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Livro Eletrônico
Aula 00
Português p/ TJ SP - Escrevente
Professor: Rafaela Freitas
Língua Portuguesa p/ TJ-SP 
Escrevente 
Teoria e Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 115 
AULA 0 – ANÁLISE, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
(VERBAIS E NÃO VERBAIS. LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS). 
INFORMAÇÃO EXPLÍCITA E INFERÊNCIA. 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO......................................................................................1 
CRONOGRAMA E OBJETIVO DO CURSO......................................................3 
1. INTERPRETAÇÃO TEXTUAL....................................................................5 
2. TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO.....................................................8 
QUESTÕES COMENTADAS BLOCO I..........................................................11 
3. TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS..............................................................25 
QUESTÕES COMENTADAS BLOCO II.........................................................30 
4. INFERÊNCIAS E INFORMAÇÕES EXPLÍCITAS..........................................40 
QUESTÕES COMENTADAS BLOCO III.......................................................42 
5. LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA..................................73 
GABARITOS........................................................................................114 
 
Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais 
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a 
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. 
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os 
professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe 
adquirindo os cursos honestamente através do site Estratégia Concursos ;-) 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Olá, estudiosos alunos do Estratégia Concursos! É com imensa alegria que 
começaremos com esta aula o curso que irá prepará-lo para ser ESCREVENTE 
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA de São Paulo! Já saiu o edital! Isso quer dizer que 
não podemos mais perder tempo, a hora de estudar é agora! 
Língua Portuguesa p/ TJ-SP 
Escrevente 
Teoria e Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 115 
Minha função aqui é ajudá-lo da melhor maneira possível a alcançar o seu 
objetivo que é ser aprovado neste concurso. Esteja certo que farei de tudo 
para que isso aconteça, pois o seu sucesso é também o meu! 
Para que me conheça, falarei brevemente sobre mim: meu nome é 
Rafaela Freitas, sou graduada em Letras pela Universidade Federal de 
Juiz de Fora, onde resido, e pós-graduada em Ensino de Língua 
Portuguesa, pela mesma instituição (UFJF). Desde que me formei, em 2008, 
tenho trabalhado com a preparação dos alunos para os mais diversos 
concursos públicos, em cursos presenciais, no que tenho colocado ênfase em 
minha carreira, embora também trabalhe com turmas preparatórias para 
vestibulares. Sou uma apaixonada pela nossa língua mãe e por ensiná-la! 
Tenham a certeza de que o português, já neste curso, não será um problema, 
mas sim a solução! Você sabe muito mais dessa língua do que imagina! Confie 
em mim e principalmente em seu potencial! 
Já leu atenciosamente o edital? Eu já! Selecionei aqui para você aquilo 
que mais importa com relação à Língua Portuguesa: serão 24 (vinte e quatro) 
questões que englobarão o seguinte conteúdo: 
 
1. Análise, compreensão e interpretação de diversos tipos de textos 
verbais, não verbais, literários e não literários. 
2. Informações literais e inferências possíveis. 
3. Ponto de vista do autor. 
4. Estruturação do texto: relações entre ideias; recursos de coesão. 
5. Significação contextual de palavras e expressões. 
6. Sinônimos e antônimos. 
7. Sentido próprio e figurado das palavras. 
8. Classes de palavras: emprego e sentido que imprimem às relações que 
estabelecem: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, 
advérbio, preposição e conjunção. 
9. Concordância verbal e nominal. 
10. Regência verbal e nominal. 
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11. Colocação pronominal. 
12. Crase. 
13. Pontuação. 
 
TODOS ESTES CONTEÚDOS SERÃO MUITO BEM TRABALHADOS EM 
MEU CURSO. 
 
A banca examinadora que elaborará a prova deste certame é a Fundação 
VUNESP. Esta é uma banca tradicional de São Paulo. Costuma trazer provas 
simples, mas não se anime, já que a tendência é que as provas desta banca 
sejam dificultadas a cada concurso, então a sua preparação deve ser 
impecável, com bastante interpretação textual e questões típicas de gramática. 
No decorrer do curso, focaremos no que a VUNESP mais cobra nas provas que 
elabora e na maneira com que ela cobra. Conhecer bem a banca examinadora 
é o caminho certo para a sua aprovação! O importante é estudarmos TODOS 
os tópicos do edital e fazer muitas questões! O sucesso é garantido! 
 
Agora é estudar! Vamos lá! 
ÇÃO E GRAMA 
OBJETIVO E CRONOGRAMA DO CURSO 
 
Este curso tem por objetivo trazer para os alunos todo o conteúdo 
teórico e auxiliá-los na resolução do maior número de questões possível da 
VUNESP, baseado no edital aberto para TJ/SP. As aulas contarão com várias 
questões da VUNESP comentadas e gabaritadas, inclusive as últimas do TJ. 
Isso significa que você não precisará ficar procurando e baixando provas da 
internet, já as terá em grande número no decorrer do curso. 
De qualquer forma, se ainda quiser mais questões, farei um curso que 
contará exclusivamente com resolução de provas dos Tribunais de Justiça, 
maioria da Vunesp. Alunos, a chave para a sua aprovação, em conjunto com 
um estudo disciplinado, é conhecer bastante a banca examinadora do concurso 
Língua Portuguesa p/ TJ-SP 
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que irá prestar! No site do Estratégia você encontrará outros cursos que 
contribuirão sobremaneira para a sua aprovação, vale a pena conferir! 
Voltando para o presente curso, aqui alunos que estão começando a se 
preparar encontrarão aqui todos os “macetes” e dicas de que precisam para 
um estudo objetivo. Os concurseiros já experientes terão com o curso uma 
fonte de revisão para se aprimorarem e se atualizarem bastante na Língua 
Portuguesa. Todos sairão ganhando! 
Para que seja completo e satisfatório, proponho que o curso seja dividido 
da seguinte maneira: 
 
Aula 00: (02/02/2015) Análise, compreensão e interpretação de textos 
(verbais e não verbais. Literários e não literários). Informação explícita e 
Inferência. 
Aula 01: (12/02/2015) Significação contextual de palavras e 
expressões. Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras. 
Aula 02: (22/02/2015) Texto opinativo (ponto de vista do autor). 
Estruturação do texto: relações entre ideias; recursos de coesão. 
Aula 03: (04/03/2015) Classes de palavras I: substantivo, adjetivo, 
artigo, numeral, preposição e conjunção. 
Aula 04: (14/03/2015) Classe de palavras II: pronome, verbo e 
advérbio. Colocação pronominal. 
Aula 05: (24/03/2015) Concordância verbal e nominal. 
Aula 06: (02/04/2015) Regência verbal e nominal. Emprego da crase. 
 
Desde já, coloco-me à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento, 
pelo e-mail: rafaelafreitas@estrategiaconcursos.com.br ou ainda pelo 
fórum de dúvidas. 
 
Será um prazer tê-lo como aluno! Bons estudos! 
 
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1. INTERPRETAÇÃO TEXTUAL 
 
“Evidentemente, tudo pode ser visto nos textos, lá é que todo tipo de 
fenômeno acontece.” (ANTUNES, 2007, p. 139) 
Ler o mundo através dos mais diversos textos com os quais nos 
deparamos em nosso cotidiano é uma tarefa no mínimo reveladora! 
 
Em primeiro lugar, devo dizer aquilo que talvez você já saiba: A leitura é 
o meio mais eficaz para chegarmos ao conhecimento, portanto, precisamos 
aprender a ler! A leitura precisa se tornar um hábito na vida de um 
concurseiro. Um candidato “antenado” com os acontecimentos atuais, 
conhecedor de textos literários, entendedor de charges e textos de humor 
chegará ao sucesso com mais facilidade (ou menos dificuldade, rsrs) do que 
aquele que lê pouco ou nada. E digo ler de verdade! Não passar os olhos! Ler é 
dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de qualquer texto, seja 
literário, narrativo, instrucional, jornalístico, persuasivo, possibilidades que se 
misturam e se tornam infinitas. 
 
 
 
A dificuldade na compreensão e interpretação de textos deve-se a falta do 
hábito da leitura. Sim! Então, desenvolva o hábito da leitura. Que tal 
estabelecer agora uma meta de ler, pelo menos, um livro por mês? Leia o que 
você mais gosta! Não importa o gênero. Crie o hábito da leitura e o gosto por 
ela. Quando passamos a gostar de algo, compreendemos melhor seu 
funcionamento. Nesse caso, as palavras tornam-se familiares a nós mesmos. 
Não se deixe levar pela falsa impressão de que ler não faz diferença. 
 
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Estudar interpretação textual para fazer uma prova da Fundação Vunesp 
é extremamente importante! Boa parte da prova de português, com certeza, 
será com questões de interpretação. Qual é a melhor maneira de estudar 
interpretação textual? Fazendo muitas questões da banca examinadora em 
questão, de provas anteriores! Assim você irá conhecer e ficar “fera” na 
maneira como ela cobra o conhecimento dos textos em questões. Vamos 
praticar bastante nesta aula! 
A maioria dos alunos acha interpretar muito difícil, então vou organizar 
esta parte da matéria em DICAS para organizar o seu estudo! Não quero que 
você perca pontinhos preciosos!! 
 
Algumas dicas para a interpretação: 
 
1) Não se assuste com o tamanho do texto. JAMAIS! Você irá vencê-
lo. 
2) Ler todo o texto pelo menos DUAS vezes é o ideal, procurando ter 
uma visão geral do assunto principal. A primeira leitura será para você 
reconhecer o assunto. Podemos chamá-la de leitura informativa. Grife 
palavras chaves, a ideia principal de cada parágrafo. 
3) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, 
vá até o fim, ininterruptamente. 
4) Leia o texto pelo menos duas vezes, pois a primeira impressão 
pode ser falsa. Já na segunda leitura, do tipo interpretativa, você deverá 
compreender, analisar e sintetizar as informações do texto. 
5) Antes de responder às questões, retorne ao texto para sanar as 
dúvidas. Na verdade, retorne ao texto SEMPRE que precisar. Isso pode 
parecer perda de tempo, mas não é, garante uma interpretação sem falhas! 
6) Leia o texto com perspicácia (observando os detalhes), sutileza, 
malícia nas entrelinhas, para evitar pegadinhas. Atenção ao que se pede. 
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7) Às vezes, a interpretação está voltada para 
uma linha do texto e por isso você deve voltar ao parágrafo para localizar 
o trecho, pois uma frase fora do contexto pode mudar completamente de 
sentido! 
8) Quando for resolver as questões que estarão aqui no material, no 
momento de estudo, seja curioso, utilize um dicionário e encontre o significado 
das palavras que você não conhece. 
9) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. 
10) Partir o texto em parágrafos ou partes pode melhorar 
compreensão. 
11) Sinalizar cada questão no parágrafo ou parte do texto 
correspondente facilita muito visualmente. 
12) Cuidado com os vocábulos: destoa, não, 
correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras 
que aparecem nos enunciados e que, às vezes, dificultam a entender o que 
está sendo solicitado. Elas te induzem ao erro! 
13) Quando duas alternativas lhe parecem corretas 
(isso SEMPRE acontece, não é mesmo?!?!), as duas realmente estarão 
adequadas para a resposta! Então, procure a mais exata ou a mais completa. É 
comum acontecer isso nas provas da Vunesp! Não se deve procurar a verdade 
exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no 
sentido do texto e que responda ao enunciado. 
14) Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, 
definindo o tema e a mensagem. O autor defende ideias e você deve percebê-
las. 
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15) Aumente seu vocabulário e sua cultura. Além da leitura de textos, 
um bom exercício para ampliar seu conhecimento léxico é fazer palavras 
cruzadas. Faça também exercícios de palavras sinônimas e antônimas. 
16) Seja leitor assíduo de jornais e revistas! Especialmente os do 
estado de São Paulo, de onde a Vunesp tira a maioria dos textos para 
interpretação. 
17) Antes de começar a leitura, procure a fonte daquele texto. Então 
você já terá uma dica para saber se é um texto literário ou não literário, um 
texto jornalístico ou não. Assim, poderá saber o que esperar daquele dele. 
18) Após a leitura, pense a que Gênero textual o texto pertence 
(veremos isso mais adiante, ainda nesta aula). Se for uma notícia, por 
exemplo, vai saber que o texto deve conter um fato a ser narrado, onde 
aconteceu, quando e com quem, mas não deverá ter opinião do autor, por se 
tratar de uma fonte jornalística imparcial (pelo menos deveria ser, rs). 
 
2. Texto literário e não literário 
 
Para que você desenvolva em sua prova uma interpretação satisfatória, é 
muito importante que saiba mais sobre os diversos textos e suas 
características. 
 
O que é um texto? 
 
A palavra texto vem do latim “textum”, que significa tecido. Podemos 
dizer que ele é uma unidade básica de organização e transmissão de ideias, 
conceitos e informações de modo geral. Pensando assim e mais amplamente, 
uma pintura, uma escultura, um símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, uma 
propaganda, um filme, uma novela de televisão também são formas textuais. 
 
Para facilitar, analisamos os textos em dois grandes grupos: 
TEXTOS LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS. 
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Vamos ver a diferença? 
 
TEXTO LITERÁRIO: é aquele que apresenta uma linguagem 
conotativa, subjetiva ou figurada, e explora os sentimentos. 
 
TEXTO NÃO LITERÁRIO: é aquele que possui uma linguagem 
denotativa, objetiva e real, e visa à informação. 
 
 
 
Os textos literários são aqueles que possuem função estética, destinam-
se ao entretenimento, ao belo, à arte, à ficção. Mesmo que o assunto seja 
sério, será tratado com leveza em um texto deste tipo. No texto literário, o 
mais importante é a expressividade das palavras. O conteúdo, nesse caso, fica 
em segundo plano. O vocabulário bem selecionado transmite sensibilidade ao 
leitor. O texto é rico de simbologia e debeleza artística. Podemos citar como 
exemplo o conto, o poema, o romance, peças de teatro, novelas e crônicas. 
 
Os textos não literários possuem função utilitária, pois servem para 
informar, convencer, explicar, ordenar. São textos objetivos que não têm o 
interesse em despertar sentimentos. Quanto à linguagem, o texto não 
literário é objetivo, claro, conciso, e pretende informar o leitor de 
determinado assunto. Para isso, quanto mais simples for o vocabulário e mais 
objetiva for a informação, mais fácil se dará a compreensão do conteúdo. 
Como exemplos, temos as notícias, os artigos jornalísticos, os textos didáticos, 
os verbetes de dicionários e enciclopédias, as propagandas publicitárias, os 
textos científicos, as receitas culinárias, os manuais, etc. 
 
Veja os dois textos a seguir: 
==0==
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TEXTO I 
 
Descuidar do lixo é sujeira 
 
Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a 
gerência de uma das filiais do McDonald‟s deposita na calçada dezenas de 
sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso acaba 
propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali 
revirar o material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão. 
(Veja São Paulo, 23-29/12/92) 
 
O TEXTO I, "Descuidar do lixo é sujeira", traz uma informação sobre o 
lixo despejado nas calçadas, o que acontece com ele antes de o caminhão do 
lixo passar para recolhê-lo. É um texto informativo e, portanto, não literário. 
 
TEXTO II 
O bicho 
Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio 
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa, 
Não examinava nem cheirava: 
Engolia com voracidade. 
O bicho não era um cão, 
Não era um gato, 
Não era um rato. 
O bicho, meu Deus, era um homem. 
(Manuel Bandeira. Em Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: J. Olympio/MEC, 1971, 
p.145) 
 
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O TEXTO II, “O bicho”, é um poema, basta observarmos a sua forma para 
sabermos disso, pois é construído em versos e estrofes e apresenta uma 
linguagem cheia de significados, o que chamamos de plurissignificação. 
Cada palavra pode apresentar um sentido diferente daquele que lhe é comum. 
Trata-se, por tanto, de um texto literário. 
 
O esquema a seguir irá ajudá-lo a ter uma visão melhor do que foi explanado 
até aqui sobre texto literário e não literário. 
 
 
 
 
 
Vamos praticar um pouco! 
 
Questões comentadas BLOCO I 
 
Leia o texto para responder às questões de números 01 e 02. 
 
A bruxa nos relógios 
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Vou me concentrar no possível: os afetos, o trabalho, a vida. Então falo 
aqui de um tema que me fascina, sobre o qual já tenho refletido muito. 
Quando criança, eu achava que no relógio de parede do sobrado de 
uma de minhas avós, aquele que soava horas, meias horas e quartos de 
hora que me assustavam nas madrugadas insones em que eu 
eventualmente dormia lá, morava uma feiticeira que tricotava 
freneticamente, com agulhas de metal, tique-taque, tique-taque, tecendo 
em longas mantas o tempo de nossa vida. 
Nessas reflexões mais uma vez constatei o que todo mundo sabe: 
vivemos a idolatria da juventude – e do poder, do dinheiro, da beleza física e 
do prazer. Muitos gostariam de ficar para sempre embalsamados em seus 20 
ou 30 anos. Ou ter, aos 60, “alma jovem”, o que acho discutível, pois deve ser 
melhor ter na maturidade ou na velhice uma alma adequada, o que não 
significa mofada e áspera. 
A maturidade pode ter uma energia muito boa, pensamento e capacidade 
de trabalho estão no auge, os afetos mais sólidos, a capacidade de enfrentar 
problemas e compadecer-se dos outros mais refinada. Passada (ou abrandada) 
a insegurança juvenil, é possível desafiar conceitos que imperam, limpar o pó 
desse uniforme de prisioneiros, deixar de lado as falas decoradas, a tirania do 
que temos de ser ou fazer. Pronunciar a nossa própria alforria: vai ser livre, 
vai ser você mesmo, vai tentar ser feliz. 
Portas continuam se abrindo: não apenas sobre salas de papelão 
pintado, porém sobre caminhos reais. Correndo pela floresta das 
fatalidades, encontramos clareiras de construir. De se renovar, não 
importa a cifra indicando a nossa idade. E sempre que alguém resolver 
não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas dar sentido à 
sua vida, verá que a bruxa dos relógios não é inteiramente má. E vai 
entender que o tempo não só nega e rouba com uma das mãos, mas 
também, com a outra, oferece – até mesmo a possibilidade de, ao 
envelhecer, alargar ainda mais as varandas da alma. 
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(Lya Luft. Revista Veja, edição 2344, 23.10.2013. Adaptado) 
 
01. (Assistente administrativo-2014-Emplasa-Vunesp) - Em suas 
considerações, o assunto principal tratado pela narradora é a 
(A) tirania da maturidade e as novas oportunidades. 
(B) passagem do tempo e suas recompensas. 
(C) supremacia da juventude aos 20 anos e o poder do dinheiro. 
(D) ingenuidade da infância e as histórias encantadas. 
(E) estabilidade da vida e o envelhecimento digno. 
 
Comentário: trata-se de um texto literário. Observa-se que a autora 
trabalha com a linguagem a fim de nos levar a uma “viagem” pelo passado, 
pelo correr dos anos em nossas vidas. Ela desperta sentimentos e é subjetiva o 
tempo todo ao falar de sua própria experiência. Usa ainda a metáfora da 
“bruxa nos relógios”, já no título e depois a explica, para deixar a compreensão 
mais leve e fácil. 
Quanto ao que foi pedido no enunciado, a única resposta correta ou 
adequada é a letra B. Lya Luft fala com propriedade que o passar dos anos não 
é de tudo ruim, pode ser recompensador. É isso que resume o texto, este é o 
assunto principal. 
O que tem de errado nas outras alternativas: na letra A está errada 
a expressão “tirania da maturidade”, a maturidade também traz coisas 
novas, não tira apenas. A letra C é inaceitável porque, ao contrário do 
que a alternativa diz, o texto nos mostra que a juventude e o dinheiro 
não têm supremacia sobre a maturidade. A letra D não pode ser a 
correta porque a autora usou a ingenuidade da infância para introduzir 
o assunto principal que é o passar dos anos, a chegada feliz da 
maturidade. E a letra E é a que poderia causar dúvidas, pois a autora 
quer justamente nos levar a refletir sobre o envelhecimento digno, feliz, 
pleno, o que pode ser confundido com estabilidade na vida e induzir o 
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candidato ao erro. Lembre-se: na dúvida, escolha a mais completa, 
mais adequada ao enunciado. 
GABARITO: B 
 
02. (Assistente administrativo-2014-Emplasa-Vunesp) Segundo o texto, 
(A) os sexagenários têm a alma jovem. 
(B) a beleza física e o prazer devem ser buscados sempre. 
(C) a maturidade permite desafios e conquistas. 
(D) a juventude traz a mesma segurança que a maturidade oferece. 
(E) os jovens não têm a capacidade de compadecer-se dos outros. 
 
Comentário: A autora não afirma que os sexagenáriostêm alma jovem, mas que 
as pessoas na maturidade BUSCAM uma alma jovem, alternativa A errada. A letra B 
também está errada, pois a autora está ponderando justamente o contrário, que a 
beleza física e o prazer da juventude dão lugar a maior capacidade maior para o 
trabalho e para enfrentar problemas, afetos sólidos, tranquilidade para buscar a 
felicidade sem rótulos. A letra C é alternativa mais adequada, a correta. Segundo a 
autora, a maturidade permite desafios sim, novas possibilidades que a juventude não 
oferece. A letra D está equivocada. A maturidade traz a segurança que falta para a 
juventude. E a autora não afirmou em momento algum que os jovens não se 
compadecem dos outros! Letra E errada. 
GABARITO: C 
 
Leia a charge a seguir para responder à questão 03. Observe que agora vamos 
analisar uma questão com outro tipo de texto, embora também seja literário. 
 
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03. (Assistente administrativo-2014-Emplasa-Vunesp) A charge 
sugere que 
(A) os jovens acabam aceitando o convite do dono da loja. 
(B) o dono da loja teme que os jovens decidam fazer um “rolezinho” em 
seu estabelecimento. 
(C) os jovens não dão importância para a leitura de livros. 
(D) o dono da loja tem os mesmos interesses dos jovens. 
(E) o dono da loja fica triste por não ter sido convidado a participar do 
“rolezinho”. 
 
Comentário: esta questão trouxe um gênero muito recorrente: a charge. 
Trata-se de um texto argumentativo literário. Usa uma linguagem mista, ou 
seja, que une a linguagem verbal (palavras) e a não verbal (imagens), sendo 
que tanto uma quanto a outra são muito importantes, pois são 
complementares! Tente entender a charge em questão sem ler o que está 
escrito. Tente agora compreender o que está escrito sem observar a imagem. 
Ficará difícil! 
Outra característica comum das charges é trazer uma reflexão, muitas 
vezes crítica, de algum fato ou assunto atual, como é o caso desta em 
questão. A falta do hábito de leitura dos jovens é criticada e fez-se menção 
também aos “rolezinhos” que ficaram famosos no último ano. Lembra-se? Vou 
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refrescar a sua memória: trata-se de encontros que reuniram centenas de 
jovens da periferia nos shoppings de São Paulo. Entre os primeiros eventos, 
estavam atos organizados por cantores de funk em resposta à aprovação de 
um projeto de lei que proibia bailes nas ruas da capital paulista. Os tais 
“rolezinhos” preocuparam os comerciantes, alguns inclusive tiveram que fechar 
as portas, por medo de furtos (que chegaram a acontecer) e do tumulto 
causado pela multidão. 
Ao observar todos os aspectos do texto, percebemos facilmente que a 
letra C é a adequada para a resposta. É clara a crítica à falta do hábito de ler 
da maioria dos jovens de hoje em dia. Eles não se interessaram pelo convite 
implícito para conhecerem a livraria, pois o interesse deles era por cinema, 
moda e alimentação (alternativa A errada). Como perceber isso? Observe para 
onde a cabeça dos jovens está virada! O dono da loja é a minoria que valoriza 
a leitura. Ele não precisou se preocupar com furtos e com o tumulto dos 
“rolezinhos”, pois os jovens não se interessam pela loja dele (alternativa B 
errada)! O dono da livraria não tem os mesmos interesses dos outros jovens, 
tanto que sua loja está vazia. Isso o entristece (alternativas D e E erradas). 
GABARITO: C 
 
Leia o texto para responder às questões de números 4, 5 e 6. Observe 
que se trata de um texto jornalístico, um texto não literário. Observe que a 
linguagem é diferente dos outros textos já trabalhados aqui, é um texto 
conciso e fácil, traz dados de pesquisas, o que dá veracidade ao que está 
sendo tratado. Leia com atenção! 
 
“Geração do diploma” lota faculdades, mas decepciona empresários 
 
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil 
dobrou. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um 
diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do 
IBGE. “Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por 
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exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 
2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, 
diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional 
da Indústria (CNI). 
O desapontamento do mercado com o que já está sendo chamado de 
“geração do diploma” é confirmado por especialistas, organizações 
empresariais e consultores de recursos humanos. “Os empresários não 
querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas 
novas. E, quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o 
sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e 
Administração da USP, José Pastore. 
Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-
formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, 
arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que 
ignoram as regras básicas da linguagem. Isso significa que uma parte dos 
universitários no país até sabe ler textos simples, mas é incapaz de interpretar 
e associar informações. 
Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os 
predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo 
grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o 
segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar 
talentos, atrás apenas do Japão. 
É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de 
trabalho brasileiro. Mas, segundo um estudo divulgado pelo Instituto de 
Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de 
estudo formariam 50% do contingente de desempregados. “Mesmo com a 
expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores 
brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as 
boas posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower. 
(Ruth Costas. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131004_ 
mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml. 09.10.2013. Adaptado) 
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04. (PC-SP-2014-oficial-administrativo-Vunesp) De acordo com o 
texto, parte dos trabalhadores brasileiros com diploma de nível superior de 
ensino 
(A) está sempre migrando de uma empresa para outra em busca de 
salários mais altos, impulsionada pelo bom currículo escolar e pelo 
desenvolvimento da competência profissional. 
(B) não consegue interpretar e associar informações mais complexas, o 
que constitui um obstáculo para a utilização dos conhecimentos específicos 
necessários para o desempenho de suas funções. 
(C) tem intenção de desempenhar funções mais complexas, que exijam 
boa formação, resultando em escassez de profissionais dispostos a desenvolver 
atividades corriqueiras, de baixa remuneração. 
(D) migra para outros países, em busca de salários mais atraentes e de 
reconhecimento, enquanto o mercado brasileiro continua com dificuldades para 
encontrar bons profissionais. 
(E) sofre com o constante assédio das grandes empresas,por causa do 
bom desempenho profissional, o que tem contribuído para que exija salários 
cada vez mais altos. 
 
Comentário: esta questão é típica nas provas de interpretação, inclusive 
nas da Vunesp, ela resume o assunto mais importante tratado no texto, neste 
caso, o fato de que, mesmo com um diploma de curso superior, os brasileiros 
não conseguem resolver situações mais complexas, o que é um problema para 
uma boa colocação num mercado que busca um conhecimento mais específico. 
A alternativa B é a mais adequada, pois analisa exatamente isso. As outras 
alternativas trazem informações que não estão no texto ou que não são o foco 
dele, como os brasileiros estarem migrando de uma empresa para a outra por 
terem um bom currículo, buscando melhores salários (A), os trabalhadores 
querem desenvolver atividades mais complexas (o texto diz exatamente o 
contrário, que os brasileiros diplomados estão com dificuldade de desenvolver 
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atividades mais complexas e de associação), deixando escasso o número de 
trabalhadores para as funções mais corriqueiras (C). O texto nem citou os 
brasileiros estarem migrando para outros países (D). Infelizmente, a maioria 
dos brasileiros NÃO está sendo disputada por grandes empresas, como afirma 
a letra E. 
GABARITO: B 
 
05. (PC-SP-2014-oficial-administrativo-Vunesp) De acordo com as 
informações dos dois primeiros parágrafos do texto, embora o número de 
matriculados no ensino superior tenha dobrado nos últimos dez anos no Brasil 
e o salário médio do trabalhador brasileiro tenha se elevado, o aumento na 
produtividade tem se mostrado 
(A) significativo. 
(B) elogiável. 
(C) expressivo. 
(D) empolgante. 
(E) decepcionante. 
 
Comentário: mais uma questão que sempre aparece em provas de 
interpretação. DICA: se no enunciado estão sendo indicados os dois primeiros 
parágrafos como base para a resposta, VOLTE NELES! LEIA-OS NOVAMENTE! 
Observe: as palavras significativo (A), elogiável (B), expressivo (C) e 
empolgante (D) são sinônimas, ou seja, possuem a mesma base de 
significado! Sendo assim, a única diferente, antônima, é a que está na letra E, 
decepcionante, que é a resposta correta para esta questão! Confirme isso 
completando o enunciado com ela. É decepcionante o baixo aumento da 
produtividade tendo em vista o número dobrado de pessoas com diploma e o 
salário em crescente aumento. Fácil não é mesmo? 
GABARITO: E 
 
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06. (PC-SP-2014-oficial-administrativo-Vunesp) No contexto, o 
termo destacado na frase – Um exemplo de descompasso entre as 
necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no 
Brasil… – tem sentido equivalente ao de 
(A) equívocos. 
(B) anseios. 
(C) atributos. 
(D) receios. 
(E) propósitos. 
 
Comentário: mesmo que você não saiba o que são predicados, tudo bem! 
Volte ao texto e tente fazer esta questão por substituição, palavra por palavra, 
cada uma das alternativas. Ah! Mas não use a frase no enunciado, volte ao 
texto para contextualizá-la! Vou te ajudar, veja o parágrafo em que a frase 
está: 
 “Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os 
predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo 
grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o 
segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar 
talentos, atrás apenas do Japão.” 
As palavras que eu destaquei estão ligadas, então, predicados são 
talentos, atributos de uma pessoa! 
GABARITO: C 
 
Leia a tira a seguir: 
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07. (SAP-SP-2014-executivo-publico-Vunesp) Na tira, uma 
personagem se diz viciada em redes sociais. Em relação a isso, é aconselhada, 
pela outra personagem, no segundo quadrinho, a fazer uma terapia específica. 
Com base nessas informações, conclui-se corretamente que essa terapia é 
representada pelo 
(A) uso da tecnologia para acabar com o desgaste físico. 
(B) uso das redes sociais durante as tarefas físicas diárias. 
(C) emprego das energias físicas em trabalho braçal. 
(D) abandono efetivo da força física nas tarefas cotidianas. 
(E) equilíbrio entre atividades físicas e atividades lúdicas. 
 
Comentário: a questão trata com humor de um assunto muito comum: 
pessoas viciadas em redes sociais. A segunda personagem, ao dar o endereço 
de uma “EXADATERIA”, sugere que o viciado procure uma ocupação! E, no 
caso, braçal, com uma enxada para capinar um lote! Você já deve ter ouvido 
alguém brincar assim: “vai caçar um serviço! Fica só neste computador!” É por 
ai... (rs). 
GABARITO: C 
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Leia o texto a seguir. 
 
Se a mera promulgação de novas leis fosse capaz de transformar a 
realidade, o Brasil não seria o país que é. Embora óbvia, a constatação é 
frequentemente ignorada pelos legisladores. 
O país assiste a uma verdadeira profusão de leis – muitas delas, a rigor, 
desnecessárias. São produzidas todos os dias pelos Legislativos federal, 
estadual e municipal, sem falar na imensa quantidade de atos normativos, 
decretos, portarias, circulares... 
O problema não se restringe à confusão que esse emaranhado costuma 
provocar. Às novas leis correspondem novas obrigações para o poder público, 
que deve monitorar sua implementação, fiscalizar seu cumprimento e punir 
eventuais desvios. 
Antes de promulgar leis, legisladores de países mais previdentes realizam 
estudos de impacto e testes de custo/benefício para avaliar os efeitos das 
normas. Não no Brasil, onde a regra é o voluntarismo. 
O mais recente exemplo disso é o projeto de lei que regulamenta o peso a 
ser transportado por estudantes em suas mochilas – o texto foi aprovado pelo 
Senado e deve seguir para avaliação da Câmara. 
(Folha de S.Paulo, 23.11.2013) 
 
08. (SAP-SP-2014-executivo-publico-Vunesp) A ideia defendida no 
texto é que 
(A) o Brasil é um país onde, diferentemente do que acontece com outros 
países, as leis são promulgadas tendo em vista a relação custo/benefício. 
(B) a promulgação das leis implica novas responsabilidades para o poder 
público, razão pela qual elas devem ser evitadas ao máximo. 
(C) as leis deveriam ser promulgadas tendo como parâmetro a sua 
relevância no cenário social e as reais condições de sua aplicabilidade. 
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(D) os estudos de impacto das leis e testes de custo/benefício são 
ineficazes quando se pretende promulgar uma lei que transforme a 
sociedade. 
(E) o voluntarismo é uma forma mais eficiente de legislar, uma vez que 
leva em conta atitudes mais previdentes quando se promulga uma lei. 
 
Comentário: o autor defende a ideia de que, no Brasil, muitas leis são 
aprovadas sem o mínimo cuidado em prever o impacto, custo/benefício e como 
será a fiscalização, o que não acontece em outros países. Isso exclui a letra A 
e a letra B. O estudo da viabilidade das leis é eficaz, o que exclui também a 
letra D. O voluntarismo não tem funcionado muito no Brasil,o que exclui a 
letra E. Ficamos então com a alternativa C!! 
GABARITO: C 
 
09. (SAP-SP-2014-executivo-publico-Vunesp) De acordo com o 
primeiro parágrafo do texto, o Brasil é um país que 
(A) promulga muitas leis, todas elas essenciais à ordem social. 
(B) transformou a sociedade sem a promulgação de leis desnecessárias. 
(C) foi capaz de transformar a sociedade, apesar de promulgar muitas 
leis. 
(D) promulga muitas leis, porém a sociedade não se transforma. 
(E) avalia a possibilidade de uma lei transformar de fato a sociedade. 
 
Comentário: questão muito interessante. Vamos reler o primeiro 
parágrafo: “Se a mera promulgação de novas leis fosse capaz de 
transformar a realidade, o Brasil não seria o país que é. Embora óbvia, a 
constatação é frequentemente ignorada pelos legisladores.“ Ao reler o excerto 
destacado, a letra D fica claramente correta: “promulga muitas leis, porém a 
sociedade não se transforma”. A letra A está incorreta, pois afirma que todas 
as leis são essenciais para a sociedade. Você pode até achar que são sim, mas 
no texto, nem no primeiro parágrafo, nem em nenhum outro, foi dito isso. E 
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outra coisa, lembre-se: é a opinião do autor que está sendo tratada, não 
a sua!! Estando a alternativa D correta, as alternativas B, C e E 
automaticamente estão erradas, pois elas afirmam a transformação da 
sociedade, que, segundo o autor do texto, não existe. 
GABARITO: D 
 
Leia a tira a seguir: 
 
 
 
10. (PC-SP-2014-investigador-de-policia-Vunesp) Se a personagem 
trabalhasse com palestras motivacionais, como lhe perguntou seu interlocutor 
no primeiro quadrinho, a palavra “sonhos” significaria 
(A) caprichos. 
(B) especulações. 
(C) tormentos. 
(D) desilusões. 
(E) aspirações. 
 
Comentário: esta é uma questão muito interessante, pois trata a interpretação 
do plurissignificado da palavra “sonho”. Na próxima aula, vamos estudar o 
sentido conotativo e denotativo das palavras, mas, adiantando o assunto, a 
palavra em questão pode ser compreendida de duas maneiras; 
 
- Sentido denotativo (real): sonho feito na padaria, doce, alimento. 
Ou 
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- Sentido conotativo (figurado): desejos, aspirações na vida. 
 
Sendo assim, aluno estudioso, na tira desta questão, o personagem que vende 
os sonhos, refere-se ao alimento. Já o outro personagem, refere-se à desejo, 
aspirações na vida! 
 
O que foi mesmo que a questão pediu? Volte ao enunciado! SEMPRE! 
 
Se a personagem trabalhasse com palestras motivacionais, como lhe 
perguntou seu interlocutor no primeiro quadrinho, a palavra “sonhos” 
significaria... ASPIRAÇÕES! 
 
GABARITO E 
 
Queridos alunos, espero que até aqui vocês estejam gostando e 
me acompanhando! Não deixem passar dúvidas! Entrem em contato 
comigo se precisarem! 
 
Vamos em frente! 
 
3. Tipos e gêneros textuais 
 
O texto faz parte do nosso cotidiano, não é mesmo? Recorremos a eles 
para pedir um favor, enviar um e-mail importante, para comentar uma foto de 
um amigo nas redes sociais, para pedir um café, para solicitar ao banco o 
cancelamento do cartão de crédito, para reivindicar melhorias no transporte 
público, em fim! Para essas e para outras tantas situações, usamos o quê? O 
texto!! O gênero textual, oral ou escrito, é escolhido a partir da finalidade do 
texto, por isso os exemplos são ilimitados. Se eu vou convidar um amigo 
próximo para uma viagem, posso fazer isso oralmente, pelo telefone ou 
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pessoalmente, posso escrever um bilhete ou mandar uma mensagem informal 
via internet, mas não há necessidade de se fazer um ofício, um e-mail formal! 
 
Escolher o gênero textual depende de quê? 
 
1) Finalidade do texto – qual é o objetivo texto, o que se pretende 
com ele. 
2) Os interlocutores – leva-se em consideração para quem o texto 
se destina, qual é a função do destinatário ou interlocutor, 
existe uma hierarquia? 
3) A situação – normalmente observa-se se a situação é formal ou 
informal. Se a comunicação deve ser rápida ou não. 
 
É impossível quantificar os gêneros textuais! Por que isso acontece? Pela sua 
natureza, pois depende do objetivo pelo qual eles foram criados, para satisfazer a 
determinadas necessidades de comunicação. Assim sendo, podem aparecer ou 
desaparecer de acordo com a época ou as necessidades dos que temos. Por isso, 
podemos afirmar que gênero textual é uma questão de uso. 
 
 
Os textos, embora diferentes entre si, possuem pontos em comum, pois 
podem se repetir no conteúdo, no tipo de linguagem, na estrutura. Quando 
eles apresentam um conjunto de características semelhantes, seja na 
estrutura, conteúdo ou tipo de linguagem, são agrupados em tipos textuais. 
 
Os textos são divididos didaticamente em TIPOS TEXTUAIS e cada TIPO 
dividido em vários GÊNEROS TEXTUAIS. 
 
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A maneira tradicional de se organizar os textos é da seguinte forma: 
 
TIPOS TEXTUAIS GÊNEROS TEXTUAIS 
Narrativo 
Conto maravilhoso; 
Conto de fadas; 
Fábula; 
Lenda; 
Narrativa de ficção científica; 
Romance; 
Conto; 
Piada; 
Etc. 
Relato 
Relato de viagem; 
Diário; 
Autobiografia; 
Curriculum vitae; 
Notícia; 
Biografia; 
Relato histórico; 
etc. 
Argumentativo 
Texto de opinião; 
Carta de leitor; 
Carta de solicitação; 
Editorial; 
Ensaio; 
Resenhas críticas; 
etc. 
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Expositivo 
Texto expositivo; 
Seminário; 
Conferência; 
Palestra; 
Entrevista de especialista; 
Texto explicativo; 
Relatório científico; 
etc. 
Instrucional: 
Receita; 
Instruções de uso; 
Regulamento; 
Textos prescritivos; 
etc. 
 
 
Mas baseada em que é feita a divisão dos gêneros em tipos 
textuais? Pergunta muito importante! 
 
As características dominantes de cada gênero os colocam em um grupo de 
textos (tipo) e não em outro. Por exemplo: 
- TIPO narrativo: todos os textos que estão neste grupo possuem os 
chamados elementos essenciais da narrativa: tempo, lugar, personagens, fato 
(enredo) e narrador em sua estrutura. 
- TIPO relato: também possuem os elementos da narrativa, mas relatam 
algo real, não-fictício. 
- TIPO argumentativo: os textos deste grupo se dedicam a convencer o 
interlocutor. Possuem, por tanto, TESE (opinião) e ARGUMENTOS. 
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- TIPO expositivo: os textos aqui têm por objetivo falar sobre um 
determinado assunto, explicar, expor sobre algo. 
- TIPO instruir: os textos deste tipo dedicam-se a levar o interlocutor a 
desenvolver uma dada atividade sozinho. São passadas instruções para que 
isso ocorra. 
 
 
Vimos que cada gênero possui sua característica. Ok! Mas, é importante 
destacar que não existe um texto que seja, por exemplo, exclusivamente 
argumentativo. Ao afirmar que a carta de leitor éargumentativa, as 
características dominantes são levadas em consideração. A bula de um 
remédio é dominantemente instrucional, mas tem uma parte dela que é 
expositiva. Para facilitar a aprendizagem, entenda que o gênero textual é a 
parte concreta, prática, enquanto a tipologia textual integra um campo mais 
teórico, mais formal. 
 
“O gênero textual é uma noção propositalmente vaga para refletir os 
textos encontrados em nossa vida diária e que apresentam características 
sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e 
composição característica” (MARCUSCHI, 2002, P. 40). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Vamos praticar mais um pouco! 
 
Questões comentadas BLOCO II 
 
Leia a história em quadrinhos a seguir. Mas um exemplo de texto que usa 
a linguagem mista! Fique atento tanto às imagens quanto ao texto escrito! 
 
 
Faça a questão que segue: 
 
01. (SEEDUC/SP-2014-Analista-de-tecnologia-tecnologia-da 
informação- VUNESP) Analisando o comportamento de Jéssica e o de 
Hudson quanto aos direitos autorais, conclui-se que as personagens 
(A) consideram que os procedimentos de regulação e controle inviabilizam 
a realização de downloads. 
(B) reconhecem que os downloads são necessários e, por isso, não 
importa a forma como eles são obtidos. 
(C) entendem que os downloads, pela sua relevância na vida cotidiana, 
implicam pagamentos. 
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(D) concebem de forma diferenciada a questão, já que procedem de modo 
contrário quanto aos downloads. 
(E) promovem a livre circulação das informações, o que implica que os 
downloads sejam gratuitos 
 
Comentário: ao lermos com atenção a história em quadrinhos, 
percebemos claramente que a atitude de Jéssica e a de Hudson é 
completamente diferente. Embora ele saiba que se deve pagar pelos 
downloads, tanto que tem uma personagem em seu jogo que pensa e 
procede assim, ele age de maneira contrária. 
GABARITO: D 
 
Leia agora um texto opinativo para resolver a próxima questão. Os textos 
opinativos trazem sempre uma opinião marcada. 
 
Calor verbal 
 
Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, onde é notória a 
agressividade da oposição parlamentar ao governo de Barack Obama, o debate 
ideológico brasileiro tem se destacado por uma singular dualidade de estilos. 
No reino virtual da intenet, blogueiros e comentaristas amiúde adotam 
uma linguagem de extrema virulência. No mundo político real, entretanto, o 
ambiente vinha se caracterizando há tempos por um relativo marasmo. 
As semanas sufocantes deste verão acumulam, todavia – não tanto pela 
impaciência com as condições meteorológicas, e bem mais pelo avançar do 
calendário eleitoral –, claros sinais de que se passa a apostar em novos tons 
de beligerância política. 
 (Folha de S.Paulo, 13.02.2013. Adaptado) 
 
02. SEEDUC/SP-2014-Analista-de-tecnologia-tecnologia-da 
informação- VUNESP) O título do texto sugere que a política nacional 
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(A) tenderá a marcar-se, nos próximos meses, por debates mais acirrados, em 
função do calendário eleitoral. 
(B) manterá um tom harmonioso de discussão, o que a tem caracterizado, 
apesar do calendário eleitoral. 
(C) deixará a agressividade atual, amenizando-se a oposição parlamentar por 
causa do calendário eleitoral. 
(D) contará com a participação de blogueiros e comentaristas para conter a 
agressividade prevista pelo calendário eleitoral. 
(E) deixará as diferenças de lado e recorrerá à internet para propor diálogos 
mais amenos em razão do calendário eleitoral. 
 
Comentário: voltemos então ao título: Calor verbal. Ao lermos o texto, 
percebemos que esse tal ”calor” está sendo usado no sentido figurado, ligado 
ao termo “verbal”: ânimos alterados, falas nervosas e ofensivas, cada um 
defendendo a sua visão política ao se aproximarem as eleições. Então, 
expressões como “tom harmonioso de discussão”, “deixará a agressividade 
atual”, “conter a agressividade” e ” diálogos mais amenos”, encontradas nas 
alternativas B, C, D e E, respectivamente, inviabilizam tais letras como 
respostas corretas. 
GABARITO: A 
 
Agora mais um texto de opinião. Observem como este tipo de texto 
aparece nas provas da Vunesp! 
 
Síndrome de Suri 
 
RIO DE JANEIRO – Temo estar perdendo maravilhas, mas nunca vi um 
filme com Katie Holmes. Sei que é mulher de um ator chamado Tom Cruise, de 
quem também só assisti a “De Olhos Bem Fechados”, por causa do diretor 
Stanley Kubrick, e que o casal tem uma filha de 3 anos, Suri, que vive saindo 
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na mídia por usar sapatos de salto alto, tomar vinho tinto e ter seu próprio 
cartão de crédito. 
Holmes e Cruise devem ter suas razões – despreparo, carreirismo ou 
deslumbramento – para permitir tal precocidade na biografia da filha. Nas 
reportagens sobre Suri, os ortopedistas alertam para o fato de que saltos altos 
são incompatíveis com uma estrutura óssea cuja formação, segundo eles, só 
se completará aos 12 ou 13 anos. Além de serem uma garantia de dores, calos 
e joanetes para Suri e, na vida adulta, de pernas curtas e dificuldade para 
caminhar. Esses alertas, pelo visto, caem no vazio. 
O problema não se limita a Hollywood ou a filhos de pais 
famosos. No Brasil, talvez mais que em outros países, há meninas entre 3 e 10 
anos com hora marcada no salão para depilar a sobrancelha, aplicar “luzes” no 
cabelo ou fazer tratamento contra celulite. Toda garota quer se parecer com a 
mãe, é normal. O problema é quando os fabricantes de cosméticos, sutiãs etc. 
assumem o controle dessa estética infantil e passam a impô-la às crianças com 
a conivência das mães. 
O humanista americano Neil Postman (1931-2003) alertou para esse 
problema num grande livro de 1982, “O Desaparecimento da Infância” (há 
versão brasileira, pela editora Graphia). Todas as previsões de Postman se 
confirmaram: sem saber, estamos gerando crianças-adultos, que dificilmente 
chegarão à maturidade. 
(Folha de S.Paulo, 14.12.2009) 
 
03. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) Para 
analisar o assunto, que denomina de Síndrome de Suri, o autor se vale da 
(A) atuação da filha do casal Holmes e Cruise, em geral bem avaliada pela 
mídia. 
(B) admiração pelo diretor Stanley Kubrick, que dirigiu Holmes e Cruise. 
(C) lembrança dos filmes de Holmes, que admira pela competente 
atuação. 
(D) exposição, na mídia, da filha do casal de atores Holmes e Cruise. 
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(E) vida profissional de Holmes e Cruise, que eximem a filha da exposição 
pública. 
 
Comentário: a questão quer saber qual é o fundamento do autor para 
elaborar o seu texto chamando-o de “Síndrome de Suri”. E qual é ele? A 
exposição, na mídia, a que os pais de Suri a submetem ou deixam acontecer 
na vida da menina. Esse fato serviu de base para ele desenvolver o tema “ 
estamos gerando “crianças adultas”, não só o casal Homes e Cruise, mas todos 
que convivem e se curvam à mídia! Dessa forma,a alternativa mais adequada 
é a D. 
GABARITO: D 
 
04. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) De 
acordo com o ponto de vista do autor, o comportamento adulto vivido na 
infância é uma realidade que 
(A) caracteriza os excessos das celebridades. 
(B) foi criada pela indústria cinematográfica norte-americana. 
(C) é comum a muitas crianças, filhas de famosos ou não. 
(D) se mostra saudável para a vida social das crianças. 
(E) expressa amadurecimento das relações entre pais e filhos. 
 
Comentário: num primeiro momento, o autor do texto fala sobre a Suri, 
como precursora da vida adulta ainda na infância, filha de pais famosos no 
cinema (o que pode causar a falsa impressão de que as letras A e B poderiam 
estar corretas). Do exemplo da Suri, ele parte para uma analise das outras 
crianças e percebe que crianças de pais famosos ou não estão se deixando 
levar pela indústria da beleza, usam saltos, pintam os cabelos, cuidam da 
celulite, etc. Como fica claro na alternativa C, é um fenómeno não apenas em 
crianças famosas. 
GABARITO: C 
 
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05. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) No 
segundo parágrafo, fica claro que 
(A) os sacrifícios na infância são recompensados com uma vida adulta sem 
problemas. 
(B) o uso de saltos altos pode comprometer o desenvolvimento sadio de 
uma criança. 
(C) mulheres que se movem com dificuldade não usaram saltos altos na 
infância. 
(D) o uso de saltos é uma forma de compensar pernas curtas e 
dificuldades para caminhar. 
(E) os saltos altos devem ser usados antes da formação da estrutura 
óssea feminina. 
 
Comentário: VOLTE AO SEGUNDO PARÁGRAFO, releia-o, se estava 
complicado, agora ficou fácil, certo? O uso de salto alto na infância PREJUDICA 
o crescimento sadio! Letra B! 
GABARITO: B 
 
06. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) Na 
opinião dos ortopedistas, Suri 
(A) se comporta como um adulto pelo fato de ter pernas curtas e certa 
dificuldade para caminhar. 
(B) tem um estilo de vida incompatível com dores, calos e joanetes, 
comuns a garotas de sua idade. 
(C) é uma criança que, apesar de ser filha de famosos, não sofre do 
problema previsto por Neil Postman. 
(D) comete pequenos deslizes, os quais, contudo, não poderão significar 
nenhum prejuízo futuro. 
(E) poderá ter pernas curtas e dificuldades para caminhar, por assumir 
precocemente o comportamento adulto. 
 
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Comentário: vejamos o que está escrito no texto sobre o que os 
ortopedistas pensam sobre Suri usar salto alto aos três anos: “os ortopedistas 
alertam para o fato de que saltos altos são incompatíveis com uma estrutura 
óssea cuja formação, segundo eles, só se completará aos 12 ou 13 anos. Além 
de serem uma garantia de dores, calos e joanetes para Suri e, na vida adulta, 
de pernas curtas e dificuldade para caminhar.” 
No final do trecho, fica claro que o que diz na alternativa E está correto. 
Suri ainda não tem pernas curtas, dificuldade de caminhar, dores, calos e 
joanetes como traz as alternativas A e B. Ao contrário do que diz a alternativa 
C, Suri sofre do problema previsto por Neil Postman sim! Segundo os 
especialistas, os deslizes de Suri, como referidos na alternativa D, podem SIM 
causar problemas futuros. 
GABARITO: E 
 
Leia: 
 
Retratos de família 
 
FOTOGRAFIAS: haverá coisa mais preciosa? Em tempos arcaicos, talvez. 
A minha avó costumava contar que o maior tesouro que trouxe da casa 
dos pais eram as fotos de família. Álbuns com fotos em preto e branco, 
algumas coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso. Todas 
elas insubstituíveis. Estranho tempo, esse, em que os retratos valiam tanto 
como ouro. 
Hoje vivemos o supremo paradoxo: nunca se tiraram tantas fotos; nunca 
elas tiveram tão pouco valor. 
O jornal “Guardian” avisa que 2014 será o ano em que o mundo vai bater 
recordes no número de fotos tiradas: qualquer coisa como 3 trilhões. Esse 
excesso não pode ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é 
diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas. 
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Uma amiga, aliás, contava-me há tempos uma história instrutiva: em três 
anos de maternidade, ela acumulara mais de mil fotos do primogênito. Até 
descobrir que não tinha nenhuma para mostrar em papel ou em moldura – 
permaneciam todas na memória do laptop, ou na câmera, ou no celular. À 
espera de melhores dias. 
Três trilhões de fotos para 2014, diz o “Guardian”. E, no fim de contas, é 
como se o mundo não tirasse uma única foto que realmente importe. 
(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 07 de janeiro de 2014) 
 
07. (PC-SP-2014-tecnico-de-laboratorio-Vunesp) De acordo com as 
informações do texto, é correto afirmar que, em tempos antigos, 
(A) era costume as fotos serem pagas com ouro. 
(B) objetos de ouro eram guardados em casa. 
(C) as fotos eram comercializadas pelo mesmo preço do ouro. 
(D) as pessoas davam muita importância às fotos. 
(E) tiravam-se tantas fotos quanto hoje. 
 
Comentário: antigamente as fotos “valiam ouro” sim, mas não 
literalmente! Essa expressão, utilizada no texto, quer dizer que as pessoas 
davam bastante importância para as fotos que tiravam, o que não acontece 
hoje, segundo o autor. Sendo assim, a alternativa D está exata! 
GABARITO: D 
 
08. (PC-SP-2014-tecnico-de-laboratorio-Vunesp) Considere a 
seguinte passagem do texto: “Álbuns com fotos em preto e branco, algumas 
coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso.” A expressão 
entre parênteses, referindo-se ao colorido de algumas fotos do tempo da avó 
do autor, torna evidente que, naqueles tempos, 
(A) as máquinas fotográficas reproduziam, com a mesma facilidade, fotos 
em preto e branco e coloridas. 
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(B) as pessoas preferiam as fotos coloridas porque eram mais nítidas e 
baratas. 
(C) eram comuns tanto as fotos em preto e branco como as coloridas. 
(D) a foto colorida era obtida a partir da pintura do fotógrafo. 
(E) as fotos coloridas não tinham muito sucesso porque precisavam ser 
feitas em papel muito grosso. 
 
Comentário: questão fácil, queridos! Na expressão em destaque, a palavra 
“claro” nos mostra que não tinha outra maneira de colorir as fotos que não 
fosse manualmente! Então, a letra D é a mais acertada! 
GABARITO: D 
 
Leia o texto a seguir: 
 
Os produtos ecológicos estão dominando as prateleiras do comércio. 
Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. Isso 
acontece porque o custo de tais itens é sempre mais elevado, em comparação 
com o das mercadorias tradicionais. 
Com os temas ambientais cada vez mais em pauta, é normal que a consciência 
ecológica tenha aumentado entre os brasileiros. Se por um lado o consumidor deseja 
investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está 
disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal. É o que mostra uma 
pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores. 
A análise foi feita a partir de um levantamento realizado em 2012. De acordo 
com a Proteste, quase metade dos entrevistados afirmaram que deixaramde 
comprar produtos devido às más condutas ambientais da companhia. Dos 
entrevistados, 72% disseram que, na última compra, levaram em consideração o 
comportamento da empresa, em especial, sua atitude em relação ao meio 
ambiente. Ainda assim, 60% afirmam que raramente ou nunca têm informações 
sobre o impacto ambiental do produto ou do comportamento da empresa. Já 81% 
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das pessoas acreditam que o rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é 
apenas uma estratégia de marketing das empresas. 
(Ciclo vivo, 16.05.2013, http://zip.net/brl0k1. Adaptado) 
 
09. (PC-SP-2014-escrivao-de-policia-Vunesp) De acordo com a 
pesquisa realizada pela Proteste, 
(A) uma parte dos consumidores brasileiros demonstra preocupar-se com 
questões ambientais. 
(B) consumidores brasileiros têm gastado 5% de sua renda com produtos 
ecologicamente corretos. 
(C) o custo dos produtos ecológicos tem aumentado de maneira gradativa 
no Brasil. 
(D) o número de brasileiros que consideram o impacto ambiental do 
produto que consomem é irrisório. 
(E) a totalidade dos consumidores brasileiros recusa-se a comprar 
produtos que agridem o meio ambiente. 
 
Comentário: atenção ao que o enunciado diz: “De acordo com a pesquisa 
realizada pela Proteste”. Vá até o último parágrafo para responder à questão, não 
perca o foco. A questão quer saber da pesquisa! Sendo assim, a alternativa A está 
correta, pois parte dos consumidores se preocupam sim com questões ambientais. 
Cuidado com a letra D. Irrisório é o mesmo que insignificante, o que torna a 
questão errada, pois, segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados disseram se 
preocupar com a relação da empresa com o meio ambiente, isso não é irrisório. 
GABARITO: A 
 
10. (PC-SP-2014-escrivao-de-policia-Vunesp) Conforme as 
informações do texto, 81% dos entrevistados pela Proteste consideram que o 
rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social da empresa seja 
(A) um fator que torna patente o engajamento genuíno em causas ecológicas. 
(B) um recurso usado para tornar o produto mais atraente ao consumidor. 
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(C) um mecanismo usado para escamotear más condutas ambientais. 
(D) um estratagema para reduzir os custos envolvidos na fabricação do produto. 
(E) uma manobra que revela o propósito de burlar o pagamento de impostos. 
 
Comentário: o final do texto diz: “Já 81% das pessoas acreditam que o 
rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é apenas uma estratégia 
de marketing das empresas”. A paráfrase do trecho destacado aqui por mim 
é a alternativa B, certo? Exatamente. 
Possivelmente você teve dúvidas quanto ao significado de algumas 
palavras nesta questão. Elas foram colocadas nas alternativas justamente para 
te confundir. Na hora da prova, se não souber mesmo o que significa alguma 
palavra, tente achar a resposta por eliminação e mantenha a calma! 
GABARITO: B 
 
 4. Inferência e informações explícitas 
 
Todo texto é constituído por informações explícitas e implícitas. As 
informações explícitas são aquelas que estão claras no texto. As informações 
implícitas não são manifestadas pelo autor no texto, não estão claras, mas 
podem ser subentendidas. Neste caso, precisamos ler as “entrelinhas”, ler 
aquilo que não está escrito. 
Por exemplo, observe este enunciado: 
- Marcos parou de fumar. 
 
A informação explícita é “Marcos parou de fumar”. A informação implícita 
é “Marcos fumava antes”. 
 
Agora, veja este outro exemplo: 
- Felizmente, Marcos parou de fumar. 
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A informação explícita é “Marcos parou de fumar”. A palavra “felizmente” 
indica que o falante tem uma opinião positiva sobre o fato – essa é a 
informação implícita. 
É exatamente dessa forma que podemos inferir informações a partir de 
um texto. Fazer uma inferência significa concluir alguma coisa a partir de 
outra já conhecida. Trata-se de uma habilidade de um leitor atento para uma 
interpretação eficiente. 
 
Para ilustrar inferência, vamos a um exemplo. Leia a tirinha abaixo: 
 
 
 
Muitos estudantes parariam na superfície do texto, ao lerem essa tirinha. 
Diriam: “Mafalda estava em sua casa, quando seu amigo chegou. Ela pediu 
que ele não fizesse barulho, porque tinha alguém doente. O amigo pensou que 
fosse um familiar, mas deparou-se com o mundo.” Qual sentido tem essa 
descrição? Nenhum, não é verdade? 
Para dar essência ao texto da personagem Mafalda, é preciso ir além do 
que está escrito, é preciso inferir, ir além. Vejamos, o fato apresentado na tira 
é que o mundo está doente, certo? Por isso precisa de cuidados. Isso é 
possível? Literalmente, não. Entretanto, se usarmos a linguagem conotativa, é 
possível inferir, ou seja, interpretar, deduzir, que o objetivo da tira era 
chamar a atenção das pessoas para a “doença” do mundo. Em que aspectos? 
Os mais diversos: desigualdade social, fome, guerras, violência, poluição, 
preconceito, falta de amor etc. E agora, faz sentido? Então, só agora houve 
entendimento. 
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É importante destacar falar de interpretação é falar de inferência, de 
conclusão, de dedução. Então, ao ler um texto, busque sempre sua essência. 
 
 
Agora sim, vamos praticar com mais 30 questões comentadas! 
 
Questões comentadas BLOCO III 
 
Mais denso, menos trânsito 
 
Henrique Meirelles 
 
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e em processo de 
deterioração agudizado pelo crescimento econômico da última década. Existem 
deficiências evidentes em infraestrutura, mas é importante também considerar 
e estudar em profundidade o planejamento urbano. 
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de desconcentração, 
incentivando a criação de diversos centros urbanos, na visão de que isso 
levaria a uma maior facilidade de deslocamento. Mas o efeito tem sido o 
inverso. A criação de diversos centros e o aumento das distâncias multiplicam 
o número de viagens, dificultando o escasso investimento em transporte 
coletivo e aumentando a necessidade do transporte individual. 
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a desconcentração ao 
extremo, ficam claras as consequências. Numa região rica como a Califórnia, 
com enorme investimento viário, temos engarrafamentos gigantescos que 
viraram característica da cidade. 
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com elevado 
adensamento e predominância do transporte coletivo, como mostram 
Manhattan, Tóquio e algumas novas áreas urbanas chinesas. 
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Apesar da desconcentração e do aumento da extensão urbana verificados 
no Brasil, é importante desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros 
já existentes com investimentos no transporte coletivo. 
O centro histórico de São Paulo é demonstração inequívoca do que não 
deve ser feito. É a região da cidade mais bem servida de transporte coletivo, 
com infraestrutura de telecomunicação, água, eletricidade etc. Conta ainda 
com equipamentos de importânciacultural e histórica que dão identidade aos 
aglomerados urbanos. Seria natural que, como em outras grandes cidades, o 
centro de São Paulo fosse a região mais adensada da metrópole. Mas não é o 
caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual do centro, com deslocamento 
das atividades para diversas regiões da cidade. 
É fundamental que essa visão de adensamento com uso abundante de 
transporte coletivo seja recuperada para que possamos reverter esse processo 
de uso cada vez mais intenso do transporte individual devorando espaços 
viários que não têm a capacidade de absorver a crescente frota de automóveis, 
fruto não só do novo acesso da população ao automóvel, mas também da 
necessidade de maior número de viagens em função da distância cada vez 
maior entre os destinos da população. 
(Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adaptado) 
 
01. (Cetesb-2013-advogado-Vunesp) Na opinião do autor do texto, 
(A) muitas grandes cidades tiveram êxito ao incentivar a criação de 
diversos centros urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade 
de deslocamento. 
(B) a criação de novos centros e o aumento das distâncias multiplicam o 
número de viagens, aumentando a demanda por transporte individual. 
(C) os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles que optaram pela 
desconcentração, como mostram Tóquio e algumas novas áreas urbanas chinesas. 
(D) embora o Brasil tenha claramente optado por um modelo de 
desconcentração e extensão urbana, é importante que se invista mais na 
criação de novos centros. 
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(E) o centro histórico de São Paulo, a região mais adensada da metrópole e 
mais bem servida de transporte coletivo, é um exemplo do que deve ser feito. 
 
Comentário: como eu já falei aqui nesta aula, o tipo argumentar tem sido 
muito cobrado nas provas da Vunesp. Estamos diante de uma questão que quer 
saber a tese do autor, a opinião dele. Normalmente, a tese vem logo no início do 
texto, nos primeiros parágrafos. Vamos reler o segundo parágrafo do texto em 
questão: “Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de 
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros urbanos, na 
visão de que isso levaria a uma maior facilidade de deslocamento. Mas o efeito 
tem sido o inverso. A criação de diversos centros e o aumento das 
distâncias multiplicam o número de viagens, dificultando o escasso 
investimento em transporte coletivo e aumentando a necessidade do 
transporte individual.” Está aí a tese do autor! Vejam que os trechos 
negritados por mim correspondem exatamente à alternativa B. 
GABARITO: B 
 
02. (Cetesb-2013-advogado-Vunesp) No último parágrafo do texto, o 
autor defende o argumento de que 
(A) é fundamental reverter essa visão de que o transporte coletivo precisa 
ser abundantemente usado, tomando boa parte dos espaços viários. 
(B) devem ser aumentados os investimentos em transporte individual, em 
função das distâncias entre os destinos. 
(C) os veículos de transporte individual devem ocupar os espaços viários 
atualmente utilizados pelo transporte coletivo. 
(D) deve ser ampliado o acesso da população ao automóvel, dada a 
necessidade de maior número de viagens, em função das distâncias. 
(E) o transporte coletivo deve ser abundantemente usado para reverter a 
situação de uso cada vez mais intenso do transporte individual. 
 
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Comentário: agora o assunto é um dos argumentos usado. Sabemos que 
os argumentos querem te convencer de que a tese é verdadeira. No último 
parágrafo, o autor argumenta que a solução para o problema citado no texto é 
o adensamento e uso abundante do transporte coletivo. A única alternativa 
que é a favor do transporte coletivo é a letra E. Todas as outras valorizam o 
transporte individual. 
GABARITO: E 
 
Leia a tirinha a seguir: 
 
 
03. (camara-municipal-de-sao-carlos-sp-2013-recepcionista-Vunesp) 
A partir da análise cuidadosa da tirinha, é possível concluir que o(a) 
(A) Menino Maluquinho comeu o sanduíche que a professora lhe deu. 
(B) professora está disposta a dividir seu sanduíche com o Menino 
Maluquinho. 
(C) bom desempenho escolar é resultado da ingestão diária de sanduíches. 
(D) Menino Maluquinho espera convencer a professora a dividir seu 
sanduíche com ele. 
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(E) professora se recusa terminantemente a dividir o sanduíche com o 
Menino Maluquinho. 
 
Comentário: a história da tirinha não chegou ao final, caros alunos, por 
tanto não podemos afirmar que o menino comeu o sanduíche ou que a 
professora não quis dar o alimento para ele. Segundo o aluno, criança bem 
alimentada vai bem na escola, mas bem alimentada não quer dizer que come 
sanduíches, certo?!?! Pois bem, o único fato que podemos afirmar é que o 
menino maluquinho pretende convencer a professora a dividir com ele o 
lanche! 
GABARITO: D 
 
Leia o texto para responder à questão 4. 
 
Ter amigos no trabalho faz você viver mais 
 
Você é desses que só pensa em terminar o trabalho e ir para casa, sem se 
preocupar em fazer amigos? Do tipo “tô aqui pra trabalhar, não pra fazer 
amigos”? É melhor repensar. Segundo pesquisa israelense, o risco de morrer é 
2,4 vezes maior entre os que não têm amigos no emprego. 
Para chegar a esta conclusão, eles contaram com a ajuda de 820 adultos. Por 
20 anos os pesquisadores acompanharam a vida deles. E sempre perguntavam 
sobre a relação com os colegas de trabalho. Ao longo da pesquisa, 53 participantes 
morreram – a maioria não tinha amizade com o pessoal da firma. 
É que os amigos te ajudam a segurar a barra quando coisas ruins acontecem 
– e também celebram junto quando boas novas aparecem. “Nós passamos a maior 
parte do tempo no trabalho, e não temos muito tempo para encontrar nossos 
amigos durante a semana”, explica Sharon Toker, um dos autores da pesquisa. “O 
trabalho deveria ser um lugar onde as pessoas podem ter um apoio emocional”. 
Pois é. E aí, vai ou não aceitar aquele convite para o happy hour hoje? 
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(Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/ter-amigosno-trabalho-
faz-voce-viver-mais/ Acesso em: 30.05.2013) 
04. (camara-municipal-de-sao-carlos-sp-2013-recepcionista-Vunesp) 
De acordo com o texto, pode-se afirmar corretamente que 
(A) 53 pessoas morreram por causa de uma pesquisa feita por cientistas 
israelenses. 
(B) as pessoas que passam a maior parte de seu tempo no trabalho 
morrem prematuramente. 
(C) é preciso participar de happy hours diariamente para ter uma vida 
saudável. 
(D) o risco de morrer é 2,4 vezes maior entre pessoas que saem do 
trabalho e vão para casa. 
(E) os amigos, por servirem de suporte emocional, contribuem para uma 
vida mais longa. 
 
Comentário: atenção... a pesquisa não fez 53 mortos! Ninguém morreu 
por causa dela! Rs! Alternativa A errada. Pode até ser que quem passa a maior 
parte do seu tempo no trabalho morra mais cedo, mas isso NÃO ESTÁ 
ESCRITO NO TEXTO! Alternativa B errada. Falou-se sobre happy hours ao final 
do texto, mas não se afirmou que deve ser uma prática diária. Alternativa C 
errada. Quem sai do trabalho e vai para casa vive mais, rs, o texto não falou 
isso. Alternativa D absurdamenteerrada. Sobrou a alternativa E... ufa, essa 
está certa! Questão fácil, não é?! 
GABARITO: E 
 
Leia: 
 
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05. (TJ-SP-2013-escrevente-tecnico-judiciario-Vunesp) O pensamento 
da personagem Vândalo, no último quadrinho, 
(A) põe em dúvida a ideia de que o intercâmbio terá sucesso. 
(B) não admite as verdadeiras qualidades do garoto que morará com 
Grump. 
(C) contradiz a ideia de que o garoto será bem recebido por Grump. 
(D) expressa o reconhecimento de características negativas em quem 
receberá o garoto. 
(E) reconhece a dificuldade de Grump adequar-se ao perfil traçado pelo 
projeto de intercâmbio. 
 
Comentário: dizer que o rapaz irá para o lugar certo, neste contexto, é 
afirmar que o Grump tem características opostas as que garoto que fará o 
intercâmbio tem! 
GABARITO: D 
 
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Leia o texto a seguir. 
 
Mágicas e exatas 
Ruy Castro 
 
 Conheço gente que trocou de profissão, de ideologia política, de 
nacionalidade, mas continuou firme na preferência quanto ao clube de futebol. 
E houve outro quesito que, em certa época, disputou com o futebol essa 
fidelidade carnívora – quando tivemos de trocar a máquina de escrever pelo 
computador. 
 Foi em meados dos anos 80. Éramos felizes com nossas Remingtons e 
Olivettis, até que uma pressão vinda de todos os lados começou a nos 
empurrar para o computador doméstico. 
Muitos resistimos à novidade, como quem defende a bandeira do seu 
clube. No meu caso, fiquei firme até 1988, quando dois amigos me 
confessaram sua conversão àquele aparelho silencioso, permitia reescrever e 
mover frases e parágrafos sem o cansativo recurso de bater xis, cobrir de tinta 
e fazer a emenda à mão ou à máquina. 
Por causa deles, aderi. Afinal, pensei, estava apenas trocando uma 
máquina de escrever por outra. E quer saber? Nunca me arrependi. Acho até 
que a geringonça me salvou a vida, permitindo-me produzir com metade do 
esforço e o dobro da velocidade. 
Minha Remington foi para um armário, onde está até hoje, há anos sem a 
esmola de um olhar. 
Um livro enviado por uma amiga, no entanto, me fez repensar o caso: o 
delicioso “Retratos Parisienses”, com entrevistas e perfis de escritores e 
pintores franceses por Rubem Braga. Logo nas primeiras páginas, reproduz-se 
um original de Rubem – uma página datilografada, sobre seu encontro com 
Jean-Paul Sartre, estupidamente bem escrita e quase sem emendas. 
Era possível escrever à máquina, de primeira, sem erros e já com as 
palavras mágicas e exatas. Bastava ser Rubem Braga. 
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(Folha de S.Paulo. 18.03.2013. Adaptado) 
 
06. (fundunesp-2013-historiógrafo-Vunesp) Com base nas ideias do 
autor, pode-se concluir que 
(A) não houve quem resistisse à novidade, e o computador foi logo de 
início adotado pelos escritores em substituição às máquinas de escrever. 
(B) o computador foi desprezado por Rubem Braga, que entendia tratar-se 
apenas de trocar uma máquina por outra, e continuou a escrever à máquina. 
(C) apesar da novidade que representava o computador, apenas a 
máquina de escrever possibilitava que fossem redigidos textos sem erros. 
(D) não é o computador ou a máquina de escrever o que determina o bom 
resultado da escrita, mas sim o talento e o cuidado de quem escreve. 
(E) Rubem Braga, mesmo sem computador, escreveu para os contatos em 
Paris cartas perfeitas, sem erros ou correções. 
 
Comentário: a alternativa A está errada, pois o autor afirmou no início do 
texto que algumas pessoas relutaram em trocar a máquina de escrever por 
computador, inclusive ele. Segundo o texto, Rubem Braga escreveu cartas à 
máquina, isso não quer dizer que ele tenha desprezado o computador, 
alternativa B errada. A alternativa C está obviamente errada! O autor falou 
justamente do problema de errar ao escrever à máquina, ele errava bastante! 
Até aqui ok. A letra D está exata! Resume a ideia principal do texto. Agora olha 
a PEGADINHA! CUIDADO com a alternativa E... Rubem Braga escreveu em 
máquina de escrever sem erros e sem correções, mas o texto não cita cartas 
aos contatos de Paris! Veja: “Logo nas primeiras páginas, reproduz-se um 
original de Rubem – uma página datilografada, sobre seu encontro com 
Jean-Paul Sartre, estupidamente bem escrita e quase sem emendas.” 
GABARITO: D 
 
07. (fundunesp-2013-historiógrafo-Vunesp) Considere o seguinte 
trecho do penúltimo parágrafo: “Logo nas primeiras páginas, reproduz-se um 
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original de Rubem – uma página datilografada, sobre seu encontro com Jean-
Paul Sartre, estupidamente bem escrita e quase sem emendas”. No 
trecho, a expressão em destaque foi utilizada pelo autor do texto para 
enfatizar a ideia de que a página em questão havia sido escrita de maneira 
(A) obstinada, mas resultando em um trabalho ordinário. 
(B) desvelada, não atingindo, entretanto, o resultado pretendido. 
(C) acurada, tendo como resultado um trabalho quase impecável. 
(D) desleixada, o que resultou em um trabalho pífio. 
(E) fortuita, o que se revela pela quantidade de emendas. 
 
Comentário: esta questão exige um conhecimento léxico um pouco maior, 
embora seja bem fácil. Todos sabem que um texto estupidamente bem escrito 
é um texto bem feito, impecável, o que nos leva para a alternativa C. Podemos 
confirmar esse gabarito com a definição da palavra acurada: feita com 
cuidado e perfeição. 
GABARITO: C 
 
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 08 a 10. 
 
Elas estão mais calculistas 
 
Meninos ganham jogos de montar, carrinhos e brinquedos que os levem a 
imaginar como explorar e moldar o mundo. Meninas ganham bonecas, 
panelinhas e brinquedos que as levem a fingir cuidar da casa. Essas foram as 
regras discriminatórias para presentear crianças, durante muito tempo. A 
mudança vem aos poucos. 
Em 2012, pela primeira vez em 50 anos de existência da Barbie, sua 
fabricante, Mattel, lançou nos Estados Unidos um estojo que une a boneca e 
blocos de montar, para que as meninas construam e redecorem como 
quiserem uma mansão de brinquedo. O lançamento reflete uma novidade mais 
abrangente. Conforme gerações de meninas criadas de forma mais igualitária 
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tornam-se maioria nas escolas e chegam ao mercado de trabalho, cresce a 
participação das mulheres em profissões das áreas de ciências exatas, 
principalmente nas engenharias. O impacto é sentido na sociedade inteira. O 
avanço das mulheres nessas profissões tem sido muito mais lento e incerto 
que a conquista da igualdade de direitos entre os sexos. 
O interesse crescente das adolescentes brasileiras pelas exatas passou a 
se manifestar nos números do vestibular. Em 2012, a parcela de candidatos do 
sexo feminino às carreiras de exatas na Universidade de São Paulo (USP) subiu 
para um terço. Em 2005, esse número era de um quarto. Superada a barreira 
de acesso, 30% dos alunos da Escola Politécnica da Universidade Federal do 
Riode Janeiro (UFRJ) são mulheres, parcela muito superior à média na Europa, 
de 20%, e nos Estados Unidos, de 8%. 
No caso das ciências exatas, a baixa presença feminina, historicamente, 
não se devia à rejeição das mulheres a essas carreiras, mas sim ao fato de que 
elas não podiam ingressar nelas ou não as percebiam como uma possibilidade, 
por causa da falta de modelos, diz a pesquisadora Natalia Fontoura, do 
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 
O cenário começou a mudar por causa da educação recebida pelas 
meninas em casa. Hoje, os pais querem que elas se sintam satisfeitas e 
tenham prestígio profissional, seja em que área for, e tratam filhos de ambos 
os sexos de forma mais parecida. A profissional de estatística Cris Crisci, 
diretora da Lopes Inteligência de Mercado, diz que esse ambiente familiar foi 
decisivo para sua formação. ”Tenho um irmão e uma irmã. Meus pais não 
diferenciavam brinquedos de menina e de menino. Brincávamos juntos com 
jogos de montar”, afirma Cris. 
Um segundo fator que abriu as opções para as meninas foi a mudança no 
ambiente escolar. Aos poucos, as escolas passaram a mostrar mais claramente 
aos alunos as possibilidades profissionais a sua disposição. 
As mudanças no processo de formação foram acompanhadas por uma 
transformação no mercado de trabalho. Algumas carreiras antes 
masculinizadas passaram, nos últimos anos, a demandar muito mais 
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profissionais. É o caso da engenharia civil. O fato de mulheres se sentirem 
estimuladas a seguir carreiras em áreas de exatas acarreta benefícios 
econômicos de longo prazo para elas mesmas, para sua família e para a 
sociedade. 
Os países em que as mulheres não podem ou não querem assumir essas 
funções contam com apenas a metade da reserva de inteligência de que a 
sociedade dispõe. 
Torna-se mais importante aproveitar todos os recursos existentes da 
maneira mais eficiente possível e derrubar quaisquer barreiras entre o gênero 
do cidadão e o trabalho que ele gostaria de fazer (o mesmo vale para os 
homens). 
(Graziele Oliveira, Época, 21 de janeiro de 2013. Adaptado) 
 
08. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Assinale a 
alternativa que contém uma afirmação correta, de acordo com o texto. 
(A) A forma de educar as crianças, hoje, é semelhante à de tempos atrás: 
os meninos aprendem a descobrir o mundo, e as meninas, a serem donas de 
casa. 
(B) A criação não diferenciada de meninas e meninos favorece a 
participação das mulheres nas áreas das ciências exatas. 
(C) O novo lançamento da Barbie, num estojo com blocos de montar, foi 
idealizado para as meninas aprenderem a valorizar tarefas domésticas, tão 
desprezadas. 
(D) A sociedade inteira está sentindo o impacto da progressiva 
transformação feminina e preocupa-se com o destino incerto das mulheres. 
(E) A conquista da igualdade de direitos entre os sexos se deu no mesmo 
ritmo em que vem ocorrendo a presença das mulheres nas profissões das 
áreas de exatas. 
Comentário: para quem leu o texto, a alternativa A é definitivamente 
ERRADA! O texto fala justamente o contrário: meninos e meninas hoje são 
criados de maneira mais parecida. A alternativa C traz outro absurdo para 
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quem conhece o texto: o lançamento da Barbie com blocos de montar foi um 
grande passo para acabar com a ideia de que lugar de mulher é só na cozinha! 
Rs! O texto não coloca o futuro progressivo da mulher como incerto. 
Alternativa D errada. A alternativa E também está errada, pois a conquista da 
igualdade de direitos entre os sexos se deu num ritmo maior do que a 
presença das mulheres nas profissões das áreas de exatas, segundo o texto. 
GABARITO: B 
 
09. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Com a 
frase do 8.º parágrafo – Os países em que as mulheres não podem ou não 
querem assumir essas funções contam com apenas a metade da reserva de 
inteligência de que a sociedade dispõe. – a autora do texto 
(A) pressupõe que mulheres que não trabalham na área de exatas 
empregam apenas metade de sua inteligência. 
(B) enaltece a mulher, mas reconhece que ela não tem condições de se 
dedicar integralmente ao trabalho. 
(C) critica países que não permitem que a mulher exerça funções nas 
áreas de exatas por serem profissões masculinizadas. 
(D) reconhece que quanto à inteligência, as mulheres estão em 
desvantagem comparadas com o homem. 
(E) admite que as mulheres são inteligentes e quando assumem carreiras 
em áreas de exatas têm muito a oferecer à sociedade. 
 
COMENTÁRIO: esta é uma questão tendenciosa! Cuidado com a alternativa 
C. Um candidato despreparado interpreta um texto superficialmente e pode achar 
que a autora está fazendo uma crítica aos países que não deixam as mulheres 
trabalhares em áreas exatas. O texto fala desses países tão somente para ilustrar 
o quanto as mulheres são inteligentes, tanto quanto os homens, e tem muito a 
oferecer: a metade da capacidade que completa a outra metade, a dos homens. 
GABARITO: E 
 
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10. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Na opinião da 
pesquisadora Natalia Fontoura, em outros tempos, o número de mulheres que 
escolhiam profissões nas áreas de exatas era inexpressivo porque 
(A) elas menosprezavam esse tipo de carreira profissional. 
(B) essas profissões eram preteridas em favor da profissão de modelo. 
(C) faltavam exemplos de mulheres que tivessem escolhido tais profissões. 
(D) as escolas rejeitavam a presença feminina em cursos dessa natureza. 
(E) elas sentiam muita dificuldade de ingressar em uma Faculdade. 
 
Comentário: releia este trecho do texto “No caso das ciências exatas, a 
baixa presença feminina, historicamente, não se devia à rejeição das mulheres 
a essas carreiras, mas sim ao fato de que elas não podiam ingressar nelas ou 
não as percebiam como uma possibilidade, por causa da falta de modelos” 
GABARITO: C 
 
11. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Assinale a 
alternativa cujo provérbio poderia ilustrar a charge apresentada. 
 
(A) Um homem prevenido vale por dois. 
(B) Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. 
(C) Quando um não quer, dois não brigam. 
(D) Quem com ferro fere, com ferro será ferido. 
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(E) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. 
 
Comentário: se observarmos a linguagem não verbal da charge com 
cuidado chegaremos logo ao provérbio da alternativa B. 
GABARITO B 
 
Leia o texto para responder às questões a seguir. 
 
Velhas Cartas 
 
 “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez...” Sinto um choque ao 
ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então 
me lembro de onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi 
que fez tanto bem a uma pessoa. Passo os olhos por essas linhas antigas, elas 
dão notícias de amigos, contam uma ou outra coisa do Rio, e tenho curiosidade 
de ver como ela se despedia de mim. É do jeito mais simples: “A saudade 
de...” 
Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de 
apenas dois ou três anos atrás. Mas, como isso está longe! Sinto-me um pouco 
humilhado pensando comocertas pessoas me eram necessárias e agora nem 
existiriam mais na minha lembrança se eu não encontrasse essas linhas 
rabiscadas em Londres ou na Suíça. “Cheguei neste instante; é a primeira 
coisa que faço, como prometi, escrever para você, mesmo porque durante a 
viagem pensei demais em você...” 
 Isto soa absurdo a dois anos e meio de distância. Não faço a menor 
ideia do paradeiro dessa mulher de letra redonda; ela, com certeza, mal se 
lembrará do meu nome. E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos 
planos de viajar juntos pela Itália; os dias que tínhamos passado juntos eram 
“inesquecíveis”. 
 E esse amigo como era amigo! Entretanto, nenhum de nós dois se 
lembrou mais de procurar o outro. E que terríveis negócios planejava esse meu 
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amigo de sempre! Sem dúvida iríamos ficar ricos, o negócio era fácil e não 
podia falhar, ele me escrevia contente de eu ter topado com entusiasmo a 
ideia, achava a sugestão que eu fizera “batatal”, dizia que era preciso “agir 
imediatamente”. É extraordinário que nunca mais tenhamos falado de um 
negócio tão maravilhoso. 
 As cartas mais queridas, as que eram boas ou ruins demais, eu as 
rasguei há muito. Não guardo um documento sequer das pessoas que mais me 
afligiram e mais me fizeram feliz. Ficaram apenas, dessa época, essas cartas 
que na ocasião tive pena de rasgar e depois não me lembrei de deitar fora. A 
maioria eu guardei para responder depois, e nunca o fiz. Mas também escrevi 
muitas cartas e nem todas tiveram resposta. 
 Imagino que em algum lugar do mundo há alguém que neste momento 
remexe, por acaso, uma gaveta qualquer, encontra uma velha carta minha, 
passa os olhos por curiosidade no que escrevi, hesita um instante em rasgar, e 
depois a devolve à gaveta com um gesto de displicência, pensando, talvez: “é 
mesmo, esse sujeito onde andará? Eu nem me lembrava mais dele...” 
E agradeço a esse alguém por não ter rasgado a minha carta: cada um de 
nós morre um pouco quando alguém, na distância e no tempo, rasga alguma 
carta nossa, e não tem esse gesto de deixá-la em algum canto, essa carta que 
perdeu todo o sentido, mas que foi um instante de ternura, de tristeza, de 
desejo, de amizade, de vida – essa carta que não diz mais nada e apenas tem 
força ainda para dar uma pequena e absurda pena de rasgá-la. 
Dezembro, 1953 
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 1977) 
 
12. (Fundunesp-2013-analista-programador-Vunesp) No texto, o 
autor faz uma breve reflexão em relação 
(A) à tristeza por ele experimentada quando, ao vasculhar cartas antigas, 
leu algumas que lhe trouxeram lembranças de pessoas que lhe haviam 
causado grandes aflições. 
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(B) ao absurdo de um dia ter considerado que algumas pessoas lhe eram 
necessárias, enquanto o passar dos anos mostrou-lhe o contrário, razão pela 
qual preferiu esquecê-las. 
(C) à necessidade de localizar um de seus amigos do passado para que 
possam levar adiante antigos planos detalhados em uma carta e que 
certamente os tornariam ricos. 
(D) à maneira como o passar dos anos o levou a esquecer de algumas 
pessoas que eram importantes para ele, e o seu desejo de não ter sido 
igualmente esquecido. 
(E) ao fato de ter guardado na memória lembranças apenas das pessoas 
que lhe trouxeram felicidade, tendo esquecido aquelas outras que lhe 
causaram aflições. 
 
Comentário: em todas as alternativas desta questão podemos encontrar 
algo que está no texto, mas vamos observar o enunciado, ele pede algo 
completo: autor faz uma breve reflexão em relação... a alternativa D é a 
mais completa de todas, a que resume a reflexão feita pelo autor. 
GABARITO: D 
 
13. (Fundunesp-2013-analista-programador-Vunesp) Considere o 
trecho a seguir. 
Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa. Passo 
os olhos por essas linhas antigas, elas dão notícias de amigos, contam uma ou 
outra coisa do Rio, e tenho curiosidade de ver como ela se despedia de mim. 
 
Considerando o contexto em que foi empregada, pode-se inferir 
corretamente que a expressão em destaque foi usada pelo autor para 
transmitir a ideia de que ele lê 
(A) demoradamente, prolongando-se na leitura da carta que tinha em mãos. 
(B) minuciosamente, em seus menores detalhes, a carta que tinha em mãos. 
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(C) sem motivação, alheio às informações contidas na carta que tinha em 
mãos. 
(D) apenas o essencial, o que havia de mais importante na carta que tinha 
em mãos. 
(E) com desagrado as notícias sobre os amigos, registradas na carta que 
tinha em mãos. 
 
Comentário: a expressão destacada em “Passo os olhos por essas linhas 
antigas” quer dizer que ele lê rapidamente, apenas o essencial. 
GABARITO: D 
 
Cultura matemática 
Hélio Schwartsman 
 
 SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino de 
matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos viver sem 
dominar o básico da matemática? Durante muito tempo, a resposta foi sim. 
Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras podiam simplesmente 
escolher carreiras nas quais os números não encontravam muito espaço, como 
direito, jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. 
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios universitários, é 
considerado aceitável que um intelectual se vanglorie de ter passado raspando 
em física e de ignorar o beabá da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter 
lido Joyce ou dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão 
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na manga da camisa. 
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a cultura humanística, 
têm pouca relevância para nossa vida prática. Já a cultura científica, que 
muitos ainda tratam com uma ponta de desprezo, torna-se cada vez mais 
fundamental, mesmo para quem não pretende ser engenheiro ou seguir 
carreiras técnicas. 
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Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as armadilhas 
que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil até posicionar-se de 
forma racional sobre políticas públicas sem assimilar toda a numeralha que 
idealmente as informa. Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-
requisito para compreender as novas pesquisas que trazem informações 
relevantes para nossa saúde e bem-estar. 
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes 
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da mecânica 
quântica indicam que existem universos paralelos, isso basta para que 
acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene Wigner, podemos nos perguntar 
por que a matemática é tão eficaz para exprimir as leis da física. 
 (Folha de S.Paulo. 06.04.2013. Adaptado) 
 
14. (Fundacao-2013-casa-analista-Vunesp) De acordo com o 
texto, Steven Pinker aponta que um intelectual reconhecer que chegou à 
universidade com o conhecimento mínimo necessário de física e sem saber as 
operações mais básicas de estatística é 
 
(A) intolerável. 
(B) admissível. 
(C) impossível. 
(D) aconselhável. 
(E) injustificável. 
 
Comentário: observem, alunos, a parte do texto de que trata a questão:“é considerado aceitável que um intelectual se vanglorie de ter passado 
raspando em física e de ignorar o beabá da estatística.” Qual das palavras é 
sinônima de aceitável? Admissível...! 
GABARITO: B 
 
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15. (Fundacao-2013-casa-analista-Vunesp) Segundo a opinião do 
autor do texto, 
(A) é possível atingir o sucesso na carreira escolar sem possuir o 
conhecimento mínimo de matemática, como se comprova pelo resultado de um 
estudo recente. 
(B) a cultura científica é fundamental para quem pretende ser engenheiro 
ou seguir carreiras técnicas, mas irrelevante para quem quer cursar direito ou 
jornalismo. 
(C) é necessário ter lido as obras mais importantes de alguns autores 
clássicos da literatura mundial para saber se posicionar sobre políticas públicas. 
(D) a cultura científica deve ser tão valorizada quanto a cultura humanística, 
pois ambas são igualmente indispensáveis para nossa vida prática. 
(E) algumas das investigações científicas mais envolventes da atualidade 
relacionadas à cosmologia estão estreitamente associadas ao conhecimento 
matemático. 
 
Comentário: o autor tenta nos convencer de que o conhecimento 
matemático é extremamente importante, embora não tenha tal valor na 
sociedade. Analisando as alternativas, a única que corresponde a isso é a E. 
GABARITO: E 
 
16. (Fundação Casa-2013-agente-de-apoio-socioeducativo-Vunesp) 
Leia o poema a seguir. 
 
 
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“Minha tática é olhar-te 
aprender como és 
querer-te como és 
minha tática é falar-te 
e escutar-te 
construir com palavras 
uma ponte indestrutível” 
(Mario Benedetti, poeta uruguaio, em Tática e Estratégia, do livro O Amor, as Mulheres e 
a Vida. In Caras, 01.02.2013) 
 
Percebe-se, no poema, a ideia de 
(A) construção de ponte sobre rio e de palavras escritas. 
(B) aceitação incondicional do outro e comunicação. 
(C) aprendizagem e construção das primeiras palavras. 
(D) desenvolvimento da linguagem escrita e oral. 
(E) intolerância e discordância na maneira de ver as coisas 
 
Comentário: o poema em questão faz uma brincadeira com a palavra 
“ponte”, usada aqui como ligação entre duas pessoas através da comunicação. 
O eu-lírico pretende aceitar o outro como ele é. 
GABARITO: B 
 
Celular vira ‘fura-trânsito’ em São Paulo 
 
Em uma cidade com tantos problemas no trânsito como São Paulo, a 
indústria de apps – os aplicativos para celulares e tablets – encontrou terreno 
fértil para se desenvolver. Aplicativos lançados recentemente ajudam o 
motorista a escapar de alagamentos, a desviar de congestionamentos e até a 
saber onde há vagas para estacionar. 
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Um dos mais famosos é o Waze. Criado em Israel, é uma mistura de rede 
social com GPS, em que motoristas compartilham as condições do trânsito e 
pontos críticos de congestionamento. 
Uri Levine, fundador e presidente do Waze, diz que a ideia surgiu em suas 
férias de 2007, ao viajar com amigos. Ele foi o último a sair, ligou para saber 
como estava o trânsito e evitou engarrafamentos. 
Situação semelhante ocorreu em São Paulo, na temporada de chuvas de 
2010. Noel Rocha trabalhava no centro e precisava passar pelo túnel do 
Anhangabaú – famoso pelos alagamentos. Preso no trânsito, ele queria saber 
se o túnel estava fechado. “Tentei, pelo celular, o site do CGE (Centro de 
Gerenciamento de Emergências), mas achei muito complicado.” Foi aí que teve 
a ideia de criar o Alaga SP, aplicativo que mostra os alagamentos ativos em 
São Paulo a partir de informações da prefeitura. 
Além do Waze e do Alaga SP, destacam-se o Moovit – que oferece 
informações sobre o transporte público (ônibus, trens, etc.) –, o Maplink – que 
mostra rotas, condições de trânsito e exibe imagens dos principais corredores 
através de um sistema de coleta de informações próprio – e o Apontador 
Rodoviário, que traça rotas e mostra a localização de pedágios com seus 
preços. 
(André Monteiro, Folha de S.Paulo, 10.03.2013. Adaptado) 
 
17. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
Os aplicativos mencionados no texto têm, em comum, a finalidade de 
(A) oferecer aos usuários opções para contornarem os problemas no 
trânsito. 
(B) substituir os órgãos públicos na fiscalização do tráfego de veículos. 
(C) auxiliar os pedestres e acabar com os atropelamentos nas grandes 
cidades. 
(D) orientar os motoristas que desconhecem as principais leis de trânsito. 
(E) reduzir o número de carros por habitante na cidade de São Paulo. 
 
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COMENTÁRIO: após a leitura atenta do texto, podemos perceber que os 
idealizadores dos aplicativos querem oferecer uma forma dos usuários 
contornarem problemas no trânsito. 
GABARITO: A 
 
18. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
Uri Levine e Noel Rocha idealizaram os aplicativos Waze e Alaga SP, 
respectivamente, a partir 
(A) da conversa com amigos que reclamavam do trânsito. 
(B) de suas experiências concretas como motoristas. 
(C) de situações em que se viram presos em engarrafamentos. 
(D) da impossibilidade de viajar devido a alagamentos. 
(E) da cópia de aplicativos idênticos que faziam sucesso no Mercado 
 
COMENTÁRIO: Uri Levine, idealizador do Waze, idealizou o aplicativo 
depois de ter que esperar os amigos saírem primeiro e dizerem para ele se 
tinham ou não congestionamento pelo caminho. Ele perdeu tempo esperando. 
Noel Rocha ficou preso no trânsito por conta de alagamentos, então teve a 
ideia do Alaga SP. Ambos viveram situações concretas como motoristas, 
embora não tenham sido as mesmas. 
GABARITO: B 
 
19. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
 “Quando paro com meu carro no semáforo, já olho se o caminho que vou 
fazer está congestionado. Se estiver, pego uma alternativa e, se também 
estiver travada, uso o aplicativo para avisar os outros motoristas.” 
Considerando as descrições dos aplicativos apresentadas no texto, pode-
se concluir que esse comentário se refere ao uso do 
(A) Waze. 
(B) Alaga SP. 
(C) Moovit. 
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(D) Maplink. 
(E) Apontador Rodoviário 
 
Comentário: o aplicativo que alerta para congestionamentos é o Waze. 
GABARITO: A 
 
20. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
Considere a charge, em que os juros são representados pelo símbolo de 
porcentagem, numa ponta da gangorra, e a inflação, pelo dragão, na outra 
ponta. 
Para sua interpretação, não é necessário ter conhecimento de economia, 
basta atentar para a alternância entre juros e inflação sugerida pela gangorra. 
 
 
 
A charge sugere que 
(A) os juros baixos contribuem para deixar a inflação alta. 
(B) a inflação alta permite que os juros permaneçam altos. 
(C) os juros baixos são fundamentais para deixar a inflação baixa. 
(D) a inflação deverá permanecer alta se os juros subirem. 
(E) os juros deverão ficar inalterados se a inflação baixar. 
 
Comentário: após análise da charge, ficaclaro que para os juros subirem 
a inflação tem que baixar! 
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GABARITO: A 
 
Leia: 
 
Sobre os perigos da leitura 
 
Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado 
presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao 
doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma 
responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, 
em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? 
Mas não havia alternativas. Essa era a regra. 
Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido 
da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei 
brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos 
uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava 
trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais 
deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...] 
A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o 
oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de 
falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os 
pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados 
durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os 
próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado! 
Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse 
se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela 
cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes. 
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado) 
 
21. (TJ/SP–2010-Escrevente–VUNESP) De acordo com o texto, os 
candidatos 
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(A) não tinham assimilado suas leituras. 
(B) só conheciam o pensamento alheio. 
(C) tinham projetos de pesquisa deficientes. 
(D) tinham perfeito autocontrole. 
(E) ficavam em fila, esperando a vez. 
 
Comentário: que texto interessante não é mesmo? Durante a graduação e 
pós-graduação conhecemos tantos pensamentos dos mais diversos autores! E 
o nosso pensamento, a nossa opinião sobre aquilo? O autor do texto fala sobre 
sua experiência acadêmica em contato com estudantes, ou melhor, aspirantes 
ao doutorado (o que não é pouca coisa) que só sabiam “papaguear” aquilo que 
os outros pensam. Os estudantes não tinham formado uma opinião própria a 
cerca dos assuntos lidos. Tinham assimilado o que leram, ficavam esperando a 
sua vez de falar, tentavam ter autocontrole, mas só conheciam o pensamento 
alheio. 
GABARITO: B 
 
22. (TJ/SP–2010-Escrevente–VUNESP) O autor entende que os 
candidatos deveriam 
(A) ter opiniões próprias. 
(B) ler os textos requeridos. 
(C) não ter treinamento escolar. 
(D) refletir sobre o vazio. 
(E) ter mais equilíbrio. 
 
Comentário: continuando o pensamento do comentário da questão 
anterior, o autor esperava que os candidatos tivessem opiniões próprias. 
GABARITO: A 
 
23. (TJ/SP–2010-Escrevente–VUNESP) - A expressão “um vazio 
imenso” (3.º parágrafo) refere-se a 
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(A) candidatos. 
(B) pânico. 
(C) eles. 
(D) reação. 
(E) esse campo. 
 
Comentário: impossível fazer esta questão sem voltar ao texto. Vamos 
reler o início do terceiro parágrafo: “A reação dos candidatos, no entanto, não 
foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo 
sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um 
vazio imenso.” Reduzindo para achar a resposta: “Foi como se esse campo 
fosse um vazio imenso”. 
GABARITO: E 
 
Leia o texto para responder às próximas 3 questões. 
 
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira que enfrentou no 
Brasil, Levine resolveu fazer um levantamento em grandes cidades de 31 países para 
descobrir como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A conclusão foi 
que os brasileiros estão entre os povos mais atrasados – do ponto de vista temporal, 
bem entendido – do mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas 
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o número de relógios 
corretamente ajustados e a eficiência dos correios. Os brasileiros pontuaram muito 
mal nos dois primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. 
O país dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais pontual. Já as oito últimas 
posições no ranking são ocupadas por países pobres. 
O estudo de Robert Levine associa a administração do tempo aos traços 
culturais de um país. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo 
é dinheiro tem um alto valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais 
importância às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos”, diz o 
psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por exemplo, revelou que a 
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maioria considera aceitável que um convidado chegue mais de duas horas 
depois do combinado a uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os 
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários porque a 
infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo e não 
se pode confiar no transporte público? 
(Veja, 02.12.2009) 
 
24. (TJ/SP–2010–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) De acordo com o 
texto, os brasileiros são piores do que outros povos em 
(A) eficiência de correios e andar a pé. 
(B) ajuste de relógios e andar a pé. 
(C) marcar compromissos fora de hora. 
(D) criar desculpas para atrasos. 
(E) dar satisfações por atrasos. 
 
Comentário: o autor citou três fatores da pesquisa: a velocidade com que as 
andam a pé no centro da cidade, o número de relógios corretamente ajustados e a 
eficiência dos correios. Apenas nos dois primeiros itens o Brasil ficou mal colocado, ou 
seja, os brasileiros são piores em ajustar os relógios e andar a pé. 
GABARITO: B 
 
25. (TJ/SP–2010–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) Pondo foco no 
processo de coesão textual do 2º parágrafo, pode-se concluir que Levine é um 
(A) jornalista. 
(B) economista. 
(C) cronometrista. 
(D) ensaísta. 
(E) psicólogo. 
 
Comentário: Basta reler o seguinte trecho do segundo parágrafo: “ „Nos 
Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto 
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valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância às 
relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos‟, diz o psicólogo.” O 
autor do texto usou como recurso de coesão referir-se a Levine pela profissão 
dele, assim, evitou que o seu texto ficasse repetitivo. 
GABARITO: E 
 
26. (TJ/SP–2010–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) A expressão chá 
de cadeira, no texto, tem o significado de 
(A) bebida feita com derivado de pinho. 
(B) ausência de convite para dançar. 
(C) longa espera para conseguir assento. 
(D) ficar sentado esperando o chá. 
(E) longa espera em diferentes situações. 
 
Comentário: para resolver estaquestão basta ter um pouco de 
conhecimento popular, certo?!?! 
GABARITO: E 
 
Leia o texto para responder às próximas 4 questões. 
 
Zelosa com sua imagem, a empresa multinacional Gillette retirou a bola 
da mão, em uma das suas publicidades, do atacante francês Thierry Henry, 
garoto-propaganda da marca com quem tem um contrato de 8,4 milhões de 
dólares anuais. A jogada previne os efeitos desastrosos para vendas de seus 
produtos, depois que o jogador trapaceou, tocando e controlando a bola com a 
mão, para ajudar no gol que classificou a França para a Copa do Mundo de 
2010. (...) 
Na França, onde 8 em cada dez franceses reprovam o gesto irregular, 
Thierry aparece com a mão no bolso. Os publicitários franceses acham que o 
gato subiu no telhado. A Gillette prepara o rompimento do contrato. O serviço 
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de comunicação da gigante Procter & Gamble, proprietária da Gillette, diz que 
não. 
Em todo caso, a empresa gostaria que o jogo fosse refeito, que a trapaça 
não tivesse acontecido. Na impossibilidade, refez o que está ao seu alcance, 
sua publicidade. 
Segundo lista da revista Forbes, Thierry Henry é o terceiro jogador de 
futebol que mais lucra com a publicidade – seus contratos somam 28 milhões 
de dólares anuais. (...) 
(Veja, 02.11.2009. Adaptado) 
 
27. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) - A palavra 
jogada, em – A jogada previne os efeitos desastrosos para venda de seus 
produtos... – refere-se ao fato de 
(A) Thierry Henry ter dado um passe com a mão para o gol da França. 
(B) a Gillette ter modificado a publicidade do futebolista francês. 
(C) a Gillette não concordar com que a França dispute a Copa do Mundo. 
(D) Thierry Henry ganhar 8,4 milhões de dólares anuais com a propaganda. 
(E) a FIFA não ter cancelado o jogo em que a França se classificou. 
 
Comentário: a palavra “jogada” não foi usada no seu sentido literal. 
Dentro deste contexto ela significa uma estratégia da Gillette que consiste em 
modificar a publicidade com o jogador francês para que a atitude errada do 
futebolista não afete a marca. 
GABARITO: B 
 
28. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) A expressão o 
gato subiu no telhado é parte de uma conhecida anedota em que uma mulher, 
depois de contar abruptamente ao marido que seu gato tinha morrido, é 
advertida de que deveria ter dito isso aos poucos: primeiramente, que o gato 
tinha subido no telhado, depois, que tinha caído e, depois, que tinha morrido. 
No texto em questão, a expressão pode ser interpretada da seguinte maneira: 
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(A) foi com a “mão do gato” que Thierry assegurou a classificação da França. 
(B) Thierry era um bom jogador antes de ter agido com má fé. 
(C) a Gillette já cortou, de fato, o contrato com o jogador francês. 
(D) a Fifa reprovou amplamente a atitude antiesportiva de Thierry Henry. 
(E) a situação de Thierry, como garoto-propaganda da Gillette, ficou 
instável. 
 
Comentário: fazendo uma comparação do fato ocorrido com Thierry e a 
história do gato relembrada no enunciado da questão, podemos analisar que o 
fato do jogador ter agido de má fé é um presságio do que estava por fim: o 
término do contrato dele com a Gillette, que ainda não tinha acontecido, mas 
poderia vir a acontecer. O gato, ao subir no telhado, pode cair e morrer. 
GABARITO: E 
 
29. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) - A expressão diz 
que não, no final do 2.º parágrafo, significa que 
(A) a Procter & Gamble nega o rompimento do contrato. 
(B) o jogo em que a França se classificou deve ser refeito. 
(C) a repercussão na França foi bastaPnte negativa. 
(D) a Procter & Gamble é proprietária da Gillette. 
(E) os publicitários franceses se opõem a Thierry. 
 
Comentário: vamos reler o final do segundo parágrafo, sempre volte ao 
texto: “Os publicitários franceses acham que o gato subiu no telhado. A Gillette 
prepara o rompimento do contrato. O serviço de comunicação da gigante 
Procter & Gamble, proprietária da Gillette, diz que não”. 
No final do parágrafo, uma parte ficou omitida para que o texto não fique 
repetitivo (recurso coesivo). Completando o parágrafo teríamos: ... diz que 
não está preparando o rompimento do contrato. 
GABARITO: A 
 
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30. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) Segundo a revista Forbes, 
(A) Thierry deverá perder muito dinheiro daqui para frente. 
(B) há três jogadores que faturam mais que Thierry em publicidade. 
(C) o jogador francês possui contratos publicitários milionários. 
(D) o ganho de Thierry, somado à publicidade, ultrapassa 28 milhões. 
(E) é um absurdo o que o jogador ganha com o futebol e a publicidade. 
 
Comentário: cuidado com o que está no texto e com o que não está! 
Thierry pode até ter perdido muito dinheiro depois do ocorrido, mas não é 
falado isso no texto (alternativa A errada). Ele é o 3º jogador que mais fatura 
com publicidade, não tem 3 antes dele (alternativa B errada). O jogador ganha 
só com publicidade mais de 28 milhões por ano (alternativa D errada). Se é 
um absurdo ou não o valor que um jogador ganha com futebol e com 
publicidade a revista não se posicionou (alternativa E errada). A alternativa C é 
a mais adequada. 
GABARITO: C 
 
Muito bem! Continuem estudando com questões anteriores da 
Vunesp. Já deu para perceber que as interpretações de textos desta 
banca não é das mais difíceis, certo?!?! Você terá sucesso na prova! 
Conte comigo! 
 
5. Lista de questões comentadas nesta aula 
 
Questões comentadas BLOCO I 
 
Leia o texto para responder às questões de números 01 e 02. 
 
A bruxa nos relógios 
 
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Vou me concentrar no possível: os afetos, o trabalho, a vida. Então falo 
aqui de um tema que me fascina, sobre o qual já tenho refletido muito. 
Quando criança, eu achava que no relógio de parede do sobrado de 
uma de minhas avós, aquele que soava horas, meias horas e quartos de 
hora que me assustavam nas madrugadas insones em que eu 
eventualmente dormia lá, morava uma feiticeira que tricotava 
freneticamente, com agulhas de metal, tique-taque, tique-taque, tecendo 
em longas mantas o tempo de nossa vida. 
Nessas reflexões mais uma vez constatei o que todo mundo sabe: 
vivemos a idolatria da juventude – e do poder, do dinheiro, da beleza física e 
do prazer. Muitos gostariam de ficar para sempre embalsamados em seus 20 
ou 30 anos. Ou ter, aos 60, “alma jovem”, o que acho discutível, pois deve ser 
melhor ter na maturidade ou na velhice uma alma adequada, o que não 
significa mofada e áspera. 
A maturidade pode ter uma energia muito boa, pensamento e capacidade 
de trabalho estão no auge, os afetos mais sólidos, a capacidade de enfrentar 
problemas e compadecer-se dos outros mais refinada. Passada (ou abrandada) 
a insegurança juvenil, é possível desafiar conceitos que imperam, limpar o pó 
desse uniforme de prisioneiros, deixar de lado as falas decoradas, a tirania do 
que temos de ser ou fazer. Pronunciar a nossa própria alforria: vai ser livre, 
vai ser você mesmo, vai tentar ser feliz. 
Portas continuam se abrindo: não apenas sobre salas de papelão 
pintado, porém sobre caminhos reais. Correndo pelafloresta das 
fatalidades, encontramos clareiras de construir. De se renovar, não 
importa a cifra indicando a nossa idade. E sempre que alguém resolver 
não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas dar sentido à 
sua vida, verá que a bruxa dos relógios não é inteiramente má. E vai 
entender que o tempo não só nega e rouba com uma das mãos, mas 
também, com a outra, oferece – até mesmo a possibilidade de, ao 
envelhecer, alargar ainda mais as varandas da alma. 
(Lya Luft. Revista Veja, edição 2344, 23.10.2013. Adaptado) 
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01. (Assistente administrativo-2014-Emplasa-Vunesp) - Em suas 
considerações, o assunto principal tratado pela narradora é a 
(A) tirania da maturidade e as novas oportunidades. 
(B) passagem do tempo e suas recompensas. 
(C) supremacia da juventude aos 20 anos e o poder do dinheiro. 
(D) ingenuidade da infância e as histórias encantadas. 
(E) estabilidade da vida e o envelhecimento digno. 
 
02. (Assistente administrativo-2014-Emplasa-Vunesp) Segundo o texto, 
(A) os sexagenários têm a alma jovem. 
(B) a beleza física e o prazer devem ser buscados sempre. 
(C) a maturidade permite desafios e conquistas. 
(D) a juventude traz a mesma segurança que a maturidade oferece. 
(E) os jovens não têm a capacidade de compadecer-se dos outros. 
 
Leia a charge a seguir para responder à questão 03. Observe que agora vamos 
analisar uma questão com outro tipo de texto, embora também seja literário. 
 
 
 
03. (Assistente administrativo-2014-Emplasa-Vunesp) A charge 
sugere que 
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(A) os jovens acabam aceitando o convite do dono da loja. 
(B) o dono da loja teme que os jovens decidam fazer um “rolezinho” em 
seu estabelecimento. 
(C) os jovens não dão importância para a leitura de livros. 
(D) o dono da loja tem os mesmos interesses dos jovens. 
(E) o dono da loja fica triste por não ter sido convidado a participar do 
“rolezinho”. 
 
Leia o texto para responder às questões de números 4, 5 e 6. Observe 
que se trata de um texto jornalístico, um texto não literário. Observe que a 
linguagem é diferente dos outros textos já trabalhados aqui, é um texto 
conciso e fácil, traz dados de pesquisas, o que dá veracidade ao que está 
sendo tratado. Leia com atenção! 
 
“Geração do diploma” lota faculdades, mas decepciona empresários 
 
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil 
dobrou. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um 
diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do 
IBGE. “Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por 
exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 
2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, 
diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional 
da Indústria (CNI). 
O desapontamento do mercado com o que já está sendo chamado de 
“geração do diploma” é confirmado por especialistas, organizações 
empresariais e consultores de recursos humanos. “Os empresários não 
querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas 
novas. E, quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o 
sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e 
Administração da USP, José Pastore. 
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Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-
formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, 
arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que 
ignoram as regras básicas da linguagem. Isso significa que uma parte dos 
universitários no país até sabe ler textos simples, mas é incapaz de interpretar 
e associar informações. 
Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os 
predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo 
grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o 
segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar 
talentos, atrás apenas do Japão. 
É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de 
trabalho brasileiro. Mas, segundo um estudo divulgado pelo Instituto de 
Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de 
estudo formariam 50% do contingente de desempregados. “Mesmo com a 
expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores 
brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as 
boas posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower. 
(Ruth Costas. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131004_ 
mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml. 09.10.2013. Adaptado) 
 
04. (PC-SP-2014-oficial-administrativo-Vunesp) De acordo com o 
texto, parte dos trabalhadores brasileiros com diploma de nível superior de 
ensino 
(A) está sempre migrando de uma empresa para outra em busca de 
salários mais altos, impulsionada pelo bom currículo escolar e pelo 
desenvolvimento da competência profissional. 
(B) não consegue interpretar e associar informações mais complexas, o 
que constitui um obstáculo para a utilização dos conhecimentos específicos 
necessários para o desempenho de suas funções. 
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(C) tem intenção de desempenhar funções mais complexas, que exijam 
boa formação, resultando em escassez de profissionais dispostos a desenvolver 
atividades corriqueiras, de baixa remuneração. 
(D) migra para outros países, em busca de salários mais atraentes e de 
reconhecimento, enquanto o mercado brasileiro continua com dificuldades para 
encontrar bons profissionais. 
(E) sofre com o constante assédio das grandes empresas, por causa do 
bom desempenho profissional, o que tem contribuído para que exija salários 
cada vez mais altos. 
 
05. (PC-SP-2014-oficial-administrativo-Vunesp) De acordo com as 
informações dos dois primeiros parágrafos do texto, embora o número de 
matriculados no ensino superior tenha dobrado nos últimos dez anos no Brasil 
e o salário médio do trabalhador brasileiro tenha se elevado, o aumento na 
produtividade tem se mostrado 
(A) significativo. 
(B) elogiável. 
(C) expressivo. 
(D) empolgante. 
(E) decepcionante. 
 
06. (PC-SP-2014-oficial-administrativo-Vunesp) No contexto, o 
termo destacado na frase – Um exemplo de descompasso entre as 
necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no 
Brasil… – tem sentido equivalente ao de 
(A) equívocos. 
(B) anseios. 
(C) atributos. 
(D) receios. 
(E) propósitos. 
 
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Leia a tira a seguir: 
 
 
07. (SAP-SP-2014-executivo-publico-Vunesp) Na tira, uma 
personagem se diz viciada em redes sociais. Em relação a isso, é aconselhada, 
pela outra personagem, no segundo quadrinho, a fazer uma terapia específica. 
Com base nessas informações, conclui-se corretamente que essa terapia é 
representada pelo 
(A) uso da tecnologia para acabarcom o desgaste físico. 
(B) uso das redes sociais durante as tarefas físicas diárias. 
(C) emprego das energias físicas em trabalho braçal. 
(D) abandono efetivo da força física nas tarefas cotidianas. 
(E) equilíbrio entre atividades físicas e atividades lúdicas. 
 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Se a mera promulgação de novas leis fosse capaz de transformar a 
realidade, o Brasil não seria o país que é. Embora óbvia, a constatação é 
frequentemente ignorada pelos legisladores. 
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O país assiste a uma verdadeira profusão de leis – muitas delas, a rigor, 
desnecessárias. São produzidas todos os dias pelos Legislativos federal, 
estadual e municipal, sem falar na imensa quantidade de atos normativos, 
decretos, portarias, circulares... 
O problema não se restringe à confusão que esse emaranhado costuma 
provocar. Às novas leis correspondem novas obrigações para o poder público, 
que deve monitorar sua implementação, fiscalizar seu cumprimento e punir 
eventuais desvios. 
Antes de promulgar leis, legisladores de países mais previdentes realizam 
estudos de impacto e testes de custo/benefício para avaliar os efeitos das 
normas. Não no Brasil, onde a regra é o voluntarismo. 
O mais recente exemplo disso é o projeto de lei que regulamenta o peso a 
ser transportado por estudantes em suas mochilas – o texto foi aprovado pelo 
Senado e deve seguir para avaliação da Câmara. 
(Folha de S.Paulo, 23.11.2013) 
 
08. (SAP-SP-2014-executivo-publico-Vunesp) A ideia defendida no 
texto é que 
(A) o Brasil é um país onde, diferentemente do que acontece com outros 
países, as leis são promulgadas tendo em vista a relação custo/benefício. 
(B) a promulgação das leis implica novas responsabilidades para o poder 
público, razão pela qual elas devem ser evitadas ao máximo. 
(C) as leis deveriam ser promulgadas tendo como parâmetro a sua 
relevância no cenário social e as reais condições de sua aplicabilidade. 
(D) os estudos de impacto das leis e testes de custo/benefício são 
ineficazes quando se pretende promulgar uma lei que transforme a 
sociedade. 
(E) o voluntarismo é uma forma mais eficiente de legislar, uma vez que 
leva em conta atitudes mais previdentes quando se promulga uma lei. 
 
 
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09. (SAP-SP-2014-executivo-publico-Vunesp) De acordo com o 
primeiro parágrafo do texto, o Brasil é um país que 
(A) promulga muitas leis, todas elas essenciais à ordem social. 
(B) transformou a sociedade sem a promulgação de leis desnecessárias. 
(C) foi capaz de transformar a sociedade, apesar de promulgar muitas 
leis. 
(D) promulga muitas leis, porém a sociedade não se transforma. 
(E) avalia a possibilidade de uma lei transformar de fato a sociedade. 
 
Leia a tira a seguir: 
 
 
 
10. (PC-SP-2014-investigador-de-policia-Vunesp) Se a personagem 
trabalhasse com palestras motivacionais, como lhe perguntou seu interlocutor 
no primeiro quadrinho, a palavra “sonhos” significaria 
(A) caprichos. 
(B) especulações. 
(C) tormentos. 
(D) desilusões. 
(E) aspirações. 
 
Questões comentadas BLOCO II 
 
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Leia a história em quadrinhos a seguir. Mas um exemplo de texto que usa 
a linguagem mista! Fique atento tanto às imagens quanto ao texto escrito! 
 
 
Faça a questão que segue: 
 
01. (SEEDUC/SP-2014-Analista-de-tecnologia-tecnologia-da 
informação- VUNESP) Analisando o comportamento de Jéssica e o de 
Hudson quanto aos direitos autorais, conclui-se que as personagens 
(A) consideram que os procedimentos de regulação e controle inviabilizam 
a realização de downloads. 
(B) reconhecem que os downloads são necessários e, por isso, não 
importa a forma como eles são obtidos. 
(C) entendem que os downloads, pela sua relevância na vida cotidiana, 
implicam pagamentos. 
(D) concebem de forma diferenciada a questão, já que procedem de modo 
contrário quanto aos downloads. 
(E) promovem a livre circulação das informações, o que implica que os 
downloads sejam gratuitos 
 
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Leia agora um texto opinativo para resolver a próxima questão. Os textos 
opinativos trazem sempre uma opinião marcada. 
 
Calor verbal 
 
Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, onde é notória a 
agressividade da oposição parlamentar ao governo de Barack Obama, o debate 
ideológico brasileiro tem se destacado por uma singular dualidade de estilos. 
No reino virtual da intenet, blogueiros e comentaristas amiúde adotam 
uma linguagem de extrema virulência. No mundo político real, entretanto, o 
ambiente vinha se caracterizando há tempos por um relativo marasmo. 
As semanas sufocantes deste verão acumulam, todavia – não tanto pela 
impaciência com as condições meteorológicas, e bem mais pelo avançar do 
calendário eleitoral –, claros sinais de que se passa a apostar em novos tons 
de beligerância política. 
 (Folha de S.Paulo, 13.02.2013. Adaptado) 
 
02. SEEDUC/SP-2014-Analista-de-tecnologia-tecnologia-da 
informação- VUNESP) O título do texto sugere que a política nacional 
(A) tenderá a marcar-se, nos próximos meses, por debates mais acirrados, em 
função do calendário eleitoral. 
(B) manterá um tom harmonioso de discussão, o que a tem caracterizado, 
apesar do calendário eleitoral. 
(C) deixará a agressividade atual, amenizando-se a oposição parlamentar por 
causa do calendário eleitoral. 
(D) contará com a participação de blogueiros e comentaristas para conter a 
agressividade prevista pelo calendário eleitoral. 
(E) deixará as diferenças de lado e recorrerá à internet para propor diálogos 
mais amenos em razão do calendário eleitoral. 
 
 
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Agora mais um texto de opinião. Observem como este tipo de texto 
aparece nas provas da Vunesp! 
 
Síndrome de Suri 
 
RIO DE JANEIRO – Temo estar perdendo maravilhas, mas nunca vi um 
filme com Katie Holmes. Sei que é mulher de um ator chamado Tom Cruise, de 
quem também só assisti a “De Olhos Bem Fechados”, por causa do diretor 
Stanley Kubrick, e que o casal tem uma filha de 3 anos, Suri, que vive saindo 
na mídia por usar sapatos de salto alto, tomar vinho tinto e ter seu próprio 
cartão de crédito. 
Holmes e Cruise devem ter suas razões – despreparo, carreirismo ou 
deslumbramento – para permitir tal precocidade na biografia da filha. Nas 
reportagens sobre Suri, os ortopedistas alertam para o fato de que saltos altos 
são incompatíveis com uma estrutura óssea cuja formação, segundo eles, só 
se completará aos 12 ou 13 anos. Além de serem uma garantia de dores, calos 
e joanetes para Suri e, na vida adulta, de pernas curtas e dificuldade para 
caminhar. Esses alertas, pelo visto, caem no vazio. 
O problema não se limita a Hollywood ou a filhos de pais 
famosos. No Brasil, talvez mais que em outros países, há meninas entre 3 e 10 
anos com hora marcada no salão para depilar a sobrancelha, aplicar “luzes” no 
cabelo ou fazer tratamento contra celulite. Toda garota quer se parecer com a 
mãe, é normal.O problema é quando os fabricantes de cosméticos, sutiãs etc. 
assumem o controle dessa estética infantil e passam a impô-la às crianças com 
a conivência das mães. 
O humanista americano Neil Postman (1931-2003) alertou para esse 
problema num grande livro de 1982, “O Desaparecimento da Infância” (há 
versão brasileira, pela editora Graphia). Todas as previsões de Postman se 
confirmaram: sem saber, estamos gerando crianças-adultos, que dificilmente 
chegarão à maturidade. 
(Folha de S.Paulo, 14.12.2009) 
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03. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) Para 
analisar o assunto, que denomina de Síndrome de Suri, o autor se vale da 
(A) atuação da filha do casal Holmes e Cruise, em geral bem avaliada pela 
mídia. 
(B) admiração pelo diretor Stanley Kubrick, que dirigiu Holmes e Cruise. 
(C) lembrança dos filmes de Holmes, que admira pela competente 
atuação. 
(D) exposição, na mídia, da filha do casal de atores Holmes e Cruise. 
(E) vida profissional de Holmes e Cruise, que eximem a filha da exposição 
pública. 
 
04. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) De 
acordo com o ponto de vista do autor, o comportamento adulto vivido na 
infância é uma realidade que 
(A) caracteriza os excessos das celebridades. 
(B) foi criada pela indústria cinematográfica norte-americana. 
(C) é comum a muitas crianças, filhas de famosos ou não. 
(D) se mostra saudável para a vida social das crianças. 
(E) expressa amadurecimento das relações entre pais e filhos. 
 
05. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) No 
segundo parágrafo, fica claro que 
(A) os sacrifícios na infância são recompensados com uma vida adulta sem 
problemas. 
(B) o uso de saltos altos pode comprometer o desenvolvimento sadio de 
uma criança. 
(C) mulheres que se movem com dificuldade não usaram saltos altos na 
infância. 
(D) o uso de saltos é uma forma de compensar pernas curtas e 
dificuldades para caminhar. 
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(E) os saltos altos devem ser usados antes da formação da estrutura 
óssea feminina. 
 
06. (Fundação Casa-2010-agente administrativo-VUNESP) Na 
opinião dos ortopedistas, Suri 
(A) se comporta como um adulto pelo fato de ter pernas curtas e certa 
dificuldade para caminhar. 
(B) tem um estilo de vida incompatível com dores, calos e joanetes, 
comuns a garotas de sua idade. 
(C) é uma criança que, apesar de ser filha de famosos, não sofre do 
problema previsto por Neil Postman. 
(D) comete pequenos deslizes, os quais, contudo, não poderão significar 
nenhum prejuízo futuro. 
(E) poderá ter pernas curtas e dificuldades para caminhar, por assumir 
precocemente o comportamento adulto. 
 
Leia: 
 
Retratos de família 
 
FOTOGRAFIAS: haverá coisa mais preciosa? Em tempos arcaicos, talvez. 
A minha avó costumava contar que o maior tesouro que trouxe da casa 
dos pais eram as fotos de família. Álbuns com fotos em preto e branco, 
algumas coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso. Todas 
elas insubstituíveis. Estranho tempo, esse, em que os retratos valiam tanto 
como ouro. 
Hoje vivemos o supremo paradoxo: nunca se tiraram tantas fotos; nunca 
elas tiveram tão pouco valor. 
O jornal “Guardian” avisa que 2014 será o ano em que o mundo vai bater 
recordes no número de fotos tiradas: qualquer coisa como 3 trilhões. Esse 
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excesso não pode ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é 
diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas. 
Uma amiga, aliás, contava-me há tempos uma história instrutiva: em três 
anos de maternidade, ela acumulara mais de mil fotos do primogênito. Até 
descobrir que não tinha nenhuma para mostrar em papel ou em moldura – 
permaneciam todas na memória do laptop, ou na câmera, ou no celular. À 
espera de melhores dias. 
Três trilhões de fotos para 2014, diz o “Guardian”. E, no fim de contas, é 
como se o mundo não tirasse uma única foto que realmente importe. 
(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 07 de janeiro de 2014) 
 
07. (PC-SP-2014-tecnico-de-laboratorio-Vunesp) De acordo com as 
informações do texto, é correto afirmar que, em tempos antigos, 
(A) era costume as fotos serem pagas com ouro. 
(B) objetos de ouro eram guardados em casa. 
(C) as fotos eram comercializadas pelo mesmo preço do ouro. 
(D) as pessoas davam muita importância às fotos. 
(E) tiravam-se tantas fotos quanto hoje. 
 
08. (PC-SP-2014-tecnico-de-laboratorio-Vunesp) Considere a 
seguinte passagem do texto: “Álbuns com fotos em preto e branco, algumas 
coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso.” A expressão 
entre parênteses, referindo-se ao colorido de algumas fotos do tempo da avó 
do autor, torna evidente que, naqueles tempos, 
(A) as máquinas fotográficas reproduziam, com a mesma facilidade, fotos 
em preto e branco e coloridas. 
(B) as pessoas preferiam as fotos coloridas porque eram mais nítidas e 
baratas. 
(C) eram comuns tanto as fotos em preto e branco como as coloridas. 
(D) a foto colorida era obtida a partir da pintura do fotógrafo. 
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(E) as fotos coloridas não tinham muito sucesso porque precisavam ser 
feitas em papel muito grosso. 
 
Leia o texto a seguir: 
 
Os produtos ecológicos estão dominando as prateleiras do comércio. 
Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. Isso 
acontece porque o custo de tais itens é sempre mais elevado, em comparação 
com o das mercadorias tradicionais. 
Com os temas ambientais cada vez mais em pauta, é normal que a consciência 
ecológica tenha aumentado entre os brasileiros. Se por um lado o consumidor deseja 
investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está 
disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal. É o que mostra uma 
pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores. 
A análise foi feita a partir de um levantamento realizado em 2012. De acordo 
com a Proteste, quase metade dos entrevistados afirmaram que deixaram de 
comprar produtos devido às más condutas ambientais da companhia. Dos 
entrevistados, 72% disseram que, na última compra, levaram em consideração o 
comportamento da empresa, em especial, sua atitude em relação ao meio 
ambiente. Ainda assim, 60% afirmam que raramente ou nunca têm informações 
sobre o impacto ambiental do produto ou do comportamento da empresa. Já 81% 
das pessoas acreditam que o rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é 
apenas uma estratégia de marketing das empresas. 
(Ciclo vivo, 16.05.2013, http://zip.net/brl0k1. Adaptado) 
 
09. (PC-SP-2014-escrivao-de-policia-Vunesp) De acordo com a 
pesquisa realizada pela Proteste, 
(A) uma parte dos consumidores brasileiros demonstra preocupar-se com 
questões ambientais. 
(B) consumidores brasileiros têm gastado 5% de sua renda com produtos 
ecologicamente corretos. 
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(C) o custo dos produtos ecológicos tem aumentadode maneira gradativa 
no Brasil. 
(D) o número de brasileiros que consideram o impacto ambiental do 
produto que consomem é irrisório. 
(E) a totalidade dos consumidores brasileiros recusa-se a comprar 
produtos que agridem o meio ambiente. 
 
10. (PC-SP-2014-escrivao-de-policia-Vunesp) Conforme as 
informações do texto, 81% dos entrevistados pela Proteste consideram que o 
rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social da empresa seja 
(A) um fator que torna patente o engajamento genuíno em causas ecológicas. 
(B) um recurso usado para tornar o produto mais atraente ao consumidor. 
(C) um mecanismo usado para escamotear más condutas ambientais. 
(D) um estratagema para reduzir os custos envolvidos na fabricação do produto. 
(E) uma manobra que revela o propósito de burlar o pagamento de impostos. 
 
 
 
Questões comentadas BLOCO III 
 
Mais denso, menos trânsito 
 
Henrique Meirelles 
 
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e em processo de 
deterioração agudizado pelo crescimento econômico da última década. Existem 
deficiências evidentes em infraestrutura, mas é importante também considerar 
e estudar em profundidade o planejamento urbano. 
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de desconcentração, 
incentivando a criação de diversos centros urbanos, na visão de que isso 
levaria a uma maior facilidade de deslocamento. Mas o efeito tem sido o 
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inverso. A criação de diversos centros e o aumento das distâncias multiplicam 
o número de viagens, dificultando o escasso investimento em transporte 
coletivo e aumentando a necessidade do transporte individual. 
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a desconcentração ao 
extremo, ficam claras as consequências. Numa região rica como a Califórnia, 
com enorme investimento viário, temos engarrafamentos gigantescos que 
viraram característica da cidade. 
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com elevado 
adensamento e predominância do transporte coletivo, como mostram 
Manhattan, Tóquio e algumas novas áreas urbanas chinesas. 
Apesar da desconcentração e do aumento da extensão urbana verificados 
no Brasil, é importante desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros 
já existentes com investimentos no transporte coletivo. 
O centro histórico de São Paulo é demonstração inequívoca do que não 
deve ser feito. É a região da cidade mais bem servida de transporte coletivo, 
com infraestrutura de telecomunicação, água, eletricidade etc. Conta ainda 
com equipamentos de importância cultural e histórica que dão identidade aos 
aglomerados urbanos. Seria natural que, como em outras grandes cidades, o 
centro de São Paulo fosse a região mais adensada da metrópole. Mas não é o 
caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual do centro, com deslocamento 
das atividades para diversas regiões da cidade. 
É fundamental que essa visão de adensamento com uso abundante de 
transporte coletivo seja recuperada para que possamos reverter esse processo 
de uso cada vez mais intenso do transporte individual devorando espaços 
viários que não têm a capacidade de absorver a crescente frota de automóveis, 
fruto não só do novo acesso da população ao automóvel, mas também da 
necessidade de maior número de viagens em função da distância cada vez 
maior entre os destinos da população. 
(Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adaptado) 
 
02. (Cetesb-2013-advogado-Vunesp) Na opinião do autor do texto, 
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(A) muitas grandes cidades tiveram êxito ao incentivar a criação de 
diversos centros urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade 
de deslocamento. 
(B) a criação de novos centros e o aumento das distâncias multiplicam o 
número de viagens, aumentando a demanda por transporte individual. 
(C) os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles que optaram pela 
desconcentração, como mostram Tóquio e algumas novas áreas urbanas chinesas. 
(D) embora o Brasil tenha claramente optado por um modelo de 
desconcentração e extensão urbana, é importante que se invista mais na 
criação de novos centros. 
(E) o centro histórico de São Paulo, a região mais adensada da metrópole e 
mais bem servida de transporte coletivo, é um exemplo do que deve ser feito. 
 
02. (Cetesb-2013-advogado-Vunesp) No último parágrafo do texto, o 
autor defende o argumento de que 
(A) é fundamental reverter essa visão de que o transporte coletivo precisa 
ser abundantemente usado, tomando boa parte dos espaços viários. 
(B) devem ser aumentados os investimentos em transporte individual, em 
função das distâncias entre os destinos. 
(C) os veículos de transporte individual devem ocupar os espaços viários 
atualmente utilizados pelo transporte coletivo. 
(D) deve ser ampliado o acesso da população ao automóvel, dada a 
necessidade de maior número de viagens, em função das distâncias. 
(E) o transporte coletivo deve ser abundantemente usado para reverter a 
situação de uso cada vez mais intenso do transporte individual. 
 
Leia a tirinha a seguir: 
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03. (camara-municipal-de-sao-carlos-sp-2013-recepcionista-Vunesp) 
A partir da análise cuidadosa da tirinha, é possível concluir que o(a) 
(A) Menino Maluquinho comeu o sanduíche que a professora lhe deu. 
(B) professora está disposta a dividir seu sanduíche com o Menino 
Maluquinho. 
(C) bom desempenho escolar é resultado da ingestão diária de sanduíches. 
(D) Menino Maluquinho espera convencer a professora a dividir seu 
sanduíche com ele. 
(E) professora se recusa terminantemente a dividir o sanduíche com o 
Menino Maluquinho. 
 
Leia o texto para responder à questão 4. 
 
Ter amigos no trabalho faz você viver mais 
 
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Você é desses que só pensa em terminar o trabalho e ir para casa, sem se 
preocupar em fazer amigos? Do tipo “tô aqui pra trabalhar, não pra fazer 
amigos”? É melhor repensar. Segundo pesquisa israelense, o risco de morrer é 
2,4 vezes maior entre os que não têm amigos no emprego. 
Para chegar a esta conclusão, eles contaram com a ajuda de 820 adultos. Por 
20 anos os pesquisadores acompanharam a vida deles. E sempre perguntavam 
sobre a relação com os colegas de trabalho. Ao longo da pesquisa, 53 participantes 
morreram – a maioria não tinha amizade com o pessoal da firma. 
É que os amigos te ajudam a segurar a barra quando coisas ruins acontecem 
– e também celebram junto quando boas novas aparecem. “Nós passamos a maior 
parte do tempo no trabalho, e não temos muito tempo para encontrar nossos 
amigos durante a semana”, explica Sharon Toker, um dos autores da pesquisa. “O 
trabalho deveria ser um lugar onde as pessoas podem ter um apoio emocional”. 
Pois é. E aí, vai ou não aceitar aquele convite para o happy hour hoje? 
(Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/ter-amigosno-trabalho-
faz-voce-viver-mais/ Acesso em: 30.05.2013) 
04. (camara-municipal-de-sao-carlos-sp-2013-recepcionista-Vunesp) 
De acordo com o texto, pode-se afirmar corretamente que 
(A) 53 pessoas morreram por causa de uma pesquisa feita por cientistas 
israelenses. 
(B) as pessoas que passam a maior parte de seu tempo no trabalhomorrem prematuramente. 
(C) é preciso participar de happy hours diariamente para ter uma vida 
saudável. 
(D) o risco de morrer é 2,4 vezes maior entre pessoas que saem do 
trabalho e vão para casa. 
(E) os amigos, por servirem de suporte emocional, contribuem para uma 
vida mais longa. 
 
Leia: 
 
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05. (TJ-SP-2013-escrevente-tecnico-judiciario-Vunesp) O pensamento 
da personagem Vândalo, no último quadrinho, 
(A) põe em dúvida a ideia de que o intercâmbio terá sucesso. 
(B) não admite as verdadeiras qualidades do garoto que morará com 
Grump. 
(C) contradiz a ideia de que o garoto será bem recebido por Grump. 
(D) expressa o reconhecimento de características negativas em quem 
receberá o garoto. 
(E) reconhece a dificuldade de Grump adequar-se ao perfil traçado pelo 
projeto de intercâmbio. 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Mágicas e exatas 
Ruy Castro 
 
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 Conheço gente que trocou de profissão, de ideologia política, de 
nacionalidade, mas continuou firme na preferência quanto ao clube de futebol. 
E houve outro quesito que, em certa época, disputou com o futebol essa 
fidelidade carnívora – quando tivemos de trocar a máquina de escrever pelo 
computador. 
 Foi em meados dos anos 80. Éramos felizes com nossas Remingtons e 
Olivettis, até que uma pressão vinda de todos os lados começou a nos 
empurrar para o computador doméstico. 
Muitos resistimos à novidade, como quem defende a bandeira do seu 
clube. No meu caso, fiquei firme até 1988, quando dois amigos me 
confessaram sua conversão àquele aparelho silencioso, permitia reescrever e 
mover frases e parágrafos sem o cansativo recurso de bater xis, cobrir de tinta 
e fazer a emenda à mão ou à máquina. 
Por causa deles, aderi. Afinal, pensei, estava apenas trocando uma 
máquina de escrever por outra. E quer saber? Nunca me arrependi. Acho até 
que a geringonça me salvou a vida, permitindo-me produzir com metade do 
esforço e o dobro da velocidade. 
Minha Remington foi para um armário, onde está até hoje, há anos sem a 
esmola de um olhar. 
Um livro enviado por uma amiga, no entanto, me fez repensar o caso: o 
delicioso “Retratos Parisienses”, com entrevistas e perfis de escritores e 
pintores franceses por Rubem Braga. Logo nas primeiras páginas, reproduz-se 
um original de Rubem – uma página datilografada, sobre seu encontro com 
Jean-Paul Sartre, estupidamente bem escrita e quase sem emendas. 
Era possível escrever à máquina, de primeira, sem erros e já com as 
palavras mágicas e exatas. Bastava ser Rubem Braga. 
(Folha de S.Paulo. 18.03.2013. Adaptado) 
 
06. (fundunesp-2013-historiógrafo-Vunesp) Com base nas ideias do 
autor, pode-se concluir que 
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(A) não houve quem resistisse à novidade, e o computador foi logo de 
início adotado pelos escritores em substituição às máquinas de escrever. 
(B) o computador foi desprezado por Rubem Braga, que entendia tratar-se 
apenas de trocar uma máquina por outra, e continuou a escrever à máquina. 
(C) apesar da novidade que representava o computador, apenas a 
máquina de escrever possibilitava que fossem redigidos textos sem erros. 
(D) não é o computador ou a máquina de escrever o que determina o bom 
resultado da escrita, mas sim o talento e o cuidado de quem escreve. 
(E) Rubem Braga, mesmo sem computador, escreveu para os contatos em 
Paris cartas perfeitas, sem erros ou correções. 
 
07. (fundunesp-2013-historiógrafo-Vunesp) Considere o seguinte 
trecho do penúltimo parágrafo: “Logo nas primeiras páginas, reproduz-se um 
original de Rubem – uma página datilografada, sobre seu encontro com Jean-
Paul Sartre, estupidamente bem escrita e quase sem emendas”. No 
trecho, a expressão em destaque foi utilizada pelo autor do texto para 
enfatizar a ideia de que a página em questão havia sido escrita de maneira 
(A) obstinada, mas resultando em um trabalho ordinário. 
(B) desvelada, não atingindo, entretanto, o resultado pretendido. 
(C) acurada, tendo como resultado um trabalho quase impecável. 
(D) desleixada, o que resultou em um trabalho pífio. 
(E) fortuita, o que se revela pela quantidade de emendas. 
 
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 08 a 10. 
 
Elas estão mais calculistas 
 
Meninos ganham jogos de montar, carrinhos e brinquedos que os levem a 
imaginar como explorar e moldar o mundo. Meninas ganham bonecas, 
panelinhas e brinquedos que as levem a fingir cuidar da casa. Essas foram as 
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regras discriminatórias para presentear crianças, durante muito tempo. A 
mudança vem aos poucos. 
Em 2012, pela primeira vez em 50 anos de existência da Barbie, sua 
fabricante, Mattel, lançou nos Estados Unidos um estojo que une a boneca e 
blocos de montar, para que as meninas construam e redecorem como 
quiserem uma mansão de brinquedo. O lançamento reflete uma novidade mais 
abrangente. Conforme gerações de meninas criadas de forma mais igualitária 
tornam-se maioria nas escolas e chegam ao mercado de trabalho, cresce a 
participação das mulheres em profissões das áreas de ciências exatas, 
principalmente nas engenharias. O impacto é sentido na sociedade inteira. O 
avanço das mulheres nessas profissões tem sido muito mais lento e incerto 
que a conquista da igualdade de direitos entre os sexos. 
O interesse crescente das adolescentes brasileiras pelas exatas passou a 
se manifestar nos números do vestibular. Em 2012, a parcela de candidatos do 
sexo feminino às carreiras de exatas na Universidade de São Paulo (USP) subiu 
para um terço. Em 2005, esse número era de um quarto. Superada a barreira 
de acesso, 30% dos alunos da Escola Politécnica da Universidade Federal do 
Rio de Janeiro (UFRJ) são mulheres, parcela muito superior à média na Europa, 
de 20%, e nos Estados Unidos, de 8%. 
No caso das ciências exatas, a baixa presença feminina, historicamente, 
não se devia à rejeição das mulheres a essas carreiras, mas sim ao fato de que 
elas não podiam ingressar nelas ou não as percebiam como uma possibilidade, 
por causa da falta de modelos, diz a pesquisadora Natalia Fontoura, do 
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 
O cenário começou a mudar por causa da educação recebida pelas 
meninas em casa. Hoje, os pais querem que elas se sintam satisfeitas e 
tenham prestígio profissional, seja em que área for, e tratam filhos de ambos 
os sexos de forma mais parecida. A profissional de estatística Cris Crisci, 
diretora da Lopes Inteligência de Mercado, diz que esse ambiente familiar foi 
decisivo para sua formação. ”Tenho um irmão e uma irmã. Meus pais não 
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diferenciavam brinquedos de menina e de menino. Brincávamos juntos com 
jogos de montar”, afirma Cris. 
Um segundo fator que abriu as opções para as meninas foi a mudança no 
ambiente escolar. Aos poucos, as escolas passaram a mostrar mais claramente 
aos alunos as possibilidades profissionais a sua disposição. 
As mudançasno processo de formação foram acompanhadas por uma 
transformação no mercado de trabalho. Algumas carreiras antes 
masculinizadas passaram, nos últimos anos, a demandar muito mais 
profissionais. É o caso da engenharia civil. O fato de mulheres se sentirem 
estimuladas a seguir carreiras em áreas de exatas acarreta benefícios 
econômicos de longo prazo para elas mesmas, para sua família e para a 
sociedade. 
Os países em que as mulheres não podem ou não querem assumir essas 
funções contam com apenas a metade da reserva de inteligência de que a 
sociedade dispõe. 
Torna-se mais importante aproveitar todos os recursos existentes da 
maneira mais eficiente possível e derrubar quaisquer barreiras entre o gênero 
do cidadão e o trabalho que ele gostaria de fazer (o mesmo vale para os 
homens). 
(Graziele Oliveira, Época, 21 de janeiro de 2013. Adaptado) 
 
08. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Assinale a 
alternativa que contém uma afirmação correta, de acordo com o texto. 
(A) A forma de educar as crianças, hoje, é semelhante à de tempos atrás: 
os meninos aprendem a descobrir o mundo, e as meninas, a serem donas de 
casa. 
(B) A criação não diferenciada de meninas e meninos favorece a 
participação das mulheres nas áreas das ciências exatas. 
(C) O novo lançamento da Barbie, num estojo com blocos de montar, foi 
idealizado para as meninas aprenderem a valorizar tarefas domésticas, tão 
desprezadas. 
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(D) A sociedade inteira está sentindo o impacto da progressiva 
transformação feminina e preocupa-se com o destino incerto das mulheres. 
(E) A conquista da igualdade de direitos entre os sexos se deu no mesmo 
ritmo em que vem ocorrendo a presença das mulheres nas profissões das 
áreas de exatas. 
 
09. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Com a 
frase do 8.º parágrafo – Os países em que as mulheres não podem ou não 
querem assumir essas funções contam com apenas a metade da reserva de 
inteligência de que a sociedade dispõe. – a autora do texto 
(A) pressupõe que mulheres que não trabalham na área de exatas 
empregam apenas metade de sua inteligência. 
(B) enaltece a mulher, mas reconhece que ela não tem condições de se 
dedicar integralmente ao trabalho. 
(C) critica países que não permitem que a mulher exerça funções nas 
áreas de exatas por serem profissões masculinizadas. 
(D) reconhece que quanto à inteligência, as mulheres estão em 
desvantagem comparadas com o homem. 
(E) admite que as mulheres são inteligentes e quando assumem carreiras 
em áreas de exatas têm muito a oferecer à sociedade. 
 
10. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Na opinião da 
pesquisadora Natalia Fontoura, em outros tempos, o número de mulheres que 
escolhiam profissões nas áreas de exatas era inexpressivo porque 
(A) elas menosprezavam esse tipo de carreira profissional. 
(B) essas profissões eram preteridas em favor da profissão de modelo. 
(C) faltavam exemplos de mulheres que tivessem escolhido tais profissões. 
(D) as escolas rejeitavam a presença feminina em cursos dessa natureza. 
(E) elas sentiam muita dificuldade de ingressar em uma Faculdade. 
 
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11. (Fundunesp-2013-engenheiro-de-seguranca-Vunesp) Assinale a 
alternativa cujo provérbio poderia ilustrar a charge apresentada. 
 
(A) Um homem prevenido vale por dois. 
(B) Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. 
(C) Quando um não quer, dois não brigam. 
(D) Quem com ferro fere, com ferro será ferido. 
(E) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. 
 
Leia o texto para responder às questões a seguir. 
 
Velhas Cartas 
 
 “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez...” Sinto um choque ao 
ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então 
me lembro onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi que 
fez tanto bem a uma pessoa. Passo os olhos por essas linhas antigas, elas dão 
notícias de amigos, contam uma ou outra coisa do Rio, e tenho curiosidade de 
ver como ela se despedia de mim. É do jeito mais simples: “A saudade de...” 
Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de 
apenas dois ou três anos atrás. Mas, como isso está longe! Sinto-me um pouco 
humilhado pensando como certas pessoas me eram necessárias e agora nem 
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existiriam mais na minha lembrança se eu não encontrasse essas linhas 
rabiscadas em Londres ou na Suíça. “Cheguei neste instante; é a primeira 
coisa que faço, como prometi, escrever para você, mesmo porque durante a 
viagem pensei demais em você...” 
 Isto soa absurdo a dois anos e meio de distância. Não faço a menor 
ideia do paradeiro dessa mulher de letra redonda; ela, com certeza, mal se 
lembrará do meu nome. E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos 
planos de viajar juntos pela Itália; os dias que tínhamos passado juntos eram 
“inesquecíveis”. 
 E esse amigo como era amigo! Entretanto, nenhum de nós dois se 
lembrou mais de procurar o outro. E que terríveis negócios planejava esse meu 
amigo de sempre! Sem dúvida iríamos ficar ricos, o negócio era fácil e não 
podia falhar, ele me escrevia contente de eu ter topado com entusiasmo a 
ideia, achava a sugestão que eu fizera “batatal”, dizia que era preciso “agir 
imediatamente”. É extraordinário que nunca mais tenhamos falado de um 
negócio tão maravilhoso. 
 As cartas mais queridas, as que eram boas ou ruins demais, eu as 
rasguei há muito. Não guardo um documento sequer das pessoas que mais me 
afligiram e mais me fizeram feliz. Ficaram apenas, dessa época, essas cartas 
que na ocasião tive pena de rasgar e depois não me lembrei de deitar fora. A 
maioria eu guardei para responder depois, e nunca o fiz. Mas também escrevi 
muitas cartas e nem todas tiveram resposta. 
 Imagino que em algum lugar do mundo há alguém que neste momento 
remexe, por acaso, uma gaveta qualquer, encontra uma velha carta minha, 
passa os olhos por curiosidade no que escrevi, hesita um instante em rasgar, e 
depois a devolve à gaveta com um gesto de displicência, pensando, talvez: “é 
mesmo, esse sujeito onde andará? Eu nem me lembrava mais dele...” 
E agradeço a esse alguém por não ter rasgado a minha carta: cada um de 
nós morre um pouco quando alguém, na distância e no tempo, rasga alguma 
carta nossa, e não tem esse gesto de deixá-la em algum canto, essa carta que 
perdeu todo o sentido, mas que foi um instante de ternura, de tristeza, de 
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desejo, de amizade, de vida – essa carta que não diz mais nada e apenas tem 
força ainda para dar uma pequena e absurda pena de rasgá-la. 
Dezembro, 1953 
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 1977) 
 
12. (Fundunesp-2013-analista-programador-Vunesp) No texto, o 
autor faz uma breve reflexão em relação 
(A) à tristeza por ele experimentada quando, ao vasculhar cartas antigas, 
leu algumas que lhe trouxeram lembranças de pessoas que lhe haviam 
causado grandes aflições. 
(B) ao absurdo de um dia ter considerado que algumas pessoas lhe eram 
necessárias, enquanto o passar dos anos mostrou-lhe o contrário, razão pela 
qual preferiu esquecê-las.(C) à necessidade de localizar um de seus amigos do passado para que 
possam levar adiante antigos planos detalhados em uma carta e que 
certamente os tornariam ricos. 
(D) à maneira como o passar dos anos o levou a esquecer algumas 
pessoas que eram importantes para ele, e o seu desejo de não ter sido 
igualmente esquecido. 
(E) ao fato de ter guardado na memória lembranças apenas das pessoas 
que lhe trouxeram felicidade, tendo esquecido aquelas outras que lhe 
causaram aflições. 
 
13. (Fundunesp-2013-analista-programador-Vunesp) Considere o 
trecho a seguir. 
Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa. Passo 
os olhos por essas linhas antigas, elas dão notícias de amigos, contam uma ou 
outra coisa do Rio, e tenho curiosidade de ver como ela se despedia de mim. 
 
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Considerando o contexto em que foi empregada, pode-se inferir 
corretamente que a expressão em destaque foi usada pelo autor para 
transmitir a ideia de que ele lê 
(A) demoradamente, prolongando-se na leitura da carta que tinha em mãos. 
(B) minuciosamente, em seus menores detalhes, a carta que tinha em mãos. 
(C) sem motivação, alheio às informações contidas na carta que tinha em 
mãos. 
(D) apenas o essencial, o que havia de mais importante na carta que tinha 
em mãos. 
(E) com desagrado as notícias sobre os amigos, registradas na carta que 
tinha em mãos. 
 
Cultura matemática 
Hélio Schwartsman 
 
 SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino de 
matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos viver sem 
dominar o básico da matemática? Durante muito tempo, a resposta foi sim. 
Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras podiam simplesmente 
escolher carreiras nas quais os números não encontravam muito espaço, como 
direito, jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. 
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios universitários, é 
considerado aceitável que um intelectual se vanglorie de ter passado raspando 
em física e de ignorar o beabá da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter 
lido Joyce ou dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão 
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na manga da camisa. 
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a cultura humanística, 
têm pouca relevância para nossa vida prática. Já a cultura científica, que 
muitos ainda tratam com uma ponta de desprezo, torna-se cada vez mais 
fundamental, mesmo para quem não pretende ser engenheiro ou seguir 
carreiras técnicas. 
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Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as armadilhas 
que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil até posicionar-se de 
forma racional sobre políticas públicas sem assimilar toda a numeralha que 
idealmente as informa. Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-
requisito para compreender as novas pesquisas que trazem informações 
relevantes para nossa saúde e bem-estar. 
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes 
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da mecânica 
quântica indicam que existem universos paralelos, isso basta para que 
acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene Wigner, podemos nos perguntar 
por que a matemática é tão eficaz para exprimir as leis da física. 
 (Folha de S.Paulo. 06.04.2013. Adaptado) 
 
15. (Fundacao-2013-casa-analista-Vunesp) De acordo com o 
texto, Steven Pinker aponta que um intelectual reconhecer que chegou à 
universidade com o conhecimento mínimo necessário de física e sem saber as 
operações mais básicas de estatística é 
 
(A) intolerável. 
(B) admissível. 
(C) impossível. 
(D) aconselhável. 
(E) injustificável. 
 
15. (Fundacao-2013-casa-analista-Vunesp) Segundo a opinião do 
autor do texto, 
(A) é possível atingir o sucesso na carreira escolar sem possuir o 
conhecimento mínimo de matemática, como se comprova pelo resultado de um 
estudo recente. 
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(B) a cultura científica é fundamental para quem pretende ser engenheiro 
ou seguir carreiras técnicas, mas irrelevante para quem quer cursar direito ou 
jornalismo. 
(C) é necessário ter lido as obras mais importantes de alguns autores 
clássicos da literatura mundial para saber se posicionar sobre políticas públicas. 
(D) a cultura científica deve ser tão valorizada quanto a cultura humanística, 
pois ambas são igualmente indispensáveis para nossa vida prática. 
(E) algumas das investigações científicas mais envolventes da atualidade 
relacionadas à cosmologia estão estreitamente associadas ao conhecimento 
matemático. 
 
16. (Fundação Casa-2013-agente-de-apoio-socioeducativo-Vunesp) 
Leia o poema a seguir. 
 
 
“Minha tática é olhar-te 
aprender como és 
querer-te como és 
minha tática é falar-te 
e escutar-te 
construir com palavras 
uma ponte indestrutível” 
(Mario Benedetti, poeta uruguaio, em Tática e Estratégia, do livro O Amor, as Mulheres e 
a Vida. In Caras, 01.02.2013) 
 
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Percebe-se, no poema, a ideia de 
(A) construção de ponte sobre rio e de palavras escritas. 
(B) aceitação incondicional do outro e comunicação. 
(C) aprendizagem e construção das primeiras palavras. 
(D) desenvolvimento da linguagem escrita e oral. 
(E) intolerância e discordância na maneira de ver as coisas 
 
Celular vira ‘fura-trânsito’ em São Paulo 
 
Em uma cidade com tantos problemas no trânsito como São Paulo, a 
indústria de apps – os aplicativos para celulares e tablets – encontrou terreno 
fértil para se desenvolver. Aplicativos lançados recentemente ajudam o 
motorista a escapar de alagamentos, a desviar de congestionamentos e até a 
saber onde há vagas para estacionar. 
Um dos mais famosos é o Waze. Criado em Israel, é uma mistura de rede 
social com GPS, em que motoristas compartilham as condições do trânsito e 
pontos críticos de congestionamento. 
Uri Levine, fundador e presidente do Waze, diz que a ideia surgiu em suas 
férias de 2007, ao viajar com amigos. Ele foi o último a sair, ligou para saber 
como estava o trânsito e evitou engarrafamentos. 
Situação semelhante ocorreu em São Paulo, na temporada de chuvas de 
2010. Noel Rocha trabalhava no centro e precisava passar pelo túnel do 
Anhangabaú – famoso pelos alagamentos. Preso no trânsito, ele queria saber 
se o túnel estava fechado. “Tentei, pelo celular, o site do CGE (Centro de 
Gerenciamento de Emergências), mas achei muito complicado.” Foi aí que teve 
a ideia de criar o Alaga SP, aplicativo que mostra os alagamentos ativos em 
São Paulo a partir de informações da prefeitura. 
Além do Waze e do Alaga SP, destacam-se o Moovit – que oferece 
informações sobre o transporte público (ônibus, trens, etc.) –, o Maplink – que 
mostra rotas, condições de trânsito e exibe imagens dos principais corredores 
através de um sistema de coleta de informações próprio – e o Apontador 
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Rodoviário, que traçarotas e mostra a localização de pedágios com seus 
preços. 
(André Monteiro, Folha de S.Paulo, 10.03.2013. Adaptado) 
 
17. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
Os aplicativos mencionados no texto têm, em comum, a finalidade de 
(A) oferecer aos usuários opções para contornarem os problemas no 
trânsito. 
(B) substituir os órgãos públicos na fiscalização do tráfego de veículos. 
(C) auxiliar os pedestres e acabar com os atropelamentos nas grandes 
cidades. 
(D) orientar os motoristas que desconhecem as principais leis de trânsito. 
(E) reduzir o número de carros por habitante na cidade de São Paulo. 
 
18. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
Uri Levine e Noel Rocha idealizaram os aplicativos Waze e Alaga SP, 
respectivamente, a partir 
(A) da conversa com amigos que reclamavam do trânsito. 
(B) de suas experiências concretas como motoristas. 
(C) de situações em que se viram presos em engarrafamentos. 
(D) da impossibilidade de viajar devido a alagamentos. 
(E) da cópia de aplicativos idênticos que faziam sucesso no Mercado 
 
19. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
 “Quando paro com meu carro no semáforo, já olho se o caminho que vou 
fazer está congestionado. Se estiver, pego uma alternativa e, se também 
estiver travada, uso o aplicativo para avisar os outros motoristas.” 
Considerando as descrições dos aplicativos apresentadas no texto, pode-
se concluir que esse comentário se refere ao uso do 
(A) Waze. 
(B) Alaga SP. 
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(C) Moovit. 
(D) Maplink. 
(E) Apontador Rodoviário 
 
20. (CTA-2013-assistente-em-c-t-assistente-secretariado-Vunesp) 
Considere a charge, em que os juros são representados pelo símbolo de 
porcentagem, numa ponta da gangorra, e a inflação, pelo dragão, na outra 
ponta. 
Para sua interpretação, não é necessário ter conhecimento de economia, 
basta atentar para a alternância entre juros e inflação sugerida pela gangorra. 
 
 
 
A charge sugere que 
(A) os juros baixos contribuem para deixar a inflação alta. 
(B) a inflação alta permite que os juros permaneçam altos. 
(C) os juros baixos são fundamentais para deixar a inflação baixa. 
(D) a inflação deverá permanecer alta se os juros subirem. 
(E) os juros deverão ficar inalterados se a inflação baixar. 
 
Leia: 
 
Sobre os perigos da leitura 
 
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Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado 
presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao 
doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma 
responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, 
em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? 
Mas não havia alternativas. Essa era a regra. Os candidatos amontoavam-se 
no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura 
era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus 
colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma 
pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por 
parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos 
sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...] 
A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o 
oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de 
falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os 
pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados 
durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os 
próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado! 
Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse 
se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela 
cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes. 
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado) 
 
21. (TJ/SP–2010-Escrevente–VUNESP) De acordo com o texto, os 
candidatos 
(A) não tinham assimilado suas leituras. 
(B) só conheciam o pensamento alheio. 
(C) tinham projetos de pesquisa deficientes. 
(D) tinham perfeito autocontrole. 
(E) ficavam em fila, esperando a vez. 
 
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22. (TJ/SP–2010-Escrevente–VUNESP) O autor entende que os 
candidatos deveriam 
(A) ter opiniões próprias. 
(B) ler os textos requeridos. 
(C) não ter treinamento escolar. 
(D) refletir sobre o vazio. 
(E) ter mais equilíbrio. 
 
23. (TJ/SP–2010-Escrevente–VUNESP) - A expressão “um vazio 
imenso” (3.º parágrafo) refere-se a 
(A) candidatos. 
(B) pânico. 
(C) eles. 
(D) reação. 
(E) esse campo. 
 
 
 
Leia o texto para responder às próximas 3 questões. 
 
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira que enfrentou no 
Brasil, Levine resolveu fazer um levantamento em grandes cidades de 31 países para 
descobrir como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A conclusão foi 
que os brasileiros estão entre os povos mais atrasados – do ponto de vista temporal, 
bem entendido – do mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas 
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o número de relógios 
corretamente ajustados e a eficiência dos correios. Os brasileiros pontuaram muito 
mal nos dois primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. 
O país dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais pontual. Já as oito últimas 
posições no ranking são ocupadas por países pobres. 
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O estudo de Robert Levine associa a administração do tempo aos traços 
culturais de um país. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo 
é dinheiro tem um alto valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais 
importância às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos”, diz o 
psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por exemplo, revelou que a 
maioria considera aceitável que um convidado chegue mais de duas horas 
depois do combinado a uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os 
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários porque a 
infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo e não 
se pode confiar no transporte público? 
(Veja, 02.12.2009) 
 
24. (TJ/SP–2010–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) De acordo com o 
texto, os brasileiros são piores do que outros povos em 
(A) eficiência de correios e andar a pé. 
(B) ajuste de relógios e andar a pé. 
(C) marcar compromissos fora de hora. 
(D) criar desculpas para atrasos. 
(E) dar satisfações por atrasos. 
25. (TJ/SP–2010–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) Pondo foco no 
processo de coesão textual do 2º parágrafo, pode-se concluir que Levine é um 
(A) jornalista. 
(B) economista. 
(C) cronometrista. 
(D) ensaísta. 
(E) psicólogo. 
 
26. (TJ/SP–2010–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) A expressão chá 
de cadeira, no texto, tem o significado de 
(A) bebida feita com derivado de pinho. 
(B) ausência de convite para dançar. 
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(C) longa espera para conseguir assento. 
(D) ficar sentado esperando o chá. 
(E) longa espera em diferentes situações. 
 
Leia o texto para responder às próximas 4 questões. 
 
Zelosa com sua imagem, a empresa multinacional Gillette retirou a bola 
da mão, em uma das suas publicidades, do atacante francês Thierry Henry, 
garoto-propaganda da marca com quem tem um contrato de 8,4 milhões de 
dólares anuais. A jogada previne os efeitos desastrosos para vendas de seus 
produtos, depois que o jogador trapaceou, tocando e controlando a bola com a 
mão, para ajudar no gol que classificou a França para a Copa do Mundo de 
2010. (...) 
Na França, onde 8 em cada dez franceses reprovam o gesto irregular, 
Thierry aparece com a mão no bolso. Os publicitários franceses acham que o 
gato subiu no telhado. A Gillette prepara o rompimento do contrato. O serviço 
de comunicação da gigante Procter & Gamble, proprietária da Gillette, diz que 
não. 
Em todo caso, a empresa gostaria que o jogo fosse refeito, que a trapaça 
não tivesse acontecido. Na impossibilidade, refez o que está ao seu alcance, 
sua publicidade. 
Segundo lista da revista Forbes, Thierry Henry é o terceiro jogador de 
futebol que mais lucra com a publicidade – seus contratos somam 28 milhões 
de dólares anuais. (...) 
(Veja, 02.11.2009. Adaptado) 
 
27. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) - A palavra 
jogada, em – A jogada previne os efeitos desastrosos para venda de seus 
produtos... – refere-se ao fato de 
(A) Thierry Henry ter dado um passe com a mão para o gol da França. 
(B) a Gillette ter modificado a publicidade do futebolista francês. 
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(C) a Gillette não concordar com que a França dispute a Copa do Mundo. 
(D) Thierry Henry ganhar 8,4 milhões de dólares anuais com a propaganda. 
(E) a FIFA não ter cancelado o jogo em que a França se classificou. 
 
28. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) A expressão o 
gato subiu no telhado é parte de uma conhecida anedota em que uma mulher, 
depois de contar abruptamente ao marido que seu gato tinha morrido, é 
advertida de que deveria ter dito isso aos poucos: primeiramente, que o gato 
tinha subido no telhado, depois, que tinha caído e, depois, que tinha morrido. 
No texto em questão, a expressão pode ser interpretada da seguinte maneira: 
(A) foi com a “mão do gato” que Thierry assegurou a classificação da França. 
(B) Thierry era um bom jogador antes de ter agido com má fé. 
(C) a Gillette já cortou, de fato, o contrato com o jogador francês. 
(D) a Fifa reprovou amplamente a atitude antiesportiva de Thierry Henry. 
(E) a situação de Thierry, como garoto-propaganda da Gillette, ficou 
instável. 
 
 
29. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) - A expressão diz 
que não, no final do 2.º parágrafo, significa que 
(A) a Procter & Gamble nega o rompimento do contrato. 
(B) o jogo em que a França se classificou deve ser refeito. 
(C) a repercussão na França foi bastaPnte negativa. 
(D) a Procter & Gamble é proprietária da Gillette. 
(E) os publicitários franceses se opõem a Thierry. 
 
30. (TJ/SP–2011–TECNICO JUDICIÁRIO-VUNESP) Segundo a revista Forbes, 
(A) Thierry deverá perder muito dinheiro daqui para frente. 
(B) há três jogadores que faturam mais que Thierry em publicidade. 
(C) o jogador francês possui contratos publicitários milionários. 
(D) o ganho de Thierry, somado à publicidade, ultrapassa 28 milhões. 
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(E) é um absurdo o que o jogador ganha com o futebol e a publicidade. 
 
 
GABARITO BLOCO I 
 
1. B 
2. C 
3. C 
4. B 
5. E 
6. C 
7. C 
8. C 
9. D 
10.E 
 
GABARITO BLOCO II 
 
1. D 
2. A 
3. D 
4. C 
5. B 
6. E 
7. D 
8. D 
9. A 
10.B
 
 
GABARITO BLOCO III 
 
01. B 
02. E 
03. D 
04. E 
05. D 
06. D 
07. C 
08. B 
09. E 
10. C 
11. B 
12. D 
13. D 
14. B 
15. E 
16. B 
17. A 
18. B 
19. A 
20. A 
21. B 
22. A 
23. E 
24. B 
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25. E 
26. E 
27. B 
28. E 
29. A 
30. C 
 
 
 
 
 
 
Chegamos ao final da nossa primeira aula! Espero que tenham 
gostado! No caso de qualquer dúvida, já sabem, entrem em contato 
comigo por meio do fórum de dúvidas ou pelo e-mail 
rafaelafreitas@estrategiaconcursos.com.br 
 
 
Estou aqui para isso! 
 
Abraços, Rafaela Freitas

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