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Durante a Idade Media, antes da escolarização das crianças, esta e os adultos compartilhavam os mesmos lugares e situações, fossem eles domesticos, de trabalho ou de festas. Na sociedade medieval não havia divisão territorial e atividades em função da idade dos individuos, não havia o sentimento de infancia ou uma representação elaborada dessa fase da vida (Aries,1973). Assim foi durante o seculo XVII que se generalizou o habito de pintar nos objetos e na mobília uma data solene para a família. Pode se afirmar que foi na Idade Média que as ''idades da vida'' começaram a ter importancia. Durante a Ídade Media, então, existiam seis etapas de vida. As três primeiras ,que correspondem á 1ª idade (nascimento / 7anos) 2ª a idade (7 - 14 anos) e 3ª idade, eram etapas não valorizada pela sociedade. Somente a partir da 4ª idade, a juventude ( 21- 45 anos), as pesssoas começavam a ser reconhecidas socialmente. Ainda existiam a 5ª idade (a senectude),considerando a pessoa que não era velha,mas que·tinha passado da juventude, e a 6ª idade (velhice) ,dos 60 anos em diante até a morte.Tais etapas alimentavam, desde a epoca, a ideia de uma vida divida em fases (Ariés,1973) Ná Idade Moderna, Descartes (2005) da origem a um novo tipo de pensamento,quer evoluciona a história da infância.Passam a ser analisadas, com existências separadas, uma fisiologia para corpo e uma teoria de paixões para alma. È a alma que da origem ao corpo e comanda seus movimentos. Com Decartes,então, ocorreu a super valorização do dualismos, fortalecendo a visão positivistas de conceber ao mundo e o proprio homem (Levin,1997) Em meio a este dualismo,surge no século XVII, nas classes dominantes,a primeira concepção real de infancia, a partir da observação dos movimentos de depencia das criança muito pequena. O adulto passou, então, a pouco a pouco a preocupa-se com a criança, enquanto ser dependente e fraco. Fato este, que ligou este etapa da vida a ídeia de proteção, de acordo Levin ( 1997). Só ultrapassa esta fase da vida quem saísse da dependencia, ou pelo menos dos graus mais baixos de dependencia, e a palavra infancia passou a designar a primeira idade de vida: a idade da necessidade de proteção, que perdura até os dia de hoje. Pode -ser perceber, portanto, portanto, que até o seculo VXII, a ciência desconhecia a infancia. Isto porquê, não havia lugar para criança nessa sociedade. Fato caracterizado pela inexistencia de uma expressão particular a elas. Foi, então, a partir das ideias de proteção, amparo, dependencia, que surge a infancia. As crianças, vistas apenas como seres biologicos, necessitam de grandes cuidados e, tambem, de uma rigida disciplina, a fim de transforma -las em adultos socialmente aceitos (Levin,1997). https://www.revistas.udesc.br/index.php/linhas/article/view/1394 Biografia do Autor Claudia Terra do Nascimento, UFSM Psicopedagoga, Mestre em Desenvolvimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria. Vantoir Roberto Brancher, UFSM Pedagogo, Mestre em Educação e Professor Substituto da Universidade Federal de Santa Maria. Valeska Fortes de Oliveira, UFSM Doutora em Educação, Professora da Universidade Federal de Santa Maria.