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๏ A fenotipagem ABO e Rh é extremamente relevante na prática 
transfusional para evitar reações transfusionais hemolíticas. O sistema Rh 
possui um grande interesse clínico por estar relacionado a essas reações 
transfusionais hemolíticas além da eritroblastose fetal. 
๏ Serve para a doação de sangue (faz um check-up)e também para a 
doação de órgãos, por isso avalia a compatibilidade sanguínea através da 
fenotipagem – descobrir o que está sendo expresso nas hemácias. 
๏ Existem dois mecanismos para determinar a fenotipagem ABO: a prova 
direta e a prova indireta (ou reversa). A prova direta se dá através da 
pesquisa de antígenos A e/ou B na membrana da hemácia utilizando 
anticorpos comerciais específicos anti-A, anti-B e anti-AB, no qual ocorre 
reação de aglutinação quando positivo. A prova indireta, por sua vez, tem a 
finalidade de buscar por anticorpos regulares no plasma ou soro utilizando 
hemácias comerciais A e B, também por reação de aglutinação. 
๏ Os receptores que as células têm e toda parte que investigamos através 
dos anticorpos, são chamados de imunofenotipagem. (Determina a linhagem 
celular). 
PROVA DIRETA = analisa as hemácias/ antígenos. 
PROVA INDIRETA = analisa os anticorpos que estão no plasma/soro do 
paciente. 
Ex: se o paciente tem antígeno A, ele terá anticorpo anti-B no soro. 
 
➢ Tipo sanguíneo comum: 
 
*As proteínas que tem nas hemácias são chamadas de aglutinogênios 
(antígenos). É um tipo de proteína que quando grudar no anticorpo 
causara aglutinação. 
*AB = receptor universal; O = doador universal. 
 
O tipo sanguíneo O falso é chamado de bombain 
Este tipo de fenótipo é expresso dentro da célula, antes dela virar uma 
hemácia, através do percursor H (antígeno): 
๏ Precursor H codificado pelo gene FUT1 ou FUT2 (solúvel) 
๏ Mas o bombain é genótipo hh, ou seja, não produz tal antígeno, então 
não terá o FUT 1 e nem o FUT 2. 
 
๏ A expressão dos genótipos do sistema sanguíneo ABO está relacionada 
com o lócus gênico denominado H, existente no cromossomo 19, onde está 
o alelo H (dominante) ou h (recessivo). 
๏ O alelo H produz uma enzima (enzima H) que transforma uma substância 
precursora em antígeno H, que, por sua vez, é transformado em antígeno 
A ou B por ação, respectivamente, de enzimas sintetizadas sob o comando 
dos alelos IA ou IB. 
 
 
- Os genes FUT1 e FUT2produzem uma substância que gera o alelo H, este 
alelo quando for expresso vai produzir o antígeno H. O antígeno H ao ser 
produzido, vai para dentro das hemácias e dentro da membrana da hemácia 
terá a formação H com o antígeno IA = que virará grupo A. Se o H tiver 
o gene onde vai para IB, ele irá se transformar em grupo B. Já se o H tiver 
expresso os alelos A e o B, ele será AB. Caso ele tenha o i recessivo, será 
o grupo O; 
- Já o falso negativo não tem o alelo H, ele é recessivo, então tem somente 
2 ii, não forma antígenos. 
*A substância percursora é uma enzima que vai converter o RNAm H em 
antígeno (?). 
 
➢ Tipo sanguíneo (montagem do antígeno): 
 
*A formação dos antígenos depende de um conjunto de carboidratos (coloridos em 
azul, vermelho e amarelo). Todos os tipos (O, A e B) terão carboidratos, a diferença 
é o tipo e quantidade dos mesmos. O tipo falso O, não tem o FUT, que é o antígeno 
H (é o vermelho, está em todos), porque ele só tem recessivo. Ele é diferente de 
todos. 
 
A diferença do O é que não apresenta nenhum carboidrato a mais de 
lado. 
 
➢ Tipo sanguíneo (Fenótipo Bombain): 
 
 
 
BOMBAIN NÃO TEM O FUT → não tem antígeno, então produz todos 
os anticorpos. 
 
Sistema Rh participando, positivo = antígeno Rh, negativo = não tem 
antígeno. 
- Quem é positivo só pode doar para positivo e pode receber de negativo 
e positivo. Quem é negativo pode doar para positivo e negativo., porém só 
recebe de negativo (se ele receber de positivo é igual eritroblastose, fica 
incompatível).. 
Ex: tipo A só pode doar para quem tem antígeno A. 
Exceções: Receptor universal AB+. Porém o AB- não pode receber de 
todos, somente dos negativos. 
Doador universal O-, porém so recebe dele mesmo. Já O+ doa só para 
positivos e so recebe de O, tanto negativo, quanto positivo. 
 
São anticorpos produzidos pelo próprio organismo. O ac é produzido porque 
existem algumas substâncias no intestino e bactérias que tem antígenos 
similares aos que temos no sangue. 
• IgM (fase aguda) é mais comum que IgG (crônica). Detectados 
normalmente em temperatura ambiente. 
*se é fase AGuda → está produzindo Antígeno (AG). 
• Formação surge após contato com substâncias no intestino e 
enterobactérias: anticorpos regulares 
*as células TREG – linfócitos T regulatórios, regulam a resposta imune 
emantem a autotolerância, isto é, não ataca o mesmo antígeno (não ataca 
as do próprio corpo). 
• Formados do 3º ao 6º mês de vida – porque é a fase que o bebê 
começa a adquirir a microbiota. 
• Podem fixar complemento e causar hemólise in vitro- é decorrente 
de procedimentos incorretos de coleta, processamento do material, 
transporte ou então armazenamento inadequado da amostra de 
sangue, indicado recoleta. 
• Pode causar RTH (Reação Transfusional de Hemácias) – é uma reação 
imuno-mediada que ocorre quando há incompatibilidade imunológica 
entre as hemácias do doador e o receptor. É necessária a exposição 
prévia do receptor ao antígeno, com produção de anticorpos capazes 
de opsonizar as hemácias incompatíveis. 
E pode causar DHFRN (Doença Hemolítica do Feto e Recém-nascido)- 
eritroblastose feral, quando a mãe e o bebê possuem sangue incompatíveis. 
Por isso é muito importante detectar esses tipos de anticorpos que são 
produzidos ou que estão ligados à hemácia. 
Testes: 
 
Coombs direto → é a técnica que utilizamos para analisar pacientes com 
doença hemolítica (produz anticorpo contra a própria hemácia) (anemias, 
por exemplo). Retira o sangue do paciente e analisa, geralmente o paciente 
vai apresentar hemácias com anticorpos grudados (hemácia sensibilidade). 
Após isso adiciona-se na amostra anticorpo anti-IgM (anti-anticorpo), para 
que ele grude no anticorpo que está grudado na hemácia. Se der reagente 
(+) formará aglutinações e indicará que aquela pessoa tem hemácias com 
aglutininas. Vê antígeno. 
 
Coombs indireto → Não vê os antígenos, não vê as hemácias como no 
direto, analisa é a formação/produção dos anticorpos, se há anticorpos, 
principalmente doença como, eritroblastose fetal. Geralmente na 
eritroblastose a mãe é Rh- e o bebê Rh+, indica que a mãe não tem Rh, 
nesse caso, ela pode produzir anticorpo anti-rh. Na hora em que juntar as 
células do bebê com a da mãe, a célula da mãe reconhece e ataca a do 
bebê- incompatíveis. Nesse teste, retira da mãe o soro ou o plasma (para 
o anticorpo grudar a mãe tem que ter uma hemácia com Rh+) e pega 
hemácias de algum doador que seja Rh+. Após isso, coloca em contato com 
o anticorpo, este gruda na hemácia (se a mãe tiver Rh+, se não tiver, não 
vai grudar, como já citado) e depois adiciona anticorpo anti-anticorpo → se 
aglutina é positivo. Não aglutinou = coombs indireto negativo. 
Aglutinação das hemácias → 
 
 
 
Pode fazer coombs direto na eritroblastose fetal? 
Poder ate pode, mas não é viável pegar uma agulha enorme para tirar o 
sangue do bebê e ver se tem anticorpo grudado, machucaria muito, sendo 
que pode utilizar o coombs indireto que é o mais indicado. 
Toda gravidez vai ter eritroblastose? 
Não. Na primeira gestação não há eritroblastose fetal, porque de início será 
a mãe produzira IgM de fase aguda, este anticorpo não atravessa a barreira 
placentária. Somente na segunda gestação, onde a mãe reduziu a produção 
de IgM e aumenta IgG, nesse caso começa a passar pela placenta (mãe 
sendo Rh- e o bebê Rh+). 
Quais são os testes mais feitos para tipagem sanguínea? 
Primeiro é o da lâmina, geralmente é o teste rápido que faz, de urgência. 
Segundo é o em tubo, ele elimina as proteínas do sangue na lavagem, 
sendo mais específico que o de lâmina.E terceiro é feito a tipagem 
sanguínea em gel ou em cartela. 
 
I. Lâmina 
 
II. Tubo ou microplacas 
 
III. Gel Teste ou cartela 
 
Há vários tubinhos com o anti- A, anti-B ..., eles ficam grudados na camada 
e ai adicionamos gota de sangue em cada. Se descer é negativo. 
 
Foi associado inicialmente com hemólise intravascular aguda (doava o sangue 
um para o outro e tinha essa hemólise) e rejeição de órgãos transplantados 
– perceberam que há diferenças entre as tipagens sanguíneas eas 
compatibilidades. 
Começaram a tentar em animais e perceberam que tinham antígenos 
presente em vários tecidos e células do sangue, até descobrirem o sistema 
ABO. 
 
 
ABO 
 
Anti-D é da família do antígeno do Rh. 
Indivíduo 1 é A- e o indivíduo 2 é B+. 
 
 
- O Rh é chamado de complexo D (ati-D), mas sua origem vem do 
macaco Rhesus. 
- Não são só 2 sistemas, tem vários, mas os mais imunogênicos são ABO 
e Rh. 
(mas em alguns locais para transplante de órgãos, ex hemominas, utilizam 
MNSs e Duffy). 
- Através do sangue do macaco Rhesus e injetavam no coelho para produzir 
anticorpos, para saber qual tipo era produzido no macaco. Após tirar o soro 
do coelho, estocavam e realizavam testes com sangue humano e de outros 
animais, eles adicionavam no sangue das pessoas esse soro e observaram 
que alguns sangues aglutinavam. Quem aglutinava era Rh+ e não aglutinava 
era Rh-. 
- Então descobriram que o macaco tinha o antígeno (Rh) e os humanos 
produziam anticorpo contra esse antígeno. 
 
Tipo de Rh D mais comuns 
 
O sistema Rh é uma classe de antígenos que tem estrutura similar. O D é a 
classe mais imunogênica delas. 
D + (normal) → quando tem uma expressão dentro do padrão; 
D – → quando a pessoa não apresenta expressão. 
Quando não vemos a expressão do antígeno corretamente, tem que 
realizar outras provas para ter certeza que ela é D-, porque ela pode ser D 
fraco e estar expressando muito pouco, mas ainda sim apresenta antígeno 
provas: prova mais sensível em tubo ou na cartela). 
 
PAI (Pesquisa de anticorpos Irregulares) 
 
 
São os testes imunohematológicos realizados para selecionar o 
hemocomponente compatível, a fim de garantir uma transfusão segura. 
São eles: 
- Tipagem ABO direta e reserva e Rh(D) do receptor; 
- Pesquisa de anticorpos irregulares (Coombs Indireto) do receptor, para 
detectar a presença de anticorpo(s) contra antígeno(s) de hemácias que 
não o anti-A e anti-B. Nessa pesquisa utiliza-se o soro do receptor e 
hemácias comerciais; 
- Prova de compatibilidade maior: é uma prova de compatibilidade entre as 
hemácias do doador e o soro do receptor- compara uma com a outra. Na 
prática, simulamos in vitro, o que pode acontecer in vivo. 
 
Antígenos nas hemácias 
 
 
A maioria dos ilustrados são pouco imunogênicos, sendo os mais 
importantes na “membrana” da hemácia o ABO e o Rh, depois o MNS. 
 
Tipagem do sistema ABO e Rh 
 
 
 
Teste em gel 
 
Intensidade das reações do teste: 
Este teste apresenta uma sensibilidade e especificidade maior. 
 
 
Por Nessa cartela conseguimos fazer a prova direta e indireta (reserva anti-A ou anti-
B).. 
 
 
 
 
 
O pai tem que ser Rh+ e mãe Rh- a mãe não tem antígeno, quando nasce o filho 
ele é Rh+ e o sistema imunológico da mãe identifica aquele antígeno como diferente 
do dela e começa a produzir anticorpos anti-Rh (anti-D). 
Pergunta: toda gravidez na primeira gestação o bebê pode sofrer com eritroblastose 
fetal? 
R = Não, porque precisa do segundo contato para ter a memoria imunológica. Então 
na primeira gestação, por mais que a hemácia tenha antígeno para o Rh, na hora que 
entra em contato com a circulação da mãe, as células B da mãe vão reconhecer 
este antígeno e vão começar a produzir anticorpos, porém são da classe IgM (aguda) 
a primeira resposta e estes anticorpos não passam na placenta, por isso não afeta o 
bebê. Somente na segunda quando a mãe já tiver produzido IgG, esta passa pela 
placenta (por conta da sua estrutura e porção cristalizada). 
 
"Nos asos em que o filho é RH (-) e a mãe (+) não há problema, porque a produção 
de anticorpos pela criança só inicia cerca de seis meses após o nascimento." 
 
A- 
B+ 
AB– 
O- 
 
 
 
 
 
 
 
Os sangues do tipo A, B e AB são mutantes, ou seja, se tiver apenas uma 
expressão nos alelos a pessoa já expressa aquele tipo de sangue. O único 
recessivo é o O. 
 
Rh+ é dominante tem que ter D ou R E não produz anticorpo. 
E para ser Rh- os dois alelos doados tanto pelo pai, quanto pela mãe tem 
que ser recessivos. Produz anticorpo anti – Rh. 
 
1) (Ufrgs 2017) Um casal tem dois filhos. Em relação ao sistema sanguíneo 
um dos filhos é doador universal e o outro, receptor universal. 
Considere as seguintes possibilidades em relação ao fenótipo dos pais. 
I. Um deles pode ser do grupo A, o outro do grupo B; 
II. Um deles pode ser do grupo AB, o outro do grupo O; 
III. Os dois podem ser do grupo AB. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A. Apenas I. 
B. Apenas II, 
C. Apenas III, 
D. Apenas II e III 
E. Todas as afirmativas 
 
Explicação: Doador universal = O-. Receptor universal = AB+. 
 
 
2) (UPE) Um casal fez um teste para determinar seu tipo sanguíneo. 
Pedro apresentou aglutinogênios A, aglutininas anti-B e fator Rh, e o 
sangue de Maria mostrou reações de aglutinação com os soros anti-
A e anti-Rh, como verificado na lâmina. 
 
Considerando os resultados pode-se concluir que: 
a) O casal apresenta o mesmo tipo de sangue para o sistema ABO e, se 
forem heterozigotos terão 50% de probabilidade de originar uma criança 
de sangue tipo O. 
b) O casal tem, pelo menos, 25% de probabilidade de ter uma criança de 
sangue tipo AB. 
c) Em casos de necessidade de uma transfusão sanguínea, Pedro poderá 
ser receptor de Maria e não doador para ela. 
d) Se o segundo filho desse casal for de sangue A Rh+, pode haver doença 
hemolítica de recém-nascido, a eritroblastose fetal. 
e) Para o fenótipo do sistema ABO, Maria pode apresentar IAIA ou IAi . 
 
Explicação: Pedro é A+. Maria é A+ (apresentou aglutinação com o soro 
anti-A e Aglutinação com soro anti-Rh indica presença do fator Rh (Rh+)). 
Portanto, Maria deve ter um genótipo heterozigoto para o sistema ABO 
(IAi), podendo ser IAIA ou IAi, Prestar atenção porque no SORO é diferente.

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