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ANAMNESE E EXAME FÍSICO DO
RECÉM-NASCIDO
Profa.Ma Elaine Cristina Cordovil
 Manaus ,2024
NEONATOLOGIA
NEONATOLOGIA (NEO = novo; NATO = nascimento;
LOGIA = estudo)
Corresponde a uma subdivisão da pediatria que
cuida dos recém nascidos desde o nascimento até
28 dias de vida.
CLASSIFICAÇÃO DO RN
PELA IDADE
GESTACIONAL
RN A TERMO: 37 SEMANAS
A 41 SEMANAS E 6
DIAS
RN PRÉ-TERMO: ATÉ 36
SEMANAS E 6 DIAS
RN- PÓS-TERMO: com
42
semanas ou mais
PELO PESO AO
NASCER:
Baixo peso: <2.500 g
Muito baixo peso: <1.500 g
Extremo baixo peso: <1000 g
Segundo a OMS - Visão geral
❖ Um bebê nascido vivo é considerado prematuro antes que as 37
semanas de gestação tenham sido completadas. A prematuridade esta
divididas em subcategorias de acordo com a idade gestacional:
� PREMATURIDADE EXTREMA (<de 28 semanas)
� MUITO PREMATURO (28 a 32 semanas)
� PRÉ-TERMO MODERADO A TARDIO (32 a 36 semanas e 06 dias )
❖ O trabalho de parto induzido e cesariana não deve ser planejado antes
de 39 semanas de gestação, a menos que indicado por razões médicas.
6
EXIGÊNCIAS PARA O EXAME FÍSICO:
• Sempre que possível na presença da mãe ou
acompanhante;
• Deve ser realizado em um ambiente adequado;
• Deve-se realizar a lavagem das mãos antes de se iniciar e
após terminá-lo;
• O RN precisa estar desnudo.
SEQUÊNCIA DA AVALIAÇÃO DO EXAME
1- MEDIDAS
Peso, comprimento, PC, PT e PAB.
• A temperatura deve ser medida na ocasião do exame.
2. INSPEÇÃO GERAL
Olhando para o RN e avaliando sua postura, fácies, estado nutricional,
respiração e coloração da pele.
3. EXAME REGIONAL
Inicia pela cabeça e terminando nos pés (cefalopodálico),
analisando caso a caso se há possibilidade.
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
PESAGEM DO RN
Observa-se perda ponderal fisiológica de até 10% do peso
do nascimento até o 5° dia, devendo-se recuperar o peso
em torno do 10° dia de vida.
COMPRIMENTO
Varia de 49 a 50 cm. É importante assegurar a extensão dos
membros inferiores encostando a planta do pé na régua.
PERÍMETRO CEFÁLICO
Utiliza-se uma fita métrica que deve passar
occipto e acima da linha das sobrancelhas do RN.
PERÍMETRO TORÁCICO
O perímetro torácico é de 1 a 2 cm menor que o
PC.
*Colocar a fita métrica sobre o tórax e passa-la na
direção dos mamilos durante a inspiração.
PELE
LANUGEM
Surge em torno da 20 semana da
gestação. Em torno de 28 semanas,
começa a desaparecer.
VÉRNIX CASEOSO
É o produto de secreção da pele
durante a vida intrauterina, que
recobre e protege contra a maceração
pelo líquido amniótico.
*Favorece o deslizamento*
* Mantém a temperatura corporal
após o nascimento*.
CIANOSE COLORAÇÃO/ SINAL DE
ARLEQUIM
Instabilidade
vasomotora
Oxigenação
insuficiente
ICTERÍCIA
Caracterizada pela
cor amarelada da
pele decorrente de
sua impregnação por
bilirrubina.
MILLIUM SEBÁCEO E ERITEMA TÓXICO
MILIUM SEBÁCEO
Distensão e obstrução das
glândulas sebáceas,
decorrentes do estrógeno
materno.
ERITEMA TÓXICO
Lesões eritematosas
multiformes, que pode ser
desencadeada por
estímulos mecânicos de
atrito ou pressão da pele.
HEMANGIOMAS E MÁCULAS
VASCULARES.
HEMANGIOMAS:
Formas vasculares mais extensas e
elevadas e podem ter significado
patológico.
MÁCULAS VASCULARES:
São manchas de cor salmão
que desaparecem a pressão. (
Nuca, pálpebra superior e fronte.
MANCHA MONGÓLICA
e
* Região glútea lombosacra.
Traduz imaturidade da pele na
migração dos melanócitos,
relacionada a fatores raciais. Essa
mancha costuma
despertar o interesse das
mães.
FONTANELAS
• Fontanela anterior ou
bregmática:
• Fecha aos 14 - 18 meses de
vida.
• Fontanela posterior ou
lambdoide:
• Fecha aos 2 meses de vida.
Depressíveis, normotensas e
planas.
FACE
• Simetria
• Indícios de síndromes cromossômicas
• Implantação das orelhas
• Distância entre os olhos
OLHOS
• Cerrados ou abertos
ORELHAS
• Formas;
• Tamanhos;
• Implantação ( deve estar na mesma linha dos olhos).
• Testar acuidade auditiva
NARINAS
• Permeabilidade;
• Forma e implantação;
• Secreção
• Batimentos de aletas nasais.
• LINGUA
Macroglossia.
Frênulo lingual (anquiloglossia).
PESCOÇO
PARTE MEDIANA.
Crescimento anormal da tireoide ( bócio).
• MOBILIDADE E TÔNUS. Anomalias das vértebras
cervicais:
• PELE REDUNDANTE NA NUCA.
• Síndrome de Down.
TÓRAX
• Fratura de clavícula 3% dos RNT;
• Respiração abdominal
• FR: 40 a 60 irpm
• >60 irpm dificuldade respiratória.
• Observar simetria e presença de proeminência ou
afundamento esternal.
CLAVÍCULA
Presença de
crepitações indica
fratura.
MAMAS
Verificar:
Distância intermamilar;
Presença de mamilos extranumerários.
Aumento unilateral: Suspeitar de mastite.
Tumefação mamária:
ação dos hormônios
maternos (leite de bruxa)
CARDÍACO
AUSCULTA
• Método complexo, exige treino.
• Cardíaco:
• Para avalia-los existem os focos de ausculta no tórax, onde são produzidos
os
• sons com maior intensidade.
• AÓRTICO: 2° EID
• PULMONAR: 2 ° EIE
• TRICÚSPIDE OU ATRIOVENTRICULAR D: Processo xifoide
• MITRAL OU ATRIOVENTRICULAR E: 4° EIE
Avalia-se o contorno e possíveis anormalidades do
abdome com o RN ereto e na posição de decúbito
dorsal
FORMATO
Globoso/ Plano/ Distendido/
Flácido
COTO UMBILICAL
a)Aspecto gelatinoso e
brilhante.
b) Mumificação
c) cicatrizado
Não deve apresentar hiperemia
, exsudato purulento ou sinais
infecciosos
SITUAÇÕES QUE INVIABILIZAM O EXAME
DO ABDOME
GENITÁLIA MASCULINA
Inspeção e palpação:
PÊNIS
Tamanho do pênis
Posicionamento do orifício uretral ( Centralizado na glande)
hipospádia
epispádia
Face dorsal Face
ventral
BOLSA ESCROTAL
No RN a termo a aparência é rugosa
Presença dos testículos
Ausência criptorquidia
Aumento dos testículos frequentemente é decorrente de
hidrocele.
HIPOSPÁDIA
CRIPTORQUIDIA
GENITÁLIA
FEMININA
❑ Os lábios menores, lábios maiores e clitóris
são
edematosos.
❑ Os lábios e o clitóris precisam ser cuidadosamente
inspecionados para identificar qualquer evidência de
genitália ambígua ou outras anormalidades.
EXTREMIDADES
a) Tamanho, forma, simetria, presença ou não de
edemas.
b) Anormalidades.
• Pé torto congênito Dedos supranumeráris
Sindactilia
• Prega simiesca
• Paralisias
• Fraturas
• Anomalias posturais dos pés
DESENVOLVIMENTO
• É uma transformação complexa, contínua, dinâmica e
progressiva, que inclui, além do crescimento, a
maturação, a aprendizagem e os aspectos psíquicos e
sociais.
• O desenvolvimento afetivo é um fator de proteção para
o desenvolvimento humano;
• O acompanhamento do desenvolvimento objetiva:
promoção, proteção e detecção precoce de alterações
para intervenções mais assertivas;
REFLEXOS
• É uma reaçãocorporal automática à
estimulação.
• O reflexos primitivos característicos dos RNs
devem ser avaliados, por fornecerem
informações importantes sobre seu estado de
saúde;
• São caracterizados por resposta motora
involuntária a um estímulo e estão presentes
em bebês desde antes do nascimento até por
volta dos seis meses de vida.
VORACIDADE
OU PROCURA
Manifesta-se quando é tocada a bochecha perto
da boca, fazendo com que a criança desloque a
face e a boca para o lado do estímulo. Está
presente no bebê até 3 meses de idade.
FUGA À ASFIXIA
O reflexo de fuga à asfixia é a avaliado colocando-
se a criança em decúbito ventral no leito, com a
face voltada para o colchão. Em alguns segundos
o RN deverá virar o rosto liberando o nariz para
respirar adequadamente.
MARCHA
A marcha reflexa e o apoio plantar podem ser
pesquisados segurando-se a criança pelas
axilas em posição ortostática. Ao contato das
plantas do pé com a superfície , a criança
estende as pernas até então fletidas. Se for
inclinada para frente inicia-se a marcha reflexa.
REFERÊNCIA
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes de
estimulação precoce: crianças de zero a três anos com atraso no desenvolvimento
neuropsicomotor decorrente de microcefalia / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde. – Brasília:Ministério da Saúde, 2016
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas. Manual do Método Canguru : seguimento
compartilhado entre a Atenção Hospitalar e a Atenção Básica / Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas
Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015
• FELIZ, Marjorie Cristiane et al. Adherence to the follow-up of the newborn
exposed to syphilis and factors associated
with loss to follow-up. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 19, p. 727-739,
2016.
• FRIZON, Bruna Aver; VIEIRA, Maria Eduarda. Impacto da hospitalização no
desenvolvimento motor de prematuros nascidos abaixo de 1.500 g até os doze
meses de idade corrigida, 2022.
• SILVEIRA, R.C. Manual seguimento ambulatorial do prematuro de risco. 1º Ed. –
Porto Alegre: Sociedade Brasileira
de Pediatria. Departamento Científico de Neonatologia, (p. 03-07), 2012
• • SILVEIRA RC, Procianoy RS. Crescimento nos primeiros anos de vida de recém-
nascidos de muito baixo peso. In: Procianoy RS, Leone CR, editores. PRORN. Ciclo
7, 2010.
• • RUGOLO, LMS, Bentlin MR, Lyra JC, Monitorização do Desenvolvimento do RN
pré-termo In: Procianoy RS,
Leone CR editores PRORN Ciclo 9 Mód lo 4 2010

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