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Prof. Dr. Vitor Painelli
UNIDADE I
Nutrição Aplicada
ao Esporte
 Qual é a amostra sendo estudada? – Humanos vs. Animais.
Por que é importante “vendar” os participantes de um estudo?
Será que monitorar o controle alimentar dos participantes ajuda a identificar os indivíduos 
responsivos a uma intervenção?
A interpretação dos resultados é acurada?
Cuidado com os (potenciais)
conflitos de interesse!
O que eu vou dizer a vocês – metodologia da pesquisa em Nutrição Aplicada 
ao Esporte
Fonte: 
https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/
artigos/registro-de-patente-deve-ser-disciplina-
de-graduacao
 Restrição calórica = 70% da 
ingestão calórica do grupo controle.
 Leucina na proporção: 71,43 g de
leucina/kg de peso corporal.
 6 semanas de intervenção.
Qual é a amostra sendo estudada? – Humanos vs. animais
Fonte: adaptado de: livro-texto. Massa magra de ratos da linhagem wistar submetidos a 
tratamentos de restrição calórica (barra amarela), restrição calórica adicionada à 
suplementação de leucina (barra verde) ou controle (barra vermelha). As letras se referem a 
diferenças estatisticamente significantes (ao nível P<0.05) entre os grupos.
Fonte: https://biot.fm.usp.br
Controle
Restrição Calórica (RC)
RC + leucina
a
b
c
500
400
300
200
100
0
Massa magra
(g
)
 30 pessoas idosas e sedentárias.
 7,5 gramas de leucina por dia.
 12 semanas.
Qual é a amostra sendo estudada? – Humanos vs. animais
Efeitos da suplementação de leucina ou 
placebo sobre a composição corporal
Fonte: adaptado de: Verhoeven et al., 2009.
PLACEBO (N = 15) LEUCINA (N = 15)
ANTES APÓS ANTES APÓS
Massa magra (kg) 55.8 ± 0.9 56.2 ± 1.1 54.6 ± 1.0 55.0 ± 1.5
Massa gorda (kg) 19.8 ± 1.7 19.2 ± 2.0 20.0 ± 1.4 20.0 ± 1.3
Gordura corporal (%) 24.5 ± 1.7 23.9 ± 1.9 25.3 ± 1.2 25.4 ± 1.2
Massa magra
de pernas (kg)
17.6 ± 0.4 18.0 ± 0.4 17.1 ± 0.5 17.6 ± 0.4
Gordura de pernas (%) 18.9 ± 1.5 19.4 ± 1.6 19.6 ± 1.2 19.8 ± 1.2
Área de secção transversa 
do quadríceps (cm2)
71 ± 3 71 ± 3 71 ± 2 71 ± 2
Fonte: https://noticias.r7.com/saude/dia-mundial-da-osteoporose-
alerta-para-perigo-da-doenca-entre-homens-20102014
SEM DIFERENÇAS!
 Potência média avaliada em um
contrarrelógio de 10 km.
 Participantes foram avisados
do que receberiam e
quando receberiam.
Por que é importante vendar os participantes de um estudo?
Mudança percentual
de desempenho 
comparada à
condição basal (média 
[desvio-padrão])
Chance percentual 
de que o efeito
seja benéfico 
(trivial/prejudicial)
Placebo -1,4 (3,1)% 4 (51/46)
4,5 mg/kg
de cafeína
1,3 (2,7)% 45 (53/2)
9,0 mg/kg
de cafeína
3,1 (3,4)% 86 (13/1)
 Em todas as condições, foi fornecido PLACEBO!
Fonte: 
https://www.pedal.com.br
/9-dicas-para-descer-
melhor-no-ciclismo-de-
estrada_texto11698.html
 Suplementação de creatina.
 20 g por dia, 5 dias.
 Respostas individuais!
Será que monitorar o controle alimentar dos participantes ajuda a identificar 
os indivíduos responsivos a uma intervenção?
Voluntários
Fonte: Harris et al., 1992.
5 14 1 13 1R 3 8 4 6
170
160
150
140
130
120
C
o
n
te
ú
d
o
 t
o
ta
l 
d
e
 c
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4 4
4.5
2
2
2
4
7
10
3.5 7
4.5
4.5
3
7
5
7 3
5
3
7
7
5
21
2
21
2
21
221
2
 Suplementação de beta-alanina ou placebo por 5 semanas.
 Nadadores de 100 m e 200 m de nível nacional.
 Avaliação da mudança no tempo de prova
antes e após a suplementação.
A interpretação dos resultados é acurada?
Fonte: https://br.pinterest.com/pin/818107088542813613/
p = 0,07
p = 0,002
PL BA
3
2
1
0
-1
-2
-3
3
2
1
0
-1
-2
-3
-4
-5 V
a
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0
0
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V
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a
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ã
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b
s
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lu
ta
 
n
o
s
 1
0
0
 m
(s
)
Fonte: adaptado de: Painelli et al., 2013.
 Tempo nas finais masculinas dos 100 m e 200 m nado livre
(Jogos Olímpicos do Rio 2016).
 Embora certos resultados não sejam estatisticamente 
significantes, eles podem ser significativos em um contexto 
de alto rendimento.
A interpretação dos resultados é acurada?
Fonte: adaptado de: https://olympics.com/pt/olympic-games/rio-2016/results/swimming
Evento Ouro Prata Bronze
50 m 
livre
Anthony Ervin 
(EUA)
21.40
Florent Manaudou 
(FRA)
21.41
Nathan Adrian 
(EUA)
21.49
100 m 
livre
Kyle Chalmers
(AUS)
47.58
Pieter Timmers 
(BEL)
47.80 NR*
*Novo recorde 
nacional
Nathan Adrian 
(EUA)
47.85
200 m 
livre
Sun Yang (CHN) 1:44.65
Chad le Clos 
(RSA)
1:45:20 AF*
*Recorde africano
Nathan Adrian 
(EUA)
1:45.23
Tempo de estudo (semanas)
0 4 8 12 Valor P
Peso corporal (kg)
Placebo 84.8+0.9 85.7+0.9 86.0+0.9 85.1+0.9
HMB-FA 85.0+0.9 85.8+0.9 86.7+0.9 86.9+0.9 0.003
Massa magra (kg)
Placebo 67.1+1.1 68.0+1.1 70.0+1.1 69.2+1.1
HMB-FA 67.1+1.1 70.1+1.1 72.2+1.1 74.5+1.1 0.001
Massa gorda (kg)
Placebo 17.6+1.7 16.8+1.7 16.0+1.7 15.9+1.7
HMB-FA 17.9+1.7 15.7+1.7 14.4+1.7 12.5+1.7 0.0003
Área de secção transversa do quadríceps (mm)
Placebo 50.2+2.1 52.2+2.1 52.5+2.1 52.6+2.1
HMB-FA 50.2+2.1 53.1+2.1
55.60+2.
1
57.4+2.1 0.0001
 Suplementação de HMβ X
placebo (12 semanas).
 Homens previamente treinados.
 ~7,5 kg de aumento 
de massa magra!
Cuidado com os (potenciais) conflitos de interesse!
Fonte: adaptado de: 
Wilson et al., 2014.
Conflito de interesse
 Essa pesquisa foi financiada, em partes, por um auxílio financeiro da empresa Metabolic 
Technologies Inc. JMW, RPL, JMJ, JCA e SMCW declaram que não possuem conflitos de 
interesse. JR, JF e SB são empregados da empresa Metabolic Technologies, Inc.
Fonte: adaptado de: Wilson et al., 2014.
Cuidado com os (potenciais) conflitos de interesse!
Fonte: https://densipaper.com/things-you-need-to-know-about-hmb-supplement/
 A área de Nutrição Aplicada ao Esporte/Exercício é constantemente atualizada. Inúmeros 
são os pontos a serem considerados para avaliar a qualidade da informação produzida 
nessa área.
 A amostra do estudo determinará a sua validade ecológica, isto é, quanto ela reflete o 
“mundo real”.
 O efeito placebo “existe e está entre nós”! – o vendamento é imprescindível!
 Como regra, suplementos são complementos da dieta, ou seja, deve-se prestar atenção 
sobre o potencial papel do estado nutricional e consumo alimentar previamente reportados.
 Cautela deve ser exercida durante a análise e a interpretação dos resultados.
 O conflito de interesse pode influenciar a elaboração, a 
condução e a interpretação de um estudo – a ética e a 
integridade devem ser preservadas.
Take-home messages – mensagens para casa
Sobre os pontos a serem considerados em uma nova informação publicada na área de 
Nutrição Aplicada ao Esporte, assinale a alternativa correta:
a) Resultados provenientes de estudos com suplementos nutricionais em modelos animais 
são facilmente extrapoláveis para humanos.
b) Informações e/ou pistas a respeito de um suplemento nutricional podem influenciar a 
expectativa de um indivíduo e, portanto, a sua performance física.
c) Independentemente do consumo alimentar de um indivíduo, todos os suplementos 
nutricionais com fundamentação científica serão sempre benéficos.
d) A interpretação estatística deve ser a mais rigorosa possível 
em investigações nesse campo.
e) O patrocínio de uma investigação nessa área, 
provavelmente, terá pouca ou nenhuma influência sobre
os resultados.
Interatividade
Sobre os pontos a serem considerados em uma nova informação publicada na área de 
Nutrição Aplicada ao Esporte, assinale a alternativa correta:
a) Resultados provenientes de estudos com suplementos nutricionais em modelos animais 
são facilmente extrapoláveis para humanos.
b) Informações e/ou pistas a respeito de um suplemento nutricional podem influenciar a 
expectativa de um indivíduo e, portanto, a sua performance física.
c) Independentemente do consumo alimentar de um indivíduo, todos os suplementos 
nutricionais com fundamentaçãocientífica serão sempre benéficos.
d) A interpretação estatística deve ser a mais rigorosa possível 
em investigações nesse campo.
e) O patrocínio de uma investigação nessa área, 
provavelmente, terá pouca ou nenhuma influência sobre
os resultados.
Resposta
 Processo de contração muscular.
 Importância da dieta (macronutrientes x micronutrientes).
 Sistemas de fornecimento de energia durante o exercício
para o processo de contração muscular.
 Sistema anaeróbio alático/sistema anaeróbio lático/ sistema aeróbio.
Quem são eles? Quais são as suas características? Em quais 
tipos de exercícios possuem maior contribuição?
O que eu vou dizer a vocês – bioenergética e integração metabólica
Fonte: https://ccb.med.br/noticia/415-
industrias-farmaceuticas-de-olho-nas-
celulas-tronco-nelas-esta-a-chave-para-
medicamentos-100-eficientes
 É o ramo da bioquímica que aborda a transferência, a conversão e a utilização de energia
nos sistemas biológicos.
Bioenergética – conceito 
Grupos fosfato
Estrutura da adenosina trifosfato ATP
Ribose
Adenina
Fonte: adaptado de: 
https://www.vivendociencias.com.br/2015/12/atp-
adenosina-tri-fosfato.html
Visão geral do processo de contração muscular
Ca++
Miosina
Troponina
ATP
Fonte: adaptado de: Fitts (1994) e Robergs et al., 2004.
Actina
Tropomiosina
Tnl
TnC TnT
Exemplos de estoques de energia no corpo humano e papel da dieta
Tabela – Estimativa da energia total disponível (kcal)
nos principais reservatórios do organismo
Fonte: adaptado de: 
Brooks et al., 2000.
Reservas Energia disponível (kcal)
Glicogênio muscular 2.000
Glicogênio hepático 280
TG tecido adiposo 141.000
Proteínas corporais 24.000
Carboidratos Proteínas Gorduras Vitaminas Minerais
Nutrientes
Macro Micro
Suplementos Alimentos
 PROVISÃO DE ENERGIA
 REGULAÇÃO DO METABOLISMO
 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
P P CH2 OOO
Adenina
Água
Fosfato inorgânicoATP ADP
Adenina
ADP ATPCreatina-fosfato (CP) Creatina
Fonte: adaptado de: Robergs et al., 2004.
Adenina
Adenina
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio alático (ATP-PCr)
O
O O O OP P P CH2
O O O
O– O– O–
H H
HH
OH OH
H H
+
ATPase
OH OH
H
HH
H
OO
–O O OP P CH2
O– O–
O– H+
O
+ +
O–
HO P
OH OH
H
HH
H
–O O O
OO
O– O–
H++
CH2
COO–
CH3
O
H
–O P N NC +
+NH2
O–
CH2
COO–
CH3
H
N NC
+NH2
H
–O P P CP
O
O–
OO
O–O–
OH OH
H
HH
H
+
Creatine Kinase
 “Tampão temporal energético”
(Terjung et al., 2000).
 Fornecimento do fosfato
necessário para a ressíntese
de adenosina trifosfato (ATP).
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio alático (ATP-PCr)
ATPATP
ATP
ADP ADP ADP
ADP
PCr
Cr
ATP
CK CK CKCK ATPase
CK
ATPase
Creatina quinase mitocondrial
Creatina citosólica
AtPase citosólica
CK
Mitocôndria Citoplasma
Fonte: adaptado de: https://www.saberatualizado.com.br/2015/12/o-que-e-suplementacao-com-creatina.html
 Apesar de abundantes, os estoques de PCr são rapidamente depletados em situações com 
elevada demanda por ATP não suprida pela respiração mitocondrial.
 ~10-15 segundos.
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio alático (ATP-PCr)
Tempo (s)
%
 d
o
 v
a
lo
r 
d
e
 r
e
p
o
u
s
o
Exaustão
Fonte: adaptado de: Verheijen, 1998.
 Natação (50 m);
 Atletismo (100 m);
 Arremesso de disco;
 Arremesso de peso;
 Salto triplo;
 Salto em distância;
 Levantamento de peso.
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio alático (ATP-PCr)
Fontes: http://treinamentoesportivo.com/index.php/lpo/levantamento-olimpico-o-arranco-e-o-arremesso/
http://tudosobrenatacao.blogspot.com/2016/04/
https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/acusado-de-jogar-garrafa-em-pista-de-corrida-se-diz-inocente/
https://veja.abril.com.br/esporte/fabiana-murer-confirma-aposentadoria-nao-salto-nunca-mais/
https://atletisminterativo.weebly.com/lanccedilamento-do-disco.html
 Nesse sistema, a glicose proveniente do glicogênio passa a ser o substrato utilizado para a 
geração de ATP.
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio lático (glicólise)
FASE DE PAGAMENTOFASE DE RECOMPENSA
Fonte: adaptado de: 
https://canalcederj.ceci
erj.edu.br/recurso/7667
 A nicotinamida adenina dinucleotídeo 
(NADH), uma coenzima 
eletricamente carregada, seria 
naturalmente reoxidada na 
mitocôndria; contudo, dada a 
insuficiência de oxigênio, o piruvato 
aceita os elétrons do NADH, 
convertendo-se em lactato.
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio lático (glicólise) –
formação de lactato
Fonte: adaptado de: Robergs et al., 2004.
Regeneração
Piruvato
G
lic
ó
lis
e
Lactato
ATP
ADP
NADH
NAD+
NAD+H+
2
2 22+
Glicose
H H
H
H
OH
OH
OH
H
HO
CH2OH
O
COO–
C
CH3
O
COO–
C
CH3
2
NAD+
2
OHH
Desidrogenase
lática
 Atletismo (400 e 800 m);
 Natação (100 e 200 m);
 Ciclismo indoor (1 km);
 Boxe;
 Judô.
Sistema de fornecimento de energia: sistema anaeróbio lático (glicólise)
Fontes: https://www.torcedores.com/noticias/2018/12/selecao-brasileira-de-ciclismo-kacio-freitas
http://www.judan.com.br/2014/12/os-10-melhores-ippons-de-2014-no-judo.html
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/olimpiada/noticia/2016/06/phelps-garante-vaga-nos-200m-borboleta-
dos-jogos-do-rio-6274673.html
https://sites.google.com/site/edfisicaempic/educacao-fisica-corpo-e-mente/atletismo
 Com a presença de oxigênio, o piruvato é convertido em Acetil-CoA, o qual adentrará o ciclo 
do ácido cítrico (Ciclo de Krebs).
 O ciclo levará à produção de ATP.
 E também levará à produção das já mencionadas coenzimas eletricamente carregadas 
(NADH e FADH).
Sistema de fornecimento de energia: sistema aeróbio (Ciclo de Krebs e 
cadeia transportadora de elétrons)
Fonte: http://www.ellu.com.br/noticias/parte-2-respiracao-e-transpiracao-das-frutas-e-hortalicas/
Acetil-CoA
NADH+H+
NAD+
NADH+H+
NAD+
CO2
NADH+H+
NAD+
CO2
FAD
FADH2
Succinato Fumarato
NADH + H+ NAD+
4H+
4H+
2H+
ADP + Pi
H2O
½ O2 + 2H+
F1
F0
H+
I II
III
IV
Q
Cyt c Espaço
Intermembrana
Matriz
ATP
Citoplasma
+
+ + + + + +
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
–
–
–
– – –
–
–
–
–
–
+
––
–
Sistema de fornecimento de energia: sistema aeróbio (Ciclo de Krebs e 
cadeia transportadora de elétrons)
Fonte: 
adaptado de: 
Nelson & Cox, 
2002.
 NADH e FADH fornecem os seus elétrons aos complexos da cadeia transportadora
de elétrons.
 Ao passo que esses elétrons são transportados pela cadeia, prótons são gerados no espaço 
intermembranar da mitocôndria, os quais vão levar à síntese de ATP.
 Maratona;
 Maratona aquática;
 Marcha atlética;
 Cross-country;
 Ciclismo de estrada;
 Triatlo.
Sistema de fornecimento de energia: sistema aeróbio (Ciclo de Krebs e 
cadeia transportadora de elétrons)
Fontes: http://www.ssat.or.th/en/2017/04/20/cross-country-skiing-2/
https://esporte.ig.com.br/olimpiadas/triatlo/
http://www.finishlynx.com/pt/packages/cycling-timing-systems/
https://www.torcedores.com/noticias/2018/11/maratona-de-nova-york-ao-vivo-na-tv
 Principais características dos três sistemas de fornecimento de energia.
Take-home messages – mensagens para casa
Fonte: adaptado de: Brooks, 1998.
CARACTERÍSTICAS
SISTEMA 
ANAERÓBIO 
ALÁTICO
SISTEMA 
ANAERÓBIO LÁTICO
SISTEMA AERÓBIO
Tipo de atividade Potência Velocidade Endurance
Duração do esforço 0 a 20 segundos 30 a 120 segundos >180 segundos
Evento esportivo
Lançamentos, saltos, 
sprints
Corridas de 400 e 800 
metros, nado 100 e 
200 metros
Maratona, triatlo, remo
Localização de enzimas Citosol Citosol Citosol e mitocôndrias
Localização de 
substrato
Citosol Citosol
Citosol, sangue, fígado e 
tecido adiposo
Velocidade de ativação 
do processo
Imediato Rápido Lento, mas prolongado
Substratos utilizados Fosfocreatina
Glicose e glicogênio 
muscular
Glicose e glicogênio 
muscular, glicogênio 
hepático, ácidos graxos, 
aminoácidos
Presença de oxigênio Não Não Sim
Assinale a alternativa incorretaentre as sentenças:
a) O NADH e o FADH são coenzimas eletricamente carregadas, cujo destino é a cadeia 
transportadora de elétrons, em que ATP será produzido por vias aeróbias.
b) O ATP é a “moeda energética” do organismo. Além de permitir que determinadas reações 
enzimáticas e trocas iônicas ocorram, sem ele, não há contração muscular.
c) A ligação do cálcio à troponina também tem papel imprescindível no processo de
contração muscular.
d) O corpo humano tem “estoques de energia” para a 
sobrevivência, como o glicogênio muscular e os triglicerídeos 
no tecido adiposo.
e) O levantamento básico, o lançamento de peso e o salto triplo 
são exemplos de modalidades em que há a predominância 
do sistema aeróbio.
Interatividade
Assinale a alternativa incorreta entre as sentenças:
a) O NADH e o FADH são coenzimas eletricamente carregadas, cujo destino é a cadeia 
transportadora de elétrons, em que ATP será produzido por vias aeróbias.
b) O ATP é a “moeda energética” do organismo. Além de permitir que determinadas reações 
enzimáticas e trocas iônicas ocorram, sem ele, não há contração muscular.
c) A ligação do cálcio à troponina também tem papel imprescindível no processo de
contração muscular.
d) O corpo humano tem “estoques de energia” para a 
sobrevivência, como o glicogênio muscular e os triglicerídeos 
no tecido adiposo.
e) O levantamento básico, o lançamento de peso e o salto triplo 
são exemplos de modalidades em que há a predominância 
do sistema aeróbio.
Resposta
 Classificação dos CHO.
 Processo de digestão e absorção intestinal dos CHO.
 Captação tecidual dos CHO.
 Utilização dos CHO durante o exercício físico.
 Importância do fornecimento de CHO pela dieta para o exercício físico.
 Efeitos da suplementação de CHO sobre o desempenho físico.
 Efeitos sobre o treinamento físico (aeróbio e resistido).
 Recomendações.
O que eu vou dizer a vocês – carboidratos (CHO)
Fonte: 
https://revistaanamaria.com.br/noticia
s/bem-estar-e-saude/descubra-a-
importancia-dos-carboidratos-para-a-
saude-3343.phtml
 Monossacarídeos = CHO simples.
 Não sofrem digestão (glicose, frutose).
 Dissacarídeos (lactose, sacarose) e
polissacarídeos (glicogênio) =
CHO complexos.
 Precisam sofrer digestão.
Carboidratos – classificação 
Classificação e função dos carboidratos.
Fonte: adaptado de: Jenkins et al., 1981.
Classificação Funções
Estrutural Energética
Monossa-
carídeos
Polissa-
carídeos
Dissacarídeos
são
Substâncias
orgânicas
Carboidratos
 Inicia na boca (trituração + ptialina).
 Interrompida no estômago.
 Duodeno  suco pancreático
 Amilase pancreática.
 Formação dos dissacarídeos.
 Jejuno e íleo  secreção
de enzimas específicas 
aos dissacarídeos.
Carboidratos – digestão e absorção intestinal
Ilustração da digestão dos carboidratos no organismo humano.
Digestão dos carboidratos
Dissacarídeos MonossacarídeosPolissacarídeos
Dextrinas
Maltose Sucrose Lactose
LactaseSacaraseMaltase
Dextrinasptialina
ph ácido do estômago 
inibe a ptialina
(duodeno)
Glicose Frutose Galactose
Fonte: adaptado de: https://www.jove.com/science-
education/10834/carbohydrate-digestion-and-amylases?language=Portuguese
Amilase
pancreática
Amilase
salivar
 Glicemia deve ser regulada.
 Pâncreas – secreção de insulina.
 Insulina favorece o transporte de GLUT para a membrana celular.
 GLUT (glucose transporter) é o responsável por captar a glicose.
Carboidratos – captação tecidual
Insulina Glicose
Receptores 
de insulina Ativo
Inativo
GLUT4
Ativação de 
sinalizadores
Estocagem ou 
utilização da glicose
Fonte: livro-texto. Ilustração do processo de 
captação de glicose do meio extracelular para o 
meio intracelular pelo transportador de glicose 
isoforma 4 (GLUT4), o qual ocorrerá após a ligação 
da insulina ao seu receptor específico.
 Hormônios liberados durante o exercício estimulam a quebra de glicogênio (glicogenólise) 
até glicose.
 A glicose sofre a glicólise, levando à produção de ATP.
Carboidratos – utilização durante o exercício físico
Fonte: autoria própria.
Tecido muscular
Energia
GLUCAGON
GLICOSE
G6P
3
2
1
GLICOGÊNIO
GLUT 4
GLUT 4
(+) CONTRAÇÃO
GLICOGENÓLISE
1 Hexoquinase
2 Glicogênio sintetase
3 Via oxidativa
 Quanto > a intensidade, maior a mobilização de glicogênio muscular para o exercício.
 Quanto > a duração, maior a mobilização de glicogênio muscular para o exercício.
Carboidratos – utilização durante o exercício físico
Glicogênio muscular
Triglicerídeos musculares
Glicose plasmática
Ácidos graxos plasmáticos
% do VO2 máx
G
a
s
to
 c
a
ló
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 (
c
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C
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g
ê
n
io
 (
m
m
o
l/
k
g
/m
in
)
Duração (mín)
Fonte: Gollnick et al., 1974; 
Hermansen et al., 1967; 
Romijn et al., 1993.
25 65 85
300
200
100
0
100
80
60
40
20
0
0 20 40 60 80
 Dietas de diferentes conteúdos de CHO levarão a diferentes concentrações de glicogênio 
muscular, o que impactará o desempenho físico.
Carboidratos e exercício físico – influência da dieta?
Relação entre a tolerância ao esforço e a concentração inicial de glicogênio muscular fornecida 
por dietas com diferentes conteúdos de carboidrato. Os quadrados são os participantes 
submetidos à dieta pobre em carboidrato; os triângulos são os participantes submetidos à dieta 
moderada; os círculos fazem referência aos participantes submetidos à dieta rica.
Fonte: adaptado de: Bergstrom et al., 1966.
[g
li
c
o
g
ê
n
io
 m
u
s
c
u
la
r]
 g
/1
0
0
 
m
ú
s
c
u
lo
Tempo de exaustão (mín)
0 50 100 150 200 250 300
6.0
5.0
4.0
3.0
2.0
1.0
0.0
 Ciclistas treinados.
 120min a 70% VO2máx.
 Contrarrelógio 30 km.
 CHO: ~150 g antes/solução de glicose 6,4%.
 Placebo: adoçante artificial / adoçante artificial.
 Ingestão 30min antes/a cada 15min.
Carboidratos e exercício físico – influência da suplementação?
T
e
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p
o
 p
a
ra
 
c
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p
le
ta
r 
3
0
 k
m
 (
s
)
 CC: CHO antes e durante o exercício
 PC: placebo antes e CHO durante o exercício
 CP: CHO antes e placebo durante o exercício
 PP: placebo antes e durante o exercício
Fonte: adaptado de: Febbraio et al., 2000.
Fonte: https://www.pedal.com.br/modalidades-
ciclismo-de-estrada_texto14460.html
4000
3000
2000
1000
0
CC PC CP PP
 Tal como durante as competições, os CHO também são importantes para manter uma 
intensidade de treino elevada, de forma a adquirir melhores adaptações ao treinamento e, 
assim, melhores índices de competição.
Carboidratos – efeitos sobre o treinamento físico
Baixo CHO
Alto CHO
%
 d
a
 p
o
tê
n
c
ia
 m
á
x
im
a
Fonte: adaptado de: Yeo et al., 2008.
Efeitos de dietas ricas e pobres em carboidratos (CHO) sobre a 
intensidade de treinamento a cada sessão.
77
75
73
71
69
67
65
HIT1 HIT2 HIT3 HIT4 HIT5 HIT6 HIT7 HIT8 HIT9
*
p = 0.06
 Séries de agachamento a 85% 1RM até a exaustão.
 3min de descanso entre as séries.
 0,3 g de CHO/kg antes e após cada série completada.
Carboidratos – efeitos sobre o treinamento de força?
Fonte: adaptado de: Kulik et al., 2008.
Tabela – Efeitos da suplementação de carboidratos sobre o desempenho de força
Fonte: https://www.queroviverbem.com.br/coxa-
durinha-melhores-exercicios/agachamento-smith-
machine-maquina/
VARIÁVEL CARBOIDRATO PLACEBO p
Repetições 20.4+14.9 19.7+13.1 0.88
Séries 3.5+3.2 3.5+2.7 1.00
Volume total (kg.reps) 2928.7+2219.5 2772.8+1951.4 0.78
Trabalho total (kJ) 29.9+22.3 28.6+19.5 0.83
Tempo total (mín) 29.7+3.6 28.5+3.0 0.70
Carboidratos – recomendações (ACSM)
Fonte: Thomas et al., 2016.
Recomendações diárias
Leves  Baixa intensidade ou dependentes de habilidades 3 a 5 g de CHO/kg/dia
Moderadas
 Atividades de duração e/ou intensidades moderadas
(~1h/dia)
5 a 7 g de CHO/kg/dia
Intensas + prolongadas
 Atividadesde natureza aeróbia e/ou intermitente, de 
intensidade moderada à alta e duração prolongada (1 
a 3h/d)
6 a 10 g de CHO/kg/dia
Intensas + (muito) 
prolongadas
 Atividades de intensidade moderada à alta, com 
duração extremamente prolongada (>4-5h/dia)
8 a 12 g de CHO/kg/dia
Pré-exercício:
 3 a 4 horas antes (refeição).
 4 a 5 g de CHO/kg de peso corporal.
 1 hora antes (repositores energéticos líquidos).
 1 a 2 g de CHO kg de peso corporal.
Durante o exercício (duração < 1 hora):
 Desnecessários!
Durante o exercício (intensos, contínuos ou intermitentes, 
com duração > 1 hora):
 30 a 60 g de CHO/hora; provê-lo a cada 15 ou 30 minutos.
Carboidratos – recomendações (ACSM)
Pós-exercício:
 1,0 a 1,2 g de CHO/kg de peso corporal/hora durante 4 a 6 horas após o término do 
exercício; depois disso, retornar às necessidades diárias.
Carboidratos – recomendações (ACSM)
Fonte: 
https://www.sportsperformancebulletin.com/nutritio
n/carbohydrate-supplementation-two-sugars-for-
maximum-performance
Fonte: http://www.novakbrasil.com/gel-de-
carboidrato-como-e-quando-consumir/
 Os CHOs possuem mecanismos de digestão e absorção bem definidos, iniciando-se na boca 
e terminando no íleo e no jejuno por meio da ação de enzimas específicas a esses sítios.
 A liberação de insulina pelo pâncreas e a sua ligação ao seu receptor específico é um passo 
de suma importância para a captação de glicose pelos tecidos.
 Uma vez dentro dos diferentes tecidos, a principal função da glicose será o fornecimento 
energético. A sua contribuição para a manutenção do exercício é fundamental conforme a 
intensidade e a duração do exercício aumentam.
 Isso tem relação direta com o desempenho físico. Assim, a 
suplementação de CHOs antes e durante o exercício físico 
tem sido recomendada para a melhora do desempenho em 
atividades intensas e de longa duração (> 1 hora).
 Exercícios resistidos parecem não sofrer benefícios com a 
suplementação de CHO.
Take-home messages – mensagens para casa
Assinale a alternativa correta entre as sentenças:
a) A combinação de intensidades elevadas e durações prolongadas em um exercício físico 
acarreta baixa mobilização do glicogênio muscular para a produção de energia para a 
manutenção da contração muscular.
b) Considerando o sistema de fornecimento de energia durante o treinamento resistido para 
quem quer ganhar força máxima, pode-se dizer que o efeito da suplementação de 
carboidratos exerceria efeitos ergogênicos.
c) Modalidades esportivas intensas e de longa duração (maratona, triatlo) são exemplos de 
atividades em que não se esperariam efeitos ergogênicos da suplementação
de carboidratos.
d) A ingestão de carboidratos durante atividades de alta 
intensidade e de relativa curta duração (30 a 40 minutos) se 
tornaria irrelevante, já que não há completa depleção do 
glicogênio muscular em atividades com tal duração, nem 
risco de hipoglicemia.
e) Todas as alternativas anteriores são incorretas.
Interatividade
Assinale a alternativa correta entre as sentenças:
a) A combinação de intensidades elevadas e durações prolongadas em um exercício físico 
acarreta baixa mobilização do glicogênio muscular para a produção de energia para a 
manutenção da contração muscular.
b) Considerando o sistema de fornecimento de energia durante o treinamento resistido para 
quem quer ganhar força máxima, pode-se dizer que o efeito da suplementação de 
carboidratos exerceria efeitos ergogênicos.
c) Modalidades esportivas intensas e de longa duração (maratona, triatlo) são exemplos de 
atividades em que não se esperariam efeitos ergogênicos da suplementação
de carboidratos.
d) A ingestão de carboidratos durante atividades de alta 
intensidade e de relativa curta duração (30 a 40 minutos) se 
tornaria irrelevante, já que não há completa depleção do 
glicogênio muscular em atividades com tal duração, nem 
risco de hipoglicemia.
e) Todas as alternativas anteriores são incorretas.
Resposta
 Classificação.
 Digestão e absorção intestinal.
 Mobilização e oxidação durante o exercício físico.
 Estratégias nutricionais para “otimizar” a
mobilização e a oxidação de lipídios.
O que eu vou dizer a vocês – lipídios
Fonte: 
https://brasilescola.uol.com.br/quimic
a/lipidios.htm
 Moléculas hidrocarbonatadas (carbono, hidrogênio e oxigênio).
 Não solúveis em água.
 Triglicerídeos.
 Fosfolipídios.
 Esteroides (colesterol).
Lipídios – classificação 
Reação de síntese dos triglicerídeos 
(gorduras) a partir da condensação 
de três moléculas de ácido graxo 
com uma molécula de glicerol
Fonte: adaptado de: 
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/
o-que-sao-triglicerideos.htm
Glicerol
+
3 ácidos graxos
de diferentes 
comprimentos
Um triglicerídeo
formado a partir
de 1 glicerol +
3 ácidos graxos
 Estrutural.
 Armazenamento e provisão de energia.
 Isolante térmico e físico.
Lipídios – classificação e função
Fonte: adaptado de: https://www.todamateria.com.br/acidos-graxos/
Glicerol
CH2 – OH
CH – OH
CH2 – OH 
Ácido graxo
HO
O=
HO
O=
Saturado
Ligação dupla
Insaturado
Lipídios – classificação e função
(Alimentos de origem animal) (Azeite de oliva, óleo de canola e de amendoim)
(Castanha, amêndoa, óleo de girassol)
Triglicerídeos
O=
CH2 – O
CH – O
CH2 – O
Glicerol + 3 ácidos graxos 
O=
O=
O=
CH2 – O
CH – O
CH2 – O
O=
O=
SATURADO MONOINSATURADO
O=
CH2 – O
CH – O
CH2 – O
O=
O=
POLI-INSATURADO
Fonte: adaptado de: https://www.todamateria.com.br/acidos-graxos/
Lipídios – digestão 
3)
4)
5)
Na boca, lipase 
lingual inicia a 
digestão dos lipídios
No estômago, a lipase 
gástrica continua a 
digestão dos lipídiosA vesícula biliar libera a bile, 
rica em sais/ácidos biliares
As micelas são 
transportadas até
a mucosa intestinal
do jejuno
A lipase pancreática, 
liberada pelo pâncreas, é 
responsável pela digestão 
final dos lipídios, quebrando 
as micelas em glicerol 
e ácidos graxos
2)
No duodeno, os sais
biliares continuarão a
quebra das gotículas
maiores de lipídios,
transformando-os em
moléculas menores,
as micelas
6)
1)
Fonte: adaptado de: https://www.msdmanuals.com/pt-
br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-
metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-
lip%C3%ADdicos/vis%C3%A3o-geral-dos-
metabolismo-lip%C3%ADdico
Lipídios – absorção
Tecidos Sangue
Células da 
mucosa 
intestinal
Resintetizados 
em triglicerídeos Quilomícrons
Ácidos graxos, glicerol
absorção
Colesterol 
fosfolipídios de 
proteínas
Ácidos graxos 
e glicerol
Fonte: Adaptado de: McArdle et al., 1996.
Oxidação dos ácidos graxos (AG)
 Circulação sistêmica
 AG ligado à albumina
 Captação (fígado e músculo)
Lipídios – mobilização do tecido adiposo e transporte através da
corrente sanguínea
Fonte: autoria própria.
Triacilglicerol 
(TAG)
GLICEROL
3 AG
Sist. Circulatório
Adipócito
AMPc
(+)
Hormônios 
Glucagon
Adrenalina
GH
Lipase 
Hormônio
Sensível 
(LHS)
Ácido graxo 
+ albumina
Tecido muscular
Tecido hepático
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/figado.htm
Fonte: https://endocrinopapers.com.br/musculo-esqueletico/
Oxidação dos ácidos graxos (AG)
a) Citoplasma
 Captação (difusão).
 Ligação à FABP.
 Ligação à coenzima A.
Lipídios – captação e ativação pela célula muscular
Sist. circulatório
Ácido graxo 
+ albumina
COENZIMA A
(CoA)
ATP
AG-FABP
MIÓCITO
Acil-CoA
Fonte: autoria própria.Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/mitocondrias.htm
Oxidação dos ácidos graxos (AG)
b) Mitocondrial
 Degradação do Acetil CoA no ciclo
de Krebs produzindo ATP, CO2 e H2O.
 Cada Acetil CoA no ciclo de Krebs
gera 12 ATPs.
Lipídios – oxidação pela célula muscular
COENZIMA A
(CoA)
ATP
AG-FABP
MIÓCITO
Acil-CoA
Acil-CoA
Acetil-CoA
CK
Mitocôndria
Fonte: autoria própria.
 Conforme a duração do exercício se prolonga, o conteúdo 
muscular de glicogênio diminui e a oxidação de gorduraspassa a ser predominante;
 Dado que o glicogênio muscular é o substrato 
predominantemente recrutado em intensidades elevadas de 
exercício, a oxidação de gorduras possui maior participação 
em intensidades leves a moderadas de exercício.
Lipídios – contribuição para o exercício físico: influência da duração
e da intensidade
P
o
rc
e
n
ta
g
e
m
 d
e
 e
n
e
rg
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 d
a
s
 
g
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s
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o
id
ra
to
s 100
80
60
40
20
0
0 20 40 60 80 100
% do VO2 máx
Carboidratos
Gorduras
%
 d
o
 m
e
ta
b
o
lis
m
o
 d
e
 
g
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u
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 o
u
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o
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65
60
55
50
45
40
35
30
% 0 20 40 60 80 100 120
% Gorduras
% Carboidratos
Fonte: 
adaptado de: 
McArdle 
et al., 1996
 Cafeína.
 Carnitina.
 Ácido Linoleico Conjugado.
 Chá verde.
 Fucoxantina.
 Forscolina.
 Cromo.
Lipídios – estratégias nutricionais para otimizar a mobilização e oxidação
de gorduras
Ilustração dos supostos efeitos de um fat burner.
Fonte: adaptado de Jeukendrup & Randell, 2011.
Fat burner
Aumento da oxidação de 
lipídios durante o exercício
Inibe o apetite
Previne ganho de 
peso após a 
perda de peso
Aumenta a 
perda de 
peso
Aumento do 
gasto calórico
Diminui a 
absorção de 
lipídios
Causa adaptações de 
longo prazo no 
metabolismo lipídico
Acelera o 
metabolismo
 A maior parte dos lipídios ingeridos na dieta está na forma de triglicerídeos, compostos por 1 
molécula de glicerol e 3 de ácidos graxos.
 A digestão dos lipídios se inicia na boca (lipase lingual) e termina na mucosa intestinal, onde 
as micelas são clivadas pela lipase pancreática em glicerol e ácidos graxos.
 A mobilização de lipídios durante o exercício parece ser maior em intensidades leves a 
moderadas, condizentes com a lentidão da sua mobilização, tal como em durações 
prolongadas, em que os estoques de glicogênio se reduzem drasticamente.
 Estratégias vêm sendo empregadas na tentativa de otimizar a 
oxidação de lipídios. Os resultados em estudos com animais 
são empolgantes. Já os resultados em humanos são 
inconsistentes. A lista de fat burners cresce direcionada pela 
indústria a uma velocidade que não é pareada por
suporte científico.
Take-home messages – mensagens para casa
Em relação à suplementação de fat burners, é correto afirmar que:
a) Há um grande número de suplementos dessa faixa no mercado, mas apenas a carnitina e o 
chá verde têm eficácia cientificamente comprovada.
b) Há substancial informação na literatura que apoie a segurança de cada um deles, isto é, 
seus potenciais efeitos colaterais sobre a saúde.
c) Não existe suporte científico e/ou fundamentação teórica que apoie a eficácia de qualquer 
suplemento fat burner.
d) É improvável que a comercialização de fat burners esteja associada ao interesse de 
indústrias e, portanto, a conflitos de interesse.
e) Eles apresentam resultados positivos e similares sobre a 
composição corporal tanto de animais quanto de humanos.
Interatividade
Em relação à suplementação de fat burners, é correto afirmar que:
a) Há um grande número de suplementos dessa faixa no mercado, mas apenas a carnitina e o 
chá verde têm eficácia cientificamente comprovada.
b) Há substancial informação na literatura que apoie a segurança de cada um deles, isto é, 
seus potenciais efeitos colaterais sobre a saúde.
c) Não existe suporte científico e/ou fundamentação teórica que apoie a eficácia de qualquer 
suplemento fat burner.
d) É improvável que a comercialização de fat burners esteja associada ao interesse de 
indústrias e, portanto, a conflitos de interesse.
e) Eles apresentam resultados positivos e similares sobre a 
composição corporal tanto de animais quanto de humanos.
Resposta
 TERJUNG, R. L. et al. The physiological and health effects of oral creatine supplementation. 
Medicine and Science in Sports and Exercise, v. 32, n. 3, p. 706-717, mar., 2000.
 WILSON, J. M. et al. The effects of 12 weeks of β-hydroxy-β-methylbutyrate free acid 
supplementation on muscle mass, strength, and power in resistance-trained individuals: a 
randomized, double-blind, placebo-controlled study. European Journal of Applied Physiology, 
v. 114, n. 6, p. 1217-1227, jun., 2014. Disponível em: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4019830/. Acesso em: 28 mar. 2019.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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