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Serviços na 
Atividade Portuária
Johny Henrique Magalhães Casado
Serviços na Atividade 
Portuária
2
Introdução
Este conteúdo traz uma abordagem ampla sobre os principais serviços que são 
realizados no ambiente portuário, por meio deles é que são realizadas as atividades 
de transportes das mais diferentes cargas dentro da unidade portuária. É sempre 
importante considerar, que invariavelmente os portos são organizações que funcionam 
24 horas, com isso, acaba aumentando a complexidade em todos os seus setores, 
contribui também para que se necessite de um maior número de colaboradores 
envolvidos em todas as tarefas. Assim, os gestores precisam lidar com inúmeros 
processos ao longo do seu dia a dia. Todos os empresários e profissionais que 
fazem uso da atividade portuária devem ficar atentos sobre as especificidades que 
são demandadas pela atividade portuária, pois somente dessa forma, será possível 
melhorar a eficiência na prestação de serviços e melhorar os padrões de qualidade.
Um dos principais serviços que são prestados junto à atividade dos portos é o serviço 
de praticagem, ele é essencial para que os navios possam atracar para descarregar 
e receber mercadorias, por isso, é importante conhecer as características desse 
tipo de serviço, para ser possível conhecer as especificidades que podem afetar o 
funcionamento de um porto. Outro serviço importante trata do suprimento e da 
prestação de serviços relacionados aos reparos nos navios; esse serviço contribui 
para que o porto possa garantir uma melhoria das condições de navegação, além de 
proporcionar que os navios não percam tempo desnecessário em seus consertos. 
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• Analisar o serviço de praticagem na atividade portuária;
• Entender como são realizados os serviços de manutenção e suprimento dos 
navios. 
3
Praticagem
A função de prático é essencial para o pleno funcionamento das organizações 
portuárias. Sabe-se, por exemplo, que um navio passa por dezenas de portos ao longo 
de um ano. Dessa forma, é praticamente impossível que o seu comandante saiba 
exatamente o percurso exato para realizar as chegadas e as saídas dos portos, por 
isso, o prático funcionaria como um auxiliar para o momento em que o navio encosta 
em um porto; assim, ele se torna indispensável para que uma grande estrutura portuária 
possa funcionar corretamente. 
Serviços de Praticagem
Os países precisam manter uma estrutura segura para que possam receber navios 
internacionais, para isso, eles acabam participando de organizações supranacionais 
que têm o intuito principal de garantir normas mínimas de segurança para que os 
navios e trabalhadores marítimos tenham assegurados a sua integridade (CAPARROZ, 
2018). Um navio tem o custo de centenas de milhões de dólares, então, é normal 
que as empresas que são proprietárias desses navios busquem garantir a segurança 
de seu patrimônio, por isso, elas acabam pressionando para que os portos utilizem 
estruturas seguras e adotem padrões de segurança para garantir que os seus navios 
estejam seguros quando estiverem realizando algum tipo de operação.
O Brasil aprovou uma lei em 11 de dezembro de 1997 que ficou 
conhecida como lei de segurança da navegação, ela se tornou 
amplamente conhecida a partir do momento que todas as empresas 
que utilizam ou fornecem algum tipo de serviço relacionado ao 
transporte marítimo passam a seguir os ditames legas. Para 
conhecer mais sobre o que apresenta essa legislação acesse aqui. 
Saiba mais
Os serviços de praticagem estão descritos junto a Lei n. 9.537, segundo essa lei “o 
serviço de praticagem consiste no conjunto de atividades profissionais de assessoria 
ao Comandante, requeridas por força de peculiaridades locais que dificultem a livre e 
segura movimentação da embarcação” (BRASIL, 1997). Os portos, portanto, precisam 
ofertar em seu rol de serviços da praticagem, pois por meio dela é possível fazer com 
que um navio chegue com segurança para carregar ou descarregar as mercadorias. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9537.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.537%2C%20DE%2011%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201997.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20seguran%C3%A7a%20do,nacional%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.&text=Art.,rege%2Dse%20por%20esta%20Lei.
4
É importante considerar que não são todos os portos que possuem zonas de 
praticagem, ou seja, que necessitam de serviços de prático quando o navio estiver se 
aproximando dos portos, portanto, é importante considerar essa especificidade. No 
Quadro a seguir são apresentadas todas as zonas de praticagem brasileira válidas até 
o presente momento: 
Zona de praticagem Compreende
ZP Fazendinha (AP) – 
Itacotiara (AM)
Esta Zona de Praticagem está compreendida a partir do 
paralelo 00º 03´S (Fazendinha-AP) para o interior do rio 
Amazonas, aí incluídos os acessos pelo Canal Sul até a cidade 
de Itacoatiara-AM, ou o acesso pela região dos estreitos a 
sudoeste da Ilha de Marajó, a partir da Ilha de Mosqueiro-PA 
até a cidade de Itacoatiara-AM. Os serviços neste trecho da ZP 
são obrigatórios.
ZP Itacotiara (AM) – 
Tabatinga (AM)
Essa Zona de Praticagem está compreendida a partir do 
través da cidade de Itacoatiara à montante para o interior, 
constituída de todas as suas hidrovias, portos e terminais até 
a cidade de Tabatinga.
ZP Belém (PA)
Compreende o acesso pelo canal do Quiriri (ou Marajó), ou 
pelo Canal do Espadarte, no rio Pará, a partir dos pontos de 
espera de Prático, situados a juzante da extremidade externa 
do Banco Xingu e Cabeço do Norte e do situado a juzante do 
Baixo Espadarte até o porto de Belém, fundeadouro do Capim 
e o Porto de Vila do Conde. O canal do Quiriri (ou Marajó), 
considerado facultativo, só se aplica à navios nacionais e 
estrangeiros que não transportem carga perigosa.
ZP Itaqui, Alumar e 
Ponta da Madeira 
(MA)
A Zona de Praticagem do Maranhão, que abrange o Porto do 
Itaqui e os Terminais da Alumar e da Ponta da Madeira, está 
dividida em dois trechos.
ZP Fortaleza (CE) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP Areia Branca (RN) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP Natal (RN) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP Cabedelo (PB) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP Recife e Sueape 
(PE)
Para Recife, a área limitada por uma circunferência de uma 
milha de raio, com centro no Farolete Sul do quebra-mar sobre 
o banco do Inglês a qualquer ponto do interior do porto.
5
ZP Maceió e Terminal 
da Salgema (AL)
Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP Redes e Terminal 
Portuário de Sergipe (SE)
Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
no porto de Redes é obrigatória e facultativa no TPS.
ZP Salvador, Portos 
e Terminais da Baia 
de todos os Santos e 
Ilhéus (BA)
Do ponto de espera de prático até os locais de atracação. A 
praticagem é facultativa para as embarcações nacionais e 
estrangeiras, de qualquer arqueação bruta, que entrem na Baía 
de Todos os Santos em demanda aos fundeadouros internos I, 
II, III, IV, VI e VII ou que suspendam desses fundeadouros para 
sair em direção à barra.
ZP Vitória, Tubarão, 
Praia Mole, Barra do 
Riacho e Ubú (ES)
Analisar as especificidades de cada trecho. 
ZP Rio, Niterói, 
Sepetiba, Ilha Guaíba, 
Ilha Grande (TEBIG) e 
Angra dos Reis
Analisar as especificidades de cada trecho.
ZP Santos, São 
Sebastião e Tebar (SP)
Analisar as especificidades de cada trecho.
ZP Paranaguá e 
Antonina (PR)
Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP São Francisco do 
Sul (SC)
Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.
ZP Rio Grande (RS) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem 
nesta ZP é obrigatória.ZP Lagoa dos Patos e 
Portos Interiores (RS)
Do ponto de espera de prático até a atracação nos portos de 
Pelotas e Porto Alegre e nos terminais Santa Clara, Canoas/
TERGASUL e demais portos interiores.
6
ZP Itajaí, Shell, Dow 
Quimica e Liquigás (SC)
A praticagem nesta ZP é obrigatória do ponto de espera 
de Prático, demandando os portos de Itajaí, Navegantes, 
Terminais da Shell, Dow Química, Liquigás, BRASKARNE, e 
demais terminais no interior do Rio Itajaí-Açu (SC) até o local 
de atracação.
ZP Imbituba (SC) A praticagem nesta ZP é obrigatória do ponto de espera de 
prático até o local de atracação.
Quadro 1 - Zonas de praticagem obrigatória no Brasil
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).
#PraCegoVer: No quadro, são apresentadas as zonas de praticagem que são 
legalmente obrigatórias no Brasil. 
Ao se buscar um serviço portuário, é importante que os gestores compreendam as 
especificidades que estão sendo demandadas por essas organizações, dentre elas, 
saber em qual zona portuária existe a demanda legal para os serviços de praticagem 
é extremamente necessário. Em nossa próxima seção, discutiremos um pouco mais 
sobre como as operações de praticagem funcionam. É recomendável compreender 
todas as características que são pertinentes a elas. 
Operações de Praticagem
As operações de praticagem são muito importantes para orientar os comandantes nos 
navios quando eles estiverem se aproximando dos portos. É exigido do profissional 
que presta esse serviço, conhecido pelo nome de “prático”, que tenha um grande 
conhecimento sobre os seguintes itens que fazem parte do percurso até o berço de 
atracação dos navios: 
Necessita conhecer 
os trechos da costa
As especificidades
dos portos
Terminais e canais
Formas de acesso ao
porto para cada tipo
de embarcação
Estuários de
rios e baías
Fluxograma 1 - Conhecimentos do prático
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).
#PraCegoVer: No esquema são apresentadas cinco caixas de textos que 
estão interligadas uma a outra em que são apresentados os conhecimentos 
pertencentes aos práticos, são eles: Necessita conhecer os trechos da costa; 
As especificidades dos portos; Estuários de rios e baías; Terminais e canais; e, 
Formas de acesso ao porto para cada tipo de embarcação.
7
Os serviços que são prestados pelos práticos colaboram para garantir uma maior 
segurança a todas as embarcações, bem como contribui para que as equipes, que estão 
dentro dos navios, possam fazer o melhor uso possível do tempo que dispõem para 
chegar até o berço de atracação (CAPARROZ, 2018). Os serviços práticos garantem 
também que acidentes não ocorram quando um navio esteja chegando ou saindo do 
porto, assim, é natural que esse tipo de serviço ajude na preservação ambiental já que 
evita que combustíveis sejam derramados na costa e venham afetar a vida marinha. 
Quando uma embarcação se aproxima de um porto e tem estabelecido por ordem do 
governo uma zona de praticagem é importante que um aviso seja enviado pelo capitão 
de que a embarcação chegou e precisa ser direcionada até o berço de atracação 
(CAPARROZ, 2018). Após o aviso, a empresa responsável pelos serviços que serão 
desenvolvidos pela embarcação realizará todas as atividades necessárias para que a 
embarcação faça uso dos serviços de praticagem e possa concluir as atividades que 
são de sua responsabilidade. 
Os serviços do profissional “prático” são de fundamental importância para as 
organizações que fazem uso de qualquer estrutura portuária, pois, por meio deles é 
possível navegar em águas que apresentem uma complexidade maior, bem como é 
possível se aproximar da área costeira com a máxima segurança (SANTOS, 2018). 
Essa atividade é de tamanha importância; a autoridade marítima é responsável por 
determinar os seguintes pontos acerca dos serviços de praticagem realizados nos 
portos nacionais: 
Estabelecer o 
número de práticos 
necessários para 
cada zona de 
praticagem.
Fixar o preço do
serviço em cada
zona de
praticagem.
Requisitar o
serviço de práticos.
Fluxograma 2 - Determinações da autoridade marítima sobre os serviços portuários
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).
#PraCegoVer: No esquema é apresentada uma flecha que está apontada para 
a direita. Dentro dela, são apresentadas as três funções principais que são 
desempenhadas na autoridade marítima sobre os serviços de praticagem, 
são eles: Estabelecer o número de práticos necessário para cada zona de 
praticagem; Fixar o preço do serviço em cada zona de praticagem; e, Requisitar 
o serviço de práticos.
8
Os profissionais “prático” realizam inúmeras tarefas que são fundamentais para a 
logística portuária, por isso, é natural que ele desempenhe as suas funções apoiadas 
no uso de equipamentos e ferramentas que lhe permitam passar as melhores 
coordenados aos comandantes dos navios. Dentre as ferramentas principais que 
são utilizadas pelos profissionais que realizam os serviços de praticagem estão as 
seguintes: 
• GPS: são equipamentos de última geração. É importantíssimo para descrever 
como está a posição dos usuários da ferramenta em relação ao percurso 
que ele está seguindo, ou ainda, para descrever se existe algo que possa 
atrapalhar que ele alcance o percurso. Outras informações que são passadas 
pelo GPS estão relacionadas às distâncias que já foram percorridas e quais 
ainda faltam ser percorridas, bem como são apresentadas as informações 
sobre velocidade e consumo de combustível. 
• Cartas náuticas: são representações cartográficas que apresentam referências 
de localização, distância sobre algum percurso que está sendo realizado em 
uma área marítima. 
• Comunicadores: são equipamentos de comunicação que permitem ao “prático” 
conversar durante o percurso com o comandante do navio e com os profissionais 
que estão no porto e lhe passam instruções sobre a aproximação no porto. 
Figura 1 - O GPS é fundamental para a orientação do prático
Fonte: Plataforma Deduca (2021).
#PraCegoVer: A imagem apresenta um aparelho de GPS que apresenta um 
mapa e alguns localizadores sobre ele. 
9
O uso da tecnologia sem dúvida alguma tem impactado a forma como os práticos 
prestam os seus serviços, por isso, a formação desse tipo de profissional envolve 
diversas especificidades e deve ocorrer de forma a garantir profissionais aptos 
a lidar com todos os desafios da profissão (SCHWAB, FONSECA, SILVA, 2018). A 
seguir, abordaremos como ocorre a formação dos profissionais práticos e de como 
eles podem contribuir para uma significativa melhoria dos serviços dos portos 
localizados no Brasil. 
Formação de Práticos no Brasil
O profissional prático é uma pessoa habilitada por processo seletivo elaborado pela 
Marinha do Brasil. Apesar disso, é uma atividade privada: não faz parte da carreira 
militar e, portanto, não se trata de cargo ou emprego público. O prático deve possuir o 
conhecimento das águas em que atua; e ter, também, especial habilidade na condução 
de embarcações, já que é o responsável por guiar o comandante do navio em águas 
próximas à costa e aos portos. Assim, deve desenvolver amplo conhecimento da 
profundidade e da geografia dos locais; do clima, que pode influenciar nas condições 
de visibilidade (SCHWAB, FONSECA, SILVA, 2018). Deve, ainda, saber fazer a leitura do 
local em que trabalha, para que possa controlar e direcionar as embarcações próximas 
à costa e à zona portuária.
A formação de práticos no Brasil é toda regulamentada, é importante considerar ainda 
que os profissionais que executam essa atividade são, em sua maioria, profissionais 
autônomos e que são encarregados do processo de atracação ou desatracação de 
grandes navios nos portos nacionais. O trabalho do “prático” é considerado de caráter 
técnico, por isso, é exigido que esse profissional tenha uma habilitação que lhe permita 
realizar a função, no Brasil compete a Diretoria de Portos e Costas (DPC) a realização 
da concessão de autorização para que os profissionais possam ser “práticos” no país. 
Conhecer o que faz um profissional“prático” dentro de uma estrutura 
portuária é importante para reconhecer a validade dessa função e, 
principalmente, desse profissional. Quando se compra um serviço 
de agenciamento portuário não se tem a real noção da importância 
que o um “prático tem para um bom funcionamento da estrutura 
portuária”, recomenda-se assistir ao vídeo a seguir e conhecer um 
pouco mais das especificidades dessa função, clique e acesse aqui. 
Saiba mais
https://www.youtube.com/watch?v=aPrrN5HStw8&t=1s
10
O profissional para atuar como prático no Brasil precisa ser aprovado em um processo 
seletivo que é realizado pela Marinha do Brasil que é o órgão responsável por avaliar 
as condições que as pessoas têm para atuar na função de “prático” no país. Como 
se trata de uma função extremamente técnica é importante que o profissional que 
desejar ingressar nessa função deverá apresentar alguns pré-requisitos, são eles: 
• Ser brasileiro com idade mínima de 18 anos completos. 
• O profissional deve possuir curso de graduação (nível superior) que seja 
oficialmente reconhecido pelo Ministério da Educação, importante ainda, que 
esse curso seja concluído até a data estabelecida no edital que apresenta as 
normas para formação do “prático”. 
• O profissional não pode ser militar reformado que tenha conquistado essa 
condição por comprovada incapacidade definitiva, ou ainda, ser civil que tenha 
se aposentado por invalidez. 
• O profissional deverá estar em dia com todas as suas obrigações militares, 
se for do sexo masculino, ou ainda não ter nenhum tipo de pendência com a 
justiça eleitoral (essa regra vale para ambos os sexos).
• O profissional deverá pertencer ao grupo de armadores, sendo que ele deverá 
estar enquadrado na categoria de Mestre-Amador. Deverá comprovar essa 
condição quando realizar a sua inscrição no processo seletivo para “prático”. 
Ainda são categorias aceitas, para que um profissional seja “prático”, as 
seguintes: ser aquaviário da seção de convés ou máquinas (de nível igual ou 
superior a quatro), ou ser “prático” ou “praticante de prático” até a data que 
esteja estabelecida no edital.
Figura 2 - O trabalho do “prático” ocorre na embarcação menor direcionando os 
navios maiores no momento de aproximação ou distanciamento do porto
Fonte: Plataforma Deduca (2021).
#PraCegoVer: A imagem apresenta um grande navio carregado de containers 
se aproximando de uma estrutura portuária sendo guiado por uma embarcação 
menor a frente que o direciona para chegar até o porto.
11
O processo seletivo para ser prático não é dos mais fáceis; isso ocorre basicamente, 
pois essa profissão possui um alto salário, o que faz ser extremamente demandada. 
Para que um profissional possa ser aprovado como prático no Brasil precisa passar 
por quatro etapas, são elas: prova escrita, apresentação de documentos e testes, 
prova de títulos e prova de prático-oral. 
Prova escrita: 
Essa prova tem caráter eliminatória e classificatória. Constitui-se de uma 
prova objetiva, com questões do tipo múltipla escolha. Somente os candidatos 
aprovados e classificados na 1ª etapa são convocados para as etapas seguintes.
Apresentação de documentos e testes: 
Essa fase do processo seletivo tem caráter eliminatório apenas. 
Prova de títulos: 
Essa fase do processo tem caráter meramente classificatório, então, ela não 
elimina os candidatos que não sejam profissionais da área marítima e que, 
portanto, não recebem pontos de títulos. 
Prova de prático-oral: 
Essa fase tem caráter eliminatória e classificatória, basicamente ela é composta 
de um planejamento e um briefing, seguidos da execução de uma manobra de 
praticagem em um simulador que representa as manobras de navios.
Atualmente, no Brasil, existem inúmeras escolas que orientam os profissionais que 
desejam ser aprovados em um processo seletivo de “prático”. É extremamente importante 
que essas escolas sejam procuradas por profissionais que almejam ingressar nessa 
profissão. Ressalta-se ainda que dada à responsabilidade que o “prático” possui de 
guiar navios que custam e carregam milhões de dólares é uma profissão que demanda 
estudos constantes; sendo assim, a formação desses profissionais é algo que nunca 
para e tende a ser aperfeiçoada com passar do tempo dele. 
12
Um outro ponto importante acerca da profissão de “prático” é que é natural que esse 
profissional acaba fazendo uso de grande tecnologia no desempenho da sua função, por 
isso, é importante considerar que quem desejar atuar nessa profissão deve incorporar 
novas tecnologias em seu dia a dia sempre que ela for apresentada e estiver disponível 
para sua função. Outro ponto natural da profissão de “prático” é que esse profissional 
também acaba se especializando em uma determinada região portuária, então, nem 
sempre esse profissional atua em vários portos, em muitos casos, ele passa toda a vida 
profissional dele em um único porto e atuando para as mesmas empresas. 
Suprimentos e Reparos
Em uma estrutura portuária, é comum que inúmeros serviços sejam ofertados para 
as empresas que dependem dessa organização. Assim, não é estranho supor que os 
navios e as empresas que fazem uso dessas embarcações acabem demandando uma 
grande e vasta rede de serviços quando ele estiver atracado em um porto. Dessa forma, 
é importante para todos os profissionais que atuam no agenciamento portuário que 
reconheçam quais são os principais serviços de suprimentos e reparos que são utilizados 
pelas embarcações e que devem ser disponibilizados pelas organizações portuárias. 
Tipos de Suprimentos na Atividade Marítima
As embarcações invariavelmente necessitam ser consertadas quando estão atracadas 
nos portos, geralmente elas passam várias semanas em seus trajetos marítimos e não 
conseguem ter acesso a todos os serviços que precisam. Então, é muito importante 
que quando elas estiverem nos portos, façam todos os reparos para seguir seus 
percursos. Outro ponto importante e que deve ser pensado pelos gestores dos portos, 
é que as embarcações necessitam de suprimentos, esses são de diversas categorias e 
devem ser proporcionados para que o navio e os profissionais possam seguir viagem. 
No Quadro, a seguir, são apresentados os principais tipos de suprimentos que são 
utilizados em uma viagem marítima: 
Tipo de suprimento Especificidades
Itens para proteção Fornecimento de Suprimentos industriais em Geral, e fornecimento 
de anodos e placas de zinco para proteção catódica. 
Equipamentos Bomba de lama, compressor de ar, compressor de gás, motores de 
popa, compressor de ar-condicionado, redutores, motores diesel. 
13
Ferramentas Hidráulicas, pneumáticas, elétricas, manuais, perfuração, brocas, 
escovas, rotativas, escovas especiais, escovas cilíndricas.
Filtros Hidráulicos, de ar, combustível, filtros de ar-condicionado HVAC. 
Lâmpadas Marítimas e iluminação em geral. 
Lubrificantes Óleos hidráulicos, óleos lubrificantes, graxas minerais e 
sintéticas, graxas especiais. 
Baterias Marítimas, guindastes, veiculares e carregadores de bateria.
Cozinha industrial Spare parts, galões colapsáveis para descarte de óleo. 
Manômetros Analógicos, digitais e especiais.
Materiais de limpeza Desengraxante biodegradável, sabão líquido, ceras para 
acomodações e materiais em geral.
Materiais de 
soldagem
Eletrodos, EPIS em geral para solda, máquinas de solda e 
equipamentos em geral. 
Equipamentos e 
materiais EX
Luminárias Fluorescentes/LED, Botoeiras a Prova de Explosão, 
Seccionadores, Elementos de Contato, Prensa-Cabos, Projetores, 
Tomadas, Plugues, Caixas de Comando, Painéis e Caixas de 
Junção, Lighting Fixture, Floodlights, Outlets, Plugs, Command 
Box, Panels and Junction Boxes;
Softwares diversos Software de controle de medicamentos.
Equipamentos de 
segurança
EPIS em geral e sinalizadores.
Isolamentos e 
Revestimentos
Isolamento térmico, acústico, revestimento cerâmico e 
revestimentos em geral. 
Quadro 2 - Principais tipos de suprimentos para embarcações
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).#PraCegoVer: O Quadro apresenta os principais suprimentos que devem 
ser fornecidos, ou estar à disposição, das embarcações em sua estada nos 
portos: Itens para proteção, Equipamentos, Ferramentas, Filtros, Lâmpadas, 
Lubrificantes, Baterias, Cozinha industrial, Manômetros, Materiais de limpeza, 
Materiais de soldagem, Equipamentos e materiais EX, Softwares diversos, 
Equipamentos de segurança, Isolamentos e Revestimentos.
14
Um ponto importante que deve ser analisado é que nem todas as estruturas portuárias 
fornecem os equipamentos necessários para suprir as grandes embarcações de tudo 
que elas precisam. Dessa forma, é importante considerar que, em alguns casos, é 
necessário que elas passem por grandes portos que tenham possam atender a todas 
as suas necessidades.
O principal suprimento que uma embarcação faz uso é o seu combustível. Esse, por sua 
vez, podem ser classificados de duas formas conforme o esquema apresentado a seguir: 
Tipos de 
combustíveis 
utilizados nos 
navios
Os residuais ou óleos combustíveis marítimos, ou ainda bunker 
(MF), são produzidos a partir de formulações contendo 
principalmente frações pesadas da destilação (resíduos) e outros 
óleos diluentes, e os produzidos a partir das frações mais leves do 
processo de refino (gasóleos atmosféricos, majoritariamente) são 
chamados de diesel marítimo, DMA ou marine gasoil (MGO).
Os óleos bunker, apesar de poderem ser preparados com o 
mesmo tipo de matéria-prima residual que os óleos combustíveis 
industriais, diferem destes quanto à sua formulação e possuem 
especificações mais restritivas.
Esquema 1 - Tipos de combustíveis utilizados nos navios
Fonte: PETROBRAS (2021).
#PraCegoVer: O esquema apresenta os dois tipos de combustíveis que 
são utilizados nos navios e que compõem os principais suprimentos, são 
eles: Os residuais ou óleos combustíveis marítimos, ou ainda bunker (MF), 
são produzidos a partir de formulações contendo principalmente frações 
pesadas da destilação (resíduos) e outros óleos diluentes, e os produzidos a 
partir das frações mais leves do processo de refino (gasóleos atmosféricos, 
majoritariamente) são chamados de diesel marítimo, DMA ou marine gasoil 
(MGO); Os óleos bunker, apesar de poderem ser preparados com o mesmo tipo 
de matéria-prima residual que os óleos combustíveis industriais, diferem destes 
quanto à sua formulação e possuem especificações mais restritivas.
Os portos devem garantir que, caso necessário, as embarcações tenham a sua 
disposição os combustíveis necessários para que realize o percurso planejado; 
entretanto, dado o tamanho das embarcações é natural também que elas carreguem 
uma enorme quantidade de combustível para que não precisem ficar abastecendo em 
todas as suas paradas. 
15
Uma importante curiosidade acerca dos combustíveis dos navios é que eles devem 
ter qualidade internacional para que possam preservar todas as características das 
peças e demais componentes dos navios, por isso, alguns requisitos são necessários, 
são eles: 
• ser facilmente nebulizado, assim, garantirá e poderá favorecer a sua vaporização, 
permitindo sua queima com o mínimo de emissões de particulados;
• escoar de forma adequada nas temperaturas de armazenamento e manuseio 
nos processos;
• deverá proporcionar uma minimização do desgaste de peças do motor da 
embarcação;
• minimizar emissão de poluentes;
• deverá apresentar todas as características de segurança em seu manuseio e 
estocagem sem risco de inflamabilidade. 
Os profissionais que atuam de forma direta nos portos devem procurar sempre 
conhecer quais são as principais necessidades em termos de combustíveis e demais 
suprimentos que as embarcações que estiverem atracadas em suas estruturas 
precisam, assim, será possível garantir atender a essas necessidades, além de criar 
uma nova e importante fonte de renda para os portos que estiverem fornecendo esses 
serviços (SILVA, 2012).
A PETROBRÀS é uma das maiores fornecedoras de combustíveis e 
demais suprimentos para as embarcações nacionais, sendo assim, 
é importante conhecer todo o rol de serviços e demais produtos que 
são ofertados pela empresa, bem como deve-se buscar conhecer 
quais são as características desses serviços. Por isso, recomenda-
se conhecer o documento intitulado de “Combustíveis marítimos 
– informações técnicas” onde muitas dessas especificidades são 
apresentadas, clique aqui.
Saiba mais
A busca por parcerias é importante para que os gestores portuários possam garantir 
e implementar os melhores serviços possíveis em suas organizações; assim, além de 
ser um porto que ganha uma melhor estrutura ainda será possível desenvolver novas 
receitas para essas organizações. 
http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual-tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf
16
Serviços de Manutenção
As embarcações, quando estão no mar, estão à mercê de várias intempéries, com isso, 
elas podem precisar de serviços de manutenção ou até reparos quando estiverem nos 
portos. Essa situação impõe uma grande necessidade aos países que movimentam 
um grande volume de cargas pelo modal marítimo, pois, eles precisaram oferecer 
serviços de manutenção as embarcações e, assim, auxiliar para que elas possam 
voltar as suas respectivas rotas seguras e dentro das condições normais previstas. 
São muitos os serviços de manutenção que uma embarcação pode ter necessidade, 
por isso, é altamente recomendável que os gestores portuários conheçam as principais 
(METALOCK, 2021): 
• Maquinagem e retificação de moentes para cambota e apoios de cambota.
• Perfuração linear para motores, mangas de veio e suportes “A”.
• Recondicionamento do orifício do leme.
• Alinhamento por laser e ótico.
• Revestimento de camisa de cilindro superior e inferior.
• Maquinagem de orifício de acoplamento.
• Suportes de montagem para motor.
• Ensaios de dureza e ensaios não destrutivos.
• Entablamento e bases.
• Coberturas e camisas dos cilindros.
• Cárteres de turbo compressor, geradores, pistões, alternadores, aparelhos de 
governo, guinchos e cabrestantes.
Não é propriamente a organização portuária que fornece os 
serviços de manutenção das embarcações, geralmente, elas 
fecham parcerias com grandes indústrias e empresas de reparos 
que fornecem seus serviços em estruturas próprias, ou em alguns 
casos específicos, parte dos serviços podem ser fornecidos dentro 
da própria organização portuária. 
Atenção
Os gestores portuários devem garantir o maior número de parcerias possíveis para que 
possam prestar um serviço de manutenção de qualidade para todas as embarcações 
17
que necessitarem. Assim, compete aos gestores portuários identificarem quais 
são as principais necessidades das organizações portuárias, ou ainda, quais são 
as especificidades relacionadas a elas para que os serviços sejam ofertados com 
agilidade e a qualidade necessária (SILVA, 2012).
Um ponto importante a ser destacado, é que geralmente as grandes 
embarcações já realizam alguns procedimentos de reparos com sua 
equipe interna, por isso, a existência de profissionais responsáveis 
e aptos a realizar tais serviços pode ser um auxílio também para 
quem desejar oferecer esse tipo de serviço. 
Atenção
Dentre os profissionais que auxiliam nos reparos das embarcações e que conhecem 
profundamente as suas respectivas estruturas, destacamos os seguintes que são de 
grande importância: 
• Chefe de máquinas: o chefe de máquinas é o responsável, dentro de uma 
embarcação, por toda a parte de maquinário e de equipamento que a faz 
funcionar. É responsável, também, pela supervisão das tarefas de condução 
e de manutenção dos sistemas de propulsão e de produção de energia da 
embarcação, assegurando que apresentará pleno funcionamento durante 
todo o percurso planejado. A função de chefe de máquinas pode assumir 
diferentes designações: chefe, engenheiro sênior e chefe mecânico. Os 
gestores portuários devem estar atentos às necessidades desses profissionais,para que sejam capazes de apoiá-los se alguma eventualidade paralisar a 
embarcação próximo ao porto.
• Mergulhador: o mergulhador profissional raso é responsável por realizar 
serviços debaixo d’água: conexão de tubulações; soldas e reparos; e limpeza 
de estruturas subaquáticas (navios e embarcações de vários tamanhos). As 
funções anteriormente apresentadas são as principais que compõem o rol 
dos trabalhadores que atuam, em geral, com embarcações que têm relação 
com as operações portuárias. Todavia, há profissões que estão diretamente 
relacionadas à gestão portuária. Esses trabalhadores costumam ter uma maior 
relação com os gestores dos portos e, por isso, devem ser conhecidos por 
todos que atuam ou pretendam atuar na gestão de organizações portuárias.
18
As organizações portuárias devem fornecer serviços de pequena, média e alta 
complexidade para as embarcações, por isso, é muito importante conhecer esse tipo 
de classificação. 
Serviços de pequena complexidade: 
São serviços realizados com o intuito de realizar reparos pequenos na 
embarcação que não as coloquem em riscos, mas que são classificados pelos 
comandantes como necessários. 
Serviços de média complexidade: 
São serviços que são realizados em partes das embarcações que podem 
colocar em risco quando elas estiverem em alto mar.
Serviços de alta complexidade: 
São serviços que são realizados com o intuito de garantir a estabilidade e a 
navegabilidade das embarcações, pode ser até a troca de grandes peças das 
embarcações. 
Os portos que possuem, próximo a eles, estaleiros que oferecem serviços de alta 
complexidade para as embarcações podem estabelecer parcerias. Com isso, não 
haverá nenhum tipo de atraso no itinerário desses navios, bem como contribuirá 
também para que eles possam realizar todos os serviços necessários para que eles 
possam ir ao mar.
Reparos
As embarcações muitas vezes necessitam ser reparadas. Em alguns casos, elas podem 
receber esses serviços quando estiverem ainda nos portos ou serem encaminhadas 
para estruturas a parte, como estaleiros. O Brasil desenvolveu na primeira década do 
século XXI uma série de investimentos para proporcionar o surgimento de uma grande 
indústria naval, sendo assim, surgiu um grande campo para esse tipo de reparo. Muitos 
amadores (que são os donos de navios) escolhiam realizar procedimentos de reparo 
no país para aproveitar dessas estruturas, infelizmente, essa política de financiamento 
de estaleiros não foi dada sequência no país. 
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Existem diversos tipos de reparos que podem ser realizados nas embarcações. É 
importante conhecer que tipos de reparos são necessários para que o melhor serviço 
possa ser oferecido, mas antes é importante considerar, que existem uma diferença 
enorme entre a construção de uma nova embarcação e o reparo, sendo assim, se faz 
necessário o seguinte: 
Uma grande diferença entre a construção e o reparo de embarcações é 
que a construção geralmente é realizada em diques secos (ou carreiras, 
para barcos menores) e o reparo e manutenção podem usar, além do dique 
seco, diques flutuantes ou o cais. Observe-se que um dique seco usado 
para reparo não poderia ser compartilhado com uma embarcação em 
construção, já que os prazos para realização dos serviços de manutenção 
e reparo são de ordem de grandeza muito diferente dos prazos da 
construção (cerca de 15 dias para reparos e pelo menos dez meses para 
construção) (BNDES, 2019, p. 79).
O Brasil já foi referência mundial na construção de embarcações e plataformas, 
sendo assim, há muita tecnologia disponível no país e que pode ser incorporada nos 
reparos das embarcações (CÉSAR et al., 2019). Os profissionais portuários devem 
buscar conhecer todas as especificidades da indústria naval para que possam suprir 
as necessidades das embarcações que estiverem atracadas em seus portos. Por isso, 
a pesquisa e a busca de conhecimento devem ser frequentes entre todos que atuem 
na área. É necessário reconhecer também os diferentes tipos de estaleiros existentes, 
temos os de construção e os de reparos (ROJAS, 2014). 
Estaleiros de construção: 
São grandes organizações que se dedicam ao desenvolvimento de novas 
tecnologias navais que são empregadas na construção de diversos tipos de 
embarcações. 
Estaleiro de reparos: 
São organizações que realizam os reparos em embarcações diversas, 
geralmente essas organizações possuem equipes que vão ao encontro dos 
navios para repará-los, assim como possuem estrutura física para receber as 
embarcações também. 
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Em relação aos tipos de reparos que uma embarcação pode ter é importante conhecer 
as principais, por isso, apresentamos elas no Quadro a seguir: 
Reparo Serviços realizados
Manutenção diária e 
durante a operação
Reparos de rotina, realizados pelo pessoal técnico do navio de 
acordo com as instruções do fabricante; ou feitos com base 
na necessidade e na urgência levantadas durante a viagem 
e durante a operação, sem precisar de reparador externo, 
bastando a capacidade técnica da própria tripulação.
Reparo de operação
Denominação dada a uma série de reparos de rotina, mas 
que estão além da capacidade da tripulação. Assim, o navio 
precisará ser despachado para um estaleiro que efetuará os 
reparos previstos.
Reparos periódicos
Para as embarcações com menos de 15 anos, são exigidos 
reparos periódicos, uma vez a cada cinco anos. Acima de 15 
anos, a frequência passa a ser de um reparo a cada dois anos e 
meio de seu ciclo operacional. Trata-se de reparo em doca seca, 
com execução de revisão geral do corpo do navio, da superfície 
inferior à linha d’água, dos equipamentos e maquinarias da casa 
de força, do convés e dos instrumentos de navegação.
Reparações 
relacionadas com a 
conversão e alteração 
do uso do navio
Referem-se a todos os serviços relacionados à alteração da 
estrutura e configuração dos navios, de modo a permitir-lhes 
alcançar outros objetivos operacionais, além dos inicialmente 
definidos quando foram projetados e construídos.
Reparos sem 
planejamento 
antecipado
Qualquer reparo necessário em decorrência de fatores 
externos, como colisões ou acidentes, que levem a falhas ou 
avarias em componentes da embarcação, tais como eixos, 
hélices, motores, casco ou qualquer outra parte vital. É um tipo 
de reparo que tem de ser feito o quanto antes, para devolver 
ao navio sua capacidade de navegação.
Quadro 3 - Tipos de reparos das embarcações
Fonte: BNDES (2019, p. 82).
#PraCegoVer: O Quadro apresenta os principais tipos de reparos que uma 
embarcação pode ter Manutenção diária e durante a operação, são elas: Reparo 
de operação, Reparos periódicos, Reparações relacionadas com a conversão e 
alteração do uso do navio, e Reparos sem planejamento antecipado.
Os portos devem estar sempre avaliando as condições das embarcações enquanto 
estiverem atracados em suas estruturas, pois, um navio com problemas pode causar 
avarias, ou ainda, pode provocar acidentes ambientais como o derramamento de 
combustível (CÉSAR et al., 2019). Sendo assim, todos os profissionais que lidam 
de forma direta ou indireta com o agenciamento portuário devem reconhecer as 
especificidades desses tipos de reparos. 
21
Conclusão
Este conteúdo apresentou uma reflexão sobre os principais serviços que são realizados 
nos portos, esses serviços são importantes, pois, através deles é possível aumentar a 
qualidade como os portos recebem as embarcações. É sempre importante agregar tais 
serviços, pois, assim, uma maior quantidade de embarcações passará pelos portos o 
que aumenta o fluxo comercial transacionado pelo porto. Outro ponto importante que 
aprendemos, é que dependendo do tipo de serviço isso pode representar uma fonte de 
receita importante para as organizações portuárias diversificar. 
Ao final da unidade, ainda debatemos sobre a importância dos serviços dos práticos 
e os tipos de reparos que as embarcações podem sofrer, todos esses pontos são 
importantes para que a estrutura portuária possa funcionar de forma correta,ou ainda, 
para que se evite acidentes ou falhas que possam prejudicar as estruturas portuárias.
22
Referências
BRASIL. Lei n. 9.537, de 11 de dezembro de 1997. Dispõe sobre a segurança do tráfego 
aquaviário em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9537.htm Acesso em: 30 jun. 2021. 
BNDES. Estaleiros de reparos e manutenção naval. Rio de Janeiro, v. 25, n. 
50, p. 67-107, set. 2019. Disponível em : https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/
bitstream/1408/19100/1/PRArt214969_Estaleiro%20de%20reparo%20e%20
manutan%C3%A7%C3%A3o%20naval_P_BD.pdf> Acesso em: 30 jun. 2021. 
CAPARROZ, R. Comércio internacional e legislação aduaneira esquematizado. 6. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2018.
CÉSAR, A. et al. Segurança do trabalho portuário, aquaviário e na pecuária. São Paulo: 
Érica, 2019. 
CURSO H. Entenda tudo sobre a profissão de Prático de Navios! Youtube. [Vídeo] 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=aPrrN5HStw8&t=1s Acesso em: 5 
jul. 2021.
PETROBRÁS. Combustíveis marítimos – informações técnicas. 2021. Disponível em: 
http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual-
tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf Acesso em: 29 
jun. 2021. 
ROJAS, P. Introdução à logística portuária e noções de comércio internacional. Porto 
Alegre: Bookman, 2014. 
SANTOS, E. J. Logística aduaneira. Porto Alegre: SAGAH, 2018. 
SCHWAB, P. I.; FONSECA, J. J. R.; SILVA, R. M. D. Logística aduaneira. 2. ed. Porto 
Alegre: SAGAH, 2018.
SILVA, J. U. Gestão das relações econômicas internacionais e comércio exterior. São 
Paulo: Cengage Learning, 2012. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9537
https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/19100/1/PRArt214969_Estaleiro%20de%20reparo%20e%20manutan%C3%A7%C3%A3o%20naval_P_BD.pdf
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http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual-tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf
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