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CURSO DE FORMAÇÃO DE SD BM – 2023 
COMBATE A INCÊNDIOS URBANOS
MANEABILIDADE E TÉCNICA DE PROGRESSÃO E ATAQUE
Instrutores: Ten. Barreto/ St Jean
Monitores: Cb N Souza/ Cb W Marinho
COMBATE A INCÊNDIOS URBANOS
MANEABILIDADE E TÉCNICA DE PROGRESSÃO E ATAQUE
OBJETIVOS
 MANUSEIO DO MATERIAL DE COMBATE A INCÊNDIO
 TREINAMENTO E MANEABILIDADE DE INCÊNDIO
 TÉCNICAS DE COMBATE
Introdução 
A importância de manusear as ferramentas de
trabalho da forma correta nas atividades operacionais,
sendo qualquer área de atuação do bombeiro militar,
aumentam a capacidade de uso dos equipamentos,
otimizando o tempo resposta dada pela equipe ao
solicitante no local da ocorrência.
MANUSEIO DO MATERIAL DE COMBATE 
A INCÊNDIO
O uso adequado do equipamento e o seu bom emprego
durante a atividade operacional é primordial, manipulando de
maneira adequada o equipamento utilizado nestes eventos, torna a
atividade mais fácil e correta, evitando desta forma, o desgaste
desnecessário, tanto do equipamento quanto do combatente.
Todo equipamento deve ser manuseado com cuidado e
zelo, evitando que ocorram pancadas e impactos desnecessários,
preservando seu uso operacional, a exemplo disto, podemos
evitar: batidas das suas juntas de união, evitar a variação brusca de
pressões internas, evitar o roçamento (gastar com atrito) do corpo
da mangueira com quinas e sua sobreposição sobre superfícies
com altas temperaturas.
ACONDICIONAMENTO EM ZIGUEZAGUE - “Z”
O militar dever estender a mangueira em uma superfície
preferencialmente livre de sujidade, o combatente deve certificar-se
então de que o corpo do duto não se encontra torcido, e nem alagado.
Deve-se então com militar ajoelhado (com 4 pontos de apoio) pegar uma
das juntas de união e posicionar em formato de “C” estendendo a
mangueira de um pé, passando pela sua frente até o outro pé, segurando a
junta de união com uma das mãos sem soltar, com a outra mão faça a
dobra prendendo-a.
Com a mão que prendia inicialmente a junta de união, faça com
que o restante da mangueira contorne novamente o militar seguindo o seio
em formato de “C”, sem soltar a dobra.
Ao chegar novamente onde está a extremidade da junta, segure
com a mão a junta e o corpo da mangueira fazendo uma nova dobra dando
formato ao ziguezague, repetindo assim sucessivamente até o termino do
duto.
ACONDICIONAMENTO EM “O”
Esse tipo de acondicionamento é ideal para ser usado em local onde
não tem espaço para que a mangueira seja lançada, não permitindo que
a mesma fique estendida. Sendo assim, a mangueira acondicionada em
“O”, ao ser pressurizada, ela mantém o formato do acondicionamento sem
ocupar grandes espaços e sem formar dobras.
Para transporte, o militar deve colocar a mangueira sobre o ombro,
ficando a junta inferior voltada para a frente (onde posteriormente se fará a
ligação com o esguicho ou com outra junta de união) ficando a junta superior
voltada para a parte posterior do militar.
O objetivo da junta storz ficar voltada para trás é que ela estará
conectada a uma boca de expedição da viatura ou a um divisor. Após a
conexão da junta, o militar poderá andar em direção ao sinistro que a
mangueira irá desacondicionar durante o seu caminhar. Este tipo de
acondicionamento permite que se deixe conectado fardos de mangueira.
Podendo ser duas mangueiras acondicionadas em ziguezague, ou uma
mangueira em ziguezague e outra em “O”.
IMPORTANTE:
Ao montar fardos de mangueiras utilizando os
acondicionamentos em ziguezague e em “O”, é importante observar que
o esguicho deve ser conectado a junta interna da mangueira que foi
acondicionada em “O”. Quando colocado o fardo sobre o ombro do
bombeiro para transporte, a mangueira que foi acondicionada em
ziguezague deve ficar na parte superior de forma que a junta que se
encontra solta fique voltada para trás.
ARMAÇÃO DE MANGUEIRAS PARA O COMBATE
As armações de mangueira são as formações empregadas
para o fornecimento de água ou espuma para realizar as atividades
de combate a incêndio.
I. Ligação: é a mangueira ou série de mangueiras de 2½
polegadas (63 mm) que canaliza a água da boca de expulsão
da viatura, hidrante ou outro manancial até o divisor. Conta-se
essas mangueiras a partir do manancial em direção ao divisor.
II. Linha: é a mangueira ou série de mangueiras de 1½
polegadas (38 mm) que canaliza a água do divisor ao
esguicho. Contam-se essas mangueiras a partir do divisor em
direção ao esguicho.
ARMAÇÃO DE MANGUEIRAS PARA O COMBATE
III. Linha direta: é a mangueira ou série de mangueiras de 2½ 
(63 mm) ou 1½ (38 mm) polegadas que canaliza a água da 
boca de expulsão da viatura ou hidrante ao esguicho, sem 
passar pelo divisor. As mangueiras são contadas a partir do 
manancial em direção ao esguicho.
IV. Linha simples: é a armação de uma única linha de 
mangueira, acoplada à boca de expulsão direita do divisor, ou 
conforme determinação do chefe da guarnição.
V. Linha dupla: é a armação de duas linhas de mangueira, 
acopladas, preferencialmente, na primeira e segunda boca de 
expulsão do divisor.
VI. RESPOSTA OPERACIONAL (BOMBA ARMAR): é o conjunto de 
operações que se processa no estabelecimento dos 
equipamentos, para a montagem das ligações e linhas de 
mangueira. 
LINHA DE RESPOSTA TIPO 1
Pode ser chamada de linha rápida, é composta por uma linha 
adutora (63MM), divisor e 1(uma) ou 2 (duas) no máximo, mangueiras 
de 38MM e esguicho.
LINHA ADUTORA + DIVISOR + FARDO DE ATAQUE = R.O.T1
LINHA DE RESPOSTA TIPO 2
Formação de linhas mais complexas, sendo duas ou mais 
mangueiras de ligação, linha adutora (63MM), divisor e 1(um) fardo de 
ataque mangueiras de 38MM e esguicho.
LINHA ADUTORA (2 ou mais mangueiras) + DIVISOR + FARDO DE ATAQUE = R.O.T2
ARMAÇÃO DE MANGUEIRAS PARA O COMBATE
As armações de mangueiras para combate a incêndio podem ser 
desenvolvidas em três planos: 
• Plano horizontal – quando o combate ao fogo for no mesmo pavimento 
onde se encontram as viaturas de combate a incêndio. 
• Plano vertical – quando for necessário subir ou descer as linhas, ou a 
ligação, até a localização das chamas. 
• Plano misto – quando o combate for feito das duas formas anteriormente 
citadas de maneira simultânea. 
LIGAÇÃO DIRETA PARA COMBATE EM INCÊNDIO EM VEÍCULO
POSIÇÕES DE COMBATE
São posturas que o chefe e o ajudante de linha devem realizar 
durante as ações de combate. 
TREINAMENTO E MANEABILIDADE DE INCENDIO
É extremamente útil para que as guarnições de bombeiros estejam 
capacitadas para a utilização rápida e eficiente dos diversos equipamentos 
que compõem a dinâmica do combate ao incêndio. 
É a sistematização e aplicação de técnica no manuseio com os 
materiais para a formação de linhas de mangueiras, objetivando o combate ao 
incêndio em suas várias classes, além da utilização de agente extintor 
específico. 
O menor tempo para o ataque às chamas resultará em eficiência ao 
término da missão, e danos reduzidos. 
MONTAGEM DE ESTABELECIMENTO
O estabelecimento nada mais é do que a operação referente à 
disposição tática do material e equipamento de combate a incêndios. 
O ESTABELECIMENTO PODE SER:
- Água
- Espumas ( Aparelho entre linhas/Esguicho gerador de espuma)
GUARNIÇÃO DE COMBATE
- Guarnição Reduzida (04 componentes)
a) Cmt ;
b) Operador;
c) Chefe da Linha Direita;
d) Auxiliar da Linha Direita.
- Guarnição Padrão (06 Componentes)
a) Cmt;
b) Operador;
c) Chefe da Linha Da Direita;
d) Auxiliar da Linha Da Direita;
e) Chefe da Linha Da Esquerda;
f) Auxiliar da Linha Da Esquerda.
- Guarnição Ampliada (08 Componentes) 
1. Cmt ;
2. Operador ;
3. Armador de Ligação ;
4. Auxiliar de Ligação ;
5. Ch. da Linha Direita ;
6. Aux. da Linha Direita ;
7. Ch. da Linha Esquerda ;
8. Aux. da Linha Esquerda .
FUNÇÕES - (guarnição reduzida)
1. Comandante de Guarnição:
Responsável pelo divisor e realiza as conexões das mangueiras de 2 ½ e 1 ½ 
no divisor e as chaves de mangueira.
2. Condutore Operador da VTR: 
Responsável por fazer o acoplamento da ligação no duto de expedição da 
VTR e operação do corpo de bomba. 
3. Chefe da Linha da direita: 
Responsável pelo esguicho. 
Responsável pelo fardo mangueira de 1 ½ . 
4. Auxiliar da Linha da direita: 
Responsável pela mangueira de 2 ½ (ligação). 
Responsável por lançar, entregando uma extremidade ao operador e a outra 
ao chefe de guarnição e em seguida apoiar o chefe da linha da direita.
OBS: O estabelecimento reduzido em função do efetivo, ficará da seguinte 
maneira: 
 01 mangueira de 2 ¹/²” na ligação, 01 derivante, 01 mangueira de 1¹/²” na 
linha da direita, com esguicho.
FUNÇÕES - (guarnição padrão)
1. Comandante de Guarnição:
Responsável pelo divisor e realiza as conexões das mangueiras de 2 ½ e 1 ½ no divisor e as chaves de 
mangueira.
2. Condutor e Operador da VTR: 
Responsável por fazer o acoplamento da ligação no duto de expedição da VTR e operação do corpo de 
bomba.
3. Chefe da Linha da direita: 
Responsável pelo esguicho. 
Responsável pelo fardo mangueira de 1 ½ .
4. Auxiliar da Linha da direita: 
Responsável pela mangueira de 2 ½ (ligação). 
Responsável por lançar, entregando uma extremidade ao operador e a outra ao chefe de guarnição e em 
seguida apoiar o chefe da linha da direita.
5. Chefe da linha da esquerda - (linha da salvamento):
Responsável pelo esguicho. 
Responsável pelo fardo de ataque mangueira de 1 ½ . 
6. Auxiliar da linha da esquerda - (linha da salvamento):
Responsável pela mangueira de 2 ½ (ligação) reserva. 
Responsável pelo material de arrombamento .
TÉCNICAS DE COMBATE
TÉCNICAS DE COMBATE
1. Tipos de jatos 
Para a utilização de água e melhor aproveitamento de seu potencial 
como agente extintor, são utilizados equipamentos hidráulicos que se 
destinam a armazenar, conduzir e lançar água. Tanques armazenam água, 
hidrantes a fornecem, tubulações e mangueiras a conduzem, bombas a 
impulsionam e esguichos dão “forma” ao jato de água.
A água pode ser aplicada sob três tipos de jatos: 
• Compacto (sólido); 
• Neblinado; 
• Atomizado (neblinado a baixa vazão, pulsado, pulverizado, spray). 
TÉCNICAS DE COMBATE
TIPOS DE JATOS
COMPACTO:
 Jato fechado (sólido);
 Pouca divisão de partículas;
 Menor abrangência;
 Menor absorção de calor;
 Maior impacto;
 Mais profundidade no material combustível.
TIPOS DE JATOS
NEBLINADO:
 Regulagem do esguicho da amplitude do jato compacto até 180°;
 Menor velocidade;
 Menor alcance;
 Maior fragmentação da água; 
 Maior absorção de calor;
 Empurra mais ar.
TIPOS DE JATOS
ATOMIZADO:
 Vazão de 30 GPM, pressão de 100psi;
 Aplicado em pulso de até 2 segundos de duração; 
 Em intervalos curtos.
 Esguicho para se obter esse tipo de jato precisa: 
• Regular vazão, 
• Amplitude do cone 
• Manopla para abertura (rápida) e fechamento (lento). 
TÉCNICAS DE COMBATE
Abordagem de ambientes incendiados 
São ações de aproximação, abertura de acesso(s) e penetração em um
ambiente sinistrado.
Entrar em um incêndio é sempre um momento crítico que oferece risco
ao bombeiro e, dependendo das condições em que for feita a entrada ou abertura,
pode-se mudar a dinâmica do incêndio, haja vista que toda ventilação provoca
aceleração da queima e aumento da taxa de liberação de calor, devido a
ingestão de ar no ambiente, expondo os bombeiros a riscos como os fenômenos
extremos do fogo. Por isso toda e qualquer abertura demanda cuidados.
TÉCNICAS DE COMBATE
Passagem de porta
Para entrar na edificação sinistrada deve-se avaliar o incêndio e as
condições da edificação, escolher o melhor local de se fazer a abertura,
executar as ações de acordo com a técnica adotada.
É importante verificar se existem vitimas, qual a sua possível
localização, as condições de segurança do local, as características
construtivas da edificação, o local das saídas para estabelecer rotas de fuga, a
provável localização do foco e indicativos de fenômenos extremos do fogo.
OBSERVAÇÕES:
1- Alteração na pintura da Porta.
2- Aquecimento da Porta.
3- Sinais de Fenômenos Extremos
PASSAGEM DE PORTA
Ao escolher o local de entrada os bombeiros devem levar em
consideração os seguintes pontos:
a) Posicionamento
b) Observação Rotativa
c) Tatear (Temperatura)
d) Aguar a porta
A melhor escolha para entrada em ambiente sinistrado é em área
não atingida pelas chamas sendo esta entre o foco do incêndio e as vítimas,
pois permite uma proteção das vítimas e das áreas não atingidas pelo fogo.
PASSAGEM DE PORTA
Posicionamento:
O chefe de linha e seu auxiliar, totalmente equipados (EPI e EPRA),
devem posicionar de joelhos um de cada lado da porta, sendo que o chefe de
linha deve estar posicionado para a abertura da mesma.(DD\ FF)
PASSAGEM DE PORTA
Observação Rotativa – Tanto o chefe de linha quanto seu auxiliar devem
proceder uma verificação perimetral da porta procurando por sinais que
indiquem a condição no interior do ambiente sinistrado. Integridade da porta,
saída da fumaça, coloração, densidade, opacidade e velocidade , ruídos.
PASSAGEM DE PORTA
TATEAR (temperatura): a temperatura da porta deve ser checada à
procura de indícios que demonstrem a presença e altura da capa térmica.
Esse procedimento é feito tateando a porta com as mãos de baixo para
cima.
PASSAGEM DE PORTA
Aguar a porta: Esguicho regulado para uma vazão de 30 GPM e jato
compacto, utilizando o jato mole, deve-se molhar a porta de baixo para cima
a estrutura em torno dela e a maçaneta e verificar o ponto mas aquecido,
identificando a altura da camada de fumaça.
PASSAGEM DE PORTA
Abertura da porta:
1. O jato deve ser regulado para uma amplitude de 35º e vazão de 30 GPM;
2. O chefe de linha lança dois pulsos acima da porta de menos de um
segundo cada, um sobre a sua cabeça e outro sobre a cabeça do auxiliar,
visando deixar em suspensão uma neblina de água na região superior
próxima à porta.
3. Imediatamente após o segundo pulso acima da porta, o auxiliar faz uma
pequena abertura na porta, o suficiente para a passagem do jato de
água, enquanto o chefe de linha aplica um jato de dois segundos na
parte superior do ambiente enquanto visualiza as condições no interior.
4. Quando o chefe finalizar o jato o auxiliar fecha a porta imediatamente.
5. Depois de realizada a primeira abertura deve-se definir por continuar a
estabilização ou pelo início da progressão.
Abertura da porta
PASSAGEM DE PORTA
TÉCNICAS DE PROGRESSÃO
A progressão do bombeiro no incêndio pode ser realizado de três formas:
TÉCNICAS DE PROGRESSÃO
Deslocamento em dois pontos: se não houver risco ocasionado
pela fumaça os bombeiros devem se deslocar de pé, caminhando
normalmente.
TÉCNICAS DE PROGRESSÃO
Deslocamento em três pontos quando houver:
 Risco ocasionado pela fumaça;
 Terreno é desnivelado;
 Escadas ou escombros.
Os bombeiros devem se deslocar em três pontos, tomando
posição de combate com um dos joelhos no chão, avança tateando o chão
com o pé e apoiando o seu peso na perna que estiver com o joelho no
chão.
TÉCNICAS DE PROGRESSÃO
Deslocamento em quatro pontos: havendo risco ocasionado pela
fumaça, risco de comportamento extremo do fogo, quando for executar técnica
de passagem de porta, ou entrar em ambiente desconhecido, a dupla de
bombeiros progride com os dois joelhos no chão.
ATAQUE COMBINADO
Consiste na técnica de geração de vapor combinada com ataque
direto à base dos materiais em chamas, devendo o esguicho regulável
trabalhar com uma abertura de 30 graus e uma vazão de 125 GPM,
movimentando-o de forma a descrever uma das seguintes letras: “Z”, “O”,
“T” ou “I”, conforme o tamanho do ambiente.
OBS: Utiliza-se essa técnica quando há ventilação adequada.
OPERAÇÕES EM INCÊNDIO
REFERÊNCIAS
Manual de Fundamentos Bombeiro Militar do Amazonas – CBMAM
Manual de Combate a Incêndio do Estado de Goiás - CBMGO

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