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Cultivo do arroz (/agencia-de-informacao-
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A Agência (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/a-agencia)
Árvores do Conhecimento (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/arvores-do-conhecimento)
Mapa do Site (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/mapa-do-site)
Contato (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/contato)
Cultivos (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos)
Açaí (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/acai)
Ameixa (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/ameixa)
Amora (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/amora)
Arroz (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz)
Pré-produção (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-producao)
Características (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/caracteristicas)
Desordens nutricionais (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/desordens-nutricionais)
Estruturação e sistematização (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/estruturacao-e-sistematizacao)
Impacto ambiental (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/impacto-ambiental)
Insumos (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-producao/insumos)
Métodos de irrigação (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/metodos-de-irrigacao)
Produção de sementes (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/producao-de-sementes)
Produção integrada (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/producao-integrada)
 
(/login?p_p_id=58&p_p_lifecycle=0&_58_redirect=%2Fagencia-de-informacao-
tecnologica%2Fcultivos%2Farroz%2Fpre-producao%2Fproducao-de-sementes)
 EN (https://www.embrapa.br)
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/inicial
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/a-agencia
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/arvores-do-conhecimento
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/mapa-do-site
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/contato
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/acai
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/ameixa
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/amora
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Socioeconomia (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/socioeconomia)
Uso de agrotóxicos (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pre-
producao/uso-de-agrotoxicos)
Produção (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/producao)
Pós-produção (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/pos-producao)
Equipe editorial (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/equipe-editorial)
Navegue pela Árvore (/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz#navegue-pela-arvore)
Banana (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/banana)
Batata (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/batata)
Cajú (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/caju)
Cana (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/cana)
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Cebola (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/cebola)
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Centeio (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/centeio)
Cevada (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/cevada)
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Gergelim (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/gergelim)
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Pera (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/pera)
Pêssego (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/pessego)
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Tomate (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/tomate)
Trigo (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/trigo)
Triticale (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/triticale)
Uva de Mesa (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/uva-de-mesa)
Uva para Processamento (https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/uva-para-
processamento)
Produção de sementes
Conteúdo migrado na íntegra em: 05/07/2021
Autores
Sérgio Vaz da Costa (https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/267925/sergio-vaz-da-costa) - Embrapa Arroz e Feijão
Rodrigo Sérgio e Silva (https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/171159/rodrigo-sergio-e-silva) - Embrapa Arroz e
Feijão
Ariano Martins de Magalhães Junior (https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/275084/ariano-martins-de-magalhaes-
junior) - Embrapa Clima Temperado
 
A semente é o insumo com maior valor agregado, pois contém a constituição genética da variedade. O potencial máximo
de produtividade agrícola é determinado pelo potencial genético. A semente comercial é produzida dentro de padrões
rigorosos de qualidade que garantem ao produtor o melhor desempenho no campo, maximizando os benefícios de outros
insumos, como fertilizantes e defensivos.
Nesta seção, é abordada a produção de semente de arroz tradicional, tipo branco, e as de arroz-vermelho e arroz-preto.
Os respectivos padrões para produção e comercialização dos diferentes tipos de arroz, encontram-se no final deste
tópico.
 
Cuidados na produção de sementes
O estabelecimento de campos de produção de sementes requer, além de planejamento criterioso, alguns cuidados
especiais e imprescindíveis.
 
Origem da semente
A escolha da categoria de sementes depende da categoria a ser produzida, pois o plantio deverá ser sempre de uma
categoria superior, de acordo com a legislação que estabelece o controle de geração para preservar a qualidade genética
das sementes (Instrução Normativa nº 45, do Mapa, de 17 de setembro de 2013).
Podem ser produzidas as seguintes categorias: semente genética, semente básica, semente certificada de primeira
geração – C1, semente certificada de segunda geração – C2, semente de primeira geração da certificada – S1 e semente
de segunda geração da certificada – S2. A critério do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/pimenta
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/pupunha
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https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja
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https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/trigo
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https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/267925/sergio-vaz-da-costa
https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/171159/rodrigo-sergio-e-silva
https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/275084/ariano-martins-de-magalhaes-junior
produção de sementes das classes não certificadas S1 e S2, sem origem genética, pode ser feita, enquanto não houver
tecnologia disponível para a produção de sua semente genética.
Com a criação da Lei de Proteção de Cultivares (LPC), o governo brasileiro deu o primeiro passo para assegurar os
direitos dos obtentores de novas variedades vegetais, mediante a concessão de um certificado de proteção de cultivar.
São consideradas obtentoras as empresas públicas e privadas que desenvolvem programas de melhoramento vegetal e
obtêm, como resultado final, uma nova cultivar. Cultivares protegidas são aquelas que, após a promulgação da lei,
receberam o certificado de proteção.
Cultivares de domínio público são aquelas que foram lançadas anteriormente à nova legislação ou cujos direitos de
proteção foram extintos. Antes da LPC, os produtores de sementes tinham livre acesso às cultivares para multiplicação.
Após essa lei, a multiplicação de cultivares protegidas só é possível mediante a autorização de sua obtentora.
O lote de semente a ser multiplicada deve ser criteriosamente selecionado, atendendo aos seguintes aspectos:
origem e classe conhecida;
alta pureza genética;
alta qualidade sanitária, ou seja, livre de doenças;
boa qualidade fisiológica;
livre de sementes de plantas daninhas; e
livre de sementes de outras espécies e material inerte.
 
Escolha da área
Na escolha da área, deve-se analisar o seu histórico e considerar a cultura antecessora.
Entre os fatores a serem considerados, destacam-se os seguintes:
Cultivo anterior: o campo não deve ter sido cultivado com a mesma espécie na safra anterior, exceto se for da mesma
cultivar. Esse cuidado justifica-se pelo fato de que as sementes caídas ao solo sobrevivem de um ano para outro ou,
às vezes, por mais de um ano, podendo ocasionar contaminação varietal. Outros problemas relacionados com a
cultura anterior são as doenças e pragas, uma vez que seus restos culturais podem se constituir em fonte de
contaminação para a cultura atual.
Espécies silvestres: o conhecimento das plantas daninhas auxilia na escolha da área, pois se pode prever a
dificuldade de seu controle, conforme o grau de infestação, e também da retirada das sementes nocivas e silvestres
no processo de beneficiamento. Um exemplo é o caso da presença de arroz-vermelho ou preto, que pode
comprometer a qualidade do campo para produção de sementes de arroz e levar à condenação de todo o lote de
sementes.
 
Escolha da cultivar
A cultivar deve atender à recomendação técnico-científica. O produtor deve conhecer as características agronômicas mais
favoráveis, pois o programa de melhoramento genético das empresas de pesquisa oferece aos produtores uma série de
opções. Entre as características desejáveis de uma cultivar, destacam-se as seguintes: tolerância às doenças,
principalmente brusone (Pyricularia grisea Sacc.) e mancha-de-grãos (Dreschslera sp., Phoma sp., Cercospora sp.,
Gerlachia sp., Curvularia sp., Fusarium sp., Nigrospora sp.); resistência ao acamamento; alta produtividade; boa
qualidade industrial dos grãos; classificação comercial; e qualidade culinária, exigida pelos consumidores.
 
Semeadura
Época de semeadura
A época adequada de semeadura é determinada pelas condições climáticas favoráveis para uma boa produção, que, de
modo geral, é idêntica à cultura destinada para fins comerciais. Os equipamentos usados na semeadura merecem
cuidados prévios especiais na sua limpeza, para evitar a presença de sementes de outras espécies ou cultivarese, assim,
preservar a pureza varietal do campo. A correta regulagem da semeadora e a adequada velocidade de semeadura são
essenciais para uma distribuição homogênea das sementes e do adubo, o que propicia emergência e desenvolvimento
uniformes das plantas. Menores espaçamentos determinam aumento de produtividade, mas elevam os riscos de doenças,
acamamento e estresse hídrico no cultivo em terras altas.
Deve-se, portanto, seguir as recomendações estabelecidas para cada cultivar. O tratamento de sementes com os
inseticidas e fungicidas recomendados é primordial, pois visa dar proteção às plantas durante a fase inicial de
desenvolvimento.
Densidade de semeadura
Para produção de sementes certificadas (categoria C2), utilizam-se sementes da categoria básica ou certificada de
primeira geração (C1). Nessas condições, recomenda-se utilizar baixas densidades de semeadura, de modo que cada
planta resultante produza mais sementes.
Para cultivares de arroz irrigado que emitam muitos perfilhos, recomendam-se 100 kg/ha de sementes viáveis. Para
cultivares que emitam poucos perfilhos, a densidade de semeadura deve ser aumentada.
 
Preparo do solo
No plantio convencional, o solo deve ser bem preparado para que as sementes tenham profundidade adequada para o
desenvolvimento posterior das plantas, com reflexos na emergência e uniformidade do estande. Os sistemas de plantio
utilizados para produção de sementes são o convencional, o plantio direto, o cultivo mínimo, o sistema pré-germinado e o
de transplante de mudas.
 
Manejo da cultura
A adubação, os tratos culturais e a irrigação devem seguir as mesmas orientações dadas para uma lavoura de produção
comercial.
 
Isolamento do campo
A contaminação de um lote de sementes caracteriza-se pela presença de sementes de plantas da mesma espécie, mas
de outras cultivares, sementes de outras culturas, sementes de plantas silvestres e sementes que contenham agentes
patogênicos. A contaminação de um lote de sementes pode ser de origem genética ou física.
A contaminação genética é decorrente da presença de plantas de outras cultivares, da mesma espécie ou de espécies
similares, que podem polinizar a cultura, resultando na produção de sementes atípicas. Esse cruzamento altera a
constituição genética do lote de sementes produzido, que deixa de ser representante da cultivar em produção. Dessa
forma, é muito importante evitar as possibilidades de ocorrência de polinização cruzada no campo de produção de
sementes. A forma mais simples para evitar que ocorra a polinização cruzada é promover o isolamento do campo de
produção de sementes, que deverá ser, no mínimo, suficiente para manter o campo livre de polinização indesejada. O
isolamento dos campos de produção de sementes pode ser realizado no espaço, no tempo, ou por meio da adoção de
barreiras físicas à polinização.
Espaço
É o procedimento mais comumente empregado e o mais eficientemente aplicado pelo produtor de sementes, pois controla
a distância do campo de produção de sementes de outras fontes de contaminação de pólen.
Para cultivares de arroz irrigado, o isolamento físico deve ser de, no mínimo, 3 m para cultivo em linha e 15 m para cultivo
a lanço, tanto no plantio como na colheita. Com isso, evitam-se possíveis cruzamentos e preserva-se a qualidade
genética. O isolamento minimiza a possibilidade de mistura na colheita em áreas contíguas de diferentes cultivares e,
assim, preserva a qualidade física.
Época de semeadura
É o tipo de isolamento realizado de maneira que o florescimento de cada cultivar presente na área de produção de
sementes ocorra em épocas diferentes. Para arroz, uma defasagem de 20 dias entre as cultivares é suficiente.
Barreiras
A distância mínima de isolamento pode ser reduzida se for realizada a semeadura de plantas de bordadura, que irão se
constituir em barreiras vegetais.
 
Roguing - erradicação de plantas indesejáveis 
Durante a fase de multiplicação do material genético, todo e qualquer indivíduo destoante da população, tais como
plantas silvestres, plantas de outras cultivares e plantas atípicas, deverá ser eliminado (roguing) (Figura 1), como
condição para a aprovação do campo de produção de sementes.
Roguing, chamado também de purificação ou erradicação, é o procedimento principal que diferencia um campo de
produção de sementes de um de produção de grãos. Essa prática consiste num exame cuidadoso e sistemático do
campo, com o objetivo de remover, manualmente, as plantas indesejáveis (Figura 1) e, assim, preservar a pureza
genética, varietal e física. O conhecimento dos descritores da cultivar auxilia na identificação das plantas atípicas. Em
algumas fases de desenvolvimento da cultura, o trabalho de erradicação dessas plantas é facilitado pela visualização das
diferenciações físicas existentes entre as cultivares. Essa atividade, por ser manual, exige disponibilidade de mão de
obra.
Fotos: Sérgio Vaz
Figura 1. Erradicação de plantas indesejáveis (roguing).
 
Plantas atípicas
Plantas atípicas são aquelas que destoam das outras da mesma espécie por uma ou mais características, tais como tipo
de planta, ramificações, hastes ou folhas pilosas, cor, forma, tamanho, etc. Essas plantas devem ser eliminadas dos
campos de produção de sementes em qualquer época do seu desenvolvimento vegetativo e reprodutivo.
Plantas libertadoras de pólen
Todas as plantas indesejáveis da mesma espécie que possam polinizar por meio do cruzamento natural.
Plantas daninhas
Plantas que são difíceis de controlar pelas práticas culturais ou utilização de herbicidas.
Sementes inseparáveis
São aquelas consideradas de difícil separação por meio de equipamentos mecânicos.
Inspeções em campos de produção
As vistorias periódicas no campo de produção de sementes têm por finalidade proceder à comparação da qualidade do
campo em relação aos padrões estabelecidos pelas normas (Instrução Normativa nº 45, do Mapa, de 17 de setembro de
2013).
O número de inspeções, para cada cultura, representa o mínimo aceitável, entretanto inspeções adicionais poderão ser
executadas. Os períodos de inspeção devem ser realizados nas seguintes fases de desenvolvimento da cultura:
Período de prefloração: compreende todo o período de desenvolvimento vegetativo que precede o florescimento
das plantas. Para efeito de inspeção de campo, ele abrange desde a emergência das plântulas até o início do
florescimento.
Período de floração: este período é caracterizado pela fase em que as flores estão abertas, o estigma está
receptivo, e a antera liberando pólen. Nessa fase, é possível identificar diferenças nas características agronômicas e
morfológicas entre as plantas.
Período de pós-floração: nesse período a receptividade do estigma e a liberação do grão de pólen das anteras terão
cessado. O óvulo já deverá estar fertilizado e desenvolvendo-se em semente.
Período de pré-colheita: nessa fase, a semente torna-se mais dura e alcança a maturidade fisiológica. Este é o
período mais importante para a descontaminação, pois vários tipos de plantas indesejáveis e misturas varietais
podem ser identificados facilmente.
Período de colheita: nessa fase, a semente está fisiologicamente madura e suficientemente seca, permitindo uma
colheita fácil e segura; ou, então, fisiologicamente madura e úmida, podendo, no entanto, ser colhida e seca
artificialmente para armazenamento.
Cabe ressaltar que, no processo de certificação de sementes, é obrigatória a realização de, no mínimo, duas inspeções,
que devem ocorrer nos períodos de floração e pré-colheita.
Classes e categorias de sementes
As sementes de arroz são identificadas, segundo o processo de produção, pelas seguintes classes: genética, básica,
certificada (C) e não certificada (S). As classes são constituídas por categorias. Essas são unidades de classificação que
consideram a origem genética, a qualidade e o número de gerações. Como exemplo, têm-se as sementes certificadas de
primeira e segunda geração (C1 e C2) e as não certificadas de primeira e segunda geração (S1 e S2).
Semente genética: materialde reprodução obtido a partir de processo de melhoramento de plantas, sob
responsabilidade e controle direto do seu obtentor ou introdutor, mantidas as suas características de identidade e
pureza genética.
Semente básica: material obtido de reprodução de semente genética, realizado de forma a garantir sua identidade
genética e pureza varietal.
Semente certificada de primeira geração (C1): material de reprodução vegetal resultante da reprodução de
semente básica ou de semente genética.
Semente certificada de segunda geração (C2): material de reprodução vegetal resultante da reprodução de
semente genética, de semente básica ou de semente certificada de primeira geração (C1).
Semente não certificada de primeira geração (S1): material de reprodução vegetal resultante de reprodução de
semente genética, básica ou certificada das categorias C1 ou C2.
Semente não certificada de segunda geração (S2): material de reprodução vegetal resultante da reprodução de
semente não certificada S1.
Semente para uso próprio: toda pessoa física ou jurídica que utiliza sementes com a finalidade de semeadura
deverá adquiri-las de produtor ou comerciante inscrito no Registro Nacional de Sementes (Renasem). O usuário
poderá, a cada safra, reservar parte da sua produção como “semente para uso próprio”, que deverá observar o que
segue o Anexo XXXIII, da Instrução Normativa nº 9 do Mapa:
1º A semente reservada deverá ser utilizada apenas em sua propriedade ou em propriedade cuja posse detenha e
exclusivamente em sua safra seguinte.
2º A quantidade de semente reservada deve ser compatível com a área a ser semeada na safra seguinte, observados os
parâmetros da cultivar no RNC e a área destinada à semeadura, para cálculo da quantidade de sementes a ser
reservada.
3º As sementes deverão ser provenientes de áreas inscritas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
quando se tratar de cultivar protegida.
 
Padrões para produção e comercialização de sementes de arroz
A Instrução Normativa nº 45, do Mapa, de 17 de setembro de 2013 (https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/insumos-
agropecuarios/insumos-agricolas/sementes-e-mudas/publicacoes-sementes-e-
mudas/copy_of_INN45de17desetembrode2013.pdf), trata dos padrões para produção e comercialização de sementes de
arroz, os quais são relacionados nas Tabelas 1, 2 e 3.
 
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-agricolas/sementes-e-mudas/publicacoes-sementes-e-mudas/copy_of_INN45de17desetembrode2013.pdf
Arr
 - Nocivas proibidas ⁸
5. PARÂMETROS DE SEMENTE:
 5.1 Pureza:
 - Semente pura (% mínima)
 - Material inerte ¹⁰ (%)
 - Outras sementes (% máxima)
5.2 Determinação de Outras Sementes por Número (nº máximo)
 - Semente de outra espécie cultivada ¹¹
 - Sementes de Outras espécies do gênero Oryza ¹² Ar
 Ar
 - Semente silvestre ¹¹
 - Semente nociva tolerada ¹³
 - Semente nociva proibida ¹³
 5.3 Germinação (% mínima)
 5.4 Validade do teste de germinação ¹⁵ (máxima em meses)
5.5 Validade da reanálise do teste de germinação ¹⁵ (máxima em meses)
1. Semente certificada de primeira geração; 2. Semente certificada de segunda geração; 3. Semente de primeira ge
realizadas pelo Responsável Técnico do produtor ou do certificador, nas fases de floração e de pré-colheita; 6. Pod
mudança de cultivar, a mesma área, devem-se empregar técnicas que eliminem totalmente as plantas voluntárias o
espécie, que apresentem quaisquer características que não coincidem com os descritores da cultivar em vistoria; 8
do contaminante na produção e na qualidade da semente a ser produzida. As técnicas empregadas deverão ser re
Vermelho e de Arroz Preto no campo de produção de sementes, até o limite determinado em cada categoria; 10. R
11. As sementes de outras espécies cultivadas e sementes silvestres na Determinação de Outras Sementes por Nú
12. Esta determinação deverá ser realizada no peso total da amostra de trabalho para a Determinação de Outras S
análise de pureza, observada a relação de sementes nocivas vigente; 14. A comercialização de semente básica po
 
 
 Nocivas proibidas 
5. PARÂMETROS DE SEMENTE:
 5.1 Pureza:
 - Semente pura (% mínima)
 - Material inerte ¹⁰ (%)
 - Outras sementes (% máxima)
5.2 Determinação de Outras Sementes por Número (nº máximo)
 - Semente de outra espécie cultivada ¹¹
 - Sementes de Outras espécies do gênero Oryza ¹² Arroz Vermelho
 Arroz
 - Semente silvestre ¹¹
 - Semente nociva tolerada ¹³
 - Semente nociva proibida ¹³
 5.3 Germinação (% mínima)
 5.4 Validade do teste de germinação ¹⁵ (máxima em meses)
 5.5 Validade da reanálise do teste de germinação ¹⁵
(máxima em meses)
1. Semente certificada de primeira geração; 2. Semente certificada de segunda geração; 3. Semente de primeira ge
deverão ser realizadas pelo Responsável Técnico do produtor ou do certificador, nas fases de floração e de pré-col
mesma cultivar. No caso de mudança de cultivar, a mesma área, devem-se empregar técnicas que eliminem totalm
Número máximo permitido de plantas, da mesma espécie, que apresentem quaisquer características que não coinc
campo deverão ser empregadas técnicas que eliminem os efeitos do contaminante na produção e na qualidade da 
registradas nos Laudos de Vistoria; 9. É obrigatória a eliminação de plantas de Arroz Vermelho e de Arroz Preto no 
categoria; 10. Relatar o percentual encontrado e a sua composição no Boletim de Análise de Sementes; 11. As sem
Determinação de Outras Sementes por Número serão verificadas em Teste Reduzido-Limitado em conjunto com a 
total da amostra de trabalho para a Determinação de Outras Sementes por Número; 13. Esta determinação será re
sementes nocivas vigente; 14. A comercialização de semente básica poderá ser realizada com germinação até 10 (
 
 
1. PESO MÁXIMO DO LOTE (kg)
2. PESO MÍNIMO DAS AMOSTRAS (g):
 - Amostra submetida ou média
 - Amostra de trabalho para análise de pureza
 - Amostra de trabalho para determinação de outras sementes por número
 3. PRAZO MÁXIMO PARA SOLICITAÇÃO DA INSCRIÇÃO DE CAMPOS (todas as ca
4. PARÂMETROS DE CAMPO
4.1 Vistoria:
 - Área máxima da gleba (ha) Irrigado
 Sequeiro
- Número mínimo de vistorias ⁵
- Número mínimo de subamostras
- Número de plantas por subamostra
- População da amostra
 4.2 Rotação (ciclo agrícola) ⁶
 4.3 Isolamento (mínimo em metros) Plantio em linhas
Plantio a lanço
 4.4 Plantas Atípicas ou Panículas Atípicas ⁷ (fora e tipo) (nº máximo de plantas
ou panículas)
 4.5 Plantas de Outras Espécies (nº máximo de plantas):
 - Cultivadas / Silvestres/ Nocivas toleradas ⁸
é d ê
Tabela 3. Padrões para a produção e a comercialização de sementes de arroz-vermelho
 
 
Colheita de sementes do arroz
Entre as operações agrícolas que desempenham papel importante na produção de arroz, destaca-se a da colheita. Essa
operação influencia tanto a quantidade como a qualidade da semente de arroz. A colheita deve ser realizada
cuidadosamente para evitar misturas varietais e danos mecânicos às sementes. A atenção na limpeza da colhedora e de
todos os equipamentos envolvidos na operação deve ser redobrada para prevenir misturas, principalmente quando
ocorrer mudança de cultivares.
Quando as sementes chegam à Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), encontram-se, normalmente,
encontram-se com teor de umidade que não permite o seu armazenamento. Com isso, deve-se proceder à secagem
imediata. O armazenamento de sementes com elevado teor de umidade gera o aquecimento na massa de grãos, por
meio da fermentação e do desenvolvimento de fungos, que irão comprometer a qualidade fisiológica das sementes.
Na cultura do arroz, vários são os fatores que afetam a produtividade das sementes, os rendimentos no processo de
beneficiamento e a qualidade do produto, entre os quais se pode considerar como de especial importância o ponto de
colheita.
O ponto ideal de colheita do arroz é determinado basicamente pelo aspecto da panícula, pela duração de estádios de
desenvolvimento da cultura e pelo teor de umidade dos grãos. Admite-se que uma observaçãovisual cuidadosa permite
determinar com bastante precisão o momento mais favorável para a colheita. O maior rendimento é obtido quando,
aproximadamente, os dois terços superiores da ráquis estão amarelecidos, ocorrendo o encurvamento da panícula.
O teor de umidade da semente adequado para se realizar a colheita do arroz está entre 18% e 27%. Se colhido com teor
muito elevado, haverá sementes em formação. No entanto, se a colheita for realizada em condições de baixa umidade a
qualidade fisiológica, a germinação e o vigor poderão ser afetados.
Para obter maior aproveitamento do ponto de colheita, alguns cuidados preliminares devem ser levados em consideração:
não prolongar a permanência do arroz na lavoura; evitar a colheita em horas do dia em que houver orvalho ou em que a
umidade do ar esteja elevada; colher em separado a semente de arroz cultivado nas taipas; seguir rigorosamente as
normas técnicas.
Os danos mecânicos às sementes determinam perda da sua qualidade fisiológica. Assim, é muito importante uma correta
regulagem da colhedora. A operação de colheita é realizada, geralmente, por diversos tipos de máquinas, desde as de
pequeno porte tracionadas por trator, até as colhedoras automotrizes, dotadas de barra de corte de até 6 m de largura, as
quais realizam, em sequência, as operações de corte, recolhimento, trilha e limpeza.
Pré-limpeza
As sementes quando colhidas podem apresentar no lote vários materiais indesejáveis, como material inerte, sementes de
outras cultivares, de plantas invasoras, daninhas ou não e sementes fora do padrão. Quando a contaminação com esses
materiais for além do desejável, é necessário realizar um procedimento de pré-limpeza. Esse procedimento consiste
basicamente na remoção de materiais bem maiores, bem menores e bem mais leves do que a semente. Para essa
operação, utiliza-se uma máquina de ar e peneira regulada a fim de obter alto rendimento nessa etapa do beneficiamento
das sementes. Esse procedimento apresenta as seguintes vantagens: facilidade na secagem; redução do volume a ser
armazenado; facilidade de transporte por elevadores; melhora nas condições de armazenagem.
Entre as atividades tidas como de pré-limpeza, em sementes de arroz, pode-se citar o emprego de equipamento
denominado de desaristador, que pode eliminar o problema das aristas, quando a cultivar apresentar, como, por exemplo,
a BRS Bojuru, para que não ocorra interferência no processo de beneficiamento.
 
Beneficiamento de sementes
Após a colheita, as sementes não estão em condições de serem comercializadas. Com isso, são encaminhadas à UBS
para a retirada de impurezas, materiais indesejáveis, a fim de favorecer a secagem, o armazenamento, bem como
padronizar as sementes para plantio.
É importante salientar que a qualidade de um lote de sementes é função direta das condições de produção, ou seja, a
semente é feita no campo e não na UBS. Por mais eficiente que seja o beneficiamento, este não poderá corrigir
problemas do processo que ocorreram anteriormente.
Em sua definição mais ampla, o beneficiamento refere-se a todas as etapas de preparação da semente para
comercialização realizadas após a colheita, tais como debulha, pré-limpeza, secagem, limpeza, classificação, tratamento
e embalagem. Durante o processo de beneficiamento, a semente é submetida a uma série de operações que tem início
na recepção e culmina com a embalagem e distribuição. Nessa fase, objetiva-se a obtenção de uma semente com
excelente qualidade. 
As sementes são beneficiadas para remover o material indesejável, como sementes silvestres, material inerte, sementes
de outras espécies cultivadas, sementes da espécie, porém fora do padrão do lote de sementes. Há uma grande
variedade de equipamentos disponíveis para o beneficiamento, os quais podem ser desde uma simples peneira até
equipamentos complexos como separadores eletrônicos baseados na diferença de cor e translucidez. Embora os
equipamentos possuam diversos tipos e formas, todos têm em comum que suas separações são baseadas nas
diferenças físicas entre as sementes e o material indesejável. Algumas máquinas separam as sementes da maioria do
material indesejável, entretanto para que essa separação seja eficiente, é necessária a utilização de uma série de
máquinas, cada uma removendo parte do material indesejável.
Principais objetivos do beneficiamento
Separação: remoção da maioria do material inerte presente no lote.
Mínimo de perda de sementes: durante o processo de beneficiamento, algumas sementes boas são removidas junto
com o material indesejável em todas as operações do processo, porém essa perda de sementes necessita ser
reduzida ao mínimo.
Aumento da qualidade: a melhoria da qualidade não deve ser restrita à remoção de impurezas, mas também de
sementes chochas, quebradas e danificadas por insetos.
Mão de obra: realizar todo o processo com um número indispensável de pessoal, lembrando que a mão de obra em
excesso significa aumento de custo de produção.
Recepção: é o processo de caracterização e identificação dos lotes de sementes que são recebidos na UBS. Um lote
pode ser definido como uma quantidade de sementes, identificada por letra ou número ou combinação dos dois, da
qual cada porção é, dentro de tolerâncias permitidas, homogênea e uniforme para as informações contidas na
identificação. Dessa forma, é indispensável manter a individualidade dos lotes, bem como proceder à caracterização
desses, anotando, entre outras, as seguintes características no momento da recepção: abertura do lote; nome do
produtor ou cooperante; local de produção; peso bruto; número do campo; data, espécie; cultivar; categoria; umidade;
pureza. Esses acompanhamentos são necessários para possibilitar o monitoramento dos fatores que contribuem para
a qualidade da semente que será destinada aos produtores.
Identificação dos lotes recebidos na Unidade de Beneficiamento de Sementes
A identificação compreende dos seguintes procedimentos:
Registro de abertura do lote: deve ser efetuado para definir o momento a partir do qual a semente passa a existir
fisicamente e assegurar a individualidade daquela quantidade de sementes que está chegando à UBS.
Nome do produtor ou cooperante: sabe-se que a conduta do indivíduo, produtor ou cooperante, interfere na
qualidade do acompanhamento da lavoura de produção.
Local de produção: irá fornecer informações que possibilitam mapear as condições edafoclimáticas durante a
produção.
Peso bruto: informa que a balança está intimamente ligada à “caixa” da UBS, onde temos a entrada do produto.
Número do campo: é proibido que haja na UBS sementes oriundas de campos que não foram previamente inscritos
na Entidade certificadora, no caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Data de recepção: fornece informações quanto às condições ambientais durante a fase final de maturação e colheita
das sementes.
Indicação da espécie e cultivar: contribui para evitar ou minimizar as misturas varietais durante o manuseio das
sementes na UBS.
Categoria: a categoria deve ser anotada porque é possível que existam campos de uma mesma cultivar inscritos em
diferentes categorias de produção de sementes.
Teor de umidade: informa sobre os seguintes aspectos: necessidade de secagem, potencial de armazenagem antes
do beneficiamento, suscetibilidade à danificação mecânica e desconto do teor de umidade a ser utilizado na compra
do produto que estiver acima dos valores estabelecidos.
Pureza física do lote: informará sobre os seguintes aspectos: perda no beneficiamento, máquinas a serem utilizadas
e contaminação por sementes de plantas nocivas toleradas e proibidas.
Amostragem
O processo de amostragem se dá pela obtenção de uma fração de sementes, a qual irá representar todo o lote nos testes
para avaliação de qualidade, tais como teor de umidade, pureza física e fisiológica. Considerando que o tamanho máximo
do lote de arroz é de até 30 t, e que em média 1 g contém 40 sementes, então, no lote de tamanho máximo, há,
aproximadamente, 1,2 milhão de sementes. Issodemonstra a importância da amostragem em arroz. Para efeito de
análise de germinação, é utilizada uma amostra de 400 sementes puras, assim sendo cada uma dessas sementes deverá
representar 3 milhões de sementes presentes no lote; o que demonstra a importância no processo de amostragem.
Além dos equipamentos exigidos nas Normas Específicas para Produção, Comercialização e Utilização de Sementes
(Instrução Normativa nº 45 de 17 de setembro de 2013) definidas pelo Mapa, recomenda-se a utilização de equipamentos
densimétricos, do tipo mesa de gravidade. De outra parte, sementes de qualidade, com ausência de sementes de
qualquer espécie de invasoras, representam menor agressão ao meio ambiente, pela consequente redução no uso de
herbicidas. A presença de arroz vermelho em quase toda a área cultivada com arroz irrigado, principalmente no estado do
Rio Grande do Sul, tem sido a causa que mais contribui para redução da produtividade e é indiscutível que o uso de
sementes contaminadas foi, e continua sendo, a razão maior da infestação das áreas de arroz por essa planta daninha.
Sendo assim, deve-se optar pela utilização de sementes certificadas.
Cuidados fundamentais em uma Unidade de Beneficiamento de Sementes
Na operação de uma UBS, o momento da troca de cultivar a ser beneficiada requer cuidado fundamental. Nessa fase,
qualquer descuido no processo de limpeza poderá comprometer todo o esforço despendido na produção de uma semente
de qualidade, pela simples ocorrência de mistura de cultivares.
A redução do risco de ocorrência de misturas exige que vários fatores sejam considerados, tais como o número de
cultivares a ser produzido, o período disponível entre a recepção das sementes e a comercialização dessas para a
próxima safra, o número de pessoas disponíveis para a realização das tarefas de limpeza, bem como os equipamentos
necessários para esse fim. Se o período entre a recepção das sementes para beneficiamento e comercialização é curto,
recomenda-se trabalhar com número reduzido de espécies ou cultivares. Entretanto, se o período for longo, é possível
aumentar o número de cultivares.
Na execução de um trabalho para a obtenção de sementes de qualidade, uma UBS deve possuir uma série de
equipamentos, como balanças, caladores para retirada de amostras, determinadores de impurezas e umidade, além de
compressores, aspirador e coletor de pó, os quais são essenciais no processo de limpeza de uma UBS. 
Secagem de sementes
As condições de umidade relativa e temperatura do ar que ocorrem por ocasião da colheita do arroz irrigado exigem que
se proceda à secagem artificial das sementes.
Após a pré-limpeza, as sementes deverão ser secas até a umidade adequada de 12% a 13% a fim de maximizar o
período de conservação da qualidade fisiológica.
Nesse processo um dos fatores mais importantes a ser considerado é a temperatura de secagem. A temperatura das
sementes não deve ultrapassar certos valores e o que define essa tolerância é o teor de água presente nas sementes.
Em geral, sementes com elevado teor de água não suportam temperaturas elevadas na massa de sementes e, conforme
o teor de água vai diminuindo essa tolerância passa a ser maior. Sementes de arroz com umidade acima de 18 % não
devem ser submetidas a temperaturas na massa superiores a 35 °C e conforme a umidade diminui essa temperatura
pode ser elevada até um limite de 38 °C a 39 °C, a fim de não comprometer a qualidade fisiológica das sementes. A
relação entre a temperatura da massa de sementes e da entrada de ar deve ser variável entre os equipamentos de
secagem, sendo necessária então a realização de um ajuste em cada secador.
Para realização da secagem existem diversos métodos, os quais podem ser divididos em naturais e artificiais, esses
últimos, em função da movimentação da massa de sementes, em estacionário, contínuo e intermitente.
Secagem natural
As sementes dispostas em camadas de espessura variável são secas pela ação do calor do sol e do vento. Esse método
de secagem é dependente de condições ambientais favoráveis, especialmente reduzida umidade do ar. É mais utilizada
em pequenas propriedades. Entretanto, a secagem natural é insuficiente para uma redução completa da umidade das
sementes, sendo necessária uma secagem complementar utilizando métodos artificiais.
Secagem artificial
No processo de secagem artificial pode se ter diferentes fontes de energia para o aquecimento do ar, desde a solar até a
elétrica. O que caracteriza o método é que nesse processo a secagem é executada com o auxílio de aparelhos
mecânicos, elétricos ou eletrônicos, como o aquecimento do ar, a insuflação na massa de sementes e, em alguns casos,
a movimentação das sementes. As sementes expostas ao ar de secagem podem permanecer paradas, em movimento
contínuo ou alternando fases de movimentação rápida com fases de movimentação lenta ou até paradas, o que resulta
em três tipos de secagem artificial. Em função da movimentação da massa de sementes, a secagem artificial pode ser um
processo estacionário, contínuo e intermitente.
Secagem estacionária
Nesse processo, uma determinada quantidade de sementes é colocada na câmara de secagem e aí permanece até que o
teor de umidade desejado seja atingido; então essas sementes são removidas e substituídas por outras.
Independentemente da sua capacidade, o sistema de secagem estacionário é composto pelas seguintes partes: fonte de
aquecimento, a qual pode ser de diversas origens, e um ventilador para insuflar o ar aquecido na massa de sementes.
O ar aquecido (Tabela 4) e insuflado pelo ventilador caracteriza-se por ter uma temperatura superior à do ambiente e
umidade relativa baixa e, ao passar pela semente faz com que a água contida nos seus tecidos se evapore. Assim, à
medida que o ar se afasta do ponto de entrada da massa de sementes, fica mais úmido e mais frio, reduzindo a
capacidade de secagem. Durante o processo de secagem ocorre a formação de uma frente de secagem, a qual vai
avançando à medida que o ar seco vai atravessando a camada de sementes. Se essa for muito espessa, a frente
demorará muito tempo para atravessá-la e teremos uma situação em que as sementes de cima não serão secas o
suficiente e as de baixo passarão por um processo de supersecagem. O deslocamento da frente de secagem é
determinado pelo fluxo de ar que atravessa a massa de sementes, o qual é determinado pela potência do ventilador e
pela resistência da massa de sementes.
Outros fatores na resistência oferecidos pela massa de sementes à passagem do ar são mais fáceis de identificar e
solucionar, entre os quais podem ser citados os seguintes: tamanho, forma, teor de água e espessura da camada de
sementes.
Secagem contínua
Nesse tipo de secador as sementes entram com um determinado teor de água e devem sair na outra extremidade com o
teor de água que se deseja e com a temperatura a mais próxima do ambiente. Na prática, é frequente a passagem das
sementes pela câmara de secagem mais de uma vez (atuando como secador do tipo intermitente), quando o teor de
umidade inicial está acima de 18% a 20% para evitar danos fisiológicos às sementes pelo prolongado contato com o ar
aquecido, o qual é necessário para reduzir a umidade até os níveis necessários para o armazenamento. O mais
adequado seria regular o fluxo de sementes para que não fosse necessária a passagem de mais de uma vez pela câmara
de secagem. Se essa providência aumentar o tempo de contato das sementes com o ar aquecido e houver risco de
supersecagem, a alternativa é aumentar a vazão do ar a ser insuflado na massa.
Secagem intermitente
Nesse tipo de secagem, as sementes passam várias vezes pela câmara de secagem e resfriamento. A cada passagem
pela câmara de secagem (Tabela 4), as sementes perdem certa quantidade de água até que atinjam o teor que se deseja.
Essa alternância entre as câmaras de secagem e resfriamento é feita de modo que a passagem pela câmara de secagem
seja rápida e pela câmara de resfriamento seja lenta. A relação entre os dois períodos é chamada de relação deEmpresa
Brasileira de
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intermitência (Tabela 5). Isso é feito para que a água que está no interior da semente tenha tempo de migrar para as
regiões periféricas e ser evaporada na próxima passagem pela câmara de secagem. É a secagem mais utilizada em
espécies que tenham problema de sofrer dano mecânico pela movimentação das sementes, como é o caso do arroz.
Após a secagem, é realizada a limpeza, que é um processo de separação, por meio de máquinas, de materiais com
características físicas semelhantes entre si. As características principais utilizadas para a separação das sementes são
tamanho (largura, comprimento e espessura), massa e peso específico.
Tabela 4. Limites de temperatura do ar de secagem (°C) na entrada
do secador para diferentes sistemas de secagem de sementes de arroz
irrigado.
* Não é recomendável a secagem de sementes em sistema contínuo.
 
Tabela 5. Controles operacionais e limites de temperaturas do para secagem
intermitente de sementes de arroz irrigado
 
Armazenamento
Compreende o período, após o beneficiamento, em que as sementes permanecem no armazém até a época adequada
para a sua comercialização ou semeadura. Se os devidos cuidados no processo de armazenagem não forem seguidos, a
qualidade das sementes pode ser comprometida. O adequado armazenamento de sementes requer baixa temperatura e
baixa umidade. Os armazéns devem ser ventilados e as sacarias dispostas sobre estrados de madeira para evitar o
contato direto com o piso. Por serem higroscópicas, as sementes absorvem umidade do ar atmosférico, por isso, em
locais de clima úmido, a armazenagem deve ser mais cuidadosa. Em caso de infestação por insetos durante o período de
armazenamento, deve-se fazer o expurgo com produtos à base de fosfina, que não interferem na germinação das
sementes.
Para análise, a validade dos testes para germinação é de 10 meses e para reanálise de 8 meses, excluído o mês em que
o teste de germinação foi concluído.
 
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