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ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ANATÓLIO 
Vila Serrana, Buritis – MG
Email: emprofessoranatolio@gmail.com
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE TURMA: 9º ANO
HISTÓRIA DA DANÇA NO BRASIL
Como foi que o Brasil se tornou um país tão rico em ritmos e danças diferentes? 
Para entender a história da dança por aqui, é preciso caminhar junto com a própria história brasileira. Afinal, os indígenas que habitavam o território antes da chegada dos portugueses tinham seus próprios rituais. Dessa forma, é possível, e nada absurdo, considerar que as primeiras manifestações culturais de dança no Brasil são as danças indígenas. As danças indígenas eram carregadas de aspectos religiosos, fazendo parte dos rituais em diversas ocasiões como, por exemplo, para celebrar acontecimentos como forma de agradecimento, marcar etapas da puberdade, espantar doenças, festejos fúnebres, ritos de passagem. 
	
Foi a partir da chegada de outros povos ao Brasil que se tornou possível falar sobre o surgimento de outras formas de dança em nosso país. 
A evolução dessas primeiras expressões se deu, primeiro, a partir da influência da cultura europeia, principalmente dos países colonizadores que desembarcaram do lado de cá do Atlântico. 
Em seguida, esse processo teve sequência com a influência africana, que trouxe diferentes instrumentos, movimentos e ritmos. A vinda dos povos africanos que foram escravizados em terras brasileiras, além da enorme riqueza cultural, os africanos trouxeram para o nosso país instrumentos de percussão que eram utilizados em seus rituais. E como surgem as danças brasileiras? Com a incorporação dos sons e ritmos proporcionados por esses instrumentos. 
Claro que cada manifestação, como o carimbó, o maracatu, o forró e outros tantos, tem a sua origem em um momento diferente. 
Mesmo assim, podemos falar que as manifestações de dança ocorreram a partir desse encontro de culturas e a inserção dos primeiros instrumentos junto às tradições vindas com os povos que chegaram ao país. A mistura, principalmente, dessas três culturas foi a responsável por dar o tom do que são as danças tradicionais brasileiras que nós conhecemos hoje.
(Adaptado de Educa+Brasil e Seguros Promo)
Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/historia-da-danca-no-brasil 
Disponível em: https://www.segurospromo.com.br/blog/dancas-brasileiras/ 
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 – Faça um breve relato (5 linhas) da foto abaixo, destacando o que ela está representando em sua opinião.
	
Questão 02 – Faça um texto de no mínimo 10 linhas explicando como se deu o surgimento de outros tipos de dança no Brasil.
	 AULA 2
	DANÇA - (EF69AR09MGA) Pesquisar e Analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros (enfatizando a cultura popular regional e local) e estrangeiros de diferentes épocas.
	
DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS
	As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.
As danças folclóricas representam um conjunto de danças sociais, peculiares de cada estado brasileiro, oriundas de antigos rituais mágicos e religiosos. As danças folclóricas possuem diversas funções como a comemoração de datas religiosas, homenagens, agradecimentos, saudações às forças espirituais, etc. 
No Brasil, o folclore brasileiro possui muitas danças que representam as tradições e as culturas de determinada região. As danças folclóricas em nosso país surgiram da fusão das culturas europeia, indígena e africana. Elas são celebradas em festas populares caracterizadas por músicas, figurinos e cenários representativos. 
Confira abaixo algumas danças folclóricas brasileiras:
	SAMBA DE RODA
De origem no estado da Bahia, no século XIX e representa uma dança associada à capoeira e ao culto dos orixás. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados. Surgiu como forma de preservação da cultura dos escravos africanos. O samba de roda é uma variante do samba, que embora tenha se disseminado por várias partes do Brasil, é tradicional da região do Recôncavo Baiano. 
	MARACATU
O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás). 
	FREVO
Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico. 
	CATIRA
Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira caracterizada pelo figurino dos dançarinos acompanhados ao som das violas, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumentos utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos. 
	QUADRILHA
É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão. 
	BUMBA MEU BOI
Esta dança folclórica, conhecida em outras regiões brasileiras como o boi-bumbá, é típica do norte e do nordeste. O Bumba meu boi possui uma origem diversificada, pois apresenta traços das culturas espanhola, portuguesa, africana e indígena. Trata-se de uma dança na qual a representação teatral é um fator marcante. Assim, a história da vida e da morte do boi é declamada enquanto os personagens realizam suas danças. 
	(Adaptado de Toda matéria e Secretaria de Educação do Paraná)
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/dancas-folcloricas/ 
Disponível em: http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=425 
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 – O que são danças folclóricas? E quais as suas funções?
Questão 02 – Como surgiram as danças folclóricas no Brasil?
Questão 03 – Faça um relato sobre: Qual (is) dessas danças é comum em sua região? Se você já dançou alguma delas? Como foi sua experiência? Se não tiver dançando, fale de sua observação. 
	 AULA 3
	DANÇA - (EF69ARMG10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional (local e regional) e contemporânea.
	
AULA 3 - CRIAÇÃO COREOGRÁFICA I
	A palavra coreografia é originária do grego - koreos = dança ou movimento; grafia = escrita – e significa, literalmente, “a escrita da dança”. O termo teria surgido na França, por volta de 1700, na corte de Luís XIV, para nomear um sistema gráfico capaz de transpor para o papelo repertório de movimentos do balé daquela época. 
Podemos dizer que coreografar é o ato de projetar ou planejar a dança. Dessa forma, devemos entender a coreografia como um conjunto de movimentos, de sequências de movimentos ou de danças, todos previamente estruturados, com o objetivo de significar algo previamente pensado, para expressar emoções, seguindo uma trilha musical.
Os movimentos de uma coreografia devem ter relação uns com os outros, de modo que, na coreografia, o(s) corpo(s) segue(m) o ritmo e/ou a melodia de uma música apresentada. Em geral, para cada gênero de dança, cria-se um estilo particular de coreografia, tendo em vista a necessidade de adaptar os movimentos do corpo à música escolhida. Algumas coreografias podem ser para músicas lentas e bem tranquilas; outras podem estar baseadas em movimentos muito rápidos e que impõem grande desgaste ao(s) bailarino(s).
As coreografias clássicas buscam, em geral, a representação de movimentos mais delicados, refinados; já as coreografias modernas têm como característica os movimentos mais livres e desinibidos. De modo geral, os movimentos podem ser, por exemplo: rápidos, lentos, duros, macios, longos ou curtos. De qualquer maneira, independente da coreografia, sempre haverá elementos relativamente simples, bem como outros de maior complexidade, que envolvem muito treino, destreza e habilidade por parte dos dançarinos.
Nas apresentações coreográficas, podemos encontrar coreografias individuais ou monólogas, nas quais o dançarino se apresenta individualmente, sem um parceiro de dança. Além dessas, há também as coreografias que denominamos coletivas ou de grupo, nas quais os movimentos são realizados conjuntamente por dois ou mais dançarinos.
Para a criação coreográfica, há basicamente dois métodos fundamentais:
A) Coreografia de improvisação: um coreógrafo oferece aos dançarinos uma pontuação que serve de orientação para os movimentos de forma improvisada, ou seja, existem marcações e é a partir delas que os bailarinos sabem em quais momentos podem improvisar.
B) Coreografia planejada: com esse método, o coreógrafo estabelece o conjunto dos movimentos, as formas e os detalhes, deixando pouca ou quase nenhuma oportunidade para o dançarino colocar sua contribuição pessoal.
(Fonte: DE OLIVEIRA E SILVA, R; FILHO, R. PANTANO Metodologia do ensino da atividade rítmica e dança. [s.l.] Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.)
Disponível em: http://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201702/INTERATIVAS_2_0/METODOLOGIA_DO_ENSINO_DA_ATIVIDADE_RITMICA_E_DANCA/U1/LIVRO_UNICO.pdf 
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 - Classifique as afirmativas abaixo em V (verdadeiras) e F (falsas): 
( ) A coreografia são movimentos criados com auxilio do corpo.
( ) O profissional responsável pela criação de coreografias e o coreógrafo.
( ) A coreografia está presente apenas em festas.
Questão 02 – Observe a imagem abaixo e descreva a coreografia que as bailarinas estão fazendo de acordo com sua visão.
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Questão 03 – Agora você irá criar uma coreografia. Escolha uma música que você goste e escreva como ela seria dançada, ou seja, os movimentos que seriam realizados.
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Questão 04 – Veja o vídeo abaixo:
	
	Jazz Juvenil - "Scars To Your Beautiful" | Mostra Virtual 2020 #SCulturaEmSuaCasa
https://www.youtube.com/watch?v=EeX-NXlUNk0 
Escreva como foi feito essa coreografia (Quais os passos e movimentos utilizados) e dê a sua opinião sobre essa coreografia.
	 AULA 4 
	DANÇA - (EF69ARMG10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional (local e regional) e contemporânea.
	
CRIAÇÃO COREOGRÁFICA II
	Na aula de hoje iremos conhecer alguns passos que podem ser utilizados para a composição de uma coreografia:
a) Escolher uma música com, no máximo, três minutos. Isto se deve ao fato de que uma música curta mantém o público espectador entretido até o final, enquanto que, se é muito longa, corre-se o risco de dispersão.
b) Imaginar a coreografia mentalmente, levando em conta como você ouve a composição musical escolhida. 
c) Nomear e anotar as várias etapas dos movimentos da música. Os nomes escolhidos podem ser quaisquer, no entanto, estabelecer, para cada segmento, um nome de fácil associação à etapa nomeada.
d) Estabelecer esboços de interpretações visuais dos movimentos de dança ao lado dos nomes atribuídos. Os desenhos podem ser em qualquer estilo, o importante é que você os compreenda.
e) Marcar os momentos da música em que certos movimentos de dança podem ocorrer, pois dependendo do tipo de música, há formas distintas de marcá-los (música clássica, contemporânea, jazz, pop ou folclórica, por exemplo, têm estruturas diferentes). Lembrar-se de que, como registrado anteriormente, a dança contemporânea muitas vezes prescinde da música.
f) Construir e anotar sequências que correspondem à sua visão da coreografia. Os movimentos utilizados podem ser bem diferentes, pois dependem da música escolhida. Anotar os nomes dos movimentos de dança ou esboçar as suas imagens ao lado das marcas já estabelecidas para os movimentos da música.
g) Não há problema em repetir movimentos, pois a repetição não é negativa. O importante é que os movimentos sejam executados com beleza e corretamente.
h) Em momentos de música mais lenta, ou muito melódica, usar movimentos ondulatórios e sinuosos. Quando a música estiver mais rápida, ou com os instrumentos percussivos mais fortes, usar as batidas e os movimentos marcados.
i) Observar o refrão da música, a parte que se repete várias vezes. No refrão, pode-se usar a mesma sequência de movimentos.
j) É importante lembrar-se de todas as dimensões. Explorar todas as posições para que o(s) bailarino(s) não fique(m) o tempo todo de frente para o público, por exemplo.
k) Criar um final marcante, ou seja, criar uma pose final bonita para encerrar a coreografia.
l) Na apresentação final, lembrar-se de que ao terminar a música, o(s) bailarino(s) deve(m) permanecer por mais uns três segundos na posição; é o tempo em que estarão recebendo os aplausos. Depois disso, ele(s) deve(m) agradecer com calma e com um leve acento de cabeça e inclinação de coluna.
(Fonte: DE OLIVEIRA E SILVA, R; FILHO, R. PANTANO Metodologia do ensino da atividade rítmica e dança. [s.l.] Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.)
Disponível em: http://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201702/INTERATIVAS_2_0/METODOLOGIA_DO_ENSINO_DA_ATIVIDADE_RITMICA_E_DANCA/U1/LIVRO_UNICO.pdf 
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 – Nossa atividade de hoje será criar alguns passos com base nas músicas apresentadas. 
Música 1 – https://www.youtube.com/watch?v=oK9v4ci-16c 
Música 2 – https://www.youtube.com/watch?v=a-kSUQBKgSM 
Música 3 – https://www.youtube.com/watch?v=oNrAz4j6clI&list=RDGMEMdD3FoWvGsjmdxcyfWJiI9w&index=3 
Música 4 – https://www.youtube.com/watch?v=spjUlQRYUzA 
Música 5 – https://www.youtube.com/watch?v=ClQoZ-Y_KS8 
Após ter criado a coreografia das músicas acima, fale qual você mais gostou e porque gostou. E relate os movimentos e passos criados.
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	 AULA 5 e 6
	DANÇA - (EF69AR11A) Experimentar e Analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado.
	
TEORIAS DE RUDOLF LABAN
	Rudolf Laban nasceu em 1879 em Bratislava Hungria, e morreu em 1958. Desenvolveu uma forma de Dança Expressionista em que o objetivo principal residiana expressão das emoções. 
Toda a sua vida foi dedicada à dança, tanto como dançarino como coreógrafo e também como teórico da dança. No início do século 20, ele era considerado o grande mestre da dança e uma grande força impulsionadora em tudo o que dizia respeito à dança e ao movimento criativo. Conseguiu quebrar as duras doutrinas dos movimentos estereotipados atribuídos à dança e à ginástica e criou, em vez disso, um modo de ver muito mais amplo no que diz respeito aos movimentos do corpo e trabalhou com a forma natural das pessoas se movimentarem. Foi grande impulsionador do chamado movimento criativo. Fundou muitas escolas em toda a Europa, destacando-se Suiça, Alemanha e Inglaterra e dirigiu os estudos iniciais na Escola de Belas Artes de Paris, onde estudou música, anatomia e fisiologia. Em 1930 foi coreógrafo na Ópera de Berlim, e, durante este tempo, lidou com muitos operários da indústria onde tomou consciência dos seus movimentos. A sua maior escola foi aberta no Reino Unido, local para onde fugiu aos nazis em 1938. Aqui desenvolveu uma forma de Dança expressiva, tendo por principal objectivo a expressão das emoções, e teve um contributo importantíssimo para a Dançoterapia, criando uma metodologia própria: o seu “sistema de análise”, categorização e notação de movimento”. (Santos 2006, cit. por Oliveira, 2009). Este sistema permitiu o acesso a uma linguagem descritiva dos movimentos dos pacientes, referindo que partes do corpo o indivíduo move, quando, onde e como.
Segundo Laban, o movimento perspectivava-se holisticamente como um processo onde os segmentos do corpo, das formas, do espaço e das relações se combinam, mas não formam o todo, sendo o todo mais do que as partes. Baseou-se no paradigma de que o movimento humano é sempre constituído dos mesmos elementos, quer seja na arte, no trabalho e no quotidiano diário.
Todos os trabalhos que desenvolveu foram sobre os elementos que constituem o movimento e a sua utilização, dando ênfase aos aspectos psíquicos e fisiológicos que levam o ser humano ao movimento. A metodologia e a profundidade do seu estudo ajuda-nos a perceber o ser humano através do movimento nos mais diversos aspectos e pode ser aplicada nos diferentes sectores da actividade humana, artes, educação, trabalho, psicologia, sociologia, etc. Foi através do seu sistema de Análise do Movimento que muitos dos seus seguidores começaram a introduzir a Dança em contextos terapêuticos e Dança Educativa.
Em 1954 fundou o movimento Arte e Movimento de Laban. Este, hoje, é conhecido como Centro Laban para Movimento e Dança. Para Laban, a forma como nos movimentamos reflecte a nossa personalidade. No Ser Humano existe uma relação muito próxima entre corpo e a “mente”. Na Europa, a Dançoterapia emerge a partir de discípulos de Laban.
(Fonte: Dancoterapia)
Disponível em: https://dancoterapia.wordpress.com/ 
Segundo os estudos de Rudolf Laban (1879-1958), nome artístico de Rezső Keresztelő Szent János Attila Lábán, dançarino, coreógrafo, teatrólogo, musicólogo, intérprete, considerado como o maior teórico da dança do século XX e como o “pai da dança-teatro”, nos movimentos, criamos formas com o nosso corpo podendo compará-las às formas das figuras geométricas.
	
Com essa teoria, Laban criou o que ele chama de cinesfera, ou seja, o espaço que delimita os movimentos corporais e que pode ocupar três áreas: alta, média e baixa sendo que, nossa cabeça fica na área mais alta, a barriga na parte média na área média e nossos pés na área baixa. Porém, nosso corpo tem articulações que nos permite alterar essas posições. 
Laban propõe 8 movimentos básicos capazes de produzir uma dança. A Dança/Dinâmica de Laban envolve oito movimentos:
· O primeiro deles é o de socar, ou arremeter: você soca com as mãos, com a cabeça, com as pernas, os pés, com o corpo todo. Isso nos proporciona uma catarse, em que jogamos para fora muitos lixos que temos no corpo. Nesse exercício, use músicas fortes.
· A segunda dinâmica consiste nas lambadas leves, como se o corpo estivesse chicoteando ligeiro, de modo bem flexível, bem solto. Essas lambadas podem ser também com as mãos, com os pés, com o corpo todo. Use músicas rápidas. 
· O terceiro movimento é o de pressionar, que pode ser também empurrar, de maneira firme, direta, sustentada, imaginando que se está tirando algo de você. Use uma música agitada.
· O quarto movimento é o de flutuar. Flutuar como se estivesse voando, bem flexível, solto, leve. Use músicas calmas, tranquilas.
· O quinto movimento são os toques ligeiros, também chamados de pontuar, lembrando os movimentos da dança break, em que se pontua com as mãos, com o corpo, em toques bem súbitos. Use músicas alegres.
· O sexto movimento consiste em cortar o ar como se fosse uma lança, bem flexível. Use músicas clássicas.
· O sétimo movimento é o de retorcer para dentro, de modo contínuo, firme, retorcendo-se cada vez mais. Use músicas suaves.
· O oitavo movimento é o deslizar solto, livre, com os braços abertos.
[Fonte: Plano de Estudo Tutorado de Minas Gerais (V.3 -2021)]
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 – Escolha uma música e tente praticar todos esses movimentos. Crie uma transição entre eles e uma sequência a ser seguida. Pronto! Sua coreografia moderna estará pronta. Anote o passo a passo da sua coreografia.
Questão 02 – Utilizando seu corpo, escreva seu nome cursivo no espaço. Você pode utilizar todas as partes do corpo para executar esse movimento. Depois escreva como foi essa experiência.
Questão 03 – Utilizando o desenho de boneco palito, crie uma sequência de movimentos dentro da cinesfera.
	
	
	
	 AULA 7
	DANÇA - (EF69ARMG10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional (local e regional) e contemporânea. (EF69AR12A) Investigar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
	
DANÇA DE RUA
A dança de rua, ou Street Dance é um conjunto de estilos de danças que possuem movimentos detalhados (acompanhados de expressão facial), com as seguintes características:
* Fortes
* Sincronizados e harmoniosos
* Rápidos
* Simétricos de pernas, braços, cabeça e ombros
* Assimétricos de pernas, braços, cabeça e ombros 
* Coreografados
As músicas, independente do estilo de Street Dance, têm a batida forte como principal característica. A dança de rua originou-se nos Estados Unidos, em 1929, época da quebra da bolsa de Nova York e da grande crise econômica. Músicos e dançarinos dos cabarés americanos urbanos, desempregados como conseqüência da crise, passaram a realizar suas performances nas ruas.
Nas décadas seguintes (30 e 40) outros ritmos de origem afro-americana, como o Blues e o Rhytm and Blues influenciaram a dança de rua. No fim dos anos 60, o cantor americano James Brown criou um novo ritmo que influenciou muito a dança de rua: o Soul (ritmo de origem afro-americana). Mais tarde, o funk (também de James Brown), a música Disco e o Rap também influenciaram a dança de rua. O Breaking surgiu na década de 80 como uma vertente da dança de rua, e foi disseminado pelo mundo rapidamente, tendo como principal precursor o americano Michael Jackson.
Mais do que um estilo de dança influenciado por vários ritmos, a dança de rua sempre foi associada à cultura e a identidade negra, sobretudo a partir da década de 70. Nesse período, o movimento que teve início com a dança se estendeu para outras manifestações culturais e artísticas, como a pintura, a poesia, o grafite e o visual (modo de se vestir, de andar, etc.). A esse novo estilo nascido nos guetos nova-iorquinos (Bronx, Brooklin e Harlem) deu-se o nome de Hip – Hop. 
(Fonte de Infoescola)
Disponível em: https://www.infoescola.com/danca/danca-de-rua/ 
	HIP-HOP
	
	Apesar de ser considerado um movimento cultural de rua, o Hip-Hop apresenta música e dança próprios. Sua origem data dos anos 1970, e sua criação é atribuída aos imigranteslatinos, jamaicanos e afrodescendentes que viviam no Bronx, distrito localizado em Nova York. A criação do nome é atribuída a Afrika Bambaataa, cantor e Dj que participou ativamente da criação do movimento. Por essa razão, é considerado o “padrinho” da dança Hip-Hop. 
	O Hip Hop enquanto cultura urbana surgiu na periferia de Nova York, entre as comunidades caribenhas, afro-americanas e latino-americanas na década de 1970. O contexto social era de violência e criminalidade nesses bairros, e a única forma de lazer possível para os jovens era nas ruas. Eles encontraram na música, poesia, dança e na pintura uma forma de manifestação de sua realidade e contestação.
	Os quatro elementos culturais que compõem o movimento Hip – Hop são: rap (ritmo e poesia), grafites (assinaturas), Dj’s e Mc’s, e Street Dance.
	O Rap representa o ritmo e a letra das músicas cantadas pelo movimento, já o Graffiti é relacionado à arte urbana, com seus desenhos e expressões artísticas pintados nos muros ou mesmo no chão, sempre coloridos e trazendo elementos da cultura das ruas. O Break Dance representa justamente a dança de rua, composta pelos dançarinos e dançarinas do movimento. Os três elementos andam sempre juntos, interagindo de maneira sincronizada.
	Uma característica muito curiosa desse tipo de dança de rua é que, nas apresentações, acontecem duelos entre dois dançarinos: o primeiro executa seus movimentos e, em seguida, o segundo deve realizar movimentos ainda mais complexos e criativos, arrancando os aplausos e gritos de euforia dos espectadores.
(Adaptado de Danças Típicas)
Disponível em: https://www.dancastipicas.com/dancas/danca-de-rua-hip-hop/ 
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 – O que são danças de rua? E quais as características das danças de rua?
Questão 02 – Como surgiu o Hip-hop?
Questão 03 – Quais os elementos do Hip-hop?
Questão 04 – Como são as apresentações do Hip-hop?
Questão 05 – Assista ao vídeo abaixo, e faça um relato sobre a dança apresentada.
	
	B-Boy Issei vs B-Boy Hong 10 | Final | Red Bull BC One World Final 2016
https://www.youtube.com/watch?v=veAripGsyuM 
	 AULA 8
	DANÇA - (EF69AR15P8) Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos.
	
RODA DE CONVERSA: BENEFÍCIOS DA DANÇA
	Os meses de junho e julho são repletos de festas de São João em todo o país. As festas embaladas ao som de forró e sertanejo, com animadas quadrilhas, são ideais para prática de exercícios físicos sem restrições. Eles tonificam os músculos e ajudam a perder calorias de forma bem prazerosa: a dança. 
Dançar faz bem para a saúde do corpo e da mente. Melhora a elasticidade, a flexibilidade, a força muscular e promove a qualidade de vida. “A dança beneficia o sistema cardiorrespiratório e o equilíbrio. O idoso, que nessa fase sofre mais quedas, quando começa a dançar desenvolve uma coordenação motora melhor”, explica o professor de dança de salão do programa Geração Saúde do Ministério da Saúde, Luciano Barbosa. 
O professor indica ainda a atividade para tratar doenças, como a labirintite, capaz de atenuar a sensação de desequilíbrio. Em doenças reumáticas, a dança fortalece os tendões. Quem tem osteoporose também não fica de fora da dança. “Com osteoporose, as pessoas acham que tem que ficar paradas, mas estudos mostram que com impactos no corpo, como por exemplo, dançar forró, a tendência é fortalecer os ossos e deixar a doença mais branda”, complementa. 
E ninguém dança de cara fechada. Por ser um exercício físico, ela libera a endorfina, hormônio relacionado ao prazer. Luciano conta que muitos alunos se livraram do estresse e da depressão através da atividade. “Tenho alunos que tomavam remédios controlados de tarja preta e hoje não tomam mais nada. A dança de salão revigora o entusiasmo e o humor.” 
Quem sofre com a timidez pode encontrar na dança uma boa oportunidade de socialização. Segundo Luciano, boa parte dos alunos procuram suas aulas com a intenção de aprimorar a paquera durante as festas. Mas a dança também melhora a vida a dois, resgatando aquela proximidade do início de namoro. “Muitos casados acham que já passaram dessa fase e não precisam aprender a dançar, mas eu sempre incentivo, pois a dança é importante para um bom relacionamento do casal”, afirma o professor.
Fonte: Acessaber
Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-dancar-8o-ano/ 
--------------- ATIVIDADES ---------------
Questão 01 – Quais os benefícios da dança?
Questão 02 – Em sua opinião a dança ajuda na interação social? Por quê?
Questão 03 – Em sua opinião a dança pode melhorar os movimentos corporais? Por quê?
Questão 04 – Quando você dança o que você sente? Isso te faz bem ou mau?
Questão 05 – Você acha que a dança é importante para sociedade? Por quê?
Questão 06 – Você acha que o mundo viveria sem a dança? Por quê?
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