o direito a um atendimento à 
saúde mais digno (FORTES; 2004).
Conforme Brasil (1988), a Constituição Brasileira ao afirmar a dignidade da pessoa humana 
como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, oferece o amparo legal à 
humanização em seu art. 1º, inc. 3º.
Em relação aos enfermeiros, conforme Silva et al (2012), o Código de Ética dos Profissionais 
de Enfermagem, em seu art. 3º, quanto aos princípios fundamentais da profissão, norteia a 
prática profissional à dignidade, aos direitos do ser humano e ao respeito à vida, em todas 
as suas dimensões.
Paris et al (2007), ressalta que a ética médica aplica princípios morais e escolhas feitas 
em um contexto médico, com princípios básicos de bioética características de autonomia, 
beneficência, não maleficência, justiça e a verdade. Preceitos estes que a equipe de 
enfermagem preza para garantir a humanização no cuidado ao paciente crítico.
Para entendermos um pouco mais sobre a humanização em UTIs, Silva et al (2012, p. 9) 
traz o seguinte estudo:
Um estudo da Faculdade de Medicina da Bahia identificou e estratificou os 
estressores para pacientes internados em UTI, por meio de três perspectivas: 
a do paciente, a dos familiares e a dos profissionais de saúde. Para tal 
objetivo, os autores utilizaram a Escala de Estressores em UTI (Intensive Care 
Unit Environmental Stressor Scale – ICUSS), que é composta de 40 itens 
escalonados de 1 (não estressante) a 4 (muito estressante). Os principais 
estressores para os pacientes foram: ver a família e os amigos por apenas 
alguns minutos do dia, ficar com tubos no nariz e/ou boca e não ter controle de 
si mesmo, enquanto para os familiares, foram: não conseguir dormir, ter dor e 
ser dependente dos tubos. Por fim, os profissionais que estavam em contato 
com esses pacientes relataram como estressores: ter dor e escutar o barulho 
e os alarmes dos equipamentos.
12
Segundo Sanvito (2000), a experiência de estar internado em uma UTI e de passar pelo 
estado de coma é um processo complexo, que pode deixar marcas profundas nos indivíduos 
que vivenciam essa situação Muitas dessas marcas não estão somente ligadas ao coma em 
si, mas, durante esse processo, às experiências de ter sido “descuidado” levando muitos 
doentes a precisar se recuperar não apenas da doença, mas também do fato de terem se 
tornado “pacientes”.
Por causa desse fato, o mesmo autor cita que apesar dos avanços teóricos acerca do 
cuidado, quase exclusivamente, a prática ainda está baseada em ações profissionais 
despersonalizadas, em que o ser se torna a doença, o objeto passivo da investigação e do 
tratamento.
“O cuidado da enfermagem, com certeza, é um dos itens mais difíceis de ser implementado” 
(VILA & ROSSI, 2002, p. 138).
Em decorrência da rotina diária e complexa que envolve o ambiente da UTI, os membros 
da equipe de enfermagem esquecem-se de tocar e conversar com o ser humano que está 
à sua frente (VILA & ROSSI, 2002).
Ao realizar uma atividade técnica, sem estar presente de corpo, mente e espírito, o profissional 
não está realmente cuidando, mas, sim, realizando um procedimento (WALDOW, 2001).
O ambiente da UTI, ou seja, o espaço relacional do paciente com a sua família e com a 
equipe multiprofissional pode e deve ser agradável para todos os segmentos envolvidos. 
Para isso, é necessário que haja mudança de paradigmas e um melhor planejamento de 
construções e reformas nas UTIs.
O uso adequado de cores (nas paredes e nos tetos), espaços com dimensões confortáveis e 
adequadas ao manuseio e à mobilização dos pacientes e mobiliário funcional são aspectos 
dessa mudança.
Para que o processo de humanização seja completo na UTI, os profissionais devem sentir 
que fazem parte do processo humanizado, para garantir a qualidade do atendimento.
LEITURAOBRIGATÓRIA
13
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites
Acesse o site do Ministério da Saúde: Rede HumanizaSUS. Você terá a possibilidade de 
contemplar vídeos, legislações, informativos, publicações, eventos e muito mais. Disponível 
em: <http://www.redehumanizasus.net/4-a-rede-humaniza-sus>. Acesso em: 2 jan. 2014.
Artigos
Leia o artigo “O grupo de trabalho de humanização e a humanização da assistência hospitalar: 
percepção de usuários, profissionais e gestores” de Adir Valdemar Garcia, Cleonte Elena 
Argenta, Kristiane Rico Sanchez e Márcia Lange de São Thiago. Physis - Revista Saúde 
Coletiva, 2010. Este artigo ampliará seus conhecimentos sobre o aspecto humanizar na 
assistência hospitalar na percepção de usuários, profissionais e gestores. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/physis/v20n3/v20n3a07.pdf>. Acesso em 2 jan. 2014. 
Leia o artigo “Humanização das práticas do profissional de saúde – contribuições para 
reflexão” de Bárbara Niegia Garcia de Goulart e Brasília Maria. Revista Ciências e saúde 
coletiva, 2010. Este artigo ampliará seus conhecimentos sobre o aspecto humanizar nas 
práticas de profissionais de saúde. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v15n1/
a31v15n1.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia o capítulo “Humanização em terapia intensiva” de Maria Júlia Paes da Silva, Mônica Martins 
Trovo Araújo e Ana Cláudia G. PuGGina Cap. 12, p. 1-43. Esse capítulo discorre aspectos 
éticos e morais no cuidar humanizado em uma Unidade de Terapia Intensiva, sintetizando 
mais o seu aprendizado. Disponível em: <http://www.claudiapuggina.com/producao/Cap%20
Humanizacao%20em%20Terapia%20Intensiva.pdf> Acesso em: 2 jan. 2014.
14
Vídeos
Assista ao vídeo: Humanização no atendimento hospitalar. O vídeo esclarece a humanização 
compartilhada entre o cuidador e o ser cuidado. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=2ZZHulWVQmE>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Vídeo Rede Humaniza SUS Camaçari. O vídeo esclarece como o 
Programa Rede Humaniza SUS aborda os aspectos da humanização hospitalar. Disponível 
em: <http://www.youtube.com/watch?v=CtrBgUWYBpY>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Humaniza SUS. O vídeo estimula o Programa Rede Humaniza SUS que 
aborda os aspectos da humanização hospitalar. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=SoDir40syWY>. Acesso em: 2 jan. 2014.
AGORAÉASUAVEZ
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
LINKSIMPORTANTES
15
Questão 1:
O Ministério da Saúde no Brasil, em 
2000, iniciou o resgate do atendimento 
humanizado em toda rede de saúde, 
inclusive hospitalar. Como eles trabalham 
esses aspectos?
Questão 2:
Em 1854, Inglaterra, França e Turquia 
declararam guerra à Rússia, a chamada 
Guerra da Crimeia. Visto que muitos soldados 
feridos estavam morrendo no Hospital 
Barrack,na Turquia, uma enfermeira foi 
convocada pelo governo inglês para liderar 
um grupo de voluntárias que atenderia 
os soldados feridos. Ao deparar-se com 
as condições precárias de atendimento e 
higiene, essa enfermeira institui um dos 
princípios básicos da moderna terapia 
intensiva, separando os pacientes mais 
graves e colocando-os em uma situação que 
favorecia o cuidado por meio da observação 
constante. Qual era o nome da Enfermeira 
precursora nos cuidados intensivos?
a) Jean Watson.
b) Florence Nightingale.
c) Madeleine Leininger.
d) Hildegard Peplau.
e) Virgínia Henderson.
Questão 3:
Nas UTIs, o tratamento aos pacientes gra-
ves ou de cuidados críticos, na falência 
pulmonar, _______________ substituem 
os pulmões; os ______________ os antiar-
rítmicos, os ________________________ 
mantém o funcionamento cardiocirculatório 
e os dialisadores o trabalho renal. 
Assinale a alternativa CORRETA para 
completar a frase descrita por Silva et al 
(2012).
a) Os ventiladores, cardiotônicos e fárma-
cos vasoativos.
b) O oxigênio, cardiotônicos e fármacos 
vasoativos.
c) Os ventiladores, corticoides e fárma-
cos dialíticos.
d) O oxigênio, corticoides e fármacos dia-
líticos.
e) Os ventiladores, cardiotônicos e fár-
macos dialíticos.
Questão 4:
O governo federal propôs um programa que 
abrange alguns hospitais da rede pública, 
capacitando os trabalhadores e estimulan-
do o trabalho em equipe multiprofissional 
e a gestão de indivíduos como cuidadores. 
Qual é esse programa? Assinale a alterna-
tiva CORRETA.
AGORAÉASUAVEZ
16
a) Política Nacional de Humanização.
b) Política Internacional de Humanização.
c) Programa político de humanização.
d) Humaniza SUS.
e) Programa Nacional de Humanização 
da Assistência Hospitalar.
Questão 5:
Com o objetivo de estabelecer um caráter 
transversal à cultura de humanização, o 
Ministério da Saúde estabeleceu a Política 
Nacional de Humanização (PNH), para 
atingir todos os níveis de atenção à saúde, 
conhecida como Humaniza SUS. Assinale a 
alternativa CORRETA que corresponda ao 
ano de início desse programa.
a) 2002.
b) 2012.
c) 2004.
d) 2001.
e) 2006.
Questão 6:
A Constituição Brasileira oferece o amparo 
legal à humanização. Qual é esse artigo e 
o que ela afirma? Descreva.
Questão 7:
Segundo Sanvito (2000), a experiência de 
estar internado em uma UTI e de passar pelo 
estado de coma é um processo complexo, 
que pode deixar marcas profundas nos 
indivíduos que vivenciam essa situação. 
Quais são essas marcas? Descreva-as.
Questão 8:
Em decorrência da rotina diária e complexa 
que envolve o ambiente da UTI, o que 
acontece com os membros da equipe de 
enfermagem?
Questão 9:
O que a autora Regina Waldow (2001), 
afirma sobre o cuidado tecnicista?
Questão 10:
A enfermagem como ciência do cuidar, 
é norteada por conceitos humanísticos, 
mas, nas últimas décadas, de modo crítico, 
tem adotado valores mecanicistas, que 
modificaram profundamente sua prática. 
Temos enfermeiros especializados e 
capacitados. O que está acontecendo 
atualmente no cuidado de enfermagem?
AGORAÉASUAVEZ
17
Nesse tema, você aprendeu sobre como profissionais da área da saúde estão 
envolvidos em atividades que podem ser humanizadoras. No desenvolvimento do conteúdo, 
encontramos que o ser humano esteve sujeito aos processos de evolução e exigência de 
uma sociedade e que no decorrer nos anos, o cuidado com os enfermos foram ficando 
estigmatizados pelas evoluções tecnológicas. O cuidado deve ser prestado com muito 
amor, abnegação, compaixão, competência, confiança, consciência e comprometimento.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
FINALIZANDO
IRWIN, R. S. RIPPE, J. M. Manual de Terapia Intensiva. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara 
Koogan, 2007.
SILVA, M. J. P, ARAÚJO, M. M. T, PUGGINA, A. C. G. Humanização em terapia intensiva. 
Cap. 12, p. 1-43. Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&s
ource=web&cd=3&ved=0CEIQFjAC&url=http%3A%2F%2Fwww.claudiapuggina.com%2F
producao%2FCap%2520Humanizacao%2520em%2520Terapia%2520Intensiva.pdf&ei=-
OJ6UsoeyayQB-TegAg&usg=AFQjCNEo_usDNkvFpxOfkCjjFKvCnS2E8A&sig2=YK7SXa
_4r9UFYYMV8_auaQ> Acesso em: 2 jan. 2014. 
JONES, J. et al. What the patients say: a study of reactions to an intensive care unit. Int Care 
Med 1979; 5:89-92.
REFERÊNCIAS
18
STANIK-HUTT, J.A. Pain management in the critically ill. Crit Care Nurs, 1998; 18(5):85-8.
Pessini L. Humanização da dor e do sofrimento humanos na área da saúde. In: Pessini L, 
Bertachini L. Humanização e cuidados paliativos. São Paulo: Loyola, 2004. p. 11-30.
BARNAND, A. A critical review of belief that technology is a neutral object and nurses are its 
master. J Adv Nurs. 1997; 26(1):126-31.
Brasil. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2000.
Brasil. Política Nacional de Humanização. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
FORTES, P.A.C. Ética, direito dos usuários e políticas de humanização da atenção à saúde. 
Saúde e Sociedade, 2004;13(3):30-5.
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília; 1988. Disponível em: <http://
www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&ved=0CEcQFjAD&u
rl=http%3A%2F%2Fportal.saude.gov.br%2Fportal%2Farquivos%2Fpdf%2Fconstituicao_
saude_idoso.pdf&ei=OHl7UuT0HoyskAfqt4CYCA&usg=AFQjCNEW4v2f5W8tKone8PdsT
d5s3Z8Fmg&sig2=_3meUx5owwqWTNOUFGDKsA&bvm=bv.56146854,d.eW0> Acesso 
em: 2 jan. 2014.
Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen n. 311/2007 – Código de Ética dos 
Profissionais de Enfermagem.
PARIS, J. J. WEBSTER, G. REARDON, F. E. Problemas éticos e legais no tratamento 
intensivo. In: IRWIN. R. S. RIPPE, J. M. Manual de terapia intensiva. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2007. P. 913-917.
SANVITO, W. L. Propedêutica neurológica básica. São Paulo: Atheneu, 2000.
VILA, V. S. C, ROSSI, L. A. O significado cultural do cuidado humanizado em unidade de 
terapia intensiva: “muito falado e pouco vivido”. Rev Lat Am Enferm, 2002;10(2):137-44.
WALDOW, V. R. O cuidado humano: reflexões sobre o processo de enfermagem versus 
processo de cuidar. Rev Enferm UERJ. 2001; 9(3):284-93.
REFERÊNCIAS
19
GLOSSÁRIO
Contexto: Conjunto de circunstâncias que acompanham um acontecimento; julgar um fato 
em seu contexto histórico.
Cardiotônico: Que estimula o coração a bater.
Dialisadores: Que dialisa, que promove a diálise (líquido dialisador). Aparelho próprio 
para dialisar: A hemodiálise usa um dialisador, filtro especial para limpar o sangue.
Aparelho próprio para dialisar: A hemodiálise usa um dialisador, filtro especial para limpar 
o sangue.
Pressupõe: adivinha; conjectura; imagina; julga; pressente; supõe.
GABARITO
Questão 1
Resposta: Com a iniciativa de resgatar o atendimento humanizado, descrito em Brasil (2000), 
o Ministério da saúde trabalha com o incentivo ao bom relacionamento entre profissionais 
de saúde e pacientes, onde o programa destaca claramente a importância da associação 
entre os aspectos tecnológicos da assistência e as habilidades de relacionamento dos 
profissionais de saúde para a melhora da qualidade assistencial, sendo assim considerado 
um dos fatores estratégicos a comunicação adequada para um atendimento mais humano 
e solidário.
20
Questão 2
Resposta: Alternativa B. Justificativa: Florence Nightingale uma enfermeira britânica que 
ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Crimeia. 
Ficou conhecida na história pelo apelido de “A dama da lamparina”, pelo fato de servir-se 
deste instrumento para auxiliar na iluminação ao auxiliar os feridos durante a noite. Tevecontribuição na Enfermagem, sendo pioneira na utilização do Modelo biomédico, baseando-
se na medicina praticada pelos médicos.
Questão 3
Resposta: Alternativa A. Justificativa: Em tratamento aos pacientes graves ou de cuidados 
críticos, na falência pulmonar, conforme Silva et al (2012), os ventiladores substituem os 
pulmões; os cardiotônicos os antiarrítmicos, os fármacos vasoativos mantém o funcionamento 
cardiocirculatório e os dialisadores o trabalho renal. Terapias utilizadas em UTIs. 
Questão 4
Resposta: Alternativa E. Justificativa: Para atender a essas necessidades, em maio de 2000, 
o Governo Federal regulamentou o Programa Nacional de Humanização da Assistência 
Hospitalar (PNHAH), com a finalidade de criar uma cultura de humanização (BRASIL; 2000).
Questão 5
Resposta: Alternativa C. Justificativa: Com o objetivo de estabelecer um caráter transversal 
à cultura de humanização, segundo Brasil (2004), o Ministério da Saúde estabeleceu a 
Política Nacional de Humanização (PNH), para atingir todos os níveis de atenção à saúde, 
conhecida como Humaniza SUS.
Questão 6
Resposta: A Constituição Brasileira oferece o amparo legal à humanização em seu art. 1º, 
inc. 3º, ao afirmar a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do Estado 
Democrático de Direito. (BRASIL; 1988).
Questão 7
Resposta: Para Sanvito (2000), muitas dessas marcas não estão somente ligadas ao coma 
em si, mas, durante esse processo, às experiências de ter sido “descuidado” levando muitos 
doentes a precisar se recuperar não apenas da doença, mas também do fato de terem se 
tornado “pacientes”.
GABARITO
21
GABARITO
Questão 8
Resposta: Em decorrência da rotina diária e complexa que envolve o ambiente da UTI, os 
membros da equipe de enfermagem esquecem de tocar e conversar com o ser humano que 
está à sua frente (VILA & ROSSI, 2002).
Questão 9
Resposta: Ao realizar uma atividade técnica, sem estar presente de corpo, mente e 
espírito, o profissional não está realmente cuidando, mas, sim, realizando um procedimento 
(WALDOW; 2001). 
Questão 10
Resposta: A enfermagem descrita por Barnand (1997), como ciência do cuidar, é norteada 
por conceitos humanísticos, mas, nas últimas décadas, de modo crítico, tem adotado 
valores mecanicistas, que modificaram profundamente sua prática. Temos enfermeiros 
especializados e capacitados para o domínio de equipamentos, mas pouco afetivos, com 
dificuldades no atendimento às necessidades humanas básicas dos pacientes e problemas 
de relacionamento no trabalho em equipe.
seç
ões
Tema 02
Distúrbios respiratórios
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem 
no Paciente Crítico e Semicrítico: Distúrbios 
respiratórios. Caderno de Atividades. Valinhos: 
Anhanguera Educacional, 2014.
SeçõesSeções
Tema 02
Distúrbios respiratórios
25
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 A abordagem terapêutica da insuficiência respiratória.
•	 A visão no contexto humano na Unidade de Terapia Intensiva.
•	 Alguns procedimentos do sistema respiratório.
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico 
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no paciente 
crítico e semicrítico 
26
CONTEÚDOSEHABILIDADES
LEITURAOBRIGATÓRIA
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como podemos realizar a abordagem terapêutica da insuficiência respiratória?
•	 Como é possível ver a concepção do cuidado na Unidade de terapia intensiva?
•	 Como entender alguns procedimentos do sistema respiratório no tratamento intensivo?
Distúrbios respiratórios
Independente da patologia que leve o paciente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 
ele estará sujeito à insuficiência no sistema respiratório. É alto o índice de pacientes com 
insuficiência respiratória, nas UTIs, como causa primária da internação, ou secundária, já 
internados devido a outras afecções.
A insuficiência respiratória (ou distúrbios respiratórios) é definida por uma tensão de dióxido 
de carbono arterial (PCO2) maior de 50 mm Hg ou tensão de oxigênio arterial (PO2), menor 
que 50 a 60 mm Hg (IRWIN & WILSON; 2007), ou seja, ela acontece quando um paciente 
não é capaz de manter as tensões de seus gases sanguíneos dentro dos limites normais. 
Em UTI o tipo de insuficiência respiratória encontrada tem evolução relativamente rápida, 
ao contrário da deterioração gradual das doenças respiratórias crônicas. Resulta da 
incapacidade progressiva do sistema respiratório em remover o dióxido de carbono do 
sangue venoso e de adicionar oxigênio a ele, por um período que varia desde alguns 
segundos até alguns dias. 
Segundo Irwin e Wilson (2007), na fisiopatologia da hipoxemia, existem cinco mecanismos 
para diminuir o nível de oxigênio: Pio2 baixa, hipoventilação, desequilíbrio da razão 
ventilação-perfusão, derivação da direita para esquerda e comprometimento da difusão. 
27
LEITURAOBRIGATÓRIA
Já na hipercapnia, aparecem três mecanismos que podem provocar elevação da PCO2: 
respirar gás contendo CO2, hipoventilação e razão V/Q extremamente diminuída. 
Para os mesmos autores, nos transtornos respiratórios acidobásicos, o equilíbrio é avaliado 
clinicamente, por meio da concentração arterial do hidrogênio iônico (H+). 
Carmo et al (2010, online) descreve algumas definições sobre o equilíbrio acidobásico 
quando ocorre alguma alteração nas trocas gasosas da respiração. 
Acidemia é definida como uma diminuição do pH sanguíneo (ou aumento da 
concentração [H+] no sangue) e alcalemia é definida como uma elevação do 
pH sanguíneo (ou redução da concentração do [H+]). Acidose é o processo que 
tende a diminuir o pH e alcalose é o processo que tende a aumentar o pH.
As alterações do pH extracelular ocorrem quando existe disfunção renal 
ou respiratória ou quando a quantidade de base ou ácido ultrapassa a sua 
capacidade de excreção. 
Mudanças na concentração do [H+] e pH podem ser induzidas por alterações 
do PCO2 ou do HCO3
-. Anormalidades primárias no PCO2 são chamadas 
de acidose respiratória (PCO2 alto) e de alcalose respiratória (PCO2 baixo). 
Anormalidades primárias na concentração de HCO3
- são chamadas de acidose 
metabólica (HCO3
- baixo) e de alcalose metabólica (HCO3
- alto).
Na presença de algum destes distúrbios, sempre ocorrerá uma resposta 
compensatória renal ou respiratória, no intuito de minimizar as alterações na 
concentração do [H+]. A resposta compensatória sempre acompanha a direção 
do distúrbio primário. Por exemplo, na acidose respiratória (PCO2 alto) ocorre 
aumento da excreção renal de H+ com aumento do [HCO3
-] plasmático.
Distúrbios simples correspondem à alteração inicial e à sua resposta 
compensatória esperada. Distúrbios mistos correspondem à existência de dois 
distúrbios diferentes associados, identificado quando o grau de compensação 
não é adequado ou quando a resposta é maior que a esperada. 
Nos exames complementares, segundo Carmo et al (2010), a gasometria é o exame mais 
importante para o diagnóstico do distúrbio ácido-básico (valores de referência na Quadro 
2.1). São exames úteis para o diagnóstico etiológico, diante de um distúrbio ácido-básico: 
função renal, fósforo e albumina, lactato arterial, glicemia, cetoácidos (urina e/ou sangue), 
sódio, potássio e cloro, em algumas circunstâncias: perfil toxicológico, radiografia de tórax 
e ECG.
28
Quadro 2.1: Valores normais da gasometria arterial
Parâmetro Valores de referência
pH 7,35 a 7,45
pO2 (mmHg) 80 a 100
pCO2 (mmHg)35 a 45
Bicarbonato (mEq/L) 22 a 26
Excesso de base – BE (mEq/L) 0 ± 2,5
Saturação de O2 > 92%
Fonte: Carmo et. al (2010, online)
A acidose respiratória descrita por Carmos et al (2010), pode ter várias causas (Quadro 
2.2): falência do organismo em transportar o CO2 até os pulmões (choque cardiogênico, 
parada cardiorrespiratória); defeitos pulmonares restritivos (fibrose pulmonar, cifoescoliose 
severa); defeitos pulmonares obstrutivos (obstrução de vias aéreas altas, asma, DPOC); 
doenças neuromusculares (miastenia grave, síndrome de Guillain-Barré, esclerose 
lateral amiotrófica); ou diminuição do drive respiratório (overdose de drogas sedativas – 
benzodiazepínicos, barbitúricos, opioides). 
Esses sintomas, segundo Carmo et al (2010), variam de acordo com o tempo de instalação 
(aguda x crônica).
Nos casos agudos, os pacientes podem apresentar alterações neurológicas (cefaleia, 
visão borrada, delírio, sonolência-narcose, inclusive papiledema); arritmias e vasodilatação 
periférica (Carmo et. al; 2010). Nos casos crônicos, os sintomas são bem menos frequentes, 
geralmente estão associados a quadros de cor pulmonale e edema periférico. 
Carmo et al (2010) ainda diz que o diagnóstico é feito pela presença de um pH baixo 
associado a hipercapnia. A resposta compensatória é diferente para o distúrbio agudo em 
relação ao distúrbio crônico. Por este motivo, a história completa e acurada é extremamente 
importante para compreensão do caso, definição etiológica, e manejo terapêutico.
O tratamento deverá ser sempre direcionado para a causa específica (suporte ventilatório, 
uso de antídotos específicos) (CARMO et al, 2010, online). 
LEITURAOBRIGATÓRIA
29
LEITURAOBRIGATÓRIA
Quadro 2.2: Causas de acidose respiratória aguda e crônica
Inibição do centro 
respiratório
Aguda: drogas: opioides, anestésicos e sedativos; oxigênio 
em pacientes com hipercapnia crônica; parada cardíaca; 
apneia obstrutiva do sono.
Crônica: obesidade mórbida (síndrome de Pickwick); lesões 
do SNC (raro); alcalose metabólica.
Alterações na 
musculatura 
respiratória e parede 
torácica
Aguda: crise miastênica, paralisia periódica, 
aminoglicosídios, síndrome de Guillain-Barré, hipocalemia ou 
hipofosfatemia graves.
Crônica: fraqueza muscular: poliomielite, esclerose lateral 
amiotrófica, mixedema; cifoescoliose; obesidade mórbida.
Obstrução de vias 
aéreas superiores
Aguda: aspiração de corpo estranho ou vômitos; apneia 
obstrutiva do sono; laringoespasmo.
Distúrbios das trocas 
gasosas nos capilares 
pulmonares
Aguda: exarcebação de alguma doença pulmonar de base; 
SARA; edema agudo pulmonar cardiogênico; asma grave, 
pneumonia; pneumotórax e hemotórax.
Crônica: doença pulmonar obstrutiva: enfisema, bronquite; 
obesidade mórbida.
Ventilação mecânica
Ocorre quando a taxa de ventilação alveolar efetiva está 
reduzida. Exemplo: ventilação fixa, com produção de CO2 
aumentada – uso de bicarbonato de sódio em acidose lática 
durante ressuscitação cardiopulmonar.
Fonte: Carmo et al (2010, online)
A acidose metabólica, citado por Barbosa et. al (2006), resultado do acúmulo de ácidos não 
voláteis ou perda de bicarbonato sérico, é caracterizada por redução do pH sanguíneo.
A alcalose metabólica surge devido a um excesso de bicarbonato na corrente sanguínea, 
segundo Meldau (2013), que ocorre quando o corpo pede ácido excessivamente. Em casos 
de vômitos repetidos, por exemplo, há uma grande perda de ácido do estômago. Raramente 
a alcalose pode ser desenvolvida devido à grande ingestão de alimentos alcalinos, como o 
bicarbonato de sódio. A perda excessiva de sódio ou de potássio pode afetar a capacidade 
renal no controle de equilíbrio acidobásico sanguíneo. 
30
Alguns procedimentos são realizados na UTI como inserção de tubo torácico, broncoscopia, 
toracocentese. Esses procedimentos devem sempre seguir as normas assépticas e 
antissépticas para a prevenção de infecções nosocomiais.
Para Angaramo (2007), a colocação de um tubo torácico (toracostomia com tubo), consiste 
na introdução de um tubo estéril no espaço pleural para eliminar o ar ou o líquido para um 
sistema de coleta fechado, para restaurar a pressão intratorácica negativa, promover a 
expansão do pulmão e evitar o desenvolvimento de níveis letais de pressão no tórax. Suas 
indicações são para pneumotórax (acúmulo de ar no espaço pleural), hemotórax (acúmulo 
de sangue no espaço pleural), empiema (infecções piogênicas do espaço pleural), derrame 
pleural (derrame exsudativo).
Para esse procedimento, temos sempre que observar os seguintes cuidados:
1. Ser verificado diariamente o tubo torácico e o sistema de drenagem.
2. Regular a aspiração rotineira (15 a 20 cm H2O).
3. Observar a conexão do tubo torácico com o sistema de drenagem.
4. Realizar a troca de curativos diariamente ou quando necessário.
5. Observar as radiografias para avaliar o resultado da drenagem.
6. Nunca reintroduzir o tubo, somente tracionados.
As UTIs associadas ao avanço da tecnologia médica têm aumentado de forma substancial 
ampliando perspectivas terapêuticas em diversas situações clínicas com a possibilidade 
de prolongamento da vida, principalmente às relacionadas ao sistema respiratório. Por 
isso a importância das equipes multidisciplinares terem conhecimento das patologias e 
procedimentos realizados em UTIs e suas tecnologias.
LEITURAOBRIGATÓRIA
31
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites
Leia a cartilha da ANVISA Trato respiratório: Critérios Nacionais de Infecções relacionadas 
à Assistência à Saúde que vem trabalhando no desenvolvimento de guias contendo os 
critérios epidemiológicos brasileiros das infecções mais frequentes em serviços de saúde. 
Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/criterios_infeccao_trato_
respiratorio.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia a cartilha Módulo 4 - prevenção de infecções em unidade de terapia intensiva. Esta 
cartilha traz a caracterização do ambiente da Unidade de Terapia Intensiva (gravidade dos 
pacientes, diversidade de recursos diagnósticos, o caráter multidisciplinar do atendimento 
ao paciente), a importância da prevenção e controle de infecção hospitalar na UTI, a 
descrição dos principais agentes envolvidos nas infecções relacionadas à assistência à 
saúde, os principais sítios de infecção envolvidos e os procedimentos de risco para infecção. 
Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/iras/M%F3dulo%20
4%20-%20Preven%E7%E3o%20de%20Infec%E7%F5es%20em%20Unidade%20de%20
Terapia%20Intensiva.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia o artigo Planos terapêuticos de enfermagem para o paciente com pneumonia de 
Christiane Pereira Ornelas e Ricardo Alexandre da Silva Cobucci. Revista Enfermagem 
integrada, Ipatinga: Unileste-MG, V.3, N.1, Jul/ ago, 2010. Este artigo ampliará seus 
conhecimentos sobre os cuidados de enfermagem com paciente diagnosticado com 
pneumonia. Disponível em: <http://www.unilestemg.br/enfermagemintegrada/artigo/v3/03-
planos-terapeuticos-enfermagem-paciente.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
32
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
AGORAÉASUAVEZ
Vídeos
Assista ao vídeo: Sistema respiratório. O vídeo relembra o funcionamento do sistema 
respiratório. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=sQU4LVJr7TI>. Acesso 
em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Doenças respiratórias. O vídeo esclarece as principais patologiasdo trato respiratório e dicas para evitá-las. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=1P1IYq2C3ao>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. O vídeo explica a patologia 
DPOC e seu tratamento. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=DkIrkoITlw0>. 
Acesso em: 2 jan. 2014. 
Questão 1:
Independente da patologia que leve o 
paciente à Unidade de Terapia Intensiva 
(UTI), ele estará sujeito à insuficiência no 
sistema respiratório. Essa afirmação está 
correta? Justifique.
Questão 2:
A diminuição do pH sanguíneo ou aumento 
da concentração [H+] no sangue é definição 
da:
a) Acidemia.
33
b) Alcalemia.
c) Miastenia.
d) Esclerosemia.
e) Alcalose.
Questão 3:
I. As alterações do pH extracelular 
ocorrem quando existe disfunção renal ou 
respiratória ou quando a quantidade de 
base ou ácido ultrapassa a sua capacidade 
de excreção. 
II. Mudanças na concentração do [H+] e 
pH podem ser induzidas por alterações do 
PCO2 ou do HCO3-. 
III. Anormalidades primárias no PCO2 são 
chamadas de acidose respiratória (PCO2 
alto) e de alcalose respiratória (PCO2 
baixo). 
IV. Anormalidades primárias na 
concentração de HCO3- são chamadas 
de acidose metabólica (HCO3- baixo) e de 
alcalose metabólica (HCO3- alto).
Assinale a alternativa CORRETA.
a) As afirmativas I e II estão incorretas.
b) A afirmativa I é a única correta.
c) As afirmativas III e IV estão incorretas.
d) A afirmativa II é a única incorreta.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
Questão 4:
Nos exames complementares, a gasome-
tria é o exame mais importante para o diag-
nóstico do distúrbio acidobásico. Assinale 
a alternativa CORRETA que corresponda 
ao valor de normalidade do pH.
a) 7,10 a 7,45.
b) 7,15 a 7,25.
c) 7,35 a 7,45.
d) 7,30 a 7,40.
e) 7,25 a 7,15.
Questão 5:
A acidose metabólica é caracterizada por 
redução do ______________ como resul-
tado do acúmulo de ácidos não voláteis 
ou perda de bicarbonato sérico. Assinale a 
alternativa CORRETA que completa a afir-
mação.
a) Ácido volátil.
b) Bicarbonato sérico.
c) pH sérico.
d) pH gástrico.
e) pH sanguíneo.
AGORAÉASUAVEZ
34
AGORAÉASUAVEZ
Questão 6:
Os distúrbios respiratórios ou a insuficiência 
respiratória é definido por uma tensão de 
dióxido de carbono arterial (PCO2) maior 
de 50 mm Hg ou tensão de oxigênio arterial 
(PO2), menor que 50 a 60 mm Hg. Explique 
com suas palavras essa afirmação.
Questão 7:
Segundo Irwin e Wilson (2007), na 
fisiopatologia da hipoxemia, existem cinco 
mecanismos para diminuir o nível de 
oxigênio. Quais são eles?
Questão 8:
A acidose respiratória pode ter várias 
causas como falência do organismo em 
transportar o CO2 até os pulmões (choque 
cardiogênico, parada cardiorrespiratória). 
Descreva quais outras causas podemos 
encontrar.
Questão 9:
A colocação de um tubo torácico 
(toracostomia com tubo) consiste na 
introdução de um tubo estéril no espaço 
pleural para eliminar o ar ou o líquido 
para um sistema de coleta fechado, para 
restaurar a pressão intratorácica negativa, 
promover a expansão do pulmão e evitar o 
desenvolvimento de níveis letais de pressão 
no tórax. Descreva suas indicações. 
Questão 10:
Alguns procedimentos são realizados 
na UTI como inserção de tubo torácico, 
broncoscopia, toracocentese. Esses 
procedimentos devem sempre seguir as 
normas assépticas e antissépticas para 
a prevenção de infecções nosocomiais. 
Cite pelo menos quatro cuidados de 
enfermagem para boa manutenção de um 
tubo torácico.
 
35
Nesse tema, você aprendeu sobre como profissionais da área da saúde estão 
envolvidos em atividades realizadas em Unidade de Terapia Intensiva observando alguns 
aspectos específicos do cuidado com o trato respiratório. No desenvolvimento do conteúdo, 
foram definidos e esclarecidos algumas patologias e procedimentos realizados em UTIs e 
seus cuidados.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
FINALIZANDO
REFERÊNCIAS
IRWIN, R. S. RIPPE, J. M. Manual de Terapia Intensiva. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara 
Koogan, 2007.
MELDAU, D. C. Alcalose metabólica. Disponível em: <http://www.infoescola.com/doencas/
alcalose-metabolica/>. Acesso em: 2 jan. 2014.
BARBOSA, M. B. G. ALVES, C. A. D. QUEIROZ, H. Avaliação da acidose metabólica 
em pacientes graves: método de Stewart-Fencl-Figge versus a abordagem tradicional de 
Henderson-Hasselbalch. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Vol. 18, n. 4, out-dez, 2006. 
Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=6&
ved=0CGIQFjAF&url=http%3A%2F%2Fwww.scielo.br%2Fpdf%2Frbti%2Fv18n4%2F10.pd
f&ei=oNh7UuW4CvfMsQSy1oC4Cw&usg=AFQjCNEuczQLKCxICoK8ycu8T4lW6VWxyw&
sig2=SjtR_GwHE9A6xxr0CF-8Bw>. Acesso em: 2 jan. 2014.
36
GLOSSÁRIO
Hipoxemia: Diminuição da concentração de oxigênio no sangue.
Difusão: Movimento livre de partículas contidas em uma solução, distribuindo-se 
uniformemente nela. A difusão acontece a favor de um gradiente de concentração, ou seja, 
de uma região muito concentrada de alguma molécula para uma pouco concentrada e esse 
transporte não envolve gasto de energia – trocas gasosas.
Gasometria: refere-se a um tipo de exame de sangue colhido de uma artéria e que possui 
por objetivo a avaliação de gases (oxigênio e gás carbônico) distribuídos no sangue, do pH 
e do equilíbrio acidobásico.
DPOC: Doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui 
a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com essa doença apresentam tanto 
as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar.
CARMO, L. P. F. MARQUES, I. D. B. TITAN, S. Distúrbios do equilíbrio acidobásico. 
Disponível em: <http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/3332/disturbios_do_
equilibrio_acido_basico.htm>. Acesso em: 2 jan. 2014.
IRWIN, R. S. WILSON, M. M. Uma abordagem terapêutica fisiológica da insuficiência 
respiratória. In: IRWIN, R. S. RIPPE, J. M. Manual de Terapia Intensiva. Rio de Janeiro, RJ: 
Guanabara Koogan, 2007.
REFERÊNCIAS
37
Questão 1
Resposta: Está associado pelo alto índice de pacientes com insuficiência respiratória, 
nas UTIs, como causa primária da internação, ou secundária já internados devido a outras 
afecções.
Questão 2
Resposta: Alternativa A. Justificativa: Acidemia é definida como uma diminuição do pH 
sanguíneo (ou aumento da concentração [H+] no sangue). 
Questão 3
Resposta: Alternativa E. Justificativa: As alterações do pH extracelular ocorrem quando 
existe disfunção renal ou respiratória ou quando a quantidade de base ou ácido ultrapassa a 
sua capacidade de excreção. Mudanças na concentração do [H+] e pH podem ser induzidas 
por alterações do PCO2 ou do HCO3-. Anormalidades primárias no PCO2 são chamadas de 
acidose respiratória (PCO2 alto) e de alcalose respiratória (PCO2 baixo). Anormalidades 
primárias na concentração de HCO3- são chamadas de acidose metabólica (HCO3- baixo) e 
de alcalose metabólica (HCO3- alto). 
Questão 4
Resposta: Alternativa C. Justificativa: Nos exames complementares segundo Carmo et al 
(2010), a gasometria é o exame mais importante para o diagnóstico do distúrbio acidobásico. 
Questão 5
Resposta: Alternativa E. Justificativa: A acidose metabólica é caracterizada por redução do 
pH sanguíneo como resultado do acúmulo de ácidos não voláteis ou perda de bicarbonato 
sérico (BARBOSA et al, 2006). 
GABARITO
38
Questão 6
Resposta: A insuficiência respiratória ou distúrbios respiratórios é definido por uma tensão 
de dióxido de carbono arterial (PCO2) maior de 50 mm Hg ou tensão de oxigênio arterial 
(PO2), menor que 50 a 60 mm Hg (Irwin& Wilson; 2007), ou seja, existe quando um paciente 
não é capaz de manter as tensões de seus gases sanguíneos dentro dos limites normais. 
Questão 7
Resposta: Segundo Irwin e Wilson (2007), na fisiopatologia da hipoxemia, existem cinco 
mecanismos para diminuir o nível de oxigênio: Pio2 baixa, hipoventilação, desequilíbrio 
da razão ventilação-perfusão, derivação da direita para esquerda e comprometimento da 
difusão.
Questão 8
Resposta: A acidose respiratória descrita por Carmo et al (2010), pode ter várias causas: 
falência do organismo em transportar o CO2 até os pulmões (choque cardiogênico, parada 
cardiorrespiratória); defeitos pulmonares restritivos (fibrose pulmonar, cifoescoliose severa); 
defeitos pulmonares obstrutivos (obstrução de vias aéreas altas, asma, DPOC); doenças 
neuromusculares (miastenia grave, síndrome de Guillain-Barré, esclerose lateral amiotrófica); 
ou diminuição do drive respiratório (overdose de drogas sedativas – benzodiazepínicos, 
barbitúricos, opioides).
Questão 9
Resposta: Suas indicações são para pneumotórax (acúmulo de ar no espaço pleural), 
hemotórax (acúmulo de sangue no espaço pleural), empiema (infecções piogênicas do 
espaço pleural), derrame pleural (derrame exsudativo).
Questão 10
Resposta: Para esse procedimento, temos sempre que observar os seguintes cuidados:
1. Ser verificado diariamente o tubo torácico e o sistema de drenagem.
2. Regular a aspiração rotineira (15 a 20 cm H2O).
3. Observar a conexão do tubo torácico com o sistema de drenagem.
4. Realizar a troca de curativos diariamente ou quando necessário.
5. Observar as radiografias para avaliar o resultado da drenagem.
6. Nunca reintroduzir o tubo, somente tracionados.
GABARITO
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico
Autoria: Kelly Lopes de Araújo Appel
Tema 03
Ventilação mecânica, equilíbrio 
acidobásico e gases arteriais
Tema 04
Síndrome do choque
Índice
Índice
Tema 03: Ventilação mecânica, equilíbrio acidobásico e gases arteriais 7
Tema 04: Síndrome do choque 31
seç
ões
Tema 03
Ventilação mecânica, equilíbrio acidobásico 
e gases arteriais
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem 
no Paciente Crítico e Semicrítico: Ventilação 
mecânica, equilíbrio acidobásico e gases arteriais. 
Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera 
Educacional, 2014.
SeçõesSeções
Tema 03
Ventilação mecânica, equilíbrio acidobásico 
e gases arteriais
7
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 Fisiologia do sistema respiratório na ventilação mecânica.
•	 O equilíbrio acidobásico e gases arteriais.
•	 Entendimento das modalidades ventilatórias, das técnicas de assistência ventilatória 
e da assistência de enfermagem aos pacientes em ventilação mecânica.
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico 
8
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como podemos compreender o sistema respiratório na ventilação mecânica?
•	 Como podemos entender o equilíbrio acidobásico e gases arteriais?
•	 Como podemos entender algumas modalidades ventilatórias, técnicas de assistência 
ventilatória e a assistência de enfermagem aos pacientes em ventilação mecânica?
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Ventilação mecânica, equilíbrio acidobásico e gases 
arteriais
As principais vias aéreas e estruturas do sistema respiratório (Figura 3.1) são cavidade 
nasal, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares no interior 
dos pulmões.
As estruturas do sistema respiratório superior incluem o nariz, a faringe e as estruturas 
associadas; o sistema respiratório inferior inclui a laringe, a traqueia, a árvore bronquial, os 
alvéolos pulmonares e os pulmões.
LEITURAOBRIGATÓRIA
9
LEITURAOBRIGATÓRIALEITURAOBRIGATÓRIA
Figura 3.1 - Anatomia básica do sistema respiratório 
Fonte: GRAAFF, 2009, p. 604
Com conhecimento básico da anatomia e fisiologia do sistema respiratório na ventilação 
normal para Zuñiga (2004), se compreende melhor a ventilação mecânica (VM), já que este 
suporte tem como objetivo a substituição total ou parcial da ventilação pulmonar.
Segundo Couto et al (1992), a constante renovação do ar alveolar é o processo da ventilação 
que permite a hematose, ou troca de gases nos alvéolos, pelo processo do ar atmosférico 
entrar em contato com o sangue circulante.
Os alvéolos (Figura 3.2) são verdadeiros sacos de ar envoltos por capilares sanguíneos, 
o que possibilita a grande superfície de contato, necessárias para que ocorram as trocas 
gasosas por difusão.
Os alvéolos teriam tendência natural ao colabamento, segundo Zuñiga (2004), se não fosse 
à presença de substâncias surfactantes que recobrem a superfície interna dos alvéolos e a 
pressão negativa pleural. 
10
Para que o ar não chegue frio e seco, sob o risco de desidratação das hemácias, segundo 
Couto et al (1992), o ar deve ser condicionado, ou umidificado a 100%, filtrado e aquecido 
a 37ºC.
Com exceção dos bronquíolos respiratórios e alvéolos, as vias respiratórias superiores 
e inferiores para Zuñiga (2004), constituem o espaço morto anatômico (trocas gasosas) 
finalizando com um volume de 150 ml no adulto.
Figura 3.2 – Divisão respiratória do sistema respiratório. Extremidades dos tubos respiratórios 
nos alvéolos pulmonares, cada um deles envolvido por uma extensa rede capilar pulmonar. 
Fonte: GRAAFF, 2009, p. 613
Para Zuñiga (2004), os pacientes que são submetidos à VM, são intubados por via naso ou 
orotraqueal, por meio de tubo flexível dotado de balonete e cuff. Com diâmetro compatível 
com a traqueia (8,0 a 8,5mm para mulheres e 8,5 a 9,0mm para homens). O cuff deve 
ser insuflado para que durante as inspirações não tenha vazamento, formando, assim, um 
sistema fechado.
LEITURAOBRIGATÓRIA
11
Periodicamente pode ser necessária a aspiração de secreções que se acumulam no tubo 
orotraqueal (TOT), segundo Zuñiga (2004), o muco secretado pelas vias aéreas inferiores, 
deixa de ser conduzido à epiglote para ser expelido, podendo obstruir o TOT.
Para aumentar ou diminuir o volume da cavidade torácica conforme Guyton e Esbérard 
(1989), os pulmões podem se expandir e contrair pelo movimento do diafragma e pela 
elevação das costelas.
Para West (1986), a ventilação ocorre com inspiração ativa, para com atuação das 
musculaturas cervicoescapular, intercostal e diafragmática, que promove o aumento 
do volume da caixa torácica, possibilitando a entrada do ar pela diminuição da pressão 
intratorácica a níveis subatmosféricos. Com o relaxamento da musculatura inspiratória, a 
expiração ocorre passivamente.
As forças elásticas pulmonares, segundo West (1986), estando em equilíbrio ao final da 
expiração, possibilitam o retorno da caixa torácica à sua posição original.
O diafragma é o principal músculo da inspiração. Os músculos abdominais que atuam 
apenas quando há esforço respiratório são os principais da expiração.
A respiração, ou ventilação pulmonar, requer que o tórax seja flexível a fim de 
funcionar como um fole durante o ciclo de ventilação. A respiração consiste 
em duas fases, inspiração e expiração. Inspiração (inalando) e expiração 
(exalando) são realizadas aumentando e diminuindo alternadamente o volume 
da cavidade torácica. A inspiração se realiza quando a pressão do ar no 
interior dos pulmões é mais baixa que a pressão atmosférica. A expiração se 
realiza quando a pressão do ar no interior dos pulmões é maior que a pressão 
atmosférica (GRAAFF;2003, p. 618).
Segundo Zuñiga (2004), Vesalius, em 1555, e Hooke, em 1667, demonstraram que a 
vida poderia ser preservada com o auxílio da substituição da função respiratória com a 
insuflação dos pulmões com um balão de ar. Em 1934, Freenckner, na Europa, desenvolveu 
o Spiropulsador (insuflação rítmica dos pulmões), comercializada em 1940. Nos Estados 
Unidos utilizavam o pulmão de aço. 
Com a epidemia de poliomielite, os pneumáticos foram desenvolvidos na década de 1950 
para uso clínico no tratamento da insuficiência respiratória. O primeiro ventilador de volume 
constante foi em 1950, construído por Engstrom com ventilação mandatória intermitente 
(IMV). Com esse aparelho, o paciente não pode interferir com o volume e a frequência 
preestabelecidas, porém, poderia inspirar espontaneamente o conteúdo do balão. O advento 
LEITURAOBRIGATÓRIA
12
dos ventiladores trouxe na Europa as unidades respiratórias com aparelhos de gasometria 
e ventiladores salvando vidas de pacientes graves sem chance de sobrevida. Na década de 
1980 o surgimento de aparelhos altamente seguros e confortáveis foi construído conforme 
relatos de Zuñiga (2004).
A ventilação mecânica, conforme Lorenzi et al (1998), tem o objetivo de restabelecer o 
balanço entre a oferta e demanda de oxigênio, diminuindo a carga do trabalho respiratório 
de pacientes em insuficiência ventilatória.
Os ventiladores são atualmente classificados conforme suas características com diferentes 
modalidades ventilatórias e controle de segurança, sendo utilizada classificação por 
gerações, segundo Azevedo (1994):
a) Primeira geração: aparelhos ciclados a pressão constante, sem monitoração direta e 
sem alarmes (BIRD MARK 7 e MARK 8).
b) Segunda geração: aparelhos ciclados a volume constante com possibilidade de 
monitoração direta, dotados de alarmes e oferecendo os modos CMV, SIMV, CPAP 
(Newport E100i, Drager Ventilator 2000).
c) Terceira geração: aparelhos microprocessados, com informações centralizadas para 
todas as funções operacionais, abrangendo terapia, vigilância e diagnóstico funcional 
(Newport Wave e Breeze, Inter 3 e 5, Takaoka Monterey, Bird 6400 e 8400, Drager Evita, 
Benett, 760, 8400i, Galileo.
Para Zuñiga (2004), o método de assistência ventilatória mais empregado é a ventilação 
mecânica invasiva por pressão positiva, sendo mais indicado na presença de insuficiência 
respiratória grave, sendo a decisão de iniciar a ventilação mecânica baseado em parâmetros 
clínicos e de avaliação funcional respiratória.
Para o controle químico da respiração, temos a manutenção das concentrações de oxigênio 
(O2), dióxido de carbono (CO2) e íons de hidrogênio (H
+) nos líquidos corporais.
Segundo Zuñiga (2004), o CO2 é um dos produtos finais do metabolismo afetando 
acentuadamente as reações químicas devido a concentração e líquidos corporais de todas 
as células e pH dos tecidos. Por isso que a pressão parcial de dióxido de carbono (PCO2) 
deve ser regulada com precisão. 
Sendo assim, o sistema respiratório é o único meio eficaz de que dispõe o organismo para 
controlar a PCO2 do sangue e dos tecidos (ZUÑIGA; 2004).
LEITURAOBRIGATÓRIA
13
O excesso de CO2 ou H+, segundo Zuñiga (2004), faz com que ocorram efeitos excitatórios 
sobre o centro respiratório, o que causa intensidade dos sinais respiratórios e expiratórios 
para os músculos da respitaração. Esse processo também remove íons de hidrogênio do 
sangue
De acordo com West (1989), para que ocorra o processo de difusão o O2 é captado e o CO2 
é eliminado por difusão simples por meio de uma membrana chamada alveolocapilar, que 
facilita o processo quando dispõe de uma área de exposição e o dificulta quando encontra-
se espessa.
O transporte de O2 no sangue ocorre de duas maneiras: dissolvido ou 
combinado com a hemoglobina. Mais de 98% do O2 é transportado ligado à 
hemoglobina, o que demonstra a grande afinidade do grupo heme pelo gás. 
A curva de dissociação de hemoglobina é sigmoide, e, com uma PaO2 de 
100mmHg, a saturação da hemoglobina acima deste nível elevaria pouco 
a quantidade de O2 no sangue. O CO2 e transportado em sua maior parte 
na forma de bicarbonato no plasma e nas hemácias. Uma pequena parte é 
transportada como compostos carbamino no plasma, carbaminohemoglobina 
nas hemácias e uma parte mínima como CO2 dissolvido (ZUÑIGA, 2004, p. 7).
A fisiopatologia da hipóxia para Zuñiga (2004) inicia com a diminuição de O2 tecidual, 
como acontece com pacientes portadores da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) 
e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), onde temos os tipos de hipóxia 
por transporte anormal (baixa hemoglobina), hipóxia circulatória (insuficiência cardíaca – 
diminuição do fluxo sanguíneo tecidual generalizado ou local), hipóxia celular (prejudicada 
por alguma substância tóxica – cianeto), hipóxia de demanda (o consumo pelos tecidos 
excede o fornecimento normal aos tecidos. Exemplo: exercício máximo, tireotoxicose). 
Podemos concluir que a correção de uma situação de hipóxia não depende de maior oferta 
de O2 aos pulmões e sim da estabilização das funções vitais como débito cardíaco e pressão 
arterial. 
Para que possamos entender o equilíbrio acidobásico e gases arteriais, temos que entender 
que o pH do meio interno do ser humano é mantido normalmente entre estreitos, para Zuñiga 
(2004). Qualquer desvio neste equilíbrio poderá acarretar danos. Em conjunto, temos o 
sistema respiratório, rins e o complexo do sistema tampão sanguíneo que atua para manter 
o organismo com o pH equilibrado, em várias situações.
Observaremos que a ventilação mecânica no equilíbrio acidobásico é de extrema importância.
LEITURAOBRIGATÓRIA
14
Zuñiga (2004, p. 13) descreve os parâmetros da gasometria arterial:
O pH normal do sangue arterial é 7,40, variando de 7,35 a 7,45. Chamamos 
alcalose a elevação do pH acima de 7,45 e acidose a redução do pH abaixo de 
7,35 (Quadro 3.1).
A pressão parcial de CO2 (PaCO2) normal varia de 35 a 45mmHg. Uma 
PaCO2 baixa indica hiperventilação e uma elevada indica hipoventilação. A 
pressão parcial de O2 (PaO2) normal varia de 80 a 100mmHg. Abaixo desses 
níveis teremos a hipoxemia. Devemos lembrar que a PaO2 diminui com o 
envelhecimento, podendo ser considerados normais valores obtidos com a 
subtração de 1mmHg para cada ao após os 60 anos, a partir de 80mmHg. Esta 
orientação não se aplica para pessoas com mais de 90 anos.
A variação normal de bicarbonato (HCO3) no sangue arterial é de 20 a 28mEq/L. 
O excesso de base (BE) corresponde à quantidade, em mEq/L, de ácido ou 
base necessária para titular uma amostra de sangue, até o pH de 7,40. Seus 
valores normais variam de -2 a +3. Abaixo de -2 teremos acidose metabólica e, 
acima de +3, alcalose metabólica. 
Quadro 3.1 – Valores normais de equilíbrio acidobásico
PARÂMETROS
(VALORES NORMAIS)
pH (7,35 a 7,45)
PaCO2 (35 a 45mmHg)
HCO3
- (20 a 28mq/L)
BE (-2 a + 3mEq/L)
Fonte: Zuñiga (2004, p. 15)
Quando encontramos a elevação dos níveis no sangue arterial, segundo Zuñiga (2004), 
significa hipoventilação alveolar. Isso leva a acidose, pois o mecanismo tampão renal 
não age imediatamente. É detectada a acidose respiratória da insuficiência respiratória 
aguda. Para que possamos ter reversão da situação ou tratamento, imediatamente são 
desobstruídas as vias aéreas e instalada a ventilação mecânica (Quadro 3.2).
LEITURAOBRIGATÓRIA
15
Quadro 3.2 – Causas e correções dos distúrbios acidobásicos.
CAUSAS E CORREÇÕES DOS DISTÚRBIOS ACIDOBÁSICOS
Distúrbio Causa Correção
Acidose 
respiratória Aumento da PaCO2 por hipoventilação
Desobstrução de vias 
aéreas, ventilação mecânica
Alcalose 
respiratória
Diminuição da PaCO2 por 
hiperventilação
Ajuste do ventilador, 
diminuindo o volume minuto, 
sedação
Acidose 
metabólica
Aumento de prótons livres, Ex.: acidoseláctica, cetoacidose diabética, com 
consequente diminuição do HCO3-
Tratamento da causa 
básica, administração de 
bicarbonato, hiperventilação
Alcalose 
metabólica
Aumento do HCO3-, ex.: vômitos, 
administração de HCO3- em excesso
Tratamento da causa básica, 
hipoventilação
Fonte: Zuñiga (2004, p. 15)
Exemplificando: Baseado nos exercícios de Zuñiga (2004).
1) Um paciente intoxicado por barbitúricos, com respiração superficial, apresenta a 
seguinte gasometria arterial:
pH = 7,19
PaCO2 – 80mmHg
PaO2 = 48mmHg
HCO3 = 30,5mEq/L
BE = 0,5 mEq/L
A interpretação desta gasometria demonstra:
pH abaixo de 7,35 – acidose
PaCO2 acima de 45mmHg = hipoventilação levando à acidose respiratória
LEITURAOBRIGATÓRIA
16
PaO2 abaixo de 50mmHg = hipoxemia grave
HCO3 – acima de 28mEq/L = alcalose metabólica
BE normal = ausência de alcalose metabólica efetiva
Portanto, teremos os diagnósticos de acidose respiratória parcialmente compensada por 
alcalose metabólica e hipoxemia grave por hipoventilação. Teríamos acidose respiratória 
compensada por alcalose metabólica se o pH estivesse normal.
Com o advento da tecnologia, os equipamentos estão cada vez mais sofisticados para 
monitorizar e controlar continuamente as condições clínicas dos pacientes.
Nos cuidados de enfermagem, a assistência ventilatória, para Dreyer e Zuñiga (2000), será 
sempre um desafio pela complexidade dos equipamentos, exigindo conhecimento teórico 
prático para cuidar com habilidade e segurança do paciente.
Para Dreyer e Zuñiga (2000) as principais responsabilidades do enfermeiro são:
1. Manter vigilância contínua e sistemática, evitando ou detectando complicações.
2. Elaborar e executar um plano de cuidados.
3. Estabelecer uma relação de confiança com o paciente e sua família.
Essas características favorecem uma assistência integral e humanizada.
Cuidados de enfermagem ao paciente em ventilação mecânica
AÇÃO JUSTIFICATIVA
1.Esclarecer o paciente sobre os 
procedimentos a serem realizados 
e orientá-lo no tempo e no espaço, 
mesmo quando sedado.
Amenizar a ansiedade e proporcionar apoio 
emocional.
2.Ajudar o paciente a comunicar-se 
usando um meio alternativo.
3.Manter a cabeceira elevada em 30º, se 
não houver contra indicação.
Evitar refluxo gástrico e aspiração pulmonar. 
Melhorar a expansão torácica.
4.Manter a vigilância constante, atentando 
para os alarmes do ventilador mecânico.
Alertar para possíveis alterações clínicas 
e intercorrências com o paciente o com o 
aparelho.
LEITURAOBRIGATÓRIA
17
5.Manter o painel da unidade do 
paciente, ressuscitador manual (AMBU) 
conectado à rede de O2 e aspirador de 
secreções.
Ventilar o paciente em caso de falha do 
ventilador mecânico. Manter a permeabilidade 
da via aérea.
6.Verificar frequentemente o funcion-
amento do ventilador mecânico, dos 
acessórios, os parâmetros ajustados e 
anotar quaisquer alterações realizadas.
Garantir ventilação e umidificação adequa-
das. Manter os registros dos parâmetros uti-
lizados.
7.Desprezar a água da condensação do 
circuito e dos copos de drenagem.
O excesso de água obstrui o circuito, 
prejudica a monitorização dos parâmetros. 
Nunca drenar esta água condensada para 
dentro do umidificador.
8.Observar a amplitude e a simetria da 
caixa torácica e realizar a ausculta 
pulmonar.
Verificar se o paciente está ventilando 
bilateralmente e detectar desconforto 
respiratório.
9.Anotar a pressão nas vias aéreas, o 
volume expirado e outros parâmetros 
eventualmente fornecidos pelo venti-
lador mecânico.
Detectar e corrigir problemas, obter dados 
para ajustes do ventilador mecânico.
10.Colher sangue arterial para exame 
de gasometria, 20 minutos após o 
procedimento de intubação, após a 
alteração dos parâmetros do ventilador 
mecânico e a critério médico.
Permitir o controle da oxigenação e da 
ventilação. Adequar os parâmetros do 
ventilador mecânico às necessidades do 
paciente.
11.Monitorar a saturação de oxigênio 
(SPO2) com oxímetro de pulso. 
Permitir o controle de oxigenação.
12.Monitorizar o CO2 no final da expiração 
com capnógrafo (ETCO2).
Permitir o controle da ventilação alveolar.
13.Realizar monitorização contínua do 
traçado eletrocardiográfico; verificar 
sinais vitais; observar a coloração das 
mucosas e da pele.
Detectar arritmias cardíacas, comprometi-
mento hemodinâmico, febre e hipóxia.
LEITURAOBRIGATÓRIA
18
14.Verificar nível de consciência, orien-
tação no tempo e espaço, sinais neu-
rológicos: pupilas, reflexo de tosse, re-
sposta a estímulos verbais e dolorosos.
Detectar sinais de depressão da consciência 
em consequência de hipóxia ou hipercapnia.
15.Manter o paciente sedado a critério 
médico.
Proporcionar conforto ao paciente, aliviar 
a ansiedade, minimizar a resistência à 
ventilação mecânica e diminuir o trabalho 
respiratório.
16.Realizar sondagem nasogástrica ou 
nasoenteral, a critério médico.
Prevenir broncoaspiração. Garantir 
drenagem, controle de débito e aspecto 
da secreção gástrica e infusão de dieta e 
líquidos.
17.Realizar os cuidados com a via aérea 
artificial.
Evitar obstrução da via aérea artificial o 
deslocamento da cânula endotraqueal, 
isquemia traqueal, lesões da mucosa 
orofaríngea e da pele da face, perda de 
volume corrente.
18.Realizar mudança de decúbito e manter 
a pele limpa e hidratada.
Prevenir úlceras por pressão e lesões 
cutâneas, mobilizar as secreções pulmonares 
e evitar atelectasia.
19.Manter os olhos fechados, caso o 
paciente esteja comatoso ou com 
sedação profunda.
Prevenir lesões da córnea.
20.Incentivar a presença de familiares 
e amigos, através de comunicação 
verbal e gestos que expressem seus 
sentimentos.
Favorecer a inter-relação, visando amenizar 
principalmente a ansiedade do paciente e 
facilitar sua orientação no tempo e no espaço.
21.Aplicar as normas da Comissão de 
Controle de Infecção Hospitalar 
(CCIH) da instituição quanto à 
manipulação de equipamentos de 
ventilação mecânica e seus acessórios.
Prevenir contaminação do ambiente, 
colonização o infecção do paciente. Manter 
o ambiente higienizado e limpo.
Fonte: Zuñiga (2004, p. 15).
LEITURAOBRIGATÓRIA
19
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites
Leia o artigo: Assistência de enfermagem ao paciente submetido à ventilação invasiva. Trata-
se de um estudo bibliográfico, baseado em análise de publicações nacionais e internacionais 
a partir da década de 1990, cujo objetivo foi realizar uma atualização sobre as principais 
ações na assistência de enfermagem à pacientes submetidos à Ventilação Invasiva. 
Disponível em: <http://www.unisa.br/graduacao/biologicas/enfer/revista/arquivos/2007-14.
pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia o artigo: Ventilação mecânica: evidências para o cuidado de enfermagem. Este estudo 
objetivou avaliar o conhecimento dos enfermeiros sobre ventilação mecânica nas Unidades 
de Terapia Intensiva (UTIs) de um hospital de referência em Fortaleza. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S1414-81452012000400021&lng=en
&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia a portaria: Portaria nº 370, de 4 de julho de 2008. A Portaria Institui, no âmbito do 
Sistema Único de Saúde - SUS, o Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos 
Portadores de Doenças Neuromusculares. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
saudelegis/sas/2008/prt0370_04_07_2008.html>. Acesso em: 2 jan. 2014.
Vídeos
Assista ao vídeo: Ventilação mecânica invasiva – parte 1. O vídeo apresenta uma 
palestra sobre ventilação mecânica invasiva. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=ITHYtdi5IJI>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
20
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seuaprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
AGORAÉASUAVEZ
Questão 1:
Qual é o objetivo do suporte ventilatório?
Questão 2:
São verdadeiros sacos de ar envoltos por 
capilares sanguíneos, ao qual possibilita 
trocas gasosas por difusão. Essa definição 
é de:
a) Brônquios. 
b) Bronquíolos. 
c) Traqueia.
d) Alvéolos.
e) Pulmão.
Assista ao vídeo: Ventilação mecânica invasiva – parte 2. O vídeo continua a apresentação 
da palestra sobre ventilação mecânica invasiva. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=LbYVv75TqOA>. Acesso em 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Gasometria. O vídeo explica como é realizada uma coleta de gasometria 
nas técnicas assépticas que acontece nos Estados Unidos. Disponível em: <http://www.
youtube.com/watch?v=SUOrth3jsRM>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
LINKSIMPORTANTES
21
Questão 3:
I. Pacientes que são submetidos à VM, são 
intubados por via naso ou orotraqueal, por 
meio de tubo flexível dotado de balonete e 
cuff. 
II. Com diâmetro compatível com a traqueia 
(8,0 a 8,5mm para mulheres e 8,5 a 9,0mm 
para homens).
III. O balonete deve ser insuflado para que 
durante as inspirações não tenha vazamento, 
formando assim, um sistema fechado.
IV. Periodicamente pode ser necessária a 
aspiração de secreções que se acumulam 
no tubo orotraqueal (TOT). 
Assinale a alternativa CORRETA.
a) As afirmativas I e II estão incorretas.
b) A afirmativa I é a única correta.
c) As afirmativas III e IV estão incorretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.
e) A afirmativa III é a única incorreta.
Questão 4:
A ventilação ocorre com inspiração ati-
va, com atuação das musculaturas 
_________________, cervicoescapular e 
diafragmática, que promovem o aumento 
do volume da caixa torácica, diminuindo a 
pressão intratorácica a níveis subatmosfé-
ricos, possibilitando a entrada do ar.
a) Intercostal.
b) Pleural. 
c) Torácica.
d) Subcostal.
e) Hemicostal.
Questão 5:
Chamamos alcalose a elevação do pH 
acima de 7,45 e acidose a redução do pH 
abaixo de: 
a) 7,45.
b) 7,35.
c) 7,46.
d) 7,30.
e) 7,33.
Questão 6:
Para que o sistema respiratório tenha um 
bom funcionamento, ele deve ter estruturas 
específicas. Descreva quais são suas 
principais estruturas.
Questão 7:
Quando encontramos a elevação dos níveis 
no sangue arterial, significa hipoventilação 
alveolar. O que isso pode acarretar para o 
sistema respiratório? Descreva.
AGORAÉASUAVEZ
22
Questão 8:
A fisiopatologia da hipóxia inicia com a dimi-
nuição de O2 tecidual, como acontece com 
pacientes portadores de quais doenças. 
Cite pelo menos 2 patologias. 
Questão 9:
A hipóxia não depende de maior oferta de 
O2 aos pulmões e sim da estabilização 
das funções vitais como débito cardíaco 
e pressão arterial. Quais são os tipos de 
hipóxia?
Questão 10:
Um paciente em ventilação mecânica 
apresenta a seguinte gasometria ar-
terial: pH=7,60; PaCO2=22,6mmHg; 
PaO2=80,3mmHg; HCO3-=22,3mEq/L; BE= 
+2,8mEq/L. Interprete essa gasometria 
conforme seus estudos.
 
AGORAÉASUAVEZ
FINALIZANDO
Nesse tema, você teve um esclarecimento sobre a importância de uma ventilação 
mecânica adequada e o tratamento através da interpretação dos resultados de gasometria. 
No desenvolvimento do conteúdo, foram definidas e esclarecidas algumas patologias e 
cuidados de enfermagem ao paciente que está em suporte ventilatório.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
23
AZEVEDO, C. A. C. Ventilação mecânica invasiva e não invasiva. Rio de Janeiro: Revinter, 1994.
COUTO, C. M. F. CAMPO, J. B. CARVALHO, E. B. Suporte metabólico no paciente crítico. 
In: Carvalho, E. B. Manual de suporte nutricional. São Paulo: Medsi, p. 91-100, 1992.
DREYER, E. ZUÑIGA, Q. G. P. Ventilação mecânica. In: Cintra E. A, Nishide, V. m. Nune, 
v. m. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. São Paulo: Atheneu, 2000.
GRAAFF, K. M. V. Anatomia humana. São Paulo: Manole, 2003).
GUYTON A. C. ESBÉRARD C. A. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 4ª ed, 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989.
LORENZI, F. g. VEGA, J. J. BARBAS, C. S. V. HOELZ, C. Ventilação mecânica não invasiva. 
In: Knobel E. Condutas no paciente grave. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, v. 1. P. 393-402, 
1998.
TERZI, R. G. G. Equilíbrio acidobásico e transporte de O2. São Paulo: Manole, 1992.
WEST, J. B. Fisiologia respiratória moderna. 3ª ed. São Paulo: Manole, 1986.
ZUÑIGA, Q. G. P. Ventilação mecânica para enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2004.
REFERÊNCIAS
24
GLOSSÁRIO
Hematose: é o processo de trocas gasosas que ocorre nos capilares sanguíneos dos 
alvéolos pulmonares através da difusão dos gases oxigênio e dióxido de carbono.
Colabamento: Ação ou resultado de colabar, abalar, provocar ou sofrer aluimento (um órgão 
ou uma estrutura de um órgão). Os alvéolos apresentam certa tendência ao colabamento. 
Tal colabamento somente não ocorre normalmente devido à pressão mais negativa presente 
no espaço pleural, o que força os pulmões a se manterem expandidos. O grande fator 
responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um fenômeno chamado tensão 
superficial. A tensão superficial ocorre no interior dos alvéolos devido a grande quantidade 
de moléculas de água ali presente, revestindo toda a parede interna dos alvéolos. A tensão 
superficial no interior dos alvéolos seria bem maior do que já o é se não fosse a presença, 
nos líquidos que revestem os alvéolos, de uma substância chamada surfactante pulmonar. 
O surfactante pulmonar é formado basicamente de fosfolipídeos (dipalmitoil lecitina) nas 
células presentes no epitélio alveolar. A grande importância do surfactante pulmonar é sua 
capacidade de reduzir significativamente a tensão superficial dos líquidos que revestem o 
interior dos alvéolos.
Balonete: Instrumento médico que é usado para fazer a fixação correta do tubo endotraqueal, 
não permitindo que secreções da orofaringe sejam aspiradas.
Oxímetro de pulso: dispositivo médico que mede indiretamente a quantidade de oxigênio 
no sangue de um paciente.
Comissão de controle de infecção hospitalar: tem como objetivo manter os índices de 
infecção nos valores considerados aceitos pelo Ministério da Saúde, seguindo rigorosamente 
normas e portarias específicas da Vigilância Sanitária, promovendo ações de prevenção às 
infecções. Mantendo assim a qualidade dos serviços oferecidos à população e segurança 
de seus pacientes.
25
Ambú (Ressuscitador manual): Promover a ventilação artificial, enviando Ar Comprimido 
ou enriquecendo com Oxigênio,para o pulmão do paciente na ausência de respiração 
ocasionada por infarto,asfixia por substâncias tóxicas, afogamento e outros. 
Balão em silicone translúcido autoclavável, nas opções: Adulto: 1600 ml, Infantil: 500 ml e 
Neonato: 250 ml. Máscara facial adulto, adolescente, infantil e neonato em silicone. Válvula 
unidirecional (Bico de pato). Válvula para reservatório (não autoclavável).
GLOSSÁRIO
GABARITO
Questão 1
Resposta: Tem o objetivo de substituição total ou parcial da ventilação pulmonar.
Questão 2
Resposta: Alternativa D. Justificativa: Os alvéolos (Figura 2) são verdadeiros sacos de 
ar envoltos por capilares sanguíneos, o que possibilita a grande superfície de contato, 
necessárias para que ocorram as trocas gasosas por difusão. 
Questão 3
Resposta: Alternativa E. Justificativa: As alteraçõesdo pH extracelular ocorrem quando 
existe disfunção renal ou respiratória ou quando a quantidade de base ou ácido ultrapassa a 
sua capacidade de excreção. Mudanças na concentração do [H+] e pH podem ser induzidas 
por alterações do PCO2 ou do HCO3-. Anormalidades primárias no PCO2 são chamadas 
de acidose respiratória (PCO2 alto) e de alcalose respiratória (PCO2 baixo). Anormalidades 
primárias na concentração de HCO3- são chamadas de acidose metabólica (HCO3- baixo) e 
de alcalose metabólica (HCO3- alto). 
Questão 4
Resposta: Alternativa A. Justificativa: A ventilação ocorre com inspiração ativa, com atuação 
das musculaturas intercostal, cervicoescapular e diafragmática, que promovem o aumento 
do volume da caixa torácica, diminuindo a pressão intratorácica a níveis subatmosféricos, 
possibilitando a entrada do ar. 
26
GABARITO
Questão 5
Resposta: Alternativa B. Justificativa: O pH normal do sangue arterial é 7,40, variando de 
7,35 a 7,45. Chamamos alcalose a elevação do pH acima de 7,45 e acidose a redução do 
pH abaixo de 7,35. 
Questão 6
Resposta: As principais vias aéreas e estruturas do sistema respiratório são cavidade 
nasal, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares no interior 
dos pulmões (GRAAFF; 2003).
Questão 7
Resposta: Quando encontramos a elevação dos níveis no sangue arterial, segundo Zuñiga 
(2004), significa hipoventilação alveolar. Isso leva à acidose, pois o mecanismo tampão 
renal não age imediatamente. É detectada a acidose respiratória da insuficiência respiratória 
aguda.
Questão 8
Resposta: A fisiopatologia da hipóxia, para Zuñiga (2004), inicia com a diminuição de O2 
tecidual, como acontece com pacientes portadores da doença pulmonar obstrutiva crônica 
(DPOC) e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).
Questão 9
Resposta: Temos os tipos de hipóxia por transporte anormal (baixa hemoglobina), hipóxia 
circulatória (insuficiência cardíaca – diminuição do fluxo sanguíneo tecidual generalizado 
ou local), hipóxia celular (prejudicada por alguma substância tóxica – cianeto), hipóxia de 
demanda (o consumo pelos tecidos excede o fornecimento normal aos tecidos.
Questão 10
Resposta: 
A interpretação desta gasometria demonstra:
pH acima de 7,45 = alcalose
PaCO2 abaixo de 35mmHg = hiperventilação levando à alcalose respiratória
PaCO2 normal = não há hipoxemia
Seções
27
HCO3- entre 20 e 24mEq/L = tendência à acidose metabólica
BE normal = não há acidose metabólica efetiva
Portanto, teremos o diagnóstico de alcalose respiratória parcialmente compensada por 
acidose metabólica. Teríamos alcalose respiratória compensada por acidose metabólica se 
o pH estivesse normal.
GABARITO
seç
ões
Tema 04
Síndrome do choque
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem 
no Paciente Crítico e Semicrítico: Síndrome 
do choque. Caderno de Atividades. Valinhos: 
Anhanguera Educacional, 2014.
SeçõesSeções
Tema 04
Síndrome do choque
31
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 A descrição do choque e sua fisiopatologia subjacente.
•	 Os tipos de choque.
•	 Os cuidados de enfermagem na síndrome do choque.
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico 
32
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como podemos descrever o choque e sua fisiopatologia?
•	 Como podemos descrever os vários tipos da síndrome do choque?
•	 Como identificar os cuidados de enfermagem no choque?
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Síndrome do choque
Segundo Smeltzer et al (2009, p. 297) “o choque é uma condição com risco de vida 
incluindo diversas características como a perfusão tecidual inadequada (morte celular)”. 
Dwyer (2007) define o choque como uma síndrome multifatorial que leva a hipoperfusão 
tissular sistêmica e localizada, resultando em hipoxia celular e disfunções de múltiplos 
órgãos. Ainda cita que o choque tem as seguintes descrições:
1. A perfusão pode estar diminuída de forma sistêmica, com sinais 
óbvios, como a hipotensão.
2. A perfusão pode estar diminuída devido à má distribuição (choque 
séptico), onde a perfusão sistêmica pode parecer elevada.
3. Os sinais de má perfusão podem ser sutis e levar a lesão significativa 
de órgãos.
4. O prognóstico é determinado pelo grau do choque, pela duração 
do choque, pelo número de órgãos afetados, pela disfunção prévia de 
órgãos e, possivelmente por alguma predisposição genética.
LEITURAOBRIGATÓRIA
33
LEITURAOBRIGATÓRIA
Segundo Smeltzer et al (2009, p. 297), existem várias definições dos estados de choque, 
veja:
Quadro 4.1 – Definições dos Estados de Choque
DEFINIÇÕES DOS ESTADOS DE CHOQUE
Choque hipovolêmico Que ocorre quando existe uma diminuição no volume 
intravascular.
Choque cardiogênico
Que acontece quando o coração apresenta uma capacidade 
de bombeamento prejudicado, ele pode ser originário de um 
evento coronário ou não coronário.
Choque séptico Que é causado por uma infecção.
Choque neurogênico
Que é causado por alterações no tônus do músculo liso 
vascular, devido à lesão do sistema nervoso ou complicações 
associadas aos medicamentos, como a anestesia epidural.
Fonte: Smeltzer et al (2009, p. 297).
Na fisiopatologia do choque, as células, segundo Smeltzer et al (2009), carecem de um 
suprimento sanguíneo adequado e são privadas de nutrientes e oxigênio, produzindo 
energia por meio do metabolismo anaeróbico.
Para Dwyer (2007), a hipoxia celular leva à isquemia celular, pois as células isquêmicas são 
produzidas por alterações do monofosfato de adenosina e do cálcio na criação de radicais 
superóxido.
Conforme descrição da fisiopatologia por Smeltzer et al (2009), no choque o resultado da 
produção de baixa energia é proveniente a partir dos nutrientes no ambiente intracelular 
acidótico. Devido a essas alterações, a função celular normal é cessada. Portanto, a célula 
incha e a membrana celular torna-se mais permeável, permitindo que os líquidos e eletrólitos 
sejam filtrados para fora e para dentro da célula. Sendo assim, a bomba de sódio-potássio 
fica comprometida, as estruturas celulares como mitocôndrias são danificadas resultando 
na morte celular.
O choque progride ao longo de estágios por meio da forma que o paciente reage ao choque, 
uma maneira de perceber são as respostas fisiológicas e os subsequentes sinais e sintomas 
clínicos como descreve Smeltzer et al (2009, p. 300):
34
Estágio 1 – Compensatório
Estágio 2 – Progressivo
Estágio 3 – Irreversível
Podemos entender que quanto mais cedo o tratamento médico e as prescrições de 
enfermagem forem iniciados, maiores as chances de sobrevida do paciente.
No estágio compensatório (estágio 1), a pressão arterial (PA) permanece dentro 
dos limites normais. A vasoconstrição, a frequência cardíaca aumentada do 
coração contribui para manter o débito cardíaco adequado. O corpo desvia 
o sangue de órgãos como a pele, rins e trato gastrointestinal para o cérebro 
e coração, de modo a garantir o suprimento sanguíneo adequado par esses 
órgãos vitais (SMELTZER et al, 2009, p. 300).
LEITURAOBRIGATÓRIA
35
LEITURAOBRIGATÓRIA
Observem os mecanismos compensatórios no choque por Smeltzer et al (2009, p. 300):
36
Nas manifestações clínicas do choque compensatório o paciente fica com a PA normalizada, 
porém, mostra inúmeros sinais clínicos indicando a perfusão orgânica inadequada.
Quadro 4.2 – Manifestações clínicas nos estágios do choque
Manifestações clínicas nosestágios do choque
ACHADO
Estágio
Compensatório Progressivo Irreversível
Pressão arterial Normal Sistólica <80-90mmHg
Requer suporte 
mecânico ou 
farmacológico
Freqüência 
cardíaca >100 bpm >150bpm Errática ou assistolia
Estado respiratório >20 incursões/min Respirações rápidas e superficiais, estertores Requer intubação
Pele Fria, pegajosa Mosqueadas, petéquias Icterícia
Débito urinário Diminuído 0,5mL/Kg/h Anúrico, requer diálise
Estado mental Confusão Letargia Inconsciente
Equilíbrio 
acidobásico
Alcalose 
respiratória Acidose metabólica Acidose profunda
Fonte: Smeltzer et al (2009).
O tratamento médico é direcionado no sentido de identificar a causa do choque e corrigir 
o distúrbio subjacente de modo que o choque não progrida. A compensação, segundo 
Smeltzer et al (2009), não pode ser efetivamente mantida de maneira indefinida, medidas 
como a reposição de líquidos e a terapia medicamentosa devem ser iniciadas para manter 
uma PA adequada e restabelecer e manter a perfusão tecidual adequada.
No tratamento de enfermagem a intervenção inicial é a chave para a melhora do prognóstico 
do paciente. Sendo assim, o enfermeiro deverá avaliar o paciente em risco para o choque 
sistematicamente para o reconhecimento dos sinais clínicos sutis do estágio compensatório 
antes que a PA do paciente diminua, como está descrito no quadro 4.3.
LEITURAOBRIGATÓRIA
37
LEITURAOBRIGATÓRIA
Quadro 4.3 – Reconhecendo o choque nos pacientes idosos
RECONHECENDO O CHOQUE NOS PACIENTES IDOSOS
As alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, juntamente com os estados 
patológicos e de doença crônica, colocam as pessoas idosas em risco aumentado para 
desenvolver um estado de choque e, possivelmente, a síndrome da disfunção de múltiplos 
órgãos (SDMO). As pessoas idosas podem recuperar-se do choque quando este é 
detectado e tratado precocemente com terapias agressivas e de suporte. Os enfermeiros 
desempenham um papel essencial na avaliação e interpretação das alterações sutis nas 
respostas dos pacientes idosos à doença.
1. Os medicamentos, como os agentes beta-bloqueadores (metoprolol (lopressor)), usados 
para tratar a hipertensão, podem mascarar a taquicardia, um mecanismo compensatório 
primário para aumentar o débito cardíaco durante os estados hipovolêmicos.
2. O sistema imune do idoso pode não montar uma resposta verdadeiramente febril 
(temperatura maior que 40ºC), mas deverá ser abordada uma tendência crescente na 
temperatura corporal.
3. O coração não funciona bem nos estados hipoxêmicos; o coração do idoso pode 
responder à oxigenação miocárdica diminuída com arritmias, as quais podem ser 
erroneamente interpretadas como uma parte normal do processo de envelhecimento.
4. As alterações no estado mental podem ser interpretadas de maneira inadequada e 
errônea como demência. As pessoas idosas com uma alteração súbita no estado mental 
deverão ser agressivamente tratadas para a presença de infecção e da hipoperfusão 
orgânica.
Fonte: Smeltzer et al (2009, p. 301)
No estágio progressivo (estágio 2), no segundo estágio de choque, os 
mecanismos que regulam a PA não podem mais compensar, e a pressão arterial 
média cai abaixo dos limites normais. Os pacientes se mostram clinicamente 
hipotensos, isso é definido como uma PA sistólica de 40mmHg (KLEINPELL; 
2003, p. 301).
O tratamento de enfermagem de pacientes no estágio progressivo do choque requer a 
experiência na avaliação e compreensão do choque e do significado das alterações nos dados 
do histórico. Para Smeltzer et al (2009), trabalhando em íntima cooperação com os outros 
38
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites: 
Leia o artigo: Diretrizes para tratamento da sepse grave/choque séptico – ressuscitação 
hemodinâmica. Após o acesso você entenderá que a sepse tem alta incidência, alta 
letalidade e custos elevados, sendo a principal causa de mortalidade em unidades de 
terapia intensiva. Está claramente demonstrado que pacientes reconhecidos e tratados 
precocemente têm melhor prognóstico. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbti/v23n1/
a04v23n1.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia o artigo “Choque: diagnóstico e tratamento na emergência”. Este artigo ampliará seus 
conhecimentos sobre choque que é uma síndrome caracterizada pela redução da perfusão 
tecidual sistêmica, levando a disfunção orgânica onde é essencial o reconhecimento precoce 
para correção das disfunções e diagnóstico e tratamento da causa de base. Disponível em: 
<http://www.amrigs.com.br/revista/55-02/021-PG_179-196_559_choque%20diagnostico....
pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
LEITURAOBRIGATÓRIA
membros da equipe de saúde, o enfermeiro documenta cuidadosamente os tratamentos, 
medicamentos e líquidos que são administrados pelos membros da equipe, registrando o 
horário, dosagem ou volume, bem como a resposta do paciente. Eles promovem também o 
repouso e o conforto e apoio aos familiares.
O estágio irreversível (estágio 3) do choque representa o ponto ao longo do 
continuum do choque em que a lesão orgânica é tão grave que o paciente não 
responde ao tratamento e não pode sobreviver (SMELTZER et al, 2009, p. 304).
Quanto ao tratamento de enfermagem para Smeltzer et al (2009), no estágio progressivo 
do choque, o enfermeiro enfoca a realização dos tratamentos prescritos, a monitorização 
do paciente, a prevenção das complicações, a proteção do paciente contra a lesão e o 
fornecimento de conforto.
39
LEITURAOBRIGATÓRIA
Acesse o artigo: Critérios para o Diagnóstico de Sepse, Sepse Grave e Choque Séptico. 
Apesar de toda a polêmica, este artigo ampliará seus conhecimentos sobre o tratamento 
e os conceitos de sepse, sepse grave e choque séptico. Disponível em: <http://www.amib.
com.br/rbti/download/artigo_2010622183955.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Leia o artigo Tratamento do choque na criança. Esse artigo mostra aspectos importantes do 
cuidado às crianças que passaram por um choque. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.
br/bitstream/handle/10183/54355/000265672.pdf?sequence=1>. Acesso em: 2 jan. 2014.
Vídeos:
Assista ao vídeo: Produção de vídeo aula - choque. O vídeo esclarecem os tipos de choques 
de forma ilustrativa. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=xXcd0GCIMuk>. 
Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Sepse grave. O vídeo esclarece como ocorre a sepse grave que pode levar 
ao choque séptico. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=PNa8ijMCqwo>. 
Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Choque por hemorragia. O vídeo mostra uma aula com interatividade 
com alunos sobre o choque hipovolêmico. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=1EOIKyINCrk>. Acesso em: 2 jan. 2014.
AGORAÉASUAVEZ
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
40
Questão 1:
O choque foi definido como uma síndrome 
multifatorial que leva a hipoperfusão 
tissular sistêmica e localizada, resultando 
em hipoxia celular e disfunções de 
múltiplos órgãos. Descreva pelo menos 2 
características dele.
Questão 2:
_______________________________é 
causado por alterações no tônus do músculo 
liso vascular, devido à lesão do sistema 
nervoso ou complicações associadas aos 
medicamentos, como a anestesia epidural. 
a) Choque hipovolêmico.
b) Choque neurogênico.
c) Choque anafilático.
d) Choque séptico.
e) Choque cardiogênico.
Questão 3:
Na _______________________________ 
do choque, as células, segundo Smeltzeret al (2009), carecem de um suprimento 
sanguíneo adequado e são privadas 
de nutrientes e oxigênio, produzindo 
energia por meio do metabolismo 
________________________.
a) Fisiopatologia, anaeróbico.
b) Anatomia, anaeróbico.
c) Fisiopatologia, aeróbico.
d) Anatomia, aeróbico.
e) Fisiologia, anaeróbico.
Questão 4:
No estágio compensatório 
(_____________), a pressão arterial (PA) 
permanece dentro dos limites normais. 
A vasoconstrição, a frequência cardíaca 
aumentada do coração contribui para 
manter o _______________ adequado. 
a) Estágio 1, débito cardíaco. 
b) Estágio 2, restante da perfusão.
c) Estágio 3, débito acumulado.
d) Estágio 4, vasoconstrição.
e) Estágio 1, volume.
Questão 5:
No estágio progressivo (estágio 2), estágio 
de choque, os mecanismos que regulam 
a PA não podem mais compensar, e a 
pressão arterial média cai abaixo dos 
limites normais. A PA apresenta-se:
AGORAÉASUAVEZ
41
AGORAÉASUAVEZ
a) Sistólica <70-90mmHg. 
b) Sistólica <80-50mmHg.
c) Sistólica <50-90mmHg.
d) Sistólica <40-90mmHg.
e) Sistólica <80-90mmHg.
Questão 6:
O tratamento médico é direcionado no 
sentido de identificar a causa do choque, 
corrigir o distúrbio subjacente de modo que 
o choque não progrida. Como acontece no 
tratamento de enfermagem? Descreva. 
Questão 7:
As pessoas idosas podem recuperar-se do 
choque quando este é detectado e tratado 
precocemente com terapias agressivas e 
de suporte. Os enfermeiros desempenham 
um papel essencial na avaliação e interpre-
tação das alterações sutis nas respostas 
dos pacientes idosos à doença. Descreva 
um cuidado fundamental.
Questão 8:
No tratamento de enfermagem de pacientes 
no estágio progressivo do choque requer a 
experiência na avaliação e compreensão 
do choque e do significado das alterações 
nos dados do histórico. Qual a conduta a 
ser tomada por um enfermeiro?
Questão 9:
Como é descrita a fisiopatologia do choque 
por Smeltzer?
Questão 10:
Qual o tratamento de enfermagem no está-
gio irreversível do choque?
42
Nesse tema, você compreendeu um pouco mais sobre o cuidado de enfermagem no 
paciente que apresenta várias classificações de choque. O cuidado de enfermagem é bem 
específico e os profissionais devem identificar os sinais e sintomas a tempo, antes das 
complicações se instalarem.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
DWYER, K. Choque: uma visão geral. In: IRWIN, R. S. RIPPE, J. M. Manual de Terapia 
Intensiva. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2007.
SMELTZER, S. D. et al. BRUNNER & SUDDARTH: Tratado de enfermagem médico 
cirúrgica. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
FINALIZANDO
REFERÊNCIAS
43
GLOSSÁRIO
Fisiopatologia: Estudo do funcionamento do organismo durante a doença, fisiologia 
patológica.
Anaeróbico: Anaeróbico ou anaeróbio. É um organismo que vive e se desenvolve 
exclusivamente em um meio em que há ausência completa ou quase completa de oxigênio 
molecular. São em geral microrganismos, como, por exemplo, bactérias e fungos.
Permeável: Diz-se dos corpos que se deixam atravessar por fluidos. 
Vasoconstrição: Em Biologia, a vasoconstrição é o processo de contração dos vasos 
sanguíneos, em consequência da contração do músculo liso presente na parede desses 
mesmos vasos. É o processo oposto à vasodilatação. Estes processos de vasodilatação e 
constrição verificam-se em animais com sistemas circulatórios fechados, isto é, possuem um 
sistema de vasos para o transporte do sangue que não os abandona.
GABARITO
Questão 1
Resposta: Dwyer (2007) define o choque como uma síndrome multifatorial que leva a 
hipoperfusão tissular sistêmica e localizada, resultando em hipoxia celular e disfunções de 
múltiplos órgãos. Ainda cita que o choque tem as seguintes descrições:
1. A perfusão pode estar diminuída de forma sistêmica, com sinais óbvios, como a hipotensão.
44
GABARITO
2. A perfusão pode estar diminuída devido à má distribuição (choque séptico), onde a 
perfusão sistêmica pode parecer elevada.
3. Os sinais de má perfusão podem ser sutis e levar a lesão significativa de órgãos.
4. O prognóstico é determinado pelo grau do choque, pela duração do choque, pelo 
número de órgãos afetados, pela disfunção prévia de órgãos e, possivelmente por alguma 
predisposição genética.
Questão 2
Resposta: Alternativa B. Justificativa: Choque neurogênico - causado por alterações 
no tônus do músculo liso vascular, devido à lesão do sistema nervoso ou complicações 
associadas aos medicamentos, como a anestesia epidural. 
Questão 3
Resposta: Alternativa A. Justificativa: Na fisiopatologia do choque, as células, segundo 
Smeltzer et al (2009), carecem de um suprimento sanguíneo adequado e são privadas de 
nutrientes e oxigênio, produzindo energia por meio do metabolismo anaeróbico. 
Questão 4
Resposta: Alternativa A. No estágio compensatório (estágio 1), a pressão arterial (PA) 
permanece dentro dos limites normais. A vasoconstrição, a frequência cardíaca aumentada 
do coração contribui para manter o débito cardíaco adequado. O corpo desvia o sangue 
de órgãos como a pele, rins e trato gastrointestinal para o cérebro e coração, de modo 
a garantir o suprimento sanguíneo adequado par esses órgãos vitais (SMELTZER et al; 
2009). 
Questão 5
Resposta: Alternativa E. Justificativa: No estágio progressivo (estágio 2), no segundo 
estágio de choque, os mecanismos que regulam a PA não podem mais compensar, e a 
pressão arterial média cai abaixo dos limites normais (Sistólica <80-90mmHg). 
45
Questão 6
Resposta: 
1. Os medicamentos, como os agentes beta-bloqueadores (metoprolol [lopressor]), usados 
para tratar a hipertensão, podem mascarar a taquicardia, um mecanismo compensatório 
primário para aumentar o débito cardíaco durante os estados hipovolêmicos.
2. O sistema imune do idoso pode não montar uma resposta verdadeiramente febril 
(temperatura maior que 40ºC), mas deverá ser abordada uma tendência crescente na 
temperatura corporal.
3. O coração não funciona bem nos estados hipoxêmicos; o coração do idoso pode 
responder à oxigenação miocárdica diminuída com arritmias, as quais podem ser 
erroneamente interpretadas como uma parte normal do processo de envelhecimento.
4. As alterações no estado mental podem ser interpretadas de maneira inadequada e 
errônea como demência. As pessoas idosas com uma alteração súbita no estado mental 
deverão ser agressivamente tratadas para a presença de infecção e da hipoperfusão 
orgânica.
Questão 7
Resposta: 
Para Sanvito (2000), muitas dessas marcas não estão somente ligadas ao coma em si, 
mas, durante esse processo, às experiências de ter sido “descuidado” leva muitos doentes 
a precisar se recuperar não apenas da doença, mas também do fato de terem se tornado 
“pacientes”.
Questão 8
Resposta: 
Para Smeltzer et al (2009), trabalhando em íntima cooperação com os outros membros da 
equipe de saúde, a enfermeira documenta cuidadosamente os tratamentos, medicamentos 
e líquidos que são administrados pelos membros da equipe, registrando o horário, dosagem 
ou volume, bem como a resposta do paciente. Promovem também o repouso e o conforto 
e apoio aos familiares.
GABARITO
46
Questão 9
Resposta: 
Conforme descrição da fisiopatologia por Smeltzer et. al (2009), no choque o resultado da 
produção de baixa energia é proveniente a partir dos nutrientes no ambiente intracelular 
acidótico. Devido a essas alterações, a função celular normal é cessada. Portanto, a célula 
incha e a membrana celular torna-se mais permeável, permitindo que os líquidos e eletrólitos 
sejam filtrados para fora e para dentro da célula. Sendo assim, a bomba de sódio-potássio 
fica comprometida, as estruturascelulares como mitocôndrias são danificadas resultando 
na morte celular.
Questão 10
Resposta: 
Quanto ao tratamento de enfermagem para Smeltzer et al (2009), no estágio progressivo 
do choque, o enfermeiro enfoca a realização dos tratamentos prescritos, a monitorização 
do paciente, a prevenção das complicações, a proteção do paciente contra a lesão e o 
fornecimento de conforto.
GABARITO
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico
Autoria: Kelly Lopes de Araújo Appel
Tema 05
Drogas vasoativas e assistência de 
enfermagem
Tema 06
Infarto agudo do miocárdio
Índice
Índice
Tema 05: Drogas vasoativas e assistência de enfermagem 7
Tema 06: Infarto agudo do miocárdio 29
seç
ões
Tema 05
Drogas vasoativas e assistência 
de enfermagem
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem no 
Paciente Crítico e Semicrítico: Drogas vasoativas 
e assistência de enfermagem. Caderno de 
Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 
2014.
SeçõesSeções
Tema 05
Drogas vasoativas e assistência 
de enfermagem
7
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 As drogas vasoativas e suas funções.
•	 O conhecimento sobre as indicações, limitações e efeitos hemodinâmicos das drogas 
vasoativas.
•	 Os cuidados de enfermagem em pacientes com cuidados intensivos com uso de 
drogas vasoativas.
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico 
8
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Drogas vasoativas e assistência de enfermagem
As drogas vasoativas administradas aos pacientes críticos compreendem, em sua 
maioria, os inotrópicos, os vasoconstritores e os vasodilatadores. 
As drogas vasoativas são utilizadas para manter a homeostase orgânica e tissular durante 
as mais diversas condições clínicas, para evitar que os pacientes evoluam para disfunções 
de múltiplos órgãos, segundo Ostini et al (1998).
Para o mesmo autor, as drogas vasoativas agem, principalmente, sobre os parâmetros que 
regulam o débito cardíaco (DC). Este é determinado pelo produto do volume sistólico (VS) 
e frequência cardíaca (FC). O VS depende das pressões e dos volumes de enchimento 
ventricular (pré-carga), da contratilidade do miocárdio e da resistência ao esvaziamento 
ventricular (pós-carga).
O conhecimento sobre as indicações, limitações e efeitos hemodinâmicos das drogas vasoativas 
para UEFS (2013), por estas poderem se tornar uma importante causa de iatrogenia pela 
utilização de maneira inadequada, é essencial uma consciência crítica desses potentes 
medicamentos.
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como podemos trabalhar com drogas vasoativas?
•	 Como conhecer as indicações, limitações e efeitos hemodinâmicos das drogas 
vasoativas?
•	 Como a equipe de enfermagem pode realizar os cuidados de enfermagem com uso 
de drogas vasoativas?
LEITURAOBRIGATÓRIA
9
LEITURAOBRIGATÓRIA
Os critérios de indicação e o modo de uso devem ser precisos e a dose ideal titulada de 
acordo com a resposta clínica, hemodinâmica e metabólica desejada (UEFS, 2013).
É necessário compreender os determinantes da oferta de oxigênio aos tecidos e do débito 
cardíaco para que possa ser entendida a finalidade da utilização dessas drogas (UEFS, 
2013).
Segundo Ostini (1998), as drogas vasoativas – catecolaminas (Quadro 5.1) – como a 
noradrenalina, adrenalina, dopamina, dopexamina, dobutamina e isoproterenol, muito 
utilizadas nas Unidades de Terapia Intensiva, trazem suporte ao sistema hemodinâmico do 
paciente. As catecolaminas são os agentes simpatomiméticos mais utilizados em terapia 
intensiva e as suas ações são determinadas pelas ligações dessas drogas às três classes 
principais de receptores: alfa, beta e dopa (Quadro 5.2). 
O nitroprussiato de sódio e o vasodilatadores também são utilizados como tratamento em 
terapia intensiva (Quadro 5.3), segundo Cintra et al, (2003).
Quadro 5.1 - Classificação das CATECOLAMINAS:
DOPAMINA É o precursor imediato da noradrenalina. Possui inúmeros efeitos, 
pois estimula todos os tipos de receptores, sendo estes dose 
dependentes. Em baixas doses, possui efeito dopaminérgico 
predominante, causando aumento do débito cardíaco; diminuição da 
resistência vascular sistêmica e vasodilatação renal e mesentérica. 
Em doses médias, possui um efeito beta predominante, aumentando 
o débito cardíaco; a pressão arterial e a diurese. Em doses 
elevadas, o efeito predominante é o alfa, causando aumento da 
resistência vascular sistêmica e da pressão arterial e diminuição 
do fluxo sanguíneo renal. Assim, as indicações principais da 
dopamina estão relacionadas aos estados de baixo débito com 
volemia controlada ou aumentada (efeito beta adrenérgico). Pelo 
fato de essa droga vasoativa possuir, em baixas doses, um efeito 
vasodilatador renal, é também indicada em situações nas quais os 
parâmetros hemodinâmicos estejam estáveis, porém com oligúria 
persistente (efeito dopaminérgico). Ela pode, também, ser utilizada 
em condições de choque com resistência periférica diminuída (efeito 
alfa adrenérgico).
10
LEITURAOBRIGATÓRIA
DOBUTAMINA É uma droga simpatomimética sintética, com ação predominantemente 
beta 1 agonista. Esta droga possui baixa afinidade por receptores 
beta 2 e é quase desprovida de efeitos alfa adrenérgicos. A 
dobutamina apresenta poucos efeitos sobre a frequência cardíaca, 
aumenta a contratilidade miocárdica e o índice cardíaco, não 
agindo sobre a resistência vascular periférica. A droga é utilizada 
para melhorar a função ventricular e o desempenho cardíaco, em 
pacientes nos quais a disfunção ventricular acarreta diminuição no 
volume sistólico e no débito cardíaco como por exemplo, choque 
cardiogênico e insuficiência cardíaca congestiva. O consumo de 
oxigênio do miocárdio, sob o uso da dobutamina, é menor do que 
sob a ação de outras catecolaminas.
NORADRENALINA É o neurotransmissor do sistema nervoso simpático e precursor da 
adrenalina. A noradrenalina possui atividade tanto no receptor alfa, 
como beta 1 adrenérgico, com pouca ação sobre receptores beta 
2. Dependendo da dose utilizada, obtém-se aumento do volume 
sistólico, diminuição reflexa da frequência cardíaca e importante 
vasoconstrição periférica, com aumento da pressão arterial. A 
noradrenalina é também um potente vasoconstritor visceral e renal, 
o que limita sua utilização clínica. É também vasoconstritora sobre 
a rede vascular, sistêmica e pulmonar, e deve ser usada com 
prudência, em pacientes com hipertensão pulmonar. Por outro lado, 
é uma droga de eleição no choque séptico, cuja finalidade é elevar a 
PA em pacientes hipotensos, que não responderam à ressuscitação 
por volume e a outros inotrópicos menos potentes.
11
LEITURAOBRIGATÓRIA
ADRENALINA É um potente estimulador alfa e beta adrenérgico, cujo efeito 
vasopressor é muito conhecido. O mecanismo da elevação da 
pressão arterial causado pela adrenalina, é devido a uma ação 
direta no miocárdio, com aumento da contração ventricular, um 
aumento da freqüência cardíaca e uma vasoconstrição em muitos 
leitos vasculares (arteríolas da pele, rins e vênulas). Na musculatura 
lisa, sua ação predominante é de relaxamento através da ativação 
de receptores alfa e beta adrenérgicos. A droga exerce também 
broncodilatação, pela interação com receptores beta 2 do músculo 
liso bronquial, combinada à inibição da degranulação de mastócitos. 
A adrenalina também eleva as concentrações de glicose (aumento 
da neoglicogênese e inibição da secreção de insulina) e do lactato 
sérico.As principais indicações da adrenalina incluem estados de 
choque circulatório que não respondem às outras catecolaminas 
menos potentes, em particular no choque cardiogênico, quando de 
uso combinado com agentes redutores da pós-carga. Recomenda-
se esta droga no tratamento de brocoespamos severos. É também 
indicada no tratamento da anafilaxia e, durante as manobras de 
ressuscitação cardiopulmonar, é o agente farmacológico de efeito 
vasoconstritor mais eficaz.
ISOPROTERENOL É uma catecolamina sintética, de estrutura semelhante à adrenalina. 
É um potente agonista beta adrenérgico, com afinidade muito 
baixa pelos receptores alfa. Portanto, exerce efeitos potentes no 
sistema cardiovascular, como aumento da contratilidade, frequência 
e velocidade de condução do estímulo elétrico cardíaco. Observa-
se um aumento no débito cardíaco e no consumo de oxigênio do 
miocárdio. A estimulação dos receptores beta adrenérgicos resulta 
num relaxamento da musculatura lisa vascular ao mesmo tempo em 
que a resistência vascular sistêmica e a pressão diastólica caem. O 
músculo liso da via aérea brônquica e vascular pulmonar também 
é relaxado pelo isoproterenol, ocasionando uma diminuição da 
resistência vascular pulmonar e reversão de broncoespamos. Está 
indicado principalmente nas síndromes de baixo débito com pressões 
de enchimento elevadas e resistência periférica e pulmonar também 
elevada (choque cardiogênico). É também indicado para tratar os 
casos de bradicardia com repercussão hemodinâmica até que uma 
terapia definitiva (marcapasso) seja utilizada.
12
LEITURAOBRIGATÓRIA
DOPEXAMINA É uma catecolamina sintética com atividade dopaminérgica e beta 2 
agonista, com fraco efeito beta 1 adrenérgico e ausência de efeitos 
em receptores alfa. Quando comparada à dopamina, a dopexamina 
tem menor potência ao estimular receptores dopaminérgicos, ao 
passo que seus efeitos beta 2 são cerca de sessenta vezes mais 
potentes. Assim, o estímulo de receptores beta resulta em aumento 
no débito cardíaco, queda da resistência vascular sistêmica e 
aumento no volume urinário e na excreção de sódio, por estimulação 
dopaminérgica. Além disso, a droga potencializa os efeitos da 
noradrenalina endógena, pelo bloqueio da recaptação da mesma. 
A dopexamina pode ser utilizada no tratamento da insuficiência 
cardíaca aguda e congestiva e nos pacientes em pós-operatório 
de cirurgia cardíaca, que evoluem com baixo débito. Além disso, 
a dopexamina pode, também, ser utilizada no choque séptico, em 
associação com a noradrenalina, na tentativa de prevenção da 
insuficiência renal aguda e no incremento do fluxo mesentérico e da 
perfusão gastrintestinal.
Fonte: Ostini et al (1998)
13
Quadro 5.2 - Diferentes tipos de receptores, sua localização e efeitos
RECEPTOR LOCALIZAÇÃO EFEITO
DA 1 
(dopaminérgico tipo 1) 
Coração
Vasos
Rins
Vasodilatação coronariana
Vasodilatação
Diurese e excreção de sódio
DA 2 
(dopaminérgico tipo 2) 
Vasos
Rins e suprarrenais
Vasodilatação
Diminui a liberação de renina e aldosterona
b1 (beta 1) Coração
Aumento da contratilidade cardíaca, 
frequência e velocidade de condução.
b2 (beta 2)
Vasos
Coração
Dilatação
Aumento da frequência e contratilidade 
cardíacas
a1 (alfa 1) Vasos
Vasoconstrição e aumento da pressão 
arterial
a2 (alfa 2)
Vasos do coração
Vasos
Inibição da liberação de noradrenalina 
(“feedback”)
Vasoconstrição e aumento da pressão 
arterial
Fonte: Ostini et al (1998)
Os estados de baixo débito, associados à disfunção celular grave são de 
ocorrência relativamente comum nas Unidades de Terapia Intensiva. O 
emprego das drogas vasoativas é de importância vital para a reversão desta 
situação, melhorando o prognóstico e a sobrevida dos pacientes. Essas drogas 
possuem, em geral, ação rápida e potente, porém seu índice terapêutico é baixo, 
devendo ser administradas mediante adequada monitorização hemodinâmica 
e laboratorial (OSTINI et al, 1998, p. 410).
LEITURAOBRIGATÓRIA
14
Quadro 5.3 - Vasodilatadores
VASODILATADORES A falência circulatória aguda possui muitas etiologias, porém 
os mecanismos determinantes são: a diminuição do volume 
circulante, a diminuição do débito cardíaco e a diminuição da 
resistência vascular periférica. O uso de drogas com ação 
vasodilatadora é útil nos casos em que a reposição volêmica 
adequada e a otimização do débito cardíaco com os agentes 
inotrópicos, já mencionados, não reverteram a condição de 
baixo débito persistente. O uso de vasodilatadores não altera 
significativamente a frequência cardíaca e, particularmente, 
o vasodilatador mais utilizado em terapia intensiva é o 
nitroprussiato de sódio.
NITROPRUSSIATO 
DE SÓDIO
É um vasodilatador misto, com efeitos sobre os territórios 
arterial e venoso. Age diretamente na musculatura lisa vascular. 
Não apresenta efeito direto sobre as fibras musculares 
cardíacas, sendo seu incremento no débito cardíaco devido 
à ação vasodilatadora. O fluxo sanguíneo renal e a taxa de 
filtração glomerular são mantidos e a secreção de renina, pelo 
organismo, é aumentada. A droga promove, então, diminuição 
da resistência periférica total, da pressão arterial e do consumo 
de oxigênio do miocárdio, pouca alteração da frequência 
cardíaca e diminuição da resistência vascular pulmonar. O 
metabólito ativo da droga é o óxido nítrico, que parece ser o 
responsável pela ação vasodilatadora. O nitroprussiato de sódio 
é uma molécula instável, que sofre decomposição em condições 
alcalinas e quando exposto à luz. É indicado no tratamento das 
emergências hipertensivas e como droga auxiliar nos estados 
de choque circulatório, com pressões de enchimento ventricular 
e resistência periférica aumentadas.
Irwen e Rippe (2007) diz que o nitroprussiato de sódio é o agente 
mais previsível e efetivo para o tratamento da hipertensão 
arterial grave. Dilata as arteríolas e vênulas (reduzindo, assim, 
a pós carga e a pré carga) e reduz as demandas miocárdicas 
de oxigênio.
Fonte: Ostini et al (1998)
LEITURAOBRIGATÓRIA
15
A infusão e a monitorização das drogas é de competência do enfermeiro, desde o preparo, 
manipulação de equipamentos, infusão e controle das respostas individuais de cada paciente 
(VIANA; SILVA, 2011). 
•	 As drogas vasoativas devem ser empregadas de preferência em acesso central.
•	 Controle rigoroso em bomba de infusão.
•	 Pesar diariamente para ajuste dose ideal.
•	 Desmame das drogas (forma gradual e supervisão rigorosa).
•	 Troca da solução 24 horas (atentar riso de hipotensão).
•	 De preferência monitoramento invasivo de pressão arterial (PA) e medidas 
hemodinâmicas.
•	 Controle rigoroso PA e eletrocardiograma (ECG).
•	 Atenção à compatibilidade das drogas.
•	 Atenção a drogas periféricas.
•	 Atenção a efeitos adversos.
•	 Evitar medicações em bolus pelas vias das drogas vasoativas.
•	 Seguir orientação de preparo.
•	 Identificação das drogas.
•	 Avaliar perfusão periférica.
LEITURAOBRIGATÓRIA
16
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites
Acesse o site do Ministério da Saúde: Bulário eletrônico. Após o acesso você terá a 
possibilidade de acessar os diversos tipos de medicamentos e suas ações. Disponível em: 
<http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/index.asp>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Acesse a “Drogas vasoativas”. Desenvolvido pelo: sidejoi.files.wordpress.com. Esta 
apresentação ampliará seus conhecimentos sobre o manejo com drogas vasoativas. 
Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5
&ved=0CFMQFjAE&url=http%3A%2F%2Fxa.yimg.com%2Fkq%2Fgroups%2F24051696%
2F374487219%2Fname%2F5_Drogas%25252Bvasoativasppt.ppt&ei=a8OUUpWmLoWd
kQfOpoCIAQ&usg=AFQjCNEcnvZwr-rDazLhkJbapXlJ3odWYw&sig2=HGhr0k3-7DVI1E_
OWS0F4g>. Acesso em: 2 jan. 2014.
Vídeos
Assista ao vídeo: A açãode substâncias químicas no sistema nervoso. O vídeo esclarece 
a humanização compartilhada entre o cuidador e o ser cuidado. Disponível em: <http://
www.youtube.com/watch?v=2ZZHulWVQmE>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Antagonistas Adrenérgicos (simpatolíticos) - Resumo – Farmacologia. 
O vídeo esclarece como uma droga antagonista adrenérgica realiza sua ação. Disponível 
em: <http://www.youtube.com/watch?v=xpQJxsQP6pA>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Fármacos Parassimpatomiméticos - Resumo – Farmacologia. O vídeo 
explica como as drogas parassimpatomiméticas agem no sistema neurológico. Disponível 
em: <http://www.youtube.com/watch?v=TzcqZoSmpPU>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
17
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
Questão 1:
As drogas vasoativas são utilizadas para 
manter uma função muito importante na 
assistência ao paciente crítico e semicrítico. 
Descreva essa função.
Questão 2:
Administradas aos pacientes críti-
cos, as drogas vasoativas compreen-
dem em sua maioria os inotrópicos, os 
___________________ e os vasodilatado-
res? Assinale a alternativa CORRETA.
a) Vasoconstritores.
b) Inibidores.
c) Colinérgicas.
d) Diuréticas.
e) Endógenos.
Questão 3:
As drogas vasoativas têm ação, 
principalmente, sobre os parâmetros que 
regulam o débito cardíaco (DC). Este é 
determinado pelo:
a) produto do volume sistólico (VS) e 
frequência respiratória (FR).
b) produto do volume diastólico (VD) e 
frequência cardíaca (FC).
AGORAÉASUAVEZ
18
c) produto do volume sistólico (VS) e 
frequência cardíaca (FC).
d) produto do volume sistólico (VS) e 
pressão arterial (PA).
e) produto do volume diatólico (VD) e 
pressão arterial (PA).
Questão 4:
As ________________________ são os 
agentes simpatomiméticos mais utilizados 
em terapia intensiva e as suas ações são 
determinadas pelas ligações dessas drogas 
às três classes principais de receptores: 
alfa, beta e dopa. Assinale a alternativa 
CORRETA que complete a afirmação.
a) Sinapses.
b) Catecolaminas.
c) Adrenérgicas.
d) Colinérgicas.
e) Vasoconstritoras.
Questão 5:
A infusão e a monitorização das drogas é 
de competência do _________________, 
desde o preparo, manipulação de 
equipamentos, infusão e controle das 
respostas individuais de cada paciente. 
Assinale a alternativa CORRETA que 
corresponda a afirmação.
a) Médico.
b) Nutricionista.
c) Fisioterapeuta.
d) Enfermeiro.
e) Intensivista.
Questão 6:
As drogas vasoativas são muito utilizadas 
nas Unidades de Terapia Intensiva, pois 
trazem suporte ao sistema hemodinâmi-
co do paciente. Descreva as drogas mais 
utilizadas. 
Questão 7:
Descreva pelo menos cinco cuidados que 
a equipe de enfermagem deve ter na admi-
nistração e manutenção das drogas vasoa-
tivas no tratamento intensivo.
Questão 8:
São utilizados como tratamento em terapia 
intensiva os vasodilatadores, como o nitro-
prussiato de sódio. Como e onde os vaso-
dilatadores atuam?
Questão 9:
As drogas vasoativas, como a noradrenali-
na, é muito utilizada nas Unidades de Tera-
pia Intensiva. Descreva sua ação.
AGORAÉASUAVEZ
19
Questão 10:
Temos uma droga vasoativa que é precur-
sora imediata da noradrenalina. Possui inú-
meros efeitos, pois estimula todos os tipos 
de receptores. Estamos falando de qual 
medicamento vasoativo?
AGORAÉASUAVEZ
FINALIZANDO
Nesse tema, você aprendeu sobre algumas drogas vasoativas muito utilizadas na 
Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde toda a equipe tem papel preponderante desde 
a escolha e continuidade do tratamento. O cuidado deve ser prestado com muita atenção, 
pois essas drogas têm efeito rápido e que podem estimular ou aumentar outras ações 
vasoativas por meio do sistema nervoso central.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
20
Apresentação ppt. Drogas vasoativas. Desenvolvido pelo: sidejoi.files.wordpress.com. 
Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5
&ved=0CFMQFjAE&url=http%3A%2F%2Fxa.yimg.com%2Fkq%2Fgroups%2F24051696%
2F374487219%2Fname%2F5_Drogas%25252Bvasoativasppt.ppt&ei=a8OUUpWmLoWd
kQfOpoCIAQ&usg=AFQjCNEcnvZwr-rDazLhkJbapXlJ3odWYw&sig2=HGhr0k3-7DVI1E_
OWS0F4g> Acesso em: 2 jan. 2014.
CINTRA, E.A; NISHIDE, V.M.; NUNES, W.A. Assistência de Enfermagem ao Paciente 
Gravemente Enfermo. São Paulo: Atheneu, 2003.
FARMACOLOGIA UEFS. Desenvolvido pela Universidade Estadual de Feria de Santana. 
Drogas vasoativas mais utilizadas em Unidades de Terapia Intensiva. Disponível em: 
<http://farmacologiauefs.wordpress.com/topicos-gerais/drogas-vasoativas-mais-utilizadas-
em-unidades-de-terapia-intensiva/> Acesso em: 2 jan. 2014.
IRWIN, R.S.; RIPPE, J.M. Enfermagem no paciente crítico e semi-crítico. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2007.
OSTINI FM et al. The use of vasoactives drugs in the intensive care unit. Medicina, Ribeirão 
Preto, 31: 400-411, july/sept. 1998.
 VIANA, D.L.; SILVA, E.S. Guia de medicamentos e cuidados de enfermagem. São Caetano 
do Sul, SP: Yendis Editora, 2010.
REFERÊNCIAS
21
Inotrópico: é relativo à força com a qual o coração está fazendo suas contrações. Efeito 
Inotrópico Positivo significa aumento da força de contração do coração.
Vasoconstritores: a vasoconstrição é o processo de contração dos vasos sanguíneos, em 
consequência da contração do músculo liso presente na parede desses mesmos vasos.
Vasodilatador: é uma substância que aumenta o calibre dos vasos, alongando suas fibras 
musculares.
Simpaticomiméticas: são substâncias que imitam os efeitos do hormônio epinefrina 
(adrenalina) e do hormônio/neurotransmissor norepinefrina (noradrenalina). Essas 
drogas aumentam a pressão sanguínea e são bases fracas. Diversas substâncias podem 
causar estimulação do sistema nervoso central (SNC), como a cafeína e a estricnina. 
Na prática clínica, as drogas usadas para se obter tal efeito são as chamadas aminas 
simpaticomiméticas, que são definidas como as catecolaminas endógenas e drogas que 
reproduzem seus efeitos.
Nitroprussiato de sódio: anti-hipertensivo e vasodilatador. É indicada para hipertensão 
arterial refratária, crise hipertensiva grave, emergências hipertensivas, hipotensão controlada 
durante a cirurgia, para reduzir a hemorragia no campo cirúrgico (VIANA; SILVA, 2011).
Iatrogenia: refere-se a um estado de doença, efeitos adversos ou complicações causadas 
por resultantes do tratamento médico. Contudo, o termo deriva do grego iatros (médico, 
curandeiro) e genia (origem, causa), que pode aplicar-se tanto a efeitos bons ou maus.
Débito cardíaco ou Gasto cardíaco: é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração 
em um minuto. É igual à frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico. Portanto, se 
o coração está batendo 70 vezes por minuto e a cada batimento 70 mililitros de sangue são 
ejetados, o débito cardíaco é de 4900 ml/minuto. Este valor é típico para um adulto médio em 
repouso, embora o débito cardíaco possa atingir 30 litros/minuto durante exercícios extremos.
GLOSSÁRIO
22
GABARITO
Questão 1
Resposta: Segundo Ostini et al (1998), as drogas vasoativas são utilizadas para manter a 
homeostase orgânica e tissular durante as mais diversas condições clínicas, para evitar que 
os pacientes evoluam para disfunções de múltiplos órgãos.
Questão 2Resposta: Alternativa A. Justificativa: Administradas aos pacientes críticos, as drogas 
vasoativas compreendem em sua maioria os inotrópicos, os vasoconstritores e os 
vasodilatadores (UEFS, 2013). 
Questão 3
Resposta: Alternativa C. Justificativa: As drogas vasoativas, segundo Ostini et al (1998), 
têm ação, principalmente, sobre os parâmetros que regulam o débito cardíaco (DC). Este é 
determinado pelo produto do volume sistólico (VS) e frequência cardíaca (FC).
Questão 4
Resposta: Alternativa B. Justificativa: As catecolaminas são os agentes simpatomiméticos 
mais utilizados em terapia intensiva e as suas ações são determinadas pelas ligações 
dessas drogas às três classes principais de receptores: alfa, beta e dopa. 
Questão 5
Resposta: Alternativa D. Justificativa: A infusão e a monitorização das drogas é de 
competência do Enfermeiro, desde o preparo, manipulação de equipamentos, infusão e 
controle das respostas individuais de cada paciente (VIANA; SILVA, 2011). 
23
GABARITO
Questão 6
Resposta: As drogas vasoativas mais utilizadas são: noradrenalina, adrenalina, dopamina, 
dopexamina, dobutamina e isoproterenol, pois trazem suporte ao sistema hemodinâmico do 
paciente, segundo Ostini (1998).
Questão 7
Resposta: 
•	 As drogas vasoativas devem ser empregadas de preferência em acesso central.
•	 Controle rigoroso em bomba de infusão.
•	 Pesar diariamente para ajuste dose ideal.
•	 Desmame das drogas (forma gradual e supervisão rigorosa).
•	 Troca da solução 24 horas (atentar riso de hipotensão).
•	 De preferência monitoramento invasivo de pressão arterial (PA) e medidas 
hemodinâmicas.
•	 Controle rigoroso PA e eletrocardiograma (ECG).
•	 Atenção à compatibilidade das drogas.
•	 Atenção a drogas periféricas.
•	 Atenção a efeitos adversos.
•	 Evitar medicações em bolus pelas vias das drogas vasoativas.
•	 Seguir orientação de preparo.
•	 Identificação das drogas.
•	 Avaliar perfusão periférica. 
24
Questão 8
Resposta: É um vasodilatador misto, com efeitos sobre os territórios arterial e venoso. 
Age diretamente na musculatura lisa vascular. Não apresenta efeito direto sobre as 
fibras musculares cardíacas, sendo seu incremento no débito cardíaco devido à ação 
vasodilatadora.
Questão 9
Resposta: É o neurotransmissor do sistema nervoso simpático e precursor da adrenalina. A 
noradrenalina possui atividade tanto no receptor alfa, como beta 1 adrenérgico, com pouca 
ação sobre receptores beta 2. Dependendo da dose utilizada, obtém-se aumento do volume 
sistólico, diminuição reflexa da frequência cardíaca e importante vasoconstrição periférica, 
com aumento da pressão arterial. A noradrenalina é também um potente vasoconstritor 
visceral e renal, o que limita sua utilização clínica. É também vasoconstritora sobre a 
rede vascular, sistêmica e pulmonar, e deve ser usada com prudência, em pacientes com 
hipertensão pulmonar. Por outro lado, é uma droga de eleição no choque séptico, cuja 
finalidade é elevar a PA em pacientes hipotensos, que não responderam à ressuscitação 
por volume e a outros inotrópicos menos potentes.
Questão 10
Resposta: Dopamina.
GABARITO
seç
ões
Tema 06
Infarto agudo do miocárdio
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem 
no Paciente Crítico e Semicrítico: Infarto agudo 
do miocárdio. Caderno de Atividades. Valinhos: 
Anhanguera Educacional, 2014.
SeçõesSeções
Tema 06
Infarto agudo do miocárdio
29
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 O atendimento inicial a um paciente que apresenta infarto agudo do miocárdio.
•	 O conhecimento sobre a fisiopatologia, manifestações clínicas e o tratamento.
•	 Os cuidados de enfermagem em pacientes com cuidados intensivos com infarto agudo 
do miocárdio.
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico 
30
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Infarto agudo do miocárdio
No Brasil e no mundo, as doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de 
morbidade, incapacidade e morte, sendo responsáveis por 29% das mortes registradas em 
2007, segundo Brasil (2013).
Os gastos com internações pelo SUS totalizaram 1,2 milhões em 2009 e, com envelhecimento 
da população e mudança dos hábitos de vida, a prevalência e importância das DCV tende 
a aumentar nos próximos anos (BRASIL, 2013).
A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) irá propor aos países membros que 
estabeleçam a meta global de reduzir a taxa de mortalidade por DCV em 20% na década 
de 2011-2020 em relação à década precedente, pois reconhece a necessidade de uma 
ação integrada contra as DCV, conforme Brasil (2013).
Destacam-se as síndromes coronarianas agudas (SCA), incluindo o infarto agudo do 
miocárdio (IAM) e a angina instável (AI), as causas de morte e hospitalização por DCV, 
segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2010).
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como podemos atender melhor e de forma eficaz um paciente com infarto agudo do 
miocárdio?
•	 Como conhecer a fisiopatologia, as manifestações clínicas e o tratamento?
•	 Como a equipe de enfermagem pode realizar os cuidados de enfermagem no infarto 
agudo do miocárdio?
LEITURAOBRIGATÓRIA
31
Com os avanços no tratamento da SCA, em registros mais recentes em países desenvolvidos, 
segundo estudos observacionais da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2010), mostra 
que a mortalidade no IAM caiu de 30% na década de 1950 para menos de 5%.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2010), o tratamento moderno do IAM 
depende do rápido acesso ao serviço médico, do uso de terapias de reperfusão e do uso 
de medicações específicas com benefício comprovado. A mortalidade hospitalar pelo IAM 
continua elevada embora a maioria das abordagens indicadas no tratamento do IAM estarem 
disponíveis no SUS, o que exige uma ação integrada do Ministério da Saúde, Sociedades 
Científicas, gestores estaduais e municipais e hospitais.
Segundo Lemos e Wallace (2007), a fisiopatologia do IAM, acontece com:
•	 Ruptura da placa aterosclerótica inflamatória, rica em lipídios, leva a exposição do 
colágeno, adesão plaquetária e ativação.
•	 O fibrinogênio se liga aos receptores da glicoproteína plaquetária nas plaquetas 
adjacentes, levando à agregação plaquetária.
•	 Um coágulo de fibrina-plaquetas se desenvolve a medida que a trombina converte o 
fibrinogênio em fibrina.
•	 O coágulo de fibrina-plaquetas provoca oclusão completa da artéria relacionada com 
o infarto (ARI), causando uma lesão miocárdica transmural, manifestada pela elevação 
do segmento ST no eletrocardiograma (ECG).
Essas repercussões que acontecem na fisiopatologia trazem manifestações clínicas, 
segundo Smeltzer e Bare (2002), como a dor torácica, que ocorre subitamente e contínua, 
apesar do repouso e da medicação, sendo o principal sintoma apresentado.
Os pacientes podem ficar ansiosos e agitados. Eles podem apresentar pele 
fria, pálida e úmida. Suas frequências cardíaca e respiratória podem ser mais 
rápidas que o normal. Essas manifestações, que se devem à estimulação 
do sistema nervoso simpático, podem não estar presentes; apenas algumas 
podem se apresentar, ou elas podem durar um curto intervalo de tempo. 
Em muitos casos, os sinais e sintomas de IAM não podem ser diferenciados 
daqueles da angina instável (SMELTZER; BARE, 2002).
Normalmente, segundo Smeltzer e Bare (2002), o diagnóstico do IAM geralmente se baseia 
na história da doença atual, no ECG e nos resultados dos exameslaboratoriais (Exemplo: 
valores seriados das enzimas séricas – quadro 6.1). Já o prognóstico depende da gravidade 
e da obstrução arterial coronariana e, portanto, da extensão da lesão miocárdica. O exame 
físico sempre é realizado, mas o exame isolado é insuficiente para confirmar o diagnóstico. 
LEITURAOBRIGATÓRIA
32
Quadro 6.1 - Marcadores séricos do infarto agudo do miocárdio (IAM)
Exame 
laboratorial 
sérico
Aumento 
inicial
Tempo do 
exame Máximo
Retorno do 
normal
CK total 3-6 horas 30-60 min 24-36 horas 3 dias
CK-MB 2-8 horas 30-60 min 12-24 horas 3-4 dias
2-3 horas 10-40 min 10-18 horas 3-4 dias
Mioglobina 1-3 horas 10-30 min 4-12 horas 12 horas
Troponina T ou I 3-4 horas 30-60 min 4-24 horas 1-3 semanas
Fonte: Smeltzer e Bare (2002)
O tratamento, inicialmente, visa diminuir a lesão no miocárdio e evitar complicações fatais, 
o que requer a administração de medicamentos para o coração trabalhar de modo mais 
econômico e para ajudar a restaurar a circulação sanguínea local, segundo Fleury et al 
(2013).
Dependendo da gravidade do entupimento e do tipo de infarto, para Fleury (2013), a 
desobstrução das artérias muitas vezes requer um procedimento mais invasivo, como a 
angioplastia e/ou a cirurgia de revascularização do miocárdio.
A intervenção cirúrgica constrói um caminho alternativo para o miocárdio ser irrigado 
pelo sangue, pelo método de empregar denominadas pontes de veia safena ou de artéria 
mamária. 
Já a angioplastia, também chamada de intervenção coronária percutânea, 
dilata a parte estreitada da artéria doente por meio de um pequeno balão, 
que é levado até o local da obstrução por um cateter e ali é insuflado para 
promover a dilatação arterial. Após a obtenção da dilatação e consequente 
“abertura” da artéria, implanta-se frequentemente um dispositivo metálico 
denominado stent (Imagem 1) no local tratado com a finalidade de evitar que a 
obstrução retorne (FLEURY et al, 2013).
LEITURAOBRIGATÓRIA
33
Figura 6.1 - Angioplastia
Fonte: www.infoescola.com
Segundo Reis (2012), a classificação de Killip é utilizada em pacientes com IAM e na 
avaliação da mortalidade em geral. Essa classificação é baseada em dados clínicos e 
permite estudar a gravidade da insuficiência ventricular nos pacientes com IAM.
Quadro 6.2 – Classificação de Killip
Killip I Sem dispneia, terceira bulha ou estertoração pulmonar. Mortalidade = 6%.
Killip II Dispneia e estertoração pulmonar nos terços inferiores do tórax. 
Mortalidade = 17%.
 Killip III Edema agudo de pulmão. Mortalidade = 38%.
Killip IV Choque cardiogênico. Mortalidade = 81%.
Fonte: Reis (2012).
No tratamento médico, segundo Smeltzer e Bare (2002), o objetivo é minimizar a lesão 
miocárdica, preservar sua função e evitar as complicações. Isso é tratado com a reperfusão 
da área por meio do uso emergencial da angioplastia coronária transluminal percutânea 
(ACTP), medicamentos trombolíticos, redução da lesão miocárdica de oxigênio aumentando 
o aporte de oxigênio com medicamentos, administração de oxigênio e repouso no leito.
LEITURAOBRIGATÓRIA
34
Segundo Smeltzer e Bare (2002, p. 750),
o paciente com suspeita de um IAM pode ser referido para uma ACTP imediata. 
A ACTP pode ser empregada para abrir a artéria coronária ocluída em um IAM 
e para promover a reperfusão para a área privada de oxigênio. A ACTP trata 
a lesão aterosclerótica subjacente. Como a duração da falta de oxigênio está 
diretamente relacionada ao número de células que morrem, o tempo desde a 
chegada do paciente na emergência até o momento do acesso vascular deve 
ser inferior a 60 minutos. Obviamente, para realizar uma ACTP de emergência 
dentro desse curto intervalo de tempo, deve haver disponibilidade de um 
laboratório e de uma equipe de cateterismo cardíaco. 
O tratamento farmacológico no paciente com IAM são os trombolíticos (melhorar o fluxo 
sanguíneo), analgésicos (melhorar a dor) e inibidores da enzima conversora de angiotensina 
(ECA) (SMELTZER; BARE, 2002).
Nos cuidados de enfermagem, um dos aspectos mais importantes com pacientes com IAM 
é o histórico de enfermagem. O histórico de enfermagem, segundo Smeltzer e Bare (2002), 
identifica sistematicamente as necessidades do paciente e determina a prioridade dessas 
necessidades. 
A avaliação sistemática inclui uma cuidadosa história, principalmente no tocante ao que se 
relaciona com os sintomas: dor torácica, dificuldade de respiração (dispneia), palpitações, 
desmaio (síncope) ou sudorese (diaforese). Cada sintoma deve ser avaliado em relação ao 
tempo, duração e fatores que precipitam o sintoma e o aliviam (SMELTZER; BARE, 2002). 
Para os mesmos autores, os locais intravenosos devem ser avaliados com frequência 
inspecionando o local de inserção para sinais de inflamação. Pelo menos, o paciente deve 
ter duas vias de acesso venoso para as medicações de emergência.
Podemos encontrar alguns diagnósticos de enfermagem com base nas manifestações 
clínicas, histórico de enfermagem e dados de avaliação diagnóstica conforme descreve 
Smeltzer e Bare (2002):
•	 Perfusão miocárdica diminuída relacionada ao fluxo sanguíneo coronariano reduzido 
a partir do trombo coronariano e da placa aterosclerótica.
•	 Potencial troca gasosa comprometida ligada à sobrecarga hídrica por disfunção 
ventricular esquerda.
•	 O enfermeiro poderá prescrever alguns cuidados relacionados a:
LEITURAOBRIGATÓRIA
35
•	 Alívio da dor torácica: Administração de medicamentos analgésicos prescritos pelo 
médico, manter em repouso físico no leito com cabeceira elevada.
•	 Melhora da função respiratória: Auxiliar nas mudanças de decúbito e respiração 
profunda para impedir o acúmulo de líquido na base do pulmão.
•	 Promoção de uma perfusão tecidual adequada: Checar a temperatura, administração 
de oxigênio conforme prescrição médica.
•	 Redução da ansiedade: Desenvolver uma relação de confiança e carinho com o 
paciente.
Monitoração e tratamento das potenciais complicações: Monitorar o paciente de perto para 
alterações na frequência cardíaca, batimentos cardíacos, pressão arterial, dor torácica, 
estado respiratório, débito urinário, coloração e temperatura cutâneas, sensório e valores 
laboratoriais.
LEITURAOBRIGATÓRIA
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites
Acesse o site do Ministério da Saúde: Infarto agudo do miocárdio. Este site mostrará as 
orientações para o atendimento ao IAM em todos os setores da saúde pública. Disponível em: 
<http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=6&sqi=2&ved=0CG
AQFjAF&url=http%3A%2F%2Fportal.saude.gov.br%2Fportal%2Farquivos%2Fpdf%2Flinha_
cuidado_iam_rede_atencao_urgencia.pdf&ei=g-KUUserKaLFsASdloHICg&usg=AFQjCNEryX
vDf9ndW-62yhGXgGqn2_y_SQ&sig2=uoMpEYqUqsZNe0rKvRbBjg>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
36
LEITURAOBRIGATÓRIA
Acesse o artigo III Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre tratamento do infarto 
agudo do miocárdio. Arq. Bras. Cardiol. 2004, 83, Supl. 4:1-86. Esta diretriz mostrará a forma 
sistemática de organizar o serviço no atendimento ao IAM. Disponível em: <http://publicacoes.
cardiol.br/consenso/2010/diretriz_teste_ergometrico.asp>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Vídeos
Assista ao vídeo: O que é Infarto (ataque cardíaco) - Dr. Drauzio Varella. O vídeo explica 
o que é IAM explicado pelo Dr. Drauzio Varella. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=YNEwzLJm3bA >. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Dr. Drauzio Varella - Gorduras e ataque cardíaco. O vídeo explica o 
que é IAM explicado pelo Dr. Drauzio Varella. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=zAt0l9wS4HI>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Infarto agudo do miocárdio – parte 1. Disponível em: <http://www.
youtube.com/watch?v=zFlahOXu3Lk>. Acesso em: 2 jan. 2014. O vídeo esclarece todosos detalhes sobre como uma pessoa sofre um IAM. 
Assista ao vídeo: Infarto agudo do miocárdio – parte 2. Disponível em: <http://www.
youtube.com/watch?v=cbndiwW65rU>. Acesso em: 2 jan. 2014. O vídeo esclarece todos 
os detalhes sobre como uma pessoa sofre um IAM.
37
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
AGORAÉASUAVEZ
Questão 1:
As doenças cardiovasculares (DCV) no 
Brasil e no mundo, são a principal causa 
de morbidade, incapacidade e morte, 
sendo responsáveis por 29% das mortes 
registradas em 2007. Quais são os gastos 
pelo Sistema Único de Saúde no Brasil?
Questão 2:
A Organização Panamericana de Saúde 
(OPAS) irá propor aos países membros que 
estabeleçam a meta global de reduzir a taxa 
de mortalidade por DCV em 20% na década 
de ___________________ em relação 
à década precedente, pois reconhece a 
necessidade de uma ação integrada contra 
as DCV. Assinale a alternativa CORRETA 
que complete a afirmação.
a) 2011-2020.
b) 2011-2015.
c) 2012-2015.
d) 2012-2020.
e) 2013-2020.
Questão 3:
O tratamento moderno do IAM depende 
do rápido acesso ao serviço médico, do 
uso de terapias de reperfusão e do uso 
de medicações específicas com benefício 
comprovado. A mortalidade hospitalar pelo 
38
IAM continua elevada embora a maioria 
das abordagens indicadas no tratamento 
do IAM estarem disponíveis no SUS, o que 
exige uma ação integrada pelo: Assinale 
a alternativa CORRETA que complete a 
afirmação.
a) Ministério da Saúde, Sociedades 
gerais, gestores estaduais e municipais e 
hospitais.
b) Ministério da Saúde, Sociedades 
Científicas, gestores federais e hospitais.
c) Ministério da Saúde, Sociedades 
Científicas, gestores estaduais e 
municipais e hospitais.
d) Ministério da Educação, Sociedades 
Científicas, gestores estaduais e 
municipais e hospitais.
e) Ministério da Economia, Sociedades 
Científicas, gestores estaduais e 
municipais e hospitais.
Questão 4:
Normalmente o diagnóstico do IAM 
geralmente se baseia na história da doença 
atual, no ECG e nos resultados dos exames 
laboratoriais como os valores seriados 
das enzimas séricas. O aumento inicial da 
enzima CK total está dentro das: 
a) 2-8 horas.
b) 2-3 horas.
c) 1-3 horas.
d) 3-6 horas.
e) 3-4 horas.
Questão 5:
A ______________________ é baseada 
em dados clínicos e permite estudar a 
gravidade da insuficiência ventricular 
nos pacientes com IAM. Ela é utilizada 
em pacientes com IAM e na avaliação da 
mortalidade em geral. 
a) Classificação de Smeltzer.
b) Classificação de IAM.
c) Classificação de Kellogs.
d) Classificação de Stent.
e) Classificação de Killip.
Questão 6:
A fisiopatologia do infarto agudo do 
miocárdio (IAM) acontece de que forma? 
Descreva.
Questão 7:
Descreva qual é o tratamento farmacológico no 
paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM).
AGORAÉASUAVEZ
39
Questão 8:
Para que o paciente com IAM tenha um 
atendimento eficaz, o enfermeiro deve 
realizar um bom histórico de enfermagem. 
Como isso acontece? Descreva.
Questão 9:
Podemos encontrar alguns diagnósticos de 
enfermagem com base nas manifestações 
clínicas, histórico de enfermagem e 
dados de avaliação diagnóstica. Cite dois 
diagnósticos de enfermagem.
Questão 10:
O enfermeiro poderá prescrever alguns 
cuidados relacionados ao infarto agudo do 
miocárdio. Descreva pelo menos quatro 
deles.
 
 
AGORAÉASUAVEZ
FINALIZANDO
Nesse tema, você aprendeu sobre alguns aspectos do atendimento ao paciente que 
sofre infarto agudo do miocárdio (IAM) e suas complicações se não tratado. Percebeu 
que a equipe de enfermagem deve estar atenta aos sinais e sintomas relacionados às 
complicações e sua evolução durante o tratamento. 
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
40
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Infarto agudo do miocárdio. Disponível em: <http://www.
google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=6&sqi=2&ved=0CGAQFjAF&u
rl=http%3A%2F%2Fportal.saude.gov.br%2Fportal%2Farquivos%2Fpdf%2Flinha_cuidado_
iam_rede_atencao_urgencia.pdf&ei=g-KUUserKaLFsASdloHICg&usg=AFQjCNEryXvDf9n
dW-62yhGXgGqn2_y_SQ&sig2=uoMpEYqUqsZNe0rKvRbBjg >. Acesso em: 2 jan. 2014.
FLEURY: Medicina e saúde. Infarto agudo do miocárdio. Disponível em: <http://www.fleury.
com.br/revista/dicionarios/doencas/Pages/infarto-agudo-do-miocardio.aspx>. Acesso em: 2 
jan. 2014.
III Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre tratamento do infarto agudo do 
miocárdio. Arq. Bras. Cardiol. 2004, 83, Supl. 4:1-86. Disponível em: <http://publicacoes.
cardiol.br/consenso/2010/diretriz_teste_ergometrico.asp>. Acesso em: 2 jan. 2014.
LEMOS, J. A. WALLACE, T.W. Infarto do miocárdio com elevação do segmento ST. In: 
IRWIN, R. S. RIPPE, J. M. Enfermagem no paciente crítico e semicrítico. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2007.
REIS, G. C. Classificação de Killip. Disponível em: <http://lacmuniville.blogspot.com.
br/2012/06/classificacao-de-killip.html>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
SMELTZER, S. C. BARE, B. G. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem medico-
cirúrgica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
41
GLOSSÁRIO
Placa aterosclerótica inflamatória ou aterosclerose: é uma doença inflamatória crônica 
caracterizada pela formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas são 
placas, compostas especialmente por lipídios e tecido fibroso, que se formam na parede dos 
vasos. O volume dos ateromas aumenta progressivamente, podendo ocasionar obstrução 
total em algum ponto do vaso. A aterosclerose em geral é fatal quando afeta as artérias do 
coração ou do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.
Fibrinogênio: é uma glicoproteína hexamérica codificada por três genes – FGA, FGB e 
FGG – localizados no braço longo do cromossomo 1 e que está envolvida nas etapas finais 
da coagulação como precursor de monômeros de fibrina necessários para a formação do 
plug plaquetário. Possui alta massa molecular e é solúvel no plasma sanguíneo, covertendo-
se em fibrina pela ação da trombina, que é a enzima ativa.
Fibrina (ou fator Ia): é uma proteína fibrosa envolvida na coagulação de sangramentos. 
Ela sofre polimerização, em ação conjunta à das plaquetas, de modo a formar uma camada 
que detém hemorragias. A fibrina é formada a partir de uma cadeia de reações que culmina 
na ação da trombina sobre o fibrinogênio (fator I).
Angioplastia: é uma cirurgia realizada com o intuito de desobstruir uma artéria do paciente. 
Essa técnica hemodinâmica utiliza um minúsculo balão na ponta de um cateter, que é 
insuflado dentro da artéria, que está obstruída com placas de gordura e sangue, além de 
uma mini tela de aço chamada stent que, aberta, facilita o fluxo sanguíneo.
Perfusão: É o mesmo que bombeamento de um líquido através de um órgão ou tecido, com 
fluxo lento e controlado.
42
GABARITO
Questão 1
Resposta: Os gastos com internações pelo SUS totalizaram 1,2 milhões em 2009 e, com 
envelhecimento da população e mudança dos hábitos de vida, a prevalência e importância 
das DCV tende a aumentar nos próximos anos (BRASIL, 2013).
Questão 2
Resposta: Alternativa A. Justificativa: A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) irá 
propor aos países membros que estabeleçam a meta global de reduzir a taxa de mortalidadepor DCV em 20% na década de 2011-2020 em relação à década precedente, pois reconhece 
a necessidade de uma ação integrada contra as DCV, conforme Brasil (2013). 
Questão 3
Resposta: Alternativa C. Justificativa: Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia 
(2010), o tratamento moderno do IAM depende do rápido acesso ao serviço médico, do uso 
de terapias de reperfusão e do uso de medicações específicas com benefício comprovado. 
A mortalidade hospitalar pelo IAM continua elevada embora a maioria das abordagens 
indicadas no tratamento do IAM estarem disponíveis no SUS, o que exige uma ação 
integrada do Ministério da Saúde, Sociedades Científicas, gestores estaduais e municipais 
e hospitais. 
Questão 4
Resposta: Alternativa D. Justificativa: Normalmente, segundo Smeltzer e Bare (2002), o 
diagnóstico do IAM se baseia na história da doença atual, no ECG e nos resultados dos 
exames laboratoriais (Exemplo: valores seriados das enzimas séricas – quadro 1).
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Quadro 1 - Marcadores séricos do infarto agudo do miocárdio (IAM)
Exame 
laboratorial 
sérico
Aumento 
inicial
Tempo do 
exame Máximo
Retorno do 
normal
CK total 3-6 horas 30-60 min 24-36 horas 3 dias
CK-MB 2-8 horas 30-60 min 12-24 horas 3-4 dias
2-3 horas 10-40 min 10-18 horas 3-4 dias
Mioglobina 1-3 horas 10-30 min 4-12 horas 12 horas
Troponina T ou I 3-4 horas 30-60 min 4-24 horas 1-3 semanas
Fonte: Smeltzer e Bare (2002)
Questão 5
Resposta: Alternativa E. Justificativa: A Classificação de Killip é baseada em dados clínicos 
e permite estudar a gravidade da insuficiência ventricular nos pacientes com IAM. Ela é 
utilizada em pacientes com IAM e na avaliação da mortalidade em geral. 
Questão 6
Resposta: Segundo Lemos e Wallace (2007), a fisiopatologia do IAM, acontece com:
•	 Ruptura da placa aterosclerótica inflamatória, rica em lipídios, leva a exposição do 
colágeno, adesão plaquetária e ativação.
•	 O fibrinogênio se liga aos receptores da glicoproteína plaquetária nas plaquetas 
adjacentes, levando à agregação plaquetária.
•	 Um coágulo de fibrina-plaquetas se desenvolve a medida que a trombina converte o 
fibrinogênio em fibrina.
•	 O coágulo de fibrina-plaquetas provoca oclusão completa da artéria relacionada com 
o infarto (ARI), causando uma lesão miocárdica transmural, manifestada pela elevação 
do segmento ST no eletrocardiograma (ECG).
GABARITO
44
Seções
Questão 7
Resposta: O tratamento farmacológico no paciente com IAM são os trombolíticos (melhorar 
o fluxo sanguíneo), analgésicos (melhorar a dor) e inibidores da enzima conversora de 
angiotensina (ECA) (SMELTZER; BARE, 2002).
Questão 8
Resposta: Nos cuidados de enfermagem, um dos aspectos mais importantes com pacientes 
com IAM é o histórico de enfermagem. Segundo Smeltzer e Bare (2002), o histórico de 
enfermagem identifica sistematicamente as necessidades do paciente e determina a 
prioridade dessas necessidades. 
A avaliação sistemática inclui uma cuidadosa história, principalmente no tocante ao que se 
relaciona com os sintomas: dor torácica, dificuldade de respiração (dispneia), palpitações, 
desmaio (síncope) ou sudorese (diaforese).
Questão 9
Resposta: Podemos encontrar alguns diagnósticos de enfermagem com base nas 
manifestações clínicas, histórico de enfermagem e dados de avaliação diagnóstica conforme 
descreve Smeltzer e Bare (2002):
•	 Perfusão miocárdica diminuída relacionada ao fluxo sanguíneo coronariano reduzido 
a partir do trombo coronariano e da placa aterosclerótica.
•	 Potencial troca gasosa comprometida ligada à sobrecarga hídrica por disfunção 
ventricular esquerda.
Questão 10
Resposta: O enfermeiro poderá prescrever alguns cuidados relacionados a:
•	 Alívio da dor torácica: Administração de medicamentos analgésicos prescritos pelo 
médico, manter em repouso físico no leito com cabeceira elevada.
•	 Melhora da função respiratória: Auxiliar nas mudanças de decúbito e respiração 
profunda para impedir o acúmulo de líquido na base do pulmão.
•	 Promoção de uma perfusão tecidual adequada: Checar a temperatura, administração 
de oxigênio conforme prescrição médica.
GABARITO
45
GABARITO
•	 Redução da ansiedade: Desenvolver uma relação de confiança e carinho com o 
paciente.
•	 Monitoração e tratamento das potenciais complicações: Monitorar o paciente de perto 
para alterações na frequência cardíaca, batimentos cardíacos, pressão arterial, dor 
torácica, estado respiratório, débito urinário, coloração e temperatura cutâneas, sensório 
e valores laboratoriais.
Enfermagem no Paciente 
Crítico e Semicrítico
Autor: Kelly Lopes de Araújo Appel
Tema 07
Principais arritmias cardíacas e 
cardioversão elétrica e química
seç
ões
Tema 07
Principais arritmias cardíacas e cardioversão 
elétrica e química
Como citar este material:
APPEL, Kelly Lopes de Araújo. Enfermagem 
no Paciente Crítico e Semicrítico: Principais 
arritmias cardíacas e cardioversão elétrica e 
química. Caderno de Atividades. Valinhos: 
Anhanguera Educacional, 2014.
SeçõesSeções
Tema 07
Principais arritmias cardíacas e cardioversão 
elétrica e química
5
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 O entendimento sobre as definições das arritmias cardíacas.
•	 O conhecimento sobre as causas das arritmias cardíacas.
•	 Os cuidados de enfermagem em pacientes com cuidados intensivos com arritmias 
cardíacas.
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro: Manual de terapia intensiva, 
dos autores Richard S. Irwin e James M. Rippe, Editora Guanabara Koogan, PLT 586, 2007.
Roteiro de Estudo:
Kelly Lopes de Araújo 
Appel
Enfermagem no paciente 
crítico e semicrítico
Exercício Profissional na 
Enfermagem 
6
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Principais arritmias cardíacas e cardioversão elétrica e 
química
Arritmia cardíaca, também chamada de disritmia ou ritmo cardíaco irregular, é uma 
alteração que ocorre no ritmo normal do coração provocando frequências cardíacas muito 
rápidas, muito lentas ou irregulares. 
As arritmias são distúrbios da formação ou da condução do impulso elétrico dentro do 
coração. Elas podem causar, conforme descreve Smeltzer et al (2009) alterações na 
condução elétrica, modificando a ação de bombeamento do coração e causar pressão 
arterial diminuída.
Moraes (2013) diz que várias são as causas que levam a alterações no ritmo dos batimentos 
cardíacos, como doenças das artérias coronárias infartos, lesões nas válvulas, doenças 
do músculo cardíaco, doenças infecciosas (doença de chagas), pós-cirurgia cardíaca, 
alterações nas concentrações de eletrólitos (sódio, potássio e cálcio) no corpo, ou congênita 
(defeito presente desde o nascimento).
O impulso elétrico que estimula e compassa o músculo cardíaco origina-se normalmente no nodo 
sinusal, uma área localizada próximo à veia cava superior no átrio direito (SMELTZER et al, 2009).
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Como as arritmias cardíacas têm diferenças em suas definições?
•	 Como podemos conhecer as causas das arritmias cardíacas?
•	 Como a equipe de enfermagem pode realizar os cuidados de enfermagem nas arritmias 
cardíacas?
LEITURAOBRIGATÓRIA
7
LEITURAOBRIGATÓRIA
Em geral, o impulso elétrico ocorre em uma frequência de 60 a 100 vezes por minuto no 
adulto, segundo Smeltzer et al (2009), viajando rapidamente desde o nodo sinusal através 
dos átrios até o nodo atrioventricular (AV) (Figura 7.1).
Figura 7.1 - Relação do complexo do eletrocardiograma (ECG), sistema de derivação e 
impulso elétrico. 
Fonte: SMELTZER, et al. (2009, p. 696).
8
A estimulação elétrica das células musculares dos átrios faz com que elas se 
contraiam. A estrutura do nodoAVA lentifica o impulso elétrico, o que permite 
tempo para que os átrios se contraiam e encham os ventrículos com sangue. 
[...] Em seguida, o impulso elétrico viaja muito rapidamente através do feixe 
de His até o s ramos direito e esquerdo e as fibras de Purkinje, localizados 
no músculo ventricular. A estimulação elétrica das células musculares dos 
ventrículos causa, por sua vez, a contração mecânica dos ventrículos então 
relaxam (sístole). As células repolarizam-se e os ventrículos então relaxam 
(diástole) (SMELTZER et al, 2009, p. 695).
A estimulação elétrica é chamada de despolarização e a contração mecânica é chamada de 
sístole, como também, o relaxamento elétrico é chamado de repolarização, e o relaxamento 
mecânico de diástole.
Esse processo desde a geração do impulso elétrico do nodo sinusal até a repolarização 
ventricular completa o ciclo eletromecânico e o novamente inicia o ciclo.
De acordo com a frequência dos batimentos do coração, a arritmia pode ser classificada 
em bradicardia ou taquicardia. Na taquicardia, a frequência cardíaca é superior a 100 
batimentos por minuto e pode ser desencadeada por vários fatores, como exercícios, 
ansiedade, ou medicações. A frequência cardíaca é considerada anormal quando há um 
aumento repentino na frequência sem que a pessoa tenha feito qualquer tipo de esforço 
a mais, como em repouso ou durante o sono. Já na bradicardia a frequência cardíaca é 
inferior a 60 batimentos por minuto.
Os tipos de arritmias incluem as arritmias sinusais, atriais, juncionais e ventriculares e suas 
várias subcategorias na qual seguem:
1. Arritmias do nodo sinusal
•	 Bradicardia sinusal: ocorre quando o nodo sinusal cria um impulso em uma frequência 
mais lenta que o normal. As causas incluem necessidades metabólicas menores (sono, 
treinamento atlético, hipotireoidismo), estimulação vagal (vômito, aspiração, dor intensa, 
emoções extremas), medicamentos (bloqueadores dos canais de cálcio, amiodarona, 
beta-bloqueadores), pressão intracraniana (PIC) aumentada e infarto do miocárdio (IM), 
como também, outros fatores clinicamente significativa incluem os H e T: hipovolemia, 
hipóxia, íon hidrogênio (acidose), hipo ou hipercalemia, hipoglicemia e hipotermia; 
toxinas, tamponamento (cardíaco), penumotórax hipertensivo, trombose (coronária ou 
pulmonar) e trauma (hipovolemia, PIC aumentada).
LEITURAOBRIGATÓRIA
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•	 Taquicardia sinusal: acontece quando o nodo sinusal cria um impulso em uma 
frequência maior que a normal. As causas podem incluir: 
> Estresse fisiológico ou psicológico (perda sanguínea aguda, anemia, choque, 
hipervolemia, hipovolemia, insuficiência cardíaca, dor, estados hipermetabólicos, 
febre, exercícios, ansiedade).
> Medicamentos que estimulam a resposta simpática (catecolaminas, aminofilina, 
atropina), estimulantes (cafeína, álcool, nicotina) e drogas ilícitas (anfetaminas, cocaína, 
ecstasy).
> Automaticidade: aumentada do nodo SA e/ou tônus simpático excessivo com tônus 
parassimpático reduzido, uma condição chamada de taquicardia sinusal inadequada.
> Disfunção autônoma, que resulta em um tipo de taquicardia sinusal chamada de 
síndrome da taquicardia ortostática postural. 
•	 Arritmia sinusal: ocorre quando o nodo sinusal cria um impulso em um ritmo irregular, 
a frequência geralmente aumenta com a inspiração e diminui com a expiração. As causas 
não respiratórias incluem a cardiopatia e a doença valvular, mas estas são raras. 
2. Arritmias atriais
•	 Complexo atrial prematuro (CAP): é o único complexo do ECG que ocorre quando 
um impulso elétrico começa no átrio antes do próximo impulso normal do nodo sinusal. O 
CAP pode ser causado por cafeína, álcool, nicotina, miocárdio atrial estirado (hipovolemia), 
ansiedade, hipocalemia (nível de potássio baixo), estados hipermetabólicos (gravidez) 
ou isquemia, lesão ou infarto atrial. 
•	 Flutter atrial: acontece no átrio e cria impulsos em uma frequência atrial regular entre 
250 e 400 vezes por minuto. Como a frequência atrial é mais rápida que aquela que o 
nodo AV pode conduzir, nem todos os impulsos atriais são conduzidos para dentro do 
ventrículo, causando um bloqueio terapêutico no nodo AV. 
•	 Fibrilação atrial: causa uma contração rápida, desorganizada e descoordenada da 
musculatura atrial. Ela foi ligada ao acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, 
demência e morte prematura, sendo considerado um problema de saúde crescente nos 
países desenvolvidos. A fibrilação atrial pode ser transitória, começando e interrompendo 
LEITURAOBRIGATÓRIA
10
subitamente e ocorrendo durante um intervalo de tempo muito curto. Está usualmente 
associada à idade avançada, cardiopatia valvular, doença da artéria coronária, hipertensão, 
insuficiência cardíaca, diabetes, hipertireoidismo, doença pulmonar, ingestão moderada 
ou pesada aguda de álcool (síndrome do coração de feriado) ou o pós-operatório da 
cirurgia cardíaca aberta. 
3. Arritmias juncionais
•	 Complexo juncional prematuro: é um impulso que começa na área nodal AV antes 
que o próximo impulso sinusal normal alcance o nodo AV. Os complexos juncionais 
prematuros são menos comuns que os CAP. As causas do complexo juncional prematuro 
incluem a intoxicação digitálica, insuficiência cardíaca e doença da artéria coronária. 
•	 Ritmo juncional: ou idiopático acontece quando o nodo AV, em lugar do nodo sinusal, 
se transforma no marcapasso do coração. Quando o nodo sinusal lentifica (a partir do 
tônus vagal aumentado) ou quando o impulso não pode ser conduzido através do nodo 
AV (bloqueio cardíaco completo), o nodo AV dispara automaticamente um impulso. 
•	 Taquicardia juncional não paraxística: causada pela automaticidade aumentada na 
área juncional, resultando em um ritmo similar ao ritmo juncional, exceto e uma frequência 
de 70 a 120. Embora o ritmo geralmente não tenha qualquer efeito hemodinâmico 
deletério, ele pode indicar uma grave condição subjacente, como a intoxicação digitálica, 
isquemia miocárdica, hipocalemia ou doença pulmonar obstrutiva crônica. Como a 
taquicardia juncional é causada por automaticidade aumentada, o cardioversão não é 
um tratamento efetivo, na realidade, ela causa um aumento na frequência ventricular.
•	 Taquicarda por reentrada nodal atrioventricular (AVRT): acontece quando 
um impulso é conduzido para uma área no nodo AV que faz com que o impulso seja 
redirecionado para dentro da mesma área com frequência cada vez mais rápida. A cada 
vez que o impulso é conduzido através dessa área, ele também é conduzido para baixo, 
para dentro dos ventrículos, causando uma frequência ventricular rápida. A AVNRT que 
exibe um início abrupto e uma cessação abrupta com um QRS de duração normal foi 
denominada taquicardia atrial paroxística (TAP). A AVNRT também ocorre quando se 
sabe que a duração do complexo QRS e de 0,12 segundo ou mais e que ocorre um 
bloqueio de ramo. Os fatores associados ao desenvolvimento da AVNRT incluem a 
cafeína, nicotina, hipoxemia e estresse. As patologias subjacentes incluem a doença da 
artéria coronária e a micoardiopatia.
LEITURAOBRIGATÓRIA
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4. Arritmias ventriculares
•	 Complexo ventricular prematuro (CVP): é um impulso que começa em um ventrículo 
e é conduzido através dos ventrículos antes do próximo impulso sinusal normal. Os CVP 
podem acontecer em pessoas saudáveis, principalmente com a ingestão de cafeína, 
nicotina o álcool. Eles também são causados por isquemia ou infarto cardíaco, carga 
de trabalho aumentada sobre o coração (exercício, febre, hipervolemia, insuficiência 
cardíaca, taquicardia), intoxicação digitálica, hipóxia acidose ou distúrbios eletrolíticos, 
principalmente hipocalemia.
•	 Taquicardia ventricular (TV): definida como três ou mais CVP em uma série, 
ocorrendo em uma frequência superior a 100 batimentos por minuto. As causas são 
similares aquelas do CVP. A TV está usualmenteassociada à doença da artéria coronária 
e pode preceder a fibrilação ventricular. A TV é uma emergência porque, em geral, o 
paciente não responde e fica sem pulso. 
•	 Fibrilação ventricular: é um ritmo ventricular rápido e desorganizado que provoca o 
tremor ineficaz dos ventrículos. Nenhuma atividade atrial é notada no ECG. As causas 
da fibrilação ventricular são idênticas aquelas para a TV; ela também pode resultar da 
TV não-tratada o tratada sem sucesso. As outras causas incluem o choque elétrico e a 
síndrome de Brugada, em que o paciente (descendência asiática) apresenta um coração 
estruturalmente normal, poucos fatores de reisco ou nenhum para a doença da artéria 
coronária e uma história familiar de morte cardíaca súbita. 
•	 Ritmo idioventricular: também chamado de ritmo de escape ventricular, ocorre 
quando o impulso começa no sistema de condução abaixo do nodo AV. Quando o nodo 
sinusal falha em criar um impulso (tônus vagal aumentado), ou quando o impulso é 
criado, mas não pode ser conduzido através do nodo AV (bloqueio AV completo), as 
fibras de Purkinge disparam automaticamente um impulso. 
•	 Assistolia ventricular: comumente chamada de linha plana, a assistolia ventricular 
caracteriza-se por complexos ARS ausentes confirmados em duas derivações diferentes, 
embora as ondas P possam ficar aparentes por uma curta duração. Não existe batimento 
cardíaco, nenhum pulso palpável e nenhuma respiração. Sem o tratamento imediato, a 
assistolia ventricular é fatal. A assistolia ventricular é tratada da mesma foram que a 
AESP, focalizando a RCP de alta qualidade com interrupções mínimas e identificando 
os fatores subjacentes e contribuintes. 
LEITURAOBRIGATÓRIA
12
A cardioversão elétrica, desde o início da década de 1960, segundo Pisani et al (2009), 
tornou-se um procedimento de rotina utilizada no cuidado de pacientes com taquiarritmia. 
Esse procedimento é realizado a partir de uma aplicação de uma breve descarga elétrica 
através do coração para despolarizar, de forma sincronizada, todo o miocárdio. Sincronização 
essa que é feita por meio do registro contínuo do traçado eletrocardiográfico no monitor, de 
forma que o choque seja descarregado em um ponto seguro do ciclo cardíaco, evitando o 
chamado período vulnerável. 
As arritmias indicadas para cardiovesão elétrica são: fibrilação atrial, taquicardia ventricular, 
flutter atrial, taquicardia atrial por reentrada, fibrilação atrial conduzida por via anômala. 
As arritmias por reentrada através da junção AV (reentrada nodal e atrioventricular) são 
revertidas por esse procedimento raramente. 
Arritmias automáticas ou por atividade deflagrada não são revertidas pela cardioversão 
elétrica, e esse procedimento é contraindicado em pacientes com intoxicação digitálica 
(PISANI et al, 2009).
Na cardioversão química, segundo Pisani et al (2009), relata que a taquicardia por reentrada 
nodal e a taquicardia atrioventricular são arritmias que dependem da condução através da 
junção atrioventricular para a sustentação do circuito e se caso ocorrer um bloqueio ou uma 
diminuição da condução através desta, a taquicardia pode ser interrompida.
A adenosina traz um bloqueio transitório da junção AV interrompendo a maioria 
das taquicardias que dependem dessa condução. A adenosina deve ser 
infundida em bolus, através de acesso calibroso, na dose de 6 mg, podendo ser 
repetido novo bolus de 12 mg. Após essa medicação, deve ser administrado um 
flush com 20 mL de água destilada. Sempre que administrada essa medicação, 
deve-se ter um desfibrilador disponível, porque raramente essa medicação 
pode induzir fibrilação atrial e, em pacientes com vias anômalas funcionantes, 
pode ocorrer condução atrioventricular muito rápida, necessitando de CVE 
imediata. Deve-se ter cautela na administração dessa medicação em pacientes 
asmáticos. O verapamil por via EV (5 mg) e a associação de diltiazém 120 mg e 
propranolol 80 mg por via oral (pill-in-the-pocket) também podem ser utilizados 
para cardioversão química das taquicardias que dependem da junção AV 
(PISANI et. al, 2009, online).
A cardioversão e a desfibrilação, segundo Smeltzer et al (2009), são usadas para tratar às 
taquicardias liberando uma corrente elétrica que despolariza uma massa crítica de células 
miocárdicas. 
LEITURAOBRIGATÓRIA
13
A cardioversão e desfibrilação envolvem a liberação de uma quantidade de energia elétrica 
para despolarizar o miocárdio e terminar uma taquicardia. Quando as células repolarizam, 
o nodo sinusal geralmente é capaz de recapturar seu papel como o marcapasso cardíaco.
Uma importante diferença entre a cardioversão e a desfibrilação é o momento da liberação 
da corrente elétrica. Na cardioversão, a liberação da corrente elétrica é sincronizada com 
os eventos elétricos do paciente; na desfibrilação, a liberação da corrente é imediata e não 
sincronizada. 
No processo de cuidado da enfermagem, deve ser atentado as principais áreas 
do histórico incluindo as possíveis causas de arritmias, fatores contribuintes e 
o efeito da arritmia sobre a capacidade do coração para bombear um volume 
sanguíneo adequado. Quando o débito cardíaco é reduzido, a quantidade de 
oxigênio que alcança os tecidos e os órgãos vitais é diminuída. Essa oxigenação 
diminuída produz os sinais e sintomas associados às arritmias. Se esses 
sinais e sintomas são graves ou se ocorrem com frequência, o paciente pode 
experimentar o sofrimento significativo e a ruptura da vida diária (SMELTZER 
et al, 2009, p. 711). 
O enfermeiro deverá realizar exame físico para confirmação dos dados obtidos a partir da 
história e para observar os sinais de débito cardíaco diminuído durante o evento arrítmico 
(SMELTZER et al, 2009).
Podemos encontrar como diagnósticos de enfermagem o Débito cardíaco diminuído, 
Ansiedade relacionada com o medo ou desconhecido e Déficit de conhecimento sobre 
a arritmia e seu tratamento. Como metas, o enfermeiro deverá incluir a eliminação ou 
diminuição da ocorrência da arritmia (ao diminuir os fatores contribuintes) para manter o 
débito cardíaco, minimização da ansiedade e aquisição do conhecimento sobre a arritmia e 
seu tratamento, conforme Smeltzer et al (2009).
Poderá prescrever cuidados de enfermagem relacionados à monitorização, onde avalia 
regularmente a pressão arterial (PA), ritmo e frequência do pulso e a profundidade das 
respirações do paciente, bem como os sons respiratórios, a fim de determinar o efeito 
hemodinâmico da arritmia, avaliar os efeitos adversos dos medicamentos prescritos, 
monitorar sinais e sintomas de complicações, minimizar a ansiedade (manter o paciente 
calmo e tranquilo), ensinar o autocuidado.
LEITURAOBRIGATÓRIA
14
LINKSIMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites: 
Acesse o site da Sociedade Brasileira de arritmias cardíacas. Este site mostrará os objetivos 
da SOBRAC que são de normatizar as atividades relacionadas às arritmias cardíacas no 
Brasil, promover o desenvolvimento científico e a valorização profissional da especialidade, 
além de orientar a população leiga a respeito dos problemas mais comuns ligados às 
arritmias cardíacas, por meio de campanhas educativas. Disponível em: <http://www.sobrac.
org/campanha/arritmias-cardiacas-2/>. Acesso em: 2 jan. 2014.
Acesse o site: Arritmia cardíaca. Este site apresenta artigos e informações para o público 
em geral sobre arritmias cardíacas. Disponível em: <http://www.arritmiacardiaca.com.br/p_
entendendo04.php>. Acesso em: 2 jan. 2014.
Vídeos:
Assista ao vídeo: Arritmia cardíaca. O vídeo explica o que é arritmia cardíaca. Disponível 
em: <http://www.youtube.com/watch?v=c2Q6OdNOWG8>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Arritmias cardíacas. O vídeo explica como identificar uma arritmia 
cardíaca. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=FcLpMonIZKc>. Acesso em: 
2 jan. 2014. 
Assistaao áudio-vídeo: Arritmias cardíacas - Rádio Nacional de Brasília. O áudio-vídeo 
esclarece todos os detalhes sobre Arritmias cardíacas em uma entrevista com o Dr. 
Leandro Zimerman. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=6tUsE3BElHo>. 
Acesso em: 2 jan. 2014. 
Assista ao vídeo: Arritmias cardíacas – Precon - SOBRAC. Documentário da TV Rede 
Globo sobre as arrítmicas cardíacas no Brasil. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=wWODhTHuOfkc>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
15
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
AGORAÉASUAVEZ
Questão 1:
A arritmia cardíaca, também chamada de 
disritmia ou ritmo cardíaco irregular, é uma 
alteração que ocorre no ritmo normal do 
coração, provocando frequências cardíacas 
muito rápidas, muito lentas ou irregulares. 
Quais são suas causas?
Questão 2:
O impulso elétrico que estimula e compassa 
o músculo cardíaco origina-se normalmente 
no ______________, uma área localizada 
próximo à veia cava superior no átrio direito.
a) nodo sinoatrial.
b) nodo sinusal.
c) nodo ventricular.
d) nodo atrial.
e) nodo sinoventricular.
Questão 3:
A estimulação elétrica é chamada de 
_________________ e a contração mecâ-
nica é chamada de ___________________, 
como também, o relaxamento elétrico é 
chamado de repolarização, e o relaxamen-
to mecânico de diástole.
Assinale a alternativa CORRETA que com-
plete a afirmação.
16
AGORAÉASUAVEZ
a) Despolarização, diástole.
b) Despolarização, repolarização.
c) Repolarização, despolarização.
d) Despolarização, sístole.
e) Polarização, diástole.
Questão 4:
1. De acordo com a frequência dos batimentos 
do coração, a arritmia pode ser classificada 
em bradicardia ou taquicardia, segundo 
Moraes (2013). Assinale a alternativa 
CORRETA que corresponda a Arritmias do 
nodo sinusal.
a) Taquicardia sinusal.
b) Complexo juncional prematuro.
c) Taquicardia ventricular.
d) Fibrilação ventricular.
e) Flutter atrial.
Questão 5:
•	A _______________________________ 
causa uma contração rápida, desorgani-
zada e descoordenada da musculatura. 
Ela foi ligada ao acidente vascular cere-
bral, insuficiência cardíaca, demência e 
morte prematura, sendo considerado um 
problema de saúde crescente nos paí-
ses desenvolvidos. Assinale a alternativa 
CORRETA que corresponda à afirmação.
a) Taquicardia ventricular.
b) Taquicardia juncional não paraxística.
c) Fibrilação atrial.
d) Bradicardia sinusal.
e) Assistolia ventricular.
Questão 6:
Descreva a estimulação elétrica das células 
musculares do átrio e ventrículo.
Questão 7:
A cardioversão elétrica, desde o início da 
década de 1960, tornou-se um procedi-
mento de rotina utilizada no cuidado de pa-
cientes com taquiarritmia. Como é realiza-
do esse procedimento? Descreva.
Questão 8:
Na cardioversão química, são utilizados me-
dicamentos para a reversão. Explique como 
é administrada a medicação adenosina.
Questão 9:
Temos uma importante diferença entre a 
cardioversão e a desfibrilação. Descreva.
17
AGORAÉASUAVEZ
Questão 10:
O enfermeiro poderá encontrar alguns diag-
nósticos de enfermagem relacionados aos 
cuidados com pacientes que apresentam 
arritmias cardíacas. Descreva pelo menos 
três deles.
FINALIZANDO
Nesse tema, você aprendeu sobre os tipos de arritmias cardíacas e suas características 
e sobre a cardioversão elétrica e química. Pôde verificar também que a equipe de enfermagem 
deve estar atenta aos conhecimentos dos sinais e sintomas relacionados às complicações 
e sua evolução durante o tratamento.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua	ATPS	e	verificar	a	etapa	que	deverá	ser	realizada.	Bons	estudos!
REFERÊNCIAS
MORAES, P. L. Arritmia cardíaca. Mundo Educação. Disponível em: <http://www.
mundoeducacao.com/doencas/arritmia-cardiaca.htm>. Acesso em: 2 jan. 2014.
OLIVEIRA, P. MARKOWITZ, D. Cardioversão e desfibrilação. In: IRWIN, R. S. RIPPE, J. M. 
Enfermagem no paciente crítico e semi-crítico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
18
GLOSSÁRIO
Artérias coronárias: Artérias que irrigam o músculo cardíaco do coração. Nos seres 
humanos encontram-se duas artérias coronárias. A sua obstrução ou das suas ramificações, 
devido a coágulos sanguíneos, é responsável pela morte do músculo cardíaco (enfarte do 
miocárdio).
Infarto: O infarto ou enfarte é a consequência máxima da falta de oxigenação de um órgão 
ou parte dele. Quando existe uma lesão arterial que diminua a irrigação de um órgão este 
órgão passa a sofrer de isquemia. Se o problema arterial não for resolvido rapidamente 
então dá-se o que se chama de “enfarte” - as células morrem. Assim, enfarte é sinônimo de 
necrose. Quando o enfarte não atinge todo um órgão, a zona de necrose está rodeada por 
uma zona de isquemia onde a diminuição do fluxo arterial põe as células em sofrimento, 
mas não é suficientemente grave para provocar necrose.
Despolarização: A despolarização de uma célula se refere à saída de repouso (que é de 
-90mV na célula de músculo estriado, por exemplo) pela entrada de íons de Na+ na célula. 
Isso faz com que a célula fique mais positiva e chegue ao umbral (+40mV na célula de músculo 
estriado). O umbral faz abrir os canais rápidos de Na+ e assim a célula fica eletricamente 
positiva. Este é o momento em que as ações ocorrem: acontece a contração muscular, um 
neurônio envia um sinal elétrico a uma parte do corpo, etc. Em seguida se fecham os canais 
de Na+. O sódio para de entrar na célula. Abrem-se os canais de K+ e este, que tem carga 
positiva, começa a sair da célula fazendo com que a mesma fique novamente negativa, até 
chegar ao repouso (no final, com uma ajuda da bomba de Na+ K+).
PISANI, C. HIRONAKA, G. K. ROSA, L. V. Cardioversão química e elétrica. 2009. Disponível 
em: <http://www.medicinanet.com.br/conteudos/temas-selecionados/1655/cardioversao_
quimica_e_eletrica.htm>. Acesso em: 2 jan. 2014. 
SMELTZER, S. C. BARE, B. G. HINKLE, J. L. CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: tratado 
de enfermagem médico-cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
REFERÊNCIAS
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Repolarização: É o retorno do estado de repouso da célula, ou seja, o meio intracelular fica 
mais negativo que o meio extracelular.
Hipervolemia: Pletora ou sobrecarga de líquidos (do latim hiper+volemia muito volume 
sanguíneo) é a condição médica na qual há muito fluido no sangue em circulação.
Hipovolemia: é o estado de diminuição do volume sanguíneo, mais especificamente do 
volume de plasma sanguíneo. Choque hipovolêmico se refere a uma condição médica ou 
cirúrgica na qual ocorre perda rápida fluída que resulta no fracasso de múltiplos órgãos 
devido à perfusão inadequada. A maior parte dos choques hipovolêmicos é secundária a 
perda rápida de sangue (choque hemorrágico).
Automaticidade: Característica ou condição do que é automático; automatismo.
Hipocalemia: Quantidade abaixo do normal de potássio no sangue.
GABARITO
Questão 1
Resposta: Moraes (2013) diz que várias são as causas que levam a alterações no ritmo 
dos batimentos cardíacos, como doenças das artérias coronárias infartos, lesões nas 
válvulas, doenças do músculo cardíaco, doenças infecciosas (doença de chagas), pós-
cirurgia cardíaca, alterações nas concentrações de eletrólitos (sódio, potássio e cálcio) no 
corpo, ou congênita (defeito presente desde o nascimento).
Questão 2
Resposta: Alternativa B. Justificativa:O impulso elétrico que estimula e compassa o 
músculo cardíaco origina-se normalmente no nodo sinusal, uma área localizada próximo à 
veia Ava superior no átrio direito (SMELTZER et al, 2009). 
GLOSSÁRIO
20
Questão 3
Resposta: Alternativa D. Justificativa: A estimulação elétrica é chamada de despolarização 
e a contração mecânica é chamada de sístole, como também, o relaxamento elétrico é 
chamado de repolarização, e o relaxamento mecânico de diástole, segundo Smeltzer et al 
(2009). 
Questão 4
Resposta: Alternativa A. Justificativa: Os tipos de arritmias para Smeltzer et al (2009) 
incluem as arritmias sinusais, atriais, juncionais e ventriculares e suas várias subcategorias 
na qual seguem: Arritmias do nodo sinusal: Bradicardia sinusal, Taquicardia sinusal, Arritmia 
sinusal.
Questão 5
Resposta: Alternativa C. Justificativa: Fibrilação atrial: causa uma contração rápida, 
desorganizada e descoordenada da musculatura atrial. Ela foi ligada ao acidente vascular 
cerebral, insuficiência cardíaca, demência e morte prematura, sendo considerado um 
problema de saúde crescente nos países desenvolvidos.
Questão 6
Resposta: A estimulação elétrica das células musculares dos átrios faz com que elas se 
contraiam. A estrutura do nodo AVA lentifica o impulso elétrico, o que permite tempo para 
que os átrios se contraiam e encham os ventrículos com sangue. [...] Em seguida, o impulso 
elétrico viaja muito rapidamente através do feixe de His até o s ramos direito e esquerdo e 
as fibras de Purkinje, localizados no músculo ventricular. A estimulação elétrica das células 
musculares dos ventrículos causa, por sua vez, a contração mecânica dos ventrículos então 
relaxam (sístole). As células repolarizam-se e os ventrículos, então, relaxam (diástole) 
(SMELTZER et al, 2009).
Questão 7
Resposta: A cardioversão elétrica, desde o início da década de 1960, segundo Pisani 
et al (2009), tornou-se um procedimento de rotina utilizada no cuidado de pacientes com 
taquiarritmia. Esse procedimento é realizado a partir de um aplicação de uma breve descarga 
elétrica através do coração para despolarizar, de forma sincronizada, todo o miocárdio. 
Sincronização essa que é feita por meio do registro contínuo do traçado eletrocardiográfico 
no monitor, de forma que o choque seja descarregado em um ponto seguro do ciclo cardíaco, 
evitando o chamado período vulnerável.
GABARITO
21
GABARITO
Questão 8
Resposta: A adenosina traz um bloqueio transitório da junção AV interrompendo a maioria 
das taquicardias que dependem dessa condução. A adenosina deve ser infundida em bolus, 
através de acesso calibroso, na dose de 6 mg, podendo ser repetido novo bolus de 12 
mg. Após essa medicação, deve ser administrado um flush com 20 mL de água destilada. 
Sempre que administrada essa medicação, deve-se ter um desfibrilador disponível, porque 
raramente essa medicação pode induzir fibrilação atrial e, em pacientes com vias anômalas 
funcionantes, pode ocorrer condução atrioventricular muito rápida, necessitando de CVE 
imediata. Deve-se ter cautela na administração dessa medicação em pacientes asmáticos.
Questão 9
Resposta: Uma importante diferença entre a cardioversão e a desfibrilação é o momento 
da liberação da corrente elétrica. Na cardioversão, a liberação da corrente elétrica é 
sincronizada com os eventos elétricos do paciente; na desfibrilação, a liberação da corrente 
é imediata e não sincronizada.
Questão 10
Resposta: Podemos encontrar como diagnósticos de enfermagem o Débito cardíaco 
diminuído, Ansiedade relacionada com o medo ou desconhecido e Déficit de conhecimento 
sobre a arritmia e seu tratamento. Como metas o enfermeiro deverá incluir a eliminação ou 
diminuição da ocorrência da arritmia (ao diminuir os fatores contribuintes) para manter o 
débito cardíaco, minimização da ansiedade e aquisição do conhecimento sobre a arritmia e 
seu tratamento, conforme Smeltzer et al (2009).

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