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CONCEITUANDO ENSINO INTEGRADO E O INCLUSIVO

Texto sobre ensino inclusivo e integrado que usa um estudo de caso (Sandra) para definir os modelos, comparar diferenças práticas — exemplificando atendimento a aluno com aparelho auditivo — e relacionar a discussão à legislação (Lei nº 9.394/1996).

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CONCEITUANDO ENSINO INTEGRADO E O INCLUSIVO 
ALUNA - GISELI RIBEIRO CODONHO 
DESAFIO 
Sandra abrirá uma escola que atende aos primeiros anos do ensino fundamental. Essa 
escola será subsidiada 50% pela prefeitura da cidade onde Sandra mora. Mesmo sendo da área 
educacional, tem dificuldade em pensar como vai ser o ensino (se inclusivo ou integrado). Ela 
consegue diferenciar esses dois conceitos, mas na prática, ela ainda não consegue aplicá-los. 
Sandra já possui o perfil de atendimento traçado para essa escola como, por exemplo, 
um aluno que, em função de sua deficiência, utiliza aparelho auditivo. 
Diante dessa situação, qual ensino Sandra acredita, em termos epistemológicos? O 
perfil de atendimento dessa escola pode ser focado no ensino inclusivo ou integrado? Por 
quê? Quais seriam as diferenças em termos práticos dessas duas expressões na prática? 
Resposta: As expressões inclusivo e integrado muitas vezes são utilizadas como se tivessem 
o mesmo significado. Porém, no âmbito educacional, essas duas expressões representam 
diferenças dependendo a qual situação vivencial cada um desses termos serve e é utilizado. O 
ensino integrado é uma modalidade anterior ao inclusivo e que, na verdade, foi o modelo que 
criou oportunidades de ensino para as pessoas com necessidades educacionais especiais, já 
que a rede regular não as atendia. 
Por tanto, Sandra parece estar em um estágio inicial de compreensão dos conceitos 
de ensino inclusivo e integrado, e ainda está explorando como aplicá-los na 
prática. Dito isto, devemos explorar esses conceitos e como eles se relacionam com 
a situação de Sandra: Ensino Inclusivo: O ensino inclusivo é um paradigma 
educacional que busca garantir que todos os alunos, independentemente de suas 
habilidades ou deficiências, tenham acesso a uma educação de qualidade em um 
ambiente regular de ensino. 
Ele pressupõe que é responsabilidade da escola se adaptar às necessidades dos 
alunos e oferecer suportes, recursos e estratégias para que todos tenham 
oportunidades iguais de aprendizado e participação. No caso de um aluno que 
utiliza aparelho auditivo, o ensino inclusivo envolveria ações como oferecer 
suportes para sua audição adequada, garantir a comunicação eficaz e m sala de 
aula e adaptar o currículo para atender suas necessidades. 
Ensino Integrado: O ensino integrado, por outro lado, refere-se a um modelo em 
que alunos com de ciências ou necessidades educacionais especiais frequentam 
escolas regulares, mas em algumas ocasiões são retiradas de suas turmas para receber 
instrução individualizada ou em grupos pequenos, focada em suas necessidades 
específicas. 
Nesse modelo, o aluno com aparelho auditivo poderia ser retirado da sala de aula 
regular para receber suporte específico para sua audição. Na situação de Sandra, 
dado que ela já possui um perfil de atendimento traçado para alunos com 
deficiências, como aqueles que utilizam aparelhos auditivos, sua abordagem parece 
mais alinhada ao ensino inclusivo. 
Ela está buscando oferecer um ambiente onde todos os alunos, incluindo aqueles 
com necessidades especiais, possam aprender juntos em uma escola regular, 
adaptando as práticas de ensino e fornecendo os suportes necessários p ara a 
participação e o aprendizado de todos. 
As diferenças práticas entre esses dois enfoques na situação de Sandra seriam: 
Ensino Inclusivo: Envolveria a adaptação das práticas de ensino para atender às 
necessidades de todos os alunos em sala de aula regular, buscando garantir que o 
aluno com aparelho auditivo possa participar plenamente e aprender junto com 
seus colegas. Poderia envolver o uso de tecnologias de apoio, estratégias de 
comunicação eficaz, modificações no currículo, entre outros. 
Ensino Integrado: Nesse caso, o aluno com aparelho auditivo poderia ser retirado da sala 
de aula regular em momentos específicos para receber instrução individualizada ou 
em grupo, focada em suas necessidades auditivas. Essa abordagem pode levar a 
uma separação mais clara entre os alunos com necessidades especiais e os 
demais, o que pode afetar a interação social e a inclusão plena. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL, Ministério da Educação e Desporto Secretaria de Educação. Artigo 1 da Lei nº 
9.394 de 20 de dezembro de 1996. Disponível em:< 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697144/artigo-1-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro-
de-1996> Acessado em: 21 de maio de 2024. 
----------------------,. Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Brasília.1990. 
 
----------------------,. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Estabelece as 
diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, dezembro 1996. 
 
----------------------,. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Estabelece as 
diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, dezembro 1996. 
 
Câmera dos Deputados. Lei de Diretrizes e bases na educação -LDBEN de 1961 (Lei n. º 
4.024/61). Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-
dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html. Acessado em 21 de maio de 2024. 
 
----------------. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Disponível em:< 
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-
publicacaooriginal-1-pl.html> Acessado em 21 de maio de 2024. 
 
 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697144/artigo-1-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro-de-1996
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697144/artigo-1-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro-de-1996
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.394-1996?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.394-1996?OpenDocument
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html

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