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PEDAGOGIA INTERDISCIPLINAR
O pedagogo interdisciplinar é um profissional pertinente a trabalhar um conhecimento de várias formas ou facetas, onde o aluno se torna agente TRANSFORMADOR do próprio conhecimento.
A interdisciplinaridade começou a ser abordada no Brasil a partir da Lei de Diretrizes e Bases  Nº 5.692/71. Desde então, sua presença no cenário educacional brasileiro tem se tornado mais presente e, recentemente, mais ainda, com a nova LDB Nº 9.394/96 e com os Parâmetros. Além da sua grande influência na legislação e nas propostas curriculares, a interdisciplinaridade tornou-se cada vez mais presente no discurso e na prática de professores.
A utilização da interdisciplinaridade como forma de desenvolver um trabalho de integração dos conteúdos de uma disciplina com outras áreas de conhecimento é uma das propostas apresentadas pelos PCN`s que  contribui para o aprendizado  do aluno.  Apesar disso, estudos têm revelado que a interdisciplinaridade ainda é pouco conhecida.
É possível a interação entre disciplinas aparentemente distintas. Esta interação é uma maneira complementar ou suplementar que possibilita a formulação de um saber crítico-reflexivo, saber esse que deve ser valorizado cada vez no processo de ensino-aprendizado. É através dessa perspectiva que ela surge como uma forma de superar a fragmentação entre as disciplinas. Proporcionando um diálogo entre estas, relacionando-as entre si para a compreensão da realidade. A interdisciplinaridade busca relacionar as disciplinas no momento de enfrentar temas de estudo.
Segundo Libâneo (1994), o processo de ensino se caracteriza pela combinação de atividades do professor e dos alunos, ou seja, o professor dirige o estudo das matérias e assim, os alunos atingem progressivamente o desenvolvimento de suas capacidades mentais. É importante ressaltar que o direcionamento do processo de ensino necessita do conhecimento dos princípios e diretrizes, métodos, procedimentos e outras formas organizativas.
Ela implica na articulação de ações disciplinares que buscam um interesse em comum. Dessa forma, a interdisciplinaridade só será eficaz se for uma maneira eficiente de se atingir metas educacionais previamente estabelecidas e compartilhadas pelos atores da unidade escolar.
A interdisciplinaridade oferece uma nova postura diante do conhecimento, uma mudança de atitude em busca do contexto do conhecimento, em busca do ser como pessoa integral. A interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com os limites das disciplinas.
MULTIDISCIPLINARIDADEA multidisciplinaridade é a visão menos compartilhada de todas as 3 visões. Para este, um elemento pode ser estudado por disciplinas diferentes ao mesmo tempo, contudo, não ocorrerá uma sobreposição dos seus saberes no estudo do elemento analisado. Segundo Almeida Filho (Almeida Filho, 1997) a idéia mais correta para esta visão seria a da justaposição das disciplinas cada uma cooperando dentro do seu saber para o estudo do elemento em questão. Nesta, cada professor cooperará com o estudo dentro da sua própria ótica; um estudo sob diversos ângulos, mas sem existir um rompimento entre as fronteiras das disciplinas. Como um processo inicial rumo à tentativa de um pensamento horizontalizado entre as disciplinas, a multidisciplinaridade institui o inicio do fim da especialização do conteúdo. Para Morin (Morin, 2000) a grande dificuldade nesta linha de trabalho se encontra na difícil localização da "via de interarticulação" entre as diferentes ciências. É importante lembrar que cada uma delas possui uma linguagem própria e conceitos particulares que precisam ser traduzidos entre as linguagens.
 TRANSDISCIPLINARIDADE não significa apenas que as disciplinas colaboram entre si, mas significa também que existe um pensamento organizador que ultrapassa as próprias disciplinas. É diferente de interdisciplinaridade, que exemplificando através de uma analogia, é basicamente como as nações unidas, que simplesmente une para discutir os problemas particulares de cada região. Nisto a transdisciplinaridade é mais integradora. Conforme o Artigo 3 da Carta da transdisciplinaridade1 , "a Transdisciplinaridade é complementar da aproximação disciplinar; ela faz emergir da confrontação das disciplinas novos dados que as articulam entre si e que nos dão uma nova visão da natureza e da realidade."Mas, para haver essa dita transdisciplinaridade, é preciso haver um pensamento organizador, chamado pensamento complexo. Pela criação de uma meta ponto de vista e não de um ponto de vista. O verdadeiro problema não é fazer uma adição de conhecimento, é organizar todo o conhecimento.
Discute dados de uma pesquisa que focaliza o trabalho do professor formador. Optou-se por debater os principais desafios apontados pelos professores, bem como as estratégias por eles utilizadas no enfrentamento das novas demandas do seu trabalho. Foram realizados quatro estudos de caso em universidades de diferentes regiões do País, públicas e privadas, entrevistados 53 professores formadores, e analisados projetos pedagógicos. Os resultados das análises revelaram muitas mudanças no alunado que busca os cursos de formação, o que leva os professores formadores a reconstruir seus saberes e suas práticas. Essas mudanças não são incorporadas pelos projetos institucionais, deixando à iniciativa individual dos formadores a tarefa de enfrentá-las.
A questão da interdisciplinaridade
A concepção de projetos escolares está, normalmente, associada à idéias de interdisciplinaridade, um conceito polissêmico. Veiga Neto identifica, pelo menos, duas acepções de interdisciplinaridade: a primeira, a interação entre duas ou mais disciplinas que se caracteriza “pela intensidade das trocas entre os especialistas e pelo grau de integração real das disciplinas” (Japiassu, 1976, p 74. In: Veiga Neto, 1994), pressupondo uma conexão disciplinar subordinada a uma axiomática comum; a segunda acepção, que compreende a interdisciplinaridade como uma elaboração ou troca entre disciplinas que manteriam “uma relação recíproca, de mutualidade ou, melhor dizendo, um regime de co-propriedade que iria possibilitar o diálogo entre os interessados” (Fazenda, 1979, p 39. In Veiga Neto, 1994).
Segundo Veiga Neto (1994), a literatura pedagógica brasileira vem apresentando um discurso que atribui ao conhecimento disciplinar boa parte dos problemas que advêm de um “mau uso” do saber em geral, e em particular, da Ciência. Segundo ele, esse discurso indicaria o ensino interdisciplinar como forma para superar tais problemas.
Não somente a literatura, mas também as propostas pedagógicas mais modernas, mais inovadoras tem enfatizado a aprendizagem ativa, significativa, desencadeada a partir de problemas reais, contextualizados. Há um destaque para a concepção de que o conhecimento fragmentado em disciplinas é artificial e que os saberes escolares são, em ultima instancia, produtos da transposição didática, entendida como a transformação de um conhecimento de referencia – savoir de reference – em um conhecimento de ensino – savoir effectivement enseigné – (Chevallard, 1985). Essa transposição seria sempre o resultado de decisões arbitrárias, que na maior parte das vezes, estariam privilegiando a cultura burguesa dominante, não valorizando o senso critico, os conhecimentos já adquiridos, e não considerando as necessidades de cada um.
Como as pedagogias inovadoras de natureza crítica, como a pedagogia de projetos, objetivam o fortalecimento de grupos que lutam por justiça social, que buscam uma maior igualdade de condições e o desenvolvimento de senso critico, é natural que se mobilizem esforços no sentido de instaurar novas práticas educativas (Santos, 1995), como aconteceu com o Projeto Escola Plural e buscam uma reformulação nos currículos para que essa mudança seja efetiva e renovadora da educação.
A formação profissional do professor:
A exigência legal de formação inicial para a atuação no ensino fundamental nem sempre pode ser cumprida, em função das deficiênciasdo sistema educacional. No entanto, a má qualidade do ensino não se deve simplesmente a não – formação de parte dos professores, resultando também da má qualidade da formação que vem sendo ministrada.
Além de uma formação inicial consistente, é preciso considerar um investimento educativo e sistemático para que o professor se desenvolva como profissional da área de educação. O conteúdo e a metodologia para essa formação precisam ser revistos para que haja possibilidade de melhoria no ensino. A formação não pode ser tratada como um acúmulo de cursos e técnicas, mas sim como um processo reflexivo e crítico sobre a prática educativa.Investir no desenvolvimento profissional dos professores é também intervir em suas reais condições de trabalho.
A formação de professores pode ser considerada como um processo que se prolonga por toda a vida profissional. Aprender a ensinar é um processo complexo que envolve fatores afetivos, cognitivos, éticos de desempenho entre muitos outros.
O mestre do novo milênio
Hoje, espera-se que você, educador seja capaz de:
Contextualizar os conteúdos e articula-los nas diferentes disciplinas;
Diversificar as atividades, utilizando novas metodologias, estratégias e materiais de apoio;
Dominar tecnologias que facilitem a aprendizagem dos alunos;
Acolher e respeitar a diversidade, utilizando-a pra enriquecer sua aula;
Gerir a classe e saber lidar com o imprevisto;
Administrar seu desenvolvimento profissional criando planos de estudo e trabalho;
Envolver-se nas questões da escola, desempenhando outras funções alem das tradicionais da sala de aula;
Desenvolver projetos com a sua turma, tendo como ponto de partida a realidade local;
Trabalhar em equipe com os outros professores;
Estabelecer uma parceria constante com os pais e a comunidade.
O projeto político pedagógico
A ação pedagógica não ocorre de forma isolada, o educador é o profissional que se dedica a atividade de, intencionalmente, criar condições de desenvolvimento de condutas desejáveis, seja do ponto de vista do individuo ou do ponto de vista do grupamento humano.
O plano político pedagógico das instituições de ensino é que dão sustentação à atividade do professor, dão as condições dos professores botarem em prática suas idéias e formas de trabalho.
Embora o projeto político pedagógico seja apontado como um dos instrumentos definidores de uma proposta de escola democrática, ele precisa ser cuidadosamente analisado quando ao que se refere a sua execução.
O projeto político pedagógico constitui-se em uma via possível para a modificação de uma estrutura baseada na compartimentalização e na prática individualizada que se efetiva no interior da escola, reorientando – as para uma unidade de objetivos que direcione e conduza a diversidade da ação do docente.
A proposta de elaboração do projeto político pedagógico traduz a busca de alternativas que tem como foco a revisão de praticas estandizardas usuais na organização do trabalho educativo, permitindo a estruturação de um espaço no qual o professor atue efetivamente como um profissional com condições de domínio e direcionamento do processo em que está inserido, dando maiores oportunidades do professor trabalhar com a pedagogia de projetos como metodologia de ensino.
BIBLIOGRAFIA
PASSOS, Laurizete Ferragut. O projeto pedagógico e as praticas diferenciadas: o sentido de troca e da colaboração. São Paulo: USP, 2000.
UNIP-ESTER GILDA/2017
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