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CENTRO DE EXCELÊNCIA EPIFÂNIO DÓRIA 
Componente curricular: Filosofia 
Prof:. Luziane dos Santos 
p.271 Até 284 
Iluminismo e empirismo
O que foi o iluminismo?
Foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas)e pregava maior liberdade econômica e política.
O Iluminismo foi um movimento de cunho cultural baseado no racionalismo feito pela elite europeia. Esse movimento tentou buscar um rompimento com a mentalidade medieval e acreditava na ideologia do progresso.
O Iluminismo surgiu na França do século XVII e propunha o domínio do pensamento racional sobre o teocentrismo (Deus no centro de todas as explicações) que predominava na Europa desde a época Medieval.
De acordo com os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de jogar luzes nas trevas em que se encontrava grande parte da humanidade.
• a racionalista – que defendia basicamente a tese de que o conhecimento obtido pela razão (e fundamentalmente em seu uso lógico-dedutivo) é mais confiável do que aquele que se obtém pela experiência sensível, desqualificando o valor da experiência no processo de conhecer a verdade;
• a empirista – que considerava um erro desqualificar totalmente a experiência, com base na tese de que qualquer conhecimento se origina, em última análise, da experiência.
THOMAS HOBBES
Para Hobbes, a filosofia seria a ciência dos corpos, isto é, de tudo que tem existência material. os corpos naturais seriam estudados pela filosofia da natureza; os corpos artificiais ou Estado, pela filosofia política. E o que não é corpóreo deveria ser excluí do da reflexão filosófica
Filósofo e teórico político. Autor de obras que abrangem conceitos de política, psicologia, física e matemática. Escreveu Leviatã (1651), um tratado político que lhe valeu algumas perseguições e muitos discípulos.
Hobbes defende que o que chamamos de bem é tão somente o que desejamos
alcançar, enquanto o mal é apenas aquilo de que fugimos. Isso se explicaria pelo fato de que, no entendimento desse pensador, o valor fundamental
para cada indivíduo é a conservação da vida, ou seja, a afirmação e o crescimento de si mesmo. Assim, cada pessoa sempre tenderá a considerar
como bem o que lhe agrada e como mal o que lhe desagrada ou ameaça.
Leviatã e Do cidadão, nos quais defende a necessidade de um poder absoluto que mantenha os indivíduos em sociedade e impeça que se destruam mutuamente.
Hobbes, não há lugar para o acaso e a liberdade (mudanças não condicionadas), porque os movimentos resultam necessariamente dos nexos causais que lhes dão origem.
Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. O Estado não pode estar sujeito às leis por ele criadas pois isso seria infringir sua soberania.
Leviatã e Do cidadão, nos quais defende a necessidade de um poder absoluto que mantenha os indivíduos em sociedade e impeça que se destruam mutuamente.
Com o Ensaio acerca do entendimento humano, Locke tornou-se o principal representante do empirismo britânico e uma referência nos estudos gnosiológicos. Nessa obra, combateu duramente a doutrina cartesiana segundo a qual o ser humano
possui ideias inatas. ao contrário de Descartes, o filósofo inglês defendia que nossa mente, no instante do nascimento, é como uma tábula rasa. O substantivo tábula significa “tábua” ou “placa de madeira” ou de outro material; o adjetivo rasa quer dizer “plana, lisa”. assim, a expressão tábula rasa usada por Locke tem o significado de “tábua lisa”, na qual nada foi escrito nem gravado. ao nascer, nossa mente seria como um papel em branco, sem nenhuma ideia previamente escrita.
John Locke
– são nossas primeiras ideias, aquelas que chegam à mente através dos sentidos, isto é, quando temos uma experiência sensorial, constituindo as sensações.
 São aquelas que resultam da combinação e associação das sensações por um processo de reflexão, de tal maneira que a mente vai desenvolvendo outra série de ideias que não poderiam ser obtidas das coisas externas. Seriam ideias como “a percepção, o pensamento, o duvidar, o crer, o raciocinar”
ideias da reflexão 
ideias da sensação 
A única maneira pela qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se numa comunidade para viverem com segurança, conforto e paz. (LOCKE, Segundo tratado sobre o governo, p. 71.)
Seu pensamento exerceu profunda influência na fundamentação
ideológica da democracia liberal burguesa, contribuindo para a difusão de valores iluministas como a tolerância religiosa, o respeito pela liberdade individual, a expansão do sistema educacional e a livre-iniciativa econômica.
DAVID HUME
Ele dizia que tudo o que há em nossa vida psíquica são percepções, as quais dividiu em duas categorias:
• impressões – referem-se aos dados fornecidos pelos sentidos, como as impressões visuais, auditivas, táteis;
• ideias – referem-se às representações mentais (memória, imaginação etc.) derivadas das impressões sensoriais.
Hume entendia também que as impressões e ideias se sucedem continuamente na vida psíquica do ser humano, combinando-se por semelhança ou contiguidade. esse processo de associação de ideias explicaria, enfim, todas as operações mentais.
Capa da Enciclopédia (1750-1772). o editor chefe da obra, Denis Diderot, foi um crítico mordaz da teologia e da metafísica tradicional, assumindo um ceticismo e um materialismo ateu
Organizada pelos pensadores franceses Denis Diderot (1713-1784) e Jean le Rond D’Alembert (1717-1783), a obra contou
com a colaboração de muitos autores, os quais ficaram conhecidos como enciclopedistas. Entre eles destacaram-se Buffon, Montesquieu, Turgot, Condorcet, Voltaire, Holbach e Rousseau.
O enciclopedismo foi, portanto, uma expressão essencial do espírito iluminista, de sua multiplicidade de doutrinas e, fundamentalmente, de sua aversão aos grandes sistemas filosóficos, como os construídos pelos pensadores da antiguidade ou por Descartes e Espinosa no século anterior.
Rousseau aborda um tema clássico, o ser humano em estado de natureza – isto é, antes de viver em sociedade –, e critica seus predecessores – como Hobbes e Locke – por imaginarem um estado natural que lhes convinha para justificar seus modelos prediletos de governo:
a monarquia absolutista, no caso do primeiro; o estado liberal, no caso do segundo
Suas investigações acerca das instituições sociais e políticas, reunidas nas obras Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (1755) e Do contrato social (1762).
O homem em estado de natureza participa de uma condição sem lei nem moralidade. Só um contrato com seus semelhantes oferece as bases legítimas para uma vida em sociedade.
É preciso, então, criar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa do uso da força. Longe de ser um pacto de submissão, o contrato social é um pacto de associação entre os homens
JEAN-JACQUES ROUSSEAU
Rousseau defendeu, então, a ideia de que o soberano deve conduzir o estado segundo a vontade geral de seu povo, sempre tendo em vista o atendimento do bem comum. somente esse estado, de bases democráticas, teria condições de oferecer a todos os cidadãos um regime de igualdade jurídica.
Emílio, ou Da Educação (em francês: Émile, ou De l'éducation) é uma obra filosófica sobre a natureza do homem, escrita por Jean-Jacques Rousseau em 1762, que disse “Emílio foi o melhor e mais importante de todas minhas obras,” aborda temas políticos e filosóficos referentes à relação do indivíduo com a sociedade
Do Contrato Social ou O Contrato Social (em francês: Du Contrat Social ou Principes du droit politique, lit. "Do contrato social ou princípios do direito político") é uma obra do autor suíço Jean-Jacques Rousseau, considerada por muitos como uma de suas obras-primas. Nesta obra, Rousseau expõe a sua noção decontrato social, que difere muito das de Hobbes e Locke: para Rousseau, o homem é naturalmente bom, sendo a sociedade, instituição regida pela política, a culpada pela "degeneração" dele. O contrato social para Rousseau é um acordo entre indivíduos para se criar uma sociedade, e só então um Estado, isto é, o contrato é um pacto de associação, e não de submissão.
Immanuel Kant
• conhecimento empírico (a posteriori) – aquele que se refere aos dados fornecidos pelos sentidos, ou seja, que é posterior à experiência. Por exemplo, para fazer a afirmação (ou juízo)
“este livro tem a capa verde”, foi necessário ter primeiro a experiência de ver o livro e assim conhecer a sua cor;
• conhecimento puro (a priori) – aquele que não depende de quaisquer dados dos sentidos, ou seja, que é anterior à experiência, nascendo puramente de uma operação racional da mente.
exemplo: a afirmação “Duas linhas paralelas jamais se encontram no espaço” não se refere a esta ou àquela linha paralela, mas a todas, pois sempre que duas linhas forem paralelas elas necessariamente não se encontrarão no espaço
(se elas se encontrassem, não seriam paralelas). Trata-se, portanto, de um conhecimento necessário e universal.
O conhecimento puro, por conseguinte, conduz a juízos universais e necessários, enquanto o conhecimento empírico não apresenta essa característica.
Os juízos, por sua vez, são classificados por Kant tem dois tipos
• juízo analítico – aquele em que o predicado já está contido no conceito do sujeito. Ou seja, basta analisar o sujeito para deduzir o predicado.
• juízo sintético – aquele em que o predicado não está contido no conceito do sujeito. Nesses juízos, acrescenta-se ao sujeito algo de novo, que é o predicado (produzindo-se uma síntese entre eles). assim, os juízos sintéticos enriquecem nossas informações e ampliam o conhecimento.
• juízo analítico – como no exemplo da afirmação “o quadrado tem quatro lados”, é um juízo universal e necessário, mas serve apenas para elucidar ou explicitar aquilo que já se conhece do sujeito. ou seja, a rigor, é apenas importante para se chegar à clareza do conceito já existente, mas não conduz a conhecimentos novos;
• juízo sintético a posteriori – como no exemplo da afirmação “este livro tem a capa verde”, amplia o conhecimento sobre o sujeito, mas sua validade
está sempre condicionada ao tempo e ao espaço em que se dá a experiência e, portanto, não constitui um juízo universal e necessário;
• juízo sintético a priori – como no exemplo da afirmação “Duas linhas paralelas jamais se encontram no espaço” (e em outras da matemática
e da geometria), acrescenta informações novas ao sujeito, possibilitando uma ampliação do conhecimento. e como não está limitado pela experiência, é um juízo universal e necessário.
Por isso, Kant conclui que se trata do juízo mais importante para a ciência, razão pela qual a matemática e a física, por trabalharem com juízos sintéticos a priori, se constituiriam em disciplinas científicas por excelência.
Montesquieu: (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário;
	Em 1721, publicou as Cartas Persas, nas quais satirizava os costumes e a instituições
Denis Direrot: Foi o responsável pela organização da grande Enciclopédia, publicada entre 1751 e 1752, que continha as novas ideias.
O governo condenou a obra, proibindo sua divulgação em duas oportunidades. Diderot foi auxiliado por um matemático, d'Alembert, tendo como colaboradores a maior parte dos novos pensadores e escritores.
Denis Direrot: Foi o responsável pela organização da grande Enciclopédia, publicada entre 1751 e 1752, que continha as novas ideias.
O governo condenou a obra, proibindo sua divulgação em duas oportunidades. Diderot foi auxiliado por um matemático, d'Alembert, tendo como colaboradores a maior parte dos novos pensadores e escritores.
Adam Smith: (1723-1790) - economista e filósofo inglês. Grande defensor do liberalismo econômico.
Impacto do iluminismo na sociedade da época
1
Surgimento do pensamento liberal
O iluminismo inspirou a busca por governos democráticos, limitação do poder e participação dos cidadãos nas decisões.
2
Questionamento da autoridade
O iluminismo estimulou a crítica às instituições, ao clero e à monarquia, impulsionando a busca por igualdade e justiça.
3
Desenvolvimento científico e tecnológico
O enfoque na razão e na ciência proporcionou avanços nas áreas da medicina, física, matemática e tecnologia.
19
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