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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – RCC/BRASIL – MINISTÉRIO DE PREGAÇÃO MÓDULO QUERIGMÁTICO APROFUNDAMENTO DE DONS ROTEIROS PARA PREGAÇÕES ORGANIZAÇÃO Tarcísio Augusto Reis da Silva[footnoteRef:1], NSDN [1: Diocese de Bragança - Pá] Comunidade de Aliança e Vida Nossa Senhora Desatadora de Nós 1º TEMA O ESPÍRITO SANTO – PESSOA DOM I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador 2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: O Espírito Santo – Pessoa Dom b) Itens: b.1) A Salvação b.2) A Operacionalização da Salvação – Obra do Espírito Santo b.3) Justificação e Graça b.4) O Espírito Santo é dom b.5) Os Dons do Espírito Santo b.6) Utilidade dos Dons II – DESENVOLVIMENTO 1 -A SALVAÇÃO a) Fundamentação · Gl 4,4-7 = Na plenitude dos tempos Deus veio do homem para realizar a obra da Redenção. b) Prometido pelos profetas · O Pai de Amor envia seu filho Unigênito – “o verbo” – ao mundo para nos salvar (redimir, resgatar, perdoar, libertar). · Através de sua morte e ressurreição o homem tem acesso ao céu pela qual estava completamente rompido e a criação estava desfigurada pelo pecado. · Assim todo aquele que crer (aderir, amar, submeter-se, seguir) no Filho Único de Deus – Jesus Cristo – não perecerá, mas terá a vida eterna - cf. Jo 3,16. 2 – A OPERACIONALIZAÇÃO DA SALVAÇÃO – OBRA DO ESPÍRITO SANTO a) A Obra da Salvação · Conquistada por Jesus só se torna vital, visível e palpável ao homem pela ação do Espírito Santo. b) A ação do Espírito Santo em nós: · Transforma o coração de pedra em coração de carne. Ez 36,26; · Faz brotar no deserto um vergel. Is 32,15; · Restaura os sonhos e amplia a visão. Jl 3,1-2; · Ensina e recorda todas as coisas. Jo 14,26; · Convence a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Jo 16,7-8; · Nos dá força para sermos testemunhas. At 1,8; · Aquele que dá vida. Rm 8,11; · Aquele que intercede por nós. Rm 8,26-27; · Aquele que revela. 1 Cor 2,10-12. 3 – JUSTIFICAÇÃO E GRAÇA a) Justificação: · A graça do Espírito Santo que nos é dada tem o poder de nos justificar. = Purificar-nos de nossos pecados e comunicar-nos a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo e pelo batismo. Catec. n. 1987. = Participamos da Paixão de Cristo, morrendo para o pecado e da ressurreição nascendo para uma vida nova: Catec. n. 1988. = “A graça é antes de tudo e, principalmente, o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica” Catec. n. 2003. b) Graça: · Graça é favor, socorro gratuito que Deus nos dá para respondermos a seu convite. Catec. n.1996. = É participação na vida divina; = Nos introduz na intimidade da vida trinitária. Catec. n. 1997. = A graça é infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la. = Chamamos de Graça santificante ou deificante e é recebida através do Sacramento do Batismo. Catec. n. 1999. c) O que vem ser graça santificante: · Catec. n. 2000 “A graça santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e a tornar capaz de viver com Deus, agir por seu amor”. d) Os Dons do Espírito Santo · Pela graça do Espírito Santo recebemos os sete dons. = Sabedoria, entendimento (Inteligência), prudência (Conselho), coragem (fortaleza), ciência, temor de Deus e piedade. Is 11,1-4a. = São chamados de dons infusos, hierárquicos ou simplesmente dons de santificação. · “Mas a graça compreende igualmente os dons que o Espírito nos concede para nos associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja”. Catec. n. 2003. · Os dons de santificação e os carismas estão ordenados à graça santificante. 4 – O ESPÍRITO SANTO É DOM a) O Espírito Santo (Pessoa Dom) dado pelo Pai e pelo Filho. Jo 16,7. b) Dom que nos vem pela oração: Lc 11,13. c) Consubstancial ao Pai e ao Filho · É inseparável das duas outras pessoas da Santíssima Trindade. CIC 689. · Terceira pessoa da SS. Trindade. · Possui os mesmos atributos que o Pai e o Filho. = São eternos, onipotente, onisciência e onipresente. d) No credo niceno-constantinopolitano: · “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. = Sendo uma Pessoa: · ensina (Lc 12,12); · fala (Atos 10,19); · conduz (Jo 16,13); · sela (Ef 1,13); · convida (Ap 22,17); · testifica (1 Jo 5,7s). · O Espírito Santo age e faz, realiza tudo como uma pessoa; · Pode ser "entristecido" (Ef 4,30); · "resistido" (At 7,51), sendo a blasfêmia contra Ele o mais grave pecado (Mc 12,31). · Pode ser extinguido ( 1Ts 5,19) 5 – OS DONS DO ESPÍRITO SANTO a) Dons naturais: = considerados os talentos que o Senhor nos dá para nossos a fazeres do dia a dia, como: cozinhar, costurar, dirigir, ler, escrever, orar... b) Dons infusos ou de santificação/Messiânicos: = Recebemos em decorrência de nossa filiação divina no dia do nosso Batismo. = Is 11,1-2 - CIÊNCIA, SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, FORTALEZA, CONSELHO, PIEDADE, TEMOR DE DEUS); = São para nossa santificação. CIC 1830/1831 c) Dons hierárquicos: = Relativos à condução da Igreja (INFALIBILIDADE DO PAPA, ABSOLVER OS PECADOS, TRANSUBSTANCIAÇÃO...); d) Dons carismáticos ou efusos: = São ferramentas de construção e edificação da Igreja, são dados a nós para servimos o irmão. = São eles: LÍNGUAS, INTERPRETAÇÃO, PROFECIA, PALAVRA DE CIÊNCIA, PALAVRA DE SABEDORIA, DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS, FÉ, CURA E MILAGRES. I Cor 12,4-11; CIC 2003. 6 – UTILIDADE DOS DONS a) Utilidade: = CIC 1803/1832 · Para nossa santificação pessoal contamos com os dons infusos e as virtudes ( Teologais e Cardeais). · Para sermos instrumentos na construção da civilização do amor, somos agraciados com ferramentas úteis chamadas de Dons Carismáticos. CIC 2003. b) A Experiência do Espírito Santo: · “ No NT e na Igreja primitiva era tido como certo que o dom do Espírito Santo não era mera doutrina, mas um acontecimento de experiência...”[footnoteRef:2] [2: Livro - Batismo no Espírito Santo, Comissão Doutrinal do ICCRS, Ed. RCCBRASIL. 2012 – pág. 69.] · Doc. de Aparecida nº 150 “A partir de Pentecostes, a Igreja experimenta de imediato fecundas irrupções do Espírito, vitalidade divina que se expressa em diversos dons e carismas (cf. 1 Cor 12,1-11) e variados ofícios que edificam a Igreja e servem à evangelização (cf. 1 Cor 12,28-29). Através destes dons, a Igreja propaga o ministério salvífico do Senhor até que Ele de novo se manifeste no final dos tempos (cf. 1 Cor 1,6-7". · Discurso do Santo Padre o Papa João Paulo II aos líderes da Renovação no Espírito na Itália Roma, 4 de Abril de 1998. “Como não dar graças pelos preciosos frutos espirituais que a Renovação gerou na vida da Igreja e de tantas pessoas? Quantos (...) puderam experimentar na própria vida o maravilhoso poder do Espírito e dos seus dons! (...)” · Bento XVI no domingo de Pentecostes de 2008 “ que nós possamos redescobrir a beleza de sermos batizados no Espírito Santo”[footnoteRef:3]. [3: Livro - Batismo no Espírito Santo, Comissão Doutrinal do ICCRS, Ed. RCCBRASIL. 2012.] c) Frutos do BES: = No livro Batismo no Espírito Santo, Comissão Doutrinal do ICCRS, Ed. RCCBRASIL. 2012, pág. 18-21(Descreve os frutos dessa experiência). · Conversão interior radical e transformação profunda da vida; · Luz poderosa para compreender melhor o Mistério de Deus e seu plano de salvação; · Novo compromisso pessoal e comunitária; · Amor ardente à Palavra de Deus na Escritura; · Busca viva dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia; · Amor verdadeiro e autentico à Igreja e às suas instituições; · Descobrimento de uma verdadeira opção preferencial pelos pobres; · Entrega generosa o serviço dos irmãos na fé; · Força Divina para dar testemunho de Jesus em todas as partes. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:4] (Conclusão): [4: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova,2005).] · Precisamos acolher o Espírito Santo em nosso coração – Como Pessoa e Dom da Trindade Santa. · Convite à ação: = Deixemos o Espírito Santo agir em nós. · Oração Final (Oração com a Assembleia pedindo o Batismo no Espírito Santo para que esta graça seja movimentada e liberada nos corações). · Dinâmica – pág. 17 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL) Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe. 2º TEMA DONS DE SANTIFICAÇÃO OU INFUSOS I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador 2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: Dons de Santificação ou Infusos b) Itens: b.1) A Missão do Espírito Santo b.2) A Santidade b.3) Os Dons de Santificação Intelectuais b.4) Os Dons de Santificação Afetivos II – DESENVOLVIMENTO 1 – A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO a) Fazer que tomemos posse da salvação que nos foi conquistada pelo preço do Sangue e pela Ressurreição de Jesus. b) Como se dá sua ação em nós: · Nos santificando e transformando nosso coração e nossa mentalidade, · Convertendo, convencendo-nos acerca do pecado, · Restaurando em nós a imagem e semelhança de Deus, que foram desfiguradas pelo pecado. c) Vocação do homem · Operacionalizar e interiorizar a salvação em nós. = “O homem tem, pois, uma vocação, a vida no Espírito”. Catec. 1699). · Pelo pecado o Homem foi atingido no seu todo: Bio (Corpo), Psíquico (Mente) e Espiritual. = A Inteligência ficou obscurecida; = A Vontade foi enfraquecida; = A Liberdade foi abalada (Escravos de vícios, mazelas, falsa concepções de liberdade); = O Emocional ficou desequilibrado (Carências, inconstâncias, desamor, falta de perdão) 2 – A SANTIDADE a) O que é: · Ser santo é ser semelhante a Jesus, tê-lo como modelo de vida = “Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna”. Rm 6,22. · A santidade é uma exigência, Ele não exige nada de nós sem antes nos dar as condições de o atendermos. = “O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cf. I Cor 3,16; I Cor 6,19). Leva a Igreja ao conhecimento da verdade total... Dota-a e dirige-a com diversos dons hierárquicos..”. (Constituição Dogmática Lumem Gentium n. 4). b) Fundamentação: · A Igreja nos exorta que todos na Igreja, quer pertençam à Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à santidade. = 1 Ts 4,3; Ef 1,4 = LG 39 e 41 = Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte, nº 31 3 – OS DONS DE SANTIFICAÇÃO a) Fundamentação Bíblica · Os dons de Santificação são sete. Is 11.1-4a. b) Para fins didáticos, dividimos os 7 dons de santificação: · Em dons intelectuais = São aqueles que atuam predominantemente em nossa psique, em nossa mente. = São eles: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Ciência · Os dons afetivos = São aqueles que atingem nossos sentimento e emoções, isto é, nosso coração. São eles: Fortaleza, Temor de Deus, Piedade. c) Dons Intelectuais: · São dons intelectuais: sabedoria, Entendimento (Inteligência), Prudência (Conselho) e ciência. = Sabedoria: · Dá-nos gosto espiritual pela coisas de Deus. · Dá sabor espiritual para viver com o Senhor. · Impulsiona-nos a fazer o que é bom: amar. · Tira-nos do relativismo espiritual e leva-nos ao profundo e maduro fervor para buscarmos o Senhor e as coisas do alto. Col 3,2 = Entendimento ou Inteligência: · Dá-nos a graça de entender sem explicar. · Faz-nos ver o que é divino sob a aparência do que é material. = Ex: crer em Jesus na hóstia Consagrada. · Leva-nos a acatar e acolher a vontade de Deus em nossa vida como sendo o melhor para nós. · Tira-nos da cegueira e dá-nos a visão espiritual. · Pelo Dom de Entendimento, o Espírito Santo nos faze entender as verdades divinas, sem que seja necessário um milagre para produzir prova. = Prudência ou Conselho: · Dá-nos o equilíbrio para agir de acordo com a vontade de Deus. Discerne, isto é, separa, divide o certo do errado. · Leva-nos a viver sob a orientação do Espírito Santo. · Tira-nos da inconseqüência de nossos atos e leva-nos à vigilância. · Dá-nos saber o que convém dizer e/ou o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida. · O Dom do conselho nos faz caminhar com segurança, sem tropeços ou timidez pelo caminho do Senhor. · Falamos e/ou agimos com toda confiança, com a audácia dos santos. = Ciência ou Conhecimento: · Leva-nos a reconhecer Deus como Criador de todas as coisas e a valorizar a criação: = Ex: São Francisco de Assis. · Ficamos fascinamos apenas pelas coisas criadas. = Voltamo-nos inteiramente para o criador, = louvando-O juntamente com todas as criaturas, nós que somos por excelência por sermos a imagem e semelhança de Deus. · Afastamos os ídolos de nossa frente, reconhecendo Deus como único Senhor de nossas vidas, o único digno de nossa profunda adoração. 4 – DONS DE SANTIFICAÇÃO DE AFETIVOS a) Podemos contar com os dons de Santificação (também chamados de Infusos), que são pés de sustentação da nossa santidade. = Vejamos: · São dons afetivos de santificação: Fortaleza (Coragem), Temor de Deus e Piedade. = Fortaleza ou Coragem · Age sobre nossa vontade, ajudando à santidade. · Dá-nos força sobrenatural para suportar e superar dificuldades, problemas, tribulações, e se necessário, realizar atos sobrenaturalmente heróicos. = Por atos heróicos entendemos os grandes feitos, mas igualmente aqueles do nosso dia a dia como perseverar na oração diária por um filho viciado durante anos, por um marido alcoólatra, tudo por amor a Deus e doação aos irmãos. = Faz-nos perseverantes. · O Dom da Fortaleza se opõe ao comodismo que impede de caminhar para frente apesar dos obstáculos, da visão espiritual de que Deus prepara a estrada. = Temor de Deus · É um termo designado, pois temos a falsa idéia de que se refere a medo de Deus. = É o reconhecimento do grande amor de Deus para conosco. = É o respeito amoroso do filho para com o Pai. · Leva-nos ao arrependimento e a busca do Sacramento da Reconciliação com o firme propósito de emenda. · Tira-nos da indiferença a Deus e leva-nos à coerência. · O temor do Senhor expulsa o pecado. = Piedade · Produz em nós grande afeição filial para com Deus. = Leva-nos a viver a fraternidade. = Enxerga-nos todos como filhos do mesmo Pai. = Leva-nos a respeitar e aceitar o próximo como ele é, com suas qualidades e limitações. = Principio da unidade. = Conduz-nos a relacionamento autênticos e sólidos com os irmãos. = Dá-nos a graça de pagar o mal com o bem. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:5] (Conclusão): [5: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).] · Pelo Sacramento do Batismo o Senhor infunde em nós os seus dons em virtude de nossa santificação. · Convite à ação: = Deixemos florescer em nós os Dons de Santificação: Intelectuais e Afetivos · Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós). · Dinâmica – pág. 23 (Apost. Aprofundamento de Dons, RCCBRASIL):Refletir em silêncio por alguns momentos sobre qual ou quais destes dons mais estou precisando. · Oração 3x3 pedindo que o Senhor aflore (desenterre) estes Dons de Santificação em nosso corações para que possamos ser santos como o Pai é santo. Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe. 3º TEMA DONS DE INSPIRAÇÃO – 1ª PARTE DOM DAS LÍNGUAS I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador 2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: Dons Carismáticos ou Efusos b) Itens: b.1) Propósito dos Dons Espirituais b.2) Importância dos Carismas b.3) Fundamentação Bíblica - Doutrinária b.4) Como são classificados os Carismáticos b.5) O Dom das Línguas II – DESENVOLVIMENTO 1 – PROPÓSITO DOS CARISMAS a) Finalidade do dons do Espírito Santo = Os Dons Carismáticos são dados pelo Espírito Santo para que as pessoas coloquem a serviço (edificar, construir, encorajar, confortar) o corpo de Cristo. = 1 Cor 14,3-5 (Ler) b) Conceito = Dom em grego é “kharismata”favor dado livremente para quem o Senhor escolher. = CIC 799 “Quer extraordinários quer simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm urna utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo”. c) Em sentido geral: = Os dons do Espírito Santo manifestam a presença e poder de Deus em nosso meio. At 1,8. = A palavra "poder" vem do grego é dynamis, e dela vem a palavra "dinamite". = O Espírito Santo "explode" em sinais e prodígios 2 – A IMPORTÂNCIA DOS CARISMAS a) Quais são? · 1 Cor 12,1.4-11 (Ler) b) O que são? · “Carismas são graças especiais e significam favor, dom gratuito, beneficio, ordenam-se, todos, à graça santificante, ou seja, nós recebemos em nosso Batismo, e têm como meta o bem comum da Igreja”. CIC 2003 3 – FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA E DOUTRINÁRIA a) Bíblicos: · A Igreja é essencialmente carismática desde as suas origens, a começar pelo seu fundador, Jesus Cristo. · No Livro dos Atos dos Apóstolos e nos escritos biográficos e reflexivos de tantos Padres da Igreja dos séculos I ao VII os carismas eram comuns no inicio da Igreja. b) Os carismas na RCC · A Renovação Carismática Católica não traz, portanto, a novidade dos carismas, posto que são normativos para toda a Igreja. · A RCC não é um movimento de carismas e sim uma vida plena no Espírito Santo. c) Doutrinários: = MAGISTÉRIO DA IGREJA · CIC 800, 2003; AA, 3; LG, 12; AG, 23; AA, 3 4 – COMO SÃO CLASSIFICADOS OS DONS CARISMÁTICOS a) Para fins didáticos, podemos dividi-los em 3 (três) grupos, a saber: A) CARISMAS DE INSPIRAÇÃO · Línguas · Profecia · Interpretação B) CARISMAS DE REVELAÇÃO · Palavra de Ciência · Palavra de Sabedoria · Discernimento dos Espíritos C) CARISMAS DE PODER OU DE OBRA · Fé · Cura · Milagres b) Dons de Inspiração = O que são: · Por Inspiração entende-se o “estado da alma quando influenciada por uma potência sobrenatural divina. (Profecia. Línguas e Interpretação das Línguas). · Inspirar significa fazer nascer no coração, no espírito, fazer nascer o entusiasmo criador. = O que é o Dom das Línguas?[footnoteRef:6] [6: Em 2006, Dom Rafael Liano Cifuentes, hoje Bispo emérito de Nova Friburgo - RJ fez algumas interrogações a Dom Alberto Taveira, então Arcebispo de Palmas - TO e atual Arcebispo de Belém - PA, Assistente Espiritual do Conselho Nacional da RCC, o que lhe permitiu, com o apoio das lideranças nacionais do Movimento, levar ao Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) alguns esclarecimentos, dentre os quais citamos aquele relativo ao Dom das Línguas.] · 1Cor 12,10; Rm 8,26-27 (Ler) · "O dom das Línguas é um dom de oração cujo valor, enquanto 'linguagem de louvor', não depende do fato de que um linguista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo. É uma linguagem a-conceitual (...). Não supõe absolutamente um estado de 'transe' para praticá-la, não corresponde a um estado 'extático'. E nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade. É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a 'falar uma língua' que só Deus entende". (...) quando se deve orar em línguas? (...) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar”. · Padre A. Monléon, citado pelo Cardeal Yves Congar[footnoteRef:7], descreve o dom das línguas da seguinte forma: [7: CONGAR, Cardeal Yves. Creio no Espírito Santo 2. Ele é o Senhor e dá a vida. São Paulo: Ed. Paulinas, 2005, p. 232.] · "Não é uma oração da razão, da inteligência, mas do espírito: 'Se eu oro em línguas, o meu espírito está em oração (1 Cor 14,14). A oração em línguas é uma oração do coração. Essa forma de oração é essencialmente um louvor concedido pelo Espírito Santo como sinal de uma nova irrupção da graça. Ela contribui muito, entre aqueles que a praticam, não somente para fazê-los entrar numa oração contínua, uma oração do espírito segundo o Espírito, mas para fazê-los crescer na edificação pessoal, isto é, nessa lenta transformação, frequentemente insensível, onde todo o ser, toda a vida se tornam oração, expressão da filiação divina." · É uma oração em linguagem não vernácula ( ou seja, que não se pode entender com as nossas faculdades ou com nosso idioma pátrio); mas com gemidos inexprimíveis inspirados pelo Espírito Santo e que só a Santíssima Trindade entende. · O Dom das Línguas é o dom da unidade; promove a unidade entre os cristãos, atraindo a Igreja e a Jesus Cristo. At 2,1-6. c) Variedade das Línguas: = Glossolalia: · Sons ininteligíveis compreensíveis apenas pela SS. Trindade. · Quando for uma profecia necessita do dom da interpretação. = Xenoglassia: · Oração em língua desconhecida de quem ora ou fala em línguas, mas que existe ou existiu e é de domínio do conhecimento humano como, por exemplo, o inglês, o francês. d) Modalidade do dom das línguas: · Há uma diferença entre orar em línguas[footnoteRef:8], o falar em línguas[footnoteRef:9], o cantar em línguas[footnoteRef:10] e a profecia em línguas. [8: Orar em línguas: É orar a Deus por meio de sons vocais que não entendemos e nem as pessoas, somente Deus entende – não requer interpretação – Rm 8,26-27, 1 Cor 14,2] [9: Falar em Línguas: Consiste falar por meio de sons vocais que a gente não entende mas são entendidas pelos que nos ouvem, mas que são entendidos por Deus – At 2,1-6 – ela tem uma entonação de discurso – requer interpretação 1 Cor 14,13.28] [10: Cantar em Línguas:Elevar uma oração cantada não entendidas por ninguém que pode ser pessoal e comunitária de maneira harmoniosa – 1º Cor 14,15; Ef 5,19-20; Cl 3,16b-17. ] · Profetizar ou proclamar uma mensagem de Deus em línguas · É uma mensagem profética em linguagem não vernácula, o que necessitará de outro carisma que é o dom da Interpretação das Línguas. 1 Cor. 14,13.27. · A profecia em Línguas, assim como a Profecia em vernáculo, requer ordem. 1 Cor 14,27-29. e) Frutos do Dom das Línguas · A oração em línguas é a oração do Espírito que nos leva a um grande enriquecimento espiritual (intimidade com Deus); · A buscar a santidade de vida; · favorece o louvor a Deus, a falar com Deus com o coração; · um carisma de bênçãos e de ações de graças. · Aquele que se abre ao dom das línguas tem o Espírito Santo orando nele, por ele e com ele. a) Como acolher · No Batismo no Espirito Santo nos recebemos esse dom; · Prepara para receber os demais dons; · Depende de nossa vontade, da disponibilidade de nossos aparelhos: Respiratório e Fonador; · Damos a matéria-prima (decisão, ar, voz, língua) e o Espírito Santo ora poderosamente. Mc 16,16,17. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:11] (Conclusão): [11: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).] · Na RCC somos cumulados por muitos dons entres eles os DonsEfusos · Já que os carismas são para todos nós, convidamos cada um que aqui está para recebê-los. Quem os desejar, fique de pé. · Convite à Ação: = Deixemos florescer em nós os Dons Carismáticos de serviço. · Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós). · Oraremos para que o Senhor nos abra o coração para recebê-los e praticá-los. Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe. Dinâmica – pág. 30 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL) 4 º TEMA DONS INSPIRAÇÃO – 2ª PARTE PROFECIA E INTERPRETAÇÃO DAS LINGUAS I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: Dons de Inspiração – 2ª Parte b) Itens: b.1) Dom de Profecia b.2) Interpretação das Línguas II – DESENVOLVIMENTO 1 – CARISMA DE PROFICIA a) Fundamento Bíblico · 1 Cor 12,10; 14,3; 2,17-18 b) O que é profetizar? · Profetizar significa falar ou cantar uma mensagem de Deus sob a unção do Espírito Santo. c) O que é o Dom de Profecia · Profecia é o dom pela qual Deus manifesta seus pensamentos e intenções para com determinada pessoa ou grupo de pessoas no momento presente, utilizando-se de um instrumento humano. 1 Cor. 14,3. · É o dom pelo qual Deus esclarece sua vontade a nosso respeito para o momento presente, extensivo ao futuro. d) Os tipos de Profecia · Não profecia: = Sentimentos, palavras piedosas, mas que não são de Deus. São movidas por anseios ou problemas emocionais. · Falsa Profecia: = Influenciada pelo Demônio. = Ela contradiz a Escritura ou Tradição da Igreja e o Magistério da Igreja. Ela causa um mal estar espiritual na comunidade. · Profecias Verdadeira: = Profecia verdadeira é a que vem de Deus, de Jesus ou do Espírito Santo e) Quanto a forma · Sempre na 1ª pessoa do singular (EU), tendo em vista que é Deus mesmo falando através do profeta, que, por sua vez, tem livre arbítrio para proclamar ou reter a profecia. · O homem não perde o controle de suas faculdades no exercício de qualquer carisma. · Ela pode vir acompanhada de manifestações espirituais (profunda paz, audácia apostólica, amor de Deus) e até mesmo físicas (quentura pelo corpo, aceleração cardíaca). · A profecia é precedida pela unção que se manifesta em sensações físicas, que com o tempo e prática do carisma tendem a desaparecer.(Pe. Robert De Grandis) · Pode ser proclamada em língua vernácula, ou seja, no idioma pátrio da assembleia, ou em línguas. 1 Cor 14,5. = Será necessária a manifestação de um terceiro carisma, a Interpretação das Línguas, para tornar a Palavra de Profecia inteligível. f) Ciclo Carismático: · O ciclo carismático é composto da oração de louvor ou prece, pela oração em línguas e pelo momento de escuta. = Oração, cânticos, preces espirituais, louvor (Individual e Coletiva), oração línguas. =Silencio e escuta profética = Sempre precedida pela unção do Espírito Santo. 2 – INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS a) Oração em línguas · Esta oração é a que normalmente nós fazemos, pessoalmente, no Grupo de Oração ou em grandes eventos da RCC. b) Profecia em Línguas · Na Profecia em Línguas, uma voz se destaca e os presentes percebem a diferença, vão se calando para escutar o Senhor que vai falar em Profecia, e aguardam que, pelo Dom da Interpretação das Línguas o Senhor revele sua mensagem. · c) Como ouvir a voz de Deus: · O Senhor se alegra mais em falar conosco do que nós em ouvi-lo. · O Senhor se comunica conosco através de uma voz interior que ouvimos dentro do nosso espírito. · Ele pode nos dar uma impressão, visão, pensamento, sonhos, textos bíblicos, circunstancia, de pessoas. d) Discernimento da Profecia: · Há quatros fontes de vozes que ouvimos no reino espiritual: · Espírito Santo; · Espírito Humano; · Espíritos Malignos; · As dos Santos Anjos · O que diz a Palavra de Deus: 1 Jo 4,1; 1 Ts 5,19-21 . = Práticas para Discernir as Profecias: · Deve edificar e confortar (Se for negativa, não vem de Deus). · Deve produzir bons frutos. Mt 7,19-20 · Deve estar fundamentada nas Escrituras. Jo 6,63 · Deve estar de acordo com os ensinamentos do Magistério da Igreja Católica. · Deve produzir paz. 1 Cor 14,33 · Deve ser para glória de Deus. 1 Cor 10,31 · Deve fortalecer a fé tanto daquele que proclama a profecia ou daqueles que a ouvem. Rm 10,17. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:12] (Conclusão): [12: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).] · Vimos que através do dom da profecia, Deus fala com os homens edificando-os, exortando-os e encorajando-os. · Seu conteúdo deve estar de acordo com a Tradição da Igreja, com a Bíblia e com magistério, sua autenticidade deve ser julgada pelos profetas.. · Convite à ação: = Eu estou disposto a colocar em prática esse carisma do Espírito Santo em meu GO, em meu Ministério, a serviço dos irmãos. · Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós). Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe. Dinâmica – pág. 34 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL) 5º TEMA DONS DE REVELAÇÃO – 1ª PARTE DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITO I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador 2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: Dons Carismáticos de Revelação – 1ª Parte b) Itens: b.1) O que são os Dons de Revelação b.2) Dom do Discernimento dos espíritos b.3) Jesus e o Dom do Discernimento dos Espíritos b.4) O Dom do Discernimento dos Espíritos nas atitudes humanas II – DESENVOLVIMENTO 1 – O QUE SÃO OS DONS CARISMÁTICOS DE REVELAÇÃO? a) Revelar significa tirar o véu, deixar ver claro, mostrar o real, fazer conhecer o que era ignorado ou secreto, manifestar a verdade. b) São dons nos quais Deus dá ao homem uma parte de onisciência sobre determinados fatos, situações(espirituais e psíquicas) que só Deus sabe e as vezes a própria pessoa. 2 – DISCERNIMENTOS DOS ESPÍRITOS a) Conceito: · Discernir (Discernere) significa distinguir, perceber claramente, ir a fundo, chegar ao cerne. · No grego diacrisis – significa perceber claramente, conhecer distintamente entre o bem e o mal, perceber claro por qualquer sentido. · O Discernimento dos espíritos é uma graça que provém da presença e da ação do Espírito Santo em nós. b) Finalidade · O uso do dom do Discernimento dos espíritos nos ajuda a conhecer claramente o espírito que move determinada situação, pessoa ou até a nós mesmos. · Com ele chegamos com facilidade, à origem de uma inspiração e confirmar de onde esta pode vir: = Se provém de Deus (espírito Santo), da natureza humana (espírito humano), ou do maligno (espíritos maus). = É um do Espírito Santo através do qual uma pessoa percebe,intuitiva e instantaneamente quais espíritos estão presente e operantes uma palavra, ação, situação ou pessoa (santo, demoníaco, humano ou a mistura deles). Pe., Robert De Grandis. = São João da Cruz nos ensina que nossa alma tem três grandes inimigos: O mundo, o demônio e nossa carne. Eles fazem guerra e dificultam o caminho que nossa alma deseja trilhar até Deus. 2 – JESUS E O DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS · Toda a vida de Jesus foi permeada por esse dom do discernimento dos espíritos. = Na profissão de Pedro – Mt 16,13-23 = Na cura do cego de nascença – Jo 9,1-7 3 – O DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS NAS ATITUDES HUMANAS a) Quando deixamos conduzir pelo Espírito Santo passamos distinguir a voz de Deus das outras vozes que tentam nos confundir. b) A vida de Oração pessoal, vida sacramental, leitura e vivência na Palavra de Deus. c) Santa Tereza D’Ávila nos diz “quando oramos, nos tornamos tão sensíveis ao discernimento que qualquer alfinetada, por menor que seja, é percebida e discernida por nós”. d) O Dom dos discernimento dos espíritos é o guardião e protetor de todos os carismas. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:13] (Conclusão): [13: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).] · É a capacidade que o Espírito Santo nos dá para distinguir, interiormente, por um movimento dEle próprio (o Espírito Santo) em nosso íntimo, que espécie de espírito move a nós e a comunidade; se é o Espírito Santo, se é o nosso espírito (humano) ou se é outro espírito (do mal). · Convite à ação: = Estou disposto a receber e usar esse carisma de revelação. · Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós). · Dinâmica: · Promover momento de oração com a assembléia pedindo ao Senhor o Dom do Discernimento dos espíritos, e que ele opere nas mais diversas circunstâncias de nossas vidas. Amém. Muito obrigado.Deus os abençoe. Dinâmica – pág. 37 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL) 6º TEMA DONS CARISMÁTICOS DE REVELAÇÃO – 2ª PARTE PALAVRA DE CIÊNCIA E PALAVRA DE SABEDORIA I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador 2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: Dons Carismáticos de Revelação – 2ª Parte b) Itens: b.1) O que é a Palavra de Ciência b.2) O que é a Palavra de Sabedoria II – DESENVOLVIMENTO 1 – O QUE É A PALAVRA DE CIÊNCIA a) Fundamentação · 1 Cor 12,8b b) O que é o Dom da Ciência · Conhecido como Palavra de Conhecimento. · É a revelação divina acerca de determinada situação, estado de espírito, problema enfrentado, etc. · É o conhecimento preciso daquilo que para o homens seria inalcançável e velado. · É o conhecimento (diagnóstico) que Deus nos dá a respeito de pessoas, circunstancias e mesmo verdade bíblicas, dando-nos a penetrar naquilo que é desejo Dele. c) O que não é: · Não é adivinhação e nem suposição; · É a penetração no conhecimento de Deus e nas suas profundezas. 1 Cor 2,10-11 · Não é mecanismo da nossa inteligência e da nossa vontade. · Não se refere ao conhecimento de Deus adquirido por meio dos estudos da Teologia ou Filosofia. d) Como ele age em nós: · Ele age em nosso intelecto, razão, emoções e sensibilidade. = Pode expressar-se por meio de sentimentos, emoções, sensações, visualizações, pensamentos. = Precisamos sempre distinguir se o conhecimento vem, de fato, de Deus, ou se é sugestão humana ou diabólica. = Nem sempre poderá expor a revelação recebida por causa do foro íntimos das pessoas na assembléia ou mesmo não esteja preparada para ouvir. e) A palavra de ciência na Bíblia · A Samaritana – Jo 4,41-42; · A cura da Hemorroísa Mc 5,25-34; · A cura do Paralítico – Lc 5,17-26 · A saudação de Isabel reconhecendo o salvador – Lc 1,39-45 · A mentira de Ananias e Safira – At 5,1-11 = Obs: · O Dom da Palavra de Ciência não deve ser confundido com o Dom da Ciência. 2 – O QUE É A PALAVRA DE SABEDORIA a) O que é esse dom: · É a revelação divina que nos mostra a melhor maneira de agirmos para que a vontade de Deus se cumpra em nossas vidas e sejamos felizes. · Ela dá-nos a direção, indica-nos o que fazer e como fazer para obtermos a melhor solução. · É a orientação, o prognóstico divino. b) O que não: · Não se trata, evidentemente, de sabedoria humana ou experiência de vida. · Não é habilidade humana, nem sagacidade, esperteza ou diplomacia. · Tampouco, é previsão de futuro ou “fórmula mágica” para alcançar objetivos humanos, como alguns tentam interpretar. c) Como ele age em nós: · Pode expressar-se por meio de sentimentos, emoções, sensações, visualizações, pensamentos. · Precisamos sempre distinguir se a orientação vem, de fato, de Deus, ou se é sugestão humana ou diabólica. · O intuito da palavra de sabedoria é revelar a orientação de Deus em determinada situação. d) A Palavra de Sabedoria no NT: · Tributo a Cesar – Lc 20,21-26; · Como devem agir os discípulos quando forem presos – Mt 10,19; · Palavra de Jesus ao jovem rico – Mc 1,20; · Orientação de Deus para Paulo e Timóteo onde deviam pregar – At 16,6-10 = Obs: · O Dom da Palavra de Ciência não deve ser confundido com o Dom da Ciência infuso e assim também o Dom da Palavra de Sabedoria com o dom infuso de Sabedoria. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:14] (Conclusão): [14: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).] · A Palavra de Ciência: Diagnóstico de Deus, faz com que a mente penetre numa verdade (ou na raiz de um problema) e Palavra de Sabedoria como devemos colocar em prática o que ele nos revelou. · Convite à ação: · Eu estou disposto a colocar em prática esse carisma do Espírito Santo em meu GO, em meu Ministério, a serviço dos irmãos. · Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós). Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe. Dinâmica – pág. 40 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL) 7º TEMA DONS CARISMÁTICOS DE OBRAS (PODER) FÉ, CURA E MILAGRES I – INTRODUÇÃO · Pedir Oração 1 – Apresentação do Pregador 2 – Motivação 3 – Apresentação da Pregação a) Tema: Os Carismas de Obras (Poder) b) Itens: b.1) O que são e quais os carismas de Obras b.2) Dom Carismático da Fé b.3) Dom Carismático da Cura b.4) Dom Carismático dos Milagres II – DESENVOLVIMENTO 1 – O QUE SÃO E QUAIS OS CARISMAS DE OBRAS a) O que são? · São carismas que manifestam de forma extraordinária a ação poderosa de Deus em nosso meio, que mostram o poder, os sinais e sua obras. Mt 10,1; Lc 9,1-2. · Por Obra entende-se “construir algo novo, fazer existir ou ver o que não existia, conjunto de atividades com as quais se altera a aparência, reparo de certo vulto, resultado da ação, edificar”. · Por Poder entende-se “a faculdade de exercer autoridade, capacitação para fazer uma coisa, posse do domínio ou da força para agir”. b) Quais são · Fé · Cura · Milagres 2 – DOM CARISMÁTICO DA FÉ a) Na doutrina católica encontramos alguns tipos de fé: = Teologal (Doutrina), Fé confiante e Fé expectante (Carismática). b) Os tipos de Fé: · Fé Virtude Teologal (doutrinária) significa crer nas verdades reveladas por Deus; · Fé Confiante - é aquela que cresce na medida em que vou conhecendo mais a Deus, vou me inserindo melhor na Igreja. · A Fé Carismática – é o dom que o Espírito Santo nos concede para que possamos ter a experiência do poder extraordinário e da ação de Deus. = Ele nos dá para que cumpramos os planos de Deus para que Ele realize milagres e prodígios cooperando no plano de salvação. Mc 16,30b · A fé carismática é um carisma que auxilia todos os demais e nos prepara para utilizarmos os outros dons, sobretudo os de Cura e Milagres. 3 – DOM CARISMÁTICO DA CURA a) A Missão de Jesus: · Anunciar a Boa Nova que foi acompanhada de sinais de diversas curas. b) Livro Jesus de Nazaré · Papa Emérito Bento XVI diz “ cura é uma dimensão essencial da missão apostólica da fé Cristã geral”. c) Os Sacramentos da Reconciliação e da Unção dos Enfermos · São classificados como “Sacramentos de cura”. CIC 1520. = As Enfermidades: · Muitas doenças físicas tem suas causas em origem psicossomáticas e espirituais. · Para conduzir uma oração de cura física é importa discernimos para ver qual é a origem da enfermidade. = Contexto Bíblico e Teológico: · No AT o povo de Deus lutava contra o problema do sofrimento e o elo fundamental entre pecado, doença e redenção. Dt 28,21-35. · Relatos de curas individuais:1 Rs 17,17-24; 2 Rs 4,18-37; 5,1-14; Is 38,1-20; Tb 11,11-14. · A cura das doenças eram prefiguração da vinda de Jesus: Is 35,5-6; 53; 61,1-3; 65,19-20. · Os primeiros ensinamentos dos apóstolos revelam os sinais na vida Jesus. At 2,22, 10,38. = As curas são sinais porque revelam a identidade de Jesus e sua missão messiânica. = Nos revelam seu poder divino em unidade com o Pai; = Seu amor e compaixão pela humanidade sofrida; = Antecipa sua vitória definitiva sobre todo tipo de mal. = Os tipos de doenças: · Há três espécies fundamentais de doenças: · Física – Curas de doenças físicas e incapacidades humanas físicas. · Psicológicas – Curas de feridas na psique humana, feridas emocionais. Traumas na gestação, familiares, infância etc. · Espirituais (Interior) - Curas principalmente conseqüências do pecado, restaurando a pessoa e seu relacionamento com Deus. · Podem ser causadas por opressão demoníaca (diante disso precisamos do discernimento) – e a oração neste sentido deve ser de libertação ou mesmo a de exorcismo. 4 – DOM CARISMÁTICO DOS MILAGRES a) Conceito · É uma intervenção sobrenatural e inexplicável de Deus em determinada situação. · É a intervenção sobrenatural e inexplicável de Deus em determinada situação, ou seja, algo que seria impossível de acontecer torna-se realidade pela atuação do poder divino. · Significa a mudança da ordem natural, a partir da oração confiante de um oumais de seus servos que pedem a intervenção sobrenatural de Deus sobre determinada situação. b) Os Milagres narrados no AT: · Sara gera um filho na sua velhice, inúmeros fatos com Moisés, Josué, Elias e David. c) O Milagre está associado aos dons de fé e da cura. · A Cura está associado ao ser humano (corpo, alma e espírito). · O Dom dos Milagres abrange eventos fora do homem relacionado às leis naturais. · Os Milagres são intervenções diretas de Deus no homem ou na ordem da criação. d) No NT Jesus revela que iria conferir poder e autoridade para curas e milagres: · Quando orasse no seu nome; · Naqueles que se deixam conduzir pelo seu Espírito Santo. Mc 17,19-20; Jo14,12. III – PERORAÇÃO[footnoteRef:15] (Conclusão): [15: Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).] · Hoje constatamos em nossas vidas a manifestação destes sinais. · O fiel leigo, os sacerdotes, as religiosas podem experimentá-los em suas vidas. · Convite à ação: = Precisamos desses dons para o serviço dos irmãos. · Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós). · Dinâmica: · Conduzir um grande momento de oração pedindo ao Senhor que realiza curas e milagres em favor da Assembléia. Propor que se imponham as mãos (gesto bíblico indicativo de caridade, de apresentação a Deus) sobre os irmãos pedindo a manifestação da glória de Deus. Após a oração deve-se seguir a um grande louvor a Deus e ação de graças a Ele. · Propor um plenário com testemunhos de curas e milagres ocorridos, bem como com testemunhos de todo o Seminário de Dons. Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe. Dinâmica – pág. 44 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL) REFERÊNCIA NÚCLEO NACIONAL DO MINISTÉRO DE FORMAÇÃO. Aprofundamento de Dons. Canas/SP; RCCBrasil, 2014. Roteiros Organizados: Tarcísio Augusto Reis da Silva, NSND Comunidade de Aliança e Vida Nossa Senhora Desatadora de Nós Diocese de Bragança – Pará. Contatos: E-mail: augustorccbraganca1@yahoo.com.br e tarcisioaugustorcc@hotmail.com ( 35 ) image1.png RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – RCC/BRASIL – MINISTÉRIO DE PREGAÇÃO MÓDULO QUERIGMÁTICO APROFUNDAMENTO DE DONS ROTEIROS PARA PREGAÇÕES ORGANIZAÇÃO Tarcísio Augusto Reis da Silva 1 , NSDN Comunidade de Aliança e Vida Nossa Senhora Desatadora de Nós 1 Diocese de Bragança - Pá RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – RCC/BRASIL – MINISTÉRIO DE PREGAÇÃO MÓDULO QUERIGMÁTICO APROFUNDAMENTO DE DONS ROTEIROS PARA PREGAÇÕES ORGANIZAÇÃO Tarcísio Augusto Reis da Silva 1 , NSDN Comunidade de Aliança e Vida Nossa Senhora Desatadora de Nós 1 Diocese de Bragança - Pá