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Economia internacional
Algumas anotações do livro (que talvez pode ser útil)
Capítulo 1
· Os Estados Unidos, por seu tamanho e diversidade de recursos, dependem menos do comércio internacional do que quase todas as outras nações. O que faz que o comércio internacional seja mais importante para a maioria dos outros países do que para os EUA. 
· O assunto central da economia internacional, portanto, consiste de aspectos levantados pelos problemas especiais da interação econômica entre estados soberanos. 
Sete temas são recorrentes durante o estudo da economia internacional: (6) coordenação da política internacional e (7) mercado de capitais internacional: nada de importante para ser anotado.
(1) ganhos decorrentes do comércio: (Conceito teórico mais importante em Eco. Internacional) quando os países vendem mercadorias e serviços uns para os outros, essa troca é quase sempre benéfica para ambos os lados.
A migração internacional e os empréstimos internacionais também são formas de negociação mutuamente benéficas — a primeira delas é uma negociação de trabalho em troca de mercadorias e serviços (Capítulo 4), a segunda é uma negociação de mercadorias presentes em troca da promessa de mercadorias futuras (Capítulo 6).
O comércio internacional tem fortes efeitos sobre a distribuição de renda. 
1. O comércio internacional pode afetar adversamente os proprietários de recursos que são “específicos” de indústrias que competem com importações, ou seja, não podem encontrar emprego alternativo em outras indústrias. Os exemplos incluem os maquinários especializados, como os teares manuais que se tornaram menos valiosos por causa das importações de tecidos, e os trabalhadores com habilidades especializadas, como os pescadores que têm o valor de sua pesca reduzido pelos frutos do mar importados. O comércio também pode alterar a distribuição de renda entre grupos amplos, como os trabalhadores e os donos do capital.
 (2) padrão de comércio: Clima e recursos explicam porque cada país exporta cada bens. Porém, a maior parte é sutil. Por que o Japão exporta automóveis, enquanto os EUA exportam aviões? 
(3) protecionismo: Quanto comércio deve ser permitido, é o tema politico mais importante. Políticas protecionistas: Eco. Estrangeira e doméstica. 
O acordo importante de livre comércio 1993: Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (NAFTA) – North American Free Trade Agreement- Entre os EUA, México e Canadá. E o acordo chamada Rodada do Uruguai, que estabeleceu a Organização Mundial de Comércio, 1994. 
 (4) equilíbrio dos pagamentos: a balança de pagamentos tornou ‑se uma questão central para os Estados Unidos, porque a nação tem apresentado déficits comerciais enormes a cada ano, desde 1982.
(5) determinação da taxa de câmbio: Riscos associados com o mercado de capitais internacionais, a flutuação do câmbio e o não pagamento (calote) nacional
Capítulo 2
Comércio Mundial: uma visão geral 
O modelo de gravidade
Principais parceiros dos EUA são nações europeias: Alemanha, Reino Unido e França. Mas porquê? Pois são as 3 maiores economias europeias. Ou seja, elas têm os maiores valores do PIB, que mede o valor total de todos os bens e serviços produzidos em uma economia. 
Existe uma forte relação empírica entre o tamanho da economia de um país e o volume de suas importações e exportações. 
 Eq. Modelo de gravidade do comércio mundial. (analogia à lei de Newton da gravidade: assim como a atração gravitacional entre dois objetos é proporcional ao produto das suas massas e diminui com a distância, o comércio entre dois países é, sendo as outras variáveis iguais, proporcional ao produto de seu PIB e diminui com a distância.) 
Por que o modelo de gravidade funciona? Em termos gerais, as grandes economias tendem a gastar grandes quantias com importações, porque elas têm grandes rendimentos. Também tendem a atrair grandes fatias dos gastos de outros países, porque elas produzem uma vasta gama de produtos. Então, sendo as outras variáveis iguais, o comércio entre quaisquer duas economias é maior — quanto maior forem ambas as economias.
Cultura, linguagem, geografia influenciam o modelo de gravidade. O comércio tende a ser intenso quando os países tem contato pessoal. 
Impedimentos ao comércio: distância, barreiras e fronteiras
Por que os Estados Unidos têm muito mais comércio com seus vizinhos norte-americanos do que com os seus parceiros europeus? Uma das principais razões é o simples fato de que o Canadá e o México estão muito mais próximos. E detalhe, fazem parte do acordo NAFTA, que garante que a maioria dos bens enviados entre os 3 países não seja sujeitos a tarifas/ barreiras do comércio internacional.
Todos os modelos de gravidade mostram um forte efeito negativo da distância no comércio internacional (o aumento de 1% na distância entre 2 países está associado a queda de 0,7 a 1% no comércio entre esses países). Essa queda em parte reflete o aumento dos custos dos transportes de mercadorias e serviços.
RESUMO 
1- O modelo de gravidade relaciona o comércio entre dois países aos tamanhos de suas economias. Usando o modelo de gravidade também revelamos os fortes efeitos da distância e das fronteiras internacionais — mesmo as fronteiras amigáveis como aquelas entre os Estados Unidos e o Canadá — em desencorajar o comércio.
2- . O comércio internacional está em níveis recordes em relação ao tamanho da economia mundial, graças à queda dos custos de transporte e de comunicações. No entanto, o comércio não tem crescido em linha reta: o mundo era extensamente integrado em 1914, mas o comércio foi muito termos-chave reduzido pela guerra, pelo protecionismo e pela depressão econômica, e levou décadas para se recuperar. 
3- . Bens manufaturados dominam o comércio moderno de hoje. No passado, entretanto, os produtos primários eram muito mais importantes do que são agora; recentemente, comércio de serviços tornou se cada vez mais importante
4- Os países em desenvolvimento, em particular, deixaram de ser principalmente exportadores de produtos primários para se tornarem majoritariamente exportadores de produtos manufaturados
Capítulo 3
Produtividade da mão de obra e vantagem comparativa: o modelo ricardiano
Conceito de vantagem comparativa
Um país tem uma vantagem comparativa na produção de um bem se o custo de oportunidade de produzir esse bem, em termos de outros bens, for menor nesse país do que é em outros países.
Economia de fator único
Economia Doméstica – apenas um fator de produção – mão de obra
A tecnologia da economia Doméstica pode ser resumida pela produtividade da mão de obra em cada setor, expressa em termos de requisitos de mão de obra unitária, o número de horas de trabalho necessário para produzir um quilo de queijo ou um galão de vinho. 
Para produzir mais de um bem, a economia deve sacrificar a produção de algum outro bem. Esses trade ‑offs são ilustrados graficamente por uma fronteira de possibilidade de produção.
 Quando a fronteira de possibilidade de produção é uma linha reta, o custo de oportunidade de um quilo de queijo em termos de vinho é constante.
Assim o C.O do queijo em termos de vinho é a aLc/aLw.
Custo de Oportunidade: O que você perde ao escolher uma alternativa em vez de outra.
Oferta e preços relativos 
movimento de mão de obra para qualquer que seja o setor que pagar o salário mais alto
OBS.: (Tenha em mente que, como a mão de obra é a única entrada na produção aqui, não há nenhum lucro, então os trabalhadores recebem o valor total da sua produção)
Exemplo: 1 kg de queijo – R$ 4 – 1h de trabalho. E um galão de vinho – R$ 7 – 2h de trabalho (Quanto menor, melhor)
Ganhos por hora= 1h de trabalho no setor de queijo = R$4 e 1h de trabalho no setor de vinho= R$ 3,50 (7/2). Assim os trabalhadores se darão melhor no setor de queijo. Mas caso os preços dos queijos caiam para R$ 3, os trabalhadores podem migrar para o setor de vinho. 
“A economia vai se especializar na produção de queijo, se o preço relativo do queijo exceder o seu custo de oportunidade em termos de vinho; vai se especializar na produçãode vinho, se o preço relativo do queijo for menor do que seu custo de oportunidade em termos de vinho.”
Explicando - A especialização depende da comparação entre o preço relativo e o custo de oportunidade. A economia vai escolher produzir aquele bem que lhe oferece maior benefício comparativo, levando em conta o que é sacrificado ao escolher uma produção em detrimento da outra.
Preço relativo- Sem comércio internacional, o preço relativo do queijo em termos de vinho será igual ao custo de oportunidade do queijo, que é 2 vinhos por queijo.
Da mesma forma, o preço relativo do vinho em termos de queijo será igual ao custo de oportunidade do vinho, que é 0,5 queijos por vinho.
Conclusão- Na ausência de comércio internacional, a economia doméstica deve ser autossuficiente e produzir ambos os bens. Os preços relativos dos bens serão determinados pelos requisitos relativos de mão de obra para produzir cada bem. Isso leva a uma situação onde os preços relativos das mercadorias refletem diretamente os custos de produção em termos de mão de obra, conforme a teoria do valor da mão de obra.
Comércio de um mundo em um só fator
Quando um país pode produzir uma unidade de um bem com menos trabalho do que outro país, podemos dizer que o primeiro tem uma vantagem absoluta em produzir aquele bem.
Obs.: Não se pode confundir a vantagem comparativa com a vantagem absoluta.
· Economia Doméstica: Tudo o que acontece economicamente dentro do país que você está focando.
· Economia Estrangeira: Todas as economias de outros países e como elas interagem com a economia do seu país.
Ganhos do comércio
RESUMO
1. Nós examinamos o modelo ricardiano, o modelo mais simples que mostra como as diferenças entre países dão origem ao comércio e aos ganhos de comércio. Nesse modelo, a mão de obra é o único fator de produção, e os países diferem apenas na produtividade do trabalho em diferentes indústrias. 
2. No modelo ricardiano, os países exportarão mercadorias que sua mão de obra produz de modo relativamente eficiente e importarão as que sua mão de obra produz de modo relativamente ineficiente. Em outras palavras, o padrão de produção de um país é determinado pela vantagem comparativa.
3. Podemos mostrar que o comércio beneficia um país de duas maneiras. Primeiro, podemos pensar no comércio como um método indireto de produção. Em vez de produzir um bem por si só, um país pode produzir outro bem e trocá ‑lo pelo bem desejado. O modelo simples mostra que sempre que um bem é importado, deve ser verdade que essa “produção” indireta requer menos trabalho do que a direta. Segundo, podemos demonstrar que o comércio amplia as possibilidades de consumo do país, o que implica ganhos a partir do comércio.
4. A distribuição dos ganhos do comércio depende dos preços relativos das mercadorias que os países produzem. Para determinar esses preços relativos, é necessário olhar para a oferta mundial relativa e a demanda de mercadorias. O preço relativo implica também uma taxa salarial relativa. 
5. A proposição de que o comércio é benéfico é desqualificada. Ou seja, não há nenhuma exigência de que um país seja “competitivo” ou que o comércio seja “justo”. Em particular, podemos demonstrar que três crenças comumente presentes sobre o comércio estão erradas. Primeiro, um país ganha com o comércio, mesmo que tenha menor produtividade do que seu parceiro comercial em todas as indústrias. Segundo termos‑chave o comércio é benéfico, mesmo que as indústrias estrangeiras sejam competitivas apenas por causa de baixos salários. Terceiro, o comércio é benéfico, mesmo que as exportações de um país exijam mais mão de obra do que suas importações. 
6. Estender o modelo de um fator, duas mercadorias para um mundo de muitas commodities não altera essas conclusões. A única diferença é que se torna necessário focar diretamente da demanda relativa por mão de obra para determinar os salários relativos em vez de trabalhar por meio de demanda relativa por bens. Além disso, um modelo de muitas commodities pode ser usado para ilustrar o ponto importante que os custos de transporte podem dar origem a uma situação em que alguns bens são não comercializáveis. 
7. Embora algumas das previsões do modelo ricardiano sejam claramente irrealistas, sua previsão básica — os países tendem a exportar bens nos quais eles têm produtividade relativamente alta — foi confirmada por vários estudos.
Capítulo 4
Fatores específicos e distribuição de renda
RESUMO
1- O comércio internacional muitas vezes tem fortes efeitos sobre a distribuição de renda dentro dos países, de modo que frequentemente produz perdedores, bem como ganhadores. Os efeitos da distribuição de renda surgem por dois motivos: os fatores de produção não podem mover-se instantaneamente e sem custo de uma indústria para outra, e as mudanças no mix de produção de uma economia têm efeitos diferenciais sobre a demanda por diferentes fatores de produção.
2- Um modelo útil de efeitos de distribuição de renda do comércio internacional é o modelo dos fatores específicos, que permite uma distinção entre os fatores de uso geral que podem ser movidos entre setores e fatores específicos para fins específicos. Nesse modelo, as diferenças de recursos podem fazer com que os países tenham curvas de oferta relativa diferentes e assim promovam o comércio internacional. 
3- No modelo de fatores específicos, os fatores específicos para os setores em cada país de exportação ganham com o comércio, enquanto os fatores específicos para os setores que concorrem com a importação perdem. Os fatores móveis que podem atuar em qualquer setor podem ganhar ou perder. 
4- O comércio, no entanto, produz ganhos globais no sentido limitado de que os que ganham em princípio podem compensar quem perde, permanecendo ainda melhor do que antes.
5- A maioria dos economistas não considera os efeitos do comércio internacional na distribuição de renda uma boa razão para limitar o comércio. Em seus termos Chave efeitos distributivos, o comércio não é diferente de muitas outras formas de mudança econômica, que não são normalmente regulamentadas. Além disso, os economistas preferem resolver o problema da distribuição de renda diretamente, em vez de interferir com os fluxos de comércio. 
6- No entanto, na atual legislação da política comercial, a distribuição de renda é de importância crucial. Isso é verdade em particular porque aqueles que perdem com o comércio são geralmente um grupo muito mais informado, coeso e organizado do que os que ganham. 
7- Os movimentos de fatores internacionais às vezes podem substituir o comércio, portanto, não é surpreendente que a imigração internacional da mão de obra seja similar em suas causas e efeitos ao comércio internacional. A mão de obra move-se de países onde é abundante para países onde é escassa. Esse movimento eleva a produção mundial total, mas também gera fortes efeitos de distribuição de renda, de modo que alguns grupos são prejudicados como resultado.
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