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AULAS DIREITO PREVIDENCÍARIO - PARA P1 - INCONPLETA-11

Aula/Notas sobre RGPS: carência, reingresso e cálculo do benefício. Contém isenções (pensão por morte, salário‑família, auxílio‑acidente), cronologia de MPs e leis (2016–2019) sobre carência no reingresso, regras por benefício e cálculo do salário‑de‑benefício, limites e exceções.

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Isenções da Carência, além dos que independem de carência temos: pensão por 
morte; salário família; auxílio acidente (caráter indenizatório). Art. 26, Lei nº 8231/91. 
Também a Lei nº 13846/2019 que determinou a exigência de carência no benefício do auxílio-
reclusão. 
 
 Aula 07 - Dia 28/09 - RGPS - Carência (finalização), salário de 
benefício e cálculo de benefício – (Cláudio) 
 
 Retornando, carência é a identificação se preciso de número mínimo de 
contribuições (atividade) para ser concedido o direito a determinado benefício. Não me 
proporcionar de imediato. Caso da aposentadoria programada será mais longa. 
 Indivíduo que contribui, mas não mais segurado no seu retorno será exigido o 
pedido da carência integral do benefício, ou somente parte da carência? Tal regra foi variável 
normativamente, a Carência de Reingresso. Imaginemos o segurado que contribuiu por 5 
anos. Entretanto para de contribuir por qualquer motivo (desemprego). Passando 4 anos fora 
ele retorna a contribuir. Necessário será pedir as 12 contribuições mais uma vez para 
conseguir o auxílio-doença? Ou somente parte? Exigirá a carência integral? Ou parcial? 
 De 2016 a 2019 tivemos alterações constantes com mudança de meses. Em 
07.07.2016 tivemos o art. 24, §único, Lei nº 8213/91 que exigia somente 1/3 da carência. De 
08.07.2016, MP 739/2016 exigia a carência integral no reingresso, mas vigente até caducar em 
04.11.2016. Assim voltava ao dispositivo anterior em 05.11.2016, art. 24, §único, Lei nº 
8213/91, 1/3 de carência do benefício, até 05.01.2017. Em 06.01.2017 tivemos a MP 767/2017 
em que seria carência integral no reingresso, até 26.06.2017. Em 27.06.2017, convertida em 
Lei nº 13.457/2017, mas exigindo 1/2 de carência do benefício, até 17.01.2019, com nova MP 
871/2019 que novamente exigia carência integral do reingresso, até 18.06.2019. Finalmente, 
em 18.06.2019, convertida na Lei nº 138.846/2019, que contrariou e exigiu 1/2 de carência 
para reingresso. Assim na carência de reingresso teremos: auxílio-doença (6 meses); 
aposentadoria por invalidez (6 contribuições); salário-maternidade (5 meses); auxílio-reclusão 
(12 contribuições). 
 TNU, Tema 176 que se o segurado no RGPS em que fato gerador do benefício 
ocorreu na vigência da MP 739/2016 e 767/2017 aplicará as regras previstas, deverá ser a 
carência integral do reingresso. 
 Argemiro contribuiu para Previdência durante três anos. Entre janeiro de 2009 a 
dezembro de 2011. Depois de um tempo sem contribuir volta em agosto de 2019. Quantas 
contribuições seriam necessárias a partir do reingresso para ter direito a um auxílio-doença? 
Perante após a Lei nº 138.846/2019, vigente em 18.06.2019, temos a exigência de 1/2 de 
carência, logo 6 meses. Eu não pergunto quanto ao caso concreto se a carência dele vai ser 
pela Lei nº 138.846/2019 ou pelo entendimento da TNU, Tema, 176. Tem coisas que vale para 
vida e tem coisas que o professor pergunta (ALEXANDRE FERREIRA). 
 Valor dos Benefícios, o cálculo não será com base no último salário, mas com 
base no histórico contributivo de toda sua vida. Salário de benefício será uma base de cálculo, 
levando em conta o histórico contributivo para encontrar o primeiro benefício da pessoa, 
Renda Mensal Inicial. Que será o valor do primeiro benefício da pessoa. Nada garante que 
continuará ganhando tal quando se aposentar, somente é o primeiro benefício. Sofrerá 
reajustes e distanciará um pouco. 
 Quanto mais alto o histórico contributivo, mas alto será a RMI. A maioria dos 
benefícios do RGPS, direta ou indireta, será calculado com base no histórico contributivo. 
Exceção será o salário família e salário maternidade. O primeiro diante que destinado para 
famílias de baixa renda e será por filho (sendo menor de 14 anos), então fixo e sem carência, 
caráter complementar, não substitutivo de renda. O segundo diante que reflete o salário, 
exatamente o valor que ganha. 
 O Salário de Benefício terá um limite mínimo (salário-mínimo, para 2020, 
R$1.045,00) e um limite máximo (teto do RGPS, para 2020, R$6.101,06). Salvo raríssimas 
exceções não receberá nenhum benefício acima do teto. Se a pessoa recebe R$20.000,00 será 
pelo todo? Não. Contribuirá até o valor do teto do RGPS. 
 Cálculo do Salário Benefício Antes da Reforma, utilizado para a pessoa com 
direito adquirido antes da reforma. A base legal era dos art. 28 a 32, Lei nº 8213/91. A regra 
permanente era todo período contributivo (art. 29, Lei nº 8213/91). Se começou a trabalhar no 
ano 2000 e última contribuição foi em 2016. Levará para conta todo esse histórico de 
contribuições. Mais a regra de transição da Lei nº 9876/1999 se o segurado já filiado, ante da 
Lei, somente será por base cálculos de salários posteriores a junho de 1994. Charles começa a 
trabalhar em 1987 e tem como última contribuição em 2017. Filiado antes de 1999, 
deveremos levar em contar o período de contribuição, não de 1987 até 2017, mas de julho de 
1994 até 2017. Ocorreu o Plano Real em julho de 1994. Objetiva que comece do plano real, 
não de diversas moedas para converter. Período Básico de Cálculo seria os salários em conta 
para identifica o salário de benefício. Na regra definitiva levarei em conta todo período 
histórico do segurado. Se filiado no ano 2000 e contribuiu até 2017 levarei histórico de 
contribuição para cálculo do benefício. Se filiado até 28.11.1999 não começarei do início, mas 
das contribuições de 07.1994, devido ao Plano Real. Desconsidera-se outras moedas. 
 Relevante fazer a seguinte pergunta: eu vou levar em conta a partir de julho de 
94? Ou vou levar em conta a partir da vida útil tributiva do segurado? Necessário identificar a 
data de filiação do segurado. Tal é período básico de cálculo, definir os salários para definir o 
valor do benefício previdenciário. Primeiro definir salários, segundo atualizar todos os salários 
pelo INPC (art. 29-B, Lei nº 8213/91). Está atualização é para corrigir a defasagem enorme no 
valor do benefício. Terceiro excluir os 20% menores salários. Garantia um valor um pouco 
maior. Por fim selecionando o restante, os 80% maiores salários tiraria a média aritmética 
simples que soma de tudo pela divisão da quantidade de salários. 
 Cálculos do Salário Benefício Após a Reforma, EC nº 103/2019, a diferença estão 
no não descarte dos 20% menores salários. Terá um valor menor. Será igual: regra de transição 
(Lei nº 9876/99); atualização pelo INPC; média aritmética simples. 
 Direito Adquirido para Cálculos Antes da Reforma, EC nº 103/2019, art. 3º, §2º, 
EC nº 103/2019 c/c art. 188-E, Dec. 3048/99. A regra anterior é utilizada para aqueles com 
direito adquirido, proventos de aposentadoria e pensões por morte será apurado pela 
legislação em vigor a época atendidos os requisitos concedidos. Princípio do Tempus Regis 
Actum. Antes de 13.11.2019 vou os direitos adquiridos assim como os benefícios. 
 Cálculo da Renda Mensal Inicial, mesmo após identificação da data de primeiras 
contribuições, atualização das contribuições pelo INPC e após calcular a média aritmética 
simples. Da média aritmética simples pergunta-se que benefício previdenciário é este? Diante 
que da determinação legal ser para cada benefício previdenciário será pago uma porcentagem 
do salário de benefício (após média aritmética simples). Se for auxílio-doença será pago 90% 
da média. Se for aposentadoria será mais complexo pois o pagamento será também 
identificando o tempo de contribuição do segurado. 
 i) Benefício de Aposentadoria, art. 26, §6º, EC nº 103/91. Começo a contribuir 
em 2020 e o fim da contribuição será até 2040. 20 anos contribuindo. SB foi R$ 3.500,00 
(atualizo pelo INPC, somo todos os salários de 2020 a 2040, e divido pelo número de salários). 
Mas está não será a aposentadoria da pessoa. Se homem será pago 60% dos R$ 3.500,00 (SB), 
que contribuiu durante 20 anos será o valor de R$ 2.100,00. Para elevar a média, ser 100% ele 
precisacontribuir por 40 anos. A contribuição deveria ser de 2020 a 2060. Eu chego em 40 
anos. Esse cálculo acontece, pois, a contribuição mínima para homem será 20 anos e para 
mulher será 15 anos. Logo, para cada anos a mais contribuindo o homem e mulher receberá 
mais 2% dos 60%. A mulher começa com 15 anos contribuindo. No 16 ano ela receberá mais 
2%, 17 ano receberá mais 2% etc. 
 ii) Auxílio por incapacidade temporária, será 91% do SB. 
 iii) Auxílio-acidente será 50% do SB, não será substitutivo de renda então se o SB 
der abaixo do salário-mínimo vai ser esse valor mesmo, e 50% será pago. 
 Exemplificando sem atualização com INPC, valor seco. Antônio trabalhou por 10 
anos. Por 2 anos recebendo R$ 1.000,00, por 3 anos recebeu R$ 1.200,00, por 5 anos recebeu 
R$ 3.000,00. Após 10 anos ele teria 120 contribuições. 
 Antes da Reforma eu descartaria os salários 20% menores, os 2 anos de R$ 
1.000,00. Depois 36 meses (3 anos) x R$ 1.200,00 + 60 meses (5 anos) x R$ 3.000,00 a soma 
total seria R$ 223.200,00. Que seria divido pelo número de salários (36+60=96). Que resultaria 
no SB de R$ 2.325,00. 
 Após Reforma eu não descartaria os salários 20% menores. Será assim 24 meses 
(2 anos) x R$ 1000,00 + 36 meses (3 anos) x R$ 1.200,00 + 60 meses (5 anos) x R$ 3.000,00 a 
soma total seria R$ 247.200,00. Que seria divido pelo número de salários (24+36+60=120). 
Que resultaria no SB de R$ 2.060,00. 
 Tal não será o valor do benefício previdenciário necessário saber quantos 
porcento determina o pagamento do benefício.

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