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G l E R R A 687 H A B I T A Ç Ã O
3. antistrateuomai (d m o rp a T e ú o p a i), não en­
contrado na voz ativa antistrateuò. "fazer guerra 
contra*’ (anti, “contra"), ocorre em Rm 7.23.1
Nota: Quanto ao termo soldados, encontrado em 
Lc 23.11. veja SOLDADO. n° 2.
B. Substantivo.
jwlemos (ttóXc |ioç), “guerra" (cognato de A. n° 
1), é encontrado em 1 Co 14.8 (“batalha"); Hb 11.34; 
A p 9 .7 .9 ; 16 .14; 2 0 .8 ; em T g 4 .1 , é usado 
hiperbolicamente acerca de “disputas** particulares; 
em outros lugares, ocorre. literalmente, por exem­
plo, em Mt 24.6; Ap 11.7. Veja BATALHA.
GUIAR PELA MÃO
A. Adjetivo.
cheiragôgos (xeipoywYÓç). literalmente, “ levar 
pela mão" (formado de cheir, “mão”, e agò, “ le­
var"), é usado como substantivo plural em At 13.11. 
“o guiasse pela mão” .̂ J
B. Verbo.
cheiragõgeò (x€ipayooY€ü>), “conduzir pela 
mão”, é usado em At 9.8; 22.1 l.f
GUIAR
A. Substantivo.
hodegos (óÔTyyóç), “ líder ou guia no caminho" 
(formado de hodos, “caminho", e hegeomai, “con­
duzir, liderar, guiar"), “condutor, guia", é usado: (o) 
literalm ente (At 1.16); (b ) figurativam ente (Mt 
15.14; 2 3 .16,24; Rm 2.19). Contraste com B. n° 1
B. Verbos.
1. hodegeõ (óòqyeiu), "liderar ou guiar o cami­
nho" (cognato de A), é usado: (a) literalmente, acer­
ca de “'guiar*' o cego (Mt 15.14; Lc 6.39); de “guiar*’ 
às fontes da água da vida (Ap 7.17): (b) figurativa­
mente. acerca de “guiar” na verdade pelo Espirito 
Santo (Jo 16.13); da interpretação da Escritura (At 
8.31). Veja LEVAR (2).1
2. kateuthunõ (kcitélOúwo). “tom ar reto”, é dito 
dc “guiar” os pés no caminho da paz (Lc 1.79). Veja
dirI g ir .
Notas: (1) Em 1 Tm 5.14, o verbo oikodespoteò 
é traduzido por “governem a casa”, sendo o signifi­
cado a administração e direção dos assuntos domés­
ticos. Veja REGER.^j
(2 ) 0 term o hegeomai, “conduzir” , que ocor­
re em Hb 13.7.24. é traduzido por, respectiva­
m ente, “ pasto res” e “chefes” , m ais lite ra lm en­
te , “aqueles que eram [são] vossos líderes [ou 
"gu ias” ]’1.
GUME
A. Substantivo.
stoma (erró^a). “boca” (cf. em português, “es­
tômago”, derivado de sromachos, 1 Tm 5.23). tem 
um significado secundário e figurativo em referência 
ao “fio de um instrumento afiado, como, por exem­
plo. uma espada'* (Lc 21.24; Hb 11.34). Contraste 
com a Septuaginta. por exemplo, em Gn 34.26; Jz
18.27. Veja BOCA. FACE (1).
B. Adjetivo. 
distomos (Òíoto jio ç), literalm ente, “de boca 
dupla" (formado de dis, “duas vezes”, e A), “dois 
fios, dois gumes", é usado acerca dc uma espada 
com dois fios (Hb 4.12; Ap 1.16; 2.12).^[ Na Septu­
aginta, consulte Jz 3.16; SI 149.6; Pv 5.4.^
H
Nota: O sinal 1j. ao final das considerações sobre 
determinada palavra no verbete ou subverbete. in­
dica que todas as suas ocorrências no original grego 
do Novo Testamento foram mencionadas neste d i­
cionário expositivo.
HABITAÇÃO
1. oiketerion (oiKqTnpioi*), “habitação” (forma­
do de oiketer, “habitante”, e oikos, “habitação” ), é 
usado em Jd 6. accrca da região ccicstial designada 
por Deus como o lugar da habitação dos anjos; figu­
rativamente, acerca do corpo espiritual dos crentes, 
quando forem ressuscitados ou transformados na 
vinda do Senhor (2 Co 5.2). Veja CASA.^1
2. katoiketerion (KaroiKrvnípioi'). formado de
kata, “para baixo”, usado intensivamente, c o n ° 1, 
implicando mais permanência que o n° 1, é usado cm 
E f 2.22, acerca da Igreja como o lugar da habitação do 
Espírito Santo; em Ap 18.2, fala, figurativamente, da 
Babilônia como o lugar da habitação dos demônios.^
3. katoikia (KdToiicía), “assentamento, colônia, 
habitação” (formado de kata, “para baixo”, e oikos, 
"habitação"), é usado em At 17.26. acerca das loca­
lidades div inamente designadas como os lugares de 
habitação das nações.^
4. epau/is (inauA iç), “fazenda, habitação, mo­
rada" (formado de epi, “sobre”, e aulis, “ lugar para 
passar a noite, casa rural, casa de campo, cabana, 
aprisco” ), é usado em At 1.20. acerca da habitação 
de Judas.1
H A B I T A Ç Ã O 688 HABITAR
5. skene (OKT|i'n), cognato de skenoõ, “habitar 
cm tenda ou tabernáculo”, é encontrado em Lc 16.9, 
acerca dos lugares de habitação ctcma dos remidos. 
Veja TABERNÁCULO.
6. skenõma (<7taíro4i a ), “tenda" ou “lenda ar­
mada" (cognato do n° 5), é usado acerca do Templo 
como a habitação de Deus, como a que Davi desejou 
construir (At 7.46): metaforicamente, alude ao cor­
po como tabem áculo temporário (2 Pe 1.13,14)4 
Veja TABERNÁCULO.
HABITAR
A. Verbos.
1. oikeõ (oÍKéco), “habitar, morar, residir” (deri­
vado de oikos, “casa”), “ habitar como o próprio 
domicílio", é derivado do sánscrito, v/c, “ lugar de 
habitação, domicílio”. E usado acerca de: (<j) Deus 
que “habita" na luz (1 Tm 6.16); (b) “ habitar” o 
Espírito de Deus no crente (Rm 8.9.11), ou na igreja 
(1 Co 3.16); (c) a “habitação” do pecado (Rm 7.20): 
(d) a ausência de qualquer coisa boa na carne do 
crente (Rm 7.18); (e) “morar“ jun to em alusão aos 
que são casados (1 Co 7.12.13)4
2. katoikeõ (kqtoikçüj), formado de kata. “para 
baixo”, e o n° 1? o verbo mais freqüente com este 
significado, quer dizer “estabelecer-se numa habita­
ção, morar fixamente num lugar”. Além do seu sen­
tido literal, é usado acerca de: (a) a “habitação” da 
totalidade dos atributos e poderes da deidade em 
Cristo (Cl 1.19; 2.9); (b) a “habitação” de Cristo no 
coração dos crentes (E f 3.17); (c) a “habitação” dc 
Satanás numa localidade (Ap 2.13): {d) a futura “ha­
bitação” da justiça nos novos céus e na nova terra (2 
Pe 3.13). O verbo também ocorre em At 1.19; 2.9: 
Ap 17.2: 8.13 e 12.12.
Contraste com os substantivos katoikesis (mais 
adiante), katoikia, “habitação", que ocorre em At 
17.26:* katoiketerion, “habitação”, que aparece em 
E f 2.22: Ap 18.24 Contraste com o verboparoikeõ, 
“residir tem porariam ente”, o último substantivo 
sendo tem porário, o prim eiro, perm anente. Veja 
HABITAÇÃO.
3. katoikizõ (KaToiKÍ£u>), “ fazer morar”, é dito 
em Tg 4.5. acerca do ato dc Deus em relação ao 
Espirito Santo (alguns manuscritos têm o n° 2 )4
4. enoikeõ (èvoncéto), literalm ente, “habitar, 
m orar em " (formado de en. “em, para dentro”, e o n° 
1), é usado apenas com um significado espiritual 
acerca dc: (a) a “habitação” de Deus nos crentes (2 
Co 6.16); (A) a “habitação” do Espírito Santo (Rm 
8.11; 2 Tm 1.14); (c) a “habitação” da Palavra de
Cristo (Cl 3.16); (d ) a “habitação” da fé (2 Tm 1.5); 
(<?) a “habitação” do pecado no crente (Rm 7.17)4
5. perioikeõ (tí€ pioikéüj), formado de peri, “ao 
redor”, e o n° 1, “habitar, morar ao redor, ser vizi­
nho”, é usado em Lc 1.654 Contraste com o termo 
perioikos, “vizinho”, que ocorre em Lc l .58)4
6. sunoikeõ (<jwoik6üj), formado de sun, “com”, 
e o n° 1, “habitar, m orar com”, é usado em 1 Pe 3 .74
7. enkatoikeõ (éyKaroiKCio), formado de en, “em. 
para dentro”, e o nü 2, “morar entre”, é usado em 2 
Pe 2 .84
8. menõ (jiéwui), “ficar, permanecer”, é traduzi­
do em Jo 1.38,39 e At 28.16 pelo verbo “m o ra r1; 
em Jo 6.56, por “perm anecer”; em Jo 14.10, por 
“estar”: em Jo 14.17, por “habitar” . Veja FICAR.
9. skenoõ (cfktjvóio), “erig ir ou arm ar tenda” 
(cognato de skene), “tabernacular” . é traduzido 
em Jo 1.14; Ap 12.12; 13.6; 21.3. pelo verbo “ha­
b itar” ; em Ap 7.15, por “cobrirá". Veja TABER­
N Á C U LO .
10. kaíaskenoõ (Karamcr^óto), “erigir ou armar 
a tenda de alguém " ( formado de kata. “para baixo”, 
e skene, “ tenda”), é traduzido em Mt 13.32; Mc 
4.32 e Lc 13.19 pelo verbo “aninhar"; cm At 2.26, 
por “repousar" 4
11 . embateuõ (€nfkiT€Úu). primariamente, “pi­
sar” ou “entrar, tom ar parte em ” (derivado de 
embainõ, “entrar” ), por conseguinte: (o) “ freqüen­
tar. habitar, morar em”, é usado metaforicamente 
em Cl 2.18 (“metendo-se”); (Z>) com referência à 
mesma passagem, alternativamente, “ invadir, pe­
netrar em”; talvez usado nesta passagem como ter­
mo técnico das religiões misteriosas, denotando a 
entrada dos iniciados na vida nova (“metendo-se 
em” ). Uma leitura alternativa sugerida envolv e a tra­
dução“estando feliz da vida. estando rindo sozi­
nho". ou seja. entregando-se a especulações vãs, 
mas evidências nos papiros tornam a correção des- 
necessária4
12. kathemai (KáGrpai). “sentar-se”, é traduzi­
do em Lc 21.35 por “habitam”. Veja COLOCAR, 
SENTAR-SE.
13. kathizõ (»ca9í£ü;). “sentar-se”, denota “mo­
rar. habitar” , em At 18.11 é traduzido por “ ficou”.
14. asta/eò (acrraTéio), “vagar de um lado para 
outro” (formado de a. elemento de negação, e h is temi., 
“estar” ), “não ter lugar fixo de habitação”, é usado 
em 1 Co 4.11 .c Contraste com o termo akatastatos, 
“ instável” , que ocorre em Tg 1.8: 3.8;r e com 
akatastasia, “revolução, confusão”, aparecc, por 
exemplo, em 1 Co 14.33.
HABI TAR 689 H ER D A R
B. S ubstan tivos.
1. paroikia (irapoiKÍa) denota “residência tem ­
porária” (At 13.17), literalmente, “em residência 
tem porária", traduzido por “sendo eles estrangei­
ros"; em 1 Pe 1.17. por “peregrinação".
2. katoikesis (kc/toíterçaiç). cognato de A. n° 2. 
“habitação, residência, m oradia", é usado em Mc
5.3.H
Nota: Contraste com os termos oikia e oikos, 
“casa", oikema. “prisão", e katoikia, “habitação" 
(veja A, n° 2).
3. misthõma (pioflw na), prim ariam ente, “pre­
ço. arrendam ento" (cognato de misthos, “salário, 
arrendam ento", e misthoõ, “alugar por contrato"), 
é u sado em At 28 .30 para deno ta r “hab itação 
alugada”.^
HADES
hades (aôrçç), “a região dos espíritos dos perdi­
dos que m orreram " (m as incluindo os santos mor­
tos em períodos precedentes à ascensão de Cristo). 
Alguns pensam que a palavra significava etimolo- 
gicam ente “os não vistos" (formado de a , elemento 
de negação, e eido, "ver” ), mas esta derivação é 
questionável; uma derivação mais provável é de 
hadõ, significando “todo-receptor". Corresponde ao 
termo sheol no Antigo Testamento. É lamentável 
quando traduzido por “ inferno** (por exemplo. SI
16.10); ou “sepultura" (por exemplo. Gn 37.35); 
ou “sepulcro” (Nm 16.30,33). No Novo Testamen­
to, sempre deveria ser traduzido por “hades”: no 
Antigo Testamento, os tradutores não foram uni­
formes na tradução (por exemplo, em Is 14.15. “ in­
ferno” ). N unca denota sepultura, nem é a região 
permanente dos perdidos: no tocante ao tempo, é, 
para os tais, o estado intermediário entre o faleci­
mento e o destino final no Geena. Quanto às condi­
ções no Hades, veja Lc 16.23-31.
A palavra é usada quatro vezes nos Evangelhos, 
e sempre pelo Senhor (M t 11.23; 16.18: Lc 10.15;
16.23); é empregada com referencia à alma de Cristo 
(At 2.27.31): Jesus declara que Ele tem as chaves 
do Hades (Ap 1.18); em Ap 6.8. o Hades é personi­
ficado. com o significado do destino tem porário dos 
condenados: ele deve entregar aqueles que estão nele 
(Ap 20.13), e depois ser lançado no lago de fogo 
(A p 20.14).^
Nota: Em 1 Co 15.55. os manuscritos mais au­
tênticos têm o termo thanatos, “morte” , na segunda 
parte do versículo, em vez de “hades”, traduzido 
erroneamente por “ inferno”.
HARPA
A. S ubstan tivo .
kithara (Ki9ápa), de onde em português, “guitar­
ra”, denota “citara, lira, harpa”: é descrito por Josefo 
como instrumento de dez cordas, tangida por um plec- 
tro (um instrumento menor era tocado com os dedos); 
é mencionado em 1 Co 14.7: A p5.8; 14.2: 15.2.^
B. V erbo.
kitharizõ (Ki0apícw ) significa “ tocar harpa” (1 
Co 14.7; A p 14.2).^ Na Septuaginta, consulte Is
23.16.1
HARPISTA
kitharõdos (Ki8apoj8óç) denota “aquele que toca 
e canta à lira” (formado de kithara, “ lira. citara”, e 
aoidos. “cantor” ), ocorre em Ap 14.2; 18.22.5
HAVER
mellõ (píXXio). “estar a ponto de (ser ou fazer)” , 
é usado acerca de propósito, certeza, compulsão ou 
necessidade. Faz parte do futuro do verbo e ocorre 
em Mt 16.27 (primeira parte, literalmente, “está a 
ponto de vir” ); Mt 17.12,22; 20.22 (“hei de”); Mt 
24.6: Mc 13.4 (segunda parte, “estiverem”); Lc 9.44;
21.7 (segunda parte, “estiver”); Lc 21.36; A t 23.3; 
24.15; 26.2 (“me haja” ): Rm 4.24; 8.13 (primeira 
parte, “m orrercis”); Rm 8.18: 2 Tm 4.1: Hb 1.14: 
10.27; T g 2.12 (“devendo"); 1 Pe 5.1; Ap 1.19;
2.10 (primeira e segunda partes, “hás”, “ lançará”); 
Ap 3.10 (“há”); Ap 17.8 (prim eira parte, “há” ). 
Veja CERCA DE, B.
Notas: ( 1 ) 0 uso de “haver, dever”, freqüente­
mente faz parte da tradução do futuro de um verbo.
(2 ) O termo “acontecerá, sucederá” é tradução do 
futuro de eimi. “ser” , em At 2.17,21; 3.23: Rm 9.26.
HERANÇA
kleroò (KXqpóio), principalm ente, “ lançar sor­
te” , então, “designar um quinhão", é usado na voz 
passiva em E f 1.11. “fomos feitos herança”. Isto de 
acordo com passagens do Antigo Testamento como 
Dt 4.20: 9.29; 32.9; SI 16.6. Ó significado de “fo­
mos escolhidos por sorte”, como na Vulgata. e em 1 
Sm 14.41. indicando a liberdade de eleição sem a 
vontade humana (segundo Crisóstomo e Agostinho), 
não é adequado para esta passagem.^
HF.RDAR
A. Verbos.
1. kleronomeõ (KXi]poro^o>) significa rigorosa­
mente “receber por sorte” (formado de kleros, “sor­
H ER D A R 690 H ERDE I RO
te” , e nemomai, “possuir” ); portanto, no sentido 
mais geral, “apossar-se; receber como seu, obter” . 
A seguinte lista mostra como no Novo Testamento 
a idéia de herdar se amplia e inclui todo o bem espi­
ritual provido por Jesus e nEle mesmo, e particular­
mente, tudo o que está contido na esperança funda­
mentada nas prom essas de Deus.
O verbo é usado para aludir aos seguintes obje­
tos: “(a) O direito de nascimento em cuja posse a 
pessoa entra em virtude de filiação, não por causa 
de preço pago ou de tarefa realizada (Gl 4.30; Hb 
1.4; 12.17); (6) aquilo que é recebido como presen­
te, em contraste com o que é recebido como recom­
pensa por guardar a lei (Hb 1.14; 6.12, ‘pela’, ou 
seja, ‘pelas experiências que exigiam o exercício da 
fé e paciência*, mas não ‘com base no exercício da fé 
c paciência'); (c) aquilo que é recebido na condição 
da obediência a certos preceitos (1 Pe 3.9), e da 
fidelidade a Deus em meio à oposição (Ap 21.7);
(d) a recompensa da condição de alma que reprime a 
vingança e a v indicação própria, e se expressa em 
gentileza de comportamento [...] (M t 5.5). A frase: 
‘herdarão a terra ' ocorre várias vezes no A ntigo 
Testamento; veja especialmente SI 37.11.22; (e) a 
recompensa (na era vindoura. Mc 10.30) do reco­
nhecimento da hegemonia das reivindicações de Je­
sus (M t 19.29). Nos três relatos dados sobre este 
incidente (veja Mc 10.17-31, Lc 18.18-30), as pala­
vras da pergunta feita ao Senhor são: em Mateus, 
‘conseguira vida eterna’.cm Marcos e Lucas, ‘her­
dar a vida eterna'. No relatório da palavra do Senhor 
a Pedro em resposta à sua pergunta subseqüente. 
M ateus tem ‘herdará a vida eterna ', enquanto que 
Marcos tem, ‘que não receba [...] a vida eterna', e 
Lucas, ‘e não haja de receber [...] a vida eterna’. 
Parece indicar que o significado da palavra ‘herdar* 
está aqui regido pelas palavras ‘conseguir' e ‘rece­
ber’. com as quais é intercambiado em cada um dos 
três Evangelhos, ou seja, a palavra menos comum 
‘herdar’ deve ser considerada equivalente das pala- 
vras mais comuns ‘conseguir* e ‘receber’. Contras­
te com Lc 10.25; (/) a recompensa dos que mostra­
ram generosidade aos ‘irm ãos’ do Senhor na angús 
tia deles (M t 25.34); (g) o Reino de Deus. o qual o 
m oralm ente corrup to não pode ‘h erdar’ (1 Co
6.9,10), a ‘herança’ do qual é igualmente impossível 
à atual constituição física do homem (1 Co 15.50); 
(h ) inco rrupção , im possível da ‘heran ça ’ pela 
corrupção (1 Co 15.50)” (extraído de Notes on 
Galatians. de Hogg e Vine, pp. 286-289). Veja HF.R- 
DE1RO.H
Nota: Em consideração à letra a palavra sig­
nifica claramente a entrada na vida eterna sem qual­
quer título prévio; não traz a implicação de que um 
filho de Deus possa ser destituído da sua "herança” 
por perda do direito de sucessão.
2. kleroõ (KÀrjpóa») é usado na voz passiva em Ef
1.11, “em quem também fomos feitos herança” . Veja 
H E R D E IR O ^
B. Substantivos.
1 kleronomia (KXqporopía), “sorte, quinhão” 
(veja A), “propriedadeherdada, herança”. “Só em 
alguns casos nos Evangelhos a palavra tem o signi­
ficado ligado à palavra portuguesa, ou seja. que na 
possessão da qual o herdeiro entra som ente pela 
morte de um antepassado. O uso do Novo Testa­
mento pode ser apresentado assim: (a) a proprieda­
de em bens de raiz no curso comum passa de pai 
para filho pela morte do primeiro (M t 21.38; Mc 
12.7; Lc 12.13; 20.14); (b ) uma parte de uma pro­
priedade que e constituída a substância de um pre­
sente (At 7.5; Gl 3.18, que também deve ser inclu­
ído na letra ‘c ’); (c) a prospectiva condição e pos­
sessões do crente na nova ordem de coisas a ser 
introduzida pela volta de Jesus (A t 20.32; E f 1.14; 
5.5; Cl 3.24; Hb 9.15; 1 Pe 1.4); (d) o que o crente 
será para Deus naquela era (E f 1.18)" (extraído de 
Notes on Galatians. de Hogg e Vine, pp. 146, 147).
Nota: Em G l 3.18, “se a herança provem da lei”, 
a palavra “herança” representa “o titulo à herança”.
2. kleros (KXf|poç) (de onde em português, “cle­
ro” ). denota: (o) “sorte”, dada ou lançada — o últi­
mo como meio de obter direção divina (M t 27.35; 
Mc 15.24; Lc 23.24; Jo 19.24; A t 1.26); (ò) a "par­
te de alguém” em qualquer coisa (At 1.17; 8 .2 1); (c) 
“ ca rg o ” ( lite ra lm en te , “ca rg o s” ) “ lo tead o ” , a 
presbíteros (1 Pe 5.3, “herança” ): a figura é tirada 
das porções de terra divididas para serem cultiva­
das; (d) “herança”, como no nü 1. letra “c” (A t 26.18; 
Cl 1.12). Veja CARG A, A, n° 4. PARTE, POR­
ÇÃO, SORTES
HERDEIRO
A. Substantivo.
1 . kleronomos (KXqpo^óiioç) denota lite ra l­
m ente “aquele que obtém uma sorte, quinhão ou 
porção” (form ado de kleros, “porção, qu inhão”, 
e nemomai, “ possuir” ), especificam ente em alu­
são a uma herança. O uso do N ovo Testam ento 
pode ser analisado assim : "(a) a pessoa a quem a 
propriedade deve ser passada após a m orte do 
dono (M t 21.38; Mc 12.7: Lc 20.14; Gl 4 .1); ( b)
HF.RDF.IRO 691 H I P Ó CR IT A
aquele a quem algo foi designado por Deus, em 
cuja possessão, porém, ele não tinha entrado, como 
A braão (R m 4.13,14; Hb 6.17); Jesus (H b 1.2); 
os santos pobres (Tg 2 .5); (c) os crentes, já que 
eles tom am p an e na nova ordem de coisas a ser 
introduzida na vinda de Jesus (Rm 8.17; G1 3.29; 
4 .7 ; Tt 3 .7); (d) aquele que recebe algo que não 
por m érito, com o N oé (H b 11.7)”^ (extraído de 
Notes on Gaiatians. de Ilogg e V ine. pp. 177, 
178). Na Septuaginta, consulte Jz 18.7; 2 Sm 14.7; 
Jr 8.10; Mq 1.15.1
2. sunkleronomos (airyicXripoi'óno<;). “herdeiro 
conjunto, co-herdeiro" ( formado de sun , “com", e o 
n° 1), “é usado acerca de Isaque e Jacó na qualidade 
de participantes com Abraão nas promessas de Deus 
(Hb 11.9); de marido e m ulher que também estão 
unidos em Jesus (1 Pe 3.7); dos gentios que crêem, 
com o participantes no Evangelho com os judeus 
que crêem (E f 3.6); c de todos os crentes como par­
ticipantes prospectivos com Jesus na Sua glória, 
em recompensa pela participação deles em Seu so­
frim en to (R m 8 . l7 ) ”f (ex tra íd o de Notes on 
Gaiatians. dc Hogg e Vine, p. 178).
B. Verbo.
kleronomeõ (KÀTipoi/opeiu). “ser herdeiro, herdar” 
(veja A, n° 1). é usado em G1 4.30: Hb 1.14. Veja 
HERDAR. Contraste com os termos kleroomai, “ser 
tom ado com o herança”, kleronomia , “herança” , 
kleros, “porção, quinhão, herança”.
HERESIA
hairesis (a íp c a tç ) denota: (a) “preferência, es­
colha” (derivado de haireomai, "escolher”); então, 
“aquilo que é escolhido", portanto, “opinião”, so­
bretudo opinião voluntariosa, a qual é substituída 
por subm issão ao poder da verdade e conduz à divi­
são e formação de seitas (G1 5.20); tais opiniões
I errôneas são comumente o resultado da preferência 
| pessoal ou o prospecto da vantagem; veja 2 Pe 2.1, 
onde “de perdição” significa levar à ruína: alguns até 
designam este texto à letra “ò” ; nos papiros, o signi­
ficado prevalecente é “escolha" (Moulton e Milligan. 
Vocabulaiy o f the Greek Testament); (b) “seita” ; 
este significado secundário, resultante da letra “a”, 
é o significado dominante no Novo Testamento (At 
5.17; 15.5; 24.5,14; 26.5; 28.22; 1 Co 11.19). Veja 
SE IT A *
HERÉTICO
hairetikos (aípeTiicóç), cognato de hairesis (veja 
HERESIA), denota primariamente “capaz de esco­
lha” (haireomai). por conseguinte, “causar divisão 
por espírito partidário, faccioso” (Tt 3 .10)4
HIDROPISIA
hudròpikos (OòptoTTiKÓç), “hidrópico, que sofre 
de hidropisia” (hudrops, “hidropisia"). é encontra­
do em Lc 14.2, a única ocorrência registrada em que
o Senhor Jesus cura esta doença.í
HINO
A. Substantivo.
humnos (üpyoç) denota “cântico de louvor diri­
gido a Deus” (em português, hino”), ocorre em E f 
5.19; Cl 3.16, cm cada um dos textos a pontuação 
provavelmente deveria ser mudada: no primeiro tex­
to. “falando entre vós” vai para o final do versículo 
18, devendo ser seguido por ponto e vírgula: simi­
larmente. em Cl 3.16, a primeira parte do versículo 
deveria term inar com as palavras “ensinado-vos e 
admoestando-vos uns aos outros”, onde um ponto 
e vírgula deveria ser colocado.^
Nota: O termo psalmos denotava aquilo que era 
acompanhado por música; õde (em português, “ode” ) 
era o termo genérico para designar “cântico” ; dai. o 
adjetivo acompanhante “espiritual” .
B. Verbo.
humneõ (úiivéu), cognato de A, é usado: (a) no 
transitivo (M t 26.30; Mc 14.26), onde o “hino” era 
a parte do Hallel formado dos Salmos 113a 118; (b) 
no intransitivo, onde o próprio verbo é traduzido 
por “cantar louvores” ou “louvar” (A t 16.25; Hb
2.12). Filo chamava os Salmos de “hinos"; Josefo 
os chama de “cânticos e hinos” 4
HIPOCRISIA
hupokrisis (ÚTTÓKpiaiç) denota principalmente 
“réplica, resposta” (cognato de hupokrinomai, “res­
ponder”); então, “representação” como os atores 
falavam em diálogo; por conseguinte, “fingimento, 
hipocrisia". É encontrado em Mt 23.28; Mc 12.15; 
Lc 12.1; 1 Tm 4.2; o plural ocorre em 1 Pe 2.1. 
Quanto a G1 2.13 e o termo anupokritos. “sem hi­
pocrisia", que ocorre em Tg 3.17, veja DISSIMU­
L A Ç Ã O *
HIPÓCRITA
hupokrites (ÚTTOKptTrjç), co rrespondendo a 
hupokrisis, (veja HIPOCRISIA), denota primaria­
mente “aquele que responde"; portanto, "ator de 
palco” ; os atores gregos e romanos tinham o costu­
me de falar com máscaras grandes munidos de dis-
HIP ÓC R I TA 692 HOMEM
positivos mecânicos para aumentar a força da voz; 
por conseguinte, a palavra veio a ser usada metafo­
ricamente para descrever “dissimulador, fingido, 
hipócrita'*. É term o encontrado nos Evangelhos 
Sinóticos e sempre usado pelo Senhor. 15 vezes em 
Mateus; em outros lugares, ocorre em Mc 7.6; Lc 
6.42; 11.44 (em alguns m anuscritos); Lc 12.56;
13.15.
H 1S SO PO
hiissõpos (OaaioTToç), planta cujo ramo era usa­
do em aspersões ritualistas, é encontrado em Hb
9.19. Em Jo 19.29. a referência é a um ramo ou vara 
de “hissopo”, no qual uma esponja foi posta e ofe­
recida ao Senhor na cruz. Há quem sugira que a 
palavra no original podia ter sido hussos, “dardo, 
lança**, mas não há razão válida para tal suposição*
H O JE
semeron (aqpepoi'), advérbio (a forma ática é 
temeron), cognato de hemera, “dia”, com o prefixo 
t representado originalmente um pronome. É usado 
muitas vezes em Mateus, Lucas e Atos; também é 
encontrado em Hb 1.5; 3.7.13,15; 4.7 (duas vezes); 
Hb 5.5; 13.8; T g4 .13 .
A cláusula que contém semeron é, às vezes, 
introduzida pela conjunção hoti, "que** (por exem­
plo, M c 14.30; Lc 4.21; 19.9); às vezes, sem a con­
junção (por exemplo, Lc 22.34); em Lc 23.43. “hoje” 
deve ser ligado à declaração: “estarás comigo no 
Paraíso**; não há razão gramatical para a insistência 
de que a ligação deva ser com a declaração; “Em 
verdade te digo'*, nem tal idéia é feita necessária por 
exemplos da Septuaginta ou do Novo Testamento; 
a ligação dada é a correta.
Em Rm 11.8 e 2 Co 3.14.15, a tradução literal é 
“até ao dia de hoje”, sendo a ênfase dada pela tradu­
ção, “até a este mesmo dia”.
Em Hb 4.7, o “hoje" do SI 95.7 é evidentemente 
designado a se estender ao atual períododa fé cristã.
H O L O C A U ST O
holokauíòma (óXoKaÚTiopa) denota “oferta 
queimada por inteiro” (form ado de ho/os. “ intei­
ro” , e kuutos, em lugar de kausíos, adjetivo verbal 
de kaiõ, “queim ar"), ou seja, “vitim a", a totalida­
de da qual e queimada, como em Êx 30.20; Lv 5.12; 
23.8,25,27. É usado em Mc 12.33, pelo escriba 
que questionou o Senhor Jesus sobre o primeiro 
mandamento da lei. Também ocorre em Hb 10.6,8. 
Veja O F E R E C E R i
HOM EM
1. anthrõpos (âi^6ptuiroç) é usado: (a) de modo 
geral, “ser humano, macho ou fêmea”, sem referên­
cia a sexo ou nacionalidade (por exemplo. Mt 4.4; 
12.35; Jo 2.25).
(b) Em distinção a Deus (por exemplo, Mt 19.6; 
Jo 10.33; Gl 1.11; Cl 3.23).
(c) Em distinção a animais, etc. (por exemplo. Lc
5.10).
(d) Às vezes, no plural, “homens e mulheres**, 
pessoas (por exemplo. Mt 5.13,16); em Mc 11.2 e
l Tm 6.16. literalmente, “ninguém dos homens”.
(e) Em algumas ocasiões com sugestão da fra­
queza e imperfeição humanas (por exemplo, 1 Co 
2.5; A t 14.15. segunda parte).
(/) Nas expressões “segundo os homens", “se­
gundo a maneira dos homens”, “como homem”, li­
teralmente “de acordo com [kata] o homem”, só é 
usado pelo apóstolo Paulo em alusão a: “(1) as prá­
ticas da humanidade caída (1 Co 3.3); (2) qualquer 
coisa de origem humana (Gl 1.11); (3) as leis que 
regem a administração da justiça entre os homens 
(Rm 3.5); (4) o padrão geralmente aceito entre os 
homens (Gl 3.15); (5) uma ilustração não retirada 
das Escrituras (1 Co 9.8); (6) provavelmente igual a 
‘usar uma expressão figurativa’, ou seja, falar mal 
de homens com quem ele tinha combatido em Éfeso 
como ‘bestas’ (1 Co 15.32; cf. 1 Co 4.6); Lightfoot 
prefere ‘de motivos m undanos'; mas a outra inter­
pretação, n° 4. parece fazer melhor sentido. Veja 
também Rm 6.19, onde. porém, o grego é ligeira­
mente diferente, anthrõpinos, ‘pertencente à huma­
nidade’; o significado é como os n.os 5 e 6” (extraí­
do de Notes on Galatians, de Hogg e Vine, p. 298).
(g) Na expressão “o homem interior” , a personi­
ficada natureza espiritual do regenerado, o ser inte­
rior do crente (Rm 7.22. como que a aprovar a lei de 
Deus); em E f 3.16, como a esfera do poder renova­
dor do Espirito Santo; em 2 Co 4.16 (onde anthrõpos 
não é repetido), é posto em contraste com “o ho­
mem exterior", a estrutura tísica, o “homem" segun­
do é cognoscíve! pelos sentidos; o "homem interi­
or” é idêntico ao “homem encoberto no coração” (1 
Pc 3.4).
(/») N as expressões “o velho homem" e “o novo 
homem”, que são limitadas às epístolas de Paulo, a 
primeira representando a natureza não regenerada 
personificada como o eu anterior do crente que, ten­
do sido crucificado com Cristo (Rm 6.6), deve na 
prática ser apreendido como tal e “despojado” (E f 
4.22; Cl 3.9), sendo a fonte e o lugar do pecado; a
HOMEM 693 H O M E N S
última, “o novo homem”, representa a nova nature­
za personificada como o eu regenerado do crente, 
uma natureza “criad[a] em verdadeira justiça e san­
tidade" (E f 4.24), e tendo sido "vestida” na regene­
ração (Cl 3.10); sendo renovada “segundo a imagem 
daquele que o criou”, deve ser “vestida" na apreen­
são prática destes fatos.
(/') Freqüentemente unido com outro substantivo, 
por exemplo, em Mt 11.19 (literalmente, “um ho­
mem. um glutào”); Mt 13.52 (literalmente, “um 
homem, um dono de casa” ); Mt 18.23 (“certo rei”, 
literalmente, "um homem, um rei” ).
(/) Como equivalente simples de "pessoa” ou 
“alguém”, quer “homem” ou mulher, por exemplo, 
em At 19.16; Rm 3.28; Gl 2.16; Tg 1.19; 2.24; 3.8 
(como o pronome tis., “alguém”; tis é traduzido em 
Mt 8.28 por “ninguém”); ou. novamente (como tis 
às vezes significa), “homem” (por exemplo, Mt 
17.14; Lc 13.19).
(k) Definitivamente, com o artigo, acerca dc al­
guma pessoa em particular (Mt 12.13; Mc 3.3.5); 
ou com o pronome demonstrativo e o artigo (por 
exemplo, Mt 12.45; Lc 14.30). Quanto à expressão 
“o Filho do homem”, veja FILHO. Quanto à ex­
pressão "o Homem do Pecado", que ocorre em 2 Ts
2.3, veja INIQÜIDADE, n° 1.
(/) Na expressão “o homem de Deus" (2 Tm 3.17). 
não usada como designação oficial, nem denotando 
uma classe especial de crentes, especifica o que todo
0 crente deve ser. isto c, uma pessoa cuja vida e 
conduta representem a mente de Deus e realizem Sua 
vontade; o mesmo se dá em 1 Tm 6.11; “Ó homem de 
Deus". Alguns consideram esta expressão no sentido 
do Antigo Testamento no que tange a um profeta agir 
em caráter distintivo, possuído dc autoridade divina; 
mas o contexto é de tamanho caráter geral, que con­
firma a designação mais ampla.
Noras: (1) Em Gl 3.28. a palavra “um” (“sois 
um em Cristo Jesus” ), está em concordância com Ef
2.15, que fala de judeus e gentios tornando-se “um 
novo homem" em Cristo. A figura é estreitamente 
análoga ao “corpo”. Nestas duas passagens, a pala­
vra “um” é masculina, ou seja, “pessoa”; em Jo 10.30;
11.52; 17.21-23, "um” é neutro, “coisa”, como em
1 Co 3.8; 11.5. As duas primeiras palavras, em Gl 3 
e E f 2, expressam união vital, presente e eterna; em 
Jo 17, a união é moral, um processo em curso de 
realização.
(2) Quanto à palavra philanthropia, que ocorre 
em Tt 3.4, “caridade [amor] [...] para com os ho­
mens” , veja SER BENIGNO. C, n° 2.
(3) Em Ap 9.20, o plural genitivo de anthrõpos 
com o artigo está corretamente traduzido por “(e os 
outros) homens”.
2. aner (dviíp) nunca é usado acerca do sexo 
feminino; representa: (a) em distinção a uma mu­
lher (At 8.12; 1 Tm 2.12); a um marido (Mt 1.16; 
Jo 4.16; Rm 7.2; Tt 1.6); (b) em distinção a um 
menino ou criança (1 Co 13.11; metaforicamente 
em E f 4.13); (c) junto com um adjetivo ou substan­
tivo (por exemplo, Lc 5.8, literalmente, "um ho­
mem, um pecador”; Lc 24.19. literalmente, “um 
homem, um profeta”); freqüentemente em termos 
de tratamento (por exemplo, A t 1.16; 13.15.26; 
15.7; 15.13, literalmente, “homens, irmãos” ); com 
nomes ou lugares gentílicos (virtualmente título de 
honra), por exemplo, em At 2.14 (literalm ente, 
"homens judeus”); At 3.12; 5.35 (literalmente, "ho­
mens israelitas”); A t 17.22 (“homens atenienses”); 
At 19.35 (literalm ente, “ hom ens efésios” ); At 
22.3 (literalm ente, "hom em judeu” ); em At 14.15 
é usado para se dirigir a um grupo de “hom ens”, 
sem qualquer termo descritivo. N este versículo, 
porém , a d istinção entre aner e anthrõpos (se­
gunda parte) é notável; o uso do últim o vem sob 
o n ° 1, letra “c” ; (d) em geral, “homem , pessoa 
do sexo m asculino” (usado como o pronom e tis, 
n° 3), “hom em ”, ou seja, certo “hom em ” (por 
exem plo. Lc 8.41); no plural (A t 6 .11, "uns ho­
mens” ).
3. tis (r iç ) , “alguém, certo”, é encontrado, por 
exemplo, em Mt 22.24; Mc 8.4; 12.19; Jo 3.3; 3.5 
("aquele"); Jo 6.50 (“o que"); Jo 14.23; 15.6,13; At 
13.41; I Co 4.2 (“um"); 1 Tm 1.8; 2 Tm 2.5,21; Tg 
2.14,18; 1 Pe 2.19; 1 Jo4.20.
4. arren ou arsen (áppT^i' ou a p a ^ i / ) . Veja 
M ACHO.
5. teleios (reX tioç). “perfeito”, é traduzido em
1 Co 14.20 por "adultos”. Veja APERFEIÇOAR.
Nota: Em muitos casos, a palavra “homem” é 
combinada com um adjetivo para traduzir uma pa­
lavra no original. Estas serão encontradas em vários 
outros verbetes. Veja também HOMENS.
HOMENS
Notas: (1) Quanto a esta palavra plural, veja os 
substantivos no verbete HOMEM.
(2) Quanto ao termo anthrõpinos, que ocorre, 
por exemplo, em Rm 6.19. “como homem”, veja 
HOMEM, n° 1.
(3) Quanto à expressão ka t' anthrôpon, “segun­
do os homens”, veja HOMEM, n° 1. letra “/ ’.
H O M E N S 694 H O N R A
(4) A frase portai-vos varonilmente (1 Co 16.13) 
é traduçào do verbo andrizõ, na voz média, “repre­
sentar o homem*’ (verbo ilustrado nos papiros).
(5) Veja também ABAIXAR-SE. BOM. ESTE. 
GRANDE (1). GUERRA, TUDO.
HOMICIDA
1. phoneus (<J>o^€Úç), cognato de phoneuõ e 
phonos (veja HOMICÍDIO), é usado acerca de: (a) 
em sentido geral, no singular (I Pe 4 .15); no plural 
(Ap 21.8; 22.15); (6) os culpados de atos particula­
res (M l 22.7: A t 3.14. literalmente, "um homem 
[oner], um homicida'*: At 7.52;28.4).^j
2. anthropoktonos (di^pojnoKTÓi^ç), adjetivo, 
literalmente, “homicídio culposo ou involuntário, 
assassínio", usado como substantivo, “homicida 
involuntário, assassino" (form ado de anthrõpos, 
“homem", e kteinõ, "m atar"), é usado acerca de: 
Satanás (Jo 8.44); aquele que odeia o seu irmão, e 
que. sendo “homicida", não tem a vida etema (1 Jo
3.15, duas vezes).^
3. patroloas ou patraloas (TCíTpoXivaç ou 
TTaTpaXióaç) “assassino do próprio pai" (parricida), 
ocorre em 1 Tm 1.9-1
Nota: Quanto ao termo sikarios, no plural, siccí­
rios. assassinos, que ocorre em At 21.38 (“saltea­
dores"); veja SICÁ RIO .t Veja MAE. n° 2.
HOMICIDAS
androphonos (dròpoòóvoç), formado de aner. 
“homem", e phoneus, "assassino", ocorre no plural 
em 1 Tm 1.9.1
HOMICÍDIO
phonos (cfíóvoç) é usado acerca de: {a) um ato 
especial (Mc 15.7; Lc 23.19.25); (6) no plural, "as­
sassinatos" em geral (M t 15.19; Mc 7.21: Gl 5.21. 
em alguns manuscritos inferiores; Ap 9.21); no sin­
gular (Rm 1.29); (c) no sentido de "matança*’, Hb
11.37 ("m ortos a fio de espada”, literalm ente, 
"[morreram pela] matança [da espada]"): A t 9.1 
("m ortes"). Veja MATANÇA.^]
Nota: Em Mt 19.18, o verbo phoneuõ. "matar " 
(cognato de phoneus, veja HOMICIDA), é traduzido 
por “(não) matarás''. Veja MATAR (1). MATAR (2).
HONESTO
A. Adjetivos.
1. kalos (koàóç), ‘'bom, admirável, que fica bem, 
conveniente, decente, decoroso", tem também o sig­
nificado ético do que é “justo, correto, honrável, cuja
conduta merece estima": é traduzido por "honesto" 
[cf. a palavra latina honestus (derivado de honos, 
"honra”)], o qual também tem o significado de "hon­
rado", isto é, considerado com honra, honrável e que 
traz honra, digno, decoroso. Ocorre em Lc 8.15 (“co­
ração honesto e bom [agalhos]"); Rm 12.17; 2 Co 
8.21; 13.7 ("bem”, acerca de coisas que são conside­
radas com estima); 1 Pe 2.12 (acerca do comporta­
mento, "honesto”, ou seja, decoroso). Veja BOM.
Nota: Em Tt 3.14, "aplicar-se às boas obras”, 
tem provavelmente o significado correto de "seguir 
profissões honestas".
2. semnos (acjivóç), "respeitável, venerável”, é 
traduzido em Fp 4.8 por "honesto". M atthew 
Amold sugere “nobremente sério”. Veja SÉRIO.
Nota: Em Al 6.3. “varões de boa reputação” tra­
duz a voz passiva de martureõ, literalmente, “que 
têm prestado testemunho".
B. Advérbios.
1. kalõs (KaXiòç). correspondendo a A. n° I. é 
usado em Hb 13.18, "honestam en te”, ou seja, 
"honradamente". Veja BEM. LUGAR, C, Nota (4).
2. euschemonòs (eúaxnnovóç), “conveniente­
mente. decentemente, decorosamente”, é traduzido 
em Rm 13.13 por "honestamente”, onde é posto em 
contraste com a confusão da vida social gentia, e em
1 Ts 4.12. também traduzido por "honestamente”, 
acerca do modo de vida dos crentes como testemu­
nho para "os que estão de fora”: em 1 Co 14.40. 
"decentemente", em contraste com a confusão nas 
igrejas. Veja DECENTEM ENTE^
C. Substantivo.
semnotes (aeiivÓTnç) denota “gravidade, serie­
dade digna”; é traduzido cm 1 Tm 2.2 por “honesti­
dade”. Veja GRAVIDADE.
HONRA
A. Substantivos.
1. time (TipTi), primariamente "avaliação, apreço, 
valorização”, por conseguinte, no caso acusativo: (a) 
"preço pago ou recebido” (por exemplo, Mt 27.6.9; 
At 4.34; 5.2,3: 7.16, "soma": At 19.19; 1 Co 6.20;
7.23); (6) acerca da "preciosidade de Cristo” para os 
crentes (1 Pe 2.7), ou seja. a honra e o valor inestimá­
veis de Jesus que é apropriado pelos crentes, que. 
como pedras vivas, estão unidos a Ele, a principal 
pedra de esquina; (c) no senso de valor, acerca das 
ordenanças humanas, sem valor algum contra a indul­
gência da came. ou, talvez, acerca da inutilidade dos 
esforços no asceticismo (Cl 2.23; veja nota pormeno­
rizada no verbete BRANDURA, n° 2); (d) "honra.
H O N R A 695 H O N R A D O
estima, apreço, consideração” : ( 1) usado em atribui­
ções de adoração a Deus (1 Tm 1.17; 6.16; Ap 4.9,11; 
5.13; 7.12); a Jesus (Ap 5.12.13); (2) dado a Jesus 
pelo Pai (Hb2.9; 2 Pe 1.17); (3) dado aos homens (Hb
2.7); (4) dado aos sacerdotes arônicos (Hb 5.4); (5) a 
ser a recompensa futura da “prova da fé” da parte dos 
santos provados (1 Pe 1.7); (6) usado acerca do crente 
que, como vaso. é “santificado e idôneo para uso do 
Senhor” (2 Tm 2.21); (7) a ser a recompensa da paci­
ência no bom procedimento (Rm 2.7). e de fazer o bem 
(uma vida perfeita à qual o homem não pode atingir, de 
modo a ser justificado diante de Deus. Rm 2.10); (8) a 
ser dado a todos a quem se espera que receba (Rm 
13.7: veja 1 Pe 2.17, na letra B. n° I ); (9) como vanta­
gem a ser dada pelos crentes uns aos outros em vez de 
reivindicarem para si mesmos (Rm 12.10); (10) a ser 
dado aos presbíteros que administram bem (1 Tm 5.17, 
“duplicada honra”: aqui o significado pode se referir a 
honorários); ( 11) a ser dado pelos servos aos seus 
senhores (1 Tm 6.1); ( 12) a ser dado às esposas pelos 
maridos (1 Pe 3.7); (13) dito do uso que o marido faz 
da esposa, em contraste com o exercício da paixão da 
concupiscência (1 Ts 4.4; alguns consideram que o 
“vaso” seja alusão ao corpo do crente); (14) daquilo 
que foi dado aos membros do corpo (1 Co 12.23,24); 
(15) daquilo que pertence ao construtor de uma casa 
em contraste com a casa em si (Hb 3.3); (16) daquilo 
que não é desfrutado por um profeta em sua própria 
pátria (Jo 4.44); (17) das coisas dadas pelos habitan­
tes de Malta a Paulo e seus companheiros de viagem, 
em gratidão por benefícios de cura recebidos (At 28.10); 
(18) da honra festiva a ser possuída pelas nações e 
levada à Cidade Santa, a Jerusalém celestial (Ap 21.26; 
em alguns manuscritos, ocorre em Ap 21.24); (19) da 
honra dada a coisas inanimadas, o vaso do oleiro (Rm 
9.21: 2 Tm 2.20). Veja PRECIOSO. PREÇO. RESU­
MIR. VALOR.*!
Nota: Quanto ao termo entimos, “em honra”, 
veja HONRADO, n° 2.
2. doxa (òoÇá), “glória” , é traduzido por “honra” 
em Jo 5.44 (duas vezes) e 2 Co 6.8. Veja GLÓRIA.
B. Verbos.
1. timao (Tijidoj). “honrar” (cognato de A. n° 1). é 
usado acerca de: (a) estimar o preço dc Jesus (Mt 
27.9, cf. A, n° 1, letra “a” ); (b) “honrar” uma pessoa:
(1) a "honra” feita por Jesus ao Pai (Jo 8.49): (2) a 
“honra” dada pelo Pai àquele que serve a Jesus (Jo
12.26); (3) o dever dc todos “honrarem” o Filho igual­
mente com o Pai (Jo 5.23); (4) o dever dos filhos 
“honrarem” os pais (M t 15.4; 19.19; Mc 7.10; 10.19; 
Lc 18.20; E f 6.2); (5) o dever dos cristãos “honra­
rem” ao rei e a todos os homens (I Pe 2.17); (6) o 
respeito e a ajuda material a serem dados às viúvas 
que realmente são viúvas (1 Tm 5.3): (7) a “honra” 
dada a Paulo e seus companheiros pelos habitantes 
de Malta (At 28.10): (8) a mera profissão da boca 
para fora de “honrar” a Deus (Mt 15.8: Mc 7.6)5
2. doxazò (õo£â£w), “glorificar” (derivado de 
doxa, A, n° 2). é traduzido em 1 Co 12.26, em refe­
rência aos membros do corpo, por “honrado” . Veja 
GLORIFICAR.
H O N RA D O
1. endoxos (€i'ôo£oç) denota: (cr) “contido em 
honra” (formado de en, “em”, e doxa, “honra”; cf. 
HONRA, A, n° 2), “de reputação alta”, ocorre em 1 
Co 4.10, “ilustres”, em contraste com atimos, “sem 
honra, vil” (veja o n° 6, mais adiante). Veja GLÓ­
RIA. RESPLANDECENTE (2).
2. entimos ( è m iio ç ) , literalmente, “em honra” 
(formado de en. “em”, time. “ honra"; veja HON­
RA. A. n° 1), é usado acerca do servo do centurião 
(Lc 7.2, “estim ava” ): dos dedicados servos do Se­
nhor. dito de Epafrodito (Fp 2.29, “em honra” ); 
de Jesus, como pedra preciosa (1 Pe 2.4,6). Con­
traste com o term o timios. que ocorre em 1 Pc
1.7,19 (veja o n° 4 )4
O grau comparativo, entimoteros, é usado (nos 
melhores manuscritos) acerca de graus de honra re­
lacionados às pessoas, convidadas para um banque­
te, ou uma festa de casamento (Lc 14.8, “outro mais 
digno” ). Veja PRECIOSO.^
3. euschemòn (eúcrxTÍ^wi') significa “elegante, 
gracioso, decoroso, de posição honrada” (Mc 15.43; 
At 13.50; 17.12). Quanto a 1 Co 7.35 e 12.24, veja 
DECORO. B.
4. timios ( t íi íio ç ), “precioso, valioso, honrado” 
(cognato de time, “honra”; veja o n°2). é usado em 
Hb 13.4, acerca de casamento, como afirmação: “o 
casamento é honrado entre todos”; como exortação: 
“ honrado seja entre todos” . Veja ESTIM ADO. 
PRECIOSO, REPUTAR.
5. kalos (Ka\óç), “bom, justo, imparcial” , é usa­
do em Rm 12.17 (“honestas”); 2 Co 8.21 (“hones­
to”); 2 Co 13.7 (“bem”). Veja BOM. HONESTO.
6. atimos (cítljioç), “sem honra” (formado de a , 
elemento de negação ou privativo, e time, “honra”), 
“desprezado”, é encontrado em Mt 13.57; Mc 6.4;
I Co 4.10 (“vis”). Veja MENOSPREZAR.^
O grau comparativo, atimoteros. é usado nos 
melhores manuscritos em 1 Co 12.23 (“menos hon­
rosos” )4
H O N R A D O 696 HOSTE
Nota: Quanto ao termo sem nos, “'honesto*', que 
aparece em Fp 4.8, veja SÉRIO.
HORA
hora (topa), de onde provém a palavra latina hora 
(em português, "hora”), denotava primariamente qual­
quer hora ou período, sobretudo uma época. No Novo 
Testamento, e usado para denotar: (a) “parte do dia'*, 
especialmente uma décima segunda parte do dia ou da 
noite, “hora” (M t 8.13; At 10.3,9; 23.23; Ap 9.15). 
Em 1 Co 15.30. “a toda hora” representa "em todo o 
momento”; em algumas passagens expressa duraçào 
(por exemplo, Mt 20.12; 26.40; Lc 22.59): denotando 
inexatidão, cm frases como “por um pouco de tempo” 
(Jo 5.35:2 Co 7.8): “por uma hora” (Gl 2.5); “por um 
momento de tempo” (1 Ts 2.17, literalmente, “pelo 
tempo de uma hora”); (b) “um período mais ou menos 
extenso" (por exemplo, I Jo 2.18, “é já a última hora");
(c) “um ponto definido no tempo" (por exemplo. Mt 
26.45, *'é chegada a hora ': Lc 1.10: 10.21: 14.17. lite­
ralmente, “à hora da ceia"; At 16.18; 22.13; Ap 3.3;
11.13; 14.7); um ponto do tempo quando determinada 
ação deve começar (Ap 14.15); em Rm 13.11, literal­
mente. “é já hora", indicando que um ponto no tempo 
chegou mais tarde do que teria sido o caso tivéssemos 
nos inteirado da responsabilidade. Em 1 Co 4.11. indi­
ca um ponto no tempo anterior ao qual certas circuns­
tâncias existiam.
Nota: Em Ap 8.1. o termo hemiõron, *'meia hora” 
( formado de hemi. “metade, meio*', e hòra. “ hora"), 
é usado jun to com hòs, “cerca de. quase”, em alusão 
a um período de silêncio no céu ocorrido depois da 
abertura do sétim o selo. período correspondendo 
ao tempo costumeiramente gasto em adoração si­
lenciosa no Templo durante a queim a do incenso
H ORTELÃ
heduosmon (rjòúoa^oi'). adjetivo que denota dc 
cheiro doce (form ado de hedus, “doce” , e osme. 
“cheiro” ), é u sado com o substan tivo neu tro com o 
significado de “hortelã” (M t 23.23; Lc 11.42) «1
H O R TELÃ O
kepouros (KTyrroupóç), “jardineiro, hortelào". lite­
ralmente. “guarda ou zelador do jardim" (formado de 
kepos, “jardim", e owos, “guarda"), ocorre em Jo 20.15.^1
H OSANA
hõsanna (a*Jcnn'á), no hebraico, significa “sal­
ve, oram os” ou “salve-nos. por favor”. A palavra 
parece ter se tom ado uma declaração de louvor em
vez de oração, embora no original seja provavel­
mente um pedido de ajuda. O clam or do povo à 
entrada triunfal de Jesus em Jerusalém ( Mt 21.9.15; 
Mc 11.9,10; Jo 12.13) foi tirado do SI 118. que era 
recitado na Festa dos Tabemáculos (veja FESTA) 
no grande Hallel (Salmos 113 a 118), em respostas 
com o sacerdote, acompanhado pela ondulação dos 
ram os de palm eiras e salgueiros. “O último dia da 
testa” era chamado de “a grande Hosana”; os ramos 
também eram chamados “hosanas”.H
H O SPED A R
xenizõ (€ei'í£tu) significa: (a) “receber como con­
vidado" (formado de xenos. “convidado") é traduzi­
do pelo verbo “hospedar” em At 28.7; Hb 13.2; (b) 
“ser surpreendido pela estranheza de uma coisa” (At 
17.20; 1 Pe 4.4,12). Veja ALHEIO. ALOJAR.
Nora: Em Hb 13.2 (prim eira parte), o term o 
philoxenia, literalmente, “am or aos estranhos” (for­
mado de phileõ. “am ar”, e xenos. “estranho” ou 
“conv idado”), é traduzido por “hospitalidade". Veja 
HOSPITALIDADE.
H O SPE D E IR O
1. xenos (Ç éw ç). em acréscim o ao significado 
“estranho", m encionado no verbete ESTRANHO.
A, denota uma ou outra das partes ligadas por 
laços de hospitalidade: (a) “convidado” (não ocor­
re no N ovo Testam ento): (b) “hospedeiro” (Rm
16.23).1
2. pandocheus (Trai/òoxtúç), literalmente, “aque­
le que recebe todos” (formado de pas, “todos”, e 
dechomai, “receber” ), denota “estalajadeiro, alber- 
gueiro” (Lc 10.35).^
HOSPITA LIDA DE
A. S u b stan tivo .
philoxenia (4>iÀo£eiáa), “amor de estranhos” (for­
mado de philos, “amando”, e xenos, “estranho” ), é 
usado cm Rm 12.13; Ilb 13.2 (literalm ente, “fnão 
vos esqueçais da] hospitalidade” ). Veja HOSPE­
DAR. Nota.€\
B. A djetivo.
philoxenos (<í>iÀ.o£ei’Oc;), “hospitaleiro", ocorre 
em 1 Tm 3.2; Tt 1.8: 1 Pe 4.9.«[
Nota: Quanto ao termo xenodocheõ. que ocorre 
em 1 Tm 5.10. veja ESTRANHO. B.^
H O ST E
stratia ( a r p e m á ) , “exército”, é usado acerca de 
anjos (Lc 2.13); de estrelas (At 7.42). Em 2 C o 10.4

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