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Serviços na Atividade Portuária Johny Henrique Magalhães Casado Serviços na Atividade Portuária 2 Introdução Este conteúdo traz uma abordagem ampla sobre os principais serviços que são realizados no ambiente portuário, por meio deles é que são realizadas as atividades de transportes das mais diferentes cargas dentro da unidade portuária. É sempre importante considerar, que invariavelmente os portos são organizações que funcionam 24 horas, com isso, acaba aumentando a complexidade em todos os seus setores, contribui também para que se necessite de um maior número de colaboradores envolvidos em todas as tarefas. Assim, os gestores precisam lidar com inúmeros processos ao longo do seu dia a dia. Todos os empresários e profissionais que fazem uso da atividade portuária devem ficar atentos sobre as especificidades que são demandadas pela atividade portuária, pois somente dessa forma, será possível melhorar a eficiência na prestação de serviços e melhorar os padrões de qualidade. Um dos principais serviços que são prestados junto à atividade dos portos é o serviço de praticagem, ele é essencial para que os navios possam atracar para descarregar e receber mercadorias, por isso, é importante conhecer as características desse tipo de serviço, para ser possível conhecer as especificidades que podem afetar o funcionamento de um porto. Outro serviço importante trata do suprimento e da prestação de serviços relacionados aos reparos nos navios; esse serviço contribui para que o porto possa garantir uma melhoria das condições de navegação, além de proporcionar que os navios não percam tempo desnecessário em seus consertos. Objetivos da Aprendizagem Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de: • Analisar o serviço de praticagem na atividade portuária; • Entender como são realizados os serviços de manutenção e suprimento dos navios. 3 Praticagem A função de prático é essencial para o pleno funcionamento das organizações portuárias. Sabe-se, por exemplo, que um navio passa por dezenas de portos ao longo de um ano. Dessa forma, é praticamente impossível que o seu comandante saiba exatamente o percurso exato para realizar as chegadas e as saídas dos portos, por isso, o prático funcionaria como um auxiliar para o momento em que o navio encosta em um porto; assim, ele se torna indispensável para que uma grande estrutura portuária possa funcionar corretamente. Serviços de Praticagem Os países precisam manter uma estrutura segura para que possam receber navios internacionais, para isso, eles acabam participando de organizações supranacionais que têm o intuito principal de garantir normas mínimas de segurança para que os navios e trabalhadores marítimos tenham assegurados a sua integridade (CAPARROZ, 2018). Um navio tem o custo de centenas de milhões de dólares, então, é normal que as empresas que são proprietárias desses navios busquem garantir a segurança de seu patrimônio, por isso, elas acabam pressionando para que os portos utilizem estruturas seguras e adotem padrões de segurança para garantir que os seus navios estejam seguros quando estiverem realizando algum tipo de operação. O Brasil aprovou uma lei em 11 de dezembro de 1997 que ficou conhecida como lei de segurança da navegação, ela se tornou amplamente conhecida a partir do momento que todas as empresas que utilizam ou fornecem algum tipo de serviço relacionado ao transporte marítimo passam a seguir os ditames legas. Para conhecer mais sobre o que apresenta essa legislação acesse aqui. Saiba mais Os serviços de praticagem estão descritos junto a Lei n. 9.537, segundo essa lei “o serviço de praticagem consiste no conjunto de atividades profissionais de assessoria ao Comandante, requeridas por força de peculiaridades locais que dificultem a livre e segura movimentação da embarcação” (BRASIL, 1997). Os portos, portanto, precisam ofertar em seu rol de serviços da praticagem, pois por meio dela é possível fazer com que um navio chegue com segurança para carregar ou descarregar as mercadorias. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9537.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.537%2C%20DE%2011%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201997.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20seguran%C3%A7a%20do,nacional%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.&text=Art.,rege%2Dse%20por%20esta%20Lei. 4 É importante considerar que não são todos os portos que possuem zonas de praticagem, ou seja, que necessitam de serviços de prático quando o navio estiver se aproximando dos portos, portanto, é importante considerar essa especificidade. No Quadro a seguir são apresentadas todas as zonas de praticagem brasileira válidas até o presente momento: Zona de praticagem Compreende ZP Fazendinha (AP) – Itacotiara (AM) Esta Zona de Praticagem está compreendida a partir do paralelo 00º 03´S (Fazendinha-AP) para o interior do rio Amazonas, aí incluídos os acessos pelo Canal Sul até a cidade de Itacoatiara-AM, ou o acesso pela região dos estreitos a sudoeste da Ilha de Marajó, a partir da Ilha de Mosqueiro-PA até a cidade de Itacoatiara-AM. Os serviços neste trecho da ZP são obrigatórios. ZP Itacotiara (AM) – Tabatinga (AM) Essa Zona de Praticagem está compreendida a partir do través da cidade de Itacoatiara à montante para o interior, constituída de todas as suas hidrovias, portos e terminais até a cidade de Tabatinga. ZP Belém (PA) Compreende o acesso pelo canal do Quiriri (ou Marajó), ou pelo Canal do Espadarte, no rio Pará, a partir dos pontos de espera de Prático, situados a juzante da extremidade externa do Banco Xingu e Cabeço do Norte e do situado a juzante do Baixo Espadarte até o porto de Belém, fundeadouro do Capim e o Porto de Vila do Conde. O canal do Quiriri (ou Marajó), considerado facultativo, só se aplica à navios nacionais e estrangeiros que não transportem carga perigosa. ZP Itaqui, Alumar e Ponta da Madeira (MA) A Zona de Praticagem do Maranhão, que abrange o Porto do Itaqui e os Terminais da Alumar e da Ponta da Madeira, está dividida em dois trechos. ZP Fortaleza (CE) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP Areia Branca (RN) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP Natal (RN) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP Cabedelo (PB) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP Recife e Sueape (PE) Para Recife, a área limitada por uma circunferência de uma milha de raio, com centro no Farolete Sul do quebra-mar sobre o banco do Inglês a qualquer ponto do interior do porto. 5 ZP Maceió e Terminal da Salgema (AL) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP Redes e Terminal Portuário de Sergipe (SE) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem no porto de Redes é obrigatória e facultativa no TPS. ZP Salvador, Portos e Terminais da Baia de todos os Santos e Ilhéus (BA) Do ponto de espera de prático até os locais de atracação. A praticagem é facultativa para as embarcações nacionais e estrangeiras, de qualquer arqueação bruta, que entrem na Baía de Todos os Santos em demanda aos fundeadouros internos I, II, III, IV, VI e VII ou que suspendam desses fundeadouros para sair em direção à barra. ZP Vitória, Tubarão, Praia Mole, Barra do Riacho e Ubú (ES) Analisar as especificidades de cada trecho. ZP Rio, Niterói, Sepetiba, Ilha Guaíba, Ilha Grande (TEBIG) e Angra dos Reis Analisar as especificidades de cada trecho. ZP Santos, São Sebastião e Tebar (SP) Analisar as especificidades de cada trecho. ZP Paranaguá e Antonina (PR) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP São Francisco do Sul (SC) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória. ZP Rio Grande (RS) Do ponto de espera de prático até a atracação. A praticagem nesta ZP é obrigatória.ZP Lagoa dos Patos e Portos Interiores (RS) Do ponto de espera de prático até a atracação nos portos de Pelotas e Porto Alegre e nos terminais Santa Clara, Canoas/ TERGASUL e demais portos interiores. 6 ZP Itajaí, Shell, Dow Quimica e Liquigás (SC) A praticagem nesta ZP é obrigatória do ponto de espera de Prático, demandando os portos de Itajaí, Navegantes, Terminais da Shell, Dow Química, Liquigás, BRASKARNE, e demais terminais no interior do Rio Itajaí-Açu (SC) até o local de atracação. ZP Imbituba (SC) A praticagem nesta ZP é obrigatória do ponto de espera de prático até o local de atracação. Quadro 1 - Zonas de praticagem obrigatória no Brasil Fonte: Elaborado pelo autor (2021). #PraCegoVer: No quadro, são apresentadas as zonas de praticagem que são legalmente obrigatórias no Brasil. Ao se buscar um serviço portuário, é importante que os gestores compreendam as especificidades que estão sendo demandadas por essas organizações, dentre elas, saber em qual zona portuária existe a demanda legal para os serviços de praticagem é extremamente necessário. Em nossa próxima seção, discutiremos um pouco mais sobre como as operações de praticagem funcionam. É recomendável compreender todas as características que são pertinentes a elas. Operações de Praticagem As operações de praticagem são muito importantes para orientar os comandantes nos navios quando eles estiverem se aproximando dos portos. É exigido do profissional que presta esse serviço, conhecido pelo nome de “prático”, que tenha um grande conhecimento sobre os seguintes itens que fazem parte do percurso até o berço de atracação dos navios: Necessita conhecer os trechos da costa As especificidades dos portos Terminais e canais Formas de acesso ao porto para cada tipo de embarcação Estuários de rios e baías Fluxograma 1 - Conhecimentos do prático Fonte: Elaborado pelo autor (2021). #PraCegoVer: No esquema são apresentadas cinco caixas de textos que estão interligadas uma a outra em que são apresentados os conhecimentos pertencentes aos práticos, são eles: Necessita conhecer os trechos da costa; As especificidades dos portos; Estuários de rios e baías; Terminais e canais; e, Formas de acesso ao porto para cada tipo de embarcação. 7 Os serviços que são prestados pelos práticos colaboram para garantir uma maior segurança a todas as embarcações, bem como contribui para que as equipes, que estão dentro dos navios, possam fazer o melhor uso possível do tempo que dispõem para chegar até o berço de atracação (CAPARROZ, 2018). Os serviços práticos garantem também que acidentes não ocorram quando um navio esteja chegando ou saindo do porto, assim, é natural que esse tipo de serviço ajude na preservação ambiental já que evita que combustíveis sejam derramados na costa e venham afetar a vida marinha. Quando uma embarcação se aproxima de um porto e tem estabelecido por ordem do governo uma zona de praticagem é importante que um aviso seja enviado pelo capitão de que a embarcação chegou e precisa ser direcionada até o berço de atracação (CAPARROZ, 2018). Após o aviso, a empresa responsável pelos serviços que serão desenvolvidos pela embarcação realizará todas as atividades necessárias para que a embarcação faça uso dos serviços de praticagem e possa concluir as atividades que são de sua responsabilidade. Os serviços do profissional “prático” são de fundamental importância para as organizações que fazem uso de qualquer estrutura portuária, pois, por meio deles é possível navegar em águas que apresentem uma complexidade maior, bem como é possível se aproximar da área costeira com a máxima segurança (SANTOS, 2018). Essa atividade é de tamanha importância; a autoridade marítima é responsável por determinar os seguintes pontos acerca dos serviços de praticagem realizados nos portos nacionais: Estabelecer o número de práticos necessários para cada zona de praticagem. Fixar o preço do serviço em cada zona de praticagem. Requisitar o serviço de práticos. Fluxograma 2 - Determinações da autoridade marítima sobre os serviços portuários Fonte: Elaborado pelo autor (2021). #PraCegoVer: No esquema é apresentada uma flecha que está apontada para a direita. Dentro dela, são apresentadas as três funções principais que são desempenhadas na autoridade marítima sobre os serviços de praticagem, são eles: Estabelecer o número de práticos necessário para cada zona de praticagem; Fixar o preço do serviço em cada zona de praticagem; e, Requisitar o serviço de práticos. 8 Os profissionais “prático” realizam inúmeras tarefas que são fundamentais para a logística portuária, por isso, é natural que ele desempenhe as suas funções apoiadas no uso de equipamentos e ferramentas que lhe permitam passar as melhores coordenados aos comandantes dos navios. Dentre as ferramentas principais que são utilizadas pelos profissionais que realizam os serviços de praticagem estão as seguintes: • GPS: são equipamentos de última geração. É importantíssimo para descrever como está a posição dos usuários da ferramenta em relação ao percurso que ele está seguindo, ou ainda, para descrever se existe algo que possa atrapalhar que ele alcance o percurso. Outras informações que são passadas pelo GPS estão relacionadas às distâncias que já foram percorridas e quais ainda faltam ser percorridas, bem como são apresentadas as informações sobre velocidade e consumo de combustível. • Cartas náuticas: são representações cartográficas que apresentam referências de localização, distância sobre algum percurso que está sendo realizado em uma área marítima. • Comunicadores: são equipamentos de comunicação que permitem ao “prático” conversar durante o percurso com o comandante do navio e com os profissionais que estão no porto e lhe passam instruções sobre a aproximação no porto. Figura 1 - O GPS é fundamental para a orientação do prático Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: A imagem apresenta um aparelho de GPS que apresenta um mapa e alguns localizadores sobre ele. 9 O uso da tecnologia sem dúvida alguma tem impactado a forma como os práticos prestam os seus serviços, por isso, a formação desse tipo de profissional envolve diversas especificidades e deve ocorrer de forma a garantir profissionais aptos a lidar com todos os desafios da profissão (SCHWAB, FONSECA, SILVA, 2018). A seguir, abordaremos como ocorre a formação dos profissionais práticos e de como eles podem contribuir para uma significativa melhoria dos serviços dos portos localizados no Brasil. Formação de Práticos no Brasil O profissional prático é uma pessoa habilitada por processo seletivo elaborado pela Marinha do Brasil. Apesar disso, é uma atividade privada: não faz parte da carreira militar e, portanto, não se trata de cargo ou emprego público. O prático deve possuir o conhecimento das águas em que atua; e ter, também, especial habilidade na condução de embarcações, já que é o responsável por guiar o comandante do navio em águas próximas à costa e aos portos. Assim, deve desenvolver amplo conhecimento da profundidade e da geografia dos locais; do clima, que pode influenciar nas condições de visibilidade (SCHWAB, FONSECA, SILVA, 2018). Deve, ainda, saber fazer a leitura do local em que trabalha, para que possa controlar e direcionar as embarcações próximas à costa e à zona portuária. A formação de práticos no Brasil é toda regulamentada, é importante considerar ainda que os profissionais que executam essa atividade são, em sua maioria, profissionais autônomos e que são encarregados do processo de atracação ou desatracação de grandes navios nos portos nacionais. O trabalho do “prático” é considerado de caráter técnico, por isso, é exigido que esse profissional tenha uma habilitação que lhe permita realizar a função, no Brasil compete a Diretoria de Portos e Costas (DPC) a realização da concessão de autorização para que os profissionais possam ser “práticos” no país. Conhecer o que faz um profissional“prático” dentro de uma estrutura portuária é importante para reconhecer a validade dessa função e, principalmente, desse profissional. Quando se compra um serviço de agenciamento portuário não se tem a real noção da importância que o um “prático tem para um bom funcionamento da estrutura portuária”, recomenda-se assistir ao vídeo a seguir e conhecer um pouco mais das especificidades dessa função, clique e acesse aqui. Saiba mais https://www.youtube.com/watch?v=aPrrN5HStw8&t=1s 10 O profissional para atuar como prático no Brasil precisa ser aprovado em um processo seletivo que é realizado pela Marinha do Brasil que é o órgão responsável por avaliar as condições que as pessoas têm para atuar na função de “prático” no país. Como se trata de uma função extremamente técnica é importante que o profissional que desejar ingressar nessa função deverá apresentar alguns pré-requisitos, são eles: • Ser brasileiro com idade mínima de 18 anos completos. • O profissional deve possuir curso de graduação (nível superior) que seja oficialmente reconhecido pelo Ministério da Educação, importante ainda, que esse curso seja concluído até a data estabelecida no edital que apresenta as normas para formação do “prático”. • O profissional não pode ser militar reformado que tenha conquistado essa condição por comprovada incapacidade definitiva, ou ainda, ser civil que tenha se aposentado por invalidez. • O profissional deverá estar em dia com todas as suas obrigações militares, se for do sexo masculino, ou ainda não ter nenhum tipo de pendência com a justiça eleitoral (essa regra vale para ambos os sexos). • O profissional deverá pertencer ao grupo de armadores, sendo que ele deverá estar enquadrado na categoria de Mestre-Amador. Deverá comprovar essa condição quando realizar a sua inscrição no processo seletivo para “prático”. Ainda são categorias aceitas, para que um profissional seja “prático”, as seguintes: ser aquaviário da seção de convés ou máquinas (de nível igual ou superior a quatro), ou ser “prático” ou “praticante de prático” até a data que esteja estabelecida no edital. Figura 2 - O trabalho do “prático” ocorre na embarcação menor direcionando os navios maiores no momento de aproximação ou distanciamento do porto Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: A imagem apresenta um grande navio carregado de containers se aproximando de uma estrutura portuária sendo guiado por uma embarcação menor a frente que o direciona para chegar até o porto. 11 O processo seletivo para ser prático não é dos mais fáceis; isso ocorre basicamente, pois essa profissão possui um alto salário, o que faz ser extremamente demandada. Para que um profissional possa ser aprovado como prático no Brasil precisa passar por quatro etapas, são elas: prova escrita, apresentação de documentos e testes, prova de títulos e prova de prático-oral. Prova escrita: Essa prova tem caráter eliminatória e classificatória. Constitui-se de uma prova objetiva, com questões do tipo múltipla escolha. Somente os candidatos aprovados e classificados na 1ª etapa são convocados para as etapas seguintes. Apresentação de documentos e testes: Essa fase do processo seletivo tem caráter eliminatório apenas. Prova de títulos: Essa fase do processo tem caráter meramente classificatório, então, ela não elimina os candidatos que não sejam profissionais da área marítima e que, portanto, não recebem pontos de títulos. Prova de prático-oral: Essa fase tem caráter eliminatória e classificatória, basicamente ela é composta de um planejamento e um briefing, seguidos da execução de uma manobra de praticagem em um simulador que representa as manobras de navios. Atualmente, no Brasil, existem inúmeras escolas que orientam os profissionais que desejam ser aprovados em um processo seletivo de “prático”. É extremamente importante que essas escolas sejam procuradas por profissionais que almejam ingressar nessa profissão. Ressalta-se ainda que dada à responsabilidade que o “prático” possui de guiar navios que custam e carregam milhões de dólares é uma profissão que demanda estudos constantes; sendo assim, a formação desses profissionais é algo que nunca para e tende a ser aperfeiçoada com passar do tempo dele. 12 Um outro ponto importante acerca da profissão de “prático” é que é natural que esse profissional acaba fazendo uso de grande tecnologia no desempenho da sua função, por isso, é importante considerar que quem desejar atuar nessa profissão deve incorporar novas tecnologias em seu dia a dia sempre que ela for apresentada e estiver disponível para sua função. Outro ponto natural da profissão de “prático” é que esse profissional também acaba se especializando em uma determinada região portuária, então, nem sempre esse profissional atua em vários portos, em muitos casos, ele passa toda a vida profissional dele em um único porto e atuando para as mesmas empresas. Suprimentos e Reparos Em uma estrutura portuária, é comum que inúmeros serviços sejam ofertados para as empresas que dependem dessa organização. Assim, não é estranho supor que os navios e as empresas que fazem uso dessas embarcações acabem demandando uma grande e vasta rede de serviços quando ele estiver atracado em um porto. Dessa forma, é importante para todos os profissionais que atuam no agenciamento portuário que reconheçam quais são os principais serviços de suprimentos e reparos que são utilizados pelas embarcações e que devem ser disponibilizados pelas organizações portuárias. Tipos de Suprimentos na Atividade Marítima As embarcações invariavelmente necessitam ser consertadas quando estão atracadas nos portos, geralmente elas passam várias semanas em seus trajetos marítimos e não conseguem ter acesso a todos os serviços que precisam. Então, é muito importante que quando elas estiverem nos portos, façam todos os reparos para seguir seus percursos. Outro ponto importante e que deve ser pensado pelos gestores dos portos, é que as embarcações necessitam de suprimentos, esses são de diversas categorias e devem ser proporcionados para que o navio e os profissionais possam seguir viagem. No Quadro, a seguir, são apresentados os principais tipos de suprimentos que são utilizados em uma viagem marítima: Tipo de suprimento Especificidades Itens para proteção Fornecimento de Suprimentos industriais em Geral, e fornecimento de anodos e placas de zinco para proteção catódica. Equipamentos Bomba de lama, compressor de ar, compressor de gás, motores de popa, compressor de ar-condicionado, redutores, motores diesel. 13 Ferramentas Hidráulicas, pneumáticas, elétricas, manuais, perfuração, brocas, escovas, rotativas, escovas especiais, escovas cilíndricas. Filtros Hidráulicos, de ar, combustível, filtros de ar-condicionado HVAC. Lâmpadas Marítimas e iluminação em geral. Lubrificantes Óleos hidráulicos, óleos lubrificantes, graxas minerais e sintéticas, graxas especiais. Baterias Marítimas, guindastes, veiculares e carregadores de bateria. Cozinha industrial Spare parts, galões colapsáveis para descarte de óleo. Manômetros Analógicos, digitais e especiais. Materiais de limpeza Desengraxante biodegradável, sabão líquido, ceras para acomodações e materiais em geral. Materiais de soldagem Eletrodos, EPIS em geral para solda, máquinas de solda e equipamentos em geral. Equipamentos e materiais EX Luminárias Fluorescentes/LED, Botoeiras a Prova de Explosão, Seccionadores, Elementos de Contato, Prensa-Cabos, Projetores, Tomadas, Plugues, Caixas de Comando, Painéis e Caixas de Junção, Lighting Fixture, Floodlights, Outlets, Plugs, Command Box, Panels and Junction Boxes; Softwares diversos Software de controle de medicamentos. Equipamentos de segurança EPIS em geral e sinalizadores. Isolamentos e Revestimentos Isolamento térmico, acústico, revestimento cerâmico e revestimentos em geral. Quadro 2 - Principais tipos de suprimentos para embarcações Fonte: Elaborado pelo autor (2021).#PraCegoVer: O Quadro apresenta os principais suprimentos que devem ser fornecidos, ou estar à disposição, das embarcações em sua estada nos portos: Itens para proteção, Equipamentos, Ferramentas, Filtros, Lâmpadas, Lubrificantes, Baterias, Cozinha industrial, Manômetros, Materiais de limpeza, Materiais de soldagem, Equipamentos e materiais EX, Softwares diversos, Equipamentos de segurança, Isolamentos e Revestimentos. 14 Um ponto importante que deve ser analisado é que nem todas as estruturas portuárias fornecem os equipamentos necessários para suprir as grandes embarcações de tudo que elas precisam. Dessa forma, é importante considerar que, em alguns casos, é necessário que elas passem por grandes portos que tenham possam atender a todas as suas necessidades. O principal suprimento que uma embarcação faz uso é o seu combustível. Esse, por sua vez, podem ser classificados de duas formas conforme o esquema apresentado a seguir: Tipos de combustíveis utilizados nos navios Os residuais ou óleos combustíveis marítimos, ou ainda bunker (MF), são produzidos a partir de formulações contendo principalmente frações pesadas da destilação (resíduos) e outros óleos diluentes, e os produzidos a partir das frações mais leves do processo de refino (gasóleos atmosféricos, majoritariamente) são chamados de diesel marítimo, DMA ou marine gasoil (MGO). Os óleos bunker, apesar de poderem ser preparados com o mesmo tipo de matéria-prima residual que os óleos combustíveis industriais, diferem destes quanto à sua formulação e possuem especificações mais restritivas. Esquema 1 - Tipos de combustíveis utilizados nos navios Fonte: PETROBRAS (2021). #PraCegoVer: O esquema apresenta os dois tipos de combustíveis que são utilizados nos navios e que compõem os principais suprimentos, são eles: Os residuais ou óleos combustíveis marítimos, ou ainda bunker (MF), são produzidos a partir de formulações contendo principalmente frações pesadas da destilação (resíduos) e outros óleos diluentes, e os produzidos a partir das frações mais leves do processo de refino (gasóleos atmosféricos, majoritariamente) são chamados de diesel marítimo, DMA ou marine gasoil (MGO); Os óleos bunker, apesar de poderem ser preparados com o mesmo tipo de matéria-prima residual que os óleos combustíveis industriais, diferem destes quanto à sua formulação e possuem especificações mais restritivas. Os portos devem garantir que, caso necessário, as embarcações tenham a sua disposição os combustíveis necessários para que realize o percurso planejado; entretanto, dado o tamanho das embarcações é natural também que elas carreguem uma enorme quantidade de combustível para que não precisem ficar abastecendo em todas as suas paradas. 15 Uma importante curiosidade acerca dos combustíveis dos navios é que eles devem ter qualidade internacional para que possam preservar todas as características das peças e demais componentes dos navios, por isso, alguns requisitos são necessários, são eles: • ser facilmente nebulizado, assim, garantirá e poderá favorecer a sua vaporização, permitindo sua queima com o mínimo de emissões de particulados; • escoar de forma adequada nas temperaturas de armazenamento e manuseio nos processos; • deverá proporcionar uma minimização do desgaste de peças do motor da embarcação; • minimizar emissão de poluentes; • deverá apresentar todas as características de segurança em seu manuseio e estocagem sem risco de inflamabilidade. Os profissionais que atuam de forma direta nos portos devem procurar sempre conhecer quais são as principais necessidades em termos de combustíveis e demais suprimentos que as embarcações que estiverem atracadas em suas estruturas precisam, assim, será possível garantir atender a essas necessidades, além de criar uma nova e importante fonte de renda para os portos que estiverem fornecendo esses serviços (SILVA, 2012). A PETROBRÀS é uma das maiores fornecedoras de combustíveis e demais suprimentos para as embarcações nacionais, sendo assim, é importante conhecer todo o rol de serviços e demais produtos que são ofertados pela empresa, bem como deve-se buscar conhecer quais são as características desses serviços. Por isso, recomenda- se conhecer o documento intitulado de “Combustíveis marítimos – informações técnicas” onde muitas dessas especificidades são apresentadas, clique aqui. Saiba mais A busca por parcerias é importante para que os gestores portuários possam garantir e implementar os melhores serviços possíveis em suas organizações; assim, além de ser um porto que ganha uma melhor estrutura ainda será possível desenvolver novas receitas para essas organizações. http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual-tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf 16 Serviços de Manutenção As embarcações, quando estão no mar, estão à mercê de várias intempéries, com isso, elas podem precisar de serviços de manutenção ou até reparos quando estiverem nos portos. Essa situação impõe uma grande necessidade aos países que movimentam um grande volume de cargas pelo modal marítimo, pois, eles precisaram oferecer serviços de manutenção as embarcações e, assim, auxiliar para que elas possam voltar as suas respectivas rotas seguras e dentro das condições normais previstas. São muitos os serviços de manutenção que uma embarcação pode ter necessidade, por isso, é altamente recomendável que os gestores portuários conheçam as principais (METALOCK, 2021): • Maquinagem e retificação de moentes para cambota e apoios de cambota. • Perfuração linear para motores, mangas de veio e suportes “A”. • Recondicionamento do orifício do leme. • Alinhamento por laser e ótico. • Revestimento de camisa de cilindro superior e inferior. • Maquinagem de orifício de acoplamento. • Suportes de montagem para motor. • Ensaios de dureza e ensaios não destrutivos. • Entablamento e bases. • Coberturas e camisas dos cilindros. • Cárteres de turbo compressor, geradores, pistões, alternadores, aparelhos de governo, guinchos e cabrestantes. Não é propriamente a organização portuária que fornece os serviços de manutenção das embarcações, geralmente, elas fecham parcerias com grandes indústrias e empresas de reparos que fornecem seus serviços em estruturas próprias, ou em alguns casos específicos, parte dos serviços podem ser fornecidos dentro da própria organização portuária. Atenção Os gestores portuários devem garantir o maior número de parcerias possíveis para que possam prestar um serviço de manutenção de qualidade para todas as embarcações 17 que necessitarem. Assim, compete aos gestores portuários identificarem quais são as principais necessidades das organizações portuárias, ou ainda, quais são as especificidades relacionadas a elas para que os serviços sejam ofertados com agilidade e a qualidade necessária (SILVA, 2012). Um ponto importante a ser destacado, é que geralmente as grandes embarcações já realizam alguns procedimentos de reparos com sua equipe interna, por isso, a existência de profissionais responsáveis e aptos a realizar tais serviços pode ser um auxílio também para quem desejar oferecer esse tipo de serviço. Atenção Dentre os profissionais que auxiliam nos reparos das embarcações e que conhecem profundamente as suas respectivas estruturas, destacamos os seguintes que são de grande importância: • Chefe de máquinas: o chefe de máquinas é o responsável, dentro de uma embarcação, por toda a parte de maquinário e de equipamento que a faz funcionar. É responsável, também, pela supervisão das tarefas de condução e de manutenção dos sistemas de propulsão e de produção de energia da embarcação, assegurando que apresentará pleno funcionamento durante todo o percurso planejado. A função de chefe de máquinas pode assumir diferentes designações: chefe, engenheiro sênior e chefe mecânico. Os gestores portuários devem estar atentos às necessidades desses profissionais,para que sejam capazes de apoiá-los se alguma eventualidade paralisar a embarcação próximo ao porto. • Mergulhador: o mergulhador profissional raso é responsável por realizar serviços debaixo d’água: conexão de tubulações; soldas e reparos; e limpeza de estruturas subaquáticas (navios e embarcações de vários tamanhos). As funções anteriormente apresentadas são as principais que compõem o rol dos trabalhadores que atuam, em geral, com embarcações que têm relação com as operações portuárias. Todavia, há profissões que estão diretamente relacionadas à gestão portuária. Esses trabalhadores costumam ter uma maior relação com os gestores dos portos e, por isso, devem ser conhecidos por todos que atuam ou pretendam atuar na gestão de organizações portuárias. 18 As organizações portuárias devem fornecer serviços de pequena, média e alta complexidade para as embarcações, por isso, é muito importante conhecer esse tipo de classificação. Serviços de pequena complexidade: São serviços realizados com o intuito de realizar reparos pequenos na embarcação que não as coloquem em riscos, mas que são classificados pelos comandantes como necessários. Serviços de média complexidade: São serviços que são realizados em partes das embarcações que podem colocar em risco quando elas estiverem em alto mar. Serviços de alta complexidade: São serviços que são realizados com o intuito de garantir a estabilidade e a navegabilidade das embarcações, pode ser até a troca de grandes peças das embarcações. Os portos que possuem, próximo a eles, estaleiros que oferecem serviços de alta complexidade para as embarcações podem estabelecer parcerias. Com isso, não haverá nenhum tipo de atraso no itinerário desses navios, bem como contribuirá também para que eles possam realizar todos os serviços necessários para que eles possam ir ao mar. Reparos As embarcações muitas vezes necessitam ser reparadas. Em alguns casos, elas podem receber esses serviços quando estiverem ainda nos portos ou serem encaminhadas para estruturas a parte, como estaleiros. O Brasil desenvolveu na primeira década do século XXI uma série de investimentos para proporcionar o surgimento de uma grande indústria naval, sendo assim, surgiu um grande campo para esse tipo de reparo. Muitos amadores (que são os donos de navios) escolhiam realizar procedimentos de reparo no país para aproveitar dessas estruturas, infelizmente, essa política de financiamento de estaleiros não foi dada sequência no país. 19 Existem diversos tipos de reparos que podem ser realizados nas embarcações. É importante conhecer que tipos de reparos são necessários para que o melhor serviço possa ser oferecido, mas antes é importante considerar, que existem uma diferença enorme entre a construção de uma nova embarcação e o reparo, sendo assim, se faz necessário o seguinte: Uma grande diferença entre a construção e o reparo de embarcações é que a construção geralmente é realizada em diques secos (ou carreiras, para barcos menores) e o reparo e manutenção podem usar, além do dique seco, diques flutuantes ou o cais. Observe-se que um dique seco usado para reparo não poderia ser compartilhado com uma embarcação em construção, já que os prazos para realização dos serviços de manutenção e reparo são de ordem de grandeza muito diferente dos prazos da construção (cerca de 15 dias para reparos e pelo menos dez meses para construção) (BNDES, 2019, p. 79). O Brasil já foi referência mundial na construção de embarcações e plataformas, sendo assim, há muita tecnologia disponível no país e que pode ser incorporada nos reparos das embarcações (CÉSAR et al., 2019). Os profissionais portuários devem buscar conhecer todas as especificidades da indústria naval para que possam suprir as necessidades das embarcações que estiverem atracadas em seus portos. Por isso, a pesquisa e a busca de conhecimento devem ser frequentes entre todos que atuem na área. É necessário reconhecer também os diferentes tipos de estaleiros existentes, temos os de construção e os de reparos (ROJAS, 2014). Estaleiros de construção: São grandes organizações que se dedicam ao desenvolvimento de novas tecnologias navais que são empregadas na construção de diversos tipos de embarcações. Estaleiro de reparos: São organizações que realizam os reparos em embarcações diversas, geralmente essas organizações possuem equipes que vão ao encontro dos navios para repará-los, assim como possuem estrutura física para receber as embarcações também. 20 Em relação aos tipos de reparos que uma embarcação pode ter é importante conhecer as principais, por isso, apresentamos elas no Quadro a seguir: Reparo Serviços realizados Manutenção diária e durante a operação Reparos de rotina, realizados pelo pessoal técnico do navio de acordo com as instruções do fabricante; ou feitos com base na necessidade e na urgência levantadas durante a viagem e durante a operação, sem precisar de reparador externo, bastando a capacidade técnica da própria tripulação. Reparo de operação Denominação dada a uma série de reparos de rotina, mas que estão além da capacidade da tripulação. Assim, o navio precisará ser despachado para um estaleiro que efetuará os reparos previstos. Reparos periódicos Para as embarcações com menos de 15 anos, são exigidos reparos periódicos, uma vez a cada cinco anos. Acima de 15 anos, a frequência passa a ser de um reparo a cada dois anos e meio de seu ciclo operacional. Trata-se de reparo em doca seca, com execução de revisão geral do corpo do navio, da superfície inferior à linha d’água, dos equipamentos e maquinarias da casa de força, do convés e dos instrumentos de navegação. Reparações relacionadas com a conversão e alteração do uso do navio Referem-se a todos os serviços relacionados à alteração da estrutura e configuração dos navios, de modo a permitir-lhes alcançar outros objetivos operacionais, além dos inicialmente definidos quando foram projetados e construídos. Reparos sem planejamento antecipado Qualquer reparo necessário em decorrência de fatores externos, como colisões ou acidentes, que levem a falhas ou avarias em componentes da embarcação, tais como eixos, hélices, motores, casco ou qualquer outra parte vital. É um tipo de reparo que tem de ser feito o quanto antes, para devolver ao navio sua capacidade de navegação. Quadro 3 - Tipos de reparos das embarcações Fonte: BNDES (2019, p. 82). #PraCegoVer: O Quadro apresenta os principais tipos de reparos que uma embarcação pode ter Manutenção diária e durante a operação, são elas: Reparo de operação, Reparos periódicos, Reparações relacionadas com a conversão e alteração do uso do navio, e Reparos sem planejamento antecipado. Os portos devem estar sempre avaliando as condições das embarcações enquanto estiverem atracados em suas estruturas, pois, um navio com problemas pode causar avarias, ou ainda, pode provocar acidentes ambientais como o derramamento de combustível (CÉSAR et al., 2019). Sendo assim, todos os profissionais que lidam de forma direta ou indireta com o agenciamento portuário devem reconhecer as especificidades desses tipos de reparos. 21 Conclusão Este conteúdo apresentou uma reflexão sobre os principais serviços que são realizados nos portos, esses serviços são importantes, pois, através deles é possível aumentar a qualidade como os portos recebem as embarcações. É sempre importante agregar tais serviços, pois, assim, uma maior quantidade de embarcações passará pelos portos o que aumenta o fluxo comercial transacionado pelo porto. Outro ponto importante que aprendemos, é que dependendo do tipo de serviço isso pode representar uma fonte de receita importante para as organizações portuárias diversificar. Ao final da unidade, ainda debatemos sobre a importância dos serviços dos práticos e os tipos de reparos que as embarcações podem sofrer, todos esses pontos são importantes para que a estrutura portuária possa funcionar de forma correta,ou ainda, para que se evite acidentes ou falhas que possam prejudicar as estruturas portuárias. 22 Referências BRASIL. Lei n. 9.537, de 11 de dezembro de 1997. Dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9537.htm Acesso em: 30 jun. 2021. BNDES. Estaleiros de reparos e manutenção naval. Rio de Janeiro, v. 25, n. 50, p. 67-107, set. 2019. Disponível em : https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/ bitstream/1408/19100/1/PRArt214969_Estaleiro%20de%20reparo%20e%20 manutan%C3%A7%C3%A3o%20naval_P_BD.pdf> Acesso em: 30 jun. 2021. CAPARROZ, R. Comércio internacional e legislação aduaneira esquematizado. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2018. CÉSAR, A. et al. Segurança do trabalho portuário, aquaviário e na pecuária. São Paulo: Érica, 2019. CURSO H. Entenda tudo sobre a profissão de Prático de Navios! Youtube. [Vídeo] Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=aPrrN5HStw8&t=1s Acesso em: 5 jul. 2021. PETROBRÁS. Combustíveis marítimos – informações técnicas. 2021. Disponível em: http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual- tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf Acesso em: 29 jun. 2021. ROJAS, P. Introdução à logística portuária e noções de comércio internacional. Porto Alegre: Bookman, 2014. SANTOS, E. J. Logística aduaneira. Porto Alegre: SAGAH, 2018. SCHWAB, P. I.; FONSECA, J. J. R.; SILVA, R. M. D. Logística aduaneira. 2. ed. Porto Alegre: SAGAH, 2018. SILVA, J. U. Gestão das relações econômicas internacionais e comércio exterior. São Paulo: Cengage Learning, 2012. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9537 https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/19100/1/PRArt214969_Estaleiro%20de%20reparo%20e%20manutan%C3%A7%C3%A3o%20naval_P_BD.pdf https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/19100/1/PRArt214969_Estaleiro%20de%20reparo%20e%20manutan%C3%A7%C3%A3o%20naval_P_BD.pdf https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/19100/1/PRArt214969_Estaleiro%20de%20reparo%20e%20manutan%C3%A7%C3%A3o%20naval_P_BD.pdf https://www.youtube.com/watch?v=aPrrN5HStw8&t=1s http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual-tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf http://sites.petrobras.com.br/minisite/assistenciatecnica/public/downloads/manual-tecnico-combustiveis-maritimos-assistencia-tecnica-petrobras.pdf _GoBack