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BELIAL 53 B O C A
primeira ocorrência, a palavra representa homens 
que levam outros à idolatria: “Uns homens, filhos 
de Belial, saíram do meio de ti, [e] incitaram os 
moradores da sua cidade, dizendo: Vamos e sirva­
mos a outros deuses que não conheceste” (Dt
13.13). Em Dt 15.9, a palavra modifica o termo 
hebraico dãbãr, “palavra” ou “assunto”. Israel é 
advertido a evitar palavras “más” (pensamentos vis) 
em seu coração. Em Jó 34.18, beliya‘al é sinônimo 
de rãsã‘ (“o rebelde ímpio”). Em Na 1.11, o conse­
lheiro iníquo conspira mal contra Deus. O salmista 
usa beliya‘al como sinônimo de morte: “Cordéis de 
morte me cercaram, e torrentes de impiedade [“inun­
dações de homens vis”J me assombraram” (SI 18.4).
BENDITO
’asrê (vie>n): “bendito, bem-aventurado, feliz”. 
Todas menos quatro das 44 ocorrências bíblicas deste 
substantivo estão em passagens poéticas, com 26 
ocorrências nos Salmos e oito em Provérbios.
Basicamente, esta palavra conota o estado de 
"prosperidade" ou "felicidade" que vêm quando um 
superior concede seu favor ibênção) a alguém. Na 
maioria das passagens, aquele que concede o favor é 
o próprio Deus: "Feliz és tu. ó Israel! Quem é como 
tu? Povo salvo pelo SENHOR" (Dt 33.29. ARA*. 
O estado que o bem-aventurado desfruta nem sem­
pre parece ser “feliz": "Eis que bem-aventurado 
[“feliz”] é o homem a quem Deus castiga: não des­
prezes, pois, o castigo do Todo-Poderoso. Porque 
ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas 
mãos curam” (Jó 5.17,18). Elifaz não estava descre­
vendo a condição de Jó como a de alguém feliz; 
porém, tal condição era “bem-aventurada” já que 
Deus se preocupava com ele. Pelo fato de que era 
um estado bendito e o resultado seria bom, espera­
va-se que Jó risse de sua adversidade (Jó 5.22).
Nem sempre é Deus que faz a pessoa “bendita”. 
Pelo menos, a rainha de Sabá disse lisonjeiramente a 
Salomão que este era o caso (1 Rs 10.8).
O estado da pessoa diante de Deus (sendo “ben­
dita”) nem sempre é expresso em termos da situa­
ção individual ou social que faz com que, em geral, 
as pessoas atualmente considerem ser a “felicida­
de”. Assim, embora seja adequado traduzir ’asrê 
por “bendito”, a tradução de “felicidade” nem sem­
pre transmite sua ênfase aos leitores modernos.
BESTA
tfhemãh (nora): “besta, animal, animal domes­
ticado, gado, animal de montaria, animal selvagem”.
Um cognato desta palavra aparece no árabe. O 
hebraico bíblico usa bchemãh cerca de 185 vezes e 
em todos os períodos da história.
Em Êx 9.25, esta palavra abarca claramente até 
os animais “maiores”, todos os animais do Egito: 
“E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo 
quanto havia no campo, desde os homens até aos 
animais". Este significado está especialmente claro 
em Gn 6.7: “Destruirei, de sobre a face da terra, o 
homem que criei, desde o homem até ao animal, até 
ao réptil e até à ave dos céus”. Em 1 Rs 4.33, esta 
palavra parece excluir pássaros, peixes e répteis: 
“Também falou dos animais, e das aves, e dos rép­
teis, e dos peixes".
A palavra behetnãh é usada para se referir a todas 
as bestas ou animais domesticados: "E disse Deus: 
Produza a terra alma vivente conforme a sua espé­
cie; gado. e répteis, e bestas-feras da terra conforme 
a sua espécie" (Gn 1.24. primeira ocorrência). O SI
8.7 usa bchemãh em paralelismo sinônimo com 
"bois" e "ovelhas", como se incluísse ambos: "To­
da? as ovelhas e bois, assim como os animais do 
campo". Contudo, a palavra só pode ser usada para 
se referir a gado: "O seu gado, e as suas possessões, 
e todos os seus animais não serão nossos?" (Gn
34.23).
Em uso raro da palavra, significa “animal de 
montaria", como cavalo ou mula: “E, de noite, me 
levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei 
a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração 
para fazer em Jerusalém: e não havia comigo animal 
algum, senão aquele em que estava montado" (Ne 
2 .12).
Raramente a palavra bhemãh representa toda 
besta selvagem, quadrúpede, não domesticada: "E o 
teu cadáver será por comida a todas as aves dos 
céus e aos animais [bestas] da terra: e ninguém os 
espantará” (Dt 28.26).
BOCA
pheh (na): “boca, extremidade, abertura, entra­
da, colarinho, expressão vocal, ordem, comando, 
evidência”. Esta palavra tem cognatos no ugarítico. 
acadiano, árabe, aramaico e amorita. Aparece por 
volta de 500 vezes e em todos os períodos do 
hebraico bíblico.
Primeiro, a palavra significa “boca”. É usada para 
aludir à “boca” humana: “E ele falará por ti ao povo; 
e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás 
por Deus” (Êx 4.16). Em passagens como Nm 
22.28, esta palavra descreve a “boca” de um animal:
B O C A 54 B O C A
"Então, o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual 
disse a Balaão..." Quando usado para indicar a “boca" 
de um pássaro, refere-se a seu bico: "E a pomba 
voltou a ele sobre a tarde; e eis, arrancada, uma folha 
de oliveira no seu bico” (Gn 8.11). Esta palavra é 
usada figurativamente para aludir à “boca da terra", 
referindo-se ao fato de que o líquido entrou na terra
— a terra a bebeu: “E agora maldito és tu desde a 
terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o 
sangue do teu irmão” (Gn 4.11, primeira ocorrência 
bíblica). Uso semelhante aparece no SI 141.7: “Nos­
sos ossos espalhados à boca da sepultura”. Neste 
caso. imagina-se que o Sheol seja talvez uma cova e 
é. então, personificada com sua “boca” a consumir 
os homens assim que eles morrem.
Segundo, esta palavra é empregada em sentido 
impessoal e não personificado de “abertura”: “E 
olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos 
de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque 
daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia 
uma grande pedra sobre a boca do poço” (Gn 29.2). 
Em Is 19.7, esta palavra retrata a “extremidade” de 
um rio: “A relva que está junto ao rio, junto às 
ribanceiras dos rios, e tudo o que foi semeado junto 
ao rio se secarão, e serão arrancados, e não subsisti­
rão”. Gênesis 42.27 usa pheh para se referir a um 
orifício ou à área dentro das extremidades de um 
saco aberto: “[Benjamim] viu o seu dinheiro; por­
que eis que estava na boca do seu saco”. Uso seme­
lhante aparece em Js 10.18, onde a palavra é usada 
para se referir a uma “entrada” ou “abertura” de 
caverna. O termo pheh quer dizer não só uma aber­
tura que está fechada em todos os lados, mas tam­
bém uma porta da cidade, uma abertura aberta em 
cima: “Da banda das portas da cidade, à entrada da 
cidade e à entrada das portas está clamando” (Pv
8.3). Êxodo 28.32 usa esta palavra para significar 
uma “abertura” numa túnica, ao redor da qual uma 
gola seria tecida: “E o colar da cabeça estará no meio 
dele; este colar terá uma borda de obra tecida ao 
redor: como colar de cota de malha será nele, para 
que se não rompa”. Jó 30.18 emprega a palavra para 
ê referir à própria “gola”: “Pela grande força do 
meu mal se demudou a minha veste, que, como a 
gola da minha túnica, me cinge” (cf. SI 133.2).
Em várias passagens, pheh retrata o fio de espa­
da. talvez no sentido da parte que corta e/ou morde: 
"Mataram também a fio de espada a Hamor, e a seu 
filho Siquém" (Gn 34.26).
Vários idiotismos notáveis empregam pheh. Em 
Js 9.2. "de boca comum” significa “de comum acor­
do”: “ [E] se ajuntaram eles de comum acordo, para 
pelejar contra Josué e contra Israel”. Em Nm 12.8, 
Deus descreveu Sua singular comunicação com 
Moisés usando a expressão “boca a boca” ou pes­
soa a pessoa. Construção semelhante aparece em Jr 
32.4 (cf. Jr 34.3 que têm a mesma força): “Zedequias, 
rei de Judá, não escapará das mãos dos caldeus, 
mas, certamente, será entregue nas mãos do rei da 
Babilônia e com ele falará boca a boca, e os seus 
olhos verão os dele". A expressão “de boca a boca” 
ou “boca a boca" significa “de uma extremidade à 
outra”: “E entraram na casa de Baal, e encheu-se a 
casa de Baal, de um lado ao outro” (2 Rs 10.21). 
“Com a boca aberta" é expressão que enfatiza ávido 
consumo: “Pela frente virão os siros, e por detrás, 
os filisteus. e devorarãoa Israel com a boca escan­
carada” (Is 9.12 ). "Colocar a mão na boca” é gesto 
de silêncio (Jó 29.91. "Perguntar a boca de alguém” 
é perguntar-lhe pessoalm ente: “Cham em os a 
donzela e perguntemos-lho [“consultemos seu de­
sejo”]” (Gn 24.57).
Esta palavra também representa “expressão vo­
cal” ou “ordem": "Tu estarás sobre a minha casa, e 
por tua boca se governará todo o meu povo” (Gn
41.40). “A boca de duas testemunhas” significa o 
seu testemunho: "Todo aquele que ferir a alguma 
pessoa, conforme o dito das testemunhas” (Nm 
35.30). Em Jr 36.4, “da boca de Jeremias” quer di­
zer “por ditado": "E escreveu Baruque da boca de 
Jeremias todas as palavras do SENHOR [...] no rolo 
de um livro".
O termo pheh usado com várias preposições tem 
significados especiais. 1) Usado com kf, significa 
“de acordo com". Em Lv 25.52, esta construção 
tem a acepção especial de “em proporção a”: “E, se 
ainda restarem poucos anos até ao Ano do Jubileu, 
então, fará contas com ele; segundo [em proporção 
a] os seus anos, restituirá o seu resgate”. O signifi­
cado “de acordo com" surge em passagens como 
Nm 7.5: “Toma os deles, e serão para servir no 
ministério da tenda da congregação; e os darás aos 
levitas, a cada qual segundo o seu ministério” . Em 
Êx 16.21, a expressão significa “tanto quanto”. 
Acepção diferente ocorre em Jó 33.6: “Eis que vim 
de Deus, como tu". 2) Quando a palavra é precedida 
por /*", seus significados são bastante semelhantes 
aos que acabamos de discutir. Em Lv 25.51, signifi­
ca “em proporção a". Jeremias, 29.10, utiliza a pa­
lavra no sentido “de acordo com”: “Passados seten­
ta anos na Babilônia...”, que pode ser lido literal­
mente, “de acordo com a plenitude dos setenta anos
B O C A 55 BOM
na Babilônia...” 3) Com ‘al, a palavra também signi­
fica “de acordo com” ou “em proporção a” (cf. Lv
27.18).
A expressão plú s‘‘nayim (literalmente, “duas 
bocas”) tem dois significados diferentes. Em Dt
21.17, significa “dupla porção” (duas partes): “Mas 
ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, 
dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver”. 
Esta mesma expressão também significa “dois ter­
ços”: “E acontecerá em toda a terra, diz o SENHOR, 
que as duas partes dela serão extirpadas e expira­
rão; mas a terceira parte restará nela.” (Zc 13.8).
BOI
phãr (13): “boi”. Os cognatos desta palavra apa­
recem no ugarítico, aramaico, siríaco e árabe. A pa­
lavra phãr aparece aproximadamente 132 vezes na 
Bíblia e em todos os períodos, embora a maioria de 
suas ocorrências esteja em contextos prosaicos que 
lidam com sacrifícios a Deus.
O termo phãr significa "novilho”, que é o signi­
ficado em sua primeira ocorrência bíblica (Gn 32.15). 
que nos fala que entre os presentes que Jacó enviou 
para aplacar Esaú estavam "dez novilhos". No SI 
22 .12. a palavra é usada para descrever "inimigos 
ferozes e fortes”: “Muitos touros me cercaram: for­
tes touros de Basã me rodearam". Quando em Is
34.7 Deus ameaça as nações com julgamento. Ele 
descreve seus príncipes e guerreiros como “bezer­
ros” que Ele sacrificará (cf. Jr 50.27; Ez 39.18).
A palavra phãrãh é a forma feminina de phãr, e 
é usada desdenhosamente para se referir a mulheres 
em Am 4.1: “Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã”. 
O termo phãrãh ocorre 25 vezes no Antigo Testa­
mento e sua primeira ocorrência está em Gn 32.15.
BOM
A. Adjetivo.
tôb (rhc): “bom, favorável, festivo, delicioso, agra­
dável, bem, melhor, adequado”. Esta palavra aparece 
no acadiano, aramaico, árabe, ugarítico e no antigo 
árabe do sul. Aparece em todos os períodos do 
hebraico bíblico, ocorrendo por volta de 559 vezes.
Este adjetivo denota “bom” em todos os senti­
dos da palavra. Por exemplo, tôb é usado no sentido 
de “agradável” ou “delicioso” : “E viu ele que o des­
canso era bom e que a terra era deliciosa, e abaixou o 
seu ombro para acarretar [fardos]” (Gn 49.15). Uma 
extensão deste sentido aparece em Gn 40.16, onde 
tôb significa “favorável” ou “a favor de alguém”: 
“Vendo, então, o padeiro-mor que tinha interpreta­
do bem, disse a José...” Em 1 Sm 25.8, a ênfase está 
na acepção de “agradável” ou “festivo”: “Estes jo­
vens, pois, achem graça a teus olhos, porque vie­
mos em bom dia”. Deus é descrito como Aquele que 
é “bom”, ou Aquele que dá “deleite” e “prazer”: 
“Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; 
pus a minha confiança no SENHOR Deus, para anun­
ciar todas as tuas obras” (SI 73.28).
Em 1 Sm 29.6, esta palavra descreve atividades 
humanas: “Vive o SENHOR, que tu és reto, e que a 
tua entrada e a tua saída comigo no arraial são boas 
aos meus olhos”. A palavra tôb é também aplicada á 
beleza cênica, como em 2 Rs 2.19: “Eis que boa é a 
habitação desta cidade, como o meu senhor vê; po­
rém as águas são más, e a terra é estéril”. Segundo 
Crônicas 12.12 emprega uma acepção relacionada, 
quando aplica a palavra às condições de Judá sob o 
reinado do rei Roboão. depois que ele se humilhou 
perante Deus: "Ainda [...] havia boas coisas”.
O termo tôb qualifica um objeto ou uma ativida­
de comuns. Quando a palavra é usada neste sentido, 
nenhuma implicação ética é intencional. Em 1 Sm 
19.4. tôb descreve o modo como Jônatas falou so­
bre Davi: "Então. Jônatas falou bem dc Davi a Saul, 
seu pai. e disse-lhe: Não peque o rei contra seu 
servo Davi. porque ele não pecou contra ti, e por­
que os seus feitos te são mui bons". Primeiro Samuel 
25.15 caracteriza a pessoa como “amigável” ou 
"útil": "Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito 
bons. e nunca fomos agravados deles, e nada nos 
faltou em todos os dias que conversamos com eles, 
quando estávamos no campo”. Com freqüência esta 
palavra traz uma ênfase até mais forte, como em 1 
Rs 12.7. onde a palavra “bom” não só é amigável, 
mas facilita a vida dos servos. As “boas palavras” 
de Deus prometem vida em face da opressão e in­
certeza: “Nem uma só palavra caiu de todas as suas 
boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, 
seu servo” (1 Rs 8.56). A palavra tôb caracteriza 
uma declaração como afirmação importante para sal­
vação e prosperidade (real ou imaginária): “Não é 
esta a palavra que te temos falado no Egito, dizen­
do: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que 
melhor nos fora servir aos egípcios do que morrer­
mos no deserto” (Êx 14.12). Deus julgou que a cir­
cunstância do homem sem esposa ou companheira 
não era “boa” (Gn 2.18). Em outro lugar, tôb é apli­
cado a uma avaliação do bem-estar da pessoa ou ao 
bem-estar de uma situação ou coisa: “E viu Deus 
que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz 
e as trevas” (Gn 1.4, primeira ocorrência).
B O M 56 B O SQ U E
O termo tôb é usado para descrever terra e agri­
cultura: “Portanto, desci para livrá-lo da mão [po­
der] dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra 
a uma terra boa [fértil] e larga, a uma terra que 
mana leite e mel" (Êx 3.8). Isto sugere seu potenci­
al de sustentar a vida (Dt 11.17). Assim, a expres­
são “a boa terra” é comentário sobre sua existên­
cia. bem como seu potencial e produtividade. Em 
tais contextos, a terra é vista como aspecto das 
bênçãos de salvação prometidas por Deus. Por isso, 
o Senhor não permitiu que Moisés cruzasse o 
Jordão e entrasse na terra que o povo ia herdar (Dt 
3.26-28). Este aspecto da “boa terra” inclui impli­
cações de sua fertilidade e “agradabilidade”: “E 
tomará o melhor das vossas terras, e das vossas 
vinhas, e dos vossos olivais e os dará aos seus 
criados'’ (1 Sm 8.14).
A palavra tôb é usada para descrever homens ou 
mulheres. Às vezes é usada para aludir a um “corpo 
de elite” de pessoas: “Também os vossos criados, e 
as vossas criadas, e os vossos melhores jovens, e os 
vossos jumentos tomará e os empregará no seu tra­
balho" (1 Sm 8.16). Em 2 Sm 18.27, Aimaás é des­
crito como “homem de bem”, porque ele vinha com 
“boas” notícias para o exército. Em 1 Sm 15.28, a 
palavra tem implicações éticas: “O SENHOR tem 
rasgado de ti hoje o reino de Israel e o tem dado ao 
teu próximo, melhor do que tu” (cf. 1 Rs 2.32). Em 
outras passagens, tôbdescreve a aparência física: 
“E a donzela era mui formosa à vista [literalmente, 
“boa de aparência"]” (Gn 24.16). Quando aplicada 
ao coração, a palavra descreve o “bem-estar” em 
vez de aludir ao estado ético. Portanto, a idéia para­
lela é “jovial e feliz”: “Então, se foram às suas ten­
das, alegres e contentes de coração, por causa de 
todo o bem que o SENHOR fizera a Davi” (1 Rs 
8 .66). Morrer “em boa velhice” descreve “idade 
avançada” em vez da realização moral, mas um tem­
po em que, devido às bênçãos divinas, a pessoa se 
sente realizada e satisfeita (Gn 15.15).
O termo tôb indica que determinada palavra, ato 
ou circunstância contribui positivamente para a con­
dição de uma situação. Com freqüência este julga­
mento não significa que a coisa seja realmente “boa”, 
só que foi avaliada assim: “Vendo, então, o padeiro- 
mor que tinha interpretado bem, disse a José...” 
(Gn 40.16). O julgamento pode ser ético: “Não é 
bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no 
temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos 
gentios, os nossos inimigos?” (Ne 5.9). A palavra 
também pode representar “acordo” ou “consenti­
mento”: “Do SENHOR procedeu este negócio; não 
podemos falar-te mal ou bem” (Gn 24.50).
A palavra tôb é usada junto com a palavra hebraica 
rã'ãh (“ruim, mal” ). Às vezes, é tencionado como 
contraste, mas em outros contextos pode significar 
“tudo de bom [amigável] a ruim [prejudicial]”, que é 
uma maneira de dizer "nada”. Em outros contextos, 
é sugerido mais contraste: “E qual é a terra em que 
habita, se boa ou má" (Nm 13.19, ARA). Neste 
caso, a avaliação determinaria se a terra podia ou 
não sustentar adequadamente o povo.
Em Gn 2.9. tôb. contrastado com o mal, tem 
implicações morais: "A árvore da vida no meio do 
jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal”. O 
fruto desta árvore, se consumida, revelaria a dife­
rença entre o mal moral e o “bem” moral. Esta refe­
rência também sugere que, comendo este fruto, o 
homem tentava determinar por si o que é “bom” e 
mal.
B. Verbos.
yãtab "ter o máximo prazer em, estar en­
cantado em. estar contente”. Este verbo aparece 117 
vezes no Antigo Testamento. O significado da pala­
vra, como está expresso em Ne 2.6, é “aprazer”.
tôb ("'t:): "ser alegre, contente, agradável, adorá­
vel, apropriado, precioso, cair bem”. O verbo tôb 
tem cognatos no acadiano e no árabe. O verbo apa­
rece 21 vezes no Antigo Testamento. Jó 13.9 é um 
exemplo do significado da palavra, “ser bom”: “Ser- 
vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse?”.
BOSQUE
'asherãh (r^rx): “Asherá. bosque, postes”. Este 
substantivo, que tem um cognato no ugarítico, apa­
rece pela primeira vez na Bíblia em passagens que 
antecipam o estabelecimento na Palestina. As ocor­
rências mais freqüentes da palavra estão na literatu­
ra histórica. De suas 40 ocorrências, quatro estão 
110 código das leis de Israel, quatro em Juizes, qua­
tro nos livros proféticos e o restante está em 1 Reis 
e 2 Crônicas.
A palavra ’asherãh se refere a um objeto de cul­
to que representa a presença da deusa cananéia Aserá. 
Quando o povo de Israel entrou na Palestina, ele 
não devia ter nada a ver com as religiões idólatras 
dos seus habitantes. Antes, Deus disse: “Mas os 
seus altares transtornareis, e as suas estátuas 
quebrareis, e os seus bosques ['asherim (plural)] 
cortareis” (Êx 34.13). Este objeto de culto era feito 
de madeira (Jz 6.26; 1 Rs 14.15) e podia ser quei­
mado (Dt 12.3). Alguns estudiosos concluem que
B O SQ U E 57 CABEÇA
era um poste sagrado colocado perto de um altar de 
Baal. Considerando que havia só uma deusa com 
este nome, o plural ( 'asherim) representa seus vári­
os “postes”, daí a tradução “bosque”.
O termo ’asherãh significa o nome da própria 
deusa: “Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o 
Israel no monte Carmelo, como também os quatro­
centos e cinqüenta profetas de Baal e os quatrocen­
tos profetas de A será , que comem da mesa de 
Jezabel” (1 Rs 18.19). Os cananeus acreditavam que 
’asherãh dominava o mar, era a mãe de todos os 
deuses, inclusive de Baal, e às vezes era seu inimigo 
mortal. Aparentemente, a mitologia de Canaã asse­
verava que ’aserãh era o cônjuge de Baal, que tinha 
deslocado El como seu deus altíssimo. Assim, seus 
objetos sagrados (postes, bosque) estavam imedia­
tamente ao lado dos altares de Baal, e ela era adora­
da junto com ele.
BRAÇO
zfrôa‘ (? ;"ii)"braço. poder, força, ajuda''. Os 
cognatos de zfrôa' ocorrem nas línguas semíticas do 
Noroeste e do Sul. A palavra zfrCxi' é atestada 92 
vezes no hebraico bíblico e em todos os períodos. A 
palavra relacionada 'ezrôa aparece duas vezes Jó 
31.22; Jr 32.21). O aramaico bíblico atesta Jra ' ama 
vez e 'edrã uma vez.
O termo t r o a ' quer dizer "braço", membro do 
corpo: “Bendito aquele que faz dilatar a Gade. que 
habita como a leoa e despedaça o braço e o alto da 
cabeça” (Dt 33.20). A palavra se refere a braços em 
Gn 49.24 (primeira ocorrência): " 0 seu arco. po­
rém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos 
foram fortalecidos”. A força dos braços capacitou 
Gade a retesar o arco. Em algumas passagens, r rôa' 
se refere especialmente ao antebraço: “Porque será 
como o segador que colhe o trigo e, com o seu braço, 
sega as espigas”. (Is 17.5). Em outro lugar, a palavra 
representa o ombro: “Mas Jeú entesou o seu arco
com toda a força e feriu a Jorão entre os braços” (2 
Rs 9.24).
A palavra z‘rôa ‘ conota o “assento da força”: 
“Adestra as minhas mãos para o combate, de sorte 
que os meus braços quebraram um arco de cobre" 
(SI 18.34). Em Jó 26.2, o pobre é descrito como o 
braço que não tem força.
A força de Deus é figurada por antropomorfismo 
(atribuindo a Ele partes humanas), como quando 
Ele “com braço estendido...” (Dt 4.34) ou “com 
braço forte...” (Jr 21.5). Em Is 30.30, a palavra pa­
rece representar raios: "E o SENHOR fará ouvir a 
glória da sua voz e fará ver o abaixamento do seu 
braço, com indignação de ira. e a labareda do seu 
fogo consumidor, e raios, e dilúvio, e pedra de sarai­
va'' < cf. Jó 40.9 ).
O braço é símbolo da força do homem (1 Sm 
2.31 > e de Deus (SI 71.18): “Agora, também, quan­
do estou velho e de cabelos brancos, não me desam­
pares. ó Deus. até que tenha anunciado a tua força a 
esta geração, e o teu poder a todos os vindouros". 
Em Ez 22.6. z róa' é traduzido por “poder”: “Eis 
que dos príncipes de Israel, cada um conforme o seu 
poder, tiveram domínio sobre ti, para derramarem o 
sangue". Uma terceira acepção é “ajuda”: “Também 
a Assíria se ligou a eles: foram eles o braço [ajuda] 
dos filhos de Ló” (SI 83.8).
A palavra pode representar forças políticas ou 
militares iexército): "E o rei do Norte virá, e levan­
tará baluartes, e tomará a cidade forte; e os braços 
do Sul não poderão subsistir, nem o seu povo esco­
lhido. pois não haverá força que possa subsistir" 
(Dn 11.15; cf. Ez 17.9).
Em Nm 6.19. zfrôa' é usado para aludir ao om­
bro de um animal: “Este, pois, será o direito dos 
sacerdotes, a receber do povo. dos que sacrificarem 
sacrifício, seja boi ou gado miúdo: que darão ao sa­
cerdote a espádua [ombro], e as queixadas, c o bu­
cho” (cf. Dt 18.3).
c
CABEÇA
A. Substantivos.
rõ ’sh (r»N“): “cabeça, cume, primeiro, soma, lí­
der” . Os cognatos de rõsh aparecem no ugarítico, 
acadiano. fenício, aramaico bíblico, árabe e etiópico.
O substantivo rô’sh e sua forma alternativa re’sh 
ocorrem por volta de 596 vezes no hebraico bíblico.
Esta palavra representa “cabeça”, parte do cor­
po (Gn 40.20). O termo rõsh também é usado para 
aludir a uma “cabeça” decapitada (2 Sm 4.8), uma 
“cabeça” de animal (Gn 3.15) e uma “cabeça" de 
estátua (Dn 2.32). Em Dn 7.9, onde Deus é retrata­
do em forma humana, Sua “cabeça” está coroada 
com cabelos como a limpa lã (ou seja, brancos).
CABEÇA 58 CABEÇA
“Erguer a própria cabeça” pode ser sinal de de­
claração de inocência: “Se for ímpio, ai de mim! E se 
for justo, não levantarei a cabeça; cheio estou de 
ignomínia e olho para a minha miséria” (Jó 10.15). 
Esta mesma figura de linguagemindica intenção de 
começar uma guerra, a forma mais intensa de confi­
ança em si mesmo: “Porque eis que teus inimigos se 
alvoroçam, e os que te aborrecem levantaram a ca­
beça ’ (SI 83.2). Com uma negação, esta expressão 
simboliza submissão a outro poder: “Assim, foram 
abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel e 
nunca mais levantaram a sua cabeça" (Jz 8.28). 
Usado de modo transitivo (ou seja, levantar a "ca­
beça” de alguém), esta palavra conota restaurar al­
guém em posição prévia: “Dentro ainda de três dias, 
Faraó levantará a tua cabeça e te restaurará ao teu 
estado” (Gn 40.13). Também denota soltar alguém 
da prisão: “Evil-Merodaque, rei da Babilônia, liber­
tou [“levantou a cabeça”], no ano em que reinou, a 
Joaquim, rei de Judá, da casa da prisão” (2 Rs 25.27).
Com o verbo rum (“levantar”), rõsh significa a 
vitória e o poder de um rei empossado: Deus “pros­
seguirá de cabeça erguida”, ou mostra o Seu domínio
i SI 110.7). Quando Deus ergue (rum) a “cabeça” de 
alguém, Ele enche a pessoa de esperança e confiança: 
"Mas tu. SENHOR, és um escudo para mim, a mi­
nha glória e o que exalta a minha cabeça” (SI 3.3).
Há muitas acepções secundárias de rõsh. Pri­
meiro, a palavra descreve “cabelo da cabeça” : “E 
será que, ao sétimo dia, rapará todo o seu pêlo, e a 
cabeça, e a barba, e as sobrancelhas dos seus olhos; 
e rapará todo o outro pêlo” (Lv 14.9).
A palavra conota unidade e representa cada indi­
víduo em determinado grupo: “Porventuranão acha­
riam e repartiriam despojos? Uma ou duas moças a 
cada homem?” (Jz 5.30). Esta palavra é usada nu­
mericamente e significa o número total de pessoas 
ou indivíduos em um grupo: “Tomai a soma de toda 
a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas 
gerações, segundo a casa de seus pais, conforme o 
número dos nomes de todo varão, cabeça por cabe­
ça” (Nm 1.2).
O termo rõ ’sh também enfatiza o indivíduo: “E 
houve grande fome em Samaria, porque eis que a 
cercaram, até que se vendeu uma cabeça de um ju­
mento por oitenta peças de prata” (2 Rs 6.25). É na 
"cabeça" (sobre a própria pessoa) que as maldições 
e bênçãos caem: “As bênçãos de teu pai excederão 
as bênçãos de meus pais, [...] elas estarão sobre a 
cabeça de José" (Gn 49.26).
Às vezes, rõsh significa “líder”, quer nomeado,
eleito ou autonomeado. A palavra é usada para se 
referir aos pais tribais, que são os líderes de um 
grupo de pessoas: “E escolheu Moisés homens ca­
pazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre 
o povo” (Êx 18.25). Os líderes militares também 
são chamados de “cabeças”: “Estes são os nomes 
dos valentes que Davi teve: Josebe-Bassebete, filho 
de Taquemoni, o principal dos capitães” (2 Sm 23.8). 
Em Nm 1.16, os príncipes são chamados "cabeças” 
(cf. Jz 10.18). Esta palavra é usada para aludir aos 
que representam ou conduzem as pessoas em ado­
ração (2 Rs 25.18, "primeiro sacerdote”).
Quando empregado para se referir a coisas, rõ’sh 
significa “ponto” ou “começo”. Com ênfase local, a 
palavra diz respeito ao “cume” ou ápice de uma 
montanha ou colina: “Amanhã, eu estarei no cume 
do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão” ̂ _
(Ex 17.9). Em outro lugar, a palavra descreve a pon­
ta mais alta de um objeto natural ou construído: 
“Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo 
cume toque nos céus e façamo-nos um nome” (Gn
11.4).
Em Gn 47.31, a palavra denota a “cabeça” da 
cama, ou onde colocamos a cabeça. Em 1 Rs 8 .8, 
rõ ’sh se refere às pontas dos varais. A palavra é 
usada para aludir ao lugar onde começa uma jorna­
da: “A cada canto do caminho edificaste o teu lugar 
alto" (Ez 16.25); cf. Dn 7.1: “a suma das coisas”. 
Este sentido de ponto de início aparece em Gn 2.10 
(primeira ocorrência): “E saía um rio do Éden para 
regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em 
quatro braços [“a fon te de quatro rios”]” . Esta 
acepção identifica que uma coisa é colocada (dentro 
de um espaço físico) na frente de um grupo; está na 
frente ou à “cabeça” (Dt 20.9; cf. 1 Rs 21.9). A 
“cabeça” das estrelas é uma estrela localizada no 
zênite do céu (Jó 22.12). A pedra angular (pedra 
“cabeça”) ocupa lugar de importância primária. É a 
pedra pela qual todas as outras são medidas; é a 
principal cabeça de esquina (SI 118.22).
Esta palavra tem um sentido temporal e significa 
“começo” ou “primeiro”. O segundo sentido é visto 
em Êx 12.2: “Este mesmo mês vos será o princípio 
dos meses”. Em 1 Cr 16.7, a palavra descreve o 
“primeiro” em uma série completa de atos: “Então, 
naquele mesmo dia, entregou Davi em primeiro lu­
gar o Salmo seguinte, para louvarem ao SENHOR, 
pelo ministério de Asafe e de seus irmãos”.
O termo rõ’sh também tem conotação estimati­
va: “Tu, pois, toma para ti das principais [das me­
lhores] especiarias” (Êx 30.23).
CABEÇA 59 C A M IN H O
re’shít (rvpn): “começo, primeiro, o mais esco­
lhido” . A palavra abstrata re’shít corresponde ao 
sentido temporal e estimativo de rõ ’sh. O termo 
reshit conota o “começo” de um período fixo de 
tempo: “Os olhos do SENHOR, teu Deus, estão 
sobre ela continuamente, desde o principio até ao 
fim do ano” (Dt 11.12). O “começo” do período de 
vida é o que se quer dizer em Jó 42.12: “E, assim, 
abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais 
do que o primeiro''. Esta palavra representa um 
ponto de partida, como em Gn 1.1 (primeira ocor­
rência): “No princípio, criou Deus os céus e a ter­
ra”. Do ponto de vista estimativo, esta palavra sig­
nifica “o primeiro” ou “o mais escolhido” : “As 
primícias, os primeiros frutos da tua terra, trarás à 
casa do SENHOR, teu Deus” (Êx 23.19). Esta 
acepção de re’shít aparece no sentido comparativo e 
significa “o mais escolhido” ou “o melhor”. Daniel
11.41 exibe a acepção “alguns”: “Mas escaparão 
das suas mãos estes: Edom. e Moabe. e as primícias 
dos filhos de Amom" i Dn 11.41).
Usada substantivamente. a palavra significa 
"primícias. primeiros frutos”: "Deles, oferecereis 
ao SENHOR por oferta das primícias: porém sobre 
o altar não subirão por cheiro suave" <Lv 2.12>. "As 
suas primícias que derem ao SENHOR, as tenho 
dado a ti" (Nm 18.12). Às vezes, esta palavra re­
presenta a “primeira parte" de uma oferta: "Das 
primícias da vossa massa oferecereis um bolo em 
oferta alçada” (Nm 15.20).
B. Adjetivo.
rVshôn (Tfôfco): “primeiro, em primeiro lugar, pre­
cedente, anterior”. Esta palavra aparece aproximada­
mente 182 vezes no hebraico bíblico. Denota o “pri­
meiro” em uma sucessão temporal: “E aconteceu que. 
no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primei­
ro dia do mês, as águas se secaram de sobre a terra” 
(Gn 8.13). Em Ed 9.2, rVshôn é usado tanto no sen­
tido de precedência de tempo quanto de liderança: 
“Assim se misturou a semente santa com os povos 
destas terras, e até a mão dos príncipes e magistrados 
foi a primeira nesta transgressão”.
Um segundo significado deste adjetivo é “prece­
dente” ou “anterior”: “Até ao lugar do altar que, 
dantes, ali tinha feito” (Gn 13.4). Gênesis 33.2 usa 
esta palavra localmente: “E pôs as servas e seus 
filhos na frente e a Léia e a seus filhos, atrás; porém 
a Raquel e José, os derradeiros”. Os “anteriores” 
são os “antepassados”: “Antes, por amor deles, me 
lembrarei do concerto com os seus antepassados, 
que tirei da terra do Egito perante os olhos das na­
ções” (Lv 26.45). Mas na maioria dos casos, este 
adjetivo tem ênfase temporal.
CALAMIDADE
’êd (ti*): “calamidade, desastre”. Um possível 
cognato desta palavra aparece no árabe. Suas 24 
ocorrências bíblicas se dão em todos os períodos do 
hebraico bíblico (12 vezes na literatura sapiencial e 
somente uma na literatura poética, nos Salmos).
Esta palavra significa “desastre” ou “calamida­
de" que acontece com uma nação ou indivíduo. Quan­
do usado em relação a uma nação, representa um 
"evento político ou militar”: “Minha é a vingança e 
a recompensa, ao tempo em que resvalar o seu pé; 
porque o dia da sua ruína [ está próximo, e as 
coisas que lhes hão de suceder se apressam a che­
gar” iDt 32.35. primeira ocorrência). Os profetastendem a usar 'êd no sentido de "desastre” nacional, 
enquanto que os escritores sapienciais o usam para 
aludir a "tragédia pessoal".
CAMINHO
A. Substantivos.
derek i ): "caminho (estrada), distância, via­
gem, jornada. maneira, conduta, condição, destino”. 
Este substantivo tem cognatos no acadiano, ugarítico 
' onde às vezes significa "poder” ou “governo” ), 
fenício. púnico. árabe e aramaico. Ocorre por volta 
de 706 vezes no hebraico bíblico e em todos os 
períodos.
Primeiro, esta palavra se refere a um caminho ou 
estrada. Em Gn 3.24 (primeira ocorrência da pala­
vra). significa "caminho" ou "rota” : “Pôs querubins 
ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflama­
da que andava ao redor, para guardar o caminho da 
árvore da vida”. Às vezes, como em Gn 16.7. a 
palavra representa uma estrada principal, caminho 
ou rota: "E o Anjo do SENHOR a achou junto a 
uma fonte de água no deserto, junto à fonte no ca­
minho de Sur”. A estrada em si é representada ern 
Gn 38.21: “Onde está a prostituta [cultuai] que es­
tava no caminho junto às duas fontes?” Em Nm
20.17, a palavra significa "estrada principal”, uma 
estrada famosa e muito usada: “Iremos pela estrada 
real; não nos desviaremos para a direita nem para a 
esquerda, até que passemos pelos teus termos” .
Segundo, este substantivo representa uma “dis­
tância” (em percurso ou em tempo) entre dois pon­
tos: “E pôs três dias de caminho [uma distância de 
três dias] entre si e Jacó” (Gn 30.36).
Em outras passagens, derek diz respeito à ação
CAMINHO 60 CAM INHO
ou processo de “fazer uma viagem ou jornada”: “E 
a seu pai enviou semelhantemente dez jumentos 
carregados do melhor do Egito, e dez jumentos car­
regados de trigo, e pão, e comida para seu pai, para 
o caminho [da viagem]’’ (Gn 45.23). Em acepção 
estendida, derek significa ‘‘empreendimentos'’: “Se 
desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade 
no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso 
e santo dia do SENHOR digno de honra, e se o 
honrares. não seguindo os teus caminhos, nem pre­
tendendo fazer a tua própria vontade” (Is 58.13). 
Confronte com Gn 24.21: “E o varão estava admi­
rado de vê-la, calando-se, para saber se o SENHOR 
havia prosperado a sua jornada ou não” (cf. Dt
28.29).
Em outra ênfase, esta palavra conota o modo e o 
que a pessoa faz, uma “maneira, costume, compor­
tamento, modo de vida” : “Nosso pai é já velho, e 
não há varão na terra que entre a nós, segundo o 
costume de toda a terra” (Gn 19.31). Em 1 Rs 2.4, 
derek é aplicado a uma atividade que controla al­
guém. o estilo de vida: “Para que o SENHOR con­
firme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus 
filhos guardarem o seu caminho, para andarem pe­
rante a minha face fielmente, com todo o seu cora­
ção e com toda a sua alma, nunca, disse, te faltará 
sucessor ao trono de Israel”. Em 1 Rs 16.26, derek 
é usado para descrever a atitude de Jeroboão: “E 
andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de 
Nebate. como também nos seus pecados”. Ações 
ou atos específicos são conotados por este subs­
tantivo: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus 
caminhos: e quão pouco é o que temos ouvido dele! 
Quem, pois. entenderia o trovão do seu poder?” (Jó
26.14).
O termo derek se refere a uma “condição” no 
-entido do que aconteceu a alguém. Isto está claro 
pelo paralelismo de Is 40.27: “Por que, pois, dizes,
■ Jacó. e tu falas, ó Israel: O meu caminho está 
encoberto ao SENHOR, e o meu juízo passa de 
largo [a justiça que me é devida passa] pelo meu 
Deus?" Em uma passagem, derek significa o curso 
global e o caminho fixo da vida da pessoa ou o seu 
ie-tino: “Eu sei, ó SENHOR, que não é do homem 
^ u caminho. nem do homem que caminha, o diri­
gir :•> seus passos" (Jr 10.23).
Finalmente, esta palavra parece trazer o signifi- 
:ido do seu cognato ugarítico, “poder” ou “pode-
- "Somente reconhece a tua iniqüidade, que con-
o SENHOR, teu Deus. transgrediste, e esten- 
ieste o? teus caminhos [favores] aos estranhos,
debaixo de toda árvore verde” (Jr 3.13; cf. Jó 26.14; 
36.23; 40.19; SI 67.2; 110.7; 119.37; 138.5; Pv 8.22; 
19.16; 31.3; Os 10.13; Am 8.14). Alguns estudio­
sos, porém, contestam a explicação destas passa­
gens.
'õrah (rijN): “caminho, vereda, curso, conduta, 
maneira”. Os cognatos desta palavra aparecem no 
acadiano, árabe e aramaico. Suas 57 ocorrências no 
hebraico bíblico se dão todas na poesia, menos Gn
18.11.
No significado, esta palavra se compara ao 
hebraico derek, que é um paralelo sinônimo. Pri­
meiro, 'õrah significa “caminho” ou “estrada” con­
cebida como curso demarcado e de muito uso: “Dã 
será serpente junto ao caminho, uma víbora junto 
à vereda, que morde os calcanhares do cavalo e faz 
cair o seu cavaleiro por detrás” (Gn 49.17). Em Jz 
5.6. a palavra significa "estrada” : “Nos dias de 
Sangar, [...] cessaram os caminhos de se percorre­
rem; e os que andavam por veredas iam por cami­
nhos torcidos". Quando o sol é comparado a um 
“homem forte" ou "herói" que se regozija “a cor­
rer o seu caminho" (SI 19.5), 'õrah representa uma 
pista de corridas em vez de descrever uma estrada 
ou caminho primitivo e serpenteante. O homem 
que segue direito o seu caminho vai sempre em 
frente em sua jornada e não se desvia para atender 
os acenos das prostitutas (Pv 9.15). Aqui a pala­
vra representa o "curso" que a pessoa segue entre 
a partida e a chegada imaginada em termos de uni­
dades pequenas, quase passo a passo. No SI 8 .8 , a 
palavra retrata as correntes do oceano: “As aves 
dos céus, e os peixes do mar. e tudo o que passa 
pelas veredas dos mares".
O substantivo õrah significa o chão do caminho 
cm que se anda: "Ele persegue-os e passa cm paz 
por uma vereda em que, com os seus pés, nunca 
tinha caminhado" (Is 41.3).
Em Jó 30.12. a palavra parece descrever uma 
obstrução ou represa: "À direita se levantam os 
moços; empurram os meus pés e preparam contra 
mim os seus caminhos de destruição”.
A palavra pode se referir a um evento típico da 
vida de um indivíduo ou grupo, o qual ocorre perio­
dicamente. Em sua primeira ocorrência bíblica (Gn
18.11), o termo é usado para aludir ao “costume das 
mulheres” (menstruação). Jó 16.22 menciona o “ca­
minho por onde não tornarei”, ou a morte, enquanto 
que outras passagens falam das ações da vida (Jó 
34.11; literalmente, “conduta”) ou estilo de vida 
(Pv 15.10: “Correção molesta há para o que deixa a
CAMINHO 61 CANAÃ
vereda” — o estilo de vida prescrito; Pv 5.6: “Ela 
não pondera a vereda da vida [que é simbolizada 
pela vida]”). Assim, 'õrah às vezes figura um curso 
apropriado de ação ou procedimento dentro de de­
terminado âmbito — “as veredas do juízo” (Is
40.14).
O substantivo ’õrhãh, que ocorre três vezes, 
descreve uma “companhia errante” ou “caravana” 
(Gn 37.25).
B. Verbo.
O verbo 'ãrah significa “ir, peregrinar”. Esta 
palavra, que ocorre seis vezes no hebraico bíblico, 
tem cognatos no fenício, etiópico, aramaico e siríaco. 
Um exemplo do uso deste verbo é encontrado em Jó 
34.7,8: “Que homem há como Jó, que [...] caminha 
em companhia dos que praticam a iniqüidade, e anda 
com homens ímpios?”
CAMPO
sãdeh í r t r ) : “campo, país. domínio [de uma ci­
dade]". O termo sãdeh tem cognatos no acadiano, 
fenício. ugarítico e árabe. Aparece no hebraico bíbli­
co cerca de 320 vezes e em todos os períodos.
Esta palavra retrata o "campo aberto" onde os 
animais vagam soltos. Este é seu significado na pri­
meira ocorrência bíblica: "Toda planta do campo 
ainda não estava na terra, e toda erva do campo 
ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus 
não tinha feito chover sobre a terra” (Gn 2.5). As­
sim, “Esaú foi varão perito na caça, varão do cam­
po: mas Jacó era varão simples, habitando em ten­
das" (Gn 25.27). Uma cidade em “campo aberto" 
não era fortificada. Davi pediu sabiamente a Aquis 
tal tipo de cidade, mostrando que ele não pretendia 
ser hostil (1 Sm 27.5). Morar numa cidade não 
fortificada significava estar exposto a ataques.
O termo sãdeh descreve os “campos que cercam 
uma cidade” (Js21.12; cf. Ne 11.25). “Terra culti- 
vável” — terra cultivada ou a ser cultivada — tam­
bém tem seu significado em sãdeh: “Se é de vossa 
vontade que eu sepulte o meu morto de diante de 
minha face, ouvi-me e falai por mim a Efrom, filho 
de Zoar. Que ele me dc a cova de Macpela, que tem 
no fim do seu campo” (Gn 23.8,9). A totalidade de 
pastos ou de terra cultivada é chamada “campo”: 
"E disse-lhe [a Mefibosete] o rei [Davi]: Por que 
ainda falas mais de teus negócios? Já disse eu: Tu e 
Ziba. reparti as terras [que eram de Saul]” (2 Sm
19.29).
Às vezes, seções particulares de terra são 
identificadas por nome: “E, depois, sepultou Abraão
a Sara, sua mulher, na cova do campo de Macpela. 
em frente de Manre” (Gn 23.19).
sãday ('nU!): “campo aberto”. O termo sãday 
ocorre 12 vezes e somente em passagens poéticas. 
Deuteronômio 32.13 é a primeira ocorrência bíbli­
ca: “Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra e 
comer as novidades do campo’'.
CANAÃ; CANANEUS
kcn a ‘an (l?J3): “Canaã” ; k’n a ‘ani (’J?J3): 
“cananeu, mercador”. “Canaã” é usada nove vezes 
como nome de pessoa e 80 vezes como nome de 
lugar. “Cananeu” ocorre 72 vezes para se referir aos 
descendentes de “Canaã”. os habitantes da terra de 
Canaã. Muitas das ocorrências destas palavras se 
dão entre Gênesis e Juizes, mas estão espalhadas ao 
longo do Antigo Testamento.
"Canaã" é usada pela primeira vez como nome 
de pessoa em Gn 9.18: "E Cam é o pai de Canaã" 
(cf. Gn 10.6). Depois de uma lista das nações des­
cendidas de "Canaã". Gn 10.18,19 acrescenta: “E 
depois se espalharam as famílias dos cananeus. E 
foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para 
Gerar, até Gaza: indo para Sodoma, e Gomorra”. 
"Canaã" é a terra a oeste do rio Jordão, como em 
Nm 33.51: "Quando houverdes passado o Jordão 
para a terra de Canaã" tcf. Js 22.9-11). Na chamada 
de Deus. Abrão e os que com ele estavam “saíram 
para irem à terra de Canaã: e vieram à terra de Canaã. 
[...] E estavam. então, os cananeus na terra” (Gn
12.5,6). Mais tarde Deus prometeu a Abrão: “À 
tua semente tenho dado esta terra. [...] [a terra do] 
cananeu" (Gn 15.18-20: cf. Êx 3.8,17; Js 3.10).
“Cananeu” é termo geral para aludir a todos os 
descendentes de “Canaã”: "Quando o SENHOR, 
teu Deus, te tiver introduzido na terra, a qual pas­
sas a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de 
diante de ti, [...] os cananeus” (Dt 7.1). O termo 
“cananeu” é intercambiado por amorreu em Gn 
15.16: “Porque a medida da injustiça dos amorreus 
não está ainda cheia” (cf. Js 24.15,18).
“Cananeu" também é usado no sentido específico 
de um dos povos de Canaã: “Os cananeus habitam 
ao pé do mar e pela ribeira do Jordão” (Nm 13.29: cf. 
Js 5.1; 2 Sm 24.7). Como estes povos eram mercado­
res. “cananeu” é símbolo de “mercador” em Pv 31.24 
e Jó 41.6, e. notavelmente, falando dos pecados de 
Israel, Oséias diz: “E um mercador: tem balança en­
ganadora em sua mão” (Os 12.7; cf. Sf 1.11).
Gênesis 9.25-27 define desde o princípio um sig­
nificado teológico em “Canaã”: “Maldito seja Canaã:
CANAÃ 62 CANTAR
servo dos servos seja aos seus irmãos. [...] Bendito 
seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por 
servo. Alargue Deus a Jate f...] e seja-lhe Canaã por 
servo”. Noé profeticamente colocou esta maldição 
em “Canaã". porque seu pai tinha visto a nudez de 
Noé e informado grosseiramente a seus irmãos. O 
pecado de Cam, profundamente enraizado em seu 
filho mais moço, é observável nos cananeus na his­
tória que se sucede. Levítico 18 apresenta longa 
lista de perversões sexuais que foram proibidas a 
Israel, prefaciada pela declaração: “[Não] fareis se­
gundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos 
levo, nem andareis nos seus estatutos” (Lv 18.3). A 
lista é seguida por uma advertência: “Com nenhuma 
destas coisas vos contamineis, porque em todas estas 
coisas se contaminaram as gentes que eu lanço fora 
de diante da vossa face” (Lv 18.24).
A ordem para destruir os “cananeus” era muito 
específica: “E o SENHOR, teu Deus, as tiver dado 
diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; 
[...] derrubareis os seus altares, quebrareis as suas 
estátuas. [...] Porque povo santo és ao SENHOR, 
teu Deus" (Dt 7.2-6). Mas com muita freqüência, a 
casa de Davi e Judá "edificaram altos, e estátuas, e 
imagens do bosque sobre todo alto outeiro e debai­
xo de toda árvore verde. Havia também rapazes es­
candalosos na terra; fizeram conforme todas as 
abominações das nações que o SENHOR tinha ex­
pulsado de diante dos filhos de Israel” (1 Rs 14.23.24: 
cf. 2 Rs 16.3,4; 21.1-15). As nações eram os 
“cananeus”; assim “cananeus” ficou sinônimo de 
perversões religiosas e morais de todo tipo.
Este fato está refletido em Zc 14.21: “E não have­
rá mais cananeu na Casa do SENHOR dos Exércitos, 
naquele dia”. Não era permitido que um “cananeu" 
entrasse no Tabernáculo ou Templo; muito menos 
entraria na casa do Senhor um do povo de Deus que 
praticasse as abominações dos “cananeus”.
Esta profecia fala dos últimos dias e será cum­
prida na Nova Jerusalém, de acordo com Ap 21.27:
‘ E não entrará nela coisa alguma que contamine e 
cometa abominação c mentira, mas só os que estão 
inscritos no livro da vida do Cordeiro” (cf. Ap
22.15).
Estas duas palavras ocorrem em At 7.11 e 13.19 
no Novo Testamento.
CANTAR
A. Verbos.
rãnan (pn): “cantar, jubilar, bradar, chorar”. En­
contrada no hebraico antigo e moderno, esta palavra
é usada no hebraico moderno no sentido de “entoar 
louvores, cantar”. Ocorre em torno de 50 vezes no 
Antigo Testamento hebraico, com cerca da metade 
destes usos estando no Livro dos Salmos, onde há a 
ênfase especial de “cantar” e “bradar” louvores a 
Deus. O termo rãnan é achado pela primeira vez 
cm Lv 9.24, na conclusão da consagração de Arão e 
seus filhos ao sacerdócio. Quando o fogo caiu e con­
sumiu o sacrifício, o povo “jubilou e caiu .sobre as 
suas faces”.
O termo rãnan é usado para expressar alegria, 
exultação, que parece exigir cantar em voz alta, es­
pecialmente quando são louvores a Deus: “Exulta e 
canta dc gozo, ó habitante de Sião, porque grande é 
o Santo de Israel no meio de ti” (Is 12.6). Quando a 
Sabedoria chama, ela clama em voz alta para todos 
ouvirem (Pv 8.3). Cantar de alegria (SI 32.11) é fes­
tejar de alegria!
shir (TE?): “cantar”. Esta palavra aparece no 
hebraico antigo e moderno, como também no 
ugarítico antigo. Ainda que ocorra quase 90 vezes 
no Antigo Testamento hebraico, não é usado até Êx 
15.1: “Então, cantou Moisés e os filhos de Israel 
este cântico ao SENHOR”. Talvez alguém fique 
imaginando que foi necessário o milagre do Êxodo 
do Egito para dar aos israelitas algo que “cantar” !
Mais de um quarto das ocorrências de .shír é en­
contrado no Livro dos Salmos, freqüentemente na 
forma imperativa, chamando as pessoas para ex­
pressar o seu louvor a Deus cantando. Temos um 
exemplo no SI 96.1: “Cantai ao SENHOR um cântico 
novo. cantai ao SENHOR, todos os moradores da 
terra”. O termo shír é encontrado muitas vezes em 
paralelismo com zãmar, “cantar" (SI 68.4,32).
B. Particípio.
shir r r ' i : “cantores”. Nos Livros de 1 e 2 Crô­
nicas, shír é usado na forma participial umas 33 
vezes para designar os "cantores” levíticos (1 Cr
15.16). As “cantoras” são mencionadas ocasional­
mente (2 Sm 19.35: 2 Cr 35.25; Ec 2.8).
C. Substantivo.
shir (T r): “cântico, canção”. Este substantivo é 
encontrado em tomo de 30 vezes nos títulos de 
vários salmos, como também em outros lugares no 
Antigo Testamento. Em Gn 31.27, shir é utilizado 
para designar um “cântico” jovial: “Porque [...] não 
me fizeste saber, para que eu te enviasse com ale­
gria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa?” 
Em Jz 5.12, a palavra diz respeito a um “cântico” 
triunfal, e em Ne 12.46, a palavra é usada para se 
referir a um “cântico” religioso para adoração.

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