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NOME COMPLETO: MARIA REGINA MANZINI
USUÁRIO: BRFPMME5307099
NOME COMPLETO DO(A) PROFESSOR(A): KATHILÇA SOUZA
DATA: 31/07/2024
PORTFÓLIO I
FP105 – PORTFÓLIO
PORTFÓLIO 
INDICAÇÕES GERAIS:
Para a elaboração do Portfólio, devem ser seguidas, fielmente, as indicações dadas no Guia do Portfólio, tanto em termos de estrutura como de conteúdo.
· Extensão: 32 páginas, no máximo (sem contar as instruções e os enunciados).
· Tipo de letra: Arial.
· Tamanho: 11 pontos.
· Espaçamento entre linhas: 1,5.
· Alinhamento: Justificado.
O trabalho deve ser realizado neste documento Word e seguir o procedimento oficial de entrega. Sob nenhuma hipótese ele deve ser enviado ao e-mail do(a) professor(a).
Finalmente, o trabalho que não cumprir as condições de identificação não será corrigido. 
NOME COMPLETO:
USUÁRIO:
NOME COMPLETO DO(A) PROFESSOR(A):
DATA:
Índice
1. Introdução ...................................................................................................................... 4
2. Ponto de Partida ............................................................................................................. 4
3. Experiências de Aprendizagem ...................................................................................... 6
3.1 Experiência 1 ......................................................................................................... 7
3.2 Experiência 2 ......................................................................................................... 8
3.3 Experiência 3 ....................................................................................................... 10
4. Reflexão Pessoal .......................................................................................................... 11
4.1 Reflexão 1 ........................................................................................................... 12
4.2 Reflexão 2 ........................................................................................................... 12
4.3 Reflexão 3 ........................................................................................................... 13
5. Outras experiências relevantes ....................
6. Autoavaliação ..................................
1. Introdução
O Portfólio é um instrumento acadêmico pedagógico que descreve a trajetória acadêmica e ao mesmo tempo, contribui para uma melhor reflexão sobre o ensino-aprendizagem e possivelmente, uma mudança na prática pedagógica.
Nessa perspectiva, o portfólio se torna um poderoso aliado no processo de construção de conhecimento, já que é um importante instrumento de organização, produção, acompanhamento, análise, avaliação e reavaliação, reflexão e ação no processo pedagógico tanto do aluno, quanto do professor.
Neste portfólio que segue, estarei colocando aprendizados, experiências práticas realizadas a partir desse conhecimento adquirido durante o mestrado e, por fim, descrevendo minhas reflexões pessoais perante essas experiências, positivas, ou não.
As experiências de aprendizagem que contemplarão este documento, referem-se aos conhecimentos com maior relevância no decorrer do mestrado em educação.
Poderemos ver, através deste portifólio, o amadurecimento de cunho pedagógico e profissional ocorrido durante o estudo realizado até o momento.
Foram escolhidas três disciplinas que mais agregaram conhecimento à minha prática como educadora, e se destacaram com uma grande importância na minha jornada acadêmica:
· FP102 - Aprendizagem estratégica e desenvolvimento profissional.
· FP080 - Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar.
· FP103 - Fundamental da educação especial; Processos de atenção à diversidade.
2. Ponto de Partida
Minha formação inicial foi em Engenharia Química e depois, fiz pós-graduação em Marketing. Ambas as formações foram muito importantes para eu me tornar a professora de matemática que sou. Percebo que possuo facilidade em me comunicar e me apresentar para os alunos, que tenho certeza, foi uma habilidade aperfeiçoada na pós-graduação, e sou mais objetiva e prática, quanto ao conteúdo ministrado em matemática, devido a minha formação em engenharia.
Para ingressar na educação, fiz um curso de Complementação Pedagógica. Nesse curso, eu aprendi pouco, na verdade ele só me habilitou a dar aulas, pois consegui através dele, o diploma de Licenciatura.
Entrei na educação com o objetivo de cuidar da formação dos meus alunos. Tenho uma grande vontade de ajudar no desenvolvimento de indivíduos para que se tornem pessoas de bem, cidadãos responsáveis e seguros das capacidades que possuem. Me sinto parte colaborativa para um mundo melhor e mais justo.
Costumo dizer que a matemática foi a desculpa que dei para estar na sala de aula.
Minha frustração na área é o pouco salário que recebemos, a falta de valorização, o excesso de trabalho e a falta de participação das famílias na educação dos alunos.
Quanto às TICs, a pandemia me mostrou um modo de ensino que eu ainda não conhecia. Foi na pandemia do covid que passei a usar ferramentas digitais com mais intensidade e propriedade. Algumas ferramentas eu já conhecia, mas não as tinha usado com o objetivo de ensinar. Foi nesse momento que comprei novos equipamentos que me permitiram dar as aulas de forma mais dinâmica e didática, apesar da distância imposta pelo momento. A partir daí, o uso de tecnologia não deixou mais de fazer parte das aulas, seja com áudio-visuais, com atividades propostas e/ou entregues digitalmente, ou com comunicação feita por e-mail.
Continuamente, participo de formações para melhor trabalhar com os alunos, principalmente utilizando métodos menos tradicionais e incluindo jogos. Confesso que ainda não me apropriei dessas ferramentas no meu dia-a-dia, pois temos que cumprir um currículo vasto de conteúdos e não consigo ainda administrar o tempo de forma adequada para intervir com esses métodos. Na verdade, acredito que essas intervenções poderiam acontecer no contraturno, em forma de projetos, e não no período padrão de aula.
No mestrado, estou à procura de uma formação mais didático-pedagógica, pois tudo o que aprendi, foi já trabalhando, em um processo totalmente empírico, de erro e acerto. Sinto falta dessa formação que acredito poder me tornar mais segura, eficiente e realizada.
Sou apaixonada pelo processo de transmitir conhecimento e formar indivíduos.
Hoje eu atuo no Ensino Médio, mas gosto muito do Fundamental. Percebo melhores resultados quando ministro aulas para alunos mais novos. 
Com o mestrado, começo a enxergar a possibilidade de trabalhar em faculdades, no desenvolvimento de profissionais mais preparados para ensinar e também formar cidadãos melhores para a sociedade como um todo. A formação do indivíduo é meu foco e começo a vislumbrar a possibilidade de não trabalhar mais somente com matemática.
Tenho muito a aprender e quero me desenvolver também com uso de novas tecnologias além de me aprofundar no uso da inteligência artificial, que acredito ser imprescindível num futuro muito próximo. Vejo muito preconceito e desconhecimento desse uso na educação. Gostaria muito de poder trabalhar com isso, seja ensinando ou me apropriando desse conhecimento.
3. Experiências de Aprendizagem
Foram escolhidas as três disciplinas que mais agregaram conhecimento à minha prática como educadora e que se destacaram com grande importância na minha jornada acadêmica:
· A FP102 - Aprendizagem estratégica e desenvolvimento profissional.
A FP102 explora a aprendizagem estratégica e o desenvolvimento profissional como ferramentas essenciais para o sucesso docente. O documento enfatiza a importância da autorreflexão, do planejamento estratégico e da busca por conhecimento como elementos-chave para o aprimoramento das práticas pedagógicas.
A disciplina propõe o desenvolvimento de habilidades docentes que possibilitem a criação de um ambiente de aprendizagem estimulante e eficaz. Serve como um guia valioso para educadores que buscam aprimorar suas práticas e contribuir para a formação de alunos críticose autônomos.
· A FP080 - Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar.
A FP080 se dedica à resolução e transformação de conflitos no ambiente escolar, reconhecendo a escola como um espaço privilegiado para promover a cultura de paz e o desenvolvimento de habilidades interpessoais. Através da análise de diferentes tipos e causas de conflitos, o documento apresenta estratégias para lidar com essas situações de forma construtiva, desde a prevenção até a mediação e arbitragem.
O foco principal reside na transformação dos conflitos em oportunidades de aprendizado e crescimento, promovendo o diálogo, a escuta ativa, a empatia e o respeito à diversidade. A construção de relações interpessoais mais positivas e duradouras é essencial para a criação de um ambiente escolar acolhedor e seguro para todos os alunos.
· FP103 - Fundamental da educação especial; Processos de atenção à diversidade
A FP103 se dedica aos fundamentos da Educação Especial e aos processos de atenção à diversidade no âmbito escolar. O documento reconhece a importância da educação inclusiva e propõe a construção de um sistema educacional que atenda às necessidades de todos os alunos.
A disciplina enfatiza a importância da colaboração entre os profissionais da educação, das famílias e da comunidade para garantir o sucesso da inclusão escolar. São apresentados princípios e práticas que favorecem a construção de um ambiente escolar acolhedor e acessível a todos, onde as diferenças sejam valorizadas e respeitadas.
3.1 Experiência 1
 FP102 - Aprendizagem estratégica e desenvolvimento profissional
Essa disciplina fez com que eu enxergasse alguns obstáculos na minha formação e a constante necessidade de atualização profissional. 
Dentre as observações, notei que o feedback é uma ferramenta poderosa. 
O processo de aprendizagem geralmente inclui uma intervenção de ensino e resposta para o aluno. 
O feedback inclui críticas construtivas: conselhos que provocam o aluno a melhorar o desempenho da tarefa e ainda fornece informações sobre o quanto uma tarefa foi realizada e como fazê-la de forma mais eficiente. Os professores precisam agir de forma a estimular o aluno, para melhor compreensão e maior interesse do mesmo. O feedback também ajuda o aluno a entender o que foi feito e o que deve ser feito para melhorar ainda mais seu desempenho, permite que o professor veja como o ensino e a prática podem ser melhorados, e quais estratégias de ensino e aprendizagem são mais adequadas para o melhor resultado.
Como experiência em que o feedback mostrou-se extremamente eficaz, temos a seguinte situação ocorrida em uma matéria eletiva, que leciono para o primeiro ano do ensino médio, chamada Startando: 
Em uma avaliação no formato de seminário, pedi aos alunos um ensaio, uma apresentação prévia do que seria apresentado no dia da avaliação final. 
Antes da realização das apresentações, ensinei-os como montar os slides, como se preparariam para falar, como dividir a apresentação, como montar um roteiro, como administrar o tempo e como se referir à plateia de colegas.
Ao assistir a cada ensaio de apresentação realizado, fiz comentários sobre cada aluno e cada item descrito acima, dando feedbacks positivos, destacando pontos fortes e detalhando pontos que precisavam de melhora. Atentos, os alunos fizeram perguntas e anotações próprias.
Na data das apresentações finais, o resultado não poderia ser diferente. Os alunos estavam vestidos adequadamente, sabendo como se portar em público, o que falar, como usar os recursos das imagens dos slides e, com naturalidade, interagindo com os colegas buscando tirar dúvidas e principalmente, donos do próprio saber. O seminário foi um sucesso.
3.2 Experiência 2
FP080 - Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar 
Esta disciplina estimula uma intensa reflexão, mediando o ambiente escolar com fortes relações igualitárias no cotidiano, mostrando que a excelência só pode acontecer se aprendermos a aceitar a diferença, e se deixarmos que o cotidiano da escola e seus espaços sejam preparados como um contexto educacional mais amplo. A mediação de conflitos não deixa de ser uma ação pedagógica, ela promove o crescimento, promove o entendimento e constrói uma cultura de paz.
Dentre os conceitos sobre conflito, sabe-se que a paz não pode ser garantida apenas por acordos políticos, econômicos e/ou militares. No fundo, ela depende primordialmente das pessoas e seu comportamento, que provém da educação recebida em família e no âmbito escolar. A cada um de nós, cabe a responsabilidade de intervir, resolver conflitos, cultuar a paz e transformar o ambiente, se necessário, independente de crença, raça e condição social. 
A escola, assim como a família, são espaços facilitadores e ótimos para o exercício da negociação e da mediação de conflitos, são espaços de convivência em grupos. 
Se aprendermos desde cedo que, assim como os conflitos são inevitáveis, eles também são passíveis de solução, estaremos em condições de experimentar e proporcionar relações mais sadias e humanizadas entre as pessoas. O diálogo é o exercício que pauta qualquer intenção de resolução e transformação de conflito. 
A prevenção da violência ainda é a principal característica da mediação escolar. Desse modo, vale ressaltar que, o mediador precisa implementar ações e estratégias que promovam o diálogo visando uma formação para uma educação que leve à paz, pois o processo de mediação tem a tarefa de educar para a paz, para que não haja violência no ambiente escolar, já que para que possamos viver numa sociedade sem violência, necessitamos de formação e educação nas instituições de ensino. 
A família é uma grande aliada no processo de mediação e atua tanto no ensinamento, quanto como exemplo. Portanto, é importante que as famílias sejam envolvidas nas atividades organizadas para a mediação escolar. 
Conflitos existem e nem todos são fáceis de mediar, nem temos uma receita pronta para resolução deles no âmbito escolar. O mediador deve ter calma, ser conhecedor dos agentes do conflito, ouvir o fato ocorrido por ambos os lados participantes do conflito e através da própria experiência, empatia e diálogo, junto com os participantes, chegar a uma solução que seja viável a todos. Ouvir, respeitar e saber dialogar, são características necessárias para um bom mediador conseguir uma boa solução para a mediação.
Como experiência em que a mediação ocorreu de forma eficiente, foi uma situação em que, na escola na qual leciono, estava ocorrendo uma agitação muito grande dos alunos, em torno de uma briga que deveria ocorrer ao final do horário de aulas, fora da escola. Na verdade, seria um linchamento: 
Surgiu um boato, em que uma aluna teria sido assediada por outro garoto, da mesma idade, da mesma sala de aula, durante a volta para sua casa dentro do ônibus municipal. Não se sabia se era verdade o fato, ou não, o que se sabia, é que devido a esse boato, esse tal aluno apanharia de todos os amigos e dos amigos desses amigos na saída da escola.
Ouvi por alto o falatório e questionei o “cabeça do grupo” o que estava acontecendo e ele me explicou, muito feliz, o que estava articulando. Após ouvir, comecei a questionar se ele estava certo do que tinha acontecido. Questionei se a menina tinha se colocado de forma opositiva ao assédio quando ele ocorreu, se ele conhecia a menina, se ele conhecia o menino, se ele sabia das consequências de uma briga na frente da escola, se ele não achava que seria covardia muitos alunos baterem ao mesmo tempo em um único menino, e assim por diante.
Aos poucos a conversa mudou e os alunos perceberam que estavam criando uma situação desnecessária e violenta.
O assunto foi levado à orientação, que conversou com a aluna e o aluno do suposto assédio, e assim, o assunto foi resolvido, sem que a violência física ocorresse.
3.3 Experiência 3
FP103 - Fundamental da educação especial; Processos de atenção à diversidade
Esta disciplina mergulha no universo da Educação Especial e nos processos de atenção à diversidade no contextoescolar, defendendo a educação inclusiva como direito fundamental de todos os alunos. Através de uma análise histórica da Educação Especial, o documento aprofunda conceitos como deficiência, necessidades educacionais especiais e inclusão, além de explorar diferentes modelos de atendimento especializado.
A relevância da avaliação para a identificação das necessidades individuais e o planejamento de estratégias pedagógicas adequadas também é abordada. Destaca também, a importância da colaboração entre profissionais da educação, famílias e comunidade para o sucesso da inclusão escolar.
Fica claro, nesse estudo, que é fundamental que exista total acessibilidade nas escolas, uma vez que a educação é um direito de todos, e a locomoção não pode ser impedimento para que uma criança ou adolescente não frequente a escola.
Como experiência em que a acessibilidade na escola foi uma dificuldade, vou citar uma situação em que vivi com dois alunos, ambos surdos, em que ministrei aulas para eles durante todo o ensino médio, e mostrar a diferença entre ambos, devido ao apoio familiar:
Dou aula numa escola com rampas e escadas, porém, as rampas são de inclinações diferentes e muito longas e íngremes, tornando a acessibilidade inacessível. 
Dois alunos surdos, ambos com deficiência intelectual e um deles com problema de locomoção, que utilizava constantemente cadeira de rodas, devido a momentos em que estava em crise, cursavam o primeiro ano do ensino médio.
Devido à essa dificuldade de locomoção, a sala de aula em que esses alunos estudavam ficava no andar térreo, porém, os laboratórios ficavam no primeiro andar, e muitas vezes o aluno era levado e chegava com atraso, ou perdia a aula prática de química e biologia.
Ambos os alunos estudavam na mesma sala de aula pois tinham uma mesma intérprete os acompanhando. 
O aluno com dificuldade de locomoção tinha a família muito presente e parceira da escola, ajudando o aluno em casa e dando a ele os recursos necessários para seu melhor desenvolvimento possível, físico e intelectual. Ambos os pais falavam através de libras com o filho e mantinham ótima relação com ele e com a escola.
O aluno que não tinha dificuldade de locomoção tinha uma família muito carente de recursos, não falava libras, não mantinha a regularidade do aluno nas aulas e não participava das atividades propostas pela escola. Ou seja, esse aluno era analfabeto também em libras, o que dificultava ainda mais o ensino e a comunicação com a intérprete.
Com certa dificuldade e com a ajuda do colega surdo, ambos terminaram o ensino médio juntos e equiparados em conhecimento. Por terem idades e dificuldades parecidas, o aluno alfabetizado em libras, junto com a intérprete, conseguiram alfabetizar o aluno mais carente e ambos se tornaram amigos e parceiros.
A relação deles foi boa para ambos, pois deu a eles cumplicidade, autonomia e reconhecimento de um no outro. Juntos eles aprendiam melhor, se cobravam mais e se apoiavam. E essa condição tornou o trabalho de todos mais fácil e proveitoso.
As limitações da escola foram transpostas utilizando a parte térrea, mas os laboratórios, infelizmente, não foram resolvidos.
O aluno mais carente gostava de estar na escola e passou a faltar menos, exigindo ir pra escola pois se sentia bem no ambiente escolar e aprendia bastante. Entendeu que era seu direito receber a educação escolar e conseguiu que a família desse o apoio necessário para que ele fosse mais assíduo.
4. Reflexão Pessoal
A reflexão pessoal é uma reflexão feita a partir das experiências descritas anteriormente, em que são colocadas as motivações de suas descrições, os aprendizados acadêmicos e suas aplicações em cada caso. São reflexões sobre as escolhas e as experiências em si.
4.1 Reflexão 1
 FP102 - Aprendizagem estratégica e desenvolvimento profissional
Ao refletir sobre a experiência 1 e os benefícios que essa disciplina trouxe para minha sala de aula, principalmente no desenvolvimento desse seminário, percebo que houve um crescimento, tanto meu como profissional da educação, quanto de meus alunos, que tiveram um aprendizado mais seguro.
O resultado foi gratificante para ambos os lados, pois os alunos aprenderam e se asseguraram desse saber, deixando evidente que utilizarão os métodos de apresentação oral para outros momentos em que precisarão, inclusive no âmbito profissional. E quanto a mim, não há sensação melhor para quem ensina, perceber um bom resultado e o quanto o ensinamento ficou gravado na memória dos alunos, marcado em suas expressões de satisfação com o resultado obtido.
O feedback como ferramenta, se mostrou muito eficiente. Os alunos se sentiram seguros em mostrar suas fragilidades quando perceberam que estavam sendo ajudados, e não avaliados, na primeira apresentação. E após o feedback, tinham total segurança no que estavam apresentando e perceberam a importância de saber o conteúdo, mas também como fazer para que na apresentação ele fosse passado de forma completa e plena. Entenderam a importância de uma comunicação oral bem feita.
O aprendizado, através do curso de mestrado, está trazendo, desde agora, benefícios no meu dia-a-dia de ensino-aprendizagem. O aprendizado é passado pra frente sempre em sequência. O que aprendo é utilizado como ferramenta de ensino para que o aluno aprenda mais e melhor, e será passado adiante, através de atitudes, aplicações e resultados acadêmicos.
4.2 Reflexão 2
FP080 - Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar 
Acredito que mediamos conflitos o tempo todo. Começamos no ambiente familiar, negociando entre irmãos, com os pais e continuamos nesse processo na vida adulta, às vezes como mediador e muitas vezes como mediado.
Quando ocupamos uma posição de comando, e acredito que essa seja a posição do professor em sala de aula, normalmente somos os mediadores. Professores são as pessoas responsáveis pela sala de aula e por tudo o que acontece dentro dela, e o primeiro passo para ser um bom mediador, nesse caso, é ter ciência disso.
A imagem do professor deve ser a de segurança e confiança para os alunos, e por esse motivo, sua postura deve ser adequada a sua posição de liderança na frente da sala de aula. Dessa forma, ao existir um conflito, seja ele qual for, em que um aluno esteja envolvido, o aluno deve se sentir seguro em pedir ajuda e dividir isso com o professor, que está ali também para isso, sendo comum, inclusive, ter sua imagem confundida com a de um pai ou mãe. Devido a tudo isso, surgem constantemente conflitos em que o professor aparece como mediador. 
Um bom mediador deve ser um bom ouvinte, não tomar partido, ter conhecimento das causas e motivações do conflito, ter argumentos e saber conversar em tom calmo, de forma a apaziguar a situação.
No exemplo descrito, procurei fazer tudo isso. Me coloquei como apaziguadora apesar de estar apavorada, caso ocorresse a briga. Demonstrei segurança nas palavras e após acalmar os ânimos de todos, levei para a orientação o caso, para que fosse resolvido entre as partes iniciais do conflito, que eu nem sabia quem eram.
Acredito que tive papel crucial na resolução do conflito, pois evitei uma violência ainda maior que poderia acabar em tragédia. 
Sei que lidar com adolescentes é estar em um ambiente propício a oscilações hormonais que causam alterações de humor, além de agitações e vontades de extravasar, que muitas vezes geram esse tipo de violência. Assim, a calma, a segurança na postura e nas palavras são de vital importância para evitar brigas, desconfortos, assédios físicos e morais que possam ocorrer entre eles, e a mediação de conflitos foi uma disciplina que me ajudou a administrar melhor esse tipo de situação.
4.3 Reflexão 3
FP103 - Fundamental da educação especial; Processos de atenção à diversidade
Nessa experiência, foi fundamental a presença de uma intérprete de libras. Infelizmente, não fez parte da minha formação ser alfabetizada em libras e a dependência de uma intérprete foi algo que, a princípio, me causou insegurança, mas que com a parceria e o passar do tempo, só tornouo ensino mais promissor e bem aplicado. Ajudou muito, também, a intérprete ser pedagoga, pois além de interpretar, existia a facilidade na explicação de conteúdos e na resolução de problemas.
Os conteúdos foram adaptados aos alunos, que possuíam muita dificuldade em guardar informações e com raciocínio lógico, e a imposição de trabalhar o mesmo conteúdo do currículo comum, atrapalha bastante a evolução de alunos com deficiência intelectual. 
Acredito que deve ser avaliada a necessidade de ensinar o currículo na íntegra para um aluno que não consegue entender números negativos, por exemplo.
A dificuldade de locomoção foi resolvida, mas existe em mim a seguinte preocupação: E se fossem mais alunos com dificuldade de deslocamento? A escola teria espaço no térreo para acomodar todos os alunos com esse tipo de necessidade? 
Existe, então, uma urgência de que as escolas sejam 100% acessíveis.
5. Outras Experiências Relevantes (2 pgs)
A disciplina FP077 - As TIC na sala de aula, impactou e tem impactado minha prática pedagógica desde a época da pandemia de covid. Por necessidade, tivemos que implantar a tecnologia no nosso dia-a-dia como docentes e, a partir dela, tenho hoje a possibilidade de fazer o mestrado em educação.
Acompanhar os avanços tecnológicos e o processo de modernização da educação passou a ser uma necessidade, e aplicar esses conhecimentos didaticamente, melhoraram a comunicação como um todo, facilitaram o acesso ao conhecimento e possibilitaram o uso de ferramentas antes desconhecidas por mim, no processo de ensino-aprendizagem. 
Os benefícios das TICs foram incorporados na minha rotina.
A disciplina FP078 - Interculturalidade e educação, mostrou a necessidade de normalizar as diferenças, trazendo a todos os benefícios da diversidade cultural. 
Pessoas diferentes de culturas diferentes devem despertar curiosidade e trocas que enriqueçam o ambiente escolar, e a utilização e adequação das disciplinas a esse tema só qualificam o ensino e trazem saber e cultura à comunidade escolar.
A disciplina FP084 - Educação ambiental na educação formal, mostrou a necessidade emergente de trazer esse assunto no âmbito escolar, e projetos de economia de água, uso consciente de copos descartáveis, coleta seletiva de lixo, são projetos já existentes nas escolas que leciono. Projetos simples como esses causam grande impacto quando ganham os espaços residenciais de cada família pertencente à comunidade escolar. É com esse tipo de ensinamento e exemplo que as ações individuais trazem benefícios coletivos, e deve começar na escola esse ensinamento.
6. Autoavaliação (2 pgs)
Cursar o Mestrado tem sido uma experiência muito significativa e proveitosa.Tem oportunizado reflexões, ações, novas estratégias e melhoria na minha práticapedagógica. Como eterna aprendiz vejo no curso uma ascensão profissional e ganho,não só para mim de forma individual, mas também para meus alunos e pares comquem convivo no ambiente escolar, através de diálogos e trocas de experiências. Tenho me dedicado bastante aos estudos, leitura nas apostilas, nos materiaisobrigatórios e complementares, pesquisa sobre os temas abordados, realização dostrabalhos em dupla, grupo ou individual, autoavaliações e exames no Panal. Aespecialização tem atendido as minhas expectativas, vejo que evolui nas reflexões edidática em sala de aula. Sinto-me mais segura e preparada para lidar com assituações do cotidiano escolar. A autoavaliação é uma poderosa estratégia de perceber avanços edificuldades, vinculando a aprendizagem à autonomia intelectual, ao desenvolvimentodo senso crítico e a um compromisso interno com seus atos. Assume uma posturareflexiva do olhar sobre a realidade, sobre o próprio fazer com o intuito de melhorar aação educativa e a própria aprendizagem. O curso ratificou minha visão de educação enquanto potencializadora dopensamento crítico, ref lexivo, ético, sistematizado e proativo. No ensino à distância oaluno torna-se ainda mais o protagonista da sua evolução acadêmica, assumindo opapel ativo e potencializador no aprendizado.18
A evolução do meu processo formativo, vem gradualmente acontecendo com as leituras dos m ateriais obrigatórios, recomendados, vídeos temát icos, leituras avulsas de artigos, em sites, livros, elaboração dos trabalho e realização dos exames. O desenho de profissional pesquisador, está cada dia mais presente e claro na minha vida acadêmica. O desenvolvimento de práticas pedagógicas intencionais, pautadas na investigação e na realidade é sem dúvida, o caminho certo a continuar trilhando. Além de ampliar meus conhecimentos sobre educação e suas nuances, esse quadrimestre me trouxe m uitas reflexões sobre a minha prática e m uitas conclusões sobre a mudança da mesma. No início do curso, eu entendia que a valorização profissional do professor, estava extremamente atrelada a salários mais altos, hoje, percebo nitidamente, que valorização tem mais a ver com a minha própria postura enquanto professor, do que a questões salariais. Não que não seja importante ter melhores remunerações mas, hoje acredito, que a valorização f inanceira, vem atrelada a profissionalismo e formação de q ualidade. Acredito que eu, e apenas eu, sou responsável em me valorizar e prestar um serviço educacional de excelência. Os desafios da profissão de professor, ainda hoje, são enormes, porém, estou fazendo a minha parte com relação aos meus estudos e ao meu crescimento como um todo. Buscando fazer a diferença na minha vida e na vida dos meus alunos, criando novas possibilidades para e evolução da minha atuação profissional. A teoria em parceria constante com a prática, contribui significativamente para a melhoraria de q ualidade da educação. A transformação social que impacta positivamente o ensino e a aprendizagem é resultado de uma educação de excelência q ue requer aprimoramento técnico e pessoal. Nesse sentido, nós, educadores, devemos refletir mais sobre a didática e as metodologias que utilizamos em sala de aula para q ue possamos planejar, aplicar, avaliar, replanejar, reaplicar e reavaliar as nossas estratégias, e só e somente assim, poderemos ressignicar e ensinar com intencionalidade assertiva e alcançar o objetivo dos conteúdos propostos na nossa área de atuação. 
 Concluindo, ainda estou em processo de desenvolvimento mas, já posso dizer com segurança, que não podemos dissociar teoria e prátic a, valorização salarial de formação e prestação de serviço de qualidade, g estão democrática de participação da comunidade escolar, escola de família e muito menos, podemos desatrelar sucesso de muito estudo e dedicação.
7. Plano de Ação (2 pgs)
Planejar é necessário para atingir um resultado satisfatório. Organizar umroteiro de atividades, metas e objetivos, ou seja, um Plano de Ação é fundamentalpara o êxito acadêmico e profissional. Enquanto mestranda, almejo evolução em meu processo de aprendizagem pormeio dos seguintes objetivos: Objetivos acadêmicos potencializar meu aprendizado e engajamento com o curso e com a própriainstituição;explorar o conteúdo de maneira vivaz; continuar com momentos reservados a estudos, leitura e pesquisa;monitorar meu progresso enquanto aprendente.objetivos profissionais usar tecnologias educacionais para colaborar com outros educadores;inovar as metodologias pedagógicas com base na reflexão e autoavaliação; ressignificar a educação da teoria à prática, trazendosubsídios concretos paratorná-la espaço motivador e produtor de conhecimento significativo para a vida;pensar e repensar as ações.
Objetivo académico: Os maiores desafios enf rentados para as experiências de aprendizagem do primeiro q uadrimestre do mestrado em educação, são os encontros virtuais para discussão e elaboração dos trabalhos das disciplinas. Em função dessa dificuldade, a elaboração de um plano de ação é necessário para que em curto, médio e a logo prazo, além de acompanhamento, eu consiga alcançar metas e objetivos propostos, de maneira mais eficiente e assertiva. Objetivos profissionais: Fazer uso das t ecnologias educacionais para evolução da m inha destreza tecnológica e contribuir para a minha prática pedagógica e dos meus colegas. Planejar e acompanhar os trabalhos, bem como estabelecer prazos e metas. Refletir e propor novas estratégias para o meu trabalho Propor intencionalidade, ressignificar e f azer auto avaliação mensalmente. Podendo replanejar e melhorar ações e práticas. Ação: Reunir o grupo com antecedência, discutir a atividade proposta, apresentar ideias, dividir as tarefas e r emarcar a próxima reunião para a semana subsequente. Recursos: Apostilas, materiais recomendados, vídeos temáticos, leituras em sites, reunião via google meet (disponibilização do link), W hatsapp, e-mail etc., Cronograma: Os encont ros iniciais acontecerão um dia após a orientação do tutor da FUNIBER. O grupo terá o prazo de 10 dias corridos para a leitura dos materiais. No décimo primeiro dia após a leitura do material o link da reunião virtual será disponibilizado para acesso de participação da discussão da logística do trabalho 
20 em grupo. Nessa reunião dividiremos as tarefas e marcaremos o encontro para leitura e conclusão das produções das tarefas individuais. No décimo quinto dia, encaminharemos o trabalho para apreciação de todos e se aprovado, enviaremos para a formatação. Se houver alguma r essalva, ou acrescentamento de informações, textos e anexos, teremos prazo de mais dois dias para as adequações finais. Terminado o prazo, faremos outra reunião de apresentação do trabalho finalizado e se aprovado, estará pronto e disponível no e-mail pessoal de cada participante para envio na plataforma virtual do FUNIBER. Envolvidos: Alunos que estiverem com o nome confirmado no fórum de formação de grupos. Responsável pela ação: Líder do grupo A ação de planejar, cria oportunidades de uma pedagogia reflexiva e novas estratégias do ensino aprendizagem. Nos guia para uma pedagogia que articula a prática teórica com investigação, observação e ação continua. 
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