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1 HERPES GENITAL 
INTRODUÇÃO: 
➔ A herpes genital é a infecção sexualmente 
transmissível ulcerativa mais comum. É causada 
pelo vírus herpes simplex-2 (HSV-2), mas o vírus 
herpes simplex-1 (HSV-1) também produz pode 
causar herpes em região genital. A transmissão 
acontece principalmente pelo contato sexual. 
➔ O vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) e o vírus 
herpes simplex tipo 2 (HSV-2) são infecções 
comuns em todo o mundo. Tanto o HSV-1 quanto 
o HSV-2 podem causar herpes genital, e a 
infecção simultânea no mesmo local anatômico por 
HSV-1 e HSV-2 foi documentada. 
FISIPATOLOGIA: 
➔ Esses vírus são o da varicela zoster, o vírus 
Epstein-Barr e o vírus do herpes humano. Todos 
são DNA-vírus que variam quanto à composição 
química e podem ser diferenciados por técnicas 
imunológicas. 
➔ Embora os HSV-1 e HSV-2 possam provocar 
lesões em qualquer parte do corpo, há predomínio 
do tipo 2 nas lesões genitais e do tipo 1 nas lesões 
periorais. 
➔ Embora os HSV-1 e HSV-2 possam provocar 
lesões em qualquer parte do corpo, há predomínio 
do tipo 2 nas lesões genitais e do tipo 1 nas lesões 
periorais. 
➔ O contato com lesões ulceradas ou vesiculadas é 
a via mais comum, mas a transmissão também 
pode ocorrer através do paciente assintomático. 
Pode também haver ainda a autoinoculação. 
➔ Seu período de incubação varia de 1 a 26 dias 
após o contágio, tendo uma média de 6 dias na 
primeira infecção. Tem como principal 
característica biológica a capacidade de latência 
no tecido nervoso. 
➔ Após a infecção genital, o HSV ascende pelos 
nervos periféricos sensoriais, penetra nos núcleos 
das células dos gânglios sensitivos e entra em um 
estado de latência. A ocorrência de infecção do 
gânglio sensitivo não é reduzida por qualquer 
medida terapêutica. 
QUADRO CLÍNICO: 
PRIMOINFECÇÃO: 
➔ Em geral, a primoinfecção é uma manifestação 
mais severa caracterizada pelo surgimento de 
lesões eritemato-papulosas de um a três 
milímetros de diâmetro. Essas lesões rapidamente 
evoluem para vesículas sobre base eritematosa, 
muito dolorosas e de localização variável na região 
genital. 
➔ O conteúdo dessas vesículas é geralmente citrino, 
raramente turvo. Após o rompimentos das 
vesículas surgem pequenas úlceras arredondadas 
ou policíclicas. As lesões têm regressão 
espontânea em sete a dez dias, com ou sem 
cicatriz. 
➔ O quadro local na primoinfecção costuma ser 
bastante sintomático. Na maioria das vezes, é 
acompanhado de sintomas gerais, podendo cursar 
com: 
➢ Febre 
➢ Mal-estar 
➢ Mialgia 
➢ Disúria, com ou sem retenção urinária 
HERPES GENITAL RECORRENTE: 
➔ O quadro clínico das recorrências é menos intenso 
que o observado na primoinfecção. Essas 
manifestações podem ser precedido de sintomas 
prodrômicos característicos, como: 
➢ Prurido leve ou sensação de “queimação” 
➢ Mialgias e “fisgadas” nas pernas, quadris e 
região anogenital 
➢ Mais raramente, a ocorrência de lesões pode ser 
acompanhada de sintomas gerais como febre e 
mialgia. 
➔ A recorrência tende a ser na mesma localização 
da lesão inicial, geralmente, em zonas inervadas 
pelos nervos sensitivos sacrais. As lesões 
recorrentes podem ser cutâneas e/ou mucosas e 
também seguem a mesma sequência da 
primoinfecção. 
DIAGNÓSTICO: 
➔ O diagnóstico laboratorial para o HSV tem 
aplicação complementar para as manifestações 
comuns causadas pelo vírus, destacando-se sua 
importância em indivíduos imunocomprometidos, 
transplantados, gestantes, recém-nascidos e em 
suspeita de encefalite. 
➔ Em geral, a inspeção clínica deve incluir toda a 
região genital, perigenital e perianal do paciente, 
observando-se lesões características que podem 
apresentar-se em diferentes fases evolutivas como 
máculas eritematosas e vesículas agrupadas, 
erosões, crosta e reparação. 
 
2 HERPES GENITAL 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: 
➔ O isolamento viral, apesar de lento e trabalhoso, 
ainda é considerado o método padrão para 
diagnóstico do HSV, por sua boa sensibilidade. O 
método baseia-se na observação de uma cultura 
de células sob microscópio óptico à procura do 
efeito citopático do vírus (formação de 
degeneração balonizante nas células infectadas) 
sobre a célula. 
➔ Cultura viral, reação em cadeia da polimerase 
(PCR), anticorpo de fluorescência direta e testes 
sorológicos específicos para Herpes simplex, 
quando disponíveis, podem ser utilizados para 
auxiliar no diagnóstico. A escolha do teste varia 
com a apresentação clínica. 
➔ A cultura de células e o teste baseado em PCR 
são os testes preferidos para um paciente que 
apresenta lesões ativas, embora o teste baseado 
em PCR tenha a maior sensibilidade e 
especificidade geral. 
TRATAMENTO: 
➔ Para a maioria dos pacientes com um primeiro 
episódio de HSV genital, recomenda-se a terapia 
antiviral por via oral. A única exceção podem ser 
pacientes com infecção não primária que 
apresentam apenas sintomas leves após vários 
dias. 
➔ A terapia antiviral diminui a duração e a gravidade 
da doença em dias a semanas, com efeitos 
adversos mínimos do medicamento e reduz o 
desenvolvimento de novas lesões. Idealmente, o 
tratamento deve ser iniciado dentro de 72 horas 
após o aparecimento da lesão. 
➔ O Aciclovir, atualmente, é o único antiviral que é 
amplamente distribuído pelo SUS, por isso é o 
mais utilizado. Além do Aciclovir, o tratamento da 
herpes genital pode ser feito com Valaciclovir ou 
Fanciclovir. 
INFECÇÃO PRIMÁRIA: 
➔ Aciclovir: 400 mg três vezes ao dia ou 200 mg 
cinco vezes ao dia 
➔ Famciclovir: 250 mg três vezes ao dia 
➔ Valaciclovir: 1 g duas vezes ao dia 
INFECÇÃO RECIDIVADA: 
➔ Aciclovir : 400 mg três vezes ao dia ou 200 mg 
cinco vezes ao dia 
➔ Famciclovir 1000 mg duas vezes ao dia durante 
um único dia; ou 125 mg duas vezes ao dia por 
cinco dias; ou 500 mg uma vez, seguido por 250 
mg duas vezes ao dia por dois dias 
➔ Valaciclovir: 500 mg duas vezes ao dia por três 
dias ou 1 g uma vez ao dia por cinco dias 
RECORRENTE: 
➔ Aciclovir: 400 mg duas vezes 
➔ Famciclovir: 250 mg duas vezes ao dia 
➔ Valaciclovir: 500 mg uma vez ao dia ou 1000 mg 
uma vez ao dia

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