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Dimensões 
e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Sumário
 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA
 Descrições das intervenções antecedentes 
 Descrições das intervenções consequentes 
 ABA e Inclusão Escolar
Diagnósticos e Comportamentos 
 Procedimentos para avaliar comportamento-problema
 Diagnósticos e Comportamentos 
 Linguagem e comportamento verbal no TEA
Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na 
adolescência
 Alfabetização e linguagem 
 Desenvolvimento atípico 
 TEA e sexualidade na adolescência
Diagnósticos e Desafios
 Diagnósticos e especificidades do TEA em adultos 
 Desafios de comportamentos no TEA
Referências 
5
17
29
41
54
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se form necessarias;
Se for preciso acesar um 
ou mais sites para fazer 
dowload, assistir videos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento 
de uma competência for 
concluído e questões forem 
explicadas. 
@faculdadelibano_
1
Intervençôes e 
Inclusão Escolar na 
ABA
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Capítulo 1
Intervençôes e Inclusão 
Escolar na ABA
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona 
as descrições das intervenções antecedentes e consequentes, bem 
como suas características. As pessoas que necessitam compreender 
como se desenvolve a inclusão escolar no ABA. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
Descrições das intervenções antecedentes
A avaliação para crianças com pressuposto de Transtornos do Espectro do Autismo, 
segundo Golbert (2016), se desenvolveu por meio de Bosa no ano de 1998, e foi otimizado 
em 2007. Cresceu a partir da escassez de ordenar e observar em tarefas e reavaliações 
de crianças com suspeita de autismo, na escassez de equipamentos autenticados.
A inserção dos instrumentos é desenvolvida através da observação diretamente 
ligada a criança, em conjunto com o adulto, pais ou profissionais, levando em conta 
a assiduidade, força e singularidade dos sintomas, como também as documentações 
qualitativas.
Sendo assim, a constatação antecipada e o direcionamento para intervenções 
decorrentes podem apontar uma pressuposição consideravelmente melhor para a 
criança com TEA, apresentando mais eficiência no comportamento de adaptação. 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
Todavia, de acordo com Golbert (2016), em relação ao TEA, compreende-se que a 
literatura demonstra vários padrões de intervenção geradas das abordagens teóricas. 
Porém, nem todas são apresentadas para a forma brasileira. 
Assim, ao que se refere a saúde pública, se torna uma tarefa ainda mais difícil, pois 
o desenvolvimento para agir nas várias formas e modalidades terapêuticas não é 
entendida nas aprendizagens de graduação, fazendo com que o profissional custei sua 
formação, considerada bastante puxada ao que se refere ao TEA, em realçao aos custos. 
Ao que se refere a intervenção desenvolvimentista, pode ser considerada um ponto de 
aprendizado com objetivo de localizar as particularidades autistas que se diferenciam 
do que se encontra no desenvolvimento comum e sugere opinar sobre as mesmas com 
finalidade de verificar a aprendizagem que não foi possível concluir. 
Dessa maneira, a autoria descreve que: 
O enfoque desenvolvimentista caracteriza-se por uma abordagem 
eminentemente pragmática e social do desenvolvimento, em que 
o principal objetivo é promover o desenvolvimento de habilidades 
comunicativas, estimulando a capacidade da criança de iniciar 
interações sociais. Além disso, outro ponto fundamental deve ser a 
aquisição de estratégias que possam comunicar intenções tais como 
gestos e vocalizações. Um programa de intervenção precoce, segundo 
a abordagem desenvolvimentista, procura basicamente estabelecer 
o caminho do desenvolvimento dos precursores da linguagem que 
não foi possível percorrer, independentemente da etiologia. Essas 
intervenções também são planejadas individualmente, levando-se 
em conta a singularidade de cada criança e o que ela é capaz de 
Saiba Mais
Com a constatação antecipada, é possível considerar que a chance para 
uma inserção eficaz maior nas etapas de escolaridade e, posteriormente, 
uma conjectura mais próspera. Sendo assim, a escolha de um padrão 
terapêutico não é uma atividade fácil.
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
desenvolver no momento do atendimento (GOLBERT, 2016, p. 20)
De acordo com Golbert (2016), também é possível intervir empregando a cópia do 
comportamento da própria criança autista com objetivo de favorecer a sua concentração 
social e desenvolver retorno social de uma forma mais abrangente. 
Segundo Golbert (2016), a ideia de intervenção é desenvolvida de forma a inserir a 
ascensão de outras capacidades consideradas relevantes para o desenvolvimento da 
linguagem, bem como: contato ocular, atenção aos estímulos sociais, desenvolvimento 
das ações. A autora ainda descreve que:
Por esse motivo, essa abordagem utiliza contextos naturais de 
interação, para que as crianças desenvolvam espontaneamente 
os seus comportamentos comunicativos. A intervenção 
desenvolvimentista utiliza a família como uma das principais fontes 
do desenvolvimento da criança, já que os contextos naturais de 
interações são imprescindíveis para que a criança se comunique 
e interaja naturalmente e que a família é considerada o apoio 
fundamental para que essa interação ocorra nas mais variadas 
situações, como na hora do banho, das refeições ou no brincar. 
(GOLBERT, 2016, p. 21)
Dessa maneira, a autora ainda descreve que possui quatro metas consideradas 
importantes de qualquer intervenção, sendo estas: “1) estimular o desenvolvimento social 
e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 
3) diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às 
oportunidades de experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com o 
autismo”. (GOLBERT, 2016, p. 21).
Dessa forma, é possível compreender que a prática de aprendizagem possui o padrão 
adequado direcionado pelo profissional, apresentando característica por separar 
seguimento em etapas menores ou discretas. De acordo com Golbert (2016): 
A prática do atendimento clínico de crianças com TEA vem 
demonstrando que a avaliação psicológica é realizada única e 
exclusivamente com o objetivo de fornecer um diagnóstico para 
crianças com suspeita de autismo, de modo que as potencialidades 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
e dificuldades observadas no processo avaliativo não são utilizadas 
para o planejamento de intervenções psicoeducacionais. (GOLBERT, 
2016, p. 21)
Todavia, é possível observar que várias escolas ou instituições disponibilizam consultoria 
em particularidades do tipo ABA, onde cada um irá apresentar sua característica e sua 
maneira de ser aplicada para o melhor desenvolvimento de cada criança.
Assim, a intervenção apoiada nos antecedentes é um dos procedimentosda Análise do 
Comportamento Aplicada, que pode ser desenvolvido em intervenções para crianças 
ou adultos que apresentam autismo com finalidade de compreender e auxiliar com o 
seu comportamento apresentado.
Descrições das intervenções consequentes
O autismo alcança alcança, atualmente, diversas crianças e adultos, onde apresentam 
suas particularidades principais entre déficits qualitativos na comunicação social e na 
forma de comportamentos recorrentes e padrões de relevância a tarefas estipuladas.
De acordo com Alvarenga (2017), essas particularidades podem complicar a interação 
social de cada indivíduo, que necessita de uma intervenção psicológica e médica para 
que consiga atingir uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento. Segundo a autora 
descreve que:
Com a modificação de alguns comportamentos é possível obter uma 
melhora significativa dos sintomas do autismo, pois na abordagem 
cognitivo-comportamental acredita-se que as crianças com autismo 
apresentam as mesmas habilidades de crianças neurotípicas, em 
níveis de intensidade diferentes. É possível perceber que alguns 
comportamentos autistas também são reproduzidos por crianças 
neurotípicas ainda que com frequência menor. (ALVARENGA, 2017, p. 
10)
Dessa forma, se apresentam vários parâmetros de diagnótiscos voltados ao autismo, 
onde de acordo com Alvarenga (2017): “De acordo com o DSM o autismo possui graus 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
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Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
de comprometimento que estão num continuum que estabelece os níveis de 1 a 3, 
dependendo dos sintomas e características de cada indivíduo.” (ALVARENGA, 2017, p. 10). 
Com isso, é possível identificar que uma das transformações é a retirada das categorias 
do Autismo Síndrome de Asperger, transtorno desintegrativo e transtornos globais 
do desenvolvimento sem outra particularidade, acarretando assim, a definição de 
Transtorno do Especto Autista (TEA).
O transtorno do espectro autista é um quadro acarreta prejuízos 
significativos na interação social, comunicação e padrões limitados 
ou estereotipados de comportamentos e interesses. Para o 
diagnóstico tais sintomas devem estar presentes por volta dos três 
anos de idade. No que se refere à dificuldade de interação social, sua 
manifestação pode ser através de isolamento ou comportamento 
social inadequado, pouco contato visual, dificuldade para participar 
de atividades em grupo, demonstração de afeto inadequada ou 
ausência da mesma, falta de empatia social e emocional. Com o 
passar do tempo o comportamento de isolamento tende a melhorar, 
porém o déficit de habilidades sociais tende a permanecer. 
(ALVARENGA, 2017, p. 13)
Assim, tanto adulto como adolescentes com o TEA, mesmo apresentando ações 
cognitivas apropriadas, dirigem-se a efetuar alterações de pensamento associado a 
como são apresentados aos indivíduos, fazendo com que se isolem. 
De acordo com Alvarenga (2017), ao que se refere aos déficites de comunicação, estes 
estão vigentes em diversas etapas de comunicação verbal e não-verbal. A autora ainda 
relata que:
Quando se trata de quadros mais graves a criança pode não 
desenvolver a fala, já em outros casos pode desenvolver uma fala 
imatura caracterizada por jargão, ecolalia, reversões de pronome, 
prosódia anormal, entonação monótona, etc. Os mesmos autores acima 
citados afirmam que as dificuldades de linguagem e comunicação 
permanecem na vida adulta e muitos autistas continuam nãoverbais. 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
Os que desenvolvem a fala apresentam habilidades sociais pobres 
e dificuldade de interpretar mensagens e conversas. Os padrões de 
comportamentos repetitivos e estereotipados são caracterizado por 
resistência a mudanças, insistências em rotinas, apego excessivo 
a objetos e encanto com movimentos de peças (rodas ou hélices). 
(ALVARENGA, 2017, p. 13)
Dessa maneira, o tratamento do autismo deve abranger uma atividade interdisciplinar. 
O cronograma de intervenção deve apresentar suporte no perfil da criança e nas suas 
habilidades que estão por se desenvolverem. 
As intervenções mais empregues são as psicoeducacionais e as farmacológicas. A 
primeira, caracteriza-se por ter finalidade essencial de desenvolver as habilidades que 
se encontram atrasadas ao que se refere a crianças neurotípicas. Alvarenga (2017) 
ainda relata que:
O método TEACCCH (Treatment and Education of Autistic and 
Related Communication Handicapped Children), com a ênfase na 
organização e na estrutura do ambiente, prevê também a criação 
de rotinas de trabalho, uso de pistas visuais e instrumentos de apoio 
organizados sistematicamente para facilitar a compreensão e 
promover a autonomia da criança. As estratégias comportamentais 
e cognitivas do programa de ensino incluem a divisão de atividades 
complexas em unidades menores, passíveis de serem treinadas 
passo a passo e posteriormente generalizadas para outros contextos. 
Os pais atuam como coterapeutas. (ALVARENGA, 2017, p. 17)
Assim, é possível compreender que no método ABA, ou seja, Análise Aplicada de 
Comportamento, compreende-se que as ações dessas crianças depende de seus 
resultados, onde são conservados por associação de possibilidades que podem vir a se 
modificarem.
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
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Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
Dessa maneira, as crianças que apresentam gritos ou autoagressões como maneira 
de conseguir atenção, geralmente conseguem, mesmo que as pessoas, profissionais 
ou os pais, os repreendam. De acordo com Alvarenga (2017): “o objetivo é reforçar os 
comportamentos-alvo mais adaptativos.” (ALVARENGA, 2017, p. 17). 
Apesar de o tratamento farmacológico não disponibilizar medicação específica para 
os principais sintomas do autismo, eles minimizam a intensidade dos sintomas-alvo. 
Determinados sintomas como agressividade, comportamento autolesivo, rituais 
compulsivos e hiperatividade podem se manifestar de forma exacerbada e prejudicar 
a interação social. Nestes casos o auxílio farmacológico traz estabilizaçao clínica. Os 
remédios mais utilizados tem sido os neurolépticos (haloperidol), que reduzem a 
agressividade, as estereotipias e os comportamentos automutilantes, e os antipsicóticos 
atípicos (risperidona) para atenuar sintomas-alvo de irritabilidade e hiperatividade. 
(ALVARENGA, 2017, p. 17)
Todavia, a autora ainda descreve que a finalidade dessas técnicas que podem ser 
empregues de maneira combinada é recuperar a ordem do desenvolvimento adequado 
para a idade de cada indivíduo ou criança. 
Sendo assim, em crianças, as formas de intervenção consequentes podem ser 
apresentadas como: terapia de fala, interação social, linguagem, educação especial 
e apoio familiar. Já em adolescentes pode se apresentar em ações sociais, terapia 
ocupacional e sexualidade.
 ABA e Inclusão Escolar
Saiba Mais
A Análise Aplicada de Comportamento pode ser considerado também 
um método que necessita de treinamento adequado, onde também 
pode ser abordado como uma área profissional. Ou seja, os profissionais 
estudam para se adequar às análises de comportamento em sua 
dimensão, tanto por meio de pesquisas, como por meio de interferências, 
ou seja, tarefas aplicadas. Para que consigam desenvolver as habilidades 
de cada criança.
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
É visto que a aprendizagem abrange várias medidas associadas a diversos fatores, onde 
cada indivíduo expõe sua maneira particular de aprender, o seu rítmo, bem como suas 
necessidades particulares para a sua aprendizagem. 
Assim, o aprendizado se torna único para cada pessoa. Quando a escola compreende 
sobre as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, desenvolve suas atividades 
educacionais voltadas a adequação de aprendizagem e interveções apropriadas.
Como forma de melhorar a educação, a escola deve responderàs necessidades e 
particularidades dos alunos, corroborando, primeiramente, que a educação adequada 
é de direito de todos os indivíduos. 
De acordo com Moraes (2018): “como explicita a Constituição Federal em seu art. 205 
define a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e 
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da 
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” 
(MORAES, 2018, p. 1). 
Entende-se como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) como uma alteração 
neurológica que vem testando a ciência e sua profundidade. Assim, as pessoas que 
apresentam TEA demonstram algumas dificuldades na comunicação e interação social, 
como também deslocamentos repetitivos e categorizados.
Saiba Mais
No Brasil, de acordo com Moraes (2018), os levantamentos demonstram 
aproximadamente 2 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro 
do Autismo. A Análise Aplicada do Comportamento é adequada como 
uma das ações mais eficientes de perspectiva para o tratamento desse 
transtorno, onde demonstra fundamentos científicos.
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
É visto que a cada ano que se passa, esse número se desenvolve mais e as escolas 
necessitam se adequar com as maneiras de aprendizagem que possibilite seu 
desenvolvimento. 
Alunos com TEA apresentam dificuldades de aprendizagem, que, 
dependendo do grau de comprometimento, podem se tornar 
um desafio quase impossível para uma efetiva inclusão. Sendo as 
dificuldades nas áreas do comportamento verbal e social verdadeiras 
barreiras para o seu desenvolvimento escolar. A busca de estratégia 
que permitam remover essas barreiras [...] reflete a verdadeira filosofia 
da educação inclusiva indo muito além da inserção de alunos nesta 
ou naquela sala de aula. A presença física é necessária, mas não é 
suficiente para inclusão ser garantida com qualidade e eficiência. 
(MORAES, 2018, p. 2)
Segundo Moraes (2018), , a ciência Analise do comportamento Aplicada - ABA gera uma 
diversidade de contribuição ao ensino de indivíduos que apresentam o transtorno de 
espectro do autismo, bem como retardo no desenvolvimento. 
Essa ciência é apoiada na análise comportamental inserida em espaços naturalísticos, 
com finalidade de atividades para o ensino e habilidades comportamentais, favorecendo 
com o desenvolvimento nas disciplinas de comunicação, interção social, habilidades 
acadêmicas e no dia a dia de cada pessoa. 
Saiba Mais
De acordo com Moraes (2018) as informações mais atuailizadas do 
Centers for Disease Control and Prevention – CDC, Centro de Diagnósticos 
dos Estados unidos, descreve que: “1 a cada 59 crianças com 8 anos de 
idade, são identificadas com o transtorno e sua prevalência aumenta 
a cada ano em comparação a dados anteriores. A OMS estima que 
aproximadamente 1% da população mundial tenha TEA.” (MORAES, 2018, 
p. 2).
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
De acordo com Moraes (2018), se apresentam vários pontos significativos apoiados na 
análise do comportamento que verificam maneiras comportamentais abrangendo 
áreas particulares e ajudando no planejamento de currículos ativos, bem como na 
orientação da aplicação de tarefas pelas escolas e professores, por meio do Plano de 
Ensino Individualizado. 
Com comprovações científicas, a ABA torna-se uma ciência de 
importância para o trabalho acadêmico, visando a aprendizagem 
e desenvolvimento de alunos com atraso no desenvolvimento ou 
com TEA, sendo uma abordagem fundamental para o processo de 
inclusão escolar. A ABA avalia as habilidades nos comportamentos 
verbais e sociais indicando adequação ao currículo escolar, pautado 
no próprio desenvolvimento dos alunos, mas sem tirar o aluno da 
sala regular de ensino, ao qual tem o direito de estar sendo atendido 
por profissionais qualificados. (MORAES, 2018, p. 2)
Sendo assim, as crianças que não demonstram um desenvolvimento comum necessitam 
do ambiente escolar para uma boa adapatação em sua organização e modelo 
educacional, com objetivo de adequar a esses indivíduos o direito legal de utilizarem 
desses ambientes de ensino. 
Segundo Moraes (2018) descreve que: “essas crianças o direito legal de usufruírem desse 
espaço de aprendizagem, assim como adaptação no currículo, métodos, técnicas e 
recursos, como garante a LDB. Atualmente, o que observamos é o desafio de fazer cumprir 
a legislação em vigor, garantindo aos alunos com deficiência, ingresso, permanência e 
aprendizagem nas escolas.” (MORAES, 2018, p. 3)
Dessa maneira, se pode observar que a inclusão na educação vem se ampliando no 
Brasil, onde de acordo com Moraes (2018): “com média em 74% dos alunos matriculados 
em sala regular (analise do Censo realizada pelo Observatório do PNE, referente a META 
4).” (MORAES, 2018, p. 4). Ainda segundo a autora:
Paralelo a este aumento, vem a necessidade das escolas em atuarem 
com qualidade no atendimento aos alunos da modalidade especial, 
utilizando métodos, técnicas, recursos, intervenções e adequações 
de acessibilidade para desenvolver suas habilidades e autonomia 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1
no processo escolar. Apesar do aumento nas matriculas em sala 
regular, questionamos os professores se a educação inclusiva está 
sendo efetiva na sua escola (Gráfico 1). Participaram desta pesquisa 
17 escolas de Recife, incluindo escolas públicas municipais 35,3%, 
estaduais 5,9% e privadas 58,8%. (MORAES, 2018, p. 4)
Dessa forma, é imprenscindível a implementação de acompanhante terapêutico e 
profissional dentro do espaço escolar, principalmente ao que se refere a ABA na escola, 
com alunos autistas. Visto que, esse profissional quem será responsável por inserir e 
verificar cada indivíduo em suas etapas de aprendizagem. 
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido que a inserção dos instrumentos é desenvolvida através da 
observação diretamente ligada a criança, em conjunto com o adulto, pais 
ou profissionais, levando em conta a assiduidade, força e singularidade 
dos sintomas, como também as documentações qualitativas. 
Dessa maneira, a constatação antecipada e o direcionamento 
para intervenções decorrentes podem apontar uma pressuposição 
consideravelmente melhor para a criança com TEA, apresentando mais 
eficiência no comportamento de adaptação. É possível compreender 
também que o autismo alcança alcança, atualmente, diversas crianças e 
adultos, onde apresentam suas particularidades principais entre déficits 
qualitativos na comunicação social e na forma de comportamentos 
recorrentes e padrões de relevância a tarefas estipuladas. Contudo, 
foi possível verificar que o tratamento do autismo deve abranger uma 
atividade interdisciplinar. O cronograma de intervenção deve apresentar 
suporte no perfil da criança e nas suas habilidades que estão por se 
desenvolverem.
@faculdadelibano_
2
Diagnóstico e 
Comportamentos
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
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Capítulo 2
Diagnóstico e 
Comportamentos
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender os procedimentos 
para avaliar comportamento-problema, bem como os diagnósticos 
e comportamentos inseridos na ABA. Isto será fundamental para o 
exercício de sua profissão. As pessoas que necessitam compreender a 
forma de linguagem e comportamento verbal no TEA. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
Procedimentos para avaliar comportamento-problema 
Com finalidade de iniciar as intervenções antecedentemente, vários estudos procuram 
analisar quais atividades no comportamento da criança e seu desenvolvimento 
apresentaminterferidas desde cedo, podendo também ser analisado fatores 
antecipados, chamados de sinais de alerta ou AS.
Assim, o déficit na atividade de Atenção Compartilhada (AC), de acordo com Steigleder 
(2019), é visto como um dos sinais de alerta mais significativos do TEA, como também 
métodos de avaliação para outros transtornos de desenvolvimento. 
Dessa maneira, a avaliação comportamental pode ser considerada como uma 
comunicação triádica, que abrange retorno e determinação de interações do indivíduo 
com finalidade de atenção e, respectivamente, destinada a outra tarefa. 
Na AC, estes comportamentos sociocomunicativos ocorrem de 
forma sincrônica (em que as interações se apresentam com troca 
de turnos) e com os canais de comunicação coordenados com o 
objetivo de compartilhar interesses comuns. No caso de crianças 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
com TEA, alguns estudos trazem evidências sobre a identificação 
de limitações em habilidades sociointerativas, incluindo a AC, em 
períodos muito precoces do desenvolvimento. Por exemplo, Veness, 
Prior, Eadie, Bavin, e Reilly (2014) realizaram um estudo sobre o 
desenvolvimento de crianças que receberam diagnóstico de TEA aos 
sete anos de idade, cuja coleta de dados era retroativa, relativa aos 
8, 12 e 24 meses de idade da criança. (STEIGLEDER, 2019, p. 21)
Assim, de acordo com a autora, a finalidade da pesquisa seria verificar as atividades 
de comunicação social durante a infância que desenvolveriam o diagnóstico de TEA, 
distinguindo as crianças de outros conjuntos. 
De acordo com Steigleder (2019), foi possível verificar que: “o grupo de crianças com TEA 
demonstrou menos comportamentos comunicativos do que o grupo com DT, e menos 
utilização de gestos em relação ao grupo com PL. Aos 12 meses, os resultados tiveram 
padrão semelhante àqueles relatados aos oito meses nesta escala. Ainda aos 12 meses, 
na CDI, também o grupo com TEA apresentou menor uso de gestos comunicativos do 
que o grupo com PL. Aos 24 meses, o grupo com TEA obteve escores totais na CSBS 
menores do que todos os outros grupos, ou seja, demonstrou menos comportamentos 
comunicativos.” (STEIGLEDER, 2019, p. 22). 
Dessa maneira, se pode compreender que, de acordo com os estudos analisados, foi 
possível verificar que as crianças com TEA apresentam menos comportamentos de 
comunicação do que os demais. 
Sendo assim, ao que relata Steigleder (2019), os estudiosos verificam que a descrição dos 
pais em relação a primeira infância dos filhos em atividades comunicativas social é um 
prenunciador do diagnóstico do comportamento de TEA, referente a outros conjuntos 
de pacientes.
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
Todavia, além dos relatos de cuidadores de crianças, a observação desses 
comportamentos e interatividade social como também a comunicação, também são 
considerados como instrumentos fundamentais para o desenvolvimento de busca de 
antecedentes de TEA. 
Dessa forma, de acordo com Steigleder (2019), também se faz importante o 
comportamento do adulto com a criança, as suas interações e como ele desenvolve as 
atividades nessa troca recíproca. De acordo com a autora: 
Nos dois momentos do estudo, foi utilizado o Communication Play 
Protocol que consiste em observações semiestruturadas, nas quais 
os pais brincam com as crianças. São avaliados três aspectos neste 
protocolo: a interação social, o pedido e os comentários realizados 
pela criança durante a brincadeira. As observações utilizando o CPP 
foram descritas utilizando um inventário que contempla diversas 
possibilidades de comportamentos que podem estar presentes 
durante essas interações, chamado Joint Engagement Rating 
Inventory. Também nos dois tempos do estudo, foi administrada a 
Early Social Communication Scales (ESCS), instrumento padronizado 
que avalia habilidades de comunicação não-verbal das crianças 
por meio de observações realizadas por um avaliador. Por fim, as 
habilidades de linguagem expressiva foram avaliadas através do 
McArthur Communicative Development Inventory (CDI), a fim de 
estimar o número total de palavras pronunciadas pelas crianças. 
(STEIGLEDER, 2019, p. 23)
Saiba Mais
Os relatos de cuidadores por meio da utilização de ações e habilidades 
comunicativas por meio de equipamentos empregues, podem ser 
fundamentais para identificação de sinais de alerta e identificação da 
avaliação do comportamento. Assim, é possível realizar intervenções o 
quanto antes para cada indivíduo.
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
Dessa maneira, é possível observar que o objetivo de estudos é trazer a associação da 
naturalidade no comportamento social, figura central na organização de envolvimentos 
sociais. 
Todavia, os procedimentos para avaliação-problema do TEA decorrem desde os 18 
meses de vida até a etapa adulta, onde irá passar por avaliação do comportamento 
da criança, desenvolvendo questionários, interagindo com os pais e localizando 
particularidades que visualizam o TEA.
Diagnósticos e Comportamentos 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno verificado na 
infância, onde não possui cura. Mas, com o desenvolvimento de tratamentos se pode 
alcançar melhoria e qualidade de vida do indivíduo. Assim, esse transtorno pode ser 
apontado como raro ou grave. De acordo com Cunha (2021): 
O autismo não havia sido estudado antes de 1943, onde Lacerda 
(2017) apresenta o estudo do médico chamado Leo Kanner, na 
década de trinta, realizou um experimento onde onze crianças 
apresentavam comportamentos parecidos uma das outras, as 
condições psiquiátricas muito próximas, não havendo registros de 
tais comportamentos, estabelecendo como o primeiro médico que 
abordou cientificamente as condições do autismo através do estudo 
publicado na década de quarenta. Leo Kanner considera que o 
transtorno apresenta diferentes condições como o Transtorno Global 
do Desenvolvimento, o Asperger e o próprio autismo que possui uma 
tríade para avaliar o diagnóstico: déficits na interação e comunicação 
social, padrões de restrição e repetição no comportamento, incluindo 
as atividades e os interesses, levando a apresentar diferentes formas 
de diagnóstico e tratamento. (CUNHA, 2021, p. 1)
Assim, é possível compreender que é de bastante significância que o diagnóstico 
antecipado seja dado adequadamente, onde de acordo com Cunha (2021) afirma que: 
“o “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5° - DSM-V” onde Susan E. 
Swedo, M.D. e equipe basearam-se critérios de diagnósticos para que defina níveis do 
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Comportamentais 
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Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
autismo e a partir daí seja feito um tratamento específico.” (CUNHA, 2021, p. 2)
Dessa forma, para que seja verificado o indivíduo que apresenta TEA, é considerável 
identificar se apresenta déficites na comunicação e contato social, formas repetitivas, 
bem como comportamentos subordinados e outros indícios que aparecem nas etapas 
de desenvolvimento. 
Segundo Cunha (2021), apoiado na 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos 
Transtornos Mentais– DSM V, os sintomas primordiais do TEA se habitua a ser localizado 
entre doze e vinte e quatro meses de vida de cada pessoa. Ainda de acordo com o autor: 
Anterior aos doze meses de idade, pode se notar um ou outro 
atraso no desenvolvimento, entretanto os sintomas começam a se 
manifestar de forma mais acentuada a partir dos vinte e quatro 
meses. Traços de condutas ligadas ao Transtorno do Espectro Autista 
aparecem com evidência na primeira fase da infância. Há crianças 
que apresentam atraso no desenvolvimento da fala, dificuldade na 
interação com seus pares ou familiares, irritação em locais cheios 
ou barulhentos, fascínio por objetos incomuns, estereotipia vocal e 
motora, ausência das interações sociais, onde se precisaseguir uma 
rotina, e comportamentos definidos. (CUNHA, 2021, p. 3)
Todavia, a datar do segundo ano de vida do indivíduo, os indícios se desenvolvem de 
forma mais excessiva. Ou seja, aquela criança que demonstra bastante dificuldade nas 
atividades como brincar, utilizar da imaginação, dificuldade ao manusear os brinquedos, 
ou até mesmo ficar em pé por um período, dificuldade na conversa ou fala, pode ser um 
diagnóstico de TEA.
Sendo assim, de acordo com Cunha (2021), o conceito do Transtorno do Espectro 
Autista seria representado pela união de situações comportamentais verificadas por 
dificuldades em seu desenvolvimento, bem como nas tarefas sociais, percepção do 
indivíduo e na sua fala. 
Os sintomas aparecem já nos primeiros anos de vida. O autor 
menciona a importância de se conhecer as principais características 
para que um diagnóstico seja realizado o mais rápido possível de 
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Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
forma que a criança tenha a chance de evoluir nas características do 
espectro. O diagnóstico é clínico depende de uma observação mais 
sistemática a respeito do comportamento e desenvolvimento da 
criança, observação esta que deve se fundamentar em entrevistas 
com os pais da criança, professores e demais pessoas que a 
acompanham. (CUNHA, 2021, p. 3)
Dessa forma, é possível observar que o auxílio de um profissional é de grande importância, 
como por exemplo, psicólogos, fonoaudiólogos e pedagogos, onde vão analisar o perfil 
de cada criança, bem como o seu histórico, sua interação social, suas relações afetivas, 
entre outros. 
De acordo com Cunha (2021), analisa que as crianças diagnosticadas com Transtorno 
do Espectro Autista apresentam distúrbios sensoriais muito divergentes e singulares, 
como por exemplo, a sensibilidade a efeitos sonoros, visuais, táteis e gustativos. 
Assim, se pode compreender que a hipersensibilidade a incentivos sonoros auditivos 
revela uma dificuldade muito adversa para socialização desse indivíduo, onde irá 
apresentar contrariedade para comparecer em ambientes lotados e barulhentos. De 
acordo com Cunha (2021): 
Atividades sequentemente maiores serão os resultados positivos no 
tratamento e na obtenção de uma melhora no desenvolvimento da 
criança. Normalmente os pais são os primeiros a perceber certos 
comportamentos diferentes reproduzidos pelos seus filhos, a partir 
daí então, começam a busca pela ajuda profissional. (CUNHA, 2021, 
p. 4)
Saiba Mais
Dessa maneira, se pode considerar que o auxílio profissional é 
de bastante significância, não somente pelos seus relatos, como 
também por orientar e encaminhar a análise do comportamento no 
desenvolvimento de interferências científicas que são apoiadas em 
indícios e são consideradas pertinentes para cada indivíduo.
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Comportamentais 
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Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
Dessa forma, é possível compreender que a ABA está ampliando o seu espaço como uma 
forma de interferência para o autismo, como forma de diagnosticar os comportamentos 
o mais cedo possível. Porém, são poucos os profissionais que se capacitam para essa 
determinada área.
Segundo Cunha (2021) relata, a resolução do diagnóstico para os pais é uma etapa 
complexa e delicada, onde o profissional é encarregado de passar as demais informações 
de maneira responsável e explicar todas as fases e formas que sejam menos chocante, 
para que assim, os pais consigam identificar uma forma de aceitar e conviver com a 
diversidade de seus filhos e os auxiliando, juntamente com o suporte profissional. 
Assim, ao identificar e verificar as particularidades importantes da visão e das dificuldades 
habituais nas agilidades sociais e no comportamento, se faz importante colaborar para 
um melhor ajuste de diagnóstico de cada indivíduo com TEA na população.
Contudo, se faz importante que todo profissional atue durante suas inserções de 
atividades da ABA alinhado com o seu diagnóstico, manuseamentos comportamentais 
que se fazem necessários para o crescimento da criança, como por exemplo, gerar 
variadas formas de brincar com brinquedos, enaltecer, reproduzir as atividades de cada 
criança. 
Linguagem e comportamento verbal no TEA 
Quando a criança ainda é pequena, pode se verificar diversos sintomas do TEA que 
passam despercebidos. Porém, é o retardo na comunicação que irá apresentar 
Importante
Dessa forma, várias atividades de espaços diversos do conhecimento 
tem sido sugeridas para intervenção e desenvolvimento de tratamentos 
que investigam o acompanhamento e crescimento das habilidades 
de cada criança, adequando suas comunicações tornando-as mais 
seguras em várias áreas de desenvolvimento.
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importância do cuidado dos pais e encaminhá-los para um profissional adequado. 
A partir dos dois anos de idade os pais podem começar a verificarem ou buscar auxílio 
se caso reconheçam dificuldades na fala de cada criança. Assim, a partir dos primeiros 
meses de vida de cada indivíduo vai se desenvolvendo os pontos importantes para a 
linguagem. 
Com isso, é importante a verificação antecipada do diagnóstico, pois a intervenção 
deve ser analisada o quanto antes, como forma de prevenir que a criança sofra 
dificuldades ou agrave o seu caso mais adiante. Além disso, aquela criança que não 
desenvolveu uma comunicação adequada a sua idade, irá apresentar problemas na 
sua socialização, como também no desenvolvimento de brincadeiras.
No que tange ao desenvolvimento de habilidades ligadas ao 
repertório verbal de pessoas diagnosticadas com TEA, é necessário 
que se analise as variáveis envolvidas na aquisição e manutenção 
destes repertórios comportamentais e que se arranje contingências, 
criando-se oportunidades de ensino. Como foi apontado por Lear 
(2004), é importante ressaltar que a aquisição de um operante 
verbal (por exemplo, o ecoico) não implica necessariamente na 
aprendizagem dos demais, por isso, no ensino de repertório verbal 
é preciso garantir a aprendizagem de cada operante verbal. (HORA, 
2017, p. 12)
Assim, de acordo com Hora (2017), o comportamento verbal pode ser conceituado como 
uma tarefa praticável, onde é essencial para o desenvolvimento de sua aprendizagem 
Saiba Mais
Já aos seis meses de idade, ou com aproximadamente um ano, a 
criança pode apresentar dificuldades na fala ou demonstrar palavras 
afastadas na comunicação. Quando chegam aos dois anos de idade, 
já começam a construir frases. Ou seja, todo esse desenvolvimento é 
analisado a partir do seu nascimento.
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funcional, apoiada na tríplice probabilidade.
Segundo Hora (2017), a atividade verbal total se resume na comunicação entre o 
comportamento da pessoa e de quem escuta, onde a pessoa que escuta é espaço 
verbal para o falante. Dessa maneira, a autora descreve ainda que:
Em outras palavras, o reforço do comportamento do falante é 
mediado pelo ouvinte que, por sua vez, foi condicionado pela sua 
comunidade verbal. Em Verbal Behavior, Skinner (1957) formula 
categorias e descreve operantes verbais sob controle de diferentes 
variáveis que podem, por exemplo, envolver estímulos auditivos ou 
visuais, com ou sem correspondência ponto-aponto e similaridade 
formal com a resposta. (HORA, 2017, p. 12)
Outro aspecto significativo na análise do desenvolvimento da 
linguagem por meio da Análise do Comportamento é conhecido 
como naming ou nomeação. Ou seja, apoiado em Hora (2017), noming 
significa: “fusão, junção ou interação dos repertórios de falante e 
ouvinte no comportamento humano.” (HORA, 2017, p. 13).
Esse aspeco seria então uma etapa fundamental para o desenvolvimento da linguagem, 
pois gera o ensino da linguagem de maneira eventual, ou seja, o indivíduo que obteve 
naming pratica tarefas de falante e ouvinte sem conhecimento direto. 
Antes desseprocesso, a aprendizagem de cada resposta de falante 
ou de ouvinte embora sob controle dos mesmos estímulos requereria 
instruções diretas e separadas. A aprendizagem de naming facilita 
o aparecimento de categorias emergentes e relações derivadas, 
contribui para a aquisição de repertórios verbais complexos, 
providenciando a fundação de capacidades mais avançadas. 
Nesse sentido, o naming parece resultar na capacidade de aprender 
de novas formas; como um cusp desenvolvimental e uma nova 
capacidade de aprendizagem, permite que a criança entre em 
contato com o ambiente de uma forma que não era possível antes. 
(HORA, 2017, p. 13)
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Todavia, vale lembrar que o naming é apoiado em um cusp, ou seja, desenvolvimento de 
comportamento que está associado ta adequação de um comportamento que amplia 
consideravelmente a chance do organismo estar ligado em atividades que geram 
novos ensinos. Dessa forma, o naming permite uma nova maneira de aprendizagem de 
tarefas e funções de linguagem. 
Ao que se refere ao controle textual, a inserção do naming procura uma melhoria 
considerável nas etapas de compreensão de leitura, onde se desenvolve interações 
entre o falante e ouvinte, desenvolvendo também estímulos e respostas emocionais por 
meio da fala e escrita. 
Por volta dos 3 anos de idade há uma explosão no vocabulário de 
crianças que estaria relacionada a aquisição de naming. Assim, 
experiências de naming correspondem a encontros da criança com 
o ambiente que resultam em novos comportamentos verbais; por 
exemplo, a criança e o cuidador olham simultaneamente para um 
estímulo e o cuidador produz uma resposta verbal ou gestual na 
presença daquele estímulo, o que pode fazer referência ao conceito 
de atenção conjunta, isto é, o controle múltiplo é aprendido e, além 
disto, múltiplas respostas, havendo uma bidirecionalidade entre os 
componentes de falante e ouvinte. (HORA, 2017, p. 14)
Assim, se pode compreender também que o naming abrange tarefas de tato e ecoar, 
bem como atividades de respostas divergentes a misturas de vogais e consoantes. Dentro 
da Análise Comportamental, essas duas tarefas surgem de maneira independente e, 
Saiba Mais
No país, é possível observar que a ABA está se desenvolvendo cada 
vez mais como uma forma de intervenção relacionada ao autismo, 
mesmo que poucos profissionais sejam capacitados dentro dessa área. 
Apesar de, alguns já procurarem sua especialização. A linguagem e o 
comportamento que os indivíduos apresentam é fundamental para 
início de intervenções e desenvolvimento.
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Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2
em seguida, são misturados por aspectos culturais. 
De acordo com Hora (2017), a linguagem pode ser considerada como: “uma função 
central com características expressivas e receptivas, a partir disso o conceito de 
linguagem expressiva e linguagem receptiva.” (HORA, 2017, p. 14).
Sendo assim, o comportamento verbal nada mais é que um comportamento 
operacional, onde é conservado por resultados e efeitos geradas por um ouvinte que 
foi, particularmente, treinado pela população verbal para atuar como tal. 
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido que com objetivo de iniciar as intervenções antecedentemente, 
vários estudos procuram analisar quais atividades no comportamento 
da criança e seu desenvolvimento apresentam interferidas desde 
cedo, podendo também ser analisado fatores antecipados, chamados 
de sinais de alerta ou AS. Bem como compreendido que a avaliação 
comportamental pode ser considerada como uma comunicação 
triádica, que abrange retorno e determinação de interações do 
indivíduo com finalidade de atenção e, respectivamente, destinada a 
outra tarefa. Dessa forma, é importante que compreenda que para que 
seja verificado o indivíduo que apresenta TEA, é considerável identificar 
se apresenta déficites na comunicação e contato social, formas 
repetitivas, bem como comportamentos subordinados e outros indícios 
que aparecem nas etapas de desenvolvimento. Assim, se faz importante 
o estudo sobre o diagnóstico, bem como profissionais capacitados e 
alinhados com familiares e escola. Tarefas como linguagem e análise de 
comportamento também são essenciais.
@faculdadelibano_
3
Alfabetização, 
linguagem, 
desenvolvimento 
e sexualidade na 
adolescência
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
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Capítulo 3
Alfabetização, linguagem, 
desenvolvimento e 
sexualidade na adolescência
Objetivos
 Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona o 
processo de alfabetização e linguagem de cada indivíduo que apresenta 
TEA. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas 
também necessitam compreender sobre o desenvolvimento atípico, 
bem como o TEA e a sexualidade na adolescência. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
Alfabetização e linguagem
A alfabetização em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista desenvolve bastante 
apreensão no espaço familiar, bem como no ambiente escolar. É uma etapa que abrange 
várias fases diferentes e que requer do profissional ou da família bastante paciência.
Cada criança pode apresentar uma particularidade diferenciada e gerar atos 
pedagógicos divergentes ao que se refere à alfabetização. Assim, se faz importante 
aprender cada uma destas. 
Dessa maneira, se pode compreender uma abrangente divergência de particularidades 
de cada atuação profissional, onde se faz importante compreender cada uma destas. 
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Alfabetização, linguagem, desenvolvimento 
e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
Dessa forma, se faz necessário que o profissional entenda quais são as ações possíveis 
a serem executadas com cada indivíduo para que ele consiga crescer em seu processo 
de ensino e aprendizagem, apesar de essas etapas não serem previstas contraposto a 
outras crianças.
De acordo com Queiroz (2021), a comunicação e linguagem no TEA apresentam algumas 
dificuldades, e são considerados dois instrumentos essenciais para a alfabetização. 
Desde o nascimento, o bebê já apresenta sinais que podem facilitar 
o processo de alfabetização. Um exemplo disso é quando a criança 
vocaliza, isso facilita no processo de repetição de fonemas. Algumas 
habilidades também são notadas como: imitação espontânea, 
atenção, movimento antecipatório e o uso do apontar e do olhar. 
Quando algum desses precursores não existe ou apresenta alguma 
falha, significa algum atraso no desenvolvimento e o risco de TEA. 
(QUEIROZ, 2021, p. 28)
Sendo assim, é importante considerar que anteriormente a fala, para alfabetizar, se faz 
necessário que a criança desenvolva uma linguagem prévia, apoiada com a assistência 
terapêutica.
Dessa forma, por mais que a alfabetização na infância seja uma pauta relativamente 
debatida, ainda não se possui uma única maneira de ser inserida, pois cada criança 
possui o seu tempo e sua forma de interagir no dia a dia. 
Saiba Mais
Sabe-se que a dificuldade na linguagem e na comunicação está 
associada com a adversidade de cada indivíduo em compreender o que 
se escuta. As crianças com TEA geralmente possuem muita dificuldade 
em compreender as instruções que são verbalizadas. Assim como, 
apresentam dificuldade em falar de forma mais entendível, onde passa 
a ficar mais evidente para outras pessoas.
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Alfabetização, linguagem, desenvolvimento 
e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
São provavelmente estas práticas (mais do que os métodos em si) 
que tem efeitos mais duráveis a longo prazo, no domínio da língua 
escrita como em todos os outros. Conforme se coloque a relaçãoentre o sujeito e o objeto de conhecimento, e conforme se caracterize 
a ambos, certas práticas aparecerão como “normais” ou como 
“aberrantes” é aqui que a reflexão psicopedagógica necessita se 
apoiar em uma reflexão epistemológica. (QUEIROZ, 2021, p. 28)
Assim, uma das maneiras mais empregues por profissionais da área com intenção de 
ampliar a alfabetização do indivíduo com TEA é o meio fonético. Ou seja, se conceitua 
como uma forma destinada a alfabetização de crianças que apresentam o transtorno. 
De acordo com Queiroz (2021), esse método auxilia na tarefa cerebral da região voltada 
a leitura, onde fica localizado do lado esquerdo do cérebro, abrange as áreas visuais e 
de linguagem. A autora ainda relata que:
Esse método prioriza o ensino dos sons dos grafemas do alfabeto, 
começando pelas vogais e depois pelas consoantes, em seguida, 
utilizá-las para desenvolver sílabas e palavras. Cada letra é estudada 
como um fonema, ou seja, um som, que, ao ser associado a outras 
letras, formam sílabas e depois, palavras. O método fônico é baseado 
no ensino do código alfabético de forma dinâmica, ou seja, as relações 
entre sons e letras devem ser feitas através do planejamento de 
atividades lúdicas para levar as crianças a aprender a codificar a fala 
em escrita e a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento. 
(QUEIROZ, 2021, p. 29)
Todavia, o método fônico não deve ser a única maneira de ser empregue na 
alfabetização, onde de acordo com Queiroz (2021): “a criança não cai de paraquedas 
no desenvolvimento da consciência fonêmica, sem passar pelo reconhecimento dos 
grafemas, as quais precisam ser reconhecidas.” (QUEIROZ, 2021, p. 29)
Dessa maneira, é possível compreender que o desenvolvimento da linguagem de 
crianças com TEA também é formalizado por várias particularidades atípicas da 
linguagem, como por exemplo, utilização ampliada de jargão e entoação ou prosódia 
diversificada.
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e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
Assim, se faz necessário que a criança aprenda a ler e escrever a maior quantidade de 
palavras possíveis, como forma de favorecer a aprendizagem. Como também o ensino 
de histórias e letras que formam palavras. 
Desenvolvimento atípico
O autismo pode ser caracterizado por três dificuldades relevantes. Uma criança com 
autismo dirige-se a demonstrar uma considerável dificuldade na comunicação, 
abrangendo formas de linguagem repetitória, demora no desenvolvimento da linguagem, 
como também eliminação total da mesma. 
Observa-se também grande dificuldade em interações sociais e 
isso pode ser constatado pelo contato visual pobre com os outros, 
deficiência nas relações sociais ou brincar social com os pares e baixa 
reciprocidade emocional; por fim, indivíduos com autismo tendem a 
apresentar padrões de comportamentos repetitivos, estereotipados 
e atividades ou interesses restritos. É importante destacar que, em 
função das deficiências mencionadas, muitos perdem oportunidades 
de aprendizagem de habilidades socialmente relevantes e as 
mesmas usualmente não são aprendidas por meio de métodos 
convencionais ou de forma incidental. (MATOS, 2016, p. 162)
Assim, atividades fundamentais para aprendizagem de maneira funcional, como 
brincadeiras e atividades de rotina, exemplo: banho ou se vestir, são fundamentais com 
interesse que novas formas de exercícios em sociedade sejam formados. 
Sendo assim, literatura da Análise do Comportamento se associa em vários estudos 
desenvolvidos a fim de compreender o desenvolvimento de atividades de rotina diária e 
de trabalho para pessoas com autismo e outras formas de desenvolvimento atípico. De 
acordo com Matos (2016):
Além disso, com o tempo, o aplicador deverá esvanecer sua presença, 
de modo que as fotos passem a ser condição suficiente para que 
uma dada criança realize as rotinas propostas, sem depender da 
presença de alguém. Além disso, na Capítulo 6 169 medida que a 
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Capítulo 3
criança se torna fluente no realizar as tarefas com as fotos, uma 
nova meta a ser estabelecida poderá ser a de remover as mesmas 
sob controle de a criança tornar-se independente das próprias fotos 
também. É esperado que a presente proposta de procedimento 
favoreça a aprendizagem do realizar de forma independente diversas 
atividades de rotina que fazem parte das vidas das pessoas. (MATOS, 
2016, p. 169)
Dessa maneira, de acordo com Matos (2016), é fundamental que as pessoas com 
desenvolvimento atípico usufruam de metodologias eficientes para a melhor 
aprendizagem dessas e várias atividades significantes para o melhor desenvolvimento 
em sociedade.
Todavia, se pode observar que crianças com autismo habitualmente constuam 
demonstrar déficits em espaços do desenvolvimento, como linguagem e comunicação, 
como também ações desconfortáveis e dificuldades de manuseamento. Como relata 
Matos (2016) que: 
Podem acontecer como ações motoras ou ainda vocalizações 
sem sentido para outras pessoas e repetições de palavras e / ou 
frases (ecolalia). Tais padrões tendem a se revelarem bastante 
incompatíveis com a aprendizagem das habilidades consideradas 
importantes em diversos ambientes, pois frequentemente tornam-se 
fontes de distração e / ou rotas de fuga de atividades possivelmente 
indesejadas pelas crianças. A dificuldade com linguagem e 
comunicação pode estar relacionada à difícil compreensão daquilo 
que ouvem. Crianças com autismo podem apresentar grande 
dificuldade na compreensão de instruções verbais. (MATOS, 2016, p. 
20)
Esses indivíduos também demonstram dificuldade na maneira de falar de forma simples 
e objetiva para as pessoas em que convivem. Porém, esse transtorno não irá dizer que 
a criança não apresente circunstâncias de se comunicar com as pessoas socialmente. 
Assim, de acordo com Matos (2016), uma vez que as crianças que apresentam TEA 
não demonstrem pré-requisitos como imitação vocal, linguagem expressiva ou 
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e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
comportamento verbal, com variadas funções, é notável transformar seus modelos de 
desenvolvimento em sociedade de forma com que ela se habitue consideravelmente 
dos modelos de desenvolvimento das crianças vistas como típicas. 
A Análise do Comportamento representa uma abordagem da 
Psicologia que muito tem contribuído com o arranjo de condições 
de ensino apropriadas à aprendizagem de diversas habilidades 
(como linguagem/ comportamento verbal) de crianças com 
desenvolvimento atípico, como no caso do autismo. Para o analista do 
comportamento, linguagem refere-se a um tipo de comportamento 
chamado verbal. Este representa um tipo de operante. Para uma 
compreensão sobre comportamento verbal é necessário, em primeiro 
lugar, entender sobre comportamento operante. Este descreve um 
tipo de relação entre o organismo e o ambiente; em outras palavras, 
ele descreve uma relação entre atividades (ou respostas) de um 
organismo e eventos ambientais (ou estímulos). (MATOS, 2016, p. 21)
Segundo Carvalho (2019): “O autismo tem sido associado a algumas doenças gênicas 
e aberrações cromossômicas autossômicas e de cromossomos sexuais, entre as quais 
se destaca a Síndrome do Cromossomo X- Frágil que apresenta uma incidência na 
população autista de 0 a 20%.” (CARVALHO, 2019, p. 2).
Dessa forma, se pode compreender que o retardo como um todo no desenvolvimento 
pode ser transformado por meio da análise comportamental como maneira de intervir 
no tratamento de indivíduos autistas. Ainda segundo Carvalho (2019):
O termo “autista” origina-se do termo grego autos, que significa “de si mesmo”. Essa 
expressão “autismo” foi utilizada pela primeira vez em 1911 por Eugene Bluer, para 
designar a perda de contato com a realidade com dificuldadeou impossibilidade de 
comunicação e/ou comportamento, observado em pacientes diagnosticados com 
quadro de esquizofrenia. No século XIX, o autismo era considerado como patologia 
mental, ou seja, o resultado de uma deficiência da inteligência. Assim, o autismo é 
visto como dificuldade de acesso à formação de símbolos, sendo que, para alguns o 
autismo é “psicoses precoces da criança” e para outros é um “transtorno invasivo do 
desenvolvimento”, constituindo uma série de deficiências ligadas a perturbação do 
desenvolvimento. (CARVALHO, 2019, p. 3)
Dimensões e Técnicas 
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Alfabetização, linguagem, desenvolvimento 
e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
Assim, de acordo com Carvalho (2019), o conceito de autismo tem associação ao “alheio 
ao mundo social fechando-se em seu mundo”. (CARVALHO, 2019, p. 4). Onde foi inserido 
na literatura médica no ano de 1943 por Leo Kanner.
Dessa maneira, de acordo com o autor o transtorno é conceituado como um método 
psicopatológico e com probabilidade de diagnóstico evidente, sendo demonstrados 
como problemas a partir dos dois anos de vida da criança. 
Ainda ao que relata Carvalho (2019), o autismo também pode ser associado a deficiência 
cognitiva, ou conceituado como transtorno do desenvolvimento. De acordo com o autor, 
a partir do século XIX, esse transtorno era diagnosticado como retardo mental. 
Mais recentemente, denominaram-se os Transtornos do Espectro 
do Autismo (TEA) para se referir a uma parte dos TGD: o Autismo; 
a Síndrome de Asperger; e o Transtorno Global do Desenvolvimento 
sem outra especificação. Portanto não incluindo Síndrome de Rett 
e Transtorno Desintegrativo da Infância. O Autismo apresenta ainda, 
causa desconhecida. Embora, pesquisas tentam desvendar fatores 
genéticos associados à doença, proporcionadas descobertas 
quanto às causas de neurônios e sinapses na amígdala, hipocampo 
e cerebelo, além do encéfalo aumentado e serotonina circulante 
concentrada, todas segurem forte influência genética. (CARVALHO, 
2019, p. 4)
Visto isso, se pode compreender que a divergência entre TEA, desenvolvimento típico/
normal e outros transtornos “fora do espectro” possa ser realizado com proteção e 
juracidade. Porém, as diferenças entre os transtornos se formam involuntariamente ao 
passar dos anos. 
Saiba Mais
Segundo Carvalho (2019), Leo Kanner observou que as crianças apre-
sentavam dificuldades em se relacionar socialmente, não se relaciona-
vam com os pais, presença de visão distante, bem como repetições de 
sons e manifestações verbais. 
Dimensões e Técnicas 
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e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
Entretanto, entende-se que o desenvolvimento atípico é conceituado como o 
desenvolvimento de crianças que demonstram retardos ou dificuldades quando se 
referem as crianças da mesma idade. 
Assim, se a criança nos primeiros anos de vida demonstra um desenvolvimento atípico, 
os pais ou pessoas próximas podem observarem os sinais e, de forma progressiva, irem 
tratando os déficits no comportamento social, fala ou linguagem. 
TEA e sexualidade na adolescência
De acordo com Arend (2021), O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069/1990 
art. 2º pondera que são adolescentes aqueles que apresentam idade entre 12 a 18 anos. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) já considera entre 10 a 19 anos. Ainda de acordo 
com a autora:
Mais do que um período cronológico, a adolescência pode ser 
compreendida como uma fase ou etapa marcada por modificações 
que vão desde as biológicas até psicológicas e sociais, e também 
referentes a mudanças no relacionamento do indivíduo com objetivos 
e metas que faz para a vida (Oliveira e Machado, 2018). Dessa 
forma, a segunda década de vida constitui um período crítico de 
desenvolvimento psicossocial, pois os indivíduos estão encontrando 
sua identidade, conhecendo os mecanismos de relações pessoais 
e aprendendo a lidar com comportamentos problemáticos para, 
enfim, assumir uma personalidade estável. (AREND, 2021, p. 2)
Assim, a sexualidade é uma expressão discursiva caracterizada como essencial nas 
etapas de formação da identidade, abrangendo as circunstâncias ao crescimento do 
indivíduo que não se resume apenas a ação sexual, ou capacidade reprodutiva, como 
também as atatividades associadas ao afeto durante toda sua vida. 
Porém, a compreensão da sociedade a respeito desse assunto ainda é relacionada 
como o portador do transtorno não possa pensar ou que está distante da vida sexual. Ou 
seja, em sua maioria, a família trata o indivíduo como uma criança, sem características 
de vida adulta. 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
Alfabetização, linguagem, desenvolvimento 
e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
Todavia, atualmente, o padrão social continua predominando, onde em sua maioria, as 
pessoas enxergam os indivíduos com TEA como um problema, já que não confirmam 
um padrão social existente, e como consequência, retiram a vida sexual dos mesmos. 
Ainda de acordo com Arend (2021), relata que:
Os estudos de Nosek e Simmons (2007) apontaram que uma das 
barreiras de restrição ao acesso a informações sobre sexualidade 
é o isolamento social das pessoas com deficiência. Portanto, para 
que haja uma percepção acerca do entendimento em relação a 
sexualidade individual da pessoa com deficiência, deve-se primeiro 
ponderar a maneira como ela, em uma forma ampla, foi construída 
através da cultura, do julgamento, e do controle sobre os corpos e 
sobre as práticas sexuais das pessoas. À vista disso, existe um discurso 
inapropriado em relação às deficiências, em especial o espectro do 
autismo. (AREND, 2021, p. 3)
Dessa forma, os indivíduos que apresentam Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), 
são vistos como uma deficiência abrangente em seu crescimento, onde seus espaços 
vinculados tendem para a linguagem, cognição e a convívio social.
Segundo Arend (2021), a imaturidade da família em lidar com o assunto da sexualidade 
no TEA, pode agravar e consequentemente, gerar problemas futuramente. A autora 
conclui que: “o imaginário e o simbólico tornam-se peças chaves para o real concretizar, 
ou se há uma divergência entre o ser e o saber.” (AREND, 2021, p. 3)
Dessa maneira, como busca de melhor entendimento e informação adequada, se faz 
necessário compreender melhor a busca e o entendimento sobre a sexualidade e o TEA. 
Segundo Arend (2021) explica que:
Adolescentes com TEA possuem necessidades sexuais, visto 
que a puberdade desses indivíduos segue estágios normais de 
desenvolvimento. Entretanto, eles podem não possuir um correto 
entendimento do seu corpo e um inadequado desenvolvimento 
emocional, resultando em comportamento sexual impróprio. 
Adolescentes com TEA correm vários riscos em seu desenvolvimento 
psicossexual e podem ter acesso limitado a informações confiáveis 
sobre puberdade e sexualidade, enfatizando a necessidade de 
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Alfabetização, linguagem, desenvolvimento 
e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
orientação específica em seu desenvolvimento psicossexual. (AREND, 
2021, p. 6)
Além disso, de acordo com a autora, os indivíduos que apresentam TEA podem 
apresentar atividades atípicas que abrangem dificuldades consideráveis em relação 
ao exibicionismo, excitação imprópria, masturbação em público, dificuldades em 
compreensão de gênero, dificuldades em se relacionarem, entre outros comportamentos.
Dessa forma, a presença da depressão faz com que o indivíduo com TEA apresente 
menos capacidade de moderar seus incentivos sexuais e o tratamento do seu transtorno 
pode auxiliar nesses comportamentos atípicos. Ainda de acordo com Arend (2021): “A 
melhoria nas habilidades de auto-organização devido ao antidepressivo pode levar ao 
alívio deste sintoma.” (AREND, 2021, p. 6)
Assim, se faz importante que no início da sua infância, no desenvolvimento das suas 
primeiras atividadese entendimentos do autista sobre sexualidade, se construa um 
conhecimento dentro da família, bem como na escola, mídia, religião e ciência. Dessa 
forma, segundo Arend (2021):
Devido às dificuldades das famílias com relação à sexualidade 
dos filhos com TEA, um programa abrangente de educação sexual 
poderia acolher suas demandas específicas e orientar os membros 
familiares, discutindo possibilidades de ações educativas em casa, 
visto que a educação sexual recebida na família, na escola e nas 
matrizes cartografam tabus, mitos, estigmas, valores e normas de 
como expressar o desejo sexual. Embora vista como a melhor solução 
Saiba Mais
De acordo com Arend (2021), esses comportamentos atípicos são 
consequências problemáticas relacionadas a natureza das tarefas 
comportamentais e a probabilidade para desenvolvimento negativo 
consideráveis, como por exemplo, ingresso dificultuoso na sociedade, 
prejuízos e separações legais.
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Comportamentais 
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Alfabetização, linguagem, desenvolvimento 
e sexualidade na adolescência
Capítulo 3
para estes casos, a educação sexual baseada em evidências para 
indivíduos com TEA ainda é subdesenvolvida, mas sua necessidade 
aumenta à medida que o amadurecimento se consolida e os 
déficits sociais começam a ser manifestados, pois o conhecimento 
inadequado sobre os limites pessoais, em conjunto com o fascínio 
sensorial, complica ainda mais a resposta às mudanças de seus 
corpos. (AREND, 2021, p. 6)
Todavia, é importante considerar que a introdução a esse assunto para indivíduos ou 
adolescentes com TEA deve se realizado, principalmente, abrangendo três principais 
pontos: profissional adequado, família e adolescente, gerando assuntos sobre 
puberdade, aspecto, primeiras impressões, crescimento físico e emocional. Todavia, 
as interveções devem ser desenvolvidas concretamente, breviamente e claras, sendo 
também importante caracteriza-las como visuais, empregando situações da vida real 
e ações frequentes. 
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que a alfabetização em indivíduos com Transtorno do 
Espectro Autista desenvolve bastante apreensão no espaço familiar, 
bem como no ambiente escolar. É uma etapa que abrange várias fases 
diferentes e que requer do profissional ou da família bastante paciência. 
Assim, cada criança pode apresentar uma particularidade diferenciada 
e gerar atos pedagógicos divergentes ao que se refere à alfabetização. 
Assim, se faz importante aprender cada uma destas. Além disso, foi visto 
que uma criança com autismo dirige-se a demonstrar uma considerável 
dificuldade na comunicação, abrangendo formas de linguagem 
repetitória, demora no desenvolvimento da linguagem, como também 
eliminação total da mesma. É importante considerar que a família esteja 
presente na experiência e assuntos sobre sexualidade no TEA, fazendo 
com que a família juntamente com profissionais adequados gerem 
educação sexual para os adolescentes.
@faculdadelibano_
4
Diagnósticos 
e Desafios
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
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Capítulo 4
Diagnósticos e Desafios
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre diagnósticos 
e especificidades do TEA em adultos. Isto será fundamental para o 
exercício de sua profissão. Será importante a compreensão também dos 
desafios de comportamento que os indivíduos com TEA apresentam. E 
então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. 
Avante!
Diagnósticos e especificidades do TEA em adultos
Pode compreender que o Transtorno do Espectro Autista – TEA desenvolve-se como 
neurodesenvolvimento atípico formulado por problemas de comunicação, ações 
repetitivas, e atividades sociais restritas. Além disso, o transtorno pode ser nomeado 
como: Síndrome de Asperger, descrita no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos 
Mentais - DSM-IV.
Demonstra-se também o grau de comprometimento apresentado 
em três níveis, sendo o último grau o mais severo. Logo, depreende-
se que existem divergências mesmo entre alguns estudiosos sobre 
os principais fatores que originam o TEA. Dentre eles estão aqueles 
que acreditam que os “fatores epistemológicos estão associados 
ao TEA desde o período perinatal até a vida adulta”. Outros autores 
afirmam que as variações características percebidas nos indivíduos 
com TEA ocorrem por causa da influência entre genes e ambiente. 
Todavia, apesar das complicações durante a gestação e pós-parto 
serem consideradas as mais influentes para ocorrência do TEA, 
existem aqueles que defendem como possíveis desencadeadores 
desse transtorno os fatores genéticos, desregulações neurogênicas, 
e até alterações imunológicas. (FREITAS, 2022, p. 3)
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Comportamentais 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
Assim, é importante considerar que as razões que originam não são apenas por uma 
explicação, ou apenas unicamente por um diagnóstico em cada pessoa. 
Com isso, se pode observar que o diagnóstico do TEA em seu nível mais suave, pode se 
tornar mais complexo, consideravelmente quando se é visto tardiamente, pois pode se 
atrapalhar com outros transtornos ou também passar sem que se perceba, visto que 
não é identificado prontamente. 
De acordo com Freitas (2022), é considerável verificar que para o seu diagnóstico não 
se apresentam exames laboratoriais, ou seja, essa identificação será realizada por um 
profissional da saúde adequado nesse transtorno. De acordo com a autora: 
Para tanto, ele utilizará de variadas ferramentas como análises 
comportamentais, entrevistas com pais e/ou pessoas que convivam 
com o paciente, entre outras. Conforme os desafios enfrentados 
pelos profissionais da saúde para o diagnóstico do TEA em adultos 
apresentados nos tópicos anteriores, especialmente em casos de 
grande complexidade, a diagnose desse transtorno perpassa a fase 
de triagem seguida do diagnóstico fazendo uso de ferramentas 
direcionadas para os traços elencados em manuais de códigos e 
diagnósticos. (FREITAS, 2022, p. 7)
Dessa maneira, os testes a serem desenvolvidos devem garantir a verificação das 
precificações dos profissionais. Ou seja, é preciso estarem atentos a particularidade 
que se busca comensurar com a inserção do teste, o TEA, como também algumas 
outras características, como: faixa etária, escolaridade, ambiente social que a pessoa 
está inclusa, entre outros. 
Assim, ao que se refere as formas de identificação do autismo em adultos com 
Saiba Mais
O Transtorno de Espectro Autista se expõe de maneira diferente em cada 
pessoa, os sintomas podem comover a comunicação, o convívio social, 
maneiras de comportamentos e interesses dependentes e repetitivos. 
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Comportamentais 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
diagnóstico de TEA, se pode verificar o exame mental do autismo (AMSE) empregue 
como uma maneira considerável na busca de decisão diagnóstica no ambiente de 
atividade clínica. Outra característica considerável de acordo com Freitas (2022), para 
diagnóstico e avaliação do diagnóstico em adultos de TEA com expressão natural é a 
estadia de observação para o diagnóstico do Autismo. Ainda de acordo com Freitas 
(2022): 
Outro método importante é o Applied Behavioral Analisys (ABA), 
seguindo princípios da Análise do Comportamento, aplicado em 
âmbito educacional que pode ser utilizado ainda com a criança 
pequena não eliminando sua utilização em jovens e adultos. Para 
Silva e Mulick (2009) o diagnóstico de autismo é realizado com base 
em critérios comportamentais, mas as avaliações médicas são 
necessárias como parte do diagnóstico diferencial, investigando 
comorbidades que incluem distúrbios de ordem neurológica, 
metabólica e genética. (FREITAS, 2022, p. 8)
Com isso, Freitas (2022) descreve que: “no Brasil as atuais práticasde avaliação estão 
semelhantes aos parâmetros dos demais países, existindo ainda a necessidade da 
atualização de pesquisas nesta área, bem como, a discussão de procedimentos e 
técnicas utilizados entre os profissionais.” (FREITAS, 2022, p. 8) Assim, após a avaliação 
ou diagnóstico, se faz importante realizar as escassezes particulares para cada adulto 
e posteriormente, enquadrar o melhor tratamento de intervenção a ser inserido no 
tratamento. 
Importante
O diagnóstico é uma ferramenta importante para entender o 
comportamento humano e desenvolver intervenções eficientes para 
transformar o comportamento. O diagnóstico pode ser inserido em 
diferentes contextos, incluindo terapia comportamental, educação, 
convívio social, entre outros. Assim, se torna uma abordagem apoiada 
em evidências que pode auxiliar a melhorar a compreensão do 
comportamento do indivíduo, melhorando consequentemente a 
qualidade de vida de cada um.
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odavia, todas as técnicas são inseridas da psicologia comportamental, ou seja, da 
Análise Aplicada do Comportamento. Dessa maneira, as intervenções terapêuticas tem 
como finalidade adequar as atividades e ações, se dedicando a linguagem prática, bem 
como inserindo a terapia comportamental cognitiva como forma de portar a ansiedade 
e agressividade desses indivíduos. 
Assim, o tratamento de adultos com TEA atento a presença de comunicação e ações 
sociais gerará um convívio mais eficaz com o ambiente e com outras pessoas, ou 
seja, o tratamento apoiado na Terapia Cognitivo Comportamental vai se adentrar nas 
atividades essenciais desse transtorno. 
Além dessas intervenções também deve-se “analisar o funcionamento 
de terapias alternativas caso 9 seja o desejo da família”. Atualmente 
a Terapia Cognitivo Comportamental apresenta-se como uma das 
técnicas mais indicadas para o tratamento deste transtorno, pois 
segundo Beck (2013, p. 22) “o terapeuta procura produzir de várias 
formas uma mudança cognitiva – modificação no pensamento e 
no sistema de crenças do paciente – para produzir uma mudança 
emocional e comportamental duradoura”. (FREITAS, 2022, p. 9)
Dessa maneira, se faz importante citar alguns conceitos que abrangem o autismo 
tardio em adultos, bem como compreender o adulto e o seu diagnóstico atrasado. 
Assim, também se faz significativo entender os caminhos históricos, sociais e as culturas 
particulares de cada um.
De acordo com Freitas (2022): “No Brasil, por exemplo, a abordagem demográfica do 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classificou como jovens adultos 
pessoas entre 21 a 24 anos de idade.” (FREITAS, 2022, p. 16).
A idade entre 25 a 29 anos demonstram que os indivíduos já atingiram sua etapa 
planea de maturidade psicológica, desenvolvendo sua atuação profissional, bem 
como crescendo o seu convívio social e suas ações na sociedade, onde se fazem mais 
presentes. 
Em contraponto, de acordo com Freitas (2022), essas faixas etárias 
simbolizam algumas características particulares, onde segundo 
o Estatuto da Criança e do Adolescente descreve que: “considera 
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adolescente “[...] aquela entre doze e dezoito anos de idade”. (FREITAS, 
2022, p. 16). Ao que se refere a adultos: 
Em casos excepcionais expressos em lei aplicase este estatuto às pessoas entre 18 e 21 
anos de idade. O Novo Código Civil (2002) em seu artigo 5º, caput, está expresso que “a 
menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática 
de todos os atos da vida civil”. O fechamento de um conceito e definição considerados 
corretos para concluir o impasse supramencionado é um tanto diversificado, visto que 
a faixa etária limitadora entre o término do período juvenil e o início da idade adulta 
dependerá de diversos fatores. (FREITAS, 2022, p. 16)
Dessa forma, se pode compreender que adulto, é o indivíduo que dispõe da habilidade de 
atuar em várias atividades da vida civil, ou seja, considera aquele que desenvolve várias 
atividades dentro da sociedade, atuando profissionalmente, com sua independência 
financeira e seu legado. 
Dado que os sintomas do TEA se expõem antecipadamente na etapa do desenvolvimento 
de cada indivíduo, a idade e a maneira que se inicia o transtorno se adapta a ser 
desenvolvido no segundo ano de vida da criança, ou seja, entre 12 a 24 meses.
No entanto, em alguns casos podem ser observados antes dos 12 
meses de idade quando observa-se atrasos do desenvolvimento 
grave, e também após os 24 meses, se os sintomas forem mais sutis. 
Os sintomas, por sua vez, são frequentemente mais acentuados na 
primeira infância e nos primeiros anos da vida escolar. Dessa forma, o 
diagnóstico que ultrapasse a primeira infância nos primeiros anos de 
vida escolar pode-se considerar tardio, portanto, o diagnóstico em 
adultos é sempre considerado tardio. O diagnóstico do Transtorno de 
Espectro Autista tardio em adultos, pode se dar por diversos fatores, 
sendo um deles a desinformação. Além disso, existe uma diversidade 
de comorbidades que podem tornar obscuros e menos óbvios os 
sinais e sintomas do TEA, tais como, os sintomas de outros transtornos. 
(FREITAS, 2022, p. 17)
Assim, o diagnóstico do TEA na idade adulta em algumas pessoas pode gerar em seu 
início, posteriormente ao diagnóstico de apresentar alguma criança dentro da família, 
como também pela quebra da ligação profissional ou da família. Dessa maneira, se faz 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
significativo compreender a história de vida e seu desenvolvimento, considerando as 
suas dificuldades.
É necessário que os profissionais se adequem aos tratamentos na idade adulta como 
maneira de retomar e adequar os indivíduos e suas particularidades emocionais e 
físicas, bem como inseri-los dentro da sociedade.
O papel do profissional da Psicologia e demais profissionais de forma 
multidisciplinar na utilização de técnicas no processo terapêutico é 
extremante importante para o diagnóstico precoce do TEA, assim 
como na diminuição do preconceito, maior aceitação e acesso ao 
conhecimento da sociedade acerca desse transtorno. Conhecer 
acerca do TEA é importante não apenas para os profissionais que 
atuam diretamente com este público, mas também para a própria 
pessoa 18 diagnosticada, seus familiares e a sociedade de modo 
geral. Estudos demonstram que o diagnóstico tardio de Transtorno 
do Espectro Autista no adulto provoca diversos efeitos que vão desde 
a reflexão e entendimento de situações do passado, conhecimento e 
nova maneira de ver a sua vida, autoaceitação e autoconfiança. Na 
família, este diagnóstico pode ocasionar uma maior compreensão e 
suporte. (FREITAS, 2022, p. 18)
Diante disso, mesmo que em idade adulta, se faz importante a busca por profissonais 
voltados ao transtorno e diagnóstico preciso, grupos multidisciplinares nas tarefas e 
também o suporte dentro da família e da sociedade. 
Todavia, é significante que os indivíduos tenham um diagnóstico precoce para que 
cada um seja tratato particularmente e direcionado a sua intervenção. Mesmo que, em 
casos tardios, os sintomas do autismo podem ser atrapalhados com outros transtornos, 
dificultanto na sua especificidade. 
Desafios de comportamentos no TEA
Visto o crescimento de diagnóstico do autismo, é possível compreender a preocupação 
que cada pessoa deverá obter com o TEA, de maneira eficiente e com técnicas e 
intervenções adaptadas a cada particularidade de cada indivíduo. 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
Em função da inclusão das pessoas com TEA no contexto escolar, 
tem sido um desafio para educadores lidar com dificuldades neste 
contexto. Desta forma, o objetivo do presente artigo é apresentar 
informações acerca das dificuldades encontradas pelo professor 
em sala com alunoscom TEA. O artigo apresenta um breve histórico 
sobre o autismo, sua definição segundo critérios diagnósticos e 
algumas técnicas de intervenções utilizadas em indivíduos com TEA. 
Observa-se que é crescente o número de estudos sobre o assunto 
em busca de melhorar a condição não somente das pessoas com 
TEA, mas também das pessoas que lidam com o autista todos os 
dias. (RIBEIRO, 2021, p. 1)
De acordo com Ribeiro (2021): “O Transtorno do autismo compõe um grupo de transtornos 
do neurodesenvolvimento que apresentam condições específicas de atraso, no início 
do desenvolvimento infantil, antes do ingresso da criança na escola, e o acompanham 
ao longo de sua vida.” (RIBEIRO, 2021, p. 2).
Assim, é possível observar que o autismo possui alguns comportamentos e particularidades 
que se apresentam por toda a vida, modificando ao longo dos anos, apoiadas nas 
intervenções inseridas durante a vida de cada indivíduo. Dessa maneira, pessoas que 
apresentam o transtorno podem desenvolver déficits nas atividades práticas, sociais e 
pedagógicas, que vão de tarefas mais difíceis até as mais consideradas leves. Como 
cita Ribeiro (2021): 
Indivíduos com TEA (transtorno do espectro do autismo) podem 
apresentar déficits nas habilidades práticas, sociais e pedagógicas 
que vão das atividades mais complexas as menos complexas, tais 
como: apontar para objetos desejados, escolher um determinado 
alimento, pegar no lápis para escrever ou obedecer a comandos 
verbais, adaptar a mudança de rotina, interagir socialmente com 
uma outra criança, entre outras. Considera-se aqui, comportamento 
complexo aqueles que demandam maior habilidade motora ou 
intelectual. (RIBEIRO, 2021, p. 3)
Assim, a comunicação verbal ou não verbal é significativa no crescimento das crianças 
de forma geral, e a datar da interação em que os pais ou profissionais adequados 
conseguem compreender o que a criança ou adolescente está desejando ou sentindo. 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
O atraso na fala ou comportamento agressivo pode se caracterizar como algumas 
situações de transtorno TEA. No autismo, a linguagem é frequentemente evidenciada, 
onde se desenvolve a importância do profissional fonaudiólogo e da psicologia associado 
a grupo multidisciplinar como forma de fornercer intervenções no comportamento 
verbal e no ambiente de ensino. Dentre tantas dificuldades, é possível verificar no autismo 
intervenções, desafios e diagnósticos diversificados, onde atuam vários profissionais, para 
que não tratem apenas do assunto social, como também do ensino e aprendizagem e 
tarefas práticas. 
A criança com autismo é capaz de frequentar a escola e desenvolver-
se em diversos campos da aprendizagem para ser incluído de 
forma integral e tem esse direito legal a inclusão desde 2012, com 
a Lei conhecida como: Lei Berenice Piana – 12.764/2012. A escola é 
fundamental para o desenvolvimento das habilidades sociais dessas 
crianças, mas para isso é preciso uma interação entre a pessoa 
com TEA e o professor, assim a inclusão se faz de uma necessidade 
indispensável, onde a mesma ajuda na adaptação dos professores 
e também no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos autistas. 
(RIBEIRO, 2021, p. 3)
De acordo com Ribeiro (2021), as crianças que apresentam autismo tem habilidade de 
compreender quando empregue intervenções adequadas como forma de aprendizado 
diante as dificuldades e desafios do comportamento no TEA. 
Saiba Mais
O autismo, antigamente, era interligado a esquizofrenia por apresentarem 
sintomas parecidos como por exemplo, agressividade, isolamento, entre 
outros. Desde sua infância, se foi verificado que as crianças desenvolviam 
comportamentos atípicos. Dificuldades na fala, interesse em objetos, 
isolamento, rotina ou repetitividade, seriam alguns exemplos de ações 
desenvolvidas por esses indivíduos.
De acordo com Ribeiro (2021), alguns desafios conceituados como Psicopatia Autística 
destinados aos transtornos de convívio social foram se apresentando, como por exemplo: 
desafio na fala, coordenação motora, como também nível inferior de empatia. 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
Depois da década de 1960 a psiquiatra inglesa Lorna Wing também 
começou a fazer estudos voltados para o autismo, pois sua filha 
era portadora desta patologia, ela lia os escritos de Asperger e os 
traduzia para o inglês. Lorna mencionou pela primeira vez a tríade 
de sintomas: alterações na sociabilidade, comunicação e padrão 
alterado de comportamento. Até a década de 70 o autismo continuou 
sendo descrito como uma psicose infantil já na década de 80, o 
autismo deixou de ser visto como um tipo de esquizofrenia e passou 
a ser estudado de forma mais específica, com grande número 
de estudos científicos como os de Ole Ivar Lovaas e Lorna Wing, e 
sendo diagnosticado como um distúrbio do desenvolvimento, uma 
síndrome. (RIBEIRO, 2021, p. 6)
De acordo com Ribeiro (2021), no país foi empregue a Associação de Amigos de Autista 
(AMA), evento destino aos pais que em sua maioria, possuem filhos que apresentam 
autismo. Dessa forma, os pais tinham como finalidade auxiliar, informar e capacitar 
famílias e profissionais, com objetivo social na cidade e no país. 
Recentemente, a AMA busca adequar os indivíduos da equipe procurando novas 
informações e tarefas práticas de como atuar com o autismo, onde a informação 
vai capacitando cada participante. Assim, surge também a Associação Brasileira de 
Autismo (ABRA), destinada a todas as Associações de Amigos do autista no país. 
O interesse público por indivíduos com TEA veio crescendo 
consideravelmente e isso se deu em parte pela atenção especial 
que os meios de comunicação deram ao tema. Diversos filmes 
como: Rain Man, Aprendiz de sonhador, Sei que vou te amar, Temple 
grandin entre outros, começaram a ganhar espaço na mídia. O tema 
começou a aparecer em novelas, rádios, jornais e revistas. O número 
de pessoas interessadas pelo autismo e pela causa cresceu e pais 
e profissionais começaram a ficar cada vez mais envolvidos com o 
tratamento, programas de intervenções e grupos de apoio a causa. 
(RIBEIRO, 2021, p. 6)
Todavia, é fundamental compreender que toda criança que apresenta autismo necessita 
de atenção e cuidados fundamentais, em sua residência, em outros ambientes sociais, 
como também no ambiente de ensino, ou seja, na escola.
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
Mesmo sendo um assunto considerado bastante comentado, alguns pais possuem 
dificuldades em lidar com os comportamentos dos filhos que apresentam esse 
transtorno. Como também, na sociedade, ainda existe dificuldade de compreensão, 
principalmente no que se caracteriza ambiente de aprendizagem. 
É possível observar que um dos comportamentos mais difíceis no autismo é a 
comunicação verbal. Assim, se faz necessário que a sala de aula apresente um 
profissional que desenvolva sua atenção maior para aquele indivíduo. De acordo com 
Ribeiro (2021):
O uso de instruções verbais em excesso e de figuras de linguagem, 
como as metáforas ou ironias, tornam a recepção da informação 
pouco clara. Ai vem a necessidade de capacitação dos educadores 
por que ao falar com o autista eles devem ter uma fala mais clara 
e objetiva e manter o contato visual para que esse diálogo obtenha 
sucesso. Os professores encontram muitas dificuldades dentro 
da sala de aula diante de uma criança autista. Muitas das vezes 
essas crianças ainda nem foram diagnosticadas, sendo impossível 
preparar um espaço para elas. Com o diagnóstico em mãos é 
possível traçar um plano de aprendizagem que se adéqüe a criança. 
Desta forma, o diagnóstico é uma boa ferramenta porque a partir 
dele os professores irão entender as dificuldades que aquela criança 
em especial tem, por que o TEA é um transtorno com características 
bem amplas em cada criança. (RIBEIRO, 2021, p. 8)
Outro desafio a ser consideradosão as informações restritas e estereotipados que se 
apresentam em ações variadas e tiram o indivíduo do foco. Por isso, a importância 
Importante
Para avaliar o comportamento de crianças com autismo, a ABA utiliza 
técnicas de intervenções, com a observação direta do comportamento, 
e compreensão das suas atividades, bem como de profissionais como 
por exemplo, cuidadores ou responsáveis pelo indivíduo que auxiliam no 
comportamento e nos desafios do dia a dia. Com base nos diagnósticos, 
é possível identificar as condições específicas que apresentam cada 
indivíduo.
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de profissionais que estejam alinhados e dando o suporte no comportamento desse 
transtorno.
Saiba Mais
No ambiente de aprendizagem é possível verificar um desafio, como por 
exemplo, sua diversidade, onde o aluno com TEA pode ser considerado 
diferente e os profissionais terem que se adequar a empregar outras 
maneiras de aprendizado, inserindo materiais particulares para a 
característica individual de cada criança.
O desafio de manter uma boa comunicação familiar também é considerado desafiador 
para os profissionais que tratam de crianças com esse transtorno, pois muitos pais não 
se adaptam aos seus diagnósticos e acaba tornando a relação conflituosa. 
Dessa forma, lidar com crianças diagnósticadas com autismo não é uma tarefa fácil, 
requer paciência, tempo, dedicação, entendimento. Onde muitas vezes, as pessoas não 
param para verificar os desafios dos comportamentos e tratá-los da maneira correta.
Quando um psicólogo diagnostica alguém com autismo, ele o faz 
com base em comparações de comportamentos de crianças 
neurotípicas com critérios descritos no DSM – V (Manual Estatístico 
e Diagnostico de Transtornos Mentais) a respeito de descrições 
sintomáticas de desenvolvimento atípico, esse é o manual que 
estabelece e facilita o diagnóstico de doenças mentais a partir das 
características categorizadas. Para ser diagnosticada com Transtorno 
do Espectro Autista a criança tem que apresentar sinais que são 
percebidos desde os primeiros anos de vida. A palavra “espectro”, no 
que diz respeito o transtorno autista, quer dizer que existem graus ou 
níveis de diferenças no transtorno que variam de uma criança para 
a outra. (RIBEIRO, 2021, p. 9)
De toda forma, se pode analisar que os desafios encontrados no comportamento de 
crianças que apresentam TEA, podem ser identificados como comportamentos atípicos. 
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Diagnósticos e Desafios Capítulo 4
Na maioria das vezes, localizadas em tarefas do dia a dia, como por exemplo: recusa de 
realizar atividades ou seguir rotinas. 
É considerado lembrar que em algumas crianças os desafios são apresentados com 
até 3 anos de idade. Já em outras, podem ir retrocedendo de acordo com os anos. 
Assim, se faz extremamente importante verificar e diagnosticar o transtorno em seu 
início, para que intervenções sejam feitas e possibilitem realizar resultados durante todo 
o seu desenvolvimento. 
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que o Transtorno de Espectro Autista se expõe de maneira 
diferente em cada pessoa, os sintomas podem comover a comunicação, 
o convívio social, maneiras de comportamentos e interesses dependentes 
e repetitivos. Com isso, se pode observar que o diagnóstico do TEA em 
seu nível mais suave, pode se tornar mais complexo, consideravelmente 
quando se é visto tardiamente, pois pode se atrapalhar com outros 
transtornos ou também passar sem que se perceba, visto que não é 
identificado prontamente. Além disso, é importante verificar que após 
a avaliação ou diagnóstico, se faz importante realizar as escassezes 
particulares para cada adulto e posteriormente, enquadrar o melhor 
tratamento de intervenção a ser inserido no tratamento. Assim, dentre 
tantas dificuldades, é possível verificar no autismo intervenções, desafios 
e diagnósticos diversificados, onde atuam vários profissionais, para 
que não tratem apenas do assunto social, como também do ensino e 
aprendizagem e tarefas práticas. Os desafios de comportamento no TEA 
são variados, podendo variar de cada indivíduo, mas se faz necessário 
o apoio familiar, escolar e o tratamento adequado por um profissional, 
para que a criança ou adulto consiga uma melhor qualidade de vida e 
de comportamento. 
Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
Usadas em ABA
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Dimensões e Técnicas 
Comportamentais 
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