Prévia do material em texto
Diagnóstico e prognóstico periodontal Diagnóstico periodontal ●Um diagnóstico apropriado é essencial para um tratamento e planejamento adequado. 1°) Se a doença periodontal está presente. 2°) Identificar seu tipo, extensão, distribuição e gravidade. 3°) Entendimento dos processos patológicos e suas causas. No exame clínico de um paciente com e sem doença periodontal (DP), procura-se obter informações quanto aos sinais e sintomas da inflamação, profundidade de sondagem (PS), nível de inserção clínica (NIC), quantidade de perda óssea alveolar, além de exames radiográficos, testes laboratoriais (bioquímicos, microbiológicos e genéticos). Anamnese e histórico médico/odontológico ● Imprescindíveis para o direcionamento de um diagnóstico preciso. 1) Possível papel que algumas doenças sistêmicas, condições ou fatores ambientais podem desempenhar na causa das DPs. A diabete, problemas cardiovasculares, artrite, tem os fatores ambientais sendo o principal tabagismo o paciente tem progressão da periodontite mais rápida. 2) Presença de condições que podem exigir cuidados especiais ou modificações do plano de tratamento, às vezes é um paciente que já teve histórico de uma endocardite bacteriana prévia, às vezes é uma paciente que utiliza um antiplaquetário tem ummaior risco de sangramento. 3) Possibilidade de infecções orais apresentarem influência importante na ocorrência e gravidade de doenças e condições sistêmicas Histórico médico Se o paciente está fazendo algum tratamento médico, a quanto tempo. Detalhes de hospitalizações e cirurgias. Sabemmedicações em uso tanto os passados por médicos e os de uso próprio. Se o paciente tem algum histórico de problemas médicos ( cardiovasculares, endócrino, hematológico onde vai ter um maior risco de sangramento, doenças infecciosas). Histórico de alergias no caso de anestésico ou algum fármaco. Nas mulheres: informações sobre puberdade, gravidez, aborto, menopausa. Histórico médico familiar ( distúrbios sanguíneos, diabetes). Exame físico extrabucal ● Avaliar as estruturas da cabeça e pescoço ● Inspeção e palpação de todas as estruturas. ●Fáscias, linfonodos, ATM, ossos e inervação ●DP, periapicais e outras resultam em alterações nos linfonodos - Os linfonodos podem tornar-se aumentados e/ou endurecidos, palpáveis, razoavelmente imóveis, pele sobrejacente pode estar avermelhada e quente. - Gengivoestomatite herpética, GUN e abscesso periodontal podem gerar aumento dos linfonodos. Exame físico intrabucal Devem ser observados mucosa labial e da bochecha, palato mole e duro, orofaringe, soalho da boca, língua, gengiva. Exame dentário e implantes: ● À procura de cáries, restaurações mal adaptadas. ●Relação dos contatos proximais, desgaste de dentes (abfração, erosão, atrição e abrasão). ●• Estabilidade, posição e o número de implantes, bem como sua relação com a dentição natural também são examinados. Avaliação dos Fatores Locais ●Relacionados aos dentes e tecidos moles marginais que podem predispor ao acúmulo de biofilme inflamação gengival. Então vamos observar: Depósitos de cálculo principalmente na região de dente inferior na face lingual, região de molares superiores por vestibular devido ao ducto da glândula parótida. Excesso de material restaurador que impede de realizar uma boa higienização, começa acumular biofilme naquela região e se inicia um processo de infecção. Fatores anatômicos locais : apinhamento, sensibilidade. Fatores locais associados aos tecidos moles: recessões gengivais, altura das margens gengivais, freios anormais É necessário avaliar todas as relações dos dentes com os tecidos moles. Exame clínico periodontal Exame inicial baseia-se na inspeção visual dos tecidos periodontais marginais e dentes relacionados.O que esperamos de tecido periodontal com saúde?Determina o aspecto da gengiva (coloração rosa coral, ausência de edema, aspecto brilhante). Avaliação das práticas do controle de biofilme (presença de placa visível, cálculo supra e subgengivais) Aumento gengivais localizados ou generalizados; migração patológica dos dentes . A inspeção visual da gengiva marginal não deve fazer parte do protocolo do exame inicial para estabelecimento do diagnóstico periodontal, mas sim fazer parte da rotina de manutenções periodontais, devendo ser minuciosamente executados em todas as visitas do paciente. É preciso fazer a sondagem para ver o diagnóstico dele de maneira precisa. Exame Periodontal (Periograma) ●Sistemático (Começo na região dos molares e prosseguindo por todo arco dentário), nunca ao contrário devido se caso o paciente tiver um sangramento nos dente anteriores devido a posição do paciente o sangue começa a escoar,então os exames vão ser de molares até os anteriores e de distal para mesial. ●Detectar sinais precoces das DPs. ●Fichas de registros periodontais para estabelecer o diagnóstico, avaliar a resposta ao tratamento e comparações com visitas posteriores. ●Registros clínicos eletrônicos (acesso rápido e fácil, além da incorporação de imagens clínicas e radiográficas). Exemplo que ela deu de um dente molar vai ser possível fazer três regiões, vai medir a profundidade, vai fazer o periograma em todos os dentes 3 sítios por vestibular e 3 por lingual/palatina sendo assim o dente vão ter 6 sítios periodontais. Cálculo e Placa (Biofilme) Diversos métodos disponíveis para avaliar o acúmulo de placa e cálculo. Observada diretamente e a quantidade medida com uma sonda milimetrada, jato de ar para afastar a gengiva e auxiliar na visualização do cálculo, radiografia. O evidenciador de placa bacteriana,é um produto que ajuda a identificar a presença de placa bacteriana nos dentes. O produto contém um corante que se liga à placa bacteriana e a torna visível. Assim, o usuário pode ver onde precisa escovar melhor os dentes para eliminar a placa bacteriana. Características da gengiva como cor, tamanho, contorno, consistência, textura da superfície, posicionamento, facilidade de sangramento e dor devem ser observadas. Índice de Silness & Loe: Método não utilizado na nossa instituição Grau 1 Não há placa na área gengival da superfície dental quando se passa uma sonda. Grau 2 Placa somente pode ser reconhecida passando-se uma sonda sobre a superfície do dente (não é visível a olho nu). Grau 3 Que pode ser visto a olho nu. Grau 4 Abundante acúmulo de depósitos moles dentro do sulco gengival, na margem gengival e/ou na superfície dental adjacente. Índice de cálculo (IC) Método dicotômico (presença/ausência) de cálculo dentário pode ser determinado através da inspeção visual. Índice gengival (IG) - Sondagem suave ao longo da parede do sulco ou bolsa periodontal - Inserção de 1-2mm da sonda periodontal, 45°, compressão axial moderada - Presença/ausência de sangramento é observado nos sítios periodontais, se observa onde teve sangramento para marcar na ficha. Ele é ummétodo que utiliza a Avaliação visual e estimulação mecânica dos tecidos marginais periodontais. • Bom indicador para predizer o sucesso no controle da inflamação gengival e redução na chance de progressão da DP. Índice gengival de Silness & Loe 0 Gengiva normal, que tem saúde. 1 Inflamação leve, leve alteração na cor, pouco edema, nenhum sangramento à sondagem. 2 Inflamação moderada, edema e sangramento à sondagem 3 Inflamação grave e sangramento espontâneo. Sangramento à sondagem (SS) ●Ausência de SS é um parâmetro que pode indicar a estabilidade dos tecidos periodontais; ●Presença de SS é indicativo de inflamação gengival; ●Conferir o sangramento de 30 a 60 segundos após a sondagem; ●Ausência de SS é um parâmetro que pode indicar a estabilidade dos tecidos periodontais; ●Presença de SS é indicativo de inflamação gengival; ●Conferir o sangramento de 30 a 60 segundos após a sondagem. ● Detecção de bolsas periodontais • Único método preciso para detectar as bolsas periodontais é a exploração cuidadosa com a sonda periodontal. • Sondagem da bolsa: profundidade biológica ou histológica (A) x profundidade clínica ou de sondagem(B). Detecção de bolsas periodontais• Penetração da sonda periodontal varia: - Precisão e dimensão da sondas periodontais (padronização): forma e tamanho da ponta sonda, direção de inserção, resistência dos tecidos, convexidade da coroa e grau de inflamação. - Força da sondagem 0,25- 0,30 N - Erros interexaminadores (calibração) - Condições gengivais/periodontais As são as sondas periodontais mais utilizadas: A Carolina do Norte De 15 mm ela é pontilhada e esses pontos pretos servem para determinar bolsas periodontais. A sonda é a tipo willians, ela já não possui 15mm então se for uma bolsa muito profunda com ela não é possível medir, ela tem 10 mm. A SONDA MILIMETRADAWHO OMS possui uma mini esfera na ponta ativa de 0.5 mm e marcações a laser indicando os milímetros para se obter medidas de profundidade clínica de sondagem e nível de inserção, pode ser utilizada para todos os sextantes. - Mini Esfera 0.5 mm | 3.5 mm | 5.5 mm | 8.5 mm | 11.5 mm. A sonda Nabers é indicada para sondar a extensão e a profundidade das lesões de furca e para avaliar a profundidade das bolsas nível de ligação, configurações anatômicas e sangramento gengival. Técnica de sondagem • A sonda deve ser inserida paralelamente ao eixo vertical do dente e “caminhar” circunferencialmente em torno de cada superfície do dente para detectar áreas de penetração mais profundas. • Região interdental, a sonda deve ser colocada obliquamente em ambas as superfícies, vestibular e lingual. • Dentes multirradiculares, a possibilidade de envolvimento da furca deve ser examinada (sonda Nabers) - exploração mais fácil e mais precisa do componente horizontal das lesões da furca. Registro Periodontal Simplificado (RPS) • Boca é dividida em sextantes; • Sondagem é realizada em 6 pontos por dente; • Anotado na ficha clínica o escore mais alto do sextante. Sang :Sangramento de sondagem PMG : posição da margem gengival, ele pode ser um valor negativo ou positivo. PSV : profundidade de sondagem vertical, serve para avaliar o quanto a sonda entra na bolsa NIC : nível de inserção clínica. Nível de inserção clínica (NIC) e Profundidade de Sondagem (PS) • PS- Distância entre a margem gengival e o fundo do sulco ou bolsa periodontal. • NIC- Distância de um ponto fixo na coroa, Junção esmalte cemento (JCE) até o fundo do sulco ou bolsa. Gengivite • Alteração na coloração e textura • Contorno gengival alterado • Sangramento à sondagem • Ausência de perda óssea • Reversível. Pseudobolsa Pseudobolsas são bolsas de 4mm oumais sem perda de inserção. Em sítios peri-implantares saudáveis na zona estética, a margem da superestrutura fica mais abaixo da margem da mucosa peri-implantar. Não há perda óssea alveolar em sítios peri-implantares saudáveis na zona estética. Periodontite ● Profundidade de sondagem alterada; ●Nível de inserção clínico; ●Sangramento à sondagem; ● Supuração; ●Mobilidade dentária; ●Nível do osso alveolar. Determinando o Nível de inserção ● A margem gengival coincide com a JCE, a perda de inserção iguala-se à profundidade da bolsa; ● A margem gengival está localizada apicalmente à JCE, a perda de inserção é maior que a profundidade da bolsa. NIC= Retração + PS. Exemplo: Foi realizado a sondagem periodontal na paciente L.M.E. no sítio mesiovestibular do 46, foi observada que a distância da margem gengival ao fundo da bolsa periodontal era de 5mm e a distância da JCE até a margem gengival, foi vista uma retração de 2mm. • Qual o NIC? 7 mm. Resposta: a profundidade de sondagem vai ser igual a 5 mm a de retração igual de 2, a regra do nível de inserção clínica (NIC) = retração + PS nesse caso (PS)= 5 mm + 2 mm retração = 7 mm. Sondagem ao redor dos implantes •Perimplantites podem produzir bolsas ao redor dos implantes, a sondagem ao redor deles torna-se parte do exame e diagnóstico. • Para prevenir arranhões na superfície do implante, sondas periodontais plásticas devem ser utilizadas no lugar das sondas metálicas utilizadas na dentição natural. Sondagem periodontal automática ou eletrônica • Mensurações mais precisas, os dados obtidos por sondas automáticas são registrados eletronicamente. • Sonda manual de leitura digital, controlada por pedal • Mensurações eletronicamente são feitas e transferidas quando o pedal é pressionado ou com comando de voz. • Força de sondagem é constante • Desvantagens: Subestimar a PS e pouca sensibilidade tátil. Avaliação do envolvimento de furca • A presença de lesão de furca em um dente aumenta a complexidade do tratamento periodontal e deve ser considerada no diagnóstico. • Fatores: biofilme, morfologia do tronco radicular, comprimento radicular, anomalias de desenvolvimento • Sondas especialmente projetadas (Sonda Nabers) • Classificações de lesão de furca: Grau 1: envolvimento inicial, sonda penetra menos de 1/3 da largura vestibulolingual ou mesiodistal. Grau 2: Inserção da sonda que ultrapassa 1/3 de dimensão de furca (+ de 3mm), não ultrapassando toda sua largura. Grau 3: A sonda atravessa toda extensão da furca. Avaliação das recessões gengivais • Definida como deslocamento da margem gengival em sentido apical em relação à JCE. Escovação inadequada Biótipo periodontal fino Redução de espessura do osso pelo mau posicionamento dentário Retrações gengivais Tipo 1: sem perda interproximal, JCE não visível; Tipo 2: perda de inserção interproximal menor ou igual à perda de inserção vestibular; Tipo 3: perda de inserção interproximal maior que a perda de inserção vestibular. Avaliação da presença de Supuração Processos agudos ou crônicos, abscesso periodontal • É determinada pela colocação da ponta do dedo indicador levada de encontro à parede lateral da gengiva marginal e aplicando-lhe pressão em um movimento rolante ao redor da coroa. Comum em pacientes diabéticos, pacientes com periodontite avançada é sempre bom fazer uma radiografia. Avaliação da mobilidade dentária •Resultado de um ou mais combinações de fatores: 1) Largura aumentada do Ligamento periodontal; 2) Altura diminuída das estruturas de suporte periodontal; 3) Inflamação do aparato de inserção periodontal. Visualizado quando o dente é segurado entre os cabos de dois instrumentos na face vestibular e lingual/palatina. Grau 0:Mobilidade fisiológica medida a nível da coroa dentária 0,1-0,2 mm horizontalmente; Grau 1:Mobilidade aumentada da coroa no máximo 1 mm horizontalmente; Grau 2: Aumento visível da mobilidade da coroa, excedendo 1 mm horizontalmente Grau 3: Mobilidade intensa da coroa do dente, nas direções horizontal e vertical, impossibilitando a função do dente Traumatismo oclusal A avaliação da oclusão não tem recebido a atenção necessária. Mobilidade dental, migração dental, padrão anormal de desgaste oclusal (facetas), abcessos periodontais, especialmente em áreas de bifurcação, hipertonicidade dos músculos da mastigação, sensibilidade à pressão e som seco à percussão. Trauma de Oclusão Primário: • É o efeito de forças anormais que incidem sobre um periodonto de sustentação íntegro. • As forças anormais podem ser devido a oclusão traumatogênica (prematuridades e interferências oclusais), aparelhos ortodônticos e parafunção (bruxismo). Trauma de Oclusão Secundário: É o efeito de forças oclusais normais (mastigação) ou excessivas (prematuridades, interferências ) que incidem sobre um periodonto de sustentação debilitado pela doença periodontal inflamatória. • Ocorre nas periodontites avançadas. Migração patológica dos dentes Alterações na posição dos dentes devem ser avaliadas (identificar forças anormais, hábitos, contatos prematuros na região posterior que desviam a mandíbula anteriormente contribuem para a destruição do periodonto dos dentes anteriores superiores. • A perda de dentes posteriores pode levar à “acentuada” vestibularização dos dentes anteriores superiores. Isso se deve ao trauma aumentado que a dentição anterior inferior realiza contra a superfície palatina dos dentes anteriores superiores. • A migração patológica dos dentes anteriores em pessoas jovens pode ser um sinal de periodontite estágio III e IV, grau C, distribuição incisivo/molar(antiga Periodontite agressiva). Sensibilidade à percussão • Característica de inflamação aguda no ligamento periodontal. • A percussão leve em diferentes ângulos em relação ao longo do eixo do dente frequentemente auxilia na identificação do sítio com envolvimento inflamatório. Exames imagenológicos - Exames complementares para estabelecer o diagnóstico, planejamento e acompanhamento dos pacientes. Exames radiográficos • Radiografia periapical: - 1) exame qualitativo com ênfase nas estruturas de suporte dentário ( osso alveolar, lâmina dura, espaço periodontal e raiz). - 2) Técnica da bissetriz x paralelismo ●Radiografia interproximal: - 1) Visualização das estruturas e região coronária (esmalte, dentina, polpa e crista óssea. 2) Melhor estabilidade dimensional. • Radiografia panorâmica: - Exame extrabucal de grande aplicabilidade na Odontologia - Extensão da área radiografada, produzindo uma imagem praticamente de toda a face do paciente. - Mais distorções.