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Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Descrições das intervenções antecedentes Descrições das intervenções consequentes ABA e Inclusão Escolar Diagnósticos e Comportamentos Procedimentos para avaliar comportamento-problema Diagnósticos e Comportamentos Linguagem e comportamento verbal no TEA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Alfabetização e linguagem Desenvolvimento atípico TEA e sexualidade na adolescência Diagnósticos e Desafios Diagnósticos e especificidades do TEA em adultos Desafios de comportamentos no TEA Referências 5 17 29 41 54 Objetivos Definição Explicando Melhor Você Sabia? Acesse Resumindo Nota Importante Saiba Mais Reflita Atividades Testando Para o início do desenvolvimento de uma nova competência; Se houver necessidade de se apresentar um novo conceito; Algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; Curiosidades indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se form necessarias; Se for preciso acesar um ou mais sites para fazer dowload, assistir videos, ler textos, ouvir podcast; Quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens; quando forem necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento; As observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; Textos, referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento; Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre; Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada; Quando o desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas. @faculdadelibano_ 1 Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Capítulo 1 Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona as descrições das intervenções antecedentes e consequentes, bem como suas características. As pessoas que necessitam compreender como se desenvolve a inclusão escolar no ABA. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Descrições das intervenções antecedentes A avaliação para crianças com pressuposto de Transtornos do Espectro do Autismo, segundo Golbert (2016), se desenvolveu por meio de Bosa no ano de 1998, e foi otimizado em 2007. Cresceu a partir da escassez de ordenar e observar em tarefas e reavaliações de crianças com suspeita de autismo, na escassez de equipamentos autenticados. A inserção dos instrumentos é desenvolvida através da observação diretamente ligada a criança, em conjunto com o adulto, pais ou profissionais, levando em conta a assiduidade, força e singularidade dos sintomas, como também as documentações qualitativas. Sendo assim, a constatação antecipada e o direcionamento para intervenções decorrentes podem apontar uma pressuposição consideravelmente melhor para a criança com TEA, apresentando mais eficiência no comportamento de adaptação. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 Todavia, de acordo com Golbert (2016), em relação ao TEA, compreende-se que a literatura demonstra vários padrões de intervenção geradas das abordagens teóricas. Porém, nem todas são apresentadas para a forma brasileira. Assim, ao que se refere a saúde pública, se torna uma tarefa ainda mais difícil, pois o desenvolvimento para agir nas várias formas e modalidades terapêuticas não é entendida nas aprendizagens de graduação, fazendo com que o profissional custei sua formação, considerada bastante puxada ao que se refere ao TEA, em realçao aos custos. Ao que se refere a intervenção desenvolvimentista, pode ser considerada um ponto de aprendizado com objetivo de localizar as particularidades autistas que se diferenciam do que se encontra no desenvolvimento comum e sugere opinar sobre as mesmas com finalidade de verificar a aprendizagem que não foi possível concluir. Dessa maneira, a autoria descreve que: O enfoque desenvolvimentista caracteriza-se por uma abordagem eminentemente pragmática e social do desenvolvimento, em que o principal objetivo é promover o desenvolvimento de habilidades comunicativas, estimulando a capacidade da criança de iniciar interações sociais. Além disso, outro ponto fundamental deve ser a aquisição de estratégias que possam comunicar intenções tais como gestos e vocalizações. Um programa de intervenção precoce, segundo a abordagem desenvolvimentista, procura basicamente estabelecer o caminho do desenvolvimento dos precursores da linguagem que não foi possível percorrer, independentemente da etiologia. Essas intervenções também são planejadas individualmente, levando-se em conta a singularidade de cada criança e o que ela é capaz de Saiba Mais Com a constatação antecipada, é possível considerar que a chance para uma inserção eficaz maior nas etapas de escolaridade e, posteriormente, uma conjectura mais próspera. Sendo assim, a escolha de um padrão terapêutico não é uma atividade fácil. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 desenvolver no momento do atendimento (GOLBERT, 2016, p. 20) De acordo com Golbert (2016), também é possível intervir empregando a cópia do comportamento da própria criança autista com objetivo de favorecer a sua concentração social e desenvolver retorno social de uma forma mais abrangente. Segundo Golbert (2016), a ideia de intervenção é desenvolvida de forma a inserir a ascensão de outras capacidades consideradas relevantes para o desenvolvimento da linguagem, bem como: contato ocular, atenção aos estímulos sociais, desenvolvimento das ações. A autora ainda descreve que: Por esse motivo, essa abordagem utiliza contextos naturais de interação, para que as crianças desenvolvam espontaneamente os seus comportamentos comunicativos. A intervenção desenvolvimentista utiliza a família como uma das principais fontes do desenvolvimento da criança, já que os contextos naturais de interações são imprescindíveis para que a criança se comunique e interaja naturalmente e que a família é considerada o apoio fundamental para que essa interação ocorra nas mais variadas situações, como na hora do banho, das refeições ou no brincar. (GOLBERT, 2016, p. 21) Dessa maneira, a autora ainda descreve que possui quatro metas consideradas importantes de qualquer intervenção, sendo estas: “1) estimular o desenvolvimento social e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 3) diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com o autismo”. (GOLBERT, 2016, p. 21). Dessa forma, é possível compreender que a prática de aprendizagem possui o padrão adequado direcionado pelo profissional, apresentando característica por separar seguimento em etapas menores ou discretas. De acordo com Golbert (2016): A prática do atendimento clínico de crianças com TEA vem demonstrando que a avaliação psicológica é realizada única e exclusivamente com o objetivo de fornecer um diagnóstico para crianças com suspeita de autismo, de modo que as potencialidades Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 e dificuldades observadas no processo avaliativo não são utilizadas para o planejamento de intervenções psicoeducacionais. (GOLBERT, 2016, p. 21) Todavia, é possível observar que várias escolas ou instituições disponibilizam consultoria em particularidades do tipo ABA, onde cada um irá apresentar sua característica e sua maneira de ser aplicada para o melhor desenvolvimento de cada criança. Assim, a intervenção apoiada nos antecedentes é um dos procedimentosda Análise do Comportamento Aplicada, que pode ser desenvolvido em intervenções para crianças ou adultos que apresentam autismo com finalidade de compreender e auxiliar com o seu comportamento apresentado. Descrições das intervenções consequentes O autismo alcança alcança, atualmente, diversas crianças e adultos, onde apresentam suas particularidades principais entre déficits qualitativos na comunicação social e na forma de comportamentos recorrentes e padrões de relevância a tarefas estipuladas. De acordo com Alvarenga (2017), essas particularidades podem complicar a interação social de cada indivíduo, que necessita de uma intervenção psicológica e médica para que consiga atingir uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento. Segundo a autora descreve que: Com a modificação de alguns comportamentos é possível obter uma melhora significativa dos sintomas do autismo, pois na abordagem cognitivo-comportamental acredita-se que as crianças com autismo apresentam as mesmas habilidades de crianças neurotípicas, em níveis de intensidade diferentes. É possível perceber que alguns comportamentos autistas também são reproduzidos por crianças neurotípicas ainda que com frequência menor. (ALVARENGA, 2017, p. 10) Dessa forma, se apresentam vários parâmetros de diagnótiscos voltados ao autismo, onde de acordo com Alvarenga (2017): “De acordo com o DSM o autismo possui graus Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 de comprometimento que estão num continuum que estabelece os níveis de 1 a 3, dependendo dos sintomas e características de cada indivíduo.” (ALVARENGA, 2017, p. 10). Com isso, é possível identificar que uma das transformações é a retirada das categorias do Autismo Síndrome de Asperger, transtorno desintegrativo e transtornos globais do desenvolvimento sem outra particularidade, acarretando assim, a definição de Transtorno do Especto Autista (TEA). O transtorno do espectro autista é um quadro acarreta prejuízos significativos na interação social, comunicação e padrões limitados ou estereotipados de comportamentos e interesses. Para o diagnóstico tais sintomas devem estar presentes por volta dos três anos de idade. No que se refere à dificuldade de interação social, sua manifestação pode ser através de isolamento ou comportamento social inadequado, pouco contato visual, dificuldade para participar de atividades em grupo, demonstração de afeto inadequada ou ausência da mesma, falta de empatia social e emocional. Com o passar do tempo o comportamento de isolamento tende a melhorar, porém o déficit de habilidades sociais tende a permanecer. (ALVARENGA, 2017, p. 13) Assim, tanto adulto como adolescentes com o TEA, mesmo apresentando ações cognitivas apropriadas, dirigem-se a efetuar alterações de pensamento associado a como são apresentados aos indivíduos, fazendo com que se isolem. De acordo com Alvarenga (2017), ao que se refere aos déficites de comunicação, estes estão vigentes em diversas etapas de comunicação verbal e não-verbal. A autora ainda relata que: Quando se trata de quadros mais graves a criança pode não desenvolver a fala, já em outros casos pode desenvolver uma fala imatura caracterizada por jargão, ecolalia, reversões de pronome, prosódia anormal, entonação monótona, etc. Os mesmos autores acima citados afirmam que as dificuldades de linguagem e comunicação permanecem na vida adulta e muitos autistas continuam nãoverbais. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 Os que desenvolvem a fala apresentam habilidades sociais pobres e dificuldade de interpretar mensagens e conversas. Os padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados são caracterizado por resistência a mudanças, insistências em rotinas, apego excessivo a objetos e encanto com movimentos de peças (rodas ou hélices). (ALVARENGA, 2017, p. 13) Dessa maneira, o tratamento do autismo deve abranger uma atividade interdisciplinar. O cronograma de intervenção deve apresentar suporte no perfil da criança e nas suas habilidades que estão por se desenvolverem. As intervenções mais empregues são as psicoeducacionais e as farmacológicas. A primeira, caracteriza-se por ter finalidade essencial de desenvolver as habilidades que se encontram atrasadas ao que se refere a crianças neurotípicas. Alvarenga (2017) ainda relata que: O método TEACCCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children), com a ênfase na organização e na estrutura do ambiente, prevê também a criação de rotinas de trabalho, uso de pistas visuais e instrumentos de apoio organizados sistematicamente para facilitar a compreensão e promover a autonomia da criança. As estratégias comportamentais e cognitivas do programa de ensino incluem a divisão de atividades complexas em unidades menores, passíveis de serem treinadas passo a passo e posteriormente generalizadas para outros contextos. Os pais atuam como coterapeutas. (ALVARENGA, 2017, p. 17) Assim, é possível compreender que no método ABA, ou seja, Análise Aplicada de Comportamento, compreende-se que as ações dessas crianças depende de seus resultados, onde são conservados por associação de possibilidades que podem vir a se modificarem. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 Dessa maneira, as crianças que apresentam gritos ou autoagressões como maneira de conseguir atenção, geralmente conseguem, mesmo que as pessoas, profissionais ou os pais, os repreendam. De acordo com Alvarenga (2017): “o objetivo é reforçar os comportamentos-alvo mais adaptativos.” (ALVARENGA, 2017, p. 17). Apesar de o tratamento farmacológico não disponibilizar medicação específica para os principais sintomas do autismo, eles minimizam a intensidade dos sintomas-alvo. Determinados sintomas como agressividade, comportamento autolesivo, rituais compulsivos e hiperatividade podem se manifestar de forma exacerbada e prejudicar a interação social. Nestes casos o auxílio farmacológico traz estabilizaçao clínica. Os remédios mais utilizados tem sido os neurolépticos (haloperidol), que reduzem a agressividade, as estereotipias e os comportamentos automutilantes, e os antipsicóticos atípicos (risperidona) para atenuar sintomas-alvo de irritabilidade e hiperatividade. (ALVARENGA, 2017, p. 17) Todavia, a autora ainda descreve que a finalidade dessas técnicas que podem ser empregues de maneira combinada é recuperar a ordem do desenvolvimento adequado para a idade de cada indivíduo ou criança. Sendo assim, em crianças, as formas de intervenção consequentes podem ser apresentadas como: terapia de fala, interação social, linguagem, educação especial e apoio familiar. Já em adolescentes pode se apresentar em ações sociais, terapia ocupacional e sexualidade. ABA e Inclusão Escolar Saiba Mais A Análise Aplicada de Comportamento pode ser considerado também um método que necessita de treinamento adequado, onde também pode ser abordado como uma área profissional. Ou seja, os profissionais estudam para se adequar às análises de comportamento em sua dimensão, tanto por meio de pesquisas, como por meio de interferências, ou seja, tarefas aplicadas. Para que consigam desenvolver as habilidades de cada criança. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 É visto que a aprendizagem abrange várias medidas associadas a diversos fatores, onde cada indivíduo expõe sua maneira particular de aprender, o seu rítmo, bem como suas necessidades particulares para a sua aprendizagem. Assim, o aprendizado se torna único para cada pessoa. Quando a escola compreende sobre as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, desenvolve suas atividades educacionais voltadas a adequação de aprendizagem e interveções apropriadas. Como forma de melhorar a educação, a escola deve responderàs necessidades e particularidades dos alunos, corroborando, primeiramente, que a educação adequada é de direito de todos os indivíduos. De acordo com Moraes (2018): “como explicita a Constituição Federal em seu art. 205 define a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (MORAES, 2018, p. 1). Entende-se como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) como uma alteração neurológica que vem testando a ciência e sua profundidade. Assim, as pessoas que apresentam TEA demonstram algumas dificuldades na comunicação e interação social, como também deslocamentos repetitivos e categorizados. Saiba Mais No Brasil, de acordo com Moraes (2018), os levantamentos demonstram aproximadamente 2 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo. A Análise Aplicada do Comportamento é adequada como uma das ações mais eficientes de perspectiva para o tratamento desse transtorno, onde demonstra fundamentos científicos. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 É visto que a cada ano que se passa, esse número se desenvolve mais e as escolas necessitam se adequar com as maneiras de aprendizagem que possibilite seu desenvolvimento. Alunos com TEA apresentam dificuldades de aprendizagem, que, dependendo do grau de comprometimento, podem se tornar um desafio quase impossível para uma efetiva inclusão. Sendo as dificuldades nas áreas do comportamento verbal e social verdadeiras barreiras para o seu desenvolvimento escolar. A busca de estratégia que permitam remover essas barreiras [...] reflete a verdadeira filosofia da educação inclusiva indo muito além da inserção de alunos nesta ou naquela sala de aula. A presença física é necessária, mas não é suficiente para inclusão ser garantida com qualidade e eficiência. (MORAES, 2018, p. 2) Segundo Moraes (2018), , a ciência Analise do comportamento Aplicada - ABA gera uma diversidade de contribuição ao ensino de indivíduos que apresentam o transtorno de espectro do autismo, bem como retardo no desenvolvimento. Essa ciência é apoiada na análise comportamental inserida em espaços naturalísticos, com finalidade de atividades para o ensino e habilidades comportamentais, favorecendo com o desenvolvimento nas disciplinas de comunicação, interção social, habilidades acadêmicas e no dia a dia de cada pessoa. Saiba Mais De acordo com Moraes (2018) as informações mais atuailizadas do Centers for Disease Control and Prevention – CDC, Centro de Diagnósticos dos Estados unidos, descreve que: “1 a cada 59 crianças com 8 anos de idade, são identificadas com o transtorno e sua prevalência aumenta a cada ano em comparação a dados anteriores. A OMS estima que aproximadamente 1% da população mundial tenha TEA.” (MORAES, 2018, p. 2). Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 De acordo com Moraes (2018), se apresentam vários pontos significativos apoiados na análise do comportamento que verificam maneiras comportamentais abrangendo áreas particulares e ajudando no planejamento de currículos ativos, bem como na orientação da aplicação de tarefas pelas escolas e professores, por meio do Plano de Ensino Individualizado. Com comprovações científicas, a ABA torna-se uma ciência de importância para o trabalho acadêmico, visando a aprendizagem e desenvolvimento de alunos com atraso no desenvolvimento ou com TEA, sendo uma abordagem fundamental para o processo de inclusão escolar. A ABA avalia as habilidades nos comportamentos verbais e sociais indicando adequação ao currículo escolar, pautado no próprio desenvolvimento dos alunos, mas sem tirar o aluno da sala regular de ensino, ao qual tem o direito de estar sendo atendido por profissionais qualificados. (MORAES, 2018, p. 2) Sendo assim, as crianças que não demonstram um desenvolvimento comum necessitam do ambiente escolar para uma boa adapatação em sua organização e modelo educacional, com objetivo de adequar a esses indivíduos o direito legal de utilizarem desses ambientes de ensino. Segundo Moraes (2018) descreve que: “essas crianças o direito legal de usufruírem desse espaço de aprendizagem, assim como adaptação no currículo, métodos, técnicas e recursos, como garante a LDB. Atualmente, o que observamos é o desafio de fazer cumprir a legislação em vigor, garantindo aos alunos com deficiência, ingresso, permanência e aprendizagem nas escolas.” (MORAES, 2018, p. 3) Dessa maneira, se pode observar que a inclusão na educação vem se ampliando no Brasil, onde de acordo com Moraes (2018): “com média em 74% dos alunos matriculados em sala regular (analise do Censo realizada pelo Observatório do PNE, referente a META 4).” (MORAES, 2018, p. 4). Ainda segundo a autora: Paralelo a este aumento, vem a necessidade das escolas em atuarem com qualidade no atendimento aos alunos da modalidade especial, utilizando métodos, técnicas, recursos, intervenções e adequações de acessibilidade para desenvolver suas habilidades e autonomia Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Intervençôes e Inclusão Escolar na ABA Capítulo 1 no processo escolar. Apesar do aumento nas matriculas em sala regular, questionamos os professores se a educação inclusiva está sendo efetiva na sua escola (Gráfico 1). Participaram desta pesquisa 17 escolas de Recife, incluindo escolas públicas municipais 35,3%, estaduais 5,9% e privadas 58,8%. (MORAES, 2018, p. 4) Dessa forma, é imprenscindível a implementação de acompanhante terapêutico e profissional dentro do espaço escolar, principalmente ao que se refere a ABA na escola, com alunos autistas. Visto que, esse profissional quem será responsável por inserir e verificar cada indivíduo em suas etapas de aprendizagem. Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a inserção dos instrumentos é desenvolvida através da observação diretamente ligada a criança, em conjunto com o adulto, pais ou profissionais, levando em conta a assiduidade, força e singularidade dos sintomas, como também as documentações qualitativas. Dessa maneira, a constatação antecipada e o direcionamento para intervenções decorrentes podem apontar uma pressuposição consideravelmente melhor para a criança com TEA, apresentando mais eficiência no comportamento de adaptação. É possível compreender também que o autismo alcança alcança, atualmente, diversas crianças e adultos, onde apresentam suas particularidades principais entre déficits qualitativos na comunicação social e na forma de comportamentos recorrentes e padrões de relevância a tarefas estipuladas. Contudo, foi possível verificar que o tratamento do autismo deve abranger uma atividade interdisciplinar. O cronograma de intervenção deve apresentar suporte no perfil da criança e nas suas habilidades que estão por se desenvolverem. @faculdadelibano_ 2 Diagnóstico e Comportamentos Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Capítulo 2 Diagnóstico e Comportamentos Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender os procedimentos para avaliar comportamento-problema, bem como os diagnósticos e comportamentos inseridos na ABA. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que necessitam compreender a forma de linguagem e comportamento verbal no TEA. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Procedimentos para avaliar comportamento-problema Com finalidade de iniciar as intervenções antecedentemente, vários estudos procuram analisar quais atividades no comportamento da criança e seu desenvolvimento apresentaminterferidas desde cedo, podendo também ser analisado fatores antecipados, chamados de sinais de alerta ou AS. Assim, o déficit na atividade de Atenção Compartilhada (AC), de acordo com Steigleder (2019), é visto como um dos sinais de alerta mais significativos do TEA, como também métodos de avaliação para outros transtornos de desenvolvimento. Dessa maneira, a avaliação comportamental pode ser considerada como uma comunicação triádica, que abrange retorno e determinação de interações do indivíduo com finalidade de atenção e, respectivamente, destinada a outra tarefa. Na AC, estes comportamentos sociocomunicativos ocorrem de forma sincrônica (em que as interações se apresentam com troca de turnos) e com os canais de comunicação coordenados com o objetivo de compartilhar interesses comuns. No caso de crianças Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 com TEA, alguns estudos trazem evidências sobre a identificação de limitações em habilidades sociointerativas, incluindo a AC, em períodos muito precoces do desenvolvimento. Por exemplo, Veness, Prior, Eadie, Bavin, e Reilly (2014) realizaram um estudo sobre o desenvolvimento de crianças que receberam diagnóstico de TEA aos sete anos de idade, cuja coleta de dados era retroativa, relativa aos 8, 12 e 24 meses de idade da criança. (STEIGLEDER, 2019, p. 21) Assim, de acordo com a autora, a finalidade da pesquisa seria verificar as atividades de comunicação social durante a infância que desenvolveriam o diagnóstico de TEA, distinguindo as crianças de outros conjuntos. De acordo com Steigleder (2019), foi possível verificar que: “o grupo de crianças com TEA demonstrou menos comportamentos comunicativos do que o grupo com DT, e menos utilização de gestos em relação ao grupo com PL. Aos 12 meses, os resultados tiveram padrão semelhante àqueles relatados aos oito meses nesta escala. Ainda aos 12 meses, na CDI, também o grupo com TEA apresentou menor uso de gestos comunicativos do que o grupo com PL. Aos 24 meses, o grupo com TEA obteve escores totais na CSBS menores do que todos os outros grupos, ou seja, demonstrou menos comportamentos comunicativos.” (STEIGLEDER, 2019, p. 22). Dessa maneira, se pode compreender que, de acordo com os estudos analisados, foi possível verificar que as crianças com TEA apresentam menos comportamentos de comunicação do que os demais. Sendo assim, ao que relata Steigleder (2019), os estudiosos verificam que a descrição dos pais em relação a primeira infância dos filhos em atividades comunicativas social é um prenunciador do diagnóstico do comportamento de TEA, referente a outros conjuntos de pacientes. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 Todavia, além dos relatos de cuidadores de crianças, a observação desses comportamentos e interatividade social como também a comunicação, também são considerados como instrumentos fundamentais para o desenvolvimento de busca de antecedentes de TEA. Dessa forma, de acordo com Steigleder (2019), também se faz importante o comportamento do adulto com a criança, as suas interações e como ele desenvolve as atividades nessa troca recíproca. De acordo com a autora: Nos dois momentos do estudo, foi utilizado o Communication Play Protocol que consiste em observações semiestruturadas, nas quais os pais brincam com as crianças. São avaliados três aspectos neste protocolo: a interação social, o pedido e os comentários realizados pela criança durante a brincadeira. As observações utilizando o CPP foram descritas utilizando um inventário que contempla diversas possibilidades de comportamentos que podem estar presentes durante essas interações, chamado Joint Engagement Rating Inventory. Também nos dois tempos do estudo, foi administrada a Early Social Communication Scales (ESCS), instrumento padronizado que avalia habilidades de comunicação não-verbal das crianças por meio de observações realizadas por um avaliador. Por fim, as habilidades de linguagem expressiva foram avaliadas através do McArthur Communicative Development Inventory (CDI), a fim de estimar o número total de palavras pronunciadas pelas crianças. (STEIGLEDER, 2019, p. 23) Saiba Mais Os relatos de cuidadores por meio da utilização de ações e habilidades comunicativas por meio de equipamentos empregues, podem ser fundamentais para identificação de sinais de alerta e identificação da avaliação do comportamento. Assim, é possível realizar intervenções o quanto antes para cada indivíduo. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 Dessa maneira, é possível observar que o objetivo de estudos é trazer a associação da naturalidade no comportamento social, figura central na organização de envolvimentos sociais. Todavia, os procedimentos para avaliação-problema do TEA decorrem desde os 18 meses de vida até a etapa adulta, onde irá passar por avaliação do comportamento da criança, desenvolvendo questionários, interagindo com os pais e localizando particularidades que visualizam o TEA. Diagnósticos e Comportamentos O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno verificado na infância, onde não possui cura. Mas, com o desenvolvimento de tratamentos se pode alcançar melhoria e qualidade de vida do indivíduo. Assim, esse transtorno pode ser apontado como raro ou grave. De acordo com Cunha (2021): O autismo não havia sido estudado antes de 1943, onde Lacerda (2017) apresenta o estudo do médico chamado Leo Kanner, na década de trinta, realizou um experimento onde onze crianças apresentavam comportamentos parecidos uma das outras, as condições psiquiátricas muito próximas, não havendo registros de tais comportamentos, estabelecendo como o primeiro médico que abordou cientificamente as condições do autismo através do estudo publicado na década de quarenta. Leo Kanner considera que o transtorno apresenta diferentes condições como o Transtorno Global do Desenvolvimento, o Asperger e o próprio autismo que possui uma tríade para avaliar o diagnóstico: déficits na interação e comunicação social, padrões de restrição e repetição no comportamento, incluindo as atividades e os interesses, levando a apresentar diferentes formas de diagnóstico e tratamento. (CUNHA, 2021, p. 1) Assim, é possível compreender que é de bastante significância que o diagnóstico antecipado seja dado adequadamente, onde de acordo com Cunha (2021) afirma que: “o “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5° - DSM-V” onde Susan E. Swedo, M.D. e equipe basearam-se critérios de diagnósticos para que defina níveis do Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 autismo e a partir daí seja feito um tratamento específico.” (CUNHA, 2021, p. 2) Dessa forma, para que seja verificado o indivíduo que apresenta TEA, é considerável identificar se apresenta déficites na comunicação e contato social, formas repetitivas, bem como comportamentos subordinados e outros indícios que aparecem nas etapas de desenvolvimento. Segundo Cunha (2021), apoiado na 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais– DSM V, os sintomas primordiais do TEA se habitua a ser localizado entre doze e vinte e quatro meses de vida de cada pessoa. Ainda de acordo com o autor: Anterior aos doze meses de idade, pode se notar um ou outro atraso no desenvolvimento, entretanto os sintomas começam a se manifestar de forma mais acentuada a partir dos vinte e quatro meses. Traços de condutas ligadas ao Transtorno do Espectro Autista aparecem com evidência na primeira fase da infância. Há crianças que apresentam atraso no desenvolvimento da fala, dificuldade na interação com seus pares ou familiares, irritação em locais cheios ou barulhentos, fascínio por objetos incomuns, estereotipia vocal e motora, ausência das interações sociais, onde se precisaseguir uma rotina, e comportamentos definidos. (CUNHA, 2021, p. 3) Todavia, a datar do segundo ano de vida do indivíduo, os indícios se desenvolvem de forma mais excessiva. Ou seja, aquela criança que demonstra bastante dificuldade nas atividades como brincar, utilizar da imaginação, dificuldade ao manusear os brinquedos, ou até mesmo ficar em pé por um período, dificuldade na conversa ou fala, pode ser um diagnóstico de TEA. Sendo assim, de acordo com Cunha (2021), o conceito do Transtorno do Espectro Autista seria representado pela união de situações comportamentais verificadas por dificuldades em seu desenvolvimento, bem como nas tarefas sociais, percepção do indivíduo e na sua fala. Os sintomas aparecem já nos primeiros anos de vida. O autor menciona a importância de se conhecer as principais características para que um diagnóstico seja realizado o mais rápido possível de Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 forma que a criança tenha a chance de evoluir nas características do espectro. O diagnóstico é clínico depende de uma observação mais sistemática a respeito do comportamento e desenvolvimento da criança, observação esta que deve se fundamentar em entrevistas com os pais da criança, professores e demais pessoas que a acompanham. (CUNHA, 2021, p. 3) Dessa forma, é possível observar que o auxílio de um profissional é de grande importância, como por exemplo, psicólogos, fonoaudiólogos e pedagogos, onde vão analisar o perfil de cada criança, bem como o seu histórico, sua interação social, suas relações afetivas, entre outros. De acordo com Cunha (2021), analisa que as crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista apresentam distúrbios sensoriais muito divergentes e singulares, como por exemplo, a sensibilidade a efeitos sonoros, visuais, táteis e gustativos. Assim, se pode compreender que a hipersensibilidade a incentivos sonoros auditivos revela uma dificuldade muito adversa para socialização desse indivíduo, onde irá apresentar contrariedade para comparecer em ambientes lotados e barulhentos. De acordo com Cunha (2021): Atividades sequentemente maiores serão os resultados positivos no tratamento e na obtenção de uma melhora no desenvolvimento da criança. Normalmente os pais são os primeiros a perceber certos comportamentos diferentes reproduzidos pelos seus filhos, a partir daí então, começam a busca pela ajuda profissional. (CUNHA, 2021, p. 4) Saiba Mais Dessa maneira, se pode considerar que o auxílio profissional é de bastante significância, não somente pelos seus relatos, como também por orientar e encaminhar a análise do comportamento no desenvolvimento de interferências científicas que são apoiadas em indícios e são consideradas pertinentes para cada indivíduo. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 Dessa forma, é possível compreender que a ABA está ampliando o seu espaço como uma forma de interferência para o autismo, como forma de diagnosticar os comportamentos o mais cedo possível. Porém, são poucos os profissionais que se capacitam para essa determinada área. Segundo Cunha (2021) relata, a resolução do diagnóstico para os pais é uma etapa complexa e delicada, onde o profissional é encarregado de passar as demais informações de maneira responsável e explicar todas as fases e formas que sejam menos chocante, para que assim, os pais consigam identificar uma forma de aceitar e conviver com a diversidade de seus filhos e os auxiliando, juntamente com o suporte profissional. Assim, ao identificar e verificar as particularidades importantes da visão e das dificuldades habituais nas agilidades sociais e no comportamento, se faz importante colaborar para um melhor ajuste de diagnóstico de cada indivíduo com TEA na população. Contudo, se faz importante que todo profissional atue durante suas inserções de atividades da ABA alinhado com o seu diagnóstico, manuseamentos comportamentais que se fazem necessários para o crescimento da criança, como por exemplo, gerar variadas formas de brincar com brinquedos, enaltecer, reproduzir as atividades de cada criança. Linguagem e comportamento verbal no TEA Quando a criança ainda é pequena, pode se verificar diversos sintomas do TEA que passam despercebidos. Porém, é o retardo na comunicação que irá apresentar Importante Dessa forma, várias atividades de espaços diversos do conhecimento tem sido sugeridas para intervenção e desenvolvimento de tratamentos que investigam o acompanhamento e crescimento das habilidades de cada criança, adequando suas comunicações tornando-as mais seguras em várias áreas de desenvolvimento. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 importância do cuidado dos pais e encaminhá-los para um profissional adequado. A partir dos dois anos de idade os pais podem começar a verificarem ou buscar auxílio se caso reconheçam dificuldades na fala de cada criança. Assim, a partir dos primeiros meses de vida de cada indivíduo vai se desenvolvendo os pontos importantes para a linguagem. Com isso, é importante a verificação antecipada do diagnóstico, pois a intervenção deve ser analisada o quanto antes, como forma de prevenir que a criança sofra dificuldades ou agrave o seu caso mais adiante. Além disso, aquela criança que não desenvolveu uma comunicação adequada a sua idade, irá apresentar problemas na sua socialização, como também no desenvolvimento de brincadeiras. No que tange ao desenvolvimento de habilidades ligadas ao repertório verbal de pessoas diagnosticadas com TEA, é necessário que se analise as variáveis envolvidas na aquisição e manutenção destes repertórios comportamentais e que se arranje contingências, criando-se oportunidades de ensino. Como foi apontado por Lear (2004), é importante ressaltar que a aquisição de um operante verbal (por exemplo, o ecoico) não implica necessariamente na aprendizagem dos demais, por isso, no ensino de repertório verbal é preciso garantir a aprendizagem de cada operante verbal. (HORA, 2017, p. 12) Assim, de acordo com Hora (2017), o comportamento verbal pode ser conceituado como uma tarefa praticável, onde é essencial para o desenvolvimento de sua aprendizagem Saiba Mais Já aos seis meses de idade, ou com aproximadamente um ano, a criança pode apresentar dificuldades na fala ou demonstrar palavras afastadas na comunicação. Quando chegam aos dois anos de idade, já começam a construir frases. Ou seja, todo esse desenvolvimento é analisado a partir do seu nascimento. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 funcional, apoiada na tríplice probabilidade. Segundo Hora (2017), a atividade verbal total se resume na comunicação entre o comportamento da pessoa e de quem escuta, onde a pessoa que escuta é espaço verbal para o falante. Dessa maneira, a autora descreve ainda que: Em outras palavras, o reforço do comportamento do falante é mediado pelo ouvinte que, por sua vez, foi condicionado pela sua comunidade verbal. Em Verbal Behavior, Skinner (1957) formula categorias e descreve operantes verbais sob controle de diferentes variáveis que podem, por exemplo, envolver estímulos auditivos ou visuais, com ou sem correspondência ponto-aponto e similaridade formal com a resposta. (HORA, 2017, p. 12) Outro aspecto significativo na análise do desenvolvimento da linguagem por meio da Análise do Comportamento é conhecido como naming ou nomeação. Ou seja, apoiado em Hora (2017), noming significa: “fusão, junção ou interação dos repertórios de falante e ouvinte no comportamento humano.” (HORA, 2017, p. 13). Esse aspeco seria então uma etapa fundamental para o desenvolvimento da linguagem, pois gera o ensino da linguagem de maneira eventual, ou seja, o indivíduo que obteve naming pratica tarefas de falante e ouvinte sem conhecimento direto. Antes desseprocesso, a aprendizagem de cada resposta de falante ou de ouvinte embora sob controle dos mesmos estímulos requereria instruções diretas e separadas. A aprendizagem de naming facilita o aparecimento de categorias emergentes e relações derivadas, contribui para a aquisição de repertórios verbais complexos, providenciando a fundação de capacidades mais avançadas. Nesse sentido, o naming parece resultar na capacidade de aprender de novas formas; como um cusp desenvolvimental e uma nova capacidade de aprendizagem, permite que a criança entre em contato com o ambiente de uma forma que não era possível antes. (HORA, 2017, p. 13) Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 Todavia, vale lembrar que o naming é apoiado em um cusp, ou seja, desenvolvimento de comportamento que está associado ta adequação de um comportamento que amplia consideravelmente a chance do organismo estar ligado em atividades que geram novos ensinos. Dessa forma, o naming permite uma nova maneira de aprendizagem de tarefas e funções de linguagem. Ao que se refere ao controle textual, a inserção do naming procura uma melhoria considerável nas etapas de compreensão de leitura, onde se desenvolve interações entre o falante e ouvinte, desenvolvendo também estímulos e respostas emocionais por meio da fala e escrita. Por volta dos 3 anos de idade há uma explosão no vocabulário de crianças que estaria relacionada a aquisição de naming. Assim, experiências de naming correspondem a encontros da criança com o ambiente que resultam em novos comportamentos verbais; por exemplo, a criança e o cuidador olham simultaneamente para um estímulo e o cuidador produz uma resposta verbal ou gestual na presença daquele estímulo, o que pode fazer referência ao conceito de atenção conjunta, isto é, o controle múltiplo é aprendido e, além disto, múltiplas respostas, havendo uma bidirecionalidade entre os componentes de falante e ouvinte. (HORA, 2017, p. 14) Assim, se pode compreender também que o naming abrange tarefas de tato e ecoar, bem como atividades de respostas divergentes a misturas de vogais e consoantes. Dentro da Análise Comportamental, essas duas tarefas surgem de maneira independente e, Saiba Mais No país, é possível observar que a ABA está se desenvolvendo cada vez mais como uma forma de intervenção relacionada ao autismo, mesmo que poucos profissionais sejam capacitados dentro dessa área. Apesar de, alguns já procurarem sua especialização. A linguagem e o comportamento que os indivíduos apresentam é fundamental para início de intervenções e desenvolvimento. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnóstico e Comportamentos Capítulo 2 em seguida, são misturados por aspectos culturais. De acordo com Hora (2017), a linguagem pode ser considerada como: “uma função central com características expressivas e receptivas, a partir disso o conceito de linguagem expressiva e linguagem receptiva.” (HORA, 2017, p. 14). Sendo assim, o comportamento verbal nada mais é que um comportamento operacional, onde é conservado por resultados e efeitos geradas por um ouvinte que foi, particularmente, treinado pela população verbal para atuar como tal. Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que com objetivo de iniciar as intervenções antecedentemente, vários estudos procuram analisar quais atividades no comportamento da criança e seu desenvolvimento apresentam interferidas desde cedo, podendo também ser analisado fatores antecipados, chamados de sinais de alerta ou AS. Bem como compreendido que a avaliação comportamental pode ser considerada como uma comunicação triádica, que abrange retorno e determinação de interações do indivíduo com finalidade de atenção e, respectivamente, destinada a outra tarefa. Dessa forma, é importante que compreenda que para que seja verificado o indivíduo que apresenta TEA, é considerável identificar se apresenta déficites na comunicação e contato social, formas repetitivas, bem como comportamentos subordinados e outros indícios que aparecem nas etapas de desenvolvimento. Assim, se faz importante o estudo sobre o diagnóstico, bem como profissionais capacitados e alinhados com familiares e escola. Tarefas como linguagem e análise de comportamento também são essenciais. @faculdadelibano_ 3 Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Capítulo 3 Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como funciona o processo de alfabetização e linguagem de cada indivíduo que apresenta TEA. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas também necessitam compreender sobre o desenvolvimento atípico, bem como o TEA e a sexualidade na adolescência. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Alfabetização e linguagem A alfabetização em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista desenvolve bastante apreensão no espaço familiar, bem como no ambiente escolar. É uma etapa que abrange várias fases diferentes e que requer do profissional ou da família bastante paciência. Cada criança pode apresentar uma particularidade diferenciada e gerar atos pedagógicos divergentes ao que se refere à alfabetização. Assim, se faz importante aprender cada uma destas. Dessa maneira, se pode compreender uma abrangente divergência de particularidades de cada atuação profissional, onde se faz importante compreender cada uma destas. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 Dessa forma, se faz necessário que o profissional entenda quais são as ações possíveis a serem executadas com cada indivíduo para que ele consiga crescer em seu processo de ensino e aprendizagem, apesar de essas etapas não serem previstas contraposto a outras crianças. De acordo com Queiroz (2021), a comunicação e linguagem no TEA apresentam algumas dificuldades, e são considerados dois instrumentos essenciais para a alfabetização. Desde o nascimento, o bebê já apresenta sinais que podem facilitar o processo de alfabetização. Um exemplo disso é quando a criança vocaliza, isso facilita no processo de repetição de fonemas. Algumas habilidades também são notadas como: imitação espontânea, atenção, movimento antecipatório e o uso do apontar e do olhar. Quando algum desses precursores não existe ou apresenta alguma falha, significa algum atraso no desenvolvimento e o risco de TEA. (QUEIROZ, 2021, p. 28) Sendo assim, é importante considerar que anteriormente a fala, para alfabetizar, se faz necessário que a criança desenvolva uma linguagem prévia, apoiada com a assistência terapêutica. Dessa forma, por mais que a alfabetização na infância seja uma pauta relativamente debatida, ainda não se possui uma única maneira de ser inserida, pois cada criança possui o seu tempo e sua forma de interagir no dia a dia. Saiba Mais Sabe-se que a dificuldade na linguagem e na comunicação está associada com a adversidade de cada indivíduo em compreender o que se escuta. As crianças com TEA geralmente possuem muita dificuldade em compreender as instruções que são verbalizadas. Assim como, apresentam dificuldade em falar de forma mais entendível, onde passa a ficar mais evidente para outras pessoas. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 São provavelmente estas práticas (mais do que os métodos em si) que tem efeitos mais duráveis a longo prazo, no domínio da língua escrita como em todos os outros. Conforme se coloque a relaçãoentre o sujeito e o objeto de conhecimento, e conforme se caracterize a ambos, certas práticas aparecerão como “normais” ou como “aberrantes” é aqui que a reflexão psicopedagógica necessita se apoiar em uma reflexão epistemológica. (QUEIROZ, 2021, p. 28) Assim, uma das maneiras mais empregues por profissionais da área com intenção de ampliar a alfabetização do indivíduo com TEA é o meio fonético. Ou seja, se conceitua como uma forma destinada a alfabetização de crianças que apresentam o transtorno. De acordo com Queiroz (2021), esse método auxilia na tarefa cerebral da região voltada a leitura, onde fica localizado do lado esquerdo do cérebro, abrange as áreas visuais e de linguagem. A autora ainda relata que: Esse método prioriza o ensino dos sons dos grafemas do alfabeto, começando pelas vogais e depois pelas consoantes, em seguida, utilizá-las para desenvolver sílabas e palavras. Cada letra é estudada como um fonema, ou seja, um som, que, ao ser associado a outras letras, formam sílabas e depois, palavras. O método fônico é baseado no ensino do código alfabético de forma dinâmica, ou seja, as relações entre sons e letras devem ser feitas através do planejamento de atividades lúdicas para levar as crianças a aprender a codificar a fala em escrita e a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento. (QUEIROZ, 2021, p. 29) Todavia, o método fônico não deve ser a única maneira de ser empregue na alfabetização, onde de acordo com Queiroz (2021): “a criança não cai de paraquedas no desenvolvimento da consciência fonêmica, sem passar pelo reconhecimento dos grafemas, as quais precisam ser reconhecidas.” (QUEIROZ, 2021, p. 29) Dessa maneira, é possível compreender que o desenvolvimento da linguagem de crianças com TEA também é formalizado por várias particularidades atípicas da linguagem, como por exemplo, utilização ampliada de jargão e entoação ou prosódia diversificada. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 Assim, se faz necessário que a criança aprenda a ler e escrever a maior quantidade de palavras possíveis, como forma de favorecer a aprendizagem. Como também o ensino de histórias e letras que formam palavras. Desenvolvimento atípico O autismo pode ser caracterizado por três dificuldades relevantes. Uma criança com autismo dirige-se a demonstrar uma considerável dificuldade na comunicação, abrangendo formas de linguagem repetitória, demora no desenvolvimento da linguagem, como também eliminação total da mesma. Observa-se também grande dificuldade em interações sociais e isso pode ser constatado pelo contato visual pobre com os outros, deficiência nas relações sociais ou brincar social com os pares e baixa reciprocidade emocional; por fim, indivíduos com autismo tendem a apresentar padrões de comportamentos repetitivos, estereotipados e atividades ou interesses restritos. É importante destacar que, em função das deficiências mencionadas, muitos perdem oportunidades de aprendizagem de habilidades socialmente relevantes e as mesmas usualmente não são aprendidas por meio de métodos convencionais ou de forma incidental. (MATOS, 2016, p. 162) Assim, atividades fundamentais para aprendizagem de maneira funcional, como brincadeiras e atividades de rotina, exemplo: banho ou se vestir, são fundamentais com interesse que novas formas de exercícios em sociedade sejam formados. Sendo assim, literatura da Análise do Comportamento se associa em vários estudos desenvolvidos a fim de compreender o desenvolvimento de atividades de rotina diária e de trabalho para pessoas com autismo e outras formas de desenvolvimento atípico. De acordo com Matos (2016): Além disso, com o tempo, o aplicador deverá esvanecer sua presença, de modo que as fotos passem a ser condição suficiente para que uma dada criança realize as rotinas propostas, sem depender da presença de alguém. Além disso, na Capítulo 6 169 medida que a Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 criança se torna fluente no realizar as tarefas com as fotos, uma nova meta a ser estabelecida poderá ser a de remover as mesmas sob controle de a criança tornar-se independente das próprias fotos também. É esperado que a presente proposta de procedimento favoreça a aprendizagem do realizar de forma independente diversas atividades de rotina que fazem parte das vidas das pessoas. (MATOS, 2016, p. 169) Dessa maneira, de acordo com Matos (2016), é fundamental que as pessoas com desenvolvimento atípico usufruam de metodologias eficientes para a melhor aprendizagem dessas e várias atividades significantes para o melhor desenvolvimento em sociedade. Todavia, se pode observar que crianças com autismo habitualmente constuam demonstrar déficits em espaços do desenvolvimento, como linguagem e comunicação, como também ações desconfortáveis e dificuldades de manuseamento. Como relata Matos (2016) que: Podem acontecer como ações motoras ou ainda vocalizações sem sentido para outras pessoas e repetições de palavras e / ou frases (ecolalia). Tais padrões tendem a se revelarem bastante incompatíveis com a aprendizagem das habilidades consideradas importantes em diversos ambientes, pois frequentemente tornam-se fontes de distração e / ou rotas de fuga de atividades possivelmente indesejadas pelas crianças. A dificuldade com linguagem e comunicação pode estar relacionada à difícil compreensão daquilo que ouvem. Crianças com autismo podem apresentar grande dificuldade na compreensão de instruções verbais. (MATOS, 2016, p. 20) Esses indivíduos também demonstram dificuldade na maneira de falar de forma simples e objetiva para as pessoas em que convivem. Porém, esse transtorno não irá dizer que a criança não apresente circunstâncias de se comunicar com as pessoas socialmente. Assim, de acordo com Matos (2016), uma vez que as crianças que apresentam TEA não demonstrem pré-requisitos como imitação vocal, linguagem expressiva ou Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 comportamento verbal, com variadas funções, é notável transformar seus modelos de desenvolvimento em sociedade de forma com que ela se habitue consideravelmente dos modelos de desenvolvimento das crianças vistas como típicas. A Análise do Comportamento representa uma abordagem da Psicologia que muito tem contribuído com o arranjo de condições de ensino apropriadas à aprendizagem de diversas habilidades (como linguagem/ comportamento verbal) de crianças com desenvolvimento atípico, como no caso do autismo. Para o analista do comportamento, linguagem refere-se a um tipo de comportamento chamado verbal. Este representa um tipo de operante. Para uma compreensão sobre comportamento verbal é necessário, em primeiro lugar, entender sobre comportamento operante. Este descreve um tipo de relação entre o organismo e o ambiente; em outras palavras, ele descreve uma relação entre atividades (ou respostas) de um organismo e eventos ambientais (ou estímulos). (MATOS, 2016, p. 21) Segundo Carvalho (2019): “O autismo tem sido associado a algumas doenças gênicas e aberrações cromossômicas autossômicas e de cromossomos sexuais, entre as quais se destaca a Síndrome do Cromossomo X- Frágil que apresenta uma incidência na população autista de 0 a 20%.” (CARVALHO, 2019, p. 2). Dessa forma, se pode compreender que o retardo como um todo no desenvolvimento pode ser transformado por meio da análise comportamental como maneira de intervir no tratamento de indivíduos autistas. Ainda segundo Carvalho (2019): O termo “autista” origina-se do termo grego autos, que significa “de si mesmo”. Essa expressão “autismo” foi utilizada pela primeira vez em 1911 por Eugene Bluer, para designar a perda de contato com a realidade com dificuldadeou impossibilidade de comunicação e/ou comportamento, observado em pacientes diagnosticados com quadro de esquizofrenia. No século XIX, o autismo era considerado como patologia mental, ou seja, o resultado de uma deficiência da inteligência. Assim, o autismo é visto como dificuldade de acesso à formação de símbolos, sendo que, para alguns o autismo é “psicoses precoces da criança” e para outros é um “transtorno invasivo do desenvolvimento”, constituindo uma série de deficiências ligadas a perturbação do desenvolvimento. (CARVALHO, 2019, p. 3) Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 Assim, de acordo com Carvalho (2019), o conceito de autismo tem associação ao “alheio ao mundo social fechando-se em seu mundo”. (CARVALHO, 2019, p. 4). Onde foi inserido na literatura médica no ano de 1943 por Leo Kanner. Dessa maneira, de acordo com o autor o transtorno é conceituado como um método psicopatológico e com probabilidade de diagnóstico evidente, sendo demonstrados como problemas a partir dos dois anos de vida da criança. Ainda ao que relata Carvalho (2019), o autismo também pode ser associado a deficiência cognitiva, ou conceituado como transtorno do desenvolvimento. De acordo com o autor, a partir do século XIX, esse transtorno era diagnosticado como retardo mental. Mais recentemente, denominaram-se os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) para se referir a uma parte dos TGD: o Autismo; a Síndrome de Asperger; e o Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação. Portanto não incluindo Síndrome de Rett e Transtorno Desintegrativo da Infância. O Autismo apresenta ainda, causa desconhecida. Embora, pesquisas tentam desvendar fatores genéticos associados à doença, proporcionadas descobertas quanto às causas de neurônios e sinapses na amígdala, hipocampo e cerebelo, além do encéfalo aumentado e serotonina circulante concentrada, todas segurem forte influência genética. (CARVALHO, 2019, p. 4) Visto isso, se pode compreender que a divergência entre TEA, desenvolvimento típico/ normal e outros transtornos “fora do espectro” possa ser realizado com proteção e juracidade. Porém, as diferenças entre os transtornos se formam involuntariamente ao passar dos anos. Saiba Mais Segundo Carvalho (2019), Leo Kanner observou que as crianças apre- sentavam dificuldades em se relacionar socialmente, não se relaciona- vam com os pais, presença de visão distante, bem como repetições de sons e manifestações verbais. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 Entretanto, entende-se que o desenvolvimento atípico é conceituado como o desenvolvimento de crianças que demonstram retardos ou dificuldades quando se referem as crianças da mesma idade. Assim, se a criança nos primeiros anos de vida demonstra um desenvolvimento atípico, os pais ou pessoas próximas podem observarem os sinais e, de forma progressiva, irem tratando os déficits no comportamento social, fala ou linguagem. TEA e sexualidade na adolescência De acordo com Arend (2021), O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069/1990 art. 2º pondera que são adolescentes aqueles que apresentam idade entre 12 a 18 anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já considera entre 10 a 19 anos. Ainda de acordo com a autora: Mais do que um período cronológico, a adolescência pode ser compreendida como uma fase ou etapa marcada por modificações que vão desde as biológicas até psicológicas e sociais, e também referentes a mudanças no relacionamento do indivíduo com objetivos e metas que faz para a vida (Oliveira e Machado, 2018). Dessa forma, a segunda década de vida constitui um período crítico de desenvolvimento psicossocial, pois os indivíduos estão encontrando sua identidade, conhecendo os mecanismos de relações pessoais e aprendendo a lidar com comportamentos problemáticos para, enfim, assumir uma personalidade estável. (AREND, 2021, p. 2) Assim, a sexualidade é uma expressão discursiva caracterizada como essencial nas etapas de formação da identidade, abrangendo as circunstâncias ao crescimento do indivíduo que não se resume apenas a ação sexual, ou capacidade reprodutiva, como também as atatividades associadas ao afeto durante toda sua vida. Porém, a compreensão da sociedade a respeito desse assunto ainda é relacionada como o portador do transtorno não possa pensar ou que está distante da vida sexual. Ou seja, em sua maioria, a família trata o indivíduo como uma criança, sem características de vida adulta. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 Todavia, atualmente, o padrão social continua predominando, onde em sua maioria, as pessoas enxergam os indivíduos com TEA como um problema, já que não confirmam um padrão social existente, e como consequência, retiram a vida sexual dos mesmos. Ainda de acordo com Arend (2021), relata que: Os estudos de Nosek e Simmons (2007) apontaram que uma das barreiras de restrição ao acesso a informações sobre sexualidade é o isolamento social das pessoas com deficiência. Portanto, para que haja uma percepção acerca do entendimento em relação a sexualidade individual da pessoa com deficiência, deve-se primeiro ponderar a maneira como ela, em uma forma ampla, foi construída através da cultura, do julgamento, e do controle sobre os corpos e sobre as práticas sexuais das pessoas. À vista disso, existe um discurso inapropriado em relação às deficiências, em especial o espectro do autismo. (AREND, 2021, p. 3) Dessa forma, os indivíduos que apresentam Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), são vistos como uma deficiência abrangente em seu crescimento, onde seus espaços vinculados tendem para a linguagem, cognição e a convívio social. Segundo Arend (2021), a imaturidade da família em lidar com o assunto da sexualidade no TEA, pode agravar e consequentemente, gerar problemas futuramente. A autora conclui que: “o imaginário e o simbólico tornam-se peças chaves para o real concretizar, ou se há uma divergência entre o ser e o saber.” (AREND, 2021, p. 3) Dessa maneira, como busca de melhor entendimento e informação adequada, se faz necessário compreender melhor a busca e o entendimento sobre a sexualidade e o TEA. Segundo Arend (2021) explica que: Adolescentes com TEA possuem necessidades sexuais, visto que a puberdade desses indivíduos segue estágios normais de desenvolvimento. Entretanto, eles podem não possuir um correto entendimento do seu corpo e um inadequado desenvolvimento emocional, resultando em comportamento sexual impróprio. Adolescentes com TEA correm vários riscos em seu desenvolvimento psicossexual e podem ter acesso limitado a informações confiáveis sobre puberdade e sexualidade, enfatizando a necessidade de Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 orientação específica em seu desenvolvimento psicossexual. (AREND, 2021, p. 6) Além disso, de acordo com a autora, os indivíduos que apresentam TEA podem apresentar atividades atípicas que abrangem dificuldades consideráveis em relação ao exibicionismo, excitação imprópria, masturbação em público, dificuldades em compreensão de gênero, dificuldades em se relacionarem, entre outros comportamentos. Dessa forma, a presença da depressão faz com que o indivíduo com TEA apresente menos capacidade de moderar seus incentivos sexuais e o tratamento do seu transtorno pode auxiliar nesses comportamentos atípicos. Ainda de acordo com Arend (2021): “A melhoria nas habilidades de auto-organização devido ao antidepressivo pode levar ao alívio deste sintoma.” (AREND, 2021, p. 6) Assim, se faz importante que no início da sua infância, no desenvolvimento das suas primeiras atividadese entendimentos do autista sobre sexualidade, se construa um conhecimento dentro da família, bem como na escola, mídia, religião e ciência. Dessa forma, segundo Arend (2021): Devido às dificuldades das famílias com relação à sexualidade dos filhos com TEA, um programa abrangente de educação sexual poderia acolher suas demandas específicas e orientar os membros familiares, discutindo possibilidades de ações educativas em casa, visto que a educação sexual recebida na família, na escola e nas matrizes cartografam tabus, mitos, estigmas, valores e normas de como expressar o desejo sexual. Embora vista como a melhor solução Saiba Mais De acordo com Arend (2021), esses comportamentos atípicos são consequências problemáticas relacionadas a natureza das tarefas comportamentais e a probabilidade para desenvolvimento negativo consideráveis, como por exemplo, ingresso dificultuoso na sociedade, prejuízos e separações legais. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Alfabetização, linguagem, desenvolvimento e sexualidade na adolescência Capítulo 3 para estes casos, a educação sexual baseada em evidências para indivíduos com TEA ainda é subdesenvolvida, mas sua necessidade aumenta à medida que o amadurecimento se consolida e os déficits sociais começam a ser manifestados, pois o conhecimento inadequado sobre os limites pessoais, em conjunto com o fascínio sensorial, complica ainda mais a resposta às mudanças de seus corpos. (AREND, 2021, p. 6) Todavia, é importante considerar que a introdução a esse assunto para indivíduos ou adolescentes com TEA deve se realizado, principalmente, abrangendo três principais pontos: profissional adequado, família e adolescente, gerando assuntos sobre puberdade, aspecto, primeiras impressões, crescimento físico e emocional. Todavia, as interveções devem ser desenvolvidas concretamente, breviamente e claras, sendo também importante caracteriza-las como visuais, empregando situações da vida real e ações frequentes. Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a alfabetização em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista desenvolve bastante apreensão no espaço familiar, bem como no ambiente escolar. É uma etapa que abrange várias fases diferentes e que requer do profissional ou da família bastante paciência. Assim, cada criança pode apresentar uma particularidade diferenciada e gerar atos pedagógicos divergentes ao que se refere à alfabetização. Assim, se faz importante aprender cada uma destas. Além disso, foi visto que uma criança com autismo dirige-se a demonstrar uma considerável dificuldade na comunicação, abrangendo formas de linguagem repetitória, demora no desenvolvimento da linguagem, como também eliminação total da mesma. É importante considerar que a família esteja presente na experiência e assuntos sobre sexualidade no TEA, fazendo com que a família juntamente com profissionais adequados gerem educação sexual para os adolescentes. @faculdadelibano_ 4 Diagnósticos e Desafios Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Capítulo 4 Diagnósticos e Desafios Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre diagnósticos e especificidades do TEA em adultos. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. Será importante a compreensão também dos desafios de comportamento que os indivíduos com TEA apresentam. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Diagnósticos e especificidades do TEA em adultos Pode compreender que o Transtorno do Espectro Autista – TEA desenvolve-se como neurodesenvolvimento atípico formulado por problemas de comunicação, ações repetitivas, e atividades sociais restritas. Além disso, o transtorno pode ser nomeado como: Síndrome de Asperger, descrita no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-IV. Demonstra-se também o grau de comprometimento apresentado em três níveis, sendo o último grau o mais severo. Logo, depreende- se que existem divergências mesmo entre alguns estudiosos sobre os principais fatores que originam o TEA. Dentre eles estão aqueles que acreditam que os “fatores epistemológicos estão associados ao TEA desde o período perinatal até a vida adulta”. Outros autores afirmam que as variações características percebidas nos indivíduos com TEA ocorrem por causa da influência entre genes e ambiente. Todavia, apesar das complicações durante a gestação e pós-parto serem consideradas as mais influentes para ocorrência do TEA, existem aqueles que defendem como possíveis desencadeadores desse transtorno os fatores genéticos, desregulações neurogênicas, e até alterações imunológicas. (FREITAS, 2022, p. 3) Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 Assim, é importante considerar que as razões que originam não são apenas por uma explicação, ou apenas unicamente por um diagnóstico em cada pessoa. Com isso, se pode observar que o diagnóstico do TEA em seu nível mais suave, pode se tornar mais complexo, consideravelmente quando se é visto tardiamente, pois pode se atrapalhar com outros transtornos ou também passar sem que se perceba, visto que não é identificado prontamente. De acordo com Freitas (2022), é considerável verificar que para o seu diagnóstico não se apresentam exames laboratoriais, ou seja, essa identificação será realizada por um profissional da saúde adequado nesse transtorno. De acordo com a autora: Para tanto, ele utilizará de variadas ferramentas como análises comportamentais, entrevistas com pais e/ou pessoas que convivam com o paciente, entre outras. Conforme os desafios enfrentados pelos profissionais da saúde para o diagnóstico do TEA em adultos apresentados nos tópicos anteriores, especialmente em casos de grande complexidade, a diagnose desse transtorno perpassa a fase de triagem seguida do diagnóstico fazendo uso de ferramentas direcionadas para os traços elencados em manuais de códigos e diagnósticos. (FREITAS, 2022, p. 7) Dessa maneira, os testes a serem desenvolvidos devem garantir a verificação das precificações dos profissionais. Ou seja, é preciso estarem atentos a particularidade que se busca comensurar com a inserção do teste, o TEA, como também algumas outras características, como: faixa etária, escolaridade, ambiente social que a pessoa está inclusa, entre outros. Assim, ao que se refere as formas de identificação do autismo em adultos com Saiba Mais O Transtorno de Espectro Autista se expõe de maneira diferente em cada pessoa, os sintomas podem comover a comunicação, o convívio social, maneiras de comportamentos e interesses dependentes e repetitivos. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 diagnóstico de TEA, se pode verificar o exame mental do autismo (AMSE) empregue como uma maneira considerável na busca de decisão diagnóstica no ambiente de atividade clínica. Outra característica considerável de acordo com Freitas (2022), para diagnóstico e avaliação do diagnóstico em adultos de TEA com expressão natural é a estadia de observação para o diagnóstico do Autismo. Ainda de acordo com Freitas (2022): Outro método importante é o Applied Behavioral Analisys (ABA), seguindo princípios da Análise do Comportamento, aplicado em âmbito educacional que pode ser utilizado ainda com a criança pequena não eliminando sua utilização em jovens e adultos. Para Silva e Mulick (2009) o diagnóstico de autismo é realizado com base em critérios comportamentais, mas as avaliações médicas são necessárias como parte do diagnóstico diferencial, investigando comorbidades que incluem distúrbios de ordem neurológica, metabólica e genética. (FREITAS, 2022, p. 8) Com isso, Freitas (2022) descreve que: “no Brasil as atuais práticasde avaliação estão semelhantes aos parâmetros dos demais países, existindo ainda a necessidade da atualização de pesquisas nesta área, bem como, a discussão de procedimentos e técnicas utilizados entre os profissionais.” (FREITAS, 2022, p. 8) Assim, após a avaliação ou diagnóstico, se faz importante realizar as escassezes particulares para cada adulto e posteriormente, enquadrar o melhor tratamento de intervenção a ser inserido no tratamento. Importante O diagnóstico é uma ferramenta importante para entender o comportamento humano e desenvolver intervenções eficientes para transformar o comportamento. O diagnóstico pode ser inserido em diferentes contextos, incluindo terapia comportamental, educação, convívio social, entre outros. Assim, se torna uma abordagem apoiada em evidências que pode auxiliar a melhorar a compreensão do comportamento do indivíduo, melhorando consequentemente a qualidade de vida de cada um. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 odavia, todas as técnicas são inseridas da psicologia comportamental, ou seja, da Análise Aplicada do Comportamento. Dessa maneira, as intervenções terapêuticas tem como finalidade adequar as atividades e ações, se dedicando a linguagem prática, bem como inserindo a terapia comportamental cognitiva como forma de portar a ansiedade e agressividade desses indivíduos. Assim, o tratamento de adultos com TEA atento a presença de comunicação e ações sociais gerará um convívio mais eficaz com o ambiente e com outras pessoas, ou seja, o tratamento apoiado na Terapia Cognitivo Comportamental vai se adentrar nas atividades essenciais desse transtorno. Além dessas intervenções também deve-se “analisar o funcionamento de terapias alternativas caso 9 seja o desejo da família”. Atualmente a Terapia Cognitivo Comportamental apresenta-se como uma das técnicas mais indicadas para o tratamento deste transtorno, pois segundo Beck (2013, p. 22) “o terapeuta procura produzir de várias formas uma mudança cognitiva – modificação no pensamento e no sistema de crenças do paciente – para produzir uma mudança emocional e comportamental duradoura”. (FREITAS, 2022, p. 9) Dessa maneira, se faz importante citar alguns conceitos que abrangem o autismo tardio em adultos, bem como compreender o adulto e o seu diagnóstico atrasado. Assim, também se faz significativo entender os caminhos históricos, sociais e as culturas particulares de cada um. De acordo com Freitas (2022): “No Brasil, por exemplo, a abordagem demográfica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classificou como jovens adultos pessoas entre 21 a 24 anos de idade.” (FREITAS, 2022, p. 16). A idade entre 25 a 29 anos demonstram que os indivíduos já atingiram sua etapa planea de maturidade psicológica, desenvolvendo sua atuação profissional, bem como crescendo o seu convívio social e suas ações na sociedade, onde se fazem mais presentes. Em contraponto, de acordo com Freitas (2022), essas faixas etárias simbolizam algumas características particulares, onde segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente descreve que: “considera Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 adolescente “[...] aquela entre doze e dezoito anos de idade”. (FREITAS, 2022, p. 16). Ao que se refere a adultos: Em casos excepcionais expressos em lei aplicase este estatuto às pessoas entre 18 e 21 anos de idade. O Novo Código Civil (2002) em seu artigo 5º, caput, está expresso que “a menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil”. O fechamento de um conceito e definição considerados corretos para concluir o impasse supramencionado é um tanto diversificado, visto que a faixa etária limitadora entre o término do período juvenil e o início da idade adulta dependerá de diversos fatores. (FREITAS, 2022, p. 16) Dessa forma, se pode compreender que adulto, é o indivíduo que dispõe da habilidade de atuar em várias atividades da vida civil, ou seja, considera aquele que desenvolve várias atividades dentro da sociedade, atuando profissionalmente, com sua independência financeira e seu legado. Dado que os sintomas do TEA se expõem antecipadamente na etapa do desenvolvimento de cada indivíduo, a idade e a maneira que se inicia o transtorno se adapta a ser desenvolvido no segundo ano de vida da criança, ou seja, entre 12 a 24 meses. No entanto, em alguns casos podem ser observados antes dos 12 meses de idade quando observa-se atrasos do desenvolvimento grave, e também após os 24 meses, se os sintomas forem mais sutis. Os sintomas, por sua vez, são frequentemente mais acentuados na primeira infância e nos primeiros anos da vida escolar. Dessa forma, o diagnóstico que ultrapasse a primeira infância nos primeiros anos de vida escolar pode-se considerar tardio, portanto, o diagnóstico em adultos é sempre considerado tardio. O diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tardio em adultos, pode se dar por diversos fatores, sendo um deles a desinformação. Além disso, existe uma diversidade de comorbidades que podem tornar obscuros e menos óbvios os sinais e sintomas do TEA, tais como, os sintomas de outros transtornos. (FREITAS, 2022, p. 17) Assim, o diagnóstico do TEA na idade adulta em algumas pessoas pode gerar em seu início, posteriormente ao diagnóstico de apresentar alguma criança dentro da família, como também pela quebra da ligação profissional ou da família. Dessa maneira, se faz Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 significativo compreender a história de vida e seu desenvolvimento, considerando as suas dificuldades. É necessário que os profissionais se adequem aos tratamentos na idade adulta como maneira de retomar e adequar os indivíduos e suas particularidades emocionais e físicas, bem como inseri-los dentro da sociedade. O papel do profissional da Psicologia e demais profissionais de forma multidisciplinar na utilização de técnicas no processo terapêutico é extremante importante para o diagnóstico precoce do TEA, assim como na diminuição do preconceito, maior aceitação e acesso ao conhecimento da sociedade acerca desse transtorno. Conhecer acerca do TEA é importante não apenas para os profissionais que atuam diretamente com este público, mas também para a própria pessoa 18 diagnosticada, seus familiares e a sociedade de modo geral. Estudos demonstram que o diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista no adulto provoca diversos efeitos que vão desde a reflexão e entendimento de situações do passado, conhecimento e nova maneira de ver a sua vida, autoaceitação e autoconfiança. Na família, este diagnóstico pode ocasionar uma maior compreensão e suporte. (FREITAS, 2022, p. 18) Diante disso, mesmo que em idade adulta, se faz importante a busca por profissonais voltados ao transtorno e diagnóstico preciso, grupos multidisciplinares nas tarefas e também o suporte dentro da família e da sociedade. Todavia, é significante que os indivíduos tenham um diagnóstico precoce para que cada um seja tratato particularmente e direcionado a sua intervenção. Mesmo que, em casos tardios, os sintomas do autismo podem ser atrapalhados com outros transtornos, dificultanto na sua especificidade. Desafios de comportamentos no TEA Visto o crescimento de diagnóstico do autismo, é possível compreender a preocupação que cada pessoa deverá obter com o TEA, de maneira eficiente e com técnicas e intervenções adaptadas a cada particularidade de cada indivíduo. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 Em função da inclusão das pessoas com TEA no contexto escolar, tem sido um desafio para educadores lidar com dificuldades neste contexto. Desta forma, o objetivo do presente artigo é apresentar informações acerca das dificuldades encontradas pelo professor em sala com alunoscom TEA. O artigo apresenta um breve histórico sobre o autismo, sua definição segundo critérios diagnósticos e algumas técnicas de intervenções utilizadas em indivíduos com TEA. Observa-se que é crescente o número de estudos sobre o assunto em busca de melhorar a condição não somente das pessoas com TEA, mas também das pessoas que lidam com o autista todos os dias. (RIBEIRO, 2021, p. 1) De acordo com Ribeiro (2021): “O Transtorno do autismo compõe um grupo de transtornos do neurodesenvolvimento que apresentam condições específicas de atraso, no início do desenvolvimento infantil, antes do ingresso da criança na escola, e o acompanham ao longo de sua vida.” (RIBEIRO, 2021, p. 2). Assim, é possível observar que o autismo possui alguns comportamentos e particularidades que se apresentam por toda a vida, modificando ao longo dos anos, apoiadas nas intervenções inseridas durante a vida de cada indivíduo. Dessa maneira, pessoas que apresentam o transtorno podem desenvolver déficits nas atividades práticas, sociais e pedagógicas, que vão de tarefas mais difíceis até as mais consideradas leves. Como cita Ribeiro (2021): Indivíduos com TEA (transtorno do espectro do autismo) podem apresentar déficits nas habilidades práticas, sociais e pedagógicas que vão das atividades mais complexas as menos complexas, tais como: apontar para objetos desejados, escolher um determinado alimento, pegar no lápis para escrever ou obedecer a comandos verbais, adaptar a mudança de rotina, interagir socialmente com uma outra criança, entre outras. Considera-se aqui, comportamento complexo aqueles que demandam maior habilidade motora ou intelectual. (RIBEIRO, 2021, p. 3) Assim, a comunicação verbal ou não verbal é significativa no crescimento das crianças de forma geral, e a datar da interação em que os pais ou profissionais adequados conseguem compreender o que a criança ou adolescente está desejando ou sentindo. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 O atraso na fala ou comportamento agressivo pode se caracterizar como algumas situações de transtorno TEA. No autismo, a linguagem é frequentemente evidenciada, onde se desenvolve a importância do profissional fonaudiólogo e da psicologia associado a grupo multidisciplinar como forma de fornercer intervenções no comportamento verbal e no ambiente de ensino. Dentre tantas dificuldades, é possível verificar no autismo intervenções, desafios e diagnósticos diversificados, onde atuam vários profissionais, para que não tratem apenas do assunto social, como também do ensino e aprendizagem e tarefas práticas. A criança com autismo é capaz de frequentar a escola e desenvolver- se em diversos campos da aprendizagem para ser incluído de forma integral e tem esse direito legal a inclusão desde 2012, com a Lei conhecida como: Lei Berenice Piana – 12.764/2012. A escola é fundamental para o desenvolvimento das habilidades sociais dessas crianças, mas para isso é preciso uma interação entre a pessoa com TEA e o professor, assim a inclusão se faz de uma necessidade indispensável, onde a mesma ajuda na adaptação dos professores e também no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos autistas. (RIBEIRO, 2021, p. 3) De acordo com Ribeiro (2021), as crianças que apresentam autismo tem habilidade de compreender quando empregue intervenções adequadas como forma de aprendizado diante as dificuldades e desafios do comportamento no TEA. Saiba Mais O autismo, antigamente, era interligado a esquizofrenia por apresentarem sintomas parecidos como por exemplo, agressividade, isolamento, entre outros. Desde sua infância, se foi verificado que as crianças desenvolviam comportamentos atípicos. Dificuldades na fala, interesse em objetos, isolamento, rotina ou repetitividade, seriam alguns exemplos de ações desenvolvidas por esses indivíduos. De acordo com Ribeiro (2021), alguns desafios conceituados como Psicopatia Autística destinados aos transtornos de convívio social foram se apresentando, como por exemplo: desafio na fala, coordenação motora, como também nível inferior de empatia. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 Depois da década de 1960 a psiquiatra inglesa Lorna Wing também começou a fazer estudos voltados para o autismo, pois sua filha era portadora desta patologia, ela lia os escritos de Asperger e os traduzia para o inglês. Lorna mencionou pela primeira vez a tríade de sintomas: alterações na sociabilidade, comunicação e padrão alterado de comportamento. Até a década de 70 o autismo continuou sendo descrito como uma psicose infantil já na década de 80, o autismo deixou de ser visto como um tipo de esquizofrenia e passou a ser estudado de forma mais específica, com grande número de estudos científicos como os de Ole Ivar Lovaas e Lorna Wing, e sendo diagnosticado como um distúrbio do desenvolvimento, uma síndrome. (RIBEIRO, 2021, p. 6) De acordo com Ribeiro (2021), no país foi empregue a Associação de Amigos de Autista (AMA), evento destino aos pais que em sua maioria, possuem filhos que apresentam autismo. Dessa forma, os pais tinham como finalidade auxiliar, informar e capacitar famílias e profissionais, com objetivo social na cidade e no país. Recentemente, a AMA busca adequar os indivíduos da equipe procurando novas informações e tarefas práticas de como atuar com o autismo, onde a informação vai capacitando cada participante. Assim, surge também a Associação Brasileira de Autismo (ABRA), destinada a todas as Associações de Amigos do autista no país. O interesse público por indivíduos com TEA veio crescendo consideravelmente e isso se deu em parte pela atenção especial que os meios de comunicação deram ao tema. Diversos filmes como: Rain Man, Aprendiz de sonhador, Sei que vou te amar, Temple grandin entre outros, começaram a ganhar espaço na mídia. O tema começou a aparecer em novelas, rádios, jornais e revistas. O número de pessoas interessadas pelo autismo e pela causa cresceu e pais e profissionais começaram a ficar cada vez mais envolvidos com o tratamento, programas de intervenções e grupos de apoio a causa. (RIBEIRO, 2021, p. 6) Todavia, é fundamental compreender que toda criança que apresenta autismo necessita de atenção e cuidados fundamentais, em sua residência, em outros ambientes sociais, como também no ambiente de ensino, ou seja, na escola. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 Mesmo sendo um assunto considerado bastante comentado, alguns pais possuem dificuldades em lidar com os comportamentos dos filhos que apresentam esse transtorno. Como também, na sociedade, ainda existe dificuldade de compreensão, principalmente no que se caracteriza ambiente de aprendizagem. É possível observar que um dos comportamentos mais difíceis no autismo é a comunicação verbal. Assim, se faz necessário que a sala de aula apresente um profissional que desenvolva sua atenção maior para aquele indivíduo. De acordo com Ribeiro (2021): O uso de instruções verbais em excesso e de figuras de linguagem, como as metáforas ou ironias, tornam a recepção da informação pouco clara. Ai vem a necessidade de capacitação dos educadores por que ao falar com o autista eles devem ter uma fala mais clara e objetiva e manter o contato visual para que esse diálogo obtenha sucesso. Os professores encontram muitas dificuldades dentro da sala de aula diante de uma criança autista. Muitas das vezes essas crianças ainda nem foram diagnosticadas, sendo impossível preparar um espaço para elas. Com o diagnóstico em mãos é possível traçar um plano de aprendizagem que se adéqüe a criança. Desta forma, o diagnóstico é uma boa ferramenta porque a partir dele os professores irão entender as dificuldades que aquela criança em especial tem, por que o TEA é um transtorno com características bem amplas em cada criança. (RIBEIRO, 2021, p. 8) Outro desafio a ser consideradosão as informações restritas e estereotipados que se apresentam em ações variadas e tiram o indivíduo do foco. Por isso, a importância Importante Para avaliar o comportamento de crianças com autismo, a ABA utiliza técnicas de intervenções, com a observação direta do comportamento, e compreensão das suas atividades, bem como de profissionais como por exemplo, cuidadores ou responsáveis pelo indivíduo que auxiliam no comportamento e nos desafios do dia a dia. Com base nos diagnósticos, é possível identificar as condições específicas que apresentam cada indivíduo. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 de profissionais que estejam alinhados e dando o suporte no comportamento desse transtorno. Saiba Mais No ambiente de aprendizagem é possível verificar um desafio, como por exemplo, sua diversidade, onde o aluno com TEA pode ser considerado diferente e os profissionais terem que se adequar a empregar outras maneiras de aprendizado, inserindo materiais particulares para a característica individual de cada criança. O desafio de manter uma boa comunicação familiar também é considerado desafiador para os profissionais que tratam de crianças com esse transtorno, pois muitos pais não se adaptam aos seus diagnósticos e acaba tornando a relação conflituosa. Dessa forma, lidar com crianças diagnósticadas com autismo não é uma tarefa fácil, requer paciência, tempo, dedicação, entendimento. Onde muitas vezes, as pessoas não param para verificar os desafios dos comportamentos e tratá-los da maneira correta. Quando um psicólogo diagnostica alguém com autismo, ele o faz com base em comparações de comportamentos de crianças neurotípicas com critérios descritos no DSM – V (Manual Estatístico e Diagnostico de Transtornos Mentais) a respeito de descrições sintomáticas de desenvolvimento atípico, esse é o manual que estabelece e facilita o diagnóstico de doenças mentais a partir das características categorizadas. Para ser diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista a criança tem que apresentar sinais que são percebidos desde os primeiros anos de vida. A palavra “espectro”, no que diz respeito o transtorno autista, quer dizer que existem graus ou níveis de diferenças no transtorno que variam de uma criança para a outra. (RIBEIRO, 2021, p. 9) De toda forma, se pode analisar que os desafios encontrados no comportamento de crianças que apresentam TEA, podem ser identificados como comportamentos atípicos. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Diagnósticos e Desafios Capítulo 4 Na maioria das vezes, localizadas em tarefas do dia a dia, como por exemplo: recusa de realizar atividades ou seguir rotinas. É considerado lembrar que em algumas crianças os desafios são apresentados com até 3 anos de idade. Já em outras, podem ir retrocedendo de acordo com os anos. Assim, se faz extremamente importante verificar e diagnosticar o transtorno em seu início, para que intervenções sejam feitas e possibilitem realizar resultados durante todo o seu desenvolvimento. Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que o Transtorno de Espectro Autista se expõe de maneira diferente em cada pessoa, os sintomas podem comover a comunicação, o convívio social, maneiras de comportamentos e interesses dependentes e repetitivos. Com isso, se pode observar que o diagnóstico do TEA em seu nível mais suave, pode se tornar mais complexo, consideravelmente quando se é visto tardiamente, pois pode se atrapalhar com outros transtornos ou também passar sem que se perceba, visto que não é identificado prontamente. Além disso, é importante verificar que após a avaliação ou diagnóstico, se faz importante realizar as escassezes particulares para cada adulto e posteriormente, enquadrar o melhor tratamento de intervenção a ser inserido no tratamento. Assim, dentre tantas dificuldades, é possível verificar no autismo intervenções, desafios e diagnósticos diversificados, onde atuam vários profissionais, para que não tratem apenas do assunto social, como também do ensino e aprendizagem e tarefas práticas. Os desafios de comportamento no TEA são variados, podendo variar de cada indivíduo, mas se faz necessário o apoio familiar, escolar e o tratamento adequado por um profissional, para que a criança ou adulto consiga uma melhor qualidade de vida e de comportamento. Dimensões e Técnicas Comportamentais Usadas em ABA Referências ALVARENGA, Giulia Cristine Souza. AUTISMO LEVE E INTERVENÇÃO NA ABORDAGEM COGNITIVOCOMPORTAMENTAL. 2017. 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