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Prof. Dr. Vitor Painelli UNIDADE III Nutrição Aplicada ao Esporte Água – um novo nutriente? Influência da temperatura interna (Ti) sobre o desempenho físico. Mecanismos de termorregulação. Desidratação e desempenho físico. Estratégias para atenuar a elevação da Ti: Aclimatação; Imersão em água gelada; Hidratação. O que eu vou dizer a vocês – termorregulação e hidratação Fonte: https://labnetwork.com.br/noticias/suor-pode- ser-usado-para-diagnostico-de-cancer/ Fonte: https://www.tjpa.jus.br/PortalExterno/i mprensa/noticias/Informes/166694- agua-mineral-do-TJPA-esta-dentro- dos-padroes-de-consumo.xhtml A água como nutriente – conteúdo hídrico nos alimentos Fonte: adaptado de: Popkin et al. (2010). Percentual Alimento 100% Água 90-99% Leite, melão, morango, melancia, alface, repolho, aipo, espinafre, picles, abóbora cozida 80-89% Suco de frutas, iogurte, maçã, uva, laranja, cenoura, brócolis cozido, pera, abacaxi 70-79% Banana, abacate, queijo cottage, queijo ricota, batata assada, milho cozido, camarão 60-69% Macarrão, legumes, salmão, sorvete, peito de frango 50-59% Carne moída, hot dog, queijo feta, filé-mignon (cozido) 40-49% Pizza 30-39% Pão, baguete, queijo cheddar 20-29% Bolachas, bolo, peperoni 10-19% Margarina, manteiga, uva-passa 1-9% Amendoim, nozes, biscoito de chocolate, pretzels, bolacha água e sal, manteiga de amendoim 0% Óleos, açúcares A água como nutriente – conteúdo hídrico nos tecidos corporais Conteúdo hídrico em diferentes tecidos corporais. Fonte: adaptado de: Marquezi; Lancha Jr. (1998). TECIDO CORPORAL CONTEÚDO HÍDRICO PARTICIPAÇÃO NO PESO CORPORAL TOTAL Músculos 76% 43% Ossos 22% 15% Tecido adiposo 10% 12% Pele 72% 18% Órgãos 76% 7% Sangue 83% 5% AUXILIA NA TERMORREGULAÇÃO FACILITADORA DE REAÇÕES QUÍMICAS LUBRIFICA AS ARTICULAÇÕES TRANSPORTE DE OXIGÊNIO E ÍONS DIGESTÃO E EXCREÇÃO DO ORGANISMO PROTEÇÃO DE ÓRGÃOS Fonte: adaptado de: Grandjean; Campbell (2010); Nascimento et al. (2014). Fonte: https://www.posuscs.com.br/tomar-agua- muito-rapido-pode-fazer-mal/noticia/843 A água como nutriente – funções da água no organismo Estado de hidratação % variação peso corporal Coloração da urina Gravidade específica da urina Eu-hidratado +1 a -1 Amarelo-claro a amarelo-citrino <1.010 Desidratação mínima -1 a -3 Amarelo-citrino a amarelo-âmbar 1.010-1.020 Desidratação significativa -3 a -5 Amarelo-âmbar a acastanhado 1.021-1.030 Desidratação grave > -5 Acastanhado a amarronzado > 1.030 Estado de hidratação e recomendação Fonte: adaptado de: DRI (2002); Ministério da Saúde (2005). Tabela 1 – Valores de AI (Adequate Intake)* para reposição hídrica, segundo o sexo AI (L/dia) Masculino 1 a 3 anos 1,3 4 a 8 anos 1,7 9 a 13 anos 2,4 14 a 18 anos 3,3 Feminino 1 a 3 anos 1,3 4 a 8 anos 1,7 9 a 13 anos 2,1 14 a 18 anos 2,3 E DURANTE O EXERCÍCIO? Produção de calor durante o exercício físico Fonte: adaptado de: Donkoh (1989); Zhou; Yamamoto (1997); Sawka et al. (2011); Casa et al. (2015). Fontes: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/autocuidado/a- melhor-forma-para-sair-do-sedentarismo-e-comecar-a- correr,25bce82493be5b4164f935cf541be93ex0jx7dcp. htmlhttps://active.com https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150 330_saude_meia_idade_cancer_fd CONTRAÇÃO MUSCULAR TRABALHO 25% ENERGIA QUÍMICA CALOR 75% Cálcio ADP PATP ATP ases + + + ~36,5 °C 37 °C Produção de calor durante o exercício físico ↑ TEMPERATURA INTERNA ↓ FORÇA E POTÊNCIA MUSCULARES ↑ PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO ↑ FREQUÊNCIA CARDÍACA ↓ DESEMPENHO FÍSICOFonte: Casa et al. (2015); Gonzalez-Alonso et al. (2008); Nybo; Nielsen (2001). suor glândula sudorípara Controle da temperatura corporal Detecta a baixa temperatura Detecta a alta temperatura Fontes: https://tucuerpohumano.com https://irp-cdn.multiscreensite.com https://dicionariosaude.com https://mdsaude.com Pelos Corpúsculo de Krause Epidermis Corpúsculo de Ruffini Calor/Energia PeleCapilares dilatados Dissipação de calor durante o exercício físico (Ex.: diversas pessoas dentro de um elevador) (Para objetos mais frios) (Ex.: cachorro deitando no chão) (Via movimentação de fluidos) (Ex.: piscina / ventilador no rosto) (Vaporização da umidade na superfície da pele) (Ex.: evaporação do suor) Fonte: adaptado de: Nadel et al. (1977). Irradiação (para o ambiente) Evaporação Convecção Condução Principal defesa do organismo contra o aumento da temperatura interna. Ureia, potássio, cloreto ... E, principalmente, sódio e água; Perda de calor: superfície exposta ao ambiente! Taxa de sudorese Fonte: Taylor et al. (1984). TAXA DE SUDORESE (TS): TS = peso antes (kg) – peso depois (kg) + volume ingerido (L) – volume de urina (L) duração do exercício (h) TS = 75 – 72 + 1 – 0 2 TS = 4 2 TS = 2 litros / hora EXERCÍCIO SEM EXPOSIÇÃO DE SUPERFÍCIE? ENXUGAR O SUOR? Fonte: https://sorrisologia.com.br Fonte: https://unidospelavida.org.br A água representa um importante nutriente para a sobrevivência dos seres humanos; ela possui diversas funções e está presente em inúmeros órgãos e tecidos; seu conteúdo corporal deve ser cuidadosamente mantido, por exemplo, por meio de recomendações. O calor metabólico proveniente da contração muscular pode gerar um aumento da temperatura interna (Ti), principalmente quando associado a um ambiente quente, induzindo algumas alterações no organismo, e, em última instância, a fadiga. O organismo humano possui alguns mecanismos de defesa contra a elevação da Ti, sendo a evaporação do suor a defesa mais eficiente. O suor humano é composto principalmente de água e sódio; logo, taxas de sudorese elevadas proporcionarão perdas exacerbadas desses nutrientes. Take-home messages – mensagens para casa Calcule a taxa de sudorese de um atleta judoca, de 24 anos, altura 1,72 metro, que realizou uma sessão de treino de judô por 240 minutos, tinha como peso inicial 82,4 kg e teve como peso final 81,2 kg: a) 5 mL/min. b) 10 mL/min. c) 15 mL/min. d) 7 mL/min. e) 20 mL/min. Interatividade Calcule a taxa de sudorese de um atleta judoca, de 24 anos, altura 1,72 metro, que realizou uma sessão de treino de judô por 240 minutos, tinha como peso inicial 82,4 kg e teve como peso final 81,2 kg: a) 5 mL/min. b) 10 mL/min. c) 15 mL/min. d) 7 mL/min. e) 20 mL/min. Resposta Baixas concentrações de sódio no sangue (<135 mEq/L). Sintomas mais leves: Câimbras; Descoordenação motora; Desorientação e confusão mental; Tonturas e dores de cabeça. Sintomas mais intensos: Edemas pulmonar e cerebral; Convulsão e parada cardiorrespiratória; Morte súbita. Hiponatremia Fonte: Hew-Butler et al. (2017). Fonte: adaptado de: https://digitalinta.com Fonte: https://naturalrunningcenter.com HIPONATREMIA < 135 mEq/L CONCENTRAÇÃO NORMAL 135 – 145 mEq/L HIPERNATREMIA > 145 mEq/L Na+ Na+ Na+ Desidratação Te m pe ra tu ra re ta l ( °C ) Fr eq uê nc ia c ar dí ac a (b at /m in ) Tempo (min) Pe rc ep çã o de e sf or ço Tempo (min) Tempo (min) Fonte: Logan-Sprenger et al. (2015). Tempo total para completar 30 km: HIDRATADO: 31,8 ± 4,1 min DESIDRATADO: 36,0 ± 3,1 min -13%!!! Ciclistas treinados; 90 minutos a 65% VO2máx; Seguido de um contrarrelógio de ~30 km; Restrição hídrica vs. sem restrição; Iniciaram o teste com -0,6% do peso corporal; Terminaram com -3,0% do peso corporal. Ciclistas treinados; Sem exposição a temperaturas > 10 °C nos últimos 4 meses; Contrarrelógio de 43.4 km; TTC = Controle = 8 °C; TTH1 = 1° dia a 37 °C; TTH2 = 6° dia a 37 °C; TTH3 = 14° dia a 37 °C. Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – aclimatação Fonte: adaptado de Racinais et al. (2014). Fonte: https://lance.com.br Fonte: https://www.benettibike.com.br/co mo-pedalar-no-frio TTC TTH-1 TTH-2 TTH-3 Performance Potência (W) 304 ± 9 256 ± 19 280 ± 19 294 ± 15 TTC > TTH-3 > TTH-2 > TTH-1 Velocidade (km/h)39.4 ± 2.0 34.8 ± 2.6 37 ± 2.5 39.8 ± 2.3 (TTC and TTH-3) > TTH-2 > TTH-1 Tempo (h:min:s) 1:06.13 ± 3.26 1:17.17 ± 6.26 1:09.25 ± 4.37 1:05.37 ± 3.44 (TTC and TTH-3) < TTH-2 < TTH-1 Temperatura ambiente: 40 °C; Umidade relativa: 19%; Exercício até a exaustão (60% Wmáx). Imersão em tanque de água a: 17 °C / 36 °C / 40 °C Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – imersão em água gelada Fonte: https://exercisemed.org Fonte: https://ge.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/03/gelo- apos-exercicio-saiba-quando-usar-crioterapia-para-rapida- recuperacao.html Te m pe ra tu ra re ta l ( °C ) Tempo até a exaustão (min) 17°C 36°C 40°C 0 10 20 30 40 50 60 70 38 37 36 35 34 33 32 31 30 29Fonte: adaptado de: González-Alonso et al. (1999). Fr eq uê nc ia c ar dí ac a (b at ./m in ut o) Tempo até a exaustão (min) 17 °C 36 °C 40 °C 0 10 20 30 40 50 60 70 205 185 165 145 125 105 85 65 36 °C; 70% VO2máx. 90 minutos de exercício: Divididos em 2 períodos de 45 minutos; 15 minutos de intervalo entre eles. Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – hidratação Fonte: Adaptado de Geor & McCutcheon, 1998. Sem fluidos Solução de CHO + eletrólitos Fonte: https://aminhacorrida.com Água Te m pe ra tu ra (° C ) Sem fluidos Solução de CHO + eletrólitos Água 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 41 40 39 38 37 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 min Al te ra çã o no v ol um e pl as m át ic o (% ) Repouso 0 5 15 30 45 0 -5 -10 -15 -20 -25 0 5 15 30 45 Time (min) Estratégia de melhor custo-benefício! Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – hidratação Fonte: adaptado de: Painelli et al. (2017). REPOSIÇÃO HÍDRICA Volume plasmático Débito cardíaco Volume sistólico Temperatura interna Frequência cardíaca Fluxo sanguíneo Percepção de esforço Ingerir 5 a 10 mL de líquidos/kg, 2 a 4 horas antes do exercício. Durante o exercício, ingerir ~0.4 a 0.8 L/hora (30 a 60 g de CHO se o exercício for de longa duração – glicose ou maltodextrina); se curta duração (< 60 minutos), ingerir preferencialmente água. Se o exercício for de longa duração (e se a taxa de sudorese for maior do que 1.2 L/h), incluir de 0.5 a 0.7 g/L de Na+ (concentração de sódio no suor é de aproximadamente 1.0 g/L). Usar bebidas com temperaturas entre 0.5 e 5 °C. A reposição de fluidos pós-exercício é encorajada a 125-150% da perda final de peso (ex.: 1,25 L para 1 kg perdido) – reposição também deve conter sódio. Hidratação – recomendações Repositores hídricos em baixa temperatura poderiam conferir vantagem ao: Atuarem como dissipadores de calor; Melhorarem a palatabilidade da bebida; Aumentarem a ativação de centros cerebrais que controlam as sensações de “recompensa” e “motivação”. Hidratação – influência da temperatura da bebida? Fonte: adaptado de: Painelli et al. (2017). TEMPERATURA INTERNA DISSIPAÇÃO DE CALOR PERCEPÇÃO DE ESFORÇO PALATABILIDADE MOTIVAÇÃO DRIVE CENTRAL REPOSITORES HÍDRICOS EM BAIXA TEMPERATURA Hidratação – influência da temperatura da bebida? Te m pe ra tu ra (° C ) Fria Quente Tempo (min) 40.0 39.5 39.0 38.5 38.0 37.5 37.0 36.5 36.0 -35 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Fr eq uê nc ia c ar dí ac a (b at /m in ) Tempo (min) Fria Quente 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 -35 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Teste a 65% VO2máx, realizado até a exaustão em um ambiente quente (35° C) e úmido (60%): Bebida a 4 °C Bebida a 37 °C +23% NO TEMPO ATÉ A EXAUSTÃO! Hidratação – influência da temperatura da bebida? Te m pe ra tu ra (° C ) Fria Quente Tempo (min) 40.0 39.5 39.0 38.5 38.0 37.5 37.0 36.5 36.0 -35 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Fr eq uê nc ia c ar dí ac a (b at /m in ) Tempo (min) Fria Quente 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 -35 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Pe rc ep çã o de e sf or ço Tempo (min) Fria Quente 20 18 16 14 12 10 5 15 25 35 45 55 65 75 Teste a 65% VO2máx, realizado até a exaustão em um ambiente quente (35° C) e úmido (60%): Bebida a 4 °C Bebida a 37 °C Taxas excessivas de sudorese podem levar à desidratação e à hiponatremia. Ambas, a desidratação e a hiponatremia, podem induzir alterações centrais, cardiovasculares, térmicas e do desempenho físico. A aclimatação e a imersão em água gelada são eficazes para atenuar a elevação da TI durante o exercício em ambientes quentes. A reposição de fluidos parece ser a estratégia com melhor custo-benefício para contra-atacar esse problema. A temperatura dos repositores hídricos também pode influenciar o desempenho (necessidade de padronização nas recomendações internacionais?). Take-home messages – mensagens para casa Sobre os mecanismos ergogênicos da reposição hídrica, assinale a alternativa incorreta. a) Atenuam o aumento da frequência cardíaca. b) Aumentam o volume plasmático e do fluxo sanguíneo. c) Promovem uma alteração na oxidação de substratos energéticos. d) Atenuam a elevação da temperatura interna. e) Promovem uma diminuição da percepção subjetiva de esforço. Interatividade Sobre os mecanismos ergogênicos da reposição hídrica, assinale a alternativa incorreta. a) Atenuam o aumento da frequência cardíaca. b) Aumentam o volume plasmático e do fluxo sanguíneo. c) Promovem uma alteração na oxidação de substratos energéticos. d) Atenuam a elevação da temperatura interna. e) Promovem uma diminuição da percepção subjetiva de esforço. Resposta Suplementação de creatina; Mecanismos de ação; Efeitos sobre o desempenho físico-esportivo; Efeitos colaterais. Suplementação com “tamponantes” (β-alanina e bicarbonato de sódio); Mecanismos de ação; Efeitos sobre o desempenho físico-esportivo; Efeitos colaterais. O que eu vou dizer a vocês – recursos ergogênicos Fonte: https://www.ipump shop.com/br/optim um-nutrition-beta- alanine Fonte: https://m.magazineluiza.co m.br/creatina-caveira- preta-300g-black-skull- pura/p/dd612827jj/sa/sacr/ Fonte: https://endocrinologiaesportiva.com.br/consumo- exagerado-de-vitaminas-e-sais-minerais/ Sintetizada endogenamente a partir dos aminoácidos arginina e glicina. Rins, pâncreas e fígado (1 g/dia). Encontrada no cérebro, no músculo cardíaco e no músculo esquelético (95%!!!) CreaT. 60 a 70% – forma livre. 30 a 40% – forma fosforilada hidrofílica. Espontaneamente convertida à creatinina (2 g/dia). Creatina: síntese, captação e excreção CR da dieta (~1 g/dia) Excreção urinária de creatinina Fonte: adaptado de Persky et al. (2003). Molécula de creatina AGAT – glicina amidinotransferase GAMT – guanidinoacetato metil transferase AdoMet – adenosilmetionina AdoHcy – adenosilacisteína Síntese de fosforilcreatina (PCr). “Tampão temporal energético”. Fornecimento do fosfato necessário para a ressíntese de adenosina trifosfato (ATP). Contudo, a PCr é rapidamente depletada sob elevada demanda por ATP não suprida pela respiração mitocondrial. Funções da creatina ATPATPATP ADP ADP ADP ADPPCr Cr ATP CK CK CKCK ATPase CK ATPase Creatina quinase mitocondrial Creatina citosólica AtPase citosólica CK Mitocôndria Citoplasma Fonte: adaptado de: Verheijen (1998).Fonte: adaptado de: Ferreira (2014). Síntese de fosforilcreatina (PCr). “Tampão temporal energético”. Fornecimento do fosfato necessário para a ressíntese de adenosina trifosfato (ATP). Contudo, a PCr é rapidamente depletada sob elevada demanda por ATP não suprida pela respiração mitocondrial. Funções da creatina ATPATPATP ADP ADP ADP ADPPCr Cr ATP CK CK CKCK ATPase CKATPase Creatina quinase mitocondrial Creatina citosólica AtPase citosólica CK Mitocôndria Citoplasma Tempo (s) Exaustão Fonte: adaptado de: Verheijen (1998); Ferreira (2014). % d o va lo r d e re po us o Suplementação de creatina é uma ferramenta eficaz para aumentar o conteúdo total de creatina muscular. Limite para o aumento ponto de saturação! Respostas individuais. Creatina: efeitos da suplementação sobre o seu conteúdo muscular C on te úd o to ta l d e cr ea tin a (m m ol /k g de m ús cu lo s ec o) Voluntários Ponto de saturação Fonte: adaptado de: Harris et al. (1992). 170 160 150 140 130 120 5 14 1 13 1R 3 8 4 6 4 4 4.5 2 2 2 4 7 10 3.5 7 4.5 4.5 3 7 5 7 3 5 3 7 7 521 2 21 2 21 221 2 Homens treinados em força. Controle, placebo ou creatina (25 gramas por dia, 5 dias). Teste de resistência de força. 5 séries até a falha (80% 1-RM). Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina: treinamento de força Fonte: adaptado de: Volek et al. (1995). Fonte: https://www.dica sdetreino.com.b r/supino-reto/ R ep et iç õe s Série 1 Série 2 Série 3 Série 4 Série 5 14 12 10 8 6 4 2 0 Controle Placebo Creatina Meta-análise. Efeitos da suplementação de creatina associada ao treinamento de força em pessoas idosas. Efeito médio sobre a massa muscular: +1.37 kg. Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina: treinamento de força Fonte: https://altorendimiento.com/actividad- fisica-beneficios-3a-edad/ Efeito médio (e desvio-padrão) da intervenção -5 0 +5 +10 Favorece o placebo Favorece a creatina Fonte: adaptado de: Chilibeck et al. (2017). Homens fisicamente ativos. Placebo ou creatina (20 gramas por dia, 6 dias). 10 x 6 segundos all-out (30 segundos de intervalo). Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina: exercícios intermitentes * * * * Efeito da suplementação de creatina sobre a manutenção do desempenho em séries repetidas de exercício de alta intensidade. Fonte: adaptado de: Balsom et al. (1995). Fontes: https://br.pinterest.com/pin/469078117411833599/ https://www.strandfitness.com.au/classes-item/rpm/rpm-2/ Homens treinados; 3 meses de creatina (20 g/dia, por 5 dias; 5 g/dia até o fim do estudo) ou placebo; Avaliados pelo clearance de EDTA; Sem diferenças! Suplementação de creatina: efeitos colaterais? período PÓSPRÉ 150 120 90 60 51 C r- ED TA c le ar an ce (m L/ m in /1 .7 3 m 2 ) B Creatina Placebo Fonte: adaptado de: Lugaresi et al. (2014). Pessoas idosas diabéticas; 3 meses de creatina (5 g/dia até o fim do estudo) ou placebo; Avaliados pelo clearance de EDTA; Sem diferenças! Suplementação de creatina: efeitos colaterais? PL PÓSPRÉ 130 115 100 85 76 70 55 40 51 C r- ED TA c le ar an ce (m L/ m in /1 .7 3 m 2 ) CR PÓSPRÉ Fonte: adaptado de: Gualano et al. (2011). A creatina (Cr) pode ser sintetizada endogenamente (~1 g/dia) ou obtida por meio de dieta (carnes) (~1 g/dia). Ela é convertida diariamente em creatinina (~2 g/dia) e excretada pelos rins. No músculo esquelético, a Cr auxilia na síntese de fosforilcreatina, um importante substrato energético do sistema anaeróbio alático. A suplementação de Cr é uma ferramenta eficaz para aumentar o conteúdo muscular total de Cr; no entanto, respostas individuais à suplementação devem ser esperadas. Possui comprovada eficácia ergogênica em tarefas com predominância do sistema anaeróbio alático. As evidências na literatura não nos permitem afirmar que a suplementação de Cr prejudica a função renal em populações saudáveis ou sem problemas renais prévios. Take-home messages – mensagens para casa Sobre a suplementação de creatina (Cr) e seu metabolismo, é incorreto afirmar que: a) A Cr é encontrada no músculo esquelético sob as formas livre (60 a 70%) e fosforilada (30 a 40%). b) A Cr é naturalmente sintetizada pelo fígado, pelos rins e pelo pâncreas, mas também pode ser obtida via alimentação e por meio da ingestão de suplemento alimentar. c) Tanto pessoas jovens quanto pessoas idosas podem se beneficiar da suplementação de Cr. d) Quanto maior o conteúdo muscular inicial de Cr, menor o aumento de Cr muscular com a suplementação e vice-versa. e) Em modalidades predominantemente aeróbias ou em que o peso corporal pode ser um fator limitante para a performance, a suplementação de Cr provavelmente produzirá efeitos positivos sobre o desempenho físico. Interatividade Sobre a suplementação de creatina (Cr) e seu metabolismo, é incorreto afirmar que: a) A Cr é encontrada no músculo esquelético sob as formas livre (60 a 70%) e fosforilada (30 a 40%). b) A Cr é naturalmente sintetizada pelo fígado, pelos rins e pelo pâncreas, mas também pode ser obtida via alimentação e por meio da ingestão de suplemento alimentar. c) Tanto pessoas jovens quanto pessoas idosas podem se beneficiar da suplementação de Cr. d) Quanto maior o conteúdo muscular inicial de Cr, menor o aumento de Cr muscular com a suplementação e vice-versa. e) Em modalidades predominantemente aeróbias ou em que o peso corporal pode ser um fator limitante para a performance, a suplementação de Cr provavelmente produzirá efeitos positivos sobre o desempenho físico. Resposta Diminuição da liberação de Ca2+ do R. Sarcoplasmático; Depleção de substratos (PCr e glicogênio); Acúmulo de metabólitos; ADP / Pi / K+ / H+. Possíveis causas e mecanismos da fadiga durante os exercícios de alta intensidade Fonte: Sahlin (1992); Fitts (1994); Allen et al., (2008) Fonte: https://gq.globo.com/Corpo/Saude/noticia/2020/02/cancer- de-prostata-os-sinais-de-alerta.html Fonte: https://okdietology.com/chem-mogut-byt- chrevaty-dlya-organizma-bolshie-fizicheskie-nagruzki/ Íons H+ e fadiga Fonte: adaptado de: Fitts (1994); Robergs et al. (2004). GLICOGÊNIO GLICOGÊNIO (n-1) glicogênio fosforilase GLICOSE fosfo-fruto- quinase (PFK) 2 PIRUVATO 2 LACTATO2 ACETIL-CoA Miosina ATP Actina TropomiosinaTnTTnC TnI Troponina Íons H+ e fadiga Ca++ Fonte: adaptado de: Fitts (1994); Robergs et al. (2004). Mecanismos de defesa contra a “acidose” muscular intracelular extracelular respiratório renal imediatos curto prazo longo prazo Tamponamento Dinâmico Tampões Químicos Sanguíneos Fosfatos, aminoácidos, dipeptídeos,... Transportadores de H+ (MCT, NHE1,...) Fosfatos, aminoácidos,... BICARBONATO (HCO3) Tampões Químicos Intracelulares Fonte: adaptado de: Juel (2004). Suplementação de β-alanina: mecanismos de ação L-histidina Carnosina pKa 6.83 pKa 6.1 + β-alanina Fator limitante para que a reação ocorra! pKa expressa, em escala logarítmica, a força relativa de um ácido ou base. Quanto mais forte é um ácido, menor é seu pKa; quanto mais forte uma base, maior o pKa; Bons tampões de íons H+ possuem pKa próximo ao pH do meio em que atuam. Fonte: adaptado de: Sale et al. (2013). 6 meses de suplementação; β-alanina (6,4 g/dia) ou placebo; Análise da carnosina muscular a cada mês. Efeitos da suplementação de β–alanina sobre a carnosina muscular M ud an ça n a ca rn os in a m us cu la r em re la çã o PR É (m m ol /k g de m ús cu lo s ec o) Semana 4 Semana 8 Semana 12 Semana 16 Semana 20 Semana 24 35 30 25 20 15 10 5 0 -5 b b b b b,c b,c Fonte: adaptado de: Saunders et al. (2017). Exercícios com predominância glicolítica (lática), isto é, limitados pela acidose muscular, parecem ser os mais beneficiados pela suplementação de β-alanina. Suplementação de β–alanina: que exercícios podem se beneficiar? EFEITO MÉDIO: 2.85% Duração do exercício (segundos) Ta m an ho d o ef ei to 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 -0.50 -1.00 -1.50 <60 60-240 >240 Fonte: adaptado de: Hobson et al. (2012). Parestesia = “formigamento” Suplementação de β–alanina: efeitos colaterais? 40 mg/kg 20 mg/kg 10 mg/kgPARESTESIA! - mãos; - pescoço; - rosto. - dose única máxima = 800 mg - tempo de desaparecimento = 3h horas Beta-alanina plasmática Suplementação com bicarbonato de sódio: mecanismos de ação HCO3 - + H+ CO2 + H2O NHE1 MCT IV Na+ / K+ H+ Na+ H+ Lactato K+ EXTRA INTRA Na+ ATP ADP + Pi Fonte: adaptado de: Juel et al. (2008). Os gradientes de pH entre o músculo esquelético e o sangue influenciam a taxa de transporte dos íons H+ para fora do músculo; Logo: alcalinização do sangue = manutenção do pH muscular durante a contração muscular. Suplementação com bicarbonato de sódio: mecanismos de ação pH s an gu ín eo pH m us cu la r Repouso – Exercício (min) Recuperação (min) 7.40 7.30 7.20 7.10 7.10 7.00 6.90 6.80 6.70 6.60 6.50 Control NaHCO3 P < 0.05 -50 0 2 4 6 8 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 30 Fonte: adaptado de: Costill et al. (1984). Suplementação com bicarbonato de sódio: que exercícios podem se beneficiar? Fonte: adaptado de: McNaughton (1992). A letra “a” refere-se à diferença significante (P<0.05) comparada às condições Placebo e Controle. EFEITO MÉDIO: 1.70% (±2.0) Fonte: adaptado de: Carr et al. (2011). Fonte: https://darubama.com/sodium-bicarbonate/ Controle Placebo Bicarbonato Grupo Trabalho total Potência Trabalho total Potência Trabalho total Potência 10 s 7.21± 0.19 1185 ± 110 7.19 ± 0.21 1178 ± 104 7.23 ± 0.19 1183 ± 113 30 s 19.6 ± 2.1 1179 ± 121 19.2 ± 2.7 1181 ± 134 19.7 ± 2.4 1171 ± 127 120 s 69.7 ± 7.5 1145 ± 131 68.3 ± 6.2 1151 ± 129 74.3 ± 7.9* 1243 ± 135* 240 s 109.1 ± 66.2 1097 ± 126 112.9 ± 58.7 1132 ± 135 122.4 ± 63.9* 1228 ± 128* Suplementação com bicarbonato de sódio: efeitos colaterais? Fonte: https://princessofpavement.com/2010/07/28/ Fonte: https://www.toitumistarkus.ee/ refluksi-ja-korvetiste- valtimiseks-kasutatavad- happealandajad-voivad- tekitada-narvikahjustusi- arritunud-soole-sundroomi-ja- osteoporoosi/ A suplementação de beta-alanina aumenta a carnosina muscular, um tampão intracelular, e pode melhorar o desempenho físico em exercícios de alta intensidade intermitentes ou contínuos (com duração entre 60 e 240 segundos). A suplementação com bicarbonato de sódio induz um aumento dos níveis sanguíneos de bicarbonato e pH, melhorando a performance em exercícios contínuos e intermitentes de alta intensidade. Apesar da parestesia, não existem relatos de grandes efeitos colaterais decorrentes da suplementação de beta-alanina. Devido aos moderados a severos efeitos colaterais do bicarbonato de sódio, a eficácia desse suplemento deve ser cuidadosamente e individualmente testada. Take-home messages – mensagens para casa Assinale a alternativa incorreta. A carnosina é um dipeptídeo encontrado em abundância no músculo esquelético de vertebrados, o qual: a) Tem a sua síntese realizada pela ação da enzima carnosina-sintase, a partir dos aminoácidos L-histidina e β-alanina. b) É um importante tampão de íons H+ dentro da célula muscular. c) Fornece substrato à célula para a ressíntese de ATP. d) Pode ser obtido por meio da dieta, exclusivamente por meio do consumo de carnes. e) Tem a sua síntese limitada pela disponibilidade de β-alanina. Interatividade Assinale a alternativa incorreta. A carnosina é um dipeptídeo encontrado em abundância no músculo esquelético de vertebrados, o qual: a) Tem a sua síntese realizada pela ação da enzima carnosina-sintase, a partir dos aminoácidos L-histidina e β-alanina. b) É um importante tampão de íons H+ dentro da célula muscular. c) Fornece substrato à célula para a ressíntese de ATP. d) Pode ser obtido por meio da dieta, exclusivamente por meio do consumo de carnes. e) Tem a sua síntese limitada pela disponibilidade de β-alanina. Resposta ATÉ A PRÓXIMA! Número do slide 1 O que eu vou dizer a vocês – termorregulação e hidratação A água como nutriente – conteúdo hídrico nos alimentos A água como nutriente – conteúdo hídrico nos tecidos corporais A água como nutriente – funções da água no organismo Estado de hidratação e recomendação Produção de calor durante o exercício físico Produção de calor durante o exercício físico Controle da temperatura corporal Dissipação de calor durante o exercício físico Taxa de sudorese Take-home messages – mensagens para casa Interatividade Resposta Hiponatremia Desidratação Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – aclimatação Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – �imersão em água gelada Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – hidratação Estratégias para atenuar a elevação da temperatura interna – hidratação Hidratação – recomendações Hidratação – influência da temperatura da bebida? Hidratação – influência da temperatura da bebida? Hidratação – influência da temperatura da bebida? Take-home messages – mensagens para casa Interatividade Resposta O que eu vou dizer a vocês – recursos ergogênicos Creatina: síntese, captação e excreção Funções da creatina Funções da creatina Creatina: efeitos da suplementação sobre o seu conteúdo muscular Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina: treinamento de força Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina: treinamento de força Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina: exercícios intermitentes Suplementação de creatina: efeitos colaterais? Suplementação de creatina: efeitos colaterais? Take-home messages – mensagens para casa Interatividade Resposta Possíveis causas e mecanismos da fadiga durante os exercícios �de alta intensidade Íons H+ e fadiga Íons H+ e fadiga Mecanismos de defesa contra a “acidose” muscular Suplementação de β-alanina: mecanismos de ação Efeitos da suplementação de β–alanina sobre a carnosina muscular Suplementação de β–alanina: que exercícios podem se beneficiar? Suplementação de β–alanina: efeitos colaterais? Suplementação com bicarbonato de sódio: mecanismos de ação Suplementação com bicarbonato de sódio: mecanismos de ação Suplementação com bicarbonato de sódio: que exercícios�podem se beneficiar? Suplementação com bicarbonato de sódio: efeitos colaterais? Take-home messages – mensagens para casa Interatividade Resposta Número do slide 56