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NÍVEL 1 VINHOS SEM SEGREDOS MÓDULO 1 O que é Vinho? Como é Produzido e sua História Diferença do Vinho de Mesa e o Vinho Fino Em 2017, a OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho divulgou um relatório com dados sobre a diversidade global de videiras, abrangendo cerca de 75% da área de vinhas do mundo. Esse relatório traz informações de diversos tipos de uvas, seja para a produção de vinho (uvas finas) ou consumo in natura (uvas de mesa). Existem mais de 10.000 castas identificadas como Vitis vinifera, porém, esse número inclui os nomes tidos como sinônimos e homônimos, ou seja, diferentes nomes para uma mesma uva. Sem abranger esses detalhes, a quantidade de variedades Vitis vinifera é estimada em mais ou menos 6.000 variedades. Uvas Finas = Vitis viniferas = videiras européias (as mais conhecidas são as francesas Sistema de condução: Espaldeira - O plantio é feito em fileiras para melhor exposição ao sol e ventilação. - Uvas mais sensíveis. - Possuem mais moléculas, portanto, são complexas. - Possuem maior carga aromática. - O plantio é feito em suspensão. - Uvas mais resistentes. São mais simples e os vinhos possuem único e exclusivo aroma de uva e não de outras frutas. 2 Como é feito o vinho Um pouco da história do vinho Muita gente pensa que o vinho branco é produzido com uvas verdes, e o tinto com uvas maduras. Na verdade tem a ver com o tipo de uva e não com seu grau de maturação. A diferença entre vinhos tintos e brancos está na palavra-chave maceração, etapa em que as casas das uvas ficam em contato com o mosto (nome técnico do suco de uva em fermentação). A maceração extrai compostos colorantes, aromáticos e gustativos para o mosto. Eles conferem cor, corpo e aroma ao vinho. A prensagem é a etapa em que as cascas são separadas do mosto. No caso dos brancos ela ocorre imediatamente. Vinhos rosés maceram em cascas por cerca de 12 horas. Tudo vai depender do estilo de vinho rosé que se pretende obter. Quanto mais claro, menos tempo de maceração e quanto mais escuro, mais tempo de contato. Para os tintos esta etapa pode ocorrer de 20 a 30 dias. A prensagem portanto, será realizada apenas no final da fermentação, tendo em vista que as cascas são fundamentais para a coloração tinta do produto. A fermentação alcoólica ocorre quando microrganismos, chamados de leveduras, transformam os açúcares residuais das próprias uvas em álcool. Quando cito sobre o vinho laranja é um resgate da tradição. O vinho está na moda mas se trata de uma técnica oriental originada mais precisamente entre a Europa e a Ásia, na região da Geórgia (Cáucaso). O termo cor âmbar para os vinhos laranjas surgiu em 2004 por um importador inglês e foi se sedimentando. O que os define é serem vinhos de cepas brancas tratados como tintos, ou seja, os sucos das uvas são mantidos por longo tempo em contato com as próprias cascas, adquirindo elementos como polifenóis, alguma cor (alaranjada ou âmbar) e textura rugosa. Entre 7.000 a 5.000 a.C começou a primeira produção de vinhos na região da Georgia, Irã e Turquia; Entre 4.000 a 3.000 a.C os egípcios e fenícios começaram a comercializar esse líquido tão especial. Há desenhos e registros dos egípcios que levam a crer numa forma mais organizada de vinificação. Entre 1.000 a 500 a.C os gregos e romanos foram os responsáveis por disseminar a cultura do vinho pela Europa, principalmente com técnicas de plantio. na Grécia antiga teve o famoso Deus grego, Dionísio, filho de Zeus e os romanos plantavam uvas como forma de marcar território demonstrando suas conquistas. 3 A Idade Média é marcada por várias crises na Europa. Com a queda de Roma, teve início a Era Medieval. Nesse período, como a potabilidade da água era sempre um mistério nesses tempos remotos, o vinho era muitas vezes preferível para acompanhar os banquetes. Foi nessa época que a França começou a se desenvolver como a grande produtora de vinhos de qualidade que é hoje. Tudo começou com Carlos Magno, primeiro imperador do Sacro Império Romano-Germânico, expandindo o Reino Franco e promovendo várias leis agrárias e normas para regulamentar a produção de vinho na região. A Igreja Católica começou a produzir vinhos para suas cerimônias religiosas. Na França, a situação foi especialmente favorável por vários fatores: No século XII, foi fundada na região da Borgonha a ordem dos monges cistercienses, adeptos ferrenhos da vinicultura e conhecidos por terem trazido as primeiras mudas de Chardonnay para Chablis, hoje, principal região produtora de vinho branco com esta variedade. Namesma época, a região de Bordeaux conhece um desenvolvimento significativo na produção de vinho, tornando-se, após o casamento do rei inglês Henrique II com a viúva do rei da França, Leonor de Aquitânia, principal fornecedora da bebida para a Inglaterra. No final do século XVI, o espumante foi descoberto acidentalmente em um mosteiro na França por Dom Pérignon. Na Segunda Guerra Mundial foi criado o conceito de guardar vinhos pois os produtores precisaram esconder os seus exemplares em caves subterrâneas e com isso muitos dos vinhos evoluíram e se tornaram ainda melhores. Estamos falando de uma cultura milenar! 4 MÓDULO 2 Velho e Novo Mundo do Vinho e suas principais uvas Velho e Novo Mundo Filoxera O que faz os vinhos serem diferentes? A praga de Filoxera que devastou 80% dos vinhedos na Europa foi um marco na história da vinicultura. Em algumas vinícolas você pode reparar que no início da fileira de parreiras pode haver uma roseira. Além de ser esteticamente lindo, a roseira é uma parente mais frágil da videira, e com isso, se houver um ataque de pragas, seria a primeira a ser atacada, dando tempo hábil do vinicultor pensar numa alternativa para o combate. 5 Varietal ou Assemblage VARIETAL - Se refere a 100% de uma única uva. Atenção, como tudo na vida existe exceção, dependendo do País, a partir de 75% ou 85% de uma uva, já pode ser considerado um VARIETAL. As vezes o enólogo gosta de incluir outra uva apenas para dar um “toque” de personalidade com alguma característica que pode faltar naquele momento. CORTE ou ASSEMBLAGE - A palavra francesa assemblage ou o termo BLEND se refere a uma mistura de duas, três ou mais uvas no mesmo vinho. A palavra CORTE (utilizada pelos brasileiros) no início se referia na composição com apenas duas uvas (50%/50%) mas agora já se utiliza como uma nomenclatura para se referir a uma mistura de uvas independente da porcentagem. Qual a melhor opção? VARIETAL ou ASSEMBLAGE? Não significa que seja melhor ou pior. O consumidor deve eleger o que mais te agrada, mas nunca com preconceito de que um vinho proveniente de mistura de uvas possa ser de baixa qualidade. Pelo contrário! Quando se mistura outros tipos de uva no mesmo vinho o enólogo pretende potencializar as melhores características de cada uma delas. É possível tornar o vinho ainda mais interessante! Não é à toa que as grandes referências, os vinhos ícones de vários países, são no geral produz dos por ASSEMBLAGE. Você sabe o que significaVARIETAL, CORTE e ASSEMBLAGE? Varietal é um vinho feito 100% de uma única uva, ou seja, de uma variedade Corte é um vinho produzido com apenas duas uvas, na maioria das vezes 50% e 50% Assemblage é uma mistura de duas, três ou mais uvas num único vinho 6 Principais variedades de uvas No universo dos vinhos finos uvas viníferas. As uvas francesas são as que mais se adaptaram ao redor do mundo, mas em outros países como Portugal, Itália e Espanha também produzem uvas viníferas como a Touriga Nacional, Bonarda, Ancelotta, Sangiovese, Tempranillo... Cada país produtor de vinho terá a sua uva emblemática e a sua uva nativa. Por exemplo, o Velho Mundo valoriza as uvas nativas já o Novo Mundo recebeu muta influência das uvas francesas que acabaram se tornando emblemáticas em cada país. - ÁFRICA DO SUL - Chenin Blanc (francesa), Pinotage (nativa - criada em laboratório - fusão híbrida da Pinot Noir com Hermitage) e Shiraz (francesa); - AUSTRÁLIA - Chardonnay (francesa)e Shiraz (francesa); - ÁUSTRIA = Gruner Veltliner (nativa) e Zweigelt (nativa); - ARGENTINA - Torrontés (espanhola) e Malbec (francesa); - BRASIL - Tannat (Campanha), Merlot (Serra Gaúcha), Sauvignon Blanc (Planalto Catarinense), Syrah (Vale do São Francisco) - Todas uvas francesas; - CANADÁ - Riesling (alemã/francesa), Gewürztraminer (alemã) e Pinot Noir (francesa); - CHILE - Carmenere (francesa) e Cabernet Sauvignon (francesa); - ESLOVÊNIA - Rebula (nativa - mesma Ribolla Gialla na Itália), Cabernet Sauvignon (francesa) e Pinot Noir (francesa). - ESPANHA - Verdejo (nativa), Viúra (nativa) e Tempranillo (nativa). - ESTADOS UNIDOS - Chardonnay (francesa), Pinot Noir (francesa), Cabernet Sauvignon (francesa) e Zinfadel (croata/italiana); - FRANÇA = Cabernet Sauvignon (Bordeaux), Merlot (Bordeaux), Chardonnay (Borgonha) e Pinot Noir (Borgonha). - HUNGRIA - Furmint (nativa) e Pinot Noir (francesa); - ITÁLIA - Pinot Grigio (francesa) e Sangiovese (italiana); - NOVA ZELÂNDIA - Sauvignon Blanc (francesa) e Sangiovese (italiana); - PORTUGAL - Encruzado (Dão), Aragonês (Alentejo), Tinta Roriz (Douro), Trincadeira (Alentejo) e Touriga Nacional (Douro) - Todas portuguesas. Atenção pois a Aragonês é a mesma Tinta Roriz que é a mesma Tempranillo na Espanha; - URUGUAI - Tannar (francesa). É claro que em cada país você encontra mais opções de uvas, porém essas são, sem dúvida alguma, as que mais se destacam. 7 Agricultura / Sustentável / Biodinâmico Tipos de vinhos O termo “natureba” surgiu para se referir aos produtores de vinhos que seguem uma linha saudável e consciente de produção. Desde a vinha, o vinho, as pessoas, o meio ambiente, e o equilíbrio que se espera com este conceito, que é bastante amplo. Não é só a questão da utilização do agrotóxico, mas algo bem mais complexo que isso. Dentro dos produtores que seguem essa linha, existem uns que gostam de ser rotulados e outros não. A maioria dos melhores produtores nem sequer se considera dentro de alguma categoria, não possui algum tipo de selo de certificação e nem faz algum marketing em cima disso. Entre os naturebas existem os vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais. Também encontramos sustentáveis e veganos. Importante destacar que aqui estamos falando da filosofia do produtores e não de uma certificação ou selo específico. MÓDULO 3 As Características dos Vinhos Vinhos Tranquilos = a maioria entre 12% a 15% de teor alcoólico. O Velho Mundo destaca em seus rótulos a região onde foram produzidos como Bordeaux e Borgonha na França, Chianti na Itália, Douro em Portugal e Rioja na Espanha. Já o Novo Mundo prioriza a uva que o vinho foi produzido como a Malbec na Argentina, Carmenere no Chile, Pinotage na África do Sul e Shiraz na Austrália. Vinhos Espumantes = São vinhos nos quais há bolhas. Champagne e Cava se referem a sua denominação de origem, ou seja, a região onde são produzidos, França e Espanha respectivamente. Já o Prosecco se trata do nome da uva que esse espumante é feito. Se tornou tão conhecido, que hoje se refere ao nome do produto e no contra-rótulo destaca o seu nome científico: GLERA. Portanto, o espumante Prosecco é feito 100% da uva Glera. 8 Vinhos Fortificados = São vinhos aos quais se adicionou álcool extra e tem um nível mais alto de álcool, entre 17% a 22%. São exemplos de vinhos fortificados o Jerez da Espanha, o vinho do Porto e Moscatel de Setúbal em Portugal. Esse álcool extra é proveniente de adição de aguardente vínica. Vinhos Frisantes = São de baixa graduação alcoólica (7% a 9,5%) e possuem açucar residual no vinho. A maioria deles é doce e foi adicionado gás carbônico. Exemplos são os lambruscos italianos. Elaboração dos espumantes Alternativa da grande indústria de fazer a remuage sem precisar do trabalho humano. Muitos profissionais que trabalham com remuage precisam se aposentar cedo devido a graves problemas com tendinite nos punhos. A quantidade de açúcar no licor de dosagem ou licor de expedição que vai definir o estilo espumante. Veja em detalhes quais são os níveis de açúcar oficialmente estabelecidos pela União Europeia: Nature: Zero Dosagem até 0 a 3 g por litro Extra Brut: 3 a 6 g por litro Brut: 6 a 12 g por litro Extra-Sec ou Extra-Dry: 12 a 17 g por litro Sec ou Dry: 17 a 32 g por litro Demi-Sec: 32 a 50 g por litro Doce: Mais de 50 g por litro 9 Cor A cor de um vinho pode ser determinada pelo tipo de uvas usadas e pela maneira de como o vinho é feito. O elemento corante está na casca da uva tinta. Portanto, podemos produzir vinho branco de uvas tintas, é só você não utilizar as cascas, pois a poupa é incolor. Mas o que seria VINHO VERDE? Essa referência não tem nenhuma relação com a cor do líquido, mas sim com a região onde é produzido, uma região demarcada a noroeste de Portugal. Nessa região o estilo mais comum é a produção de vinho jovem com acidez elevada. O clima é mediterrâneo, com influência marítima e o solo é granítico. Esses fatores ajudam a trazer muita leveza e frescor ao vinho. Portanto, nesta região você pode encontrar VINHOS BRANCOS, ROSÉS, TINTOS e ESPUMANTES. Ou seja, você terá VINHO VERDE de vários tipos. 10 Doçura Corpo O suco da uva é doce por natureza e no processo de fermentação o açucar da uva se transforma em álcool. A maioria dos vinhos finos são secos pois as leveduras responsáveis por se alimentarem do açucar morrem ao atingir 15% de grau alcoólico. Uma vez as leveduras mortas, qualquer açucar que permanecer no vinho é o que vai determinar sua doçura. Seco - As leveduras converteram todo o açúcar residual em álcool ou é um vinho que não tem doçura perceptível. A legislação admite essa classificação para uma concentração de açúcar de até 4 gramas por litro da bebida. Meio-seco - O enólogo interrompe a fermentação deixando açúcar residual no vinho. Nos rótulos com essa menção, espere encontrar desde vinhos sem qualquer traço de doçura, aos que serão levemente doces ou até com doçura muito perceptível. Pela lei, essa classificação pode ter acima de 4 g/L* até 25 g/L de açúcar residual no vinho. Um vinho com algo próximo a 4,1 g/L de açúcar poderá parecer seco ao paladar, já outro que se aproxime dos 25 g/L será nitidamente adocicado. Doce - Aqui o protagonista é o sabor adocicado, nítido e intenso. Segundo nossa legislação, todo exemplar com mais de 25 g/L de açúcar residual pode ser legalmente classificado como doce ou suave. Porém, há quem use o termo suave para descrever um vinho que ao paladar é macio, aveludado e, assim, causa confusão com a classificação legal. A doçura deve sempre ser equilibrada com uma acidez refrescante para evitar que estes vinhos fiquem enjoativos. Licorosos - É adicionado uma quantidade extra de álcool (destilado de uva), como é o caso do famoso Vinho do Porto. Essa adição de aguardante vínica faz com que as leveduras morram e mantém açúcar residual no vinho. Pela nossa lei, os doces terão mais de 20 g/L. É a sensação geral do vinho na boca quando se prova, ou seja, o seu peso na boca. Corpo Ligeiro ou Leve - São normalmente refrescantes e fáceis de beber. Exemplos de vinhos com essas características: Branco seria um Pinot Grigio italiano e tinto seria o Beaujolais ou Pinot Noir da França. Médio Corpo - O vinho ja começa a ficar mais rico e substancial. Isto pode ser devido as uvas utilizadas ou há alguns processos incluídos, como envelhecimento em barris de carvalho para conferir uma estrutura extra. Exemplos de vinho de corpo médio são os Borgonhas brancos da França ou os Merlot’s tintos do Chile. 11 Outros fatores Outros fatores Muito Corpo ou Encorpado - O vinho será poderoso e mais concentrado. Isto pode ocorrer devido ao estado de maturação das uvas ou será pelo uso de madeira. Exemplos de vinhos de muito corpo são os Chardonnay’s com madeira da Califórnia e os Shiraz da Austrália. Madeira - Confere notas aromáticas, sabores, taninos e textura através do contato do líquido com a madeira. No caso dos vinhos brancos é comum encontrar notas amanteigadas e de baunilha, já os vinhos tintos ficam mais maciose com destaque para notas doces e especiarias. Taninos - São substâncias orgânicas presentes na pele das uvas que servem para dar corpo e complexidade. São antioxidantes e fazem muito bem a saúde. Estudos científicos indicam que os taninos presentes no vinho são ainda mais benéficos e poderosos do que aqueles do chá ou até mesmo em outras bebidas. Acidez - Vem da polpa da uva. Provoca a salivação e desperta o apetite. os ácidos provenientes no vinho evitam que o mesmo estrague no processo de fermentação e proporciona equilíbrio e frescor. Em resumo, a acidez provoca a salivação, já o tanino, a secura na boca (adstringência). Leveduras - O vinho é produzido através da fermentação das uvas (esmagadas) por ação das leveduras que transformam o açúcar da fruta em álcool e dióxido de carbono. A Saccharomyces cerevisiae não é a única levedura envolvida na produção de vinho, porém é sem dúvida a mais importante. No mosto inicial, há uma multidão de leveduras. No processo de produção do vinho, ocorre naturalmente uma sucessão de microrganismos, acabando por predominar a levedura Saccharomyces cerevisiae”. É possível também que ocorra por parte do próprio produtor de vinho a adição de leveduras selecionadas para que estas predominem. 12 Bactérias Lácticas - Além das leveduras, a ação das bactérias lácticas depois da fermentação alcoólica, efetuada pelas bactérias, se reveste de importância na elaboração de vinhos tintos e de determinados vinhos brancos. Estas bactérias são as responsáveis pela transformação do ácido málico em ácido láctico, num processo denominado fermentação malolática. É importante salientar que esta ação deve ser estimulada apenas quando a fermentação alcoólica estiver praticamente terminada. Este procedimento reduz o risco de uma elevação na acidez volátil do vinho, devido ao fato de o desvio metabólico destas bactérias ser estimulado pelo excesso de açúcares no início do processo fermentativo. Assim, as fermentações alcoólica e a maloláctica são ações microbiológicas de extrema relevância durante a vinificação, sendo que a última é um processo que nem sempre é desejável que ocorra. Entre as bactérias lácticas mais comumente encontradas podemos citar: Lactobacillus, Pediococcus e Leuconostoc, sendo esta, mais recentemente denominada de Oenococcus. MÓDULO 4 Dicas de Harmonização e Como Escolher um Vinho na Prateleira Devemos entender o nosso gosto pessoal e saber usá-lo ao nosso favor na hora de escolher um vinho é um grande passo para nossa evolução. Identificar a sua uva favorita será um excelente caminho. Com isso você conseguirá ampliar seu leque de opções para se dar a oportunidade de conhecer a mesma uva em regiões diferentes ou até mesmo conhecer novas uvas nessas regiões que você já provou e gostou tanto do vinho. A terceira dica é definir a faixa de preço que você está disposto a pagar. Seguindo isso, dificilmente você irá errar. 13 14 CRIANZA TINTOS TEMPO MÍNIMO EM BARRICA 12 MESES ENVELHECIMENTO 24 MESES RESERVA TINTOS TEMPO MÍNIMO EM BARRICA 12 MESES ENVELHECIMENTO 36 MESES GRAN RESERVA TINTOS TEMPO MÍNIMO EM BARRICA 24 MESES ENVELHECIMENTO 60 MESES CRIANZA BRANCOS E ROSADOS TEMPO MÍNIMO EM BARRICA 6 MESES ENVELHECIMENTO 18 MESES RESERVA BRANCOS E ROSADOS TEMPO MÍNIMO EM BARRICA 6 MESES ENVELHECIMENTO 24 MESES GRAN RESERVA BRANCOS E ROSADOS TEMPO MÍNIMO EM BARRICA 6 MESES ENVELHECIMENTO 48 MESES Exemplo da regra de envelhecimento em Barris de Carvalho na região de Rioja - Espanha MÓDULO 5 Envelhecimento em Barris de Carvalho, Tipos de Rolha e Concavidade das Garrafas Diferença entre Crianza, Reserva e Gran Reserva 15 Hungria TOKAJI Alemanha Entenda o Pradikatswein Grama (g) de Açúcar por Litro (L): KABINETT = 148 – 188 g/L (seco a quase seco) SPATLESE = 172 – 209 g/L (seco a quase seco) AUSLESE = 191 – 260 g/L (seco a doce) Colheita Selecionada BEERENAUSLESE = + 260 g/L (seco a doce) Colheita Selecionada TROCKENBEERENAUSLESE = + 300 g/L (doce) Colheita Selecionada EISWEIN = + 260 g/L (doce) “Vinho do Gelo” Elaborações Especiais Botrytis Cinerea ou Podridão Nobre A Botrytis Cinerea é um fungo que surge em condições climáticas de calor e umidade. Uma espécie de pó acinzentado que se aloja nas cascas das uvas no final da maturação, perfurando-as e desidratando os bagos. Com isso a polpa fica mais concentrada. É também chamada de Podridão Nobre porque sua incidência confere qualidade à uva, especialmente no tocante ao seu açucar. Os cachos atacados são colhidos manualmente de modo que apenas os bagos atacados pelo fungo sigam para a vinificação. 16 África do Sul Vinhos Fortificados: Vinho do Porto O vinho doce emblemático de Klein Constantia, Via de Constance, tornou-se o primeiro vinho sul-africano a ser vendido no mercado fechado de négociants de Bordeaux. O Vin de Constance, feito à base de moscatel, já foi considerado como um dos grandes vinhos do mundo nos séculos 18 e 19. Quando estava exilado na ilha de Santa Helena, na costa da África, Napoleão Bonaparte apreciou muito a companhia desse vinho. (tomava uma garrafa por dia). A produção cessou com a eclosão da filoxera na África do Sul em meados e finais de 1800, mas foi reiniciada na década de 1980, quando a propriedade Klein Constantia, na Cidade do Cabo, foi remodelada. O ano de 1986 marcou, de forma emblemática a primeira safra do “novo” Vin de Constance, encontrado até hoje no mercado. 17 MÓDULO 6 O Vinho, a Saúde, Como Abrir Uma Garrafa, Armazenamento e Tipos de Taças 18 19 20 21 Principal região vinícola do Brasil - Rio Grande do Sul BÔNUS Vinhos Brasileiros Serra Gaúcha é a mais tradicional região vitivinícola brasileira. Em 2002 a região do vale dos Vinhedos conquistou a Indicação de Procedência, um marco muito importante para a nossa história. 10 anos depois, em 2012, foi a primeira e até agora a única região do país a receber o selo de Denominação de Origem (DO). Se conseguirmos a aprovação da Altos de Pinto Bandeira, ela será exclusiva para a produção de espumantes através do método tradicional. 22