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1 TRAUMA PÉLVICO 
TRAUMA DE BEXIGA: 
➔ 10% dos traumas urológicos, segundo mais 
frequente 
➔ Trauma contuso: 85% 
➔ Fratura pélvica concomitante (83-95%): ramos 
púbicos/anel obturador 
CLÍNICA: 
➔ Hematúria macroscópica 
➔ Dor suprapúbica 
➔ Incapacidade ou dificuldade em urinar 
➔ Peritonite pode estar presente nos casos de lesão 
intraperitoneal. 
DIAGNÓSTICO: 
➔ Laparotomia 
➔ Cistografia retrógrada: 
 
➔ TC com líquido livre sem lesão de víscera maciça 
+ hematúria, deve pensar em lesão intraperitoneal 
 
TRATAMENTO: 
➔ Lesão intraperitoneal: reparo cirúrgico imediato 
(fios absorvíveis) 
➢ Laparotomia e rafia primária da lesão 
➢ Cateter vesical por 2 a 3 semanas 
➢ Cistografia antes de retirar cateter 
➔ Lesão extraperitoneal: Cateter vesical por 2 a 3 
semanas + Cistografia antes de retirar cateter 
➔ Lesões extraperitoneais por trauma penetrante e 
lesões complexas: Reparo cirúrgico precoce 
➢ Corpo estranho ou fragmento ósseo na bexiga; 
➢ Hematúria persistente com formação de 
coágulos que impedem a drenagem adequada 
da bexiga (não usar irrigação vesical). 
➢ Lesão concomitante de órgãos pélvicos (por 
exemplo: lesões retais e vaginais). 
➢ Lesão no colo da bexiga (onde se abre a uretra); 
TRAUMA DE URETRA: 
➔ 4% dos traumas urológicos 
➔ Trauma contuso: 90% 
➔ Uretra anterior: fossa navicular, uretra peniana e 
uretra bulbar (85% dos traumas uretrais são na 
uretra bulbar). O tipo mais comum de trauma é a 
"queda a cavaleiro“. 
➔ Uretra posterior: uretra membranosa e uretra 
prostática. As lesões geralmente ocorrem na uretra 
membranosa e estão associadas à fratura pélvica. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
➔ Tríade clássica: uretrorragia (sangue no meato 
uretral), incapacidade de urinar e globo vesical 
palpável (”bexigoma”). 
➔ Hematoma perineal ou “em forma de borboleta” 
 
➔ Próstata flutuante ao toque retal (deslocamento 
cranial) – na lesão de uretra posterior 
➔ Trauma direto ou queda a cavaleiro: uretra anterior 
(bulbar é mais comum) 
➔ Fratura pélvica instável – uretra posterior 
➔ Diagnóstico: uretrocistografia retógrada 
DIAGNÓSTICO: 
➔ Uretrocistografia retrógrada: 
 
➔ Não deve sondar esse paciente 
TRATAMENTO: 
➔ Imediato: cistostomia por punção ou aberta 
 
2 TRAUMA PÉLVICO 
➔ Definitivo: após 3 a 6 meses (pela Urologia) 
➔ Somente as lesões penetrantes na uretra anterior 
têm indicação de exploração e reparo primário, 
exceto se o paciente estiver instável. 
TRAUMA TESTICULAR: 
➔ Equimose escrotal e edema ou dificuldade em 
identificar os contornos do testículo 
➔ USG: perda de continuidade da túnica albugínea, 
ruptura testicular, heterogenecidade do 
parênquima testicular, hematocele ou hematoma 
testicular = 
➔ Tratamento: 
➢ Lacerações superficiais do escroto: fechamento 
com suturas absorvíveis. 
➢ Traumatismo escrotal penetrante, que atravesse 
a fáscia de Dartos: desbridamento, limpeza e 
fechamento da túnica albugínea. 
➔ Lesões testiculares complexas, sem parênquima 
viável: orquiectomia 
TRAUMA PENIANO: 
➔ Diagnóstico clínico/USG: fratura dos corpos 
cavernosos 
➔ Lesões penetrantes: 40-50% tem lesão uretral 
associada. Reparo imediato da túnica albugínea e 
da uretra. 
➔ Lesões contusas: 
➢ Degloving: perda parcial, circunferencial ou 
completa da pele peniana. Tratamento com 
enxerto/retalho. 
➢ Amputação peniana: lesão rara. Tratamento: 
reimplante (imediatamente após a lesão). Se não 
for possível o replantio, uma uretrostomia 
perineal ou cistostomia são opções para o desvio 
urinário. 
➢ Fratura peniana: lesão incomum que pode 
ocorrer quando a há ruptura da túnica albugínea 
que reveste o corpo cavernoso. Ocorre durante o 
ato sexual. Pode resultar em lesão da uretra 
anterior concomitante (20% dos pacientes) 
FRATURAS PÉLVICAS: 
➔ Traumas de alta energia 
➔ Lesão do trato urinário interior (bexiga, uretra 
posterior) 
➔ Lesão do plexo venoso e vasos ilíacos 
➔ Lesão retal e vaginal 
➔ Lesão perineal e nervosa. 
➔ Instabilidade hemodinâmica no cenário de fratura 
pélvica: devido a hemorragia do plexo venoso 
pélvico pré-sacral e das superfícies abertas do 
osso – 85%. 
➔ A estabilidade da pelve é avaliada pelo exame 
físico 
MECANISMO DE TRAUMA: 
➔ Fechada: ocorre compressão lateral 
➢ Frequência de 60 a 70% dos casos 
 
➔ Livro Aberto/ Open the book: compressão 
anteroposterior 
➢ Frequência de 15 a 20% 
 
➔ Cisalhamento Vertical: 
➢ Frequência de 5 a 15% 
 
MANEJO: 
➔ Comprimir a pelve com amarração com lençol 
LESÕES PERINEAIS: 
➔ Limpeza da lesão e desbridamento de todos os tecidos 
➔ desvitalizados. Deixar a ferida aberta para fechamento 
por segunda intenção, programação de curativos 
seriados,. 
➔ Antibioticoterapia de amplo espectro. 
➔ Derivação do trânsito intestinal e cateterismo vesical 
(ou cistostomia) 
➔ Tratamento adequado das fraturas. 
➔ Revisão programada em 48 a 72h. 
➔ Reconstrução: apenas quando os tecidos 
estiverem todos viáveis, na ausência de infecção e 
 
3 TRAUMA PÉLVICO 
as condições clínicas do paciente permitam. 
Portanto, o fechamento da ferida com rotação de 
retalho miocutâneo nos traumas pelve-perineais 
complexos está contraindicado nesse primeiro 
momento do tratamento devido ao alto risco de 
infecção.

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