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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE
DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE NITERÓI DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Condomínio Residencial Céu Azul, inscrito sob o CNPJ nº 125478932/28, situado na
cidade de São Paulo, vem respeitosamente, por meio de seu advogado, inscrito sob
o nº OAB/798591-RJ, com endereço para receber intimações na Av. das
Esmeraldas, nº 100, com base no art. 318 e seguintes do Código de Processo Civil,
perante a Vossa Excelência propor
AÇÃO DE COBRANÇA
Em face de Antônio, brasileiro, solteiro, estudante, inscrito sob o CPF nº
24563145-12, RG nº 29874513, residente e domiciliado no Edifício Céu Azul, pelas
razões de fato e de direito a seguir expostos:
I- DOS FATOS
O locatário do imóvel em questão, Pedro, firmou contrato com Antônio de uma
unidade autônoma e integrante do Condomínio Residencial Céu Azul, situado na
cidade de São Paulo. Diante disso, o pacto locatício foi firmado entre as partes com
vigência do dia 1º de fevereiro de 2018 a 31 de agosto de 2020, prevendo que o
locatário pagará ao locador a verba locatícia somada às taxas de condomínio e de
IPTU do imóvel locado. Ocorre que Manuel, síndico do Condomínio do Edifício Céu
Azul, constatou que há débitos de cotas condominiais da unidade locada acrescidas
de multa penal de 2% e juros de 1% referentes aos meses de setembro de 2019 a
maio de 2020.
O autor da presente ação calcula a dívida que será paga no valor de R $10.400,00
(dez mil e quatrocentos reais) que até o presente momento não foi pago. O valor da
dívida devidamente atualizado corresponde ao valor de R$10.400,00, acrescidos da
multa penal de 2% e dos juros de 1% ao mês.
Foi acordado entre as partes que o pagamento deveria ocorrer no prazo de até 90
dias contados do prazo que se deu o início da prestação de serviços.
Contudo, o que se verificou é que no decorrer da prestação de serviços o
pagamento da mesma não foi efetuado, e mesmo sendo feitas várias tentativas de
negociação amigáveis nada se mostrou frutífero, não restando qualquer outro meio
de cobrança a não ser a efetuada demanda no meio Judiciário buscando solução
para o presente conflito.
II- DO DIREITO
O Código de Processo Civil, em seu art. 259, I, dispõe que na ação de cobrança o
valor do débito deverá ser atualizado até a data em que ocorrer a propositura da
ação, in verbis:
“Art. 259. O valor da causa constará sempre da petição inicial e será:
I – Na ação de cobrança de dívida, a soma do principal, da pena e dos juros
vencidos até a propositura da ação;”
Do Contrato
Ocorre que até o momento, passado o prazo acordado em contrato, o réu não
realizou qualquer pagamento, mesmo após as inúmeras tentativas de contato,
conforme a planilha em anexo o valor do débito chega a R $10.400,00 (dez mil e
quatrocentos reais).
Essa atitude não é condizente com o que foi acordado, portanto o réu deve pagar o
valor da prestação de serviços que lhe foi ofertada.
A doutrina e a jurisprudência são plenas e firmes ao entender que devem ser
respeitados os direitos do autor e deverão ser efetuados os pagamentos
correspondentes, vejamos:
“RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA. INSTRUMENTO PARTICULAR
DE NOVAÇÃO DE DÍVIDA. DOCUMENTO DEVIDAMENTE ASSINADO PELO
DEVEDOR. ORIGEM DA DÍVIDA RECONHECIDA. CONTRARIEDADE COM A E
COBRANÇA QUE NÃO SE SUSTENTA. ALEGAÇÃO D PAGAMENTO. AUSENCIA
DE PROVA MÍNIMA. ONUS DA PROVA. LIMITAÇÃO DOS JUROS.
IMPOSSIBILIDADE. OBSERVÂNCIA DO CONTRATADO. PRINCIPIO DO PACTA
SUNT SERVANDA. ADEQUAÇÃO DOS PARÂMETROS DA DECISÃO. SENTENCA
REFORMADA NO PONTO. O documento que instrui a pretensão autoral está
assinado pela devedora e possui informações suficientes para demonstrar a relação
havida entre as partes, a qual não foi negada pela requerida. Cabia à demandada
trazer aos autos prova das alegadas notas assinadas ou dos pagamentos feitos.
Ausentes tais elementos, não há fato impeditivo, extintivo ou R modificativo do
pedido autoral. Nos termos do art. 406 do C Código Civil, não há abusividade na
aplicação de juros de 2% P devidamente pactuado entre as partes, mormente
quando for E excluída a incidência de correção monetária. Os índices D contratados
incidirão até a data do ingresso da ação. Após. D são devidos juros de 1% desde a
citação e correção monetária pelo IGPM, excluída a multa de 2%. Não cabe ao
julgador liquidar o pedido, mas, reconhecendo a procedência da ação de cobrança,
estabelecer os critérios e limites para atualização da quantia devida. RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO (Recurso Cível N° 71005386396, Segunda Turma
Recursal Civel, Turmas Recursais, Relator: Ana Cláudia Cachapuz Silva Raabe,…
Julgado em 08/04/2015). (TJ-RS-Recurso Civel: 71005386396 RS, Relator: Ana
Cláudia Cachapuz Silva Raabe, Data de Julgamento: D 08/04/2015, Segunda Turma
Recursal Civel, Data de D Publicação: Diário da Justiça do dia 13/04/2015)”
Assim, requer o pagamento dos valores conformes foram acordados em contrato no
valor de R$ … acrescido de juros e correção legal.
Da audiência de conciliação
Conforme o disposto no CPC/15 em seu artigo 319, VII, o autor manifesta seu
interesse na realização de sessão de conciliação, tendo por objetivo buscar uma
solução que seja mais propícia para evitar o litígio.
“Art. 319. A petição inicial indicará: VII – a opção do autor pela realização ou não de
audiência de conciliação ou de mediação.”
Perdas e Danos
É certo que a inadimplência da parte da requerida é um ato que causou danos ao
autor ao não efetuar o pagamento mesmo esse tendo finalizado a prestação de
serviços. O que se ver é que inúmeras foram as tentativas amigáveis para que o
pagamento fosse efetuado, sendo disponibilizada até uma forma de pagamento em
parcelas, contudo o réu se recusou e não efetuou o pagamento de nenhum valor
correspondente ao acordado.
É visível que o réu gerou perdas e danos ao autor, comprovados por meio dos
documentos expostos em anexo, portanto deverá promover a reparação dos danos
que foram advindos do inadimplemento, conforme a disposição dos artigos 389, 186
e 927 do Código Civil:
“Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais
juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos,
e honorários de advogado.”
“Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.”
“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.”
Requer o pagamento do valor correspondente às perdas e danos advindas do
inadimplemento do réu no valor de R$ … (valor por extenso)
III- DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer-se:
A) A citação do réu, por correio via Aviso de Recebimento de Mão Própria – ARMP
– para que compareça à audiência de conciliação, conforme art. 319, VII, do CPC, e
seja designada e que, oportunamente, apresente a contestação no prazo legal sob
pena de haver revelia e confissão;
B) Contestada ou não a exordial, requer no mérito, que seja dada a procedência de
todos os pedidos;
C) O pagamento da importância de R $10.400,00 (dez mil e quatrocentos reais),
corrigido monetariamente, acrescido de juros e da multa penal.
D) A condenação do réu ao pagamento das custas e despesas processuais, como,
também a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios que serão
fixados com base na tabela da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil);
F) Requer provar o alegado por todos os meios cabíveis de provas, sejam elas
testemunhais, documentos ou produção de prova oral de qualquer forma que
entender ser possível, em especial o depoimento pessoal do requerido e a oitiva de
testemunhas.
Dá-se a causa o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais)
Termos em que,
Pede deferimento,
Niterói, 24 de outubro de 2022.Orlei Justen
ADVOGADO
OAB/798591-RJ

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