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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO FEDERAL DE FILOSOFIA E CIENCIAS SOCIAS Disciplina: Questões sociológicas contemporâneas Docente: Guilherme Marcondes Fabiana Melo de Mattos DRE: 121100191 2023.1 Reação e um breve dialogo da obra Dominação Masculina do filósofo Pierre Bourdieu O sociólogo francês Pierre Bourdieu, natural de denguin na França e feleceu no ano de 2002 em Paris e em sua obra “A Dominação masculina”, Bourdieu trata de um estudo sobre relações entre homens e mulheres e a dominação masculina existente sobre as mulheres, esse estudo se constiui com os nativos da Cabília, mais conhecidos como povo Berberie. A Calíbia, também localizada às margens do mar mediterrâneo, também é um parâmetro para identificarmos essas relações com outras sociedades importantes, como Oriente Médio, norte da África e a Grécia, berço da civilização ocidental. Essa é uma região montanhosa da Argélia onde foi realizada uma pesquisa etnografia através de uma observação participante, a partir desse momento ele conseguiu identificar uma determinada forma de organização androcêntrica, onde as relações culturais, simbólicas e estruturais colocam um homem como princípio de tudo. Bourdieu percebe que as relações de dominação do gênero masculino para feminino são feitas também de forma simbólica. Entendesse de forma simbólica para Bourdieu, como um poder de construção da realidade. Quando um determinado poder detém os meios de garantir o objetivo rápido no mundo, implementando valores, classificações (hierarquia) e definição que se relatam aos agentes como espontâneos, naturais e desinteressados. Portanto, o que ele define como violência simbólica, que contextualizando com a atual realidade vivida podemos definir como o machismo estrutural, quando pensamos dentro da sociedade contemporâneas. A divisão entre os sexos parece estar “na ordem das coisas”, como se diz por vezes para falar do que é normal, natural, a ponto de ser inevitável: ela está presente, ao mesmo tempo, em estado objetivado nas coisas (na casa, por exemplo, cujas partes são todas “sexuadas”), em todo o mundo social e, em estado incorporado, nos corpos e nos habitus dos agentes, funcionando como sistemas de esquemas de percepção, de pensamento e de ação. (BOURDIEU, 1999, p.17). Forma de organização taxinômica binaria enquanto classificação que é dada através de seus estudos, Bourdieu vai identificar uma forma taxonômica de tratar as relações de gênero na Calíbia, as classificando de forma binária, sempre com dois elementos de oposição, onde as mulheres estarão do lado inferior, úmido, curvo, baixo, enquanto os homens estarão do lado exterior, como seco, direto e alto. Nesse contexto a definição dos órgãos sexuais é o produto de uma construção social, sendo vistos como formas variantes de uma mesma fisiologia biológica só que uma é inferiorizada apenas por ser do sexo oposto. O próprio ato sexual e pensado no primado da masculinidade idealizado como uma forma de dominação de apropriação, de posse dos corpos femininos fazendo com que a ligação da sexualidade com o poder ser obviamente nítida e implementada do âmbito social da atualidade. Atraves da força da ordem masculina uma construção arbitraria do uso de seus corpos e de suas funçoes que é sustentada por uma força simbolica que é uma forma de poder que realiza um trabalho de encucação e de encorporaçao sobre os corpos, a visao androcentrica se poem como neutra e não tem a menor necesidade de anunciar descursos que venha legitimala, pois a maquina simbolica ja tem por obrigação validar a dominação masculina sobre a feminina. A dominação masculina se da através de uma violência simbólica e parte pelo lado andocentrico, pois se da pela prática, consciente ou não consciente, de utilizar o ponto de vista masculino como o centro da visão do mundo, cultura e história, marginalizando culturalmente a feminilidade. É a “estrutura do espaço, opondo o lugar da assembleia ou de mercado, reservados aos homens, e a casa, reservada às mulheres: ou, no interior desta, entre a parte masculina, como o salão, e a parte feminina, como estábulo, a água e os vegetais; é a estrutura do tempo, a jornada, o ano agrário, ou o ciclo de vida, com momentos de ruptura, masculinos, e longos períodos de gestação, femininos”. (BOURDIEU, 2015, p. 18). Por conseguinte, é notável que os trabalhos dados as mulheres e os espaços destinados às mulheres são sempre inferiorizados comparados aos dos homens. Através da identificação de como a sociedade tenta naturalizar essa divisão e a dominação masculina sobre as mulheres, Bourdieu afirma que, de forma objetiva, prioriza-se manter essas relações, retirando das mulheres o seu direito a ocupação de espaços na sociedade excluindo a mulher dos seus respectivos direitos perante a sociedade. Habitus masculinos não se constrói e não se realiza senão em relação com o espaço reservado onde se jogam, entre homens, os jogos sérios da competição, quer se trate dos jogos de honra, cujo limite é a guerra, ou dos jogos que, nas sociedades diferenciadas, oferecem à libido dominando, sob todas as suas formas econômica, política, religiosa, artística, científica, etc., campos de ação possíveis. Estando excluídas de direitos ou de fato desses jogos, as mulheres ficam limitadas ao papel de espectadores ou, como diz. (BOURDIEU, 1999, p.35). Para Bourdieu, todos os jogos de cultura, com base na divisão sexual e a naturalização da dominação masculina, na concepção dialética as mulheres são vistas como objetos e não como agentes transformadores que realmente são. O sexismo é um essencialismo. Como o racismo, de etnia ou de classe, ele visa atribuir diferenças sociais historicamente instituídas a uma natureza biológica, funcionando como uma essência de onde se deduzem implacavelmente todos os atos da existência. E dentre todas as formas de essencialismo, ele é sem dúvida o mais difícil de se desenraizar, pois ele está diretamente imposto na realidade e é regado pela sociedade até os tempos de hoje. O sexismo reforça preconceitos também cobra costumes e comportamentos de homens e mulheres, mas em maior parte mulheres. O sexismo é nada mais nada menos como o preconceito/ discriminação fundamentada no sexo ou gênero de uma de um indivíduo. O sexismo ocorre em diversas areas da vida um exemplo que comumente pode ser vivenciado é no mercado de trabalho, pois as mulheres recebem menos que os homens fazendo o mesmo tipo de serviço. A pesar do estudo ser realizado em uma época esporadicamente recente, onde já tínhamos no mundo grandes nomes importantes que estão a frente lutando pelo movimento feminismo e pelas causas feministas como Angela Davis, Simone de Beauvoir e Bell Hooks com obras que tratam do feminismo e da desigualdade de gênero. Embora grande evolução conquistada, ainda estamos muito longe de chegar numa plena equidade quando se trata desse assunto. Segundo Simone de Beauvoir "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”. Ninguém melhor que uma mulher para entender e falar sobre “ser mulher”, as condições impostas às mulheres pela sociedade machista e misógina é um ato de revolta, A violência de gênero se manifesta e se reproduz culturalmente por meio de atitudes e maneiras refletidos, compreendidos historicamente empregados socialmente.Concluísse que a violência é uma barreira social e devemos nós unirmos afim de amenizar tal problema. É de extrema importância fazer uma reflexão sobre dominação masculina e o quanto ela esta de forma tão profunda na nossa sociedade. Muito se ver o medo de os homens serem comparados às mulheres são fatores que abordam a supremacia masculina pode ser citados quando eles são femilinizados sendo comparados a uma mulher ou levado para lado feminino que resumidamente os homens se sentem humilhados. Com nossas lutas sendo compreendidas epodermos através do movimento feminsta a uma desconstrução de gênero que gera opressão. Bibliografia GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo-afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. In: RIOS, Flávia; LIMA, Márcia (orgs.). Rio de Janeiro: Zahar, 2020. Bourdieu, Pierre, 1930-2002 A dominação masculina/Pierre Kühner. - 11° ed. - Rio de Janeiro 160p. Bourdieu tradução Maria Helena Bertrand Brasil, 2012. image3.png