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ENSINO
FUNDAMENTAL
Material para professor(a) e para estudante
SABERES DO TRÂNSITO
Educação para o trânsito, educação para a vida
Saberes do Trânsito
Educação para o trânsito, educação para a vida
5° ano – Ensino Fundamental
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET)
Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
LabTrans
Florianópolis, 2021 
Saberes do Trânsito
Educação para o trânsito, educação para a vida
5° ano – Ensino Fundamental
Flavio De Mori e Jorge Luiz Silva Hermenegildo (organizadores)
Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Campus Universitário - UFSC - Trindade - Caixa Postal 5005
CEP 88040-970 - Florianópolis - Santa Catarina 
contato@labtrans.ufsc.br - www.labtrans.ufsc.br 
Supervisão
Flavio De Mori
Capa
João Luiz Martins
Edição Eletrônica
João Luiz Martins
Ilustrações
Paulo Roberto Xavier
Revisão
Bárbara Farias da Silva
Bianca Franchini da Silva
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
Ficha catalográfica elaborada por Guilherme Goulart Righetto – CRB 14/1622
Nota: a presente obra foi produzida a partir dos produtos desenvolvidos durante a 
execução do Objeto 3 – Educação para o Trânsito do Termo de Execução Descentralizada 
(TED) 448/2017 firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes 
(DNIT) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Saberes do trânsito : educação para o trânsito, educação para 
a vida : 5º ano : ensino fundamental / Flavio De Mori, Jorge 
Luiz Silva Hermenegildo (orgs.). – 1. ed. – Florianópolis : 
LabTrans/UFSC, 2021.
210 p. : il.
Inclui Bibliografia
ISBN 978-65-00-31476-2 
1. Educação para o trânsito. 2. Ensino Fundamental. 3. 
LabTrans/UFSC. I. Título.
CDU: 37:656.05
S115
Essa obra é licenciada por uma Licença Pública Creative Commons do tipo:
Você tem o direito de:
• Compartilhar – Copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
• Adaptar – remixar, transformar e criar a partir do material.
De acordo com os seguintes termos e condições:
Atribuição – Você deve dar crédito apropriado aos autores originais da 
forma especificada pelos autores ou licenciantes. 
Uso não comercial – Você não pode utilizar esta obra com 
finalidades comerciais. 
Compartilhamento pela mesma licença – Se você alterar, 
transformar ou criar outra obra com base nesta, você somente poderá 
distribuir a obra resultante sob uma licença idêntica a esta.
Sem restrições adicionais – Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas 
de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a 
licença permita.
Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro, para outros, os 
termos da licença desta obra — Licença Jurídica (licença integral): 
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/.
Termo de Execução Descentralizada (TED) 448/2017, processo 50600.029289/2017-12, 
assinado em 06 de julho de 2017, publicado no DOU Nº 132, quarta-feira, 12 de julho de 2017.
Estudos, pesquisas, ferramentas e programas de capacitação para prover 
suporte à gestão de competências da CGPERT vinculadas às áreas de 
segurança viária, infrações e operações rodoviárias
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT
Antônio Leite dos Santos Filho 
Diretor-Geral
Euclides Bandeira de Souza Neto
Diretor Executivo
Lucas Alberto Vissotto Júnior
Diretor de Infraestrutura Rodoviária - Substituto
Bráulio Fernando Lucena Borba Junior 
Coordenador-Geral de Operações Rodoviárias
Davi Costa Melo 
Coordenador de Operações
Julio Cesar Donelli Pelizzon 
Coordenação de Multas e Educação para o Trânsito
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
Ubaldo Cesar Balthazar
Reitor
Edson Roberto De Pieri
Diretor do Centro Tecnológico
Wellington Longuini Repette
Chefe do Departamento de Engenharia Civil
LABORATÓRIO DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA – LABTRANS
Amir Mattar Valente
Coordenador-Geral
Valter Zanela Tani
Coordenador de Projetos
As atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito 
disponibilizadas nesta publicação foram desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos e 
Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) no âmbito do TED.448/2017
Coordenação
Flavio De Mori
Jorge Luiz Silva Hermenegildo
Elaboração das atividades pedagógicas
Aline Martins de Souza
Cristiane Guimarães
Daiane Eckardt Derlam
Daniel Godinho Berger
Flavio De Mori
Francieli Triches
Irene Rios da Silva
Jorge Luiz Silva Hermenegildo
Jussara Brigo
Leandro Costa
Luciana Paula Bonetti Silva
Maeli Faé
Maria Flavia Barbosa Xavier
Marlise Medeiros Nunes
Samara Laís Zimermann
Sidneya Magaly Gaya
Tatiana de Oliveira Santana
Apoio técnico e operacional
Camila Costa da Cunha
Deucélia Eva Pedroso
Guilherme Goulart Righetto
Léia Mayer Eyng
Luiza Estefano
Mariana Roncale Martins
Projeto gráfico
Flavio De Mori
João Luiz Martins
Paulo Roberto Xavier
Diagramação
João Luiz Martins
Ilustrações
Paulo Roberto Xavier
Revisão
Bárbara Farias da Silva
Bianca Franchini da Silva (Coordenação)
Educar é crescer. E crescer é viver. 
Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra.
Anísio Teixeira
Prefácio
Ao falarmos em Educação para o Trânsito no contexto do Programa Conexão 
DNIT, estamos nos referindo a um processo de mudança com a inserção de temas 
contemporâneos transversais de urgência e de emergência social nas escolas. 
Em Saberes do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida, é possível 
perceber um inovador e diferenciado caminho para trabalhar a transversalidade 
das temáticas do trânsito, de modo integrado, interdisciplinar e transdisciplinar.
Por meio de processos intensivos em conhecimento, o Programa Conexão DNIT foi 
concebido e desenvolvido, sendo resultado da união de esforços do Departamento 
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) com a Universidade Federal de 
Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para 
o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans).
Como conjunto inicial, as 143 atividades pedagógicas formuladas pelo Programa, 
que integram essa coleção de livros para os nove anos do Ensino Fundamental, 
podem promover uma viagem emocionante! Através do diálogo com a realidade de 
cada escola e de cada educador e, ainda, da condução, para os estudantes, de uma 
oportunidade singular de desenvolver a Educação para o Trânsito no cotidiano, as 
atividades foram construídas para a prática integrada com as áreas de conhecimento 
do Ensino Básico e para o trabalho de forma efetiva, dinâmica e lúdica.
Esta publicação oportuniza o contato com um conjunto de atividade pedagógicas, 
alinhadas com estratégias de aprendizagem integradas e conectadas a diversos 
conceitos que buscam sensibilizar e mobilizar o coração das pessoas para um olhar 
diferenciado para o ato de transitar, sendo eles: 
• Conexão com o útil – atividades criativas, simples, educativas, direcionadas para 
as práticas pedagógicas e, ao mesmo tempo, livres para cocriação.
• Conexão com o dialógico – atividades que são completas, estruturadas e leves, e 
que promovem movimentos com flexibilidade.
• Conexão com o sustentável – atividades que propiciam a análise dos valores e 
das responsabilidades sociais, coletivas e participativas.
• Conexão com o humano – atividades que são significativas, funcionais, bonitas 
e surpreendentes, e que impactam as pessoas para a busca de atitudes 
conscientes e seguras ao transitar.
Em cada atividade pedagógica, abrem-se possibilidades de inserção dos temas do 
trânsito nas práticas pedagógicas cotidianas, de modo a despertar o interesse dos 
estudantes para a percepção dos riscos do trânsito e para a necessidade da adoção 
de comportamentos seguros, visando garantir a integridade física, emocional e 
mental de todas as pessoas que ocupam o espaço do trânsito, seja na condição 
de pedestres, de passageiras, de ciclistas, de motociclistas, sejana condição de 
condutoras de diferentes tipos de veículos automotores.
Inspirar, sensibilizar e mobilizar os educadores para inserção da Educação para o 
Trânsito no dia a dia das escolas, buscando preservar vidas, têm sido as principais 
motivações para a criação e o desenvolvimento das atividades pedagógicas do 
Programa Conexão DNIT. 
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET)
LabTrans/UFSC
Apresentação
Situações ou realidades que colocam as pessoas em risco são, costumeiramente, 
associadas a crimes organizados em grandes cidades, a catástrofes naturais e a 
doenças, por exemplo. Independentemente da percepção de risco que se tenha, 
os sinistros de trânsito ocuparam, em 2018, o 8º lugar na relação de maiores 
causadores de morte no planeta, segundo pesquisa publicada no Relatório Global 
do Estado da Segurança Viária 20181. Esse mesmo relatório, da Organização Mundial 
da Saúde (OMS), aponta que o trânsito é o maior causador de mortes em todo o 
mundo quando se olha apenas para as causas evitáveis, ou seja, aquelas que são 
possíveis de serem prevenidas com atitudes humanas.
De modo a destacar essa urgência, alguns dos pontos mencionados no relatório, 
além dos aspectos de má conservação da infraestrutura das estradas, foram: as 
principais causas de mortes de jovens (de 15 a 29 anos) e de crianças (de 5 a 14 
anos) são as lesões ocasionadas no trânsito; metade das mortes registradas no 
trânsito no mundo são de pedestres, de ciclistas e de motociclistas, considerados os 
usuários mais vulneráveis desse sistema; e o excesso de velocidade é uma das três 
principais causas de acidentes de trânsito. Dentre tantos fatores que potencializam 
esses dados, há de se pôr em evidência que os comportamentos inadequados e a 
falta de responsabilidade e de clareza dos usuários no que concerne ao respeito às 
normas de trânsito são uma emergência a ser reparada.
Para mudar esse comportamento, é preciso que sejam feitos exercícios de 
autoanálise, de observação sobre as próprias atitudes em relação ao trânsito. Além 
disso, é importante estar ciente da dimensão dessa problemática na sociedade, 
sendo impensável promover uma mudança tão significativa sem despertar 
transformações em seu sistema de ensino. 
Toda escola, considerando-se até mesmo a inserção dela em quaisquer um dos 
diversos contextos regionais do país, representa, para sua comunidade, um espaço 
de trocas e de vivências com o potencial de gerar transformações e movimentos. 
Por isso que é tão importante que a Educação para o Trânsito seja abordada em 
todos níveis de ensino.
Nesse contexto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes 
(DNIT), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 
através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), 
do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), concebeu um programa 
de Educação para o Trânsito voltado para a promoção da cultura de paz e de 
segurança no trânsito: o Programa Conexão DNIT. 
As atividades educacionais foram pensadas para que os professores levem o 
conteúdo de educação para o trânsito para as salas de aula, ao longo de todo 
o ano letivo, integrando as temáticas de trânsito aos conteúdos do currículo 
formal. A característica fundamental do material paradidático é o enfoque do 
trânsito como tema transversal, local e de urgência social. A transversalidade 
propõe a integração desse tema com os conteúdos disciplinares de maneira que 
complemente o currículo e que seja trabalhado de forma efetiva, dinâmica e lúdica. 
O trânsito, portanto, é um tema social para ser trabalhado na escola, escolhido 
em função das urgências que a sociedade apresenta, e que representam aspectos 
relevantes da realidade.
1 World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: 
World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/
item/9789241565684#:~:text=The%20Global%20status%20report%20on,people%20aged%20
5%2D29%20years. Acesso em: 11 dez. 2020.
Se, de um lado, as legislações de trânsito citam que esse tema deva compor os 
conteúdos de sala de aula, por outro lado, as diretrizes pedagógicas mencionam 
o trânsito como uma temática a ser transversalizada. Ou seja, a Educação para o 
Trânsito está prevista na legislação brasileira, a partir do Artigo 76, do Código de 
Trânsito Brasileiro (CTB). O item I do parágrafo único, do referido artigo, ressalta: 
“[...] a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com 
conteúdo programático sobre segurança de trânsito”2. Além disso, a abordagem do 
trânsito como tema transversal está indicada nas Diretrizes Nacionais de Educação 
para o Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), desde 20093. 
Por sua vez, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)4 citam o trânsito como 
um tema local; e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)5 define o trânsito como 
tema transversal. No documento Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: 
Contexto Histórico e Pressupostos Pedagógicos6, está exibido que a Educação para 
o Trânsito compõe o grupo de 15 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), 
voltados para as questões sociais e para a cidadania, fazendo a associação dos 
conteúdos escolares com a realidade vivida dos estudantes.
Sustentado por esses preceitos, o Programa Conexão DNIT foi concebido como 
uma iniciativa estruturada em rede e direcionada para as escolas de Ensino 
Fundamental e se destaca por oferecer uma proposta de metodologia inovadora, 
sustentável e colaborativa de Educação para o Trânsito. Através de seu portal 
web7 e do aplicativo móvel8, o Programa disponibiliza um banco de atividades que 
articulam conteúdos de trânsito com os conteúdos de todas as disciplinas, a partir 
dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC para os anos escolares de 1º a 
9º, na área “Atividades”. Essa área apresenta, aos usuários, a busca, a recuperação 
e o download das atividades de Educação para o Trânsito desenvolvidas, bem como 
suas orientações de uso.
2 BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: 
Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. 
Acesso em: 02 set. 2021.
3 Id. Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN. Diretrizes Nacionais da Educação para o 
Trânsito no Ensino Fundamental. Brasília, DF: Ministério da Infraestrutura, 2009. Disponível em: 
https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos-denatran/portarias/2009/
PORTARIA_DENATRAN_147_09_ANEXO_II_DIRETRIZES_EF.pdf. Acesso em: 02 set. 2021.
4 Id. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos 
temas transversais. Brasília, DF: MEC, 1998.
5 Id. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível 
em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 02 set. 2021.
6 Id. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Contexto Histórico e 
Pressupostos Pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019.
7 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/.
8 Aplicativo disponível para Android e para iOS.
SUMÁRIO
19
23
27
24
29
37
47
59
69
79
Introdução
Educação para o Trânsito 
como tema transversal
Transversalidade
Atividades pedagógicas transversais 
de Educação para o Trânsito
Artistas caminhantes
Sinal verde para a criação
Influências do ciclo da água no trânsito
O Robô do trânsito
Basquetebol numerado
Circuito da segurança
Lugares para caminhar
Lugares seguros para pedalar
Perfil secreto do trânsito
Cidadãos éticos e antiéticos no trânsito
Festas populares e as vias públicas
Traffic routines
Adalberto no trânsito: uma 
comemoração perigosa!
Brutamontes no trânsito: causando o maior fuzuê!
Brutamontes em: “Causando o maior fuzuê!”
Contabilizando velocidades
135
143
155
167
177
187
197
107
89
97
19
Introdução
Haja vista a relevância do temapara a formação de cidadãos conscientes sobre suas 
atitudes no sistema trânsito, o Programa Nacional de Educação para o Trânsito, 
intitulado Programa Conexão DNIT, buscou desenvolver um material paradidático 
que trabalhasse a Educação para o Trânsito de forma transversal, articulada às 
disciplinas da grade curricular das escolas, a partir de atividades direcionadas aos 
estudantes do Ensino Fundamental. A presente publicação contém 16 atividades 
pedagógicas de Educação para o Trânsito do 5º ano do Ensino Fundamental, 
elaboradas pelo Programa. 
No que se refere à organização desta publicação, serão expostas, na seguinte 
sequência, atividades das disciplinas curriculares de Arte, Ciências, Educação 
Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática, a partir 
dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC. Para cada atividade, haverá a 
disponibilização da versão dos professores, seguida pela versão dos estudantes.
De modo a descrever a formulação das atividades, é interessante mencionar que a 
versão dos professores é iniciada pelo cabeçalho, que especifica a que ano escolar, 
disciplina e subtema a atividade se refere. Logo abaixo, encontram-se o título e o 
subtítulo da atividade, e, na sequência, esta é composta por blocos, os quais estão 
descritos a seguir.
Apresentando o percurso pedagógico, que objetiva apresentar as 
informações básicas que sustentam a atividade, sendo composto: 
pela articulação didática, que é o caminho didático entre os conceitos 
e o conteúdo de trânsito e os conhecimentos disciplinares; pelas 
competências e pelas habilidades do trânsito contempladas, escolhidas 
de acordo com a Tabela de Conceitos e Conteúdos de Trânsito – Programa 
Conexão DNIT; pelo tempo estimado da atividade; e pelos recursos 
necessários para sua aplicação, considerados como materiais e digitais. 
Conectando os saberes do trânsito, que contém textos e informações sobre 
trânsito vinculados à atividade. Nesse bloco, os objetivos principais são 
de explicitar a problemática da atividade e, ainda, de relacioná-la aos fatores 
de risco, à reeducação, à consciência e às mudanças atitudinais, através 
do entrelaçamento dos conceitos, dos conteúdos, das competências 
e das habilidades de trânsito. Fazem parte desse bloco: os textos de 
especialistas, os dados estatísticos, as reportagens, os aspectos legais, as 
imagens, os gráficos e os mapas, isto é, todos os documentos de caráter 
formativo direcionados aos professores, os quais aparecem enumerados, 
para melhor organização visual da proposta.
Construindo os caminhos da atividade, que tem o objetivo de indicar, aos 
professores, caminhos para o desenvolvimento da atividade, através da 
proposição de estratégias didáticas. Esse bloco apresenta orientações e, 
também, a atividade completa, com gabarito, acrescida de conversas com 
os professores, organizadas em boxes com o nome Mediação, os quais 
têm a intenção de ajudar os professores a tecerem relações de sentidos 
que enriqueçam as interações em sala de aula.
20
Aprimorando práticas e ampliando conexões, que objetiva fazer o fechamento 
da atividade com reflexões sobre a avaliação. À medida que o olhar dialógico 
constitui os princípios fundantes (a importância do processo de interação, a 
construção colaborativa, a valorização e a socialização de saberes), as atividades 
buscam ajudar os professores a aprimorar e a reorganizar os objetivos de 
aprendizagem, especialmente os saberes e as atitudes relacionados ao 
trânsito. Nesse sentido, o boxe Outras conexões apresenta possibilidades e 
desdobramentos para a atividade, como socializações com a comunidade escolar, 
através de varais literários, campanhas de conscientização, compartilhamento 
de textos, de imagens e de fotografias em mídias comunitárias, rodas de 
conversa com especialistas de trânsito, sugestões de atividades integradas 
com outras áreas de conhecimento, solicitações de intervenções na 
infraestrutura local a órgãos competentes etc. Ainda nesse bloco, são 
listadas as referências que subsidiaram a produção da atividade, organizadas 
conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Por sua vez, a versão das atividades destinada para os estudantes é composta 
por um cabeçalho (informando dados básicos, como: ano escolar, a disciplina e o 
subtema correspondente ao ano escolar ao qual a atividade se destina). Logo em 
seguida, há três campos para serem preenchidos pelos estudantes: nome; turma; e 
data. Adiante, há apenas um bloco, que contém textos, questões e propostas. 
Tanto a versão dos professores quanto a versão dos estudantes abrigam diferentes 
elementos gráficos de interação, que contribuem para a dialogicidade na 
comunicação com os estudantes, assim como possibilitam interlocuções entre os 
conhecimentos. O uso dos elementos de interação pode variar de atividade para 
atividade, a depender do conteúdo e das intenções pretendidas, sendo eles:
Mediação, como já brevemente comentado, remete-se ao conceito 
homônimo e tem o propósito de construir um espaço significativo de 
interação com os professores, estimulando a reflexão e as relações entre os 
professores, os objetos de aprendizagem e os estudantes. Esse elemento é 
apresentado nas colunas principais, em forma de um boxe textual.
É de Lei é apresentado tanto no material dos professores quanto no 
material dos estudantes, especialmente a partir do 6º ano, e objetiva 
oferecer, à atividade, informações legais que são publicadas em gêneros 
discursivos específicos ou que são oriundas dessa esfera de atividade 
humana. A longo prazo, o elemento propicia uma formação contínua 
dos professores no que diz respeito aos aspectos legais que organizam a 
convivência no trânsito brasileiro, ampliando o repertório de leituras que 
dizem respeito à vida cidadã dos envolvidos no Programa.
Acesse! pode fornecer endereços eletrônicos que complementem as informações 
que fazem parte da construção teórica, conceitual e procedimental das 
atividades, uma vez que as atividades promovem interações entre textos, 
imagens e diferentes gêneros discursivos, sempre abordando uma relação 
entre a problemática e os temas prioritários e emergentes na educação para 
o trânsito. Ou seja, são interações que apresentam links relacionados ao 
trânsito, aos conceitos, às competências e às habilidades contempladas, e, 
ainda, sugestões que ajudam nos processos de mediação da problemática, em 
formatos de áudios (canções, contos, podcasts), audiovisuais (curtas-metragens, 
clipes musicais, adaptações, notícias ou reportagens), que ampliam a recepção 
de sentidos em diferentes linguagens, além dos textos verbais, favorecendo a 
inclusão de diferentes habilidades cognitivas e de diversos níveis de aprendizado.
21
Trânsito em números objetiva compartilhar dados estatísticos relevantes 
para a composição da atividade e pode ser apresentado no material 
dos professores ou durante a atividade dos estudantes. Esse elemento 
colabora, também, para dar mais legitimidade às problemáticas abordadas 
e, a longo prazo, é um elemento formativo que amplia o repertório 
específico do trânsito dos professores participantes do Programa Conexão 
DNIT e exibe informações imprescindíveis aos estudantes. 
Compartilhe! busca estimular os professores a relatarem os processos de 
recepção e de desenvolvimento das atividades no cotidiano escolar. Além 
disso, é um elemento que favorece o diálogo e que nutre a produção de 
atividades a partir de fotos, de relatos sobre as dificuldades apresentadas 
e de possibilidades de aperfeiçoamento. 
Papo sério! busca chamar a atenção dos estudantes para uma 
informação ou para uma realidade do trânsito que carece de 
conscientização e de novos comportamentos. Contém pequenos textos 
informativos, complementares à atividade e que dialogam com o cerne 
da questão apresentada.
Vocabulário objetiva esclarecer conceitos novos apresentados na 
atividade, auxiliando na compreensão e na apropriação dos leitores a 
respeito dossentidos do texto. Trata-se de um elemento fundamental no 
processo de leitura, principalmente para os estudantes, pois se relaciona 
com a ampliação do léxico dos leitores. 
Você sabia? objetiva compartilhar curiosidades sobre a problemática 
abordada, como números impactantes, curiosidades regionais e locais, 
relações comparativas com outras realidades mundiais etc. 
Tá combinado? tem o propósito de firmar um compromisso com os 
estudantes. À medida que o Programa Conexão DNIT objetiva educar os 
estudantes para a percepção, a tomada de consciência e a mudança de 
atitudes deles enquanto usuários do trânsito, esse elemento de interação é 
escrito em linguagem informal, mais próxima do público jovem, propiciando 
a aproximação entre a problemática, a atividade e os estudantes, seus 
modos de existir e de se expressar na sociedade, buscando firmar um 
acordo de conduta mediante os aprendizados construídos.
Fique ligado! apresenta um enunciado performativo que busca dar ênfase 
à percepção de riscos, a um olhar para aspectos do cotidiano que se 
relacionem com a problemática abordada. Esse item funciona como 
um aviso educativo, uma forma de sinalização, que conecta os saberes 
construídos e compartilhados na atividade e na vida cotidiana. 
A praticidade visada na proposta do Programa Conexão DNIT está na confluência e 
no diálogo entre os conteúdos de trânsito e os objetos de conhecimento previstos 
pela BNCC, proporcionando, assim, que os professores contem com esse auxílio 
para desenvolver atividades com os estudantes, sem deixar de atender aos 
objetivos de aprendizagem de seus planos de ensino.
23
Educação para o Trânsito 
como tema transversal
O trânsito é uma temática que está presente na vida de todas as pessoas, 
independentemente da posição ou da condição que elas ocupam nesse espaço, 
seja como pedestres, passageiras, ciclistas, seja como condutoras. O trânsito é um 
espaço coletivo, com regras bem estabelecidas que precisam ser seguidas para a 
segurança de todos. Para além de respeitar as regras de circulação, é importante 
que as pessoas estejam cientes dos direitos que elas têm no trânsito, para que, se 
necessário, também possam reivindicá-los, atuando ativamente para a garantia 
de melhores condições de fluidez e de segurança para quem transita nas vias. 
Para que sejam desenvolvidos todos esses aprendizados nas pessoas, desde a 
necessidade de conhecer e de respeitar as regras até o de saber reivindicar seus 
direitos enquanto usuárias do trânsito, faz-se importante investir na Educação para 
o Trânsito sustentada no desenvolvimento da percepção dos riscos no trânsito, 
no despertar da consciência sobre os riscos nesse espaço e na adoção de atitudes 
seguras ao transitar. 
Idealmente, a Educação para o Trânsito deve começar desde cedo, abordando-se 
as temáticas do trânsito de maneira articulada aos conteúdos do currículo escolar, 
ou seja, a partir de uma abordagem transversal. A institucionalização desse tema, 
enquanto parte do currículo nacional da Educação Básica, teve uma trajetória longa, 
marcada pela publicação de diversos dispositivos legais ao longo do tempo.
Desde a década de 1990, entende-se que o trânsito é um tema pertinente para ser 
trabalhado durante o Ensino Fundamental, orientado pelos Parâmetros Curriculares 
Nacionais (PCNs)9. Além de apresentarem diretrizes para o ensino das diversas 
áreas do saber, com o objetivo de respaldar os processos avaliativos e pedagógicos, 
os PCNs abordam, ainda, uma série de temas transversais, estes que, devido à sua 
natureza, não constituem uma disciplina à parte, podendo ser trabalhados em 
todas elas. Muitos são os temas pertinentes à vida dos estudantes e à formação de 
cidadãos mais conscientes, sendo a Educação para o Trânsito um desses temas.
O próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB)10, publicado em 1997, enfatiza a 
necessidade de se trabalhar a Educação para o Trânsito em todos os níveis de 
Ensino, como consta no seu Artigo 76:
A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas 
escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações 
coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de 
Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação.
Outro marco importante que reforça a necessidade e a relevância de abordar a 
temática do trânsito no Ensino Fundamental foi a definição de diretrizes para a 
Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental, estabelecidas em 2009, pelo 
Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), através do Anexo II da Portaria 14711.
9 BRASIL, 1998.
10 Id., 1997.
11 Id., 2009.
24
Por sua vez, a BNCC define a Educação para o Trânsito como um dos “[...] temas 
contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global e 
que devem ser abordados, preferencialmente de forma transversal e integradora, 
nos currículos e práticas pedagógicas de todo o Ensino Básico”12, devendo ser, 
necessariamente, incorporados ao contexto pedagógico da escola. A Educação para 
o Trânsito, então, apresenta seu viés transversal, como temática de urgência social, 
ligada às diferentes realidades locais, regionais e nacionais e com foco na educação 
para exercício da cidadania.
Nessa perspectiva, o Programa Conexão DNIT oferece um material paradidático 
em consonância com os normativos legais e disponibiliza, aos educadores, um 
banco de atividades, as quais articulam os conteúdos de trânsito com os objetos de 
conhecimento das diversas disciplinas, visando apoiá-los a cumprirem seus objetivos 
de ensino-aprendizagem e, ainda, auxiliá-los na promoção de um trânsito seguro.
Transversalidade
Os temas transversais são oriundos das problemáticas diárias e de urgência social 
e que, devido à amplitude de sua natureza, necessitam ser trabalhados com os 
saberes escolares, transpassando os diferentes campos do conhecimento. Esses 
temas se distinguem das áreas convencionais do Ensino Básico, sendo relacionados 
a processos que emergem das necessidades cotidianas dos espaços e das cidades, 
que se mostram como importantes desafios a serem solucionados pela sociedade. 
Dessa forma, expressam conceitos e valores fundamentais à democracia e à 
promoção da cidadania.
Nesse sentido, a transversalidade pode ser definida como um recurso pedagógico 
cujo intuito é ajudar os estudantes a adquirirem uma perspectiva mais 
compreensiva e crítica da realidade social, assim como sua inserção e participação 
nessa realidade. Esse recurso contrapõe-se à visão alienada e individualista do 
conhecimento e relaciona os conteúdos com o contexto que os cerca e ignora, ainda 
mais, as barreiras disciplinares13.
Na promoção de uma educação transversal, os educadores não precisam 
interromper o planejamento de ensino de suas áreas para trabalharem os temas 
transversais, uma vez que a intenção é que esses temas possam ser incorporados 
ao planejamento e trabalhados a partir da afinidade que cada educador tem com 
a disciplina em questão. Caberá, aos professores, mobilizar esses conteúdos em 
torno de temáticas escolhidas, de forma que as diversas áreas não representem 
continentes isolados, mas digam respeito aos diversos aspectos que compõem o 
exercício da cidadania14. Assim, os temas transversais estarão presentes em todas 
as áreas do conhecimento, o que proporciona, aos estudantes, olhares globais e 
integradores sobre a realidade social.
Como se pode notar, a transversalidade oferece, aos professores, uma 
oportunidade de trabalhar os mesmos conteúdos a partir de outras perspectivas, 
agregando novas abordagens. E, por conter temas de urgência social, por 
excelência, a perspectiva transversal tende a agregar dinamicidade e atratividade 
ao currículo das escolas. 
12 BRASIL, 2018.
13 MORAES, S. E. Interdisciplinaridade e transversalidade mediante projetos temáticos. Revista 
Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), Brasília, v. 86, n. 213/214, p. 38-54, 2005. Disponível em: 
http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/article/view/1402/1141.Acesso em: 24 jun. 2020. p. 39.
14 BRASIL, 1998.
25
Contudo, para que a transversalidade proporcione, para a escola, maneiras de 
refletir e de agir em prol de uma educação respaldada por valores e por atitudes 
– em todas as áreas –, é preciso que haja uma ruptura em termos de prática 
pedagógica, ampliando a responsabilidade dos educadores com a formação dos 
estudantes e implicando, nesse processo, na relação com diferentes membros da 
comunidade escolar. Devido à sua natureza, os temas transversais demandam não 
atividades pontuais, mas um trabalho sistemático e contínuo no decorrer da vida 
escolar, o que possibilita um tratamento mais profundo das questões eleitas e um 
aprendizado mais significativo. Esse trabalho é intenso e exige, dos educadores, 
uma mudança de perspectiva. Esse esforço se justifica diante da importância dos 
temas transversais na formação dos estudantes e da urgência que esses temas 
representam para a sociedade.
Para que a aprendizagem seja significativa e proporcione uma formação cidadã, é 
fundamental que diferentes temas sociais sejam estudados e debatidos na escola, 
já que o espaço escolar é parte constituinte importante da sociedade e que o seu 
currículo não pode ignorar os assuntos que são mais urgentes na sociedade.
Dentre os temas transversais, o trânsito, por exemplo, apresenta um impacto local e 
específico para cada comunidade. Nas ruas onde se situam as escolas, nota-se que o 
trânsito é diretamente impactado pelo aumento do fluxo de veículos e de pedestres 
nos horários de entrada e de saída. A mudança de atitude, se promovida pela escola, 
terá um impacto direto no aumento da segurança no trânsito daquela comunidade.
Em outra dimensão, o trabalho de conscientização, realizado sistematicamente em 
todas as escolas, é capaz de oportunizar mudanças em maior escala na redução 
do número de acidentes, por exemplo, impactando diretamente na área da saúde. 
Outra mudança de atitude em relação ao trânsito se dá pela consciência do bom 
uso dos meios de locomoção, aderindo-se aos meios de transporte coletivo, que, 
em grande escala, promoveria a redução da emissão de poluentes que afetam o 
meio ambiente. É interessante pensar, ainda, na gentileza no trânsito que, enquanto 
postura ética e cidadã, pode colaborar não apenas para a promoção de um trânsito 
mais seguro, mas também pode fomentar a gentileza nos mais diversos momentos 
da vida social.
A finalidade basilar da transversalidade é promover a superação da fragmentação e 
da linearidade, ao trabalhar com a totalidade do conhecimento. A transversalidade 
proporciona uma experiência não linear de aprendizagem e, ainda, articula 
saberes múltiplos, sem buscar integrá-los, mas suscitando infinitas interconexões. 
Ao abordar os desafios sociais contemporâneos, em todas as disciplinas e anos 
escolares, o aprendizado científico favorece a criatividade, o aperfeiçoamento de 
atitudes e de valores e o senso de coletividade.
27
Atividades pedagógicas transversais 
de Educação para o Trânsito 
Nesta publicação, está disponibilizado o conjunto inicial de atividades pedagógicas 
do material paradidático de Educação para o Trânsito do Programa Nacional de 
Educação para o Trânsito – Conexão DNIT, as quais, aliás, também se encontram 
em formato digital e podem ser acessadas através do portal web15 ou do aplicativo 
móvel16 do Programa. 
Para a produção dessas atividades, inicialmente, para que esse material fosse 
significativo, instigante e capaz de mobilizar experiências e saberes acerca do trânsito, 
através de propostas flexíveis, atraentes e dialógicas de modo a engajar professores 
e estudantes em diferentes cotidianos escolares, foi definido um conjunto de 
características denominado: DNA. A dialogicidade, a utilidade, a sustentabilidade e a 
humanidade compõem esse DNA, e são esses elementos os balizadores do processo de 
criação, de revisão e de cocriação dos materiais pedagógicos do Programa Conexão DNIT.
Os conceitos e os valores do Programa também foram considerados na elaboração 
das atividades, estruturando-as para que se adequem aos cotidianos escolares e 
para que atendam às especificidades do trânsito, com o propósito de desenvolver, 
nos estudantes, a percepção de riscos, de ativar a consciência sobre os riscos e de 
promover a mudança de comportamento e a adoção de atitudes seguras ao transitar.
As atividades pedagógicas contemplam as especificidades e as demandas dos 
nove anos do Ensino Fundamental a partir de três grandes temas: O trânsito no 
contexto do letramento (1º e 2º ano); O trânsito no lugar de vivência (3º, 4º e 5º ano); e 
O trânsito no espaço social (6º, 7º, 8º e 9º ano). Além deles, as atividades abrangem os 
seguintes subtemas: Os sentidos do trânsito (1º ano); Explorando o trânsito no entorno 
da escola (2º ano); Percepções e cuidados no trânsito (3º ano); Descobrindo as diferentes 
paisagens (4º ano); Circulando com responsabilidade (5º ano); As comunicações 
do trânsito (6º ano); Um olhar sensível para o trânsito (7º ano); Escolhas e ações 
responsáveis no trânsito (8º ano); e Trânsito como um ambiente democrático (9º ano). 
No que se refere aos parâmetros e aos aspectos formais e de conteúdo 
considerados para a consolidação do material paradidático, é importante 
mencionar os seguintes detalhamentos:
• Atividades do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental – linguagem simples, com grafias 
em caixa-alta nos textos, nos títulos e nas ilustrações, e os textos são curtos, com até 
dez linhas. As atividades, de modo geral, são ricas em imagens e em ilustrações, 
de forma a atender à especificidade dos estudantes desses anos escolares, os quais 
estão em período de alfabetização e em processo inicial de letramento. Dessa 
maneira, as propostas são elaboradas de forma mais lúdica e prática, envolvendo 
passatempos e brincadeiras, por exemplo, conforme consta na BNCC.
• Atividades do 3º ao 5º ano – a grafia passa a ser script nos textos, nos títulos e 
nas ilustrações, e os textos são em tamanho médio (até 20 linhas). As atividades, 
de modo geral, também contam com imagens e com ilustrações direcionadas ao 
nível escolar dos estudantes, e as propostas continuam a explorar a ludicidade e 
os sentidos humanos. Além disso, o entorno da escola passa a ser introduzido nas 
atividades, exibindo-se os cuidados e os riscos no trânsito.
15 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/.
16 Aplicativo disponível para Android e para iOS.
28
• Atividades do 6º ao 9º ano – são mais complexas em relação aos anos anteriores, 
desenvolvidas com o intuito de ampliar o nível de compreensão, dos estudantes, 
a respeito das problemáticas do trânsito e das relações destas com o mundo. 
A partir das propostas das atividades, os professores podem inserir diferentes 
mídias na execução dos exercícios, de acordo com a realidade do ambiente escolar. 
O conjunto inicial de atividades pedagógicas de Educação para o Trânsito dos 
nove anos do Ensino Fundamental é composto por 143 atividades, abrangendo as 
disciplinas de Arte, de Ciências, de Educação Física, de Geografia, de História, de 
Língua Inglesa, de Língua Portuguesa e de Matemática. A coleção de livros Saberes 
do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida disponibiliza essas 
atividades em nove livros, organizados por ano escolar.
295° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Artistas caminhantes 
Caminhe com atenção, observe o movimento, as 
formas, sinta os cheiros e perceba os sons! 
Articulação didática
A partir de uma saída de campo com a turma para a realização de uma 
caminhada ao redor da escola, observando-se o entorno, a atividade busca 
despertar, nos estudantes, a sensibilidade a diferentes sons, cheiros, 
formas e paisagens e reforçar os benefícios da caminhada como forma 
de locomoção. A sua finalização é feita com a criação de poesias e/ou de 
desenhos, relacionados a esse caminhar seguro.
Objeto de conhecimento
Processos de criação - BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidadeno espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Cuidados ao caminhar.
Competência
Compreender as maneiras seguras de caminhar no trânsito.
Habilidade
Expressar as percepções sobre o trânsito, relacionadas aos riscos e às 
maneiras seguras de transitar.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4 e 
materiais para colorir. 
Ao transitar, na condição de pedestre, é importante entender os aspectos de 
segurança referentes a esse meio de locomoção. O texto Caminhar com segurança 
aponta alguns cuidados que precisam ser adotados ao fazer uma caminhada.
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
30 ARTISTAS CAMINHANTES 
Caminhar com segurança
A ação de caminhar caracteriza-se pelo deslocamento de um ponto a outro 
a pé, sendo a forma mais comum de locomoção efetuada pelas pessoas. Os 
deslocamentos diários, em sua maioria, começam e terminam com uma caminhada. 
Por vezes, essa é a melhor forma de transitar, principalmente se for para executar 
deslocamentos curtos, como uma ida à padaria ou à escola, por exemplo. Dentro 
do sistema trânsito, que envolve pessoas, vias e veículos, quem caminha nas vias 
públicas é chamado de pedestre.
Configurando-se como uma forma de transporte alternativo que não polui o 
meio ambiente, a caminhada é uma atividade física que proporciona, também, 
benefícios à saúde.
No entanto, o ato de caminhar requer atenção e cuidados, pois os pedestres, 
juntamente com os ciclistas, são os usuários mais vulneráveis do sistema trânsito, 
o que pode, em alguns casos, levar a um aumento do risco de acidentes e de lesões 
causados no trânsito. Um atropelamento é um exemplo de evento grave tanto 
para o condutor que atropela quanto para o pedestre que é a vítima. Na maioria 
dos casos de atropelamento, o pedestre é atingido por uma colisão frontal. Nessa 
situação, após o choque com a frente de um veículo, o pedestre, geralmente, rola 
sobre o capô e sobre o para-brisa do carro, que pode atingi-lo. Quanto maior a 
velocidade do veículo, maior a gravidade das lesões e maior é o risco de morte.
Conforme dados da administradora do seguro de Danos Pessoais Causados por 
Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), a Seguradora Líder DPVAT (2018), 
os pedestres, no Brasil, no ano de 2018, ficaram em 2º lugar no ranking de 
indenizações pagas por esse seguro: foram pagas 10.846 indenizações por morte 
(28%), e 70.087 indenizações por invalidez permanente de pedestres (31%). Esses 
números apontam que quase 11 mil pedestres perderam a vida, e que mais de 70 
mil pedestres ficaram permanentemente invalidados no ano de 2018 por causa de 
acidentes de trânsito. 
Sabendo-se dos riscos e da necessária atenção ao transitar, o pedestre deve 
identificar o espaço mais seguro para seu deslocamento e ter atitudes que 
priorizem a segurança. Veja algumas dicas que tornam a caminhada mais segura:
• Caminhar, preferencialmente, em calçadas, em sua parte mais interna, longe da via. 
• Ficar sempre atento, nas calçadas, tanto à entrada e à saída de veículos das 
garagens quanto aos obstáculos, como buracos, rebaixamentos e outros.
• Caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário ao dos veículos), nos 
locais onde não há calçadas.
• Atravessar na faixa de pedestres, mesmo que isso exija fazer um caminho maior.
• Atravessar, de preferência, nas ruas onde há semáforos tanto para pedestres 
quanto para veículos. 
• Procurar, antes de atravessar, “ver e ser visto”, ou seja, ter certeza de que foi 
notado pelos condutores.
• Verificar se os veículos de todas as direções estão parados, antes de atravessar a via.
• Observar a luz indicativa de direção (popularmente conhecida como seta) dos 
veículos, a fim de verificar para onde eles irão.
O trânsito é dinâmico e engloba, consigo, potenciais riscos decorrentes de 
deficiências na infraestrutura e do comportamento inadequado de usuários. Para 
promover um processo de mudança cultural, é necessário educar, de formas 
permanente e continuada, os usuários, para que estes aprendam a perceber e a ter 
consciência dos riscos e a adotar atitudes seguras ao transitar. 
315° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Estratégias didáticas
Propõe-se que a atividade seja iniciada com uma conversa entre os estudantes a 
partir das respostas de duas questões norteadoras que abordam as percepções do 
ambiente e as atitudes e os comportamentos seguros ao caminhar. Na sequência, 
propõe-se a realização de uma caminhada segura ao redor da escola, estimulando 
que os estudantes se atentem aos cheiros, aos sons, às formas e às paisagens do 
trajeto. O encerramento da atividade é feito com a transposição, em poesias e/ou 
em desenhos, dos aspectos sentidos e observados por eles durante a caminhada.
Atividade com gabarito
Artistas caminhantes 
Você com certeza já fez uma caminhada. Mas, enquanto andava, será que estava 
realmente atento ao que acontecia ao seu redor? Para refletir sobre esse assunto, 
responda, dialogando com a turma, às duas primeiras perguntas. 
1) Você presta atenção nos cheiros, nos sons, nas formas e nos diferentes 
tipos de paisagem dos lugares nos quais caminha?
Resposta oral e pessoal.
2) Quais atitudes e comportamentos precisam ser adotados pelos pedestres 
ao caminharem para terem segurança? 
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes apontem atitudes, como, 
por exemplo: andar sempre pela calçada e afastado da rua; quando não houver 
calçada, caminhar no sentido oposto ao dos carros, para que possa ver os condutores 
e ser visto por eles; ao carregar sacolas, procurar deixá-las para o lado oposto ao da 
rua; quando acompanhado de mais pessoas, andar em fila única; evitar caminhar 
ouvindo música com fone de ouvido, pois, além de diminuir a atenção, diminui-se a 
audição dos ruídos que podem indicar a aproximação de um veículo; não correr pelas 
ruas, nem mesmo nas calçadas; e, ainda, estar sempre atento para poder parar a 
qualquer momento.
Mediação
Para iniciar a atividade, sugere-se conversar com os estudantes sobre como estes se 
locomovem até a escola, destacando-se quantos fazem o percurso a pé e quantos 
fazem com veículo motorizado, questionando-se, aos que caminham até a escola, 
o quanto se sentem seguros no trajeto. Pode-se abordar, por fim, os benefícios da 
caminhada e os cuidados que precisam ser adotados ao caminhar.
3) Agora que vocês já aprenderam um pouco sobre os comportamentos e as 
atitudes seguros dos pedestres, que tal fazer uma caminhada?
Você sabia? 
No dia 8 de agosto, 
comemora-se 
o Dia Mundial 
do Pedestre. Foi 
nesse dia que a 
banda The Beatles 
tirou a famosa 
foto atravessando 
a avenida Abbey 
Road, na cidade de 
Londres, Inglaterra, 
para a capa de um 
dos seus discos 
mais conhecidos.
Construindo os caminhos da atividade
32 ARTISTAS CAMINHANTES 
Mediação
Antes de fazer a caminhada, é importante definir o percurso e o tempo de que 
precisam para realizar o que foi proposto no exercício. É preciso, também, fazer 
acordos de segurança com a turma para que seja feito um caminhar seguro, como 
caminhar em fila indiana, não correr, caminhar pelas calçadas e o mais longe possível 
dos veículos. No texto Caminhar com Segurança, há outras dicas importantes. 
Para que possam observar o movimento do trânsito, os tipos de sons, a quantidade, o 
tamanho e a velocidade dos veículos e outras características do trajeto, por exemplo, 
é possível ressaltar questões, como: Sentem cheiro de combustível ou outros?; Existem 
estruturas como ciclovia, lixeiras, calçadas, semáforos e faixa para pedestres? e Quais e 
como são os sons do trânsito?.
4) Agora é hora de criar! Como foi a caminhada? O que lhe chamou mais 
atenção? Como você se sentiu? Em pequenos grupos ou em duplas, 
transforme as impressões da sua caminhada em arte. Faça uma poesia 
ou um desenho expressando os sons, as formas, os cheiros e as paisagens 
que você viu e sentiu durante a caminhada. Não se esqueça de expressar,também, suas percepções sobre os riscos no trânsito e os cuidados 
necessários para se fazer uma caminhada com segurança.
Mediação
A partir das criações dos estudantes, propõe-se retomar uma conversa com a turma 
e anotar no quadro ou em um cartaz as percepções dos estudantes sobre os sons, 
as formas, os cheiros e as paisagens que compõem o trânsito ao redor da escola, 
bem como sobre os riscos e os cuidados necessários para que a caminhada no 
trânsito seja segura. 
É importante relacionar a caminhada com a promoção de uma cidade mais 
sustentável, silenciosa e com menos poluentes.
Avaliação
Na avaliação, pode-se observar o processo criativo dos estudantes em suas poesias 
e em seus desenhos, analisando-se se conseguiram expressar em suas criações 
a mensagem de que a caminhada é uma ação saudável que requer posturas e 
atitudes seguras. 
Outras conexões
Os estudantes podem ser convidados a compor um varal de desenhos e de poemas 
no mural da escola. O varal pode ter um título bem criativo, com o propósito de 
estimular outros estudantes da escola a desenvolverem caminhadas seguras e a 
perceberem-nas como uma ação saudável.
Tá combinado? 
Ao caminhar, 
sempre adote uma 
postura segura! 
Atravesse na 
faixa de pedestre 
sempre que existir, 
faça contato visual 
com o condutor 
e tenha certeza 
de que ele parou 
o veículo antes 
de você iniciar 
a travessia. 
Compartilhe!
Como foi a 
atividade com 
os estudantes? 
Conte-nos a sua 
experiência! 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
335° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 30 jan. 2020.
SEGURADORA LÍDER-DPVAT. Relatório anual 2018. 2018. Disponível em: https://
www.seguradoralider.com.br/Documents/Relatorio-Anual/RELATORIO%20
ANUAL_2018_WEB.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020.
Referências
355° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Artistas caminhantes 
Você com certeza já fez uma caminhada. Mas, enquanto andava, será que estava 
realmente atento ao que acontecia ao seu redor? Para refletir sobre esse assunto, 
responda, dialogando com a turma, às duas primeiras perguntas. 
1) Você presta atenção nos cheiros, nos sons, nas formas e nos diferentes 
tipos de paisagem dos lugares nos quais caminha? 
2) Quais atitudes e comportamentos precisam ser adotados pelos pedestres 
ao caminharem para terem segurança? 
3) Agora que vocês já aprenderam um pouco sobre os comportamentos e as 
atitudes seguros dos pedestres, que tal fazer uma caminhada?
4) Agora é hora de criar! Como foi a caminhada? O que lhe chamou mais 
atenção? Como você se sentiu? Em pequenos grupos ou em duplas, 
transforme as impressões da sua caminhada em arte. Faça uma poesia 
ou um desenho expressando os sons, as formas, os cheiros e as paisagens 
que você viu e sentiu durante a caminhada. Não se esqueça de expressar, 
também, suas percepções sobre os riscos no trânsito e os cuidados 
necessários para se fazer uma caminhada com segurança.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Ao caminhar, 
sempre adote uma 
postura segura! 
Atravesse na 
faixa de pedestre 
sempre que existir, 
faça contato visual 
com o condutor 
e tenha certeza 
de que ele parou 
o veículo antes 
de você iniciar 
a travessia. 
No dia 8 de agosto, 
comemora-se 
o Dia Mundial 
do Pedestre. Foi 
nesse dia que a 
banda The Beatles 
tirou a famosa 
foto atravessando 
a avenida Abbey 
Road, na cidade de 
Londres, Inglaterra, 
para a capa de um 
dos seus discos 
mais conhecidos. 
Estudante
375º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Sinal verde para a criação
Os riscos e as consequências do avanço do sinal vermelho 
Articulação didática
Esta atividade aborda os riscos e as consequências do avanço do sinal 
vermelho por parte dos usuários do sistema trânsito, com ênfase nos 
pedestres. Para isso, propõe-se, aos estudantes, realizar a reflexão acerca 
das atitudes seguras para travessia de ruas, a partir da leitura de um texto, 
da interpretação de imagens e da criação de uma canção.
Objeto de conhecimento
Processos de criação – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Avançar o sinal vermelho.
Competência
Compreender sobre a importância de respeitar as cores do semáforo ao 
transitar.
Habilidade
Distinguir o que pode ou o que não ser feito a partir das cores do semáforo.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papéis A4 e lápis. 
A percepção de riscos e o comportamento seguro ao fazer a travessia de vias são 
habilidades que precisam ser desenvolvidas nos estudantes para que possam 
transitar em segurança no trânsito. Como subsídios para abordar essa questão, 
o Texto 1 Pedestres no trânsito apresenta a importância dos cuidados que os 
pedestres precisam ter no trânsito (principalmente aqueles relacionados à travessia 
de via) e, também, trata do tema da vulnerabilidade das crianças a acidentes de 
trânsito. Por sua vez, o Texto 2 Semáforos para pedestres e para veículos: função e uso 
apresenta os dois tipos de semáforos e descreve o uso, a importância e os cuidados 
de cada um deles.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
38 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO
Texto 1
Pedestres no trânsito
Os pedestres são um grupo bastante diversificado e o mais vulnerável no ambiente do 
trânsito. Não importa se é rico ou pobre, homem ou mulher, branco ou negro, criança, 
jovem ou idoso, todos, em algum momento, estarão na condição de pedestres e terão 
que enfrentar as situações, por vezes inseguras, que o trânsito apresenta.
Nesse sentido, ser professor é lidar com crianças que, diariamente, fazem o trajeto 
de casa à escola e da escola para a casa, na condição de pedestres. Em muitos 
casos, esses estudantes precisam fazer o trajeto sozinhos ou com outras crianças, 
e é nesse ponto que entra a importância da Educação para o Trânsito. As crianças 
precisam aprender, desde pequenas, os cuidados necessários enquanto pedestres, 
para atravessarem as vias, para caminharem em ruas sem calçadas, entre outras 
situações. Ter a percepção e a consciência do risco são ações importantes para que 
elas adotem posturas seguras, preservando a vida delas, uma vez que as crianças 
são uma das maiores vítimas de acidentes como pedestres no trânsito. No ano de 
2017, por exemplo, quase 33% das mortes de pessoas entre 0 e 14 anos foram por 
esse motivo (CRIANÇA SEGURA BRASIL, 2019). 
Crianças e jovens estão muito propensos a sofrerem acidentes de trânsito pela falta 
de maturidade e de consciência dos riscos, por isso, é importante que, desde cedo, 
eles tenham um aprendizado contínuo acerca do funcionamento do trânsito, dos 
deveres e dos direitos que têm e dos cuidados que devem adotar como pedestres 
ou como passageiros e, posteriormente, como ciclistas, como motociclistas e como 
motoristas. Por isso, vale lembrar alguns cuidados a serem postos em prática para 
evitar os acidentes:
• É importante ver e ser visto, ao realizar a travessia de ruas e de rodovias, pois 
condutores e pedestres precisam estar sempre atentos uns aos outros.
• Utilizar, sempre que houver, a faixa de pedestres e as passarelas para atravessar 
ruas e rodovias.
• Em um semáforo para veículos, deve-se esperar que este esteja vermelho para 
os veículos, os quais, por sua vez, precisam estar totalmente parados para que 
o pedestre realize a travessia, e, caso haja semáforo para pedestres, deve-se 
esperar que este fique verde para os pedestres.
• Respeitar as sinalizações de trânsito.
• Olhar para os dois lados antes de atravessar ruas e rodovias.
• Não parar no meio da faixa e não conversar quando estiver realizando a travessia 
na faixa.
• Não utilizaro celular ao caminhar.
• Utilizar as calçadas, e, quando não houver, caminhar sempre nas bordas das 
pistas, no sentido contrário ao dos veículos, e, também, nesses casos, buscar 
ruas menos movimentadas para caminhar.
• Não correr ou fazer brincadeiras durante a travessia. Para tanto, é preciso estar 
sempre atento ao fluxo do trânsito.
Esses são alguns dos cuidados, diante de tantos outros, que devem ser observados 
pelas crianças e pelos jovens enquanto pedestres no trânsito. O importante é que 
os estudantes sejam estimulados a perceberem o corpo na relação com o trânsito 
e como estão vulneráveis, enquanto pedestres nesse contexto, para que assim 
comecem a ter atitudes seguras e possam compartilhar, com suas famílias e por 
onde forem, os aprendizados construídos. Dessa forma, a partir da mudança de 
comportamento da sociedade, os acidentes e as mortes causados pelo trânsito 
podem ser reduzidos de forma significativa. 
Trânsito em 
números
Segundo dados 
do Departamento 
de Informática do 
SUS (DATASUS), 
em 2017, 6.469 
pedestres 
morreram vítimas 
de acidentes de 
trânsito no Brasil.
395º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Texto 2
Semáforos para pedestre e para veículos: função e uso
As sinalizações de trânsito têm a função de orientar pedestres, motoristas e 
ciclistas, para que, além de mais segurança, haja harmonia nas vias. O semáforo, 
por exemplo, é um sinal de trânsito que objetiva organizar e controlar o tráfego de 
veículos e de pedestres. 
Existem vários tipos de semáforos, e suas especificações, seus usos e seus 
regramentos para instalação são previstos no Manual Brasileiro de Sinalização 
de Trânsito: sinalização semafórica - Volume V (BRASIL, 2014), dentre os quais 
se têm o semáforo para veículos e o semáforo para pedestres, que possuem 
função e uso distintos e complementares, conforme apresentado no quadro 
a seguir. 
Semáforo para 
pedestres
O semáforo para pedestre, caso a luz vermelha esteja acesa, indica, 
aos pedestres, a proibição de realizar a travessia da via. 
O semáforo para pedestre, caso a luz verde esteja acesa, indica, aos 
pedestres, a permissão para atravessar a via, sendo necessário sempre 
observar se todos os veículos estão parados.
Caso a luz verde esteja intermitente, os pedestres não devem iniciar a 
travessia, no entanto, os que a iniciaram devem concluí-la atentando-se 
para o fato de que logo o semáforo estará aberto para os veículos.
Semáforo 
veicular
O semáforo para veículos adverte sobre os momentos em que a 
passagem é permitida ou não para carros: o sinal verde significa 
passagem permitida; o sinal amarelo é um alerta que chama a atenção 
dos motoristas para a transição do sinal verde para o vermelho; e o 
sinal vermelho adverte sobre a passagem proibida para carros. Onde 
não houver semáforo para pedestres, estes devem fazer a travessia 
quando o semáforo para veículos estiver vermelho, sendo necessário 
sempre observar se todos os veículos estão parados.
Ultrapassar o sinal fechado é uma atitude de muito risco no trânsito, tanto 
por parte dos condutores quanto dos pedestres. Se a luz do semáforo estiver 
vermelha para os veículos de determinada(s) faixa(s), estará verde para os 
veículos de outra(s) faixa(s) ou aberto para os pedestres. Sendo assim, o avanço 
do sinal vermelho pelos motoristas pode causar um atropelamento ou, até 
mesmo, um acidente com outro veículo.
40 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO
Ademais, avançar o sinal vermelho do semáforo é uma infração gravíssima, prevista 
no Artigo 208, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997), sujeita à multa.
Apesar disso, muitos motoristas não seguem as leis de trânsito e ultrapassam o 
sinal fechado. Por isso, antes de atravessarem a via, os pedestres precisam ter 
atenção redobrada, pois, além de verificarem se o semáforo está vermelho para os 
veículos, devem observar se todos os veículos estão realmente parados.
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto e com a interpretação 
das imagens apresentadas, de modo que se possa realizar uma conversa com 
os estudantes: sobre os significados atribuídos às cores verde e vermelha 
do semáforo para veículos e do semáforo para pedestres; sobre os riscos 
e as consequências do desrespeito da sinalização semafórica; e sobre os 
comportamentos que devem ser adotados para que a travessia seja segura. Essa 
conversa caracteriza-se como um momento de reflexão dos estudantes sobre 
aproximações do tema com a realidade vivenciada por cada um deles. Como 
fechamento da atividade, propõe-se a criação de uma música com a turma, 
transpondo para o papel os conhecimentos aprendidos e exercitando a criação 
coletiva e colaborativa.
Atividade com gabarito
Sinal verde para a criação
Os semáforos são sinais de trânsito que têm a função de controlar o tráfego de 
automóveis e de pedestres nas vias. Por isso, são instrumentos importantes para 
manter a segurança viária. 
Existem vários tipos de semáforos, dentre os quais se têm o semáforo para 
veículos e o semáforo para pedestres, que possuem função e uso distintos e 
complementares. Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que 
os pedestres podem atravessar a rua, sempre olhando, antes, para os dois lados 
para ter a certeza de que os veículos pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é 
necessário que os pedestres esperem na calçada. Para o semáforo para veículos, os 
pedestres precisam agir exatamente ao contrário! Por isso, para se ter segurança 
no trânsito, a atenção é importante.
Veja o infográfico sobre quem, onde e como pode atravessar a via em cada uma das 
cores do semáforo para veículos.
Construindo os caminhos da atividade
415º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação
Propõe-se que a leitura do texto e a interpretação das imagens sejam feitas pela turma 
de forma compartilhada e que, logo após, seja realizada uma roda de conversa para 
abordar, com os estudantes, o significado atribuído às cores verde, amarela e vermelha 
do semáforo para veículos e sobre os comportamentos que se deve ter em relação a 
cada uma delas. É importante, também, abordar os comportamentos que devem ser 
adotados quando existirem semáforos para pedestres instalados juntamente com os 
semáforos para veículos. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como, por 
exemplo: Quem, onde e quando deve atravessar a via de acordo com cada cor do semáforo 
para veículos?; Você já viu algum motorista furar o sinal vermelho?; Que consequências 
podem acontecer caso um motorista ultrapasse o sinal vermelho?; Você já atravessou a via 
sem esperar que o sinal fique vermelho para os veículos?; Enquanto pedestre, sabendo que 
têm motoristas que avançam o sinal vermelho, que cuidados você precisa adotar?. Durante 
a conversa, sugere-se que contribuições (palavras-chave) sejam anotadas no quadro, 
pois estas poderão auxiliar na escrita da música proposta no exercício subsequente.
42 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO
1) Não respeitar os semáforos pode colocar em risco a vida de muitas pessoas. 
Que tal compor uma música para chamar a atenção das pessoas sobre a 
necessidade de adotar atitudes seguras ao transitar? Veja as dicas abaixo, 
junte-se com seus colegas e deixem a criatividade fluir!
 
a) A letra da música pode conter, por exemplo, as seguintes palavras: 
segurança; trânsito; semáforo; veículos; pedestres; motorista; avançar; 
e travessia. Além delas, as palavras que foram anotadas no quadro, no 
exercício anterior, também podem ser utilizadas.
b) A intenção da música é conscientizar as pessoas sobre os perigos de 
avançar o sinal vermelho. Por isso, abusem da criatividade na elaboração da 
letra. Lembre-se de que os cuidados que os pedestres precisam adotar na 
travessia precisam constar na música, mencionando-se a atenção redobrada 
deles (já que há motoristas que avançam o sinal vermelho) e o uso da faixa 
de pedestres (já que há pedestres que atravessam em local inadequado).
c) Com a letra pronta, façam uma melodia paraela e cantem com a turma.
Mediação
Propõe-se que seja criada uma única música com toda turma em um processo participativo 
e colaborativo. Sugere-se que as frases sejam registradas no quadro e adequadas (quando 
necessário), para que a métrica e o compasso sejam mantidos. É válido lembrar que a letra 
da música pode conter palavras sinônimas, como, por exemplo: no lugar de “semáforo”, 
utilizar “sinal”; no lugar de “avançar”, utilizar “furar”. Após finalizada, a letra da música pode 
ser escrita pelos estudantes no caderno deles. Com uma melodia criada, todos poderão 
cantar juntos para aprender a letra. Caso a turma tenha facilidade com a atividade, pode-se, 
também, aumentar o nível: criando toques para a música; utilizando os sons do corpo 
para fazer diferentes timbres; entre outras variações. A música pode ser apresentada 
em outras turmas ou em eventos promovidos pela escola, para chamar a atenção da 
comunidade escolar sobre a necessidade de serem adotadas atitudes seguras ao transitar.
Avaliação
Como avaliação, é importante considerar o envolvimento dos estudantes na interpretação 
do texto e das imagens e na conversa inicial, observando-se se conseguiram compreender 
os riscos e as consequências de não respeitar as cores do semáforo, assim como se 
compreenderam quais os cuidados que precisam ser observados, na condição de 
pedestre, para a travessia de ruas em locais onde existam semáforos de veículos. Também, 
é importante avaliar como foi o processo colaborativo na composição da letra e da melodia, 
verificando-se se conseguiram colocar as reflexões sobre o conteúdo de trânsito na música.
Outras conexões
É possível continuar abordando a temática desta atividade a partir de uma 
teatralização, na qual os estudantes poderão interpretar o que acontece caso as 
cores do semáforo não sejam respeitadas e como os usuários do trânsito devem se 
comportar para garantir segurança de todos nas vias. A peça pode ser apresentada 
na escola e para outras turmas, visando à conscientização de mais pessoas para os 
riscos de desrespeitar as regras de convivência no trânsito.
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foi a recepção da 
proposta por parte 
dos estudantes: 
envie-nos fotos e/ou 
vídeos da atividade! 
Você e os estudantes 
são os protagonistas 
do Programa 
Conexão DNIT.
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Tá combinado?
Mesmo que o 
semáforo para 
veículos esteja na 
cor vermelha, só 
atravesse a rua 
quando tiver a 
certeza de que todos 
os veículos pararam!
435º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 19 jun. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica – volume V. Brasília, DF: CONTRAN, 
2014. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/
Educacao/Publicacoes/Manual_VOL_V_(2).pdf. Acesso em: 04 abr. 2020.
BRASIL. Departamento de Informática do SUS - DATASUS. Pedestre traumatizado 
em um acidente de transporte. 2017. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/
cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/ext10uf.def. Acesso em: 27 maio 2019.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 19 jun. 2020.
CRIANÇA SEGURA BRASIL. Mortes por acidentes – 2017. 2019. Disponível em: 
https://criancasegura.org.br/dados-de-acidentes/. Acesso em: 25 jul. 2019.
Referências
455º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Sinal verde para a criação
Os semáforos são sinais de trânsito que têm a função de controlar o tráfego de 
automóveis e de pedestres nas vias. Por isso, são instrumentos importantes para 
manter a segurança viária. 
Existem vários tipos de semáforos, dentre os quais se têm o semáforo para 
veículos e o semáforo para pedestres, que possuem função e uso distintos e 
complementares. Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que 
os pedestres podem atravessar a rua, sempre olhando, antes, para os dois lados 
para ter a certeza de que os veículos pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é 
necessário que os pedestres esperem na calçada. Para o semáforo para veículos, os 
pedestres precisam agir exatamente ao contrário! Por isso, para se ter segurança 
no trânsito, a atenção é importante.
Veja o infográfico sobre quem, onde e como pode atravessar a via em cada uma das 
cores do semáforo para veículos. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
46 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO
1) Não respeitar os semáforos pode colocar em risco a vida de muitas pessoas. 
Que tal compor uma música para chamar a atenção das pessoas sobre a 
necessidade de adotar atitudes seguras ao transitar? Veja as dicas abaixo, 
junte-se com seus colegas e deixem a criatividade fluir!
 
a) A letra da música pode conter, por exemplo, as seguintes palavras: 
segurança; trânsito; semáforo; veículos; pedestres; motorista; avançar; 
e travessia. Além delas, as palavras que foram anotadas no quadro, no 
exercício anterior, também podem ser utilizadas.
b) A intenção da música é conscientizar as pessoas sobre os perigos de 
avançar o sinal vermelho. Por isso, abusem da criatividade na elaboração da 
letra. Lembre-se de que os cuidados que os pedestres precisam adotar na 
travessia precisam constar na música, mencionando-se a atenção redobrada 
deles (já que há motoristas que avançam o sinal vermelho) e o uso da faixa 
de pedestres (já que há pedestres que atravessam em local inadequado).
c) Com a letra pronta, façam uma melodia para ela e cantem com a turma.
Mesmo que o 
semáforo para 
veículos esteja na 
cor vermelha, só 
atravesse a rua 
quando tiver a 
certeza de que todos 
os veículos pararam!
475º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Influências do ciclo da 
água no trânsito 
Os estados físicos da água e o seu impacto no trânsito
Articulação didática 
Esta atividade intenta enfatizar, aos estudantes, a importância do autocuidado 
como proteção ao transitar em ambientes com condições meteorológicas 
adversas ocasionadas pelo ciclo da água. Para isso, os exercícios convidam os 
estudantes a discutirem sobre formas de proteção a serem adotadas pelos 
pedestres e ciclistas ao se depararem com fenômenos naturais, como chuva, 
neblina, geada, neve, enchentes e granizo, no ambiente do trânsito. 
Objeto de conhecimento
Ciclo hidrológico – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
O trânsito e os fenômenos naturais.
Competência
Compreender a influência do ciclo da água no trânsito.
Habilidade
Apresentar argumentos sobre os cuidados ao transitar tendo em vista a 
presença da água no trânsito como um fenômeno natural em seus diferentes 
estados físicos.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4 e 
papel kraft. 
Condições de tempo adversas requerem atenção redobrada dos usuários do 
sistema trânsito, de forma a antever os riscos e a adotar atitudes que favoreçam a 
segurança de todos. O texto Atitudes preventivas no trânsito, em condições adversas 
de tempo aborda os riscos decorrentes das condições meteorológicas, envolvendo a 
mudança de estado físico da água e chama a atenção para a importância da adoção 
de atitudes preventivas no trânsito. 
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
48 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO 
Atitudes preventivas no trânsito, em condições adversas de tempo
Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2019, revela que ocorrem 
5 mortes decorrentes de acidentes de trânsito a cada hora, no Brasil. Em número 
deferidos, isso se traduz para 20 pessoas a cada hora dando entrada em hospitais 
públicos com ferimentos graves em função dos acidentes. O CFM (BRASIL, 2019) 
expõe, ainda, que, nos últimos 10 anos, esse tipo de acidente deixou mais de 1,6 
milhão de feridos e custou, aos cofres públicos, aproximadamente, R$ 3 bilhões em 
atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). 
Muitos desses acidentes poderiam ser evitados se os condutores dirigissem de 
forma defensiva, como preconiza o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). 
A direção defensiva pode ser entendida como um conjunto de procedimentos a 
serem adotados por um condutor para evitar acidentes mesmo quando este estiver 
diante de eventuais erros e imprudências cometidos por outros motoristas ou 
diante de condições adversas (BRASIL, 2005). As condições adversas, por sua vez, 
compreendem todos aqueles fatores que podem prejudicar o desempenho no ato 
de conduzir, aumentando a possibilidade de um acidente de trânsito.
Devido às condições atmosféricas, o vapor d’água, por exemplo, sofre mudanças 
em seu estado físico, transformando-se em chuva, nevoeiro, granizo, geada e neve. 
Em condições adversas, esses estados da água podem dificultar a visibilidade 
dos usuários do trânsito. A chuva e a neblina, por exemplo, afetam diretamente a 
visibilidade dos condutores, além de tornar a pista mais escorregadia, o que facilita 
a ocorrência de uma derrapagem quando o carro é freado bruscamente. Essas 
condições adversas provocam, ainda, outros problemas nas estradas, como, por 
exemplo, a presença de lama.
Existem diversos procedimentos recomendados aos condutores de veículos em 
situações adversas, como reduzir a velocidade e procurar um lugar seguro para parar, 
quando necessário. Nesse contexto, mesmo existindo motoristas responsáveis que 
adotem medidas de segurança na perspectiva da direção defensiva, é importante 
que o pedestre e o ciclista tenham conhecimento das condições adversas para, 
também, agir de maneira defensiva. Ou seja, o pedestre e o ciclista também precisam 
adotar posturas defensivas no trânsito, por meio da percepção de riscos de acidentes 
que podem ocorrer em função de erros dos motoristas nessas situações. 
A seguir, são apresentadas algumas dicas para os pedestres e os ciclistas 
transitarem com mais segurança em dias com condições adversas de tempo e com 
mudanças do estado físico da água.
Cuidados ao caminhar ou pedalar nos dias chuvosos
• Transitar com atenção para identificar buracos e poças.
• Procurar um caminho onde o solo esteja visível, pois alagamentos podem esconder 
buracos e bueiros abertos e o desnível entre a rua, a ciclovia e as calçadas.
• Usar sapatos aderentes e roupas, de preferência, com tecidos impermeáveis.
• Ao procurar abrigo, observar se o local possui risco de desabamento, se contém 
rachaduras e infiltrações, e evitar locais próximos a árvores e a postes.
• Ao caminhar, segurar o guarda-chuva de forma que este não atrapalhe a visão do 
pedestre em relação ao trânsito. Por isso, se possível, usar guarda-chuva transparente.
• Caminhar devagar, pois a calçada pode estar escorregadia.
• Depois da chuva, galhos de árvores ou fios podem estar caídos sobre as 
calçadas. Se for necessário, mudar o trajeto.
• Redobrar os cuidados na hora de atravessar a rua, tendo atenção com os carros, 
com as poças e com os buracos.
• Evitar caminhar e pedalar perto de acostamentos alagados, pois água e lama 
podem ser arremessados pelo tráfego de veículos.
495º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Cuidados ao caminhar ou pedalar no nevoeiro
• Manter a atenção redobrada e, se possível, evitar transitar sozinho, a pé, nesses 
períodos do dia.
• Usar lanterna para poder ser visto, pois a visibilidade (tanto de condutores 
quanto do próprio pedestre ou ciclista) fica comprometida.
• Usar roupa clara, refletiva.
• Onde não houver calçadas, caminhar sempre no sentido contrário aos carros, o 
mais afastado possível da via.
• Procurar sempre ver e ser visto. 
Cuidados ao caminhar ou pedalar durante uma tempestade de granizo
• Abrigar-se em um lugar seguro. 
• Proteger a cabeça com um casaco, com uma mochila, ou com qualquer outro 
objeto disponível. 
• Evitar abrigar-se debaixo de árvores.
O pedestre e o ciclista, além dos cuidados ao transitar nos dias de chuva, de 
nevoeiro e de granizo, precisam estar muito atentos à ocorrência de geada ou de 
neve, pois, nessas condições adversas, há a possibilidade de haver gelo nas vias, 
deixando-as muito lisas. Em locais onde há gelo na pista de rolamento – local da via 
destinado ao fluxo de veículos -, é comum haver acidentes envolvendo condutores 
desatentos, por isso, toda atenção é necessária para evitar acidentes. 
Estratégias didáticas 
Nesta atividade, sugere-se, inicialmente, a leitura do texto O ciclo da água e o trânsito 
e, em seguida, a realização de uma roda de conversa com os estudantes, para 
que possam dialogar sobre o ciclo da água no meio ambiente e a sua influência 
no trânsito, por meio dos fenômenos naturais, como chuva, geada, neve, granizo, 
neblina, e, também, sobre as consequências desses fenômenos, como, por exemplo, 
os alagamentos. Na sequência, propõe-se, aos estudantes, a realização de um 
caça-palavras, a partir de perguntas contidas em micronarrativas que relatam 
situações de fenômenos meteorológicos no trânsito. Sugere-se, por fim, que, em duplas, 
os estudantes escrevam frases com cuidados que os pedestres e os ciclistas devem 
ter ao transitar em condições meteorológicas adversas relacionadas ao ciclo da água. 
Atividade com gabarito 
Influências do ciclo da 
água no trânsito
A água assume vários estados físicos, os quais podem ser observados na natureza 
por meio dos fenômenos meteorológicos como a chuva, a geada, o nevoeiro, o 
granizo, a neve, entre outros, os quais impactam na segurança do trânsito.
Construindo os caminhos da atividade
50 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO 
O ciclo da água e o trânsito
O sol é o responsável por movimentar a energia do ciclo da água presente na 
superfície da terra. Com sua luz, ele provoca a evaporação, ou seja, a água 
transforma-se em vapor, passando para o estado gasoso. Esse vapor, por sua vez, 
sobe para a atmosfera e encontra-se com temperaturas mais baixas, passando do 
estado gasoso para o líquido, caindo sobre a terra em forma de chuva. Em locais mais 
frios, a água, a partir da chuva, pode se solidificar e dar origem à neve ou ao granizo. 
A chuva, que corresponde à água em seu estado líquido, é o retorno desta para 
a superfície, que, dependendo da sua intensidade, pode provocar inundações e 
alagamentos. A geada – a água no estado sólido - é a formação de finas camadas 
de gelo sobre as plantas ou superfícies lisas, como vidros de janelas, quando as 
temperaturas estão mais baixas. O nevoeiro, que nada mais é do que vapor de água 
condensado, forma-se com a queda de temperatura e com o aumento da umidade do 
ar, formando “uma nuvem” perto do solo. Eles podem reduzir a visibilidade de até 1 km. 
O infográfico, a seguir, mostra o ciclo da água e os eventos meteorológicos 
associados a cada fase, os quais, quando intensos, potencializam os riscos dos 
usuários do trânsito. Por isso, na ocorrência de chuva, granizo, neve, geada e 
nevoeiro, é necessário redobrar a atenção para transitar de forma segura.
Fonte: Granizo - https://flic.kr/p/zuFHwA, Neblina - https://flic.kr/p/31wa5h, Geada - https://
fotospublicas.com/wp-content/uploads/2014/06/Geada-na-cidade-de-Urupema-em-Santa-
Catarina-20140603_0001.jpg - Marília Oliveira/ Prefeitura de Urupema, Neve - https://fotospublicas.
com/tempestade-de-neve-em-new-york/ - Michael Appleton / Escritório de Fotografia Prefeito
515º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação 
A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto O ciclo da água e o trânsito. Com ela, 
é possível iniciar uma conversa, com os estudantes, sobre as condições meteorológicas 
citadas. Sugere-se que a cadafenômeno natural envolvendo o ciclo da água, como a 
chuva, a geada, a neblina, a neve, o granizo e os alagamentos, dentre outros, sejam 
explorados o conteúdo e a influência dele no trânsito, de modo a reforçar os cuidados 
que pedestres e ciclistas precisam ter para transitarem com segurança. 
1) Encontre, no caça-palavras, as respostas correspondentes às seguintes 
perguntas:
a) Nos dias de chuva, não posso esquecer o guarda-chuva ao sair de casa, 
para transitar com segurança, sem me molhar. Porém, se chover muito, o 
que pode acontecer nas ruas e que dificulta transitar em segurança? 
Alagamentos.
b) No Brasil, em alguns lugares com temperaturas mais baixas, podem 
ocorrer a formação de nuvens próximas ao solo, diminuindo a visibilidade 
de pedestres, de ciclistas e de motoristas. Em dias assim, é preciso 
redobrar o cuidado para transitar com segurança. Qual o nome desse 
fenômeno natural?
Neblina.
c) Às vezes, a água, em estado sólido, cai em forma de chuva de pedra sobre 
a terra e pode fazer grandes estragos. Quando ocorre tempestades com 
chuva de pedra, é preciso que pedestres, ciclistas e motoristas busquem 
abrigo em um local seguro. Qual o nome desse fenômeno natural?
Granizo.
d) Geralmente, em lugares altos e em regiões em que a temperatura é baixa, 
a água, que se encontra na forma de orvalho (no estado líquido), pode 
passar para o estado sólido. Nos dias em que isso acontece, é preciso 
se agasalhar e redobrar o cuidado para transitar com segurança, pois 
os locais podem ficar escorregadios. Qual é o nome desse fenômeno 
meteorológico?
Geada.
e) O sol aquece a terra, e a água que está no meio ambiente, em seu estado 
líquido, evapora. Ao retornar para a terra na forma líquida, ela pode 
ocasionar transtornos, principalmente se for com muita intensidade. 
O cuidado precisa ser redobrado por parte dos pedestres, dos ciclistas 
e dos motoristas, pois as estradas e ruas podem ficar congestionadas 
e escorregadias. A água que evapora retorna para a terra, no estado 
líquido, em forma de quê? 
Chuva.
52 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO 
F   S  G  H  J  K  Q  E E  T   Y  N  X  A Z  X 
 G  P  I  M  U  I  Q  E Q   A P   A  W D   K F 
 H  H  R  M  J C  E  C  Y  S  O U  S F   R G 
 J  J  E  G  H H  Y  Z G E A D A  T  E  H
 A  Z  W  D  D U  P  Y R  Y  F  F Q   A  W  K
Q   E  O  Q  A V  O  Y A U I O P N W J
W  A L A G A M E N T O S  U E  W Y 
 E  A  D  H  K L   A Q  I  Q  Z  X X  B  S  T
 R  Z  F  G  Y  R  W  E Z T   K M  I  L  A  E
 R  D  D  G  Z Z H G O Y M Z O I  I  Q
T   V  L J   H  Q  I  H  T  B L  P  A N  Y  W
X  N  M  O  P S   P  L  E  B  W  U O  A  Y  E
 V  B  F  D  Z  D  Z Y   A  Z  Q P   U K   T  R
Mediação
Após a realização do exercício, é importante retomar a conversa com os estudantes para 
identificar se eles já vivenciaram alguma(s) das situações apresentadas no caça-palavras, 
refletindo as causas e as consequências desses eventos e sua relação com o trânsito.
2) Na companhia de um colega, elaborem, juntos, frases que contenham, 
pelo menos, um cuidado que os pedestres e/ou os ciclistas devem ter para 
transitar com segurança ao se depararem com cada um dos fenômenos 
descritos a seguir:
a) Dias chuvosos
Resposta escrita e pessoal.
b) Alagamentos
Resposta escrita e pessoal.
c) Chuva de granizo
Resposta escrita e pessoal.
d) Nevoeiro
Resposta escrita e pessoal.
e) Dias frios, com muita geada pela manhã
Resposta escrita e pessoal.
535º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação
Sugere-se que cada dupla escreva os principais cuidados propostos para os pedestres 
e para os ciclistas em papel kraft, organizados por evento meteorológico (chuva, 
alagamento, granizo, nevoeiro e geada), como forma de compartilhar com os demais 
colegas. Na sequência, para finalizar a atividade, pode-se organizar uma roda de 
conversa final, com os estudantes, para reforçar os cuidados que os pedestres e os 
ciclistas devem ter ao transitar em condições adversas ocasionadas pelos eventos 
meteorológicos, tendo como referência as contribuições produzidas pelos estudantes, 
e para salientar que é preciso ter cuidado redobrado ou evitar transitar nas vias 
durantes esses eventos.
Avaliação 
A avaliação, nesta atividade, pode ocorrer de modo processual, observando-se: se 
os estudantes interagiram nas etapas de execução atividade, como nos debates 
e no compartilhamento das respostas dos exercícios; e se conseguiram indicar os 
cuidados necessários para transitar sob condições meteorológicas adversas.
Outras conexões
A atividade pode ter continuidade com a ampliação do debate sobre os impactos 
dos eventos meteorológicos relacionado ao ciclo da água a partir das diferenças 
existentes em diversas regiões do Brasil. Sugere-se, também, organizar a turma 
para realizar uma pesquisa de reportagens que noticiam acontecimentos no 
trânsito envolvendo o ciclo d água e as condições meteorológicas adversas 
ocasionadas por este e promover um debate sobre os reflexos desses 
acontecimentos na segurança viária.
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/.
Acesso em: 11 dez. 2020.
BRASIL. Conselho Federal de Medicina – CFM. Em dez anos, acidentes de trânsito 
consomem quase R$ 3 bilhões do SUS. 2019. Disponível em: https://portal.cfm.
org.br/noticias/em-dez-anos-acidentes-de-transito-consomem-quase-r-3-bilhoes-
do-sus/. Acesso em: 10 ago. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 11 dez. 2020.
BRASIL. Ministério das Cidades. Direção defensiva: trânsito seguro é um direito de 
todos. Brasília, DF: Denatran, 2005. Disponível em: http://vias-seguras.com/documentos/
arquivos/denatran_manual_de_direcao_defensiva_maio_2005. Acesso em: 10 ago. 2020.
Tá combinado?
Todo cuidado é 
pouco quando o 
que está em risco 
é a vida! Fique 
atento aos sinais 
do tempo e, em 
situações de risco, 
abrigue-se em 
locais seguros!
Compartilhe!
Conte-nos como 
foi a experiência 
de realizar esta 
atividade com os 
estudantes.
Sua participação é 
muito importante 
para o Programa 
Conexão DNIT! 
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
555º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Influências do ciclo da 
água no trânsito
A água assume vários estados físicos, os quais podem ser observados na natureza 
por meio dos fenômenos meteorológicos como a chuva, a geada, o nevoeiro, o 
granizo, a neve, entre outros, os quais impactam na segurança do trânsito.
O ciclo da água e o trânsito
O sol é o responsável por movimentar a energia do ciclo da água presente na 
superfície da terra. Com sua luz, ele provoca a evaporação, ou seja, a água 
transforma-se em vapor, passando para o estado gasoso. Esse vapor, por sua vez, 
sobe para a atmosfera e encontra-se com temperaturas mais baixas, passando do 
estado gasoso para o líquido, caindo sobre a terra em forma de chuva. Em locais mais 
frios, a água, a partir da chuva, pode se solidificar e dar origem à neve ou ao granizo. 
A chuva, que corresponde à água em seu estado líquido, é o retorno desta para 
a superfície, que, dependendo da sua intensidade, pode provocar inundações e 
alagamentos. A geada – a água no estado sólido - é a formação de finas camadas 
de gelo sobre as plantas ou superfícies lisas, como vidros de janelas, quando as 
temperaturas estão mais baixas. O nevoeiro, que nada mais é do que vapor de água 
condensado, forma-se com a queda de temperatura e com o aumento da umidade do 
ar, formando “uma nuvem” perto do solo. Eles podem reduzir a visibilidade de até 1 km. 
O infográfico, a seguir, mostra o ciclo da água e os eventos meteorológicos 
associados a cada fase, os quais, quando intensos, potencializam os riscos dos 
usuários do trânsito. Por isso, na ocorrência de chuva, granizo, neve, geada e 
nevoeiro, énecessário redobrar a atenção para transitar de forma segura.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
56 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO 
1) Encontre, no caça-palavras, as respostas correspondentes às seguintes perguntas:
a) Nos dias de chuva, não posso esquecer o guarda-chuva ao sair de casa, 
para transitar com segurança, sem me molhar. Porém, se chover muito, o 
que pode acontecer nas ruas e que dificulta transitar em segurança? 
b) No Brasil, em alguns lugares com temperaturas mais baixas, podem 
ocorrer a formação de nuvens próximas ao solo, diminuindo a visibilidade 
de pedestres, de ciclistas e de motoristas. Em dias assim, é preciso 
redobrar o cuidado para transitar com segurança. Qual o nome desse 
fenômeno natural?
c) Às vezes, a água, em estado sólido, cai em forma de chuva de pedra sobre 
a terra e pode fazer grandes estragos. Quando ocorre tempestades com 
chuva de pedra, é preciso que pedestres, ciclistas e motoristas busquem 
abrigo em um local seguro. Qual o nome desse fenômeno natural?
d) Geralmente, em lugares altos e em regiões em que a temperatura é baixa, 
a água, que se encontra na forma de orvalho (no estado líquido), pode 
passar para o estado sólido. Nos dias em que isso acontece, é preciso se 
agasalhar e redobrar o cuidado para transitar com segurança, pois os locais 
podem ficar escorregadios. Qual é o nome desse fenômeno meteorológico?
Fonte: Granizo - https://flic.kr/p/zuFHwA, Neblina - https://flic.kr/p/31wa5h, Geada - https://
fotospublicas.com/wp-content/uploads/2014/06/Geada-na-cidade-de-Urupema-em-Santa-
Catarina-20140603_0001.jpg - Marília Oliveira/ Prefeitura de Urupema, Neve - https://fotospublicas.
com/tempestade-de-neve-em-new-york/ - Michael Appleton / Escritório de Fotografia Prefeito
575º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
e) O sol aquece a terra, e a água que está no meio ambiente, em seu estado 
líquido, evapora. Ao retornar para a terra na forma líquida, ela pode 
ocasionar transtornos, principalmente se for com muita intensidade. 
O cuidado precisa ser redobrado por parte dos pedestres, dos ciclistas 
e dos motoristas, pois as estradas e ruas podem ficar congestionadas 
e escorregadias. A água que evapora retorna para a terra, no estado 
líquido, em forma de quê? 
F   S  G  H  J  K  Q  E E  T   Y  N  X  A Z  X 
 G  P  I  M  U  I  Q  E Q   A P   A  W D   K F 
 H  H  R  M  J C  E  C  Y  S  O U  S F   R G 
 J  J  E  G  H H  Y  Z G E A D A  T  E  H
 A  Z  W  D  D U  P  Y R  Y  F  F Q   A  W  K
Q   E  O  Q  A V  O  Y A U I O P N W J
W  A L A G A M E N T O S  U E  W Y 
 E  A  D  H  K L   A Q  I  Q  Z  X X  B  S  T
 R  Z  F  G  Y  R  W  E Z T   K M  I  L  A  E
 R  D  D  G  Z Z H G O Y M Z O I  I  Q
T   V  L J   H  Q  I  H  T  B L  P  A N  Y  W
X  N  M  O  P S   P  L  E  B  W  U O  A  Y  E
 V  B  F  D  Z  D  Z Y   A  Z  Q P   U K   T  R
2) Na companhia de um colega, elaborem, juntos, frases que contenham, 
pelo menos, um cuidado que os pedestres e/ou os ciclistas devem ter para 
transitar com segurança ao se depararem com cada um dos fenômenos 
descritos a seguir:
a) Dias chuvosos
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
b) Alagamentos
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
58 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO 
c) Chuva de granizo
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
d) Nevoeiro
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
e) Dias frios, com muita geada pela manhã
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Todo cuidado é 
pouco quando o 
que está em risco 
é a vida! Fique 
atento aos sinais 
do tempo e, em 
situações de risco, 
abrigue-se em 
locais seguros!
595º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
O Robô do trânsito
Caminhando e reciclando para cuidar da vida no planeta
Articulação didática
Esta atividade promove a discussão sobre os cuidados que se deve ter ao 
caminhar e o problema de se descartar lixo e materiais recicláveis pelas vias. 
Aliados ao conteúdo “reciclagem” da disciplina de Ciências, os exercícios propostos 
nesta atividade oportunizam, aos estudantes, refletir a respeito da necessidade 
de se adotarem atitudes seguras ao caminhar pelas vias e dos hábitos incorretos 
(de pedestres e de motoristas) no descarte de lixos e de materiais nas ruas 
e nas calçadas, causando danos e prejuízos à vida no planeta, bem como 
provocando risco de acidentes com a presença desses resíduos no trânsito.
Objeto de conhecimento
Reciclagem – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Importância de caminhar.
Competência
Aprender sobre a importância da caminhada para a saúde física e para a 
saúde mental. 
Habilidade
Argumentar sobre formas seguras de caminhar e sobre o seu uso como uma 
alternativa de locomoção.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4, 
cartolina ou papel kraft, lápis e materiais para colorir. 
A caminhada é um bom hábito, pois é uma forma de locomoção alternativa que promove 
a saúde física e a saúde mental e a preservação do meio ambiente. Por vezes, ao 
caminhar, o pedestre depara-se com lixo e com materiais recicláveis nas vias, que foram 
descartados de forma incorreta, comprometendo a segurança dos usuários do trânsito 
e contribuindo para a degradação do meio ambiente. Por isso, o Texto 1 Caminhar com 
segurança aborda as atitudes seguras a serem adotadas pelos pedestres ao transitar, e 
o Texto 2 O lixo nas vias públicas: um problema provocado pelo ser humano possibilita, ao 
leitor, refletir sobre a necessidade de serem criados novos hábitos relacionados à forma 
de descartar lixo e outros materiais que se encontram espalhados pelas vias públicas, 
deixando de poluir o meio ambiente e deixando de provocar acidentes.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
60 O ROBÔ DO TRÂNSITO
Texto 1 
Caminhar com segurança
A ação de caminhar caracteriza-se pelo deslocamento de um ponto a outro 
a pé, sendo a forma mais comum de locomoção efetuada pelas pessoas. Os 
deslocamentos diários, em sua maioria, começam e terminam com uma caminhada. 
Por vezes, essa é a melhor forma de transitar, principalmente se for para executar 
deslocamentos curtos, como uma ida à padaria ou à escola, por exemplo. Dentro 
do sistema trânsito, que envolve pessoas, vias e veículos, quem caminha nas vias 
públicas é chamado de pedestre.
Configurando-se como uma forma de transporte alternativo que não polui o 
meio ambiente, a caminhada é uma atividade física que proporciona, também, 
benefícios à saúde. 
No entanto, o ato de caminhar requer atenção e cuidados, pois os pedestres, 
juntamente com os ciclistas, são os usuários mais vulneráveisdo sistema trânsito, 
o que pode, em alguns casos, levar a um aumento do risco de acidentes e de lesões 
causados no trânsito. Um atropelamento é um exemplo de evento grave tanto 
para o condutor que atropela quanto para o pedestre que é a vítima. Na maioria 
dos casos de atropelamento, o pedestre é atingido por uma colisão frontal. Nessa 
situação, após o choque com a frente de um veículo, o pedestre, geralmente, rola 
sobre o capô e sobre o para-brisa do carro, que pode atingi-lo. Quanto maior a 
velocidade do veículo, maior a gravidade das lesões e maior é o risco de morte.
Conforme dados da administradora do seguro de Danos Pessoais Causados por 
Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), a Seguradora Líder-DPVAT (2018), 
os pedestres, no Brasil, no ano de 2018, ficaram em 2º lugar no ranking de 
indenizações pagas por esse seguro: foram pagas 10.846 indenizações por morte 
(28%), e 70.087 indenizações por invalidez permanente de pedestres (31%). Esses 
números apontam que quase 11 mil pedestres perderam a vida, e que mais de 70 
mil pedestres ficaram permanentemente invalidados no ano de 2018 por causa de 
acidentes de trânsito. 
Sabendo-se dos riscos e da necessária atenção ao transitar, o pedestre deve 
identificar o espaço mais seguro para seu deslocamento e ter atitudes que 
priorizem a segurança. Veja algumas dicas que tornam a caminhada mais segura:
• Caminhar, preferencialmente, em calçadas, em sua parte mais interna, longe 
da via. 
• Ficar sempre atento, nas calçadas, tanto à entrada e à saída de veículos das 
garagens quanto aos obstáculos, como buracos, rebaixamentos e outros.
• Caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário ao dos veículos), nos 
locais onde não há calçadas.
• Atravessar na faixa de pedestres, mesmo que isso exija fazer um caminho maior.
• Atravessar, de preferência, nas ruas onde há semáforos tanto para pedestres 
quanto para veículos. 
• Procurar, antes de atravessar, “ver e ser visto”, ou seja, ter certeza de que foi 
notado pelos condutores.
• Verificar se os veículos de todas as direções estão parados, antes de 
atravessar a via.
• Observar a luz indicativa de direção (popularmente conhecida como seta) dos 
veículos, a fim de verificar para onde eles irão.
O trânsito é dinâmico e engloba, consigo, potenciais riscos decorrentes de 
deficiências na infraestrutura e do comportamento inadequado de usuários. Para 
promover um processo de mudança cultural, é necessário educar, de formas 
permanente e continuada, os usuários, para que estes aprendam a perceber e a ter 
consciência dos riscos e a adotar atitudes seguras ao transitar. 
615º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Texto 2
O lixo nas vias públicas: um problema provocado pelo ser humano
A quantidade de lixo encontrada ao longo das vias públicas, em todas as regiões 
brasileiras, reflete a falta de educação e de cuidados do ser humano com o 
meio ambiente e mostra, a todos, a necessidade de se colocar em evidência 
os temas relacionados ao meio ambiente e ao trânsito, visando à promoção 
da conscientização das pessoas e de mudanças de atitudes delas. A educação 
ambiental e a educação para o trânsito são ações que, juntamente com as 
ferramentas legais, amparadas na fiscalização, na justiça e nas leis, poderão 
oportunizar essas mudanças de comportamento. 
Para além de perceber e de valorizar os benefícios que o desenvolvimento 
tecnológico proporcionou às sociedades (como a facilidade do deslocamento de 
um lugar para o outro com a utilização de estradas pavimentadas e de veículos 
com diversos acessórios tecnológicos que melhoram a segurança e a mobilidade), 
é preciso observar e analisar o comportamento dos usuários, considerando que o 
trânsito é um espaço coletivo e compartilhado. Como exemplo, os diversos resíduos 
deixados nas vias públicas pelos usuários do sistema trânsito (incluindo, aqui, 
os motoristas, os motociclistas, os ciclistas, os passageiros e os pedestres) é um 
problema relacionado a condutas inadequadas a ser constantemente repensado. 
A diversidade de produtos industrializados prosperou novas possibilidades de 
alimentação, assim como possibilitou, por exemplo, a diversidade de materiais de 
higiene e de limpeza. Porém, essa praticidade estimula o aumento da quantidade 
de lixo produzido por pessoa. Nesse cenário, é necessário promover um processo 
de conscientização das pessoas e é preciso estimulá-las a adotar novos hábitos 
relacionados tanto ao uso consciente de materiais descartáveis quanto à destinação 
adequada dos resíduos. 
O lixo e os materiais descartados de forma irregular nas vias prejudicam as 
pessoas, pois provocam inúmeros problemas ambientais e afetam a segurança 
do trânsito. Além de contribuírem para o entupimento de bueiros (o que pode 
causar alagamentos em tempos chuvosos), podem provocar queimadas ao longo 
das rodovias em tempo seco e quente, como também podem ser o vetor da 
proliferação de insetos e de pragas a partir do acúmulo de água em recipientes 
descartados irregularmente, colaborando para a proliferação da dengue e de 
outras doenças transmitidas por insetos. No que diz respeito ao trânsito, atirar 
lixo (como sacolas plásticas e papéis) pela janela de veículos em movimento, por 
exemplo, além de ser um ato irresponsável, pode assustar o motorista que está 
logo atrás, provocando uma reação inesperada dele e, por vezes, causando um 
acidente ou danificando o veículo.
A percepção dos riscos ao trânsito e ao meio ambiente é um primeiro passo 
para criar uma consciência coletiva da necessidade de promover mudanças do 
comportamento do ser humano em relação ao descarte de lixo. Assim, a adoção 
de atitudes corretas de cada usuário do trânsito é o que pode transformar, para 
melhor, essa triste realidade.
Estratégias didáticas
Propõe-se iniciar a atividade com a leitura e a interpretação do texto No caminho 
encontrei... que aborda a relação da reciclagem com a segurança no trânsito. Após 
isso, sugere-se a realização de uma roda de conversa com os estudantes para 
compartilhar os conhecimentos e as experiências prévias deles sobre cuidados que 
Construindo os caminhos da atividade
62 O ROBÔ DO TRÂNSITO
se deve ter para caminhar com segurança e o quanto essa prática é importante 
para a saúde. Para finalizar, propõe-se que os estudantes desenhem seus próprios 
robôs com materiais que eles possivelmente encontrariam nas vias e que criem 
uma mensagem de sensibilização sobre a relação do trânsito com o meio ambiente. 
Atividade com gabarito
O Robô do trânsito
No trajeto de casa para a escola e em outros trajetos percorridos, é possível 
observar materiais e objetos descartados indevidamente nas ruas e nas calçadas 
pelos motoristas, pelos passageiros e pelos pedestres. Esses materiais podem 
comprometer a segurança do trânsito, podem propiciar a propagação de doenças e 
podem provocar inúmeros problemas ambientais. No texto No caminho encontrei.., 
o Robô do trânsito vai lhe contar sua história, descrevendo mais sobre esse 
assunto, e vai propor uma mudança de atitude dos seres humanos. 
No caminho encontrei...
Em um belo dia de sol, Marcelo resolveu fazer uma caminhada, pois, aprendeu que 
caminhar, além de ser um meio de locomoção, oferece vários benefícios para o 
corpo e para a mente. Ele decidiu ir da sua casa até a praça perto da escola. 
Na escola, aliás, Marcelo aprendeu que é necessário ter atenção para caminhar no 
trânsito com segurança. Logo no início de sua caminhada, observou a quantidade 
de lixo e de materiais espalhados no solo ao longo da via. Incomodado com 
essa situação, pensou no quanto esse material é prejudicial ao meio ambiente 
e, também, para o trânsito, pois, neste caso, pode causar acidentes. Assim, ele 
teve uma ideia: recolher todos os materiais que não deveriam estar ali! Ao passar 
em frente à casa da Dona Francisca, pediu a ela um saco de lixo grande para que 
pudesse iniciar sua missão. 
Foi a partir da criatividade do Marcelo que eu nasci... Muito prazer! Meu nomeé 
Robô do trânsito! Todas as partes do meu corpo estavam jogadas, descartadas 
pelos humanos de maneira indevida, nas ruas e nas calçadas. Eram muitos 
resíduos, sacolas plásticas, garrafas, frascos de vários tipos de materiais (vidro, 
alumínio, plástico), latas, tampinhas, canudos e, até mesmo, um livro e um sapato 
velho. Nossa... só de imaginar que, no solo, todos esses materiais levariam meses, 
anos, séculos para se decomporem, fico muito triste!
Marcelo, depois de recolher os materiais que encontrou no caminho, selecionou 
os recicláveis e fez a higienização deles. Foi, naquele momento, que ele teve a ideia 
de me criar. Ele foi montando, encaixando, fazendo experiências, unindo todas as 
partes do meu corpo e... foi assim que eu tomei forma e nasci. 
Todas as partes do meu corpo fizeram parte da história de vida de muitas 
pessoas. Cada objeto que Marcelo usou serviu aos humanos e, talvez, tenham sido 
jogados pelas janelas de carros, de caminhões, de ônibus, ou, então, tenham sido 
atirados ao relento por pedestres, sujando as ruas, poluindo e entupindo bueiros, 
contribuindo para intensificar enxurradas e sendo berço de criadores de focos de 
mosquitos e de outros insetos que podem disseminar doenças. Pode acreditar nisso?
Os comportamentos inadequados dos seres humanos (que, ao invés de descartar 
de forma adequada seus resíduos, jogam-nos na natureza) podem provocar muitos 
acidentes. Muitas queimadas, por exemplo, surgem ao longo das rodovias, sem 
sequer sabermos a causa. Mas podem ser ocasionadas por resíduos, como pedaços 
de vidros, que, em função da incidência do sol, transformam-se em lentes, aquecem e 
potencializam o aumento de temperatura, capaz de provocar o início de um incêndio. 
Estes, aliás, dependendo das condições ambientais, alastram-se e causam muitos 
danos. Você não acha que está na hora de mudar isso?
635º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Infelizmente, esses materiais espalhados pelas rodovias, pelas estradas, pelas 
trilhas, iguais ao que o Marcelo utilizou para me criar, são frutos de hábitos ruins 
do ser humano que não tem consciência dos potenciais riscos que o descarte 
inadequado desses materiais têm de causar acidentes no trânsito, além dos riscos à 
saúde humana e do prejuízo ambiental. 
Quando o Marcelo me criou, ele imaginou que eu poderia ajudar os humanos a 
mudarem seus comportamentos. Por isso, vou pedir a sua ajuda! Comece por 
você e: seja consciente, reduza (o quanto você conseguir) o consumo de materiais 
descartáveis, busque reaproveitar e reutilizar os recipientes sempre que possível e 
coloque o lixo no lugar certo. Ah... e não basta apenas colocá-lo na lixeira, separe o seu 
lixo e dê um destino adequado a ele. Você pode separar o que é orgânico e o que é 
reciclável. O orgânico pode virar adubo para plantar muitos outros alimentos, e o 
reciclável pode ser reutilizado.
Antes de me despedir, vou deixar mais uma dica e uma mensagem: Quando você 
for caminhar, andar de ônibus ou, até mesmo, andar de carro, guarde o seu lixo 
no bolso ou em uma lixeirinha e descarte-o em locais adequados. A sua atitude, 
juntamente com as atitudes positivas dos seus colegas, irá contribuir para reduzir 
os acidentes de trânsito, para diminuir a proliferação de doenças e para preservar 
o meio ambiente.
 
Mediação
Propõe-se que a leitura do texto No caminho encontrei... seja feita pela turma e que, 
logo após, seja realizada uma roda de conversa para abordar, com os estudantes, 
as temáticas relacionadas aos cuidados que se deve ter ao caminhar e ao descarte 
inadequado de lixo nas ruas, a partir tanto do conteúdo do texto quanto da realidade 
local, ampliando-se, assim, a reflexão. Algumas questões podem ajudar nessa 
conversa, como, por exemplo: Quais foram os materiais que o Marcelo encontrou ao 
caminhar de sua casa até a praça?; Nos trajetos que você costuma fazer, é possível observar 
o descarte de lixo e de materiais nas ruas e nas calçadas?; Quais são as consequências 
que os materiais descartados de forma inadequada nas ruas podem provocar?; Vocês já 
presenciaram essas consequências na vida real?; É possível seguir a dica que o Robô do 
trânsito deu ao final do texto?. 
1) Marcelo aprendeu, na escola, que é preciso ter bastante atenção ao 
caminhar. Quais são os outros cuidados que o pedestre precisa ter para 
caminhar com segurança?
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes escrevam os cuidados que 
costumam ter ao caminhar, como, por exemplo: antes de começar a atravessar a rua, 
perceber se não está sendo invisibilizado por um ônibus, por carros, por árvores ou 
por postes; caminhar longe da faixa de rolamento (via); ficar atento, nas calçadas, aos 
rebaixamentos e às garagens (entrada e saída de veículos); caminhar, preferencialmente, 
pelo lado de dentro das calçadas; em estradas, em rodovias ou em outras vias sem 
calçadas, caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário ao dos veículos); não 
utilizar fones de ouvido ou aparelhos celulares enquanto caminha; atravessar na faixa de 
pedestres, mesmo que isso exija fazer um caminho maior e, ao atravessar, ter a certeza 
de que foi notado por todos os condutores; calcular a distância entre você e os veículos, 
de forma a permitir atravessar a rua, caminhando com naturalidade; nunca atravessar a 
rua correndo; atravessar sempre em linha reta, pois este é o trajeto mais rápido e mais 
seguro; olhar para ambos os lados para atravessar a rua; sempre aguardar pelo momento 
mais seguro para atravessar as vias que não contêm faixa de pedestre; respeitar a 
sinalização semafórica e atravessar quando o semáforo de pedestres estiver verde ou 
quando o semáforo de veículos estiver vermelho para os carros. 
64 O ROBÔ DO TRÂNSITO
Mediação
É importante conversar com os estudantes para que eles possam compartilhar suas 
respostas de forma a obter um conjunto de cuidados necessários para caminhar em 
segurança a partir de suas percepções individuais. Esse conjunto de cuidados podem 
ser escritos em um cartaz, produzido em cartolina ou em papel kraft, e, depois, pode 
ser fixado na sala de aula. 
2) Que tal criar um amigo para o Robô do trânsito que o Marcelo construiu? 
Use a criatividade e faça um desenho do seu próprio robô e não se esqueça 
de dar um nome para ele. Depois disso, escreva uma frase que evidencie 
os cuidados necessários para se ter ao caminhar no trânsito e para se 
preservar o meio ambiente. 
Avaliação
O exercício de leitura e a discussão dela favorecem a interação da turma. Por isso, 
é importante, durante o desenvolvimento da atividade, observar a participação dos 
estudantes no debate das questões relacionadas aos cuidados necessários para 
o pedestre transitar em segurança, assim como perceber se houve a ampliação 
da consciência deles sobre a adoção de atitudes positivas referentes ao descarte 
adequado e à reciclagem de materiais e de resíduos. A avaliação pode considerar, 
também, os desenhos produzidos e as mensagens criadas neles. 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
655º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Outras conexões
Como desdobramento da atividade, pode-se organizar uma oficina para que 
a turma monte robôs com materiais recicláveis, e para que, posteriormente, 
seja feita uma exposição dessas produções na escola, visando à sensibilização 
da comunidade escolar sobre a importância do descarte adequado, sobre a 
reutilização ou a reciclagem de materiais e sobre a contribuição dessas atitudes 
para a segurança no trânsito. Outra possibilidade de desdobramento é a 
realização de uma campanha, envolvendo os pais e a comunidade em geral, 
para o recolhimento dos resíduos deixados ao longo das vias do bairro ou 
nas proximidades da escola. A ação de recolhimento dos materiais pode ser 
acompanhada da sensibilização e da conscientização dos usuários do trânsito sobre 
a importância de descartar corretamente os resíduos para preservação do meio 
ambiente e para melhorar a segurança no trânsito.
BRASIL.Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 17 abr. 2020.
SEGURADORA LÍDER-DPVAT. Relatório anual 2018. 2018. Disponível em: https://
www.seguradoralider.com.br/Documents/Relatorio-Anual/RELATORIO%20
ANUAL_2018_WEB.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020.
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Referências
675º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
O Robô do trânsito
No trajeto de casa para a escola e em outros trajetos percorridos, é possível 
observar materiais e objetos descartados indevidamente nas ruas e nas calçadas 
pelos motoristas, pelos passageiros e pelos pedestres. Esses materiais podem 
comprometer a segurança do trânsito, podem propiciar a propagação de doenças e 
podem provocar inúmeros problemas ambientais. No texto No caminho encontrei.., 
o Robô do trânsito vai lhe contar sua história, descrevendo mais sobre esse 
assunto, e vai propor uma mudança de atitude dos seres humanos. 
No caminho encontrei...
Em um belo dia de sol, Marcelo resolveu fazer uma caminhada, pois, aprendeu que 
caminhar, além de ser um meio de locomoção, oferece vários benefícios para o 
corpo e para a mente. Ele decidiu ir da sua casa até a praça perto da escola. 
Na escola, aliás, Marcelo aprendeu que é necessário ter atenção para caminhar no 
trânsito com segurança. Logo no início de sua caminhada, observou a quantidade de 
lixo e de materiais espalhados no solo ao longo da via. Incomodado com essa situação, 
pensou no quanto esse material é prejudicial ao meio ambiente e, também, para o 
trânsito, pois, neste caso, pode causar acidentes. Assim, ele teve uma ideia: recolher 
todos os materiais que não deveriam estar ali! Ao passar em frente à casa da Dona 
Francisca, pediu a ela um saco de lixo grande para que pudesse iniciar sua missão. 
Foi a partir da criatividade do Marcelo que eu nasci... Muito prazer! Meu nome é Robô do 
trânsito! Todas as partes do meu corpo estavam jogadas, descartadas pelos humanos de 
maneira indevida, nas ruas e nas calçadas. Eram muitos resíduos, sacolas plásticas, garrafas, 
frascos de vários tipos de materiais (vidro, alumínio, plástico), latas, tampinhas, canudos e, 
até mesmo, um livro e um sapato velho. Nossa... só de imaginar que, no solo, todos esses 
materiais levariam meses, anos, séculos para se decomporem, fico muito triste!
Marcelo, depois de recolher os materiais que encontrou no caminho, selecionou 
os recicláveis e fez a higienização deles. Foi, naquele momento, que ele teve a ideia 
de me criar. Ele foi montando, encaixando, fazendo experiências, unindo todas as 
partes do meu corpo e... foi assim que eu tomei forma e nasci. 
Todas as partes do meu corpo fizeram parte da história de vida de muitas pessoas. 
Cada objeto que Marcelo usou serviu aos humanos e, talvez, tenham sido jogados 
pelas janelas de carros, de caminhões, de ônibus, ou, então, tenham sido atirados ao 
relento por pedestres, sujando as ruas, poluindo e entupindo bueiros, contribuindo 
para intensificar enxurradas e sendo berço de criadores de focos de mosquitos e de 
outros insetos que podem disseminar doenças. Pode acreditar nisso?
Os comportamentos inadequados dos seres humanos (que, ao invés de descartar 
de forma adequada seus resíduos, jogam-nos na natureza) podem provocar muitos 
acidentes. Muitas queimadas, por exemplo, surgem ao longo das rodovias, sem 
sequer sabermos a causa. Mas podem ser ocasionadas por resíduos, como pedaços 
de vidros, que, em função da incidência do sol, transformam-se em lentes, aquecem 
e potencializam o aumento de temperatura, capaz de provocar o início de um 
incêndio. Estes, aliás, dependendo das condições ambientais, alastram-se e causam 
muitos danos. Você não acha que está na hora de mudar isso?
Infelizmente, esses materiais espalhados pelas rodovias, pelas estradas, pelas trilhas, iguais 
ao que o Marcelo utilizou para me criar, são frutos de hábitos ruins do ser humano que não 
tem consciência dos potenciais riscos que o descarte inadequado desses materiais têm de 
causar acidentes no trânsito, além dos riscos à saúde humana e do prejuízo ambiental. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
68 O ROBÔ DO TRÂNSITO
Quando o Marcelo me criou, ele imaginou que eu poderia ajudar os humanos a 
mudarem seus comportamentos. Por isso, vou pedir a sua ajuda! Comece por 
você e: seja consciente, reduza (o quanto você conseguir) o consumo de materiais 
descartáveis, busque reaproveitar e reutilizar os recipientes sempre que possível 
e coloque o lixo no lugar certo. Ah... e não basta apenas colocá-lo na lixeira, separe 
o seu lixo e dê um destino adequado a ele. Você pode separar o que é orgânico e o 
que é reciclável. O orgânico pode virar adubo para plantar muitos outros alimentos, 
e o reciclável pode ser reutilizado.
Antes de me despedir, vou deixar mais uma dica e uma mensagem: Quando você for 
caminhar, andar de ônibus ou, até mesmo, andar de carro, guarde o seu lixo no bolso 
ou em uma lixeirinha e descarte-o em locais adequados. A sua atitude, juntamente 
com as atitudes positivas dos seus colegas, irá contribuir para reduzir os acidentes de 
trânsito, para diminuir a proliferação de doenças e para preservar o meio ambiente.
1) Marcelo aprendeu, na escola, que é preciso ter bastante atenção ao 
caminhar. Quais são os outros cuidados que o pedestre precisa ter para 
caminhar com segurança?
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_______________________________________________________________________________________
2) Que tal criar um amigo para o Robô do trânsito que o Marcelo construiu? 
Use a criatividade e faça um desenho do seu próprio robô e não se esqueça 
de dar um nome para ele. Depois disso, escreva uma frase que evidencie 
os cuidados necessários para se ter ao caminhar no trânsito e para se 
preservar o meio ambiente.
695º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Basquetebol numerado
O sinal está verde ou vermelho? Neste jogo, 
vencem a atenção e a coordenação.
Articulação didática
Esta atividade pretende desenvolver, com os estudantes, o respeito às cores 
do semáforo, ressaltando-lhes que a atenção em relação ao significado das 
cores vermelha e verde dos semáforos para veículos e dos semáforos para 
pedestres é importante ter para transitar com segurança. Para isso, sugere-
se, nesta atividade, a realização de um jogo que os estimula ao controle 
das ações corporais, por meio de sinais pré-estabelecidos e padronizados 
coletivamente, de forma a promover a percepção de risco e a estimular a 
adoção de atitudes seguras no trânsito.
Objeto de conhecimento
Esportes de invasão – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Semáforo.
Competência
Perceber as diferentes cores do semáforo e suas funcionalidades para 
pedestres e para condutores.
Habilidade
Distinguir o que pode ou não ser feito a partir das cores do semáforo.
Tempo estimado
1 hora/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, giz, cartões 
com as cores verde e vermelha e bola de basquete. 
As cores do semáforo e seus significados estão na base do conteúdo de trânsito 
desenvolvido nesta atividade. O Texto 1 Verde, amarela e vermelha: a origem das 
cores dos semáforos aborda sobre como foramdefinidas essas cores enquanto 
signos que designam as atitudes corretas ao transitar nas vias das cidades. 
Posteriormente, o Texto 2 Semáforos para pedestres e para veículos: funções e usos 
apresenta os dois tipos de semáforos e descreve seus usos. Saber interpretar o 
significado dessas cores, desde a infância, é de fundamental importância para a 
segurança de todos os usuários do trânsito.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
70 BASQUETEBOL NUMERADO
Texto 1
Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos
Sinal vermelho para parar, amarelo para ter precaução e verde para ir. É muito difícil 
para alguém hoje olhar para um semáforo e não saber o que as cores representam, mas 
quem pensou em organizá-las dessa forma e quem estabeleceu o significado delas?
O vermelho é usado como um sinal de perigo há muito tempo, com registros do 
uso da cor por legiões romanas há mais de 2 mil anos. Porém, o seu uso como 
sinal luminoso começou em meados de 1830 no sistema ferroviário inglês, mas de 
um jeito um pouco diferente: enquanto o vermelho já servia para indicar que os 
maquinistas deveriam parar, o verde era utilizado para sinalizar precaução e uma 
lâmpada branca é que sinalizava que o trem estava liberado para seguir.
Esse sistema só tinha um problema, reforçado por volta de 1914: a lente vermelha 
de um dos sinais caiu, deixando exposta somente a lâmpada. Sem saber do que se 
tratava e interpretando que branco significava "liberado", um maquinista causou 
um trágico acidente ao colidir com outro trem. As ferrovias aboliram o branco de 
uma vez por todas, e foi aí que a configuração que conhecemos hoje passou a ser 
utilizada, com o verde indicando a liberação, e o amarelo – por ser bem diferente 
das outras duas cores – sendo utilizado para sinalizar precaução.
Ainda no século 19, o trânsito de cavalos e carruagens nas ruas de Londres 
começava a representar um perigo para os pedestres, e foi aí que um engenheiro 
ferroviário chamado John Peake Knight resolveu dar a ideia de adaptar o sistema 
das ferrovias para as ruas: enquanto de dia os semáforos – manuseados por um 
policial – mostravam placas para orientar o tráfego, durante a noite elas emitiam os 
sinais luminosos.
O único problema desse sistema é que as lâmpadas eram alimentadas por gás, e 
um dia uma delas acabou explodindo e machucando o policial que a operava. Na 
falta de uma alternativa mais segura, o governo londrino resolveu suspender os 
semáforos até que a versão alimentada por eletricidade se tornasse disponível.
Nos idos de 1910, já nos Estados Unidos, o tráfego era controlado por policiais que 
ficavam no centro dos cruzamentos mais movimentados, em cima de plataformas 
que permitiam que pudessem ter uma melhor visibilidade. Os oficiais faziam 
movimentos com os braços para orientar o trânsito – alguns até utilizavam luzes 
verdes e vermelhas –, enquanto apitavam para indicar a mudança de sinal.
O auxílio humano para orientação só foi deixado de lado no início da década de 20, 
quando os primeiros semáforos sequenciais de três cores foram implantados em 
Detroit, nos Estados Unidos.
Mas e os daltônicos? As cores não foram pensadas para eles também? Bom, 
a maioria das pessoas que sofre com a deficiência que prejudica a percepção 
das cores na verdade consegue distinguir a verde-clara da vermelha-clara. Para 
aqueles que não conseguem, o padrão adotado pela maioria dos países permite 
que essas pessoas identifiquem os sinais pelas suas posições: vermelho no topo e 
verde embaixo.
NAPOL, Igor. Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos. 2015. 
Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/71706-verde-amarela-
e-vermelha-a-origem-das-cores-dos-semaforos.htm. Acesso em: 09 jul. 2019.
Texto 2
Semáforos para pedestre e para veículos: funções e usos
As sinalizações de trânsito têm a função de orientar pedestres, motoristas e 
ciclistas, para que, além de mais segurança, haja harmonia nas vias. O semáforo, 
por exemplo, é um sinal de trânsito que objetiva organizar e controlar o tráfego de 
veículos e de pedestres.
715º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Existem vários tipos de semáforos, e suas especificações, seus usos e seus 
regramentos para instalação são previstos no Manual Brasileiro de Sinalização de 
Trânsito: sinalização semafórica - Volume V (Brasil, 2014), dentre os quais se têm o 
semáforo de veículos e o semáforo de pedestres, que possuem funções e usos 
distintos e complementares, conforme apresentado no quadro a seguir. 
Semáforo para 
pedestres
O semáforo para pedestre, caso a luz vermelha esteja acesa, 
indica, aos pedestres, a proibição de realizar a travessia da via. 
O semáforo para pedestre, caso a luz verde esteja acesa, indica, 
aos pedestres, a permissão para atravessar a via, sendo necessário 
sempre observar se todos os veículos estão parados.
Caso a luz verde esteja intermitente, os pedestres não devem iniciar a 
travessia, no entanto, os que a iniciaram devem concluí-la atentando-se 
para o fato de que logo o semáforo estará aberto para os veículos.
Semáforo 
veicular
O semáforo para veículos adverte sobre os momentos em que a 
passagem é permitida ou não para carros: o sinal verde significa 
passagem permitida; o sinal amarelo é um alerta que chama a atenção 
dos motoristas para a transição do sinal verde para o vermelho; e 
o sinal vermelho adverte sobre a passagem proibida para carros. 
Onde não houver semáforo para pedestres, estes devem fazer a 
travessia quando o semáforo para veículos estiver vermelho, sendo 
necessário sempre observar se todos os veículos estão parados.
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com uma conversa com os estudantes sobre os 
significados atribuídos às cores verde e vermelha do semáforo para veículos e do 
semáforo para pedestres e sobre os comportamentos que se deve ter em relação a 
cada uma delas. Após essa conversa, introduz-se o jogo Basquete numerado, o qual 
tem o objetivo de reforçar o significado e a importância dessas cores e das atitudes 
dos usuários do sistema trânsito. Ao final, pode-se, novamente, fazer uma roda de 
conversa para abordar a analogia do jogo realizado com a realidade do trânsito e 
para reforçar a importância de serem respeitados os diversos códigos presentes nas 
sinalizações e nos instrumentos de controle de tráfego para transitar em segurança.
Construindo os caminhos da atividade
72 BASQUETEBOL NUMERADO
Atividade com gabarito
Basquetebol numerado
Conhecer as cores dos semáforos e os seus significados é muito importante para 
atravessar as ruas em segurança. Existem vários tipos de semáforos, sendo que 
os mais comuns são o semáforo de veículos e o semáforo de pedestres, os quais 
possuem funções e usos distintos e complementares.
Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que os pedestres podem 
atravessar a rua, sempre olhando para os dois lados para ter a certeza de que os 
carros pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é necessário que os pedestres 
esperem na calçada. 
Para o semáforo de veículos, os pedestres precisam agir exatamente ao contrário! 
Por isso, para se ter segurança no trânsito, a atenção é importante.
No jogo Basquetebol numerado, a dica é a mesma: muita atenção! É hora de jogar! 
Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição: 
• Quadra esportiva.
• Dois cartões dupla face, um na cor verde e outro na cor vermelha.
• Giz ou outro recurso para marcação.
• Uma bola de basquete.
Mediação
Antes de jogar, propõe-se a realização de uma conversa inicial com os estudantes para 
compartilhar os conhecimentos deles sobre as funções e os usos das cores verde e 
vermelha do semáforo para veículos e do semáforo para pedestres e sobre quais são 
as atitudes que os pedestres devem ter em relação a cada uma delas. 
Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar os times e definir 
as funções. Para isso, siga as seguintesinstruções: 
• Divida a turma em duas equipes, com estudantes divididos em número 
homogêneo de participantes (Equipe A e Equipe B). 
• Caso a turma tenha um número ímpar de estudantes, um deles poderá fazer 
a função de juiz. Caso o número de participantes seja par, o professor pode 
assumir esse papel.
• Cada participante da equipe deverá receber um número, iniciando a contagem 
em 1 e atribuindo números, em sequência, até o último participante. Os números 
deverão ser iguais para as duas equipes. 
• Os participantes das equipes deverão ficar alinhados na linha do fundo da 
quadra, em lados opostos. 
• O juiz, que poderá ser o professor ou um estudante, deverá se posicionar na 
lateral da quadra na posição central e deverá ter em mãos um cartão verde e um 
cartão vermelho. 
• A bola de basquete deverá ficar posicionada no centro da quadra. 
735º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é a hora de realizar o jogo. A 
seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: 
• O juiz do jogo anunciará um número, aleatoriamente, e levantará um dos dois 
cartões, de forma simultânea.
• Caso o cartão levantado seja o vermelho, os participantes de cada equipe que 
tiverem o número mencionado pelo juiz deverão permanecer nos seus lugares. O 
participante que se movimentar e entrar na quadra esportiva deverá sair do jogo. 
• Caso o cartão levantado seja o verde, os participantes de cada equipe que 
tiverem o número mencionado pelo juiz precisarão correr até o círculo central 
da quadra.
• O participante que chegar primeiro ao círculo central da quadra ganhará o 
direito de fazer um arremesso na cesta de basquete. Caso os dois participantes 
cheguem simultaneamente ao círculo central da quadra, os dois terão o direito 
de fazer um arremesso. Os arremessos podem ser de dois ou de três pontos. 
• Após o arremesso, a bola deverá ser colocada no centro da quadra esportiva 
e o participante deverá retornar para junto de sua equipe. Na sequência, 
outro número será anunciado e outro cartão será levantado, dando 
continuidade ao jogo. 
• Os números chamados e os pontos convertidos pelas equipes deverão ser 
registrados. 
• O jogo terminará quando todos os participantes forem chamados ou quando for 
finalizado o tempo do jogo, definido previamente. 
• Ao final do jogo, a equipe que marcar mais pontos, ganhará, como bônus, a 
recuperação de até 2 eliminados. 
• Será declarada vencedora a equipe que finalizar o jogo com mais participantes 
ativos. Em caso de empate, ambas serão vencedoras. 
74 BASQUETEBOL NUMERADO
Mediação
O jogo requer atenção e foco, e é importante que todos os participantes sejam 
chamados, pelo menos, uma vez. Também, é preciso que se mantenham todos os 
participantes focados no jogo, sugerindo-se, então, que os números sejam chamados 
de forma aleatória e não sequenciados. 
O jogo possui dois elementos a serem observados, também presentes no trânsito: 
a atenção à sinalização, que, no jogo, é representada pelo respeito às funções dos 
cartões vermelho e verde; e o risco, que, no jogo, é representado pela opção de 
arremessar a bola para converter dois ou três pontos. 
A opção por declarar como vencedora a equipe que tiver mais participantes ativos, ao 
final do jogo, tem o objetivo de incentivar os estudantes a terem atenção, mensurada 
pelo respeito à sinalização. Muitas vezes, em função da pressa ou de algum ponto 
de interesse específico, o deslocamento no trânsito ocorre sem que se tenham os 
cuidados necessários de verificar as condições de segurança e a sinalização das vias. 
Depois de jogar, responda às perguntas a seguir, em uma roda de conversa com a 
sua turma.
1) No trânsito, o que pode acontecer quando um pedestre atravessa a via com 
o sinal indicando verde para os veículos? 
Resposta oral. Ao atravessar a via com o sinal verde para os veículos, o pedestre coloca 
em risco sua via e as de outros usuários do trânsito, podendo ser atropelado, por 
exemplo. 
2) Quando o motorista avança o semáforo vermelho, o que pode acontecer?
Resposta oral. Ao avançar o sinal vermelho do semáforo para veículos, o motorista 
coloca a sua vida e as de outros usuários do trânsito em risco, além de cometer uma 
infração gravíssima e de estar sujeito à multa. O desrespeito à sinalização pode provocar 
atropelamentos e colisões. 
3) Quando o semáforo estiver vermelho para os carros e aberto para os 
pedestres, quais cuidados adicionais que devem ser adotados? 
Resposta oral. Mesmo se o sinal estiver aberto para a travessia de pedestres, é preciso 
que o pedestre olhe em todas as direções que possam transitar veículos e observe, antes 
de iniciar a travessia, se todos estes estão parados. 
Mediação
Ao final do jogo, sugere-se fazer uma roda de conversa com a turma para que 
os estudantes possam fazer uma reflexão acerca da atenção necessária para 
participar do jogo, relacionando-a à atenção necessária ao atravessar as vias 
em locais onde existam semáforos para carros e para pedestres. Dessa forma, 
são estimulados a perceber os riscos e ter consciência deles e a adotarem 
comportamentos seguros na travessia de vias, a partir das questões propostas e 
de outras que forem pertinentes para a abordagem do tema. É importante reforçar 
as diferenças entre: as ações dos pedestres ao atravessarem as vias que contêm 
semáforos para pedestres, os quais, por norma, devem sempre ser instalados 
junto a semáforos para veículos; e as ações dos pedestres onde somente existem 
semáforos para veículos.
755º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Avaliação
A avaliação pode ser realizada na dinâmica do jogo, observando-se se os 
estudantes mantiveram a atenção às regras relacionadas ao entendimento das 
funções das cores dos semáforos. Além disso, a realização da roda de conversa, 
ao final, possibilita perceber como os estudantes compreendem a importância da 
sinalização semafórica como elemento de segurança ao transitar. 
Outras conexões
Como desdobramento desta atividade, pode ser planejado um exercício 
semelhante com foco na percepção de riscos, estabelecendo-se marcas na quadra 
para o arremesso da bola à cesta, vinculando-se as marcas aos comportamentos 
inadequados dos usuários do sistema trânsito.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 11 fev. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica – volume V. Brasília, DF: CONTRAN, 
2014. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/Educacao/Publicacoes/
Manual_VOL_V_(2).pdf. Acesso em: 04 abr. 2020.
NAPOL, Igor. Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos. 
2015. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-
geografia/71706-verde-amarela-e-vermelha-a-origem-das-cores-dos-semaforos.
htm. Acesso em: 09 jul. 2019.
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Aprimorando práticas e ampliando conexões
775º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Basquetebol numerado
Conhecer as cores dos semáforos e os seus significados é muito importante para 
atravessar as ruas em segurança. Existem vários tipos de semáforos, sendo que 
os mais comuns são o semáforo de veículos e o semáforo de pedestres, os quais 
possuem funções e usos distintos e complementares.
Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que os pedestres podem 
atravessar a rua, sempre olhando para os dois lados para ter a certeza de que os 
carros pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é necessário que os pedestres 
esperem na calçada. 
Para o semáforo de veículos, os pedestres precisam agir exatamente ao contrário! 
Por isso, para se ter segurançano trânsito, a atenção é importante.
No jogo Basquetebol numerado, a dica é a mesma: muita atenção! É hora de jogar! 
Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição: 
• Quadra esportiva.
• Dois cartões dupla face, um na cor verde e outro na cor vermelha.
• Giz ou outro recurso para marcação.
• Uma bola de basquete.
Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar os times e definir 
as funções. Para isso, siga as seguintes instruções: 
• Divida a turma em duas equipes, com estudantes divididos em número 
homogêneo de participantes (Equipe A e Equipe B). 
• Caso a turma tenha um número ímpar de estudantes, um deles poderá fazer 
a função de juiz. Caso o número de participantes seja par, o professor pode 
assumir esse papel.
• Cada participante da equipe deverá receber um número, iniciando a contagem 
em 1 e atribuindo números, em sequência, até o último participante. Os números 
deverão ser iguais para as duas equipes. 
• Os participantes das equipes deverão ficar alinhados na linha do fundo da 
quadra, em lados opostos. 
• O juiz, que poderá ser o professor ou um estudante, deverá se posicionar na 
lateral da quadra na posição central e deverá ter em mãos um cartão verde e um 
cartão vermelho. 
• A bola de basquete deverá ficar posicionada no centro da quadra. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
78 BASQUETEBOL NUMERADO
Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é a hora de realizar o jogo. A 
seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: 
• O juiz do jogo anunciará um número, aleatoriamente, e levantará um dos dois 
cartões, de forma simultânea.
• Caso o cartão levantado seja o vermelho, os participantes de cada equipe que 
tiverem o número mencionado pelo juiz deverão permanecer nos seus lugares. O 
participante que se movimentar e entrar na quadra esportiva deverá sair do jogo. 
• Caso o cartão levantado seja o verde, os participantes de cada equipe que tiverem 
o número mencionado pelo juiz precisarão correr até o círculo central da quadra.
• O participante que chegar primeiro ao círculo central da quadra ganhará o 
direito de fazer um arremesso na cesta de basquete. Caso os dois participantes 
cheguem simultaneamente ao círculo central da quadra, os dois terão o direito 
de fazer um arremesso. Os arremessos podem ser de dois ou de três pontos. 
• Após o arremesso, a bola deverá ser colocada no centro da quadra esportiva e o 
participante deverá retornar para junto de sua equipe. Na sequência, outro número 
será anunciado e outro cartão será levantado, dando continuidade ao jogo. 
• Os números chamados e os pontos convertidos pelas equipes deverão ser registrados. 
• O jogo terminará quando todos os participantes forem chamados ou quando for 
finalizado o tempo do jogo, definido previamente. 
• Ao final do jogo, a equipe que marcar mais pontos, ganhará, como bônus, a 
recuperação de até 2 eliminados. 
• Será declarada vencedora a equipe que finalizar o jogo com mais participantes 
ativos. Em caso de empate, ambas serão vencedoras. 
Depois de jogar, responda às perguntas a seguir, em uma roda de conversa com a 
sua turma.
1) No trânsito, o que pode acontecer quando um pedestre atravessa a via com 
o sinal indicando verde para os veículos? 
2) Quando o motorista avança o semáforo vermelho, o que pode acontecer?
3) Quando o semáforo estiver vermelho para os carros e aberto para os 
pedestres, quais cuidados adicionais que devem ser adotados?
795º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Circuito da segurança
O trânsito é um ambiente coletivo, e todos ganham quando 
são adotadas atitudes seguras ao transitar
Articulação didática
Esta atividade aborda as consequências do excesso de velocidade nas vias, 
tanto para pedestres quanto para motoristas e para passageiros. Para isso, 
propõe-se um jogo, com um circuito repleto de obstáculos, intentando 
trabalhar exercícios de ginástica geral próprios da disciplina de Educação 
Física. Nele, com a turma dividida em duas equipes, os estudantes terão o 
desafio de percorrer o circuito, executando todas as etapas, próximo ao tempo 
determinado, refletindo que, assim como no trânsito, a velocidade e a falta 
de atenção podem causar acidentes, colocado a vida das pessoas em risco. 
Objeto de conhecimento
Ginástica geral – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Excesso de velocidade nas vias.
Competência
Compreender as consequências do excesso de velocidade nas vias.
Habilidade
Indicar as consequências do excesso de velocidade nas vias.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, espaço 
externo amplo, cronômetro, cones, cordas e bambolês. 
A pressa pode levar os motoristas a comportamentos inseguros, entre eles, o 
excesso de velocidade. O Texto 1 A pressa no trânsito não combina com segurança 
aborda os riscos atrelados à pressa e ao excesso de velocidade, expondo 
informações sobre a relação do tempo de reação dos motoristas com relação às 
velocidades praticadas e sobre as penalidades previstas pelo Código de Trânsito 
Brasileiro (CTB) para quem desrespeita os limites de velocidade. Por sua vez, o 
Texto 2 Dicas para prevenir a pressa exibe atitudes que tanto pedestres quanto 
passageiros de transporte coletivo, ciclistas e motoristas devem adotar para 
prevenir acidentes de trânsito.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
80 CIRCUITO DA SEGURANÇA
Texto 1
A pressa no trânsito não combina com segurança
A pressa das pessoas, na tentativa de dar conta dos compromissos diários, pode 
levá-las a um comportamento inseguro no trânsito. Duas das melhores maneiras de 
os usuários de trânsito prevenirem acidentes e suas consequências são: respeitar 
os limites de velocidade das vias; e adotar medidas contra a pressa, como, por 
exemplo, organizar bem a rotina e sair de casa com antecedência.
Pode-se entender a pressa como um estado mental e emocional que tem uma 
relação indireta com a ocorrência de acidentes (ROZESTRATEN, 1988 apud LIMA; 
CAVALCANTE, 2015). Lima e Cavalcante (2015) constataram, em estudo com 
motoristas profissionais, que, quando afetados pela pressa, os condutores tendem 
a apresentar comportamentos impulsivos ou agressivos no trânsito, sendo que 
alguns dos entrevistados admitiram, até mesmo, o cometimento de infrações. 
Nesse sentido, é importante que se desenvolva, nos motoristas, uma maior 
conscientização sobre a importância de se deslocar no trânsito sempre em uma 
velocidade segura. Quanto mais alta a velocidade de um veículo, mais rápida deverá 
ser a reação do motorista, e mais tempo e espaço serão necessários para realizar as 
frenagens. Sem contar que dirigir em velocidades altas reduz a visão periférica dos 
condutores. É por isso que, a cada acréscimo de 1% na velocidade de um veículo, 
aumenta-se em 4% o risco de acidentes com morte, e, para cada redução de 5% na 
velocidade, diminui-se em 30% o risco de fatalidades (WHO, 2018). 
No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades 
máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das 
placas de trânsito. As velocidades existem para manter a segurança viária e, por 
isso, são diferentes em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é 
comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, 
uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua 
maioria, são crianças e jovens. 
As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, precisam ser 
respeitadas pelos condutores de veículos! Exceder a velocidade ou transitar muito 
devagar pode gerar uma infração de trânsito ao motorista. 
O Código de Trânsito Brasileiro(CTB) (BRASIL, 1997) estabelece regras para que 
os motoristas adotem velocidades seguras e compatíveis com as características 
das vias e das áreas por onde circulam. Em seu Artigo 218, o CTB determina que 
quem excede em até 20% a velocidade máxima permitida comete uma infração 
média, e o motorista que trafega em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima 
permitida é multado por infração grave. Ademais, quem excede em mais de 50% a 
velocidade máxima permitida, além de multa correspondente à infração gravíssima, 
multiplicada por 3, é punido com a suspensão imediata do direito de dirigir e com 
a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem, no entanto, trafega a 
uma velocidade inferior à metade da velocidade máxima permitida, também está 
oferecendo risco de acidentes a si e aos demais usuários e, segundo o Artigo 219 do 
CTB, deve ser multado por uma infração média.
Vale frisar: nenhuma dessas penalidades é maior que os riscos atrelados ao ato de 
dirigir em uma velocidade insegura. Riscos estes que atentam contra a própria vida 
de quem os comete e contra a vida dos demais usuários do sistema trânsito. 
Texto 2
Dicas para prevenir a pressa 
A pressa, também, é um fator que influencia na adoção de atitudes inseguras entre 
os pedestres (ARIOTTI; CYBIS; RIBEIRO, 2015). Como são eles os usuários mais 
vulneráveis do trânsito, é importante que também adotem atitudes seguras ao 
transitar para que se previnam e não sejam acometidos por acidentes. 
815º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Uma dica que vale, não somente para os pedestres, mas também para passageiros 
do transporte coletivo, para motoristas e para ciclistas, é sair de casa com 
antecedência. Ao sair perto do horário marcado, a maioria das pessoas tende 
a querer ganhar tempo para evitar atrasos. Desse modo, a antecedência é uma 
medida importante para encarar quaisquer contratempos no caminho, com 
bastante calma e razoabilidade.
Outra dica é a organização. Além de se programarem, os usuários do trânsito 
podem organizar a rotina de locomoção que fazem de acordo com os trajetos 
mais racionais, calculando o tempo que demandarão de deslocamento. Isso 
previne imprevistos e atrasos. Organização significa também não agendar 
compromissos sem se certificar de que possuirá tempo hábil para se deslocar 
entre um local e outro.
As travessias de ruas e de avenidas devem ser feitas pelos pedestres com 
segurança. Mesmo que já estejam atrasados (não aderindo à primeira dica), os 
pedestres precisam fazer o uso correto das faixas de pedestres, das passagens 
subterrâneas e das passarelas, não se arriscando a fazer travessias em outros 
locais. O tempo que investem fazendo a travessia em locais seguros é insignificante 
diante dos riscos de não a fazerem. Caso haja semáforo para pedestres, estes 
devem aguardar até o momento indicado. Quando não houver esse dispositivo, 
aliás, os pedestres devem evitar atravessar próximos a cruzamentos e verificar 
sempre a proximidade de veículos, olhando para todos os lados.
Se fizeram o uso de transporte coletivo, os pedestres, ao desembarcarem do 
veículo (com cuidado e sem pressa), devem aguardar que este siga viagem para, 
assim, realizarem a travessia da via. Mais uma vez, os pedestres que aguardam 
alguns segundos para isso sabem da importância de manterem a calma, mesmo se 
estiverem atrasados. 
Desse modo, a atitude defensiva no trânsito é primordial. Os pedestres, os 
passageiros do transporte coletivo, os motoristas e os ciclistas precisam manter 
atenção constante no trânsito e ter calma diante de imprevistos, prevenindo 
possíveis acidentes. 
Estratégias didáticas
Propõe-se que a atividade seja iniciada com uma roda de conversa com os 
estudantes, visando à promoção de uma reflexão sobre a pressa e o excesso 
de velocidade no trânsito. Após essa conversa, introduz-se o jogo Circuito da 
segurança, em que a turma, dividida em duas equipes, é convidada a realizar 
um circuito de atividades de ginástica que aborda os conceitos de atenção e 
de regularidade. Cada equipe precisará cumprir os exercícios dentro do tempo 
estabelecido, sem infringir as regras do jogo. Por fim, para fechamento da 
atividade, sugere-se promover uma roda de conversa para que um paralelo entre 
o jogo e o trânsito possa ser traçado, com foco nos pedestres, de forma que os 
estudantes possam: identificar situações de pressa vivenciadas; avaliar quais as 
consequências da pressa para eles e para os demais usuários das vias; e indicar 
algumas posturas seguras para transitar nessas situações.
Você sabia?
A velocidade 
regulamentada 
é a velocidade 
máxima permitida 
para transitar e ela 
muda em função 
das características 
da via para garantir 
a segurança 
dos usuários do 
trânsito.
É de Lei
A placa “R-19 
- Velocidade 
Máxima Permitida” 
estabelece a 
velocidade máxima 
a ser adotada a 
partir do ponto 
onde o sinal está 
colocado. Por 
ser uma placa de 
regulamentação, 
possui as cores 
vermelha e branca 
(BRASIL, 2007).
Construindo os caminhos da atividade
82 CIRCUITO DA SEGURANÇA
Atividade com gabarito
Circuito da segurança
Você já reparou em como muitas pessoas vivem apressadas, querendo respostas 
rápidas, tentando chegar aos lugares o mais rápido que podem? Muitas vezes, essas 
pessoas nem pensam em como o ritmo acelerado pode refletir em consequências 
ruins para a vida delas. No trânsito, não é diferente! A pressa também pode 
provocar consequências desastrosas para os apressados e para os outros usuários 
do trânsito. 
No jogo Circuito da segurança, você poderá refletir sobre isso. Para jogar, as dicas 
principais são: manter o ritmo e manter a atenção.
Atente-se! Você vai perceber que, assim como no trânsito, o ritmo e a atenção são 
mais importantes do que tentar chegar primeiro ao final do percurso! 
É hora de jogar! Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo Circuito da segurança, organize-se e tenha à disposição:
• Quadra esportiva ou espaço compatível.
• Cronômetro. 
• Apito.
• Cones, cordas, bambolês, cadeiras, giz ou outros materiais similares. 
Mediação
Antes de jogar, propõe-se a realização de uma conversa com os estudantes para dialogar 
sobre o excesso de velocidade nas vias, apresentando as diferentes placas e os limites 
de velocidade e discutindo as possíveis consequências de desrespeitá-las. Também é 
importante estimular que os estudantes exponham a realidade deles, questionando-os 
se já se viram correndo para fazer um percurso ou se já viram, enquanto passageiros, 
algum motorista em alta velocidade ou provocando um acidente. 
Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e 
definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções:
• Monte um circuito delimitando o início e o final, usando toda a quadra (ou o 
espaço disponível). O percurso deve conter obstáculos para que os jogadores 
possam saltar, equilibrar-se, desviar de objetos, subir e descer, entre outros.
• Divida a turma em 2 equipes e sorteie qual equipe fará o percurso primeiro.
• Os jogadores da equipe sorteada para iniciar o circuito deverão ficar alinhados 
atrás da linha de início do circuito.
• Defina um tempo para a realização do percurso pelas equipes, considerando o 
tempo médio necessário para realização do circuito em segurança e o número de 
jogadores de cada equipe. 
835º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação
É importante que, na montagem do circuito, sejam previstos exercícios de ginástica para 
saltar, para se equilibrar, para passar por baixo e para subir e descer, sendo o trajeto 
organizado em função do espaço e dos materiais disponíveis. No exemplo exposto: 
o zigue-zague foi feito com cones; o exercício de saltar, com bambolês; o exercício de 
equilíbrio, com uma corda; o exercício de passar por baixo, com duas cadeiras e um cabo 
de vassoura; e o exercício de subir e descer, com uma plataforma. No entanto, essa é uma 
imagem de referência do percurso que pode ser alterado/montado comos estudantes. 
Sugere-se que o tempo necessário para que as equipes cumpram o percurso seja 
calculado de acordo com o tamanho do percurso e com o número de estudantes que vão 
fazê-lo, considerando-se o conceito de regularidade e não de rapidez. Para isso, antes de 
iniciar o jogo, pode ser feita uma rodada de teste, calculando-se, assim, esse tempo limite. 
Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A 
seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento dele.
• A primeira equipe, já posicionada em uma fila atrás da linha de início do circuito, 
aguardará o apito do professor para iniciar o circuito de regularidade. 
• Cada jogador da equipe deverá fazer o percurso sequencialmente, ultrapassando 
todos os obstáculos propostos, sem faltas. 
• Assim que o primeiro jogador atravessar a linha de chegada, o outro poderá 
iniciar o percurso, não sendo, pois, permitido dois ou mais jogadores realizarem 
o percurso simultaneamente. 
• O objetivo é que todos os jogadores da equipe realizem o circuito dentro do 
tempo total estipulado, respeitando todas as regras do jogo. 
• Assim que o tempo estipulado for atingido, o professor soará o apito para que a 
equipe pare o circuito. 
• Caso algum jogador cometa uma infração (como derrubar um obstáculo, não 
seguir o percurso definido ou não cumprir todos os desafios do percurso), ele 
deverá voltar para o final da fila da equipe e deverá repetir o trajeto.
• Assim que a primeira equipe finalizar o circuito, a segunda equipe deverá se 
posicionar em fila, atrás da linha de início do circuito, e poderá realizar o jogo. 
84 CIRCUITO DA SEGURANÇA
• Ao final, se as duas equipes tiverem realizado o circuito dentro do tempo 
estipulado, será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que se 
aproximar mais do tempo total previsto, considerando-se que todos os jogadores 
tenham feito o circuito por completo, sem faltas. 
• Caso nem todos os jogadores tenham conseguido realizar o circuito no prazo 
determinado, será denominada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que tiver 
contabilizado mais jogadores que realizaram o circuito, respeitando as regras do jogo. 
Mediação
Após terminar o jogo, sugere-se que, ao declarar a “Melhor equipe de segurança 
viária”, seja realizada uma conversa com a turma para traçar um paralelo entre o jogo 
e a realidade do trânsito. É importante frisar que o trânsito é um ambiente coletivo e 
que não existe um único vencedor: todos ganham quando os usuários (condutores, 
passageiros, ciclistas e pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar; e todos 
perdem quando são desrespeitadas as regras e a legislação. Quando as pessoas 
circulam desatentas e não adotam atitudes seguras, aumenta-se o risco de acidentes e 
de fatalidades. Assim, é estabelecida uma relação com o jogo, em que quem mantém a 
regularidade e a atenção consegue atingir o objetivo. 
Depois de jogar, junte-se aos seus colegas e responda às perguntas a seguir, em 
uma roda de conversa.
1) Você teve dificuldade em completar o percurso dentro do tempo definido e 
sem cometer infrações? 
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes relatem as dificuldades que 
tiveram no jogo, a importância do trabalho coletivo e os problemas decorrentes das 
penalidades sofridas ao infringirem as regras.
2) Enquanto pedestre, o que pode acontecer se você fizer um percurso com 
pressa, correndo e não respeitando as regras do trânsito?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes relacionem que, assim como 
no jogo, a pressa e a falta de atenção podem ter sido responsáveis pelas penalidades 
sofridas pela equipe e, no trânsito, não prestar atenção às regras, dirigir em velocidade 
não compatível com a estipulada para a via e não respeitar os demais usuários da via, por 
exemplo, podem causar acidentes e colocar a vida de todos em risco. 
3) Que dicas você poderia dar a motoristas e a pedestres que têm pressa 
ao transitar?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes proponham algumas questões 
como: respeitar a legislação de trânsito; respeitar os demais usuários das vias e, no caso 
dos motoristas, dar preferência a pedestres e a ciclistas; preparar-se, com antecedência, 
para os compromissos, assumindo uma postura segura e não precisando ter pressa para 
chegar aos lugares.
Mediação
Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa com 
os estudantes, para que, a partir das três perguntas, eles possam refletir sobre as 
consequências do excesso de velocidade, sobretudo no que diz respeito à condição 
deles no trânsito enquanto pedestres. É importante abordar que o excesso de 
velocidade pode ser consequência da pressa e da imprudência e que pode ocasionar 
acidentes com fatalidades e provocar sequelas graves. Isso pode afetar a vida de 
muitos outros usuários do trânsito, não somente daquele que cometeu a infração. 
Você sabia?
A cada aumento de 
1% na velocidade 
de um veículo, 
aumenta-se, em 
4%, o risco de 
acidentes com 
morte. Por sua vez, 
a cada redução de 
5% na velocidade, o 
risco de acidentes 
com mortes 
diminui em 30%. 
855º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Avaliação
É importante que a avaliação desta atividade seja realizada de forma processual, 
considerando-se: a participação dos estudantes no jogo Circuito da segurança, 
verificando-se se eles conseguiram perceber que o vencedor não foi quem chegou 
primeiro, mas quem manteve a regularidade, quem respeitou as regras e quem valorizou 
o processo coletivo; a compreensão dos estudantes das consequências que o excesso 
de velocidade pode provocar; e a indicação de posturas que devem ser adotadas para 
transitar em segurança, seja na condição de motoristas, seja na condição de pedestres.
Outras conexões
Outra possibilidade para trabalhar as consequências do excesso de velocidade 
no trânsito é através de brincadeiras populares, como, por exemplo: a corrida 
com o ovo na colher, refletindo-se que, apesar da habilidade das pessoas, o risco 
envolvido para chegar mais rápido ao final não compensa, pois o ovo pode cair no 
meio do percurso, e isso, no trânsito, pode representar um acidente.
ARIOTTI, Paula; CYBIS, Helena Beatriz Bettella; RIBEIRO, José Luis Duarte. Fatores 
intervenientes no comportamento de pedestres em travessias semaforizadas: uma 
abordagem qualitativa. Transporte em Transformação XX CNT/ANPET, 2006, 
p. 59-75. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Jose_Luis_Ribeiro/
publication/267786309_FATORES_INTERVENIENTES_NO_COMPORTAMENTO_DE_
PEDESTRES_EM_TRAVESSIAS_SEMAFORIZADAS_UMA_ABORDAGEM_QUALITATIVA/
links/5543bbb00cf234bdb21bd666.pdf. Acesso em: 29 jul. 2020.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 02 jun. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, 
DF: CONTRAN, 2007. Disponível em: http://www.deer.mg.gov.br/institucional/
legislacao/normas-tecnicas-deer#manuais. Acesso em: 06 ago. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 02 jun. 2020.
LIMA, Ana Inez Oka Elvas de, CAVALCANTE, Sylvia. Tempo e Trânsito na 
Experiência Subjetiva de Motoristas. Psicologia: Ciência e Profissão, 
2015, 35(1),125-139. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/
articulo?codigo=5860709. Acesso em: 22 jun. 2020.
World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: 
World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/
item/global-status-report-on-road-safety-2018#:~:text=The%20Global%20status%20
report%20on,people%20aged%205%2D29%20years.. Acesso em: 29 jun. 2020.Compartilhe! 
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dinâmica realizada 
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Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
875º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Circuito da segurança
Você já reparou em como muitas pessoas vivem apressadas, querendo respostas 
rápidas, tentando chegar aos lugares o mais rápido que podem? Muitas vezes, essas 
pessoas nem pensam em como o ritmo acelerado pode refletir em consequências 
ruins para a vida delas. No trânsito, não é diferente! A pressa também pode provocar 
consequências desastrosas para os apressados e para os outros usuários do trânsito. 
No jogo Circuito da segurança, você poderá refletir sobre isso. Para jogar, as dicas 
principais são: manter o ritmo e manter a atenção.
Atente-se! Você vai perceber que, assim como no trânsito, o ritmo e a atenção são 
mais importantes do que tentar chegar primeiro ao final do percurso! 
É hora de jogar! Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo Circuito da segurança, organize-se e tenha à disposição:
• Quadra esportiva ou espaço compatível.
• Cronômetro. 
• Apito.
• Cones, cordas, bambolês, cadeiras, giz ou outros materiais similares. 
Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e 
definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções:
• Monte um circuito delimitando o início e o final, usando toda a quadra (ou o 
espaço disponível). O percurso deve conter obstáculos para que os jogadores 
possam saltar, equilibrar-se, desviar de objetos, subir e descer, entre outros.
• Divida a turma em 2 equipes e sorteie qual equipe fará o percurso primeiro.
• Os jogadores da equipe sorteada para iniciar o circuito deverão ficar alinhados 
atrás da linha de início do circuito.
• Defina um tempo para a realização do percurso pelas equipes, considerando o 
tempo médio necessário para realização do circuito em segurança e o número de 
jogadores de cada equipe. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
88 CIRCUITO DA SEGURANÇA
Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A 
seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento dele.
• A primeira equipe, já posicionada em uma fila atrás da linha de início do circuito, 
aguardará o apito do professor para iniciar o circuito de regularidade. 
• Cada jogador da equipe deverá fazer o percurso sequencialmente, ultrapassando 
todos os obstáculos propostos, sem faltas. 
• Assim que o primeiro jogador atravessar a linha de chegada, o outro poderá 
iniciar o percurso, não sendo, pois, permitido dois ou mais jogadores realizarem 
o percurso simultaneamente. 
• O objetivo é que todos os jogadores da equipe realizem o circuito dentro do 
tempo total estipulado, respeitando todas as regras do jogo. 
• Assim que o tempo estipulado for atingido, o professor soará o apito para que a 
equipe pare o circuito. 
• Caso algum jogador cometa uma infração (como derrubar um obstáculo, não 
seguir o percurso definido ou não cumprir todos os desafios do percurso), ele 
deverá voltar para o final da fila da equipe e deverá repetir o trajeto.
• Assim que a primeira equipe finalizar o circuito, a segunda equipe deverá se 
posicionar em fila, atrás da linha de início do circuito, e poderá realizar o jogo. 
• Ao final, se as duas equipes tiverem realizado o circuito dentro do tempo 
estipulado, será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que se 
aproximar mais do tempo total previsto, considerando-se que todos os jogadores 
tenham feito o circuito por completo, sem faltas. 
• Caso nem todos os jogadores tenham conseguido realizar o circuito no prazo 
determinado, será denominada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que tiver 
contabilizado mais jogadores que realizaram o circuito, respeitando as regras do jogo. 
Depois de jogar, junte-se aos seus colegas e responda às perguntas a seguir, em 
uma roda de conversa.
1) Você teve dificuldade em completar o percurso dentro do tempo definido e 
sem cometer infrações? 
2) Enquanto pedestre, o que pode acontecer se você fizer um percurso com 
pressa, correndo e não respeitando as regras do trânsito?
3) Que dicas você poderia dar a motoristas e a pedestres que têm pressa 
ao transitar?
A cada aumento de 
1% na velocidade 
de um veículo, 
aumenta-se, em 
4%, o risco de 
acidentes com 
morte. Por sua vez, 
a cada redução de 
5% na velocidade, o 
risco de acidentes 
com mortes 
diminui em 30%. 
895º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Lugares para caminhar
Andar por caminhos seguros diminui o risco de acidentes
Articulação didática
Esta atividade aborda o conteúdo sobre atitudes responsáveis do pedestre 
ao caminhar. Os exercícios enfatizam a importância da caminhada, trabalham 
a relevância da observação da paisagem dos lugares do trânsito (a partir 
do reconhecimento das formas e das funções das cidades) e tratam da 
importância de serem adotadas atitudes seguras pelos estudantes que se 
locomovem caminhando até a escola.
Objeto de conhecimento
Território, redes e urbanização – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Locais seguros para caminhar.
Competência
Aprender a pensar a respeito dos lugares seguros para caminhar.
Habilidade
Caracterizar lugares seguros e ações defensivas que devem ser levados em 
consideração ao realizar uma caminhada.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4 e 
materiais para colorir. 
A caminhada é uma das mais antigas atividades físicas realizadas pelos seres 
humanos, mas, em virtude do crescimento desordenado das cidades, a circulação 
de veículos motorizados é que tem registrado aumento. Em muitos casos, a 
infraestrutura urbana prioriza a circulação de veículos em detrimento de outros 
meios de locomoção – o que incide, em especial, sobre os ciclistas e os pedestres. 
Como exemplo, as vias utilizadas pelos pedestres, por vezes, apresentam más 
condições. O Texto 1 Caminhando pelo mundo: Conversas globais e ações locais 
destaca o quanto a ação de caminhar está presente na vida das pessoas. 
Por sua vez, o Texto 2 A análise da paisagem dos lugares do trânsito enfatiza o 
reconhecimento das condições de segurança para a adoção de procedimentos 
defensivos durante a caminhada. 
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
90 LUGARES PARA CAMINHAR
Texto 1
Caminhando pelo mundo: Conversas globais e ações locais
Diariamente, bilhões de pessoas no mundo realizam algo em comum sem dar a 
devida importância a isso: elas caminham. Esta será a primeira coisa que farão assim 
que colocarem os pés para fora de seus lares, seja para irem à escola, buscarem 
água, irem ao supermercado, pegarem o transporte até o trabalho e mesmo para 
visitarem amigos e familiares. Caminhar continua sendo essencial ao cotidiano das 
pessoas. Esse hábito se repete há milhares de anos. Como afirma Rebecca Solnit 
(2000), andar é um “ato universal ao qual investimos significados muito pessoais e 
que, assim, confere sentido único para cada um de nós”. As pessoas desempenham 
diferentes tipos de caminhadas, desde o andar pragmático para cumprir uma tarefa 
ao flanar tortuoso e descompromissado por um bairro desconhecido. Todos estes 
tipos de caminhada permeiam diferentes culturas ao redor do mundo. Porém, com o 
avanço da urbanização, a caminhada foi se tornando cada vez mais perigosa e difícil, 
sobretudo em regiões que cresceram rapidamente.
Os mais de sessenta anos de políticas de investimento em prol dos carros levaram a 
uma destruição da importância atribuída às calçadas em projetos de infraestrutura 
urbana. Hoje isso ocorre não só nas nações mais ricas, mas especialmentenos 
países em desenvolvimento. Os dados sobre o impacto coletivo de tais decisões são 
conhecidos: o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, a 
respeito da segurança rodoviária estima que mais de 1,2 milhão de pessoas sejam 
mortas a cada ano devido a acidentes de trânsito. Os jovens (dos 15 aos 29 anos) 
são os mais afetados. Países de baixa e média renda carregam o fardo deste efeito, 
uma vez que contabilizam 90% das mortes no trânsito no mundo. 
[...]
Fragmento extraído de TSAY, Shin-pei. Caminhando pelo mundo: conversas globais e ações 
locais. In: Cidade de pedestres: A caminhabilidade no Brasil e no mundo. [Rio de Janeiro]: 
Babilônia Cultura Editorial, [2017]. p. 31-32. Disponível em: http://itdpbrasil.org/wp-content/
uploads/2018/12/Cidades-de-pedestres_FINAL_CCS.pdf. Acesso em: 04 mar. 2020.
Texto 2
A análise da paisagem dos lugares do trânsito
Caminhar proporciona uma diversidade de benefícios, seja a caminhada realizada 
como uma prática de autocuidado, por ser um exercício físico básico, seja como 
um meio de locomoção. Mas a caminhada precisa ser feita com atenção, pois 
a não observância das características do trânsito de cada lugar pode expor o 
pedestre a situações de perigo. Por isso, é muito importante que todas as pessoas 
(crianças, adolescentes, adultas ou idosas) tenham a habilidade e a prática de ler a 
paisagem das localidades por onde circulam, para que possam prever riscos e agir 
de maneira segura. 
As paisagens por onde as pessoas circulam em seus deslocamentos cotidianos 
precisam ser interpretadas, levando-se em consideração o contexto do trânsito em 
que se encontram. Caminhos, ruas e avenidas se cruzam e têm funções distintas. 
Por exemplo, há ruas que existem somente para atender aos moradores que ali 
vivem, mas, a maioria das vias são muito usadas para acesso a outros lugares. 
Neste segundo caso, convivem, em um mesmo espaço, pessoas que moram 
naquele lugar e outras que por ali passam apenas como parte de seus trajetos. 
Para a realização de uma caminhada segura, é importante reconhecer os diferentes 
tipos de vias como ruas, avenidas e rodovias. Cada uma delas tem características 
específicas e demandam cuidados especiais. Dependendo das características da via, 
o fluxo de veículos pode ser intenso, e existem diferentes velocidades permitidas 
para circulação de veículos. Existem, ainda, as vias destinadas à circulação de 
pedestres, como passarelas, calçadas, passagens subterrâneas e, até mesmo, a 
faixa de pedestres, inscrita sobre a pista de rolamento de veículos. 
Trânsito em 
números
Cerca de 1,35 
milhão de 
mortes ocorrem, 
anualmente, nas 
vias do mundo, 
fazendo dos 
acidentes de 
trânsito a oitava 
causa global 
de mortes e a 
principal causa 
de mortes entre 
jovens de 5 a 29 
anos de idade 
(BRASIL, 2019). 
915º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Em todas as vias, é necessário ter atenção ao transitar. Contudo, em função de 
suas diferentes características, as vias têm riscos potenciais (que são inerentes ao 
trânsito) de diferentes níveis, como, por exemplo, os riscos em uma rua de trânsito 
local são distintos daqueles verificados em vias que servem de caminho para uma 
rodovia ou de acesso a uma área residencial. Independentemente das características 
das vias, ainda é preciso ter cuidado, nas calçadas, com o movimento de carros 
saindo de garagens. Assim, os níveis de atenção e a adoção de atitudes seguras, por 
parte dos pedestres, precisam ser compatíveis com os riscos envolvidos. 
Outro fator que deve ser levado em consideração, na análise da paisagem dos lugares 
do trânsito, é a presença ou a ausência de sinalização que organizam o movimento 
de veículos e de pedestres. Há placas, por exemplo, que orientam a velocidade 
máxima permitida ao motorista e que informam, ao pedestre, a velocidade dos 
carros que por ali passam. Da mesma forma, há placas que orientam sobre o sentido 
obrigatório da via para os veículos ou, ainda, que orientam a possibilidade de veículos 
saírem de uma rua e virarem para uma outra, em um cruzamento. A atenção à 
sinalização é muito importante no momento da travessia da via, pois reforça a 
necessidade de se adotarem atitudes seguras para fazer as travessias em segurança. 
As calçadas e as faixas de pedestres são espaços destinados aos pedestres, mas, 
mesmo assim, é preciso que estes estejam atentos ao usar esses espaços, pois 
motoristas, ciclistas ou motociclistas ainda, infelizmente, comentem infrações e 
colocam em risco a segurança dos que caminham. 
Enfim, ver e ser visto pelos outros usuários do trânsito, conhecer o lugar em que 
se pretende caminhar e analisar a paisagem para compreender o trânsito local são 
atitudes que fazem toda a diferença quando o assunto é segurança na caminhada.
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com a realização de uma conversa sobre as 
experiências vivenciadas pelos estudantes quando caminham. Em seguida, 
indica-se a realização do primeiro exercício de caça-palavras, a partir das dicas 
para uma caminhada segura. Posteriormente, estimula-se a turma a produzir 
desenhos representando as vias ao redor da escola e a identificar duas melhorias 
que poderiam ser adotadas para tornar a caminhada segura. Ao final, sugere-se o 
compartilhamento dos desenhos com os colegas, encerrando a atividade com uma 
conversa sobre as melhorias que podem ser conquistadas.
Atividade com gabarito
Lugares para caminhar
Caminhar é uma atividade que faz parte de sua rotina e da maioria das outras 
pessoas, já percebeu? Contudo, para que a caminhada seja segura, é importante 
respeitar os espaços do trânsito dedicados aos pedestres e realizar as travessias 
com cuidado e com atenção.
1) Leia as dicas e localize as palavras correspondentes no caça-palavras. Elas 
podem ser encontradas nos sentidos vertical, horizontal ou diagonal.
No trânsito, estão sempre a pé. (pedestres)
Você sabia?
Um estudo 
elaborado por 
pesquisadores 
espanhóis mostrou 
que adolescentes 
que foram a pé 
para a escola, 
caminhando, 
pelo menos, 15 
minutos por dia, 
apresentaram 
melhor rendimento 
cognitivo em 
relação àqueles 
que chegavam à 
escola de ônibus 
ou de carro 
(MARTÍNEZ-GÓMEZ 
et al., 2011).
Construindo os caminhos da atividade
92 LUGARES PARA CAMINHAR
Veículos motorizados de duas rodas. (motocicletas)
Um tipo de material, derivado do petróleo, utilizado para pavimentar vias. 
(asfalto)
Via urbana, larga e bastante movimentada. (avenida)
Via destinada ao tráfego de pedestres. (calçada)
Tipo de via urbana, estreita, com ou sem calçadas e 
meios-fios, por onde circulam veículos e pessoas. (rua)
Nome dado aos veículos de passageiros com quatro rodas. (carros)
Elevação inserida nas vias para reduzir a velocidade dos veículos, também 
conhecida como quebra-molas. (lombada)
Sinalização vertical que tem o objetivo de orientar os pedestres e os 
condutores. (placas)
Tipo de via pavimentada, com ou sem acostamento, por onde circulam 
veículos que seguem de uma cidade a outra. (rodovia)
Irregularidade na pavimentação das vias de trânsito na forma de cavidade. 
(buraco)
Infraestrutura, separada do tráfego, construída para a travessia de 
pedestres, em segurança. (passarela)
935º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação
Para envolver os estudantes nesta atividade, propõe-se, inicialmente, a troca de 
experiências deles em relação à prática de caminhada. Para isso, podem ser feitas 
algumas perguntas, como, por exemplo: Você caminha todos os dias?; Para onde costuma 
ir a pé?; Quais os riscos que há nos lugares onde você caminha?; Nessas caminhadas, quais 
cuidados costuma adotar?. 
2) Que tal elaborar um desenho representando as vias ao redor da escola 
e identificando duas melhorias que podem ser realizadas para tornar a 
caminhada segura?
Mediação
Nesse momento, é importante que os estudantes apresentem, em seus desenhos, 
proposições de melhorias que contribuam com a segurança do pedestre ao caminhar, 
como,por exemplo: calçadas em boas condições; placas de sinalização; redutores de 
velocidade; lombadas; e faixas de pedestres.
3) Compartilhe com os colegas os seus desenhos e converse com eles sobre as formas 
de melhorias que poderiam ser reivindicadas nas vias do entorno da escola.
Mediação
É importante promover uma roda de conversa para compartilhar as proposições 
de melhorias propostas pelos alunos, identificando quais são as mais relevantes e 
mais urgentes para melhorar a segurança dos pedestres. Nesse momento, podem 
ser discutidas algumas ações para viabilizar o atendimento das reivindicações de 
melhorias propostas pela turma. 
Avaliação
No desenvolvimento dos exercícios, a partir da exposição, através da oralidade, 
dos saberes prévios e das experiências dos estudantes em relação ao caminhar, 
suas vivências e o conhecimento dos seus trajetos cotidianos, é possível verificar 
a compreensão deles em relação aos aspectos que fazem um lugar ser adequado 
e seguro ou inadequado e inseguro para a prática da caminhada. Pode-se, ainda, 
observar se demonstraram ter entendimento das dicas e, assim, conseguiram 
fazer a relação para realizar o caça-palavras. A elaboração final de um desenho 
representando as vias ao redor da escola, sugerindo melhorias, e a habilidade de 
síntese das discussões realizadas na aula podem também ser analisadas.
Fique ligado!
Caminhar 
demanda a 
utilização de 
vários sentidos 
corporais. Assim, 
não utilize celular 
ou fone de ouvido, 
pois eles limitam 
suas condições de 
visão e de audição 
no trânsito. Olhe 
para os lados e 
estabeleça contato 
visual com o 
motorista para 
ter certeza de que 
você foi visto por 
ele. Verifique a 
presença da faixa 
de pedestres na 
via, e, sempre 
que houver 
uma disponível, 
atravesse fazendo 
o uso dela.
Tá combinado?
Lugar de caminhar 
é na calçada e, de 
preferência, longe 
da rua. Onde não 
houver calçada, 
o modo correto 
é caminhar pela 
margem da via e 
de frente para o 
tráfego, ou seja, 
no sentido oposto 
ao dos veículos.
Aprimorando práticas e ampliando conexões
94 LUGARES PARA CAMINHAR
Outras conexões
Como desdobramento desta atividade, pode-se realizar um trabalho de campo onde 
os estudantes promovam uma avalição das condições de segurança das calçadas, 
da presença de sinalizações que protegem o pedestre, da qualidade do ambiente 
quanto às poluições sonora e visual, entre outros aspectos. Pode-se, também, 
trabalhar com a produção e o envio de ofícios a órgãos públicos ou associações civis, 
solicitando as melhorias apontadas pela turma. Outra possibilidade é realizar uma 
campanha de valorização da caminhada na comunidade local, conscientizando a 
população sobre a importância de um trânsito mais seguro e sobre os desafios que 
precisam ser enfrentados para que este seja garantido.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 31 jan. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 29 jan. 2020.
MARTÍNEZ-GÓMEZ, David et al. Active Commuting to School and Cognitive 
Performance in Adolescents. Archives Of Pediatrics & Adolescent Medicine, [S. 
I.], v. 165, n. 4, p. 1-6. 1 abr. 2011. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/
jamapediatrics/fullarticle/384475?resultClick=1. Acesso em: 06 jan. 2020.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE – OPAS. Folha Informativa: Acidentes 
de trânsito. Brasília, DF: OPAS, 2019. Disponível em: https://www.paho.org/bra/
index.php?option=com_content&view=article&id=5147:acidentes-de-transito-folha-
informativa&Itemid=779. Acesso em: 29 jan. 2020.
TSAY, Shin-pei. Caminhando pelo mundo: conversas globais e ações locais. In: 
Cidade de pedestres: A caminhabilidade no Brasil e no mundo. [Rio de Janeiro]: 
Babilônia Cultura Editorial, [2017]. p. 31-32. Disponível em: http://itdpbrasil.org/
wp-content/uploads/2018/12/Cidades-de-pedestres_FINAL_CCS.pdf. Acesso em: 04 
mar. 2020.
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uma experiência 
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Referências
955º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Lugares para caminhar
Caminhar é uma atividade que faz parte de sua rotina e da maioria das outras 
pessoas, já percebeu? Contudo, para que a caminhada seja segura, é importante 
respeitar os espaços do trânsito dedicados aos pedestres e realizar as travessias 
com cuidado e com atenção.
1) Leia as dicas e localize as palavras correspondentes no caça-palavras. Elas 
podem ser encontradas nos sentidos vertical, horizontal ou diagonal.
No trânsito, estão sempre a pé.
Veículos motorizados de duas rodas.
Um tipo de material, derivado do petróleo, utilizado para pavimentar vias.
Via urbana, larga e bastante movimentada.
Via destinada ao tráfego de pedestres.
Tipo de via urbana, estreita, com ou sem calçadas e 
meios-fios, por onde circulam veículos e pessoas.
Nome dado aos veículos de passageiros com quatro rodas.
Elevação inserida nas vias para reduzir a velocidade dos veículos, também 
conhecida como quebra-molas.
Sinalização vertical que tem o objetivo de orientar os pedestres e os 
condutores.
Tipo de via pavimentada, com ou sem acostamento, por onde circulam 
veículos que seguem de uma cidade a outra.
Irregularidade na pavimentação das vias de trânsito na forma de cavidade.
Infraestrutura, separada do tráfego, construída para a travessia de 
pedestres, em segurança.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
96 LUGARES PARA CAMINHAR
2) Que tal elaborar um desenho representando as vias ao redor da escola 
e identificando duas melhorias que podem ser realizadas para tornar a 
caminhada segura?
3) Compartilhe com os colegas os seus desenhos e converse com eles sobre as formas 
de melhorias que poderiam ser reivindicadas nas vias do entorno da escola.
Caminhar 
demanda a 
utilização de 
vários sentidos 
corporais. Assim, 
não utilize celular 
ou fone de ouvido, 
pois eles limitam 
suas condições de 
visão e de audição 
no trânsito. Olhe 
para os lados e 
estabeleça contato 
visual com o 
motorista para 
ter certeza de que 
você foi visto por 
ele. Verifique a 
presença da faixa 
de pedestres na 
via, e, sempre 
que houver 
uma disponível, 
atravesse fazendo 
o uso dela.
Lugar de caminhar 
é na calçada e, de 
preferência, longe 
da rua. Onde não 
houver calçada, 
o modo correto 
é caminhar pela 
margem da via e 
de frente para o 
tráfego, ou seja, 
no sentido oposto 
ao dos veículos.
975º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Lugares seguros para pedalar
Reconhecendo lugares seguros e atitudes adequadas para pedalar
Articulação didática 
Esta atividade intenta, a partir da discussão sobre como as inovações 
tecnológicas impulsionam mudanças no cotidiano e no trânsito das cidades, 
que os estudantes reconheçam os lugares seguros para pedalar. Através de 
exercícios e da articulação com a vida dos estudantes, objetiva-se promover o 
conhecimento deles sobre as características das ciclovias, das ciclofaixas e das 
ciclorrotas, sobre as diferenças entre elas e sobre os cuidados a serem adotados 
pelos ciclistas. Com isso, incentiva-se a prática da pedalada em ciclovias e 
ciclofaixas, e a adoção de atitudes seguras para a utilização desses espaços. 
Objeto de conhecimento
Trabalho e inovação tecnológica – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas.
Competência
Conhecer as ciclovias, as ciclorrotase as ciclofaixas.
Habilidade
Comentar sobre os cuidados ao pedalar nas ciclovias, nas ciclorrotas ou nas 
ciclofaixas. 
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
Juntamente com o pedestre, o ciclista é considerado o usuário mais vulnerável do 
sistema trânsito. Por isso, a escolha de locais apropriados e a adoção de atitudes 
seguras são condições essenciais para pedalar. Assim, no texto Direitos e deveres dos 
ciclistas, apresentam-se algumas regras e alguns cuidados recomendados aos ciclistas.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
98 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR
Direitos e deveres dos ciclistas
Para que seja garantida a segurança de todos, há uma série de regras para os 
ciclistas conduzirem suas bicicletas nas vias, o que lhes garantem direitos e definem 
deveres. Essas especificações, aliás, podem ser vistas no Código de Trânsito Brasileiro 
(CTB) (BRASIL, 1997). Os ciclistas devem sempre circular na mesma direção dos 
veículos, ao andarem em zonas rurais ou urbanas de pista dupla que não tenham 
ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, tendo preferência de circulação em relação aos 
veículos. Para andar de bicicleta em calçadas, é preciso ter autorização do órgão 
que gerencia a via, sendo necessária a devida sinalização. 
Outra regra que deve ser mencionada é que o ciclista desmontado se torna pedestre, 
tanto em deveres quanto em direitos. Assim, ao atravessar a faixa de pedestres, os 
ciclistas precisam descer e seguir empurrando a bicicleta para fazer a travessia.
No que se refere aos acessórios de segurança obrigatórios, no Brasil, têm-se: 
a campainha; as sinalizações noturnas dianteira, traseira, lateral e nos pedais; 
e o espelho retrovisor do lado esquerdo (BRASIL, 1997). Vale lembrar que as 
sinalizações reflexivas tornam a bicicleta e o ciclista mais visíveis, principalmente 
nas pedaladas noturnas e que, para maior visibilidade, é necessário manter os 
adesivos refletivos limpos. Cabe destacar, também, a importância do espelho 
retrovisor do lado esquerdo do guidão da bicicleta, pois, com ele, é possível 
perceber a aproximação de veículos, precavendo-se de possíveis situações de risco 
e, assim, evitando-se acidentes.
O uso de capacete, de óculos, de joelheiras e de cotoveleiras não é obrigatório. 
Contudo, é preciso sempre se lembrar da importância de usá-los para pedalar, pois, 
em casos de acidentes, eles podem evitar contusões mais graves e salvar vidas.
É importante, também, fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção 
especial: aos pneus, mantendo-os com a calibragem adequada; à corrente, 
lubrificando-a com óleo apropriado, fazendo a limpeza antes; aos freios e às demais 
partes da bicicleta, como o selim, as rodas e o pedal, verificando se estão bem 
afixadas. Ao perceber algum ruído estranho ou mau funcionamento da bicicleta, o 
ciclista deve procurar resolver isso antes de usá-la.
Estratégias didáticas 
Para iniciar esta atividade, propõe-se que seja realizada, inicialmente, uma enquete 
com os estudantes acerca das experiências deles em relação ao uso da bicicleta e 
dos locais onde eles realizam as pedaladas. Na continuidade, sugere-se que seja 
feita a leitura do texto Você já ouviu falar em ciclovia, em ciclorrota e em ciclofaixa?, o 
qual contextualiza a reflexão sobre a importância das bicicletas e sobre os desafios 
para o planejamento das cidades, apresentando as ciclovias, as ciclofaixas ou 
as ciclorrotas como alternativas para pedalar com mais segurança. Em seguida, 
propõe-se que os estudantes realizem exercícios para que pratiquem a percepção 
das características desses três tipos de vias e das diferenças entre elas, além de 
compreenderem as atitudes adequadas para a circulação em cada uma delas. Para 
finalizar a atividade, sugere-se que seja feita uma roda de conversa, promovendo a 
reflexão sobre a segurança dos lugares em que os estudantes costumam pedalar e 
sobre como podem contribuir para a realização da pedalada em segurança.
Construindo os caminhos da atividade
995º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Atividade com gabarito
Lugares seguros para pedalar
A segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários fatores, como, por exemplo: 
a disponibilidade de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas na infraestrutura do 
sistema viário; e o comportamento dos usuários do sistema trânsito. Atitudes de 
respeito e de segurança por parte dos ciclistas, dos motoristas e dos pedestres 
promovem um pedalar mais seguro. 
Mediação
Para iniciar o desenvolvimento da atividade, é importante que seja realizado um 
levantamento, junto aos estudantes, a respeito das vivências deles em relação 
ao uso da bicicleta. Pode ser realizada uma rápida enquete para a compreensão 
da importância desse meio de transporte na vida das pessoas. Em relação aos 
estudantes, é importante conhecer em que situações eles utilizam a bicicleta e quais 
são os locais onde realizam a pedalada. Após a enquete, sugere-se a leitura do texto 
que preparará a turma para o desenvolvimento dos exercícios propostos na sequência. 
Você já ouviu falar em ciclovia, em ciclorrota e em ciclofaixa?
Como um meio de transporte alternativo, a bicicleta é usada com cada vez mais 
frequência nas cidades. Pedalando, as pessoas se deslocam para fazer compras, 
ir ao trabalho ou ir à escola. Por ser um veículo movido pela força que a pessoa 
faz, a bicicleta não é poluente como outros meios de transporte. Além disso, ao se 
deslocar de bicicleta, o ciclista pratica uma atividade física, o que contribui para a 
saúde dele.
As cidades podem ser planejadas de forma a criar espaços seguros para a 
circulação de ciclistas, prevendo, na infraestrutura viária, a construção de ciclovias, 
de ciclofaixas ou de ciclorrotas. Com isso, as pessoas podem ser incentivadas a se 
deslocarem de bicicleta em segurança. Mas qual é a diferença entre as ciclovias, as 
ciclofaixas e as ciclorrotas? 
Ciclovias: são faixas de trânsito criadas, exclusivamente, para a circulação de 
bicicletas. São construídas paralelamente à pista por onde passam os carros, mas 
são separadas por uma barreira que protege os ciclistas. A circulação nas ciclovias 
pode ter sentido único ou sentido duplo.
Ciclofaixas: são espaços das vias destinados ao fluxo de bicicletas, segregados 
sem uma separação por barreira. Isso significa que a separação das vias para as 
ciclofaixas é feita por meio de sinalização horizontal e/ou por tachões, isolando os 
ciclistas dos demais veículos. 
Ciclorrotas: são vias sinalizadas, onde a circulação de bicicletas é compartilhada 
com pedestres ou com veículos motorizados (como as calçadas, os canteiros, 
as passarelas, as faixas ou as pistas), criando condições favoráveis para isso 
e melhorando a segurança dos ciclistas. Nessas rotas, existe uma sinalização 
horizontal que indica o trânsito de bicicletas, compartilhando a via, e que, quando 
o espaço for compartilhado com veículos motorizados, a prioridade é para as 
bicicletas, devendo o motorista trafegar mais à esquerda da via, mantendo a 
distância de 1,5 metro do ciclista. 
100 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR
Vale lembrar que, para maior segurança ao pedalar, o ciclista precisa seguir algumas 
regras, entre elas: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou em ciclofaixas, seguindo 
sempre pelo lado direito, observando a presença de pedestres, de outros ciclistas 
e de animais, sinalizando com a mão, se precisar parar; prestar atenção durante a 
circulação, em ciclorrotas, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, 
na pista de rolamento, pedalar no mesmo sentido dos veículos automotores. Essas 
últimas regras são indicadas, também, para pedaladas em vias onde não há ciclorrota.
Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados 
pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva, campainhas 
e espelho retrovisor. É importante que o ciclista use outrositens para a proteção 
do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer 
sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a 
condição dos pneus, também é imprescindível. 
Mediação
Após a leitura do texto, é importante retomar a conversa com os estudantes para 
avaliar as atitudes adotadas por eles ao pedalar, questionando-os: se já sabiam das 
atitudes de segurança que os ciclistas devem adotar; se têm esses cuidados; e se 
sabem de mais algumas atitudes seguras além das que foram citadas no texto. 
1) É muito importante saber reconhecer os tipos de vias destinadas para a 
circulação de bicicletas. Em cada uma delas, há cuidados que devem ser 
considerados pelo ciclista. Observe as imagens abaixo e escreva qual delas 
é uma ciclovia, uma ciclofaixa ou uma ciclorrota, e, com base no texto, 
justifique a sua resposta. 
Ciclovia. Na imagem: ao lado esquerdo, há um 
meio fio; em ambos os lados por onde circula a 
bicicleta, há, também, uma faixa preta de piso tátil, 
representando uma barreira entre a ciclovia, a pista 
por onde circulam os veículos e a calçada por onde 
circulam os pedestres.
Ciclofaixa. Na imagem: existe placa indicativa e 
o pavimento é pintado, demarcando a área de 
circulação dos ciclistas, sinalizando que se trata de 
uma faixa para bicicletas com dupla circulação.
Ciclorrota. Na imagem, a pista está indicando que 
as bicicletas têm preferência na circulação, pois 
compartilham o uso dessa via com os veículos, não 
havendo nenhuma barreira física ou delimitação 
com pintura.
1015º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação
É importante destacar que as ciclovias, as ciclofaixas ou as ciclorrotas são alternativas 
para transitar de bicicleta pela cidade. No cotidiano, é importante conhecer o trânsito 
da cidade e escolher a alternativa mais segura para cada situação. Para os estudantes, 
entre as três opções, as ciclovias são as mais indicadas para a realização de passeios 
ou para eventuais deslocamentos.
2) A segurança dos ciclistas depende da infraestrutura do sistema viário e do 
comportamento dos usuários do trânsito. É importante que, ao realizarem 
uma pedalada, os ciclistas tenham atenção ao entorno e que adotem 
atitudes seguras. Identifique o tipo de via para cada uma das afirmações 
apresentadas a seguir.
Tipos de via:
(1) Ciclovia
(2) Ciclofaixa
(3) Ciclorrota
Vantagens dos diferentes tipos de via destinados à circulação de ciclistas:
( 3 ) Embora o uso dessa pista seja compartilhado entre ciclistas e condutores de 
outros veículos, a criação desse tipo de via reforça a presença de ciclistas. 
( 1 ) Nesse tipo de via, os ciclistas não precisam se preocupar com a presença de 
automóveis, pois ela é isolada fisicamente para o trânsito exclusivo de bicicletas.
( 2 ) Em lugares onde não há espaço suficiente para a construção de uma via 
exclusiva para o trânsito de ciclistas, isolada da pista por onde circulam os 
veículos motorizados, esse tipo de via oferece a segurança de uma via exclusiva, 
pois há a separação das vias com sinalização horizontal e/ou com tachões.
Atitudes adequadas em cada uma dessas vias que os ciclistas precisam adotar:
( 1 ) Os ciclistas precisam sempre seguir pelo lado direito e prestar atenção à 
presença de pedestres e de animais e ao fluxo de bicicletas para não ocasionar 
um acidente. 
( 3 ) Por compartilhar o espaço com os demais veículos, os ciclistas precisam 
redobrar a atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de 
faixa e de fazer curvas, por exemplo, e precisam respeitar o sentido de circulação.
( 2 ) Os ciclistas precisam ter atenção ao pedalar, utilizando os bordos da pista, 
apesar de esta estar segregada do tráfego de veículos, pois não há barreira física 
de separação e há proximidade com os veículos.
3) Bicicletas são meios de transporte que apresentam vantagens em relação 
aos demais veículos, e uma delas é o fato de não serem poluentes. A 
pedalada é um tipo de transporte ativo que exige o movimento do condutor 
e que, por isso, é benéfico para a saúde. No entanto, a cidade precisa ser 
planejada para incentivar o uso das bicicletas. Discuta com os colegas: os 
lugares por onde você costuma pedalar podem ser considerados seguros? 
Por quê? Que tipos de atitudes podem contribuir para tornar a pedalada por 
esses lugares mais segura?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes demonstrem compreensão 
quanto aos lugares adequados para a circulação de bicicletas e que descrevam atitudes 
que são adequadas para ampliar a segurança dos ciclistas. Entre as respostas, pode 
haver: pedalar nas ciclovias, nas ciclofaixas ou nas ciclorrotas, e, onde não houver, 
Fique ligado!
Ciclovias e 
ciclofaixas são 
lugares exclusivos 
para circulação 
de bicicletas e 
precisam ser 
respeitadas pelos 
pedestres e pelos 
condutores.
102 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR
pedalar no mesmo sentido dos veículos automotores; usar os equipamentos de 
segurança (sinalização noturna reflexiva, campainhas e espelho retrovisor) e fazer a 
manutenção da bicicleta; usar acessórios para a proteção do ciclista, como capacete, 
luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados.
Mediação
Como encerramento da atividade, propõe-se a realização de um diálogo com a turma 
para que seja feita a discussão sobre a importância de se terem locais seguros para 
o uso da bicicleta como meio de transporte e de lazer. É importante contextualizar 
o diálogo no cotidiano dos estudantes, a partir das respostas que eles descreverem 
no exercício final. Mesmo que alguns estudantes nunca tenham andado de bicicleta, 
é pertinente que compreendam quais os cuidados que precisarão ser adotados e 
quais os locais adequados que precisarão circular quando tiverem a oportunidade de 
pedalar, mantendo a segurança. 
Avaliação
A avaliação processual poderá levar em consideração, a partir da realização dos 
exercícios e das discussões/exposições orais: a compreensão dos estudantes 
quanto às características dos lugares considerados seguros para a prática da 
pedalada; e a compreensão que tiveram sobre as atitudes adequadas que os 
ciclistas precisam ter para se manterem em segurança. 
Outras conexões
Em continuidade às discussões realizadas nesta atividade, podem ser discutidas, 
com os estudantes, tanto formas de sensibilizar pessoas quanto formas de 
sensibilizar órgãos competentes para que a cidade tenha melhorias que incentivem 
a prática da pedalada. Algumas possibilidades seriam: o planejamento de um 
passeio ciclístico; a realização de uma pesquisa que contabilizasse quantos 
estudantes das demais turmas fazem o uso da bicicleta para se locomoverem; 
ou, ainda, a escrita de uma carta pela turma, destinada ao órgão responsável no 
município, pedindo a realização de melhorias nas vias para ciclistas da comunidade.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 
jul. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 03 ago. 2020.
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Como foi realizar 
esta atividade com 
os estudantes? 
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depoimento, com 
fotos e/ou vídeos 
que possam 
ilustrar um pouco 
dessa experiência!
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
1035º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Lugares seguros para pedalar
A segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários fatores, como, por exemplo: 
a disponibilidade de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas na infraestrutura do 
sistema viário; e o comportamento dos usuários do sistema trânsito. Atitudes de 
respeito e de segurança por parte dos ciclistas, dos motoristas e dos pedestres 
promovem um pedalar mais seguro. 
 
Você já ouviu falar em ciclovia, em ciclorrota e em ciclofaixa?
Comoum meio de transporte alternativo, a bicicleta é usada com cada vez mais 
frequência nas cidades. Pedalando, as pessoas se deslocam para fazer compras, ir 
ao trabalho ou ir à escola. Por ser um veículo movido pela força que a pessoa faz, a 
bicicleta não é poluente como outros meios de transporte. Além disso, ao se deslocar 
de bicicleta, o ciclista pratica uma atividade física, o que contribui para a saúde dele.
As cidades podem ser planejadas de forma a criar espaços seguros para a 
circulação de ciclistas, prevendo, na infraestrutura viária, a construção de ciclovias, 
de ciclofaixas ou de ciclorrotas. Com isso, as pessoas podem ser incentivadas a se 
deslocarem de bicicleta em segurança. Mas qual é a diferença entre as ciclovias, as 
ciclofaixas e as ciclorrotas? 
Ciclovias: são faixas de trânsito criadas, exclusivamente, para a circulação de 
bicicletas. São construídas paralelamente à pista por onde passam os carros, mas 
são separadas por uma barreira que protege os ciclistas. A circulação nas ciclovias 
pode ter sentido único ou sentido duplo.
Ciclofaixas: são espaços das vias destinados ao fluxo de bicicletas, segregados 
sem uma separação por barreira. Isso significa que a separação das vias para as 
ciclofaixas é feita por meio de sinalização horizontal e/ou por tachões, isolando os 
ciclistas dos demais veículos. 
Ciclorrotas: são vias sinalizadas, onde a circulação de bicicletas é compartilhada 
com pedestres ou com veículos motorizados (como as calçadas, os canteiros, 
as passarelas, as faixas ou as pistas), criando condições favoráveis para isso 
e melhorando a segurança dos ciclistas. Nessas rotas, existe uma sinalização 
horizontal que indica o trânsito de bicicletas, compartilhando a via, e que, quando 
o espaço for compartilhado com veículos motorizados, a prioridade é para as 
bicicletas, devendo o motorista trafegar mais à esquerda da via, mantendo a 
distância de 1,5 metro do ciclista. 
Vale lembrar que, para maior segurança ao pedalar, o ciclista precisa seguir algumas 
regras, entre elas: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou em ciclofaixas, seguindo 
sempre pelo lado direito, observando a presença de pedestres, de outros ciclistas 
e de animais, sinalizando com a mão, se precisar parar; prestar atenção durante a 
circulação, em ciclorrotas, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, 
na pista de rolamento, pedalar no mesmo sentido dos veículos automotores. Essas 
últimas regras são indicadas, também, para pedaladas em vias onde não há ciclorrota.
Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados 
pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva, campainhas 
e espelho retrovisor. É importante que o ciclista use outros itens para a proteção 
do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer 
sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a 
condição dos pneus, também é imprescindível. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
104 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR
1) É muito importante saber reconhecer os tipos de vias destinadas para a 
circulação de bicicletas. Em cada uma delas, há cuidados que devem ser 
considerados pelo ciclista. Observe as imagens abaixo e escreva qual delas 
é uma ciclovia, uma ciclofaixa ou uma ciclorrota, e, com base no texto, 
justifique a sua resposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) A segurança dos ciclistas depende da infraestrutura do sistema viário e do 
comportamento dos usuários do trânsito. É importante que, ao realizarem 
uma pedalada, os ciclistas tenham atenção ao entorno e que adotem 
atitudes seguras. Identifique o tipo de via para cada uma das afirmações 
apresentadas a seguir.
Tipos de via:
(1) Ciclovia
(2) Ciclofaixa
(3) Ciclorrota
Vantagens dos diferentes tipos de via destinados à circulação de ciclistas:
( ) Embora o uso dessa pista seja compartilhado entre ciclistas e condutores de 
outros veículos, a criação desse tipo de via reforça a presença de ciclistas. 
( ) Nesse tipo de via, os ciclistas não precisam se preocupar com a presença de 
automóveis, pois ela é isolada fisicamente para o trânsito exclusivo de bicicletas.
( ) Em lugares onde não há espaço suficiente para a construção de uma via 
exclusiva para o trânsito de ciclistas, isolada da pista por onde circulam os 
veículos motorizados, esse tipo de via oferece a segurança de uma via exclusiva, 
pois há a separação das vias com sinalização horizontal e/ou com tachões.
Ciclovias e 
ciclofaixas são 
lugares exclusivos 
para circulação 
de bicicletas e 
precisam ser 
respeitadas pelos 
pedestres e pelos 
condutores.
1055º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Atitudes adequadas em cada uma dessas vias que os ciclistas precisam adotar:
( ) Os ciclistas precisam sempre seguir pelo lado direito e prestar atenção à 
presença de pedestres e de animais e ao fluxo de bicicletas para não ocasionar 
um acidente. 
( ) Por compartilhar o espaço com os demais veículos, os ciclistas precisam 
redobrar a atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de 
faixa e de fazer curvas, por exemplo, e precisam respeitar o sentido de circulação.
( ) Os ciclistas precisam ter atenção ao pedalar, utilizando os bordos da pista, 
apesar de esta estar segregada do tráfego de veículos, pois não há barreira física 
de separação e há proximidade com os veículos.
3) Bicicletas são meios de transporte que apresentam vantagens em relação 
aos demais veículos, e uma delas é o fato de não serem poluentes. A 
pedalada é um tipo de transporte ativo que exige o movimento do condutor 
e que, por isso, é benéfico para a saúde. No entanto, a cidade precisa ser 
planejada para incentivar o uso das bicicletas. Discuta com os colegas: os 
lugares por onde você costuma pedalar podem ser considerados seguros? 
Por quê? Que tipos de atitudes podem contribuir para tornar a pedalada por 
esses lugares mais segura?
1075º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Perfil secreto do trânsitoConexão entre pessoas, veículos, lugares e sinalizações
Articulação didática
Esta atividade propõe, aos estudantes, a realização de um jogo visando 
identificar e reconhecer as características do trânsito nas cidades. O 
jogo se caracteriza por ser uma adaptação do jogo Perfil, e os estudantes 
precisarão percorrer um trajeto tentando acertar os perfis do trânsito, com 
a ajuda de algumas dicas, separadas entre as categorias: pessoas, veículos, 
lugares e sinalizações. Dessa forma, serão trabalhados os diferentes 
elementos do trânsito e os aspectos de segurança que estes desenvolvem.
Objeto de conhecimento
Território, redes e urbanização – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
O trânsito nas cidades.
Competência
Compreender a dinâmica do trânsito nas cidades.
Habilidade
Identificar os elementos do trânsito, no espaço urbano das cidades.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, 
tabuleiros, fichas com as dicas, fichas surpresas, dados e pinos. 
O sistema viário é composto por pessoas, veículos, lugares e sinalizações, 
componentes que possuem suas especificações e que exigem dos usuários das vias 
a identificação de fatores de risco e a adoção de atitudes seguras para que possam 
se locomover. O texto Os elementos do trânsito apresenta as pessoas como usuários 
do trânsito e, também, a classificação veicular estabelecida no Código de Trânsito 
Brasileiro (CTB), este que define os diversos tipos de meios de transporte presentes 
nas vias, a função dos sinais de trânsito e os elementos da infraestrutura viária.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
108 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO
Os elementos do trânsito
O trânsito é composto pelas pessoas, pelas vias e pelos veículos e pode ser 
definido como sendo o conjunto de deslocamento de pessoas e de veículos em 
vias públicas com diferentes finalidades (como, por exemplo, ir ao trabalho, 
cuidar da saúde, fazer compras, movimentar mercadorias) e é organizado por 
um conjunto de regras e de normas para garantir a segurança de todos seus 
usuários. O CTB é a lei que regulamenta o sistema de trânsito no Brasil e deve ser 
respeitada por todos seus usuários.
As pessoas no trânsito
As pessoas são os usuários do trânsito e podem assumir a condição de pedestres, 
de motoristas, de passageiros ou de ciclistas ao transitar. O comportamento das 
pessoas nas vias se reflete na segurança do trânsito. As atitudes imprudentes e o 
desrespeito às normas de trânsito submetem os usuários das vias a riscos e podem 
resultar em acidentes de trânsito e, por consequência, podem provocar mortes e 
causar sequelas às pessoas.
Nas rodovias federais brasileiras, no ano de 2019, por exemplo, foram registrados 
67.427 acidentes, sendo que, deles, 55.756 foram com vítimas, e, destas, 5.332 
pessoas perderam a vida. Além do enorme custo social, os acidentes ocasionam 
um custo econômico. Estima-se que os acidentes nas rodovias federais custaram 
R$ 10,29 bilhões em 2019 (BRASIL, c2019). Um grande número de acidentes é 
causado pelo comportamento dos usuários do sistema trânsito. A atenção, o 
respeito às normas e a adoção de atitudes seguras contribuem para preservar vidas.
A partir da mudança de comportamento da sociedade, com adoção de atitudes 
seguras ao transitar, os acidentes e as mortes causados pelo trânsito podem 
ser reduzidos de forma significativa. Na condição de pedestres e na condição 
de ciclistas, esses usuários são os mais vulneráveis no trânsito, e, por isso, é 
importante que sejam estimulados a perceber o próprio corpo na relação com o 
trânsito e a ter consciência dessa vulnerabilidade a que estão sujeitos e dos riscos 
aos quais estão expostos. Dessa forma, precisam conhecer os cuidados de atenção 
e as atitudes seguras no trânsito para que, assim, possam adotá-los e compartilhá-los 
com suas famílias, com seus amigos e com outras pessoas da comunidade. 
Veículos no trânsito
Os veículos promovem o transporte de pessoas e de mercadorias. A maioria dos 
veículos circula em áreas rurais (espaços no campo destinados a atividades de 
agricultura e de pecuária) e em áreas urbanas (espaços ocupados pelas cidades, 
caracterizados pela presença de casas, de prédios e de veículos). Há, no entanto, 
veículos que circulam, prioritariamente, em áreas rurais, como os tratores e as 
carroças, e há aqueles que transitam, especificamente, em áreas urbanas, como o metrô.
A classificação de veículos, apresentada no CTB (BRASIL, 1997), pode ser visualizada 
nos quadros abaixo. 
Classificação  Tipo
Tração
Automotor.
Elétrico.
De propulsão humana.
De tração animal.
Reboque ou semirreboque.
1095º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Classificação  Função Tipo
Espécie
De passageiros.
Bicicleta, ciclomotor, motoneta, 
motocicleta, triciclo, quadriciclo, 
automóvel, micro-ônibus, ônibus, bonde, 
reboque ou semirreboque e charrete.
De carga.
Motoneta, motocicleta, triciclo, 
quadriciclo, caminhonete, caminhão, 
reboque ou semirreboque, carroça e 
carro de mão.
Misto. Camioneta, utilitário e outros.
De competição.
De tração. Caminhão-trator, trator de rodas, trator 
de esteiras e trator misto.
Especial.
De coleção.
Classificação Função
Categoria
Oficial.
De representação diplomática, de repartições consulares de 
carreira ou de organismos internacionais acreditados junto 
ao Governo brasileiro.
Particular.
De aluguel.
De aprendizagem.
Para cada veículo e em cada cenário que este se encontra, existem cuidados que 
os motoristas, os passageiros e os pedestres precisam ter para garantirem a 
segurança e para evitarem acidentes.
As crianças são muito atentas aos exemplos. Por isso, é importante reforçar a 
elas as atitudes adequadas no trânsito, pois são as atitudes seguras que podem 
fazer a diferença nas vidas dos usuários, principalmente dos mais vulneráveis: os 
motociclistas; os ciclistas; e os pedestres. 
O CTB apresenta regras e determinações que devem ser cumpridas, como também 
existem algumas práticas seguras que ainda não são regidas por lei, mas que 
devem ser lembradas e adotadas.
Destacam-se algumas regras e práticas seguras que precisam ser sempre 
lembradas, como: antes de atravessar a rua, olhar para os dois lados e atravessar 
na faixa de pedestres; respeitar todas as sinalizações de trânsito; sempre utilizar 
capacete ao transitar com motocicletas, lembrando que crianças menores de 7 anos 
não podem andar de moto; para andar de bicicleta, mesmo não sendo obrigatório, 
é recomendado o uso do capacete e deve-se prezar a locomoção, caso houver, 
nas ciclovias e/ou nas ciclofaixas; e, ao encontrar veículos de emergência, como as 
viaturas e as ambulâncias, que estejam com as sirenes ligadas, deve-se abrir espaço 
para que estes possam passar e possam atender às emergências para as quais 
foram chamados, pois eles sempre têm a preferência.
110 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO
A legislação de trânsito faz algumas recomendações e define algumas regras com 
relação ao trânsito de crianças, tanto na condição de pedestres quanto na condição 
de passageiros. De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) (BRASIL, 
2008), recomenda-se que crianças menores de 10 anos andem na rua sempre 
acompanhadas de um adulto responsável. Quando as crianças estiverem dentro 
do carro, elas devem se sentar no banco de trás e utilizar o dispositivo de retenção 
adequado à idade: o bebê conforto, até 1 ano de idade; a cadeirinha, de 1 a 4 anos; 
e o assento de elevação, juntamente com o cinto de segurança, dos 4 aos 7 anos e 
meio, ou até a criança atingir a altura de 1,45 cm.
Os lugares no trânsito
Para transitar com segurança, os usuários do trânsito necessitam realizar uma 
leitura do espaço em que se encontram, identificando os componentes do 
trânsito local. Por exemplo, um cruzamento em uma grande avenida de um centro 
urbano possui características diferentes daquelasdos cruzamentos entre ruas 
menos movimentadas ou dos cruzamentos das estradas rurais. Reconhecer os 
componentes e as características do trânsito em cada situação é o primeiro passo 
para adotar atitudes seguras nesses espaços.
A seguir, são elencados alguns lugares do trânsito, a função de cada um deles e os 
comportamentos a serem adotados por pedestres ao fazerem uso desses elementos.
Vias urbanas: segundo o CTB (BRASIL, 1997), as vias urbanas podem ser classificadas 
como: vias de trânsito rápido, vias arteriais, vias coletoras e vias locais. De maneira 
geral, essas vias se destinam à circulação de veículos, mas, quando não houver 
ciclovias, ciclofaixas ou calçadas, os ciclistas e os pedestres devem transitar pela 
lateral dessas vias. Contudo, o diferencial entre esses usuários é: os pedestres devem 
caminhar no sentido contrário ao fluxo de veículos; e os ciclistas, além de pedalar 
pela lateral, devem trafegar no mesmo sentido de fluxo dos demais veículos.
Vias rurais: segundo o CTB (BRASIL, 1997), as vias rurais podem ser divididas entre 
as rodovias e as estradas. No Manual de projeto geométrico de travessias urbanas, do 
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) (BRASIL, 2010), as rodovias 
são caracterizadas como vias que possuem plataforma devidamente preparada, 
destinada à circulação de veículos automotores. Assim, se necessário, os pedestres 
e os ciclistas devem utilizar as rodovias trafegando pelo acostamento. Por sua vez, 
as estradas são vias de trânsito, destinadas aos veículos, aos animais e às pessoas, os 
quais, normalmente, têm preferência de passagem em toda a extensão delas (BRASIL, 
2010). Dessa forma, nas estradas, ciclistas e pedestres devem trafegar pela lateral da 
pista – os ciclistas no mesmo sentido dos veículos, e os pedestres no sentido contrário.
Calçadas: as calçadas são as partes da via que, normalmente, são segregadas e 
estão em nível diferente, reservadas ao trânsito de pedestres. Nesses espaços, 
também se encontram instalados mobiliários urbanos, sinalização e vegetação, por 
exemplo. Sempre que houver calçadas disponíveis, os pedestres devem trafegar 
exclusivamente por elas (BRASIL, 1997).
Cruzamentos: os cruzamentos são os locais onde há a interseção de duas vias em nível 
(BRASIL, 1997). Transitar em cruzamentos requer atenção e cautela de condutores, de 
pedestres e de ciclistas. Recomenda-se, aos pedestres, quando forem fazer a travessia 
em cruzamentos, que levem em consideração as condições de visibilidade, a sinalização 
semafórica, a distância e a velocidade dos veículos e que utilizem as faixas de pedestres, 
as passagens subterrâneas ou as passarelas (sempre que estas estiverem disponíveis).
Ciclovias e ciclofaixas: são uma parte da via destinada à circulação exclusiva de 
bicicletas e demais ciclos, delimitada por sinalização específica. Por sua vez, as 
ciclovias são pistas próprias destinadas à circulação desses veículos, separadas 
fisicamente do tráfego de veículos automotores (BRASIL, 1997). Os pedestres não 
devem transitar nas ciclofaixas, nem nas ciclovias, e, sempre que forem cruzar 
uma dessas vias, eles precisam observar se há faixa de pedestres e ficar atentos – 
observando ao redor e notando se foram vistos pelos ciclistas.
1115º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Equipamentos de acessibilidade: alguns componentes do sistema viário são 
reservados à acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade 
reduzida. O piso tátil e os semáforos sonoros, por exemplo, são destinados à 
orientação das pessoas com deficiência visual. As rampas de acesso, ademais, 
são importantes para o deslocamento de cadeirantes ou de pessoas com 
mobilidade restringida.
Faixa de pedestres: a faixa de pedestres faz parte da sinalização horizontal e 
tem a função de delimitar a área destinada à travessia de pedestres e, ainda, a 
função de regulamentar a prioridade de passagem destes em relação aos veículos 
(BRASIL, 2007a).
Sinalização no trânsito
O CTB define, em seu Anexo I, os sinais de trânsito como “[...] elementos de 
sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos 
de controle luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados 
exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres”. 
A seguir, são elencados alguns sinais do trânsito, a função de cada um deles 
e os comportamentos a serem adotados por pedestres ao se depararem com 
esses elementos.
Semáforo para pedestres e semáforo para veículos: o semáforo para 
pedestres, instalado juntamente com o semáforo para veículos, auxilia esses 
usuários na travessia segura. A cor verde indica, aos pedestres, o momento 
de realizar a travessia, enquanto a cor vermelha indica que os pedestres não 
podem atravessar. O semáforo para veículos adverte sobre os momentos 
em que a passagem está permitida ou não para veículos (verde significa 
passagem permitida; amarelo é um alerta que chama a atenção dos motoristas 
para a transição do sinal verde para o vermelho; e o vermelho adverte sobre 
a passagem proibida para os veículos). Onde não houver semáforo para 
pedestres, estes devem fazer a travessia quando o semáforo para veículos 
estiver vermelho (BRASIL, 2014b).
Sinalizações verticais de advertência, de regulamentação e de indicação: as 
placas de trânsito fazem parte da chamada sinalização vertical, esta que engloba 
toda sinalização fixada na posição vertical, ao lado da pista ou suspensa sobre 
esta. A finalidade dessas placas é de fornecer, aos usuários, informações que 
lhes permitam transitar de forma adequada, de modo a aumentar a segurança, a 
ordenar os fluxos de tráfego e, ainda, a prestar-lhes informações de orientação e 
de localização. As placas possuem funções, formas e cores diferenciadas. Quando o 
usuário não respeita a sinalização, pode colocar sua vida e das outras pessoas em 
risco. No caso da sinalização de regulamentação, o desrespeito pode ainda gerar 
penalidades, conforme prescrito nas normas do CTB (BRASIL, 1997). 
As sinalizações verticais são definidas por tipos, conforme as diferentes funções 
que têm, e encontram-se descritas a seguir.
• Regulamentação – tem a função de regulamentar as obrigações, as limitações, 
as proibições ou as restrições que governam o uso das vias (BRASIL, 2007c). 
• Advertência – tem a função de advertir os condutores das condições existentes 
nas vias (ou nas proximidades destas) com potencial risco, como as escolas e as 
passagens de pedestres, por exemplo (BRASIL, 2007b).
• Indicação – objetiva indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico 
ou de serviços e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira a 
ajudar os condutores nos deslocamentos que fazem (BRASIL, 2014a). 
112 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO
Estratégias didáticas
Propõe-se que esta atividade seja iniciada com a preparação do jogo Perfil secreto 
do trânsito, separando os grupos e dando a tarefa, aos estudantes, de recortar os 
elementos do jogo para cada um deles. Depois de ter os elementos recortados 
e colocados corretamente em seus lugares, os estudantes começarão o jogo, no 
qual precisarão percorrer um trajeto entre a zona rural e a cidade contido no 
tabuleiro, revelando os perfis sobre o trânsito a partir das dicas contidas nas fichas 
que são distribuídas entre as categorias: pessoas, veículos, lugares e sinalizações. 
Sugere-se, também, que como fechamento, seja feita uma breve roda de conversa, 
em que os estudantes possam expor o que aprenderam com o jogo e com os 
perfis secretos do trânsito.
Atividade com gabarito
Perfil secreto do trânsito
O trânsito se estabelece nas cidades e nas zonas rurais em “rede”, como um 
sistema que compreende a integração dos componentes fixos (compostos pela 
infraestrutura viária) e dos componentes de fluxos (compostos pelos usuários e 
pelos veículos), formando a dinâmica da circulação de pessoas e de mercadorias. 
Mas esse fluxo possui uma ordenação que, através da sinalização, das leise das 
regras, regulamenta e possibilita maior segurança aos usuários do trânsito. 
Pensando no movimento que acontece no trânsito, na percepção dos riscos, nos 
cuidados e nos comportamentos que todos devem ter para a segurança, que tal 
você e seus colegas exercitarem algumas práticas cotidianas do trânsito através de 
um jogo de tabuleiro chamado Perfil secreto do trânsito? 
É hora de jogar! Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo Perfil secreto do trânsito, é necessário organizar o espaço e 
montar os grupos de jogadores. Para isso, siga as seguintes instruções:
• Busque espaços ou mesas amplos para posicionar o tabuleiro do jogo.
• Divida a turma em grupos de até 5 jogadores.
Mediação
Antes de iniciar a atividade, é preciso organizar o espaço e os estudantes. Sugere-se 
juntar várias mesas dos estudantes formando uma grande mesa para que cada grupo 
se acomode com tranquilidade ou que o tabuleiro seja colocado no chão, com os 
jogadores sentando ao redor dele.
Ainda nessa etapa inicial, cada grupo deverá ter à disposição:
• 5 pinos.
• 1 dado.
• 1 tabuleiro.
Construindo os caminhos da atividade
1135º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
• 24 fichas com as dicas. 
• 12 fichas com as surpresas.
Mediação
Com o número de grupos certo, é preciso preparar os materiais e, para isso, é 
importante separar alguns minutos iniciais da aula para essa preparação. Ao final 
desta atividade, estão disponibilizados o tabuleiro, o dado, os pinos e as cartas que 
precisarão ser recortados pelos estudantes. O dado e os pinos são sugestões de 
impressão, mas nada impede que sejam utilizados dados e pinos (ou tampinhas de 
garrafa) que a escola já possua.
Com isso tudo pronto: 
• Posicione o tabuleiro de cada grupo em uma mesa ou no chão. 
• Separe as fichas pelas 4 categorias (pessoas, veículos, lugares e sinalizações) e 
as coloque nas posições indicadas no tabuleiro, para que todos os jogadores do 
grupo possam visualizá-las. 
• Cada jogador escolhe um pino ou uma tampinha para representá-lo ao longo do 
percurso do jogo.
Depois de organizar o espaço, de posicionar os grupos e de arrumar as peças 
do jogo, é hora de jogar. A seguir, são apresentadas as orientações para o 
desenvolvimento do jogo:
• De início, cada um dos jogadores lançará o dado para ver a ordem de jogadas. 
Quem tirar o maior número começará o jogo, e os demais seguirão a ordem dos 
números do dado que foram sorteados. 
• Com a ordem de jogada escolhida, os jogadores deverão se sentar ao redor do 
tabuleiro nessa ordem, passando o dado para a direita (sentido horário) no círculo. 
• O jogador da vez lançará o dado, e, se tirar de 1 a 4, deverá responder à categoria 
correspondente ao número; se tirar 5 ou 6, poderá escolher a categoria.
114 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO
• O jogador à direita do jogador da rodada será quem pegará a ficha com a 
categoria escolhida, sem que mais ninguém possa ver.
• O jogador da rodada falará o número da dica que gostaria de responder, e o jogador 
à direita fará a leitura. Se acertar, o jogador da rodada andará o número de casas 
que tirou no dado, e a ficha respondida ficará ao lado das outras fichas, mas virada 
para cima. Se errar, o jogador da rodada permanecerá no lugar, e a ficha deverá ser 
colocada ao final do monte de fichas, juntando-se novamente às demais.
• Todos os jogadores deverão seguir essas mesmas orientações, com o objetivo 
de fazerem o percurso apresentado no tabuleiro, a partir das dicas lidas. 
• O tabuleiro tem, também, algumas casas-surpresa. Quando o jogador andar e 
parar em uma delas, precisará tirar uma ficha do monte “surpresa”, ler em voz 
alta aos demais jogadores e fazer o que está escrito nela.
• Quando algum jogador chegar ao final do percurso, o jogo será finalizado. 
Mediação
Após terminar o jogo, sugere-se que seja frisado, em uma breve conversa com a turma, 
que o trânsito é um ambiente coletivo e que não existe um único vencedor. Todos 
ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas e pedestres) adotam 
atitudes seguras ao transitar e todos perdem quando são desrespeitadas as regras e 
as sinalizações, aumentando-se o risco de acidentes e de fatalidades. Sugere-se que, 
nessa conversa, os estudantes também coloquem o que aprenderam com o jogo, 
sobretudo para a segurança no trânsito. 
Avaliação
Nesta atividade, a avaliação pode ser feita considerando-se a participação e 
a colaboração dos estudantes no jogo. Pode-se avaliar se eles conseguiram, 
coletivamente, cumprir o objetivo proposto, reconhecendo os perfis do trânsito 
e, principalmente, percebendo a importância e a relevância dos conteúdos 
trabalhados para a segurança dos usuários do trânsito.
Outras conexões
Como possibilidade de desdobramento desta atividade, pode-se solicitar, aos 
estudantes, a elaboração de novas fichas com dicas para o jogo. Para isso, sugere-se 
que sejam feitas pesquisas no laboratório da escola ou pesquisas como tarefa de 
casa, incorporando, assim, novas fichas ao jogo Perfil secreto do trânsito.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 23 set. 2020.
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Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
1155º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização 
de Trânsito: sinalização horizontal – volume IV. Brasília, DF: CONTRAN, 2007a. 
Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos-
denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_iv_2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de advertência – volume II. Brasília, 
DF: CONTRAN, 2007b. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/
assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_ii_-2.pdf. 
Acesso em: 23 set. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, 
DF: CONTRAN, 2007c. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/
assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_i_2.pdf. 
Acesso em: 23 set. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de indicação – volume III. Brasília, 
DF: CONTRAN, 2014a. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/
assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_iii_2.pdf. 
Acesso em: 23 set. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização 
de Trânsito: sinalização semafórica – volume V. Brasília, DF: CONTRAN, 2014b. 
Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos-
denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_v_-2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020.
BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. Manual 
de projeto geométrico de travessias urbanas. 2010. Disponível em: http://ipr.
dnit.gov.br/normas-e-manuais/manuais/documentos/740_manual_projetos_
geometricos_travessias_urbanas.pdf. Acesso em: 22 set. 2020.
 
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 22 set. 2020.
BRASIL. Confederação Nacional do Transporte – CNT. Painel de Acidentes 
Rodoviários. c2019. https://www.cnt.org.br/painel-acidente. Acesso em: 22 set. 2020.
BRASIL. Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008. Dispõe sobre o transporte de 
menores de 10 anos e a utilização do dispositivo de retenção para o transporte de 
crianças em veículos. Brasília,DF: CONTRAN, 2008. Disponível em: https://www.gov.
br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/resolucoes/resolucao_
contran_277.pdf. Acesso em: 22 set. 2020.
PERFIL: PEDESTRE
1) Ao atravessar a via, devo andar 
em linha reta, sem parar.
2) Eu preciso ver e ser visto na travessia das vias.
3) Diante de um semáforo para veículos, devo esperar 
que ele esteja vermelho para realizar a travessia.
4) Preciso olhar para todas as direções por onde 
circulam os veículos e verificar se estão parados 
para que eu possa realizar a travessia.
5) Quando estou andando e não há calçadas, ando 
nas margens das pistas e de frente para o tráfego.
6) Eu atravesso a rua na faixa de pedestres.
PERFIL: PASSAGEIRO
1) Sou um indivíduo que é transportado em 
um veículo público ou particular.
2) No automóvel, preciso usar o cinto de segurança, 
tanto no banco do carona quanto no banco de trás.
3) Posso andar em diferentes veículos.
4) Se sou uma criança de até 10 anos, preciso 
utilizar a cadeirinha ou o assento de elevação.
5) Para viajar em um transporte público, 
eu preciso comprar uma passagem.
6) Eu só posso andar no banco da frente 
depois dos 10 anos de idade.
PERFIL: CICLISTA
1) Recomendam que eu ande com 
roupas claras e refletivas.
2) Eu ando em um transporte alternativo.
3) A lei diz que preciso ter um espelho 
retrovisor no meu transporte.
4) Eu me locomovo com a bicicleta.
5) Sou recomendado a usar um capacete de proteção.
6) Ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas 
são destinadas a mim.
PERFIL: MOTORISTA
1) Eu tenho que dirigir sempre 
respeitando as placas de trânsito.
2) Eu posso conduzir automóveis, vans, 
caminhões e outros veículos.
3) Eu tenho Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
4) Eu preciso parar quando o semáforo 
de veículos estiver vermelho.
5) Eu preciso parar para os pedestres 
atravessarem na faixa.
6) Eu estou sempre atrás do volante.
PERFIL: IDOSO
1) Tenho vagas de estacionamento 
próprias para mim.
2) Posso ter uma mobilidade reduzida no trânsito.
3) Preciso de calçadas em boas condições 
para caminhar com tranquilidade.
4) Eu tenho lugares reservados 
no transporte público.
5) Para continuar dirigindo, eu faço exame 
médico no órgão de trânsito com maior 
frequência que as demais pessoas.
6) Eu possuo carteirinha para andar 
gratuitamente no transporte público.
PERFIL: MOTOCICLISTA
1) Conduzo um veículo que transporta até 2 pessoas.
2) Preciso utilizar capacete de proteção.
3) Conduzo uma motocicleta.
4) Roupas especiais ajudam a me 
proteger na hora de transitar.
5) Preciso respeitar as sinalizações de trânsito.
6) Devo andar sempre com a viseira 
do capacete abaixada.
FICHAS COM AS DICAS PARA O JOGO PERFIL SECRETO NO TRÂNSITO
CATEGORIA 1 – PESSOAS
PESSOAS 1 PESSOAS 1
PESSOAS 1 PESSOAS 1
PESSOAS 1 PESSOAS 1
PERFIL: ÔNIBUS
1) Eu sou grande e levo, em média, de 
46 a 50 pessoas sentadas.
2) Eu posso ser considerado um 
transporte alternativo.
3) Posso ser um transporte público ou particular.
4) Meu objetivo é transportar passageiros 
para um destino comum.
5) Eu posso ser acessível e transportar 
pessoas com deficiência.
6) Para me dirigir, é preciso ter Carteira Nacional 
de Habilitação (CNH) na categoria D.
PERFIL: MOTOCICLETA
1) Eu transporto até 2 pessoas.
2) Para andar comigo, é obrigatório usar capacete.
3) Sou um veículo motorizado de 2 rodas.
4) Quem me dirige é o motociclista.
5) Eu preciso ter retrovisores no lado 
esquerdo e no lado direito. 
6) Sou obrigada a ter farol dianteiro e lanterna.
PERFIL: TRANSPORTE ESCOLAR
1) Eu transporto muitas pessoas.
2) Geralmente, sou uma van ou um ônibus.
3) Transporto estudantes de casa para a escola.
4) Estou presente na zona rural e na zona urbana.
5) Posso ser um transporte público ou privado.
6) Transporto muitos estudantes 
menores de idade comigo.
PERFIL: CARROÇA
1) Sou um dos veículos mais antigos sobre rodas.
2) Animais podem ser meu motor.
3) Sou muito utilizado na zona rural.
4) Sou um veículo que atinge pouca velocidade 
em comparação a outros veículos.
5) Geralmente, sou de madeira.
6) Geralmente, não tenho cinto de segurança para 
os passageiros, então é preciso ter atenção 
redobrada ao me utilizar como veículo.
PERFIL: CAMINHÃO
1) Eu sou um veículo que pode passar 
de 30 metros de comprimento.
2) Posso transportar grandes cargas.
3) Geralmente, faço longos percursos 
atravessando diferentes estados.
4) Quem me dirige é chamado de caminhoneiro.
5) Quem me dirige faz longas viagens e 
passa por diferentes lugares do país.
6) Eu, geralmente, utilizo diesel como combustível.
PERFIL: AUTOMÓVEL
1) Quem me conduz é chamado de 
motorista ou de condutor.
2) Eu, geralmente, acomodo até 5 pessoas.
3) Tenho 4 pneus e acomodo, 
principalmente, pessoas.
4) Para que eu possa me locomover, os 
motoristas precisam ter a Carteira Nacional 
de Habilitação (CNH) na categoria B.
5) Sou muito utilizado para viagens em família.
6) Eu preciso ter vários equipamentos 
funcionando perfeitamente, entre eles: 
limpador de para-brisas, pneus, espelhos 
retrovisores, motor e outros.
CATEGORIA 2 – VEÍCULOS
VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2
VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2
VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2
PERFIL: CICLOVIA
1) Estou localizada paralela às vias.
2) Sou um elemento do trânsito importante 
para a segurança dos ciclistas.
3) Geralmente, estou em áreas urbanas.
4) Há vias em que eu não existo.
5) Sou uma opção para um transporte 
alternativo se deslocar nas áreas urbanas.
6) Minhas “irmãs” são a ciclorrota e a ciclofaixa.
PERFIL: PASSARELA
1) Eu fui construída sobre uma 
rodovia ou uma avenida.
2) Eu sirvo para facilitar e dar segurança 
ao trânsito dos pedestres.
3) Quem me atravessa vê a paisagem do alto.
4) Um ciclista precisa assumir a condição 
de pedestre e conduzir a bicicleta ao lado 
do corpo para atravessar por mim.
5) Sou como uma ponte, mas tenho outro nome.
6) Os veículos passam embaixo de mim.
PERFIL: ESQUINA
1) Quando alguém está próximo a mim, pode 
ver o trânsito em várias direções.
2) Eu sou perigosa, por isso os pedestres precisam 
ter muita atenção para atravessar.
3) Posso ser chamada, também, de cruzamento.
4) É comum ter faixas de pedestres e 
semáforos onde me localizo.
5) É comum ter a placa “Pare” onde me localizo.
6) Os veículos precisam ter atenção 
redobrada ao me atravessar.
PERFIL: RODOVIA
1) Geralmente, sou uma via por onde os 
veículos transitam em altas velocidades.
2) Geralmente, tenho acostamento.
3) Quem pega uma saída de mim 
entra em uma marginal.
4) Caminhões costumam transitar muito por mim.
5) Posso ser administrada por concessionárias 
que cobram pedágios dos veículos.
6) Posso ser federal, estadual ou municipal.
PERFIL: ACOSTAMENTO
1) Estou localizado nas rodovias, 
sempre ao lado direito.
2) Em uma rodovia, os ciclistas transitam por mim. 
3) Não é permitido, aos motoristas, 
ultrapassar outros veículos ou cortar 
congestionamentos me utilizando.
4) Motoristas podem me utilizar para parar o 
veículo em algum imprevisto na rodovia.
5) Sou representado por uma faixa 
branca contínua na rodovia.
6) Pedestres que vivem às margens da 
rodovia me utilizam para transitar.
PERFIL: CALÇADAS
1) Sou importante para a segurança dos pedestres.
2) Estou localizada às margens das vias.
3) Estou em um lugar em que há entradas e há saídas 
de garagens, às quais é preciso ter atenção.
4) Às vezes, sou estreita, e, às vezes, bem larga.
5) Há vias em que eu não existo.
6) Posso ter rampas e pisos táteis para acessibilidade.
CATEGORIA 3 – LUGARES DO TRÂNSITO
LUGARES DE
TRÂNSITO 3
LUGARES DE
TRÂNSITO 3
LUGARES DE
TRÂNSITO 3
LUGARES DE
TRÂNSITO 3
LUGARES DE
TRÂNSITO 3
LUGARES DE
TRÂNSITO 3
PERFIL: CICLOVIA
1) Eu sou um aparelho de sinalização 
urbana, rodoviária ou ferroviária.
2) Eu sou um instrumento utilizado 
para controlar o tráfego.
3) Tenho 3 cores (vermelha, amarela e verde). 
4) Quando estou verde, os veículos 
podem continuar o fluxo.
5) Quando estou vermelho, pedestres 
podem atravessar.
6) Posso ser chamado, também, defarol ou de sinal.
PERFIL: SEMÁFORO DE PEDESTRES
1) Tenho duas cores: verde e vermelha.
2) Pedestres podem atravessar quando estou verde.
3) Sou um elemento para a segurança dos pedestres.
4) Não sou tão comum nas pequenas cidades.
5) Quando estou vermelho, os pedestres 
não devem atravessar.
6) Muitas vezes, junto comigo, há um semáforo 
de veículos e uma faixa de pedestres.
PERFIL: LOMBADA
1) Sirvo para que os veículos diminuam 
a velocidade ao passar.
2) Sou comum nas marginais das rodovias.
3) Sou uma ondulação elevada, e, onde 
existo, há sempre uma placa alertando, 
aos motoristas, que estou ali.
4) Sou comum próximo a escolas e a locais 
com muita circulação de pedestres.
5) Posso ser chamada de quebra-molas.
6) Se passar muito rápido por mim, o veículo 
poderá danificar sua suspensão.
PERFIL: PLACA DE TRÂNSITO
1) Eu sou um elemento colocado na posição vertical, 
fixado ao lado ou suspenso sobre as vias.
2) Posso ser redonda, quadrada, 
triangular ou retangular.
3) Posso ser de regulamentação, de 
advertência ou de indicação.
4) Eu pertenço à sinalização de trânsito, e 
motoristas, ciclistas e pedestres precisam 
me respeitar para terem segurança.
5) Aos motoristas, aos ciclistas e aos pedestres, eu 
oriento as regras de tráfego, faço advertências sobre 
as condições das vias, informo localidades e serviços 
ao longo da via e transmito mensagens educativas. 
6) Se os motoristas não me respeitarem, 
podem ser multados.
PERFIL: SINALIZAÇÃO HORIZONTAL
1) Eu, geralmente, estou colocada no chão das vias.
2) Posso ser pintada com tinta.
3) As cores branca e amarela são as mais 
utilizadas para me pintar no chão.
4) Nas rodovias, posso indicar aos 
motoristas sobre quando é possível ou 
não fazer uma ultrapassagem.
5) Em uma rota de ciclistas, sou, geralmente, 
pintada na cor vermelha.
6) Minha posição forma um ângulo reto 
(90º) com a sinalização vertical.
PERFIL: FAIXA DE PEDESTRES
1) Eu sou uma marca transversal nas ruas que 
faz parte da sinalização de trânsito.
2) Eu tenho faixas brancas.
3) Eu sou um elemento de segurança para pedestres.
4) Um ciclista precisa assumir a condição 
de pedestre e conduzir a bicicleta ao lado 
do corpo para atravessar por mim.
5) Muitas vezes, estou acompanhada 
de um semáforo.
6) Tenho uma linha de retenção para que os 
veículos não parem em cima de mim.
CATEGORIA 4 – SINALIZAÇÕES
SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4
SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4
SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4
CORTAR DOBRAR COLAR
Você atravessou fora da 
faixa de pedestres.
VOLTE 2 CASAS!
Você, como passageiro de 
um veículo, não colocou 
o cinto de segurança.
VOLTE 1 CASA!
Você atravessou quando o 
semáforo de pedestres 
estava fechado 
para pedestres.
VOLTE 1 CASA!
Você andou de bicicleta 
sem os equipamentos 
de proteção.
VOLTE 2 CASAS!
Você atravessou a rua 
correndo e sem olhar 
para todos os lados.
VOLTE 1 CASA!
Você caminhou pela rua em 
uma via que tinha calçada.
VOLTE 2 CASAS!
Você atravessou a 
rodovia pela passarela 
de pedestres.
AVANCE 1 CASA!
Você checou as condições 
de segurança da bicicleta 
antes de sair para pedalar.
AVANCE 1 CASA!
Você esperou o semáforo de 
veículos ficar vermelho 
para atravessar.
AVANCE 2 CASAS!
Você caminhou pelo canto 
da rua, no sentido 
contrário do tráfego, em 
uma via sem calçada.
AVANCE 1 CASA!
Você utilizou o capacete para 
andar como passageiro 
de uma motocicleta.
AVANCE 2 CASAS!
Você utilizou o cinto de 
segurança no banco 
traseiro do carro.
AVANCE 2 CASAS!
SURPRESA
?
SURPRESA
?
SURPRESA
?
SURPRESA
?
SURPRESA
?
SURPRESA
?
SURPRESA
?
SURPRESA
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SURPRESA
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SURPRESA
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SURPRESA
?
SURPRESA
?
1335º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Perfil secreto do trânsito
O trânsito se estabelece nas cidades e nas zonas rurais em “rede”, como um 
sistema que compreende a integração dos componentes fixos (compostos pela 
infraestrutura viária) e dos componentes de fluxos (compostos pelos usuários e 
pelos veículos), formando a dinâmica da circulação de pessoas e de mercadorias. 
Mas esse fluxo possui uma ordenação que, através da sinalização, das leis e das 
regras, regulamenta e possibilita maior segurança aos usuários do trânsito. 
Pensando no movimento que acontece no trânsito, na percepção dos riscos, nos 
cuidados e nos comportamentos que todos devem ter para a segurança, que tal 
você e seus colegas exercitarem algumas práticas cotidianas do trânsito através de 
um jogo de tabuleiro chamado Perfil secreto do trânsito? 
É hora de jogar! Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo Perfil secreto do trânsito, é necessário organizar o espaço e 
montar os grupos de jogadores. Para isso, siga as seguintes instruções:
• Busque espaços ou mesas amplos para posicionar o tabuleiro do jogo.
• Divida a turma em grupos de até 5 jogadores.
Ainda nessa etapa inicial, cada grupo deverá ter à disposição:
• 5 pinos.
• 1 dado.
• 1 tabuleiro.
• 24 fichas com as dicas. 
• 12 fichas com as surpresas.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
134 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO
Com isso tudo pronto: 
• Posicione o tabuleiro de cada grupo em uma mesa ou no chão. 
• Separe as fichas pelas 4 categorias (pessoas, veículos, lugares e sinalizações) e 
as coloque nas posições indicadas no tabuleiro, para que todos os jogadores do 
grupo possam visualizá-las. 
• Cada jogador escolhe um pino ou uma tampinha para representá-lo ao longo do 
percurso do jogo.
Depois de organizar o espaço, de posicionar os grupos e de arrumar as peças 
do jogo, é hora de jogar. A seguir, são apresentadas as orientações para o 
desenvolvimento do jogo:
• De início, cada um dos jogadores lançará o dado para ver a ordem de jogadas. 
Quem tirar o maior número começará o jogo, e os demais seguirão a ordem dos 
números do dado que foram sorteados. 
• Com a ordem de jogada escolhida, os jogadores deverão se sentar ao redor do 
tabuleiro nessa ordem, passando o dado para a direita (sentido horário) no círculo. 
• O jogador da vez lançará o dado, e, se tirar de 1 a 4, deverá responder à categoria 
correspondente ao número; se tirar 5 ou 6, poderá escolher a categoria.
• O jogador à direita do jogador da rodada será quem pegará a ficha com a 
categoria escolhida, sem que mais ninguém possa ver.
• O jogador da rodada falará o número da dica que gostaria de responder, e o jogador 
à direita fará a leitura. Se acertar, o jogador da rodada andará o número de casas 
que tirou no dado, e a ficha respondida ficará ao lado das outras fichas, mas virada 
para cima. Se errar, o jogador da rodada permanecerá no lugar, e a ficha deverá ser 
colocada ao final do monte de fichas, juntando-se novamente às demais.
• Todos os jogadores deverão seguir essas mesmas orientações, com o objetivo 
de fazerem o percurso apresentado no tabuleiro, a partir das dicas lidas. 
• O tabuleiro tem, também, algumas casas-surpresa. Quando o jogador andar e 
parar em uma delas, precisará tirar uma ficha do monte “surpresa”, ler em voz 
alta aos demais jogadores e fazer o que está escrito nela.
• Quando algum jogador chegar ao final do percurso, o jogo será finalizado.
1355º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Cidadãos éticos e 
antiéticos no trânsito
Pessoas conscientes não deixam a ética em casa e respeitam as leis de trânsito
Articulação didática
As infrações de trânsito representam falta de ética, pois os infratores tiveram 
atitudes que podem prejudicar a si mesmos e a outras pessoas. Nesse contexto, os 
direitos dos cidadãos não foram respeitados, pois houve a desobediência às leis e 
a falta de cumprimento dos deveres. Sendo assim, é possível articular o conteúdo 
“Infrações de trânsito” com o objeto de conhecimento de História “Cidadania, 
diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas”. 
Objeto de conhecimento
Cidadania, diversidade culturale respeito às diferenças sociais, culturais e 
históricas – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Infrações de trânsito.
Competência
Compreender o valor das escolhas e das posturas éticas no trânsito.
Habilidades
Relacionar comportamentos seguros e de risco nas vias, praticados por 
pedestres, por passageiros, por ciclistas e por motoristas.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, revistas, 
jornais, papel kraft, tesoura e marcador permanente.
A aprendizagem torna-se significativa quando está conectada com o movimento 
da vida e quando os estudantes podem reconhecer as suas identidades nos 
lugares em que vivem. O texto Ética pode garantir maior segurança no trânsito é 
uma reportagem que propõe uma reflexão sobre comportamentos que afetam a 
segurança do trânsito. É possível estabelecer uma relação entre os conceitos de 
ética e de cidadania e as atitudes no trânsito, no dia a dia, a partir do entendimento 
de que infrações e acidentes de trânsito são consequências da imprudência e da 
falta de cumprimento das regras de trânsito pelos usuários das vias.
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
136 CIDADÃOS ÉTICOS E ANTIÉTICOS NO TRÃNSITO
Ética pode garantir maior segurança no trânsito
Dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) [...] apontam que 94% dos acidentes registrados 
nas BRs, em 2014, ocorreram devido a falhas humanas. Falta de atenção, velocidade 
incompatível e ultrapassagens indevidas são as principais causas de acidentes fatais. 
O instrutor do Sest Senat de Curitiba (PR) Clédio Thomas afirma que a segurança no 
trânsito depende de uma série de fatores, como o conhecimento da legislação de 
trânsito, condições legais de trafegabilidade do veículo, conhecimento dos limites físicos 
e psicológicos do condutor, ética, cidadania e capacidade técnica de gestão do veículo. 
“Porém, o que eu considero mais importante é a complexidade do ser humano em 
decidir ou escolher em todo momento: o que fazer? Essa escolha dependerá da 
ética, que sempre leva em conta os valores do indivíduo e do sistema no qual está 
inserido”, destaca. 
[...]
Fragmento extraído de ASTRAN - TRANSPORTES RODOVIÁRIOS. Ética pode garantir maior 
segurança no trânsito. 2015. Disponível em: http://astran.org.br/etica-pode-garantir-maior-
seguranca-no-transito/. Acesso em: 19 jul. 2019.
Estratégias didáticas
Propõe-se que o desenvolvimento da atividade aconteça a partir da leitura e da 
compreensão de dois pequenos textos sobre ética e antiética. Em seguida, os 
estudantes, organizados em grupos, deverão produzir um mural com seções 
de imagens, de notícias e de dicas sobre comportamentos éticos e antiéticos no 
trânsito. Os estudantes poderão escolher e recortar notícias e imagens de revistas 
ou de jornais e escrever dicas sobre o trânsito da cidade, para a composição de um 
mural, finalizando-se com a exposição deste em um lugar comum da escola.
Atividade com gabarito
Cidadãos éticos e 
antiéticos no trânsito
Ética
A ética está relacionada com os comportamentos bons, com o respeito às leis e com 
o sentimento de justiça social e de cidadania.
No que se refere a atitudes éticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos:
• Respeitar as vagas destinadas aos portadores de necessidades especiais e/ou 
aos idosos.
• Não dirigir após ingerir bebida alcoólica.
• Não manusear ou não falar ao celular enquanto dirige.
• Respeitar a sinalização semafórica ao atravessar a rua. 
• Ceder o assento aos passageiros idosos nos ônibus.
Acesse!
Mais informações 
sobre infrações 
e acidentes de 
trânsito registrados 
pela Polícia 
Rodoviária Federal 
(PRF) podem 
ser acessadas 
em: https://bit.
ly/2krCVdQ.
Construindo os caminhos da atividade
1375º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Antiética
Ser antiético é ter atitudes que transgridem ou que descumprem as regras 
estabelecidas socialmente e legalmente, mostrando maus comportamentos nas 
relações sociais. 
No que se refere a atitudes antiéticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos:
• Atender ao telefone enquanto se está dirigindo.
• Exceder a velocidade permitida.
• Estacionar o veículo em lugares inapropriados.
• Não usar cinto de segurança.
• Atravessar a rua fora da faixa de pedestre.
• Cruzar a via com o semáforo vermelho.
Mediação
A partir da leitura dos textos, pode-se trabalhar o conceito de ética e o conceito de 
cidadania e a relação deles com as atitudes e com os comportamentos observados 
no trânsito.
1) Com base nos textos sobre ética e antiética apresentados, construa, com 
seu grupo, um mural sobre atitudes éticas e antiéticas no trânsito. Para 
essa construção, recortem fotos e notícias de revistas e de jornais para 
compor três seções: uma de imagens, uma de notícias e uma de dicas, 
conforme, a explicação abaixo.
Seção de imagens – escolham e recortem imagens de revistas ou de jornais e 
façam uma sobreposição (colagem) de imagens de atitudes éticas e de atitudes 
antiéticas no trânsito e colem no mural.
Seção de notícias – recortem duas notícias que reflitam um comportamento 
ético e um antiético no trânsito e colem no mural.
Seção de dicas – escrevam dicas sobre atitudes éticas no trânsito e colem no mural.
Fique ligado!
“A ética é um 
exercício diário 
e precisa ser 
praticada no 
cotidiano. Só assim 
ela pode se afirmar 
em sua plenitude 
numa sociedade. 
Se uma pessoa não 
respeita o próximo, 
não cumpre as leis 
da convivência, 
não paga seus 
impostos ou não 
obedece às leis de 
trânsito, ela não 
é ética” (SINGER, 
2007, p. 1).
138 CIDADÃOS ÉTICOS E ANTIÉTICOS NO TRÃNSITO
Mediação
Para a construção do mural, podem ser organizados grupos, variando de acordo com 
o número de estudantes na turma. Para esta atividade, propõe-se que o mural tenha 
três seções: uma para imagens; uma para notícias; e uma para dicas. Cada grupo 
deverá compor as três seções propostas. Se não houver revistas e jornais na escola, 
os estudantes poderão escrever e desenhar exemplos de comportamentos éticos e 
antiéticos no trânsito, seguindo as orientações apresentadas na atividade.
2) A partir de suas produções, organizem, com a turma, um único mural e 
façam uma exposição na escola para que outros estudantes, professores 
e demais membros da comunidade escolar possam refletir sobre a 
importância de agir com ética no trânsito e na vida.
Mediação
O mural pode ser montado sobre papel kraft, para facilitar uma futura exposição. Após 
a construção do mural, é importante mediar um debate sobre as consequências das 
atitudes não éticas e a importância de agir com ética no trânsito e na vida.
Avaliação
A avaliação pode ser feita a partir da análise do envolvimento dos estudantes, 
da efetividade prática deles na execução dos exercícios e das habilidades 
desenvolvidas por eles com relação à ética no trânsito.
Outras conexões
As imagens, as notícias e as dicas podem ser aproveitadas para a turma produzir 
um jornal com outras seções, incluindo entrevistas, depoimentos, pesquisas de 
comportamento, também, e com outros textos nos gêneros discursivos da esfera 
jornalística.
Para ampliar o conhecimento, sugere-se a exibição do filme Mundo de Sofia (2000), 
que trata da temática “ética” de forma geral, e do vídeo A Ética das Relações 
Humanas com o Trânsito e Meio Ambiente (2016), com palestra de Leandro Karnal, que 
aborda o assunto “ética no trânsito”.
ASTRAN - TRANSPORTES RODOVIÁRIOS. Ética pode garantir maior segurança 
no trânsito. 2015. Disponível em: http://astran.org.br/etica-pode-garantir-maior-
seguranca-no-transito/. Acesso em: 19 jul. 2019.
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Compartilhe!
Conte-nos como 
foi a recepção da 
proposta por parte 
dos estudantes: 
envie-nos fotos 
e/ou vídeos da 
atividade! Você e 
os estudantes são 
os protagonistas 
do Programa 
Conexão DNIT!
Papo sério!
O trânsito é um 
espaço coletivo, 
onde pessoase 
veículos circulam 
diariamente. É 
fundamental 
respeitar as 
regras e as leis 
para que todos 
possam transitar 
em segurança.
Seja um cidadão 
consciente e ético 
que respeita o 
direito do outro e 
as leis de trânsito!
1395º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
A ÉTICA das relações humanas com o trânsito e meio ambiente. [S. l.]: Youtube, 
2016. 1 vídeo (86 min.). Publicado pelo canal Revista Plural. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=uSfoc1RBcAk. Acesso em: 19 jul. 2019.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 03 fev. 2020.
SINGER, P. A ética do dia-a-dia. [Entrevista concedida a] Gabriela Carelli. VEJA, São 
Paulo, Ano 40. n. 7 [21 fev. 2007]. Disponível em: http://www.ufjf.br/pensandobem/
files/2016/01/texto-VI.pdf. Acesso em: 15 jul. 2019.
O MUNDO de Sofia. Direção de Erik Gustavson. Produção de Anne Birte Brunvold 
Tørstad; et al. Noruega: Versátil, 2000. 1 DVD (200 min.).
1415º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Cidadãos éticos e 
antiéticos no trânsito
Ética
A ética está relacionada com os comportamentos bons, com o respeito às leis e com 
o sentimento de justiça social e de cidadania.
No que se refere a atitudes éticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos:
• Respeitar as vagas destinadas aos portadores de necessidades especiais e/ou 
aos idosos.
• Não dirigir após ingerir bebida alcoólica.
• Não manusear ou não falar ao celular enquanto dirige.
• Respeitar a sinalização semafórica ao atravessar a rua. 
• Ceder o assento aos passageiros idosos nos ônibus.
Antiética
Ser antiético é ter atitudes que transgridem ou que descumprem as regras 
estabelecidas socialmente e legalmente, mostrando maus comportamentos nas 
relações sociais. 
No que se refere a atitudes antiéticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos:
• Atender ao telefone enquanto se está dirigindo.
• Exceder a velocidade permitida.
• Estacionar o veículo em lugares inapropriados.
• Não usar cinto de segurança.
• Atravessar a rua fora da faixa de pedestre.
• Cruzar a via com o semáforo vermelho.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
“A ética é um 
exercício diário 
e precisa ser 
praticada no 
cotidiano. Só assim 
ela pode se afirmar 
em sua plenitude 
numa sociedade. 
Se uma pessoa não 
respeita o próximo, 
não cumpre as leis 
da convivência, 
não paga seus 
impostos ou 
não obedece às 
leis de trânsito, 
ela não é ética” 
(Peter Singer).
Estudante
142 CIDADÃOS ÉTICOS E ANTIÉTICOS NO TRÃNSITO
1) Com base nos textos sobre ética e antiética apresentados, construa, com 
seu grupo, um mural sobre atitudes éticas e antiéticas no trânsito. Para 
essa construção, recortem fotos e notícias de revistas e de jornais para 
compor três seções: uma de imagens, uma de notícias e uma de dicas, 
conforme, a explicação abaixo.
Seção de imagens – escolham e recortem imagens de revistas ou de jornais e 
façam uma sobreposição (colagem) de imagens de atitudes éticas e de atitudes 
antiéticas no trânsito e colem no mural.
Seção de notícias – recortem duas notícias que reflitam um comportamento 
ético e um antiético no trânsito e colem no mural.
Seção de dicas – escrevam dicas sobre atitudes éticas no trânsito e colem no mural.
2) A partir de suas produções, organizem, com a turma, um único mural e 
façam uma exposição na escola para que outros estudantes, professores 
e demais membros da comunidade escolar possam refletir sobre a 
importância de agir com ética no trânsito e na vida.
O trânsito é um 
espaço coletivo, 
onde pessoas e 
veículos circulam 
diariamente. É 
fundamental 
respeitar as 
regras e as leis 
para que todos 
possam transitar 
em segurança.
Seja um cidadão 
consciente e ético 
que respeita o 
direito do outro e 
as leis de trânsito!
1435º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Festas populares e as vias públicas
Festejos podem impactar o trânsito. Previna-se adotando atitudes seguras! 
Articulação didática
Nesta atividade, o papel das escolas na educação patrimonial é reconhecido 
a partir da celebração de festas populares, como a festa junina e o carnaval, 
enfatizando-se recomendações de atitudes seguras nesses dias de festa, uma 
vez que elas podem afetar a rotina do trânsito nos locais de festejo e em suas 
proximidades. A conscientização sobre atitudes seguras a serem adotadas 
por condutores, por passageiros e por pedestres, nesses contextos, precisam 
ser enfatizadas para que os estudantes e toda a comunidade escolar possam 
participar dessas celebrações em segurança. 
Objeto de conhecimento
Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito. 
Conteúdo de trânsito
Consequências do desrespeito às leis de trânsito.
Competência
Perceber a relação das infrações no trânsito com os acidentes.
Habilidade
Apontar atitudes seguras no trânsito e sua relação com a prevenção de acidentes.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, cartolina e 
materiais para colorir. 
Circular com responsabilidade é uma atitude necessária e de extrema importância 
para que sejam evitados acidentes no trânsito. O texto Atitudes adequadas evitam 
acidentes discute como é importante estar atento ao trânsito, nos dias de festas, 
especialmente porque, frequentemente, há descuido com as regras de trânsito, o 
que aumentam os riscos de acidentes.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
144 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS
Atitudes adequadas evitam acidentes
Entre as várias condições adversas que podem afetar o trânsito estão as festas 
populares, que mobilizam um número significativo de pessoas nas ruas e que 
alteram, também, as dinâmicas dos automóveis, das motocicletas, das bicicletas 
e dos pedestres. Nessas situações, as pessoas envolvidas em experiências de 
sociabilidade buscam diversão e, muitas vezes, podem se esquecer de que, mesmo 
durante a diversão, é necessário o compromisso com a segurança. 
Em momentos de festa, é comum que condutores e pedestres estejam mais desatentos 
e, assim, que fiquem mais propensos a cometer infrações, aumentando-se os riscos no 
trânsito para os diferentes usuários. Por isso, é imprescindível o desenvolvimento de 
habilidades que possibilitem a antecipação de ações para a minimização dos riscos. 
Segundo dados apresentados em uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina 
(CFM) (PORTAL MÉDICO, 2019), no Brasil, a cada uma hora, em média, 
[...] pelo menos cinco pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito. 
Os desastres nas ruas e estradas do País também já deixaram mais de 
1,6 milhão de feridos nos últimos dez anos, ao custo direto de quase 
R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). 
Ainda segundo o CFM, “[...] a cada hora, em média, cerca de 20 pessoas dão 
entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento grave decorrente 
de acidente de transporte terrestre” (PORTAL MÉDICO, 2019). O desrespeito às 
regras e o descuido, para além de gerar infrações, afetam, de diversas formas, os 
envolvidos, com consequências materiais, físicas e emocionais. 
Devido a essa triste realidade, torna-se relevante a prática da direção defensiva (um 
conjunto de procedimentos a serem adotados por um condutor de veículos para 
evitar acidentes), apesar dos erros que podem ser cometidos por outros motoristas 
ou em função de condições adversas (todos aqueles fatores que podem prejudicar 
o real desempenho no ato de conduzir, tornando maior a possibilidade de um 
acidente de trânsito).
Nesse aspecto, é relevante, também, que cada usuário do trânsito (motoristas, 
pedestres, passageiros e ciclistas) assuma o compromisso com a vida. Esse 
compromissosignifica pensar nos atos realizados nas vias de trânsito, por mais 
banais que possam parecer, em que pequenos descuidos no trânsito podem 
resultar em grandes desastres, como, por exemplo, não: estacionar o carro sobre 
a calçada; atrapalhar o condutor quando se está na condição de passageiro de um 
veículo; atravessar a rua fazendo ziguezagues entre os veículos parados em um 
congestionamento; entrar no ônibus chamando a atenção das pessoas.
Pequenos descuidos no trânsito podem resultar em severas consequências. Por 
exemplo, quando uma pessoa que está conduzindo o seu carro estaciona sobre 
a calçada, próximo à escola, para ir à festa junina ou a outro evento qualquer que 
gera uma grande movimentação de veículos, além de cometer uma infração, ela 
estará colocando em risco a vida dos pedestres que transitam nesse espaço. Devido 
à calçada estar obstruída, com o veículo, os pedestres precisarão caminhar na faixa 
de rolamento, junto aos demais veículos em movimento. Nesse mesmo contexto, 
outro cuidado importante é não estacionar o automóvel em fila dupla. Essa atitude 
é uma infração de trânsito que, além de ocasionar congestionamentos, pode causar 
acidentes, pois o condutor do veículo que está atrás poderá não perceber o veículo 
parado e, por conseguinte, poderá colidir com ele.
Do mesmo modo, provoca-se a desatenção do motorista do veículo para o trânsito 
quando: alguém, animado com a diversão, brinca com os amigos dentro do carro; 
ou alguém entra em um ônibus falando alto. 
Cabe salientar, também, que as atitudes dos motociclistas que transitam em 
corredores, nas vias, pode aumentar os riscos de acidentes envolvendo pedestres 
e outros usuários das vias. Por isso, é importante que, mesmo que o trânsito esteja 
parado, os pedestres evitem atravessar as ruas entre os carros.
1455º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Desse modo, tanto os motoristas e os motociclistas quanto os ciclistas e os 
pedestres precisam redobrar os cuidados nos dias de festa, pois há mais pessoas 
caminhando, e as possíveis alterações no trânsito podem gerar desorientação dos 
usuários das vias. Devido aos eventos, podem ocorrer impedimentos de circulação 
de veículo e de pedestres, em algumas ruas, sendo necessário usar os desvios, 
para transitar. Pode haver, ainda, alterações nos limites de velocidade em alguns 
espaços, novas sinalizações, entre outras ações, que visam organizar o fluxo de 
veículos e de pessoas. Às vezes, essas mudanças acontecem repentinamente, sem 
sinalizações, causando ainda mais confusão e risco de acidentes. 
Com as crianças, o alerta é ainda maior, pois, em momentos de festa, com as 
calçadas comprometidas e as ruas com delimitações, elas podem ser vítimas de 
acidentes, tendo em vista que, por desconhecimento das alterações no trânsito 
ou por imprudência, pode haver condutores infringindo as regras. Por isso, é 
importante mantê-las por perto e com atenção aos movimentos dos carros, das 
motocicletas e das bicicletas. 
Atitudes irresponsáveis e de desrespeito às regras de trânsito geram consequências 
não apenas para quem as praticam, mas para outras pessoas, pois o trânsito 
é constituído por vários usuários em interação. Ter consciência das ações que 
podem comprometer a segurança no trânsito é fundamental para que ocorrências 
indesejadas sejam evitadas.
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto Uma rua para celebrar, 
em que se aborda o impacto das festas populares na dinâmica do trânsito. O 
comportamento das pessoas nos dias de carnaval ou de festa junina (entre outros 
eventos que mobilizam comunidades escolares e comunidades locais em todo o 
Brasil) pode ser problematizado. Na sequência, são propostos exercícios sobre 
atitudes seguras no trânsito, com ênfase no comportamento humano para a 
prevenção de acidentes. Para finalizar a atividade, sugere-se que sejam elaborados 
cartazes, com dicas de comportamentos seguros a serem adotados em dias de 
festas populares realizadas nos espaços de vivência dos estudantes.
Atividade com gabarito
Festas populares e as vias públicas
Você já participou de alguma festa de rua? Na história Uma rua para celebrar, você 
vai conhecer a Luiza e a avó dela, em um diálogo sobre a segurança no trânsito em 
dias de festas! 
Uma rua para celebrar
Luiza, de 10 anos, perambulava pela casa da vovó Ivone em busca de algo para fazer, 
enquanto sua avó preparava o lanche preferido da netinha: bolinho de chuva. Muito 
curiosa, Luiza reparou que, na estante da sala, havia um porta-retratos com uma foto 
em preto e branco de uma jovem mulher fantasiada, em meio a uma festa de rua.
— Vovó, quem é essa aqui? – perguntou, entrando na cozinha com o porta-retratos 
na mão.
Construindo os caminhos da atividade
146 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS
— Não está reconhecendo não, Lulu? Sou eu! – respondeu a avó.
Ainda encantada com a foto, Luiza fez várias perguntas à sua avó sobre o que 
aconteceu naquele dia da festa. Descobriu que os desfiles de carnaval, que hoje em 
dia ocorrem em um sambódromo, eram realizados em uma das principais avenidas 
da cidade quando sua avó era jovem.
— Mas a rua não é só para os carros, vovó? Como é que podia dançar e brincar no 
meio da rua? – questionou, muito duvidosa.
— Naquela época, não tinha tanto carros circulando por aí como tem hoje! Mas, mesmo 
assim, em dias de carnaval, a prefeitura organizava o fechamento das ruas e avenidas 
para deixar o povo brincar em segurança, como acontece hoje em dia! – falou vovó 
Ivone, calma como sempre.
— Ah... É como aquela vez que fecharam a rua daqui da frente para a festa junina? – Luiza 
disse, como quem podia ainda sentir o gosto de paçoca daquela festa.
— Isso mesmo! Daquela vez, foi a associação do bairro que organizou. Ninguém 
pode sair montando barracas pela rua e pelas calçadas, muito menos colocar 
música alta e dançar no meio do caminho dos pedestres e dos carros. Já pensou se 
fosse assim, que bagunça? – vovó Ivone gostava de explicar e de questionar.
— É verdade! Será que, se pedirmos, eles deixam fechar a rua lá de casa no meu 
aniversário? – Luiza, inocente, questionou, arregalando os olhos, esperando uma 
resposta positiva.
— Imagine se toda vizinhança quiser isso, menina? Os carros não iam conseguir mais 
sair da garagem! – respondeu dona Ivone, rindo e se divertindo com as ideias da neta.
As festas populares foram o assunto delas durante aquela tarde. Além das 
recordações dos seus carnavais, vovó Ivone contou para a neta sobre os cuidados 
em dias de festa. Ela explicou que crianças só podem participar de festas na rua 
com a presença de um adulto responsável e, sempre que possível, com um crachá 
de identificação (com nome da criança, o nome dos pais e um telefone de contato), 
para o caso de se perderem na multidão. Se isso acontecer, vovó explicou que é 
importante pedir ajuda, de preferência para um policial. Ela disse ainda que, para 
evitar se perder, é importante que as crianças não saiam de perto dos adultos. 
Por fim, vovó Ivone falou à menina que, nesses dias festivos, a lei de trânsito continua 
valendo. Por isso, todos devem festejar apenas nas vias que realmente foram fechadas 
para a festa. Os condutores só devem estacionar seus veículos em locais permitidos e 
devem continuar respeitando a Lei Seca, não dirigindo depois de tomar bebida alcóolica. 
Sobre os passageiros de ônibus, ela disse, também, que é importante que eles não 
distraiam o motorista, fazendo bagunça e cantorias que atrapalhem a concentração. O 
mesmo vale para os passageiros dos carros! Passageiros e condutores de carro devem 
ainda usar o cinto e, de motocicleta, o capacete, respeitando a capacidade máxima de 
passageiros de cada veículo. Nada de querer encher o carro, colocando os amigos no colo! 
Luiza, sentada e já degustando o bolinho de chuva da vovó, percebeu que o trânsito 
precisa ser respeitado, mesmo em dias de festas! Estava já imaginando como 
contar essas dicas para os amiguinhos da rua!
MediaçãoPropõe-se que a atividade seja iniciada com a leitura do texto Uma rua para celebrar, a 
qual pode ser feita de forma compartilhada. Em seguida, em uma roda de conversa, é 
interessante instigar os estudantes a relatarem memórias de situações vividas por eles 
durante festas juninas e de carnaval, entre outras, com foco no impacto dos festejos 
na rotina do trânsito, com alterações em ruas, regras para esses dias etc., que pode 
ser feito a partir da seguinte pergunta: A celebração de festas como o carnaval e as festas 
juninas muda a rotina do trânsito na comunidade em que vocês moram?.
1475º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Depois de conversar com a turma sobre o tema da história de Luiza, junte-se a um 
ou mais colegas e respondam às questões a seguir.
1) No trânsito, as pessoas ocupam diferentes papéis. Os usuários de trânsito 
podem ser pedestres, motoristas, motociclistas, ciclistas, passageiros dos 
carros, do transporte coletivo ou das motocicletas. As atitudes de cada 
um desses usuários do trânsito afetam direta ou indiretamente a vida dos 
demais. Pensando nisso, nas situações descritas a seguir, identifiquem e 
escrevam qual tipo de usuário de trânsito a situação se refere. Depois, ainda 
nas respostas, relatem as possíveis consequências das situações descritas.
a) O pessoal estava bastante animado com a festa, fomos e voltamos fazendo 
bagunça! O motorista se esforçava para prestar atenção no caminho 
enquanto mais de 20 pessoas não paravam de cantar. (Tereza, 15 anos)
Tereza é passageira de um ônibus. Falar alto e brincar no transporte coletivo tira a 
atenção do motorista, que precisa manter a concentração no trânsito. 
b) Papai não conseguiu estacionar o carro perto do portão da escola e já era 
quase hora da minha apresentação. Para eu não perder a quadrilha, ele parou 
o carro no meio da rua e eu desembarquei correndo. (Francine, 12 anos)
Francine é passageira de um automóvel. Mesmo nos dias de festa na escola, 
independentemente da distância do trecho a ser percorrido de carro, os passageiros 
só devem desembarcar do veículo quando for possível parar em local seguro. Além 
disso, estacionar em fila dupla, além de ocasionar congestionamentos, pode causar 
acidentes, já que o condutor do veículo que está atrás poderá não perceber o veículo 
parado e colidir com este.
c) Vou deixar o carro aqui mesmo na calçada, encostado no muro. É dia de festa, 
acredito que os guardas não vão me multar! (Pedro, 50 anos)
Pedro é motorista de automóvel. Mesmo que todos os estacionamentos estejam 
lotados, a calçada deve ser mantida livre para circulação de pedestres. Estacionar 
sobre a calçada é uma infração de trânsito, e essa atitude colocará a vida dos 
pedestres que transitam nesse espaço em risco, pois, com a calçada obstruída pela 
presença do veículo, os pedestres precisarão caminhar na faixa de rolamento, junto 
aos carros em movimento.
d) Estava tudo parado, ainda bem que eu estava de moto! Se não cortasse 
caminho pelo corredor, não chegava a tempo para a festa de São João! 
(Antônio, 25 anos)
João é motociclista. Quando o trânsito está parado, pode ocorrer de motocicletas 
ou ciclistas circularem entre os carros indevidamente. Por isso, é importante que os 
pedestres evitem atravessar as ruas entre os carros.
Mediações
Após os grupos responderem às questões, é importante que haja a socialização das 
respostas. Sugere-se que, para cada sentença, seja abordada, também, a relação 
com as infrações e os acidentes de trânsito, enfatizando-se as atitudes seguras por 
parte das condições que os estudantes ocupam no trânsito enquanto pedestres 
e passageiros, principalmente. As observações podem ser registradas no quadro, 
considerando que irão subsidiar reflexões para as respostas do próximo exercício.
2) Na questão anterior, foram apresentadas situações que envolvem 
diferentes personagens do trânsito. Reescreva as frases, transformando as 
infrações e as atitudes inseguras em comportamentos seguros no trânsito.
Resposta escrita e pessoal. Algumas possibilidades são:
- O pessoal estava bastante animado com a festa, mas, durante a ida e a volta, nós nos 
comportamos em respeito ao motorista de ônibus! (Tereza, 15 anos).
Fique ligado!
Para sua 
segurança, quando 
você for participar 
de festas populares 
na rua, sempre 
vá acompanhado 
de um adulto 
responsável! 
Papo sério!
Atravessar entre os 
carros parados no 
congestionamento 
é perigoso, pois 
você pode ser 
atropelado por uma 
bicicleta ou por 
uma motocicleta. 
Por isso, use 
sempre a faixa 
de pedestres ao 
atravessar a rua!
148 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS
- Saímos de casa bem cedo, pois sabíamos que, por causa da festa junina, talvez fosse um 
pouco mais demorado achar um lugar seguro para parar e estacionar o carro! (Francine, 
12 anos).
- Eu nem sei quanto tive que rodar até achar uma vaga para estacionar o carro. Mas o que 
importa? Hoje é dia de festa, e tenho tempo de sobra! (Pedro, 50 anos)
- O trânsito estava parado, mas esperei tranquilo na motocicleta, não vou arriscar minha 
vida e de outras pessoas dirigindo pelo corredor. ( João, 25 anos)
Mediação
Para além das questões colocadas no exercício, é importante instigar que os 
estudantes relacionem com o cotidiano deles e com as questões que expuseram no 
primeiro exercício (do que acontece com o trânsito em dias de festa e das atitudes 
seguras a serem adotadas). 
3) Agora, elaborem cartazes reunindo as dicas de segurança no trânsito 
para orientar os frequentadores das festas, realizadas na escola ou na 
comunidade em que vivem, com base nas dicas apresentadas pela vovó 
Ivone. Vocês também podem incluir outras sugestões de dicas. Além disso, 
que tal decorar o cartaz usando referências de festas populares, como 
confetes, bandeirinhas e muita cor?
Mediação
É importante lembrar os estudantes de que os cartazes sejam uma maneira de refletir 
a realidade da comunidade escolar e de dar ênfase aos comportamentos que precisam 
ser melhorados para a garantia de um trânsito seguro nos dias de festa. 
Avaliação
É possível avaliar a compreensão dos estudantes quanto ao respeito à lei de 
trânsito e à adoção de atitudes seguras em dias de festa, a partir da participação 
deles nos exercícios, nas exposições das respostas e na roda de conversa. Ao final 
da atividade, pode-se, ainda, verificar se os estudantes conseguiram relacionar 
as consequências das infrações e das atitudes inseguras com os acidentes de 
trânsito e se souberam indicar atitudes de segurança a serem adotadas durante as 
celebrações populares.
Outras conexões
Como desdobramento desta atividade, podem ser organizadas ações como uma 
“Operação Festa Junina” (entre outras celebrações que são realizadas na escola), 
durante os dias que as antecedem, para prevenir acidentes nesses festejos. Para 
isso, cartazes com dicas de segurança podem ser fixados em pontos específicos 
da comunidade escolar e local, orientando pedestres e condutores quanto aos 
procedimentos seguros nesses dias de diversão.
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1495º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 24 mar. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 jul. 2020.
BRASIL. Conselho Federal de Medicina – CFM. Em dez anos, acidentes de 
trânsito consomem quase R$ 3 bilhões do SUS. 2019. Disponível em: 
https://portal.cfm.org.br/noticias/em-dez-anos-acidentes-de-transito-consomem-
quase-r-3-bilhoes-do-sus/. Acesso em:10 ago. 2020.
Referências
1515º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Festas populares e as vias públicas
Você já participou de alguma festa de rua? Na história Uma rua para celebrar, você 
vai conhecer a Luiza e a avó dela, em um diálogo sobre a segurança no trânsito em 
dias de festas! 
Uma rua para celebrar
Luiza, de 10 anos, perambulava pela casa da vovó Ivone em busca de algo para fazer, 
enquanto sua avó preparava o lanche preferido da netinha: bolinho de chuva. Muito 
curiosa, Luiza reparou que, na estante da sala, havia um porta-retratos com uma foto 
em preto e branco de uma jovem mulher fantasiada, em meio a uma festa de rua.
— Vovó, quem é essa aqui? – perguntou, entrando na cozinha com o porta-retratos 
na mão.
— Não está reconhecendo não, Lulu? Sou eu! – respondeu a avó.
Ainda encantada com a foto, Luiza fez várias perguntas à sua avó sobre o que 
aconteceu naquele dia da festa. Descobriu que os desfiles de carnaval, que hoje em 
dia ocorrem em um sambódromo, eram realizados em uma das principais avenidas 
da cidade quando sua avó era jovem.
— Mas a rua não é só para os carros, vovó? Como é que podia dançar e brincar no 
meio da rua? – questionou, muito duvidosa.
— Naquela época, não tinha tanto carros circulando por aí como tem hoje! Mas, mesmo 
assim, em dias de carnaval, a prefeitura organizava o fechamento das ruas e avenidas 
para deixar o povo brincar em segurança, como acontece hoje em dia! – falou vovó 
Ivone, calma como sempre.
— Ah... É como aquela vez que fecharam a rua daqui da frente para a festa junina? – Luiza 
disse, como quem podia ainda sentir o gosto de paçoca daquela festa.
— Isso mesmo! Daquela vez, foi a associação do bairro que organizou. Ninguém 
pode sair montando barracas pela rua e pelas calçadas, muito menos colocar 
música alta e dançar no meio do caminho dos pedestres e dos carros. Já pensou se 
fosse assim, que bagunça? – vovó Ivone gostava de explicar e de questionar.
— É verdade! Será que, se pedirmos, eles deixam fechar a rua lá de casa no meu 
aniversário? – Luiza, inocente, questionou, arregalando os olhos, esperando uma 
resposta positiva.
— Imagine se toda vizinhança quiser isso, menina? Os carros não iam conseguir mais 
sair da garagem! – respondeu dona Ivone, rindo e se divertindo com as ideias da neta.
As festas populares foram o assunto delas durante aquela tarde. Além das 
recordações dos seus carnavais, vovó Ivone contou para a neta sobre os cuidados 
em dias de festa. Ela explicou que crianças só podem participar de festas na rua 
com a presença de um adulto responsável e, sempre que possível, com um crachá 
de identificação (com nome da criança, o nome dos pais e um telefone de contato), 
para o caso de se perderem na multidão. Se isso acontecer, vovó explicou que é 
importante pedir ajuda, de preferência para um policial. Ela disse ainda que, para 
evitar se perder, é importante que as crianças não saiam de perto dos adultos. 
Por fim, vovó Ivone falou à menina que, nesses dias festivos, a lei de trânsito continua 
valendo. Por isso, todos devem festejar apenas nas vias que realmente foram fechadas 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
152 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS
para a festa. Os condutores só devem estacionar seus veículos em locais permitidos e 
devem continuar respeitando a Lei Seca, não dirigindo depois de tomar bebida alcóolica. 
Sobre os passageiros de ônibus, ela disse, também, que é importante que eles não 
distraiam o motorista, fazendo bagunça e cantorias que atrapalhem a concentração. O 
mesmo vale para os passageiros dos carros! Passageiros e condutores de carro devem 
ainda usar o cinto e, de motocicleta, o capacete, respeitando a capacidade máxima de 
passageiros de cada veículo. Nada de querer encher o carro, colocando os amigos no colo! 
Luiza, sentada e já degustando o bolinho de chuva da vovó, percebeu que o trânsito 
precisa ser respeitado, mesmo em dias de festas! Estava já imaginando como 
contar essas dicas para os amiguinhos da rua!
Depois de conversar com a turma sobre o tema da história de Luiza, junte-se a um 
ou mais colegas e respondam às questões a seguir.
1) No trânsito, as pessoas ocupam diferentes papéis. Os usuários de trânsito 
podem ser pedestres, motoristas, motociclistas, ciclistas, passageiros dos 
carros, do transporte coletivo ou das motocicletas. As atitudes de cada 
um desses usuários do trânsito afetam direta ou indiretamente a vida dos 
demais. Pensando nisso, nas situações descritas a seguir, identifiquem e 
escrevam qual tipo de usuário de trânsito a situação se refere. Depois, ainda 
nas respostas, relatem as possíveis consequências das situações descritas.
a) O pessoal estava bastante animado com a festa, fomos e voltamos fazendo 
bagunça! O motorista se esforçava para prestar atenção no caminho 
enquanto mais de 20 pessoas não paravam de cantar. (Tereza, 15 anos)
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b) Papai não conseguiu estacionar o carro perto do portão da escola e já era 
quase hora da minha apresentação. Para eu não perder a quadrilha, ele parou 
o carro no meio da rua e eu desembarquei correndo. (Francine, 12 anos)
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c) Vou deixar o carro aqui mesmo na calçada, encostado no muro. É dia de festa, 
acredito que os guardas não vão me multar! (Pedro, 50 anos)
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Para sua 
segurança, quando 
você for participar 
de festas populares 
na rua, sempre 
vá acompanhado 
de um adulto 
responsável! 
1535º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
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d) Estava tudo parado, ainda bem que eu estava de moto! Se não cortasse 
caminho pelo corredor, não chegava a tempo para a festa de São João! 
(Antônio, 25 anos)
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2) Na questão anterior, foram apresentadas situações que envolvem 
diferentes personagens do trânsito. Reescreva as frases, transformando as 
infrações e as atitudes inseguras em comportamentos seguros no trânsito.
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3) Agora, elaborem cartazes reunindo as dicas de segurança no trânsito 
para orientar os frequentadores das festas, realizadas na escola ou na 
comunidade em que vivem, com base nas dicas apresentadas pela vovó 
Ivone. Vocês também podem incluir outras sugestões de dicas. Além disso, 
que tal decorar o cartaz usando referências de festas populares, como 
confetes, bandeirinhas e muita cor?
Atravessar entre os 
carros parados no 
congestionamento 
é perigoso, pois 
você pode ser 
atropelado por uma 
bicicleta ou por 
uma motocicleta. 
Por isso, use 
sempre a faixa 
de pedestres ao 
atravessar a rua!
1555º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Traffic routines
What’s your routine in traffic?
Articulação didática
Esta atividade propõe, aos estudantes, a realização de interações orais, em 
Língua Inglesa, sobre as rotinas que eles têm no trânsito, enfatizando-se a 
importância de perceberem os riscos existentes ao transitar e a necessidade 
de desenvolverem e de praticarem atitudes seguras relacionadas às 
situações que expuseram de suas rotinas. 
Objeto de conhecimento
Produção de textos orais, com a mediação do professor – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Rotinas do trânsito.
Competência
Aprender sobre a percepção de risco nas diferentes rotinas realizadas no trânsito.
Habilidade
Listar atitudes e cuidados seguros nas diferentes rotinas realizadas no trânsito.
Tempo estimado
1 hora/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
Os estudantes, no fim do primeiro ciclo do Ensino Fundamental, já estão adquirindo 
mais autonomia de locomoção. O texto O trânsito na rotina dos estudantes aborda o 
tema da percepção de risco e das atitudes seguras ao transitar, seja na condição de 
pedestre, seja na de passageiro, seja na condição de ciclista. Nele, enfatiza-se, ainda, 
a importância da língua na construção da reflexão e da compreensão do trânsito 
como prática social (composta por linguagens, por sujeitos e por significados).
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
156 TRAFFIC ROUTINES
O trânsito na rotina dos estudantes
Ao chegarem ao 5º ano do Ensino Fundamental, espera-se que os estudantes já 
tenham conquistado maior autonomia de locomoção. Muitos deles já fazem o 
trajeto entre casa e escola, sem a presença de adultos. Ainda que não haja um 
consenso nesse sentido, a Organização não Governamental (ONG) Criança Segura 
afirma que, a partir dos 10 anos de idade, já há desenvolvimento suficiente das 
capacidades cognitivas, físicas e emocionais para que crianças nessa idade sejam 
capazes de se manterem seguras no trânsito (CRIANÇA SEGURA BRASIL, 2020a). 
Ainda que o trânsito já faça parte da rotina das crianças, isso não significa, 
necessariamente, que elas estejam seguras nesse espaço. Segundo a Organização 
Mundial da Saúde (OMS), acidentes de trânsito são a maior causa evitável de mortes 
entre crianças e jovens de 5 a 29 anos (WHO, 2018). No Brasil, em 2018, 30,4% das 
mortes por acidentes com crianças de 0 a 14 anos ocorreram no trânsito. Em 2019, 
10.832 internações de crianças dessa faixa etária no Brasil foram causadas pelo 
trânsito (CRIANÇA SEGURA BRASIL, 2020b).
Para salvar vidas, a Educação para o Trânsito vai além do ensino de 
comportamentos seguros, uma vez que se parte do princípio de que a interação 
e as vivências no trânsito são formativas e importantes para o desenvolvimento 
global dos estudantes e são configuradas como atividades humanas. Segundo a 
Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2018, p. 63), as atividades humanas
[...] realizam-se nas práticas sociais, mediadas por diferentes 
linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), 
corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital. Por meio 
dessas práticas, as pessoas interagem consigo mesmas e com os 
outros, constituindo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, 
estão imbricados conhecimentos, atitudes e valores culturais, morais.
No trânsito, as crianças também passam a desempenhar diferentes papéis, 
experimentando novos sentimentos e sensações como pedestres, passageiras ou 
ciclistas, ampliando o olhar sobre o mundo a partir: das rotinas de idas à escola e de 
retornos para casa; do contato com as novas linguagens (como a das sinalizações) 
e com o conjunto de regras de circulação e de segurança; do reconhecimento de 
diversos tipos de veículos e de formas de transporte; e, ainda, do contato com os 
profissionais desses veículos. 
O mundo do trânsito e seus sentidos podem ser aproximados do cotidiano 
da escola e de seus focos de aprendizagem, possibilitando, aos estudantes, a 
construção de relações, de paralelos, de interações e de comparações. Afinal, na 
escola, os estudantes ensaiam as diferentes formas de exercício da cidadania, 
participando de uma coletividade que exige o respeito às regras de convivência 
para o bem-estar e para a segurança comum. 
Na própria rotina escolar, existem oportunidades ímpares para que os estudantes 
desenvolvam percepção e consciência de risco e para que adotem atitudes seguras. 
Uma delas é a entrada e a saída da escola, momentos em que pode ser enfatizada 
a importância da atenção e do respeito à organização. Com a grande circulação, 
não somente de pessoas, mas de veículos e de ciclistas, por exemplo, é importante 
enfatizar que, na entrada e na saída, não é admissível correr ou empurrar as 
pessoas, sendo necessário caminhar atentamente, sem usar celular ou outros 
dispositivos que possam tirar a atenção. Outra atitude importante nesses momentos 
é caminhar sempre na calçada e atravessar ruas e avenidas pela faixa de pedestres 
e pela passarela (quando estas forem presentes), para que, assim, a segurança seja 
garantida. Uma vez no ponto de ônibus, pode-se enfatizar o respeito às pessoas, 
como não empurrar e esperar que o ônibus pare para poder se aproximar dele 
e adentrá-lo. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) (BRASIL, 
2000), as causas principais de acidentes em áreas escolares são:
• A percepção visual, uma vez que as crianças não possuem a visão periférica 
totalmente desenvolvida.
1575º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
• A baixa estatura, o que dificulta a visão da via pelas crianças, sobretudo entre 
veículos estacionados, e, também, compromete a visão dos condutores em 
relação a elas.
• Percepção áudio-motora dificultada, uma vez que as crianças identificam a 
origem dos sons e avaliam o tempo e a distância com maior dificuldade. Elas 
também se desequilibram mais facilmente, uma vez que possuem seu centro de 
gravidade mais próximo da cabeça. 
• Desatenção, já que as crianças têm a brincadeira como parte de suas rotinas e 
isso, durante as travessias e as locomoções, compromete a atenção no percurso.
• Desconhecimento e falta de entendimento dos sinais detrânsito, que pode 
ser exemplificado com a inexistência de semáforo para pedestre na região, 
dificultando para as crianças a realização da travessia, já que o momento certo 
de efetuá-la deve ocorrer quando o semáforo para veículos estiver vermelho.
• Comportamento inadequado na travessia, que, como já abordado no tópico 
sobre desatenção, as crianças não percebem que as brincadeiras, no momento 
da travessia, são um fator de risco.
Partindo-se desses pressupostos, a seguir, são apontados alguns comportamentos 
que podem ser enfatizados, aos estudantes, para que tenham atitudes seguras 
enquanto pedestres, passageiros e ciclistas no trânsito.
Pedestres
Os pedestres devem transitar pelas vias destinadas à sua circulação. Dessa 
forma, precisam usar a calçada, buscando não obstruir o caminho dos demais 
pedestres. Quando não houver uma calçada disponível, ao compartilharem o 
espaço com os veículos, os pedestres devem caminhar pelo canto da via, próximos 
à margem. Outra atitude muito importante é fazerem as travessias sempre na 
faixa de pedestres, nas passarelas ou nas passagens subterrâneas. Quando não 
houver qualquer uma destas, devem atravessar em um local de maior visibilidade 
e em linha reta, mantendo distância dos cruzamentos. O respeito à sinalização 
semafórica também é uma atitude de respeito à própria vida e a dos demais 
usuários do trânsito. Tanto os semáforos para pedestres quanto os para veículos 
auxiliam os pedestres na orientação das travessias que fazem.
Ciclistas
Os ciclistas também devem observar a preferência de uso das vias públicas, 
optando pelas ciclovias e pelas ciclofaixas, sempre que possível. Em caso de não 
dispor desses espaços, devem compartilhar as vias com os veículos motorizados, 
não utilizando as calçadas, que são o espaço destinado aos pedestres. Ao 
compartilharem a via com os veículos motorizados, devem seguir no mesmo 
sentido de fluxo da pista, nunca na contramão. Ao realizarem travessias, os 
ciclistas devem usar a faixa de pedestres e, nessa ocasião, em respeito ao espaço 
destinado aos pedestres, devem atravessar desmontados da bicicleta, para não 
comprometerem a segurança de quem se desloca a pé. O uso dos equipamentos 
de segurança (como o espelho retrovisor esquerdo, a sinalização refletora e a 
campainha) e o respeito à sinalização de trânsito, em geral, também são atitudes 
que devem ser adotadas por esses usuários.
Passageiros
Pode não parecer claro, mas os passageiros também devem adotar atitudes 
seguras. Não distrair os condutores, por exemplo, é uma atitude fundamental para 
que estes possam dirigir em segurança. É importante, ainda, que os passageiros 
façam uso de dispositivos, como o cinto de segurança, o capacete e os assentos 
para crianças, sem que seja necessário que alguém os solicite. Em veículos de 
transporte coletivo, é importante que esses usuários respeitem o espaço dos 
demais passageiros, não obstruindo as passagens, não se sentando indevidamente 
em assentos reservados para idosos, para pessoas com deficiência, para gestantes 
158 TRAFFIC ROUTINES
ou pessoas com crianças de colo e para pessoas com mobilidade reduzida. Quando 
os assentos reservados estiverem ocupados, é uma atitude respeitosa que os 
demais passageiros cedam, seus lugares a pessoas com prioridades. Passageiros 
de transportes coletivos devem, ainda, respeitar as prioridades de embarque e de 
desembarque. Gestos mais simples de respeito e de gentileza (como se oferecer 
para carregar os pertences de quem viaja em pé, não escutar música sem fones de 
ouvido) também fazem a diferença.
Estratégias didáticas
Para iniciar esta atividade, propõe-se a realização de uma leitura compartilhada 
de um texto, seguida da realização de uma roda de conversa, com os estudantes, 
para que dialoguem sobre as experiências diárias de cada um deles ao transitar, 
enfatizando-se a percepção dos riscos e a adoção de atitudes seguras. Em seguida, 
os estudantes são convidados a completar, com verbos, algumas sentenças que 
retratam comportamentos seguros ao transitar e, depois, a relacionar essas 
sentenças a imagens que as expressam graficamente. Ao final, a proposta é que 
os estudantes, em duplas, elaborem uma sentença, em inglês, que retrate uma 
situação rotineira ao transitar, com ênfase nos cuidados e nas atitudes seguras, 
e que, posteriormente, façam a apresentação dela para a turma, utilizando-se da 
técnica de mímica.
Atividade com gabarito
Traffic routines
This is my best friend Maria. She walks to school every day with her brother. She 
loves her bike and she rides it every afternoon with her mother. Maria loves playing 
after school in the playground. On Mondays and Wednesdays she walks to the club 
to swim.
Look at the picture.
Trânsito em 
números
Todos os anos, 
cerca de 3,6 mil 
crianças de 1 a 
14 anos morrem, 
e outras 111 mil 
são hospitalizadas 
devido a acidentes 
de trânsito no 
Brasil (CRIANÇA 
SEGURA, 2020b).
Construindo os caminhos da atividade
1595º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Tell us a little about your routine and about what you do to minimize traffic risks. 
Let ś discuss!
Mediação
Propõe-se que a atividade seja iniciada com a leitura do texto Traffic routine e que, em 
seguida, em uma roda de conversa, os estudantes sejam estimulados a responder 
à questão formulada. Sugere-se que, à medida que os estudantes apresentem seus 
relatos, o quadro possa servir de suporte para anotações das diferentes rotinas, 
dos riscos envolvidos e das atitudes seguras a serem adotadas, de forma que as 
informações possam ser utilizadas na continuidade da atividade. 
1) Read the sentences below. Complete each sentence with a verb and match the 
columns according to the element or attitude that improves traffic safety.
ride wait walk cross look respect use
1. I walk to school every day in the sidewalk. (7)
2. Andrea rides a bike every afternoon and uses safety accessories. (4)
3. I always look both ways before crossing the street. (1)
4. I always cross the street at a crosswalk. (6)
160 TRAFFIC ROUTINES
5. João always waits for the cars to stop before crossing the street. (2)
6. Elisa always respects the traffic lights. (3)
7. My parents and I use the seat belt every day. (5) 
2) In pairs, choose a situation from the first exercise and create a sentence about 
your routine. The challenge is to act out the sentence while the class tries to 
guess what your routine in traffic is. If no one guesses your routine, you have to 
tell the class your sentence in English and explain how your routine can be safer.
Mediação
Neste exercício, os estudantes podem usar outras palavras (incluindo verbos, lugares 
e elementos que auxiliem na segurança ao transitar) que não foram elencadas 
anteriormente. É importante reforçar, nesse momento, depois de cada participação dos 
estudantes, as atitudes e as escolhas corretas, enfatizando-se a segurança nas diferentes 
posições que ocupam enquanto usuários do trânsito (pedestres, ciclistas e passageiros). 
Lembre-se de que o texto do Conectando saberes do trânsito pode subsidiar este momento!
Avaliação
O processo avaliativo pode considerar: as interações dos estudantes com a turma; 
a compreensão que tiveram das atitudes seguras no trânsito, nas diferentes 
condições enquanto usuários desse sistema (pedestres, ciclistas e passageiros); 
e a capacidade que tiveram de relacionar essas atitudes às rotinas que eles têm. 
Além disso, as frases produzidas e a apresentação delas podem ser consideradas 
no processo avaliativo, pois refletem, de forma significativa, a percepção dos 
estudantes sobre a segurança no trânsito e a exposição oral como forma de 
explicação das atitudes que colaboram para manter o trânsito seguro. 
Fique ligado!
O trânsito é a 
principal causa 
de morte evitável 
de crianças e 
de jovens no 
mundo, segundo 
a Organização 
Mundial de Saúde 
(OMS), com dados 
de 2019. Ter 
atitudes seguras 
no trânsito pode 
salvar sua vida! 
Aprimorando práticas e ampliandoconexões
1615º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Outras conexões
Para dar continuidade à atividade, as frases criadas pelos estudantes, com suas 
rotinas e com atitudes seguras no trânsito, podem ser compartilhadas com a 
comunidade escolar, passando a fazer parte de outro gênero textual, como, por 
exemplo, Histórias em Quadrinhos (HQs), ou por meio da composição de um 
varal de rotinas.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 15 jun. 2020.
BRASIL. Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN. Manual brasileiro de 
sinalização de trânsito do Denatran: sinalização de áreas escolares. Brasília, 
DF: DENATRAN, 2000. Disponível em: http://vias-seguras.com/documentos/
documentos_temas_o_a_z/doc_sinalizacao_e_seguranca_do_transito/manual_de_
sinalizacao_de_transito_nas_areas_escolares. Acesso em: 29 out. 2020.
CRIANÇA SEGURA BRASIL. Como ensinar crianças a se locomoverem de forma 
autônoma e segura. 2020a. Disponível em: https://materiais.criancasegura.org.br/
como-ensinar-criancas-a-se-locomoverem-de-forma-autonoma-e-segura. Acesso 
em: 18 dez. 2020. 
 
CRIANÇA SEGURA BRASIL. Entenda os acidentes. 2020b. Disponível em: https://
criancasegura.org.br/entenda-os-acidentes/. Acesso em: 18 dez. 2020.
WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Global status report on road safety. 
2018. Disponível em: https://www.who.int/publications-detail/global-status-report-
on-road-safety-2018. Acesso em: 10 jun. 2020.
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Referências
1635º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Traffic routines
This is my best friend Maria. She walks to school every day with her brother. She loves 
her bike and she rides it every afternoon with her mother. Maria loves playing after 
school in the playground. On Mondays and Wednesdays she walks to the club to swim.
Look at the picture.
Tell us a little about your routine and about what you do to minimize traffic risks. 
Let ś discuss! 
1) Read the sentences below. Complete each sentence with a verb and match the 
columns according to the element or attitude that improves traffic safety.
ride wait walk cross look respect use
1. I to school every day in the sidewalk. ( )
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
164 TRAFFIC ROUTINES
2. Andrea a bike every afternoon and uses 
safety accessories. ( )
3. I always both ways before crossing the 
street. ( )
4. I always the street at a crosswalk. ( )
5. João always for the cars to stop before 
crossing the street. ( )
6. Elisa always the traffic lights. ( )
1655º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
7. My parents and I the seat belt every day. ( ) 
2) In pairs, choose a situation from the first exercise and create a sentence about 
your routine. The challenge is to act out the sentence while the class tries to 
guess what your routine in traffic is. If no one guesses your routine, you have to 
tell the class your sentence in English and explain how your routine can be safer.
O trânsito é a 
principal causa 
de morte evitável 
de crianças e 
de jovens no 
mundo, segundo 
a Organização 
Mundial de Saúde 
(OMS), com dados 
de 2019. Ter 
atitudes seguras 
no trânsito pode 
salvar sua vida! 
1675º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Adalberto no trânsito: uma 
comemoração perigosa!
Motoristas alcoolizados colocam em risco todos os usuários do trânsito
Articulação didática 
Esta atividade, através da leitura e da interpretação de um texto que 
aborda a problemática do álcool no trânsito, intenta possibilitar que os 
estudantes reflitam sobre os riscos e as consequências dessa prática entre, 
possivelmente, os familiares e outras pessoas próximas e, também, sobre a 
possibilidade de serem agentes para a mudança dessa realidade. 
Objeto de conhecimento
Compreensão – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Bebida e direção.
Competência 
Aprender acerca dos efeitos do álcool no organismo e a influência deles na 
ação de dirigir um veículo automotor.
Habilidade 
Identificar os perigos da ingestão de bebida alcoólica associada ao ato de dirigir.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis e 
materiais para colorir. 
Infração significa transgredir e violar leis e regras estabelecidas. No trânsito, 
cometer infrações pode gerar consequências graves à vida dos usuários. O texto 
Infrações de trânsito e suas consequências discorre sobre os efeitos da bebida no 
organismo, sobre o excesso de velocidade e sobre a importância do uso do cinto de 
segurança por todos os passageiros. 
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
168 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA!
Infrações de trânsito e suas consequências
Uma infração de trânsito é definida, pelo Artigo 161, do Código de Trânsito Brasileiro 
(CTB) (BRASIL, 1997), como a inobservância a qualquer preceito da legislação ou da 
regulamentação de trânsito. Quanto mais infrações de trânsito forem cometidas, 
principalmente as de maior gravidade, maior será a chance de ocorrerem, nas vias, 
acidentes fatais ou que deixam sequelas irreversíveis. 
Ao cometerem infrações, os condutores e os demais usuários do sistema trânsito 
contribuem com as estatísticas de um trânsito estressante e violento. Para mudar 
essa realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, de maneira geral, 
que os países adotem legislações: que estabeleçam limites de velocidade seguros; 
que prevejam a proibição do uso de álcool pelos motoristas; e que adotem, ainda, leis 
sobre o uso de dispositivos de segurança, como, por exemplo, cinto de segurança, 
capacetes para motociclistas e cadeirinha para crianças (OPAS/OMS, 2018).
A prática de atitudes seguras ao transitar é essencial para reduzir o número de acidentes, 
especialmente os de maior severidade. Por isso, é importante que os usuários das vias 
sejam estimulados a adotarem essas atitudes, orientando-os sobre as consequências do 
cometimento de infrações e estimulando-os a percepção de risco e a conscientização. 
Atitudes como beber e dirigir, dirigir em velocidade não compatível com a 
estabelecida para a via e deixar de utilizar os equipamentos de segurança dos 
veículos estão relacionadas às principais causas de acidentes, sendo necessário 
mudar essa realidade a partir de ações de fiscalização e de educação. 
Bebida e direção
No trânsito brasileiro, são frequentes os casos de acidentes relacionados à 
embriaguez ao volante. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (BRASIL, 
c2020), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras 
causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a 
quarta maior causa de acidentes.
O álcool é uma droga lícita que provoca diversos efeitos colaterais no organismo. 
Alguns deles estão descritos a seguir associados à condução de veículos. 
• Alteração do controle corporal: o motorista perde o equilíbrio e fica com 
dificuldades de movimento.
• Redução da capacidade de reagir adequadamente a estímulos (reflexos): o 
motorista fica apático e lento. Diante de uma situação de risco, tem dificuldades 
em agir para evitar um acidente.
• Diminuição da visão periférica: sob o efeito de álcool, o motorista apresentará 
redução da capacidadede perceber aquilo que está em volta do seu foco principal. 
Isso pode fazer com que, por exemplo, ao olhar para a via, não enxergue um 
pedestre prestes a atravessá-la. Essa alteração visual compromete, também, a 
noção de distância e prejudica a capacidade de diferenciar detalhes, contornos e 
formas, dificultando, por exemplo, a visualização das placas de trânsito.
• Excesso de confiança: a bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, 
desinibidas e eufóricas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o 
motorista a cometer infrações, como, por exemplo, desrespeitar o limite de 
velocidade e as demais sinalizações e realizar manobras perigosas.
• Perda da atenção: o álcool diminui a atenção, prejudica a percepção e a 
memória, causa desorientação e confusão mental. Esses efeitos, no motorista, 
comprometem a direção segura.
Por isso, o CTB prevê diversas penalidades aos motoristas que dirigem sob influência 
de álcool, desde multa, suspenção do direito de dirigir, até a prisão do condutor. 
A grande consequência da mistura de álcool e direção, no entanto, não está na 
penalidade, mas sim na perda de vidas, desestruturando famílias, e na quantidade de 
feridos que sobrecarregam os hospitais e que oneram o Sistema Único de Saúde (SUS).
1695º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Influência da velocidade na direção veicular
O excesso de velocidade é considerado uma das principais causas de acidentes 
graves de trânsito. A velocidade compromete o tempo de reação do motorista, 
tendo em vista que o cérebro demora, pelo menos, 1 segundo para reagir diante 
de um novo estímulo. Assim, a 80km/h, em pista seca, o carro percorre 22 metros 
nesse tempo, antes de o condutor pisar no freio.
Ademais, se estiver em alta velocidade, o veículo precisa de mais tempo e espaço 
para realizar a frenagem. A 80 km/h, por exemplo, depois de acionado o freio, são 
mais 30 metros até o carro parar.
Além disso, dirigir em velocidades altas pode deixar o motorista com a visão 
periférica reduzida. Em velocidades mais baixas, os condutores têm um campo 
de visão maior, sendo capazes de perceber melhor a presença de pedestres e de 
outros usuários das vias.
Assim, circular dentro da velocidade permitida na via ajuda a evitar acidentes, 
justamente pelo controle das reações do motorista diante de obstáculos ou de 
riscos. Cabe salientar, também, que, em velocidades mais baixas, mesmo que 
ocorra um acidente, as consequências serão menos graves, especialmente se 
envolver um pedestre, um ciclista ou um motociclista.
Importância do uso do cinto de segurança pelos ocupantes dos veículos
O cinto de segurança é um dispositivo de retenção que, nos casos de colisão ou 
de freada brusca, contribui para reduzir um possível choque entre os ocupantes 
e entre o corpo destes com a estrutura interna do automóvel (volante, painel de 
instrumentos e para-brisa). Tendo em vista que a força do impacto em uma colisão 
frontal a 50 km/h corresponde a, aproximadamente, 35 vezes o peso de uma 
pessoa, se ela estiver sem o cinto de segurança dificilmente conseguirá se segurar.
Além disso, cabe destacar a importância do uso do cinto de segurança no banco 
de trás do automóvel, pois, caso o carro se choque de frente, a uma velocidade 
de 50 km/h, os ocupantes do veículo continuarão seguindo na mesma velocidade, 
deslocando-se para frente e para cima, e, se algum ocupante do banco traseiro 
estiver sem o cinto de segurança, antes de alcançar o para-brisa, poderá atingir 
quem estiver na frente, causando grande risco de morte a essas pessoas. 
Outro cuidado importante é manter os encostos de cabeça do automóvel na altura 
da cabeça dos ocupantes de cada assento, pois, havendo um impacto, a cabeça dos 
ocupantes do carro movimenta-se para frente e para trás, e esse movimento, sem o 
encosto de cabeça, pode causar uma grave fratura no pescoço.
Convém enfatizar, também, que deixar de usar o cinto de segurança, tanto o 
condutor quanto o passageiro, além de ser uma falta de proteção aos ocupantes do 
automóvel, é uma infração grave, estando o motorista do veículo sujeito a sofrer 
penalidades, conforme o Artigo 167, do CTB (BRASIL, 1997).
Os dispositivos de retenção, usados pelos ocupantes dos automóveis, são 
potenciais aliados para que, caso ocorra um acidente, a vida dos ocupantes seja, 
possivelmente, mantida, diminuindo as lesões provenientes do impacto. 
Estratégias didáticas
Esta atividade pode ser iniciada com a leitura da história A festa de Marcelinho, de 
maneira conjunta com a turma, e, posteriormente, os estudantes, em duplas, são 
convidados a responder a questões de interpretação relacionadas às atitudes 
Construindo os caminhos da atividade
170 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA!
do personagem Adalberto ao dirigir após a ingestão de bebida alcoólica. Em 
seguida, como forma de sensibilizá-los sobre os problemas causados pela relação 
entre direção e álcool, propõe-se uma roda de conversa para que os estudantes 
façam depoimentos de situações vivenciadas e proponham dicas para evitar 
essas situações. Como fechamento, solicita-se, aos estudantes, a elaboração de 
uma História em Quadrinhos (HQ), com o intuito de fazer com que o personagem 
Adalberto conclua o percurso em segurança, sem infringir as leis de trânsito.
Atividade com gabarito 
Adalberto no trânsito: uma 
comemoração perigosa!
Quando você está feliz com alguma conquista, seja somente sua ou das pessoas 
que você gosta, nada mais gostoso do que comemorar, não é mesmo? Entre os 
adultos, a ingestão de bebida alcoólica é uma das formas de celebrar os momentos, 
as vitórias e as realizações da vida. Comemorar é bom, mas é preciso ter cuidado 
com as consequências que o álcool provoca no organismo. 
Conheça a história do Adalberto e reflita mais...
A festa de Marcelinho
Adalberto é pai de Marcelinho, que, no ano passado, estava prestes a completar 
10 anos de idade e que queria muito uma festa de aniversário para comemorar 
com seus amigos. Adalberto adora festas e, imediatamente, pensou em chamar 
todo mundo para a comemoração no sítio da família, que fica a cerca de 1 hora de 
distância de onde eles moram, se o trajeto for feito de carro. 
No dia da festa, tudo estava lindo: decoração de super-herói, salgadinhos, bolo, 
sucos, refrigerantes e muitos presentes para Marcelinho. Adalberto, que estava 
muito feliz pelo aniversário do filho, juntou-se aos amigos adultos e começou a 
beber algumas cervejas. 
Dona Lídia, avó de Marcelinho, que mora numa cidade próxima, precisou se deslocar 
de ônibus para participar da festa do neto. Ao chegar à rodoviária, a festa já tinha 
começado. Adalberto, como combinado, saiu do sítio e foi buscá-la, mas, como já 
tinha bebido algumas cervejas, estava levemente tonto e, várias vezes, passou com o 
carro em cima dos tachões refletivos que dividem a pista do acostamento. A estrada 
tinha muitas curvas, e, por essa razão, a velocidade máxima permitida era de 60 
km/h, mas, no velocímetro do carro, Adalberto estava a 80km/h. Além de todos esses 
fatores, Adalberto estava com pressa para voltar à festa e acabou furando um sinal 
vermelho mais à frente. Foi nesse momento que Adalberto se assustou! Ao ver uma 
motocicleta que estava na outra pista, teve que desviar o carro fora da via, para não 
acertar a motocicleta. Porém, acabou batendo o carro em uma árvore!
A sorte de Adalberto é que ele estava de cinto de segurança e que, por isso, acabou 
sofrendo apenas alguns arranhões. O policial chegou ao local e aplicou as devidas 
penalidades para quem assume o volante após ingerir bebida alcoólica. Adalberto 
perdeu o direito de dirigir, foi multado e acabou na prisão naquele dia. Foi de lá que ele 
ligou para o sítio onde estava acontecendo a festa e, ao telefone, recebeu uma lição do 
próprio filho. Marcelinho disse ao pai que não é certo beber e dirigir, que, se o pai fizesse 
isso novamente, Marcelinho não entraria no carro como passageiro e que, além disso, 
ele estavamuito triste, pois as consequências poderiam ter sido muito mais graves. A 
festa de Marcelinho tinha acabado por conta da atitude do pai! A irresponsabilidade de 
Adalberto estragou o momento feliz e de comemoração naquele dia, mas ele prometeu 
a si mesmo que jamais faria algo parecido novamente, pois percebeu que, além das 
consequências físicas, suas atitudes também deixaram consequências emocionais.
1715º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Mediação
Sugere-se que a leitura do texto A festa de Marcelinho seja feita de forma 
compartilhada. Na sequência, propõe-se organizar a turma em duplas, para que os 
estudantes possam responder aos exercícios relacionados ao comportamento do pai 
do Marcelinho no trânsito. 
1) Após ler a história, junte-se com um colega e responda aos exercícios a 
seguir, refletindo sobre as atitudes de Adalberto no trânsito. 
a) Quais atitudes de Adalberto no trânsito foram seguras e quais foram inseguras?
Resposta escrita. A única atitude segura de Adalberto foi o uso do cinto. As atitudes inseguras 
foram: beber antes de dirigir, exceder o limite de velocidade e furar o sinal vermelho. 
b) Se Adalberto não estivesse utilizando o cinto de segurança, a história 
poderia ter um final diferente? Se sim, explique o que poderia acontecer. 
Resposta escrita. Espera-se que os estudantes abordem, em suas respostas, que, 
se Adalberto não tivesse colocado o cinto de segurança, provavelmente, teria se 
machucado gravemente, podendo, inclusive, ter sido arremessado para fora do veículo.
c) Quais as atitudes que Adalberto poderia adotar para mudar 
positivamente a história? 
Resposta escrita. Espera-se que os estudantes abordem, em suas respostas, que: 
o Adalberto poderia ter chamado um veículo por aplicativo para buscar a avó de 
Marcelinho; o Adalberto poderia ter ficado sem ingerir bebida alcoólica até o momento 
de buscar a familiar na rodoviária; ou, ainda, o Adalberto poderia ter solicitado a uma 
pessoa que não havia bebido que fosse buscar a avó na rodoviária. 
Mediação
Propõe-se retomar a roda de conversa com a turma para que os estudantes possam 
expor as respostas às perguntas formuladas. A história relata várias atitudes inseguras 
e enfatiza a questão do uso do cinto de segurança como única atitude segura, mas 
caso surjam, na fala dos estudantes, outras possibilidades, é importante considerá-las 
e registrá-las, pois pode haver uma interpretação para além do que está explícito no 
texto. Sugere-se que sejam escritas no quadro, em duas colunas, respectivamente, 
as atitudes seguras e as atitudes inseguras adotadas por Adalberto, e, numa terceira 
coluna, as atitudes que deveriam ser adotadas por esse personagem para mudar 
positivamente a história.
2) Já aconteceram acidentes, com pessoas que você conhece, devido à 
ingestão de bebida alcoólica por parte de quem estava dirigindo? Que dica 
você daria para elas?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes mencionem as questões do 
cotidiano deles, mesmo que não tenham presenciado um acidente, mas que discutam as 
atitudes dos familiares ou de conhecidos que ingerem bebida alcoólica e que, em seguida, 
dirigem. Em relação à dica, espera-se que, a partir da reflexão no texto, os estudantes 
possam comunicar, com mais clareza, o perigo de associar bebida alcoólica com a direção, 
conscientizando, também, familiares e pessoas próximas.
Vocabulário
Tachão refletivo: 
peça retangular, 
na cor amarela, 
utilizada para 
desenhar o 
contorno de faixas 
e/ou de pistas.
172 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA!
Mediação
Sugere-se abordar, na medida do possível, alguns exemplos reais para que, a partir 
deles, os estudantes sejam estimulados a dar seus depoimentos, não só de situações 
em que ocorreram acidentes, mas também de situações em que não ocorreram 
acidentes, para que os exemplos sejam representativos da quantidade de pessoas que 
ingerem bebidas alcoólicas e depois dirigem. A partir dessa realidade, é importante 
conversar sobre os riscos que essas pessoas estão assumindo e as possíveis 
consequências desses atos.
3) Na situação apresentada na história, Adalberto está na festa de aniversário 
de seu filho Marcelinho, ingere bebida alcoólica e sai de carro para buscar 
Dona Lídia, a avó de Marcelinho, na rodoviária. Nesse percurso, ele 
ultrapassa o limite de velocidade, ultrapassa um sinal vermelho e acaba 
batendo o carro em uma árvore. A partir desse contexto, considerando as 
atitudes seguras que devem ser adotadas por todos os motoristas, produza 
uma História em Quadrinhos (HQ) mudando essa realidade, fazendo com que 
Adalberto conclua o percurso em segurança e sem infringir as leis de trânsito.
Mediação
Sugere-se retomar, a partir das observações registradas no quadro, a conversa sobre 
as atitudes inseguras de Adalberto para traçar contrapontos com atitudes seguras 
que poderiam ser adotadas por ele, para que, a partir disso, os estudantes consigam 
perceber soluções para que o personagem possa fazer o percurso de ida até a rodoviária 
e de volta ao sítio em segurança. A HQ pode ter um número variado de quadrinhos, mas 
sugere-se que seja desenvolvida com, no mínimo, 3 e, no máximo, 6 quadrinhos.
Avaliação
É importante que a avaliação seja processual e considere: a compreensão dos 
estudantes quanto aos riscos e às consequências relacionados às atitudes 
inadequadas do personagem Adalberto ao dirigir depois de ingerir bebida alcoólica; 
e se compreenderam quais os comportamentos e as atitudes seguras que precisam 
ser adotados a partir da elaboração das HQs. 
Outras conexões
Outra possibilidade para aprofundar a temática abordada nesta atividade é a 
produção de pequenos textos, como manchetes jornalísticas, por parte dos 
estudantes, que abordem os riscos envolvidos na relação entre álcool e direção e as 
atitudes seguras que todos os usuários do trânsito devem adotar para reduzir esse 
grave problema, que coloca em risco a vida de todos os usuários do trânsito. Esses 
textos podem ser expostos nas áreas comuns da escola, em um varal literário, 
apresentados em outras turmas ou, até mesmo, podem servir de roteiro para a 
produção de encenações teatrais.
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Aprimorando práticas e ampliando conexões
1735º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 24 mar. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 jul. 2020.
BRASIL. Polícia Rodoviária Federal - PRF. Dados Abertos - Acidentes: agrupados 
por ocorrência (2019). c2020. Disponível em: https://portal.prf.gov.br/dados-
abertos-acidentes. Acesso em: 27 jul. 2020.
Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS/OMS. Trânsito: um olhar da saúde 
para o tema. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em: http://iris.paho.org/xmlui/
handle/123456789/49709. Acesso em: 25 jul. 2020.
Referências
1755º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Adalberto no trânsito: uma 
comemoração perigosa!
Quando você está feliz com alguma conquista, seja somente sua ou das pessoas 
que você gosta, nada mais gostoso do que comemorar, não é mesmo? Entre os 
adultos, a ingestão de bebida alcoólica é uma das formas de celebrar os momentos, 
as vitórias e as realizações da vida. Comemorar é bom, mas é preciso ter cuidado 
com as consequências que o álcool provoca no organismo. 
Conheça a história do Adalberto e reflita mais...
A festa de Marcelinho
Adalberto é pai de Marcelinho, que, no ano passado, estava prestes a completar 
10 anos de idade e que queria muito uma festa de aniversário para comemorar 
com seus amigos. Adalbertoadora festas e, imediatamente, pensou em chamar 
todo mundo para a comemoração no sítio da família, que fica a cerca de 1 hora de 
distância de onde eles moram, se o trajeto for feito de carro. 
No dia da festa, tudo estava lindo: decoração de super-herói, salgadinhos, bolo, 
sucos, refrigerantes e muitos presentes para Marcelinho. Adalberto, que estava 
muito feliz pelo aniversário do filho, juntou-se aos amigos adultos e começou a 
beber algumas cervejas. 
Dona Lídia, avó de Marcelinho, que mora numa cidade próxima, precisou se 
deslocar de ônibus para participar da festa do neto. Ao chegar à rodoviária, a 
festa já tinha começado. Adalberto, como combinado, saiu do sítio e foi buscá-la, 
mas, como já tinha bebido algumas cervejas, estava levemente tonto e, várias 
vezes, passou com o carro em cima dos tachões refletivos que dividem a pista 
do acostamento. A estrada tinha muitas curvas, e, por essa razão, a velocidade 
máxima permitida era de 60 km/h, mas, no velocímetro do carro, Adalberto estava 
a 80km/h. Além de todos esses fatores, Adalberto estava com pressa para voltar à 
festa e acabou furando um sinal vermelho mais à frente. Foi nesse momento que 
Adalberto se assustou! Ao ver uma motocicleta que estava na outra pista, teve que 
desviar o carro fora da via, para não acertar a motocicleta. Porém, acabou batendo 
o carro em uma árvore!
A sorte de Adalberto é que ele estava de cinto de segurança e que, por isso, 
acabou sofrendo apenas alguns arranhões. O policial chegou ao local e aplicou as 
devidas penalidades para quem assume o volante após ingerir bebida alcoólica. 
Adalberto perdeu o direito de dirigir, foi multado e acabou na prisão naquele dia. 
Foi de lá que ele ligou para o sítio onde estava acontecendo a festa e, ao telefone, 
recebeu uma lição do próprio filho. Marcelinho disse ao pai que não é certo beber 
e dirigir, que, se o pai fizesse isso novamente, Marcelinho não entraria no carro 
como passageiro e que, além disso, ele estava muito triste, pois as consequências 
poderiam ter sido muito mais graves. A festa de Marcelinho tinha acabado por 
conta da atitude do pai! A irresponsabilidade de Adalberto estragou o momento 
feliz e de comemoração naquele dia, mas ele prometeu a si mesmo que jamais faria 
algo parecido novamente, pois percebeu que, além das consequências físicas, suas 
atitudes também deixaram consequências emocionais.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Tachão refletivo: 
peça retangular, 
na cor amarela, 
utilizada para 
desenhar o 
contorno de faixas 
e/ou de pistas.
Estudante
176 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA!
1) Após ler a história, junte-se com um colega e responda aos exercícios a 
seguir, refletindo sobre as atitudes de Adalberto no trânsito. 
a) Quais atitudes de Adalberto no trânsito foram seguras e quais foram inseguras?
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b) Se Adalberto não estivesse utilizando o cinto de segurança, a história 
poderia ter um final diferente? Se sim, explique o que poderia acontecer. 
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c) Quais as atitudes que Adalberto poderia adotar para mudar 
positivamente a história? 
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2) Já aconteceram acidentes, com pessoas que você conhece, devido à 
ingestão de bebida alcoólica por parte de quem estava dirigindo? Que dica 
você daria para elas?
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3) Na situação apresentada na história, Adalberto está na festa de aniversário 
de seu filho Marcelinho, ingere bebida alcoólica e sai de carro para buscar 
Dona Lídia, a avó de Marcelinho, na rodoviária. Nesse percurso, ele 
ultrapassa o limite de velocidade, ultrapassa um sinal vermelho e acaba 
batendo o carro em uma árvore. A partir desse contexto, considerando as 
atitudes seguras que devem ser adotadas por todos os motoristas, produza 
uma História em Quadrinhos (HQ) mudando essa realidade, fazendo com que 
Adalberto conclua o percurso em segurança e sem infringir as leis de trânsito.
1775° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Brutamontes no trânsito: 
causando o maior fuzuê!
Você já viu acontecer um “fuzuê” no trânsito? 
Articulação didática
Para conversar sobre as infrações no trânsito, será trabalhado, por meio de uma 
História em Quadrinhos (HQ), o conceito de ”Identidade no espaço do trânsito”, 
articulado à disciplina de Língua Portuguesa. A atividade apresenta uma HQ 
sobre o personagem Brutamontes, que age de maneira irresponsável no trânsito. 
A partir dessa história e de um resumo das infrações baseado no Código de 
Trânsito Brasileiro (CTB), espera-se que os estudantes relembrem os elementos e 
os momentos da narrativa e percebam as infrações cometidas por Brutamontes.
Objeto de conhecimento
Escrita autônoma e compartilhada – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito 
Infrações de trânsito.
Competência 
Aprender sobre diferentes infrações de trânsito e suas consequências.
Habilidades 
Justificar a importância do uso de cinto de segurança nos bancos da frente e 
de trás dos veículos.
Apresentar argumentos sobre a atitude de sinalizar com antecedência a 
parada do veículo e de estacionar em local adequado.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos 
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis, borracha 
e materiais para colorir.
Existem muitos tipos de infrações no trânsito e quase sempre elas se relacionam 
com os comportamentos irresponsáveis e com a falta de compromisso social com a 
boa convivência nas vias e nas cidades. O texto Infrações: causas ou consequências? 
problematiza o sentido que, geralmente, está atrelado às infrações: estas são vistas 
como a causa de prejuízos e não como consequências de atitudes irresponsáveis. 
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
178 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!
Infrações: causas ou consequências?
É comum as pessoas associarem as infrações de trânsito apenas a danos materiais 
e financeiros. No entanto, para além desses danos, as infrações são o reflexo das 
condutas humanas no trânsito. Elas não devem ser vistas como causa, e sim como 
consequências de comportamentos inadequados que podem ocasionar eventos 
no cotidiano do trânsito e nas vidas dos seus usuários, mas, também, podem gerar 
consequências graves e irreversíveis a uma cadeia de relaçõeshumanas envolvidas 
nos acidentes, com desdobramentos financeiros aos indivíduos e ao Estado.
Muitas vezes, as pessoas são alertadas sobre blitz ou sobre determinados 
comportamentos que podem gerar multas. De fato, são os comportamentos diários 
que determinam as consequências no trânsito e quanto mais inseguras são as 
atitudes, mais os usuários do sistema trânsito estarão expostos às infrações. As 
infrações servem para alertar que há regras e que as regras existem para melhorar 
a segurança no trânsito.
As pessoas que cometem infrações de trânsito colocam em risco não apenas a sua 
vida, como também a vida de outras pessoas que transitam nas vias.
Por exemplo, o uso do cinto de segurança, tanto nos bancos dianteiros quanto nos 
bancos traseiros, é obrigatório há 21 anos, mas ainda é necessário conscientizar 
motoristas e passageiros sobre a importância desse dispositivo que pode salvar 
vidas. De acordo com o Portal de Governo de São Paulo (2015):
Uma pesquisa realizada pela ARTESP (Agência de Transporte do 
Estado de São Paulo), em dezembro de 2014, revelou que 53% dos 
passageiros não usam cinto de segurança no banco traseiro. O 
levantamento, feito nas 45 rodovias do Programa de Concessões 
Rodoviárias do Estado de São Paulo, mostra ainda que 15% dos 
passageiros no banco da frente também não usam o cinto e 13% dos 
motoristas trafegam sem o equipamento (PORTAL DO GOVERNO DE 
SÃO PAULO, 2015).
Os números são de 2015 e são preocupantes, pois o uso do cinto de segurança no 
banco traseiro ainda é um grande desafio para os educadores do trânsito e para 
os motoristas que têm, sob suas responsabilidades, seus passageiros. O Código de 
Trânsito Brasileiro (CTB), nos Artigos 65 e 167, é claro: “É obrigatório o uso do cinto 
de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional 
[...]” (BRASIL, 1997) e seu não uso é considerado infração grave com multa.
As pesquisas sobre a eficácia do cinto de segurança evidenciam que, em acidentes, 
o uso do cinto faz grande diferença nos traumas ocasionados pelas colisões, pois 
o peso dos passageiros aumenta com a força da colisão, e a falta do seu uso, por 
parte dos passageiros presentes no banco de trás dos veículos, potencializa a 
gravidade dos acidentes. Por isso, o uso do dispositivo diminui muito a gravidade 
dos ferimentos e das consequentes mortes nos acidentes. 
Assim como o uso de cinto de segurança, outras atitudes referentes à segurança 
também devem ser consideradas nesse debate. Ao transitar nas cidades, é comum 
ver, por exemplo, motoristas estacionando em locais inadequados e efetuando 
freadas bruscas, sendo estas atitudes que colocam em risco não apenas motoristas 
e passageiros, mas também pedestres, crianças e idosos nas travessias e nas 
calçadas.
Além disso, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, a falta de uso da 
seta é uma das 10 principais causas de acidentes no trânsito: 
[...] usar o dispositivo é extremamente importante para a 
comunicação nas vias e, consequentemente, para a segurança tanto 
do condutor do veículo e de seus passageiros quanto para outros 
motoristas com os quais divide o espaço e, ainda, para os pedestres. 
[...] O uso da seta sinaliza as intenções do condutor. Ultrapassagens, 
retornos, conversões, mudança de faixa e paradas devem ser 
sinalizadas pelos motoristas com a seta [...] (OBSERVATÓRIO 
NACIONAL DE SEGURANÇA VIÁRIA, c2017).
1795° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Via de regra, as infrações advêm de comportamentos inseguros e são consequências das 
faltas de consciência, de cidadania e, acima de tudo, de educação, que devem ser evitados, 
não somente pelos custos materiais e financeiros, mas, sobretudo, pelo valor da vida.
Estratégias didáticas
A atividade aborda os momentos e os elementos básicos de um texto no gênero 
discursivo História em Quadrinhos (HQ) e trabalha a análise de um quadro com 
informações de diferentes infrações de trânsito. Inicia-se com a leitura compartilhada 
do texto Causando o maior fuzuê! e do Quadro Infrações de Trânsito, seguida de uma 
conversa e de uma reflexão, em duplas, sobre atitudes e comportamentos adequados 
e inadequados ao transitar. Para sintetizar as discussões, propõe-se que os estudantes 
escolham uma ou mais infrações do quadro e que criem uma situação em forma de HQ.
Atividade com gabarito
Brutamontes no trânsito: 
causando o maior fuzuê!
A atenção às regras de trânsito é muito importante para a segurança do sistema. As 
leis não são criadas apenas para proibir as pessoas de fazerem o que bem entendem. 
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo, indica quais atitudes devem ser de 
responsabilidade do usuário de trânsito para não colocar a vida dele e as das demais 
pessoas em risco. Ou seja, o código existe para proteger os usuários e tornar a vida 
melhor e mais fácil. Na história a seguir, é apresentado um personagem que não 
gosta de cumprir as regras, e, com ela, será possível descobrir algumas das possíveis 
consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar.
Mediação
Para ativar os conhecimentos prévios dos estudantes, é interessante iniciar a atividade 
com estratégias de leitura: questionar a razão da escolha do título da HQ (evidenciando 
o que significa “fuzuê”); e levantar hipóteses e relações que podem ser feitas com o 
texto como forma de convite à compreensão.
Acesse!
Para aprofundar as 
diferenças entre os 
gêneros discursivos 
cartoon, charge 
e HQ, assista ao 
vídeo e conheça 
o Alexandre Beck, 
um importante 
desenhista de 
HQs. Esse vídeo 
pode ser acessado 
em: https://glo.
bo/2Kgfvks.
Construindo os caminhos da atividade
180 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!
Mediação 
Por se tratar de uma HQ, é importante identificar os elementos que caracterizam a 
tipologia textual narrativa desse gênero discursivo (narrador, personagens, espaço 
e tempo) e, também, os momentos da história (situação inicial, conflito, clímax e 
desfecho). Após a leitura, é importante retomar as hipóteses e conversar sobre os fios 
intertextuais da HQ: o personagem Brutamontes foi inspirado no Brutus, personagem 
do clássico dos quadrinhos Popeye. 
Há, no trânsito, muitas pessoas com “comportamento brutamontes”. No quadro 
abaixo, há vários tipos de infrações e suas consequências, sendo que algumas 
delas foram cometidas pelo personagem da HQ lida anteriormente. O quadro foi 
organizado com base nas informações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Quadro Infrações de Trânsito
CTB Tipificação Categoria Penalidade*
Art. 165
Dirigir sob a influência de álcool 
ou de outras substâncias que 
alteram o comportamento.
Gravíssima.
Multa de R$ 293,47 – 
10 vezes o valor.
Ficar 12 meses sem dirigir.
Apreensão do veículo.
Art. 167 Deixar, o condutor ou passageiro, 
de usar o cinto de segurança. Grave. Multa de R$ 195,23.
Art. 173 Disputar corrida. Gravíssima.
Multa de R$ 293,47 – 
10 vezes o valor.
Ficar 12 meses sem dirigir.
Apreensão do veículo.
Art. 181 Estacionar o veículo muito 
próximo a cruzamentos. Média. Multa de R$ 130,16.
Art. 196 Deixar de indicar com antecedência 
a mudança de direção do veículo. Grave. Multa de R$ 195,23.
Art. 218 Transitar em velocidade superior à 
máxima permitida em até 50%. Grave. Multa de R$ 195,23.
Baseado em BRASIL. Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins – DETRAN-TO. 
Infrações e multas. [20--]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/320049/. 
Acesso em: 09 jan. 2020.
*Valores de multas vigentes em janeiro de 2020.
Com bases na leitura do texto e do quadro, responda às questões a seguir:
Mediação
A interação e a troca de experiências são fundamentais para a atividade ser 
significativa. Sugere-se, portanto, que os exercícios, a seguir, sejam feitos em duplas 
ou em trios, favorecendo o trabalho colaborativo e a negociação de tarefas e de 
responsabilidades com os colegas.
Fique ligado!
Existem motoristas 
que não dão sinal 
ao dobrar esquinas 
ou cruzamentos! 
Nas travessias, 
a atençãodo 
pedestre pode 
salvar vidas! 
1815° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
1) Em sua opinião, o que seria um “comportamento brutamontes” no trânsito? 
A expressão “brutamonte” significa indivíduo rude e bruto. No trânsito, pode-se relacionar a 
expressão com pessoas que são brutas, que não respeitam as regras, que cometem infrações, 
que causam problemas e que provocam acidentes, interferindo na segurança dos 
usuários do sistema de trânsito.
2) Observe o Quadro Infrações de Trânsito e responda: quais são as infrações 
que o Brutamontes cometeu na HQ e quais foram as consequências 
dessas infrações?
As infrações são: deixar de usar o cinto de segurança; deixar de dar o sinal correto para parar 
o carro; e estacionar próximo à esquina. As consequências podem ser várias: não usar o cinto 
de segurança coloca o motorista em risco tanto de se machucar quanto de perder sua vida; 
não dar sinal para parar o carro pode gerar acidentes com outros motoristas; parar o carro em 
cruzamento prejudica a visibilidade e pode até obrigar um motorista a entrar pela contramão.
Mediação
O estudante deve se basear no Quadro Infrações de Trânsito para responder à questão. O 
importante é observar se o estudante conseguiu identificar, durante a leitura da HQ, os três 
tipos de infrações cometidas pelo Brutamontes e refletir sobre as possíveis consequências.
3) No cotidiano do seu bairro ou da sua comunidade, quais das infrações, que 
aparecem no Quadro Infrações de Trânsito, são mais comuns? Exemplifique 
alguns casos.
Resposta pessoal, mas espera-se que os estudantes relembrem fatos cotidianos que 
foram marcantes em suas vidas, em suas famílias e demais relações sociais ou em 
observações cotidianas, em suas vivências.
4) Em dupla, reflita sobre o “comportamento brutamontes”. Escolha uma ou 
mais infrações presentes no Quadro Infrações de Trânsito e, em um papel A4, 
elabore uma HQ na qual os personagens vivam uma situação problemática 
no trânsito. Antes de desenhar, planeje com seu colega:
• Quais serão os personagens.
• Como será o enredo da história: o começo (a apresentação da história); o conflito 
(o problema vivido); e o desfecho (o modo como o conflito será resolvido). 
• Quais serão os diálogos dos personagens, não se esquecendo de que, nas HQs, o 
discurso é direto, ou seja, as falas acontecem diretamente entre os personagens, 
sem a presença do narrador.
• Revisar a ortografia e o sentido das palavras e das frases, para que todos possam 
compreender a história.
Avaliação
Com base na interação entre os estudantes, pode-se observar a compreensão das 
relações estabelecidas entre a HQ e as infrações cometidas por Brutamontes. Na 
construção da HQ, também é possível reconhecer os processos de interação e de 
reflexão realizados pelos estudantes, estes que vão recriar situações-problemas a 
partir de suas vivências e de observações de seus cotidianos. 
Tá combinado?
O uso de cinto 
de segurança é 
obrigatório tanto 
nos bancos da 
frente quanto nos 
bancos de trás do 
automóvel. Porém, 
há muitas pessoas 
que acham que não 
precisam usá-lo 
quando se sentam 
nos bancos de trás! 
Muitas pessoas 
ficam com sequelas 
graves ou morrem 
por não usarem o 
cinto de segurança. 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
182 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!
Outras conexões
As HQs produzidas podem ser compartilhadas de diferentes formas: publicação no 
jornal, no blog ou nas redes sociais da escola; e divulgação em jornais, em mídias 
locais e em espaços para circulação das produções dos estudantes que podem ser 
pleiteados pela escola. A longo prazo, as HQs podem inspirar outras atividades e 
outros estudantes, por isso, são importantes a autoria, a revisão, o registro e o 
compartilhamento na escola e na comunidade, evidenciando-se o protagonismo 
dos estudantes e dos professores envolvidos. Posteriormente, também é possível 
discutir com a turma qual enredo produzido aborda a problemática de uma 
maneira sensível, podendo adaptá-lo e transformá-lo em uma cena ou em uma 
peça de teatro, na disciplina de Arte.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 31 jan. 2020.
BRASIL. Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins – DETRAN-TO. Infrações 
e multas. [20--]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/320049/. Acesso 
em: 09 jan. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm. Acesso em: 09 jan. 2020. 
SAIBA A diferença entre quadrinhos, tirinhas, cartum, charge e caricatura. 
Produção de G1. Pernambuco: Globo, 2016. Disponível em: http://g1.globo.com/
pernambuco/videos/v/saiba-a-diferenca-entre-quadrinhos-tirinhas-cartum-charge-
e-caricatura/5408863/. Acesso em: 08 mar. 2019.
OBSERVATÓRIO NACIONAL DE SEGURANÇA VIÁRIA. Falta de sinalização por seta 
é uma das 10 principais causas de acidentes. c2017. Disponível em: https://www.
onsv.org.br/falta-de-sinalizacao-por-seta-e-uma-das-10-principais-causas-de-
acidentes/. Acesso em: 26 ago. 2019.
PORTAL DO GOVERNO DE SÃO PAULO. 53% dos passageiros não usam cinto de 
segurança no banco traseiro. 2015. Disponível em: http://www.saopaulo.sp.gov.
br/ultimas-noticias/53-dos-passageiros-nao-usam-cinto-de-seguranca-no-banco-
traseiro/. Acesso em: 26 ago. 2019.
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Conte-nos como 
foi a recepção da 
proposta por parte 
dos estudantes: 
envie-nos fotos 
das HQs criadas! 
Você e os 
estudantes são 
os protagonistas 
do Programa 
Conexão DNIT!
Referências
1835° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Brutamontes no trânsito: 
causando o maior fuzuê!
A atenção às regras de trânsito é muito importante para a segurança do sistema. As 
leis não são criadas apenas para proibir as pessoas de fazerem o que bem entendem. 
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo, indica quais atitudes devem ser de 
responsabilidade do usuário de trânsito para não colocar a vida dele e as das demais 
pessoas em risco. Ou seja, o código existe para proteger os usuários e tornar a vida 
melhor e mais fácil. Na história a seguir, é apresentado um personagem que não 
gosta de cumprir as regras, e, com ela, será possível descobrir algumas das possíveis 
consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
184 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!
Há, no trânsito, muitas pessoas com “comportamento brutamontes”. No quadro 
abaixo, há vários tipos de infrações e suas consequências, sendo que algumas 
delas foram cometidas pelo personagem da HQ lida anteriormente. O quadro foi 
organizado com base nas informações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Quadro Infrações de Trânsito
CTB Tipificação Categoria Penalidade*
Art. 165
Dirigir sob a influência de álcool 
ou de outras substâncias que 
alteram o comportamento.
Gravíssima.
Multa de R$ 293,47 – 
10 vezes o valor.
Ficar 12 meses sem dirigir.
Apreensão do veículo.
Art. 167 Deixar, o condutor ou passageiro, 
de usar o cinto de segurança. Grave. Multa de R$ 195,23.
Art. 173 Disputar corrida. Gravíssima.
Multa de R$ 293,47 – 
10 vezes o valor.
Ficar 12 meses sem dirigir.
Apreensão do veículo.
Art. 181 Estacionar o veículo muito 
próximo a cruzamentos. Média. Multa de R$ 130,16.
Art. 196 Deixar de indicar com antecedência 
a mudança de direção do veículo. Grave. Multa de R$ 195,23.
Art. 218 Transitar em velocidade superior à 
máxima permitida em até 50%. Grave. Multa de R$ 195,23.
Baseado em BRASIL. Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins – DETRAN-TO. 
Infrações e multas. [20--]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/320049/.Acesso em: 09 jan. 2020.
*Valores de multas vigentes em janeiro de 2020.
Com bases na leitura do texto e do quadro, responda às questões a seguir:
1) Em sua opinião, o que seria um “comportamento brutamontes” no trânsito? 
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_______________________________________________________________________________________
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2) Observe o Quadro Infrações de Trânsito e responda: quais são as infrações que o 
Brutamontes cometeu na HQ e quais foram as consequências dessas infrações?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Existem motoristas 
que não dão sinal 
ao dobrar esquinas 
ou cruzamentos! 
Nas travessias, 
a atenção do 
pedestre pode 
salvar vidas! 
1855° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
3) No cotidiano do seu bairro ou da sua comunidade, quais das infrações, que 
aparecem no Quadro Infrações de Trânsito, são mais comuns? Exemplifique 
alguns casos.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
4) Em dupla, reflita sobre o “comportamento brutamontes”. Escolha uma ou 
mais infrações presentes no Quadro Infrações de Trânsito e, em um papel A4, 
elabore uma HQ na qual os personagens vivam uma situação problemática 
no trânsito. Antes de desenhar, planeje com seu colega:
• Quais serão os personagens.
• Como será o enredo da história: o começo (a apresentação da história); o conflito 
(o problema vivido); e o desfecho (o modo como o conflito será resolvido). 
• Quais serão os diálogos dos personagens, não se esquecendo de que, nas HQs, o 
discurso é direto, ou seja, as falas acontecem diretamente entre os personagens, 
sem a presença do narrador.
• Revisar a ortografia e o sentido das palavras e das frases, para que todos possam 
compreender a história.
O uso de cinto 
de segurança é 
obrigatório tanto 
nos bancos da 
frente quanto nos 
bancos de trás do 
automóvel. Porém, 
há muitas pessoas 
que acham que não 
precisam usá-lo 
quando se sentam 
nos bancos de trás! 
Muitas pessoas 
ficam com sequelas 
graves ou morrem 
por não usarem o 
cinto de segurança. 
1875º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Brutamontes em: “Causando 
o maior fuzuê!”
Você conhece as consequências de não respeitar a legislação de trânsito?
Articulação didática
Cometer infrações de trânsito pode ter várias consequências, desde a 
aplicação de multas e de medidas administrativas até a ocorrência de 
acidentes. O tema das infrações é apresentado aos estudantes a partir de 
uma História em Quadrinhos (HQ), na qual o personagem Brutamontes 
ilustra comportamentos perigosos no trânsito. A atividade articula-se à 
disciplina de Matemática por estimular a leitura de gráficos e de tabelas e o 
desenvolvimento de cálculos.
Objeto de conhecimento
Grandezas diretamente proporcionais – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Consequências do desrespeito às leis de trânsito.
Competência
Perceber a relação das infrações de trânsito com os acidentes.
Habilidades
Exemplificar as possíveis consequências físicas, sociais e psicológicas 
provenientes dos acidentes de trânsito.
Identificar as penalidades aplicadas aos motoristas que cometerem 
determinadas infrações de trânsito.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis e borracha.
A legislação de trânsito tem o objetivo de definir regras para garantir a segurança 
de todos os tipos de usuários das vias públicas. O texto Consequências das infrações 
de trânsito aborda o impacto das infrações de trânsito na sociedade e a importância 
da fiscalização como forma de minimizar o desrespeito à legislação. 
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
188 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!”
Consequências das infrações de trânsito
Uma infração de trânsito é definida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como a 
inobservância a qualquer preceito da legislação ou da regulamentação de trânsito. 
Quanto mais infrações de trânsito forem cometidas, principalmente as de maior 
gravidade, maior será a chance de ocorrerem acidentes. 
Os acidentes de trânsito aumentam os custos econômicos e sociais, principalmente 
no setor de saúde. No Brasil, segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica 
Aplicada (IPEA) (BRASIL, 2015), despendeu-se de um valor em torno de R$ 50 bilhões 
de reais, em 2015, em decorrência dos acidentes de trânsito. Segundo o relatório 
Trânsito: um olhar da saúde para o tema, de 2018, publicado pela Organização Pan-
Americana de Saúde (OPAS), a estimativa do Banco Mundial para o custo dos acidentes 
no país chegaria a valores ainda mais elevados, no ano de 2013, ficando entre R$ 170 
bilhões e R$ 258 bilhões. A maior parte desse valor estaria relacionada aos cuidados 
com a saúde e com a perda de capacidade produtiva devido às lesões ou às mortes, 
e, em menor número, relacionada às perdas materiais, como veículos e cargas. 
Ao cometer infrações, o condutor e os demais usuários do sistema trânsito 
contribuem com as estatísticas de um trânsito estressante e violento. Para mudar 
essa realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, de maneira 
geral, que os países adotem legislações que estabeleçam limites de velocidade 
seguros, que prevejam a proibição do uso de álcool pelos motoristas e que adotem, 
ainda, leis sobre o uso de dispositivos de segurança, como, por exemplo, cinto de 
segurança, capacetes para motociclistas e cadeirinha para crianças (OMS, 2018).
Para fazer cumprir a legislação de trânsito no Brasil, o CTB prevê penalidades, de 
acordo com a gravidade da infração cometida, com a atribuição de multas e com a 
perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). São previstas, ademais, 
medidas administrativas, como retenção ou remoção do veículo, recolhimento da 
CNH, transbordo do excesso de carga, entre outras. 
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com uma conversa, com a turma, sobre os comportamentos 
inseguros no trânsito e sobre a sensibilização quanto às consequências do desrespeito 
à legislação de trânsito. Sugere-se que a leitura e a resolução das questões sejam feitas 
em pequenos grupos. Na sequência, os resultados podem ser demonstrados no quadro, 
pelos grupos, para a socialização das reflexões e dos entendimentos de cada equipe.
Atividade com gabarito
Brutamontes em: “Causando 
o maior fuzuê!”
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indica quais são as responsabilidades do 
usuário do sistema trânsito para garantir sua segurança e das demais pessoas. 
O código existe para proteger os usuários e tornar suas vidas melhores e mais 
fáceis no trânsito. Conheça, a seguir, a história do Brutamontes, um personagem 
que não gosta de cumprir as regras. Com a leitura da História em Quadrinhos(HQ), “Causando o maior fuzuê!”, será possível descobrir algumas das possíveis 
consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar.
Acesse!
Vale conhecer a 
campanha Abrace 
a Vida – realizada 
pela Associação 
dos Funcionários da 
Cia. Engenharia de 
Transportes de São 
Paulo (AFCET-SP) –, 
a qual sensibiliza 
o espectador 
quanto à proteção 
proporcionada 
pelo uso de cinto 
de segurança.
Essa campanha 
pode ser acessada 
em: http://bit.
ly/30TzE6G. 
Construindo os caminhos da atividade
1895º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Infrações de trânsito
O CTB define os tipos de infrações e as suas categorias em função da gravidade.
O quadro, a seguir, apresenta informações sobre algumas infrações descritas no 
CTB:
Tipificação Categoria
Dirigir sob a influência de álcool ou de outras 
substâncias que alteram o comportamento. Gravíssima.
Não usar o cinto de segurança. Grave.
Disputar corrida. Gravíssima.
Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Média.
Deixar de indicar, com antecedência, a 
mudança de direção do veículo. Grave.
Transitar em velocidade superior à 
máxima permitida em até 50%. Grave.
Penalidades das infrações
Agora que você já conheceu algumas infrações, veja quais são as penalidades 
previstas para elas. A seguir, o gráfico mostra as quatro categorias de gravidade das 
infrações de trânsito, com as pontuações de acordo com as penalidades, e o quadro, 
por sua vez, retrata a penalidade financeira para cada categoria de infração.
Você sabia?
De acordo com 
o CTB, se o 
condutor acumular 
20 pontos em 
infrações no 
período de 1 
ano, ele tem sua 
Carteira Nacional 
de Habilitação 
(CNH) suspensa.
Fique ligado!
80% das mortes 
de passageiros nos 
bancos da frente 
dos veículos são 
causadas pelo 
não uso de cinto 
de segurança 
pelos passageiros 
do banco de trás 
(LIMA, 2017). No 
banco de trás, 
usar o cinto de 
segurança é 
importante para 
preservar sua 
vida e a de quem 
viaja com você!
190 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!”
Categoria Valor em R$*
Gravíssima 293,47
Grave 195,23
Média 130,16
Leve 88,38
*Valores vigentes em janeiro de 2020.
1) Escreva, nos espaços a seguir, as infrações cometidas por Brutamontes e 
relacione as colunas, ligando-as. 
Mediação
É importante, para a realização dessa questão, alinhar o que os estudantes entendem 
por consequências sociais, psicológicas e físicas relacionadas a acidentes de trânsito. 
Veja alguns exemplos para orientar o debate:
• Consequências físicas - fratura, queimadura, amputação e outras.
• Consequências psicológicas - tristeza, distúrbios do sono, depressão, estresse, 
ansiedade, fobias, entre outras.
• Consequências sociais - alto custo do tratamento com os feridos, falta de leitos 
hospitalares, aposentadoria de pessoas jovens, entre outras.
Durante a conversa, se possível, pode ser apresentado, aos estudantes, o vídeo Abrace 
a vida - Sempre use cinto de segurança, da AFCET-SP. Assim, pode-se mostrar a eles a 
importância do uso de cinto de segurança, não apenas para evitar consequências 
econômicas, físicas e sociais, mas também para evitar consequências psicológicas 
sérias, como no caso de famílias que perdem um ente querido, por exemplo.
Possíveis 
consequências
Brutamontes causou 
o maior fuzuê.
Brutamontes levou 
uma buzinada e 
ficou estressado.
Brutamontes 
quebrou o nariz.
Brutamontes precisou 
do hospital público 
para fazer uma 
radiografia do nariz.
Brutamontes dificultou 
o acesso à rua.
Classificação do tipo 
de consequência
Física
Social
Psicológica
Infrações
Não usar o cinto 
de segurança.
Estacionar o veículo muito 
próximo a cruzamentos.
Deixar de indicar, com 
antecedência, a mudança 
de direção do veículo.
Vocabulário
Infração: 
transgressão ou 
violação de preceito 
ou de regra.
1915º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
2) Registre, na tabela a seguir, quantas infrações por categoria foram cometidas 
e quantos pontos o Brutamontes somou na carteira de motorista.
Infrações
Categorias 
Total
Gravíssima Grave Média Leve
Quantidade 0 2 1 0 2+1=3
Pontos 0 2 x 5 = 10 1 x 4 = 4 0 10+ 4 = 14
3) Registre, na tabela a seguir, os valores das multas aplicadas a Brutamontes, 
devido às infrações que cometeu, e faça o cálculo, quando necessário, de 
acordo com a quantidade de infrações cometidas.
Infrações
Categorias 
Total
Gravíssima Grave Média Leve
Quantidade 0 2 1 0 2+1=3
Valores (R$) 0 195,23 X 2 
= 390,46
1 x 130,16 
= 130,16 0 390,46 + 130,16 
= 520,62
Avaliação
É importante avaliar se os estudantes exemplificaram, com coerência, as possíveis 
consequências das infrações cometidas na HQ. Pode-se observar, ainda, se houve 
atenção na interpretação da HQ para a correta utilização dos dados nos cálculos, o 
que inclui o entendimento de quais penalidades são aplicadas aos motoristas que 
cometem determinados tipos de infrações.
Outras conexões
Ao abordar as consequências das infrações, é válido fazer a reflexão com os estudantes 
sobre possíveis perturbações que eles podem causar no trânsito, no movimento de 
ir e de vir, que acontece em vários espaços: no deslocamento de casa até a escola; 
dentro da escola; em casa; no ônibus; etc. Questionamentos (como: “O que fazemos 
que pode atrapalhar o trânsito?” e “O que as demais pessoas fazem no trânsito 
que nos incomoda?”) podem ser levantados, e as situações relatadas podem ser 
colocadas em um mural, com o intuito de divulgar essas atividades para que outras 
pessoas também possam refletir sobre esse assunto.
ABRACE A vida – sempre use o sinto de segurança. [S. l]: YouTube, 2010. 1 vídeo 
(1,38 min.). Publicado pelo canal AFCET SP. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=IR0Bcoy9xEw. Acesso em: 25 jul. 2019.
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dos estudantes. 
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estudantes são 
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Conexão DNIT!
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Referências
192 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!”
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 31 jan. 2020.
BRASIL. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA. Estimativa dos Custos 
dos Acidentes de Trânsito no Brasil com Base na Atualização Simplificada 
das Pesquisas Anteriores do Ipea: Relatório de Pesquisa. Brasília: IPEA, 2015. 
Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7456/1/RP_
Estimativa_2015.pdf. Acesso em: 07 fev. 2019.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 25 jul. 2019.
LIMA, David Duarte. Doze razões para usar o cinto de segurança. 2017. Disponível 
em: http://ist.org.br/2017/07/11/doze-razoes-para-usar-o-cinto-de-seguranca/. 
Acesso em: 21 jan. 2019.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE – OPAS/OMS. Trânsito: um olhar da 
saúde para o tema. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em: http://iris.paho.org/xmlui/
handle/123456789/49709. Acesso em: 25 jul. 2019.
1935º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Brutamontes em: “Causando 
o maior fuzuê!”
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indica quais são as responsabilidades do 
usuário do sistema trânsito para garantir sua segurança e das demais pessoas. 
O código existe para proteger os usuários e tornar suas vidas melhores e mais 
fáceis no trânsito. Conheça, a seguir, a história do Brutamontes, um personagem 
que não gosta de cumprir as regras. Com a leitura da História em Quadrinhos 
(HQ), “Causando o maior fuzuê!”, será possível descobrir algumas das possíveis 
consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________Estudante
194 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!”
Infrações de trânsito
O CTB define os tipos de infrações e as suas categorias em função da gravidade.
O quadro, a seguir, apresenta informações sobre algumas infrações descritas no CTB:
Tipificação Categoria
Dirigir sob a influência de álcool ou de outras 
substâncias que alteram o comportamento. Gravíssima.
Não usar o cinto de segurança. Grave.
Disputar corrida. Gravíssima.
Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Média.
Deixar de indicar, com antecedência, a 
mudança de direção do veículo. Grave.
Transitar em velocidade superior à 
máxima permitida em até 50%. Grave.
Penalidades das infrações
Agora que você já conheceu algumas infrações, veja quais são as penalidades 
previstas para elas. A seguir, o gráfico mostra as quatro categorias de gravidade das 
infrações de trânsito, com as pontuações de acordo com as penalidades, e o quadro, 
por sua vez, retrata a penalidade financeira para cada categoria de infração.
Categoria Valor em R$*
Gravíssima 293,47
Grave 195,23
Média 130,16
Leve 88,38
*Valores vigentes em janeiro de 2020.
De acordo com 
o CTB, se o 
condutor acumular 
20 pontos em 
infrações no 
período de 1 
ano, ele tem sua 
Carteira Nacional 
de Habilitação 
(CNH) suspensa.
80% das mortes 
de passageiros nos 
bancos da frente 
dos veículos são 
causadas pelo não 
uso de cinto de 
segurança pelos 
passageiros do 
banco de trás. 
No banco de 
trás, usar o cinto 
de segurança é 
importante para 
preservar sua 
vida e a de quem 
viaja com você!
1955º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
1) Escreva, nos espaços a seguir, as infrações cometidas por Brutamontes e 
relacione as colunas, ligando-as. 
2) Registre, na tabela a seguir, quantas infrações por categoria foram 
cometidas e quantos pontos o Brutamontes somou na carteira de motorista.
Infrações
Categorias 
Total
Gravíssima Grave Média Leve
Quantidade
Pontos
3) Registre, na tabela a seguir, os valores das multas aplicadas a Brutamontes, 
devido às infrações que cometeu, e faça o cálculo, quando necessário, de 
acordo com a quantidade de infrações cometidas.
Infrações
Categorias 
Total
Gravíssima Grave Média Leve
Quantidade
Valores (R$)
Possíveis 
consequências
Brutamontes causou 
o maior fuzuê.
Brutamontes levou 
uma buzinada e 
ficou estressado.
Brutamontes 
quebrou o nariz.
Brutamontes precisou 
do hospital público 
para fazer uma 
radiografia do nariz.
Brutamontes dificultou 
o acesso à rua.
Classificação do tipo 
de consequência
Física
Social
Psicológica
Infrações
Infração: 
transgressão ou 
violação de preceito 
ou de regra.
1975º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Contabilizando velocidades
A pressa e o excesso de velocidade não combinam com o trânsito seguro 
Articulação didática
Esta atividade aborda os limites de velocidade das vias, propondo, aos 
estudantes, a realização de exercícios matemáticos que trabalham 
porcentagem e representação fracionária. Para isso, são expostas as 
penalidades que estão presentes na legislação de trânsito, assim como as 
demais consequências que essas infrações podem acarretar aos usuários 
das vias. Para além do condutor, esta atividade enfatiza o cotidiano dos 
estudantes na condição de pedestres do trânsito, promovendo a relação da 
velocidade com os percursos diários deles e a necessidade de adoção de 
atitudes seguras.
Objeto de conhecimento
Cálculo de porcentagens e representação fracionária – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Identidade no espaço do trânsito.
Conteúdo de trânsito
Excesso de velocidade nas vias.
Competência
Compreender as consequências do excesso de velocidade nas vias.
Habilidade
Indicar as consequências do excesso de velocidade nas vias.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
A pressa pode levar os motoristas a comportamentos inseguros, entre eles, o excesso 
de velocidade. O Texto 1 O excesso de velocidade como indutor de acidentes aborda 
os riscos atrelados à pressa e ao excesso de velocidade, expondo informações 
sobre as penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para quem 
desrespeita os limites de velocidade. Por sua vez, o Texto 2 Dicas para prevenir 
a pressa exibe atitudes que tanto pedestres quanto passageiros de transporte 
coletivo, ciclistas e motoristas devem adotar para prevenir acidentes de trânsito.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
198 CONTABILIZANDO VELOCIDADES
Texto 1
O excesso de velocidade como indutor de acidentes 
A pressa das pessoas, na tentativa de dar conta dos compromissos diários, pode 
levá-las a um comportamento inseguro no trânsito. Duas das melhores maneiras de 
os usuários de trânsito prevenirem acidentes e suas consequências são: respeitar 
os limites de velocidade das vias; e adotar medidas contra a pressa, como, por 
exemplo, organizar bem a rotina e sair de casa com antecedência.
Pode-se entender a pressa como um estado mental e emocional que tem uma 
relação indireta com a ocorrência de acidentes (ROZESTRATEN, 1988 apud LIMA; 
CAVALCANTE, 2015). Lima e Cavalcante (2015) constataram, em estudo com 
motoristas profissionais, que, quando afetados pela pressa, os condutores tendem 
a apresentar comportamentos impulsivos ou agressivos no trânsito, sendo que 
alguns dos entrevistados admitiram, até mesmo, o cometimento de infrações. 
Nesse sentido, é importante que se desenvolva, nos motoristas, uma maior 
conscientização sobre a importância de se deslocar no trânsito sempre em uma 
velocidade segura. Quanto mais alta a velocidade de um veículo, mais rápida deverá 
ser a reação do motorista, e mais tempo e espaço serão necessários para realizar as 
frenagens. Sem contar que dirigir em velocidades altas reduz a visão periférica dos 
condutores. É por isso que, a cada acréscimo de 1% na velocidade de um veículo, 
aumenta-se em 4% o risco de acidentes com morte, e, para cada redução de 5% na 
velocidade, diminui-se em 30% o risco de fatalidades (WHO, 2018). 
O CTB (BRASIL, 1997) estabelece regras para que os motoristas adotem velocidades 
seguras e compatíveis com as características das vias e das áreas por onde 
circulam. Em seu Artigo 218, o CTB determina que quem excede em até 20% a 
velocidade máxima permitida comete uma infração média, e o motorista que 
trafega em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima permitida é multado 
por infração grave. Ademais, quem excede em mais de 50% a velocidade máxima 
permitida, além de multa correspondente à infração gravíssima, multiplicada por 
3, é punido com a suspensão imediata do direito de dirigir e com a apreensão da 
Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem, no entanto, trafega a uma velocidade 
inferior à metade da velocidade máxima permitida, também está oferecendo risco 
de acidentes a si e aos demais usuários e, segundo o Artigo 219 do CTB, deve ser 
multado por uma infração média.
Vale frisar: nenhuma dessas penalidades é maior que os riscos atrelados ao ato de 
dirigir em uma velocidade insegura. Riscos estes que atentam contra a própria vida 
de quem os comete e contra a vida dos demais usuários do sistema trânsito. 
Texto 2
Dicas para prevenir a pressa 
A pressa, também, é um fator que influencia na adoção de atitudes inseguras entre 
os pedestres (ARIOTTI; CYBIS; RIBEIRO, 2015). Como são eles os usuários mais 
vulneráveis do trânsito, é importante que também adotem atitudes seguras ao 
transitar para que se previnam e não sejam acometidos por acidentes. 
Uma dica que vale, não somente para os pedestres, mas também para passageiros 
do transporte coletivo, para motoristas e para ciclistas, é sair de casa com 
antecedência. Ao sair perto do horário marcado, a maioria das pessoas tende 
a querer ganhar tempo para evitar atrasos. Desse modo, a antecedência é uma 
medida importante para encarar quaisquer contratempos no caminho, com 
bastante calma e razoabilidade.
Outra dica é a organização.Além de se programarem, os usuários do trânsito podem 
organizar a rotina de locomoção que fazem de acordo com os trajetos mais racionais, 
calculando o tempo que demandarão de deslocamento. Isso previne imprevistos e 
atrasos. Organização significa também não agendar compromissos sem se certificar 
de que possuirá tempo hábil para se deslocar entre um local e outro.
1995º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
As travessias de ruas e de avenidas devem ser feitas pelos pedestres com 
segurança. Mesmo que já estejam atrasados (não aderindo à primeira dica), os 
pedestres precisam fazer o uso correto das faixas de pedestres, das passagens 
subterrâneas e das passarelas, não se arriscando a fazer travessias em outros 
locais. O tempo que investem fazendo a travessia em locais seguros é insignificante 
diante dos riscos de não a fazerem. Caso haja semáforo para pedestres, estes 
devem aguardar até o momento indicado. Quando não houver esse dispositivo, 
aliás, os pedestres devem evitar atravessar próximo a cruzamentos e verificar 
sempre a proximidade de veículos, olhando para todos os lados.
Se fizeram o uso de transporte coletivo, os pedestres, ao desembarcarem do 
veículo (com cuidado e sem pressa), devem aguardar que este siga viagem para, 
assim, realizarem a travessia da via. Mais uma vez, os pedestres que aguardam 
alguns segundos para isso sabem da importância de manterem a calma, mesmo se 
estiverem atrasados. 
Desse modo, a atitude defensiva no trânsito é primordial. Os pedestres, os 
passageiros do transporte coletivo, os motoristas e os ciclistas precisam manter 
atenção constante no trânsito e ter calma diante de imprevistos, prevenindo 
possíveis acidentes. 
Estratégias didáticas
Esta atividade pode ser iniciada com o incentivo a uma reflexão, com os estudantes, 
acerca da pressa e do excesso de velocidade no trânsito, a partir de uma roda de 
conversa inicial sobre a importância de os motoristas respeitarem os limites de 
velocidade estabelecidos para as diferentes vias e as consequências do desrespeito 
às regras. Em seguida, propõe-se a realização de exercícios de cálculo de 
porcentagens e de representação fracionária, operando-se com as regras de limites 
de velocidades para diferentes tipos de vias. Por fim, sugere-se finalizar a atividade 
com uma roda de conversa para que os estudantes exponham as consequências 
de transitar com pressa e desatento e, ainda, as atitudes que devem ser adotadas 
pelos pedestres, para transitar em segurança!
Atividade com gabarito
Contabilizando velocidades
No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades 
máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das 
placas de trânsito. As velocidades existem para manter a segurança viária e, por 
isso, são diferentes em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é 
comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, 
uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua 
maioria, são crianças e jovens. 
As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, precisam ser 
respeitadas pelos condutores de veículos! Exceder a velocidade ou transitar muito 
devagar pode gerar uma infração de trânsito ao motorista. A tabela a seguir exibe 
como são aplicadas essas penalidades.
É de Lei
A placa “R-19 
- Velocidade 
Máxima Permitida” 
estabelece a 
velocidade máxima 
a ser adotada a 
partir do ponto 
onde o sinal está 
colocado. Por 
ser uma placa de 
regulamentação, 
possui as cores 
vermelha e branca 
(BRASIL, 2007).
Construindo os caminhos da atividade
200 CONTABILIZANDO VELOCIDADES
Ultrapassar o limite em Tipo de infração Tipo de penalidade Valor da multa
Até 20% Média Multa R$ 130,16
Entre 20% e 50% Grave Multa R$ 195,23
Mais de 50% Gravíssima
Multa multiplicada em 3x 
e suspensão do direito de 
dirigir
R$ 293,47 x 3 = R$ 880,41
Mediação
Sugere-se iniciar a atividade conversando, com os estudantes, sobre importância de 
estabelecer limites de velocidade nas vias; sobre o porquê de existirem diferentes 
velocidades máximas permitidas; e sobre as penalidades previstas em Lei para quem 
exceder esses limites de velocidade, conforme indicado na tabela. O diálogo pode 
ser estimulado a partir de algumas perguntas, como: Você já viu placas onde mora que 
especificam as velocidades permitidas?; Qual o motivo de existirem diferentes velocidades 
sinalizadas nessas placas?; Já conheceu alguém que foi multado por dirigir acima da 
velocidade permitida ou presenciou ou ouviu falar de algum acidente causado por excesso de 
velocidade?; Qual a importância de haver limites de velocidades para a segurança no trânsito?. 
Depois de conversar com a turma sobre os limites de velocidade e sobre como eles 
influenciam na segurança viária, responda às perguntas a seguir. 
1) O Centro de Formação de Condutores do Marcelo formou, no ano passado, 
400 novos motoristas. Destes, no primeiro ano de habilitação dirigindo um 
carro, 10% foram multados por excesso de velocidade nas vias. Entre os 
condutores multados, 50% foram penalizados por exceder em até 20% a 
velocidade da via; outros 25% foram penalizados por exceder a velocidade 
da via entre 20% e 50%; e os demais por exceder em mais de 50% a 
velocidade permitida na via. Com base nesses dados, responda:
a) Do número total de motoristas formados no Centro de Formação de 
Condutores do Marcelo, quantos foram multados? Represente em número 
e em fração.
Número Fração O resultado da fração representa:
40 Motoristas multados = ÷ = 
( ) A décima parte.
( ) A metade.
( ) O número inteiro.
( ) A quarta parte.
( ) A terça parte.
40 40 1
40 10400
2015º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
b) Dentre os motoristas multados, quantos foram penalizados para cada 
uma das faixas de excesso de velocidade? Represente a sua resposta em 
número e, também, em fração.
Faixa de excesso de velocidade
Motoristas penalizados
Número Fração
Até 20% 20 Motoristas multados = ÷ = 
Entre 20% e 50% 10 Motoristas multados = ÷ = 
Mais de 50% 10 Motoristas multados = ÷ = 
2) Marília estava como passageira no carro da família, indo visitar sua vó na 
cidade vizinha. O limite de velocidade da via era de 80 km/h e, naquele dia, 
em função de um acidente na pista contrária, o pai de Marília, curioso para 
ver o que tinha acontecido, passou por ali com apenas 25% da velocidade 
máxima permitida para o local. 
a) Qual a velocidade que o pai de Marília passou por aquele trecho? 
Represente em número e em fração.
Número Fração O resultado da fração representa:
20 Motoristas multados = ÷ = 
( ) A décima parte. 
( ) A metade. 
( ) O número inteiro.
( ) A quarta parte. 
( ) A terça parte.
b) Transitar abaixo de 50% do limite de velocidade da via também é uma 
infração de trânsito, e o motorista que a comete está sujeito à multa. 
Além da penalização prevista na legislação, quais as consequências de 
transitar abaixo do limite mínimo de velocidade das vias?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam que, ao dirigir 
muito devagar, o motorista pode provocar acidentes, uma vez que não acompanha o 
fluxo dos demais veículos no trânsito. 
Você sabia?
O excesso de 
velocidade 
está entre as 
principais causas 
de acidentes de 
trânsito no Brasil.
20
10
10
20
40
40
40
80
20
10
10
20
1
1
1
1
20
10
10
20
2
4
4
4
202 CONTABILIZANDO VELOCIDADES
Mediação
É importante frisar, aos estudantes, que não se deve transitar devagar nos locais só 
pela curiosidade de, por exemplo, olhar um acidente, pois, além de prejudicar a fluidez 
do trânsito, pode gerar outros acidentes. Caso tenha ocorrido um acidente e não 
haja ninguém no local, recomenda-se ligar para o resgate, que, dependendo do local 
do acidente, pode ser o Corpo de Bombeiros (193), a Polícia Militar (190) ou a PolíciaRodoviária Federal (PRF) (191). Porém, caso haja alguém no local atendendo ao acidente, 
é preciso seguir viagem normalmente.
3) Segundo a legislação brasileira, dirigir acima da velocidade permitida é 
passível de penalidades. A tabela apresentada no texto inicial da atividade 
mostra três tipos diferentes de multas para quem infringe a lei. Observe a 
tabela de infrações para responder às questões a seguir.
a) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que 
trafega a 90 km/h em uma via cuja velocidade máxima permitida é de 60 
km/h? E qual a penalidade prevista em lei para esse condutor? 
Porcentagem acima da 
velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade
 x 100 = 50%
( ) Um quarto acima da velocidade permitida.
( ) Um meio acima da velocidade permitida.
( ) Um terço acima da velocidade permitida.
Multa de 
R$ 195,23
b) Qual a porcentagem acima da velocidade e as penalidades previstas em 
Lei para um condutor que trafega a 125 km/h em uma via com velocidade 
máxima de 100 km/h?
Porcentagem acima da 
velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade
 x 100 = 25%
( ) Um quarto acima da velocidade permitida.
( ) Um meio acima da velocidade permitida.
( ) Um terço acima da velocidade permitida.
Multa de 
R$ 195,23
c) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que 
trafega a 140 km/h em uma via com velocidade máxima de 80 km/h? E 
quais as penalidades previstas em Lei para esse condutor? 
Porcentagem acima da 
velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidades
 x 100 = 75%
( ) Um quarto acima da velocidade permitida.
( ) Um meio acima da velocidade permitida.
( ) Três quartos acima da velocidade permitida.
Multa de 
R$ 880,41 e 
suspensão do 
direito de dirigir
90 - 60
125 - 100
140 - 80
60
100
80
2035º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
d) Quando anda apressado e acima dos limites de velocidade estabelecidos 
em Lei, o condutor, além de estar sujeito ao recebimento de multas, fica 
vulnerável a outras consequências (assim como os passageiros que estejam 
com ele) e coloca outros usuários do sistema trânsito em risco. Assim, para 
além das multas, indique (pelo menos) duas consequências que podem 
ocorrer quando o motorista excede o limite de velocidade das vias.
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes consigam refletir que 
exceder o limite de velocidade nas vias pode causar diversos tipos de acidentes por 
perda de controle do veículo, como, por exemplo: atropelamentos de pedestres e de 
ciclistas, colisões entre veículos, batidas em objeto fixo (muros, postes, árvores, placas) 
e capotagem.
Mediação
É importante compartilhar as respostas dos estudantes e dialogar com a turma sobre 
as graves consequências que os motoristas podem causar a si e aos usuários das vias 
ao transitarem com excesso de velocidade. Além disso, sugere-se conversar com os 
estudantes, também, sobre as atitudes que necessitam ser adotadas na condição de 
pedestres e sobre a importância e a necessidade de prestar atenção e de respeitar a 
legislação para transitar, atravessando as vias com cuidado e sem pressa, tendo em 
vista que existem motoristas que excedem na velocidade.
4) Muitos motoristas excedem o limite de velocidade ou andam muito abaixo 
dele. Você, como pedestre, já se viu fazendo o mesmo? Ou seja, você, ao 
caminhar, já atrapalhou outras pessoas ou causou algum acidente, pois 
estava correndo, ou estava desatento ou, mesmo, estava devagar demais? 
Converse com seus colegas sobre isso e proponha atitudes que podem ser 
adotadas pelos pedestres, para transitar em segurança!
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam acerca da realidade 
deles, comparando-a com o conteúdo visto na atividade, expondo a vivência que têm, na 
condição de pedestre, e se já surgiram situações de pressa no trânsito, fazendo trajetos 
correndo, sem atenção e, até mesmo, causando algum tipo de acidente. Além disso, 
espera-se que os estudantes exponham atitudes que podem ser adotadas por pedestres 
para transitar em segurança e para evitar acidentes.
Mediação
As respostas para essa pergunta podem ser dadas em uma roda de conversa para 
finalizar a atividade. É importante incentivar os estudantes a darem depoimentos de 
situações do cotidiano. Caso se mostrem com dificuldade de relembrar momentos, 
sugere-se expor exemplos de pessoas que eles conheçam na realidade da escola, para 
que, assim, possam ser estimulados a se lembrarem de vivências e possam contribuir 
para a discussão. 
Sugere-se, ainda, reforçar que as situações de pressa são perigosas no trânsito, 
incentivando-os a adotarem atitudes de atenção e de cuidado (seja na condição de 
pedestres, seja na condição de ciclistas), para um transitar mais seguro. As atitudes 
seguras apontadas pelos estudantes podem ser registradas no quadro para, ao final 
da conversa, ser relembrada a importância de os riscos no trânsito serem percebidos e 
de comportamentos seguros serem adotados.
Tá combinado?
Sair atrasado 
e com pressa 
aumenta o risco 
de acidentes. Por 
isso, programe-se 
para sair de casa 
com antecedência 
e caminhe com 
atenção!
204 CONTABILIZANDO VELOCIDADES
Avaliação
É importante que a avaliação desta atividade seja processual e considere: a participação 
dos estudantes nas discussões orais e nas respostas dos exercícios; se eles conseguiram 
distinguir que há diferentes velocidades nas vias e por quais motivos; se compreenderam 
os riscos e as consequências (tanto para o motorista quanto para os demais usuários da 
via) de exceder o limite de velocidade ou de transitar muito devagar; e se conseguiram 
fazer uma vinculação do excesso de velocidade com os comportamentos que adotam na 
condição de pedestres e se propuseram atitudes para transitar em segurança.
Outras conexões
Como desdobramento desta atividade, as contribuições e os relatos dos estudantes 
(registrados a partir dos diálogos sobre a pressa e a necessidade de atenção e de 
cuidado na condição de pedestres) podem ser organizados em um mural da escola 
ou podem ser compartilhados nas redes sociais, na forma de uma campanha para 
chamar a atenção da comunidade escolar para o problema causado pelo excesso 
de velocidade, tanto por parte dos condutores quanto por parte dos pedestres.
ARIOTTI, Paula; CYBIS, Helena Beatriz Bettella; RIBEIRO, José Luis Duarte. Fatores 
intervenientes no comportamento de pedestres em travessias semaforizadas: uma 
abordagem qualitativa. Transporte em Transformação XX CNT/ANPET, 2006, 
p. 59-75. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Jose_Luis_Ribeiro/
publication/267786309_FATORES_INTERVENIENTES_NO_COMPORTAMENTO_DE_
PEDESTRES_EM_TRAVESSIAS_SEMAFORIZADAS_UMA_ABORDAGEM_QUALITATIVA/
links/5543bbb00cf234bdb21bd666.pdf. Acesso em: 29 jul. 2020.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 
2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 24 mar. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização 
de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, DF: CONTRAN, 
2007. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/
arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_i_2.pdf. Acesso em: 18 jan. 2021.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 02 jun. 2020.
CAVALCANTE, Sílvia; Lima, Ana Inez Oka Elvas de. Tiempo y Tránsito en la 
Experiencia Subjetiva de Conductores. Psicologia: Ciência e Profissão, vol. 
35, n. 1, 2015, p. 125-138. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/
articulo?codigo=5860709. Acesso em: 27 jul. 2020.
World Health Organization – WHO. Global status reporton road safety 2018. France: 
World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/
item/global-status-report-on-road-safety-2018#:~:text=The%20Global%20status%20
report%20on,people%20aged%205%2D29%20years. Acesso em: 29 jul. 2020.
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Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
2055º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
Contabilizando velocidades
No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades 
máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das placas 
de trânsito. As velocidades existem para manter a segurança viária e, por isso, são 
diferentes em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é comum que haja 
placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, uma vez que é um 
lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua maioria, são crianças e jovens. 
As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, precisam ser 
respeitadas pelos condutores de veículos! Exceder a velocidade ou transitar muito 
devagar pode gerar uma infração de trânsito ao motorista. A tabela a seguir exibe 
como são aplicadas essas penalidades.
Ultrapassar o limite em Tipo de infração Tipo de penalidade Valor da multa
Até 20% Média Multa R$ 130,16
Entre 20% e 50% Grave Multa R$ 195,23
Mais de 50% Gravíssima
Multa multiplicada em 3x 
e suspensão do direito de 
dirigir
R$ 293,47 x 3 = R$ 880,41
Depois de conversar com a turma sobre os limites de velocidade e sobre como eles 
influenciam na segurança viária, responda às perguntas a seguir. 
1) O Centro de Formação de Condutores do Marcelo formou, no ano passado, 
400 novos motoristas. Destes, no primeiro ano de habilitação dirigindo um 
carro, 10% foram multados por excesso de velocidade nas vias. Entre os 
condutores multados, 50% foram penalizados por exceder em até 20% a 
velocidade da via; outros 25% foram penalizados por exceder a velocidade 
da via entre 20% e 50%; e os demais por exceder em mais de 50% a 
velocidade permitida na via. Com base nesses dados, responda:
a) Do número total de motoristas formados no Centro de Formação de Condutores 
do Marcelo, quantos foram multados? Represente em número e em fração.
Número Fração O resultado da fração representa:
( ) A décima parte.
( ) A metade.
( ) O número inteiro.
( ) A quarta parte.
( ) A terça parte.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
O excesso de 
velocidade 
está entre as 
principais causas 
de acidentes de 
trânsito no Brasil.
Estudante
206 CONTABILIZANDO VELOCIDADES
b) Dentre os motoristas multados, quantos foram penalizados para cada 
uma das faixas de excesso de velocidade? Represente a sua resposta em 
número e, também, em fração.
Faixa de excesso de velocidade
Motoristas penalizados
Número Fração
Até 20%
Entre 20% e 50%
Mais de 50%
2) Marília estava como passageira no carro da família, indo visitar sua vó na 
cidade vizinha. O limite de velocidade da via era de 80 km/h e, naquele dia, 
em função de um acidente na pista contrária, o pai de Marília, curioso para 
ver o que tinha acontecido, passou por ali com apenas 25% da velocidade 
máxima permitida para o local. 
a) Qual a velocidade que o pai de Marília passou por aquele trecho? 
Represente em número e em fração.
Número Fração O resultado da fração representa:
( ) A décima parte. 
( ) A metade. 
( ) O número inteiro.
( ) A quarta parte. 
( ) A terça parte.
b) Transitar abaixo de 50% do limite de velocidade da via também é uma 
infração de trânsito, e o motorista que a comete está sujeito à multa. 
Além da penalização prevista na legislação, quais as consequências de 
transitar abaixo do limite mínimo de velocidade das vias?
2075º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE
3) Segundo a legislação brasileira, dirigir acima da velocidade permitida é 
passível de penalidades. A tabela apresentada no texto inicial da atividade 
mostra três tipos diferentes de multas para quem infringe a lei. Observe a 
tabela de infrações para responder às questões a seguir.
a) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que 
trafega a 90 km/h em uma via cuja velocidade máxima permitida é de 60 
km/h? E qual a penalidade prevista em lei para esse condutor? 
Porcentagem acima da 
velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade
( ) Um quarto acima da velocidade permitida.
( ) Um meio acima da velocidade permitida.
( ) Um terço acima da velocidade permitida.
b) Qual a porcentagem acima da velocidade e as penalidades previstas em 
Lei para um condutor que trafega a 125 km/h em uma via com velocidade 
máxima de 100 km/h?
Porcentagem acima da 
velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade
( ) Um quarto acima da velocidade permitida.
( ) Um meio acima da velocidade permitida.
( ) Um terço acima da velocidade permitida.
c) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que 
trafega a 140 km/h em uma via com velocidade máxima de 80 km/h? E 
quais as penalidades previstas em Lei para esse condutor? 
Porcentagem acima da 
velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidades
( ) Um quarto acima da velocidade permitida.
( ) Um meio acima da velocidade permitida.
( ) Três quartos acima da velocidade permitida.
d) Quando anda apressado e acima dos limites de velocidade estabelecidos 
em Lei, o condutor, além de estar sujeito ao recebimento de multas, fica 
vulnerável a outras consequências (assim como os passageiros que estejam 
com ele) e coloca outros usuários do sistema trânsito em risco. Assim, para 
além das multas, indique (pelo menos) duas consequências que podem 
ocorrer quando o motorista excede o limite de velocidade das vias.
208 CONTABILIZANDO VELOCIDADES
4) Muitos motoristas excedem o limite de velocidade ou andam muito abaixo 
dele. Você, como pedestre, já se viu fazendo o mesmo? Ou seja, você, ao 
caminhar, já atrapalhou outras pessoas ou causou algum acidente, pois 
estava correndo, ou estava desatento ou, mesmo, estava devagar demais? 
Converse com seus colegas sobre isso e proponha atitudes que podem ser 
adotadas pelos pedestres, para transitar em segurança!
Sair atrasado 
e com pressa 
aumenta o risco 
de acidentes. Por 
isso, programe-se 
para sair de casa 
com antecedência 
e caminhe com 
atenção!
O trânsito é um direito de todas as pessoas e compreende aspectos 
como segurança, mobilidade humana, qualidade de vida e relações 
sociais no espaço público. Por ser um espaço coletivo, o trânsito deman-
da, de seus usuários, um conjunto de valores e de comportamentos que 
prezem pela empatia, pela equidade, pela cooperação e pelo respeito à 
vida de todos, os quais precisam ser desenvolvidos e consolidados atra-
vés de um processo permanente de Educação para o Trânsito. 
A Educação para o Trânsito é uma atribuição legal do Departamento 
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e os nossos projetos e 
programas fazem parte de diversos esforços que vêm sendo desenvol-
vidos no Brasil para a redução de mortes no trânsito, a partir da imple-
mentação das ações do Programa Nacional de Redução de Acidentes 
(PNATRANS). Nosso maior desafio é levar a Educação para o Trânsito 
para todas as escolas da Educação Básica através do Programa 
Nacional de Educação para Trânsito, o Conexão DNIT, que está sendo 
desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em 
Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e 
Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Esperamos que o conjunto de ações e de esforços do DNIT, para

Mais conteúdos dessa disciplina