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PAPEL DOS MICRORGANISMOS
NA QUALIDADE DA ÁGUA
Bactérias coliformes e enterococos
❑ A forma mais perigosa de poluição da agua ocorre quando fezes entram no
abastecimento de agua
❑ Doenças transmissíveis pela água: + de 2 milhões de mortes/ano no mundo
(crianças com idade inferior a 5 anos)
❑ Os testes para a pureza da agua utilizados atualmente visam detectar
organismos indicadores específicos
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
❑ Estar efetivamente presente em fezes humanas em números substanciais
❑ Sobreviver na água tão bem quanto os patógenos
❑ Devem ser detectados por testes simples, que podem ser realizados por
pessoas com relativamente pouco treinamento em microbiologia
Critérios para indicadores bacterianos:
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
Constituem um grande grupo heterogêneo de bacilos Gram negativos cujo
habitat natural é trato intestinal de seres humanos e animais de sangue quente,
bem como em água, solo e plantas.
❑ A família é formada por mais de 46 gêneros e centenas de espécies e sorotipos.
❑ Diferenciados por propriedades bioquímicas, antigênicas e moleculares.
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
❑ Maior e mais variado grupo de bacilos Gram negativos. 
❖Indistinguíveis morfologicamente
❑ Microbiologia clínica
❖ ± 20 espécies são responsáveis por 95 % das infecções (septicemias, 
Infecções do trato urinário, gastrointestinais e meningite).
Gêneros e principais espécies da família Enterobacteriaceae
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
❑ Aspectos morfológicos e estruturais
o Bacilos curtos
o Gram negativos
o Imóveis ou móveis com flagelo do tipo peritríquio
o Muitas possuem cápsula ou estrutura tipo capsular (antígeno K)
o Não produzem endósporos 
Flagelo peritríquio
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
❑ Aspectos fisiológicos
o São anaeróbios facultativos
o Fermentam a glicose com ou sem a produção de gás
o Capazes de metabolizar uma ampla variedade de substâncias
o A maioria é oxidase-negativa e catalase positiva
o A maioria reduz nitrato a nitrito
Prof. Adj. Ary Fernandes Junior/ Departamento de Microbiologia e Imunologia IBB/ UNESP 
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
❑ Aspectos epidemiológicos
o As bactérias entéricas instalam-se no trato intestinal normal logo após o 
nascimento (microbiota normal)
o As bactérias entéricas são usadas como indicadores
o Podem ser patógenos primários ou oportunistas
o Controle depende da lavagem das mãos, assepsia rigorosa, esterilização de 
equipamentos e de desinfecção
MICROBIOTA NORMAL
MICROBIOTA NORMAL
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Pág. 390
Microrganismos que estabelecem residência mais ou menos permanente
(colonizam) em hospedeiros, mas não produzem doença em condições normais.
❖ Microbiota residente
❖ Microbiota transiente
MICROBIOTA NORMAL
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Pág. 392
MICROBIOTA NORMAL
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Pág. 393
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
❑ Aspectos epidemiológicos
o Transmissão: fecal-oral
Ingestão de Alimentos Ingestão de Bebidas: veiculação hídrica
• Febre
• Náusea
• Vômito
• Dores (cólicas) Abdominais
• Diarréia
• Desidratação
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
FAMÍLIA ENTEROBACTERIACEAE
❑ Aspectos epidemiológicos
o Sintomas:
COLIFORMES: ENTEROBACTÉRIAS 
Alguns coliformes não são apenas bactérias entéricas:
❑ Coliformes totais ou coliformes a 35°C
❑ Coliformes fecais ou termotolerantes ou coliformes a 45°C
❑ Escherichia coli
PAPEL DOS MICRORGANISMOS NA QUALIDADE DA ÁGUA
C
ol
ifo
rm
es
 to
ta
is
 o
u 
a 
35
ºC
Bactérias Gram-
negativas
Aeróbias ou 
anaeróbias facultativas
Não formam 
endósporos
Fermentam lactose
Produzem ácido e gás 
a 35ºC em 24-48h
Possuem a enzima β-
galactosidade
Serratia, Erwenia, Escherichia, Citrobacter, Klebsiella, 
Enterobacter
Apresentam uma LONGA sobrevida
ambiental indicando contaminação
fecal sem contudo ter uma relação
direta com a possível presença de
enteropatógenos.
C
ol
ifo
rm
es
 te
rm
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ol
er
an
te
s 
ou
 a
 4
5º
C
Bactérias Gram-
negativas
Aeróbias ou 
anaeróbias facultativas
Não formam 
endósporos
Fermentam lactose
Produzem ácido e gás 
a 45ºC em 24-48h
Possuem a enzima β-
galactosidade
Escherichia, Citrobacter, Klebsiella, Enterobacter
Apresentam uma CURTA sobrevida
ambiental indicando uma contaminação
fecal “recente”, e portanto tendo uma
relação direta com a possível presença de
enteropatógenos.
E
. c
ol
i
Bactérias Gram-
negativas
Aeróbias ou 
anaeróbias facultativas
Não formam 
endósporos
Fermentam lactose
Produzem ácido e gás 
a 45ºC em 24h
Possuem a enzima β-
galactosidadePossuem β-galactosidade e β-glucuronidase
Origem exclusivamente fecal
Abundante em fezes humanas → 109 organismos/g fezes.
Escherichia coli
❑ Principal representante dos coliformes a 45ºC
❑ Comum na microbiota do cólon e importante para o funcionamento
normal do intestino
❑ Presença na água indica contaminação fecal
❑ Patógeno oportunista para humanos e para quase todas as espécies
animais
❑ Existem cepas de E. coli especializadas: patotipos
Aspectos clínicos, epidemiológicos, patogenéticos e terapêuticos da infecção causada por 
vários patotipos de E. coli
Aspectos clínicos, epidemiológicos, patogenéticos e terapêuticos da infecção causada por 
vários patotipos de E. coli
CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS
INDICADORES HIGIÊNICOS: ALERTA
Microrganismos e suas contagens que revelam situações falhas ou falta de
higiene, porém sem estar relacionados com risco à saúde
INDICADORES SANITÁRIOS: RISCO
Microrganismos que podem causar doença ou que revelam situações onde
poderiam estar presentes outros microrganismos patogênicos, conhecidos
atualmente como perigos microbiológicos, configurando risco à saúde.
MICRORGANISMOS INDICADORES HIGIÊNICOS 
SÃO MICRORGANISMOS NÃO RELACIONADOS DIRETAMENTE 
COM A SAÚDE DO HOMEM, SENDO A SUA PRESENÇA OU
CONTAGEM INDICADORA DE FALTA DE HIGIENE,
DETERIORAÇÃO OU CONTATO EXCESSIVO AMBIENTAL
• CONTAGEM PADRÃO EM PLACAS DE BACTÉRIAS HETEROTRÓFICAS MESÓFICAS 
AERÓBIAS OU FACULTATIVAS
• CONTAGEM DE BOLORES E LEVEDURAS (FUNGOS)
• CONTAGEM DE COLIFORMES TOTAIS (35ºC)
CONTAGENS EM ÁGUA:
> 5.102 UFC/ml
Deterioração da qualidade da água
Sabor e odor desagradáveis
Formação de limo ou películas
Portaria 2914/MS
MICRORGANISMOS INDICADORES HIGIÊNICOS 
SÃO MICRORGANISMOS QUE PODEM CAUSAR DOENÇA NO SER 
HUMANO, SENDO CLASSIFICADOS DE ACORDO COM A SUA
PATOGENICIDADE. PODENDO TAMBÉM INDICAR A PRESENÇA 
DE OUTROS PATÓGENOS. 
INDICAM RISCO À SAÚDE
MICRORGANISMOS INDICADORES SANITÁRIOS
Coliformes fecais ou Coliformes a 45°C
ou Coliformes Termotolerantes
❖ São indicadores sanitários devido sua presença nas fezes e
também por constituírem espécies patogênicas.
Inclui principalmente Escherichia coli
Mas também algumas cepas de: Enterobacter e Klebsiella
❑ Indicam a presença de material fecal e possibilidade de presença de patógenos
❑ Avaliação da qualidade sanitária da água para consumo
❑ Avaliação da água para balneabilidade
❑ Indica contaminação pela manipulação
❑ Indica higiene deficiente de vegetais, equipamentos, utensílios e mãos
❑ Pode causar toxinfecção em baixas contagens (E. coli O 157 H 7)
❑ Em geral pode causar toxinfecção em contagem > 105 UFC/g
SIGNIFICADO:
Coliformes fecais ou Coliformes a 45°C
ou Coliformes Termotolerantes
ESTREPTOCOCOS
Constituem um grupo heterogêneo de cocos
Gram positivos que formam pares ou cadeias e tem
ampla distribuição na natureza.
Características gerais:
❑ Membros da microbiota humana
❑ Doenças humanas importantes
❑ Anaeróbiasfacultativos
❑ Catalase-negativos e oxidase-negativos
❑ Imóveis (sem flagelos)
❑ Não formadores de esporos
Um grupo de cocos taxonomicamente heterogêneo associado com o trato
gastrointestinal de humanos e animais de sangue quente.
ESTREPTOCOCOS FECAIS
Engloba:
❑ Bactérias do gênero Enterococcus
❑ Estreptococos de fonte não humana: Streptococcus bovis e Streptococcus equinus
❑ Estreptococos de fontes não fecais: S. mitis e S. salivarius
ENTEROCOCOS
São um subgrupo dos estreptococos fecais,
pertencentes ao gênero Enterococcus, considerados
indicadores de contaminação fecal específicos de
animais de sangue quente.
Principais espécies:
❖ Enterococcus faecalis
❖ Enterococcus faecium
Obs: Predominam em fezes humanas, animais e esgoto
ENTEROCOCOS
São um subgrupo dos estreptococos fecais,
pertencentes ao gênero Enterococcus, considerados
indicadores de contaminação fecal específicos de
animais de sangue quente.
Características gerais:
❑ Cocos Gram-positivos isolados ou em cadeias curtas
❑ Não esporulados
❑ Imóveis ou móveis
❑ Catalase negativos
❑ Anaeróbios facultativos
❑ Crescem em 6,5% de NaCl e 40% de sais biliares, em pH 9,6 e em temperaturas
de 10°C e 45°C.
ENTEROCOCOS
❑ Possuem habilidade de sobreviver por mais tempo
na água e em ambientes com maior salinidade
❑ Apresentam maior resistência à dessecação e ao
cloro
❑ Correlação positiva entre as densidades de
enterococos e a incidência de doença
gastrointestinal em indivíduos expostos a águas
recreacionais doces e marinhas
❑ Importantes na avaliação da qualidade
microbiológica das águas recreacionais
ENTEROCOCOS
❑ Podem ser utilizados como indicadores
suplementares na avaliação da qualidade das
águas de consumo
➢ Deficiências do tratamento da água ou da
integridade do sistema de distribuição
MÉTODOS DE CONTROLE DO CRESCIMENTO
❖ ESTERILIZAÇÃO
É o processo de destruição por meio de agentes físicos ou químicos de todas as
formas de vida microbiana, incluindo endosporos, presentes em um material.
❖ DESINFECÇÃO
É a eliminação parcial (ou redução), por meio de agentes físicos ou químicos, do
número de microrganismos presentes em um material inanimado ou superfícies
inertes.
❖ ANTI-SEPSIA
É o termo usado para designar o processo de desinfecção de tecidos vivos.
MÉTODOS DE CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO
CONCEITOS:
DESINFECÇÃO - QUÍMICA
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Pág. 186
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Pág. 186
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Págs. 196 e 197
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Págs. 196 e 197
Microbiologia. Tortora. 12ª Ed. Págs. 196 e 197
Água para consumo humano
• Proteção dos corpos d’água de onde é captada a 
água que abastece o município;
• Tratamento de desinfecção:
1. Cloro
2. Ozônio
3. Radiação Ultravioleta
Esgoto Sanitário
• Proceder tratamento e desinfecção → antes de lançar 
nos corpos d’água
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
Portaria de Consolidação nº5 (2914 / 2011) do 
Ministério da Saúde Dispõe sobre os procedimentos de controle e de 
vigilância da qualidade da água para consumo 
humano e seu padrão de potabilidade.
CONAMA Nº 357 / 2005 Dispõe sobre a classificação dos corpos de água 
e diretrizes ambientais para o seu 
enquadramento, bem como estabelece as 
condições e padrões de lançamento de efluentes, 
e dá outras providências
FIM

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