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Universidade Feral Rural de Pernambuco Departamento de Zootecnia MANEJO E PRODUÇÃO DE FRANGO DE CORTE Prof. Carlos Bôa-Viagem Rabello carlos.rabello@ufrpe.br 1. Introdução; 2. Linhagem comercial de frango de corte 3. Linhagem caipira de frango de corte 4. Planejamento de criação 5. Manejo antes da chegada dos pintainhos 6. Instalações dos equipamentos no galpão; 7. Qualidade da cama; 8. Escolha e qualidade do pintainho; 9. Transporte dos pintos para a granja; 10. Manejo pré-alojamento; 11. Manejo na recepção dos pintos; 12. Manejo pós-recepção; 13. Manejo na primeira semana; Sumário 14. Manejo na segunda semana; 15. Manejo da terceira semana ao abate; 16. Manejo alimentar e exigências nutricionais 17. Avaliação do desempenho do lote; 18. Manejo na retirada do lote; 19. Destinos das aves mortas e doenças 20. Planejamento/ instalações Sumário INTRODUÇÃO Fonte:https://opresenterural.com.br/ Introdução ➢ O manejo inicia antes mesmo da chegada dos pintinhos, e vai até a véspera do abate da ave com condições adequadas. ▪ Limpeza das instalações e equipamentos ▪ Montagem e verificação dos equipamentos ▪ Escolha da cama (varia de região) ▪ Formulas das rações ▪ Densidade do lote ▪ Limpeza dos bebedouros ▪ Ventilação, aspersão Fonte: https://www.portalagropecuario.com.br/ LINHAGEM COMERCIAL PARA CORTE Fonte:https://globoaves.com.br/ As linhagens Cobb e Ross representam aproximadamente 85% do mercado de frango de corte no Brasil PRINCIPAIS LINHAGENS DE FRANGOS DE CORTE NO BRASIL Linhagens Empresas Cobb (500-700- Avian 48) Cobb-vantress do brasil Ross (308 AP – 408) Aviagen Arbor acres Aviagen Hybro Hygen Hubbard Planalto Fonte:https://slideplayer.com.br/ LINHAGEM CAIPIRA PARA CORTE Fonte: https://docplayer.com.br/ Pescoço pelado (Label Rouge) Vermelho pesadão CarijóMaster Griss Embrapa 041 Tricolor Fonte: https://docplayer.com.br/ PLANEJAMENTO DE CRIAÇÃO Fonte: https://portuguese.alibaba.com/ Planejamento Simultâneo Aves na mesma idade “All in all out” ➢ Vantagem: sanitário ➢ Desvantagens: comercialização Sucessivo Aves com idade diferentes Saída de cada lote em períodos # ➢ Vantagem: Comercialização +versátil Fluxo/caixa (constante e contínuo) Redução (equipamentos/fase inicial) Exemplo Galpão n° 1 1 dia de idade Galpão n° 2 14 dias de idade Galpão n° 3 28 dias de idade Galpão n° 4 42 dias de idade Alojamento Venda Daqui a 14 dias alojar- se-ão outras aves MANEJO ANTES DA CHEGADA DOS PINTAINHOS Fonte: http://www.fornariindustria.com.br/ Checklist - Verificar os seguintes pontos: ▪ Limpeza de instalações e equipamentos ▪ Retirar restos de ração ▪ Remover equipamentos ▪ Retirar cama ▪ Limpeza a seco: varrer/raspar ▪ ➔ Tetos, Telas, Paredes, Pilastras, Silos e pisos. ▪ Lavar com água sob pressão (de cima p/ baixo) ▪ Utilizar sabão ou detergente Fonte: https://portuguese.alibaba.com/ ▪ Desinfecção de instalações e equipamentos ▪ Poder desinfetante depende: higienização, coeficiente fenólico, diluição, temperatura, modo de aplicação. ▪ Inseticida, controle de roedores ▪ Vazio sanitário ➔ ≥10, ≤ 14 dias Manejo antes da chegada dos pintos Fonte: https://ruralpecuaria.com.br/ Fonte: Revista AveWorld - Edição 29. Adaptado de H. M. Optiz. Disponível em: <http://www.aveworld.com.br/default.php?acao=documento&cod=4322> DIAS SEMANAS MESES ANOS Micoplasmas Pasteurella (cólera) Salmonella Clostridium Haemophylus Campylobacter Bronquite infecciosa Esporos/Fungos Espiroqueta CAV (Anemia infecciosa). Vírus da Doença de Marek IBVD (Gumboro) DNV (New Castle) Pox (Bouba) ILT (Laringotraqueíte) AEV (Encefalomielite) Eimeria Esporos e fungos Tempo de sobrevivência fora do hospedeiro de alguns agentes etiológicos. Desinfetante Espectro da atividade* Ácidos Bactericida, Esporicida, Atua sobre alguns vírus Formaldeído Glutaraldeído Bactericida, Esporicida, Viricida, Fungicida Compostos de Iodo Bactericida, Esporicida, Viricida, Fungicida Compostos de Cloro Bactericida, Esporicida, Viricida, Fungicida Peróxido de Hidrogênio Bactericida, Atua sobre alguns vírus Fenol Cresol Bactericida, Fungicida, Atua sobre alguns vírus Compostos de Amônia Quartenária Bactericida, Esporicida, Fungicida, Atua sobre alguns vírus Propriedades dos desinfetantes mais frequentes. ▪ A capacidade de ação entre as bases e os tipos específicos de microrganismos Fonte: Revista AveWorld - Edição 29. Disponível em: <http://www.aveworld.com.br/default.php?acao=documento&cod=4322> Desinfetante bom: Barato e germicida Baixa toxicidade Solúvel em água Alto poder residual e não corrosivo Efetivo mesmo em quantidade moderada de MO Inodoro, estável quando estocado Boa capacidade de penetração Biodegradável Fonte: Lana, 2000. Fonte:www.avisite.com.br/revistadoovo/materias/ Cloro Iodo Fenol Amônia quartenária Fenol Bactericida + + + + + Fungicida - + + +/- + Virucida +/- + + +/- + Toxidade + - + + + Atividade c M.O +++ ++ + +++ + Corrosividade ++ ++ ++ - + Irritabilidade ++ + +++ - ++++ Odor +++ - ++++ - ++++ Nivel em ppm recomendado 200 a 250 100 a 150 1000 a 10000 250 a 500 variável Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte QUALIDADE DA CAMA Fonte: http://www.horseproducts.com.br/ As funções da cama de frangos ➢ Capacidade de: ▪ Absorver a umidade. ▪ Diluir a excreta, minimizando o contato das aves com os excrementos. ▪ ▪ Fornecer isolamento em relação à baixa temperatura do piso. Fonte: http://www.horseproducts.com.br/ ▪ Partícula de tamanho médio, homogêneo ▪ Capacidade de absorver a umidade ▪ Baixa condutividade térmica ▪ Boa capacidade de amortecimento ▪ Umidade ▪ Baixo custo e alta disponibilidade na região de criação ▪ Altura no verão: 5-8 cm ▪ Altura no inverno: 8-10 cm Como deve ser a cama do aviário? Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte – livre de material estranho – evitando encrostamentos – (Bom isolamento do piso) – (evitar calos) ➔ 20 – 25 % Cama Maravalha Casca de arroz Casca de amendoim Casca de café Palhas de culturas Bagaço de cana Areia Fonte: https://slideplayer.com.br/slide Materiais Características Maravalha Boa absorção e decomposição. Possível contaminação por inseticidas, os quais podem ser tóxicos e organoclorados que podem causar odor desagradável na carcaça. Palha picada Palha de trigo é o mais indicado. Possível contaminação por agrotóxicos, fungos e micotoxinas. De lenta decomposição, mais indicado se misturado 50/50 com maravalha Papel picado Pode ser de difícil manejo em condições úmidas. Papel liso não e recomendado. Casca e resíduos de cereais de arroz não e muito absorvente. Melhor se misturado a outros materiais. Pode ser ingerido. Pó de serra Não e adequado. Poeirento e pode ser ingerido Grãos de palha tratados quimicamente Usar conforme recomendações do fabricante. Areia Comumente usada em áreas áridas sobre solo de concreto. Pode funcionar bem, mas as aves terão dificuldades de locomoção se estiver muito profundo Características dos materiais de cama mais comuns Fonte: AGROCERES ROSS MELHORAMENTO GENÉTICO DE AVES S.A,. 2004. Materiais Características Maravalha de pinus Excelente absorção. Maravalha de madeira de lei Pode conter tanino que preocupa pela toxicidade e pelas lascas que podem causar lesões no papo. Serragem Apresenta alta umidade, podendo facilitar o desenvolvimento de fungos. Além disso, os pintos podem consumi-la, o que pode causar aspergilose. Palha picada Preferir palha de trigo a palha de cevada pela capacidade de absorção. A palha picada não refinada tende a aglutinar nas primeiras semanas. Papel De difícil manejo quando úmido, pode apresentar discreta tendência a aglutinar. Papel não funciona bem. Casca de arroz Uma opção barata em algumas áreas e pode ser uma boa opção de cama. Casca de amendoimTende a aglutinar e incrustar, mas é manejável. Bagaço de Cana Solução barata em certas áreas. Opções de Cama Fonte: Manual cobb 2019. Tipo de Cama Profundidade / Volume Mínimo Maravalha de Madeira 2,5 cm (1 pol.) Serragem Seca 2,5 cm (1 pol.) Palha Picada 1 kg/m² (0,2 lb/pé²) Casca de Arroz 5 cm (2 pol.) Cascas de Sementes de Girassol 5 cm (2 pol.) Requisitos Mínimos da Cama Fonte: Manual cobb 2019. 1) Altura no verão: 5-8 cm 2) Altura no inverno: 8-10 cm Dado que 1m³ = 187,5 kg cama Cálculo da quantidade de cama Quantidade = Largura x Comprimento x Espessura L 12,8 m x C 125 m x E 0,05 m: 80m3 (x187,5) =15.000 kg 1. L 12,8 m 2. C 125 m Dados: Área do galpão= 1500m2 7 aves/m2 Cálculo da quantidade de cama Dados: • 500 a 600 kg para cada 1000 aves; • 1m3 para 15m2 de área (altura de 10 cm) Ex: Área do galpão = 1500 m2 ; 1 m3 /15m2 = 1500/15 = 100 m3 = 14,5 ton OU 1500 m2 com densidade de 7 aves/m2 7 x 1500 = 10500 aves; 600 kg/1000 aves (600 x 1050)/10 = 6300 kg Alternativa para cama Lâminas de plástico/ripas Desvantagens: • Umidade e controle de moscas • Baixo fluxo de ar abaixo das lâminas Cama de frango: Reutilização Descarte Processos de fermentações e desinfecções Composteira / queima em caso de doenças no lote ▪ Cama reutilizada + de 5 vezes; ▪ Muito emplastada ; ▪ Muito molhada; ▪ Doença no lote Motivos para o descarte da cama Reutilização da Cama: ▪ Retirada de todos os equipamentos ▪ Retirar as partes emplastadas ▪ Lança chamas(penas) revolver cama e queimar as penas ▪ Amontoar a cama, se possível retira-la do galpão ▪ Umidecê-la (35-45%), se estiver seca Lavar e desinfetar o galpão ▪ Amontoada - (ideal 21dias) Reutilização da Cama: ▪ Boa fermentação = Bom vazio sanitário do galpão ▪ Cama + desinfetante ( cal auxilia na secagem da cama) ▪ Revolvê-la várias vezes até que atinja a umidade de 20-25% Avaliação da Cama ➢ Pegar um punhado da cama nas mãos e aperta-la suavemente. ▪ A cama deve aderir levemente à mão e desmanchar-se quando jogada ao chão. ▪ Se houver umidade excessiva, a cama permanecerá compacta mesmo após ser jogada no chão. ▪ Se a cama estiver seca demais, não irá aderir à mão quando apertada. ➢ O excesso de umidade da cama (>35%) pode causar problemas de saúde e/ou bem-estar nas aves Avaliação da umidade da cama INSTALAÇÕES DOS EQUIPAMENTOS NO GALPÃO Fonte: http://www.regiaodosvales.com.br/ Fonte: Bombardelliavicasp, 2020 Aquecimento das aves – Importância do aquecimento ? Circulo de criação/proteção Câmara de Alojamento (Casulo) ➢ Os 10 primeiros dias de idade os pintinhos não tem seus sistemas de termorregulação bem desenvolvidos Fonte: https://www.pasreform.com/ Montagem do circulo de criação/proteção: ➢Vantagem: ▪ Proteção contra correntes de ar ▪ Limitar a área disponível ➢Tipos: ▪ Chapas de Eucatex ▪ Duratex ▪ Compensado de madeira ▪ Folhas Metálicas ➢Altura: 40 – 60 cm ➢Diâmetro: 3 a 5m ➔ 500 pintinhos ➢ Forrar sobre a cama folhas de papel madeira/jornal Fonte: www.nutriavesdistribuidora.com.br/avicultura/equipamentos Equipamentos Comedouros - 1 : 100 aves Bebedouros - 1 : 100 aves Campânulas - 1 : 500 aves Cortinas Fonte: www.nutriavesdistribuidora.com.br/avicultura/equipamentos ➢ Esquema de montagem do círculo de proteção, dos sistemas de aquecimento em piso, com cobertura Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte Câmara de Alojamento (Casulo) ➢ Geralmente utilizado em instalações com isolamento inadequado. ▪ Objetivo: reduzir as flutuações de temperatura. ▪ Como funciona?: por meio da instalação de uma mini- cortina (casulo) dentro do galpão. ▪ É formada por um teto falso (forro) que corre de um beiral do telhado ao outro. ▪ Esse teto falso reduzirá bastante a perda de calor e facilitará o controle da temperatura. ➢ Cortina interna: Instalada a 1 metro da cortina externa ▪ Promoverá a vedação completa do piso até o teto falso nas extremidades dos beirais. ▪ A abertura dessa cortina deve ser feita pela parte superior, e nunca pela parte inferior. ▪ O mínimo movimento de ar no nível do piso causará o resfriamento dos pintos. ➢ Segunda cortina: pode ser usada para ventilação nos primeiros estágios. CASULO Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte Densidade de Alojamento da Câmara Idade (dias) Densidade (aves/m²) 0 a 3 55 a 60 4 a 6 40 a 45 7 a 9 30 a 35 10 a 12 20 a 25 13 a 15 10 a 15 OBS: A lotação inicial não deve exceder mais de 50 – 60 aves / m² (inverno) e 40 - 50 aves / m² (verão). Fonte: C o b b - v a n t r e s s . c o m 2019. Sistema de aquecimento: Aquecedores a lenha Campânulas Fornalhas Aquecedores elétricos Campânulas elétricas Lâmpadas infravermelhas Resistência embutida o piso Aquecedores a gás Campânulas a gás Campânulas de placa cerâmica Campânulas infravermelhas Geradores de ar quente Alternativos Aproveitamento de resíduos (Fornalhas, biogás) Canalização de água quente no piso Aquecimento solar Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte Sistema de aquecimento Iniciar o aquecimento 3h antes da chegada dos pintos ❖ Temperatura média de 32ºC Fonte: https://pt.slideshare.net/carpen2/manejo-do-frango-de-corte Programas de Luz ➢ Finalidades: ▪ Estimular o consumo de alimento; ▪ Melhorar o crescimento e adaptá-los ao galpão. ➢ Exemplos: ▪ 18 horas de luz por dia: acender às 04:00 horas e apagar ao clarear e acender ao entardecer e apagar às 22:00 horas. ▪ 20 horas de luz por dia: acender às 22 horas e apagar ao amanhecer. ▪ Luz diária+controle intermitente à noite: deixar 1 hora nos escuro e 3 horas com luz. ▪ Luz 24 horas por dia ▪ Somente luz natural Fonte: https://wall.alphacoders.com/ ➢Os programas dependem: ▪ Linhagem, ▪ Região, ▪ Estação do ano, ▪ Desempenho do lote ▪ Manejo adotado ➢ Contínuos – iluminação a noite inteira ➢ Contínuos – com interrupção – adota-se luz a noite inteira, exceto durante 1 hora (23 e 24 horas) ➢ Intermitentes – Ex.: Intercalação de 3 horas de iluminação com 1 hora de escuridão (ambientes controlados) Fonte: https://wall.alphacoders.com/ Fonte: manual Cobb 2019. VENTILAÇÃO NA FASE DE ALOJAMENTO Velocidades máximas do ar no nível das aves com base na idade: ➢ Até 14 dias de idade, as práticas da ventilação mínima deverão ser usadas para evitar o resfriamento acidental das aves. Fonte: Cobb vantress.com ➢ As temperaturas exigidas para que as aves encontrem conforto ambiental são as seguintes: TEMPERATURAS 32°C = 1°dia 30°C = 2° ao 7° dia 29°C = 2ª semana 27°C = 3ª semana 24°C = 4ª semana. ➢ O bom controle da temperatura irá propiciar melhor conversão alimentar e maior taxa de crescimento. Temperatura Frio Quente Normal Piando Bico e asas abertos Silenciosos Aglomeração Fuga do calor Bem espalhados Problemas respiratórios Diarréia Alimentação normal Empenamento fraco Desidratação Empenamento normal Alta mortalidade Alta mortalidade Mortalidade baixa Fonte: Universidade Federal de Pelotas Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça Universidade Federal Rural de Pernambuco Departamento de Zootecnia Parte 2 - MANEJO E PRODUÇÃO DE FRANGO DE CORTE ESCOLHA E QUALIDADE DO PINTAINHO Escolha do pintainho depende ➢ Preço e qualidade do pinto ➢ Distância e idoneidade do incubatório ➢ Objetivos da criação do lote Fonte: http://fagundeslima.blogspot.com/ ▪ Frango vivo ▪ Carcaça grande ▪ Carcaça galeto ▪ Cortes Qualidade dos pintainhos ➢ Características dos pintinhos de boa qualidade: Fonte: https://www.pasreform.com/ ▪ Penugem bem seca, longa e fofa. ▪ Olhos brilhantes, redondos e ativos. ▪ Comportamento ativo e alerta. ▪ Umbigos completamente cicatrizados. ▪ Pernasbrilhantes e cerosas ao tato. ▪ Ausência de tornozelos avermelhados. ▪ Ausência de deformidades ex. pernas tortas, pescoço torcido ou bico cruzado. Métodos de Sexagem Utilizados no Incubatório Métodos: . Empenamento . Cor da plumagem . Cloaca TRANSPORTE DOS PINTOS PARA A GRANJA Fonte: santos 2013 ➢ Utilização de caminhão apropriado para o transporte dos pintainhos do incubatória até a granja ➢ O caminhão deve ter ambiente controlado, com temperatura entre 26 e 29 ºC, com 70% UR( medida dentro da caixa dos pintainhos), com Min de corrente de ar de 0,7 m³ P/min. ➢ Manter espaço suficiente entre as pilhas de caixas para circulação de ar Temp (°C) Umid. Rel. (%) CO2 (ppm) Fluxo de ar Manejo dos pintos e sala de despacho 22-28 50-60 500-600 Suficiente Caminhão 22-28 50-60 500-600 Suficiente Granja Ar:32-35 50-60 500-600 Desprezível Chão: 28-60 Fonte: Jaqueline, 2015 cassia_slv@hotmail.com MANEJO PRÉ-ALOJAMENTO ▪ Verificar disponibilidade e distribuição de água e ração ▪ Acertar horário adequado para a chegada dos pintainhos ▪ Pessoal para descarregar ▪ Acender as campânulas com 3hs de antecedência ▪ Checar os círculos de proteção ▪ Descarregar as caixas próximo aos círculos ▪ Acender a iluminação interna ▪ Providenciar material de expediente (balança, caneta, calculadora, papel, etc) Recepção de pintainhos: Checklist MANEJO NA RECEPÇÃO DOS PINTAINHOS: ▪ Calcular o PM e unf das aves Recepção de pintainhos: O que Observar e Avaliar nos pintainhos? I.Pesando as caixas individualmente (100 pintos) 100/100 II.Considerar intervalo de 5% em relação ao peso médio ➢ Anotar o máximo de informações possíveis ➢ Amostrar algumas aves para necrópsia ➢ Retirar as caixas vazias imediatamente e queimá-las ➢ Retirada do caminhão ➢ Amostrar 2-5% do lote e proceder a contagem e seleção ▪ Pintos saudáveis e de boa qualidade; ▪ Ativos, olhos brilhantes, umbigo bem cicatrizado, tamanho e cor uniformes; ▪ Plumagem seca e macia, sem emplastamento na cloaca; ▪ Canelas brilhantes e lustrosas, sem deformidades; ▪ Não apresentar anomalias: pernas retorcidas, bicos cruzados, cabeça ou olhos defeituosos; ▪ Peso mínimo: 37- 47 g: Apresentar Uniformidade. Recepção de pintainhos: O que Observar e Avaliar nos pintainhos? Fonte: https://br.pinterest.com/ ➢ Primeiramente soltar os pintos cuidadosamente no círculo e se possível molhando o bico. ➢ Logo após, disponibilizar ração própria para a fase. Fonte: manual Ross RECEPÇÃO DOS PINTOS ➢ Iniciar o controle zootécnico do lote ▪ Quantidade de animais e data de chegada ▪ Marca comercial dos pintos ▪ Número do lote e o tratador ▪ Vacinas efetuadas no incubatório Fonte: manual Ross ➢ Observar constantemente a temperatura e o comportamento dos pintos nas instalações RECEPÇÃO DOS PINTOS MANEJO PÓS–RECEPÇÃO ➢ Verificar: temperatura dos pés das aves contra o pescoço ou o rosto do examinador... Se os pés estiverem frios, reavaliar a temperatura de pré- aquecimento. Manejo Pós-Alojamento: 1ª Checagem 4 a 6 Horas Fonte: https://www.fcav.unesp.br/ ➢ Consequências da Cama Fria: ▪ Baixo consumo precoce de ração ▪ Baixo crescimento ▪ Baixa uniformidade da ave Amostragem de ~100 aves/pinteiro Manejo Pós-Alojamento: 2ª Checagem 24 h após - Inglúvio ➢ Meta de padrão de consumo de ração e água ➢ Macios e flexíveis ➢ Papos endurecidos ➢ Papos inchados e distendidos ➢ Vazio O inglúvio de 95% das aves devem estar macios e flexíveis ao toque – Okay – Não houve acesso à água... O fornecimento de água deve ser verificado imediatamente. – Não houve acesso à ração ou não estão encontrando ração suficiente... o fornecimento de ração deve ser verificado imediatamente. – Sem Chance! Fonte: manual HY-line W-80. Manejo Pós-Alojamento ➢ Sistema completar de Bebedouros – retirar após 48 h ➢ Posicioná-los à altura dos olhos nas primeiras 72 h...Após esse período mantê-los ligeiramente acima da cabeça das aves... ➢ Nipple - Observar os Pés das Aves: Devem estar em contato com a cama...as aves não devem ficar na ponta dos pés para beber água ➢ Regular os comedouros de modo que a borda do prato esteja na altura do dorso da ave Fonte: https://produto.com.br/ Fonte: https://docplayer.com.br/ Aconselha-se que a borda superior da calha do comedouro coincida com o dorso das aves, conforme demonstrado na Figura, com o tubular. Bebedouros pendulares preconiza-se uma regulagem que o pinto possa beber confortavelmente de forma que, a partir de 5 a 20 dias a base superior do bebedouro esteja à altura de 5 cm do dorso da ave. Fonte: EMBRAPA MANEJO NA PRIMEIRA SEMANA Manejo na primeira semana ▪ 23h de luz + 1h escuro na primeira semana ▪ Substituição constante de água do bebedouro tipo pressão ▪ Fornecimento de ração diária ▪ Retirar o forro de papel ou jornal no 3º dia ▪ Controlar/averiguar a temperatura do círculo constantemente Idade (dias) Temperatura °C 1 – 7 32 8 – 14 29 15 – 21 26 22 – 28 23 29 – 35 20 Fonte:https://www.metropoles.com/ ➢Aumentar gradativamente o tamanho do círculo de criação aumentando o número de equipamentos unindo os círculos em dois a dois. Fonte: Rocha, 2019 MANEJO NA SEGUNDA SEMANA ▪ Um programa de luz com no mínimo de 4 horas de escuro ▪ Desfazer o círculo utilizando-se apenas para quebrar os cantos das instalações ▪ Manter bebedouros na proporção de 1:50 ou começar a substitui-los pelos definitivos ▪ Manejar as cortinas de acordo com a temperatura Fonte: https://alivefm.pt/ ▪ Limpeza constante dos bebedouros ▪ Abastecimento de ração quando necessário Fonte: http://docplayer.com.br/ MANEJO DA TERCEIRA SEMANA ATÉ O ABATE ▪ Elevar gradativamente a altura dos equipamentos ▪ Distribuir uniformemente os equipamentos evitando movimentação desnecessária e desuniformidade dos animais ▪ Retirada definitiva dos aquecedores ▪ Realizar viragem da cama (1 – 2 vezes na semana) ▪ Favorecer conforto térmico aos animais constantemente ▪ Certificar-se do bom funcionamento dos equipamentos Fonte: https://www.marangoni.com.br/ ▪ Retirar as aves mortas ➔ problemas ▪ Registrar consumo de ração, mortalidade, medicamentos e vacinações efetuadas ▪ Realizar avaliações semanais do desenvolvimento baseadas principalmente no peso corporal, empenamento, coloração e uniformidade dos frangos (aspectos visuais)). Fonte: http://www.agronovas.com.br/ Regulagem bebedouros e comedouros MANEJO ALIMENTAR E EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS Ração: Tipos de Fornecimento PROGRAMA TIPO DE RAÇÃO 01 Farelada em todas a fases 02 Farelada (PI), Triturada (I), Peletizada (C-E-F) 03 Triturada (PI-I), Peletizada (C-E-F) 04 Triturada (PI-I), Peletizada (C-E), Farelada (F) Fonte: https://agroruralnews.blogspot.com/ Programas de alimentação utilizados com frangos de corte - Fases e dias Disponível em: <http://www.polinutri.com.br/conteudo_artigos_anteriores_setembro02.htm> Fonte: Rostagno, Toledo e Albino, 2002. Adaptado por Ribeiro, 2020. 3 rações Inicial 1-21 dias Crescimento 22-42 dias Terminação 43-47 dias 4 rações Pré-inicial 1-10 Inicial 11-21 Crescimento 22-42 Terminação 43-47 5 rações Pré-inicial 1-10 Inicial 11-21 Crescimento I (22-33) Crescimento II (34-42) Terminação 43-47 ➢ O consumo médio de ração é: ▪ Ração pré-inicial (1 a 10d) – 245 g/ave ▪ Ração inicial (11 a 21d) – 780 g/ave ▪ Ração engorda (22 a 42d) – 3.445 g/ave ▪ Ração acabamento (43 a 47d) – 810 g/ave Fonte: https://www.agriexpo.online/ Exigências Nutricionais de Frangos de Corte Machos de Desempenho Médio-Superior Fonte: ROSTAGNO et al., 2017. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO LOTE PM = Peso vivo do lote na retirada Número de aves retiradas CR = Consumo de ração Número de aves retiradas CA = Consumo de ração do lote Peso vivo do lote Viabilidade = Número de frangos retirados x 100Números de pintos recebidos Fator de Produção = PM (kg) x Viabilidade x 100 Idade do abate(dias) x conversão alimentar FP = PM (kg) x Viabilidade x 100 Idade do abate(dias) x conversão alimentar ➢ O Desempenho Zootécnico de Frangos de Corte é medido pelo Fator de Produção (FP): Exemplo 1: ✓ Peso do lote: 52.785 kg ✓ Idade ao abate: 43 dias ✓ Número de aves alojadas: 20.000 ✓ Nº de aves mortas: 450 ✓ Ração enviada: 123.093 kg ✓ Sobra de ração: 6.551,125 kg Fonte: https://www.fcav.unesp.br 2016. https://www.fcav.unesp.br/ MANEJO NO PRÉ-ABATE E NA RETIRADA DO LOTE Manejo pré-abate ➢8-10h de jejum ( calcular transporte e espera). Não exceder 12h! ➢Consequências do tempo prolongado: ▪ Ingestão de cama; ▪ Perda de peso; ▪ Proliferação de salmonella e campylobacter; ▪ Insensibilidade inadequada. ➢ Cuidados são necessários Retirada do lote ▪ Aviso de recolhimento do lote; ▪ Inspeção pré-abate (peso médio, uniformidade e estado sanitário); ▪ Pessoal (equipe de 14 pessoas para 12000 frangos); ▪ Retirar a ração 6 horas antes da retirada do lote; ▪ Retirar a água 15 minutos antes; ▪ Retirar equipamentos; ▪ Evitando contusões, lesões nas pernas, calos de peito, etc. ➢ Manejo de retirada do lote: ▪ Carregamento diurno (pequenos círculos 150 a 200 aves); ▪ Carregamento noturno (usar luz azul); ▪ Tempo de carregamento (200 caixas em 45 minutos); ▪ Números de aves/caixa: 0,020m2/kg no inverno e 0,024m2/kg no verão; ▪ Fazer a apanha sem estressar as aves e não bater as caixas no carregamento; ▪ Transportar as aves nas horas mais frescas do dia. Retirada do lote Easyload System Fonte: http://download.poultryandmeatprocessing.com/ Transporte ▪ Baixa densidade de aves / caixa em dias quentes ▪ Início da manha e fim de tarde ▪ Trajeto Fonte: https://civilizacaoengenheira.wordpress.com/ Fonte: https://www.embrapa.br/documents/ Problemas na avicultura de corte Problemas locomotores ➢ Deformidade óssea devido ao rápido crescimento ▪ Bem-estar animal ▪ Desempenho ▪ Prejuízos ▪ Alojamento ▪ Manejo Problemas locomotores • Alterações na placa de crescimento (raquitismo, discondroplasia, condrodistrofia ou perose e degeneração femoral) • Desordens do desenvolvimento e/ou congênitas (espondilolistese e defeitos de angulação do tipo valgus e varus) • Doenças infecciosas (osteomielite e lesões dos tendões) ▪ Dores ▪ Sentadas ▪ Calos no peito, feridas nos pés, queimaduras na região do tarso (dermatites de contato) ▪ Comprometimento da carcaça Problemas locomotores • Desarranjos nutricionais (deficiências e imbalanços) • Fatores genéticos • Patógenos • Práticas de manejo.... São fatores que afetam diretamente o crescimento e desenvolvimento normal do tecido ósseo Ascite e Síndrome da morte súbita Ascite • Acúmulo de líquido na cavidade abdominal • Velocidade de crescimento e ganho de peso • Alta necessidade de oxigênio nos tecidos • Desenvolvimento muscular superior ao desenvolvimento dos órgãos importantes (coração, pulmão) • Sobrecarga no sistema respiratório O2 e CO2 Ascite e Síndrome da morte súbita Síndrome da morte súbita • Morte do animal sem causa aparente • Velocidade de crescimento e ganho de peso • Alta necessidade de oxigênio nos tecidos • Desenvolvimento muscular superior ao desenvolvimento dos órgãos importantes (coração, pulmão) • Sobrecarga no sistema cardiorespiratório O2 e CO2 • Animais encontrados mortos na posição de decúbito dorsal Ascite e Síndrome da morte súbita González et al. 2001 DESTINO DAS AVES MORTAS Destino das aves mortas ➢ Incineração → Indicada quando ocorrer um problema sanitário grave. Fonte: https://www.resiclean.com.br/ ➢ Deposição em fossas sépticas → Telhado sólido; Tampa com encaixe perfeito; Acessíveis e eficazes; Longe de lençóis freáticos. Fonte: http://estaticog1.globo.com/ Destino das aves mortas ➢Valas abertas ou parcialmente cobertas → Atrai animais silvestres; Fontes de contaminação; Vetores de doenças. Fonte: https://www.comprerural.com/ ➢Compostagem→ Fonte: https://images.engormix.com/ Mão-de-obra; Econômico e fácil de manejar; Não polui o ambiente; Adubo. PLANEJAMENTO/ INSTALAÇÕES ➢ Qual o número de galpões para uma produção semanal ou quinzenal predefinida ? Fonte: http://licenciadorambiental.com.br/ Fonte: https://www.feedfood.com.br/ Planejamento da criação ➢ Ciclo de produção: CP = Criação + Limpeza/Desinfecção/Descanso CP = P + D ➢ Depende do ciclo de criação: ▪ Exportação: 35 dias + 14 dias de descanso/ vazio = 49 dias ▪ Interno: 45 dias + 14 dias de descanso/ vazio = 59 dias ▪ Partes: 52 dias + 14 dias de descanso/ vazio = 66 dias Planejamento da criação ➢ Intervalo de entrada de um lote para outro = frequência da venda ▪ Semanal ▪ Quinzenal ▪ 3 semanas (mínimo) ▪ Mensal Quanto menor o intervalo – mais racional o uso da mão de obra e equipamentos Cálculo do n° de galpões e/ou núcleos Núcleo = conjunto de galpões de uma mesma idade I = 𝐶𝑃 𝐸 ➢ n° Galpões depende do volume de produção a cada intervalo. Está em função da capacidade de cada galpão I = número de instalações ou galpões CP = ciclo produtivo, onde, é determinado pela idade da venda ou abate + vazio sanitário (média de 14 dias – compreende período de limpeza e descanso) E= intervalo de entrada de aves (=frequencia de venda ou abate das aves ) Calcule a quantidade de galpões para criação de 10 mil frangos para serem abatidos com 42 dias de idade, com uma frequência de alojamento semanal: I = (42 +14)/7 = 8 galpões. Número de lotes/galpão/ano 365 dias : 56 (CP) = 6,51 lotes/galpão/ano Aves produzidas/ano/galpão = 10.000 - ~ 3% (mortalidade e refugagem) x 6,51 = 63.147 aves Aves produzidas/ano na granja = 63.147 x 8 galpões – 505.176 aves produzidas Desempenho de Frangos de Corte - Linhagem COBB Fêmeas - Linhagem COBB Machos - Linhagem COBB Misto - Linhagem COBB Literatura utilizada Manual Cobb vantress 2019. https://www.cobb-vantress.com/assets/Cobb-Files/df5655a7e9/Broiler-Guide-2019-POR-WEB.pdf Manual Ross 2018. http://pt.aviagen.com/assets/Tech_Center/BB_Foreign_Language_Docs/Portuguese/Ross-BroilerHandbook2018- PT.pdf Manejo de frangos de corte aula PDF https://docplayer.com.br/8270589-Manejo-de-frangos-de-corte-prof-dr-levy-rei-de-franca.html Relatório de Estágio de Acompanhamento de Rotina em Granja de Integração Comercial, 2013. https://www.passeidireto.com/arquivo/49330178/avicultura Manejo de frango de corte-UNESP, 2016. https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/edneypereiradasilva/a_5.pdf Produção de frangos de corte- Profa. Nilva K. Sakomura, 2014. https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/NILVAKAZUESAKOMURA/aula_3_producao_de_frango s_de_corte.pdf Tabelas Brasileiras para aves e suínos, 2017. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4532766/mod_resource/content/1/Rostagno%20et%20al%202017.pdf ➢ Frangos de corte: Cuidados com a ambiência na fase inicial: https://www.youtube.com/watch?v=ti5ZwoZYx9Q&t=189s ➢ Ação&Manejo: Pintinhos: avaliando sua qualidade: https://www.youtube.com/watch?v=aoY1HyDHmzk ➢ Frango de corte - Importância da primeira semana: https://www.youtube.com/watch?v=m2-Ty_Znrws ➢ Nutrição de precisão para frangos de corte - PARTE 1: https://www.youtube.com/watch?v=ziekL79CYKI ➢ Nutrição de precisão para frangos de corte - PARTE 2: https://www.youtube.com/watch?v=9SpFR8xsB5k ➢ Manejo pré abate: https://www.youtube.com/watch?v=4HygYCJirMg&app=desktop Vídeos recomendados Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: Exemplo Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109 Slide 110 Slide 111 Slide 112 Slide 113 Slide 114 Slide 115 Slide 116 Slide 117 Slide 118 Slide 119 Slide 120 Slide 121 Slide 122 Slide 123 Slide 124