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Fernanda Reis Luiza A. Andreazza Paola Souza Angnes Michele Guimarães M i n i M a n u a l d e U A N Higiene pessoal de manipuladores..............................3 Temperaturas...............................................................4 Organização de geladeira..........................................5 Coleta de amostras.....................................................6 Higienização de hortifruti............................................7 Higienização de mãos.................................................8 Manual de boas práticas.............................................9 Procedimentos operacionais padronizados................10 Análise de perigos e pontos críticos de controle........11 Planilhas de controle...................................................12 Ficha técnica...............................................................13 SUMÁRIO • Tirar barba ou bigode; • Usar os cabelos presos e cobertos por redes ou toucas; • Manter roupas e aventais sempre limpos, trocando-os diariamente e sempre que necessário; • Não manipular alimentos quando estiver doente (ex: resfriado) ou apresentar algum tipo de lesão nas mãos e unhas; • Manter as unhas sempre curtas e limpas, sem esmalte e anéis; • Não usar adornos (brincos, pulseiras, anéis, aliança, piercing, etc.); • Evitar conversar, cantar, tossir ou espirrar sobre os alimentos, para que não caia saliva sobre os mesmos; • Fumar apenas em locais permitidos. Higiene pessoal dos manipuladores Os microrganismos estão em todos os lugares e chegam aos alimentos, geralmente pela falta de higiene pessoal, do ambiente e utensílios e também por falta de cuidados na preparação e na distribuição dos alimentos. Temperaturas dos alimentos Cadeia quente: 60°C por 6 horas Alimentos pós-cocção/distribuição: < 60°C por 1 hora Cadeia fria: Até 10°C por 4 horas Preparações frias no momento da distribuição (saladas e sobremesas) De 10°C a 21°C por até 2 horas Freezer: -18°C Geladeira: 2 a 3°C Pass through quente: 70ºC / Frio: 6 a 8ºC Balcão frio: 6 a 8ºC Balcão quente: 85 a 95ºC Temperaturas dos equipamentos Congelador: Área responsável por congelar os alimentos. Separe sempre os alimentos prontos dos alimentos crus para evitar contaminação cruzada e se for congelar alimentos prontos, utilize etiquetas com datas de preparo para um melhor controle de validade. Área superior: Corresponde à área das prateleiras mais próximas ao congelador. Nos modelos mais antigos, esta costuma ser a área mais fria do aparelho depois do congelador. Área central: Corresponde à parte do meio da geladeira. Essa região é ideal para armazenar alimentos como ovos. Organização da geladeira Área interior: Normalmente localizada acima das gavetas de legumes, é recomendável que essa área seja utilizada para o descongelamento de comida congelada. É essencial o uso de vasilhames para impedir que escorra qualquer líquido que possa contaminar os demais alimentos. Gavetas para vegetais: É destinada a frutas e hortaliças in natura, pois são mais sensíveis às temperaturas da área gelada. Porta e compartimentos: É a área com maior variação de temperatura. Assim, não é aconselhável armazenar alimentos cuja qualidade possa sofrer alterações com as mudanças de temperatura constantes dessa área. Dê preferência para armazenar na porta da geladeira o que for menos perecível, como bebidas, geleias, molhos e conservas Coleta de amostras A coleta de amostra é essencial para garantir a qualidade e segurança dos alimentos servidos, devem-se realizar todos os dias e em todos os alimentos. ·Realizar a identificação das amostras com nome do local, data e horário, nome do responsável pela coleta e o produto; ·NÃO encostar a mão ou assoprar a parte intera do recipiente; ·Utensílios que serão utilizados para retirar a amostra precisam estar desinfetados com álcool 70% ou fervidos; ·No mínimo 100g de cada preparação e 200ml de água; ·Para embalar o saco, remover o ar e dar um nó; ·Manter refrigerado em temperatura de 4°C, por 72h após colheita de cada turno. ·Higienizar as mãos antes e depois da coleta; ·Separar as amostras em recipientes como, por exemplo: sacos descartáveis e esterilizados; Coleta de amostras O manipulador deverá utilizar vasilhas e utensílios próprios, bem lavados e esterilizados. Nunca utilizar utensílios de madeira. Para higienizar adequadamente as verduras, legumes e frutas, é preciso lavar em água corrente e após utilizar a solução clorada (1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água) e deixar de molho por 15 minutos. Após, enxaguar em água corrente novamente. Este procedimento visa eliminar possíveis microrganismos e/ou larvas de insetos presentes. Conservar os alimentos sempre cobertos, para protegê-los da ação de insetos. Higienização de hortifruti Higienização de mãos • Ao sair do banheiro ou vestiário; • Ao tocar o nariz, cabelo, sapatos, dinheiro e cigarro; • Após tocar alimentos podres e estragados; • Após carregar o lixo; • Sempre e antes de tocar em qualquer utensílio e equipamento, ou seja, tudo que for entrar em contato com o alimento. Manual de boas práticas Manual de Boas Práticas (MBP): documento que descreve as operações realizadas pelo estabelecimento incluindo, no mínimo, os requisitos sanitários dos edifícios, a manutenção e a higienização das instalações, dos equipamentos e dos utensílios, o controle da higiene e saúde dos manipuladores e o controle e garantia de qualidade do produto final. NÃO EXISTE MODELO PRONTO PARA O MANUAL DE BOAS PRÁTICAS, POIS O MESMO DEVE SER ESPECÍFICO PARA O ESTABELECIMENTO, DEVENDO ESTAR DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO SANITÁRIA VIGENTE Limpeza do reservatório de água; Higiene e saúde dos manipuladores; Limpeza das instalações, equipamentos e móveis; Controle de vetores e pragas. Procedimentos operacionais padronizados (POP’s) O Procedimento Operacional Padronizado (POP´s) é um documento de forma clara e objetiva, que estabelece instruções sequenciais para realização de operações rotineiras, na manipulação de alimentos. A RDC 216/04 aponta os quatro POP’s fundamentais para a UAN, são eles: É um documento obrigatório que deve estar datado, validado e assinado pelo responsável. Análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) Consiste em um sistema de controle sobre a segurança do alimento mediante a análise e controle dos riscos biológicos, quimicos e físicos em todas as etapas, desde a produção da matéria prima até a fabricação, distribuição e consumo. O sistema está baseado na prevenção, eliminação ou redução dos perigos em todas as etapas da cadeia produtiva mediante a aplicação de sete princípios básicos: Identificar e avaliar os perigos Determinar os pontos críticos de controle; Estabelecer os limites críticos Estabelecer os procedimentos de monitoramento; Estabelecer as ações corretivas a serem adotadas Estabelecer os procedimentos de verificação Estabelecer os procedimentos de registro Portaria n° 1.428/93/MS Perigos que afetam os alimentos lixo industrial, pesticidas, lubrificantes, produtos de limpeza, aditivos e alergênicos. QUÍMICO pedaços de metal, insetos, fuligem, lascas de madeira, cacos de vidro, fios de cabelo, lascas de unhas, pássaros e roedores. FÍSICO bactérias, toxinas, vibriões, microrganismos, fungos e bolores. BIOLÓGICO Planilhas de controle Troca de filtro; Manutenção de equipamentos no geral; Calibração de instrumentos de medição; Limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos; Higienização do reservatório de água; Controle de saúde dos manipuladores; Controle da temperatura de armazenamento dos alimentos. De acordo com a RDC n° 216, é necessário utilizar planilhas para controle das seguintes atividades: Além disso, é recomendado ter planilhas de recebimento de alimentos, controle de vencimento (PVPS), controle de amostras, higiene pessoal e uso de EPIs, um checklist de boas práticas diárias, controle do óleo de fritura,controle de vetores e pragas urbanas, entre outras. Modelo de checklist Modelo de planilha de controle de estoque e etiquetas Modelo de planilha de controle de temperatura Ficha técnica A utilização de fichas técnicas de preparação é um instrumento de padronização da produção de receitas em quantidades exatas. Fichas técnicas devem conter informações claras e objetivas, orientando o modo de preparo, custos, desperdícios, per capita, rendimento, fator de correção e cocção, podendo assim prevenir o desperdício na unidade de alimentação e contribuir para o aproveitamento e principalmente investimentos financeiros visando em todos os processos da etapa de preparação realizada resultando em ganhos na produtividade e qualidade em uma unidade de alimentação e nutrição Referências • Sistema APPCC (HACCP). Disponível em: https://www.gov.br/siscomex/pt-br/servicos/aprendendo-a-exportarr/conhecendo- temas-importantes-1/sistema-appcc-haccp. Acesso em: 02 jun. 2024. manual para manipuladores de alimentos-Teresina.pdf • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 set. 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/res0216_15_09_2004.html. Acesso em: 02 jun. 2024. • FOOD SAFETY BRAZIL. Manual da geladeira segura e organizada: dicas para manter sua comida sempre bem refrigerada e sem riscos. Disponível em: https://foodsafetybrazil.org/manual-da-geladeira-segura-e-organizada-dicas-para-manter-sua- comida-sempre-bem-refrigerada-e-sem-riscos/. Acesso em: 05 jun. 2024. • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 259, de 20 de setembro de 2002. Dispõe sobre Regulamento Técnico para Embalagens de Alimentos e Pragas Urbanas. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 set. 2002. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/rdc0259_20_09_2002.html. Acesso em: 08 jun. 2024. • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados Aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e à Rede de Serviços de Alimentação, a fim de garantir as condições higiênico- sanitárias do alimento processado. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 out. 2002. Disponível em: https://www.gov.br/servidor/pt-br/siass/centrais_conteudo/manuais/resolucao-rdc-anvisa-n-275-de-21-de-outubro-de- 2002.pdf/view. Acesso em: 19 jun. 2024. processo de higienização de mão-Anvisa.pdf boas práticas de manipulação de alimento-formação em ação.pdf • BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria MS nº 1.428, de 26 de novembro de 1993. Aprova o Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 nov. 1993. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1993/prt1428_26_11_1993.html. Acesso em: 19 jun. 2024.