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ENSINAR 103 ENTENDER
coisas: as obras dos ímpios (SI 106.35), a sabedoria 
(Pv 30.3) e a guerra (Mq 4.3).
Cerca de metade das ocorrências de lãmad acha- 
se nos livros de Deuteronômio e Salmos, acentuan­
do a ênfase pedagógica que há nestes livros. A ênfa­
se tradicional que o judaísmo dá ao ensino e, por­
tanto, à preservação da fé, tem base na importância 
em ensinar a fé encontrada no Antigo Testamento, 
especificamente Dt 6.4-9. Acompanhando o Shema’, 
a “contra-senha do judaísmo” que declara que Jeová 
é Único (Dt 6.4), está o “primeiro grande manda­
mento” (Dt 6.5; Mc 12.28,29). Quando Moisés 
entregou a lei ao povo, ele disse: “Também o SE­
NHOR me ordenou, ao mesmo tempo, que vos en­
sinasse estatutos e juízos” (Dt 4.14).
O termo judaico mais recente talmude, “instru­
ção”, é derivado deste verbo.
yãrãh ( ttt) : “lançar, ensinar, atirar, apontar”. 
Encontrada em todos os períodos do idioma hebraico, 
esta raiz também é encontrada no ugarítico antigo 
com o sentido de “atirar”. O hebraico moderno usa 
a palavra para expressar o disparo de uma arma. O 
verbo yãrãh ocorre por volta de 80 vezes no Antigo 
Testamento hebraico.
O primeiro uso deste verbo no Antigo Testa­
mento está em Gn 31.51: "Eis aqui este mesmo 
montão, e eis aqui esta coluna que levantei [lancei, 
atirei] entre mim e ti”. Este significado básico, lan­
çar ou atirar, é expresso no ato de “lançar” sortes 
(Js 18.6) e pelo fato de o exército de Faraó ser “lan­
çado” no mar (Êx 15.4).
A idéia de “lançar” significa, por extensão, o tiro 
de setas (1 Sm 20.36,37). “Lançar” parece signifi­
car, por outra extensão, “apontar”, pelo qual os 
dedos são lançados em certa direção (Gn 46.28; Pv
6.13).
A partir deste significado é só um pequeno pas­
so para se chegar ao conceito de que ensinar é “apon­
tar” o fato e a verdade. Bezaleel foi inspirado por 
Deus a “ensinar” os outros a sua arte (Êx 35.34), os 
falsos profetas “ensinam” mentiras (Is 9.15) e o pai 
"ensinou” seu filho (Pv 4.4). Era da responsabilida­
de dos sacerdotes interpretar e “ensinar” as coisas 
que tinham a ver com as exigências cerimoniais e os 
julgamentos de Deus: “Ensinaram os teus juízos a 
Jacó e a tua lei a Israel” (Dt 33.10; cf. Dt 17.10,11). 
De maneira interessante, está escrito que, muitos 
anos depois, os sacerdotes “ensinavam” por inte­
resse. presumivelmente para “ensinar” o que se de­
sejassem em vez de ensinar a verdadeira interpreta­
ção da palavra de Deus (Mq 3.11).
B. Substantivo.
tôrãh (rrfin): “direção, instrução, diretriz”. De 
yãrãh é derivado tôrãh, uma das palavras mais im­
portantes do Antigo Testamento. Visto contra o 
plano de fundo do verbo yãrãh, fica claro que tôrãh 
é muito mais que lei ou um conjunto de regras. O 
termo tôrãh não é restrição ou impedimento, mas 
sim o meio pelo qual podemos alcançar uma meta 
ou ideal. No sentido mais exato, a tôrãh foi dada a 
Israel para capacitá-lo a verdadeiramente se tornar e 
permanecer o povo especial de Deus. Podemos di­
zer que ao guardar a tôrãh, Israel foi guardado. Infe­
lizmente, Israel caiu na armadilha de guardar a tôrãh 
como algo imposta e sozinho, em vez de usá-lacomo 
meio de se tomar o que Deus queria para eles. O 
meio se tornou o fim. Em vez de ver a tôrãh como 
uma diretriz, tornou-se um corpo externo de regras 
e, assim, um peso e não um poder que liberta e guia. 
Este fardo, mais o legalismo da lei romana, forma o 
plano de fundo da tradição neotestamentária da lei, 
especialmente quando Paulo trata do assunto na 
Carta que escreveu à igreja em Roma.
C. Adjetivo.
O adjetivo limmüd significa “instruído, ensina­
do”. Este adjetivo forma um equivalente exato da 
idéia do Novo Testamento de “discípulo, alguém 
que é ensinado”. Isto está expresso com clareza em 
Is 8.16: “Liga o testemunho e sela a lei entre os 
meus discípulos”. A palavra também ocorre em Is 
54.13: “E todos os teus filhos serão discípulos do 
SENHOR”.
ENTENDER
A. Verbos.
sãkal “ser pmdente, agir sabiamente, pres­
tar atenção, ponderar, prosperar”. Esta palavra, que 
é comum no hebraico antigo e moderno, é encontra­
da em torno de 75 vezes no texto da Bíblia hebraica. 
Seu primeiro uso no texto, em Gn 3.6, contribui 
para um paradoxo interessante, pois ao mesmo tempo 
que o fruto proibido era “desejável para dar enten­
dimento [inteligência]”, também era algo muito 
ininteligente de se fazer!
O significado básico de sãkal parece ser “olhar, 
p restar a tenção” , como está ilustrado neste 
paralelismo: “Para que todos vejam, e saibam, e 
considerem, e juntamente entendam” (Is 41.20). A 
partir disto se desenvolve a conotação de insight, 
compreensão intelectual: “Não se glorie o sábio na 
sua sabedoria. [...] Mas o que se gloriar glorie-se 
nisto: em me conhecer [sãkal] e saber que eu sou o
ENTENDER 104 ENTERRAR
SENHOR” (Jr 9.23,24). Como aqui, o verbo é usa­
do muitas vezes e em paralelismo com o verbo 
hebraico y ã d a ‘, “saber” (sobretudo de modo 
experiencial). Como é verdade de hãkam, “ser sá­
bio”, sãkal nunca diz respeito à prudência abstrata, 
mas à atuação prudente: “Portanto, o que for pru­
dente guardará silêncio naquele tempo” (Am 5.13); 
“Deixou de entender [de ser sábio]” (SI 36.3).
bín (|’3): “entender, ser capaz, tratar sabiamen­
te, considerar, prestar atenção, considerar, notar, 
discernir, perceber, inquirir”. Este verbo, que apa­
rece 126 vezes no hebraico bíblico, tem cognatos no 
ugarítico, árabe, etiópico, aramaico recente e siríaco. 
O verbo bín ocorre em todos os períodos do hebraico 
bíblico.
O termo bin aparece em Jr 9.12 com o significa­
do de “entender”: “Quem é o homem sábio, que 
entenda isso?” Em Jó 6.30, a palavra significa 
“discernir”, e em Dt 32.7, quer dizer “considerar”.
B. Substantivos. 
binãh (nr3): “entendimento”. O termo binãh 
ocorre 37 vezes e em todos os períodos do hebraico 
bíblico, embora pertença primariamente à esfera da 
sabedoria e literatura sapiencial.
Este substantivo representa o “ato de compre­
ender”: “E em toda matéria de sabedoria e de inteli­
gência, sobre que o rei lhies fez perguntas, os achou 
dez vezes mais doutos do que todos os magos” (Dn 
1.20).
Em outro lugar, binãh significa a faculdade do 
“entendimento”: “O espírito do meu entendimento 
responderá por mim” (Jó 20.3).
Em outras passagens, o objeto do conhecimento 
no sentido do que desejamos saber, é indicado por 
binãh: “Guardai-os, pois, e fazei-os [os estatutos 
de Deus], porque esta será a vossa sabedoria e o 
vosso entendimento perante os olhos dos povos que 
ouvirão todos estes estatutos” (Dt 4.6; cf. 1 Cr
22.12). Portanto, os estatutos de Deus são a sabe­
doria e o “entendimento” — é o que devemos saber.
Esta palavra é, às vezes, personificada: “E, se 
clamares por entendimento, e por inteligência alça- 
res a tua voz, se como a prata a buscares e como a 
tesouros escondidos a procurares...” (Pv 2.3,4).
fbünãh (np-DFl): “entendimento”. Esta palavra, 
que ocorre 42 vezes, também é um termo de sabe­
doria. Como binãh, representa o ato (Jó 26.12), a
A
faculdade (Ex 31.3), o objeto (Pv 2.3) e a personifi­
cação da sabedoria (Pv 8.1).
maskil (̂ SftPD): “salmo didático(?)”. Esta forma 
de substantivo, derivada de sãkal, é encontrada no
título de 13 salmos e também no SI 47.7. Os estudi­
osos não estão de acordo com o significado deste 
termo, mas com base no significado geral de sãkal, 
tais salmos devem ter sido considerados salmos di­
dáticos ou pedagógicos.
ENTERRAR
A. Verbo.
qãbar ("Qp): “enterrar, sepultar”. Este verbo é 
encontrado na maioria dos idiomas semíticos, inclu­
sive no ugarítico, acadiano, árabe, aramaico, fenício 
e aramaico pós-bíblico. O hebraico bíblico o atesta 
aproximadamente 130 vezes e em todos os perío­
dos.
Esta raiz é usada quase exclusivamente para se 
referir a seres humanos (a única exceção é Jr 22.19; 
veja mais adiante). Este verbo descreve o ato de 
colocar o corpo morto num sepulcro ou tumba. 
Em sua primeira ocorrência bíblica, qãbar traz 
este significado. Deus falou a Abraão: “E tu irás a 
teus pais em paz; em boa velhiceserás sepulta­
do” (Gn 15.15).
O enterro apropriado era sinal de generosidade 
especial e bênção divina. Como tal, era obrigação 
dos sobreviventes responsáveis. Abraão comprou 
a caverna de Macpela, de forma que pudesse enter­
rar o seu morto. Davi agradeceu aos homens de 
Jabes-Gileade pela recuperação ousada dos corpos 
de Saul e Jônatas (1 Sm 31.11-13) e por tê-los “en­
terrado” adequadamente: “Benditos sejais vós do 
SENHOR, que fizestes tal beneficência a vosso se­
nhor, a Saul, e o sepultastesl” (2 Sm 2.5). Mais 
tarde, Davi tomou os ossos de Saul e Jônatas e os 
enterrou na tumba da família deles (2 Sm 21.14); 
aqui o verbo significa “enterrar” e “reenterrar”. Um 
enterro apropriado era não só uma generosidade; 
era uma necessidade. Se a terra devia estar limpa 
diante de Deus, todos os corpos tinham de ser “en­
terrados” antes do anoitecer: “O seu cadáver não 
permanecerá no madeiro, mas certamente o enter- 
rarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é mal­
dito de Deus; assim, não contaminarás a tua terra, 
que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança” (Dt
21.23). Assim, se um corpo não fosse enterrado, a 
aprovação divina seria retirada.
Não ser “enterrado” era sinal de desaprovação 
divina, tanto para os parentes sobreviventes como 
para a nação. Aías, o profeta, disse para a esposa de 
Jeroboão: “E todo o Israel o pranteará e o sepultará 
[o filho de Jeroboão], porque de Jeroboão só este 
entrará em sepultura, porquanto se achou nele coi­
ENTERRAR 105 ENTRE
sa boa para com o SENHOR, Deus de Israel, em 
casa de Jeroboão” (1 Rs 14.13). Quanto aos demais 
membros da família, eles seriam comidos por cães e 
aves de rapina (1 Rs 14.11; cf. Jr 8.2). Jeremias 
profetizou que Jeoaquim seria enterrado “em se­
pultura de jumento, [...] arrastando-o e lançando-o 
para bem longe, fora das portas de Jerusalém” (Jr
22.19).
Os corpos podiam ser “enterrados” em cavernas 
(Gn 25.9) e sepulcros (Jz 8.32; Gn 50.5). Em al­
guns lugares, qãbar, ou qãvar [ letra beit pode ser 
transliterada como b ou v em português) é usado 
elipticamente para aludir ao ato completo de mor­
rer. Assim, em Jó 27.15, lemos: “Os que ficarem 
dele [os sobreviventes], na morte serão enterrados, 
e as suas viúvas não chorarão”.
B. Substantivo.
qeber (~Dp): “sepultura, túmulo, sepulcro". O 
substantivo qeber (ou qever) ocorre 67 vezes e em 
sua primeira ocorrência bíblica (Gn 23.4 • a palavra 
se refere a uma “sepultura, túmulo" ou ''sepulcro". 
A palavra tem o significado de "sepulcro" em Jr 
5.16, e no SI 88.11. qeber é usado para aludir a uma, 
“sepultura" que é o equivalente da perdição, o in­
ferno. Em Jz 8.32. a palavra significa "sepulcro da 
família". Jeremias 26.23 usa a palavra rara se referir 
a um "lugar de enterro", especificamente uma cova 
aberta.
ENTRADA
A. Substantivo.
petah ( ~ ) : "entrada, abertura, entrada, portão". 
Esta palavra aparece 164 vezes no hebraico bíblico 
e em todos os períodos.
O termo petah descreve basicamente a “abertura 
pela qual se entra numa moradia, tenda, torre (forta­
leza) ou cidade”. Abraão estava sentado à “entrada” 
da tenda no calor do dia, quando suas três visitas 
apareceram (Gn 18.1). Ló encontrou-se com os ho­
mens de Sodoma à “entrada” de sua casa, tendo 
fechado a porta atrás de si (Gn 19.6). Construções 
maiores tinham entradas maiores, assim em Gn
43.19, petah pode ser traduzido pela palavra mais 
geral “entrada”. Em Gn 38.14, petah pode ser tradu­
zido por “portal”: Tamar “assentou-se à entrada 
das duas fontes”. Assim, petah era um lugar para se 
sentar (um local) e uma abertura de entrada (uma 
passagem): “E o altar do incenso, e os seus varais, e 
o azeite da unção, e o incenso aromático, e a coberta 
da porta à entrada do tabernáculo” (Êx 35.15).
Há alguns surpreendentes usos especiais de
petah. A palavra regularmente se refere a uma parte 
da planta da construção de uma habitação, moradia 
ou alojamento; mas em Ez 8.8 representa uma “en­
trada” não incluída na planta original do edifício: “E 
cavei na parede, e eis que havia uma porta”. Obvia­
mente que esta não é uma entrada. Esta palavra pode 
ser usada para se referir à “entrada” de uma caverna, 
como quando Elias ouviu o sussurro gentil que sig­
nificava o fim de um fenômeno natural violento: “E 
[...] envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para 
fora, e pôs-se à entrada da caverna” (1 Rs 19.13). 
Na forma plural, petah representa às vezes as pró­
prias "portas da cidade”: “E as portas da cidade [de 
Sião] gemerão e se carpirão” (Is 3.26). Esta forma 
da palavra é usada como figura para os lábios; por 
exemplo, em Mq 7.5 o profeta lamenta a baixa 
moralidade do povo e aconselha os ouvintes a não 
confiar em ninguém, dizendo-lhes que guardem as 
"portas" da boca < literalmente, a “abertura” da boca, 
os "lábios ».
Em sua primeira ocorrência bíblica, petah é em­
pregado figurativamente. O coração dos homens é 
descrito como uma casa ou moradia com o Diabo 
armando o bote. à "entrada”, pronto para subjugá- 
la totalmente e destruir seu ocupante (Gn 4.7).
B. Verbo.
pãtcu ~ ) : “abrir". Este verbo, que aparece 132 
vezes no .Antigo Testamento, tem cognatos atesta­
dos no ugarítico. acadiano, árabe e etiópico. A pri­
meira ocorrência está em Gn 7.11.
Embora o significado básico de petah seja “abrir”, 
a palavra é ampliada para significar “fazer fluir”, 
"oferecer à venda”, "conquistar”, “entregar”, “pu­
xar da espada", "resolver [um enigma]”, “libertar”. 
Em associação com min, a palavra se toma “privar- 
se de”.
ENTRE (1)
A. Preposição.
qereb (inp): “entre”. O primeiro uso desta pre­
posição encontra-se em Gênesis: “Habitou Abrão 
na terra de Canaã, e Ló habitou nas [entre as] cida­
des da campina e armou as suas tendas até Sodoma” 
(Gn 13.12). Esta palavra é usada 222 vezes no An­
tigo Testamento; é predominante no Pentateuco (so­
bretudo em Deuteronômio), mas é raro nos livros 
históricos (menos os primeiros livros, Josué e Juizes). 
Nos livros poéticos, qereb é usado com freqüência 
no Livro de Salmos. Só ocorre uma vez em Jó e três 
vezes em Provérbios. Está razoavelmente represen­
tado nos livros proféticos.
ENTRE 106 ENTRE
B. Substantivo.
qereb (znp): “parte de dentro, meio”. Como subs­
tantivo, esta palavra está relacionada com a raiz 
acadiana qarab, que significa “meio”. No hebraico 
misnaico e moderno, qereb significa “meio” em vez 
de “parte de dentro” ou “entranhas”.
Um uso idiomático de qereb denota uma parte 
de dentro do corpo que é o lugar do riso (Gn 18.12) 
e dos pensamentos (Jr 4.14). A Bíblia limita outro 
uso idiomático que significa “partes internas”, para 
animais: “Não comereis dele nada cru, nem cozido 
em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés 
e com a fressura” (Ex 12.9).
O substantivo aproxima o uso preposicional com 
o significado de “meio” ou “em”. Algo pode estar 
“no meio de” um lugar: “Se, porventura, houver 
cinqüenta justos na [qereb] cidade, destruí-los-ás 
também e não pouparás o lugar por causa dos cin­
qüenta justos que estão dentro dela?” (Gn 18.24). 
Pode estar no meio de pessoas: “Então, Samuel to­
mou o vaso do azeite e ungiu-o no meio [qereb] dos 
seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espíri­
to do SENHOR se apoderou de Davi” (1 Sm 16.13).
Está escrito que Deus está no meio da terra (Êx
8.22), da cidade de Deus (SI 46.4) e de Israel (Nm
11.20). Mesmo quando Ele está perto do Seu povo, 
Deus ainda é Santo: “Exulta e canta de gozo, ó habi­
tante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no 
meio [qereb] de ti” (Is 12.6; cf. Os 11.9).
O uso idiomático de qereb no SI 103.1 — “Bendi- 
ze, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em 
mim bendiga o seu santo nome” — é mais difícil de 
discernir, porque o substantivo está no plural. Pare­
ce melhor considerar “tudo o que há em mim” como 
referência ao ser inteiro do salmista, em vez de repu­
tar uma parte distinta do corpo que está dentro dele.
A Septuaginta apresenta as seguintes traduções 
gregas de qereb: kardia, “coração [como o assento 
da vida física, espiritual e mental]” ou “coração”[figurativo no sentido de ser interior ou central]”; 
koilia, “cavidade do corpo, barriga”; e mesos, “meio” 
ou “no meio”.
ENTRE (2)
bên (r?): “entre, no meio de, dentro, no intervalo 
de”. Um cognato desta palavra é encontrado no ára­
be, aramaico e etíope. As aproximadamente 375 
ocorrências bíblicas desta palavra se dão em todos 
os períodos do hebraico bíblico. Os estudiosos crê­
em que a forma pura desta palavra seja bayin, mas 
esta forma nunca ocorre no hebraico bíblico.
Esta palavra quase sempre (exceto em 1 Sm
17.4,23) é uma preposição que significa “no meio 
de” ou “entre”. A palavra pode representar “a área 
entre”: “E te será por sinal sobre tua mão e por lem­
brança entre teus olhos” (Êx 13.9). Às vezes, a pala­
vra significa “dentro”, no sentido de uma pessoa ou 
coisa “estar na área de”: “Diz o preguiçoso: Um leão 
está no caminho; um leão está nas ruas” (Pv 26.13). 
Em outros lugares, bên significa “entre”: “Os teus 
companheiros farão dele [do leviatã] um banquete, 
ou o repartirão entre [dando uma parte a cada um] os 
negociantes?” (Jó 41.6). Em Jó 34.37, a palavra quer 
dizer “no meio de”, no sentido de “um entre um 
grupo”: “Porque ao seu pecado acrescenta a trans­
gressão; entre nós bate as palmas”.
A área que separa dois objetos particulares é 
indicada de vários modos. Primeiro, repetindo “bên ” 
antes de cada objeto: “E fez Deus separação entre a 
luz e as trevas”, literalmente, “entre a luz e entre as 
trevas” (Gn 1.4), isto é, Ele pôs um intervalo ou 
espaço entre eles. Em outros lugares (mais raramen­
te), este conceito é representado colocando bên an­
tes de um objeto, e a preposição le antes do segundo 
objeto: “Haja uma expansão no meio [bên] das águas, 
e haja separação entre [le] águas e águas” (Gn 1.6). 
Ainda em outras ocasiões, esta idéia é representada 
colocando bên antes do primeiro objeto mais a frase 
que significa “com referência a” antes da do segun­
do (J1 2.17), ou colocando bên antes do primeiro 
objeto e a frase “com referência ao intervalo de” 
antes do segundo (Is 59.2).
O termo bên é usado no sentido de “distinguir 
entre” em muitas passagens: “Haja luminares na 
expansão dos céus, para haver separação entre [bên] 
o dia e a noite” (Gn 1.14).
Às vezes, bên significa uma relação metafórica. 
Por exemplo: “Este é o sinal do concerto que ponho 
entre [bên] mim e vós e entre toda alma vivente” 
(Gn 9.12). O concerto é uma relação contratual. 
Semelhantemente, a Bíblia fala de juramento (Gn
26.28) e de boa vontade (Pv 14.9) que enche o “es­
paço” metafórico entre duas partes.
Esta palavra é usada para significar um “interva­
lo de dias” ou “um período de tempo”: “E o que se 
preparava para cada dia era [...], de dez em dez dias 
[literalmente, “a intervalos de dez dias”], de todo o 
vinho muitíssimo” (Ne 5.18).
Na forma dual, bên representa “o espaço entre 
dois exércitos”: “Então, saiu do arraial dos filisteus 
um homem guerreiro [literalmente, “um homem en­
tre os dois exércitos”], cujo nome era Golias” (1 Sm
ENTRE 107 ENTREGAR
17.4). Na guerra antiga, uma batalha ou mesmo uma 
guerra inteira poderia ser decidida por uma compe­
tição entre dois campeões.
ENTREGAR
A. Verbos.
nãtan (]Hp): “entregar, dar, pôr, montar, fazer”. 
Este verbo ocorre nos idiomas semíticos em formas 
um tanto quanto diferentes. A forma nãtan ocorre 
não só no aramaico (incluindo na Bíblia) como tam­
bém no hebraico (em todos os períodos). As formas 
relacionadas nadãnu (acadiano) eyãtan (fenício) tam­
bém são atestadas. Estes verbos ocorrem cerca de
2.010 vezes na Bíblia.
Primeiro, nãtan representa a ação pela qual algo 
é instigado. Acsa pediu a seu pai Calebe que lhe 
“desse” uma bênção, por exemplo, uma área de ter­
ra com água abundante, como dote; ela queria que 
ele a “transferisse” da possessão dele para a sua i Js
15.19). Há um uso técnico deste verbo sem um ob­
jeto: Moisés instrui Israel a “dar" com generosidade 
àquele que está em necessidade desesperadora t Di
15.10). Em algumas instâncias, nãtan signinci "exa­
lar”, como “exalar" uma fragrância Ct 1.12 . Quan­
do usado para se referir a líquidos, a palavra tem o 
significado de "exalar" no s^nndo de "derramar", 
por exemplo, derramar sangue 'D t 21.8
O termo nãtan também tem um significado téc­
nico na área da jurisprudência, significando entregar 
algo a alguém — por exemplo, "pagar" (Gn 23.9) ou 
"emprestar" (Dt 15.10). O pai ou outra pessoa em 
posição responsável por uma moça pode lhe "dar" 
um homem como marido (Gn 16.3), como também 
apresentar o preço da noiva (Gn 34.12) e o dote (1 
Rs 9.16). O verbo também é usado para aludir a 
“dar” ou “conceder” um pedido (Gn 15.2).
Às vezes, nãtan é usado para significar “pôr” 
alguém em custódia (2 Sm 14.7) ou em prisão (Jr
37.4), ou até “destruir” algo (Jz 6.30). Este mesmo 
sentido básico é aplicado a “dedicar” (“entregar”) 
algo ou alguém a Deus, como o primogênito (Êx
22.29). Os levitas são aqueles que foram “entre­
gues” deste modo (Nm 3.9). Esta palavra é usada 
para se referir a “provocar represália” em alguém ou 
lhe “dar” o que merece; em alguns casos, o enfoque 
está no ato da represália (1 Rs 8.32), ou em instau­
rar o castigo sobre a sua cabeça.
O termo nãtan também é usado para aludir a 
"dar” ou “designar” algo a alguém, como “dar” gló­
ria e louvor a Deus (Js 7.19). Obviamente, nada é 
passado dos homens para Deus; nada é acrescenta­
do a Deus, visto que Ele é perfeito. Então, isto 
significa que o adorador reconhece e confessa o que 
já é dEIe.
Outra ênfase importante de nãtan é a ação de 
“dar” ou “causar” um resultado. Por exemplo, a ter­
ra “dará” (“produzirá”) seus frutos (Dt 25.19). Em 
algumas passagens, este verbo significa “obter” 
(“montar”), como quando Deus “deu” (“obteve, 
montou”) graça a José (Gn 39.21). A palavra pode 
ser usada para aludir à atividade sexual, enfatizando 
o ato do intercurso ou “deitar” com um animal (Lv
18.23).
Deus "pôs” (literalmente, “deu”) as luzes celes­
tes na expansão dos céus (Gn 1.17, primeira ocor­
rência do verbo). Um diadema de graça é “colocado”
( literalmente, "dado” ) na cabeça da pessoa (Pv 4.9). 
Os filhos de Israel receberam a ordem de não “mon­
tar" ídolos na terra.
Lm terceiro significado de nãtan é visto em Gn 
17.5: "Porque por pai da multidão de nações te te­
nho posto [literalmente, “dado”]”. Há várias ins­
tâncias onde o verbo sustenta este significado.
A palavra nãtan tem várias implicações especi­
ais quando usada com partes do corpo. Por exem­
plo. "dar" ou "retirar" um ombro teimoso (Ne 9.29). 
Semelhantemente, compare expressões como “des­
viar [dar] o rosto” (2 Cr 29.6); “virar [dar] as cos­
tas" é fugir (Êx 23.27); “pôr [dar] a mão” é nada 
mais que "estender", como no caso do Zerá ao nas­
cer <Gn 38.28). Esta palavra também pode signifi­
car o ato da amizade, como quando Jonadabe “deu a 
mão” (em vez de dar a espada) a Jeú para ajudá-lo a 
subir no carro (2 Rs 10.15): o ato de entrar em jura­
mento, como quando os sacerdotes “deram-se as 
mãos” (“empenharam-se”) em despedir as esposas 
estrangeiras (Ed 10.19); e “fazer” “ou “renovar” 
um concerto, como quando os líderes de Israel “se 
submeteram” (“deram as mãos”) ao Salomão (1 Cr
29.24).
“Dar algo às mãos de alguém” é “entregar-se” 
aos seus cuidados. Assim, depois do Dilúvio, Deus 
“entregou” a terra na mão de Noé (Gn 9.2). Esta 
frase é usada para expressar a “transferência de poder 
político”, como o direito divino de reinar (2 Sm
16.8). A palavra nãtan é especialmente usada no 
sentido militar e judicial, significando “entregar o 
poder ou o controle”, ou conceder vitória a alguém; 
assim Moisés disse que Deus “entregaria” os reis 
de Canaã nas mãos de Israel (Dt 7.24). “Dar o cora­
ção” a algo ou alguém é “preocupar-se”; Faraó não 
estava “preocupado” (“não pôs seu coração”) com
ENTREGAR 108 ENVIAR
a mensagem de Deus que Moisés entregara (Êx 7.23). 
“Pôr [dar] algo no coração” é dar capacidade e inte­
resse para fazer algo; assim Deus “moveu” (“pôs”) 
o coração dos artesãos hebreus para ensinarem osoutros (Êx 36.2).
“Dar a face a” é enfocar a atenção em algo, como 
quando Josafá teve medo da aliança dos reis da 
Transjordânia e “pôs-se [a face] a buscar o Senhor” 
(2 Cr 20.3). Esta mesma expressão significa mera­
mente “enfrentar alguém ou algo” (cf. “pôr as fa­
ces”, Gn 30.40). “Dar [pôr] a face contra” é ação 
hostil (Lv 17.10). Usado com lipnê (literalmente, 
“perante a face de”), este verbo significa “colocar 
um objeto perante” ou “pô-lo diante de” (Êx 30.6; 
Dt 11.26). Também significa “golpear” (cf. Dt 2.33) 
ou “dar como possessão” (Dt 1.8).
yãsa‘ (W ): “entregar, ajudar”. Além do hebraico, 
esta raiz ocorre só numa inscrição moabita. O verbo 
aparece mais de 200 vezes na Bíblia. Por exemplo: 
“Porque assim diz o Senhor JEOVÁ, o Santo de 
Israel: Em vos converterdes e em repousardes, esta­
ria a vossa salvação; no sossego e na confiança, 
estaria a vossa força, mas não a quisestes” (Is 30.15).
B. Substantivos.
yeshü‘ãh (nff"): “entrega, libertação”. Este subs­
tantivo ocorre 78 vezes no Antigo Testamento, pre­
dominantemente no Livro dos Salmos (45 vezes) e 
em Isaías (19 vezes). A primeira ocorrência está nas 
últimas palavras de Jacó: “A tua salvação espero, ó 
SENHOR!” (Gn 49.18).
A “salvação” no Antigo Testamento não é com­
preendida como salvação do pecado, visto que a 
palavra denota qualquer coisa da qual a “libertação” 
deve ser amplamente buscada: aflição, guerra, servi­
dão ou inimigos. Há libertação humana e divina, mas 
a palavra yeshü ‘ãh raramente se refere à “liberta­
ção” humana. Algumas exceções são quando Jônatas 
deu descanso aos israelitas da opressão dos filisteus 
(1 Sm 14.45), e quando Joabe e seus homens devi­
am ajudar uns aos outros na batalha (2 Sm 10.11). 
Em geral, o termo “libertação” ou “salvação” é usa­
do tendo Deus como sujeito. Ele é conhecido como 
a salvação do Seu povo: “E, engordando-se Jesurum, 
deu coices; engordaste-te, engrossaste-te e de gor­
dura te cobriste; e deixou a Deus, que o fez, e des­
prezou a Rocha da sua salvação” (Dt 32.15; cf. Is
12.2). Ele fez muitas maravilhas no interesse do Seu 
povo: “Cantai ao SENHOR um cântico novo, por­
que ele fez maravilhas; a sua destra e o seu braço 
santo lhe alcançaram a vitória [trabalharam a salva­
ção para ele]” (SI 98.1).
O termo yeshü ‘ãh ocorre no contexto de alegria 
(SI 9.14) ou no contexto de uma oração por “liberta­
ção”: “Eu, porém, estou aflito e triste; ponha-me a 
tua salvação, ó Deus, num alto retiro” (SI 69.29).
Habacuque retrata o Senhor montado em carros 
de salvação (Hc 3.8) para libertar o Seu povo dos 
que lhe oprimem. A pior repreensão que podia ser 
feita a alguém era Deus não vir ao seu socorro: 
“Muitos dizem da minha alma: Não há salvação 
para ele em Deus [literalmente, “ele não tem liberta­
ção em Deus”]” (SI 3.2).
Muitos nomes de pessoas contêm uma forma da 
raiz, como Josué (“o Senhor é ajuda”), Isaías (“o 
Senhor é ajuda”) e Jesus (a forma grega de yeshü ‘ãh).
yesha‘ (?&'): “entrega, libertação”. Este subs­
tantivo aparece 36 vezes no Antigo Testamento. 
Uma de suas ocorrências está no SI 50.23: “Aquele 
que oferece sacrifício de louvor me glorificará; e àque­
le que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a 
salvação de Deus”.
fs h ü ‘ãh (rW n): “entrega, libertação”. O termo 
fs h ü ‘ãh ocorre 34 vezes. Um exemplo é Is 45.17: 
“Mas Israel é salvo pelo SENHOR, com uma eterna 
salvação; pelo que não sereis envergonhados, nem 
confundidos em todas as eternidades”.
As traduções da Septuaginta são: soteria e 
soterion (“salvação, preservação, libertação”) e soter 
(“salvador, libertador”).
ENVIAR
A. Verbo.
shãlah (r6 ^): “enviar, estender-se, livrar-se”. Este 
verbo aparece nos idiomas semíticos do noroeste 
(hebraico, fenício e aramaico). Ocorre em todos os 
períodos do hebraico e na Bíblia por volta de 850 
vezes. O aramaico bíblico usa esta palavra 14 vezes.
Basicamente este verbo significa “enviar” no sen­
tido de: 1) iniciar e ver que tal movimento ocorra ou 
2) concluir tal ação com sucesso. Em Gn 32.18, a 
segunda ênfase está em vista. Estes animais são “de 
teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a 
Esaú”. Em Gn 38.20, a primeira idéia está em evi­
dência: Quando “Judá enviou o cabrito por mão do 
seu amigo, [...] porém [ele] não a achou”; nunca 
atingiu a meta proposta. Em 1 Sm 15.20, Saul fala 
com Samuel acerca do “caminho pelo qual o SE­
NHOR me enviou”. Aqui também a ênfase está na 
iniciação da ação.
O uso mais freqüente de shãlah sugere o envio 
de alguém ou algo como mensageiro para determina­
do lugar: “Ele enviará o seu Anjo adiante da tua
ENVIAR 109 ESCOLHER
face, para que tomes mulher de lá para meu filho” 
(Gn 24.7). O anjo (mensageiro) de Deus será envia­
do a Naor para preparar as coisas a fim de que o 
cumprimento da tarefa do servo seja bem-sucedido. 
Também pode-se “enviar mensagens” pela mão de 
um mensageiro (tolo). Pode-se enviar mensagens (Pv
26.6), uma carta (2 Sm 11.14) e instruções (Gn 20.2).
A palavra shãlah se refere a atirar setas, envian- 
do-as para que atinjam um objetivo em particular: 
“E disparou flechas e os dissipou” (2 Sm 22.15). 
Em Êx 9.14, Deus “envia” as Suas pragas no meio 
dos egípcios. Ele as “envia” e as libera entre eles. 
Outros significados especiais deste verbo incluem 
deixar algo ir livremente ou sem controle: “Soltas a 
tua boca para o mal” (SI 50.19).
Com freqüência este verbo quer dizer “esten­
der”. Depois da Queda, Deus estava preocupado 
para que Adão não “estendesse” a mão e tomasse 
da árvore da vida (Gn 3.22). Pode-se estender uma 
vara (1 Sm 14.27) ou lançar uma foice (J1 3.13).
A maior parte dos radicais intensivos somente 
intensifica os significados já apresentados, mas o 
significado “despedir, mandar embora* é comum: 
“Já Abner não estava com Davi em Hebroin. por­
que este o tinha despedido, e se tinha ido em paz” 2 
Sm 3.22). Quer dizer. Davi o "deixou ir embora" 2 
Sm 3.24). Deus mandou o homem sair do jardim do 
Éden: Ele fez o homem sair (“lançar fora*. Gn 3.23. 
primeira ocorrência do verbo ). Noé enviou um cor­
vo (Gn 8.7). O verbo shãlah também significa dar a 
alguém uma despedida ou "enviar" alguém em seu 
caminho de forma amigável: “E Abraão ia com eles. 
acompanhando-os [enviando-os]” (Gn 18.16). Em 
Dt 22.19, a palavra é usada para designar divorciar- 
se de uma esposa ou despedi-la.
Este verbo pode significar “livrar-se” de algo: “Elas 
encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si 
as suas dores [de parto]” (Jó 39.3). Também pode 
ser usado para se referir a “libertar um escravo”: “E, 
quando o despedires de ti forro, não o despedirás 
vazio” (Dt 15.13). Em certo sentido menos técnico, 
shãlah quer dizer libertar alguém que é mantido à 
força. O anjo com quem Jacó lutou disse: “Deixa-me 
ir, porque já a alva subiu” (Gn 32.26). Outra acepção 
é “entregar alguém”, como no SI 81.12: “Pelo que eu 
os entreguei aos desejos do seu coração”. A palavra 
shãlah também significa pôr algo em chamas, como 
em Jz 1.8: “A cidade puseram afogo”.
No sentido passivo, o verbo tem alguns signifi­
cados especiais. Em Pv 29.15, significa “ser deixa­
do sozinho”: “A vara e a repreensão dão sabedoria,
mas o rapaz entregue a si mesmo [que faz as coisas 
à sua própria maneira] envergonha a sua mãe”.
B. Substantivos.
O termo mishlah quer dizer “o ato de estender, 
alcance”. Este substantivo ocorre sete vezes. Em 
Dt 28.8, a palavra se refere a um “alcance”: “O 
SENHOR mandará que a bênção esteja contigo nos 
teus celeiros e em tudo que puser es a tua mão; e te 
abençoará na terra que te der o SENHOR, teu Deus” . 
A expressão “que puseres” engloba o significado de 
mishlah (cf. Dt 28.20).
Outros substantivos estão relacionados com 
shãlah. O termo shillühim ocorre três vezes e signi­
fica "presentes” no sentido de algo enviado para 
alguém ou com ele (1 Rs 9.16). O substantivo 
mishlôah é encontrado três vezes e diz respeito a 
"o ato de enviar" (Et 9.19,22) ou a “o lugar em que 
a mão alcança quando é estendida” (“lançar”, Is
11.14 . A palavra shelah quer dizer “algoenviado 
como um projétil", e pode se referir a uma espada 
ou arma. O termo shelah ocorre oito vezes (2 Cr 
32.5: Jó 33.18: Ne 4.17). O substantivo próprio 
skiloãh aparece em Is 8.6 e se aplica a um canal pelo 
qual a água é enviada.
ESCAPAR
melar • r72): “escapar, escapulir, dar à luz”. Esta 
palavra é encontrada no hebraico antigo e moderno. 
O termo mãlat aparece cerca de 95 vezes no Antigo 
Testamento hebraico. Ocorre duas vezes no primei­
ro versículo no qual é encontrado: “Escapa-te por 
tua vida: [...] escapa lá para o monte, para que não 
pereças” (Gn 19.17). Às vezes, mãlat é usado em 
paralelismo com nus, “fugir” (1 Sm 19.10), ou com 
bãrah. “fugir" (1 Sm 19.12).
O uso mais comum desta palavra expressa “es­
capar” de qualquer tipo de perigo, como do inimigo 
(Is 20.6), da armadilha (2 Rs 10.24) ou da sedutora 
(Ec. 7.26). Quando a reforma de Josias exigiu a quei­
ma dos ossos dos falsos profetas, uma diretiva es­
pecial foi emitida para poupar os ossos de um ver­
dadeiro profeta enterrado no mesmo lugar: “Assim, 
deixaram estar os seus ossos” (2 Rs 23.18; literal­
mente, “eles deixaram escapar os seus ossos”). O 
termo mãlat é usado uma vez no sentido de “dar à 
luz um filho” (Is 66.7).
ESCOLHER
A. Verbo.
bãhar ("ins): “escolher”. Este verbo é encontra­
do 170 vezes ao longo do Antigo Testamento. Tam­
ESCOLHER 110 ESCREVER
bém é encontrado no aramaico, siríaco e assírio. A 
palavra tem paralelos no egípcio, acadiano e nas 
línguas cananéias.
O verbo bãhar ocorre pela primeira vez na 
Bíblia em Gn <6.2: “E tomaram para si mulheres 
de todas as que escolheram”. É usado tendo uma 
pessoa como sujeito: “Ló escolheu para si toda a 
campina do Jordão” (Gn 13.11). Em mais da me­
tade das ocorrências, Deus é o sujeito de bãhar, 
como em Nm 16.5: “Amanhã pela manhã o SE­
NHOR fará saber quem é seu e quem o santo que 
ele fará chegar a si; de aquele a quem escolher fará 
chegar a si” .
Neemias 9.7,8 descreve a “escolha” (eleição) por 
Deus das pessoas desde Abrão: “Tu és SENHOR, 
o Deus, que elegeste Abrão, [...] e confirmaste as 
tuas palavras [concerto], porquanto és justo”. A 
palavra bãhar é usada 30 vezes em Deuteronômio, 
todos menos duas se referindo à “escolha” por Deus 
de Israel ou de algo na vida de Israel. “Porquanto 
amava teus pais, e escolhera a sua semente depois 
deles” (Dt 4.37). Ser “escolhido” por Deus traz as 
pessoas em relação íntima com Ele: “Filhos sois do 
.SENHOR, [...] e o SENHOR te escolheu de todos 
os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres 
o seu povo próprio” (Dt 14.1,2).
As “escolhas” de Deus amoldaram a história de 
Israel; Sua “escolha” levou à redenção dos israelitas 
do Egito (Dt 7.7,8), enviou Moisés e Arão para 
realizar milagres no Egito (SI 105.26,27) e lhes deu 
os levitas “para abençoarem em nome do SENHOR” 
(Dt 21.5). Ele “escolheu” a herança deles (SI 47.4), 
inclusive Jerusalém onde Ele habita entre eles (Dt 
12.5; 2 Cr 6.5,21). Mas “estes escolhem os seus 
próprios caminhos, e [...] também eu quererei as 
suas ilusões, farei vir sobre eles os seus temores” 
(Is 66.3,4). O concerto instigou os homens a res­
ponder à eleição de Deus: “Os céus e a terra tomo, 
hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho pro­
posto a vida e a morte, [...] escolhe, pois, a vida” 
(Dt 30.19; cf. Js 24.22).
A versão grega Septuaginta traduziu bãhar prin­
cipalmente por eklegein, e por meio desta palavra o 
importante conceito teológico da “escolha” de Deus 
entrou no Novo Testamento. O verbo é usado para 
aludir à “escolha” por Deus ou por Cristo de ho­
mens para o serviço, como em Lc 6.13 (“e escolheu 
doze deles”) ou dos objetos de Sua graça: “Como 
também nos elegeu nele antes da fundação do mun­
do” (Ef 1.4). João 15.16 expressa a verdade central 
da eleição em ambos os Testamentos: “Não me
escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, 
[...] para que vades e deis fruto, e o vosso fruto 
permaneça”.
B. Substantivo.
bãhir (Tro): “escolhidos”. Outro substantivo, 
bãhir, é usado 13 vezes, sempre se referindo aos 
“escolhidos” do Senhor: “Saul, o eleito do SE­
NHOR” (2 Sm 21.6); “Vós, filhos de Jacó, seus 
eleitos” (1 Cr 16.13).
ESCONDER
sãtar (ino): “esconder, abrigar, encobrir”. Este 
verbo e vários derivados são encontrados no hebraico 
moderno, como também no hebraico bíblico. O ter­
mo sãtar aparece cerca de 80 vezes no Antigo Tes­
tamento. A palavra é encontrada pela primeira vez 
em Gn 4.14 quando Caim descobre que, por causa 
do seu pecado, ele será “escondido” da presença de 
Deus, o que implica separação.
Na chamada Bênção de Mispá (que na verdade é 
uma advertência), sãtar tem o sentido de “separa­
ção”: “Atente o SENHOR entre mim e ti, quando 
nós estivermos apartados um do outro” (Gn 31.49). 
“Esconder-se” é refugiar-se: “Não se escondeu Davi 
entre nós?” (1 Sm 23.19). Semelhantemente, “es­
conder” alguém é abrigá-lo do inimigo: “Mas o SE­
NHOR tinha-os escondido” (Jr 36.26).
Orar: “Esconde a tua face dos meus pecados” (SI
51.9), é pedir a Deus que os ignore. Mas quando o 
profeta diz: “E esperarei o SENHOR, que esconde 
o rosto da casa de Jacó” (Is 8.17), ele quer dizer que 
o favor de Deus foi retirado. De modo semelhante, 
os pecados de Judá “esconderam” a face de Deus de 
Judá (Is 59.2).
ESCREVER
A. Verbo.
kãtab (3H3): “escrever, inscrever, descrever, to­
mar ditado, gravar”. Este verbo aparece na maioria 
dos idiomas semíticos (não no acadiano ou no 
ugarítico). O hebraico bíblico atesta cerca de 203 
ocorrências (em todos os períodos) e o aramaico 
bíblico sete ocorrências.
Basicamente, este verbo representa escrever uma 
mensagem. O julgamento (proibição) de Deus con­
tra os amalequitas devia ser registrado num livro 
(rolo): “Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve 
isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos 
de Josué: que eu totalmente hei de riscar a memória 
de Amaleque de debaixo dos céus” (Êx 17.14, pri­
meira ocorrência bíblica da palavra).
ESCREVER 111 ESPADA
Pode-se “escrever” numa pedra ou “escrever” 
uma mensagem nela. Moisés disse a Israel que, de­
pois de atravessar o Jordão, “levantar-te-ás umas 
pedras grandes e as caiarás. E, havendo-o passado, 
escrever ás nelas todas as palavras desta lei” (Dt
27.2,3).
Este uso da palavra implica algo mais que man­
ter o registro de algo, de forma que venha a ser 
lembrado. Isto é óbvio na primeira passagem, por­
que a memória de Amaleque “devia ser registrada” e 
também apagada. Em tais passagens, “ser registra­
do” refere-se a imutabilidade e natureza vinculadora 
da Palavra de Deus. Deus disse, é certo e vai acon­
tecer. Uma implicação estendida no caso dos man­
damentos divinos é que o homem tem de obedecer 
ao que Deus “registrou” (Dt 27.2,3). Assim, tais 
usos da palavra descrevem um conjunto fixo de ins­
trução autorizada ou um cânon. Estas duas passa­
gens também mostram que a palavra não nos conta 
qualquer coisa específica acerca de como a mensa­
gem foi composta. Em primeiro lugar. Moisés não 
registrou apenas como “secretário”, mas escreveu 
criativamente o que ouviu e viu. Não há que duvidar 
que em Êx 32.32, a palavra é usada para aludir à 
escrita criativa feita pelo autor. Deus não estava 
recebendo ditado de alguém quando Ele “escreveu'* 
os Dez Mandamentos. Em Dt 27.2.3. os escritores 
têm de reproduzir com exatidão o que foi previa­
mente dado (como meros secretários).
Às vezes, kãtab significa “inscrever” e “cobrir 
com inscrição”. As duas tábuas do Testemunho, que 
foram dadas por Deus a Moisés, eram “tábuas de 
pedra, escritas [totalmente inscritas] pelo dedo de 
Deus” (Êx 31.18). O verbo não só significa escrever 
num livro, mas “escrever um livro”, não só registrar 
algo em algumas linhas num rolo de papel, mas com­
pletar a escrita. Moisés ora: “Agora, pois, perdoa o 
seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, 
que tens escrito” (Êx 32.32). Aqui, “livro” prova­
velmente diz respeito a um rolo de papel em vez de 
ser um livro no sentido atual.
Entre os usos especiais de kãtab está o significa­
do “registrar umapesquisa”. Em Siló, Josué disse a 
Israel que escolhesse três homens de cada tribo para 
que “se levantem, e corram a terra, e a descrevam 
segundo as suas heranças” (Js 18.4).
Uma segunda acepção estendida de kãtab é “re­
ceber ditado”: “E escreveu Baruque da boca de 
Jeremias” (Jr 36.4). A palavra também é usada para 
aludir a assinar: “E, com tudo isso, fizemos [estamos 
cortando] um firme concerto e o escrevemos; e sela­
ram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os 
nossos sacerdotes” (Ne 9.38). Eles “cortaram” ou 
firmaram o acordo quando os representantes o assi­
naram. O corte era a assinatura.
B. Substantivos.
kftãb (nnrp): “algo escrito, registro, escritura”. 
Este substantivo ocorre 17 vezes no Antigo Testa­
mento.
Em 1 Cr 28.19, Jftãb é usado com o significado 
de “algo escrito”, como um édito: “Tudo isso, disse 
Davi, por escrito me deram a entender por mandado 
do SENHOR, a saber, todas as obras deste risco”. 
A palavra também se refere a um “registro” (Ed 
2.62) e à “escritura” (Dn 10.21).
Dois outros substantivos relacionados são kftõbet 
e miktãb. O termo kftõbet ocorre uma vez com o 
sentido de algo inscrito, especificamente uma “ta­
tuagem” (Lv 19.28). O substantivo miktãb ocorre 
em tomo de nove vezes e significa “algo escrito, 
uma escrita” (Êx 32.16; Is 38.9).
ESPADA
A. Substantivo.
hereb “espada, cimitarra, punhal, faca de 
pederneira, cinzel”. Estes substantivos têm cognatos 
em vários outros idiomas semíticos, inclusive o 
ugarítico, aramaico, siríaco, acadiano e árabe. A pa­
lavra ocorre por volta de 410 vezes e em todos os 
períodos do hebraico bíblico.
Normalmente, hereb descreve um instrumento 
que pode ser ou é usado na guerra, como uma “es­
pada” . A form a exata desse u tensílio não é 
especificada pela palavra. A arqueologia atual tem 
desenterrado várias espadas em forma de foice 
(cimitarras) e punhais dos períodos mais antigos. 
As cimitarras são chamadas assim porque têm a 
forma um pouco semelhante a uma foice, sendo o 
lado externo do arco o lado que corta. Tratava-se de 
espadas compridas de um gume. E a isto que hereb 
se refere quando lemos que alguém foi morto a fio 
de “espada”: “Mataram também a fio de espada a 
Hamor, e a seu filho Siquém” (Gn 34.26). A primei­
ra ocorrência bíblica da palavra (Gn 3.24) provavel­
mente também representa tal utensílio: “E [Deus] 
pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma 
espada inflamada que andava ao redor”.
O significado preciso de hereb é confuso por sua 
aplicação ao que conhecemos por “punhal”, uma 
espada pequena de dois gumes: “E Eúde fez uma 
espada de dois fios, do comprimento de um côvado 
[45 a 60 centímetros]” (Jz 3.16).
ESPADA 112 ESPIAR
A cimitarra foi provavelmente o instrumento 
usado até e durante a Conquista da Palestina. Mais 
ou menos na mesma época os povos do mar (entre 
eles os filisteus) invadiram o antigo Oriente Próxi­
mo. Eles trouxeram consigo uma nova arma — a 
“espada” longa de dois gumes. A primeira menção 
clara de tal “espada” no registro bíblico aparece em
1 Sm 17.51: “Pelo que correu Davi, e pôs-se em pé 
sobre o filisteu [Golias], e tomou a sua espada, e 
tirou-a da bainha; e o matou”. Talvez Saul também 
tenha usado a armadura e a “espada” filistéias alta­
mente superiores (1 Sm 17.39), mas isto não está 
claro. Também é possível que o Anjo que confron­
tou Balaão com uma “espada” desembainhada, em­
punhava uma “espada” longa de dois gumes (Nm
22.23). Com certeza isto teria causado (humana­
mente falando) uma visão muito mais aterrorizante 
de sua figura. Pelos tempos de Davi, com sua perí­
cia e interesse pela guerra, a “espada” grande de 
dois gumes era muito mais proeminente, senão o 
tipo primário de “espada” usado pela infantaria 
pesada de Israel.
Esta “espada” de dois gumes pode ser compara­
da a uma língua: “Filhos dos homens, cujos dentes 
são lanças e flechas, e cuja língua é espada afiada” 
(SI 57.4). Este uso não só nos fala sobre a forma da 
“espada”, mas que tal língua é uma arma de ataque 
violenta e impiedosa. Em Gn 27.40, o termo “espa­
da” é símbolo de violência: “E pela tua espada vive- 
rás e ao teu irmão servirás”. Provérbios 5.4 usa hereb 
(uma “espada” longa de dois gumes) para descrever 
o resultado lastimoso do procedimento com uma 
adúltera; é morte na certa: “Mas o seu fim é amargoso 
como o absinto, agudo como a espada de dois fios”.
A “espada” é descrita como agente de Deus. Foi 
usada não apenas para salvaguardar o jardim do 
Éden, mas simboliza o julgamento de Deus executa­
do em Seus inimigos: “Porque a minha espada se 
embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá” 
(Is 34.5; cf. Dt 28.22).
A palavra hereb é usada para designar vários 
outros instrumentos cortantes. Em Js 5.2, significa 
“faca”: “Fazt facas de pedra e torna a circuncidar os 
filhos de Israel”. Ezequiel 5.1 usa hereb para des­
crever a “navalha” de barbeiro: “E tu, ó filho do 
homem, tomauma/aca afiada; como navalha de bar­
beiro a tomarás e a farás passar por cima da tua 
cabeça e da tua barba”. O tamanho e a forma exatos 
deste instrumento não podem ser determinados, mas 
está claro que era usado como navalha para barbear.
Esta palavra também é empregada para aludir a
ferramentas (“cinzéis”) para cortar pedra: “E, se 
me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras 
lavradas; se sobre ele levantares o teu buril, profaná- 
lo-ás” (Êx 20.25). O fato de que uma “espada” (um 
utensílio de morte) seria usada para cortar pedras 
para um altar (o instrumento de vida), explica por 
que esta ação profanava o altar.
B. Verbo.
O verbo hãrab quer dizer “massacrar, chacinar”. 
Este verbo, que aparece três vezes no hebraico bí­
blico, tem cognatos no árabe. A palavra ocorre em 2 
Rs 3.23: “Isto é sangue; certamente que os reis se 
destruíram à espada”.
ESPALHAR
püts (pis): “espalhar, dispersar, lançar”. Este ter­
mo é encontrado no hebraico antigo e moderno. 
Aparecendo umas 65 vezes no Antigo Testamento 
hebraico, a palavra é encontrada pela primeira vez 
em Gn 10.18: “E depois se espalharam as famílias 
dos cananeus”. A palavra é usada três vezes na his­
tória da Torre de Babel (Gn 11.4,8,9), aparente­
mente para enfatizar como os homens e seus idio­
mas “foram espalhados” pelo mundo inteiro
O termo püts, no sentido de “espalhar”, tem uma 
conotação quase violenta. Quando Saul derrotou os 
amonitas, “sucedeu que os restantes se espalha­
ram , que não ficaram dois deles juntos” (1 Sm
11.11). Esse “espalhamento” de forças parece ter 
sido coisa comum nas derrotas em batalha (1 Rs 
22.17; 2 Rs 25.5). Muitas referências são feitas a 
Israel como povo e nação que são “espalhados” entre 
as nações, sobretudo na imagem de um rebanho de 
ovelhas espalhado (Ez 34.5,6; Zc 13.7). Ezequiel 
também promete o ajuntamento deste rebanho es­
palhado: “Hei de ajuntar-vos do meio dos povos, 
[...] para onde fostes lançados” (Ez 11.17; 20.34,41).
Esta palavra é usada para se referir aos inimigos 
que são “espalhados” quando Deus figurativamen­
te dispara Suas setas (2 Sm 22.15). De acordo com 
Jó, o assopro de Deus “esparge a nuvem da sua 
luz” (Jó 37.11). Nenhuma colheita é possível a me­
nos que primeiro as sementes sejam “espalhadas” 
cada uma em seu lugar (Is 28.25).
ESPIAR
A. Verbo.
tsãphãh (nss): “revestir, espiar, vigiar”. Esta 
palavra é encontrada no hebraico bíblico e moderno, 
e alguns estudiosos sugerem que exista no ugarítico. 
O termo tsãpãh é achado no texto da Bíblia hebraica

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