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TIPOLOGIA TEXTUAL
TIPOLOGIAS TEXTUAIS são as classifi cações 
recebidas por um texto de acordo com as regras 
gramaticais, dependendo de suas características. São as 
classifi cações mais clássicas de um texto: NARRAÇÃO, 
DESCRIÇÃO e DISSERTAÇÃO. Hoje já se admite também 
a EXPOSIÇÃO e a INJUNÇÃO. 
NARRAÇÃO
Narração é contar um fato, fi ctício ou não, que ocorreu 
em um determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. 
Existe uma relação de anterioridade e posterioridade, por isso 
há uma sequência no que está sendo contado. O tempo verbal 
predominante é o passado. Identifi cam-se os elementos da 
narração através das perguntas: O que aconteceu? , Com quem 
aconteceu?, Como aconteceu?, Onde? E quando aconteceu?.
ESTRUTURA DO TEXTO NARRATIVO
Narração/narrar (contar)
Personagens (reais ou imaginários) 
Enredo (o que/ como – fatos reais ou 
imaginários) Espaço (onde? /quando?)
OU
TIPOS DE NARRADOR
• Personagem
• Observador
• Onisciente
Narrador-personagem: quando o narrador participa das 
ações. Assim sendo, a história é narrada em 1ª pessoa.
Narrador-observador: quando o narrador não participa das 
ações, embora conheça os fatos. Assim, a história é narrada em 
3ª pessoa.
Narrador-onisciente: quando a história é narrada em 3ª 
pessoa, mas apresenta fl uxo de pensamentos dos personagens, 
que aparece em 1ª pessoa. 
TIPOS DE DISCURSO
• Direto
• Indireto
• Indireto-livre
• DIRETO: quando a própria personagem fala.
Ex
1
: os formados repetiam: “prometo cumprir meus deveres e 
respeitar meus semelhantes com fi rmeza e honestidade.”.
Ex
2
: querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar:
— Alô, quem fala?
— Bom dia, com quem quer falar? — Respondeu com tom de 
simpatia.
• INDIRETO: quando o narrador fala pela personagem, logo 
narrado em 3ª pessoa.
Ex
1
: os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e 
respeitar seus semelhantes com fi rmeza e honestidade.
Ex
2
:querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou 
e perguntou quem estava falando. Do outro lado, alguém 
respondeu ao cumprimento e perguntou com tom de simpatia 
com quem a pessoa queria falar.
FRENTE A | CAPÍTULO 02
PORTUGUÊS
TIPOLOGIA TEXTUAL
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PORTUGUÊS - FRENTE A - CAPÍTULO 02 TIPOLOGIA TEXTUAL
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Transposição do discurso direto para o indireto
Discurso Direto Discurso Indireto
Verbos
Presente do indicativo2
O delegado afirmou:
- Não confio em ninguém.
Imperfeito do indicativo
O delegado afirmou que não 
confiava em ninguém.
Perfeito do indicativo
A garota perguntou:
- Meu namorado não esteve aqui?
Mais-que-perfeito do indicativo
A garota perguntou se seu 
namorado não estivera (tinha 
estado) ali.
Futuro do presente
O rapaz garantiu:
- Eu farei a revisão do texto.
Futuro do pretérito
O rapaz garantiu que faria a 
revisão do texto.
Presente do subjuntivo
- Não quero que espalhem meu 
livros – disse-lhes o professor.
Imperfeito do subjuntivo
O professor disse-lhes que não 
queria que eles espalhassem seus 
livros.
Imperativo
-Faça-me um favor – pediu o 
rapaz.
Imperfeito do subjuntivo
O rapaz pediu-me que eu lhe 
fizesse um favor.
Pronomes
Eu, nós, você(s), senhor(a)(s)
O homem sussurrou:
- Eu estou rico.
Ele(s), ela(s)
O homem sussurrou que ele 
estava rico.
Meu(s), minha(s), nosso(a)(s)
- Minha irmã vai adorar esta 
revista – disse a garota.
Seu(s), sua(s), dele(a)(s)
A garota disse que sua irmã ia 
adorar aquela revista.
Esta(a)(s), isto, isso
- Esta é sua casa – perguntou.
Aquele(a)(s), aquilo
Ele(a) perguntou se aquela era 
sua casa.
Advérbios
Hoje, ontem, amanhã
- Hoje o comércio não abre – disse 
eu.
Naquele dia, no dia anterior, no 
dia seguinte
Eu disse que, naquele dia, o 
comércio não abria.
Aqui, cá, aí
- Não saio mais daqui! – falou 
Paulo.
Ali, lá
Paulo falou que não saía mais dali.
• INDIRETO-LIVRE: quando há intervenções do narrador e 
das falas dos personagens. Nesse caso, funde-se o discurso 
direto com o indireto. 
Ex
1
: fez o que julgava necessário. Não estava arrependido, mas 
sentia um peso. Talvez não tenha sido suficientemente justo com 
as crianças…
Ex
2: 
amanheceu chovendo. Bem, lá vou eu passar o dia 
assistindo televisão!
DESCRIÇÃO
Descrição é o texto que apresenta, por meio de adjetivos e 
comparações, características principais de um objeto, lugar ou 
pessoa. Não há relação de anterioridade e posterioridade. É fazer 
uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o 
texto se pega. É um tipo textual que se agrega facilmente aos 
outros tipos em diversos gêneros textuais.
A descrição pode ser: 
• Objetiva
• Subjetiva
Descrição objetiva: predomina a descrição real do objeto, 
lugar ou pessoa descrita. Neste tipo de descrição não há a 
interferência da opinião de quem descreve, há a tendência de se 
privilegiar o que é visto, em detrimento do sujeito que vê.
Descrição subjetiva: aparecem, neste tipo de descrição, 
as opiniões, sensações e sentimentos de quem descreve 
pressupondo que haja uma relação emocional de quem descreve 
com o que foi descrito.
Estrutura do texto descritivo
Introdução: apresentação do que se pretende 
descrever.
Desenvolvimento: caracterização subjetiva ou objetiva 
da descrição.
Conclusão: finalização da apresentação e 
caracterização de algo.
DISSERTAÇÃO
Dissertação: dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar 
um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do objetivo do 
autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
Dissertação-exposição: apresenta um saber já construído e 
legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações sobre 
assuntos, expõe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. 
O texto expositivo apenas expõe ideias sobre um determinado 
assunto. A intenção é informar, esclarecer.
Dissertação-argumentação: é o texto que faz a defesa de 
ideias ou um ponto de vista do autor. O texto, além de explicar, 
também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de 
algo. Caracteriza-se pela progressão lógica de ideias. Geralmente 
utiliza linguagem denotativa. 
ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO
EXPOSITIVA 
Predomínio da 
exposição, explicação
ARGUMENTATIVA
Predomínio do uso de 
argumentos, visando o 
convencimento, à adesão 
do leitor.
INTRODUÇÃO
Apresentação do 
assunto sobre o 
qual se escreve 
(Apresentação da 
tese).
Apresentação do assunto 
sobre o qual se escreve 
(apresentação da tese) 
e do ponto de vista 
assumido em relação 
a ele.
DESENVOLVIMENTO
Exposição das 
informações e 
conhecimentos a 
respeito do assunto 
(é o momento da 
discussão da tese)
A fundamentação do 
ponto de vista e sua 
defesa com argumentos. 
(Defende-se a tese 
proposta)
CONCLUSÃO
Finalização do texto, 
com o encerramento 
do que foi dito
Retomada do ponto de 
vista para fechar o texto 
de modo mais persuasivo
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PORTUGUÊS - FRENTE A - CAPÍTULO 02 TIPOLOGIA TEXTUAL
INJUNÇÃO
Injunção é o texto que nos orienta, que nos dita normas, nos 
instrui. Utiliza linguagem objetiva e simples. 
REGRAS GRAMATICAIS PARA O TEXTO INJUNTIVO:
Como é um tipo de texto que expressa ordem, normas, 
instituições. O texto injuntivo tem, como característica principal, 
a utilização de verbos no imperativo. Pode ser classifi cado de 
duas formas:
• Instrucional: quando o texto apresenta apenas um conselho, 
uma indicação e não uma ordem.
• Prescrição: quando o texto apresenta uma ordem, a 
orientação dada no texto é uma imposição.
AULAS 08
2. ESTILÍSTICA
2.3. TIPOLOGIA TEXTUAL 
APOSTILAS: 1 resumo + 20 questões
EXERCÍCIOS ONLINE: 30 questões
CAIU NO ENEM: 40 questões
REVISÃO NA PLATAFORMA
SEÇÃO VESTIBULARES
QUESTÃO 01 
“Quem um dia irá dizer que existe razão
nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
fi cou deitado e viu que horas eram
enquanto mônica tomavaum conhaque
no outro canto da cidade
como eles disseram
eduardo e mônica um dia se encontraram sem querer
e conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
foi um carinha do cursinho do eduardo que disse
- tem uma festa legal e a gente quer se divertir (...)”.
(Eduardo e mônica. Russo, renato. In: legião urbana – dois. Emi, 1986.)
Sobre o tipo de narrador presente na música eduardo e mônica, é 
correto afi rmar que se trata de um:
A. narrador personagem, pois, além de narrar os fatos, verídicos 
ou não, faz parte da história contada, sendo assim, personagem 
dela. Esse tipo de personagem apresenta uma visão limitada 
dos fatos, já que a narrativa é conduzida sob seu ponto de vista.
B. narrador testemunha, pois é uma das personagens que vivem 
a história contada, mas não é uma personagem principal.
C. narrador onisciente, pois sabe de tudo o que acontece na 
narrativa, seus aspectos e o comportamento das personagens, 
podendo, inclusive, descrever situações simultâneas, embora 
essas ocorram em lugares diferentes.
D. narrador observador, pois presencia a história, mas 
diferentemente do que acontece com o narrador onisciente, 
não tem controle e visão sobre todas as ações e personagens, 
confere os fatos, mas apenas de um ângulo.
E. narrador onisciente neutro, pois relata os fatos e descreve as 
personagens, no entanto, não tenta infl uenciar o leitor com 
opiniões a respeito das personagens, falando apenas sobre os 
fatos indispensáveis para a compreensão da leitura.
QUESTÃO 02 
(FUNCAB)
Internet e a importância da imprensa
Este artigo não é sobre a pornografi a no mundo virtual nem 
tampouco sobre os riscos de as redes sociais empobrecerem 
o relacionamento humano. Trata de um dos aspectos mais 
festejados da internet: o empowerment (“empoderamento”, 
fortalecimento) do cidadão proporcionado pela grande rede.
É a primeira vez na história em que todos, ou quase todos, 
podem exercer a sua liberdade de expressão, escrevendo o que 
quiserem na internet. De forma instantânea, o que cada um 
publica está virtualmente acessível aos cinco continentes. Tal fato, 
inimaginável décadas atrás, vem modifi cando as relações sociais 
e políticas: diversos governos caíram em virtude da mobilização 
virtual, notícias antes censuradas são agora publicadas na 
rede, etc. Há um novo cenário democrático mais aberto, mais 
participativo, mais livre.
E o que pode haver de negativo nisso tudo? A facilidade de 
conexão com outras pessoas tem provocado um novo fenômeno 
social. Com a internet, não é mais necessário conviver (e 
conversar) com pessoas que pensam de forma diferente. Com 
enorme facilidade, posso encontrar indivíduos “iguais” a mim, por 
mais minoritária que seja a minha posição.
O risco está em que é muito fácil aderir ao seu clube” e, por 
comodidade, quase sem perceber, ir se encerrando nele. Não é 
infrequente que dentro dos guetos, físicos ou virtuais, ocorra um 
processo que desemboca no fanatismo e no extremismo.
Em razão da ausência de diálogo entre posições diversas, 
o ativismo na internet nem sempre tem enriquecido o debate 
público. O empowerment digital é frequentemente utilizado 
apenas como um instrumento de pressão, o que é legítimo 
democraticamente, mas, não raras vezes, cruza a linha, para se 
confi gurar como intimidação, o que já não é tão legítimo assim...
A internet, como espaço de liberdade, não garante por si 
só a criação de consensos nem o estabelecimento de uma base 
comum para o debate.
Evidencia-se, aqui, um ponto importante. A internet não 
substitui a imprensa. Pelo contrário, esse fenômeno dos novos 
guetos põe em destaque o papel da imprensa no jogo democrático. 
Ao selecionar o que se publica, ela acaba sendo um importante 
moderador do debate público. Aquilo que muitos poderiam ver 
como uma limitação é o que torna possível o diálogo, ao criar um 
espaço de discussão num contexto de civilidade democrática, no 
qual o outro lado também é ouvido.
A racionalidade não dialogada é estreita, já que todos nós 
temos muitos condicionantes, que confi guram o nosso modo de 
ver o mundo. Sozinhos, nunca somos totalmente isentos, temos 
sempre um determinado viés. Numa época de incertezas sobre o 
futuro da mídia, aí está um dos grandes diferenciais de um jornal 
em relação ao que simplesmente é publicado na rede.
Imprensa e internet não são mundos paralelos: comunicam-
se mutuamente, o que é benéfi co a todos. No entanto, seria um 
empobrecimento democrático para um país se a primeira página 
de um jornal fosse simplesmente o refl exo da audiência virtual da 
noite anterior. Nunca foi tão necessária uma ponderação serena 
EXERCÍCIOSPORTUGUÊS - FRENTE A - CAPÍTULO 02
82
e coletiva do que será manchete no dia seguinte.
O perigo da internet não está propriamente nela. O risco é 
considerarmos que, pelo seu sucesso, todos os outros âmbitos 
devam seguir a sua mesma lógica, predominantemente 
quantitativa. O mundo contemporâneo, cada vez mais 
intensamente marcado pelo virtual, necessita também de outros 
olhares, de outras cores. A internet, mesmo sendo plural, não tem 
por que se tornar um monopólio. 
(Cavalcanti, n. Da rocha. Jornal “o estado de s. Paulo”, 12/05/14, com adaptações.)
Pelas características da organização do discurso, a respeito do 
texto pode-se afirmar que se trata de uma:
A. dissertação de caráter expositivo, pois explica, reflete e 
avalia ideias de modo objetivo, com intenção de informar ou 
esclarecer.
B. narração, por reportar-se a fatos ocorridos em determinado 
tempo e lugar, envolvendo personagens, numa relação 
temporal de anterioridade e posterioridade.
C. dissertação de caráter argumentativo, pois faz a defesa de 
uma tese com base em argumentos, numa progressão lógica 
de ideias, com o objetivo de persuasão.
D. descrição, por retratar uma realidade do mundo objetivo a 
partir de caracterizações, pelo uso expressivo de adjetivos.
E. expressão injuntiva, por indicar como realizar uma ação, 
utilizando linguagem simples e objetiva, com verbos no modo 
imperativo.
QUESTÃO 03 
Sobre os tipos textuais, é correto afirmar, exceto:
A. Os tipos textuais são caracterizados por propriedades 
linguísticas, como vocabulário, relações lógicas, tempos 
verbais, construções frasais, etc.
B. Os tipos textuais são: narração, argumentação, descrição, 
injunção e exposição.
C. Geralmente variam entre cinco e nove tipos.
D. possuem um conjunto ilimitado de características, que são 
determinadas de acordo com o estilo do autor, conteúdo, 
composição e função.
E. Os tipos de textos apresentam características intrínsecas e 
invariáveis, ou seja, não sofrem a influência do contexto de 
nossas atividades comunicativas. De maneira predeterminada, 
apresentam vocabulário, relações lógicas, tempos verbais e 
construções frasais que acolhem os diversos gêneros.
QUESTÃO 04 
Analise os fragmentos a seguir e assinale a alternativa que indique 
as tipologias textuais às quais eles pertencem:
Texto I
“Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que 
dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede 
de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida 
de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes 
rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, 
moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, 
sugeriu que devia sofrer de ataque (...)”.
(Dalton trevisan – uma vela para dario).
Texto II
“Era um homem alto, robusto, muito forte, que caminhava 
lentamente, como se precisasse fazer esforço para movimentar seu 
corpo gigantesco. Tinha, em contrapartida, uma cara de menino, que a 
expressão alegre acentuava ainda mais.”
Texto III
Novas tecnologias
Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das 
novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de 
telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, 
“maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” 
novos produtos, transformando-osem objetos do desejo, de consumo 
obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e 
mochilas o “futuro” tão festejado.
Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho 
midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há 
perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, 
desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua 
com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem 
compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto 
público de entretenimento.
Não mais como aqueles acorrentados na caverna de platão, somos 
livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação 
sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto 
controlamos quanto somos controlados.
Sampaio, a. S. A microfísica do espetáculo. 
Texto IV
Modo de preparo:
1. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o 
óleo, acrescente o açúcar e bata por 5 minutos;
2. Depois, numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos 
ingredientes, misturando tudo, menos o fermento;
3. Esse é misturado lentamente com uma colher;
4. Asse em forno preaquecido (180° c) por 40 minutos.
A. narração – descrição – dissertação – prescrição.
B. descrição – narração – dissertação – prescrição.
C. dissertação – prescrição – descrição – narração.
D. prescrição – descrição – dissertação – narração.
QUESTÃO 05 
O trecho que segue foi extraído do conto “lâmpadas e 
ventiladores”, de humberto de campos: a tarde estava quente, 
abafada, ameaçando tempestade. Na sala da sorveteria onde 
tomávamos chá, os ventiladores ronronavam, como gatos, 
refrescando o ambiente. Lufadas ardentes, fortes, brutais, 
varreram, lá fora, o asfalto da avenida. O céu escureceu, de 
repente, e um trovão estalou, rolando pelo céu. Nesse momento, 
as lâmpadas do salão, abertas àquela hora, apagaram-se todas, ao 
mesmo tempo em que, dependendo da mesma corrente elétrica, 
os ventiladores foram, pouco a pouco, diminuindo a marcha, até 
que pararam, de todo, como aves que acabam de chegar de um 
grande voo.
Sobre a tipologia textual dessa passagem do conto, pode-se dizer 
a organização predominante é
A. argumentativa.
B. descritiva
C. expositiva.
D. narrativa
E. poética.
EXERCÍCIOSPORTUGUÊS - FRENTE A - CAPÍTULO 02
83
QUESTÃO 06 
(UFV) considere o texto:
“O incidente que se vai narrar, e de que antares foi teatro na sexta-feira 
13 de dezembro do ano de 1963, tornou essa localidade conhecida e 
de certo modo famosa da noite para o dia. (...) Bem, mas não convém 
antecipar fatos nem ditos. Melhor será contar primeiro, de maneira 
tão sucinta e imparcial quanto possível, a história de antares e de 
seus habitantes, para que se possa ter uma ideia mais clara do palco, 
do cenário e principalmente dos personagens principais, bem como 
da comparsaria, desse drama talvez inédito nos anais da espécie 
humana.”
(Fragmento do livro incidente em antares, de Érico Veríssimo)
Assinale a alternativa que evidencia o papel do narrador no 
fragmento acima:
A. O narrador tem senso prático, utilitário e quer transmitir uma 
experiência pessoal.
B. é um narrador introspectivo, que relata experiências que 
aconteceram no passado, em 1963.
C. em atitude semelhante à de um jornalista ou de um espectador, 
escreve para narrar o que aconteceu com x ou y em tal lugar ou 
tal hora.
D. fala de maneira exemplar ao leitor porque considera sua visão 
a mais correta.
E. é um narrador neutro, que não deixa o leitor perceber sua 
presença.
QUESTÃO 07 
(FUVEST) Sinhá Vitória falou assim, mas fabiano resmungou, 
franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois 
e cabras, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que 
ela estivesse tresvariando.
(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
Uma das características do estilo de vidas secas é o uso do discurso 
indireto livre, que ocorre no trecho:
A. “Sinha Vitória falou assim”.
B. “Fabiano resmungou”.
C. “franziu a testa”.
D. “que lembrança”.
E. “olhou a mulher”.
QUESTÃO 08 
(FUVEST) Um homem vem caminhando por um parque quando 
de repente se vê com sete anos de idade. Está com quarenta, 
quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma 
bola perto de um banco onde está a sua babá fazendo tricô. Não 
tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própria 
cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança 
daquela cena. Um dia ele estava jogando bola no parque quando 
de repente aproximou-se um homem e… o homem aproxima-se 
dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos 
seus olhos. Seus olhos se enchem de lágrimas.
Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda 
é o tempo. Como eu era inocente. Como os meus olhos eram 
limpos. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra 
o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois 
sai caminhando, chorando, sem olhar para trás. O garoto fica 
olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E 
fica pensando, aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e 
poucos anos, como eu vou ser sentimental!
(Luís Fernando Veríssimo, Comédias para se ler na escola)
O discurso indireto livre é empregado na seguinte passagem:
A. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo.
B. Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. 
Tem uma vaga lembrança daquela cena.
C. Um homem vem caminhando por um parque quando de 
repente se vê com sete anos de idade.
D. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que 
dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente.
E. O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta.
QUESTÃO 09 
(FUVEST) “‘Muito!’, Disse quando alguém lhe perguntou se 
gostara de um certo quadro.”
Se a pergunta a que se refere o trecho fosse apresentada em 
discurso direto, a forma verbal correspondente a “gostara” seria:
A. gostasse.
B. gostava.
C. gostou.
D. gostará.
E. gostaria.
QUESTÃO 10 
(FGV) assinale a alternativa em que ocorra discurso indireto.
A. perguntou o que fazer com tanto livro velho.
B. já era tarde. O ruído dos grilos não era suficiente para abafar 
os passos de delfino. Estaria ele armado? Certamente estaria. 
Era necessário ter cautela.
C. quem seria capaz de cometer uma imprudência daquelas?
D. a tinta da roupa tinha já desbotado quando o produtor decidiu 
colocá-la na secadora.
E. era então dia primeiro? Não podia crer nisso.
QUESTÃO 11 
Qual a tipologia textual do trecho apresentado abaixo? 
Dona Julieta chamou os filhos mais novos para uma conversa 
séria. Era uma manhã de domingo, o dia estava claro e ensolarado. 
Pediu a eles que compreendessem a situação do pai, que não 
tinha no momento condição de colocá-los em uma escola melhor. 
A. Dissertação subjetiva 
B. Descrição 
C. Narração com alguns traços descritivos 
D. Dissertação objetiva com alguns traços descritivos 
E. Narração com alguns traços dissertativos 
QUESTÃO 12 
Para responder sobre os tipos de narradores, leia os fragmentos 
abaixo:
I. “Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas 
proximidades do natal, eu já estava que não podia mais pra 
afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia 
ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança 
dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma 
vez que eu sugerira à mamãe a ideia dela ir ver uma fita no cinema, 
o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto 
pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, 
que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por 
instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto 
de aborrecer o bom do morto”.
(Fragmento do conto o peru de natal, de Mário de Andrade).
EXERCÍCIOSPORTUGUÊS - FRENTE A - CAPÍTULO 02
84
II. “Ali pelas onze horas da manhã o velho joaquim prestes chegou 
no pesqueiro. Embora fi zesse força em se mostrar amável por 
causa da visita convidada para a pescaria, vinha mal-humorado 
daquelas cinco léguas cabritando na estrada péssima. Aliás ofazendeiro era de pouco riso mesmo, já endurecido pelos setenta 
e cinco anos que o mumifi cavam naquele esqueleto agudo e 
taciturno”. 
(Fragmento do conto o poço, de Mário de Andrade).
III. “Nesse momento, a viúva descruzava as mãos, e fazia gesto 
de ir embora. Primeiramente espraiou os olhos, como a ver se 
estava só. Talvez quisesse beijar a sepultura, o próprio nome do 
marido, mas havia gente perto, sem contar dois coveiros que 
levavam um regador e uma enxada, e iam falando de um enterro 
daquela manhã. Falavam alto, e um escarnecia do outro, em voz 
grossa: “eras capaz de levar um daqueles ao morro? Só se fossem 
quatro como tu”. Tratavam de caixão pesado, naturalmente, 
mas eu voltei depressa a atenção para a viúva, que se afastava e 
caminhava lentamente, sem mais olhar para trás. Encoberto por 
um mausoléu, não a pude ver mais nem melhor que a princípio. Ela 
foi descendo até o portão, onde passava um bonde em que entrou 
e partiu. Nós descemos depois e viemos no outro”. 
(Fragmento do livro memorial de aires, de machado de assis).
IV. “Era sempre inútil ter sido feliz ou infeliz. E mesmo ter amado. 
Nenhuma felicidade ou infelicidade tinha sido tão forte que 
tivesse transformado os elementos de sua matéria, dando-lhe um 
caminho único, como deve ser o verdadeiro caminho. Continuo 
sempre me inaugurando, abrindo e fechando círculos de vida, 
jogando-os de lado, murchos, cheios de passado. Por que tão 
independentes, por que não se fundem num só bloco, servindo-
me de lastro? É que são demasiado integrais”. 
(Fragmento do livro perto do coração selvagem, de Clarice Lispector).
Os narradores classifi cam-se, respectivamente, em:
A. narrador onisciente seletivo; narrador onisciente; narrador 
testemunha e narrador personagem.
B. narrador personagem; narrador testemunha, narrador 
onisciente e narrador onisciente seletivo.
C. narrador testemunha; narrador personagem; narrador 
onisciente e narrador onisciente seletivo.
D. narrador personagem; narrador onisciente, narrador 
onisciente seletivo e narrador testemunha.
E. narrador personagem; narrador onisciente, narrador 
testemunha e narrador onisciente seletivo.
QUESTÃO 13 
Marque o texto com características narrativas. 
A. O ideal é que todos colaborem. Caso contrário, o brasil 
continuará sem rumo. 
B. Rodrigo e juliana estavam na sala, quando ocorreu a explosão. 
C. Ela tem olhos azuis e cabelos louros. Não parece brasileira.
D. Minha casa tem dois andares. Os quartos fi cam na parte de 
cima. 
E. A inteligência humana deve ser usada para o bem. 
QUESTÃO 14 
Assinale a afi rmativa errada. 
A. Na dissertação, o centro é a ideia. 
B. No discurso direto é empregado um verbo de elocução. 
C. Há três tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre 
D. O texto descritivo está centrado no objeto. 
E. O personagem-narrador leva o verbo normalmente à terceira 
pessoa. 
QUESTÃO 15 
Cores do Brasil
Ganhou nova versão, revista e ampliada, o livro lançado em 1988 
pelo galerista Jacques Ardies, cuja proposta é ser publicação 
informativa sobre nomes do “movimento arte naïf do Brasil”, como 
defi ne o autor. Trata-se de um caminho estético fundamental na 
arte brasileira, assegura Ardies. O termo em francês foi adotado 
por designar internacionalmente a produção que no Brasil é 
chamada de arte popular ou primitivismo, esclarece Ardies. O 
organizador do livro explica que a obra não tem a pretensão de ser 
um dicionário. “Falta muita gente. São muitos artistas”, observa. A 
nova edição veio da vontade de atualizar informações publicadas 
há 26 anos. Ela incluiu artistas em atividade atualmente e 
veteranos que fi caram de fora do primeiro livro. A arte naïf no 
Brasil 2 traz 79 autores de várias regiões do Brasil.
WALTER SEBASTIÃO. Estado de Minas, 17 jan. 2015 (adaptado).
O fragmento do texto jornalístico aborda o lançamento de um 
livro sobre arte naïf no Brasil. Na organização desse trecho 
predomina o uso da sequência
A. injuntiva, sugerida pelo destaque dado à fala do organizador 
do livro.
B. argumentativa, caracterizada pelo uso de adjetivos sobre o 
livro.
C. narrativa, construída pelo uso de discurso direto e indireto.
D. descritiva, formada com base em dados editoriais da obra.
E. expositiva, composta por informações sobre a arte naïf.
QUESTÃO 16 
Assinale a alternativa que apresenta trecho com discurso indireto 
livre. 
A. Pegue o brinquedo, disse a mãe. 
B. O homem saiu tarde. Será que vou conseguir? Àquela hora 
seus familiares já estavam preocupados. 
C. Todos garantiram que fariam o melhor possível. 
D. Ela indagou na recepção como deveria se vestir. 
E. Afi rmou, de modo a não deixar dúvidas: - já corrigi as provas 
QUESTÃO 17 
A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao 
uso sociai da tecnologia para fi ns de interação e de informação. 
Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por 
meio de uma atitude
A. crítica, expressa pelas ironias.
B. resignada, expressa pelas enumerações.
C. indignada, expressa peios discursos diretos.
D. agressiva, expressa pela contra-argumentação.
E. alienada, expressa pela negação da realidade.
EXERCÍCIOSPORTUGUÊS - FRENTE A - CAPÍTULO 02
85
QUESTÃO 18 
Marque a afirmação correta em relação ao texto abaixo:
“Senti tocar-me no ombro; era lobo neves. Encaramo-nos alguns 
instantes, mudos, inconsoláveis. Indaguei de virgília, depois 
ficamos a conversar uma meia hora. No fim desse tempo, vieram 
trazer-lhe uma carta; ele leu-a, empalideceu muito e fechou-a 
com a mão trêmula.”
(Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)
A. é texto dissertativo com alguns elementos descritivos.
B. não se trata de texto narrativo, pois não há personagens.
C. é um texto descritivo, com alguns elementos narrativos.
D. o texto não apresenta personagem-narrador.
E. trata-se de uma narração, sem nenhum traço dissertativo.
QUESTÃO 19 
(FUVEST)
“(...) Escobar vinha assim surgindo da sepultura, do seminário e do 
flamengo para se sentar comigo à mesa, receber-me na escada, beijar-
me no gabinete de manhã, ou pedir-me à noite a bênção do costume. 
Todas essas ações eram repulsivas; eu tolerava-as e praticava-as, 
para me não descobrir a mim mesmo e ao mundo. Mas o que pudesse 
dissimular ao mundo, não podia fazê-lo a mim, que vivia mais perto de 
mim que ninguém. Quando nem mãe nem filho estavam comigo o meu 
desespero era grande, e eu jurava matá-los a ambos, ora de golpe, ora 
devagar, para dividir pelo tempo da morte todos os minutos da vida 
embaçada e agoniada. Quando, porém, tornava a casa e via no alto 
da escada a criaturinha que me queria e esperava, ficava desarmado e 
diferia o castigo de um dia para outro.
O que se passava entre mim e capitu naqueles dias sombrios, não 
se notará aqui, por ser tão miúdo e repetido, e já tão tarde que não 
se poderá dizê-lo sem falha nem canseira. Mas o principal irá. E o 
principal é que os nossos temporais eram agora contínuos e terríveis. 
Antes de descoberta aquela má terra da verdade, tivemos outros de 
pouca dura; não tardava que o céu se fizesse azul, o sol claro e o mar 
chão, por onde abríamos novamente as velas que nos levavam às ilhas 
e costas mais belas do universo, até que outro pé de vento desbaratava 
tudo, e nós, postos à capa, esperávamos outra bonança, que não era 
tardia nem dúbia, antes total, próxima e firme (...)”.
(Fragmento do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis)
A narração dos acontecimentos com que o leitor se defronta no 
romance dom casmurro, de machado de assis, se faz em primeira 
pessoa, portanto, do ponto de vista da personagem bentinho. 
Seria, pois, correto dizer que ela apresenta-se:
A. fiel aos fatos e perfeitamente adequada à realidade;
B. viciada pela perspectiva unilateral assumida pelo narrador;
C. perturbada pela interferência de capitu que acaba por guiar o 
narrador;
D. isenta de quaisquer formas de interferência, pois visa à 
verdade;
E. indecisa entre o relato dos fatos e a impossibilidade de ordená-
los.
GABARITO
VESTIBULARESENEM
1 A 11 C 1 •
2 C 12 A 2 •
3 D 13 B 3 •
4 A 14 E 4 •
5 B 15 E 5 •
6 C 16 B 6 •
7 D 17 A 7 •
8 A 18 E 8 •
9 C 19 B 9 •
10 A 20 • 10 •

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