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ENSINO FUNDAMENTAL Material para professor(a) e para estudante SABERES DO TRÂNSITO Educação para o trânsito, educação para a vida Saberes do Trânsito Educação para o trânsito, educação para a vida 5° ano – Ensino Fundamental Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) LabTrans Florianópolis, 2021 Saberes do Trânsito Educação para o trânsito, educação para a vida 5° ano – Ensino Fundamental Flavio De Mori e Jorge Luiz Silva Hermenegildo (organizadores) Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Campus Universitário - UFSC - Trindade - Caixa Postal 5005 CEP 88040-970 - Florianópolis - Santa Catarina contato@labtrans.ufsc.br - www.labtrans.ufsc.br Supervisão Flavio De Mori Capa João Luiz Martins Edição Eletrônica João Luiz Martins Ilustrações Paulo Roberto Xavier Revisão Bárbara Farias da Silva Bianca Franchini da Silva Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha catalográfica elaborada por Guilherme Goulart Righetto – CRB 14/1622 Nota: a presente obra foi produzida a partir dos produtos desenvolvidos durante a execução do Objeto 3 – Educação para o Trânsito do Termo de Execução Descentralizada (TED) 448/2017 firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Saberes do trânsito : educação para o trânsito, educação para a vida : 5º ano : ensino fundamental / Flavio De Mori, Jorge Luiz Silva Hermenegildo (orgs.). – 1. ed. – Florianópolis : LabTrans/UFSC, 2021. 210 p. : il. Inclui Bibliografia ISBN 978-65-00-31476-2 1. Educação para o trânsito. 2. Ensino Fundamental. 3. LabTrans/UFSC. I. Título. CDU: 37:656.05 S115 Essa obra é licenciada por uma Licença Pública Creative Commons do tipo: Você tem o direito de: • Compartilhar – Copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato. • Adaptar – remixar, transformar e criar a partir do material. De acordo com os seguintes termos e condições: Atribuição – Você deve dar crédito apropriado aos autores originais da forma especificada pelos autores ou licenciantes. Uso não comercial – Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. 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Estudos, pesquisas, ferramentas e programas de capacitação para prover suporte à gestão de competências da CGPERT vinculadas às áreas de segurança viária, infrações e operações rodoviárias DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT Antônio Leite dos Santos Filho Diretor-Geral Euclides Bandeira de Souza Neto Diretor Executivo Lucas Alberto Vissotto Júnior Diretor de Infraestrutura Rodoviária - Substituto Bráulio Fernando Lucena Borba Junior Coordenador-Geral de Operações Rodoviárias Davi Costa Melo Coordenador de Operações Julio Cesar Donelli Pelizzon Coordenação de Multas e Educação para o Trânsito UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC Ubaldo Cesar Balthazar Reitor Edson Roberto De Pieri Diretor do Centro Tecnológico Wellington Longuini Repette Chefe do Departamento de Engenharia Civil LABORATÓRIO DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA – LABTRANS Amir Mattar Valente Coordenador-Geral Valter Zanela Tani Coordenador de Projetos As atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito disponibilizadas nesta publicação foram desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) no âmbito do TED.448/2017 Coordenação Flavio De Mori Jorge Luiz Silva Hermenegildo Elaboração das atividades pedagógicas Aline Martins de Souza Cristiane Guimarães Daiane Eckardt Derlam Daniel Godinho Berger Flavio De Mori Francieli Triches Irene Rios da Silva Jorge Luiz Silva Hermenegildo Jussara Brigo Leandro Costa Luciana Paula Bonetti Silva Maeli Faé Maria Flavia Barbosa Xavier Marlise Medeiros Nunes Samara Laís Zimermann Sidneya Magaly Gaya Tatiana de Oliveira Santana Apoio técnico e operacional Camila Costa da Cunha Deucélia Eva Pedroso Guilherme Goulart Righetto Léia Mayer Eyng Luiza Estefano Mariana Roncale Martins Projeto gráfico Flavio De Mori João Luiz Martins Paulo Roberto Xavier Diagramação João Luiz Martins Ilustrações Paulo Roberto Xavier Revisão Bárbara Farias da Silva Bianca Franchini da Silva (Coordenação) Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra. Anísio Teixeira Prefácio Ao falarmos em Educação para o Trânsito no contexto do Programa Conexão DNIT, estamos nos referindo a um processo de mudança com a inserção de temas contemporâneos transversais de urgência e de emergência social nas escolas. Em Saberes do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida, é possível perceber um inovador e diferenciado caminho para trabalhar a transversalidade das temáticas do trânsito, de modo integrado, interdisciplinar e transdisciplinar. Por meio de processos intensivos em conhecimento, o Programa Conexão DNIT foi concebido e desenvolvido, sendo resultado da união de esforços do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans). Como conjunto inicial, as 143 atividades pedagógicas formuladas pelo Programa, que integram essa coleção de livros para os nove anos do Ensino Fundamental, podem promover uma viagem emocionante! Através do diálogo com a realidade de cada escola e de cada educador e, ainda, da condução, para os estudantes, de uma oportunidade singular de desenvolver a Educação para o Trânsito no cotidiano, as atividades foram construídas para a prática integrada com as áreas de conhecimento do Ensino Básico e para o trabalho de forma efetiva, dinâmica e lúdica. Esta publicação oportuniza o contato com um conjunto de atividade pedagógicas, alinhadas com estratégias de aprendizagem integradas e conectadas a diversos conceitos que buscam sensibilizar e mobilizar o coração das pessoas para um olhar diferenciado para o ato de transitar, sendo eles: • Conexão com o útil – atividades criativas, simples, educativas, direcionadas para as práticas pedagógicas e, ao mesmo tempo, livres para cocriação. • Conexão com o dialógico – atividades que são completas, estruturadas e leves, e que promovem movimentos com flexibilidade. • Conexão com o sustentável – atividades que propiciam a análise dos valores e das responsabilidades sociais, coletivas e participativas. • Conexão com o humano – atividades que são significativas, funcionais, bonitas e surpreendentes, e que impactam as pessoas para a busca de atitudes conscientes e seguras ao transitar. Em cada atividade pedagógica, abrem-se possibilidades de inserção dos temas do trânsito nas práticas pedagógicas cotidianas, de modo a despertar o interesse dos estudantes para a percepção dos riscos do trânsito e para a necessidade da adoção de comportamentos seguros, visando garantir a integridade física, emocional e mental de todas as pessoas que ocupam o espaço do trânsito, seja na condição de pedestres, de passageiras, de ciclistas, de motociclistas, sejana condição de condutoras de diferentes tipos de veículos automotores. Inspirar, sensibilizar e mobilizar os educadores para inserção da Educação para o Trânsito no dia a dia das escolas, buscando preservar vidas, têm sido as principais motivações para a criação e o desenvolvimento das atividades pedagógicas do Programa Conexão DNIT. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) LabTrans/UFSC Apresentação Situações ou realidades que colocam as pessoas em risco são, costumeiramente, associadas a crimes organizados em grandes cidades, a catástrofes naturais e a doenças, por exemplo. Independentemente da percepção de risco que se tenha, os sinistros de trânsito ocuparam, em 2018, o 8º lugar na relação de maiores causadores de morte no planeta, segundo pesquisa publicada no Relatório Global do Estado da Segurança Viária 20181. Esse mesmo relatório, da Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que o trânsito é o maior causador de mortes em todo o mundo quando se olha apenas para as causas evitáveis, ou seja, aquelas que são possíveis de serem prevenidas com atitudes humanas. De modo a destacar essa urgência, alguns dos pontos mencionados no relatório, além dos aspectos de má conservação da infraestrutura das estradas, foram: as principais causas de mortes de jovens (de 15 a 29 anos) e de crianças (de 5 a 14 anos) são as lesões ocasionadas no trânsito; metade das mortes registradas no trânsito no mundo são de pedestres, de ciclistas e de motociclistas, considerados os usuários mais vulneráveis desse sistema; e o excesso de velocidade é uma das três principais causas de acidentes de trânsito. Dentre tantos fatores que potencializam esses dados, há de se pôr em evidência que os comportamentos inadequados e a falta de responsabilidade e de clareza dos usuários no que concerne ao respeito às normas de trânsito são uma emergência a ser reparada. Para mudar esse comportamento, é preciso que sejam feitos exercícios de autoanálise, de observação sobre as próprias atitudes em relação ao trânsito. Além disso, é importante estar ciente da dimensão dessa problemática na sociedade, sendo impensável promover uma mudança tão significativa sem despertar transformações em seu sistema de ensino. Toda escola, considerando-se até mesmo a inserção dela em quaisquer um dos diversos contextos regionais do país, representa, para sua comunidade, um espaço de trocas e de vivências com o potencial de gerar transformações e movimentos. Por isso que é tão importante que a Educação para o Trânsito seja abordada em todos níveis de ensino. Nesse contexto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), concebeu um programa de Educação para o Trânsito voltado para a promoção da cultura de paz e de segurança no trânsito: o Programa Conexão DNIT. As atividades educacionais foram pensadas para que os professores levem o conteúdo de educação para o trânsito para as salas de aula, ao longo de todo o ano letivo, integrando as temáticas de trânsito aos conteúdos do currículo formal. A característica fundamental do material paradidático é o enfoque do trânsito como tema transversal, local e de urgência social. A transversalidade propõe a integração desse tema com os conteúdos disciplinares de maneira que complemente o currículo e que seja trabalhado de forma efetiva, dinâmica e lúdica. O trânsito, portanto, é um tema social para ser trabalhado na escola, escolhido em função das urgências que a sociedade apresenta, e que representam aspectos relevantes da realidade. 1 World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/ item/9789241565684#:~:text=The%20Global%20status%20report%20on,people%20aged%20 5%2D29%20years. Acesso em: 11 dez. 2020. Se, de um lado, as legislações de trânsito citam que esse tema deva compor os conteúdos de sala de aula, por outro lado, as diretrizes pedagógicas mencionam o trânsito como uma temática a ser transversalizada. Ou seja, a Educação para o Trânsito está prevista na legislação brasileira, a partir do Artigo 76, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O item I do parágrafo único, do referido artigo, ressalta: “[...] a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com conteúdo programático sobre segurança de trânsito”2. Além disso, a abordagem do trânsito como tema transversal está indicada nas Diretrizes Nacionais de Educação para o Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), desde 20093. Por sua vez, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)4 citam o trânsito como um tema local; e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)5 define o trânsito como tema transversal. No documento Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Contexto Histórico e Pressupostos Pedagógicos6, está exibido que a Educação para o Trânsito compõe o grupo de 15 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), voltados para as questões sociais e para a cidadania, fazendo a associação dos conteúdos escolares com a realidade vivida dos estudantes. Sustentado por esses preceitos, o Programa Conexão DNIT foi concebido como uma iniciativa estruturada em rede e direcionada para as escolas de Ensino Fundamental e se destaca por oferecer uma proposta de metodologia inovadora, sustentável e colaborativa de Educação para o Trânsito. Através de seu portal web7 e do aplicativo móvel8, o Programa disponibiliza um banco de atividades que articulam conteúdos de trânsito com os conteúdos de todas as disciplinas, a partir dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC para os anos escolares de 1º a 9º, na área “Atividades”. Essa área apresenta, aos usuários, a busca, a recuperação e o download das atividades de Educação para o Trânsito desenvolvidas, bem como suas orientações de uso. 2 BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 02 set. 2021. 3 Id. Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN. Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental. Brasília, DF: Ministério da Infraestrutura, 2009. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos-denatran/portarias/2009/ PORTARIA_DENATRAN_147_09_ANEXO_II_DIRETRIZES_EF.pdf. Acesso em: 02 set. 2021. 4 Id. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília, DF: MEC, 1998. 5 Id. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 02 set. 2021. 6 Id. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Contexto Histórico e Pressupostos Pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019. 7 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/. 8 Aplicativo disponível para Android e para iOS. SUMÁRIO 19 23 27 24 29 37 47 59 69 79 Introdução Educação para o Trânsito como tema transversal Transversalidade Atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito Artistas caminhantes Sinal verde para a criação Influências do ciclo da água no trânsito O Robô do trânsito Basquetebol numerado Circuito da segurança Lugares para caminhar Lugares seguros para pedalar Perfil secreto do trânsito Cidadãos éticos e antiéticos no trânsito Festas populares e as vias públicas Traffic routines Adalberto no trânsito: uma comemoração perigosa! Brutamontes no trânsito: causando o maior fuzuê! Brutamontes em: “Causando o maior fuzuê!” Contabilizando velocidades 135 143 155 167 177 187 197 107 89 97 19 Introdução Haja vista a relevância do temapara a formação de cidadãos conscientes sobre suas atitudes no sistema trânsito, o Programa Nacional de Educação para o Trânsito, intitulado Programa Conexão DNIT, buscou desenvolver um material paradidático que trabalhasse a Educação para o Trânsito de forma transversal, articulada às disciplinas da grade curricular das escolas, a partir de atividades direcionadas aos estudantes do Ensino Fundamental. A presente publicação contém 16 atividades pedagógicas de Educação para o Trânsito do 5º ano do Ensino Fundamental, elaboradas pelo Programa. No que se refere à organização desta publicação, serão expostas, na seguinte sequência, atividades das disciplinas curriculares de Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática, a partir dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC. Para cada atividade, haverá a disponibilização da versão dos professores, seguida pela versão dos estudantes. De modo a descrever a formulação das atividades, é interessante mencionar que a versão dos professores é iniciada pelo cabeçalho, que especifica a que ano escolar, disciplina e subtema a atividade se refere. Logo abaixo, encontram-se o título e o subtítulo da atividade, e, na sequência, esta é composta por blocos, os quais estão descritos a seguir. Apresentando o percurso pedagógico, que objetiva apresentar as informações básicas que sustentam a atividade, sendo composto: pela articulação didática, que é o caminho didático entre os conceitos e o conteúdo de trânsito e os conhecimentos disciplinares; pelas competências e pelas habilidades do trânsito contempladas, escolhidas de acordo com a Tabela de Conceitos e Conteúdos de Trânsito – Programa Conexão DNIT; pelo tempo estimado da atividade; e pelos recursos necessários para sua aplicação, considerados como materiais e digitais. Conectando os saberes do trânsito, que contém textos e informações sobre trânsito vinculados à atividade. Nesse bloco, os objetivos principais são de explicitar a problemática da atividade e, ainda, de relacioná-la aos fatores de risco, à reeducação, à consciência e às mudanças atitudinais, através do entrelaçamento dos conceitos, dos conteúdos, das competências e das habilidades de trânsito. Fazem parte desse bloco: os textos de especialistas, os dados estatísticos, as reportagens, os aspectos legais, as imagens, os gráficos e os mapas, isto é, todos os documentos de caráter formativo direcionados aos professores, os quais aparecem enumerados, para melhor organização visual da proposta. Construindo os caminhos da atividade, que tem o objetivo de indicar, aos professores, caminhos para o desenvolvimento da atividade, através da proposição de estratégias didáticas. Esse bloco apresenta orientações e, também, a atividade completa, com gabarito, acrescida de conversas com os professores, organizadas em boxes com o nome Mediação, os quais têm a intenção de ajudar os professores a tecerem relações de sentidos que enriqueçam as interações em sala de aula. 20 Aprimorando práticas e ampliando conexões, que objetiva fazer o fechamento da atividade com reflexões sobre a avaliação. À medida que o olhar dialógico constitui os princípios fundantes (a importância do processo de interação, a construção colaborativa, a valorização e a socialização de saberes), as atividades buscam ajudar os professores a aprimorar e a reorganizar os objetivos de aprendizagem, especialmente os saberes e as atitudes relacionados ao trânsito. Nesse sentido, o boxe Outras conexões apresenta possibilidades e desdobramentos para a atividade, como socializações com a comunidade escolar, através de varais literários, campanhas de conscientização, compartilhamento de textos, de imagens e de fotografias em mídias comunitárias, rodas de conversa com especialistas de trânsito, sugestões de atividades integradas com outras áreas de conhecimento, solicitações de intervenções na infraestrutura local a órgãos competentes etc. Ainda nesse bloco, são listadas as referências que subsidiaram a produção da atividade, organizadas conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Por sua vez, a versão das atividades destinada para os estudantes é composta por um cabeçalho (informando dados básicos, como: ano escolar, a disciplina e o subtema correspondente ao ano escolar ao qual a atividade se destina). Logo em seguida, há três campos para serem preenchidos pelos estudantes: nome; turma; e data. Adiante, há apenas um bloco, que contém textos, questões e propostas. Tanto a versão dos professores quanto a versão dos estudantes abrigam diferentes elementos gráficos de interação, que contribuem para a dialogicidade na comunicação com os estudantes, assim como possibilitam interlocuções entre os conhecimentos. O uso dos elementos de interação pode variar de atividade para atividade, a depender do conteúdo e das intenções pretendidas, sendo eles: Mediação, como já brevemente comentado, remete-se ao conceito homônimo e tem o propósito de construir um espaço significativo de interação com os professores, estimulando a reflexão e as relações entre os professores, os objetos de aprendizagem e os estudantes. Esse elemento é apresentado nas colunas principais, em forma de um boxe textual. É de Lei é apresentado tanto no material dos professores quanto no material dos estudantes, especialmente a partir do 6º ano, e objetiva oferecer, à atividade, informações legais que são publicadas em gêneros discursivos específicos ou que são oriundas dessa esfera de atividade humana. A longo prazo, o elemento propicia uma formação contínua dos professores no que diz respeito aos aspectos legais que organizam a convivência no trânsito brasileiro, ampliando o repertório de leituras que dizem respeito à vida cidadã dos envolvidos no Programa. Acesse! pode fornecer endereços eletrônicos que complementem as informações que fazem parte da construção teórica, conceitual e procedimental das atividades, uma vez que as atividades promovem interações entre textos, imagens e diferentes gêneros discursivos, sempre abordando uma relação entre a problemática e os temas prioritários e emergentes na educação para o trânsito. Ou seja, são interações que apresentam links relacionados ao trânsito, aos conceitos, às competências e às habilidades contempladas, e, ainda, sugestões que ajudam nos processos de mediação da problemática, em formatos de áudios (canções, contos, podcasts), audiovisuais (curtas-metragens, clipes musicais, adaptações, notícias ou reportagens), que ampliam a recepção de sentidos em diferentes linguagens, além dos textos verbais, favorecendo a inclusão de diferentes habilidades cognitivas e de diversos níveis de aprendizado. 21 Trânsito em números objetiva compartilhar dados estatísticos relevantes para a composição da atividade e pode ser apresentado no material dos professores ou durante a atividade dos estudantes. Esse elemento colabora, também, para dar mais legitimidade às problemáticas abordadas e, a longo prazo, é um elemento formativo que amplia o repertório específico do trânsito dos professores participantes do Programa Conexão DNIT e exibe informações imprescindíveis aos estudantes. Compartilhe! busca estimular os professores a relatarem os processos de recepção e de desenvolvimento das atividades no cotidiano escolar. Além disso, é um elemento que favorece o diálogo e que nutre a produção de atividades a partir de fotos, de relatos sobre as dificuldades apresentadas e de possibilidades de aperfeiçoamento. Papo sério! busca chamar a atenção dos estudantes para uma informação ou para uma realidade do trânsito que carece de conscientização e de novos comportamentos. Contém pequenos textos informativos, complementares à atividade e que dialogam com o cerne da questão apresentada. Vocabulário objetiva esclarecer conceitos novos apresentados na atividade, auxiliando na compreensão e na apropriação dos leitores a respeito dossentidos do texto. Trata-se de um elemento fundamental no processo de leitura, principalmente para os estudantes, pois se relaciona com a ampliação do léxico dos leitores. Você sabia? objetiva compartilhar curiosidades sobre a problemática abordada, como números impactantes, curiosidades regionais e locais, relações comparativas com outras realidades mundiais etc. Tá combinado? tem o propósito de firmar um compromisso com os estudantes. À medida que o Programa Conexão DNIT objetiva educar os estudantes para a percepção, a tomada de consciência e a mudança de atitudes deles enquanto usuários do trânsito, esse elemento de interação é escrito em linguagem informal, mais próxima do público jovem, propiciando a aproximação entre a problemática, a atividade e os estudantes, seus modos de existir e de se expressar na sociedade, buscando firmar um acordo de conduta mediante os aprendizados construídos. Fique ligado! apresenta um enunciado performativo que busca dar ênfase à percepção de riscos, a um olhar para aspectos do cotidiano que se relacionem com a problemática abordada. Esse item funciona como um aviso educativo, uma forma de sinalização, que conecta os saberes construídos e compartilhados na atividade e na vida cotidiana. A praticidade visada na proposta do Programa Conexão DNIT está na confluência e no diálogo entre os conteúdos de trânsito e os objetos de conhecimento previstos pela BNCC, proporcionando, assim, que os professores contem com esse auxílio para desenvolver atividades com os estudantes, sem deixar de atender aos objetivos de aprendizagem de seus planos de ensino. 23 Educação para o Trânsito como tema transversal O trânsito é uma temática que está presente na vida de todas as pessoas, independentemente da posição ou da condição que elas ocupam nesse espaço, seja como pedestres, passageiras, ciclistas, seja como condutoras. O trânsito é um espaço coletivo, com regras bem estabelecidas que precisam ser seguidas para a segurança de todos. Para além de respeitar as regras de circulação, é importante que as pessoas estejam cientes dos direitos que elas têm no trânsito, para que, se necessário, também possam reivindicá-los, atuando ativamente para a garantia de melhores condições de fluidez e de segurança para quem transita nas vias. Para que sejam desenvolvidos todos esses aprendizados nas pessoas, desde a necessidade de conhecer e de respeitar as regras até o de saber reivindicar seus direitos enquanto usuárias do trânsito, faz-se importante investir na Educação para o Trânsito sustentada no desenvolvimento da percepção dos riscos no trânsito, no despertar da consciência sobre os riscos nesse espaço e na adoção de atitudes seguras ao transitar. Idealmente, a Educação para o Trânsito deve começar desde cedo, abordando-se as temáticas do trânsito de maneira articulada aos conteúdos do currículo escolar, ou seja, a partir de uma abordagem transversal. A institucionalização desse tema, enquanto parte do currículo nacional da Educação Básica, teve uma trajetória longa, marcada pela publicação de diversos dispositivos legais ao longo do tempo. Desde a década de 1990, entende-se que o trânsito é um tema pertinente para ser trabalhado durante o Ensino Fundamental, orientado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)9. Além de apresentarem diretrizes para o ensino das diversas áreas do saber, com o objetivo de respaldar os processos avaliativos e pedagógicos, os PCNs abordam, ainda, uma série de temas transversais, estes que, devido à sua natureza, não constituem uma disciplina à parte, podendo ser trabalhados em todas elas. Muitos são os temas pertinentes à vida dos estudantes e à formação de cidadãos mais conscientes, sendo a Educação para o Trânsito um desses temas. O próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB)10, publicado em 1997, enfatiza a necessidade de se trabalhar a Educação para o Trânsito em todos os níveis de Ensino, como consta no seu Artigo 76: A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação. Outro marco importante que reforça a necessidade e a relevância de abordar a temática do trânsito no Ensino Fundamental foi a definição de diretrizes para a Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental, estabelecidas em 2009, pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), através do Anexo II da Portaria 14711. 9 BRASIL, 1998. 10 Id., 1997. 11 Id., 2009. 24 Por sua vez, a BNCC define a Educação para o Trânsito como um dos “[...] temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global e que devem ser abordados, preferencialmente de forma transversal e integradora, nos currículos e práticas pedagógicas de todo o Ensino Básico”12, devendo ser, necessariamente, incorporados ao contexto pedagógico da escola. A Educação para o Trânsito, então, apresenta seu viés transversal, como temática de urgência social, ligada às diferentes realidades locais, regionais e nacionais e com foco na educação para exercício da cidadania. Nessa perspectiva, o Programa Conexão DNIT oferece um material paradidático em consonância com os normativos legais e disponibiliza, aos educadores, um banco de atividades, as quais articulam os conteúdos de trânsito com os objetos de conhecimento das diversas disciplinas, visando apoiá-los a cumprirem seus objetivos de ensino-aprendizagem e, ainda, auxiliá-los na promoção de um trânsito seguro. Transversalidade Os temas transversais são oriundos das problemáticas diárias e de urgência social e que, devido à amplitude de sua natureza, necessitam ser trabalhados com os saberes escolares, transpassando os diferentes campos do conhecimento. Esses temas se distinguem das áreas convencionais do Ensino Básico, sendo relacionados a processos que emergem das necessidades cotidianas dos espaços e das cidades, que se mostram como importantes desafios a serem solucionados pela sociedade. Dessa forma, expressam conceitos e valores fundamentais à democracia e à promoção da cidadania. Nesse sentido, a transversalidade pode ser definida como um recurso pedagógico cujo intuito é ajudar os estudantes a adquirirem uma perspectiva mais compreensiva e crítica da realidade social, assim como sua inserção e participação nessa realidade. Esse recurso contrapõe-se à visão alienada e individualista do conhecimento e relaciona os conteúdos com o contexto que os cerca e ignora, ainda mais, as barreiras disciplinares13. Na promoção de uma educação transversal, os educadores não precisam interromper o planejamento de ensino de suas áreas para trabalharem os temas transversais, uma vez que a intenção é que esses temas possam ser incorporados ao planejamento e trabalhados a partir da afinidade que cada educador tem com a disciplina em questão. Caberá, aos professores, mobilizar esses conteúdos em torno de temáticas escolhidas, de forma que as diversas áreas não representem continentes isolados, mas digam respeito aos diversos aspectos que compõem o exercício da cidadania14. Assim, os temas transversais estarão presentes em todas as áreas do conhecimento, o que proporciona, aos estudantes, olhares globais e integradores sobre a realidade social. Como se pode notar, a transversalidade oferece, aos professores, uma oportunidade de trabalhar os mesmos conteúdos a partir de outras perspectivas, agregando novas abordagens. E, por conter temas de urgência social, por excelência, a perspectiva transversal tende a agregar dinamicidade e atratividade ao currículo das escolas. 12 BRASIL, 2018. 13 MORAES, S. E. Interdisciplinaridade e transversalidade mediante projetos temáticos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), Brasília, v. 86, n. 213/214, p. 38-54, 2005. Disponível em: http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/article/view/1402/1141.Acesso em: 24 jun. 2020. p. 39. 14 BRASIL, 1998. 25 Contudo, para que a transversalidade proporcione, para a escola, maneiras de refletir e de agir em prol de uma educação respaldada por valores e por atitudes – em todas as áreas –, é preciso que haja uma ruptura em termos de prática pedagógica, ampliando a responsabilidade dos educadores com a formação dos estudantes e implicando, nesse processo, na relação com diferentes membros da comunidade escolar. Devido à sua natureza, os temas transversais demandam não atividades pontuais, mas um trabalho sistemático e contínuo no decorrer da vida escolar, o que possibilita um tratamento mais profundo das questões eleitas e um aprendizado mais significativo. Esse trabalho é intenso e exige, dos educadores, uma mudança de perspectiva. Esse esforço se justifica diante da importância dos temas transversais na formação dos estudantes e da urgência que esses temas representam para a sociedade. Para que a aprendizagem seja significativa e proporcione uma formação cidadã, é fundamental que diferentes temas sociais sejam estudados e debatidos na escola, já que o espaço escolar é parte constituinte importante da sociedade e que o seu currículo não pode ignorar os assuntos que são mais urgentes na sociedade. Dentre os temas transversais, o trânsito, por exemplo, apresenta um impacto local e específico para cada comunidade. Nas ruas onde se situam as escolas, nota-se que o trânsito é diretamente impactado pelo aumento do fluxo de veículos e de pedestres nos horários de entrada e de saída. A mudança de atitude, se promovida pela escola, terá um impacto direto no aumento da segurança no trânsito daquela comunidade. Em outra dimensão, o trabalho de conscientização, realizado sistematicamente em todas as escolas, é capaz de oportunizar mudanças em maior escala na redução do número de acidentes, por exemplo, impactando diretamente na área da saúde. Outra mudança de atitude em relação ao trânsito se dá pela consciência do bom uso dos meios de locomoção, aderindo-se aos meios de transporte coletivo, que, em grande escala, promoveria a redução da emissão de poluentes que afetam o meio ambiente. É interessante pensar, ainda, na gentileza no trânsito que, enquanto postura ética e cidadã, pode colaborar não apenas para a promoção de um trânsito mais seguro, mas também pode fomentar a gentileza nos mais diversos momentos da vida social. A finalidade basilar da transversalidade é promover a superação da fragmentação e da linearidade, ao trabalhar com a totalidade do conhecimento. A transversalidade proporciona uma experiência não linear de aprendizagem e, ainda, articula saberes múltiplos, sem buscar integrá-los, mas suscitando infinitas interconexões. Ao abordar os desafios sociais contemporâneos, em todas as disciplinas e anos escolares, o aprendizado científico favorece a criatividade, o aperfeiçoamento de atitudes e de valores e o senso de coletividade. 27 Atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito Nesta publicação, está disponibilizado o conjunto inicial de atividades pedagógicas do material paradidático de Educação para o Trânsito do Programa Nacional de Educação para o Trânsito – Conexão DNIT, as quais, aliás, também se encontram em formato digital e podem ser acessadas através do portal web15 ou do aplicativo móvel16 do Programa. Para a produção dessas atividades, inicialmente, para que esse material fosse significativo, instigante e capaz de mobilizar experiências e saberes acerca do trânsito, através de propostas flexíveis, atraentes e dialógicas de modo a engajar professores e estudantes em diferentes cotidianos escolares, foi definido um conjunto de características denominado: DNA. A dialogicidade, a utilidade, a sustentabilidade e a humanidade compõem esse DNA, e são esses elementos os balizadores do processo de criação, de revisão e de cocriação dos materiais pedagógicos do Programa Conexão DNIT. Os conceitos e os valores do Programa também foram considerados na elaboração das atividades, estruturando-as para que se adequem aos cotidianos escolares e para que atendam às especificidades do trânsito, com o propósito de desenvolver, nos estudantes, a percepção de riscos, de ativar a consciência sobre os riscos e de promover a mudança de comportamento e a adoção de atitudes seguras ao transitar. As atividades pedagógicas contemplam as especificidades e as demandas dos nove anos do Ensino Fundamental a partir de três grandes temas: O trânsito no contexto do letramento (1º e 2º ano); O trânsito no lugar de vivência (3º, 4º e 5º ano); e O trânsito no espaço social (6º, 7º, 8º e 9º ano). Além deles, as atividades abrangem os seguintes subtemas: Os sentidos do trânsito (1º ano); Explorando o trânsito no entorno da escola (2º ano); Percepções e cuidados no trânsito (3º ano); Descobrindo as diferentes paisagens (4º ano); Circulando com responsabilidade (5º ano); As comunicações do trânsito (6º ano); Um olhar sensível para o trânsito (7º ano); Escolhas e ações responsáveis no trânsito (8º ano); e Trânsito como um ambiente democrático (9º ano). No que se refere aos parâmetros e aos aspectos formais e de conteúdo considerados para a consolidação do material paradidático, é importante mencionar os seguintes detalhamentos: • Atividades do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental – linguagem simples, com grafias em caixa-alta nos textos, nos títulos e nas ilustrações, e os textos são curtos, com até dez linhas. As atividades, de modo geral, são ricas em imagens e em ilustrações, de forma a atender à especificidade dos estudantes desses anos escolares, os quais estão em período de alfabetização e em processo inicial de letramento. Dessa maneira, as propostas são elaboradas de forma mais lúdica e prática, envolvendo passatempos e brincadeiras, por exemplo, conforme consta na BNCC. • Atividades do 3º ao 5º ano – a grafia passa a ser script nos textos, nos títulos e nas ilustrações, e os textos são em tamanho médio (até 20 linhas). As atividades, de modo geral, também contam com imagens e com ilustrações direcionadas ao nível escolar dos estudantes, e as propostas continuam a explorar a ludicidade e os sentidos humanos. Além disso, o entorno da escola passa a ser introduzido nas atividades, exibindo-se os cuidados e os riscos no trânsito. 15 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/. 16 Aplicativo disponível para Android e para iOS. 28 • Atividades do 6º ao 9º ano – são mais complexas em relação aos anos anteriores, desenvolvidas com o intuito de ampliar o nível de compreensão, dos estudantes, a respeito das problemáticas do trânsito e das relações destas com o mundo. A partir das propostas das atividades, os professores podem inserir diferentes mídias na execução dos exercícios, de acordo com a realidade do ambiente escolar. O conjunto inicial de atividades pedagógicas de Educação para o Trânsito dos nove anos do Ensino Fundamental é composto por 143 atividades, abrangendo as disciplinas de Arte, de Ciências, de Educação Física, de Geografia, de História, de Língua Inglesa, de Língua Portuguesa e de Matemática. A coleção de livros Saberes do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida disponibiliza essas atividades em nove livros, organizados por ano escolar. 295° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Artistas caminhantes Caminhe com atenção, observe o movimento, as formas, sinta os cheiros e perceba os sons! Articulação didática A partir de uma saída de campo com a turma para a realização de uma caminhada ao redor da escola, observando-se o entorno, a atividade busca despertar, nos estudantes, a sensibilidade a diferentes sons, cheiros, formas e paisagens e reforçar os benefícios da caminhada como forma de locomoção. A sua finalização é feita com a criação de poesias e/ou de desenhos, relacionados a esse caminhar seguro. Objeto de conhecimento Processos de criação - BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidadeno espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Cuidados ao caminhar. Competência Compreender as maneiras seguras de caminhar no trânsito. Habilidade Expressar as percepções sobre o trânsito, relacionadas aos riscos e às maneiras seguras de transitar. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4 e materiais para colorir. Ao transitar, na condição de pedestre, é importante entender os aspectos de segurança referentes a esse meio de locomoção. O texto Caminhar com segurança aponta alguns cuidados que precisam ser adotados ao fazer uma caminhada. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 30 ARTISTAS CAMINHANTES Caminhar com segurança A ação de caminhar caracteriza-se pelo deslocamento de um ponto a outro a pé, sendo a forma mais comum de locomoção efetuada pelas pessoas. Os deslocamentos diários, em sua maioria, começam e terminam com uma caminhada. Por vezes, essa é a melhor forma de transitar, principalmente se for para executar deslocamentos curtos, como uma ida à padaria ou à escola, por exemplo. Dentro do sistema trânsito, que envolve pessoas, vias e veículos, quem caminha nas vias públicas é chamado de pedestre. Configurando-se como uma forma de transporte alternativo que não polui o meio ambiente, a caminhada é uma atividade física que proporciona, também, benefícios à saúde. No entanto, o ato de caminhar requer atenção e cuidados, pois os pedestres, juntamente com os ciclistas, são os usuários mais vulneráveis do sistema trânsito, o que pode, em alguns casos, levar a um aumento do risco de acidentes e de lesões causados no trânsito. Um atropelamento é um exemplo de evento grave tanto para o condutor que atropela quanto para o pedestre que é a vítima. Na maioria dos casos de atropelamento, o pedestre é atingido por uma colisão frontal. Nessa situação, após o choque com a frente de um veículo, o pedestre, geralmente, rola sobre o capô e sobre o para-brisa do carro, que pode atingi-lo. Quanto maior a velocidade do veículo, maior a gravidade das lesões e maior é o risco de morte. Conforme dados da administradora do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), a Seguradora Líder DPVAT (2018), os pedestres, no Brasil, no ano de 2018, ficaram em 2º lugar no ranking de indenizações pagas por esse seguro: foram pagas 10.846 indenizações por morte (28%), e 70.087 indenizações por invalidez permanente de pedestres (31%). Esses números apontam que quase 11 mil pedestres perderam a vida, e que mais de 70 mil pedestres ficaram permanentemente invalidados no ano de 2018 por causa de acidentes de trânsito. Sabendo-se dos riscos e da necessária atenção ao transitar, o pedestre deve identificar o espaço mais seguro para seu deslocamento e ter atitudes que priorizem a segurança. Veja algumas dicas que tornam a caminhada mais segura: • Caminhar, preferencialmente, em calçadas, em sua parte mais interna, longe da via. • Ficar sempre atento, nas calçadas, tanto à entrada e à saída de veículos das garagens quanto aos obstáculos, como buracos, rebaixamentos e outros. • Caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário ao dos veículos), nos locais onde não há calçadas. • Atravessar na faixa de pedestres, mesmo que isso exija fazer um caminho maior. • Atravessar, de preferência, nas ruas onde há semáforos tanto para pedestres quanto para veículos. • Procurar, antes de atravessar, “ver e ser visto”, ou seja, ter certeza de que foi notado pelos condutores. • Verificar se os veículos de todas as direções estão parados, antes de atravessar a via. • Observar a luz indicativa de direção (popularmente conhecida como seta) dos veículos, a fim de verificar para onde eles irão. O trânsito é dinâmico e engloba, consigo, potenciais riscos decorrentes de deficiências na infraestrutura e do comportamento inadequado de usuários. Para promover um processo de mudança cultural, é necessário educar, de formas permanente e continuada, os usuários, para que estes aprendam a perceber e a ter consciência dos riscos e a adotar atitudes seguras ao transitar. 315° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Estratégias didáticas Propõe-se que a atividade seja iniciada com uma conversa entre os estudantes a partir das respostas de duas questões norteadoras que abordam as percepções do ambiente e as atitudes e os comportamentos seguros ao caminhar. Na sequência, propõe-se a realização de uma caminhada segura ao redor da escola, estimulando que os estudantes se atentem aos cheiros, aos sons, às formas e às paisagens do trajeto. O encerramento da atividade é feito com a transposição, em poesias e/ou em desenhos, dos aspectos sentidos e observados por eles durante a caminhada. Atividade com gabarito Artistas caminhantes Você com certeza já fez uma caminhada. Mas, enquanto andava, será que estava realmente atento ao que acontecia ao seu redor? Para refletir sobre esse assunto, responda, dialogando com a turma, às duas primeiras perguntas. 1) Você presta atenção nos cheiros, nos sons, nas formas e nos diferentes tipos de paisagem dos lugares nos quais caminha? Resposta oral e pessoal. 2) Quais atitudes e comportamentos precisam ser adotados pelos pedestres ao caminharem para terem segurança? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes apontem atitudes, como, por exemplo: andar sempre pela calçada e afastado da rua; quando não houver calçada, caminhar no sentido oposto ao dos carros, para que possa ver os condutores e ser visto por eles; ao carregar sacolas, procurar deixá-las para o lado oposto ao da rua; quando acompanhado de mais pessoas, andar em fila única; evitar caminhar ouvindo música com fone de ouvido, pois, além de diminuir a atenção, diminui-se a audição dos ruídos que podem indicar a aproximação de um veículo; não correr pelas ruas, nem mesmo nas calçadas; e, ainda, estar sempre atento para poder parar a qualquer momento. Mediação Para iniciar a atividade, sugere-se conversar com os estudantes sobre como estes se locomovem até a escola, destacando-se quantos fazem o percurso a pé e quantos fazem com veículo motorizado, questionando-se, aos que caminham até a escola, o quanto se sentem seguros no trajeto. Pode-se abordar, por fim, os benefícios da caminhada e os cuidados que precisam ser adotados ao caminhar. 3) Agora que vocês já aprenderam um pouco sobre os comportamentos e as atitudes seguros dos pedestres, que tal fazer uma caminhada? Você sabia? No dia 8 de agosto, comemora-se o Dia Mundial do Pedestre. Foi nesse dia que a banda The Beatles tirou a famosa foto atravessando a avenida Abbey Road, na cidade de Londres, Inglaterra, para a capa de um dos seus discos mais conhecidos. Construindo os caminhos da atividade 32 ARTISTAS CAMINHANTES Mediação Antes de fazer a caminhada, é importante definir o percurso e o tempo de que precisam para realizar o que foi proposto no exercício. É preciso, também, fazer acordos de segurança com a turma para que seja feito um caminhar seguro, como caminhar em fila indiana, não correr, caminhar pelas calçadas e o mais longe possível dos veículos. No texto Caminhar com Segurança, há outras dicas importantes. Para que possam observar o movimento do trânsito, os tipos de sons, a quantidade, o tamanho e a velocidade dos veículos e outras características do trajeto, por exemplo, é possível ressaltar questões, como: Sentem cheiro de combustível ou outros?; Existem estruturas como ciclovia, lixeiras, calçadas, semáforos e faixa para pedestres? e Quais e como são os sons do trânsito?. 4) Agora é hora de criar! Como foi a caminhada? O que lhe chamou mais atenção? Como você se sentiu? Em pequenos grupos ou em duplas, transforme as impressões da sua caminhada em arte. Faça uma poesia ou um desenho expressando os sons, as formas, os cheiros e as paisagens que você viu e sentiu durante a caminhada. Não se esqueça de expressar,também, suas percepções sobre os riscos no trânsito e os cuidados necessários para se fazer uma caminhada com segurança. Mediação A partir das criações dos estudantes, propõe-se retomar uma conversa com a turma e anotar no quadro ou em um cartaz as percepções dos estudantes sobre os sons, as formas, os cheiros e as paisagens que compõem o trânsito ao redor da escola, bem como sobre os riscos e os cuidados necessários para que a caminhada no trânsito seja segura. É importante relacionar a caminhada com a promoção de uma cidade mais sustentável, silenciosa e com menos poluentes. Avaliação Na avaliação, pode-se observar o processo criativo dos estudantes em suas poesias e em seus desenhos, analisando-se se conseguiram expressar em suas criações a mensagem de que a caminhada é uma ação saudável que requer posturas e atitudes seguras. Outras conexões Os estudantes podem ser convidados a compor um varal de desenhos e de poemas no mural da escola. O varal pode ter um título bem criativo, com o propósito de estimular outros estudantes da escola a desenvolverem caminhadas seguras e a perceberem-nas como uma ação saudável. Tá combinado? Ao caminhar, sempre adote uma postura segura! Atravesse na faixa de pedestre sempre que existir, faça contato visual com o condutor e tenha certeza de que ele parou o veículo antes de você iniciar a travessia. Compartilhe! Como foi a atividade com os estudantes? Conte-nos a sua experiência! Aprimorando práticas e ampliando conexões 335° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 30 jan. 2020. SEGURADORA LÍDER-DPVAT. Relatório anual 2018. 2018. Disponível em: https:// www.seguradoralider.com.br/Documents/Relatorio-Anual/RELATORIO%20 ANUAL_2018_WEB.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020. Referências 355° ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Artistas caminhantes Você com certeza já fez uma caminhada. Mas, enquanto andava, será que estava realmente atento ao que acontecia ao seu redor? Para refletir sobre esse assunto, responda, dialogando com a turma, às duas primeiras perguntas. 1) Você presta atenção nos cheiros, nos sons, nas formas e nos diferentes tipos de paisagem dos lugares nos quais caminha? 2) Quais atitudes e comportamentos precisam ser adotados pelos pedestres ao caminharem para terem segurança? 3) Agora que vocês já aprenderam um pouco sobre os comportamentos e as atitudes seguros dos pedestres, que tal fazer uma caminhada? 4) Agora é hora de criar! Como foi a caminhada? O que lhe chamou mais atenção? Como você se sentiu? Em pequenos grupos ou em duplas, transforme as impressões da sua caminhada em arte. Faça uma poesia ou um desenho expressando os sons, as formas, os cheiros e as paisagens que você viu e sentiu durante a caminhada. Não se esqueça de expressar, também, suas percepções sobre os riscos no trânsito e os cuidados necessários para se fazer uma caminhada com segurança. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Ao caminhar, sempre adote uma postura segura! Atravesse na faixa de pedestre sempre que existir, faça contato visual com o condutor e tenha certeza de que ele parou o veículo antes de você iniciar a travessia. No dia 8 de agosto, comemora-se o Dia Mundial do Pedestre. Foi nesse dia que a banda The Beatles tirou a famosa foto atravessando a avenida Abbey Road, na cidade de Londres, Inglaterra, para a capa de um dos seus discos mais conhecidos. Estudante 375º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Sinal verde para a criação Os riscos e as consequências do avanço do sinal vermelho Articulação didática Esta atividade aborda os riscos e as consequências do avanço do sinal vermelho por parte dos usuários do sistema trânsito, com ênfase nos pedestres. Para isso, propõe-se, aos estudantes, realizar a reflexão acerca das atitudes seguras para travessia de ruas, a partir da leitura de um texto, da interpretação de imagens e da criação de uma canção. Objeto de conhecimento Processos de criação – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Avançar o sinal vermelho. Competência Compreender sobre a importância de respeitar as cores do semáforo ao transitar. Habilidade Distinguir o que pode ou o que não ser feito a partir das cores do semáforo. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papéis A4 e lápis. A percepção de riscos e o comportamento seguro ao fazer a travessia de vias são habilidades que precisam ser desenvolvidas nos estudantes para que possam transitar em segurança no trânsito. Como subsídios para abordar essa questão, o Texto 1 Pedestres no trânsito apresenta a importância dos cuidados que os pedestres precisam ter no trânsito (principalmente aqueles relacionados à travessia de via) e, também, trata do tema da vulnerabilidade das crianças a acidentes de trânsito. Por sua vez, o Texto 2 Semáforos para pedestres e para veículos: função e uso apresenta os dois tipos de semáforos e descreve o uso, a importância e os cuidados de cada um deles. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 38 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO Texto 1 Pedestres no trânsito Os pedestres são um grupo bastante diversificado e o mais vulnerável no ambiente do trânsito. Não importa se é rico ou pobre, homem ou mulher, branco ou negro, criança, jovem ou idoso, todos, em algum momento, estarão na condição de pedestres e terão que enfrentar as situações, por vezes inseguras, que o trânsito apresenta. Nesse sentido, ser professor é lidar com crianças que, diariamente, fazem o trajeto de casa à escola e da escola para a casa, na condição de pedestres. Em muitos casos, esses estudantes precisam fazer o trajeto sozinhos ou com outras crianças, e é nesse ponto que entra a importância da Educação para o Trânsito. As crianças precisam aprender, desde pequenas, os cuidados necessários enquanto pedestres, para atravessarem as vias, para caminharem em ruas sem calçadas, entre outras situações. Ter a percepção e a consciência do risco são ações importantes para que elas adotem posturas seguras, preservando a vida delas, uma vez que as crianças são uma das maiores vítimas de acidentes como pedestres no trânsito. No ano de 2017, por exemplo, quase 33% das mortes de pessoas entre 0 e 14 anos foram por esse motivo (CRIANÇA SEGURA BRASIL, 2019). Crianças e jovens estão muito propensos a sofrerem acidentes de trânsito pela falta de maturidade e de consciência dos riscos, por isso, é importante que, desde cedo, eles tenham um aprendizado contínuo acerca do funcionamento do trânsito, dos deveres e dos direitos que têm e dos cuidados que devem adotar como pedestres ou como passageiros e, posteriormente, como ciclistas, como motociclistas e como motoristas. Por isso, vale lembrar alguns cuidados a serem postos em prática para evitar os acidentes: • É importante ver e ser visto, ao realizar a travessia de ruas e de rodovias, pois condutores e pedestres precisam estar sempre atentos uns aos outros. • Utilizar, sempre que houver, a faixa de pedestres e as passarelas para atravessar ruas e rodovias. • Em um semáforo para veículos, deve-se esperar que este esteja vermelho para os veículos, os quais, por sua vez, precisam estar totalmente parados para que o pedestre realize a travessia, e, caso haja semáforo para pedestres, deve-se esperar que este fique verde para os pedestres. • Respeitar as sinalizações de trânsito. • Olhar para os dois lados antes de atravessar ruas e rodovias. • Não parar no meio da faixa e não conversar quando estiver realizando a travessia na faixa. • Não utilizaro celular ao caminhar. • Utilizar as calçadas, e, quando não houver, caminhar sempre nas bordas das pistas, no sentido contrário ao dos veículos, e, também, nesses casos, buscar ruas menos movimentadas para caminhar. • Não correr ou fazer brincadeiras durante a travessia. Para tanto, é preciso estar sempre atento ao fluxo do trânsito. Esses são alguns dos cuidados, diante de tantos outros, que devem ser observados pelas crianças e pelos jovens enquanto pedestres no trânsito. O importante é que os estudantes sejam estimulados a perceberem o corpo na relação com o trânsito e como estão vulneráveis, enquanto pedestres nesse contexto, para que assim comecem a ter atitudes seguras e possam compartilhar, com suas famílias e por onde forem, os aprendizados construídos. Dessa forma, a partir da mudança de comportamento da sociedade, os acidentes e as mortes causados pelo trânsito podem ser reduzidos de forma significativa. Trânsito em números Segundo dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), em 2017, 6.469 pedestres morreram vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. 395º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Texto 2 Semáforos para pedestre e para veículos: função e uso As sinalizações de trânsito têm a função de orientar pedestres, motoristas e ciclistas, para que, além de mais segurança, haja harmonia nas vias. O semáforo, por exemplo, é um sinal de trânsito que objetiva organizar e controlar o tráfego de veículos e de pedestres. Existem vários tipos de semáforos, e suas especificações, seus usos e seus regramentos para instalação são previstos no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica - Volume V (BRASIL, 2014), dentre os quais se têm o semáforo para veículos e o semáforo para pedestres, que possuem função e uso distintos e complementares, conforme apresentado no quadro a seguir. Semáforo para pedestres O semáforo para pedestre, caso a luz vermelha esteja acesa, indica, aos pedestres, a proibição de realizar a travessia da via. O semáforo para pedestre, caso a luz verde esteja acesa, indica, aos pedestres, a permissão para atravessar a via, sendo necessário sempre observar se todos os veículos estão parados. Caso a luz verde esteja intermitente, os pedestres não devem iniciar a travessia, no entanto, os que a iniciaram devem concluí-la atentando-se para o fato de que logo o semáforo estará aberto para os veículos. Semáforo veicular O semáforo para veículos adverte sobre os momentos em que a passagem é permitida ou não para carros: o sinal verde significa passagem permitida; o sinal amarelo é um alerta que chama a atenção dos motoristas para a transição do sinal verde para o vermelho; e o sinal vermelho adverte sobre a passagem proibida para carros. Onde não houver semáforo para pedestres, estes devem fazer a travessia quando o semáforo para veículos estiver vermelho, sendo necessário sempre observar se todos os veículos estão parados. Ultrapassar o sinal fechado é uma atitude de muito risco no trânsito, tanto por parte dos condutores quanto dos pedestres. Se a luz do semáforo estiver vermelha para os veículos de determinada(s) faixa(s), estará verde para os veículos de outra(s) faixa(s) ou aberto para os pedestres. Sendo assim, o avanço do sinal vermelho pelos motoristas pode causar um atropelamento ou, até mesmo, um acidente com outro veículo. 40 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO Ademais, avançar o sinal vermelho do semáforo é uma infração gravíssima, prevista no Artigo 208, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997), sujeita à multa. Apesar disso, muitos motoristas não seguem as leis de trânsito e ultrapassam o sinal fechado. Por isso, antes de atravessarem a via, os pedestres precisam ter atenção redobrada, pois, além de verificarem se o semáforo está vermelho para os veículos, devem observar se todos os veículos estão realmente parados. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto e com a interpretação das imagens apresentadas, de modo que se possa realizar uma conversa com os estudantes: sobre os significados atribuídos às cores verde e vermelha do semáforo para veículos e do semáforo para pedestres; sobre os riscos e as consequências do desrespeito da sinalização semafórica; e sobre os comportamentos que devem ser adotados para que a travessia seja segura. Essa conversa caracteriza-se como um momento de reflexão dos estudantes sobre aproximações do tema com a realidade vivenciada por cada um deles. Como fechamento da atividade, propõe-se a criação de uma música com a turma, transpondo para o papel os conhecimentos aprendidos e exercitando a criação coletiva e colaborativa. Atividade com gabarito Sinal verde para a criação Os semáforos são sinais de trânsito que têm a função de controlar o tráfego de automóveis e de pedestres nas vias. Por isso, são instrumentos importantes para manter a segurança viária. Existem vários tipos de semáforos, dentre os quais se têm o semáforo para veículos e o semáforo para pedestres, que possuem função e uso distintos e complementares. Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que os pedestres podem atravessar a rua, sempre olhando, antes, para os dois lados para ter a certeza de que os veículos pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é necessário que os pedestres esperem na calçada. Para o semáforo para veículos, os pedestres precisam agir exatamente ao contrário! Por isso, para se ter segurança no trânsito, a atenção é importante. Veja o infográfico sobre quem, onde e como pode atravessar a via em cada uma das cores do semáforo para veículos. Construindo os caminhos da atividade 415º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação Propõe-se que a leitura do texto e a interpretação das imagens sejam feitas pela turma de forma compartilhada e que, logo após, seja realizada uma roda de conversa para abordar, com os estudantes, o significado atribuído às cores verde, amarela e vermelha do semáforo para veículos e sobre os comportamentos que se deve ter em relação a cada uma delas. É importante, também, abordar os comportamentos que devem ser adotados quando existirem semáforos para pedestres instalados juntamente com os semáforos para veículos. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como, por exemplo: Quem, onde e quando deve atravessar a via de acordo com cada cor do semáforo para veículos?; Você já viu algum motorista furar o sinal vermelho?; Que consequências podem acontecer caso um motorista ultrapasse o sinal vermelho?; Você já atravessou a via sem esperar que o sinal fique vermelho para os veículos?; Enquanto pedestre, sabendo que têm motoristas que avançam o sinal vermelho, que cuidados você precisa adotar?. Durante a conversa, sugere-se que contribuições (palavras-chave) sejam anotadas no quadro, pois estas poderão auxiliar na escrita da música proposta no exercício subsequente. 42 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO 1) Não respeitar os semáforos pode colocar em risco a vida de muitas pessoas. Que tal compor uma música para chamar a atenção das pessoas sobre a necessidade de adotar atitudes seguras ao transitar? Veja as dicas abaixo, junte-se com seus colegas e deixem a criatividade fluir! a) A letra da música pode conter, por exemplo, as seguintes palavras: segurança; trânsito; semáforo; veículos; pedestres; motorista; avançar; e travessia. Além delas, as palavras que foram anotadas no quadro, no exercício anterior, também podem ser utilizadas. b) A intenção da música é conscientizar as pessoas sobre os perigos de avançar o sinal vermelho. Por isso, abusem da criatividade na elaboração da letra. Lembre-se de que os cuidados que os pedestres precisam adotar na travessia precisam constar na música, mencionando-se a atenção redobrada deles (já que há motoristas que avançam o sinal vermelho) e o uso da faixa de pedestres (já que há pedestres que atravessam em local inadequado). c) Com a letra pronta, façam uma melodia paraela e cantem com a turma. Mediação Propõe-se que seja criada uma única música com toda turma em um processo participativo e colaborativo. Sugere-se que as frases sejam registradas no quadro e adequadas (quando necessário), para que a métrica e o compasso sejam mantidos. É válido lembrar que a letra da música pode conter palavras sinônimas, como, por exemplo: no lugar de “semáforo”, utilizar “sinal”; no lugar de “avançar”, utilizar “furar”. Após finalizada, a letra da música pode ser escrita pelos estudantes no caderno deles. Com uma melodia criada, todos poderão cantar juntos para aprender a letra. Caso a turma tenha facilidade com a atividade, pode-se, também, aumentar o nível: criando toques para a música; utilizando os sons do corpo para fazer diferentes timbres; entre outras variações. A música pode ser apresentada em outras turmas ou em eventos promovidos pela escola, para chamar a atenção da comunidade escolar sobre a necessidade de serem adotadas atitudes seguras ao transitar. Avaliação Como avaliação, é importante considerar o envolvimento dos estudantes na interpretação do texto e das imagens e na conversa inicial, observando-se se conseguiram compreender os riscos e as consequências de não respeitar as cores do semáforo, assim como se compreenderam quais os cuidados que precisam ser observados, na condição de pedestre, para a travessia de ruas em locais onde existam semáforos de veículos. Também, é importante avaliar como foi o processo colaborativo na composição da letra e da melodia, verificando-se se conseguiram colocar as reflexões sobre o conteúdo de trânsito na música. Outras conexões É possível continuar abordando a temática desta atividade a partir de uma teatralização, na qual os estudantes poderão interpretar o que acontece caso as cores do semáforo não sejam respeitadas e como os usuários do trânsito devem se comportar para garantir segurança de todos nas vias. A peça pode ser apresentada na escola e para outras turmas, visando à conscientização de mais pessoas para os riscos de desrespeitar as regras de convivência no trânsito. Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes: envie-nos fotos e/ou vídeos da atividade! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT. Aprimorando práticas e ampliando conexões Tá combinado? Mesmo que o semáforo para veículos esteja na cor vermelha, só atravesse a rua quando tiver a certeza de que todos os veículos pararam! 435º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 19 jun. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica – volume V. Brasília, DF: CONTRAN, 2014. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/ Educacao/Publicacoes/Manual_VOL_V_(2).pdf. Acesso em: 04 abr. 2020. BRASIL. Departamento de Informática do SUS - DATASUS. Pedestre traumatizado em um acidente de transporte. 2017. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/ cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/ext10uf.def. Acesso em: 27 maio 2019. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 19 jun. 2020. CRIANÇA SEGURA BRASIL. Mortes por acidentes – 2017. 2019. Disponível em: https://criancasegura.org.br/dados-de-acidentes/. Acesso em: 25 jul. 2019. Referências 455º ANO | ARTE | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Sinal verde para a criação Os semáforos são sinais de trânsito que têm a função de controlar o tráfego de automóveis e de pedestres nas vias. Por isso, são instrumentos importantes para manter a segurança viária. Existem vários tipos de semáforos, dentre os quais se têm o semáforo para veículos e o semáforo para pedestres, que possuem função e uso distintos e complementares. Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que os pedestres podem atravessar a rua, sempre olhando, antes, para os dois lados para ter a certeza de que os veículos pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é necessário que os pedestres esperem na calçada. Para o semáforo para veículos, os pedestres precisam agir exatamente ao contrário! Por isso, para se ter segurança no trânsito, a atenção é importante. Veja o infográfico sobre quem, onde e como pode atravessar a via em cada uma das cores do semáforo para veículos. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 46 SINAL VERDE PARA A CRIAÇÃO 1) Não respeitar os semáforos pode colocar em risco a vida de muitas pessoas. Que tal compor uma música para chamar a atenção das pessoas sobre a necessidade de adotar atitudes seguras ao transitar? Veja as dicas abaixo, junte-se com seus colegas e deixem a criatividade fluir! a) A letra da música pode conter, por exemplo, as seguintes palavras: segurança; trânsito; semáforo; veículos; pedestres; motorista; avançar; e travessia. Além delas, as palavras que foram anotadas no quadro, no exercício anterior, também podem ser utilizadas. b) A intenção da música é conscientizar as pessoas sobre os perigos de avançar o sinal vermelho. Por isso, abusem da criatividade na elaboração da letra. Lembre-se de que os cuidados que os pedestres precisam adotar na travessia precisam constar na música, mencionando-se a atenção redobrada deles (já que há motoristas que avançam o sinal vermelho) e o uso da faixa de pedestres (já que há pedestres que atravessam em local inadequado). c) Com a letra pronta, façam uma melodia para ela e cantem com a turma. Mesmo que o semáforo para veículos esteja na cor vermelha, só atravesse a rua quando tiver a certeza de que todos os veículos pararam! 475º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Influências do ciclo da água no trânsito Os estados físicos da água e o seu impacto no trânsito Articulação didática Esta atividade intenta enfatizar, aos estudantes, a importância do autocuidado como proteção ao transitar em ambientes com condições meteorológicas adversas ocasionadas pelo ciclo da água. Para isso, os exercícios convidam os estudantes a discutirem sobre formas de proteção a serem adotadas pelos pedestres e ciclistas ao se depararem com fenômenos naturais, como chuva, neblina, geada, neve, enchentes e granizo, no ambiente do trânsito. Objeto de conhecimento Ciclo hidrológico – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito O trânsito e os fenômenos naturais. Competência Compreender a influência do ciclo da água no trânsito. Habilidade Apresentar argumentos sobre os cuidados ao transitar tendo em vista a presença da água no trânsito como um fenômeno natural em seus diferentes estados físicos. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4 e papel kraft. Condições de tempo adversas requerem atenção redobrada dos usuários do sistema trânsito, de forma a antever os riscos e a adotar atitudes que favoreçam a segurança de todos. O texto Atitudes preventivas no trânsito, em condições adversas de tempo aborda os riscos decorrentes das condições meteorológicas, envolvendo a mudança de estado físico da água e chama a atenção para a importância da adoção de atitudes preventivas no trânsito. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 48 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO Atitudes preventivas no trânsito, em condições adversas de tempo Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2019, revela que ocorrem 5 mortes decorrentes de acidentes de trânsito a cada hora, no Brasil. Em número deferidos, isso se traduz para 20 pessoas a cada hora dando entrada em hospitais públicos com ferimentos graves em função dos acidentes. O CFM (BRASIL, 2019) expõe, ainda, que, nos últimos 10 anos, esse tipo de acidente deixou mais de 1,6 milhão de feridos e custou, aos cofres públicos, aproximadamente, R$ 3 bilhões em atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos desses acidentes poderiam ser evitados se os condutores dirigissem de forma defensiva, como preconiza o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). A direção defensiva pode ser entendida como um conjunto de procedimentos a serem adotados por um condutor para evitar acidentes mesmo quando este estiver diante de eventuais erros e imprudências cometidos por outros motoristas ou diante de condições adversas (BRASIL, 2005). As condições adversas, por sua vez, compreendem todos aqueles fatores que podem prejudicar o desempenho no ato de conduzir, aumentando a possibilidade de um acidente de trânsito. Devido às condições atmosféricas, o vapor d’água, por exemplo, sofre mudanças em seu estado físico, transformando-se em chuva, nevoeiro, granizo, geada e neve. Em condições adversas, esses estados da água podem dificultar a visibilidade dos usuários do trânsito. A chuva e a neblina, por exemplo, afetam diretamente a visibilidade dos condutores, além de tornar a pista mais escorregadia, o que facilita a ocorrência de uma derrapagem quando o carro é freado bruscamente. Essas condições adversas provocam, ainda, outros problemas nas estradas, como, por exemplo, a presença de lama. Existem diversos procedimentos recomendados aos condutores de veículos em situações adversas, como reduzir a velocidade e procurar um lugar seguro para parar, quando necessário. Nesse contexto, mesmo existindo motoristas responsáveis que adotem medidas de segurança na perspectiva da direção defensiva, é importante que o pedestre e o ciclista tenham conhecimento das condições adversas para, também, agir de maneira defensiva. Ou seja, o pedestre e o ciclista também precisam adotar posturas defensivas no trânsito, por meio da percepção de riscos de acidentes que podem ocorrer em função de erros dos motoristas nessas situações. A seguir, são apresentadas algumas dicas para os pedestres e os ciclistas transitarem com mais segurança em dias com condições adversas de tempo e com mudanças do estado físico da água. Cuidados ao caminhar ou pedalar nos dias chuvosos • Transitar com atenção para identificar buracos e poças. • Procurar um caminho onde o solo esteja visível, pois alagamentos podem esconder buracos e bueiros abertos e o desnível entre a rua, a ciclovia e as calçadas. • Usar sapatos aderentes e roupas, de preferência, com tecidos impermeáveis. • Ao procurar abrigo, observar se o local possui risco de desabamento, se contém rachaduras e infiltrações, e evitar locais próximos a árvores e a postes. • Ao caminhar, segurar o guarda-chuva de forma que este não atrapalhe a visão do pedestre em relação ao trânsito. Por isso, se possível, usar guarda-chuva transparente. • Caminhar devagar, pois a calçada pode estar escorregadia. • Depois da chuva, galhos de árvores ou fios podem estar caídos sobre as calçadas. Se for necessário, mudar o trajeto. • Redobrar os cuidados na hora de atravessar a rua, tendo atenção com os carros, com as poças e com os buracos. • Evitar caminhar e pedalar perto de acostamentos alagados, pois água e lama podem ser arremessados pelo tráfego de veículos. 495º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Cuidados ao caminhar ou pedalar no nevoeiro • Manter a atenção redobrada e, se possível, evitar transitar sozinho, a pé, nesses períodos do dia. • Usar lanterna para poder ser visto, pois a visibilidade (tanto de condutores quanto do próprio pedestre ou ciclista) fica comprometida. • Usar roupa clara, refletiva. • Onde não houver calçadas, caminhar sempre no sentido contrário aos carros, o mais afastado possível da via. • Procurar sempre ver e ser visto. Cuidados ao caminhar ou pedalar durante uma tempestade de granizo • Abrigar-se em um lugar seguro. • Proteger a cabeça com um casaco, com uma mochila, ou com qualquer outro objeto disponível. • Evitar abrigar-se debaixo de árvores. O pedestre e o ciclista, além dos cuidados ao transitar nos dias de chuva, de nevoeiro e de granizo, precisam estar muito atentos à ocorrência de geada ou de neve, pois, nessas condições adversas, há a possibilidade de haver gelo nas vias, deixando-as muito lisas. Em locais onde há gelo na pista de rolamento – local da via destinado ao fluxo de veículos -, é comum haver acidentes envolvendo condutores desatentos, por isso, toda atenção é necessária para evitar acidentes. Estratégias didáticas Nesta atividade, sugere-se, inicialmente, a leitura do texto O ciclo da água e o trânsito e, em seguida, a realização de uma roda de conversa com os estudantes, para que possam dialogar sobre o ciclo da água no meio ambiente e a sua influência no trânsito, por meio dos fenômenos naturais, como chuva, geada, neve, granizo, neblina, e, também, sobre as consequências desses fenômenos, como, por exemplo, os alagamentos. Na sequência, propõe-se, aos estudantes, a realização de um caça-palavras, a partir de perguntas contidas em micronarrativas que relatam situações de fenômenos meteorológicos no trânsito. Sugere-se, por fim, que, em duplas, os estudantes escrevam frases com cuidados que os pedestres e os ciclistas devem ter ao transitar em condições meteorológicas adversas relacionadas ao ciclo da água. Atividade com gabarito Influências do ciclo da água no trânsito A água assume vários estados físicos, os quais podem ser observados na natureza por meio dos fenômenos meteorológicos como a chuva, a geada, o nevoeiro, o granizo, a neve, entre outros, os quais impactam na segurança do trânsito. Construindo os caminhos da atividade 50 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO O ciclo da água e o trânsito O sol é o responsável por movimentar a energia do ciclo da água presente na superfície da terra. Com sua luz, ele provoca a evaporação, ou seja, a água transforma-se em vapor, passando para o estado gasoso. Esse vapor, por sua vez, sobe para a atmosfera e encontra-se com temperaturas mais baixas, passando do estado gasoso para o líquido, caindo sobre a terra em forma de chuva. Em locais mais frios, a água, a partir da chuva, pode se solidificar e dar origem à neve ou ao granizo. A chuva, que corresponde à água em seu estado líquido, é o retorno desta para a superfície, que, dependendo da sua intensidade, pode provocar inundações e alagamentos. A geada – a água no estado sólido - é a formação de finas camadas de gelo sobre as plantas ou superfícies lisas, como vidros de janelas, quando as temperaturas estão mais baixas. O nevoeiro, que nada mais é do que vapor de água condensado, forma-se com a queda de temperatura e com o aumento da umidade do ar, formando “uma nuvem” perto do solo. Eles podem reduzir a visibilidade de até 1 km. O infográfico, a seguir, mostra o ciclo da água e os eventos meteorológicos associados a cada fase, os quais, quando intensos, potencializam os riscos dos usuários do trânsito. Por isso, na ocorrência de chuva, granizo, neve, geada e nevoeiro, é necessário redobrar a atenção para transitar de forma segura. Fonte: Granizo - https://flic.kr/p/zuFHwA, Neblina - https://flic.kr/p/31wa5h, Geada - https:// fotospublicas.com/wp-content/uploads/2014/06/Geada-na-cidade-de-Urupema-em-Santa- Catarina-20140603_0001.jpg - Marília Oliveira/ Prefeitura de Urupema, Neve - https://fotospublicas. com/tempestade-de-neve-em-new-york/ - Michael Appleton / Escritório de Fotografia Prefeito 515º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto O ciclo da água e o trânsito. Com ela, é possível iniciar uma conversa, com os estudantes, sobre as condições meteorológicas citadas. Sugere-se que a cadafenômeno natural envolvendo o ciclo da água, como a chuva, a geada, a neblina, a neve, o granizo e os alagamentos, dentre outros, sejam explorados o conteúdo e a influência dele no trânsito, de modo a reforçar os cuidados que pedestres e ciclistas precisam ter para transitarem com segurança. 1) Encontre, no caça-palavras, as respostas correspondentes às seguintes perguntas: a) Nos dias de chuva, não posso esquecer o guarda-chuva ao sair de casa, para transitar com segurança, sem me molhar. Porém, se chover muito, o que pode acontecer nas ruas e que dificulta transitar em segurança? Alagamentos. b) No Brasil, em alguns lugares com temperaturas mais baixas, podem ocorrer a formação de nuvens próximas ao solo, diminuindo a visibilidade de pedestres, de ciclistas e de motoristas. Em dias assim, é preciso redobrar o cuidado para transitar com segurança. Qual o nome desse fenômeno natural? Neblina. c) Às vezes, a água, em estado sólido, cai em forma de chuva de pedra sobre a terra e pode fazer grandes estragos. Quando ocorre tempestades com chuva de pedra, é preciso que pedestres, ciclistas e motoristas busquem abrigo em um local seguro. Qual o nome desse fenômeno natural? Granizo. d) Geralmente, em lugares altos e em regiões em que a temperatura é baixa, a água, que se encontra na forma de orvalho (no estado líquido), pode passar para o estado sólido. Nos dias em que isso acontece, é preciso se agasalhar e redobrar o cuidado para transitar com segurança, pois os locais podem ficar escorregadios. Qual é o nome desse fenômeno meteorológico? Geada. e) O sol aquece a terra, e a água que está no meio ambiente, em seu estado líquido, evapora. Ao retornar para a terra na forma líquida, ela pode ocasionar transtornos, principalmente se for com muita intensidade. O cuidado precisa ser redobrado por parte dos pedestres, dos ciclistas e dos motoristas, pois as estradas e ruas podem ficar congestionadas e escorregadias. A água que evapora retorna para a terra, no estado líquido, em forma de quê? Chuva. 52 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO F S G H J K Q E E T Y N X A Z X G P I M U I Q E Q A P A W D K F H H R M J C E C Y S O U S F R G J J E G H H Y Z G E A D A T E H A Z W D D U P Y R Y F F Q A W K Q E O Q A V O Y A U I O P N W J W A L A G A M E N T O S U E W Y E A D H K L A Q I Q Z X X B S T R Z F G Y R W E Z T K M I L A E R D D G Z Z H G O Y M Z O I I Q T V L J H Q I H T B L P A N Y W X N M O P S P L E B W U O A Y E V B F D Z D Z Y A Z Q P U K T R Mediação Após a realização do exercício, é importante retomar a conversa com os estudantes para identificar se eles já vivenciaram alguma(s) das situações apresentadas no caça-palavras, refletindo as causas e as consequências desses eventos e sua relação com o trânsito. 2) Na companhia de um colega, elaborem, juntos, frases que contenham, pelo menos, um cuidado que os pedestres e/ou os ciclistas devem ter para transitar com segurança ao se depararem com cada um dos fenômenos descritos a seguir: a) Dias chuvosos Resposta escrita e pessoal. b) Alagamentos Resposta escrita e pessoal. c) Chuva de granizo Resposta escrita e pessoal. d) Nevoeiro Resposta escrita e pessoal. e) Dias frios, com muita geada pela manhã Resposta escrita e pessoal. 535º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação Sugere-se que cada dupla escreva os principais cuidados propostos para os pedestres e para os ciclistas em papel kraft, organizados por evento meteorológico (chuva, alagamento, granizo, nevoeiro e geada), como forma de compartilhar com os demais colegas. Na sequência, para finalizar a atividade, pode-se organizar uma roda de conversa final, com os estudantes, para reforçar os cuidados que os pedestres e os ciclistas devem ter ao transitar em condições adversas ocasionadas pelos eventos meteorológicos, tendo como referência as contribuições produzidas pelos estudantes, e para salientar que é preciso ter cuidado redobrado ou evitar transitar nas vias durantes esses eventos. Avaliação A avaliação, nesta atividade, pode ocorrer de modo processual, observando-se: se os estudantes interagiram nas etapas de execução atividade, como nos debates e no compartilhamento das respostas dos exercícios; e se conseguiram indicar os cuidados necessários para transitar sob condições meteorológicas adversas. Outras conexões A atividade pode ter continuidade com a ampliação do debate sobre os impactos dos eventos meteorológicos relacionado ao ciclo da água a partir das diferenças existentes em diversas regiões do Brasil. Sugere-se, também, organizar a turma para realizar uma pesquisa de reportagens que noticiam acontecimentos no trânsito envolvendo o ciclo d água e as condições meteorológicas adversas ocasionadas por este e promover um debate sobre os reflexos desses acontecimentos na segurança viária. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 11 dez. 2020. BRASIL. Conselho Federal de Medicina – CFM. Em dez anos, acidentes de trânsito consomem quase R$ 3 bilhões do SUS. 2019. Disponível em: https://portal.cfm. org.br/noticias/em-dez-anos-acidentes-de-transito-consomem-quase-r-3-bilhoes- do-sus/. Acesso em: 10 ago. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 11 dez. 2020. BRASIL. Ministério das Cidades. Direção defensiva: trânsito seguro é um direito de todos. Brasília, DF: Denatran, 2005. Disponível em: http://vias-seguras.com/documentos/ arquivos/denatran_manual_de_direcao_defensiva_maio_2005. Acesso em: 10 ago. 2020. Tá combinado? Todo cuidado é pouco quando o que está em risco é a vida! Fique atento aos sinais do tempo e, em situações de risco, abrigue-se em locais seguros! Compartilhe! Conte-nos como foi a experiência de realizar esta atividade com os estudantes. Sua participação é muito importante para o Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 555º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Influências do ciclo da água no trânsito A água assume vários estados físicos, os quais podem ser observados na natureza por meio dos fenômenos meteorológicos como a chuva, a geada, o nevoeiro, o granizo, a neve, entre outros, os quais impactam na segurança do trânsito. O ciclo da água e o trânsito O sol é o responsável por movimentar a energia do ciclo da água presente na superfície da terra. Com sua luz, ele provoca a evaporação, ou seja, a água transforma-se em vapor, passando para o estado gasoso. Esse vapor, por sua vez, sobe para a atmosfera e encontra-se com temperaturas mais baixas, passando do estado gasoso para o líquido, caindo sobre a terra em forma de chuva. Em locais mais frios, a água, a partir da chuva, pode se solidificar e dar origem à neve ou ao granizo. A chuva, que corresponde à água em seu estado líquido, é o retorno desta para a superfície, que, dependendo da sua intensidade, pode provocar inundações e alagamentos. A geada – a água no estado sólido - é a formação de finas camadas de gelo sobre as plantas ou superfícies lisas, como vidros de janelas, quando as temperaturas estão mais baixas. O nevoeiro, que nada mais é do que vapor de água condensado, forma-se com a queda de temperatura e com o aumento da umidade do ar, formando “uma nuvem” perto do solo. Eles podem reduzir a visibilidade de até 1 km. O infográfico, a seguir, mostra o ciclo da água e os eventos meteorológicos associados a cada fase, os quais, quando intensos, potencializam os riscos dos usuários do trânsito. Por isso, na ocorrência de chuva, granizo, neve, geada e nevoeiro, énecessário redobrar a atenção para transitar de forma segura. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 56 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO 1) Encontre, no caça-palavras, as respostas correspondentes às seguintes perguntas: a) Nos dias de chuva, não posso esquecer o guarda-chuva ao sair de casa, para transitar com segurança, sem me molhar. Porém, se chover muito, o que pode acontecer nas ruas e que dificulta transitar em segurança? b) No Brasil, em alguns lugares com temperaturas mais baixas, podem ocorrer a formação de nuvens próximas ao solo, diminuindo a visibilidade de pedestres, de ciclistas e de motoristas. Em dias assim, é preciso redobrar o cuidado para transitar com segurança. Qual o nome desse fenômeno natural? c) Às vezes, a água, em estado sólido, cai em forma de chuva de pedra sobre a terra e pode fazer grandes estragos. Quando ocorre tempestades com chuva de pedra, é preciso que pedestres, ciclistas e motoristas busquem abrigo em um local seguro. Qual o nome desse fenômeno natural? d) Geralmente, em lugares altos e em regiões em que a temperatura é baixa, a água, que se encontra na forma de orvalho (no estado líquido), pode passar para o estado sólido. Nos dias em que isso acontece, é preciso se agasalhar e redobrar o cuidado para transitar com segurança, pois os locais podem ficar escorregadios. Qual é o nome desse fenômeno meteorológico? Fonte: Granizo - https://flic.kr/p/zuFHwA, Neblina - https://flic.kr/p/31wa5h, Geada - https:// fotospublicas.com/wp-content/uploads/2014/06/Geada-na-cidade-de-Urupema-em-Santa- Catarina-20140603_0001.jpg - Marília Oliveira/ Prefeitura de Urupema, Neve - https://fotospublicas. com/tempestade-de-neve-em-new-york/ - Michael Appleton / Escritório de Fotografia Prefeito 575º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE e) O sol aquece a terra, e a água que está no meio ambiente, em seu estado líquido, evapora. Ao retornar para a terra na forma líquida, ela pode ocasionar transtornos, principalmente se for com muita intensidade. O cuidado precisa ser redobrado por parte dos pedestres, dos ciclistas e dos motoristas, pois as estradas e ruas podem ficar congestionadas e escorregadias. A água que evapora retorna para a terra, no estado líquido, em forma de quê? F S G H J K Q E E T Y N X A Z X G P I M U I Q E Q A P A W D K F H H R M J C E C Y S O U S F R G J J E G H H Y Z G E A D A T E H A Z W D D U P Y R Y F F Q A W K Q E O Q A V O Y A U I O P N W J W A L A G A M E N T O S U E W Y E A D H K L A Q I Q Z X X B S T R Z F G Y R W E Z T K M I L A E R D D G Z Z H G O Y M Z O I I Q T V L J H Q I H T B L P A N Y W X N M O P S P L E B W U O A Y E V B F D Z D Z Y A Z Q P U K T R 2) Na companhia de um colega, elaborem, juntos, frases que contenham, pelo menos, um cuidado que os pedestres e/ou os ciclistas devem ter para transitar com segurança ao se depararem com cada um dos fenômenos descritos a seguir: a) Dias chuvosos _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ b) Alagamentos _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 58 INFLUÊNCIAS DO CICLO DA ÁGUA NO TRÂNSITO c) Chuva de granizo _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ d) Nevoeiro _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ e) Dias frios, com muita geada pela manhã _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Todo cuidado é pouco quando o que está em risco é a vida! Fique atento aos sinais do tempo e, em situações de risco, abrigue-se em locais seguros! 595º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE O Robô do trânsito Caminhando e reciclando para cuidar da vida no planeta Articulação didática Esta atividade promove a discussão sobre os cuidados que se deve ter ao caminhar e o problema de se descartar lixo e materiais recicláveis pelas vias. Aliados ao conteúdo “reciclagem” da disciplina de Ciências, os exercícios propostos nesta atividade oportunizam, aos estudantes, refletir a respeito da necessidade de se adotarem atitudes seguras ao caminhar pelas vias e dos hábitos incorretos (de pedestres e de motoristas) no descarte de lixos e de materiais nas ruas e nas calçadas, causando danos e prejuízos à vida no planeta, bem como provocando risco de acidentes com a presença desses resíduos no trânsito. Objeto de conhecimento Reciclagem – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Importância de caminhar. Competência Aprender sobre a importância da caminhada para a saúde física e para a saúde mental. Habilidade Argumentar sobre formas seguras de caminhar e sobre o seu uso como uma alternativa de locomoção. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4, cartolina ou papel kraft, lápis e materiais para colorir. A caminhada é um bom hábito, pois é uma forma de locomoção alternativa que promove a saúde física e a saúde mental e a preservação do meio ambiente. Por vezes, ao caminhar, o pedestre depara-se com lixo e com materiais recicláveis nas vias, que foram descartados de forma incorreta, comprometendo a segurança dos usuários do trânsito e contribuindo para a degradação do meio ambiente. Por isso, o Texto 1 Caminhar com segurança aborda as atitudes seguras a serem adotadas pelos pedestres ao transitar, e o Texto 2 O lixo nas vias públicas: um problema provocado pelo ser humano possibilita, ao leitor, refletir sobre a necessidade de serem criados novos hábitos relacionados à forma de descartar lixo e outros materiais que se encontram espalhados pelas vias públicas, deixando de poluir o meio ambiente e deixando de provocar acidentes. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 60 O ROBÔ DO TRÂNSITO Texto 1 Caminhar com segurança A ação de caminhar caracteriza-se pelo deslocamento de um ponto a outro a pé, sendo a forma mais comum de locomoção efetuada pelas pessoas. Os deslocamentos diários, em sua maioria, começam e terminam com uma caminhada. Por vezes, essa é a melhor forma de transitar, principalmente se for para executar deslocamentos curtos, como uma ida à padaria ou à escola, por exemplo. Dentro do sistema trânsito, que envolve pessoas, vias e veículos, quem caminha nas vias públicas é chamado de pedestre. Configurando-se como uma forma de transporte alternativo que não polui o meio ambiente, a caminhada é uma atividade física que proporciona, também, benefícios à saúde. No entanto, o ato de caminhar requer atenção e cuidados, pois os pedestres, juntamente com os ciclistas, são os usuários mais vulneráveisdo sistema trânsito, o que pode, em alguns casos, levar a um aumento do risco de acidentes e de lesões causados no trânsito. Um atropelamento é um exemplo de evento grave tanto para o condutor que atropela quanto para o pedestre que é a vítima. Na maioria dos casos de atropelamento, o pedestre é atingido por uma colisão frontal. Nessa situação, após o choque com a frente de um veículo, o pedestre, geralmente, rola sobre o capô e sobre o para-brisa do carro, que pode atingi-lo. Quanto maior a velocidade do veículo, maior a gravidade das lesões e maior é o risco de morte. Conforme dados da administradora do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), a Seguradora Líder-DPVAT (2018), os pedestres, no Brasil, no ano de 2018, ficaram em 2º lugar no ranking de indenizações pagas por esse seguro: foram pagas 10.846 indenizações por morte (28%), e 70.087 indenizações por invalidez permanente de pedestres (31%). Esses números apontam que quase 11 mil pedestres perderam a vida, e que mais de 70 mil pedestres ficaram permanentemente invalidados no ano de 2018 por causa de acidentes de trânsito. Sabendo-se dos riscos e da necessária atenção ao transitar, o pedestre deve identificar o espaço mais seguro para seu deslocamento e ter atitudes que priorizem a segurança. Veja algumas dicas que tornam a caminhada mais segura: • Caminhar, preferencialmente, em calçadas, em sua parte mais interna, longe da via. • Ficar sempre atento, nas calçadas, tanto à entrada e à saída de veículos das garagens quanto aos obstáculos, como buracos, rebaixamentos e outros. • Caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário ao dos veículos), nos locais onde não há calçadas. • Atravessar na faixa de pedestres, mesmo que isso exija fazer um caminho maior. • Atravessar, de preferência, nas ruas onde há semáforos tanto para pedestres quanto para veículos. • Procurar, antes de atravessar, “ver e ser visto”, ou seja, ter certeza de que foi notado pelos condutores. • Verificar se os veículos de todas as direções estão parados, antes de atravessar a via. • Observar a luz indicativa de direção (popularmente conhecida como seta) dos veículos, a fim de verificar para onde eles irão. O trânsito é dinâmico e engloba, consigo, potenciais riscos decorrentes de deficiências na infraestrutura e do comportamento inadequado de usuários. Para promover um processo de mudança cultural, é necessário educar, de formas permanente e continuada, os usuários, para que estes aprendam a perceber e a ter consciência dos riscos e a adotar atitudes seguras ao transitar. 615º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Texto 2 O lixo nas vias públicas: um problema provocado pelo ser humano A quantidade de lixo encontrada ao longo das vias públicas, em todas as regiões brasileiras, reflete a falta de educação e de cuidados do ser humano com o meio ambiente e mostra, a todos, a necessidade de se colocar em evidência os temas relacionados ao meio ambiente e ao trânsito, visando à promoção da conscientização das pessoas e de mudanças de atitudes delas. A educação ambiental e a educação para o trânsito são ações que, juntamente com as ferramentas legais, amparadas na fiscalização, na justiça e nas leis, poderão oportunizar essas mudanças de comportamento. Para além de perceber e de valorizar os benefícios que o desenvolvimento tecnológico proporcionou às sociedades (como a facilidade do deslocamento de um lugar para o outro com a utilização de estradas pavimentadas e de veículos com diversos acessórios tecnológicos que melhoram a segurança e a mobilidade), é preciso observar e analisar o comportamento dos usuários, considerando que o trânsito é um espaço coletivo e compartilhado. Como exemplo, os diversos resíduos deixados nas vias públicas pelos usuários do sistema trânsito (incluindo, aqui, os motoristas, os motociclistas, os ciclistas, os passageiros e os pedestres) é um problema relacionado a condutas inadequadas a ser constantemente repensado. A diversidade de produtos industrializados prosperou novas possibilidades de alimentação, assim como possibilitou, por exemplo, a diversidade de materiais de higiene e de limpeza. Porém, essa praticidade estimula o aumento da quantidade de lixo produzido por pessoa. Nesse cenário, é necessário promover um processo de conscientização das pessoas e é preciso estimulá-las a adotar novos hábitos relacionados tanto ao uso consciente de materiais descartáveis quanto à destinação adequada dos resíduos. O lixo e os materiais descartados de forma irregular nas vias prejudicam as pessoas, pois provocam inúmeros problemas ambientais e afetam a segurança do trânsito. Além de contribuírem para o entupimento de bueiros (o que pode causar alagamentos em tempos chuvosos), podem provocar queimadas ao longo das rodovias em tempo seco e quente, como também podem ser o vetor da proliferação de insetos e de pragas a partir do acúmulo de água em recipientes descartados irregularmente, colaborando para a proliferação da dengue e de outras doenças transmitidas por insetos. No que diz respeito ao trânsito, atirar lixo (como sacolas plásticas e papéis) pela janela de veículos em movimento, por exemplo, além de ser um ato irresponsável, pode assustar o motorista que está logo atrás, provocando uma reação inesperada dele e, por vezes, causando um acidente ou danificando o veículo. A percepção dos riscos ao trânsito e ao meio ambiente é um primeiro passo para criar uma consciência coletiva da necessidade de promover mudanças do comportamento do ser humano em relação ao descarte de lixo. Assim, a adoção de atitudes corretas de cada usuário do trânsito é o que pode transformar, para melhor, essa triste realidade. Estratégias didáticas Propõe-se iniciar a atividade com a leitura e a interpretação do texto No caminho encontrei... que aborda a relação da reciclagem com a segurança no trânsito. Após isso, sugere-se a realização de uma roda de conversa com os estudantes para compartilhar os conhecimentos e as experiências prévias deles sobre cuidados que Construindo os caminhos da atividade 62 O ROBÔ DO TRÂNSITO se deve ter para caminhar com segurança e o quanto essa prática é importante para a saúde. Para finalizar, propõe-se que os estudantes desenhem seus próprios robôs com materiais que eles possivelmente encontrariam nas vias e que criem uma mensagem de sensibilização sobre a relação do trânsito com o meio ambiente. Atividade com gabarito O Robô do trânsito No trajeto de casa para a escola e em outros trajetos percorridos, é possível observar materiais e objetos descartados indevidamente nas ruas e nas calçadas pelos motoristas, pelos passageiros e pelos pedestres. Esses materiais podem comprometer a segurança do trânsito, podem propiciar a propagação de doenças e podem provocar inúmeros problemas ambientais. No texto No caminho encontrei.., o Robô do trânsito vai lhe contar sua história, descrevendo mais sobre esse assunto, e vai propor uma mudança de atitude dos seres humanos. No caminho encontrei... Em um belo dia de sol, Marcelo resolveu fazer uma caminhada, pois, aprendeu que caminhar, além de ser um meio de locomoção, oferece vários benefícios para o corpo e para a mente. Ele decidiu ir da sua casa até a praça perto da escola. Na escola, aliás, Marcelo aprendeu que é necessário ter atenção para caminhar no trânsito com segurança. Logo no início de sua caminhada, observou a quantidade de lixo e de materiais espalhados no solo ao longo da via. Incomodado com essa situação, pensou no quanto esse material é prejudicial ao meio ambiente e, também, para o trânsito, pois, neste caso, pode causar acidentes. Assim, ele teve uma ideia: recolher todos os materiais que não deveriam estar ali! Ao passar em frente à casa da Dona Francisca, pediu a ela um saco de lixo grande para que pudesse iniciar sua missão. Foi a partir da criatividade do Marcelo que eu nasci... Muito prazer! Meu nomeé Robô do trânsito! Todas as partes do meu corpo estavam jogadas, descartadas pelos humanos de maneira indevida, nas ruas e nas calçadas. Eram muitos resíduos, sacolas plásticas, garrafas, frascos de vários tipos de materiais (vidro, alumínio, plástico), latas, tampinhas, canudos e, até mesmo, um livro e um sapato velho. Nossa... só de imaginar que, no solo, todos esses materiais levariam meses, anos, séculos para se decomporem, fico muito triste! Marcelo, depois de recolher os materiais que encontrou no caminho, selecionou os recicláveis e fez a higienização deles. Foi, naquele momento, que ele teve a ideia de me criar. Ele foi montando, encaixando, fazendo experiências, unindo todas as partes do meu corpo e... foi assim que eu tomei forma e nasci. Todas as partes do meu corpo fizeram parte da história de vida de muitas pessoas. Cada objeto que Marcelo usou serviu aos humanos e, talvez, tenham sido jogados pelas janelas de carros, de caminhões, de ônibus, ou, então, tenham sido atirados ao relento por pedestres, sujando as ruas, poluindo e entupindo bueiros, contribuindo para intensificar enxurradas e sendo berço de criadores de focos de mosquitos e de outros insetos que podem disseminar doenças. Pode acreditar nisso? Os comportamentos inadequados dos seres humanos (que, ao invés de descartar de forma adequada seus resíduos, jogam-nos na natureza) podem provocar muitos acidentes. Muitas queimadas, por exemplo, surgem ao longo das rodovias, sem sequer sabermos a causa. Mas podem ser ocasionadas por resíduos, como pedaços de vidros, que, em função da incidência do sol, transformam-se em lentes, aquecem e potencializam o aumento de temperatura, capaz de provocar o início de um incêndio. Estes, aliás, dependendo das condições ambientais, alastram-se e causam muitos danos. Você não acha que está na hora de mudar isso? 635º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Infelizmente, esses materiais espalhados pelas rodovias, pelas estradas, pelas trilhas, iguais ao que o Marcelo utilizou para me criar, são frutos de hábitos ruins do ser humano que não tem consciência dos potenciais riscos que o descarte inadequado desses materiais têm de causar acidentes no trânsito, além dos riscos à saúde humana e do prejuízo ambiental. Quando o Marcelo me criou, ele imaginou que eu poderia ajudar os humanos a mudarem seus comportamentos. Por isso, vou pedir a sua ajuda! Comece por você e: seja consciente, reduza (o quanto você conseguir) o consumo de materiais descartáveis, busque reaproveitar e reutilizar os recipientes sempre que possível e coloque o lixo no lugar certo. Ah... e não basta apenas colocá-lo na lixeira, separe o seu lixo e dê um destino adequado a ele. Você pode separar o que é orgânico e o que é reciclável. O orgânico pode virar adubo para plantar muitos outros alimentos, e o reciclável pode ser reutilizado. Antes de me despedir, vou deixar mais uma dica e uma mensagem: Quando você for caminhar, andar de ônibus ou, até mesmo, andar de carro, guarde o seu lixo no bolso ou em uma lixeirinha e descarte-o em locais adequados. A sua atitude, juntamente com as atitudes positivas dos seus colegas, irá contribuir para reduzir os acidentes de trânsito, para diminuir a proliferação de doenças e para preservar o meio ambiente. Mediação Propõe-se que a leitura do texto No caminho encontrei... seja feita pela turma e que, logo após, seja realizada uma roda de conversa para abordar, com os estudantes, as temáticas relacionadas aos cuidados que se deve ter ao caminhar e ao descarte inadequado de lixo nas ruas, a partir tanto do conteúdo do texto quanto da realidade local, ampliando-se, assim, a reflexão. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como, por exemplo: Quais foram os materiais que o Marcelo encontrou ao caminhar de sua casa até a praça?; Nos trajetos que você costuma fazer, é possível observar o descarte de lixo e de materiais nas ruas e nas calçadas?; Quais são as consequências que os materiais descartados de forma inadequada nas ruas podem provocar?; Vocês já presenciaram essas consequências na vida real?; É possível seguir a dica que o Robô do trânsito deu ao final do texto?. 1) Marcelo aprendeu, na escola, que é preciso ter bastante atenção ao caminhar. Quais são os outros cuidados que o pedestre precisa ter para caminhar com segurança? Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes escrevam os cuidados que costumam ter ao caminhar, como, por exemplo: antes de começar a atravessar a rua, perceber se não está sendo invisibilizado por um ônibus, por carros, por árvores ou por postes; caminhar longe da faixa de rolamento (via); ficar atento, nas calçadas, aos rebaixamentos e às garagens (entrada e saída de veículos); caminhar, preferencialmente, pelo lado de dentro das calçadas; em estradas, em rodovias ou em outras vias sem calçadas, caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário ao dos veículos); não utilizar fones de ouvido ou aparelhos celulares enquanto caminha; atravessar na faixa de pedestres, mesmo que isso exija fazer um caminho maior e, ao atravessar, ter a certeza de que foi notado por todos os condutores; calcular a distância entre você e os veículos, de forma a permitir atravessar a rua, caminhando com naturalidade; nunca atravessar a rua correndo; atravessar sempre em linha reta, pois este é o trajeto mais rápido e mais seguro; olhar para ambos os lados para atravessar a rua; sempre aguardar pelo momento mais seguro para atravessar as vias que não contêm faixa de pedestre; respeitar a sinalização semafórica e atravessar quando o semáforo de pedestres estiver verde ou quando o semáforo de veículos estiver vermelho para os carros. 64 O ROBÔ DO TRÂNSITO Mediação É importante conversar com os estudantes para que eles possam compartilhar suas respostas de forma a obter um conjunto de cuidados necessários para caminhar em segurança a partir de suas percepções individuais. Esse conjunto de cuidados podem ser escritos em um cartaz, produzido em cartolina ou em papel kraft, e, depois, pode ser fixado na sala de aula. 2) Que tal criar um amigo para o Robô do trânsito que o Marcelo construiu? Use a criatividade e faça um desenho do seu próprio robô e não se esqueça de dar um nome para ele. Depois disso, escreva uma frase que evidencie os cuidados necessários para se ter ao caminhar no trânsito e para se preservar o meio ambiente. Avaliação O exercício de leitura e a discussão dela favorecem a interação da turma. Por isso, é importante, durante o desenvolvimento da atividade, observar a participação dos estudantes no debate das questões relacionadas aos cuidados necessários para o pedestre transitar em segurança, assim como perceber se houve a ampliação da consciência deles sobre a adoção de atitudes positivas referentes ao descarte adequado e à reciclagem de materiais e de resíduos. A avaliação pode considerar, também, os desenhos produzidos e as mensagens criadas neles. Aprimorando práticas e ampliando conexões 655º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Outras conexões Como desdobramento da atividade, pode-se organizar uma oficina para que a turma monte robôs com materiais recicláveis, e para que, posteriormente, seja feita uma exposição dessas produções na escola, visando à sensibilização da comunidade escolar sobre a importância do descarte adequado, sobre a reutilização ou a reciclagem de materiais e sobre a contribuição dessas atitudes para a segurança no trânsito. Outra possibilidade de desdobramento é a realização de uma campanha, envolvendo os pais e a comunidade em geral, para o recolhimento dos resíduos deixados ao longo das vias do bairro ou nas proximidades da escola. A ação de recolhimento dos materiais pode ser acompanhada da sensibilização e da conscientização dos usuários do trânsito sobre a importância de descartar corretamente os resíduos para preservação do meio ambiente e para melhorar a segurança no trânsito. BRASIL.Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 17 abr. 2020. SEGURADORA LÍDER-DPVAT. Relatório anual 2018. 2018. Disponível em: https:// www.seguradoralider.com.br/Documents/Relatorio-Anual/RELATORIO%20 ANUAL_2018_WEB.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020. Compartilhe! Como foi a aplicação desta atividade? Conte-nos um pouco sobre essa experiência e não se esqueça de nos enviar fotos dos desenhos dos estudantes! Sua participação é fundamental para o Programa Conexão DNIT! Referências 675º ANO | CIÊNCIAS | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE O Robô do trânsito No trajeto de casa para a escola e em outros trajetos percorridos, é possível observar materiais e objetos descartados indevidamente nas ruas e nas calçadas pelos motoristas, pelos passageiros e pelos pedestres. Esses materiais podem comprometer a segurança do trânsito, podem propiciar a propagação de doenças e podem provocar inúmeros problemas ambientais. No texto No caminho encontrei.., o Robô do trânsito vai lhe contar sua história, descrevendo mais sobre esse assunto, e vai propor uma mudança de atitude dos seres humanos. No caminho encontrei... Em um belo dia de sol, Marcelo resolveu fazer uma caminhada, pois, aprendeu que caminhar, além de ser um meio de locomoção, oferece vários benefícios para o corpo e para a mente. Ele decidiu ir da sua casa até a praça perto da escola. Na escola, aliás, Marcelo aprendeu que é necessário ter atenção para caminhar no trânsito com segurança. Logo no início de sua caminhada, observou a quantidade de lixo e de materiais espalhados no solo ao longo da via. Incomodado com essa situação, pensou no quanto esse material é prejudicial ao meio ambiente e, também, para o trânsito, pois, neste caso, pode causar acidentes. Assim, ele teve uma ideia: recolher todos os materiais que não deveriam estar ali! Ao passar em frente à casa da Dona Francisca, pediu a ela um saco de lixo grande para que pudesse iniciar sua missão. Foi a partir da criatividade do Marcelo que eu nasci... Muito prazer! Meu nome é Robô do trânsito! Todas as partes do meu corpo estavam jogadas, descartadas pelos humanos de maneira indevida, nas ruas e nas calçadas. Eram muitos resíduos, sacolas plásticas, garrafas, frascos de vários tipos de materiais (vidro, alumínio, plástico), latas, tampinhas, canudos e, até mesmo, um livro e um sapato velho. Nossa... só de imaginar que, no solo, todos esses materiais levariam meses, anos, séculos para se decomporem, fico muito triste! Marcelo, depois de recolher os materiais que encontrou no caminho, selecionou os recicláveis e fez a higienização deles. Foi, naquele momento, que ele teve a ideia de me criar. Ele foi montando, encaixando, fazendo experiências, unindo todas as partes do meu corpo e... foi assim que eu tomei forma e nasci. Todas as partes do meu corpo fizeram parte da história de vida de muitas pessoas. Cada objeto que Marcelo usou serviu aos humanos e, talvez, tenham sido jogados pelas janelas de carros, de caminhões, de ônibus, ou, então, tenham sido atirados ao relento por pedestres, sujando as ruas, poluindo e entupindo bueiros, contribuindo para intensificar enxurradas e sendo berço de criadores de focos de mosquitos e de outros insetos que podem disseminar doenças. Pode acreditar nisso? Os comportamentos inadequados dos seres humanos (que, ao invés de descartar de forma adequada seus resíduos, jogam-nos na natureza) podem provocar muitos acidentes. Muitas queimadas, por exemplo, surgem ao longo das rodovias, sem sequer sabermos a causa. Mas podem ser ocasionadas por resíduos, como pedaços de vidros, que, em função da incidência do sol, transformam-se em lentes, aquecem e potencializam o aumento de temperatura, capaz de provocar o início de um incêndio. Estes, aliás, dependendo das condições ambientais, alastram-se e causam muitos danos. Você não acha que está na hora de mudar isso? Infelizmente, esses materiais espalhados pelas rodovias, pelas estradas, pelas trilhas, iguais ao que o Marcelo utilizou para me criar, são frutos de hábitos ruins do ser humano que não tem consciência dos potenciais riscos que o descarte inadequado desses materiais têm de causar acidentes no trânsito, além dos riscos à saúde humana e do prejuízo ambiental. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 68 O ROBÔ DO TRÂNSITO Quando o Marcelo me criou, ele imaginou que eu poderia ajudar os humanos a mudarem seus comportamentos. Por isso, vou pedir a sua ajuda! Comece por você e: seja consciente, reduza (o quanto você conseguir) o consumo de materiais descartáveis, busque reaproveitar e reutilizar os recipientes sempre que possível e coloque o lixo no lugar certo. Ah... e não basta apenas colocá-lo na lixeira, separe o seu lixo e dê um destino adequado a ele. Você pode separar o que é orgânico e o que é reciclável. O orgânico pode virar adubo para plantar muitos outros alimentos, e o reciclável pode ser reutilizado. Antes de me despedir, vou deixar mais uma dica e uma mensagem: Quando você for caminhar, andar de ônibus ou, até mesmo, andar de carro, guarde o seu lixo no bolso ou em uma lixeirinha e descarte-o em locais adequados. A sua atitude, juntamente com as atitudes positivas dos seus colegas, irá contribuir para reduzir os acidentes de trânsito, para diminuir a proliferação de doenças e para preservar o meio ambiente. 1) Marcelo aprendeu, na escola, que é preciso ter bastante atenção ao caminhar. Quais são os outros cuidados que o pedestre precisa ter para caminhar com segurança? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) Que tal criar um amigo para o Robô do trânsito que o Marcelo construiu? Use a criatividade e faça um desenho do seu próprio robô e não se esqueça de dar um nome para ele. Depois disso, escreva uma frase que evidencie os cuidados necessários para se ter ao caminhar no trânsito e para se preservar o meio ambiente. 695º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Basquetebol numerado O sinal está verde ou vermelho? Neste jogo, vencem a atenção e a coordenação. Articulação didática Esta atividade pretende desenvolver, com os estudantes, o respeito às cores do semáforo, ressaltando-lhes que a atenção em relação ao significado das cores vermelha e verde dos semáforos para veículos e dos semáforos para pedestres é importante ter para transitar com segurança. Para isso, sugere- se, nesta atividade, a realização de um jogo que os estimula ao controle das ações corporais, por meio de sinais pré-estabelecidos e padronizados coletivamente, de forma a promover a percepção de risco e a estimular a adoção de atitudes seguras no trânsito. Objeto de conhecimento Esportes de invasão – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Semáforo. Competência Perceber as diferentes cores do semáforo e suas funcionalidades para pedestres e para condutores. Habilidade Distinguir o que pode ou não ser feito a partir das cores do semáforo. Tempo estimado 1 hora/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, giz, cartões com as cores verde e vermelha e bola de basquete. As cores do semáforo e seus significados estão na base do conteúdo de trânsito desenvolvido nesta atividade. O Texto 1 Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos aborda sobre como foramdefinidas essas cores enquanto signos que designam as atitudes corretas ao transitar nas vias das cidades. Posteriormente, o Texto 2 Semáforos para pedestres e para veículos: funções e usos apresenta os dois tipos de semáforos e descreve seus usos. Saber interpretar o significado dessas cores, desde a infância, é de fundamental importância para a segurança de todos os usuários do trânsito. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 70 BASQUETEBOL NUMERADO Texto 1 Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos Sinal vermelho para parar, amarelo para ter precaução e verde para ir. É muito difícil para alguém hoje olhar para um semáforo e não saber o que as cores representam, mas quem pensou em organizá-las dessa forma e quem estabeleceu o significado delas? O vermelho é usado como um sinal de perigo há muito tempo, com registros do uso da cor por legiões romanas há mais de 2 mil anos. Porém, o seu uso como sinal luminoso começou em meados de 1830 no sistema ferroviário inglês, mas de um jeito um pouco diferente: enquanto o vermelho já servia para indicar que os maquinistas deveriam parar, o verde era utilizado para sinalizar precaução e uma lâmpada branca é que sinalizava que o trem estava liberado para seguir. Esse sistema só tinha um problema, reforçado por volta de 1914: a lente vermelha de um dos sinais caiu, deixando exposta somente a lâmpada. Sem saber do que se tratava e interpretando que branco significava "liberado", um maquinista causou um trágico acidente ao colidir com outro trem. As ferrovias aboliram o branco de uma vez por todas, e foi aí que a configuração que conhecemos hoje passou a ser utilizada, com o verde indicando a liberação, e o amarelo – por ser bem diferente das outras duas cores – sendo utilizado para sinalizar precaução. Ainda no século 19, o trânsito de cavalos e carruagens nas ruas de Londres começava a representar um perigo para os pedestres, e foi aí que um engenheiro ferroviário chamado John Peake Knight resolveu dar a ideia de adaptar o sistema das ferrovias para as ruas: enquanto de dia os semáforos – manuseados por um policial – mostravam placas para orientar o tráfego, durante a noite elas emitiam os sinais luminosos. O único problema desse sistema é que as lâmpadas eram alimentadas por gás, e um dia uma delas acabou explodindo e machucando o policial que a operava. Na falta de uma alternativa mais segura, o governo londrino resolveu suspender os semáforos até que a versão alimentada por eletricidade se tornasse disponível. Nos idos de 1910, já nos Estados Unidos, o tráfego era controlado por policiais que ficavam no centro dos cruzamentos mais movimentados, em cima de plataformas que permitiam que pudessem ter uma melhor visibilidade. Os oficiais faziam movimentos com os braços para orientar o trânsito – alguns até utilizavam luzes verdes e vermelhas –, enquanto apitavam para indicar a mudança de sinal. O auxílio humano para orientação só foi deixado de lado no início da década de 20, quando os primeiros semáforos sequenciais de três cores foram implantados em Detroit, nos Estados Unidos. Mas e os daltônicos? As cores não foram pensadas para eles também? Bom, a maioria das pessoas que sofre com a deficiência que prejudica a percepção das cores na verdade consegue distinguir a verde-clara da vermelha-clara. Para aqueles que não conseguem, o padrão adotado pela maioria dos países permite que essas pessoas identifiquem os sinais pelas suas posições: vermelho no topo e verde embaixo. NAPOL, Igor. Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos. 2015. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/71706-verde-amarela- e-vermelha-a-origem-das-cores-dos-semaforos.htm. Acesso em: 09 jul. 2019. Texto 2 Semáforos para pedestre e para veículos: funções e usos As sinalizações de trânsito têm a função de orientar pedestres, motoristas e ciclistas, para que, além de mais segurança, haja harmonia nas vias. O semáforo, por exemplo, é um sinal de trânsito que objetiva organizar e controlar o tráfego de veículos e de pedestres. 715º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Existem vários tipos de semáforos, e suas especificações, seus usos e seus regramentos para instalação são previstos no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica - Volume V (Brasil, 2014), dentre os quais se têm o semáforo de veículos e o semáforo de pedestres, que possuem funções e usos distintos e complementares, conforme apresentado no quadro a seguir. Semáforo para pedestres O semáforo para pedestre, caso a luz vermelha esteja acesa, indica, aos pedestres, a proibição de realizar a travessia da via. O semáforo para pedestre, caso a luz verde esteja acesa, indica, aos pedestres, a permissão para atravessar a via, sendo necessário sempre observar se todos os veículos estão parados. Caso a luz verde esteja intermitente, os pedestres não devem iniciar a travessia, no entanto, os que a iniciaram devem concluí-la atentando-se para o fato de que logo o semáforo estará aberto para os veículos. Semáforo veicular O semáforo para veículos adverte sobre os momentos em que a passagem é permitida ou não para carros: o sinal verde significa passagem permitida; o sinal amarelo é um alerta que chama a atenção dos motoristas para a transição do sinal verde para o vermelho; e o sinal vermelho adverte sobre a passagem proibida para carros. Onde não houver semáforo para pedestres, estes devem fazer a travessia quando o semáforo para veículos estiver vermelho, sendo necessário sempre observar se todos os veículos estão parados. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com uma conversa com os estudantes sobre os significados atribuídos às cores verde e vermelha do semáforo para veículos e do semáforo para pedestres e sobre os comportamentos que se deve ter em relação a cada uma delas. Após essa conversa, introduz-se o jogo Basquete numerado, o qual tem o objetivo de reforçar o significado e a importância dessas cores e das atitudes dos usuários do sistema trânsito. Ao final, pode-se, novamente, fazer uma roda de conversa para abordar a analogia do jogo realizado com a realidade do trânsito e para reforçar a importância de serem respeitados os diversos códigos presentes nas sinalizações e nos instrumentos de controle de tráfego para transitar em segurança. Construindo os caminhos da atividade 72 BASQUETEBOL NUMERADO Atividade com gabarito Basquetebol numerado Conhecer as cores dos semáforos e os seus significados é muito importante para atravessar as ruas em segurança. Existem vários tipos de semáforos, sendo que os mais comuns são o semáforo de veículos e o semáforo de pedestres, os quais possuem funções e usos distintos e complementares. Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que os pedestres podem atravessar a rua, sempre olhando para os dois lados para ter a certeza de que os carros pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é necessário que os pedestres esperem na calçada. Para o semáforo de veículos, os pedestres precisam agir exatamente ao contrário! Por isso, para se ter segurança no trânsito, a atenção é importante. No jogo Basquetebol numerado, a dica é a mesma: muita atenção! É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição: • Quadra esportiva. • Dois cartões dupla face, um na cor verde e outro na cor vermelha. • Giz ou outro recurso para marcação. • Uma bola de basquete. Mediação Antes de jogar, propõe-se a realização de uma conversa inicial com os estudantes para compartilhar os conhecimentos deles sobre as funções e os usos das cores verde e vermelha do semáforo para veículos e do semáforo para pedestres e sobre quais são as atitudes que os pedestres devem ter em relação a cada uma delas. Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar os times e definir as funções. Para isso, siga as seguintesinstruções: • Divida a turma em duas equipes, com estudantes divididos em número homogêneo de participantes (Equipe A e Equipe B). • Caso a turma tenha um número ímpar de estudantes, um deles poderá fazer a função de juiz. Caso o número de participantes seja par, o professor pode assumir esse papel. • Cada participante da equipe deverá receber um número, iniciando a contagem em 1 e atribuindo números, em sequência, até o último participante. Os números deverão ser iguais para as duas equipes. • Os participantes das equipes deverão ficar alinhados na linha do fundo da quadra, em lados opostos. • O juiz, que poderá ser o professor ou um estudante, deverá se posicionar na lateral da quadra na posição central e deverá ter em mãos um cartão verde e um cartão vermelho. • A bola de basquete deverá ficar posicionada no centro da quadra. 735º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é a hora de realizar o jogo. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: • O juiz do jogo anunciará um número, aleatoriamente, e levantará um dos dois cartões, de forma simultânea. • Caso o cartão levantado seja o vermelho, os participantes de cada equipe que tiverem o número mencionado pelo juiz deverão permanecer nos seus lugares. O participante que se movimentar e entrar na quadra esportiva deverá sair do jogo. • Caso o cartão levantado seja o verde, os participantes de cada equipe que tiverem o número mencionado pelo juiz precisarão correr até o círculo central da quadra. • O participante que chegar primeiro ao círculo central da quadra ganhará o direito de fazer um arremesso na cesta de basquete. Caso os dois participantes cheguem simultaneamente ao círculo central da quadra, os dois terão o direito de fazer um arremesso. Os arremessos podem ser de dois ou de três pontos. • Após o arremesso, a bola deverá ser colocada no centro da quadra esportiva e o participante deverá retornar para junto de sua equipe. Na sequência, outro número será anunciado e outro cartão será levantado, dando continuidade ao jogo. • Os números chamados e os pontos convertidos pelas equipes deverão ser registrados. • O jogo terminará quando todos os participantes forem chamados ou quando for finalizado o tempo do jogo, definido previamente. • Ao final do jogo, a equipe que marcar mais pontos, ganhará, como bônus, a recuperação de até 2 eliminados. • Será declarada vencedora a equipe que finalizar o jogo com mais participantes ativos. Em caso de empate, ambas serão vencedoras. 74 BASQUETEBOL NUMERADO Mediação O jogo requer atenção e foco, e é importante que todos os participantes sejam chamados, pelo menos, uma vez. Também, é preciso que se mantenham todos os participantes focados no jogo, sugerindo-se, então, que os números sejam chamados de forma aleatória e não sequenciados. O jogo possui dois elementos a serem observados, também presentes no trânsito: a atenção à sinalização, que, no jogo, é representada pelo respeito às funções dos cartões vermelho e verde; e o risco, que, no jogo, é representado pela opção de arremessar a bola para converter dois ou três pontos. A opção por declarar como vencedora a equipe que tiver mais participantes ativos, ao final do jogo, tem o objetivo de incentivar os estudantes a terem atenção, mensurada pelo respeito à sinalização. Muitas vezes, em função da pressa ou de algum ponto de interesse específico, o deslocamento no trânsito ocorre sem que se tenham os cuidados necessários de verificar as condições de segurança e a sinalização das vias. Depois de jogar, responda às perguntas a seguir, em uma roda de conversa com a sua turma. 1) No trânsito, o que pode acontecer quando um pedestre atravessa a via com o sinal indicando verde para os veículos? Resposta oral. Ao atravessar a via com o sinal verde para os veículos, o pedestre coloca em risco sua via e as de outros usuários do trânsito, podendo ser atropelado, por exemplo. 2) Quando o motorista avança o semáforo vermelho, o que pode acontecer? Resposta oral. Ao avançar o sinal vermelho do semáforo para veículos, o motorista coloca a sua vida e as de outros usuários do trânsito em risco, além de cometer uma infração gravíssima e de estar sujeito à multa. O desrespeito à sinalização pode provocar atropelamentos e colisões. 3) Quando o semáforo estiver vermelho para os carros e aberto para os pedestres, quais cuidados adicionais que devem ser adotados? Resposta oral. Mesmo se o sinal estiver aberto para a travessia de pedestres, é preciso que o pedestre olhe em todas as direções que possam transitar veículos e observe, antes de iniciar a travessia, se todos estes estão parados. Mediação Ao final do jogo, sugere-se fazer uma roda de conversa com a turma para que os estudantes possam fazer uma reflexão acerca da atenção necessária para participar do jogo, relacionando-a à atenção necessária ao atravessar as vias em locais onde existam semáforos para carros e para pedestres. Dessa forma, são estimulados a perceber os riscos e ter consciência deles e a adotarem comportamentos seguros na travessia de vias, a partir das questões propostas e de outras que forem pertinentes para a abordagem do tema. É importante reforçar as diferenças entre: as ações dos pedestres ao atravessarem as vias que contêm semáforos para pedestres, os quais, por norma, devem sempre ser instalados junto a semáforos para veículos; e as ações dos pedestres onde somente existem semáforos para veículos. 755º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Avaliação A avaliação pode ser realizada na dinâmica do jogo, observando-se se os estudantes mantiveram a atenção às regras relacionadas ao entendimento das funções das cores dos semáforos. Além disso, a realização da roda de conversa, ao final, possibilita perceber como os estudantes compreendem a importância da sinalização semafórica como elemento de segurança ao transitar. Outras conexões Como desdobramento desta atividade, pode ser planejado um exercício semelhante com foco na percepção de riscos, estabelecendo-se marcas na quadra para o arremesso da bola à cesta, vinculando-se as marcas aos comportamentos inadequados dos usuários do sistema trânsito. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 11 fev. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica – volume V. Brasília, DF: CONTRAN, 2014. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/Educacao/Publicacoes/ Manual_VOL_V_(2).pdf. Acesso em: 04 abr. 2020. NAPOL, Igor. Verde, amarela e vermelha: a origem das cores dos semáforos. 2015. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/historia-e- geografia/71706-verde-amarela-e-vermelha-a-origem-das-cores-dos-semaforos. htm. Acesso em: 09 jul. 2019. Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção desta atividade pelos estudantes: envie-nos fotos e/ou vídeos da atividade! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT. Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 775º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Basquetebol numerado Conhecer as cores dos semáforos e os seus significados é muito importante para atravessar as ruas em segurança. Existem vários tipos de semáforos, sendo que os mais comuns são o semáforo de veículos e o semáforo de pedestres, os quais possuem funções e usos distintos e complementares. Quando o semáforo de pedestres estiver verde, significa que os pedestres podem atravessar a rua, sempre olhando para os dois lados para ter a certeza de que os carros pararam. Se a cor dele estiver vermelha, é necessário que os pedestres esperem na calçada. Para o semáforo de veículos, os pedestres precisam agir exatamente ao contrário! Por isso, para se ter segurançano trânsito, a atenção é importante. No jogo Basquetebol numerado, a dica é a mesma: muita atenção! É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição: • Quadra esportiva. • Dois cartões dupla face, um na cor verde e outro na cor vermelha. • Giz ou outro recurso para marcação. • Uma bola de basquete. Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar os times e definir as funções. Para isso, siga as seguintes instruções: • Divida a turma em duas equipes, com estudantes divididos em número homogêneo de participantes (Equipe A e Equipe B). • Caso a turma tenha um número ímpar de estudantes, um deles poderá fazer a função de juiz. Caso o número de participantes seja par, o professor pode assumir esse papel. • Cada participante da equipe deverá receber um número, iniciando a contagem em 1 e atribuindo números, em sequência, até o último participante. Os números deverão ser iguais para as duas equipes. • Os participantes das equipes deverão ficar alinhados na linha do fundo da quadra, em lados opostos. • O juiz, que poderá ser o professor ou um estudante, deverá se posicionar na lateral da quadra na posição central e deverá ter em mãos um cartão verde e um cartão vermelho. • A bola de basquete deverá ficar posicionada no centro da quadra. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 78 BASQUETEBOL NUMERADO Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é a hora de realizar o jogo. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: • O juiz do jogo anunciará um número, aleatoriamente, e levantará um dos dois cartões, de forma simultânea. • Caso o cartão levantado seja o vermelho, os participantes de cada equipe que tiverem o número mencionado pelo juiz deverão permanecer nos seus lugares. O participante que se movimentar e entrar na quadra esportiva deverá sair do jogo. • Caso o cartão levantado seja o verde, os participantes de cada equipe que tiverem o número mencionado pelo juiz precisarão correr até o círculo central da quadra. • O participante que chegar primeiro ao círculo central da quadra ganhará o direito de fazer um arremesso na cesta de basquete. Caso os dois participantes cheguem simultaneamente ao círculo central da quadra, os dois terão o direito de fazer um arremesso. Os arremessos podem ser de dois ou de três pontos. • Após o arremesso, a bola deverá ser colocada no centro da quadra esportiva e o participante deverá retornar para junto de sua equipe. Na sequência, outro número será anunciado e outro cartão será levantado, dando continuidade ao jogo. • Os números chamados e os pontos convertidos pelas equipes deverão ser registrados. • O jogo terminará quando todos os participantes forem chamados ou quando for finalizado o tempo do jogo, definido previamente. • Ao final do jogo, a equipe que marcar mais pontos, ganhará, como bônus, a recuperação de até 2 eliminados. • Será declarada vencedora a equipe que finalizar o jogo com mais participantes ativos. Em caso de empate, ambas serão vencedoras. Depois de jogar, responda às perguntas a seguir, em uma roda de conversa com a sua turma. 1) No trânsito, o que pode acontecer quando um pedestre atravessa a via com o sinal indicando verde para os veículos? 2) Quando o motorista avança o semáforo vermelho, o que pode acontecer? 3) Quando o semáforo estiver vermelho para os carros e aberto para os pedestres, quais cuidados adicionais que devem ser adotados? 795º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Circuito da segurança O trânsito é um ambiente coletivo, e todos ganham quando são adotadas atitudes seguras ao transitar Articulação didática Esta atividade aborda as consequências do excesso de velocidade nas vias, tanto para pedestres quanto para motoristas e para passageiros. Para isso, propõe-se um jogo, com um circuito repleto de obstáculos, intentando trabalhar exercícios de ginástica geral próprios da disciplina de Educação Física. Nele, com a turma dividida em duas equipes, os estudantes terão o desafio de percorrer o circuito, executando todas as etapas, próximo ao tempo determinado, refletindo que, assim como no trânsito, a velocidade e a falta de atenção podem causar acidentes, colocado a vida das pessoas em risco. Objeto de conhecimento Ginástica geral – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Excesso de velocidade nas vias. Competência Compreender as consequências do excesso de velocidade nas vias. Habilidade Indicar as consequências do excesso de velocidade nas vias. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, espaço externo amplo, cronômetro, cones, cordas e bambolês. A pressa pode levar os motoristas a comportamentos inseguros, entre eles, o excesso de velocidade. O Texto 1 A pressa no trânsito não combina com segurança aborda os riscos atrelados à pressa e ao excesso de velocidade, expondo informações sobre a relação do tempo de reação dos motoristas com relação às velocidades praticadas e sobre as penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para quem desrespeita os limites de velocidade. Por sua vez, o Texto 2 Dicas para prevenir a pressa exibe atitudes que tanto pedestres quanto passageiros de transporte coletivo, ciclistas e motoristas devem adotar para prevenir acidentes de trânsito. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 80 CIRCUITO DA SEGURANÇA Texto 1 A pressa no trânsito não combina com segurança A pressa das pessoas, na tentativa de dar conta dos compromissos diários, pode levá-las a um comportamento inseguro no trânsito. Duas das melhores maneiras de os usuários de trânsito prevenirem acidentes e suas consequências são: respeitar os limites de velocidade das vias; e adotar medidas contra a pressa, como, por exemplo, organizar bem a rotina e sair de casa com antecedência. Pode-se entender a pressa como um estado mental e emocional que tem uma relação indireta com a ocorrência de acidentes (ROZESTRATEN, 1988 apud LIMA; CAVALCANTE, 2015). Lima e Cavalcante (2015) constataram, em estudo com motoristas profissionais, que, quando afetados pela pressa, os condutores tendem a apresentar comportamentos impulsivos ou agressivos no trânsito, sendo que alguns dos entrevistados admitiram, até mesmo, o cometimento de infrações. Nesse sentido, é importante que se desenvolva, nos motoristas, uma maior conscientização sobre a importância de se deslocar no trânsito sempre em uma velocidade segura. Quanto mais alta a velocidade de um veículo, mais rápida deverá ser a reação do motorista, e mais tempo e espaço serão necessários para realizar as frenagens. Sem contar que dirigir em velocidades altas reduz a visão periférica dos condutores. É por isso que, a cada acréscimo de 1% na velocidade de um veículo, aumenta-se em 4% o risco de acidentes com morte, e, para cada redução de 5% na velocidade, diminui-se em 30% o risco de fatalidades (WHO, 2018). No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das placas de trânsito. As velocidades existem para manter a segurança viária e, por isso, são diferentes em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua maioria, são crianças e jovens. As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, precisam ser respeitadas pelos condutores de veículos! Exceder a velocidade ou transitar muito devagar pode gerar uma infração de trânsito ao motorista. O Código de Trânsito Brasileiro(CTB) (BRASIL, 1997) estabelece regras para que os motoristas adotem velocidades seguras e compatíveis com as características das vias e das áreas por onde circulam. Em seu Artigo 218, o CTB determina que quem excede em até 20% a velocidade máxima permitida comete uma infração média, e o motorista que trafega em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima permitida é multado por infração grave. Ademais, quem excede em mais de 50% a velocidade máxima permitida, além de multa correspondente à infração gravíssima, multiplicada por 3, é punido com a suspensão imediata do direito de dirigir e com a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem, no entanto, trafega a uma velocidade inferior à metade da velocidade máxima permitida, também está oferecendo risco de acidentes a si e aos demais usuários e, segundo o Artigo 219 do CTB, deve ser multado por uma infração média. Vale frisar: nenhuma dessas penalidades é maior que os riscos atrelados ao ato de dirigir em uma velocidade insegura. Riscos estes que atentam contra a própria vida de quem os comete e contra a vida dos demais usuários do sistema trânsito. Texto 2 Dicas para prevenir a pressa A pressa, também, é um fator que influencia na adoção de atitudes inseguras entre os pedestres (ARIOTTI; CYBIS; RIBEIRO, 2015). Como são eles os usuários mais vulneráveis do trânsito, é importante que também adotem atitudes seguras ao transitar para que se previnam e não sejam acometidos por acidentes. 815º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Uma dica que vale, não somente para os pedestres, mas também para passageiros do transporte coletivo, para motoristas e para ciclistas, é sair de casa com antecedência. Ao sair perto do horário marcado, a maioria das pessoas tende a querer ganhar tempo para evitar atrasos. Desse modo, a antecedência é uma medida importante para encarar quaisquer contratempos no caminho, com bastante calma e razoabilidade. Outra dica é a organização. Além de se programarem, os usuários do trânsito podem organizar a rotina de locomoção que fazem de acordo com os trajetos mais racionais, calculando o tempo que demandarão de deslocamento. Isso previne imprevistos e atrasos. Organização significa também não agendar compromissos sem se certificar de que possuirá tempo hábil para se deslocar entre um local e outro. As travessias de ruas e de avenidas devem ser feitas pelos pedestres com segurança. Mesmo que já estejam atrasados (não aderindo à primeira dica), os pedestres precisam fazer o uso correto das faixas de pedestres, das passagens subterrâneas e das passarelas, não se arriscando a fazer travessias em outros locais. O tempo que investem fazendo a travessia em locais seguros é insignificante diante dos riscos de não a fazerem. Caso haja semáforo para pedestres, estes devem aguardar até o momento indicado. Quando não houver esse dispositivo, aliás, os pedestres devem evitar atravessar próximos a cruzamentos e verificar sempre a proximidade de veículos, olhando para todos os lados. Se fizeram o uso de transporte coletivo, os pedestres, ao desembarcarem do veículo (com cuidado e sem pressa), devem aguardar que este siga viagem para, assim, realizarem a travessia da via. Mais uma vez, os pedestres que aguardam alguns segundos para isso sabem da importância de manterem a calma, mesmo se estiverem atrasados. Desse modo, a atitude defensiva no trânsito é primordial. Os pedestres, os passageiros do transporte coletivo, os motoristas e os ciclistas precisam manter atenção constante no trânsito e ter calma diante de imprevistos, prevenindo possíveis acidentes. Estratégias didáticas Propõe-se que a atividade seja iniciada com uma roda de conversa com os estudantes, visando à promoção de uma reflexão sobre a pressa e o excesso de velocidade no trânsito. Após essa conversa, introduz-se o jogo Circuito da segurança, em que a turma, dividida em duas equipes, é convidada a realizar um circuito de atividades de ginástica que aborda os conceitos de atenção e de regularidade. Cada equipe precisará cumprir os exercícios dentro do tempo estabelecido, sem infringir as regras do jogo. Por fim, para fechamento da atividade, sugere-se promover uma roda de conversa para que um paralelo entre o jogo e o trânsito possa ser traçado, com foco nos pedestres, de forma que os estudantes possam: identificar situações de pressa vivenciadas; avaliar quais as consequências da pressa para eles e para os demais usuários das vias; e indicar algumas posturas seguras para transitar nessas situações. Você sabia? A velocidade regulamentada é a velocidade máxima permitida para transitar e ela muda em função das características da via para garantir a segurança dos usuários do trânsito. É de Lei A placa “R-19 - Velocidade Máxima Permitida” estabelece a velocidade máxima a ser adotada a partir do ponto onde o sinal está colocado. Por ser uma placa de regulamentação, possui as cores vermelha e branca (BRASIL, 2007). Construindo os caminhos da atividade 82 CIRCUITO DA SEGURANÇA Atividade com gabarito Circuito da segurança Você já reparou em como muitas pessoas vivem apressadas, querendo respostas rápidas, tentando chegar aos lugares o mais rápido que podem? Muitas vezes, essas pessoas nem pensam em como o ritmo acelerado pode refletir em consequências ruins para a vida delas. No trânsito, não é diferente! A pressa também pode provocar consequências desastrosas para os apressados e para os outros usuários do trânsito. No jogo Circuito da segurança, você poderá refletir sobre isso. Para jogar, as dicas principais são: manter o ritmo e manter a atenção. Atente-se! Você vai perceber que, assim como no trânsito, o ritmo e a atenção são mais importantes do que tentar chegar primeiro ao final do percurso! É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo Circuito da segurança, organize-se e tenha à disposição: • Quadra esportiva ou espaço compatível. • Cronômetro. • Apito. • Cones, cordas, bambolês, cadeiras, giz ou outros materiais similares. Mediação Antes de jogar, propõe-se a realização de uma conversa com os estudantes para dialogar sobre o excesso de velocidade nas vias, apresentando as diferentes placas e os limites de velocidade e discutindo as possíveis consequências de desrespeitá-las. Também é importante estimular que os estudantes exponham a realidade deles, questionando-os se já se viram correndo para fazer um percurso ou se já viram, enquanto passageiros, algum motorista em alta velocidade ou provocando um acidente. Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções: • Monte um circuito delimitando o início e o final, usando toda a quadra (ou o espaço disponível). O percurso deve conter obstáculos para que os jogadores possam saltar, equilibrar-se, desviar de objetos, subir e descer, entre outros. • Divida a turma em 2 equipes e sorteie qual equipe fará o percurso primeiro. • Os jogadores da equipe sorteada para iniciar o circuito deverão ficar alinhados atrás da linha de início do circuito. • Defina um tempo para a realização do percurso pelas equipes, considerando o tempo médio necessário para realização do circuito em segurança e o número de jogadores de cada equipe. 835º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação É importante que, na montagem do circuito, sejam previstos exercícios de ginástica para saltar, para se equilibrar, para passar por baixo e para subir e descer, sendo o trajeto organizado em função do espaço e dos materiais disponíveis. No exemplo exposto: o zigue-zague foi feito com cones; o exercício de saltar, com bambolês; o exercício de equilíbrio, com uma corda; o exercício de passar por baixo, com duas cadeiras e um cabo de vassoura; e o exercício de subir e descer, com uma plataforma. No entanto, essa é uma imagem de referência do percurso que pode ser alterado/montado comos estudantes. Sugere-se que o tempo necessário para que as equipes cumpram o percurso seja calculado de acordo com o tamanho do percurso e com o número de estudantes que vão fazê-lo, considerando-se o conceito de regularidade e não de rapidez. Para isso, antes de iniciar o jogo, pode ser feita uma rodada de teste, calculando-se, assim, esse tempo limite. Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento dele. • A primeira equipe, já posicionada em uma fila atrás da linha de início do circuito, aguardará o apito do professor para iniciar o circuito de regularidade. • Cada jogador da equipe deverá fazer o percurso sequencialmente, ultrapassando todos os obstáculos propostos, sem faltas. • Assim que o primeiro jogador atravessar a linha de chegada, o outro poderá iniciar o percurso, não sendo, pois, permitido dois ou mais jogadores realizarem o percurso simultaneamente. • O objetivo é que todos os jogadores da equipe realizem o circuito dentro do tempo total estipulado, respeitando todas as regras do jogo. • Assim que o tempo estipulado for atingido, o professor soará o apito para que a equipe pare o circuito. • Caso algum jogador cometa uma infração (como derrubar um obstáculo, não seguir o percurso definido ou não cumprir todos os desafios do percurso), ele deverá voltar para o final da fila da equipe e deverá repetir o trajeto. • Assim que a primeira equipe finalizar o circuito, a segunda equipe deverá se posicionar em fila, atrás da linha de início do circuito, e poderá realizar o jogo. 84 CIRCUITO DA SEGURANÇA • Ao final, se as duas equipes tiverem realizado o circuito dentro do tempo estipulado, será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que se aproximar mais do tempo total previsto, considerando-se que todos os jogadores tenham feito o circuito por completo, sem faltas. • Caso nem todos os jogadores tenham conseguido realizar o circuito no prazo determinado, será denominada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que tiver contabilizado mais jogadores que realizaram o circuito, respeitando as regras do jogo. Mediação Após terminar o jogo, sugere-se que, ao declarar a “Melhor equipe de segurança viária”, seja realizada uma conversa com a turma para traçar um paralelo entre o jogo e a realidade do trânsito. É importante frisar que o trânsito é um ambiente coletivo e que não existe um único vencedor: todos ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas e pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar; e todos perdem quando são desrespeitadas as regras e a legislação. Quando as pessoas circulam desatentas e não adotam atitudes seguras, aumenta-se o risco de acidentes e de fatalidades. Assim, é estabelecida uma relação com o jogo, em que quem mantém a regularidade e a atenção consegue atingir o objetivo. Depois de jogar, junte-se aos seus colegas e responda às perguntas a seguir, em uma roda de conversa. 1) Você teve dificuldade em completar o percurso dentro do tempo definido e sem cometer infrações? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes relatem as dificuldades que tiveram no jogo, a importância do trabalho coletivo e os problemas decorrentes das penalidades sofridas ao infringirem as regras. 2) Enquanto pedestre, o que pode acontecer se você fizer um percurso com pressa, correndo e não respeitando as regras do trânsito? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes relacionem que, assim como no jogo, a pressa e a falta de atenção podem ter sido responsáveis pelas penalidades sofridas pela equipe e, no trânsito, não prestar atenção às regras, dirigir em velocidade não compatível com a estipulada para a via e não respeitar os demais usuários da via, por exemplo, podem causar acidentes e colocar a vida de todos em risco. 3) Que dicas você poderia dar a motoristas e a pedestres que têm pressa ao transitar? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes proponham algumas questões como: respeitar a legislação de trânsito; respeitar os demais usuários das vias e, no caso dos motoristas, dar preferência a pedestres e a ciclistas; preparar-se, com antecedência, para os compromissos, assumindo uma postura segura e não precisando ter pressa para chegar aos lugares. Mediação Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa com os estudantes, para que, a partir das três perguntas, eles possam refletir sobre as consequências do excesso de velocidade, sobretudo no que diz respeito à condição deles no trânsito enquanto pedestres. É importante abordar que o excesso de velocidade pode ser consequência da pressa e da imprudência e que pode ocasionar acidentes com fatalidades e provocar sequelas graves. Isso pode afetar a vida de muitos outros usuários do trânsito, não somente daquele que cometeu a infração. Você sabia? A cada aumento de 1% na velocidade de um veículo, aumenta-se, em 4%, o risco de acidentes com morte. Por sua vez, a cada redução de 5% na velocidade, o risco de acidentes com mortes diminui em 30%. 855º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Avaliação É importante que a avaliação desta atividade seja realizada de forma processual, considerando-se: a participação dos estudantes no jogo Circuito da segurança, verificando-se se eles conseguiram perceber que o vencedor não foi quem chegou primeiro, mas quem manteve a regularidade, quem respeitou as regras e quem valorizou o processo coletivo; a compreensão dos estudantes das consequências que o excesso de velocidade pode provocar; e a indicação de posturas que devem ser adotadas para transitar em segurança, seja na condição de motoristas, seja na condição de pedestres. Outras conexões Outra possibilidade para trabalhar as consequências do excesso de velocidade no trânsito é através de brincadeiras populares, como, por exemplo: a corrida com o ovo na colher, refletindo-se que, apesar da habilidade das pessoas, o risco envolvido para chegar mais rápido ao final não compensa, pois o ovo pode cair no meio do percurso, e isso, no trânsito, pode representar um acidente. ARIOTTI, Paula; CYBIS, Helena Beatriz Bettella; RIBEIRO, José Luis Duarte. Fatores intervenientes no comportamento de pedestres em travessias semaforizadas: uma abordagem qualitativa. Transporte em Transformação XX CNT/ANPET, 2006, p. 59-75. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Jose_Luis_Ribeiro/ publication/267786309_FATORES_INTERVENIENTES_NO_COMPORTAMENTO_DE_ PEDESTRES_EM_TRAVESSIAS_SEMAFORIZADAS_UMA_ABORDAGEM_QUALITATIVA/ links/5543bbb00cf234bdb21bd666.pdf. Acesso em: 29 jul. 2020. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 02 jun. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, DF: CONTRAN, 2007. Disponível em: http://www.deer.mg.gov.br/institucional/ legislacao/normas-tecnicas-deer#manuais. Acesso em: 06 ago. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 02 jun. 2020. LIMA, Ana Inez Oka Elvas de, CAVALCANTE, Sylvia. Tempo e Trânsito na Experiência Subjetiva de Motoristas. Psicologia: Ciência e Profissão, 2015, 35(1),125-139. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/ articulo?codigo=5860709. Acesso em: 22 jun. 2020. World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/ item/global-status-report-on-road-safety-2018#:~:text=The%20Global%20status%20 report%20on,people%20aged%205%2D29%20years.. Acesso em: 29 jun. 2020.Compartilhe! Envie-nos fotos e/ou vídeos da dinâmica realizada nesta atividade! Estamos ansiosos para postá-los nas redes sociais do Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 875º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Circuito da segurança Você já reparou em como muitas pessoas vivem apressadas, querendo respostas rápidas, tentando chegar aos lugares o mais rápido que podem? Muitas vezes, essas pessoas nem pensam em como o ritmo acelerado pode refletir em consequências ruins para a vida delas. No trânsito, não é diferente! A pressa também pode provocar consequências desastrosas para os apressados e para os outros usuários do trânsito. No jogo Circuito da segurança, você poderá refletir sobre isso. Para jogar, as dicas principais são: manter o ritmo e manter a atenção. Atente-se! Você vai perceber que, assim como no trânsito, o ritmo e a atenção são mais importantes do que tentar chegar primeiro ao final do percurso! É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo Circuito da segurança, organize-se e tenha à disposição: • Quadra esportiva ou espaço compatível. • Cronômetro. • Apito. • Cones, cordas, bambolês, cadeiras, giz ou outros materiais similares. Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções: • Monte um circuito delimitando o início e o final, usando toda a quadra (ou o espaço disponível). O percurso deve conter obstáculos para que os jogadores possam saltar, equilibrar-se, desviar de objetos, subir e descer, entre outros. • Divida a turma em 2 equipes e sorteie qual equipe fará o percurso primeiro. • Os jogadores da equipe sorteada para iniciar o circuito deverão ficar alinhados atrás da linha de início do circuito. • Defina um tempo para a realização do percurso pelas equipes, considerando o tempo médio necessário para realização do circuito em segurança e o número de jogadores de cada equipe. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 88 CIRCUITO DA SEGURANÇA Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento dele. • A primeira equipe, já posicionada em uma fila atrás da linha de início do circuito, aguardará o apito do professor para iniciar o circuito de regularidade. • Cada jogador da equipe deverá fazer o percurso sequencialmente, ultrapassando todos os obstáculos propostos, sem faltas. • Assim que o primeiro jogador atravessar a linha de chegada, o outro poderá iniciar o percurso, não sendo, pois, permitido dois ou mais jogadores realizarem o percurso simultaneamente. • O objetivo é que todos os jogadores da equipe realizem o circuito dentro do tempo total estipulado, respeitando todas as regras do jogo. • Assim que o tempo estipulado for atingido, o professor soará o apito para que a equipe pare o circuito. • Caso algum jogador cometa uma infração (como derrubar um obstáculo, não seguir o percurso definido ou não cumprir todos os desafios do percurso), ele deverá voltar para o final da fila da equipe e deverá repetir o trajeto. • Assim que a primeira equipe finalizar o circuito, a segunda equipe deverá se posicionar em fila, atrás da linha de início do circuito, e poderá realizar o jogo. • Ao final, se as duas equipes tiverem realizado o circuito dentro do tempo estipulado, será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que se aproximar mais do tempo total previsto, considerando-se que todos os jogadores tenham feito o circuito por completo, sem faltas. • Caso nem todos os jogadores tenham conseguido realizar o circuito no prazo determinado, será denominada a “Melhor equipe de segurança viária” aquela que tiver contabilizado mais jogadores que realizaram o circuito, respeitando as regras do jogo. Depois de jogar, junte-se aos seus colegas e responda às perguntas a seguir, em uma roda de conversa. 1) Você teve dificuldade em completar o percurso dentro do tempo definido e sem cometer infrações? 2) Enquanto pedestre, o que pode acontecer se você fizer um percurso com pressa, correndo e não respeitando as regras do trânsito? 3) Que dicas você poderia dar a motoristas e a pedestres que têm pressa ao transitar? A cada aumento de 1% na velocidade de um veículo, aumenta-se, em 4%, o risco de acidentes com morte. Por sua vez, a cada redução de 5% na velocidade, o risco de acidentes com mortes diminui em 30%. 895º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Lugares para caminhar Andar por caminhos seguros diminui o risco de acidentes Articulação didática Esta atividade aborda o conteúdo sobre atitudes responsáveis do pedestre ao caminhar. Os exercícios enfatizam a importância da caminhada, trabalham a relevância da observação da paisagem dos lugares do trânsito (a partir do reconhecimento das formas e das funções das cidades) e tratam da importância de serem adotadas atitudes seguras pelos estudantes que se locomovem caminhando até a escola. Objeto de conhecimento Território, redes e urbanização – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Locais seguros para caminhar. Competência Aprender a pensar a respeito dos lugares seguros para caminhar. Habilidade Caracterizar lugares seguros e ações defensivas que devem ser levados em consideração ao realizar uma caminhada. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4 e materiais para colorir. A caminhada é uma das mais antigas atividades físicas realizadas pelos seres humanos, mas, em virtude do crescimento desordenado das cidades, a circulação de veículos motorizados é que tem registrado aumento. Em muitos casos, a infraestrutura urbana prioriza a circulação de veículos em detrimento de outros meios de locomoção – o que incide, em especial, sobre os ciclistas e os pedestres. Como exemplo, as vias utilizadas pelos pedestres, por vezes, apresentam más condições. O Texto 1 Caminhando pelo mundo: Conversas globais e ações locais destaca o quanto a ação de caminhar está presente na vida das pessoas. Por sua vez, o Texto 2 A análise da paisagem dos lugares do trânsito enfatiza o reconhecimento das condições de segurança para a adoção de procedimentos defensivos durante a caminhada. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 90 LUGARES PARA CAMINHAR Texto 1 Caminhando pelo mundo: Conversas globais e ações locais Diariamente, bilhões de pessoas no mundo realizam algo em comum sem dar a devida importância a isso: elas caminham. Esta será a primeira coisa que farão assim que colocarem os pés para fora de seus lares, seja para irem à escola, buscarem água, irem ao supermercado, pegarem o transporte até o trabalho e mesmo para visitarem amigos e familiares. Caminhar continua sendo essencial ao cotidiano das pessoas. Esse hábito se repete há milhares de anos. Como afirma Rebecca Solnit (2000), andar é um “ato universal ao qual investimos significados muito pessoais e que, assim, confere sentido único para cada um de nós”. As pessoas desempenham diferentes tipos de caminhadas, desde o andar pragmático para cumprir uma tarefa ao flanar tortuoso e descompromissado por um bairro desconhecido. Todos estes tipos de caminhada permeiam diferentes culturas ao redor do mundo. Porém, com o avanço da urbanização, a caminhada foi se tornando cada vez mais perigosa e difícil, sobretudo em regiões que cresceram rapidamente. Os mais de sessenta anos de políticas de investimento em prol dos carros levaram a uma destruição da importância atribuída às calçadas em projetos de infraestrutura urbana. Hoje isso ocorre não só nas nações mais ricas, mas especialmentenos países em desenvolvimento. Os dados sobre o impacto coletivo de tais decisões são conhecidos: o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, a respeito da segurança rodoviária estima que mais de 1,2 milhão de pessoas sejam mortas a cada ano devido a acidentes de trânsito. Os jovens (dos 15 aos 29 anos) são os mais afetados. Países de baixa e média renda carregam o fardo deste efeito, uma vez que contabilizam 90% das mortes no trânsito no mundo. [...] Fragmento extraído de TSAY, Shin-pei. Caminhando pelo mundo: conversas globais e ações locais. In: Cidade de pedestres: A caminhabilidade no Brasil e no mundo. [Rio de Janeiro]: Babilônia Cultura Editorial, [2017]. p. 31-32. Disponível em: http://itdpbrasil.org/wp-content/ uploads/2018/12/Cidades-de-pedestres_FINAL_CCS.pdf. Acesso em: 04 mar. 2020. Texto 2 A análise da paisagem dos lugares do trânsito Caminhar proporciona uma diversidade de benefícios, seja a caminhada realizada como uma prática de autocuidado, por ser um exercício físico básico, seja como um meio de locomoção. Mas a caminhada precisa ser feita com atenção, pois a não observância das características do trânsito de cada lugar pode expor o pedestre a situações de perigo. Por isso, é muito importante que todas as pessoas (crianças, adolescentes, adultas ou idosas) tenham a habilidade e a prática de ler a paisagem das localidades por onde circulam, para que possam prever riscos e agir de maneira segura. As paisagens por onde as pessoas circulam em seus deslocamentos cotidianos precisam ser interpretadas, levando-se em consideração o contexto do trânsito em que se encontram. Caminhos, ruas e avenidas se cruzam e têm funções distintas. Por exemplo, há ruas que existem somente para atender aos moradores que ali vivem, mas, a maioria das vias são muito usadas para acesso a outros lugares. Neste segundo caso, convivem, em um mesmo espaço, pessoas que moram naquele lugar e outras que por ali passam apenas como parte de seus trajetos. Para a realização de uma caminhada segura, é importante reconhecer os diferentes tipos de vias como ruas, avenidas e rodovias. Cada uma delas tem características específicas e demandam cuidados especiais. Dependendo das características da via, o fluxo de veículos pode ser intenso, e existem diferentes velocidades permitidas para circulação de veículos. Existem, ainda, as vias destinadas à circulação de pedestres, como passarelas, calçadas, passagens subterrâneas e, até mesmo, a faixa de pedestres, inscrita sobre a pista de rolamento de veículos. Trânsito em números Cerca de 1,35 milhão de mortes ocorrem, anualmente, nas vias do mundo, fazendo dos acidentes de trânsito a oitava causa global de mortes e a principal causa de mortes entre jovens de 5 a 29 anos de idade (BRASIL, 2019). 915º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Em todas as vias, é necessário ter atenção ao transitar. Contudo, em função de suas diferentes características, as vias têm riscos potenciais (que são inerentes ao trânsito) de diferentes níveis, como, por exemplo, os riscos em uma rua de trânsito local são distintos daqueles verificados em vias que servem de caminho para uma rodovia ou de acesso a uma área residencial. Independentemente das características das vias, ainda é preciso ter cuidado, nas calçadas, com o movimento de carros saindo de garagens. Assim, os níveis de atenção e a adoção de atitudes seguras, por parte dos pedestres, precisam ser compatíveis com os riscos envolvidos. Outro fator que deve ser levado em consideração, na análise da paisagem dos lugares do trânsito, é a presença ou a ausência de sinalização que organizam o movimento de veículos e de pedestres. Há placas, por exemplo, que orientam a velocidade máxima permitida ao motorista e que informam, ao pedestre, a velocidade dos carros que por ali passam. Da mesma forma, há placas que orientam sobre o sentido obrigatório da via para os veículos ou, ainda, que orientam a possibilidade de veículos saírem de uma rua e virarem para uma outra, em um cruzamento. A atenção à sinalização é muito importante no momento da travessia da via, pois reforça a necessidade de se adotarem atitudes seguras para fazer as travessias em segurança. As calçadas e as faixas de pedestres são espaços destinados aos pedestres, mas, mesmo assim, é preciso que estes estejam atentos ao usar esses espaços, pois motoristas, ciclistas ou motociclistas ainda, infelizmente, comentem infrações e colocam em risco a segurança dos que caminham. Enfim, ver e ser visto pelos outros usuários do trânsito, conhecer o lugar em que se pretende caminhar e analisar a paisagem para compreender o trânsito local são atitudes que fazem toda a diferença quando o assunto é segurança na caminhada. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a realização de uma conversa sobre as experiências vivenciadas pelos estudantes quando caminham. Em seguida, indica-se a realização do primeiro exercício de caça-palavras, a partir das dicas para uma caminhada segura. Posteriormente, estimula-se a turma a produzir desenhos representando as vias ao redor da escola e a identificar duas melhorias que poderiam ser adotadas para tornar a caminhada segura. Ao final, sugere-se o compartilhamento dos desenhos com os colegas, encerrando a atividade com uma conversa sobre as melhorias que podem ser conquistadas. Atividade com gabarito Lugares para caminhar Caminhar é uma atividade que faz parte de sua rotina e da maioria das outras pessoas, já percebeu? Contudo, para que a caminhada seja segura, é importante respeitar os espaços do trânsito dedicados aos pedestres e realizar as travessias com cuidado e com atenção. 1) Leia as dicas e localize as palavras correspondentes no caça-palavras. Elas podem ser encontradas nos sentidos vertical, horizontal ou diagonal. No trânsito, estão sempre a pé. (pedestres) Você sabia? Um estudo elaborado por pesquisadores espanhóis mostrou que adolescentes que foram a pé para a escola, caminhando, pelo menos, 15 minutos por dia, apresentaram melhor rendimento cognitivo em relação àqueles que chegavam à escola de ônibus ou de carro (MARTÍNEZ-GÓMEZ et al., 2011). Construindo os caminhos da atividade 92 LUGARES PARA CAMINHAR Veículos motorizados de duas rodas. (motocicletas) Um tipo de material, derivado do petróleo, utilizado para pavimentar vias. (asfalto) Via urbana, larga e bastante movimentada. (avenida) Via destinada ao tráfego de pedestres. (calçada) Tipo de via urbana, estreita, com ou sem calçadas e meios-fios, por onde circulam veículos e pessoas. (rua) Nome dado aos veículos de passageiros com quatro rodas. (carros) Elevação inserida nas vias para reduzir a velocidade dos veículos, também conhecida como quebra-molas. (lombada) Sinalização vertical que tem o objetivo de orientar os pedestres e os condutores. (placas) Tipo de via pavimentada, com ou sem acostamento, por onde circulam veículos que seguem de uma cidade a outra. (rodovia) Irregularidade na pavimentação das vias de trânsito na forma de cavidade. (buraco) Infraestrutura, separada do tráfego, construída para a travessia de pedestres, em segurança. (passarela) 935º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação Para envolver os estudantes nesta atividade, propõe-se, inicialmente, a troca de experiências deles em relação à prática de caminhada. Para isso, podem ser feitas algumas perguntas, como, por exemplo: Você caminha todos os dias?; Para onde costuma ir a pé?; Quais os riscos que há nos lugares onde você caminha?; Nessas caminhadas, quais cuidados costuma adotar?. 2) Que tal elaborar um desenho representando as vias ao redor da escola e identificando duas melhorias que podem ser realizadas para tornar a caminhada segura? Mediação Nesse momento, é importante que os estudantes apresentem, em seus desenhos, proposições de melhorias que contribuam com a segurança do pedestre ao caminhar, como,por exemplo: calçadas em boas condições; placas de sinalização; redutores de velocidade; lombadas; e faixas de pedestres. 3) Compartilhe com os colegas os seus desenhos e converse com eles sobre as formas de melhorias que poderiam ser reivindicadas nas vias do entorno da escola. Mediação É importante promover uma roda de conversa para compartilhar as proposições de melhorias propostas pelos alunos, identificando quais são as mais relevantes e mais urgentes para melhorar a segurança dos pedestres. Nesse momento, podem ser discutidas algumas ações para viabilizar o atendimento das reivindicações de melhorias propostas pela turma. Avaliação No desenvolvimento dos exercícios, a partir da exposição, através da oralidade, dos saberes prévios e das experiências dos estudantes em relação ao caminhar, suas vivências e o conhecimento dos seus trajetos cotidianos, é possível verificar a compreensão deles em relação aos aspectos que fazem um lugar ser adequado e seguro ou inadequado e inseguro para a prática da caminhada. Pode-se, ainda, observar se demonstraram ter entendimento das dicas e, assim, conseguiram fazer a relação para realizar o caça-palavras. A elaboração final de um desenho representando as vias ao redor da escola, sugerindo melhorias, e a habilidade de síntese das discussões realizadas na aula podem também ser analisadas. Fique ligado! Caminhar demanda a utilização de vários sentidos corporais. Assim, não utilize celular ou fone de ouvido, pois eles limitam suas condições de visão e de audição no trânsito. Olhe para os lados e estabeleça contato visual com o motorista para ter certeza de que você foi visto por ele. Verifique a presença da faixa de pedestres na via, e, sempre que houver uma disponível, atravesse fazendo o uso dela. Tá combinado? Lugar de caminhar é na calçada e, de preferência, longe da rua. Onde não houver calçada, o modo correto é caminhar pela margem da via e de frente para o tráfego, ou seja, no sentido oposto ao dos veículos. Aprimorando práticas e ampliando conexões 94 LUGARES PARA CAMINHAR Outras conexões Como desdobramento desta atividade, pode-se realizar um trabalho de campo onde os estudantes promovam uma avalição das condições de segurança das calçadas, da presença de sinalizações que protegem o pedestre, da qualidade do ambiente quanto às poluições sonora e visual, entre outros aspectos. Pode-se, também, trabalhar com a produção e o envio de ofícios a órgãos públicos ou associações civis, solicitando as melhorias apontadas pela turma. Outra possibilidade é realizar uma campanha de valorização da caminhada na comunidade local, conscientizando a população sobre a importância de um trânsito mais seguro e sobre os desafios que precisam ser enfrentados para que este seja garantido. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 31 jan. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 29 jan. 2020. MARTÍNEZ-GÓMEZ, David et al. Active Commuting to School and Cognitive Performance in Adolescents. Archives Of Pediatrics & Adolescent Medicine, [S. I.], v. 165, n. 4, p. 1-6. 1 abr. 2011. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/ jamapediatrics/fullarticle/384475?resultClick=1. Acesso em: 06 jan. 2020. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE – OPAS. Folha Informativa: Acidentes de trânsito. Brasília, DF: OPAS, 2019. Disponível em: https://www.paho.org/bra/ index.php?option=com_content&view=article&id=5147:acidentes-de-transito-folha- informativa&Itemid=779. Acesso em: 29 jan. 2020. TSAY, Shin-pei. Caminhando pelo mundo: conversas globais e ações locais. In: Cidade de pedestres: A caminhabilidade no Brasil e no mundo. [Rio de Janeiro]: Babilônia Cultura Editorial, [2017]. p. 31-32. Disponível em: http://itdpbrasil.org/ wp-content/uploads/2018/12/Cidades-de-pedestres_FINAL_CCS.pdf. Acesso em: 04 mar. 2020. Compartilhe! Esperamos que tenha criado, com a turma, uma experiência significativa com esta atividade. Dê a ela a sua marca e depois compartilhe conosco, do Programa Conexão DNIT. Sua vivência pode ser uma excelente contribuição para outros professores! Referências 955º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Lugares para caminhar Caminhar é uma atividade que faz parte de sua rotina e da maioria das outras pessoas, já percebeu? Contudo, para que a caminhada seja segura, é importante respeitar os espaços do trânsito dedicados aos pedestres e realizar as travessias com cuidado e com atenção. 1) Leia as dicas e localize as palavras correspondentes no caça-palavras. Elas podem ser encontradas nos sentidos vertical, horizontal ou diagonal. No trânsito, estão sempre a pé. Veículos motorizados de duas rodas. Um tipo de material, derivado do petróleo, utilizado para pavimentar vias. Via urbana, larga e bastante movimentada. Via destinada ao tráfego de pedestres. Tipo de via urbana, estreita, com ou sem calçadas e meios-fios, por onde circulam veículos e pessoas. Nome dado aos veículos de passageiros com quatro rodas. Elevação inserida nas vias para reduzir a velocidade dos veículos, também conhecida como quebra-molas. Sinalização vertical que tem o objetivo de orientar os pedestres e os condutores. Tipo de via pavimentada, com ou sem acostamento, por onde circulam veículos que seguem de uma cidade a outra. Irregularidade na pavimentação das vias de trânsito na forma de cavidade. Infraestrutura, separada do tráfego, construída para a travessia de pedestres, em segurança. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 96 LUGARES PARA CAMINHAR 2) Que tal elaborar um desenho representando as vias ao redor da escola e identificando duas melhorias que podem ser realizadas para tornar a caminhada segura? 3) Compartilhe com os colegas os seus desenhos e converse com eles sobre as formas de melhorias que poderiam ser reivindicadas nas vias do entorno da escola. Caminhar demanda a utilização de vários sentidos corporais. Assim, não utilize celular ou fone de ouvido, pois eles limitam suas condições de visão e de audição no trânsito. Olhe para os lados e estabeleça contato visual com o motorista para ter certeza de que você foi visto por ele. Verifique a presença da faixa de pedestres na via, e, sempre que houver uma disponível, atravesse fazendo o uso dela. Lugar de caminhar é na calçada e, de preferência, longe da rua. Onde não houver calçada, o modo correto é caminhar pela margem da via e de frente para o tráfego, ou seja, no sentido oposto ao dos veículos. 975º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Lugares seguros para pedalar Reconhecendo lugares seguros e atitudes adequadas para pedalar Articulação didática Esta atividade intenta, a partir da discussão sobre como as inovações tecnológicas impulsionam mudanças no cotidiano e no trânsito das cidades, que os estudantes reconheçam os lugares seguros para pedalar. Através de exercícios e da articulação com a vida dos estudantes, objetiva-se promover o conhecimento deles sobre as características das ciclovias, das ciclofaixas e das ciclorrotas, sobre as diferenças entre elas e sobre os cuidados a serem adotados pelos ciclistas. Com isso, incentiva-se a prática da pedalada em ciclovias e ciclofaixas, e a adoção de atitudes seguras para a utilização desses espaços. Objeto de conhecimento Trabalho e inovação tecnológica – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas. Competência Conhecer as ciclovias, as ciclorrotase as ciclofaixas. Habilidade Comentar sobre os cuidados ao pedalar nas ciclovias, nas ciclorrotas ou nas ciclofaixas. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. Juntamente com o pedestre, o ciclista é considerado o usuário mais vulnerável do sistema trânsito. Por isso, a escolha de locais apropriados e a adoção de atitudes seguras são condições essenciais para pedalar. Assim, no texto Direitos e deveres dos ciclistas, apresentam-se algumas regras e alguns cuidados recomendados aos ciclistas. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 98 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR Direitos e deveres dos ciclistas Para que seja garantida a segurança de todos, há uma série de regras para os ciclistas conduzirem suas bicicletas nas vias, o que lhes garantem direitos e definem deveres. Essas especificações, aliás, podem ser vistas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). Os ciclistas devem sempre circular na mesma direção dos veículos, ao andarem em zonas rurais ou urbanas de pista dupla que não tenham ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, tendo preferência de circulação em relação aos veículos. Para andar de bicicleta em calçadas, é preciso ter autorização do órgão que gerencia a via, sendo necessária a devida sinalização. Outra regra que deve ser mencionada é que o ciclista desmontado se torna pedestre, tanto em deveres quanto em direitos. Assim, ao atravessar a faixa de pedestres, os ciclistas precisam descer e seguir empurrando a bicicleta para fazer a travessia. No que se refere aos acessórios de segurança obrigatórios, no Brasil, têm-se: a campainha; as sinalizações noturnas dianteira, traseira, lateral e nos pedais; e o espelho retrovisor do lado esquerdo (BRASIL, 1997). Vale lembrar que as sinalizações reflexivas tornam a bicicleta e o ciclista mais visíveis, principalmente nas pedaladas noturnas e que, para maior visibilidade, é necessário manter os adesivos refletivos limpos. Cabe destacar, também, a importância do espelho retrovisor do lado esquerdo do guidão da bicicleta, pois, com ele, é possível perceber a aproximação de veículos, precavendo-se de possíveis situações de risco e, assim, evitando-se acidentes. O uso de capacete, de óculos, de joelheiras e de cotoveleiras não é obrigatório. Contudo, é preciso sempre se lembrar da importância de usá-los para pedalar, pois, em casos de acidentes, eles podem evitar contusões mais graves e salvar vidas. É importante, também, fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial: aos pneus, mantendo-os com a calibragem adequada; à corrente, lubrificando-a com óleo apropriado, fazendo a limpeza antes; aos freios e às demais partes da bicicleta, como o selim, as rodas e o pedal, verificando se estão bem afixadas. Ao perceber algum ruído estranho ou mau funcionamento da bicicleta, o ciclista deve procurar resolver isso antes de usá-la. Estratégias didáticas Para iniciar esta atividade, propõe-se que seja realizada, inicialmente, uma enquete com os estudantes acerca das experiências deles em relação ao uso da bicicleta e dos locais onde eles realizam as pedaladas. Na continuidade, sugere-se que seja feita a leitura do texto Você já ouviu falar em ciclovia, em ciclorrota e em ciclofaixa?, o qual contextualiza a reflexão sobre a importância das bicicletas e sobre os desafios para o planejamento das cidades, apresentando as ciclovias, as ciclofaixas ou as ciclorrotas como alternativas para pedalar com mais segurança. Em seguida, propõe-se que os estudantes realizem exercícios para que pratiquem a percepção das características desses três tipos de vias e das diferenças entre elas, além de compreenderem as atitudes adequadas para a circulação em cada uma delas. Para finalizar a atividade, sugere-se que seja feita uma roda de conversa, promovendo a reflexão sobre a segurança dos lugares em que os estudantes costumam pedalar e sobre como podem contribuir para a realização da pedalada em segurança. Construindo os caminhos da atividade 995º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Atividade com gabarito Lugares seguros para pedalar A segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários fatores, como, por exemplo: a disponibilidade de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas na infraestrutura do sistema viário; e o comportamento dos usuários do sistema trânsito. Atitudes de respeito e de segurança por parte dos ciclistas, dos motoristas e dos pedestres promovem um pedalar mais seguro. Mediação Para iniciar o desenvolvimento da atividade, é importante que seja realizado um levantamento, junto aos estudantes, a respeito das vivências deles em relação ao uso da bicicleta. Pode ser realizada uma rápida enquete para a compreensão da importância desse meio de transporte na vida das pessoas. Em relação aos estudantes, é importante conhecer em que situações eles utilizam a bicicleta e quais são os locais onde realizam a pedalada. Após a enquete, sugere-se a leitura do texto que preparará a turma para o desenvolvimento dos exercícios propostos na sequência. Você já ouviu falar em ciclovia, em ciclorrota e em ciclofaixa? Como um meio de transporte alternativo, a bicicleta é usada com cada vez mais frequência nas cidades. Pedalando, as pessoas se deslocam para fazer compras, ir ao trabalho ou ir à escola. Por ser um veículo movido pela força que a pessoa faz, a bicicleta não é poluente como outros meios de transporte. Além disso, ao se deslocar de bicicleta, o ciclista pratica uma atividade física, o que contribui para a saúde dele. As cidades podem ser planejadas de forma a criar espaços seguros para a circulação de ciclistas, prevendo, na infraestrutura viária, a construção de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas. Com isso, as pessoas podem ser incentivadas a se deslocarem de bicicleta em segurança. Mas qual é a diferença entre as ciclovias, as ciclofaixas e as ciclorrotas? Ciclovias: são faixas de trânsito criadas, exclusivamente, para a circulação de bicicletas. São construídas paralelamente à pista por onde passam os carros, mas são separadas por uma barreira que protege os ciclistas. A circulação nas ciclovias pode ter sentido único ou sentido duplo. Ciclofaixas: são espaços das vias destinados ao fluxo de bicicletas, segregados sem uma separação por barreira. Isso significa que a separação das vias para as ciclofaixas é feita por meio de sinalização horizontal e/ou por tachões, isolando os ciclistas dos demais veículos. Ciclorrotas: são vias sinalizadas, onde a circulação de bicicletas é compartilhada com pedestres ou com veículos motorizados (como as calçadas, os canteiros, as passarelas, as faixas ou as pistas), criando condições favoráveis para isso e melhorando a segurança dos ciclistas. Nessas rotas, existe uma sinalização horizontal que indica o trânsito de bicicletas, compartilhando a via, e que, quando o espaço for compartilhado com veículos motorizados, a prioridade é para as bicicletas, devendo o motorista trafegar mais à esquerda da via, mantendo a distância de 1,5 metro do ciclista. 100 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR Vale lembrar que, para maior segurança ao pedalar, o ciclista precisa seguir algumas regras, entre elas: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou em ciclofaixas, seguindo sempre pelo lado direito, observando a presença de pedestres, de outros ciclistas e de animais, sinalizando com a mão, se precisar parar; prestar atenção durante a circulação, em ciclorrotas, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, na pista de rolamento, pedalar no mesmo sentido dos veículos automotores. Essas últimas regras são indicadas, também, para pedaladas em vias onde não há ciclorrota. Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva, campainhas e espelho retrovisor. É importante que o ciclista use outrositens para a proteção do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a condição dos pneus, também é imprescindível. Mediação Após a leitura do texto, é importante retomar a conversa com os estudantes para avaliar as atitudes adotadas por eles ao pedalar, questionando-os: se já sabiam das atitudes de segurança que os ciclistas devem adotar; se têm esses cuidados; e se sabem de mais algumas atitudes seguras além das que foram citadas no texto. 1) É muito importante saber reconhecer os tipos de vias destinadas para a circulação de bicicletas. Em cada uma delas, há cuidados que devem ser considerados pelo ciclista. Observe as imagens abaixo e escreva qual delas é uma ciclovia, uma ciclofaixa ou uma ciclorrota, e, com base no texto, justifique a sua resposta. Ciclovia. Na imagem: ao lado esquerdo, há um meio fio; em ambos os lados por onde circula a bicicleta, há, também, uma faixa preta de piso tátil, representando uma barreira entre a ciclovia, a pista por onde circulam os veículos e a calçada por onde circulam os pedestres. Ciclofaixa. Na imagem: existe placa indicativa e o pavimento é pintado, demarcando a área de circulação dos ciclistas, sinalizando que se trata de uma faixa para bicicletas com dupla circulação. Ciclorrota. Na imagem, a pista está indicando que as bicicletas têm preferência na circulação, pois compartilham o uso dessa via com os veículos, não havendo nenhuma barreira física ou delimitação com pintura. 1015º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação É importante destacar que as ciclovias, as ciclofaixas ou as ciclorrotas são alternativas para transitar de bicicleta pela cidade. No cotidiano, é importante conhecer o trânsito da cidade e escolher a alternativa mais segura para cada situação. Para os estudantes, entre as três opções, as ciclovias são as mais indicadas para a realização de passeios ou para eventuais deslocamentos. 2) A segurança dos ciclistas depende da infraestrutura do sistema viário e do comportamento dos usuários do trânsito. É importante que, ao realizarem uma pedalada, os ciclistas tenham atenção ao entorno e que adotem atitudes seguras. Identifique o tipo de via para cada uma das afirmações apresentadas a seguir. Tipos de via: (1) Ciclovia (2) Ciclofaixa (3) Ciclorrota Vantagens dos diferentes tipos de via destinados à circulação de ciclistas: ( 3 ) Embora o uso dessa pista seja compartilhado entre ciclistas e condutores de outros veículos, a criação desse tipo de via reforça a presença de ciclistas. ( 1 ) Nesse tipo de via, os ciclistas não precisam se preocupar com a presença de automóveis, pois ela é isolada fisicamente para o trânsito exclusivo de bicicletas. ( 2 ) Em lugares onde não há espaço suficiente para a construção de uma via exclusiva para o trânsito de ciclistas, isolada da pista por onde circulam os veículos motorizados, esse tipo de via oferece a segurança de uma via exclusiva, pois há a separação das vias com sinalização horizontal e/ou com tachões. Atitudes adequadas em cada uma dessas vias que os ciclistas precisam adotar: ( 1 ) Os ciclistas precisam sempre seguir pelo lado direito e prestar atenção à presença de pedestres e de animais e ao fluxo de bicicletas para não ocasionar um acidente. ( 3 ) Por compartilhar o espaço com os demais veículos, os ciclistas precisam redobrar a atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, por exemplo, e precisam respeitar o sentido de circulação. ( 2 ) Os ciclistas precisam ter atenção ao pedalar, utilizando os bordos da pista, apesar de esta estar segregada do tráfego de veículos, pois não há barreira física de separação e há proximidade com os veículos. 3) Bicicletas são meios de transporte que apresentam vantagens em relação aos demais veículos, e uma delas é o fato de não serem poluentes. A pedalada é um tipo de transporte ativo que exige o movimento do condutor e que, por isso, é benéfico para a saúde. No entanto, a cidade precisa ser planejada para incentivar o uso das bicicletas. Discuta com os colegas: os lugares por onde você costuma pedalar podem ser considerados seguros? Por quê? Que tipos de atitudes podem contribuir para tornar a pedalada por esses lugares mais segura? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes demonstrem compreensão quanto aos lugares adequados para a circulação de bicicletas e que descrevam atitudes que são adequadas para ampliar a segurança dos ciclistas. Entre as respostas, pode haver: pedalar nas ciclovias, nas ciclofaixas ou nas ciclorrotas, e, onde não houver, Fique ligado! Ciclovias e ciclofaixas são lugares exclusivos para circulação de bicicletas e precisam ser respeitadas pelos pedestres e pelos condutores. 102 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR pedalar no mesmo sentido dos veículos automotores; usar os equipamentos de segurança (sinalização noturna reflexiva, campainhas e espelho retrovisor) e fazer a manutenção da bicicleta; usar acessórios para a proteção do ciclista, como capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Mediação Como encerramento da atividade, propõe-se a realização de um diálogo com a turma para que seja feita a discussão sobre a importância de se terem locais seguros para o uso da bicicleta como meio de transporte e de lazer. É importante contextualizar o diálogo no cotidiano dos estudantes, a partir das respostas que eles descreverem no exercício final. Mesmo que alguns estudantes nunca tenham andado de bicicleta, é pertinente que compreendam quais os cuidados que precisarão ser adotados e quais os locais adequados que precisarão circular quando tiverem a oportunidade de pedalar, mantendo a segurança. Avaliação A avaliação processual poderá levar em consideração, a partir da realização dos exercícios e das discussões/exposições orais: a compreensão dos estudantes quanto às características dos lugares considerados seguros para a prática da pedalada; e a compreensão que tiveram sobre as atitudes adequadas que os ciclistas precisam ter para se manterem em segurança. Outras conexões Em continuidade às discussões realizadas nesta atividade, podem ser discutidas, com os estudantes, tanto formas de sensibilizar pessoas quanto formas de sensibilizar órgãos competentes para que a cidade tenha melhorias que incentivem a prática da pedalada. Algumas possibilidades seriam: o planejamento de um passeio ciclístico; a realização de uma pesquisa que contabilizasse quantos estudantes das demais turmas fazem o uso da bicicleta para se locomoverem; ou, ainda, a escrita de uma carta pela turma, destinada ao órgão responsável no município, pedindo a realização de melhorias nas vias para ciclistas da comunidade. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 03 ago. 2020. Compartilhe! Como foi realizar esta atividade com os estudantes? Envie-nos um depoimento, com fotos e/ou vídeos que possam ilustrar um pouco dessa experiência! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 1035º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Lugares seguros para pedalar A segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários fatores, como, por exemplo: a disponibilidade de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas na infraestrutura do sistema viário; e o comportamento dos usuários do sistema trânsito. Atitudes de respeito e de segurança por parte dos ciclistas, dos motoristas e dos pedestres promovem um pedalar mais seguro. Você já ouviu falar em ciclovia, em ciclorrota e em ciclofaixa? Comoum meio de transporte alternativo, a bicicleta é usada com cada vez mais frequência nas cidades. Pedalando, as pessoas se deslocam para fazer compras, ir ao trabalho ou ir à escola. Por ser um veículo movido pela força que a pessoa faz, a bicicleta não é poluente como outros meios de transporte. Além disso, ao se deslocar de bicicleta, o ciclista pratica uma atividade física, o que contribui para a saúde dele. As cidades podem ser planejadas de forma a criar espaços seguros para a circulação de ciclistas, prevendo, na infraestrutura viária, a construção de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas. Com isso, as pessoas podem ser incentivadas a se deslocarem de bicicleta em segurança. Mas qual é a diferença entre as ciclovias, as ciclofaixas e as ciclorrotas? Ciclovias: são faixas de trânsito criadas, exclusivamente, para a circulação de bicicletas. São construídas paralelamente à pista por onde passam os carros, mas são separadas por uma barreira que protege os ciclistas. A circulação nas ciclovias pode ter sentido único ou sentido duplo. Ciclofaixas: são espaços das vias destinados ao fluxo de bicicletas, segregados sem uma separação por barreira. Isso significa que a separação das vias para as ciclofaixas é feita por meio de sinalização horizontal e/ou por tachões, isolando os ciclistas dos demais veículos. Ciclorrotas: são vias sinalizadas, onde a circulação de bicicletas é compartilhada com pedestres ou com veículos motorizados (como as calçadas, os canteiros, as passarelas, as faixas ou as pistas), criando condições favoráveis para isso e melhorando a segurança dos ciclistas. Nessas rotas, existe uma sinalização horizontal que indica o trânsito de bicicletas, compartilhando a via, e que, quando o espaço for compartilhado com veículos motorizados, a prioridade é para as bicicletas, devendo o motorista trafegar mais à esquerda da via, mantendo a distância de 1,5 metro do ciclista. Vale lembrar que, para maior segurança ao pedalar, o ciclista precisa seguir algumas regras, entre elas: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou em ciclofaixas, seguindo sempre pelo lado direito, observando a presença de pedestres, de outros ciclistas e de animais, sinalizando com a mão, se precisar parar; prestar atenção durante a circulação, em ciclorrotas, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, na pista de rolamento, pedalar no mesmo sentido dos veículos automotores. Essas últimas regras são indicadas, também, para pedaladas em vias onde não há ciclorrota. Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva, campainhas e espelho retrovisor. É importante que o ciclista use outros itens para a proteção do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a condição dos pneus, também é imprescindível. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 104 LUGARES SEGUROS PARA PEDALAR 1) É muito importante saber reconhecer os tipos de vias destinadas para a circulação de bicicletas. Em cada uma delas, há cuidados que devem ser considerados pelo ciclista. Observe as imagens abaixo e escreva qual delas é uma ciclovia, uma ciclofaixa ou uma ciclorrota, e, com base no texto, justifique a sua resposta. 2) A segurança dos ciclistas depende da infraestrutura do sistema viário e do comportamento dos usuários do trânsito. É importante que, ao realizarem uma pedalada, os ciclistas tenham atenção ao entorno e que adotem atitudes seguras. Identifique o tipo de via para cada uma das afirmações apresentadas a seguir. Tipos de via: (1) Ciclovia (2) Ciclofaixa (3) Ciclorrota Vantagens dos diferentes tipos de via destinados à circulação de ciclistas: ( ) Embora o uso dessa pista seja compartilhado entre ciclistas e condutores de outros veículos, a criação desse tipo de via reforça a presença de ciclistas. ( ) Nesse tipo de via, os ciclistas não precisam se preocupar com a presença de automóveis, pois ela é isolada fisicamente para o trânsito exclusivo de bicicletas. ( ) Em lugares onde não há espaço suficiente para a construção de uma via exclusiva para o trânsito de ciclistas, isolada da pista por onde circulam os veículos motorizados, esse tipo de via oferece a segurança de uma via exclusiva, pois há a separação das vias com sinalização horizontal e/ou com tachões. Ciclovias e ciclofaixas são lugares exclusivos para circulação de bicicletas e precisam ser respeitadas pelos pedestres e pelos condutores. 1055º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Atitudes adequadas em cada uma dessas vias que os ciclistas precisam adotar: ( ) Os ciclistas precisam sempre seguir pelo lado direito e prestar atenção à presença de pedestres e de animais e ao fluxo de bicicletas para não ocasionar um acidente. ( ) Por compartilhar o espaço com os demais veículos, os ciclistas precisam redobrar a atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, por exemplo, e precisam respeitar o sentido de circulação. ( ) Os ciclistas precisam ter atenção ao pedalar, utilizando os bordos da pista, apesar de esta estar segregada do tráfego de veículos, pois não há barreira física de separação e há proximidade com os veículos. 3) Bicicletas são meios de transporte que apresentam vantagens em relação aos demais veículos, e uma delas é o fato de não serem poluentes. A pedalada é um tipo de transporte ativo que exige o movimento do condutor e que, por isso, é benéfico para a saúde. No entanto, a cidade precisa ser planejada para incentivar o uso das bicicletas. Discuta com os colegas: os lugares por onde você costuma pedalar podem ser considerados seguros? Por quê? Que tipos de atitudes podem contribuir para tornar a pedalada por esses lugares mais segura? 1075º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Perfil secreto do trânsitoConexão entre pessoas, veículos, lugares e sinalizações Articulação didática Esta atividade propõe, aos estudantes, a realização de um jogo visando identificar e reconhecer as características do trânsito nas cidades. O jogo se caracteriza por ser uma adaptação do jogo Perfil, e os estudantes precisarão percorrer um trajeto tentando acertar os perfis do trânsito, com a ajuda de algumas dicas, separadas entre as categorias: pessoas, veículos, lugares e sinalizações. Dessa forma, serão trabalhados os diferentes elementos do trânsito e os aspectos de segurança que estes desenvolvem. Objeto de conhecimento Território, redes e urbanização – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito O trânsito nas cidades. Competência Compreender a dinâmica do trânsito nas cidades. Habilidade Identificar os elementos do trânsito, no espaço urbano das cidades. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, tabuleiros, fichas com as dicas, fichas surpresas, dados e pinos. O sistema viário é composto por pessoas, veículos, lugares e sinalizações, componentes que possuem suas especificações e que exigem dos usuários das vias a identificação de fatores de risco e a adoção de atitudes seguras para que possam se locomover. O texto Os elementos do trânsito apresenta as pessoas como usuários do trânsito e, também, a classificação veicular estabelecida no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), este que define os diversos tipos de meios de transporte presentes nas vias, a função dos sinais de trânsito e os elementos da infraestrutura viária. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 108 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO Os elementos do trânsito O trânsito é composto pelas pessoas, pelas vias e pelos veículos e pode ser definido como sendo o conjunto de deslocamento de pessoas e de veículos em vias públicas com diferentes finalidades (como, por exemplo, ir ao trabalho, cuidar da saúde, fazer compras, movimentar mercadorias) e é organizado por um conjunto de regras e de normas para garantir a segurança de todos seus usuários. O CTB é a lei que regulamenta o sistema de trânsito no Brasil e deve ser respeitada por todos seus usuários. As pessoas no trânsito As pessoas são os usuários do trânsito e podem assumir a condição de pedestres, de motoristas, de passageiros ou de ciclistas ao transitar. O comportamento das pessoas nas vias se reflete na segurança do trânsito. As atitudes imprudentes e o desrespeito às normas de trânsito submetem os usuários das vias a riscos e podem resultar em acidentes de trânsito e, por consequência, podem provocar mortes e causar sequelas às pessoas. Nas rodovias federais brasileiras, no ano de 2019, por exemplo, foram registrados 67.427 acidentes, sendo que, deles, 55.756 foram com vítimas, e, destas, 5.332 pessoas perderam a vida. Além do enorme custo social, os acidentes ocasionam um custo econômico. Estima-se que os acidentes nas rodovias federais custaram R$ 10,29 bilhões em 2019 (BRASIL, c2019). Um grande número de acidentes é causado pelo comportamento dos usuários do sistema trânsito. A atenção, o respeito às normas e a adoção de atitudes seguras contribuem para preservar vidas. A partir da mudança de comportamento da sociedade, com adoção de atitudes seguras ao transitar, os acidentes e as mortes causados pelo trânsito podem ser reduzidos de forma significativa. Na condição de pedestres e na condição de ciclistas, esses usuários são os mais vulneráveis no trânsito, e, por isso, é importante que sejam estimulados a perceber o próprio corpo na relação com o trânsito e a ter consciência dessa vulnerabilidade a que estão sujeitos e dos riscos aos quais estão expostos. Dessa forma, precisam conhecer os cuidados de atenção e as atitudes seguras no trânsito para que, assim, possam adotá-los e compartilhá-los com suas famílias, com seus amigos e com outras pessoas da comunidade. Veículos no trânsito Os veículos promovem o transporte de pessoas e de mercadorias. A maioria dos veículos circula em áreas rurais (espaços no campo destinados a atividades de agricultura e de pecuária) e em áreas urbanas (espaços ocupados pelas cidades, caracterizados pela presença de casas, de prédios e de veículos). Há, no entanto, veículos que circulam, prioritariamente, em áreas rurais, como os tratores e as carroças, e há aqueles que transitam, especificamente, em áreas urbanas, como o metrô. A classificação de veículos, apresentada no CTB (BRASIL, 1997), pode ser visualizada nos quadros abaixo. Classificação Tipo Tração Automotor. Elétrico. De propulsão humana. De tração animal. Reboque ou semirreboque. 1095º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Classificação Função Tipo Espécie De passageiros. Bicicleta, ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo, quadriciclo, automóvel, micro-ônibus, ônibus, bonde, reboque ou semirreboque e charrete. De carga. Motoneta, motocicleta, triciclo, quadriciclo, caminhonete, caminhão, reboque ou semirreboque, carroça e carro de mão. Misto. Camioneta, utilitário e outros. De competição. De tração. Caminhão-trator, trator de rodas, trator de esteiras e trator misto. Especial. De coleção. Classificação Função Categoria Oficial. De representação diplomática, de repartições consulares de carreira ou de organismos internacionais acreditados junto ao Governo brasileiro. Particular. De aluguel. De aprendizagem. Para cada veículo e em cada cenário que este se encontra, existem cuidados que os motoristas, os passageiros e os pedestres precisam ter para garantirem a segurança e para evitarem acidentes. As crianças são muito atentas aos exemplos. Por isso, é importante reforçar a elas as atitudes adequadas no trânsito, pois são as atitudes seguras que podem fazer a diferença nas vidas dos usuários, principalmente dos mais vulneráveis: os motociclistas; os ciclistas; e os pedestres. O CTB apresenta regras e determinações que devem ser cumpridas, como também existem algumas práticas seguras que ainda não são regidas por lei, mas que devem ser lembradas e adotadas. Destacam-se algumas regras e práticas seguras que precisam ser sempre lembradas, como: antes de atravessar a rua, olhar para os dois lados e atravessar na faixa de pedestres; respeitar todas as sinalizações de trânsito; sempre utilizar capacete ao transitar com motocicletas, lembrando que crianças menores de 7 anos não podem andar de moto; para andar de bicicleta, mesmo não sendo obrigatório, é recomendado o uso do capacete e deve-se prezar a locomoção, caso houver, nas ciclovias e/ou nas ciclofaixas; e, ao encontrar veículos de emergência, como as viaturas e as ambulâncias, que estejam com as sirenes ligadas, deve-se abrir espaço para que estes possam passar e possam atender às emergências para as quais foram chamados, pois eles sempre têm a preferência. 110 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO A legislação de trânsito faz algumas recomendações e define algumas regras com relação ao trânsito de crianças, tanto na condição de pedestres quanto na condição de passageiros. De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) (BRASIL, 2008), recomenda-se que crianças menores de 10 anos andem na rua sempre acompanhadas de um adulto responsável. Quando as crianças estiverem dentro do carro, elas devem se sentar no banco de trás e utilizar o dispositivo de retenção adequado à idade: o bebê conforto, até 1 ano de idade; a cadeirinha, de 1 a 4 anos; e o assento de elevação, juntamente com o cinto de segurança, dos 4 aos 7 anos e meio, ou até a criança atingir a altura de 1,45 cm. Os lugares no trânsito Para transitar com segurança, os usuários do trânsito necessitam realizar uma leitura do espaço em que se encontram, identificando os componentes do trânsito local. Por exemplo, um cruzamento em uma grande avenida de um centro urbano possui características diferentes daquelasdos cruzamentos entre ruas menos movimentadas ou dos cruzamentos das estradas rurais. Reconhecer os componentes e as características do trânsito em cada situação é o primeiro passo para adotar atitudes seguras nesses espaços. A seguir, são elencados alguns lugares do trânsito, a função de cada um deles e os comportamentos a serem adotados por pedestres ao fazerem uso desses elementos. Vias urbanas: segundo o CTB (BRASIL, 1997), as vias urbanas podem ser classificadas como: vias de trânsito rápido, vias arteriais, vias coletoras e vias locais. De maneira geral, essas vias se destinam à circulação de veículos, mas, quando não houver ciclovias, ciclofaixas ou calçadas, os ciclistas e os pedestres devem transitar pela lateral dessas vias. Contudo, o diferencial entre esses usuários é: os pedestres devem caminhar no sentido contrário ao fluxo de veículos; e os ciclistas, além de pedalar pela lateral, devem trafegar no mesmo sentido de fluxo dos demais veículos. Vias rurais: segundo o CTB (BRASIL, 1997), as vias rurais podem ser divididas entre as rodovias e as estradas. No Manual de projeto geométrico de travessias urbanas, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) (BRASIL, 2010), as rodovias são caracterizadas como vias que possuem plataforma devidamente preparada, destinada à circulação de veículos automotores. Assim, se necessário, os pedestres e os ciclistas devem utilizar as rodovias trafegando pelo acostamento. Por sua vez, as estradas são vias de trânsito, destinadas aos veículos, aos animais e às pessoas, os quais, normalmente, têm preferência de passagem em toda a extensão delas (BRASIL, 2010). Dessa forma, nas estradas, ciclistas e pedestres devem trafegar pela lateral da pista – os ciclistas no mesmo sentido dos veículos, e os pedestres no sentido contrário. Calçadas: as calçadas são as partes da via que, normalmente, são segregadas e estão em nível diferente, reservadas ao trânsito de pedestres. Nesses espaços, também se encontram instalados mobiliários urbanos, sinalização e vegetação, por exemplo. Sempre que houver calçadas disponíveis, os pedestres devem trafegar exclusivamente por elas (BRASIL, 1997). Cruzamentos: os cruzamentos são os locais onde há a interseção de duas vias em nível (BRASIL, 1997). Transitar em cruzamentos requer atenção e cautela de condutores, de pedestres e de ciclistas. Recomenda-se, aos pedestres, quando forem fazer a travessia em cruzamentos, que levem em consideração as condições de visibilidade, a sinalização semafórica, a distância e a velocidade dos veículos e que utilizem as faixas de pedestres, as passagens subterrâneas ou as passarelas (sempre que estas estiverem disponíveis). Ciclovias e ciclofaixas: são uma parte da via destinada à circulação exclusiva de bicicletas e demais ciclos, delimitada por sinalização específica. Por sua vez, as ciclovias são pistas próprias destinadas à circulação desses veículos, separadas fisicamente do tráfego de veículos automotores (BRASIL, 1997). Os pedestres não devem transitar nas ciclofaixas, nem nas ciclovias, e, sempre que forem cruzar uma dessas vias, eles precisam observar se há faixa de pedestres e ficar atentos – observando ao redor e notando se foram vistos pelos ciclistas. 1115º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Equipamentos de acessibilidade: alguns componentes do sistema viário são reservados à acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. O piso tátil e os semáforos sonoros, por exemplo, são destinados à orientação das pessoas com deficiência visual. As rampas de acesso, ademais, são importantes para o deslocamento de cadeirantes ou de pessoas com mobilidade restringida. Faixa de pedestres: a faixa de pedestres faz parte da sinalização horizontal e tem a função de delimitar a área destinada à travessia de pedestres e, ainda, a função de regulamentar a prioridade de passagem destes em relação aos veículos (BRASIL, 2007a). Sinalização no trânsito O CTB define, em seu Anexo I, os sinais de trânsito como “[...] elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres”. A seguir, são elencados alguns sinais do trânsito, a função de cada um deles e os comportamentos a serem adotados por pedestres ao se depararem com esses elementos. Semáforo para pedestres e semáforo para veículos: o semáforo para pedestres, instalado juntamente com o semáforo para veículos, auxilia esses usuários na travessia segura. A cor verde indica, aos pedestres, o momento de realizar a travessia, enquanto a cor vermelha indica que os pedestres não podem atravessar. O semáforo para veículos adverte sobre os momentos em que a passagem está permitida ou não para veículos (verde significa passagem permitida; amarelo é um alerta que chama a atenção dos motoristas para a transição do sinal verde para o vermelho; e o vermelho adverte sobre a passagem proibida para os veículos). Onde não houver semáforo para pedestres, estes devem fazer a travessia quando o semáforo para veículos estiver vermelho (BRASIL, 2014b). Sinalizações verticais de advertência, de regulamentação e de indicação: as placas de trânsito fazem parte da chamada sinalização vertical, esta que engloba toda sinalização fixada na posição vertical, ao lado da pista ou suspensa sobre esta. A finalidade dessas placas é de fornecer, aos usuários, informações que lhes permitam transitar de forma adequada, de modo a aumentar a segurança, a ordenar os fluxos de tráfego e, ainda, a prestar-lhes informações de orientação e de localização. As placas possuem funções, formas e cores diferenciadas. Quando o usuário não respeita a sinalização, pode colocar sua vida e das outras pessoas em risco. No caso da sinalização de regulamentação, o desrespeito pode ainda gerar penalidades, conforme prescrito nas normas do CTB (BRASIL, 1997). As sinalizações verticais são definidas por tipos, conforme as diferentes funções que têm, e encontram-se descritas a seguir. • Regulamentação – tem a função de regulamentar as obrigações, as limitações, as proibições ou as restrições que governam o uso das vias (BRASIL, 2007c). • Advertência – tem a função de advertir os condutores das condições existentes nas vias (ou nas proximidades destas) com potencial risco, como as escolas e as passagens de pedestres, por exemplo (BRASIL, 2007b). • Indicação – objetiva indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico ou de serviços e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira a ajudar os condutores nos deslocamentos que fazem (BRASIL, 2014a). 112 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO Estratégias didáticas Propõe-se que esta atividade seja iniciada com a preparação do jogo Perfil secreto do trânsito, separando os grupos e dando a tarefa, aos estudantes, de recortar os elementos do jogo para cada um deles. Depois de ter os elementos recortados e colocados corretamente em seus lugares, os estudantes começarão o jogo, no qual precisarão percorrer um trajeto entre a zona rural e a cidade contido no tabuleiro, revelando os perfis sobre o trânsito a partir das dicas contidas nas fichas que são distribuídas entre as categorias: pessoas, veículos, lugares e sinalizações. Sugere-se, também, que como fechamento, seja feita uma breve roda de conversa, em que os estudantes possam expor o que aprenderam com o jogo e com os perfis secretos do trânsito. Atividade com gabarito Perfil secreto do trânsito O trânsito se estabelece nas cidades e nas zonas rurais em “rede”, como um sistema que compreende a integração dos componentes fixos (compostos pela infraestrutura viária) e dos componentes de fluxos (compostos pelos usuários e pelos veículos), formando a dinâmica da circulação de pessoas e de mercadorias. Mas esse fluxo possui uma ordenação que, através da sinalização, das leise das regras, regulamenta e possibilita maior segurança aos usuários do trânsito. Pensando no movimento que acontece no trânsito, na percepção dos riscos, nos cuidados e nos comportamentos que todos devem ter para a segurança, que tal você e seus colegas exercitarem algumas práticas cotidianas do trânsito através de um jogo de tabuleiro chamado Perfil secreto do trânsito? É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo Perfil secreto do trânsito, é necessário organizar o espaço e montar os grupos de jogadores. Para isso, siga as seguintes instruções: • Busque espaços ou mesas amplos para posicionar o tabuleiro do jogo. • Divida a turma em grupos de até 5 jogadores. Mediação Antes de iniciar a atividade, é preciso organizar o espaço e os estudantes. Sugere-se juntar várias mesas dos estudantes formando uma grande mesa para que cada grupo se acomode com tranquilidade ou que o tabuleiro seja colocado no chão, com os jogadores sentando ao redor dele. Ainda nessa etapa inicial, cada grupo deverá ter à disposição: • 5 pinos. • 1 dado. • 1 tabuleiro. Construindo os caminhos da atividade 1135º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE • 24 fichas com as dicas. • 12 fichas com as surpresas. Mediação Com o número de grupos certo, é preciso preparar os materiais e, para isso, é importante separar alguns minutos iniciais da aula para essa preparação. Ao final desta atividade, estão disponibilizados o tabuleiro, o dado, os pinos e as cartas que precisarão ser recortados pelos estudantes. O dado e os pinos são sugestões de impressão, mas nada impede que sejam utilizados dados e pinos (ou tampinhas de garrafa) que a escola já possua. Com isso tudo pronto: • Posicione o tabuleiro de cada grupo em uma mesa ou no chão. • Separe as fichas pelas 4 categorias (pessoas, veículos, lugares e sinalizações) e as coloque nas posições indicadas no tabuleiro, para que todos os jogadores do grupo possam visualizá-las. • Cada jogador escolhe um pino ou uma tampinha para representá-lo ao longo do percurso do jogo. Depois de organizar o espaço, de posicionar os grupos e de arrumar as peças do jogo, é hora de jogar. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: • De início, cada um dos jogadores lançará o dado para ver a ordem de jogadas. Quem tirar o maior número começará o jogo, e os demais seguirão a ordem dos números do dado que foram sorteados. • Com a ordem de jogada escolhida, os jogadores deverão se sentar ao redor do tabuleiro nessa ordem, passando o dado para a direita (sentido horário) no círculo. • O jogador da vez lançará o dado, e, se tirar de 1 a 4, deverá responder à categoria correspondente ao número; se tirar 5 ou 6, poderá escolher a categoria. 114 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO • O jogador à direita do jogador da rodada será quem pegará a ficha com a categoria escolhida, sem que mais ninguém possa ver. • O jogador da rodada falará o número da dica que gostaria de responder, e o jogador à direita fará a leitura. Se acertar, o jogador da rodada andará o número de casas que tirou no dado, e a ficha respondida ficará ao lado das outras fichas, mas virada para cima. Se errar, o jogador da rodada permanecerá no lugar, e a ficha deverá ser colocada ao final do monte de fichas, juntando-se novamente às demais. • Todos os jogadores deverão seguir essas mesmas orientações, com o objetivo de fazerem o percurso apresentado no tabuleiro, a partir das dicas lidas. • O tabuleiro tem, também, algumas casas-surpresa. Quando o jogador andar e parar em uma delas, precisará tirar uma ficha do monte “surpresa”, ler em voz alta aos demais jogadores e fazer o que está escrito nela. • Quando algum jogador chegar ao final do percurso, o jogo será finalizado. Mediação Após terminar o jogo, sugere-se que seja frisado, em uma breve conversa com a turma, que o trânsito é um ambiente coletivo e que não existe um único vencedor. Todos ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas e pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar e todos perdem quando são desrespeitadas as regras e as sinalizações, aumentando-se o risco de acidentes e de fatalidades. Sugere-se que, nessa conversa, os estudantes também coloquem o que aprenderam com o jogo, sobretudo para a segurança no trânsito. Avaliação Nesta atividade, a avaliação pode ser feita considerando-se a participação e a colaboração dos estudantes no jogo. Pode-se avaliar se eles conseguiram, coletivamente, cumprir o objetivo proposto, reconhecendo os perfis do trânsito e, principalmente, percebendo a importância e a relevância dos conteúdos trabalhados para a segurança dos usuários do trânsito. Outras conexões Como possibilidade de desdobramento desta atividade, pode-se solicitar, aos estudantes, a elaboração de novas fichas com dicas para o jogo. Para isso, sugere-se que sejam feitas pesquisas no laboratório da escola ou pesquisas como tarefa de casa, incorporando, assim, novas fichas ao jogo Perfil secreto do trânsito. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 23 set. 2020. Compartilhe! Envie-nos fotos e/ou vídeos da dinâmica realizada nesta atividade! Estamos ansiosos para postá-los nas redes sociais do Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 1155º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização horizontal – volume IV. Brasília, DF: CONTRAN, 2007a. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos- denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_iv_2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de advertência – volume II. Brasília, DF: CONTRAN, 2007b. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/ assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_ii_-2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, DF: CONTRAN, 2007c. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/ assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_i_2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de indicação – volume III. Brasília, DF: CONTRAN, 2014a. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/ assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_iii_2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização semafórica – volume V. Brasília, DF: CONTRAN, 2014b. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos- denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_v_-2.pdf. Acesso em: 23 set. 2020. BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. Manual de projeto geométrico de travessias urbanas. 2010. Disponível em: http://ipr. dnit.gov.br/normas-e-manuais/manuais/documentos/740_manual_projetos_ geometricos_travessias_urbanas.pdf. Acesso em: 22 set. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 22 set. 2020. BRASIL. Confederação Nacional do Transporte – CNT. Painel de Acidentes Rodoviários. c2019. https://www.cnt.org.br/painel-acidente. Acesso em: 22 set. 2020. BRASIL. Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008. Dispõe sobre o transporte de menores de 10 anos e a utilização do dispositivo de retenção para o transporte de crianças em veículos. Brasília,DF: CONTRAN, 2008. Disponível em: https://www.gov. br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/resolucoes/resolucao_ contran_277.pdf. Acesso em: 22 set. 2020. PERFIL: PEDESTRE 1) Ao atravessar a via, devo andar em linha reta, sem parar. 2) Eu preciso ver e ser visto na travessia das vias. 3) Diante de um semáforo para veículos, devo esperar que ele esteja vermelho para realizar a travessia. 4) Preciso olhar para todas as direções por onde circulam os veículos e verificar se estão parados para que eu possa realizar a travessia. 5) Quando estou andando e não há calçadas, ando nas margens das pistas e de frente para o tráfego. 6) Eu atravesso a rua na faixa de pedestres. PERFIL: PASSAGEIRO 1) Sou um indivíduo que é transportado em um veículo público ou particular. 2) No automóvel, preciso usar o cinto de segurança, tanto no banco do carona quanto no banco de trás. 3) Posso andar em diferentes veículos. 4) Se sou uma criança de até 10 anos, preciso utilizar a cadeirinha ou o assento de elevação. 5) Para viajar em um transporte público, eu preciso comprar uma passagem. 6) Eu só posso andar no banco da frente depois dos 10 anos de idade. PERFIL: CICLISTA 1) Recomendam que eu ande com roupas claras e refletivas. 2) Eu ando em um transporte alternativo. 3) A lei diz que preciso ter um espelho retrovisor no meu transporte. 4) Eu me locomovo com a bicicleta. 5) Sou recomendado a usar um capacete de proteção. 6) Ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas são destinadas a mim. PERFIL: MOTORISTA 1) Eu tenho que dirigir sempre respeitando as placas de trânsito. 2) Eu posso conduzir automóveis, vans, caminhões e outros veículos. 3) Eu tenho Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 4) Eu preciso parar quando o semáforo de veículos estiver vermelho. 5) Eu preciso parar para os pedestres atravessarem na faixa. 6) Eu estou sempre atrás do volante. PERFIL: IDOSO 1) Tenho vagas de estacionamento próprias para mim. 2) Posso ter uma mobilidade reduzida no trânsito. 3) Preciso de calçadas em boas condições para caminhar com tranquilidade. 4) Eu tenho lugares reservados no transporte público. 5) Para continuar dirigindo, eu faço exame médico no órgão de trânsito com maior frequência que as demais pessoas. 6) Eu possuo carteirinha para andar gratuitamente no transporte público. PERFIL: MOTOCICLISTA 1) Conduzo um veículo que transporta até 2 pessoas. 2) Preciso utilizar capacete de proteção. 3) Conduzo uma motocicleta. 4) Roupas especiais ajudam a me proteger na hora de transitar. 5) Preciso respeitar as sinalizações de trânsito. 6) Devo andar sempre com a viseira do capacete abaixada. FICHAS COM AS DICAS PARA O JOGO PERFIL SECRETO NO TRÂNSITO CATEGORIA 1 – PESSOAS PESSOAS 1 PESSOAS 1 PESSOAS 1 PESSOAS 1 PESSOAS 1 PESSOAS 1 PERFIL: ÔNIBUS 1) Eu sou grande e levo, em média, de 46 a 50 pessoas sentadas. 2) Eu posso ser considerado um transporte alternativo. 3) Posso ser um transporte público ou particular. 4) Meu objetivo é transportar passageiros para um destino comum. 5) Eu posso ser acessível e transportar pessoas com deficiência. 6) Para me dirigir, é preciso ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria D. PERFIL: MOTOCICLETA 1) Eu transporto até 2 pessoas. 2) Para andar comigo, é obrigatório usar capacete. 3) Sou um veículo motorizado de 2 rodas. 4) Quem me dirige é o motociclista. 5) Eu preciso ter retrovisores no lado esquerdo e no lado direito. 6) Sou obrigada a ter farol dianteiro e lanterna. PERFIL: TRANSPORTE ESCOLAR 1) Eu transporto muitas pessoas. 2) Geralmente, sou uma van ou um ônibus. 3) Transporto estudantes de casa para a escola. 4) Estou presente na zona rural e na zona urbana. 5) Posso ser um transporte público ou privado. 6) Transporto muitos estudantes menores de idade comigo. PERFIL: CARROÇA 1) Sou um dos veículos mais antigos sobre rodas. 2) Animais podem ser meu motor. 3) Sou muito utilizado na zona rural. 4) Sou um veículo que atinge pouca velocidade em comparação a outros veículos. 5) Geralmente, sou de madeira. 6) Geralmente, não tenho cinto de segurança para os passageiros, então é preciso ter atenção redobrada ao me utilizar como veículo. PERFIL: CAMINHÃO 1) Eu sou um veículo que pode passar de 30 metros de comprimento. 2) Posso transportar grandes cargas. 3) Geralmente, faço longos percursos atravessando diferentes estados. 4) Quem me dirige é chamado de caminhoneiro. 5) Quem me dirige faz longas viagens e passa por diferentes lugares do país. 6) Eu, geralmente, utilizo diesel como combustível. PERFIL: AUTOMÓVEL 1) Quem me conduz é chamado de motorista ou de condutor. 2) Eu, geralmente, acomodo até 5 pessoas. 3) Tenho 4 pneus e acomodo, principalmente, pessoas. 4) Para que eu possa me locomover, os motoristas precisam ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B. 5) Sou muito utilizado para viagens em família. 6) Eu preciso ter vários equipamentos funcionando perfeitamente, entre eles: limpador de para-brisas, pneus, espelhos retrovisores, motor e outros. CATEGORIA 2 – VEÍCULOS VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2 VEÍCULOS 2 PERFIL: CICLOVIA 1) Estou localizada paralela às vias. 2) Sou um elemento do trânsito importante para a segurança dos ciclistas. 3) Geralmente, estou em áreas urbanas. 4) Há vias em que eu não existo. 5) Sou uma opção para um transporte alternativo se deslocar nas áreas urbanas. 6) Minhas “irmãs” são a ciclorrota e a ciclofaixa. PERFIL: PASSARELA 1) Eu fui construída sobre uma rodovia ou uma avenida. 2) Eu sirvo para facilitar e dar segurança ao trânsito dos pedestres. 3) Quem me atravessa vê a paisagem do alto. 4) Um ciclista precisa assumir a condição de pedestre e conduzir a bicicleta ao lado do corpo para atravessar por mim. 5) Sou como uma ponte, mas tenho outro nome. 6) Os veículos passam embaixo de mim. PERFIL: ESQUINA 1) Quando alguém está próximo a mim, pode ver o trânsito em várias direções. 2) Eu sou perigosa, por isso os pedestres precisam ter muita atenção para atravessar. 3) Posso ser chamada, também, de cruzamento. 4) É comum ter faixas de pedestres e semáforos onde me localizo. 5) É comum ter a placa “Pare” onde me localizo. 6) Os veículos precisam ter atenção redobrada ao me atravessar. PERFIL: RODOVIA 1) Geralmente, sou uma via por onde os veículos transitam em altas velocidades. 2) Geralmente, tenho acostamento. 3) Quem pega uma saída de mim entra em uma marginal. 4) Caminhões costumam transitar muito por mim. 5) Posso ser administrada por concessionárias que cobram pedágios dos veículos. 6) Posso ser federal, estadual ou municipal. PERFIL: ACOSTAMENTO 1) Estou localizado nas rodovias, sempre ao lado direito. 2) Em uma rodovia, os ciclistas transitam por mim. 3) Não é permitido, aos motoristas, ultrapassar outros veículos ou cortar congestionamentos me utilizando. 4) Motoristas podem me utilizar para parar o veículo em algum imprevisto na rodovia. 5) Sou representado por uma faixa branca contínua na rodovia. 6) Pedestres que vivem às margens da rodovia me utilizam para transitar. PERFIL: CALÇADAS 1) Sou importante para a segurança dos pedestres. 2) Estou localizada às margens das vias. 3) Estou em um lugar em que há entradas e há saídas de garagens, às quais é preciso ter atenção. 4) Às vezes, sou estreita, e, às vezes, bem larga. 5) Há vias em que eu não existo. 6) Posso ter rampas e pisos táteis para acessibilidade. CATEGORIA 3 – LUGARES DO TRÂNSITO LUGARES DE TRÂNSITO 3 LUGARES DE TRÂNSITO 3 LUGARES DE TRÂNSITO 3 LUGARES DE TRÂNSITO 3 LUGARES DE TRÂNSITO 3 LUGARES DE TRÂNSITO 3 PERFIL: CICLOVIA 1) Eu sou um aparelho de sinalização urbana, rodoviária ou ferroviária. 2) Eu sou um instrumento utilizado para controlar o tráfego. 3) Tenho 3 cores (vermelha, amarela e verde). 4) Quando estou verde, os veículos podem continuar o fluxo. 5) Quando estou vermelho, pedestres podem atravessar. 6) Posso ser chamado, também, defarol ou de sinal. PERFIL: SEMÁFORO DE PEDESTRES 1) Tenho duas cores: verde e vermelha. 2) Pedestres podem atravessar quando estou verde. 3) Sou um elemento para a segurança dos pedestres. 4) Não sou tão comum nas pequenas cidades. 5) Quando estou vermelho, os pedestres não devem atravessar. 6) Muitas vezes, junto comigo, há um semáforo de veículos e uma faixa de pedestres. PERFIL: LOMBADA 1) Sirvo para que os veículos diminuam a velocidade ao passar. 2) Sou comum nas marginais das rodovias. 3) Sou uma ondulação elevada, e, onde existo, há sempre uma placa alertando, aos motoristas, que estou ali. 4) Sou comum próximo a escolas e a locais com muita circulação de pedestres. 5) Posso ser chamada de quebra-molas. 6) Se passar muito rápido por mim, o veículo poderá danificar sua suspensão. PERFIL: PLACA DE TRÂNSITO 1) Eu sou um elemento colocado na posição vertical, fixado ao lado ou suspenso sobre as vias. 2) Posso ser redonda, quadrada, triangular ou retangular. 3) Posso ser de regulamentação, de advertência ou de indicação. 4) Eu pertenço à sinalização de trânsito, e motoristas, ciclistas e pedestres precisam me respeitar para terem segurança. 5) Aos motoristas, aos ciclistas e aos pedestres, eu oriento as regras de tráfego, faço advertências sobre as condições das vias, informo localidades e serviços ao longo da via e transmito mensagens educativas. 6) Se os motoristas não me respeitarem, podem ser multados. PERFIL: SINALIZAÇÃO HORIZONTAL 1) Eu, geralmente, estou colocada no chão das vias. 2) Posso ser pintada com tinta. 3) As cores branca e amarela são as mais utilizadas para me pintar no chão. 4) Nas rodovias, posso indicar aos motoristas sobre quando é possível ou não fazer uma ultrapassagem. 5) Em uma rota de ciclistas, sou, geralmente, pintada na cor vermelha. 6) Minha posição forma um ângulo reto (90º) com a sinalização vertical. PERFIL: FAIXA DE PEDESTRES 1) Eu sou uma marca transversal nas ruas que faz parte da sinalização de trânsito. 2) Eu tenho faixas brancas. 3) Eu sou um elemento de segurança para pedestres. 4) Um ciclista precisa assumir a condição de pedestre e conduzir a bicicleta ao lado do corpo para atravessar por mim. 5) Muitas vezes, estou acompanhada de um semáforo. 6) Tenho uma linha de retenção para que os veículos não parem em cima de mim. CATEGORIA 4 – SINALIZAÇÕES SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4 SINALIZAÇÕES 4 CORTAR DOBRAR COLAR Você atravessou fora da faixa de pedestres. VOLTE 2 CASAS! Você, como passageiro de um veículo, não colocou o cinto de segurança. VOLTE 1 CASA! Você atravessou quando o semáforo de pedestres estava fechado para pedestres. VOLTE 1 CASA! Você andou de bicicleta sem os equipamentos de proteção. VOLTE 2 CASAS! Você atravessou a rua correndo e sem olhar para todos os lados. VOLTE 1 CASA! Você caminhou pela rua em uma via que tinha calçada. VOLTE 2 CASAS! Você atravessou a rodovia pela passarela de pedestres. AVANCE 1 CASA! Você checou as condições de segurança da bicicleta antes de sair para pedalar. AVANCE 1 CASA! Você esperou o semáforo de veículos ficar vermelho para atravessar. AVANCE 2 CASAS! Você caminhou pelo canto da rua, no sentido contrário do tráfego, em uma via sem calçada. AVANCE 1 CASA! Você utilizou o capacete para andar como passageiro de uma motocicleta. AVANCE 2 CASAS! Você utilizou o cinto de segurança no banco traseiro do carro. AVANCE 2 CASAS! SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? SURPRESA ? 1335º ANO | GEOGRAFIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Perfil secreto do trânsito O trânsito se estabelece nas cidades e nas zonas rurais em “rede”, como um sistema que compreende a integração dos componentes fixos (compostos pela infraestrutura viária) e dos componentes de fluxos (compostos pelos usuários e pelos veículos), formando a dinâmica da circulação de pessoas e de mercadorias. Mas esse fluxo possui uma ordenação que, através da sinalização, das leis e das regras, regulamenta e possibilita maior segurança aos usuários do trânsito. Pensando no movimento que acontece no trânsito, na percepção dos riscos, nos cuidados e nos comportamentos que todos devem ter para a segurança, que tal você e seus colegas exercitarem algumas práticas cotidianas do trânsito através de um jogo de tabuleiro chamado Perfil secreto do trânsito? É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo Perfil secreto do trânsito, é necessário organizar o espaço e montar os grupos de jogadores. Para isso, siga as seguintes instruções: • Busque espaços ou mesas amplos para posicionar o tabuleiro do jogo. • Divida a turma em grupos de até 5 jogadores. Ainda nessa etapa inicial, cada grupo deverá ter à disposição: • 5 pinos. • 1 dado. • 1 tabuleiro. • 24 fichas com as dicas. • 12 fichas com as surpresas. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 134 PERFIL SECRETO DO TRÂNSITO Com isso tudo pronto: • Posicione o tabuleiro de cada grupo em uma mesa ou no chão. • Separe as fichas pelas 4 categorias (pessoas, veículos, lugares e sinalizações) e as coloque nas posições indicadas no tabuleiro, para que todos os jogadores do grupo possam visualizá-las. • Cada jogador escolhe um pino ou uma tampinha para representá-lo ao longo do percurso do jogo. Depois de organizar o espaço, de posicionar os grupos e de arrumar as peças do jogo, é hora de jogar. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: • De início, cada um dos jogadores lançará o dado para ver a ordem de jogadas. Quem tirar o maior número começará o jogo, e os demais seguirão a ordem dos números do dado que foram sorteados. • Com a ordem de jogada escolhida, os jogadores deverão se sentar ao redor do tabuleiro nessa ordem, passando o dado para a direita (sentido horário) no círculo. • O jogador da vez lançará o dado, e, se tirar de 1 a 4, deverá responder à categoria correspondente ao número; se tirar 5 ou 6, poderá escolher a categoria. • O jogador à direita do jogador da rodada será quem pegará a ficha com a categoria escolhida, sem que mais ninguém possa ver. • O jogador da rodada falará o número da dica que gostaria de responder, e o jogador à direita fará a leitura. Se acertar, o jogador da rodada andará o número de casas que tirou no dado, e a ficha respondida ficará ao lado das outras fichas, mas virada para cima. Se errar, o jogador da rodada permanecerá no lugar, e a ficha deverá ser colocada ao final do monte de fichas, juntando-se novamente às demais. • Todos os jogadores deverão seguir essas mesmas orientações, com o objetivo de fazerem o percurso apresentado no tabuleiro, a partir das dicas lidas. • O tabuleiro tem, também, algumas casas-surpresa. Quando o jogador andar e parar em uma delas, precisará tirar uma ficha do monte “surpresa”, ler em voz alta aos demais jogadores e fazer o que está escrito nela. • Quando algum jogador chegar ao final do percurso, o jogo será finalizado. 1355º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Cidadãos éticos e antiéticos no trânsito Pessoas conscientes não deixam a ética em casa e respeitam as leis de trânsito Articulação didática As infrações de trânsito representam falta de ética, pois os infratores tiveram atitudes que podem prejudicar a si mesmos e a outras pessoas. Nesse contexto, os direitos dos cidadãos não foram respeitados, pois houve a desobediência às leis e a falta de cumprimento dos deveres. Sendo assim, é possível articular o conteúdo “Infrações de trânsito” com o objeto de conhecimento de História “Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas”. Objeto de conhecimento Cidadania, diversidade culturale respeito às diferenças sociais, culturais e históricas – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Infrações de trânsito. Competência Compreender o valor das escolhas e das posturas éticas no trânsito. Habilidades Relacionar comportamentos seguros e de risco nas vias, praticados por pedestres, por passageiros, por ciclistas e por motoristas. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, revistas, jornais, papel kraft, tesoura e marcador permanente. A aprendizagem torna-se significativa quando está conectada com o movimento da vida e quando os estudantes podem reconhecer as suas identidades nos lugares em que vivem. O texto Ética pode garantir maior segurança no trânsito é uma reportagem que propõe uma reflexão sobre comportamentos que afetam a segurança do trânsito. É possível estabelecer uma relação entre os conceitos de ética e de cidadania e as atitudes no trânsito, no dia a dia, a partir do entendimento de que infrações e acidentes de trânsito são consequências da imprudência e da falta de cumprimento das regras de trânsito pelos usuários das vias. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 136 CIDADÃOS ÉTICOS E ANTIÉTICOS NO TRÃNSITO Ética pode garantir maior segurança no trânsito Dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) [...] apontam que 94% dos acidentes registrados nas BRs, em 2014, ocorreram devido a falhas humanas. Falta de atenção, velocidade incompatível e ultrapassagens indevidas são as principais causas de acidentes fatais. O instrutor do Sest Senat de Curitiba (PR) Clédio Thomas afirma que a segurança no trânsito depende de uma série de fatores, como o conhecimento da legislação de trânsito, condições legais de trafegabilidade do veículo, conhecimento dos limites físicos e psicológicos do condutor, ética, cidadania e capacidade técnica de gestão do veículo. “Porém, o que eu considero mais importante é a complexidade do ser humano em decidir ou escolher em todo momento: o que fazer? Essa escolha dependerá da ética, que sempre leva em conta os valores do indivíduo e do sistema no qual está inserido”, destaca. [...] Fragmento extraído de ASTRAN - TRANSPORTES RODOVIÁRIOS. Ética pode garantir maior segurança no trânsito. 2015. Disponível em: http://astran.org.br/etica-pode-garantir-maior- seguranca-no-transito/. Acesso em: 19 jul. 2019. Estratégias didáticas Propõe-se que o desenvolvimento da atividade aconteça a partir da leitura e da compreensão de dois pequenos textos sobre ética e antiética. Em seguida, os estudantes, organizados em grupos, deverão produzir um mural com seções de imagens, de notícias e de dicas sobre comportamentos éticos e antiéticos no trânsito. Os estudantes poderão escolher e recortar notícias e imagens de revistas ou de jornais e escrever dicas sobre o trânsito da cidade, para a composição de um mural, finalizando-se com a exposição deste em um lugar comum da escola. Atividade com gabarito Cidadãos éticos e antiéticos no trânsito Ética A ética está relacionada com os comportamentos bons, com o respeito às leis e com o sentimento de justiça social e de cidadania. No que se refere a atitudes éticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos: • Respeitar as vagas destinadas aos portadores de necessidades especiais e/ou aos idosos. • Não dirigir após ingerir bebida alcoólica. • Não manusear ou não falar ao celular enquanto dirige. • Respeitar a sinalização semafórica ao atravessar a rua. • Ceder o assento aos passageiros idosos nos ônibus. Acesse! Mais informações sobre infrações e acidentes de trânsito registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) podem ser acessadas em: https://bit. ly/2krCVdQ. Construindo os caminhos da atividade 1375º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Antiética Ser antiético é ter atitudes que transgridem ou que descumprem as regras estabelecidas socialmente e legalmente, mostrando maus comportamentos nas relações sociais. No que se refere a atitudes antiéticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos: • Atender ao telefone enquanto se está dirigindo. • Exceder a velocidade permitida. • Estacionar o veículo em lugares inapropriados. • Não usar cinto de segurança. • Atravessar a rua fora da faixa de pedestre. • Cruzar a via com o semáforo vermelho. Mediação A partir da leitura dos textos, pode-se trabalhar o conceito de ética e o conceito de cidadania e a relação deles com as atitudes e com os comportamentos observados no trânsito. 1) Com base nos textos sobre ética e antiética apresentados, construa, com seu grupo, um mural sobre atitudes éticas e antiéticas no trânsito. Para essa construção, recortem fotos e notícias de revistas e de jornais para compor três seções: uma de imagens, uma de notícias e uma de dicas, conforme, a explicação abaixo. Seção de imagens – escolham e recortem imagens de revistas ou de jornais e façam uma sobreposição (colagem) de imagens de atitudes éticas e de atitudes antiéticas no trânsito e colem no mural. Seção de notícias – recortem duas notícias que reflitam um comportamento ético e um antiético no trânsito e colem no mural. Seção de dicas – escrevam dicas sobre atitudes éticas no trânsito e colem no mural. Fique ligado! “A ética é um exercício diário e precisa ser praticada no cotidiano. Só assim ela pode se afirmar em sua plenitude numa sociedade. Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as leis da convivência, não paga seus impostos ou não obedece às leis de trânsito, ela não é ética” (SINGER, 2007, p. 1). 138 CIDADÃOS ÉTICOS E ANTIÉTICOS NO TRÃNSITO Mediação Para a construção do mural, podem ser organizados grupos, variando de acordo com o número de estudantes na turma. Para esta atividade, propõe-se que o mural tenha três seções: uma para imagens; uma para notícias; e uma para dicas. Cada grupo deverá compor as três seções propostas. Se não houver revistas e jornais na escola, os estudantes poderão escrever e desenhar exemplos de comportamentos éticos e antiéticos no trânsito, seguindo as orientações apresentadas na atividade. 2) A partir de suas produções, organizem, com a turma, um único mural e façam uma exposição na escola para que outros estudantes, professores e demais membros da comunidade escolar possam refletir sobre a importância de agir com ética no trânsito e na vida. Mediação O mural pode ser montado sobre papel kraft, para facilitar uma futura exposição. Após a construção do mural, é importante mediar um debate sobre as consequências das atitudes não éticas e a importância de agir com ética no trânsito e na vida. Avaliação A avaliação pode ser feita a partir da análise do envolvimento dos estudantes, da efetividade prática deles na execução dos exercícios e das habilidades desenvolvidas por eles com relação à ética no trânsito. Outras conexões As imagens, as notícias e as dicas podem ser aproveitadas para a turma produzir um jornal com outras seções, incluindo entrevistas, depoimentos, pesquisas de comportamento, também, e com outros textos nos gêneros discursivos da esfera jornalística. Para ampliar o conhecimento, sugere-se a exibição do filme Mundo de Sofia (2000), que trata da temática “ética” de forma geral, e do vídeo A Ética das Relações Humanas com o Trânsito e Meio Ambiente (2016), com palestra de Leandro Karnal, que aborda o assunto “ética no trânsito”. ASTRAN - TRANSPORTES RODOVIÁRIOS. Ética pode garantir maior segurança no trânsito. 2015. Disponível em: http://astran.org.br/etica-pode-garantir-maior- seguranca-no-transito/. Acesso em: 19 jul. 2019. Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes: envie-nos fotos e/ou vídeos da atividade! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT! Papo sério! O trânsito é um espaço coletivo, onde pessoase veículos circulam diariamente. É fundamental respeitar as regras e as leis para que todos possam transitar em segurança. Seja um cidadão consciente e ético que respeita o direito do outro e as leis de trânsito! 1395º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE A ÉTICA das relações humanas com o trânsito e meio ambiente. [S. l.]: Youtube, 2016. 1 vídeo (86 min.). Publicado pelo canal Revista Plural. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=uSfoc1RBcAk. Acesso em: 19 jul. 2019. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 03 fev. 2020. SINGER, P. A ética do dia-a-dia. [Entrevista concedida a] Gabriela Carelli. VEJA, São Paulo, Ano 40. n. 7 [21 fev. 2007]. Disponível em: http://www.ufjf.br/pensandobem/ files/2016/01/texto-VI.pdf. Acesso em: 15 jul. 2019. O MUNDO de Sofia. Direção de Erik Gustavson. Produção de Anne Birte Brunvold Tørstad; et al. Noruega: Versátil, 2000. 1 DVD (200 min.). 1415º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Cidadãos éticos e antiéticos no trânsito Ética A ética está relacionada com os comportamentos bons, com o respeito às leis e com o sentimento de justiça social e de cidadania. No que se refere a atitudes éticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos: • Respeitar as vagas destinadas aos portadores de necessidades especiais e/ou aos idosos. • Não dirigir após ingerir bebida alcoólica. • Não manusear ou não falar ao celular enquanto dirige. • Respeitar a sinalização semafórica ao atravessar a rua. • Ceder o assento aos passageiros idosos nos ônibus. Antiética Ser antiético é ter atitudes que transgridem ou que descumprem as regras estabelecidas socialmente e legalmente, mostrando maus comportamentos nas relações sociais. No que se refere a atitudes antiéticas no trânsito, cabe mencionar alguns exemplos: • Atender ao telefone enquanto se está dirigindo. • Exceder a velocidade permitida. • Estacionar o veículo em lugares inapropriados. • Não usar cinto de segurança. • Atravessar a rua fora da faixa de pedestre. • Cruzar a via com o semáforo vermelho. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ “A ética é um exercício diário e precisa ser praticada no cotidiano. Só assim ela pode se afirmar em sua plenitude numa sociedade. Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as leis da convivência, não paga seus impostos ou não obedece às leis de trânsito, ela não é ética” (Peter Singer). Estudante 142 CIDADÃOS ÉTICOS E ANTIÉTICOS NO TRÃNSITO 1) Com base nos textos sobre ética e antiética apresentados, construa, com seu grupo, um mural sobre atitudes éticas e antiéticas no trânsito. Para essa construção, recortem fotos e notícias de revistas e de jornais para compor três seções: uma de imagens, uma de notícias e uma de dicas, conforme, a explicação abaixo. Seção de imagens – escolham e recortem imagens de revistas ou de jornais e façam uma sobreposição (colagem) de imagens de atitudes éticas e de atitudes antiéticas no trânsito e colem no mural. Seção de notícias – recortem duas notícias que reflitam um comportamento ético e um antiético no trânsito e colem no mural. Seção de dicas – escrevam dicas sobre atitudes éticas no trânsito e colem no mural. 2) A partir de suas produções, organizem, com a turma, um único mural e façam uma exposição na escola para que outros estudantes, professores e demais membros da comunidade escolar possam refletir sobre a importância de agir com ética no trânsito e na vida. O trânsito é um espaço coletivo, onde pessoas e veículos circulam diariamente. É fundamental respeitar as regras e as leis para que todos possam transitar em segurança. Seja um cidadão consciente e ético que respeita o direito do outro e as leis de trânsito! 1435º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Festas populares e as vias públicas Festejos podem impactar o trânsito. Previna-se adotando atitudes seguras! Articulação didática Nesta atividade, o papel das escolas na educação patrimonial é reconhecido a partir da celebração de festas populares, como a festa junina e o carnaval, enfatizando-se recomendações de atitudes seguras nesses dias de festa, uma vez que elas podem afetar a rotina do trânsito nos locais de festejo e em suas proximidades. A conscientização sobre atitudes seguras a serem adotadas por condutores, por passageiros e por pedestres, nesses contextos, precisam ser enfatizadas para que os estudantes e toda a comunidade escolar possam participar dessas celebrações em segurança. Objeto de conhecimento Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Consequências do desrespeito às leis de trânsito. Competência Perceber a relação das infrações no trânsito com os acidentes. Habilidade Apontar atitudes seguras no trânsito e sua relação com a prevenção de acidentes. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, cartolina e materiais para colorir. Circular com responsabilidade é uma atitude necessária e de extrema importância para que sejam evitados acidentes no trânsito. O texto Atitudes adequadas evitam acidentes discute como é importante estar atento ao trânsito, nos dias de festas, especialmente porque, frequentemente, há descuido com as regras de trânsito, o que aumentam os riscos de acidentes. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 144 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS Atitudes adequadas evitam acidentes Entre as várias condições adversas que podem afetar o trânsito estão as festas populares, que mobilizam um número significativo de pessoas nas ruas e que alteram, também, as dinâmicas dos automóveis, das motocicletas, das bicicletas e dos pedestres. Nessas situações, as pessoas envolvidas em experiências de sociabilidade buscam diversão e, muitas vezes, podem se esquecer de que, mesmo durante a diversão, é necessário o compromisso com a segurança. Em momentos de festa, é comum que condutores e pedestres estejam mais desatentos e, assim, que fiquem mais propensos a cometer infrações, aumentando-se os riscos no trânsito para os diferentes usuários. Por isso, é imprescindível o desenvolvimento de habilidades que possibilitem a antecipação de ações para a minimização dos riscos. Segundo dados apresentados em uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) (PORTAL MÉDICO, 2019), no Brasil, a cada uma hora, em média, [...] pelo menos cinco pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito. Os desastres nas ruas e estradas do País também já deixaram mais de 1,6 milhão de feridos nos últimos dez anos, ao custo direto de quase R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda segundo o CFM, “[...] a cada hora, em média, cerca de 20 pessoas dão entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento grave decorrente de acidente de transporte terrestre” (PORTAL MÉDICO, 2019). O desrespeito às regras e o descuido, para além de gerar infrações, afetam, de diversas formas, os envolvidos, com consequências materiais, físicas e emocionais. Devido a essa triste realidade, torna-se relevante a prática da direção defensiva (um conjunto de procedimentos a serem adotados por um condutor de veículos para evitar acidentes), apesar dos erros que podem ser cometidos por outros motoristas ou em função de condições adversas (todos aqueles fatores que podem prejudicar o real desempenho no ato de conduzir, tornando maior a possibilidade de um acidente de trânsito). Nesse aspecto, é relevante, também, que cada usuário do trânsito (motoristas, pedestres, passageiros e ciclistas) assuma o compromisso com a vida. Esse compromissosignifica pensar nos atos realizados nas vias de trânsito, por mais banais que possam parecer, em que pequenos descuidos no trânsito podem resultar em grandes desastres, como, por exemplo, não: estacionar o carro sobre a calçada; atrapalhar o condutor quando se está na condição de passageiro de um veículo; atravessar a rua fazendo ziguezagues entre os veículos parados em um congestionamento; entrar no ônibus chamando a atenção das pessoas. Pequenos descuidos no trânsito podem resultar em severas consequências. Por exemplo, quando uma pessoa que está conduzindo o seu carro estaciona sobre a calçada, próximo à escola, para ir à festa junina ou a outro evento qualquer que gera uma grande movimentação de veículos, além de cometer uma infração, ela estará colocando em risco a vida dos pedestres que transitam nesse espaço. Devido à calçada estar obstruída, com o veículo, os pedestres precisarão caminhar na faixa de rolamento, junto aos demais veículos em movimento. Nesse mesmo contexto, outro cuidado importante é não estacionar o automóvel em fila dupla. Essa atitude é uma infração de trânsito que, além de ocasionar congestionamentos, pode causar acidentes, pois o condutor do veículo que está atrás poderá não perceber o veículo parado e, por conseguinte, poderá colidir com ele. Do mesmo modo, provoca-se a desatenção do motorista do veículo para o trânsito quando: alguém, animado com a diversão, brinca com os amigos dentro do carro; ou alguém entra em um ônibus falando alto. Cabe salientar, também, que as atitudes dos motociclistas que transitam em corredores, nas vias, pode aumentar os riscos de acidentes envolvendo pedestres e outros usuários das vias. Por isso, é importante que, mesmo que o trânsito esteja parado, os pedestres evitem atravessar as ruas entre os carros. 1455º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Desse modo, tanto os motoristas e os motociclistas quanto os ciclistas e os pedestres precisam redobrar os cuidados nos dias de festa, pois há mais pessoas caminhando, e as possíveis alterações no trânsito podem gerar desorientação dos usuários das vias. Devido aos eventos, podem ocorrer impedimentos de circulação de veículo e de pedestres, em algumas ruas, sendo necessário usar os desvios, para transitar. Pode haver, ainda, alterações nos limites de velocidade em alguns espaços, novas sinalizações, entre outras ações, que visam organizar o fluxo de veículos e de pessoas. Às vezes, essas mudanças acontecem repentinamente, sem sinalizações, causando ainda mais confusão e risco de acidentes. Com as crianças, o alerta é ainda maior, pois, em momentos de festa, com as calçadas comprometidas e as ruas com delimitações, elas podem ser vítimas de acidentes, tendo em vista que, por desconhecimento das alterações no trânsito ou por imprudência, pode haver condutores infringindo as regras. Por isso, é importante mantê-las por perto e com atenção aos movimentos dos carros, das motocicletas e das bicicletas. Atitudes irresponsáveis e de desrespeito às regras de trânsito geram consequências não apenas para quem as praticam, mas para outras pessoas, pois o trânsito é constituído por vários usuários em interação. Ter consciência das ações que podem comprometer a segurança no trânsito é fundamental para que ocorrências indesejadas sejam evitadas. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto Uma rua para celebrar, em que se aborda o impacto das festas populares na dinâmica do trânsito. O comportamento das pessoas nos dias de carnaval ou de festa junina (entre outros eventos que mobilizam comunidades escolares e comunidades locais em todo o Brasil) pode ser problematizado. Na sequência, são propostos exercícios sobre atitudes seguras no trânsito, com ênfase no comportamento humano para a prevenção de acidentes. Para finalizar a atividade, sugere-se que sejam elaborados cartazes, com dicas de comportamentos seguros a serem adotados em dias de festas populares realizadas nos espaços de vivência dos estudantes. Atividade com gabarito Festas populares e as vias públicas Você já participou de alguma festa de rua? Na história Uma rua para celebrar, você vai conhecer a Luiza e a avó dela, em um diálogo sobre a segurança no trânsito em dias de festas! Uma rua para celebrar Luiza, de 10 anos, perambulava pela casa da vovó Ivone em busca de algo para fazer, enquanto sua avó preparava o lanche preferido da netinha: bolinho de chuva. Muito curiosa, Luiza reparou que, na estante da sala, havia um porta-retratos com uma foto em preto e branco de uma jovem mulher fantasiada, em meio a uma festa de rua. — Vovó, quem é essa aqui? – perguntou, entrando na cozinha com o porta-retratos na mão. Construindo os caminhos da atividade 146 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS — Não está reconhecendo não, Lulu? Sou eu! – respondeu a avó. Ainda encantada com a foto, Luiza fez várias perguntas à sua avó sobre o que aconteceu naquele dia da festa. Descobriu que os desfiles de carnaval, que hoje em dia ocorrem em um sambódromo, eram realizados em uma das principais avenidas da cidade quando sua avó era jovem. — Mas a rua não é só para os carros, vovó? Como é que podia dançar e brincar no meio da rua? – questionou, muito duvidosa. — Naquela época, não tinha tanto carros circulando por aí como tem hoje! Mas, mesmo assim, em dias de carnaval, a prefeitura organizava o fechamento das ruas e avenidas para deixar o povo brincar em segurança, como acontece hoje em dia! – falou vovó Ivone, calma como sempre. — Ah... É como aquela vez que fecharam a rua daqui da frente para a festa junina? – Luiza disse, como quem podia ainda sentir o gosto de paçoca daquela festa. — Isso mesmo! Daquela vez, foi a associação do bairro que organizou. Ninguém pode sair montando barracas pela rua e pelas calçadas, muito menos colocar música alta e dançar no meio do caminho dos pedestres e dos carros. Já pensou se fosse assim, que bagunça? – vovó Ivone gostava de explicar e de questionar. — É verdade! Será que, se pedirmos, eles deixam fechar a rua lá de casa no meu aniversário? – Luiza, inocente, questionou, arregalando os olhos, esperando uma resposta positiva. — Imagine se toda vizinhança quiser isso, menina? Os carros não iam conseguir mais sair da garagem! – respondeu dona Ivone, rindo e se divertindo com as ideias da neta. As festas populares foram o assunto delas durante aquela tarde. Além das recordações dos seus carnavais, vovó Ivone contou para a neta sobre os cuidados em dias de festa. Ela explicou que crianças só podem participar de festas na rua com a presença de um adulto responsável e, sempre que possível, com um crachá de identificação (com nome da criança, o nome dos pais e um telefone de contato), para o caso de se perderem na multidão. Se isso acontecer, vovó explicou que é importante pedir ajuda, de preferência para um policial. Ela disse ainda que, para evitar se perder, é importante que as crianças não saiam de perto dos adultos. Por fim, vovó Ivone falou à menina que, nesses dias festivos, a lei de trânsito continua valendo. Por isso, todos devem festejar apenas nas vias que realmente foram fechadas para a festa. Os condutores só devem estacionar seus veículos em locais permitidos e devem continuar respeitando a Lei Seca, não dirigindo depois de tomar bebida alcóolica. Sobre os passageiros de ônibus, ela disse, também, que é importante que eles não distraiam o motorista, fazendo bagunça e cantorias que atrapalhem a concentração. O mesmo vale para os passageiros dos carros! Passageiros e condutores de carro devem ainda usar o cinto e, de motocicleta, o capacete, respeitando a capacidade máxima de passageiros de cada veículo. Nada de querer encher o carro, colocando os amigos no colo! Luiza, sentada e já degustando o bolinho de chuva da vovó, percebeu que o trânsito precisa ser respeitado, mesmo em dias de festas! Estava já imaginando como contar essas dicas para os amiguinhos da rua! MediaçãoPropõe-se que a atividade seja iniciada com a leitura do texto Uma rua para celebrar, a qual pode ser feita de forma compartilhada. Em seguida, em uma roda de conversa, é interessante instigar os estudantes a relatarem memórias de situações vividas por eles durante festas juninas e de carnaval, entre outras, com foco no impacto dos festejos na rotina do trânsito, com alterações em ruas, regras para esses dias etc., que pode ser feito a partir da seguinte pergunta: A celebração de festas como o carnaval e as festas juninas muda a rotina do trânsito na comunidade em que vocês moram?. 1475º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Depois de conversar com a turma sobre o tema da história de Luiza, junte-se a um ou mais colegas e respondam às questões a seguir. 1) No trânsito, as pessoas ocupam diferentes papéis. Os usuários de trânsito podem ser pedestres, motoristas, motociclistas, ciclistas, passageiros dos carros, do transporte coletivo ou das motocicletas. As atitudes de cada um desses usuários do trânsito afetam direta ou indiretamente a vida dos demais. Pensando nisso, nas situações descritas a seguir, identifiquem e escrevam qual tipo de usuário de trânsito a situação se refere. Depois, ainda nas respostas, relatem as possíveis consequências das situações descritas. a) O pessoal estava bastante animado com a festa, fomos e voltamos fazendo bagunça! O motorista se esforçava para prestar atenção no caminho enquanto mais de 20 pessoas não paravam de cantar. (Tereza, 15 anos) Tereza é passageira de um ônibus. Falar alto e brincar no transporte coletivo tira a atenção do motorista, que precisa manter a concentração no trânsito. b) Papai não conseguiu estacionar o carro perto do portão da escola e já era quase hora da minha apresentação. Para eu não perder a quadrilha, ele parou o carro no meio da rua e eu desembarquei correndo. (Francine, 12 anos) Francine é passageira de um automóvel. Mesmo nos dias de festa na escola, independentemente da distância do trecho a ser percorrido de carro, os passageiros só devem desembarcar do veículo quando for possível parar em local seguro. Além disso, estacionar em fila dupla, além de ocasionar congestionamentos, pode causar acidentes, já que o condutor do veículo que está atrás poderá não perceber o veículo parado e colidir com este. c) Vou deixar o carro aqui mesmo na calçada, encostado no muro. É dia de festa, acredito que os guardas não vão me multar! (Pedro, 50 anos) Pedro é motorista de automóvel. Mesmo que todos os estacionamentos estejam lotados, a calçada deve ser mantida livre para circulação de pedestres. Estacionar sobre a calçada é uma infração de trânsito, e essa atitude colocará a vida dos pedestres que transitam nesse espaço em risco, pois, com a calçada obstruída pela presença do veículo, os pedestres precisarão caminhar na faixa de rolamento, junto aos carros em movimento. d) Estava tudo parado, ainda bem que eu estava de moto! Se não cortasse caminho pelo corredor, não chegava a tempo para a festa de São João! (Antônio, 25 anos) João é motociclista. Quando o trânsito está parado, pode ocorrer de motocicletas ou ciclistas circularem entre os carros indevidamente. Por isso, é importante que os pedestres evitem atravessar as ruas entre os carros. Mediações Após os grupos responderem às questões, é importante que haja a socialização das respostas. Sugere-se que, para cada sentença, seja abordada, também, a relação com as infrações e os acidentes de trânsito, enfatizando-se as atitudes seguras por parte das condições que os estudantes ocupam no trânsito enquanto pedestres e passageiros, principalmente. As observações podem ser registradas no quadro, considerando que irão subsidiar reflexões para as respostas do próximo exercício. 2) Na questão anterior, foram apresentadas situações que envolvem diferentes personagens do trânsito. Reescreva as frases, transformando as infrações e as atitudes inseguras em comportamentos seguros no trânsito. Resposta escrita e pessoal. Algumas possibilidades são: - O pessoal estava bastante animado com a festa, mas, durante a ida e a volta, nós nos comportamos em respeito ao motorista de ônibus! (Tereza, 15 anos). Fique ligado! Para sua segurança, quando você for participar de festas populares na rua, sempre vá acompanhado de um adulto responsável! Papo sério! Atravessar entre os carros parados no congestionamento é perigoso, pois você pode ser atropelado por uma bicicleta ou por uma motocicleta. Por isso, use sempre a faixa de pedestres ao atravessar a rua! 148 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS - Saímos de casa bem cedo, pois sabíamos que, por causa da festa junina, talvez fosse um pouco mais demorado achar um lugar seguro para parar e estacionar o carro! (Francine, 12 anos). - Eu nem sei quanto tive que rodar até achar uma vaga para estacionar o carro. Mas o que importa? Hoje é dia de festa, e tenho tempo de sobra! (Pedro, 50 anos) - O trânsito estava parado, mas esperei tranquilo na motocicleta, não vou arriscar minha vida e de outras pessoas dirigindo pelo corredor. ( João, 25 anos) Mediação Para além das questões colocadas no exercício, é importante instigar que os estudantes relacionem com o cotidiano deles e com as questões que expuseram no primeiro exercício (do que acontece com o trânsito em dias de festa e das atitudes seguras a serem adotadas). 3) Agora, elaborem cartazes reunindo as dicas de segurança no trânsito para orientar os frequentadores das festas, realizadas na escola ou na comunidade em que vivem, com base nas dicas apresentadas pela vovó Ivone. Vocês também podem incluir outras sugestões de dicas. Além disso, que tal decorar o cartaz usando referências de festas populares, como confetes, bandeirinhas e muita cor? Mediação É importante lembrar os estudantes de que os cartazes sejam uma maneira de refletir a realidade da comunidade escolar e de dar ênfase aos comportamentos que precisam ser melhorados para a garantia de um trânsito seguro nos dias de festa. Avaliação É possível avaliar a compreensão dos estudantes quanto ao respeito à lei de trânsito e à adoção de atitudes seguras em dias de festa, a partir da participação deles nos exercícios, nas exposições das respostas e na roda de conversa. Ao final da atividade, pode-se, ainda, verificar se os estudantes conseguiram relacionar as consequências das infrações e das atitudes inseguras com os acidentes de trânsito e se souberam indicar atitudes de segurança a serem adotadas durante as celebrações populares. Outras conexões Como desdobramento desta atividade, podem ser organizadas ações como uma “Operação Festa Junina” (entre outras celebrações que são realizadas na escola), durante os dias que as antecedem, para prevenir acidentes nesses festejos. Para isso, cartazes com dicas de segurança podem ser fixados em pontos específicos da comunidade escolar e local, orientando pedestres e condutores quanto aos procedimentos seguros nesses dias de diversão. Compartilhe! Conte-nos como foi realizar esta atividade com os estudantes! Para descrever esse momento, não se esqueça de nos enviar fotos e/ou vídeos. Você e os estudantes fazem parte do Programa Conexão DNIT! Aprimorando práticas e ampliando conexões 1495º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 24 mar. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Conselho Federal de Medicina – CFM. Em dez anos, acidentes de trânsito consomem quase R$ 3 bilhões do SUS. 2019. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/noticias/em-dez-anos-acidentes-de-transito-consomem- quase-r-3-bilhoes-do-sus/. Acesso em:10 ago. 2020. Referências 1515º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Festas populares e as vias públicas Você já participou de alguma festa de rua? Na história Uma rua para celebrar, você vai conhecer a Luiza e a avó dela, em um diálogo sobre a segurança no trânsito em dias de festas! Uma rua para celebrar Luiza, de 10 anos, perambulava pela casa da vovó Ivone em busca de algo para fazer, enquanto sua avó preparava o lanche preferido da netinha: bolinho de chuva. Muito curiosa, Luiza reparou que, na estante da sala, havia um porta-retratos com uma foto em preto e branco de uma jovem mulher fantasiada, em meio a uma festa de rua. — Vovó, quem é essa aqui? – perguntou, entrando na cozinha com o porta-retratos na mão. — Não está reconhecendo não, Lulu? Sou eu! – respondeu a avó. Ainda encantada com a foto, Luiza fez várias perguntas à sua avó sobre o que aconteceu naquele dia da festa. Descobriu que os desfiles de carnaval, que hoje em dia ocorrem em um sambódromo, eram realizados em uma das principais avenidas da cidade quando sua avó era jovem. — Mas a rua não é só para os carros, vovó? Como é que podia dançar e brincar no meio da rua? – questionou, muito duvidosa. — Naquela época, não tinha tanto carros circulando por aí como tem hoje! Mas, mesmo assim, em dias de carnaval, a prefeitura organizava o fechamento das ruas e avenidas para deixar o povo brincar em segurança, como acontece hoje em dia! – falou vovó Ivone, calma como sempre. — Ah... É como aquela vez que fecharam a rua daqui da frente para a festa junina? – Luiza disse, como quem podia ainda sentir o gosto de paçoca daquela festa. — Isso mesmo! Daquela vez, foi a associação do bairro que organizou. Ninguém pode sair montando barracas pela rua e pelas calçadas, muito menos colocar música alta e dançar no meio do caminho dos pedestres e dos carros. Já pensou se fosse assim, que bagunça? – vovó Ivone gostava de explicar e de questionar. — É verdade! Será que, se pedirmos, eles deixam fechar a rua lá de casa no meu aniversário? – Luiza, inocente, questionou, arregalando os olhos, esperando uma resposta positiva. — Imagine se toda vizinhança quiser isso, menina? Os carros não iam conseguir mais sair da garagem! – respondeu dona Ivone, rindo e se divertindo com as ideias da neta. As festas populares foram o assunto delas durante aquela tarde. Além das recordações dos seus carnavais, vovó Ivone contou para a neta sobre os cuidados em dias de festa. Ela explicou que crianças só podem participar de festas na rua com a presença de um adulto responsável e, sempre que possível, com um crachá de identificação (com nome da criança, o nome dos pais e um telefone de contato), para o caso de se perderem na multidão. Se isso acontecer, vovó explicou que é importante pedir ajuda, de preferência para um policial. Ela disse ainda que, para evitar se perder, é importante que as crianças não saiam de perto dos adultos. Por fim, vovó Ivone falou à menina que, nesses dias festivos, a lei de trânsito continua valendo. Por isso, todos devem festejar apenas nas vias que realmente foram fechadas Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 152 FESTAS POPULARES E AS VIAS PÚBLICAS para a festa. Os condutores só devem estacionar seus veículos em locais permitidos e devem continuar respeitando a Lei Seca, não dirigindo depois de tomar bebida alcóolica. Sobre os passageiros de ônibus, ela disse, também, que é importante que eles não distraiam o motorista, fazendo bagunça e cantorias que atrapalhem a concentração. O mesmo vale para os passageiros dos carros! Passageiros e condutores de carro devem ainda usar o cinto e, de motocicleta, o capacete, respeitando a capacidade máxima de passageiros de cada veículo. Nada de querer encher o carro, colocando os amigos no colo! Luiza, sentada e já degustando o bolinho de chuva da vovó, percebeu que o trânsito precisa ser respeitado, mesmo em dias de festas! Estava já imaginando como contar essas dicas para os amiguinhos da rua! Depois de conversar com a turma sobre o tema da história de Luiza, junte-se a um ou mais colegas e respondam às questões a seguir. 1) No trânsito, as pessoas ocupam diferentes papéis. Os usuários de trânsito podem ser pedestres, motoristas, motociclistas, ciclistas, passageiros dos carros, do transporte coletivo ou das motocicletas. As atitudes de cada um desses usuários do trânsito afetam direta ou indiretamente a vida dos demais. Pensando nisso, nas situações descritas a seguir, identifiquem e escrevam qual tipo de usuário de trânsito a situação se refere. Depois, ainda nas respostas, relatem as possíveis consequências das situações descritas. a) O pessoal estava bastante animado com a festa, fomos e voltamos fazendo bagunça! O motorista se esforçava para prestar atenção no caminho enquanto mais de 20 pessoas não paravam de cantar. (Tereza, 15 anos) _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ b) Papai não conseguiu estacionar o carro perto do portão da escola e já era quase hora da minha apresentação. Para eu não perder a quadrilha, ele parou o carro no meio da rua e eu desembarquei correndo. (Francine, 12 anos) _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ c) Vou deixar o carro aqui mesmo na calçada, encostado no muro. É dia de festa, acredito que os guardas não vão me multar! (Pedro, 50 anos) _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Para sua segurança, quando você for participar de festas populares na rua, sempre vá acompanhado de um adulto responsável! 1535º ANO | HISTÓRIA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ d) Estava tudo parado, ainda bem que eu estava de moto! Se não cortasse caminho pelo corredor, não chegava a tempo para a festa de São João! (Antônio, 25 anos) _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) Na questão anterior, foram apresentadas situações que envolvem diferentes personagens do trânsito. Reescreva as frases, transformando as infrações e as atitudes inseguras em comportamentos seguros no trânsito. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 3) Agora, elaborem cartazes reunindo as dicas de segurança no trânsito para orientar os frequentadores das festas, realizadas na escola ou na comunidade em que vivem, com base nas dicas apresentadas pela vovó Ivone. Vocês também podem incluir outras sugestões de dicas. Além disso, que tal decorar o cartaz usando referências de festas populares, como confetes, bandeirinhas e muita cor? Atravessar entre os carros parados no congestionamento é perigoso, pois você pode ser atropelado por uma bicicleta ou por uma motocicleta. Por isso, use sempre a faixa de pedestres ao atravessar a rua! 1555º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Traffic routines What’s your routine in traffic? Articulação didática Esta atividade propõe, aos estudantes, a realização de interações orais, em Língua Inglesa, sobre as rotinas que eles têm no trânsito, enfatizando-se a importância de perceberem os riscos existentes ao transitar e a necessidade de desenvolverem e de praticarem atitudes seguras relacionadas às situações que expuseram de suas rotinas. Objeto de conhecimento Produção de textos orais, com a mediação do professor – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Rotinas do trânsito. Competência Aprender sobre a percepção de risco nas diferentes rotinas realizadas no trânsito. Habilidade Listar atitudes e cuidados seguros nas diferentes rotinas realizadas no trânsito. Tempo estimado 1 hora/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. Os estudantes, no fim do primeiro ciclo do Ensino Fundamental, já estão adquirindo mais autonomia de locomoção. O texto O trânsito na rotina dos estudantes aborda o tema da percepção de risco e das atitudes seguras ao transitar, seja na condição de pedestre, seja na de passageiro, seja na condição de ciclista. Nele, enfatiza-se, ainda, a importância da língua na construção da reflexão e da compreensão do trânsito como prática social (composta por linguagens, por sujeitos e por significados). Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 156 TRAFFIC ROUTINES O trânsito na rotina dos estudantes Ao chegarem ao 5º ano do Ensino Fundamental, espera-se que os estudantes já tenham conquistado maior autonomia de locomoção. Muitos deles já fazem o trajeto entre casa e escola, sem a presença de adultos. Ainda que não haja um consenso nesse sentido, a Organização não Governamental (ONG) Criança Segura afirma que, a partir dos 10 anos de idade, já há desenvolvimento suficiente das capacidades cognitivas, físicas e emocionais para que crianças nessa idade sejam capazes de se manterem seguras no trânsito (CRIANÇA SEGURA BRASIL, 2020a). Ainda que o trânsito já faça parte da rotina das crianças, isso não significa, necessariamente, que elas estejam seguras nesse espaço. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acidentes de trânsito são a maior causa evitável de mortes entre crianças e jovens de 5 a 29 anos (WHO, 2018). No Brasil, em 2018, 30,4% das mortes por acidentes com crianças de 0 a 14 anos ocorreram no trânsito. Em 2019, 10.832 internações de crianças dessa faixa etária no Brasil foram causadas pelo trânsito (CRIANÇA SEGURA BRASIL, 2020b). Para salvar vidas, a Educação para o Trânsito vai além do ensino de comportamentos seguros, uma vez que se parte do princípio de que a interação e as vivências no trânsito são formativas e importantes para o desenvolvimento global dos estudantes e são configuradas como atividades humanas. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2018, p. 63), as atividades humanas [...] realizam-se nas práticas sociais, mediadas por diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital. Por meio dessas práticas, as pessoas interagem consigo mesmas e com os outros, constituindo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, estão imbricados conhecimentos, atitudes e valores culturais, morais. No trânsito, as crianças também passam a desempenhar diferentes papéis, experimentando novos sentimentos e sensações como pedestres, passageiras ou ciclistas, ampliando o olhar sobre o mundo a partir: das rotinas de idas à escola e de retornos para casa; do contato com as novas linguagens (como a das sinalizações) e com o conjunto de regras de circulação e de segurança; do reconhecimento de diversos tipos de veículos e de formas de transporte; e, ainda, do contato com os profissionais desses veículos. O mundo do trânsito e seus sentidos podem ser aproximados do cotidiano da escola e de seus focos de aprendizagem, possibilitando, aos estudantes, a construção de relações, de paralelos, de interações e de comparações. Afinal, na escola, os estudantes ensaiam as diferentes formas de exercício da cidadania, participando de uma coletividade que exige o respeito às regras de convivência para o bem-estar e para a segurança comum. Na própria rotina escolar, existem oportunidades ímpares para que os estudantes desenvolvam percepção e consciência de risco e para que adotem atitudes seguras. Uma delas é a entrada e a saída da escola, momentos em que pode ser enfatizada a importância da atenção e do respeito à organização. Com a grande circulação, não somente de pessoas, mas de veículos e de ciclistas, por exemplo, é importante enfatizar que, na entrada e na saída, não é admissível correr ou empurrar as pessoas, sendo necessário caminhar atentamente, sem usar celular ou outros dispositivos que possam tirar a atenção. Outra atitude importante nesses momentos é caminhar sempre na calçada e atravessar ruas e avenidas pela faixa de pedestres e pela passarela (quando estas forem presentes), para que, assim, a segurança seja garantida. Uma vez no ponto de ônibus, pode-se enfatizar o respeito às pessoas, como não empurrar e esperar que o ônibus pare para poder se aproximar dele e adentrá-lo. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) (BRASIL, 2000), as causas principais de acidentes em áreas escolares são: • A percepção visual, uma vez que as crianças não possuem a visão periférica totalmente desenvolvida. 1575º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE • A baixa estatura, o que dificulta a visão da via pelas crianças, sobretudo entre veículos estacionados, e, também, compromete a visão dos condutores em relação a elas. • Percepção áudio-motora dificultada, uma vez que as crianças identificam a origem dos sons e avaliam o tempo e a distância com maior dificuldade. Elas também se desequilibram mais facilmente, uma vez que possuem seu centro de gravidade mais próximo da cabeça. • Desatenção, já que as crianças têm a brincadeira como parte de suas rotinas e isso, durante as travessias e as locomoções, compromete a atenção no percurso. • Desconhecimento e falta de entendimento dos sinais detrânsito, que pode ser exemplificado com a inexistência de semáforo para pedestre na região, dificultando para as crianças a realização da travessia, já que o momento certo de efetuá-la deve ocorrer quando o semáforo para veículos estiver vermelho. • Comportamento inadequado na travessia, que, como já abordado no tópico sobre desatenção, as crianças não percebem que as brincadeiras, no momento da travessia, são um fator de risco. Partindo-se desses pressupostos, a seguir, são apontados alguns comportamentos que podem ser enfatizados, aos estudantes, para que tenham atitudes seguras enquanto pedestres, passageiros e ciclistas no trânsito. Pedestres Os pedestres devem transitar pelas vias destinadas à sua circulação. Dessa forma, precisam usar a calçada, buscando não obstruir o caminho dos demais pedestres. Quando não houver uma calçada disponível, ao compartilharem o espaço com os veículos, os pedestres devem caminhar pelo canto da via, próximos à margem. Outra atitude muito importante é fazerem as travessias sempre na faixa de pedestres, nas passarelas ou nas passagens subterrâneas. Quando não houver qualquer uma destas, devem atravessar em um local de maior visibilidade e em linha reta, mantendo distância dos cruzamentos. O respeito à sinalização semafórica também é uma atitude de respeito à própria vida e a dos demais usuários do trânsito. Tanto os semáforos para pedestres quanto os para veículos auxiliam os pedestres na orientação das travessias que fazem. Ciclistas Os ciclistas também devem observar a preferência de uso das vias públicas, optando pelas ciclovias e pelas ciclofaixas, sempre que possível. Em caso de não dispor desses espaços, devem compartilhar as vias com os veículos motorizados, não utilizando as calçadas, que são o espaço destinado aos pedestres. Ao compartilharem a via com os veículos motorizados, devem seguir no mesmo sentido de fluxo da pista, nunca na contramão. Ao realizarem travessias, os ciclistas devem usar a faixa de pedestres e, nessa ocasião, em respeito ao espaço destinado aos pedestres, devem atravessar desmontados da bicicleta, para não comprometerem a segurança de quem se desloca a pé. O uso dos equipamentos de segurança (como o espelho retrovisor esquerdo, a sinalização refletora e a campainha) e o respeito à sinalização de trânsito, em geral, também são atitudes que devem ser adotadas por esses usuários. Passageiros Pode não parecer claro, mas os passageiros também devem adotar atitudes seguras. Não distrair os condutores, por exemplo, é uma atitude fundamental para que estes possam dirigir em segurança. É importante, ainda, que os passageiros façam uso de dispositivos, como o cinto de segurança, o capacete e os assentos para crianças, sem que seja necessário que alguém os solicite. Em veículos de transporte coletivo, é importante que esses usuários respeitem o espaço dos demais passageiros, não obstruindo as passagens, não se sentando indevidamente em assentos reservados para idosos, para pessoas com deficiência, para gestantes 158 TRAFFIC ROUTINES ou pessoas com crianças de colo e para pessoas com mobilidade reduzida. Quando os assentos reservados estiverem ocupados, é uma atitude respeitosa que os demais passageiros cedam, seus lugares a pessoas com prioridades. Passageiros de transportes coletivos devem, ainda, respeitar as prioridades de embarque e de desembarque. Gestos mais simples de respeito e de gentileza (como se oferecer para carregar os pertences de quem viaja em pé, não escutar música sem fones de ouvido) também fazem a diferença. Estratégias didáticas Para iniciar esta atividade, propõe-se a realização de uma leitura compartilhada de um texto, seguida da realização de uma roda de conversa, com os estudantes, para que dialoguem sobre as experiências diárias de cada um deles ao transitar, enfatizando-se a percepção dos riscos e a adoção de atitudes seguras. Em seguida, os estudantes são convidados a completar, com verbos, algumas sentenças que retratam comportamentos seguros ao transitar e, depois, a relacionar essas sentenças a imagens que as expressam graficamente. Ao final, a proposta é que os estudantes, em duplas, elaborem uma sentença, em inglês, que retrate uma situação rotineira ao transitar, com ênfase nos cuidados e nas atitudes seguras, e que, posteriormente, façam a apresentação dela para a turma, utilizando-se da técnica de mímica. Atividade com gabarito Traffic routines This is my best friend Maria. She walks to school every day with her brother. She loves her bike and she rides it every afternoon with her mother. Maria loves playing after school in the playground. On Mondays and Wednesdays she walks to the club to swim. Look at the picture. Trânsito em números Todos os anos, cerca de 3,6 mil crianças de 1 a 14 anos morrem, e outras 111 mil são hospitalizadas devido a acidentes de trânsito no Brasil (CRIANÇA SEGURA, 2020b). Construindo os caminhos da atividade 1595º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Tell us a little about your routine and about what you do to minimize traffic risks. Let ś discuss! Mediação Propõe-se que a atividade seja iniciada com a leitura do texto Traffic routine e que, em seguida, em uma roda de conversa, os estudantes sejam estimulados a responder à questão formulada. Sugere-se que, à medida que os estudantes apresentem seus relatos, o quadro possa servir de suporte para anotações das diferentes rotinas, dos riscos envolvidos e das atitudes seguras a serem adotadas, de forma que as informações possam ser utilizadas na continuidade da atividade. 1) Read the sentences below. Complete each sentence with a verb and match the columns according to the element or attitude that improves traffic safety. ride wait walk cross look respect use 1. I walk to school every day in the sidewalk. (7) 2. Andrea rides a bike every afternoon and uses safety accessories. (4) 3. I always look both ways before crossing the street. (1) 4. I always cross the street at a crosswalk. (6) 160 TRAFFIC ROUTINES 5. João always waits for the cars to stop before crossing the street. (2) 6. Elisa always respects the traffic lights. (3) 7. My parents and I use the seat belt every day. (5) 2) In pairs, choose a situation from the first exercise and create a sentence about your routine. The challenge is to act out the sentence while the class tries to guess what your routine in traffic is. If no one guesses your routine, you have to tell the class your sentence in English and explain how your routine can be safer. Mediação Neste exercício, os estudantes podem usar outras palavras (incluindo verbos, lugares e elementos que auxiliem na segurança ao transitar) que não foram elencadas anteriormente. É importante reforçar, nesse momento, depois de cada participação dos estudantes, as atitudes e as escolhas corretas, enfatizando-se a segurança nas diferentes posições que ocupam enquanto usuários do trânsito (pedestres, ciclistas e passageiros). Lembre-se de que o texto do Conectando saberes do trânsito pode subsidiar este momento! Avaliação O processo avaliativo pode considerar: as interações dos estudantes com a turma; a compreensão que tiveram das atitudes seguras no trânsito, nas diferentes condições enquanto usuários desse sistema (pedestres, ciclistas e passageiros); e a capacidade que tiveram de relacionar essas atitudes às rotinas que eles têm. Além disso, as frases produzidas e a apresentação delas podem ser consideradas no processo avaliativo, pois refletem, de forma significativa, a percepção dos estudantes sobre a segurança no trânsito e a exposição oral como forma de explicação das atitudes que colaboram para manter o trânsito seguro. Fique ligado! O trânsito é a principal causa de morte evitável de crianças e de jovens no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), com dados de 2019. Ter atitudes seguras no trânsito pode salvar sua vida! Aprimorando práticas e ampliandoconexões 1615º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Outras conexões Para dar continuidade à atividade, as frases criadas pelos estudantes, com suas rotinas e com atitudes seguras no trânsito, podem ser compartilhadas com a comunidade escolar, passando a fazer parte de outro gênero textual, como, por exemplo, Histórias em Quadrinhos (HQs), ou por meio da composição de um varal de rotinas. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 15 jun. 2020. BRASIL. Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN. Manual brasileiro de sinalização de trânsito do Denatran: sinalização de áreas escolares. Brasília, DF: DENATRAN, 2000. Disponível em: http://vias-seguras.com/documentos/ documentos_temas_o_a_z/doc_sinalizacao_e_seguranca_do_transito/manual_de_ sinalizacao_de_transito_nas_areas_escolares. Acesso em: 29 out. 2020. CRIANÇA SEGURA BRASIL. Como ensinar crianças a se locomoverem de forma autônoma e segura. 2020a. Disponível em: https://materiais.criancasegura.org.br/ como-ensinar-criancas-a-se-locomoverem-de-forma-autonoma-e-segura. Acesso em: 18 dez. 2020. CRIANÇA SEGURA BRASIL. Entenda os acidentes. 2020b. Disponível em: https:// criancasegura.org.br/entenda-os-acidentes/. Acesso em: 18 dez. 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Global status report on road safety. 2018. Disponível em: https://www.who.int/publications-detail/global-status-report- on-road-safety-2018. Acesso em: 10 jun. 2020. Compartilhe Conte-nos como foi a realização desta atividade com a turma! Envie-nos fotos e/ou vídeos que ilustrem a sua descrição! Você e os estudantes fazem parte do Programa Conexão DNIT! Referências 1635º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Traffic routines This is my best friend Maria. She walks to school every day with her brother. She loves her bike and she rides it every afternoon with her mother. Maria loves playing after school in the playground. On Mondays and Wednesdays she walks to the club to swim. Look at the picture. Tell us a little about your routine and about what you do to minimize traffic risks. Let ś discuss! 1) Read the sentences below. Complete each sentence with a verb and match the columns according to the element or attitude that improves traffic safety. ride wait walk cross look respect use 1. I to school every day in the sidewalk. ( ) Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 164 TRAFFIC ROUTINES 2. Andrea a bike every afternoon and uses safety accessories. ( ) 3. I always both ways before crossing the street. ( ) 4. I always the street at a crosswalk. ( ) 5. João always for the cars to stop before crossing the street. ( ) 6. Elisa always the traffic lights. ( ) 1655º ANO | LÍNGUA INGLESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE 7. My parents and I the seat belt every day. ( ) 2) In pairs, choose a situation from the first exercise and create a sentence about your routine. The challenge is to act out the sentence while the class tries to guess what your routine in traffic is. If no one guesses your routine, you have to tell the class your sentence in English and explain how your routine can be safer. O trânsito é a principal causa de morte evitável de crianças e de jovens no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), com dados de 2019. Ter atitudes seguras no trânsito pode salvar sua vida! 1675º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Adalberto no trânsito: uma comemoração perigosa! Motoristas alcoolizados colocam em risco todos os usuários do trânsito Articulação didática Esta atividade, através da leitura e da interpretação de um texto que aborda a problemática do álcool no trânsito, intenta possibilitar que os estudantes reflitam sobre os riscos e as consequências dessa prática entre, possivelmente, os familiares e outras pessoas próximas e, também, sobre a possibilidade de serem agentes para a mudança dessa realidade. Objeto de conhecimento Compreensão – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Bebida e direção. Competência Aprender acerca dos efeitos do álcool no organismo e a influência deles na ação de dirigir um veículo automotor. Habilidade Identificar os perigos da ingestão de bebida alcoólica associada ao ato de dirigir. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis e materiais para colorir. Infração significa transgredir e violar leis e regras estabelecidas. No trânsito, cometer infrações pode gerar consequências graves à vida dos usuários. O texto Infrações de trânsito e suas consequências discorre sobre os efeitos da bebida no organismo, sobre o excesso de velocidade e sobre a importância do uso do cinto de segurança por todos os passageiros. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 168 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA! Infrações de trânsito e suas consequências Uma infração de trânsito é definida, pelo Artigo 161, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997), como a inobservância a qualquer preceito da legislação ou da regulamentação de trânsito. Quanto mais infrações de trânsito forem cometidas, principalmente as de maior gravidade, maior será a chance de ocorrerem, nas vias, acidentes fatais ou que deixam sequelas irreversíveis. Ao cometerem infrações, os condutores e os demais usuários do sistema trânsito contribuem com as estatísticas de um trânsito estressante e violento. Para mudar essa realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, de maneira geral, que os países adotem legislações: que estabeleçam limites de velocidade seguros; que prevejam a proibição do uso de álcool pelos motoristas; e que adotem, ainda, leis sobre o uso de dispositivos de segurança, como, por exemplo, cinto de segurança, capacetes para motociclistas e cadeirinha para crianças (OPAS/OMS, 2018). A prática de atitudes seguras ao transitar é essencial para reduzir o número de acidentes, especialmente os de maior severidade. Por isso, é importante que os usuários das vias sejam estimulados a adotarem essas atitudes, orientando-os sobre as consequências do cometimento de infrações e estimulando-os a percepção de risco e a conscientização. Atitudes como beber e dirigir, dirigir em velocidade não compatível com a estabelecida para a via e deixar de utilizar os equipamentos de segurança dos veículos estão relacionadas às principais causas de acidentes, sendo necessário mudar essa realidade a partir de ações de fiscalização e de educação. Bebida e direção No trânsito brasileiro, são frequentes os casos de acidentes relacionados à embriaguez ao volante. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (BRASIL, c2020), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a quarta maior causa de acidentes. O álcool é uma droga lícita que provoca diversos efeitos colaterais no organismo. Alguns deles estão descritos a seguir associados à condução de veículos. • Alteração do controle corporal: o motorista perde o equilíbrio e fica com dificuldades de movimento. • Redução da capacidade de reagir adequadamente a estímulos (reflexos): o motorista fica apático e lento. Diante de uma situação de risco, tem dificuldades em agir para evitar um acidente. • Diminuição da visão periférica: sob o efeito de álcool, o motorista apresentará redução da capacidadede perceber aquilo que está em volta do seu foco principal. Isso pode fazer com que, por exemplo, ao olhar para a via, não enxergue um pedestre prestes a atravessá-la. Essa alteração visual compromete, também, a noção de distância e prejudica a capacidade de diferenciar detalhes, contornos e formas, dificultando, por exemplo, a visualização das placas de trânsito. • Excesso de confiança: a bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, desinibidas e eufóricas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o motorista a cometer infrações, como, por exemplo, desrespeitar o limite de velocidade e as demais sinalizações e realizar manobras perigosas. • Perda da atenção: o álcool diminui a atenção, prejudica a percepção e a memória, causa desorientação e confusão mental. Esses efeitos, no motorista, comprometem a direção segura. Por isso, o CTB prevê diversas penalidades aos motoristas que dirigem sob influência de álcool, desde multa, suspenção do direito de dirigir, até a prisão do condutor. A grande consequência da mistura de álcool e direção, no entanto, não está na penalidade, mas sim na perda de vidas, desestruturando famílias, e na quantidade de feridos que sobrecarregam os hospitais e que oneram o Sistema Único de Saúde (SUS). 1695º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Influência da velocidade na direção veicular O excesso de velocidade é considerado uma das principais causas de acidentes graves de trânsito. A velocidade compromete o tempo de reação do motorista, tendo em vista que o cérebro demora, pelo menos, 1 segundo para reagir diante de um novo estímulo. Assim, a 80km/h, em pista seca, o carro percorre 22 metros nesse tempo, antes de o condutor pisar no freio. Ademais, se estiver em alta velocidade, o veículo precisa de mais tempo e espaço para realizar a frenagem. A 80 km/h, por exemplo, depois de acionado o freio, são mais 30 metros até o carro parar. Além disso, dirigir em velocidades altas pode deixar o motorista com a visão periférica reduzida. Em velocidades mais baixas, os condutores têm um campo de visão maior, sendo capazes de perceber melhor a presença de pedestres e de outros usuários das vias. Assim, circular dentro da velocidade permitida na via ajuda a evitar acidentes, justamente pelo controle das reações do motorista diante de obstáculos ou de riscos. Cabe salientar, também, que, em velocidades mais baixas, mesmo que ocorra um acidente, as consequências serão menos graves, especialmente se envolver um pedestre, um ciclista ou um motociclista. Importância do uso do cinto de segurança pelos ocupantes dos veículos O cinto de segurança é um dispositivo de retenção que, nos casos de colisão ou de freada brusca, contribui para reduzir um possível choque entre os ocupantes e entre o corpo destes com a estrutura interna do automóvel (volante, painel de instrumentos e para-brisa). Tendo em vista que a força do impacto em uma colisão frontal a 50 km/h corresponde a, aproximadamente, 35 vezes o peso de uma pessoa, se ela estiver sem o cinto de segurança dificilmente conseguirá se segurar. Além disso, cabe destacar a importância do uso do cinto de segurança no banco de trás do automóvel, pois, caso o carro se choque de frente, a uma velocidade de 50 km/h, os ocupantes do veículo continuarão seguindo na mesma velocidade, deslocando-se para frente e para cima, e, se algum ocupante do banco traseiro estiver sem o cinto de segurança, antes de alcançar o para-brisa, poderá atingir quem estiver na frente, causando grande risco de morte a essas pessoas. Outro cuidado importante é manter os encostos de cabeça do automóvel na altura da cabeça dos ocupantes de cada assento, pois, havendo um impacto, a cabeça dos ocupantes do carro movimenta-se para frente e para trás, e esse movimento, sem o encosto de cabeça, pode causar uma grave fratura no pescoço. Convém enfatizar, também, que deixar de usar o cinto de segurança, tanto o condutor quanto o passageiro, além de ser uma falta de proteção aos ocupantes do automóvel, é uma infração grave, estando o motorista do veículo sujeito a sofrer penalidades, conforme o Artigo 167, do CTB (BRASIL, 1997). Os dispositivos de retenção, usados pelos ocupantes dos automóveis, são potenciais aliados para que, caso ocorra um acidente, a vida dos ocupantes seja, possivelmente, mantida, diminuindo as lesões provenientes do impacto. Estratégias didáticas Esta atividade pode ser iniciada com a leitura da história A festa de Marcelinho, de maneira conjunta com a turma, e, posteriormente, os estudantes, em duplas, são convidados a responder a questões de interpretação relacionadas às atitudes Construindo os caminhos da atividade 170 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA! do personagem Adalberto ao dirigir após a ingestão de bebida alcoólica. Em seguida, como forma de sensibilizá-los sobre os problemas causados pela relação entre direção e álcool, propõe-se uma roda de conversa para que os estudantes façam depoimentos de situações vivenciadas e proponham dicas para evitar essas situações. Como fechamento, solicita-se, aos estudantes, a elaboração de uma História em Quadrinhos (HQ), com o intuito de fazer com que o personagem Adalberto conclua o percurso em segurança, sem infringir as leis de trânsito. Atividade com gabarito Adalberto no trânsito: uma comemoração perigosa! Quando você está feliz com alguma conquista, seja somente sua ou das pessoas que você gosta, nada mais gostoso do que comemorar, não é mesmo? Entre os adultos, a ingestão de bebida alcoólica é uma das formas de celebrar os momentos, as vitórias e as realizações da vida. Comemorar é bom, mas é preciso ter cuidado com as consequências que o álcool provoca no organismo. Conheça a história do Adalberto e reflita mais... A festa de Marcelinho Adalberto é pai de Marcelinho, que, no ano passado, estava prestes a completar 10 anos de idade e que queria muito uma festa de aniversário para comemorar com seus amigos. Adalberto adora festas e, imediatamente, pensou em chamar todo mundo para a comemoração no sítio da família, que fica a cerca de 1 hora de distância de onde eles moram, se o trajeto for feito de carro. No dia da festa, tudo estava lindo: decoração de super-herói, salgadinhos, bolo, sucos, refrigerantes e muitos presentes para Marcelinho. Adalberto, que estava muito feliz pelo aniversário do filho, juntou-se aos amigos adultos e começou a beber algumas cervejas. Dona Lídia, avó de Marcelinho, que mora numa cidade próxima, precisou se deslocar de ônibus para participar da festa do neto. Ao chegar à rodoviária, a festa já tinha começado. Adalberto, como combinado, saiu do sítio e foi buscá-la, mas, como já tinha bebido algumas cervejas, estava levemente tonto e, várias vezes, passou com o carro em cima dos tachões refletivos que dividem a pista do acostamento. A estrada tinha muitas curvas, e, por essa razão, a velocidade máxima permitida era de 60 km/h, mas, no velocímetro do carro, Adalberto estava a 80km/h. Além de todos esses fatores, Adalberto estava com pressa para voltar à festa e acabou furando um sinal vermelho mais à frente. Foi nesse momento que Adalberto se assustou! Ao ver uma motocicleta que estava na outra pista, teve que desviar o carro fora da via, para não acertar a motocicleta. Porém, acabou batendo o carro em uma árvore! A sorte de Adalberto é que ele estava de cinto de segurança e que, por isso, acabou sofrendo apenas alguns arranhões. O policial chegou ao local e aplicou as devidas penalidades para quem assume o volante após ingerir bebida alcoólica. Adalberto perdeu o direito de dirigir, foi multado e acabou na prisão naquele dia. Foi de lá que ele ligou para o sítio onde estava acontecendo a festa e, ao telefone, recebeu uma lição do próprio filho. Marcelinho disse ao pai que não é certo beber e dirigir, que, se o pai fizesse isso novamente, Marcelinho não entraria no carro como passageiro e que, além disso, ele estavamuito triste, pois as consequências poderiam ter sido muito mais graves. A festa de Marcelinho tinha acabado por conta da atitude do pai! A irresponsabilidade de Adalberto estragou o momento feliz e de comemoração naquele dia, mas ele prometeu a si mesmo que jamais faria algo parecido novamente, pois percebeu que, além das consequências físicas, suas atitudes também deixaram consequências emocionais. 1715º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Mediação Sugere-se que a leitura do texto A festa de Marcelinho seja feita de forma compartilhada. Na sequência, propõe-se organizar a turma em duplas, para que os estudantes possam responder aos exercícios relacionados ao comportamento do pai do Marcelinho no trânsito. 1) Após ler a história, junte-se com um colega e responda aos exercícios a seguir, refletindo sobre as atitudes de Adalberto no trânsito. a) Quais atitudes de Adalberto no trânsito foram seguras e quais foram inseguras? Resposta escrita. A única atitude segura de Adalberto foi o uso do cinto. As atitudes inseguras foram: beber antes de dirigir, exceder o limite de velocidade e furar o sinal vermelho. b) Se Adalberto não estivesse utilizando o cinto de segurança, a história poderia ter um final diferente? Se sim, explique o que poderia acontecer. Resposta escrita. Espera-se que os estudantes abordem, em suas respostas, que, se Adalberto não tivesse colocado o cinto de segurança, provavelmente, teria se machucado gravemente, podendo, inclusive, ter sido arremessado para fora do veículo. c) Quais as atitudes que Adalberto poderia adotar para mudar positivamente a história? Resposta escrita. Espera-se que os estudantes abordem, em suas respostas, que: o Adalberto poderia ter chamado um veículo por aplicativo para buscar a avó de Marcelinho; o Adalberto poderia ter ficado sem ingerir bebida alcoólica até o momento de buscar a familiar na rodoviária; ou, ainda, o Adalberto poderia ter solicitado a uma pessoa que não havia bebido que fosse buscar a avó na rodoviária. Mediação Propõe-se retomar a roda de conversa com a turma para que os estudantes possam expor as respostas às perguntas formuladas. A história relata várias atitudes inseguras e enfatiza a questão do uso do cinto de segurança como única atitude segura, mas caso surjam, na fala dos estudantes, outras possibilidades, é importante considerá-las e registrá-las, pois pode haver uma interpretação para além do que está explícito no texto. Sugere-se que sejam escritas no quadro, em duas colunas, respectivamente, as atitudes seguras e as atitudes inseguras adotadas por Adalberto, e, numa terceira coluna, as atitudes que deveriam ser adotadas por esse personagem para mudar positivamente a história. 2) Já aconteceram acidentes, com pessoas que você conhece, devido à ingestão de bebida alcoólica por parte de quem estava dirigindo? Que dica você daria para elas? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes mencionem as questões do cotidiano deles, mesmo que não tenham presenciado um acidente, mas que discutam as atitudes dos familiares ou de conhecidos que ingerem bebida alcoólica e que, em seguida, dirigem. Em relação à dica, espera-se que, a partir da reflexão no texto, os estudantes possam comunicar, com mais clareza, o perigo de associar bebida alcoólica com a direção, conscientizando, também, familiares e pessoas próximas. Vocabulário Tachão refletivo: peça retangular, na cor amarela, utilizada para desenhar o contorno de faixas e/ou de pistas. 172 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA! Mediação Sugere-se abordar, na medida do possível, alguns exemplos reais para que, a partir deles, os estudantes sejam estimulados a dar seus depoimentos, não só de situações em que ocorreram acidentes, mas também de situações em que não ocorreram acidentes, para que os exemplos sejam representativos da quantidade de pessoas que ingerem bebidas alcoólicas e depois dirigem. A partir dessa realidade, é importante conversar sobre os riscos que essas pessoas estão assumindo e as possíveis consequências desses atos. 3) Na situação apresentada na história, Adalberto está na festa de aniversário de seu filho Marcelinho, ingere bebida alcoólica e sai de carro para buscar Dona Lídia, a avó de Marcelinho, na rodoviária. Nesse percurso, ele ultrapassa o limite de velocidade, ultrapassa um sinal vermelho e acaba batendo o carro em uma árvore. A partir desse contexto, considerando as atitudes seguras que devem ser adotadas por todos os motoristas, produza uma História em Quadrinhos (HQ) mudando essa realidade, fazendo com que Adalberto conclua o percurso em segurança e sem infringir as leis de trânsito. Mediação Sugere-se retomar, a partir das observações registradas no quadro, a conversa sobre as atitudes inseguras de Adalberto para traçar contrapontos com atitudes seguras que poderiam ser adotadas por ele, para que, a partir disso, os estudantes consigam perceber soluções para que o personagem possa fazer o percurso de ida até a rodoviária e de volta ao sítio em segurança. A HQ pode ter um número variado de quadrinhos, mas sugere-se que seja desenvolvida com, no mínimo, 3 e, no máximo, 6 quadrinhos. Avaliação É importante que a avaliação seja processual e considere: a compreensão dos estudantes quanto aos riscos e às consequências relacionados às atitudes inadequadas do personagem Adalberto ao dirigir depois de ingerir bebida alcoólica; e se compreenderam quais os comportamentos e as atitudes seguras que precisam ser adotados a partir da elaboração das HQs. Outras conexões Outra possibilidade para aprofundar a temática abordada nesta atividade é a produção de pequenos textos, como manchetes jornalísticas, por parte dos estudantes, que abordem os riscos envolvidos na relação entre álcool e direção e as atitudes seguras que todos os usuários do trânsito devem adotar para reduzir esse grave problema, que coloca em risco a vida de todos os usuários do trânsito. Esses textos podem ser expostos nas áreas comuns da escola, em um varal literário, apresentados em outras turmas ou, até mesmo, podem servir de roteiro para a produção de encenações teatrais. Compartilhe! Como foi a realização desta atividade com os estudantes? Compartilhe conosco relatos, fotos e vídeos desse momento! Aprimorando práticas e ampliando conexões 1735º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 24 mar. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Polícia Rodoviária Federal - PRF. Dados Abertos - Acidentes: agrupados por ocorrência (2019). c2020. Disponível em: https://portal.prf.gov.br/dados- abertos-acidentes. Acesso em: 27 jul. 2020. Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS/OMS. Trânsito: um olhar da saúde para o tema. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em: http://iris.paho.org/xmlui/ handle/123456789/49709. Acesso em: 25 jul. 2020. Referências 1755º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Adalberto no trânsito: uma comemoração perigosa! Quando você está feliz com alguma conquista, seja somente sua ou das pessoas que você gosta, nada mais gostoso do que comemorar, não é mesmo? Entre os adultos, a ingestão de bebida alcoólica é uma das formas de celebrar os momentos, as vitórias e as realizações da vida. Comemorar é bom, mas é preciso ter cuidado com as consequências que o álcool provoca no organismo. Conheça a história do Adalberto e reflita mais... A festa de Marcelinho Adalberto é pai de Marcelinho, que, no ano passado, estava prestes a completar 10 anos de idade e que queria muito uma festa de aniversário para comemorar com seus amigos. Adalbertoadora festas e, imediatamente, pensou em chamar todo mundo para a comemoração no sítio da família, que fica a cerca de 1 hora de distância de onde eles moram, se o trajeto for feito de carro. No dia da festa, tudo estava lindo: decoração de super-herói, salgadinhos, bolo, sucos, refrigerantes e muitos presentes para Marcelinho. Adalberto, que estava muito feliz pelo aniversário do filho, juntou-se aos amigos adultos e começou a beber algumas cervejas. Dona Lídia, avó de Marcelinho, que mora numa cidade próxima, precisou se deslocar de ônibus para participar da festa do neto. Ao chegar à rodoviária, a festa já tinha começado. Adalberto, como combinado, saiu do sítio e foi buscá-la, mas, como já tinha bebido algumas cervejas, estava levemente tonto e, várias vezes, passou com o carro em cima dos tachões refletivos que dividem a pista do acostamento. A estrada tinha muitas curvas, e, por essa razão, a velocidade máxima permitida era de 60 km/h, mas, no velocímetro do carro, Adalberto estava a 80km/h. Além de todos esses fatores, Adalberto estava com pressa para voltar à festa e acabou furando um sinal vermelho mais à frente. Foi nesse momento que Adalberto se assustou! Ao ver uma motocicleta que estava na outra pista, teve que desviar o carro fora da via, para não acertar a motocicleta. Porém, acabou batendo o carro em uma árvore! A sorte de Adalberto é que ele estava de cinto de segurança e que, por isso, acabou sofrendo apenas alguns arranhões. O policial chegou ao local e aplicou as devidas penalidades para quem assume o volante após ingerir bebida alcoólica. Adalberto perdeu o direito de dirigir, foi multado e acabou na prisão naquele dia. Foi de lá que ele ligou para o sítio onde estava acontecendo a festa e, ao telefone, recebeu uma lição do próprio filho. Marcelinho disse ao pai que não é certo beber e dirigir, que, se o pai fizesse isso novamente, Marcelinho não entraria no carro como passageiro e que, além disso, ele estava muito triste, pois as consequências poderiam ter sido muito mais graves. A festa de Marcelinho tinha acabado por conta da atitude do pai! A irresponsabilidade de Adalberto estragou o momento feliz e de comemoração naquele dia, mas ele prometeu a si mesmo que jamais faria algo parecido novamente, pois percebeu que, além das consequências físicas, suas atitudes também deixaram consequências emocionais. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Tachão refletivo: peça retangular, na cor amarela, utilizada para desenhar o contorno de faixas e/ou de pistas. Estudante 176 ADALBERTO NO TRÂNSITO: UMA COMEMORAÇÃO PERIGOSA! 1) Após ler a história, junte-se com um colega e responda aos exercícios a seguir, refletindo sobre as atitudes de Adalberto no trânsito. a) Quais atitudes de Adalberto no trânsito foram seguras e quais foram inseguras? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ b) Se Adalberto não estivesse utilizando o cinto de segurança, a história poderia ter um final diferente? Se sim, explique o que poderia acontecer. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ c) Quais as atitudes que Adalberto poderia adotar para mudar positivamente a história? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) Já aconteceram acidentes, com pessoas que você conhece, devido à ingestão de bebida alcoólica por parte de quem estava dirigindo? Que dica você daria para elas? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 3) Na situação apresentada na história, Adalberto está na festa de aniversário de seu filho Marcelinho, ingere bebida alcoólica e sai de carro para buscar Dona Lídia, a avó de Marcelinho, na rodoviária. Nesse percurso, ele ultrapassa o limite de velocidade, ultrapassa um sinal vermelho e acaba batendo o carro em uma árvore. A partir desse contexto, considerando as atitudes seguras que devem ser adotadas por todos os motoristas, produza uma História em Quadrinhos (HQ) mudando essa realidade, fazendo com que Adalberto conclua o percurso em segurança e sem infringir as leis de trânsito. 1775° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Brutamontes no trânsito: causando o maior fuzuê! Você já viu acontecer um “fuzuê” no trânsito? Articulação didática Para conversar sobre as infrações no trânsito, será trabalhado, por meio de uma História em Quadrinhos (HQ), o conceito de ”Identidade no espaço do trânsito”, articulado à disciplina de Língua Portuguesa. A atividade apresenta uma HQ sobre o personagem Brutamontes, que age de maneira irresponsável no trânsito. A partir dessa história e de um resumo das infrações baseado no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), espera-se que os estudantes relembrem os elementos e os momentos da narrativa e percebam as infrações cometidas por Brutamontes. Objeto de conhecimento Escrita autônoma e compartilhada – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Infrações de trânsito. Competência Aprender sobre diferentes infrações de trânsito e suas consequências. Habilidades Justificar a importância do uso de cinto de segurança nos bancos da frente e de trás dos veículos. Apresentar argumentos sobre a atitude de sinalizar com antecedência a parada do veículo e de estacionar em local adequado. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis, borracha e materiais para colorir. Existem muitos tipos de infrações no trânsito e quase sempre elas se relacionam com os comportamentos irresponsáveis e com a falta de compromisso social com a boa convivência nas vias e nas cidades. O texto Infrações: causas ou consequências? problematiza o sentido que, geralmente, está atrelado às infrações: estas são vistas como a causa de prejuízos e não como consequências de atitudes irresponsáveis. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 178 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ! Infrações: causas ou consequências? É comum as pessoas associarem as infrações de trânsito apenas a danos materiais e financeiros. No entanto, para além desses danos, as infrações são o reflexo das condutas humanas no trânsito. Elas não devem ser vistas como causa, e sim como consequências de comportamentos inadequados que podem ocasionar eventos no cotidiano do trânsito e nas vidas dos seus usuários, mas, também, podem gerar consequências graves e irreversíveis a uma cadeia de relaçõeshumanas envolvidas nos acidentes, com desdobramentos financeiros aos indivíduos e ao Estado. Muitas vezes, as pessoas são alertadas sobre blitz ou sobre determinados comportamentos que podem gerar multas. De fato, são os comportamentos diários que determinam as consequências no trânsito e quanto mais inseguras são as atitudes, mais os usuários do sistema trânsito estarão expostos às infrações. As infrações servem para alertar que há regras e que as regras existem para melhorar a segurança no trânsito. As pessoas que cometem infrações de trânsito colocam em risco não apenas a sua vida, como também a vida de outras pessoas que transitam nas vias. Por exemplo, o uso do cinto de segurança, tanto nos bancos dianteiros quanto nos bancos traseiros, é obrigatório há 21 anos, mas ainda é necessário conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância desse dispositivo que pode salvar vidas. De acordo com o Portal de Governo de São Paulo (2015): Uma pesquisa realizada pela ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), em dezembro de 2014, revelou que 53% dos passageiros não usam cinto de segurança no banco traseiro. O levantamento, feito nas 45 rodovias do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, mostra ainda que 15% dos passageiros no banco da frente também não usam o cinto e 13% dos motoristas trafegam sem o equipamento (PORTAL DO GOVERNO DE SÃO PAULO, 2015). Os números são de 2015 e são preocupantes, pois o uso do cinto de segurança no banco traseiro ainda é um grande desafio para os educadores do trânsito e para os motoristas que têm, sob suas responsabilidades, seus passageiros. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), nos Artigos 65 e 167, é claro: “É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional [...]” (BRASIL, 1997) e seu não uso é considerado infração grave com multa. As pesquisas sobre a eficácia do cinto de segurança evidenciam que, em acidentes, o uso do cinto faz grande diferença nos traumas ocasionados pelas colisões, pois o peso dos passageiros aumenta com a força da colisão, e a falta do seu uso, por parte dos passageiros presentes no banco de trás dos veículos, potencializa a gravidade dos acidentes. Por isso, o uso do dispositivo diminui muito a gravidade dos ferimentos e das consequentes mortes nos acidentes. Assim como o uso de cinto de segurança, outras atitudes referentes à segurança também devem ser consideradas nesse debate. Ao transitar nas cidades, é comum ver, por exemplo, motoristas estacionando em locais inadequados e efetuando freadas bruscas, sendo estas atitudes que colocam em risco não apenas motoristas e passageiros, mas também pedestres, crianças e idosos nas travessias e nas calçadas. Além disso, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, a falta de uso da seta é uma das 10 principais causas de acidentes no trânsito: [...] usar o dispositivo é extremamente importante para a comunicação nas vias e, consequentemente, para a segurança tanto do condutor do veículo e de seus passageiros quanto para outros motoristas com os quais divide o espaço e, ainda, para os pedestres. [...] O uso da seta sinaliza as intenções do condutor. Ultrapassagens, retornos, conversões, mudança de faixa e paradas devem ser sinalizadas pelos motoristas com a seta [...] (OBSERVATÓRIO NACIONAL DE SEGURANÇA VIÁRIA, c2017). 1795° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Via de regra, as infrações advêm de comportamentos inseguros e são consequências das faltas de consciência, de cidadania e, acima de tudo, de educação, que devem ser evitados, não somente pelos custos materiais e financeiros, mas, sobretudo, pelo valor da vida. Estratégias didáticas A atividade aborda os momentos e os elementos básicos de um texto no gênero discursivo História em Quadrinhos (HQ) e trabalha a análise de um quadro com informações de diferentes infrações de trânsito. Inicia-se com a leitura compartilhada do texto Causando o maior fuzuê! e do Quadro Infrações de Trânsito, seguida de uma conversa e de uma reflexão, em duplas, sobre atitudes e comportamentos adequados e inadequados ao transitar. Para sintetizar as discussões, propõe-se que os estudantes escolham uma ou mais infrações do quadro e que criem uma situação em forma de HQ. Atividade com gabarito Brutamontes no trânsito: causando o maior fuzuê! A atenção às regras de trânsito é muito importante para a segurança do sistema. As leis não são criadas apenas para proibir as pessoas de fazerem o que bem entendem. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo, indica quais atitudes devem ser de responsabilidade do usuário de trânsito para não colocar a vida dele e as das demais pessoas em risco. Ou seja, o código existe para proteger os usuários e tornar a vida melhor e mais fácil. Na história a seguir, é apresentado um personagem que não gosta de cumprir as regras, e, com ela, será possível descobrir algumas das possíveis consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar. Mediação Para ativar os conhecimentos prévios dos estudantes, é interessante iniciar a atividade com estratégias de leitura: questionar a razão da escolha do título da HQ (evidenciando o que significa “fuzuê”); e levantar hipóteses e relações que podem ser feitas com o texto como forma de convite à compreensão. Acesse! Para aprofundar as diferenças entre os gêneros discursivos cartoon, charge e HQ, assista ao vídeo e conheça o Alexandre Beck, um importante desenhista de HQs. Esse vídeo pode ser acessado em: https://glo. bo/2Kgfvks. Construindo os caminhos da atividade 180 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ! Mediação Por se tratar de uma HQ, é importante identificar os elementos que caracterizam a tipologia textual narrativa desse gênero discursivo (narrador, personagens, espaço e tempo) e, também, os momentos da história (situação inicial, conflito, clímax e desfecho). Após a leitura, é importante retomar as hipóteses e conversar sobre os fios intertextuais da HQ: o personagem Brutamontes foi inspirado no Brutus, personagem do clássico dos quadrinhos Popeye. Há, no trânsito, muitas pessoas com “comportamento brutamontes”. No quadro abaixo, há vários tipos de infrações e suas consequências, sendo que algumas delas foram cometidas pelo personagem da HQ lida anteriormente. O quadro foi organizado com base nas informações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Quadro Infrações de Trânsito CTB Tipificação Categoria Penalidade* Art. 165 Dirigir sob a influência de álcool ou de outras substâncias que alteram o comportamento. Gravíssima. Multa de R$ 293,47 – 10 vezes o valor. Ficar 12 meses sem dirigir. Apreensão do veículo. Art. 167 Deixar, o condutor ou passageiro, de usar o cinto de segurança. Grave. Multa de R$ 195,23. Art. 173 Disputar corrida. Gravíssima. Multa de R$ 293,47 – 10 vezes o valor. Ficar 12 meses sem dirigir. Apreensão do veículo. Art. 181 Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Média. Multa de R$ 130,16. Art. 196 Deixar de indicar com antecedência a mudança de direção do veículo. Grave. Multa de R$ 195,23. Art. 218 Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 50%. Grave. Multa de R$ 195,23. Baseado em BRASIL. Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins – DETRAN-TO. Infrações e multas. [20--]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/320049/. Acesso em: 09 jan. 2020. *Valores de multas vigentes em janeiro de 2020. Com bases na leitura do texto e do quadro, responda às questões a seguir: Mediação A interação e a troca de experiências são fundamentais para a atividade ser significativa. Sugere-se, portanto, que os exercícios, a seguir, sejam feitos em duplas ou em trios, favorecendo o trabalho colaborativo e a negociação de tarefas e de responsabilidades com os colegas. Fique ligado! Existem motoristas que não dão sinal ao dobrar esquinas ou cruzamentos! Nas travessias, a atençãodo pedestre pode salvar vidas! 1815° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE 1) Em sua opinião, o que seria um “comportamento brutamontes” no trânsito? A expressão “brutamonte” significa indivíduo rude e bruto. No trânsito, pode-se relacionar a expressão com pessoas que são brutas, que não respeitam as regras, que cometem infrações, que causam problemas e que provocam acidentes, interferindo na segurança dos usuários do sistema de trânsito. 2) Observe o Quadro Infrações de Trânsito e responda: quais são as infrações que o Brutamontes cometeu na HQ e quais foram as consequências dessas infrações? As infrações são: deixar de usar o cinto de segurança; deixar de dar o sinal correto para parar o carro; e estacionar próximo à esquina. As consequências podem ser várias: não usar o cinto de segurança coloca o motorista em risco tanto de se machucar quanto de perder sua vida; não dar sinal para parar o carro pode gerar acidentes com outros motoristas; parar o carro em cruzamento prejudica a visibilidade e pode até obrigar um motorista a entrar pela contramão. Mediação O estudante deve se basear no Quadro Infrações de Trânsito para responder à questão. O importante é observar se o estudante conseguiu identificar, durante a leitura da HQ, os três tipos de infrações cometidas pelo Brutamontes e refletir sobre as possíveis consequências. 3) No cotidiano do seu bairro ou da sua comunidade, quais das infrações, que aparecem no Quadro Infrações de Trânsito, são mais comuns? Exemplifique alguns casos. Resposta pessoal, mas espera-se que os estudantes relembrem fatos cotidianos que foram marcantes em suas vidas, em suas famílias e demais relações sociais ou em observações cotidianas, em suas vivências. 4) Em dupla, reflita sobre o “comportamento brutamontes”. Escolha uma ou mais infrações presentes no Quadro Infrações de Trânsito e, em um papel A4, elabore uma HQ na qual os personagens vivam uma situação problemática no trânsito. Antes de desenhar, planeje com seu colega: • Quais serão os personagens. • Como será o enredo da história: o começo (a apresentação da história); o conflito (o problema vivido); e o desfecho (o modo como o conflito será resolvido). • Quais serão os diálogos dos personagens, não se esquecendo de que, nas HQs, o discurso é direto, ou seja, as falas acontecem diretamente entre os personagens, sem a presença do narrador. • Revisar a ortografia e o sentido das palavras e das frases, para que todos possam compreender a história. Avaliação Com base na interação entre os estudantes, pode-se observar a compreensão das relações estabelecidas entre a HQ e as infrações cometidas por Brutamontes. Na construção da HQ, também é possível reconhecer os processos de interação e de reflexão realizados pelos estudantes, estes que vão recriar situações-problemas a partir de suas vivências e de observações de seus cotidianos. Tá combinado? O uso de cinto de segurança é obrigatório tanto nos bancos da frente quanto nos bancos de trás do automóvel. Porém, há muitas pessoas que acham que não precisam usá-lo quando se sentam nos bancos de trás! Muitas pessoas ficam com sequelas graves ou morrem por não usarem o cinto de segurança. Aprimorando práticas e ampliando conexões 182 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ! Outras conexões As HQs produzidas podem ser compartilhadas de diferentes formas: publicação no jornal, no blog ou nas redes sociais da escola; e divulgação em jornais, em mídias locais e em espaços para circulação das produções dos estudantes que podem ser pleiteados pela escola. A longo prazo, as HQs podem inspirar outras atividades e outros estudantes, por isso, são importantes a autoria, a revisão, o registro e o compartilhamento na escola e na comunidade, evidenciando-se o protagonismo dos estudantes e dos professores envolvidos. Posteriormente, também é possível discutir com a turma qual enredo produzido aborda a problemática de uma maneira sensível, podendo adaptá-lo e transformá-lo em uma cena ou em uma peça de teatro, na disciplina de Arte. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 31 jan. 2020. BRASIL. Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins – DETRAN-TO. Infrações e multas. [20--]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/320049/. Acesso em: 09 jan. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm. Acesso em: 09 jan. 2020. SAIBA A diferença entre quadrinhos, tirinhas, cartum, charge e caricatura. Produção de G1. Pernambuco: Globo, 2016. Disponível em: http://g1.globo.com/ pernambuco/videos/v/saiba-a-diferenca-entre-quadrinhos-tirinhas-cartum-charge- e-caricatura/5408863/. Acesso em: 08 mar. 2019. OBSERVATÓRIO NACIONAL DE SEGURANÇA VIÁRIA. Falta de sinalização por seta é uma das 10 principais causas de acidentes. c2017. Disponível em: https://www. onsv.org.br/falta-de-sinalizacao-por-seta-e-uma-das-10-principais-causas-de- acidentes/. Acesso em: 26 ago. 2019. PORTAL DO GOVERNO DE SÃO PAULO. 53% dos passageiros não usam cinto de segurança no banco traseiro. 2015. Disponível em: http://www.saopaulo.sp.gov. br/ultimas-noticias/53-dos-passageiros-nao-usam-cinto-de-seguranca-no-banco- traseiro/. Acesso em: 26 ago. 2019. Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes: envie-nos fotos das HQs criadas! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT! Referências 1835° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Brutamontes no trânsito: causando o maior fuzuê! A atenção às regras de trânsito é muito importante para a segurança do sistema. As leis não são criadas apenas para proibir as pessoas de fazerem o que bem entendem. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo, indica quais atitudes devem ser de responsabilidade do usuário de trânsito para não colocar a vida dele e as das demais pessoas em risco. Ou seja, o código existe para proteger os usuários e tornar a vida melhor e mais fácil. Na história a seguir, é apresentado um personagem que não gosta de cumprir as regras, e, com ela, será possível descobrir algumas das possíveis consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 184 BRUTAMONTES NO TRÂNSITO: CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ! Há, no trânsito, muitas pessoas com “comportamento brutamontes”. No quadro abaixo, há vários tipos de infrações e suas consequências, sendo que algumas delas foram cometidas pelo personagem da HQ lida anteriormente. O quadro foi organizado com base nas informações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Quadro Infrações de Trânsito CTB Tipificação Categoria Penalidade* Art. 165 Dirigir sob a influência de álcool ou de outras substâncias que alteram o comportamento. Gravíssima. Multa de R$ 293,47 – 10 vezes o valor. Ficar 12 meses sem dirigir. Apreensão do veículo. Art. 167 Deixar, o condutor ou passageiro, de usar o cinto de segurança. Grave. Multa de R$ 195,23. Art. 173 Disputar corrida. Gravíssima. Multa de R$ 293,47 – 10 vezes o valor. Ficar 12 meses sem dirigir. Apreensão do veículo. Art. 181 Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Média. Multa de R$ 130,16. Art. 196 Deixar de indicar com antecedência a mudança de direção do veículo. Grave. Multa de R$ 195,23. Art. 218 Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 50%. Grave. Multa de R$ 195,23. Baseado em BRASIL. Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins – DETRAN-TO. Infrações e multas. [20--]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/320049/.Acesso em: 09 jan. 2020. *Valores de multas vigentes em janeiro de 2020. Com bases na leitura do texto e do quadro, responda às questões a seguir: 1) Em sua opinião, o que seria um “comportamento brutamontes” no trânsito? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) Observe o Quadro Infrações de Trânsito e responda: quais são as infrações que o Brutamontes cometeu na HQ e quais foram as consequências dessas infrações? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Existem motoristas que não dão sinal ao dobrar esquinas ou cruzamentos! Nas travessias, a atenção do pedestre pode salvar vidas! 1855° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE 3) No cotidiano do seu bairro ou da sua comunidade, quais das infrações, que aparecem no Quadro Infrações de Trânsito, são mais comuns? Exemplifique alguns casos. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 4) Em dupla, reflita sobre o “comportamento brutamontes”. Escolha uma ou mais infrações presentes no Quadro Infrações de Trânsito e, em um papel A4, elabore uma HQ na qual os personagens vivam uma situação problemática no trânsito. Antes de desenhar, planeje com seu colega: • Quais serão os personagens. • Como será o enredo da história: o começo (a apresentação da história); o conflito (o problema vivido); e o desfecho (o modo como o conflito será resolvido). • Quais serão os diálogos dos personagens, não se esquecendo de que, nas HQs, o discurso é direto, ou seja, as falas acontecem diretamente entre os personagens, sem a presença do narrador. • Revisar a ortografia e o sentido das palavras e das frases, para que todos possam compreender a história. O uso de cinto de segurança é obrigatório tanto nos bancos da frente quanto nos bancos de trás do automóvel. Porém, há muitas pessoas que acham que não precisam usá-lo quando se sentam nos bancos de trás! Muitas pessoas ficam com sequelas graves ou morrem por não usarem o cinto de segurança. 1875º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Brutamontes em: “Causando o maior fuzuê!” Você conhece as consequências de não respeitar a legislação de trânsito? Articulação didática Cometer infrações de trânsito pode ter várias consequências, desde a aplicação de multas e de medidas administrativas até a ocorrência de acidentes. O tema das infrações é apresentado aos estudantes a partir de uma História em Quadrinhos (HQ), na qual o personagem Brutamontes ilustra comportamentos perigosos no trânsito. A atividade articula-se à disciplina de Matemática por estimular a leitura de gráficos e de tabelas e o desenvolvimento de cálculos. Objeto de conhecimento Grandezas diretamente proporcionais – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Consequências do desrespeito às leis de trânsito. Competência Perceber a relação das infrações de trânsito com os acidentes. Habilidades Exemplificar as possíveis consequências físicas, sociais e psicológicas provenientes dos acidentes de trânsito. Identificar as penalidades aplicadas aos motoristas que cometerem determinadas infrações de trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis e borracha. A legislação de trânsito tem o objetivo de definir regras para garantir a segurança de todos os tipos de usuários das vias públicas. O texto Consequências das infrações de trânsito aborda o impacto das infrações de trânsito na sociedade e a importância da fiscalização como forma de minimizar o desrespeito à legislação. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 188 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!” Consequências das infrações de trânsito Uma infração de trânsito é definida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como a inobservância a qualquer preceito da legislação ou da regulamentação de trânsito. Quanto mais infrações de trânsito forem cometidas, principalmente as de maior gravidade, maior será a chance de ocorrerem acidentes. Os acidentes de trânsito aumentam os custos econômicos e sociais, principalmente no setor de saúde. No Brasil, segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) (BRASIL, 2015), despendeu-se de um valor em torno de R$ 50 bilhões de reais, em 2015, em decorrência dos acidentes de trânsito. Segundo o relatório Trânsito: um olhar da saúde para o tema, de 2018, publicado pela Organização Pan- Americana de Saúde (OPAS), a estimativa do Banco Mundial para o custo dos acidentes no país chegaria a valores ainda mais elevados, no ano de 2013, ficando entre R$ 170 bilhões e R$ 258 bilhões. A maior parte desse valor estaria relacionada aos cuidados com a saúde e com a perda de capacidade produtiva devido às lesões ou às mortes, e, em menor número, relacionada às perdas materiais, como veículos e cargas. Ao cometer infrações, o condutor e os demais usuários do sistema trânsito contribuem com as estatísticas de um trânsito estressante e violento. Para mudar essa realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, de maneira geral, que os países adotem legislações que estabeleçam limites de velocidade seguros, que prevejam a proibição do uso de álcool pelos motoristas e que adotem, ainda, leis sobre o uso de dispositivos de segurança, como, por exemplo, cinto de segurança, capacetes para motociclistas e cadeirinha para crianças (OMS, 2018). Para fazer cumprir a legislação de trânsito no Brasil, o CTB prevê penalidades, de acordo com a gravidade da infração cometida, com a atribuição de multas e com a perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). São previstas, ademais, medidas administrativas, como retenção ou remoção do veículo, recolhimento da CNH, transbordo do excesso de carga, entre outras. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com uma conversa, com a turma, sobre os comportamentos inseguros no trânsito e sobre a sensibilização quanto às consequências do desrespeito à legislação de trânsito. Sugere-se que a leitura e a resolução das questões sejam feitas em pequenos grupos. Na sequência, os resultados podem ser demonstrados no quadro, pelos grupos, para a socialização das reflexões e dos entendimentos de cada equipe. Atividade com gabarito Brutamontes em: “Causando o maior fuzuê!” O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indica quais são as responsabilidades do usuário do sistema trânsito para garantir sua segurança e das demais pessoas. O código existe para proteger os usuários e tornar suas vidas melhores e mais fáceis no trânsito. Conheça, a seguir, a história do Brutamontes, um personagem que não gosta de cumprir as regras. Com a leitura da História em Quadrinhos(HQ), “Causando o maior fuzuê!”, será possível descobrir algumas das possíveis consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar. Acesse! Vale conhecer a campanha Abrace a Vida – realizada pela Associação dos Funcionários da Cia. Engenharia de Transportes de São Paulo (AFCET-SP) –, a qual sensibiliza o espectador quanto à proteção proporcionada pelo uso de cinto de segurança. Essa campanha pode ser acessada em: http://bit. ly/30TzE6G. Construindo os caminhos da atividade 1895º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Infrações de trânsito O CTB define os tipos de infrações e as suas categorias em função da gravidade. O quadro, a seguir, apresenta informações sobre algumas infrações descritas no CTB: Tipificação Categoria Dirigir sob a influência de álcool ou de outras substâncias que alteram o comportamento. Gravíssima. Não usar o cinto de segurança. Grave. Disputar corrida. Gravíssima. Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Média. Deixar de indicar, com antecedência, a mudança de direção do veículo. Grave. Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 50%. Grave. Penalidades das infrações Agora que você já conheceu algumas infrações, veja quais são as penalidades previstas para elas. A seguir, o gráfico mostra as quatro categorias de gravidade das infrações de trânsito, com as pontuações de acordo com as penalidades, e o quadro, por sua vez, retrata a penalidade financeira para cada categoria de infração. Você sabia? De acordo com o CTB, se o condutor acumular 20 pontos em infrações no período de 1 ano, ele tem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Fique ligado! 80% das mortes de passageiros nos bancos da frente dos veículos são causadas pelo não uso de cinto de segurança pelos passageiros do banco de trás (LIMA, 2017). No banco de trás, usar o cinto de segurança é importante para preservar sua vida e a de quem viaja com você! 190 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!” Categoria Valor em R$* Gravíssima 293,47 Grave 195,23 Média 130,16 Leve 88,38 *Valores vigentes em janeiro de 2020. 1) Escreva, nos espaços a seguir, as infrações cometidas por Brutamontes e relacione as colunas, ligando-as. Mediação É importante, para a realização dessa questão, alinhar o que os estudantes entendem por consequências sociais, psicológicas e físicas relacionadas a acidentes de trânsito. Veja alguns exemplos para orientar o debate: • Consequências físicas - fratura, queimadura, amputação e outras. • Consequências psicológicas - tristeza, distúrbios do sono, depressão, estresse, ansiedade, fobias, entre outras. • Consequências sociais - alto custo do tratamento com os feridos, falta de leitos hospitalares, aposentadoria de pessoas jovens, entre outras. Durante a conversa, se possível, pode ser apresentado, aos estudantes, o vídeo Abrace a vida - Sempre use cinto de segurança, da AFCET-SP. Assim, pode-se mostrar a eles a importância do uso de cinto de segurança, não apenas para evitar consequências econômicas, físicas e sociais, mas também para evitar consequências psicológicas sérias, como no caso de famílias que perdem um ente querido, por exemplo. Possíveis consequências Brutamontes causou o maior fuzuê. Brutamontes levou uma buzinada e ficou estressado. Brutamontes quebrou o nariz. Brutamontes precisou do hospital público para fazer uma radiografia do nariz. Brutamontes dificultou o acesso à rua. Classificação do tipo de consequência Física Social Psicológica Infrações Não usar o cinto de segurança. Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Deixar de indicar, com antecedência, a mudança de direção do veículo. Vocabulário Infração: transgressão ou violação de preceito ou de regra. 1915º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE 2) Registre, na tabela a seguir, quantas infrações por categoria foram cometidas e quantos pontos o Brutamontes somou na carteira de motorista. Infrações Categorias Total Gravíssima Grave Média Leve Quantidade 0 2 1 0 2+1=3 Pontos 0 2 x 5 = 10 1 x 4 = 4 0 10+ 4 = 14 3) Registre, na tabela a seguir, os valores das multas aplicadas a Brutamontes, devido às infrações que cometeu, e faça o cálculo, quando necessário, de acordo com a quantidade de infrações cometidas. Infrações Categorias Total Gravíssima Grave Média Leve Quantidade 0 2 1 0 2+1=3 Valores (R$) 0 195,23 X 2 = 390,46 1 x 130,16 = 130,16 0 390,46 + 130,16 = 520,62 Avaliação É importante avaliar se os estudantes exemplificaram, com coerência, as possíveis consequências das infrações cometidas na HQ. Pode-se observar, ainda, se houve atenção na interpretação da HQ para a correta utilização dos dados nos cálculos, o que inclui o entendimento de quais penalidades são aplicadas aos motoristas que cometem determinados tipos de infrações. Outras conexões Ao abordar as consequências das infrações, é válido fazer a reflexão com os estudantes sobre possíveis perturbações que eles podem causar no trânsito, no movimento de ir e de vir, que acontece em vários espaços: no deslocamento de casa até a escola; dentro da escola; em casa; no ônibus; etc. Questionamentos (como: “O que fazemos que pode atrapalhar o trânsito?” e “O que as demais pessoas fazem no trânsito que nos incomoda?”) podem ser levantados, e as situações relatadas podem ser colocadas em um mural, com o intuito de divulgar essas atividades para que outras pessoas também possam refletir sobre esse assunto. ABRACE A vida – sempre use o sinto de segurança. [S. l]: YouTube, 2010. 1 vídeo (1,38 min.). Publicado pelo canal AFCET SP. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=IR0Bcoy9xEw. Acesso em: 25 jul. 2019. Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes. Envie-nos fotos e outros registros da atividade. Você e os estudantes são protagonistas do Programa Conexão DNIT! Aprimorando práticas e ampliando conexões Referências 192 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!” BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 31 jan. 2020. BRASIL. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA. Estimativa dos Custos dos Acidentes de Trânsito no Brasil com Base na Atualização Simplificada das Pesquisas Anteriores do Ipea: Relatório de Pesquisa. Brasília: IPEA, 2015. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7456/1/RP_ Estimativa_2015.pdf. Acesso em: 07 fev. 2019. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 25 jul. 2019. LIMA, David Duarte. Doze razões para usar o cinto de segurança. 2017. Disponível em: http://ist.org.br/2017/07/11/doze-razoes-para-usar-o-cinto-de-seguranca/. Acesso em: 21 jan. 2019. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE – OPAS/OMS. Trânsito: um olhar da saúde para o tema. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em: http://iris.paho.org/xmlui/ handle/123456789/49709. Acesso em: 25 jul. 2019. 1935º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Brutamontes em: “Causando o maior fuzuê!” O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indica quais são as responsabilidades do usuário do sistema trânsito para garantir sua segurança e das demais pessoas. O código existe para proteger os usuários e tornar suas vidas melhores e mais fáceis no trânsito. Conheça, a seguir, a história do Brutamontes, um personagem que não gosta de cumprir as regras. Com a leitura da História em Quadrinhos (HQ), “Causando o maior fuzuê!”, será possível descobrir algumas das possíveis consequências que o mau comportamento no trânsito pode gerar. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________Estudante 194 BRUTAMONTES EM: “CAUSANDO O MAIOR FUZUÊ!” Infrações de trânsito O CTB define os tipos de infrações e as suas categorias em função da gravidade. O quadro, a seguir, apresenta informações sobre algumas infrações descritas no CTB: Tipificação Categoria Dirigir sob a influência de álcool ou de outras substâncias que alteram o comportamento. Gravíssima. Não usar o cinto de segurança. Grave. Disputar corrida. Gravíssima. Estacionar o veículo muito próximo a cruzamentos. Média. Deixar de indicar, com antecedência, a mudança de direção do veículo. Grave. Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 50%. Grave. Penalidades das infrações Agora que você já conheceu algumas infrações, veja quais são as penalidades previstas para elas. A seguir, o gráfico mostra as quatro categorias de gravidade das infrações de trânsito, com as pontuações de acordo com as penalidades, e o quadro, por sua vez, retrata a penalidade financeira para cada categoria de infração. Categoria Valor em R$* Gravíssima 293,47 Grave 195,23 Média 130,16 Leve 88,38 *Valores vigentes em janeiro de 2020. De acordo com o CTB, se o condutor acumular 20 pontos em infrações no período de 1 ano, ele tem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. 80% das mortes de passageiros nos bancos da frente dos veículos são causadas pelo não uso de cinto de segurança pelos passageiros do banco de trás. No banco de trás, usar o cinto de segurança é importante para preservar sua vida e a de quem viaja com você! 1955º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE 1) Escreva, nos espaços a seguir, as infrações cometidas por Brutamontes e relacione as colunas, ligando-as. 2) Registre, na tabela a seguir, quantas infrações por categoria foram cometidas e quantos pontos o Brutamontes somou na carteira de motorista. Infrações Categorias Total Gravíssima Grave Média Leve Quantidade Pontos 3) Registre, na tabela a seguir, os valores das multas aplicadas a Brutamontes, devido às infrações que cometeu, e faça o cálculo, quando necessário, de acordo com a quantidade de infrações cometidas. Infrações Categorias Total Gravíssima Grave Média Leve Quantidade Valores (R$) Possíveis consequências Brutamontes causou o maior fuzuê. Brutamontes levou uma buzinada e ficou estressado. Brutamontes quebrou o nariz. Brutamontes precisou do hospital público para fazer uma radiografia do nariz. Brutamontes dificultou o acesso à rua. Classificação do tipo de consequência Física Social Psicológica Infrações Infração: transgressão ou violação de preceito ou de regra. 1975º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Contabilizando velocidades A pressa e o excesso de velocidade não combinam com o trânsito seguro Articulação didática Esta atividade aborda os limites de velocidade das vias, propondo, aos estudantes, a realização de exercícios matemáticos que trabalham porcentagem e representação fracionária. Para isso, são expostas as penalidades que estão presentes na legislação de trânsito, assim como as demais consequências que essas infrações podem acarretar aos usuários das vias. Para além do condutor, esta atividade enfatiza o cotidiano dos estudantes na condição de pedestres do trânsito, promovendo a relação da velocidade com os percursos diários deles e a necessidade de adoção de atitudes seguras. Objeto de conhecimento Cálculo de porcentagens e representação fracionária – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Identidade no espaço do trânsito. Conteúdo de trânsito Excesso de velocidade nas vias. Competência Compreender as consequências do excesso de velocidade nas vias. Habilidade Indicar as consequências do excesso de velocidade nas vias. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. A pressa pode levar os motoristas a comportamentos inseguros, entre eles, o excesso de velocidade. O Texto 1 O excesso de velocidade como indutor de acidentes aborda os riscos atrelados à pressa e ao excesso de velocidade, expondo informações sobre as penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para quem desrespeita os limites de velocidade. Por sua vez, o Texto 2 Dicas para prevenir a pressa exibe atitudes que tanto pedestres quanto passageiros de transporte coletivo, ciclistas e motoristas devem adotar para prevenir acidentes de trânsito. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 198 CONTABILIZANDO VELOCIDADES Texto 1 O excesso de velocidade como indutor de acidentes A pressa das pessoas, na tentativa de dar conta dos compromissos diários, pode levá-las a um comportamento inseguro no trânsito. Duas das melhores maneiras de os usuários de trânsito prevenirem acidentes e suas consequências são: respeitar os limites de velocidade das vias; e adotar medidas contra a pressa, como, por exemplo, organizar bem a rotina e sair de casa com antecedência. Pode-se entender a pressa como um estado mental e emocional que tem uma relação indireta com a ocorrência de acidentes (ROZESTRATEN, 1988 apud LIMA; CAVALCANTE, 2015). Lima e Cavalcante (2015) constataram, em estudo com motoristas profissionais, que, quando afetados pela pressa, os condutores tendem a apresentar comportamentos impulsivos ou agressivos no trânsito, sendo que alguns dos entrevistados admitiram, até mesmo, o cometimento de infrações. Nesse sentido, é importante que se desenvolva, nos motoristas, uma maior conscientização sobre a importância de se deslocar no trânsito sempre em uma velocidade segura. Quanto mais alta a velocidade de um veículo, mais rápida deverá ser a reação do motorista, e mais tempo e espaço serão necessários para realizar as frenagens. Sem contar que dirigir em velocidades altas reduz a visão periférica dos condutores. É por isso que, a cada acréscimo de 1% na velocidade de um veículo, aumenta-se em 4% o risco de acidentes com morte, e, para cada redução de 5% na velocidade, diminui-se em 30% o risco de fatalidades (WHO, 2018). O CTB (BRASIL, 1997) estabelece regras para que os motoristas adotem velocidades seguras e compatíveis com as características das vias e das áreas por onde circulam. Em seu Artigo 218, o CTB determina que quem excede em até 20% a velocidade máxima permitida comete uma infração média, e o motorista que trafega em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima permitida é multado por infração grave. Ademais, quem excede em mais de 50% a velocidade máxima permitida, além de multa correspondente à infração gravíssima, multiplicada por 3, é punido com a suspensão imediata do direito de dirigir e com a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem, no entanto, trafega a uma velocidade inferior à metade da velocidade máxima permitida, também está oferecendo risco de acidentes a si e aos demais usuários e, segundo o Artigo 219 do CTB, deve ser multado por uma infração média. Vale frisar: nenhuma dessas penalidades é maior que os riscos atrelados ao ato de dirigir em uma velocidade insegura. Riscos estes que atentam contra a própria vida de quem os comete e contra a vida dos demais usuários do sistema trânsito. Texto 2 Dicas para prevenir a pressa A pressa, também, é um fator que influencia na adoção de atitudes inseguras entre os pedestres (ARIOTTI; CYBIS; RIBEIRO, 2015). Como são eles os usuários mais vulneráveis do trânsito, é importante que também adotem atitudes seguras ao transitar para que se previnam e não sejam acometidos por acidentes. Uma dica que vale, não somente para os pedestres, mas também para passageiros do transporte coletivo, para motoristas e para ciclistas, é sair de casa com antecedência. Ao sair perto do horário marcado, a maioria das pessoas tende a querer ganhar tempo para evitar atrasos. Desse modo, a antecedência é uma medida importante para encarar quaisquer contratempos no caminho, com bastante calma e razoabilidade. Outra dica é a organização.Além de se programarem, os usuários do trânsito podem organizar a rotina de locomoção que fazem de acordo com os trajetos mais racionais, calculando o tempo que demandarão de deslocamento. Isso previne imprevistos e atrasos. Organização significa também não agendar compromissos sem se certificar de que possuirá tempo hábil para se deslocar entre um local e outro. 1995º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE As travessias de ruas e de avenidas devem ser feitas pelos pedestres com segurança. Mesmo que já estejam atrasados (não aderindo à primeira dica), os pedestres precisam fazer o uso correto das faixas de pedestres, das passagens subterrâneas e das passarelas, não se arriscando a fazer travessias em outros locais. O tempo que investem fazendo a travessia em locais seguros é insignificante diante dos riscos de não a fazerem. Caso haja semáforo para pedestres, estes devem aguardar até o momento indicado. Quando não houver esse dispositivo, aliás, os pedestres devem evitar atravessar próximo a cruzamentos e verificar sempre a proximidade de veículos, olhando para todos os lados. Se fizeram o uso de transporte coletivo, os pedestres, ao desembarcarem do veículo (com cuidado e sem pressa), devem aguardar que este siga viagem para, assim, realizarem a travessia da via. Mais uma vez, os pedestres que aguardam alguns segundos para isso sabem da importância de manterem a calma, mesmo se estiverem atrasados. Desse modo, a atitude defensiva no trânsito é primordial. Os pedestres, os passageiros do transporte coletivo, os motoristas e os ciclistas precisam manter atenção constante no trânsito e ter calma diante de imprevistos, prevenindo possíveis acidentes. Estratégias didáticas Esta atividade pode ser iniciada com o incentivo a uma reflexão, com os estudantes, acerca da pressa e do excesso de velocidade no trânsito, a partir de uma roda de conversa inicial sobre a importância de os motoristas respeitarem os limites de velocidade estabelecidos para as diferentes vias e as consequências do desrespeito às regras. Em seguida, propõe-se a realização de exercícios de cálculo de porcentagens e de representação fracionária, operando-se com as regras de limites de velocidades para diferentes tipos de vias. Por fim, sugere-se finalizar a atividade com uma roda de conversa para que os estudantes exponham as consequências de transitar com pressa e desatento e, ainda, as atitudes que devem ser adotadas pelos pedestres, para transitar em segurança! Atividade com gabarito Contabilizando velocidades No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das placas de trânsito. As velocidades existem para manter a segurança viária e, por isso, são diferentes em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua maioria, são crianças e jovens. As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, precisam ser respeitadas pelos condutores de veículos! Exceder a velocidade ou transitar muito devagar pode gerar uma infração de trânsito ao motorista. A tabela a seguir exibe como são aplicadas essas penalidades. É de Lei A placa “R-19 - Velocidade Máxima Permitida” estabelece a velocidade máxima a ser adotada a partir do ponto onde o sinal está colocado. Por ser uma placa de regulamentação, possui as cores vermelha e branca (BRASIL, 2007). Construindo os caminhos da atividade 200 CONTABILIZANDO VELOCIDADES Ultrapassar o limite em Tipo de infração Tipo de penalidade Valor da multa Até 20% Média Multa R$ 130,16 Entre 20% e 50% Grave Multa R$ 195,23 Mais de 50% Gravíssima Multa multiplicada em 3x e suspensão do direito de dirigir R$ 293,47 x 3 = R$ 880,41 Mediação Sugere-se iniciar a atividade conversando, com os estudantes, sobre importância de estabelecer limites de velocidade nas vias; sobre o porquê de existirem diferentes velocidades máximas permitidas; e sobre as penalidades previstas em Lei para quem exceder esses limites de velocidade, conforme indicado na tabela. O diálogo pode ser estimulado a partir de algumas perguntas, como: Você já viu placas onde mora que especificam as velocidades permitidas?; Qual o motivo de existirem diferentes velocidades sinalizadas nessas placas?; Já conheceu alguém que foi multado por dirigir acima da velocidade permitida ou presenciou ou ouviu falar de algum acidente causado por excesso de velocidade?; Qual a importância de haver limites de velocidades para a segurança no trânsito?. Depois de conversar com a turma sobre os limites de velocidade e sobre como eles influenciam na segurança viária, responda às perguntas a seguir. 1) O Centro de Formação de Condutores do Marcelo formou, no ano passado, 400 novos motoristas. Destes, no primeiro ano de habilitação dirigindo um carro, 10% foram multados por excesso de velocidade nas vias. Entre os condutores multados, 50% foram penalizados por exceder em até 20% a velocidade da via; outros 25% foram penalizados por exceder a velocidade da via entre 20% e 50%; e os demais por exceder em mais de 50% a velocidade permitida na via. Com base nesses dados, responda: a) Do número total de motoristas formados no Centro de Formação de Condutores do Marcelo, quantos foram multados? Represente em número e em fração. Número Fração O resultado da fração representa: 40 Motoristas multados = ÷ = ( ) A décima parte. ( ) A metade. ( ) O número inteiro. ( ) A quarta parte. ( ) A terça parte. 40 40 1 40 10400 2015º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE b) Dentre os motoristas multados, quantos foram penalizados para cada uma das faixas de excesso de velocidade? Represente a sua resposta em número e, também, em fração. Faixa de excesso de velocidade Motoristas penalizados Número Fração Até 20% 20 Motoristas multados = ÷ = Entre 20% e 50% 10 Motoristas multados = ÷ = Mais de 50% 10 Motoristas multados = ÷ = 2) Marília estava como passageira no carro da família, indo visitar sua vó na cidade vizinha. O limite de velocidade da via era de 80 km/h e, naquele dia, em função de um acidente na pista contrária, o pai de Marília, curioso para ver o que tinha acontecido, passou por ali com apenas 25% da velocidade máxima permitida para o local. a) Qual a velocidade que o pai de Marília passou por aquele trecho? Represente em número e em fração. Número Fração O resultado da fração representa: 20 Motoristas multados = ÷ = ( ) A décima parte. ( ) A metade. ( ) O número inteiro. ( ) A quarta parte. ( ) A terça parte. b) Transitar abaixo de 50% do limite de velocidade da via também é uma infração de trânsito, e o motorista que a comete está sujeito à multa. Além da penalização prevista na legislação, quais as consequências de transitar abaixo do limite mínimo de velocidade das vias? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam que, ao dirigir muito devagar, o motorista pode provocar acidentes, uma vez que não acompanha o fluxo dos demais veículos no trânsito. Você sabia? O excesso de velocidade está entre as principais causas de acidentes de trânsito no Brasil. 20 10 10 20 40 40 40 80 20 10 10 20 1 1 1 1 20 10 10 20 2 4 4 4 202 CONTABILIZANDO VELOCIDADES Mediação É importante frisar, aos estudantes, que não se deve transitar devagar nos locais só pela curiosidade de, por exemplo, olhar um acidente, pois, além de prejudicar a fluidez do trânsito, pode gerar outros acidentes. Caso tenha ocorrido um acidente e não haja ninguém no local, recomenda-se ligar para o resgate, que, dependendo do local do acidente, pode ser o Corpo de Bombeiros (193), a Polícia Militar (190) ou a PolíciaRodoviária Federal (PRF) (191). Porém, caso haja alguém no local atendendo ao acidente, é preciso seguir viagem normalmente. 3) Segundo a legislação brasileira, dirigir acima da velocidade permitida é passível de penalidades. A tabela apresentada no texto inicial da atividade mostra três tipos diferentes de multas para quem infringe a lei. Observe a tabela de infrações para responder às questões a seguir. a) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que trafega a 90 km/h em uma via cuja velocidade máxima permitida é de 60 km/h? E qual a penalidade prevista em lei para esse condutor? Porcentagem acima da velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade x 100 = 50% ( ) Um quarto acima da velocidade permitida. ( ) Um meio acima da velocidade permitida. ( ) Um terço acima da velocidade permitida. Multa de R$ 195,23 b) Qual a porcentagem acima da velocidade e as penalidades previstas em Lei para um condutor que trafega a 125 km/h em uma via com velocidade máxima de 100 km/h? Porcentagem acima da velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade x 100 = 25% ( ) Um quarto acima da velocidade permitida. ( ) Um meio acima da velocidade permitida. ( ) Um terço acima da velocidade permitida. Multa de R$ 195,23 c) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que trafega a 140 km/h em uma via com velocidade máxima de 80 km/h? E quais as penalidades previstas em Lei para esse condutor? Porcentagem acima da velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidades x 100 = 75% ( ) Um quarto acima da velocidade permitida. ( ) Um meio acima da velocidade permitida. ( ) Três quartos acima da velocidade permitida. Multa de R$ 880,41 e suspensão do direito de dirigir 90 - 60 125 - 100 140 - 80 60 100 80 2035º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE d) Quando anda apressado e acima dos limites de velocidade estabelecidos em Lei, o condutor, além de estar sujeito ao recebimento de multas, fica vulnerável a outras consequências (assim como os passageiros que estejam com ele) e coloca outros usuários do sistema trânsito em risco. Assim, para além das multas, indique (pelo menos) duas consequências que podem ocorrer quando o motorista excede o limite de velocidade das vias. Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes consigam refletir que exceder o limite de velocidade nas vias pode causar diversos tipos de acidentes por perda de controle do veículo, como, por exemplo: atropelamentos de pedestres e de ciclistas, colisões entre veículos, batidas em objeto fixo (muros, postes, árvores, placas) e capotagem. Mediação É importante compartilhar as respostas dos estudantes e dialogar com a turma sobre as graves consequências que os motoristas podem causar a si e aos usuários das vias ao transitarem com excesso de velocidade. Além disso, sugere-se conversar com os estudantes, também, sobre as atitudes que necessitam ser adotadas na condição de pedestres e sobre a importância e a necessidade de prestar atenção e de respeitar a legislação para transitar, atravessando as vias com cuidado e sem pressa, tendo em vista que existem motoristas que excedem na velocidade. 4) Muitos motoristas excedem o limite de velocidade ou andam muito abaixo dele. Você, como pedestre, já se viu fazendo o mesmo? Ou seja, você, ao caminhar, já atrapalhou outras pessoas ou causou algum acidente, pois estava correndo, ou estava desatento ou, mesmo, estava devagar demais? Converse com seus colegas sobre isso e proponha atitudes que podem ser adotadas pelos pedestres, para transitar em segurança! Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam acerca da realidade deles, comparando-a com o conteúdo visto na atividade, expondo a vivência que têm, na condição de pedestre, e se já surgiram situações de pressa no trânsito, fazendo trajetos correndo, sem atenção e, até mesmo, causando algum tipo de acidente. Além disso, espera-se que os estudantes exponham atitudes que podem ser adotadas por pedestres para transitar em segurança e para evitar acidentes. Mediação As respostas para essa pergunta podem ser dadas em uma roda de conversa para finalizar a atividade. É importante incentivar os estudantes a darem depoimentos de situações do cotidiano. Caso se mostrem com dificuldade de relembrar momentos, sugere-se expor exemplos de pessoas que eles conheçam na realidade da escola, para que, assim, possam ser estimulados a se lembrarem de vivências e possam contribuir para a discussão. Sugere-se, ainda, reforçar que as situações de pressa são perigosas no trânsito, incentivando-os a adotarem atitudes de atenção e de cuidado (seja na condição de pedestres, seja na condição de ciclistas), para um transitar mais seguro. As atitudes seguras apontadas pelos estudantes podem ser registradas no quadro para, ao final da conversa, ser relembrada a importância de os riscos no trânsito serem percebidos e de comportamentos seguros serem adotados. Tá combinado? Sair atrasado e com pressa aumenta o risco de acidentes. Por isso, programe-se para sair de casa com antecedência e caminhe com atenção! 204 CONTABILIZANDO VELOCIDADES Avaliação É importante que a avaliação desta atividade seja processual e considere: a participação dos estudantes nas discussões orais e nas respostas dos exercícios; se eles conseguiram distinguir que há diferentes velocidades nas vias e por quais motivos; se compreenderam os riscos e as consequências (tanto para o motorista quanto para os demais usuários da via) de exceder o limite de velocidade ou de transitar muito devagar; e se conseguiram fazer uma vinculação do excesso de velocidade com os comportamentos que adotam na condição de pedestres e se propuseram atitudes para transitar em segurança. Outras conexões Como desdobramento desta atividade, as contribuições e os relatos dos estudantes (registrados a partir dos diálogos sobre a pressa e a necessidade de atenção e de cuidado na condição de pedestres) podem ser organizados em um mural da escola ou podem ser compartilhados nas redes sociais, na forma de uma campanha para chamar a atenção da comunidade escolar para o problema causado pelo excesso de velocidade, tanto por parte dos condutores quanto por parte dos pedestres. ARIOTTI, Paula; CYBIS, Helena Beatriz Bettella; RIBEIRO, José Luis Duarte. Fatores intervenientes no comportamento de pedestres em travessias semaforizadas: uma abordagem qualitativa. Transporte em Transformação XX CNT/ANPET, 2006, p. 59-75. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Jose_Luis_Ribeiro/ publication/267786309_FATORES_INTERVENIENTES_NO_COMPORTAMENTO_DE_ PEDESTRES_EM_TRAVESSIAS_SEMAFORIZADAS_UMA_ABORDAGEM_QUALITATIVA/ links/5543bbb00cf234bdb21bd666.pdf. Acesso em: 29 jul. 2020. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 24 mar. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, DF: CONTRAN, 2007. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/ arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_i_2.pdf. Acesso em: 18 jan. 2021. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 02 jun. 2020. CAVALCANTE, Sílvia; Lima, Ana Inez Oka Elvas de. Tiempo y Tránsito en la Experiencia Subjetiva de Conductores. Psicologia: Ciência e Profissão, vol. 35, n. 1, 2015, p. 125-138. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/ articulo?codigo=5860709. Acesso em: 27 jul. 2020. World Health Organization – WHO. Global status reporton road safety 2018. France: World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/ item/global-status-report-on-road-safety-2018#:~:text=The%20Global%20status%20 report%20on,people%20aged%205%2D29%20years. Acesso em: 29 jul. 2020. Compartilhe! Conte-nos como foi realizar esta atividade com os estudantes! Adoraremos compartilhar a experiência de vocês nas redes do Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 2055º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE Contabilizando velocidades No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das placas de trânsito. As velocidades existem para manter a segurança viária e, por isso, são diferentes em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua maioria, são crianças e jovens. As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, precisam ser respeitadas pelos condutores de veículos! Exceder a velocidade ou transitar muito devagar pode gerar uma infração de trânsito ao motorista. A tabela a seguir exibe como são aplicadas essas penalidades. Ultrapassar o limite em Tipo de infração Tipo de penalidade Valor da multa Até 20% Média Multa R$ 130,16 Entre 20% e 50% Grave Multa R$ 195,23 Mais de 50% Gravíssima Multa multiplicada em 3x e suspensão do direito de dirigir R$ 293,47 x 3 = R$ 880,41 Depois de conversar com a turma sobre os limites de velocidade e sobre como eles influenciam na segurança viária, responda às perguntas a seguir. 1) O Centro de Formação de Condutores do Marcelo formou, no ano passado, 400 novos motoristas. Destes, no primeiro ano de habilitação dirigindo um carro, 10% foram multados por excesso de velocidade nas vias. Entre os condutores multados, 50% foram penalizados por exceder em até 20% a velocidade da via; outros 25% foram penalizados por exceder a velocidade da via entre 20% e 50%; e os demais por exceder em mais de 50% a velocidade permitida na via. Com base nesses dados, responda: a) Do número total de motoristas formados no Centro de Formação de Condutores do Marcelo, quantos foram multados? Represente em número e em fração. Número Fração O resultado da fração representa: ( ) A décima parte. ( ) A metade. ( ) O número inteiro. ( ) A quarta parte. ( ) A terça parte. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ O excesso de velocidade está entre as principais causas de acidentes de trânsito no Brasil. Estudante 206 CONTABILIZANDO VELOCIDADES b) Dentre os motoristas multados, quantos foram penalizados para cada uma das faixas de excesso de velocidade? Represente a sua resposta em número e, também, em fração. Faixa de excesso de velocidade Motoristas penalizados Número Fração Até 20% Entre 20% e 50% Mais de 50% 2) Marília estava como passageira no carro da família, indo visitar sua vó na cidade vizinha. O limite de velocidade da via era de 80 km/h e, naquele dia, em função de um acidente na pista contrária, o pai de Marília, curioso para ver o que tinha acontecido, passou por ali com apenas 25% da velocidade máxima permitida para o local. a) Qual a velocidade que o pai de Marília passou por aquele trecho? Represente em número e em fração. Número Fração O resultado da fração representa: ( ) A décima parte. ( ) A metade. ( ) O número inteiro. ( ) A quarta parte. ( ) A terça parte. b) Transitar abaixo de 50% do limite de velocidade da via também é uma infração de trânsito, e o motorista que a comete está sujeito à multa. Além da penalização prevista na legislação, quais as consequências de transitar abaixo do limite mínimo de velocidade das vias? 2075º ANO | MATEMÁTICA | CIRCULANDO COM RESPONSABILIDADE 3) Segundo a legislação brasileira, dirigir acima da velocidade permitida é passível de penalidades. A tabela apresentada no texto inicial da atividade mostra três tipos diferentes de multas para quem infringe a lei. Observe a tabela de infrações para responder às questões a seguir. a) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que trafega a 90 km/h em uma via cuja velocidade máxima permitida é de 60 km/h? E qual a penalidade prevista em lei para esse condutor? Porcentagem acima da velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade ( ) Um quarto acima da velocidade permitida. ( ) Um meio acima da velocidade permitida. ( ) Um terço acima da velocidade permitida. b) Qual a porcentagem acima da velocidade e as penalidades previstas em Lei para um condutor que trafega a 125 km/h em uma via com velocidade máxima de 100 km/h? Porcentagem acima da velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidade ( ) Um quarto acima da velocidade permitida. ( ) Um meio acima da velocidade permitida. ( ) Um terço acima da velocidade permitida. c) Qual a porcentagem que representa a velocidade de um condutor que trafega a 140 km/h em uma via com velocidade máxima de 80 km/h? E quais as penalidades previstas em Lei para esse condutor? Porcentagem acima da velocidade Essa porcentagem significa que o condutor estava: Penalidades ( ) Um quarto acima da velocidade permitida. ( ) Um meio acima da velocidade permitida. ( ) Três quartos acima da velocidade permitida. d) Quando anda apressado e acima dos limites de velocidade estabelecidos em Lei, o condutor, além de estar sujeito ao recebimento de multas, fica vulnerável a outras consequências (assim como os passageiros que estejam com ele) e coloca outros usuários do sistema trânsito em risco. Assim, para além das multas, indique (pelo menos) duas consequências que podem ocorrer quando o motorista excede o limite de velocidade das vias. 208 CONTABILIZANDO VELOCIDADES 4) Muitos motoristas excedem o limite de velocidade ou andam muito abaixo dele. Você, como pedestre, já se viu fazendo o mesmo? Ou seja, você, ao caminhar, já atrapalhou outras pessoas ou causou algum acidente, pois estava correndo, ou estava desatento ou, mesmo, estava devagar demais? Converse com seus colegas sobre isso e proponha atitudes que podem ser adotadas pelos pedestres, para transitar em segurança! Sair atrasado e com pressa aumenta o risco de acidentes. Por isso, programe-se para sair de casa com antecedência e caminhe com atenção! O trânsito é um direito de todas as pessoas e compreende aspectos como segurança, mobilidade humana, qualidade de vida e relações sociais no espaço público. Por ser um espaço coletivo, o trânsito deman- da, de seus usuários, um conjunto de valores e de comportamentos que prezem pela empatia, pela equidade, pela cooperação e pelo respeito à vida de todos, os quais precisam ser desenvolvidos e consolidados atra- vés de um processo permanente de Educação para o Trânsito. A Educação para o Trânsito é uma atribuição legal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e os nossos projetos e programas fazem parte de diversos esforços que vêm sendo desenvol- vidos no Brasil para a redução de mortes no trânsito, a partir da imple- mentação das ações do Programa Nacional de Redução de Acidentes (PNATRANS). Nosso maior desafio é levar a Educação para o Trânsito para todas as escolas da Educação Básica através do Programa Nacional de Educação para Trânsito, o Conexão DNIT, que está sendo desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esperamos que o conjunto de ações e de esforços do DNIT, para