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P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 1 Índice 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 3 2. EFICIÊNCIA x EFICÁCIA .................................................................................................................. 3 3. OBJETIVOS, METAS E INDICADORES.............................................................................................. 5 4. DADOS x INFORMAÇÃO ................................................................................................................ 5 4.1 Dados ............................................................................................................................................ 6 4.2 Informações .................................................................................................................................. 6 5. DEFINIÇÃO E CONCEITO DE UM INDICADOR DE DESEMPENHO - KPI ........................................... 6 5.1 Característica de um bom indicador ............................................................................................. 7 5.1.1 Pertinência dos indicadores para a gestão ............................................................................ 7 5.1.2 Credibilidade do resultado .................................................................................................... 7 5.1.3 Esforço aceitável para o apuramento do resultado .............................................................. 8 5.1.4 Simplicidade de interpretação .............................................................................................. 8 5.1.5 Simplicidade do algoritmo de cálculo.................................................................................... 8 5.1.6 Fonte de dados dentro de “casa” .......................................................................................... 8 5.1.7 Cálculo automático ............................................................................................................... 8 5.1.8 Possibilidade de auditar as fontes de dados com eficácia ..................................................... 9 5.1.9 Alinhado com a frequência de monitoramento .................................................................... 9 5.1.10 Possibilidade de calcular em momentos extraordinários ...................................................... 9 5.1.11 Protegido de efeitos externos ............................................................................................... 9 5.1.12 Não gera efeitos perversos ................................................................................................... 9 5.1.13 Possibilidade de benchmarking ........................................................................................... 10 5.1.14 Atualizado ........................................................................................................................... 10 5.1.15 Possibilidade de ter uma meta ............................................................................................ 10 6. FINALIDADE DOS INDICADORES .................................................................................................. 10 7. A MÉTRICA “S.M.A.R.T.” (Specific, Measurable, Attainable, Relevant, Timely)........................... 11 7.1 Específica (Specific) ..................................................................................................................... 11 7.2 Mensurável (Measurable) ........................................................................................................... 11 7.3 Alcançável (Attainable) ............................................................................................................... 11 7.4 Relevante (Relevant) ................................................................................................................... 12 7.5 Timely (Temporal) ....................................................................................................................... 12 8. ETAPAS PARA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE INDICADORES .............................................. 12 8.1 Coleta de dados .......................................................................................................................... 12 8.2 Processamento de dados ............................................................................................................ 13 8.3 Avaliação dos dados .................................................................................................................... 13 9. TIPOS DE GRÁFICOS .................................................................................................................... 14 9.1 Gráfico de barras......................................................................................................................... 14 9.2 Gráfico de pizza ........................................................................................................................... 15 9.3 Gráfico de rosca .......................................................................................................................... 15 9.4 Gráfico de linhas ......................................................................................................................... 15 9.5 Gráfico de dispersão ................................................................................................................... 16 9.6 Gráfico de radar .......................................................................................................................... 17 9.7 Gráfico de colunas ...................................................................................................................... 17 9.8 Gráfico de área............................................................................................................................ 18 9.9 Gráfico de bolha .......................................................................................................................... 18 P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 2 9.10 Gráfico de ações.......................................................................................................................... 18 9.11 Gráfico de superfície ................................................................................................................... 19 9.12 Gráfico de Gantt.......................................................................................................................... 20 10. DASHBOARD (PAINEL DE INDICADORES)..................................................................................... 20 10.1 Passos para criar uma Dashboard utilizando tabelas dinâmicas do Excel ................................... 22 11. FICHA DE INDICADORES .............................................................................................................. 23 12. Balanced Scorecard ..................................................................................................................... 23 12.1 Definição de Balanced Scorecard ................................................................................................ 24 12.2 Mapa estratégico ........................................................................................................................ 24 12.3 Desenho do mapa estratégico .................................................................................................... 25 12.4 Desdobramento em relações de causa e efeito .......................................................................... 25 12.5 Perspectiva financeira ................................................................................................................. 26 12.6 Perspectiva de clientes ...............................................................................................................27 12.7 Perspectiva de Processos internos .............................................................................................. 27 12.8 Perspectiva aprendizado e crescimento ..................................................................................... 28 12.9 Medidas, metas e ações .............................................................................................................. 28 12.10 Medidas (indicadores) ......................................................................................................... 28 12.11 Metas .................................................................................................................................. 28 12.12 Plano de ação ...................................................................................................................... 29 13. TIPOS DE INDICADORES DE DESEMPENHO ................................................................................. 29 13.1 Indicadores de Qualidade ........................................................................................................... 30 13.2 Indicadores de Produtividade ..................................................................................................... 30 13.3 Indicadores de Desempenho de Equipe ...................................................................................... 31 13.4 Indicadores de Desempenho Organizacional .............................................................................. 31 13.5 Indicadores relacionados a Fornecedores ................................................................................... 32 13.6 Indicadores relacionados a Sociedade ........................................................................................ 32 13.7 Indicadores relativos a Clientes e Mercado ................................................................................ 33 13.8 Indicador de Capacidade ............................................................................................................. 33 Bibliografia: ......................................................................................................................................... 34 P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 3 1. INTRODUÇÃO Um sistema de indicadores é fundamental para o diagnóstico da saúde de uma empresa, uma simples constatação que o número de clientes está crescendo, ou faturamento tem aumentado, ou ainda se o índice de falhas tem diminuído não me garante que a empresa está indo bem. A ausência desse sistema de indicadores na empresa é como uma pessoa que nunca foi a um médico, a qualquer momento poderá surgir uma doença em que o tratamento será tarde demais. Várias empresas já fecharam as portas porque não possuíam uma análise de seu desempenho, tampouco da tendência do mercado. Além disso, a medição sistemática, estruturada e balanceada dos resultados por meio de indicadores de desempenho permite às organizações fazerem as intervenções necessárias com base em informações pertinentes e confiáveis, à medida que ocorrem as variações entre o planejado e o realizado. Um indicador de desempenho é um valor mensurável que demonstra a eficácia com que uma empresa está alcançando os principais objetivos. As organizações usam KPIs em vários níveis para avaliar seu sucesso ao atingir metas. Os KPIs de alto nível podem se concentrar no desempenho geral dos negócios, enquanto os KPIs de baixo nível podem se concentrar em processos em departamentos como vendas, marketing, RH, suporte e outros. Podemos conceituar os KPIs ainda como os principais indicadores de desempenho como um conjunto de medidas quantificáveis que uma empresa usa para medir seu desempenho ao longo do tempo. Essas métricas são usadas para determinar o progresso de uma empresa em alcançar suas metas estratégicas e operacionais, e para comparar as finanças e o desempenho de uma empresa com outros negócios. Este curso mostra como medir e informar o desempenho dos processos através da elaboração e monitoramento de indicadores. Estas chaves de desempenho vão mostrar como a empresa poderá atingir seus objetivos e metas. Definir um indicador e efetuar seu monitoramento é uma tarefa de muita responsabilidade uma vez que as decisões serão tomadas a partir de seus resultados, veremos também que não há necessidade de serem criados indicadores que não agregam valor ao processo. 2. EFICIÊNCIA x EFICÁCIA Os indicadores de desempenho estão diretamente associados a eficiência e a eficácia. Quando aplicamos os KPIs estamos medindo a eficiência ou a eficácia dos processos. Eficiência e eficácia são dois conceitos muito utilizados nas organizações, juntas são os principais critérios para medir e avaliar o desempenho. A eficiência avalia como se faz. Posso dizer que um processo foi eficiente quanto houve um consumo mínimo de recursos relacionados ao planejamento. A eficácia por sua vez avalia o atingimento dos objetivos independente da forma como se obteve o resultado. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 4 A eficiência é melhorada quando o processo é otimizado, seja através da padronização ou da especialização. Reduzir o consumo de recursos sem perder a qualidade dos processos é um desejo de todas as empresas. Recursos estão relacionados materiais, pessoas, finanças, tempo, etc.). A eficiência aumenta-se através de uma análise detalhada do processo (mapeamento) medindo os recursos, identificando gargalos e assim melhorando para obtenção de ganhos. Quanto mais eficaz é o processo, melhores são os resultados. Por exemplo, se uma fábrica tiver como objetivo produzir quinhentas mesas por dia é relativamente simples avaliar se é ou não eficaz na consecução deste objetivo: • no final de cada dia, teríamos de contar o número de mesas produzidas e verificar se atingem as quinhentas unidades. Se sim, a fábrica é eficaz. Se não, é ineficaz. No entanto, avaliar a eficiência da produção desta fábrica poderá ser um pouco mais complexo. Teríamos de avaliar a quantidade de recursos consumida. Qual a quantidade de madeira consumida, e qual o consumo energético, a quantidade de desperdícios, a taxa de defeituosos, o custo total da produção, as máquinas e pessoas necessárias para levar a cabo a produção, entre muitos outros fatores. Para a gestão, é muito importante ser competitivo em termos de eficiência. Se uma empresa é mais eficiente do que os seus concorrentes, ela consegue normalmente produzir a custos inferiores. Além disso, obtém um grande nível de consistência da sua produção, ou seja, produz produtos homogêneos e perfeitos, o que conduz a um aumento da satisfação dos seus clientes. Por outro lado, a gestão não pode perder de vista o atingimento dos seus objetivos (a eficácia). De nada serve ser eficiente se não se é eficaz. No nosso exemplo, se a empresa for eficiente a produzir apenas cinquenta mesas por dia, os seus objetivos de produção ficarão aquém do esperado. EFICIÊNCIA EFICÁCIA Realizar tarefas da maneira certa. É o conceito de desempenho relacionado aos objetivos e resultados. Realizar tarefas de maneira inteligente, com o mínimo esforço e com o melhor aproveitamento possível de recursos. Grau de coincidência dos resultados em relação aos objetivos. Eficiência é a relação entre esforço e resultado. Capacidade de um sistema, processo, produto ou serviço de resolver um problema. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 5 Quanto menor o esforço para produzir umresultado, mais eficiente é o processo. Fazer as coisas certas. Acertar o alvo. A eficiência pode ser avaliada através da produtividade e qualidade. Eficácia = Resultados dos objetivos. Uma das formas de avaliar a eficiência é considerar a qualidade de aceitação, quanto maior mais eficiente foi o processo. Eficiência não garante a eficácia. 3. OBJETIVOS, METAS E INDICADORES Outro conceito fundamental dentro de um sistema de indicadores é entender a diferença entre objetivo, meta e indicador. São três, porém, com características interligadas, um não existe sem o outro dentro do sistema de avaliação de desempenho. Ignorar essa interligação põe em risco toda a análise do sistema de medição de desempenho. O objetivo é basicamente o meio de eleição para a comunicação das intenções estratégicas e operacionais da empresa. Os objetivos devem ser capazes de expressar com clareza um determinado intento, esclarecendo os colaboradores sobre o que a empresa pretende conseguir. O objetivo é onde a empresa quer chegar de forma macro, já a meta é a sequência desse objetivo em termos estratégicos e mensuráveis, logo, se o objetivo não possui uma meta, não saberemos se ou quando ele será atingido. Tanto o objetivo quanto a meta buscam atingir alvos e são fundamentais para o sistema de indicadores. A essência da diferença está em que o OBJETIVO é um alvo qualitativo, enquanto a META é um alvo quantitativo. Em outras palavras, a META é a quantificação de um OBJETIVO. • Aumentar vendas é um OBJETIVO. Uma META poderia ser aumentar as vendas em 10%; • Perder peso é um OBJETIVO. Uma META pode ser perder 10 Kg. E onde entram os indicadores? Para saber se a meta foi atingida, entram em cena os indicadores, ou seja, são eles quem apresentam os resultados. Veremos adiante que os indicadores são compostos de várias características, assim como veremos mis detalhes de como elaborar uma meta baseada na métrica SMART. 4. DADOS x INFORMAÇÃO Outra coisa importante dentro de um sistema de indicadores é saber diferenciar o que são dados e o que são informações. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 6 4.1 Dados Um dado isolado não fornece a base suficiente para tomada de decisão, isso ocorre porque o dado é a menor instância dentro de um sistema de indicadores. Todas as empresas possuem dados, estejam eles estruturados (em sistemas de informação) ou não. Quanto mais organizados mais fáceis de serem manipulados e menos probabilidade de falhas existem. Um exemplo de dado é uma entre cinquenta notas fiscais, ou uma de cem medidas de peso de um produto, observe que com apenas um dado não podemos determinar o desempenho do processo. 4.2 Informações Entende-se como informações a manipulação dos dados, por exemplo, quando juntamos todas as 50 notas fiscais ou todas as cem medidas e manipulamos para alimentar os indicadores. 5. DEFINIÇÃO E CONCEITO DE UM INDICADOR DE DESEMPENHO - KPI Na sua forma mais simples, um KPI é um tipo de medida que ajuda a entender o desempenho da sua organização ou processo. Os indicadores podem ser qualitativos ou quantitativos. Um bom KPI deve funcionar como uma bússola, ajudando a empresa a entender se está seguindo o caminho certo em direção a seus objetivos estratégicos. Para ser eficaz, um KPI deve: Ser bem definido e quantificável. Ser comunicado por toda a organização e departamento. Ser crucial para medir o alcance do objetivo. Ser aplicável ao processo. A escolha errada de um KPI para o processo faz com que a medida de desempenho seja aplicada em um ponto que talvez não seja crítico (saiba que existem centenas de tipos de indicadores). A melhor maneira de acertar na escolha dos KPIs é pesquisar e compreender o processo. Feito isso, é possível saber o que, de fato, é importante medir. Um KPI deve ser útil para a estratégia da empresa como um todo e não apenas do processo. KEY PERFORMANCE INDICATOR (KPI): São indicadores-chave. São os indicadores eleitos como os mais importantes para a empresa. Em regra, não são mais do que 75% dos indicadores. ALGORÍTIMO: Também conhecido por “fórmula de cálculo”. Não é mais do que a própria fórmula matemática que permite apurar o resultado registado. RESULTADO: É o valor que se apura através do algoritmo. Representa um resultado alcançado pela empresa num determinado período. DESVIO: Representa a diferença entre a meta previamente estabelecida e o resultado efetivamente realizado. Pode-se apresentar em número absoluto ou em %. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 7 PERFORMANCE: É uma forma de apresentar o resultado de modo a comparar indicadores que tenham diferentes unidades de medida. Regra geral, a performance é apresentada em %, sendo 100% quando atinge a meta, <100% quando não atinge e > 100% quando supera a meta. AVALIAÇÃO: Representa uma avaliação qualitativa obtida em função da performance/desvio. Por exemplo: Supera, Atinge, Em alerta e Não atinge. Permite facilitar a comunicação do nível de performance. CONCEITO PERGUNTA ASSOCIADA AO CONCEITO RESPOSTA Objetivo Qual é a nossa intenção? Aumentar em 4% as vendas Indicador Qual a designação do “instrumento” que vamos utilizar para medir o objetivo Taxa de variação das vendas Algoritmo Como se calcula matematicamente o resultado? (Vendas atuais/Vendas do período anterior) -1 Resultado Quanto é que atingimos? 5% Meta Quanto pretendemos atingir? 4% Desvio Qual foi a diferença do nosso resultado face ao planejado (meta)? +1,0% em valor absoluto e 25,0% em percentagem Performance Qual foi a nossa performance? 125,0% Avaliação Qual é o ponto de situação? Superamos. < 95% – Não atinge 95%; 100% – Alerta ≥ 100% – Atinge > 120% – Supera 5.1 Característica de um bom indicador Antes de criar um indicador de desempenho é importante estar atento a algumas características que tornam o sistema mais eficaz. Dificilmente encontraremos um indicador que tenha cumulativamente as 15 características que apresentaremos a seguir. 5.1.1 Pertinência dos indicadores para a gestão Aqui estamos tratando da utilidade do indicador, ou seja, ele deve servir para medir o desempenho principal do processo. Se o resultado que o indicador apresenta não é desejado ou útil para o seu destinatário, então estamos perante uma informação sem valor acrescentado. Suponha que uma empresa possua um processo de fabricação de rolamentos e um dos indicadores mede a quantidade de copos descartáveis consumidos pela equipe, essa informação não é útil para medir o desempenho produtivo. DICA: Analise com cuidado a informação que é realmente importante para conhecer o desempenho da empresa e suportar a tomada de decisão. 5.1.2 Credibilidade do resultado As vezes o indicador cai em descrédito porque os dados que alimentam o algoritmo são de origem duvidosa, isso ocorre porque os dados P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 8 são passíveis de “bugs” no sistema ou até falseamento. Por mais que seus indicadores sejam apresentados em um lindo painel, as demais pessoas da empresa não o levarão a sério porque as informações apresentadas não condizem com a realidade. DICA: Procure fontes de informação acreditáveis ou que tenham um processo de registo protegido de eventuais erros de introdução. Faça auditorias às fontes de dados dos seus indicadores. 5.1.3 Esforço aceitável para oapuramento do resultado Essa característica é muito importante, pois trata da importância do indicador versus o esforço para coletar e calcular os dados. Tome o exemplo do indicador que mede o consumo de copos descartáveis, suponha que para coletar os dados é preciso um grande esforço e quando comparamos com o valor da informação para o processo não compensa tamanho desgaste. Não podemos ter situações em que o custo de obtenção da informação é superior ao próprio valor da informação. DICA: Utilize o bom senso, não queira a perfeição à primeira. Muitas vezes, indicadores mais simples são mais do que suficientes para apoiar a tomada de decisão. 5.1.4 Simplicidade de interpretação O objetivo de um indicador além de medir o desempenho do processo é facilitar o entendimento por parte dos usuários, logo, se a interpretação for de difícil entendimento poderá implicar em uma tomada de decisão equivocada. Quanto mais simples for a interpretação melhor para a empresa e mais fácil será sua compreensão. DICA: Evite indicadores muito complexos que possam gerar confusão nos seus destinatários. 5.1.5 Simplicidade do algoritmo de cálculo O algoritmo do indicador deve ser simples e de fácil compreensão. Não há necessidade de complicar as fórmulas de cálculo, isso só aumenta a possibilidade de falhas. Quanto mais simples for o algoritmo do indicador, mais rápido e seguro será o processo de apuramento do resultado. DICA: Evite a complexidade. Se for necessário, procure outros indicadores que possam também apresentar resultados úteis à tomada de decisão. 5.1.6 Fonte de dados dentro de “casa” Importa que os dados que alimentam o algoritmo estejam em suportes ou bases de dados de acesso fácil. É sempre mais complicado o acesso aos dados, se a sua localização for no exterior da unidade orgânica ou da organização. DICA: Comece a pensar em registrar informação dentro da sua organização; não fique dependente de terceiros. 5.1.7 Cálculo automático A possibilidade de ter os indicadores a serem alimentados automaticamente, evitando a intervenção humana, dar P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 9 uma maior credibilidade e torna mais ágil o processo de monitoramento. DICA: Comece a pensar em ter os dados em bases de dados profissionais. Credibiliza a informação e facilita a introdução de instrumentos de monitoramentos avançados. 5.1.8 Possibilidade de auditar as fontes de dados com eficácia A possibilidade dos dados poderem ser auditados e poderem ser identificados erros faz com que os responsáveis pela sua introdução sejam mais cautelosos no seu tratamento. DICA: Programe processos de registro dos dados que permitam a verificação da sua qualidade e a responsabilização dos seus intervenientes. 5.1.9 Alinhado com a frequência de monitoramento Os indicadores devem ser capazes de apresentar os seus resultados com frequência igual ou superior à necessária para o monitoramento estabelecido na empresa. Por exemplo, se o monitoramento é feito mensalmente, o indicador deve ser capaz de apresentar o seu resultado enquadrado neste período. DICA: Quando se apresenta um Painel de Gestão a Vista (tableau de bord ou um dashboard) com apenas metade dos indicadores, o processo de monitoramento sai fragilizado. Importa garantir que a maioria dos indicadores consegue apresentar resultados para o monitoramento. 5.1.10 Possibilidade de calcular em momentos extraordinários Por vezes, é necessário um monitoramento extraordinário. Importa que nos indicadores mais críticos seja possível calcular o resultado do indicador dentro do tempo, de forma a apresentar à gestão. DICA: Nem sempre é possível ter indicadores que possam dar resultados em qualquer altura. Existem muitas vezes limitações técnicas ao seu cálculo. No entanto, deve-se procurar encontrar soluções que possam eliminar ou minimizar esse efeito. As soluções podem passar por apresentar outros indicadores com capacidade de expressar a informação de forma semelhante. 5.1.11 Protegido de efeitos externos É necessário identificar e compreender os efeitos externos que podem alterar/esconder a verdadeira dimensão do desempenho interno da empresa. DICA: Avalie sempre se os indicadores são influenciados por fatores externos. Tente eliminar ou reduzir o efeito desses fatores, através da implementação de condições ou da apresentação de outros indicadores com capacidade de explicar esses fatores. 5.1.12 Não gera efeitos perversos É importante que os indicadores estejam protegidos de forma a não gerar “efeitos perversos”. Por exemplo, importa verificar se a utilização de um determinado indicador não provoca na empresa um efeito negativo na eficácia, eficiência ou qualidade, na área em que se está a medir ou em outras áreas da organização. Um dos exemplos mais conhecidos e também mais simples é, quando se pretende medir quantidade, a P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 10 qualidade pode sair prejudicada devido à possível atenção excessiva que se está a dar à quantidade. DICA: Antes de validar o indicador, promova alguma reflexão para identificar os possíveis efeitos perversos e implementar medidas para os minimizar/eliminar. 5.1.13 Possibilidade de benchmarking A comparação de desempenhos entre atividades, projetos, unidades de negócio, organizações, etc., é sempre útil. Além de induzir competição, promove substancialmente a melhoria contínua. DICA: Procure encontrar indicadores que permitam a comparação. Procure uniformizar os indicadores utilizados dentro da empresa utilizando, por exemplo, escalas de medição comparáveis entre si. 5.1.14 Atualizado Os indicadores devem ser rapidamente substituídos por outros, quando deixam de ser interessantes ou quando surgem novas prioridades, atividades ou projetos na empresa. DICA: Promova a substituição de indicadores que estão obsoletos. Não atrase a introdução de novos indicadores. É fundamental dar satisfação às novas necessidades de informação. 5.1.15 Possibilidade de ter uma meta A existência de uma meta é uma referência preciosa para que se possa perceber a distância que as realizações estão dos valores ideais. A meta assume um papel orientador, mas também responsabilizador, com capacidade de premiar através da distinção dos desempenhos excelentes. DICA: Os indicadores devem ter a possibilidade de ter metas anuais e intercalares, em função da frequência de monitoramentos estabelecidos pela empresa. 6. FINALIDADE DOS INDICADORES POR QUE MEDIR? • Para planejar… planos de desempenho, metas, orçamento etc. • Para cumprir… regulamentos, leis etc. • Para gerenciar… mitigar riscos, alocar recursos, obter sucesso etc. • Para otimizar… 6 Sigma, eficiência, eficácia, benchmarking etc. • Para inovar… obter lucro, atingir nível mundial etc. O QUE DEVE SER MEDIDO? • Resultados desejados • Eficiência • Eficácia CUIDADOS NA MEDIÇÃO DE DESEMPENHO • Tentar medir tudo de uma vez • Levantar dados e não analisar • Apressar a implementação das medidas corretivas sem uma análise mais profunda • Transformar a medição de desempenho em um monstro P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 11 7. A MÉTRICA “S.M.A.R.T.” (Specific, Measurable, Attainable, Relevant, Timely) O estabelecimento de metas é um componente fundamental para o sucesso da organização. Muitas empresas não sabem como estabelecer as metas para os objetivos de seus processos. Um método bastante conhecidopara o estabelecimento de metas é o SMART. SMART é um método de estabelecimento de metas, introduzido pela primeira vez em 1981 por George Doran, Arthur Miller e James Cunningham. No artigo, “Existe uma maneira SMART de escrever metas e objetivos de gerenciamento”, os autores apresentam o acrônimo SMART e seus critérios: 7.1 Específica (Specific) A primeira etapa do processo de definição de metas SMART é ser o mais específico possível. Recomenda-se abordar os 5 Ws: por que, o que, quando, quem, onde? Perguntas a serem consideradas ao especificar uma meta: ✓ Por que isso é uma meta? ✓ O que eu quero alcançar? ✓ Quando eu quero alcançar esse objetivo? ✓ Quem precisa ser incluído para concluir esse objetivo? ✓ Onde irei completar esse objetivo? Especificar uma meta significa tirar quaisquer possibilidades de ambiguidade ou mal entendimento dela, a fim de facilitar a criação de atividades e a avaliação da meta no futuro. 7.2 Mensurável (Measurable) O rastreamento é uma parte vital do processo de definição de metas, pois é possível medir o progresso, o sucesso ou o fracasso através de uma meta. Ao identificar os principais indicadores (KPIs) durante os estágios do processo, é necessário mensurar o desempenho. Perguntas a serem consideradas ao mensurar uma meta: ✓ Quais métricas vou usar para acompanhar essa meta? ✓ Existem várias maneiras de medir o sucesso desse objetivo? ✓ Que mudança quantificável para os negócios espero alcançar com meus objetivos? Algumas metas levam mais tempo do que outras para mensurar, e é por isso que a escolha das métricas corretas é importante. Uma meta que não é mensurável nunca será alcançada. 7.3 Alcançável (Attainable) Metas ousadas nos tiram de nossas zonas de conforto e nos incentivam a crescer, mas elas devem ser realistas. De nada adianta uma meta tão alta que é impossível de ser alcançada, pois desmotiva a equipe e faz que a meta se torne inútil. Também não é nada frutífera uma meta tão baixa que não exigirá nada da equipe e trará uma falsa sensação de dever cumprido A empresa precisa ter muita cautela ao determinar uma meta de 100%, por exemplo. É necessário saber se temos recursos suficientes para manter esse nível. Perguntas a serem consideradas ao determinar metas atingíveis: ✓ Tenho as ferramentas e / ou recursos necessários para atingir essa meta? ✓ Tenho as habilidades necessárias para atingir a meta? P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 12 ✓ Essa meta é possível, se sim, tenho um plano estratégico para alcançá-la? 7.4 Relevante (Relevant) A meta pode ser considerada boa quando esta traz progresso para a empresa. A meta precisa ser importante e apresentar ganhos significativos para o processo e para a organização. Perguntas a serem consideradas ao definir a relevância das metas: ✓ A meta está alinhada com o objetivo estratégico da empresa? ✓ A meta faz sentido com o nosso plano de negócios? ✓ Essa meta levará o processo adiante? 7.5 Timely (Temporal) Sua meta pode ser específica, mensurável, atingível e relevante, mas será trivial se ela não estiver dentro do prazo. Uma meta sem prazo não será atingida dentro do tempo requerido pela organização. Imagine que você possui uma loja de árvores de Natal sintéticas e sua meta é vender 400 árvores para pessoas em um raio de 50 quilômetros da sua loja. Caso você não estabeleça um tempo para sua meta as festas natalinas irão passar e sua empresa poderá ficar com estoque parado até o próximo natal. Perguntas a serem consideradas ao definir o prazo das metas: ✓ Quando completarei a meta? ✓ Quais datas-alvo devo cumprir para concluir a meta? ✓ Devo definir essa meta para curto, médio ou longo prazo? 8. ETAPAS PARA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE INDICADORES Agora que sabemos estabelecer objetivos, metas e um indicador de desempenho é necessário implantar o sistema de gestão de indicadores na empresa. Nessa fase de implementação os dados são coletados, processados e analisados. 8.1 Coleta de dados O planejamento da coleta de dados deve ser realizado buscando-se reduzir os custos e simplificando o processo de coleta. O planejamento deve considerar: O aproveitamento de dados já disponíveis na empresa, coletados através de sistemas ou procedimentos de controle utilizados; A elaboração de instrumentos de coleta (planilhas, listas de verificação) ou adaptação dos existentes para adequá-los às novas necessidades de informação. Os instrumentos para coleta de dados devem ser inicialmente testados, aperfeiçoando-os e adaptando- os para melhor se adequarem às rotinas de trabalho e às necessidades de informação; A documentação adequada dos dados, com o registro de datas, pessoas responsáveis pelo levantamento dos dados e seu arquivamento, a fim de serem recuperados sempre que necessário; A designação de um coordenador do processo de medição de desempenho, responsável por definir quem irá coletar os dados e verificar se a coleta está sendo feita P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 13 segundo os critérios e na periodicidade estabelecida; A designação de uma pessoa dentro da empresa, diretamente envolvida com o processo ou produto a ser avaliado, para a coleta de dados de cada indicador ou grupo de indicadores. É importante que esta pessoa (ou pessoas) seja treinada quanto aos procedimentos de coleta de dados; e A introdução de atividades de coleta de dados na rotina das pessoas pode muitas vezes sofrer resistências. Tais atitudes podem estar relacionadas ao acúmulo de tarefas e a sensação de que falta tempo para esta atividade. Podem ainda estar relacionadas à falta de uma visão da importância da atividade para o desempenho global da empresa e da função que a pessoa exerce, ou ainda, à impressão de que a medição está sendo introduzida para controlar o desempenho do indivíduo. Assim, recomenda-se que estas pessoas sejam esclarecidas quanto aos objetivos da medição e dos benefícios que podem trazer para o seu próprio trabalho, bem como que as pessoas sejam envolvidas no processo de tomada de decisão tanto no que se refere à coleta de dados quanto na análise de resultados. 8.2 Processamento de dados As principais diretrizes para o planejamento desta etapa referem-se à forma de representação da informação a fim de torná-la acessível e de fácil compreensão e análise para as várias pessoas interessadas. Nesta etapa deve-se considerar: A entrega da informação no prazo para a tomada de decisão, minimizando-se o tempo de processamento para que as informações possam estar disponíveis dentro de prazos definidos para os ciclos de planejamento e controle de cada processo; O coordenador do processo de medição também deve estabelecer os responsáveis pelo processamento dos dados e sua frequência. Neste caso, o uso de sistemas automatizados (software e hardware) pode auxiliar na redução do tempo de processamento e aumentar a confiabilidade das medições; A representação da informação, preferencialmente através de mecanismos visuais (gráficos e figuras, utilizando sinais e cores) que permitam o fácil entendimento e comunicação da informação para todas as pessoas diretamente envolvidas na tomada de decisão. Considerando os atuais recursos da tecnologia de informação, os sistemas informatizados podem ainda oferecer maior flexibilidade no tratamento da informação e maior poder de comunicação. 8.3 Avaliação dos dados A avaliação deve privilegiar a análise sistêmica dos resultados, ou seja, deve-se buscar entender as relações decausa e efeito entre as variáveis que influenciam os seus resultados, e não somente buscar justificativas ou culpados. Deve-se considerar: A formalização de momentos específicos para esta atividade (reuniões periódicas), nos quais são apresentados e discutidos os resultados. A periodicidade destas reuniões deve estar vinculada aos ciclos de planejamento e controle dos processos; P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 14 A promoção de um clima de participação e abertura para o processo de avaliação, no qual os principais envolvidos no processo contribuam para o questionamento dos resultados e desenvolvimento de soluções. Este clima favorece não somente o comprometimento das pessoas com as decisões tomadas, mas também a análise dos problemas considerando diferentes pontos de vista, que podem ser apresentados e questionados; Incentivo ao questionamento e reflexão sobre os problemas e suas causas como forma de aprendizagem e desenvolvimento de competências organizacionais. A avaliação de desempenho pode ser considerada uma atividade inerente ao processo de aprendizagem, pois esta consolida o que foi aprendido e cria uma memória na organização; Promoção de constante motivação para a medição, através da comparação de resultados obtidos com valores de referência, principalmente externos à empresa. Neste caso, deve-se valorizar a realização de benchmarking, nos quais estes valores podem ser obtidos. Passos para Implementação do Sistema de Indicadores nas Empresas Definir ordem de implementação dentre os indicadores selecionados, de forma a não sobrecarregar os envolvidos: essa ordem foi estabelecida principalmente pela facilidade de coleta dos dados, pela disposição dos responsáveis e pela necessidade de obter determinados resultados antes de outros; Treinar e auxiliar os envolvidos na coleta dos indicadores a serem implementados: envolve uma reunião com os responsáveis pela coleta dos indicadores em cada empresa, para discutir a implementação do indicador que ficaria sob sua responsabilidade e explicar o procedimento de coleta do indicador e apresentar os formulários de coleta. Nesta reunião busca-se mostrar ao responsável pela coleta sobre a importância do indicador e como ele seria inserido no processo; Alimentar banco de dados: foram utilizadas planilhas eletrônicas ou programas, desenvolvidos pelas empresas, para facilitar o processamento dos dados e gerar informações para a posterior análise do indicador. Em casos de não existência de planilhas já elaboradas, sugere-se a elaboração das mesmas; Auxiliar na análise do indicador junto aos diretores e gerentes: neste passo é importante elaborar gráficos relativas as informações fornecidas pelos indicadores, visando apresentar resultados de forma mais adequada, de modo a apoiar a tomada de decisão. 9. TIPOS DE GRÁFICOS Os gráficos são apenas as representações dos resultados dos indicadores, a escolha deve ser de acordo com o indicador e a facilidade de interpretação. 9.1 Gráfico de barras Apresenta a frequência absoluta ou relativa, ou seja, quantas observações, ou a fração de observações para um P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 15 dado valor da variável em estudo (ou classe de valores). A altura das barras representa o que foi mais observado. Um gráfico de barras ilustra comparações entre itens individuais. As categorias são organizadas na vertical e os valores na horizontal para enfocar valores de comparação e dar menos ênfase ao tempo. Considere a utilização de um gráfico de barras quando: Os rótulos dos eixos forem longos. Os valores mostrados forem durações. 9.2 Gráfico de pizza Um gráfico de pizza mostra o tamanho proporcional de itens que constituem uma série de dados para a soma dos itens. Ele sempre mostra somente uma única série de dados, sendo útil quando você deseja dar ênfase a um elemento importante. Os pontos de dados em um gráfico de pizza são exibidos como uma porcentagem da pizza inteira. Para facilitar a visualização de fatias pequenas, você pode agrupá-las em um único item do gráfico de pizza e subdividir esse item em um gráfico de pizza ou de barras menor, ao lado do gráfico principal. Considere a utilização de um gráfico de pizza quando: Você tiver apenas uma série de dados que deseja apresentar. Nenhum dos valores que deseja apresentar for negativo. Quase nenhum dos valores que deseja apresentar for igual a zero. Você não tem mais de sete categorias. As categorias representarem partes de toda a pizza. 9.3 Gráfico de rosca Como um gráfico de pizza, o gráfico de rosca mostra o relacionamento das partes com o todo, mas pode conter mais de uma série de dados. Cada anel do gráfico de rosca representa uma série de dados. Não é fácil ler gráficos de rosca. Em vez disso, convém usar um gráfico de colunas empilhadas ou de barras. Os gráficos de rosca exibem dados em anéis, onde cada anel representa uma série de dados. Se forem exibidas porcentagens nos rótulos de dados, cada anel totalizará 100%. 9.4 Gráfico de linhas Dados que estejam organizados em colunas ou linhas em uma planilha podem ser apresentados em um gráfico P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 16 de linhas. Gráficos de linhas podem exibir dados contínuos ao longo do tempo, definidos em relação a uma escala comum e são, portanto, ideais para mostrar tendências em dados a intervalos iguais. Em um gráfico de linha, dados de categorias são distribuídos uniformemente ao longo do eixo horizontal, e todos os dados de valores são distribuídos igualmente ao longo do eixo vertical. Use um gráfico de linhas se seus rótulos de categorias são textos e estão representando valores uniformemente espaçados como meses, trimestres ou anos fiscais. Isso é válido especialmente quando existem várias séries: para uma série, você deve considerar a utilização de um gráfico de categorias. Você também deve usar um gráfico de linhas se tem vários rótulos numéricos uniformemente espaçados, especialmente anos. Se você tiver mais de dez rótulos numéricos, dê preferência a um gráfico de dispersão. 9.5 Gráfico de dispersão Dados que estejam organizados em colunas ou linhas em uma planilha podem ser apresentados em um gráfico de dispersão (XY). Gráficos de dispersão mostram as relações entre os valores numéricos em várias sequências de dados ou apresentam dois grupos de números como uma sequência de coordenadas XY. Um gráfico de dispersão tem dois eixos de valor, mostrando um conjunto de dados numéricos ao longo do eixo horizontal (eixo x) e outro ao longo do eixo vertical (y). Ele combina esses valores em pontos de dados únicos e os exibe em intervalos irregulares ou em agrupamentos. Os gráficos de dispersão costumam ser usados para exibir e comparar valores numéricos, como dados científicos, estatísticos e de engenharia. Considere a utilização de um gráfico de dispersão quando: Você desejar alterar a escala do eixo horizontal. Você desejar tornar esse eixo uma escala logarítmica. Os valores do eixo horizontal não estiverem uniformemente espaçados. Existirem muitos pontos de dados no eixo horizontal. Você desejar mostrar efetivamente dados da planilha que incluem pares ou conjuntos agrupados de valores e ajustar as escalas independentes de um gráfico de dispersão para revelar mais informações sobre os valores agrupados. Você quer mostrar similaridadesentre grandes conjuntos de dados em vez de diferenças entre pontos de dados. Você quer comparar vários pontos de dados sem se preocupar com o tempo: quanto mais dados forem incluídos em um gráfico de dispersão, melhores serão as comparações que podem ser feitas. Com o objetivo de organizar dados em uma planilha para um gráfico de dispersão, você deve colocar os valores de X em uma linha ou coluna e, em seguida, inserir os valores de Y P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 17 correspondentes nas linhas ou colunas adjacentes. 9.6 Gráfico de radar Os dados organizados em colunas ou linhas em uma planilha podem ser plotados em um gráfico de radar. Gráficos de radar comparam os valores agregados de várias séries de dados. Radar e radar com marcadores - Com ou sem marcadores para pontos de dados individuais, os gráficos de radar exibem alterações em valores relativos a um ponto central. 9.7 Gráfico de colunas Dados que estejam organizados em colunas ou linhas em uma planilha podem ser apresentados em um gráfico de colunas. Gráficos de colunas são úteis para mostrar as alterações de dados em um período de tempo ou para ilustrar comparações entre itens. Nos gráficos de colunas, as categorias são geralmente organizadas ao longo do eixo horizontal e os valores, ao longo do eixo vertical. Gráficos de colunas e coluna agrupada - Os gráficos de colunas agrupadas comparam valores entre diferentes categorias. Um gráfico de coluna agrupada exibe valores em retângulos verticais. Você pode usar um tipo de gráfico de colunas agrupadas quando tiver categorias que representam: Intervalos de valores (por exemplo, contagens de itens). As disposições de escala específicas (por exemplo, uma escala com entradas, como concordo totalmente, concordo, discordo e discordo totalmente). Nomes que não estão em nenhuma ordem específica (por exemplo, nomes de itens, nomes geográficos ou nomes de pessoas). Colunas 100% empilhadas - Os gráficos de colunas 100% empilhadas comparam a contribuição de cada valor para um total entre as categorias (em porcentagem). Um gráfico de colunas 100% empilhadas exibe os valores em retângulos verticais 100% empilhados. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 18 9.8 Gráfico de área Dados que estejam organizados em colunas ou linhas em uma planilha podem ser apresentados em um gráfico de área. Gráficos de área enfatizam a magnitude da mudança no decorrer do tempo e podem ser usados para chamar atenção para o valor total ao longo de uma tendência. Por exemplo, os dados que representam o lucro no decorrer do tempo podem ser apresentados em um gráfico de área para enfatizar o lucro total. Exibindo a soma dos valores plotados, o gráfico de área mostra também a relação das partes com um todo. Os gráficos de área exibem a tendência de valores ao longo do tempo ou outros dados de categoria. Como regra, considere o uso de um gráfico de linhas em vez de um gráfico de área não empilhada, já que os dados de uma série podem ser obscurecidos pelos dados de outra série. 9.9 Gráfico de bolha Podem ser apresentados em um gráfico de bolha resultados que estão organizados em colunas em uma planilha, de tal forma que valores de X sejam listados na primeira coluna, enquanto valores de Y correspondentes e valores de tamanho de bolha estejam listados em colunas adjacentes. Por exemplo, você poderia organizar seus dados conforme mostrado no seguinte exemplo. Os gráficos de bolhas comparam conjuntos de três valores, em vez de dois. O terceiro valor determina o tamanho do marcador da bolha. 9.10 Gráfico de ações Dados que estejam organizados em colunas ou linhas em uma ordem específica em uma planilha podem ser apresentados em um gráfico de ações. Como o nome sugere, um gráfico de ações é usado mais frequentemente para ilustrar a flutuação de preços de ações. No entanto, esse gráfico também pode ser usado para fins científicos. Por exemplo, você poderia usar um gráfico de ações para indicar a flutuação de temperaturas diárias ou anuais. Você deve organizar seus dados na ordem correta para criar gráficos de ações. A maneira como os dados de gráfico de ações são organizados na planilha é muito importante. Por exemplo, para criar um gráfico de alta-baixa- fechamento de ações, organize seus dados com Alta, Baixa e Fechamento inseridos como títulos de coluna, nessa ordem. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 19 O gráfico de ações de alta-baixa- fechamento é geralmente usado para ilustrar os preços das ações. Ele requer três séries de valores na seguinte ordem: alta, baixa e fechamento. Abertura-alta-baixa-fechamento - Esse tipo de gráfico de ações requer quatro séries de valores na ordem correta (abertura, alta, baixa e fechamento). Volume-alta-baixa-fechamento - Esse tipo de gráfico de ações requer quatro séries de valores na ordem correta (volume, alta, baixa e fechamento). Ele mede o volume usando dois eixos de valores: um para as colunas que medem o volume e outro para os preços das ações. 9.11 Gráfico de superfície Dados que estejam organizados em colunas ou linhas em uma planilha podem ser apresentados em um gráfico de superfície. Um gráfico de superfície é útil quando você deseja encontrar combinações vantajosas entre dois conjuntos de dados. Como em um mapa topográfico, cores e padrões indicam áreas que estão no mesmo intervalo de valores. Você pode usar um gráfico de superfície quando tanto as categorias quanto as séries de dados são valores numéricos. Os gráficos de superfície mostram tendências de valores em duas dimensões em uma curva contínua. As faixas coloridas em um gráfico de superfície não representam as séries de dados, mas sim a distinção entre os valores. Esse gráfico mostra uma exibição dos dados, que podem ser imaginadas como uma folha de borracha disposta sobre um gráfico de colunas. Ele é geralmente usado para mostrar a relação entre grandes quantidades de P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 20 dados que normalmente seriam difíceis de identificar. Quando exibido sem cor na superfície, um gráfico de superfície é denominado gráfico de superfície delineado. Esse gráfico mostra somente as linhas. Esse gráfico mostra somente as linhas. Não é fácil ler um gráfico de superfície delineado, mas ele é útil para plotar grandes conjuntos de dados com mais rapidez. Gráficos de contorno são gráficos de superfície exibidos de cima, similares aos mapas topográficos. Em um gráfico de contorno, as faixas coloridas representam intervalos de valores específicos. As linhas em um gráfico de contorno conectam pontos interpolados de igual valor. 9.12 Gráfico de Gantt É um gráfico usado para ilustrar o avanço das diferentes etapas de um projeto. Os intervalos de tempo representando o início e fim de cada fase aparecem como barras coloridas sobre o eixo horizontal do gráfico. Desenvolvido em 1917 pelo engenheiro mecânico Henry Gantt, esse gráfico é utilizado como uma ferramenta de controle de produção ou pode ser utilizado como um cronograma. 10. DASHBOARD (PAINEL DE INDICADORES) É uma representação visual que oferece à empresa uma maneira rápida e fácil de visualizar o desempenho de seus processos. Uma Dashboard reúne os resultados de indicadores em um único local evitando que o usuário se desloque em vários arquivos para visualizar suas informações.Existem diversos benefícios ao se criar uma Dashboard: Visibilidade: um painel de indicadores oferece excelente visibilidade do desempenho dos processos. Com ele é possível saber o que está acontecendo em todos os aspectos do negócio. Isso permite um melhor gerenciamento e melhor tomada de decisão. Melhorias em andamento: Uma das citações mais famosas de Peter Drucker é: “se você não pode mensurá-lo, não pode melhorá-lo.” Os painéis de indicadores permitem medir o desempenho em toda a organização e, assim, melhorá- lo. Economia de tempo: Quando não se tem uma Dashboard, perde-se muito tempo catando informações em diversos arquivos ou departamentos. Não é preciso ser um designer para criar um painel de indicadores que comunique claramente seus KPIs. Observe as dicas antes de criar seu painel: P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 21 Seja claro sobre o que você está tentando alcançar: O primeiro passo para criar qualquer painel é definir claramente o que você está tentando alcançar. Qual é o objetivo do seu painel? Para quem é? O que você quer que eles façam diferente? Talvez você esteja tentando focar sua equipe em um objetivo específico ou mostrar a eles como eles contribuem para o quadro geral ou talvez você queira garantir que um tipo específico de problema seja percebido mais rapidamente. Todos esses são bons propósitos para o seu painel. Incluir apenas os conteúdos mais importantes O conteúdo é essencial quando se trata de criar um painel eficaz. Insira somente aqueles mais críticos e importantes. Apresente o contexto do resultado Para saber se um resultado é bom ou ruim, os usuários precisam de um contexto. Eles saberiam, por exemplo, que 100 novos leads hoje estão fora do comum? Uma das maneiras mais fáceis de fazer isso é incluir o histórico. Você pode incluir o resultado dos períodos anteriores. Compare os resultados com a meta. Agrupe os indicadores Posicionar os indicadores semelhantes (mesmo grupo) facilita bastante para os usuários e deixa o painel mais atraente. Existem várias maneiras diferentes de agrupar, por exemplo, por área, produto, marca, campanha, região, equipe ou mesmo período. Dar um título aos grupos facilita a identificação (financeiro, RH, produção, qualidade, ADM...). Padronize o painel Ao montar seu painel experimente padronizar seus gráficos por cada tipo de grupo e o layout conforme a identificação visual da empresa (cores). Use termos claros que seu público entenderá Uma parte importante do seu painel de indicadores são os rótulos que descrevem cada métrica ou gráfico. Eles devem ser autoexplicativos e inequívocos para seus usuários. Mantenha-os mais objetivos possível. As abreviações também podem ser úteis (desde que os usuários as entendam), por exemplo, "símbolos como '%' podem substituir a palavra percentual. Os títulos também podem ser usados para reduzir a repetição. Imagine que você tem a mesma métrica para P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 22 diferentes períodos, por exemplo, “inscrições hoje, inscrições este mês” etc. Se todas estiverem agrupadas sob um título chamado "Inscrições", não será necessário repeti-las. Arredondamentos Ao exibir números, não utilize muitas casas decimais (a depender do indicador três casas decimais é suficiente). Se nos indicadores financeiros os centavos não forem importantes, retire-os. Incluir detalhes desnecessários apenas distrai e tira o foco principal. Por exemplo: exibir receita no formato R$ 1.254.345,67 para um CEO cria uma dor de cabeça - certamente ele gostaria de ver R$ 1,25 milhão. Além disso, incluir muitos detalhes pode gerar “uma tempestade num copo d´água”. 10.1 Passos para criar uma Dashboard utilizando tabelas dinâmicas do Excel Para fazer uma Dashboard no software Excel precisamos elaborar três blocos: 1.DADOS 2.TABELAS 3.DASHBOARD. 10.1.1 DADOS Definir os indicadores que serão incluídos na Dashboard (encontre todas as variáveis do processo, experimente conversar com os donos dos processos para encontrar as métricas possíveis). Converta a planilha em uma TABELA do Excel (CTRL + Alt + T) para facilitar o passo seguinte que é a Tabela Dinâmica. 10.1.2 TABELA DINÂMICA Uma tabela dinâmica do Excel possibilitada resumir uma grande quantidade de dados em poucos cliques. É possível manipular os dados entre colunas e linhas em tempo real e a Dashboard vai acompanhar essas manipulações. Para criar uma tabela dinâmica: 1. INSERIR => TABELA DINÂMICA O Excel vai criar uma ABA e esperar você inserir os filtros desejáveis: Gere os gráficos e recorte para uma outra ABA que concentrará nossa DASHBOAD. MÊS SATISFAÇÃO MÊS PRODUZIDOS MÊS FATURAMENTO MÊS INADIMPLÊNCIA Jan 0,9 Jan 5000 Jan 25000 Jan 0,1 Fev 0,8 Fev 4000 Fev 20000 Fev 0,1 Mar 0,79 Mar 5500 Mar 27000 Mar 0,09 Abr 0,93 Abr 5432 Abr 28000 Abr 0,08 Mai 0,94 Mai 5498 Mai 28500 Mai 0,05 Jun 0,8 Jun 5999 Jun 29000 Jun 0,08 Jul 0,94 Jul 4500 Jul 20000 Jul 0,04 Ago 0,92 Ago 4900 Ago 24000 Ago 0,1 Set 0,98 Set 5432 Set 10000 Set 0,01 MÊS SATISFAÇÃO MÊS2 PRODUZIDOS MÊS3 FATURAMENTO MÊS4 INADIMPLÊNCIA Jan 0,9 Jan 5000 Jan 25000 Jan 0,1 Fev 0,8 Fev 4000 Fev 20000 Fev 0,1 Mar 0,79 Mar 5500 Mar 27000 Mar 0,09 Abr 0,93 Abr 5432 Abr 28000 Abr 0,08 Mai 0,94 Mai 5498 Mai 28500 Mai 0,05 Jun 0,8 Jun 5999 Jun 29000 Jun 0,08 Jul 0,94 Jul 4500 Jul 20000 Jul 0,04 Ago 0,92 Ago 4900 Ago 24000 Ago 0,1 Set 0,98 Set 5432 Set 10000 Set 0,01 P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 23 O instrutor mostrará na prática como criar esse Painel de Indicadores no Microsoft Excel. 11. FICHA DE INDICADORES Dentro de um bom sistema de indicadores é fundamental termos uma ficha de registro para cada indicador, dessa forma, temos todas as informações relativas ao indicador e os usuários terão uma base de conhecimento. Indicador: Descrever o título do indicador. Objetivo: Para que serve este indicador no processo, ou o que ele mede? Algoritmo: Como se calcula o indicador. Coleta: Onde os dados serão coletados. Periodicidade: Quando os dados são coletados. Meta: Qual a métrica desejada? Tipo de gráfico: Qual o gráfico oficial deste indicador (escolha aquele que melhor representa). Notas: Alguma observação, se necessário. 12. BALANCED SCORECARD “Os processos de produção haviam mudado, mas a maneira de medir o desempenho continuava o mesmo”, esta foi uma afirmativa de Kaplan (um dos criadores do método Balanced Scorecard). Era preciso desenvolver novas medidas de desempenho que captassem as mudanças nos processos de produção e permitissem que as empresas americanas retomassem a liderança, outrora perdida, para a empresas japonesas. O tradicional sistema contábil de custos, baseado em premissas de produções de longo prazo de produtos padrões, sem mudanças de características e especificações, não era mais relevante no novo ambiente competitivo. A contabilidade não havia acompanhado adequadamente as mudanças. A mensuração da produtividade ainda não havia sido considerada parte da informação que dá suporte aos gestores INDICADOR: Objetivo: Algoritmo: Onde se coleta a informação?: Periodicidade da coleta de dados: Meta: Qual o tipo de gráfico? Notas (se aplicável) P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 24 em suas decisões e em suas atividades de controle. Em 1983, Kaplan em seu livro Measuring manufacturing performance,identificou que era necessário medir alguns pontos importantes em processos produtivos e não apenas a parte contábil: Desenvolvimento de novos procedimentos para controle de custos, considerando o ambiente da fábrica do futuro (automatizada); A exploração da relevância do papel que a produtividade deve desempenhar na gestão; A relação entre custos operacionais e os defeitos em produtos. 12.1 Definição de Balanced Scorecard BSC, ou Balanced Scorecard, é uma abordagem estratégica de longo prazo sustentada por um sistema de gestão, comunicação e medição de desempenho, cuja implementação permite criar uma visão ampla dos objetivos da empresa, e atingir todos os níveis da organização. O BSC foi desenvolvido inicialmente por Robert Kaplan, professor da Harvard Business School (Estados Unidos), e por David Norton, executivo principal do Instituto Nolan Norton, no início da década de 90. Essa ferramenta nasceu com o objetivo de transformar em realidade as estratégias antes fadadas a permanecerem no papel. Sua criação surgiu devido ao fato de que a escolha dos indicadores para a gestão de uma empresa não deveria mais se restringir a informações econômicas ou financeiras, como há muito vinha sendo feita pela grande maioria das empresas. Havia a necessidade de soluções inovadoras frente aos novos desafios organizacionais das empresas inseridas na economia do conhecimento e na era da informação. De acordo com os estudos e pesquisas desenvolvidas por Kaplan e Norton, as razões motivadoras foram: Somente 5% do nível operacional de trabalho têm conhecimento da estratégia da empresa. Apenas 25% dos gerentes têm incentivos ligados ao alcance da estratégia organizacional. 60% das empresas não vinculam orçamentos à estratégia. 85% dos executivos gastam menos que uma hora por mês discutindo a estratégia. Todas as qualidades e capacidades do BSC se cristalizam em um relatório único (mapa estratégico), que contém objetivos, metas e ações, interligados por uma relação de causa e efeito ao longo do tempo, distribuídos em quatro dimensões da gestão. Financeira Clientes Processos internos Aprendizado e crescimento 12.2 Mapa estratégico O primeiro passo para a implantação do BSC é o desenho do mapa estratégico. O mapa estratégico tem como finalidade decodificar os complexos processos de escolha frente aos quais os gestores de todos os níveis são expostos diariamente. O mapa é composto pelos objetivos estratégicos, medidas, metas e ações, dispostos em quatro perspectivas de gestão. As quatro perspectivas de gestão expressam como o resultado da empresa é obtido, explicitando a ligação P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 25 entre as decisões que levarão ao cumprimento da estratégia. Visualmente, a relação entre objetivos deve caber em uma página, obrigando os gestores a ser sucintos. O desdobramento desses objetivos em medidas, metas e ações deve estar em páginas adicionais. Se o mapa for desenvolvido com recursos de informática, pode-se visualizar essa relação de causa e efeito entre os objetivos, entre as medidas, entre as ações, mas cada visualização sempre em uma página. A disposição das informações em um relatório único estimula os gestores a refletirem sobre a ligação entre objetivos financeiros e os objetivos de outras perspectivas. Estimula também os principais gestores, quando confrontados aos inúmeros trade-offs (matriz que auxilia a tomada de decisão) com que cotidianamente a empresa se defronta, a não delegarem as decisões para níveis gerenciais mais baixos, mais próximos do nível operacional, além, de estimular os principais gestores a não gastarem tempo com assuntos operacionais (considerando que isto foi delegado a outras funções). Tradução: o Financial = Financeira: “Para ter sucesso financeiramente, como devemos aparecer para os acionistas?” o Internal Business Process = Processos internos: “Para satisfazer a nossos acionistas e clientes, que processos devemos aperfeiçoar?” o Learning and Growth = Aprendizado e crescimento: “Para cumprir nossa visão, como devemos garantir nossa habilidade para mudar e melhorar?” o Customer = Cliente: “Para cumprir nossa visão, como devemos aparecer para nossos clientes?” 12.3 Desenho do mapa estratégico Objetivos, metas, medidas e ações não são uma invenção do BSC, são sim elementos necessários de qualquer sistema de gestão e controle. Qualquer sistema de controle pressupõe a existência de um modelo de mensuração de desempenho. A vantagem competitiva e a estratégia da empresa, no BSC, são expressas em objetivos estratégicos distribuídos em quatro perspectivas de gestão com visto anteriormente. O BSC utiliza um conjunto de medidas para mensurar o desempenho conseguido em cada um desses objetivos. Para cada uma das medidas, são estabelecidas metas para curto, médio e longo prazo. Para cada meta estabelecida, define-se um plano de ação. 12.4 Desdobramento em relações de causa e efeito O relacionamento causa e efeito pode ser expresso por uma sequência de afirmações do tipo ”se-então”. Considere, por exemplo, o caso da ligação entre treinamento de pessoal e aumento de margens de produto: P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 26 Se aumentarmos o treinamento dos funcionários sobre os produtos, então eles estarão bem mais informados sobre os produtos que vendem; Se os funcionários estiverem mais informados sobre produtos que vendem, então a eficácia nas vendas melhorará; Se a eficácia nas vendas melhorar, então a média das margens dos produtos que vendem aumentará. Neste exemplo, para fazer parte do BSC, os objetivos deveriam explicar o tempo necessário para que o treinamento de pessoal se converta em melhorias de desempenho das vendas e em quanto esse desempenho será melhorado. 12.5 Perspectiva financeira As medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas e implementadas. Geralmente, esse êxito é medido pela sua lucratividade pelo crescimento do negócio e pelo incremento do valor para o acionista. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado, pode haver problemas na execução, na implementação ou na própria definição da estratégia. A perspectiva financeira avalia a lucratividade da estratégia. Permite medir e avaliar resultados que o negócio proporciona e necessita para seu crescimento e desenvolvimento, e também para satisfação dos seus acionistas. Entre os indicadores financeiros que podem ser considerados, constam: o retorno sobre o investimento, o valor econômico agregado, a lucratividade, o aumento de receitas, redução de custos e outros objetivos de cunho financeiro que estejam alinhados com a estratégia. O mapa estratégico requer um detalhamento maior para que possa efetivamente indicar como a empresa acredita em poder alcançar o desempenho esperado nesses itens. Além das medidas de resultado, é preciso, ainda na perspectiva financeira, definir alguns objetivos e medidas específicas, chamadas no modelo de medidas de tendência. Os temas financeiros mais usados pelas empresas, para realizar a estratégia são: Crescimento e mix de receitas Redução de custo Aumento de produtividade Utilização de estratégia e de ativos As medidas, variam de acordo com o tema. Esses temas podem ser reorganizados em dois grupos: Crescimento e Produtividade. Pode-se crescer aumentando a fonte de receitas ou o valor por cliente atual. Pode-se obter ganho de produtividade mediante a redução dos custos ou a melhor utilizaçãode ativos. Os indicadores financeiros devem expressar o tipo de decisão estratégica que será tomada. Não se deve gerir os indicadores operacionais sem ter em conta os reflexos que geram nos indicadores financeiros. Para que essa ligação seja clara, os indicadores financeiros não podem ser apenas os tradicionais de rentabilidade, produtividade ou liquidez. Embora o BSC tenha sido desenvolvido para o setor privado, várias experiências mostraram que ele é uma valiosa ferramenta também para o setor público ou instituições sem fins P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 27 lucrativos. O fato do desenho ter que começar pelo objetivo financeiro não invalida seu uso nesses setores. Se no setor privado o objetivo é lucro, no setor público ou sem fins lucrativos é cumprir sua missão. 12.6 Perspectiva de clientes Querer ser uma empresa orientada para seus clientes ou ser a empresa fornecedoras número um de seus clientes são objetivos comuns entre as empresas. A dificuldade é traduzir missões em medidas específicas que reflitam os fatores que realmente importam aos consumidores. Medidas essas que servem para orientar as ações dos gestores. O BSC requer esse detalhamento. A perspectiva dos clientes identifica os segmentos de mercado visados e as medidas do êxito da empresa nesse segmento. Identificar os fatores que são importantes na concepção dos clientes é uma exigência do BSC, e a preocupação desses situa-se, em geral, em torno de cinco atributos: tempo, qualidade, desempenho, serviço e preço. Em termos de indicadores considerados como essenciais nessa perspectiva, constam a participação de mercado, aquisição, retenção, fidelidade e nível de satisfação dos clientes. O relacionamento com o cliente diz respeito a entrega do produto ou serviço, incluindo tempo de resposta e de entrega e como o cliente se sente diante da experiência de compra. O fato do preço ser considerado um dos principais atributos, não implica que os outros deixem de ser importantes. O cliente, por exemplo, pode deixar de comprar seu produto, mesmo sendo mais barato, porque sua embalagem é muito ruim. A empresa precisa identificar quais outros atributos são importantes para o cliente. Havendo outros atributos, estes devem estar subordinados ao atributo principal. Quando a empresa compete via diferenciação do produto e o preço não é estratégico, esse deve ser controlado no nível de gestão operacional. Há inúmeros relatos de fracasso de empresas por não entenderem o perfil do mercado-alvo ou por não terem clareza dos atributos que importam aos consumidores de seus produtos. Para entender quais atributos mais importam para o cliente, é preciso compreender o mercado onde a empresa está inserida. Muitas vezes o setor de marketing e vendas trabalham para passar uma imagem do produto ou serviço, mas o desalinhamento nos processos internos faz com que na hora entrega, a empresa passe uma imagem contrária a que foi vendida. 12.7 Perspectiva de Processos internos A perspectiva dos processos internos deve ser elaborada após as perspectivas financeira e dos clientes, pois essas fornecem as diretrizes para seus objetivos. Os processos internos são as diversas atividades empreendidas dentro da organização que possibilitam realizar desde a identificação das necessidades até a satisfação dos clientes. Abrange os processos de inovação (criação de produtos e serviços), operacional (produção e comercialização) e de serviços pós- venda (suporte ao consumidor após as vendas). A melhoria dos processos internos no presente é um indicador chave do sucesso financeiro no futuro. As empresas costumam monitorar e melhorar processos existentes, mesmo quando isso não é estratégico. O ganho de produtividade geralmente é um P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 28 objetivo em si mesmo. No BSC, os investimentos e as mudanças de processos que aumentam a produtividade, só são considerados se forem críticos para o sucesso da estratégia da organização. O processo de inovações tem que levar em conta produtos e serviços novos que atenderão aos consumidores atuais e futuros. É nesta perspectiva que a empresa definirá o que precisa ser melhorado ou criado para atender aos atributos importantes mapeados na perspectiva do cliente. Os principais processos internos são organizados, pelo BSC, em quatro grupos: Processos relacionados a gestão operacional: produção, entrega de produtos, abastecimento, distribuição de produtos, gerenciamento de riscos financeiros e operacionais; Processos relacionados a gestão de clientes: seleção de fornecedores, mapeamento de perfil, conquista de clientes, retenção de clientes; Processos de inovação: identificação de oportunidades, gerenciamento de portfólio, projeto e desenvolvimento; Processos regulatórios e sociais: relação com a comunidade e o meio ambiente, tratar de SMS, práticas trabalhistas. 12.8 Perspectiva aprendizado e crescimento Por fim, a perspectiva do aprendizado e conhecimento oferece a base para a obtenção dos objetivos das outras perspectivas. Com isso, identifica-se a infraestrutura necessária para propiciar o crescimento e melhorias em longo prazo, a qual provém de três fontes principais: pessoas, sistemas e procedimentos organizacionais. Identifica também as capacidades de que a empresa deve dispor para conseguir processos internos capazes de criar valor para clientes e acionistas. Como indicadores importantes podem ser considerados: nível de satisfação, rotatividade, capacitação e treinamento dos funcionários, lucratividade por funcionário, e a participação deles com sugestões para redução de custos ou aumento de receitas 12.9 Medidas, metas e ações Uma vez estabelecidos os objetivos que precisam ser alcançados, devem-se acompanhar os resultados. 12.10 Medidas (indicadores) No BSC, é interessante que haja um indicador que meça um conjunto de indicadores. É importante saber que o BSC não é um substituto do sistema tradicional de indicadores (KPIs). Suas medidas são escolhidas para chamar a atenção dos gestores e dos funcionários para os fatores que se espera levar a mudança de desempenho desejada. A partir de um relatório sucinto, podem-se derivar outras medidas obedecendo ao princípio do BSC de direcionadores de desempenho. Se surge um resultado inesperado em um dos indicadores do mapa, pode-se acessar os outros indicadores que devem explicar o resultado naquele, de forma cumulativa. 12.11 Metas Para cada medida considerada importante, é preciso definir metas de desempenho necessárias para o cumprimento dos objetivos estratégicos P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 29 e consequentemente da estratégia. Essas metas devem expressar as hipóteses sobre a magnitude e a velocidade de mudanças necessárias para o cumprimento da estratégia. Um exemplo, se a empresa considerar importante acompanhar determinado índice de devoluções, ela precisa estabelecer uma meta para esse índice, que servirá como referência para avaliar o resultado das ações. No BSC, é fundamental iniciar pelo estabelecimento de metas de longo prazo. As metas de prazos menores devem ser estabelecidas depois das metas de longo prazo. 12.12 Plano de ação Uma vez definidas as metas, devem- se planejar as ações a serem executadas. As ações devem ser identificadas para atingir as metas de curto, médio e longo prazo. As vezes parte de um plano de ação, ou seja, algumas ações dentro desse plano podem levar ao alcance de uma meta decurto prazo e, ao completar todo o plano, alcança-se a meta de médio prazo. Pode-se fazer um levantamento dos planos de ação que a empresa tem em andamento e avaliá-los sob os objetivos do mapa estratégico. Quando se implanta um BSC na empresa, suas ações passam a ser prioritárias em relação a outras ações. 13. TIPOS DE INDICADORES DE DESEMPENHO Encontrar os indicadores adequados para avaliar cada setor da empresa torna possível prever possíveis dificuldades, encontrar falhas e até mesmo estabelecer metas. Na realidade, os indicadores são pontos cruciais para qualquer empresa, desde as de pequeno porte até as de grande porte. O desempenho da empresa pode ser avaliado a partir de vários ângulos, basta optar pelo indicador que mais compreende as suas necessidades. O B J E T IV O S M E T A S IN D IC A D O R E S IN IC IA T IV A S P e r sp e c ti v a F in a n c e ir a : A u m en ta r re ce it as A u m en ta r em 1 0 % a re ce it a lí q u id a D em o n st ra ti v o s fi n an ce ir o s D es en v o lv er n o v as p o lí ti ca s d e cr éd it o p ar a o s d is tr ib u id o re s P e r sp e c ti v a d o C li e n te : C o n ta r co m u m ti ck et m éd io a lt o A u m en ta r o v al o r d e ca d a co m p ra e m 1 5 % , em m éd ia V al o r d as n o ta s fi sc ai s d e ca d a v en d a in d iv id u al M el h o ra r o m ix d e p ro d u to s e cr ia r co m b o s d e o fe rt as P e r sp e c ti v a d e p r o c e ss o s in te r n o s: O fe re ce r d iv er sa s o p çõ es d e ca n ai s d e v en d as T ra n sf er ir a o m en o s 3 0 % d as v en d as p ar a n o v o s ca n ai s d e v en d as % d e v en d as p o r ca n al Im p le m en ta r te le m ar k et in g e im p le m en ta r lo ja v ir tu al P e r sp e c ti v a d e A p r e n d iz a d o e c r e sc im e n to : C o n ta r co m f o rç a d e v en d as c ap ac it ad a T re in ar 1 0 0 % d a eq u ip e d e v en d as N ú m er o d e ce rt if ic ad o s ad q u ir id o s p el a eq u ip e D es en v o lv er p ar ce ri a co m em p re sa d e cu rs o s o n li n e P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 30 13.1 Indicadores de Qualidade Os indicadores de qualidade podem ser apontados como um dos mais utilizados pelas empresas. Afinal de contas, é a partir da aplicação deles que a empresa pode mensurar o nível de qualidade com o qual está realizando as suas tarefas em todos os setores. Imagine uma fábrica de sapatos, para que estes itens cheguem ao mercado e agradem o seu público-consumidor, é necessário avaliar a sua qualidade de produção. É importante lembrar que os indicadores de qualidade não são sempre os mesmos, eles podem ser desenvolvidos ou adaptados de acordo com as necessidades e características de cada empresa. Entretanto, existem alguns indicadores que podem ser usados como base para medir a qualidade dos processos, tais como: Qualidade do processo: este indicador consiste em avaliar como a empresa está desenvolvendo as suas atividades em todos os setores, pois se algo falhar em determinada área poderá afetar o desempenho da empresa em todas as outras. É importante que o gestor identifique todos os processos que a empresa realiza e, posteriormente, analise como eles estão sendo feitos, se os prazos determinados estão sendo cumpridos, se as ferramentas usadas satisfazem as necessidades de produção e se os recursos humanos e matérias- primas estão sendo bem aproveitados. Qualidade do produto: nem sempre um processo de boa qualidade resulta em um produto de boa qualidade. Por isso, é importante que a empresa analise separadamente a qualidade do produto, estudando os benefícios que oferecem, o seu design, durabilidade, desempenho e confiabilidade. Qualidade para o cliente: a qualidade do produto para o cliente diz respeito aos benefícios que ele oferece, sendo necessário avaliar o seu nível de utilidade e interação com o consumidor, facilidades e dificuldades. O ideal é que este processo seja feito através de uma pesquisa de campo com os próprios clientes. 13.2 Indicadores de Produtividade O volume de atividades que a sua empresa executa está de acordo com o nível de produtividade? É exatamente para responder esta pergunta que existe o indicador de produtividade, que tem como objetivo mensurar o nível de eficiência da empresa em relação aos seus processos de produção. Os fatores que fazem parte dos indicadores de produtividade são: Volume de atividades executadas: antes de qualquer coisa, o gestor tem que fazer um levantamento do volume de atividades executadas pela empresa, o que permite verificar se os gastos com mão-de-obra e matéria-prima estão sendo utilizados de forma adequada, o estudo deve ser feito em todos os setores da empresa. Cumprimento de metas: para avaliar o desempenho de produtividade da empresa é necessário estudar o índice de cumprimento de metas, ou seja, o quanto dos objetivos estabelecidos foram concluídos com sucesso, quantos ficaram para trás e quantos tiverem que ser modificados no meio do caminho. A partir deste estudo a empresa saberá se está determinando metas dentro da sua realidade e se a sua equipe desenvolve um trabalho eficiente. Manter sempre uma boa gestão P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 31 de pessoas é fundamental para que executem as tarefas corretamente. Resultados alcançados: mensurar os resultados alcançados em um determinado período de tempo é essencial para mensurar o índice de profundidade da empresa. Neste caso, tem-se que fazer um levantamento dos resultados negativos e positivos alcançados e analisar as causas de cada um deles. Nível de erros e acertos: durante os processos realizados pela empresa acontecerão erros e acertos, mensurá-los é essencial para saber como o seu atual índice de produtividade se configurou. 13.3 Indicadores de Desempenho de Equipe Uma boa gestão do material humano da empresa é importante para que ela cumpra as suas metas e obtenha um bom posicionamento no seu mercado de atuação. A equipe precisa estar em harmonia, ter uma relação interpessoal condizente com os objetivos e valores da empresa. Para estudar o comportamento pessoal e profissional dos profissionais é necessário aplicar o indicador de desempenho de equipe, o qual é composto por: Conhecimento que o profissional tem das suas atividades: um indivíduo não irá realizar bem uma tarefa que não sabe como fazer. É por isso que o indicador de desempenho de equipe se preocupa em analisar os conhecimentos teóricos e práticos que os funcionários possuem em relação às atividades que desenvolvem na empresa. A aplicação desse indicador costuma ocorrer pelo líder da equipe. Nível de eficácia das atividades realizadas: o funcionário tem conhecimento teórico e prático, mas acaba não obtendo bons resultados ao concluir as suas tarefas. Provavelmente isso está acontecendo devido a algum fator externo e para descobri-lo é necessário avaliar a eficácia do profissional em cada atividade que realiza, levando em consideração os seus erros e acertos. Comprometimento com o trabalho: uma empresa está fadada a ficar no mesmo lugar se não tem funcionários comprometidos. Então, para identificar e melhorar o comportamento dos funcionários é necessário analisar o comprometimentoque eles possuem dentro do ambiente de trabalho e se seus objetivos estão em harmonia com os da empresa. 13.4 Indicadores de Desempenho Organizacional Os indicadores de desempenho organizacional são considerados um dos mais completos, pois eles são capazes de medir o desenvolvimento da empresa como um todo, estudando e analisando todos os setores que a compõe. Este método é composto por: Eficiência: este quesito tem como função analisar a capacidade que a empresa tem de fazer a coisa certa, o quanto ela consegue determinar metas e cumpri-las. Este dado tem que ser mensurado a partir de estudos dos processos realizados pela instituição em um determinado período de tempo, constatando se os resultados alcançados estavam dentro do esperado, inesperados ou mais do que esperados. P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 32 Custos fixos: eles são um ótimo método para analisar o desempenho da organização. Neste processo tem-se que avaliar se os custos fixos como pagamento de fornecedores e funcionários estão sendo honrados. Também é importante analisar se eles estão estagnados ou vêm crescendo, isto representaria um potencial de desequilíbrio financeiro. Tomar cuidado com o planejamento financeiro empresarial é fundamental para qualquer empresa, caso contrário terá sérios problemas e iminente risco de falência. Faturamento: este item diz respeito ao total de dinheiro que entra no caixa da empresa, sem tirar a parte direcionada para arcar com os gastos fixos e variáveis. Para obter este resultado tem-se que analisar o quanto a organização está produzindo e vendendo, bem como o valor que retorna para ela ao fim deste processo. Recebimento: para avaliar o desempenho do setor de cobranças da empresa é necessário fazer um estudo do fator recebimento, ou seja, se o tanto que ela vende corresponde ao quanto recebe. Caso a empresa esteja vendendo muito, mas recebendo pouco, é sinal de que os clientes estão inadimplentes, sendo preciso aprimorar os estilos de negociação e cobrança. Lucratividade: este item está ligado ao setor financeiro da empresa, trata-se do valor que sobra no caixa depois que todas as contas são pagas. Este dado tem que ser levantado estudando os relatórios financeiros. A partir deste resultado, a organização pode elaborar os seus planejamentos de recuo ou de novos investimentos no mercado. 13.5 Indicadores relacionados a Fornecedores Os fornecedores são um dos pilares de qualquer negócio, por isso, nada mais justo do que serem um dos exemplos de indicadores de desempenho. Uma empresa não se torna bem sucedida sozinha, ela depende dos seus clientes e fornecedores, sendo preciso manter um relacionamento de qualidade com ambos. Em se tratando dos fornecedores é preciso medir o desempenho deles com frequência, caso contrário o resultado entregue ao cliente não será satisfatório. Para mensurar este processo tem-se que usar o indicador de desempenho que aponta os resultados relativos aos fornecedores, procurando saber: a qualidade dos produtos e serviços prestados, a não conformidade dos itens adquiridos, o cumprimento das entregas dentro dos prazos, o tempo de atendimento, custos dos insumos, desempenho dos fornecedores, e número de ocorrências de atritos com os fornecimentos. Também é preciso pesar os benefícios que os fornecedores estão trazendo para a empresa e se estão oferecendo preços que condizem com a qualidade dos seus produtos. 13.6 Indicadores relacionados a Sociedade Toda empresa não deve funcionar apenas como um negócio, mas também como uma instituição que tem uma responsabilidade social. Ao seguir uma ideologia, a organização torna-se mais P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 33 firme no mercado, conquistando o respeito dos seus consumidores e potenciais clientes. Portanto, para que a empresa otimize a forma como é vista no mercado tem- se que aplicar o indicador de resultados relativos à sociedade, em que é preciso avaliar o índice de: receitas direcionadas para ações sociais, nível de poluição, número de não conformidades ambientais, quantidades de sanções ambientais, de campanhas sociais que participou, de inserções espontâneas na mídia, de recursos doados, e de horas dedicadas às ações sociais. 13.7 Indicadores relativos a Clientes e Mercado Mensurar o posicionamento da empresa em relação aos seus clientes e ao mercado é de fundamental importância para saber o que ambos estão precisando e o que tem que ser feito para atender as suas expectativas. Para aplicar este indicador de desempenho pode-se levar em consideração: o número de clientes efetivamente atingidos, o nível de satisfação, fidelidade à marca, lucratividade, reclamações, participação no volume de compras, devoluções, e a imagem que eles têm da empresa. Com relação ao mercado, é importante que a empresa procure medir: o impacto que ela causa no seu ramo de atuação, prêmios recebidos dos clientes e do próprio mercado, posição que ocupa na preferência dos consumidores, quantos produtos lançou nos últimos meses, quem são as suas principais concorrentes, o que tem sido feito para ultrapassá-las, e se está funcionando. Perceba, a análise recai sobre os resultados, sobre a opinião dos clientes e o que o mercado pensa da marca. Esse costuma ser um dos indicadores de desempenho mais assertivos e que trazem melhores resultados, já que a sua pesquisa é bem conclusiva. Normalmente é utilizado quando a empresa está trabalhando os indicadores de desempenho para o fim de descobrir se vale ou não a pena lançar novos produtos no mercado. 13.8 Indicador de Capacidade Relacionado à taxa real de produção ou utilização do sistema em relação para o qual ele foi projetado. Pode ser definido como: Utilização da Capacidade = Produção Real Capacidade Instalada EXEMPLO: http://www.blogdaqualidade.com.br/a-utilizacao-dos-indicadores-de-desempenho-nos-processos/processos-6/ P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – K P I - R e v . 1 Página 34 Bibliografia: • FRANCISCHINI, Andresa. Indicadores de Desempenho. Actual Editora. São Paulo, 2012. • CALDEIRA, Jorge. 100 Indicadores. Alta Books. São Paulo, 2017 • COSTA, Ana Paula Paulino. Balanced Scorecard, conceitos e guia de implementação. São Paulo: ATLAS, 2006. • ANDREWS, K.R. The concept of corporate strategy. New York: McGraw-Hill, 1965. • GARTNER, Business Process Management's Success Hinges on Business-Led Initiatives. 2005. • LANTELME, E.M.V; TZORTZOPOULOS, P.; FORMOSO, C.T. Indicadores de Qualidade e Produtividade para a Construção Civil. 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