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UNIVERSIDADE PAULISTA
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
POLO – CASTANHAL
DISCENTE
Ana Carla Bechara Calado
DOCENTE
Vitória Gomes Plácido De Souza
ESTUDO DE CASO
SÍFILIS SECUNDARIA
CASTANHAL-2024
Ana Carla Bechara Calado
ESTUDO DE CASO:
SÍFILIS SECUNDARIA
Trabalho de estudo de caso para
obtenção de nota para o estágio
obrigatório de Graduação em
Enfermagem apresentado à
Universidade Paulista – UNIP.
Docente: Vitória Gomes Plácido De
Souza
NOTA___________
CASTANHAL-2024
SUMÁRIO:
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 4
ESTUDO DE CASO .................................................................................................. 5
1. Questão norteadora .............................................................................................. 5
2. Identificação da pessoa em estudo ........................................................................ 5
3. Resumo dos problemas ........................................................................................ 5
4. Fundamentação teórica ......................................................................................... 6
5. Alternativas ou Proposta ....................................................................................... 6
6. Ações implementadas ou Recomendadas ............................................................ 7
7. Discussão ............................................................................................................. 7
CONCLUSÃO........................................................................................................…...7
REFERÊNCIAS ....................................................................................................……8
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INTRODUÇÃO:
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria
Treponema Pallidum e, apesar de ser um agravo prevenível, ainda se apresenta como um
grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo que o grupo de maior
incidência compreende mulheres na faixa etária de 20 a 29 anos. Os estágios clínicos da
sífilis se dividem em: sífilis recente (primária, secundária e latente recente), com até um
ano de evolução; e sífilis tardia (latente tardia e terciária), com mais de um ano de
evolução. A neurossífilis pode ocorrer em qualquer período da doença. Não existe sinal ou
sintoma específico de sífilis. Portanto, seu diagnóstico deve ser fundamentado em história
e achados clínicos sugestivos, e confirmado com exames laboratoriais. (MS{Brasil},2022)
A sífilis secundária ocorre de 6 semanas a 6 meses após a cicatrização do cancro
duro, manifestando-se principalmente por lesões de pele não-pruriginosas. Lesões
eritemato-escamosas palmo-plantares, são bastante sugestivas de sífilis secundária, mas
outras apresentações podem estar presentes, tais como máculas, pápulas (especialmente
em tronco), placas e manchas em mucosas, condiloma plano, alopecia em clareira e
madarose (perda de cílios). Enquanto os cancros anogenitais da sífilis primária são
geralmente indolores, o condiloma plano da sífilis secundária pode ser doloroso. Além
disso, o cancro de sífilis primária também pode estar presente durante o estágio de sífilis
secundária.(Pourang A,2021)
Diante disso, haja em vista o grande número de casos de sífilis, a necessidade de
abordar a importância de uma assistência de enfermagem qualificada para o controle da
sífilis, assim, esse trabalho tem como objetivo abordar e descrever a atuação da
assistência da enfermagem frente ao paciente acometido com sífilis secundária.
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ESTUDO DE CASO
1. QUESTÃO NORTEADORA:
Como o enfermeiro, dentro de suas atribuições, pode contribuir para promover a melhor
assistência de enfermagem ao paciente com sífilis secundária ?
2. Identificação da pessoa em estudo:
Paciente, W.S.C., 26 anos, branco, do sexo masculino, solteiro, natural de CastanhalPA,
universitário. Procurou a UBS por queixa-se de febre e dor em orofaringe. Paciente relata
que sintomas aparecem 7 semanas depois de aparecimento de uma ferida na região
bocal. Nega alergias medicamentosas e outras doenças prévias. Nos hábitos de vida,
nega etilismo, nega tabagismo e drogadição. Ademais, afirma ter bons hábitos de vida,
tem vida sexual ativa, com uma única parceira. Sinais vitais: Normotenso (PA
120x40mmHg), normocardio (FC: 76bpm), afebril (TC:35,4ºC) o paciente apresenta-se
estado geral regular.
3. Resumo dos problemas:
Paciente deu entrada na UBS no dia 14/06/2024, com diagnóstico de sífilis secundaria.
Ao exame físico: Ao exame físico encontrava-se em regular estado geral, acianótico
anictérico, hidratado, sem alterações no aparelho respiratório e cardiovascular; Na
Oroscopia: foi observado várias lesões em placa, esbranquiçadas, em fundo hiperêmico;
Pele: discretas áreas eritematosas no tórax, costas e membros superiores. AR: MV
presente em HTE, SAT: 92%, ACV: bulhas cardíacas normofonéticas, ritmo cardioco
regular em 2T, sem sopros, FC: 80BPM; NEURO: GCS:15, pupilas isocóricas e
fotorreagentes, sem deficits focais. ABDOME: flácido,RHA presente, indolor a palpação.
Doi realizado o teste rápido para Sífilis, testando positivo logo após foi orientado realizar o
exame laboratorial: VSG: 91. FTAbs: reagente. VDRL: 1:128. Anti-HIV: não reagente,
confirmando o diagnostico para sífilis secundaria
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4. FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS:
A sífilis pode ser transmitida por via sexual, transfusão sanguínea e verticalmente (de
gestante para feto). A doença apresenta maior transmissibilidade por via sexual (genital e
extragenital) nos estágios iniciais (sífilis primária e secundária), com taxas que variam de
10 a 60%, devido ao número elevado de treponema nas lesões ativas presentes nesses
estágios (cancro duro e lesões muco-cutâneas, respectivamente).(National Institute,2019)
No sentido que remete à prevenção, o diagnóstico e a intervenção ao paciente
constituem-se como uma medida importante a ser tomada pelo enfermeiro que está à
frente de sua equipe dentro da organização de saúde, uma vez que, torna-se notório o
reflexo da qualidade dos serviços prestados ao paciente acometido com sífilis.
5. ALTERNATIVAS OU PROPOSTAS (Diagnóstico de Enfermagem):
Situação Diagnóstico de
Enfermagem
Intervenções Resultado
Dor em
orofaringe
Mucosa oral prejudicada,
Lesão em lábios, tecidos
moles, e orofaringe
Administrar medicamentos,
conforme prescrição, Usar
estratégias terapêuticas de
comunicação para reconhecer a
experiência de dor,Controlar os
fatores ambientais capazes de
influenciar a resposta do paciente
ao desconforto.
Alivio da
dor
Febre
Termorregulação ineficaz
relacionado à capacidade
diminuída de manter a
temperatura corporal
Regulação da temperatura;
Verificar a temperatura axilar de
4/4 horas e SSVV. Controle
hídrico; Realizar banho ou
compressas frias se a temperatu
ra não ceder com a medicação
prescrita
Apresentar
melhora da
temperatura
corporal
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Risco de
infecção
Relacionado ao
comprometimento dos
mecanismos de defesa
Banho; Controle de doenças
transmissíveis; Controle de
infecção; Controle do ambiente;
Cuidados com lesões; Supervisão
da pele
Controlar a
infecção.
6. AÇÕES IMPLANTADAS:
O tratamento deu-se pelo manejo das medidas gerais, s, daterapia antibiótica e pelo
uso da Doxiciclina 100 mg, VO, 2xdia, por 15 dias. As intervenções implementadas pela
equipe de enfermagem foram a orientação quanto a medicação s, sobre a importância da
adesão ao tratamento, e da busca da parceira para diagnóstico e/ou tratamento, e sobre
as medidas de prevenção e algumas restrições durante o período de tratamento.
7. DISCUSSÃO:
Este trabalho teve como foco o estudo sobre diagnóstico e manejo de um caso de sífilis
secundária que foi contornado por meio de tratamento clínico e ambulatorial. Diante disso,
haja em vista o grande número de casos de sífilis, a necessidade de se ter uma
qualificada assistência de enfermagem, assim facilitando o controle e o rompimento da
cadeia de transmissão da sífilis.
CONCLUSÃO:
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), curável, porém ainda acredita-
se que ocorra anualmente um universo de 12 milhões de casos novos de sífilis na
população adulta em todo o mundo, sendo que 90% dos mesmos se encontrem junto aos
países em desenvolvimento.(SOUZA; BENITO, 2016)
Diante disso fica claro que as responsabilidades do enfermeiro, está em fornecer
informações que melhorem a qualidade de vida e saúde do paciente sendo de extrema
importância o tratamento e o manejo clínico realizado, que incluem a medicação
preconizada e o contínuo acompanhamento do mesmo para a melhoria de suas
condições de saúde e qualidade de vida. Portanto, é evidente que a participação do
enfermeiro no manejo clínico é primordial frente as diferentes etapas do cuidado,
exercendo uma assistência necessária e integral para a promoção da saúde e impactando
diretamente na prevenção de agravos.
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REFERENCIAS:
• Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-2020
[recurso eletrônico] / [NANDA International]; tradução: Regina Machado Garcez;
revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros... [et al.]. – 11. ed. – Porto
Alegre: Artmed, Editado como livro impresso em 2018.
• Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e
Insumos Estratégicos em Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo
clínico e diretrizes terapêuticas para prevenção da transmissão vertical de HIV,
sífilis e hepatites virais. [Internet]. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2022 /228 p.
Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_hiv_sifilis_hepatites.p
df.
• National Institute For Health And Care Excellence. Syphilis: what are the risk
factors? [Internet]. London: NICE; 2019. Disponível em:
https://cks.nice.org.uk/topics/syphilis/background-information/risk-factors/.
• Pourang A, Fung MA, Tartar D, Brassard A. Condyloma lata in secondary syphilis.
JAAD Case Reports [Internet]. abril de 2021;. Disponível em:
https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S2352512621000680.
• SOUZA, W. N. de; BENITO, L. A. O. Perfil epidemiológico da sífilis congênita no
Brasil no período de 2008 a 2014. Universitas: Ciências da Saúde, Brasília, v. 14,
n. 2, p. 1-8, jul./dez. 2016. Disponível em: .