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Cirurgia Torácica
Cirurgia
1. Mediastino
CISTOS E TUMORES MEDIASTINAIS
TUMORES E CISTOS MEDIASTINAIS - LOCALIZAÇÃO
Mediastino Tumores Cistos
Superior
*Principal: bócio
intratorácico
*Outro: tumor de
células germinativas
-
Anterior
*Principal: timoma
*Outros: tumores de
células germinativas,
linfomas; bócio
intratorácico
*Principal:
pericárdico
*Outro: cisto
tímico
Médio
*Principal:
linfonodomegalias
*Outros: LINFOMA,
aneurismas
*Principal:
broncogênico
*Outro: cisto
pericárdico
Posterior
*Principal: tumores
neurogênicos
*Outros: tumores
broncogênicos;
aneurismas
de aorta; divertículos e
tumores esofágicos
*Principal:
cisto entérico
MASSAS MEDIASTINAIS MAIS COMUNS
Adulto Criança
Timoma e cisto tímico: 26,5% → m. anterior
Tumores de células germinativas: 13,8% →
m. anterior
Linfomas: 12,7% → m. anterior e médio
Cistos enterogênicos: 10,3%
Cistos pleuro-pericárdicos: 6,7%
Tumores neurogênicos: 41,6% → m.
posterior
Tumores de células germinativas: 13,5%
→ m. anterior e superior
Cistos primários: 13,4%
Linfomas: 13,4% → m. anterior e médio
Tumores do Mediastino SuperiorTumores do Mediastino Superior
Principal lesão do mediastino superior: bócio tireoidiano intratorácico/mergulhante
Outras possíveis lesões: tumores de células germinativas
Bócio mergulhante de tireoide:
Quadro clínicoQuadro clínico:: DiagnósticoDiagnóstico::
TratamentoTratamento::
Evolução lenta, poucos sintomas
Compressão extrínseca de estruturas
adjacentes: dispneia progressiva e ruídos da
ventilação (estridor), síndrome da veia cava
superior (maiores)
O diagnóstico é confirmado por exame de
imagem, principalmente TC
Ressecção da lesão, que pode ser feita
por cervicotomia, cervicoesternotomia
ou toracotomia posterolateral direita, a
depender do tamanho e da localização
Note, na radiografia, à direita, o aumento das partes
moles na região cervical com deslocamento e afilamento
traqueal, decorrentes de volumoso bócio tireoidiano
com extensão para o mediastino superior.
LESÕES DO MEDIASTINO ANTERIOR
TUMORES – 4 “Ts” CISTOS
Timoma
Tumores de células germinativas
(Terrível) Linfoma
(Tireoide) Bócio-intratorácico
Pericárdico1.
Tímico2.
Tumores do Mediastino AnteriorTumores do Mediastino Anterior
Timoma:
Aspectos GeraisAspectos Gerais:: Miastenia GravisMiastenia Gravis::
Tumor mais frequente do mediastino anterior (95% estão nessa topografia);
Mais comum entre 35 e 70 anos, sem prevalência por sexo;
Crescimento lento, assintomático em 30 a 50% dos pacientes;
Sintomas: decorrente da invasão de estruturas adjacentes:
Dispneia (invasão do nervo frênico ou por derrame pleural);
Rouquidão (invasão no nervo laríngeo reccorente inferior);
Diagnóstico: radiográfico e histopatológico
Tratamento:
Estágio I: timectomia radical
Estágios II e III: timectomia + radioterapia adjuvante
Estágio IV: terapia multimodal
Principal síndrome paratímica!
Conceito: doença autoimune, que cursa com
perda de força muscular generalizada,
secundária à existência de anticorpos
antirreceptores de acetilcolina.
Tratamento farmacológico: corticoide
sistêmico e drogas anticolinesterásicas
(piridostigmina), além de gamaglobulina
intravenosa na crise miastênica aguda.
Tratamento cirúrgico: timectomia é
OBRIGATÓRIA!
Veja a seguir!Veja a seguir!
Tumores de Células Germinativas:
Segundo tumor mais frequente do
mediastino anterior;
Mais comum em adultos;
Sem prevalência por sexo, mas
lesões malignas são mais comuns
em homens (90%)
Linfoma:
Mais comuns no mediastino anterior e médio, sendo pouco comum o acometimento isolado do mediastino
Sintomas mais comuns: dor torácica, tosse, febre, dispneia, rouquidão e síndrome da veia cava superior
Linfomas de Hodgkin: febre, calafrios, perda de peso e anorexia
Diagnóstico: biópsia da lesão (amostras maiores de tecido: toracoscopia, mediastinoscopia ou mediastinotomia)
Tratamento: quimioterapia
SÍNDROME DA VEIA CAVA SUPERIOR
Causa: Etiologias: Tumores que podem causá-la:
Sintomas: Diagnóstico:
Medidas iniciais: Tratamento:
Obstrução do
fluxo
sanguíneo.
Trombose venosa,
COMPRESSÃO EXTRÍNSECA
TUMORAL.
Câncer de pulmão em lobo superior direito (principal);
Linfomas;
Timoma;
Bócio mergulhante de tireoide;
Tumores de células germinativas.
Pletora e edema em
face/pescoço, tórax superior;
Turgência venosa com circulação
colateral exuberante;
Cefaleia; sensação de peso na
cabeça; dispneia.
Suspeita clínica +
exame de imagem
visualizando tumor.
Decúbito elevado,
oxigenoterapia e
repouso.
Específico para cada patologia;
Tratamento endovascular:
pacientes sem proposta cirúrgica.
Dilatação por
broncoscopia Prótese traqueal Traqueoplastia Traqueostomia
definitiva
Efeito 
temporário
Não altera a
estenose.
Opções: metálica e
“tubo T”
Tratamento defi-
nitivo: ressecção da
estenose +
anastomose Na presença de
contraindicações à
traqueoplastia
Indicação: cirurgia
em poucos dias
Escolha: tubo T
exteriorizado por
traqueostomia:
melhor higiene
Contraindicações: 
> 60% de extensão;
paciente sem
condições clínicas
2. Estenose de Traqueia Pós-Intubação Orotraqueal
80% dos casos de estenose de traqueia ocorrem após intubação orotraqueal!
Fatores de Risco: Apresentação Clínica e Diagnóstico:
Abordagem Inicial:
Pressões elevadas no balonete EM ADULTOS;
Diâmetro do tubo EM CRIANÇAS;
Má higiene da via aérea;
Baixa umidificação da via aérea;
Intubação orotraqueal prolongada;
Realização de traqueostomia acima do 2º anel traqueal.
Devemos prevenir!
Tratamento:
Sintomas: acometimento > 40% da luz traqueal:
FALTA DE AR, exacerbada aos esforços;
Taquipneia;
Tiragem supraclavicular e intercostal;
Cornagem ou estridor;
Rouquidão; voz baixa.
Diagnóstico: TC pescoço e tórax;
Padrão-ouro: Laringotraqueobroncoscopia (diagnóstico
e planejamento terapêutico – permite dilatação)

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