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VAMOS PENSAR 
UM POUCO
 1. Vamos olhar para a nuvem de palavras poeticamente. Se juntarmos algumas dessas pala-
vras podemos criar mensagens. Por exemplo: Essa voz é possível.
a) Copie no caderno e complete as frases a seguir com palavras da nuvem. 
 Nossa voz...
 Vai lá e...
 Sou tão...
 Meus dias vão...
 Que viver seja...
 Essa busca mostra...
 Um mar de coisas virá...
b) Monte outras frases, à sua escolha.
c) Que mensagem predomina nas suas escolhas? 
 2. Se você fosse elaborar uma nuvem pessoal de palavras pensando na sua futura vida profi s-
sional, que palavras colocaria nela?
 3. Pense agora em uma nuvem de palavras que fosse representativa da sua vida dentro de dez 
anos. Há respostas e comentários gerais no Manual do Professor, Parte Específi ca.
a) Para selecionar as palavras mais representativas, escreva no caderno respostas para questões 
como:
■ De que modo gostaria de estar? 
■ Onde? Com quem? 
■ O que estaria fazendo? 
b) Usando um site gratuito de criação de nuvens de palavras, crie uma que represente essas 
projeções. 
c) Se possível, fotografe sua nuvem e compartilhe com os colegas. 
4. Na nuvem há alguns verbos no presente e outros no futuro. Você está quase concluindo 
uma etapa de vida e pode olhar para o passado e pensar o futuro.
a) O que signifi ca chegar até esse seu presente?
b) Como você avalia os anos de Ensino Médio vividos na escola? O que aprendeu até aqui? O 
que gostaria ainda de aprender? 
c) Que sentimento predomina quando pensa no futuro a ser construído a partir de agora?
Se os estudantes tiverem difi culdade em defi nir a mensa-
gem, proponha que leiam as frases elaboradas nos itens 1a
e 1b e deixem os colegas se manifestarem a respeito de 
como percebem a mensagem, se otimista, preocupada com 
o futuro, realista, entre outras possibilidades.
Seria interessante que os estudantes escrevessem e lessem as respostas 
uns dos outros, depois discutissem se fi ca clara certa escolha ou inclinação 
profi ssional. 
As questões a seguir serão retomadas em outro contexto mais adiante. Aqui elas são uma pro-
vocação para os estudantes pensarem muito livremente, como em um brainstorm, em algumas 
projeções que mais adiante eles vão registrar de modo mais ponderado e refl etido. A atividade 
pode funcionar, assim, como um aquecimento.
1. c) Se considerar conveniente, chame a atenção de cada estudante 
para as palavras em maior destaque na nuvem: são escolhas profi ssio-
nais? Representam angústias e/ou incertezas? Procure ajudá-los nessa 
percepção, observando o que sobressai: alguns direcionamentos ou 
incertezas; talentos ou atividades profi ssionais, etc.
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PROVOCAÇÕES
 Texto 1
Fatores que interferem na escolha profi ssional e o conceito de vocação 
[...]
Sabemos que a adolescência é um período de muitas escolhas, e, por isso, é comum ser também uma 
fase de grande stress. Esse período se torna conflituoso não só pela pressão de uma escolha profissional, 
mas também por ser acompanhado de mudanças psicofisiológicas inerentes à adolescência. 
[...]
Inúmeras variáveis podem influenciar e agravar o estado de stress de um adolescente que se 
encontra na fase de escolhas, tais como influência familiar, amizades, escolares, midiáticas, a 
preocupação com o mercado de trabalho, com a dificuldade dos vestibulares, entre tantos outros 
fatores. O afunilamento de tantas variáveis irá definir nossa trajetória profissional, assumido por 
interesses e habilidades profissionais. 
Dentre as variáveis que interferem no processo de escolha de um jovem, a família é apontada em 
primeiro lugar (SANTOS, L. M. M. – O papel da família e dos pares na escolha profissional. Psicologia 
em Estudo, p. 56-57, 2005), o que pode ajudá-lo a encontrar suas aptidões ou atrapalhar, quando tenta 
escolher a profissão do mesmo. Ao mesmo tempo em que o jovem deposita nos pais e familiares confiança 
de solução deste conflito interno, os pais também podem possuir anseios e expectativas que acarretam 
conflitos decisórios. Segundo Andrade (In: LEVENFUS. Psicodinâmica da escolha profissional. Porto Alegre: 
Artmed, 1997. p. 123-134.), muitas vezes o jovem não percebe as influências que sofre de seus familiares, 
pois, por vezes, essa influência está implícita em ideais familiares, valores e conceitos que internalizou. 
A interferência da família faz com que o jovem se sinta cobrado, e até mesmo obrigado, a seguir 
um determinado caminho, porém, se este mesmo jovem está sujeito ao excesso de liberdade, pode se 
sentir abandonado e sem apoio para tomar a decisão de sua profissão.
[...]
É frequente ouvirmos jovens em fase de decisão profissional afirmar que devemos descobrir nossa 
“vocação” e segui-la, como um dom natural que nos é dado. Essa concepção de “vocação” exclui a ideia 
de que cada sujeito se constrói a partir de suas histórias e vivências, anulando de cada um a condição 
de sujeito ativo, e cria a ilusão de que estamos destinados a alguma função ideal. Como colocam 
Emmanuele e Cappelletti: 
[...] a crença na existência tangível de uma vocação oferece resguardo ante a insegurança que gera 
a busca de um lugar e uma posição a ocupar no futuro, em um mundo supostamente adulto, cuja 
cultura regula a produção de bens mediante a aparência de uma eficiente distribuição do trabalho. 
(La Vocación. Buenos Aires: Lugar, 2001. p. 48.)
[...]
PRADELLA, Leticia Cristina Chiavini do Couto. Fatores que interferem na escolha profissional e o conceito de 
vocação. São Carlos, Universidade de São Paulo, 2015. Disponível em: http://docplayer.com.br/30122010-Fatores-
que-interferem-na-escolha-profissional-e-o-conceito-de-vocacao.html. Acesso em: 5 dez. 2019.
Leticia Pradella (1996-) é professora formada pelo Instituto de Física
de São Carlos (USP). 
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 1. Segundo o texto, a infl uência na escolha da carreira por parte de amizades, escola, mídia, 
somada à situação do mercado de trabalho, à difi culdade dos vestibulares, entre outros 
fatores, pode provocar ou agravar o estresse do jovem que precisa escolher uma carreira.
a) Estresse é uma reação emocional do organismo quando submetido a pressão ou a uma si-
tuação que exige um grande esforço para ser superada. Você se sente estressado? Em que 
situações? Consegue controlar seus sentimentos? 
b) Você sofre a infl uência na tomada de decisão de alguma das fontes mencionadas no texto? 
Qual? Explique como ocorre essa infl uência. 
 2. Segundo o texto, a principal fonte de infl uência dos jovens para a escolha da carreira é a 
família.
a) Que tipo de infl uência a família exerce nos jovens?
b) Essa infl uência em certos casos é vivida como confl ito. Explique como ele se dá. 
c) Sua família também exerce essa infl uência? Você considera que ela ajuda ou pode atrapalhar 
seu processo de escolha? 
 3. O texto também discute o conceito de vocação.
a) Que posição o texto assume com relação a esse conceito? 
b) Alguém já declarou a você que determinada vocação se ajusta a seu perfi l? Se sim, como 
percebe o que lhe atribuem? 
 Texto 2
Metade dos jovens escolhe carreira sem conhecer pro� ssão
Uma pesquisa realizada pela Universidade Anhembi Morumbi com 18.477 alunos do 3o ano 
do ensino médio na cidade de São Paulo revelou que 59% desses estudantes já escolheram a 
carreira que querem seguir – nas escolas públicas, o índice chega a 63%. Entre aqueles que já 
estão decididos, contudo, menos da metade (46%) 
revelou ter mantido algum contato com a profissão 
escolhida. O estudo aponta ainda que 27% de todos 
os estudantes têm dúvidas sobre o mercado de 
trabalho. “Percebemos queos estudantes se decidem 
pela carreira sem conhecer a fundo a área de 
interesse”, afirma Luciano Romano, coordenador do 
levantamento.
A influência exercida pelos pais na escolha da 
carreira pode ser percebida na predominância de 
carreiras tradicionais – medicina, direito, arquitetura 
e urbanismo, engenharia civil e administração são 
as mais escolhidas. Para Romano, a explicação é 
simples: “É comum que pais conheçam advogados 
ou administradores, por exemplo, e, assim, 
apresentarem essas carreiras aos filhos. Conversas 
sobre profissões como games e gerenciamento de 
e-commerce são, é claro, menos frequentes.”
Pode determinar uma área ou mesmo uma pro� ssão 
a ser seguida. 
2. b) O jovem pode se sentir pressionado, cobrado ou até mesmo obrigado a seguir deter-
minado caminho; mas, se, ao contrário, não houver manifestações de outras pessoas sobre 
isso, pode sentir-se abandonado, sem apoio. 
3. a) Posiciona-se contrário ao conceito de vocação tal como ele é entendido no senso 
comum: como um dom natur al. O texto a� rma o entendimento de que cada sujeito se 
constrói a partir de suas histórias e vivências; podemos 
acrescentar tam bém que as escolhas são importantes 
nessa construção.
Há respostas e comentários gerais no Manual do Professor, Parte Especí� ca.
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Bruna Tokunaga Dias, gerente de orientação de carreira da agência de recrutamento Cia de 
Talentos, destaca que a atual geração leva muito em conta a opinião dos amigos na hora de tomar 
decisões, mas que a posição dos pais mantém peso muito grande nesse momento. Isso porque são 
eles que, em grande parte dos casos, vão pagar a mensalidade da faculdade. “Frequentemente nos 
deparamos com pessoas que já sabem o que querem, mas cujos pais não concordam com a decisão 
e, por isso, se negam a custear os estudos”, diz Bruna.
Além da opinião familiar, tradição e remuneração da profissão, os jovens são atraídos pelas 
carreiras que estão em alta. “Há algum tempo houve uma demanda alta por cursos de hotelaria e 
turismo, já que essas áreas estavam em evidência. Porém, quando aqueles alunos levados pela ‘moda’ 
estavam se formando, o mercado já esfriava”, conta Bruna. A especialista orienta os estudantes a 
conciliar aptidões e gostos no momento da decisão. “Influência familiar, modismo e mercado vão 
mudar. No fim das contas, será você sozinho trabalhando oito horas por dia na mesma área.”
A pesquisa foi realizada entre os meses de fevereiro e abril. Foram ouvidos 10.162 mulheres e 
8.315 homens – 66% estão na rede privada de ensino e 34%, na pública.
MAGGI, Lecticia. Metade dos jovens escolhe carreira sem escolher profissão. Veja, São Paulo, 23 maio 2013.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/educacao/metade-dos-jovens-escolhe-carreira-sem-conhecer-profissao/.
Acesso em: 5 dez. 2019.
5. b) Porque as carreiras tradicionais em geral criam a ilusão de segurança, estabilidade, e parecem mais promissoras e seguras. As outras 
mencionadas, por serem novas, são desconhecidas dos pais, assim como seu potencial de empregabilidade e de geração de rendimentos.
Lecticia Maggi (1987-) é jornalista e pós-graduada em Gestão de Negócios. 
É coordenadora de comunicação da Interdisciplinaridade e Evidências no Debate 
Educacional (Iede), organização que tem como objetivo ajudar a qualifi car o 
debate educacional no país.
 4. A pesquisa citada revela que 59% dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio na cidade de 
São Paulo já escolheram a carreira que querem seguir, mas apenas menos da metade (46%) 
diz ter mantido algum contato com a profi ssão escolhida. 
a) De que modo é possível entrar em contato com a profi ssão escolhida?
b) Quais as vantagens que se pode ter ao entrar em contato com essa profi ssão?
c) Que riscos pode haver em não ter esse contato?
 5. O texto volta a falar da infl uência dos pais, mas acrescenta outras variáveis que costumam 
ser consideradas na escolha da carreira pelos jovens.
a) O texto cita uma razão que explica em parte o peso que tem a opinião dos pais na escolha da 
carreira. Qual é ela?
b) Nas conversas com os pais sobre profi ssões, prevalece a valorização de carreiras tradicionais. 
Por que pouco se conversa sobre a possibilidade de atuar na área de games ou em gerencia-
mento de e-commerce? 
c) Você conhece alguma carreira nova que considera promissora? Gostaria de conversar sobre 
ela com seus pais? Há respostas e comentários gerais no Manual do Professor, Parte Especí� ca.
 6. O texto também se refere a carreiras “que estão em alta”. Em geral, carreiras fi cam em alta 
quando o mercado tem necessidade de profi ssionais de determinada área. As oportunida-
des então se expandem e o salário em geral torna-se atrativo.
a) Que risco pode correr quem opta por uma carreira por esse motivo? 
b) Você identifi ca alguma profi ssão que esteja “na moda”? Em sua opinião, por que ela é consi-
derada assim? 
Conhecimento das possibilidades de atuação dentro da carreira e da realidade do dia a dia do trabalho.
Corre-se o risco de idealizar a carreira e depois decepcionar-se.
O fato de que, no caso dos que irão para uma escola particular, são os pais que pagam o curso.
O risco de o mercado entrar em 
equilíbrio, a demanda estabilizar 
e a pro� ssão se desvalorizar. 
4. a) Procurando contato com pro� ssionais que já atuem na carreira pretendida, com empresas em que 
dada pro� ssão seja requisitada, buscando reportagens em revistas e jornais de negócios (na internet é 
possível acessar periódicos e publicações desse tipo), lendo a seção de economia dos jornais de ampla 
circulação, pesquisando em blogues de economistas ou em sites de empresas, buscando entrevistas de 
pro� ssionais que atuem na carreira pretendida, etc.
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PROVOCAÇÕES
 Texto 3
Por que é tão difícil escolher uma carreira?
[...]
A diversidade dos cursos é a primeira dificuldade que o jovem enfrenta na hora de decidir qual 
carreira seguir. À medida que o número de profissões aumenta, o mercado torna-se cada vez mais 
exigente e competitivo. Por esse motivo, pesquisar sobre as diversas áreas do conhecimento é muito 
importante para compreender os caminhos para onde cada profissão pode levar.
[...]
Outra pedrinha no caminho da escolha profissional é a influência externa. Muitas vezes, o real 
desejo do jovem fica em segundo plano e ele pode escolher o curso baseado na opinião de amigos 
e familiares. Quando isso acontece, aumentam as chances de ele desistir do curso no meio do 
caminho e voltar à estaca zero, normalmente, mais perdido do que antes e sem saber o rumo que 
deseja seguir. Por isso eu sempre aconselho às famílias que apoiem a escolha de seus filhos, afinal, 
quem seguirá aquela carreira serão eles e não os pais!
A desistência na metade do caminho não se dá apenas porque o jovem seguiu o caminho que os 
outros desejaram. Isso também pode acontecer porque os interesses podem mudar à medida que 
o estudante entra em contato com a profissão. Para evitar que isso ocorra é importante mediar tais 
interesses com as aptidões que o jovem possui. Os traços da personalidade, a hereditariedade, a 
cultura e as influências pessoais são fatores que costumam interferir nos desejos externos.
Atentos a esses pontos, as opções ficarão mais claras e a decisão será tomada com sabedoria e 
autoconsciência. Afinal, como o empresário norte-americano Roy Disney dizia: “não é difícil tomar 
decisões quando você sabe quais são os seus valores”.
ESTEVES, Sofia. Por que é tão difícil escolher uma carreira? Exame, São Paulo, 20 mar. 2017.
Disponível em: https://exame.abril.com.br/carreira/por-que-e-tao-dificil-escolher-uma-carreira/. 
Acesso em: 3 dez. 2019.
A psicóloga Sofi a Esteves (1969-)é fundadora da consultoria DMRH, da qual faz 
parte o Grupo Companhia de Talentos. É também comentarista de carreira da 
GloboNews. 
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 7. O texto 3 traz outra variável para a equação das escolhas: a diversidade dos cursos. 
a) O texto argumenta que, com um número de profi ssões cada vez maior, o mercado também 
se torna cada vez mais exigente e competitivo e por isso é preciso compreender os cami-
nhos para onde cada profi ssão pode levar. O que signifi ca caminhos, nesse contexto? 
b) Onde você poderia pesquisar sobre a carreira que escolher? 
c) A essa altura você já deve ter noção da carreira que gostaria de seguir. Que caminhos ela 
abre para você?
 8. Releia esta citação do texto: “[...] não é difícil tomar decisões quando você sabe quais são 
os seus valores”.
a) A citação articula escolha e valores. Como se dá essa articulação? 
b) Que valores você acha importante afi rmar nas suas escolhas? 
8. a) Os valores estão na base da nossa apreciação do mundo e das nossas escolhas. Como parte inte-
grante de nós, manifestam-se no que fazemos e nas nossas projeções.
7. a) Signifi ca possibilidades de atuação, subáreas dentro da grande área que escolheu. Por exemplo, na 
área de contabilidade o estudante pode optar pela docência e pesquisa, por trabalhar em um escritório, 
por abrir um escritório ou ainda atender a um setor específi co de empresas, como as de publicação; pode 
complementar a formação com cursos que lhe deem conhecimento jurídico para melhorar ainda mais sua 
atuação; etc.
7. b) Os estudantes podem pesquisar em sites de empresas, junto a profi ssionais da área, em publicações especializadas, entre 
outras fontes de pesquisa.
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