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CONCEITUANDO ENSINO INTEGRADO E O INCLUSIVO ALUNA - GISELI RIBEIRO CODONHO DESAFIO Sandra abrirá uma escola que atende aos primeiros anos do ensino fundamental. Essa escola será subsidiada 50% pela prefeitura da cidade onde Sandra mora. Mesmo sendo da área educacional, tem dificuldade em pensar como vai ser o ensino (se inclusivo ou integrado). Ela consegue diferenciar esses dois conceitos, mas na prática, ela ainda não consegue aplicá-los. Sandra já possui o perfil de atendimento traçado para essa escola como, por exemplo, um aluno que, em função de sua deficiência, utiliza aparelho auditivo. Diante dessa situação, qual ensino Sandra acredita, em termos epistemológicos? O perfil de atendimento dessa escola pode ser focado no ensino inclusivo ou integrado? Por quê? Quais seriam as diferenças em termos práticos dessas duas expressões na prática? Resposta: As expressões inclusivo e integrado muitas vezes são utilizadas como se tivessem o mesmo significado. Porém, no âmbito educacional, essas duas expressões representam diferenças dependendo a qual situação vivencial cada um desses termos serve e é utilizado. O ensino integrado é uma modalidade anterior ao inclusivo e que, na verdade, foi o modelo que criou oportunidades de ensino para as pessoas com necessidades educacionais especiais, já que a rede regular não as atendia. Por tanto, Sandra parece estar em um estágio inicial de compreensão dos conceitos de ensino inclusivo e integrado, e ainda está explorando como aplicá-los na prática. Dito isto, devemos explorar esses conceitos e como eles se relacionam com a situação de Sandra: Ensino Inclusivo: O ensino inclusivo é um paradigma educacional que busca garantir que todos os alunos, independentemente de suas habilidades ou deficiências, tenham acesso a uma educação de qualidade em um ambiente regular de ensino. Ele pressupõe que é responsabilidade da escola se adaptar às necessidades dos alunos e oferecer suportes, recursos e estratégias para que todos tenham oportunidades iguais de aprendizado e participação. No caso de um aluno que utiliza aparelho auditivo, o ensino inclusivo envolveria ações como oferecer suportes para sua audição adequada, garantir a comunicação eficaz e m sala de aula e adaptar o currículo para atender suas necessidades. Ensino Integrado: O ensino integrado, por outro lado, refere-se a um modelo em que alunos com de ciências ou necessidades educacionais especiais frequentam escolas regulares, mas em algumas ocasiões são retiradas de suas turmas para receber instrução individualizada ou em grupos pequenos, focada em suas necessidades específicas. Nesse modelo, o aluno com aparelho auditivo poderia ser retirado da sala de aula regular para receber suporte específico para sua audição. Na situação de Sandra, dado que ela já possui um perfil de atendimento traçado para alunos com deficiências, como aqueles que utilizam aparelhos auditivos, sua abordagem parece mais alinhada ao ensino inclusivo. Ela está buscando oferecer um ambiente onde todos os alunos, incluindo aqueles com necessidades especiais, possam aprender juntos em uma escola regular, adaptando as práticas de ensino e fornecendo os suportes necessários p ara a participação e o aprendizado de todos. As diferenças práticas entre esses dois enfoques na situação de Sandra seriam: Ensino Inclusivo: Envolveria a adaptação das práticas de ensino para atender às necessidades de todos os alunos em sala de aula regular, buscando garantir que o aluno com aparelho auditivo possa participar plenamente e aprender junto com seus colegas. Poderia envolver o uso de tecnologias de apoio, estratégias de comunicação eficaz, modificações no currículo, entre outros. Ensino Integrado: Nesse caso, o aluno com aparelho auditivo poderia ser retirado da sala de aula regular em momentos específicos para receber instrução individualizada ou em grupo, focada em suas necessidades auditivas. Essa abordagem pode levar a uma separação mais clara entre os alunos com necessidades especiais e os demais, o que pode afetar a interação social e a inclusão plena. REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Educação e Desporto Secretaria de Educação. Artigo 1 da Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Disponível em:< https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697144/artigo-1-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro- de-1996> Acessado em: 21 de maio de 2024. ----------------------,. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília.1990. ----------------------,. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, dezembro 1996. ----------------------,. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, dezembro 1996. Câmera dos Deputados. Lei de Diretrizes e bases na educação -LDBEN de 1961 (Lei n. º 4.024/61). Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20- dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html. Acessado em 21 de maio de 2024. ----------------. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Disponível em:< https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578- publicacaooriginal-1-pl.html> Acessado em 21 de maio de 2024. https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697144/artigo-1-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro-de-1996 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697144/artigo-1-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro-de-1996 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.394-1996?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.394-1996?OpenDocument https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html