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Regimes Aduaneiros e Logística

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Você sabe o que é necessário para sua empresa operar em regime especial? Confira este podcast! Para operar em regime especial, sem habilitação, você pode utilizar o Exporta Fácil da Empresa Brasileira de Correios. Assim como outros mecanismos que amparam exportações e importações de menor valor, as operações aduaneiras ficam sob responsabilidade dos transportadores. Atualmente, o limite máximo para utilização desse serviço é o valor de três mil dólares, incluindo o valor do frete e seguro internacional, ou o mesmo valor equivalente em outras moedas. Em geral, nesses casos, é aplicado o regime de tributação simplificada. Antes de realizar a operação de comércio exterior, você deve procurar a Receita Federal para solicitar a habilitação de seu representante legal. Para operar um regime especial, é necessário, antes de tudo, que a sua empresa tenha um sistema de controle contábil, nos padrões determinados pela Receita Federal do Brasil. Dessa forma, será possível demonstrar todos os registros da operação de importação ou exportação nesse regime. Essa exigência tem como objetivo facilitar e desburocratizar a fiscalização, obtendo mais informações sobre os produtos beneficiados pelo regime aduaneiro e facilitar a movimentação desses bens pelo contribuinte. Lembre-se de que, em regimes mais simples, bastará apresentar um requerimento informando a operação desejada, os motivos e o prazo pretendido.
Quais são os requisitos necessários para operar em regime especial?

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Questões resolvidas

Você sabe o que é necessário para sua empresa operar em regime especial? Confira este podcast! Para operar em regime especial, sem habilitação, você pode utilizar o Exporta Fácil da Empresa Brasileira de Correios. Assim como outros mecanismos que amparam exportações e importações de menor valor, as operações aduaneiras ficam sob responsabilidade dos transportadores. Atualmente, o limite máximo para utilização desse serviço é o valor de três mil dólares, incluindo o valor do frete e seguro internacional, ou o mesmo valor equivalente em outras moedas. Em geral, nesses casos, é aplicado o regime de tributação simplificada. Antes de realizar a operação de comércio exterior, você deve procurar a Receita Federal para solicitar a habilitação de seu representante legal. Para operar um regime especial, é necessário, antes de tudo, que a sua empresa tenha um sistema de controle contábil, nos padrões determinados pela Receita Federal do Brasil. Dessa forma, será possível demonstrar todos os registros da operação de importação ou exportação nesse regime. Essa exigência tem como objetivo facilitar e desburocratizar a fiscalização, obtendo mais informações sobre os produtos beneficiados pelo regime aduaneiro e facilitar a movimentação desses bens pelo contribuinte. Lembre-se de que, em regimes mais simples, bastará apresentar um requerimento informando a operação desejada, os motivos e o prazo pretendido.
Quais são os requisitos necessários para operar em regime especial?

Prévia do material em texto

REGIMES ADUANEIROS
ESPECIAIS E LOGÍSTICA
INTERNACIONAL
Concepção e Desenvolvimento: Sebrae/RJ
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
Bibliotecário catalogador – Leandro Pacheco de Melo – CRB 7ª 5471
S454 Segalis, Gabriel.
 Regimes aduaneiros especiais e logística internacional 
/ Gabriel Segalis ; Fabiana Freitas [coordenação e revisão]. - Rio 
de janeiro : Sebrae/RJ, 2021. 
 118 p.
 ISBN 978-65-5818-079-1
 1. Aduana. 2. Comércio internacional. 3. Logística. 
 I. Freitas,Fabiana. II. Sebrae/RJ. III. Título. 
CDD 382
CDU 339.5
©2021. Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro – 
Sebrae/RJ - Rua Santa Luzia, 685, 7º andar, Centro, Rio de Janeiro /RJ. Telefone: (21) 2212-7700. 
Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em 
parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610/1998).
PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO ESTADUAL 
Antônio Florêncio de Queiroz Junior
DIRETOR-SUPERINTENDENTE
Antônio Alvarenga Neto
DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO 
Sergio Malta
DIRETOR DE PRODUTO E ATENDIMENTO
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COORDENAÇÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS
Maurício Chacur – Assessor do Diretor-superintendente 
Miriam Ferraz – Coordenadora 
Flávia Alves – Analista 
GERÊNCIA DE EDUCAÇÃO 
Antonio Carlos Kronemberger – Gerente 
COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA EMPREENDEDORA 
Amanda Alexandre Borges Fernandes – Coordenadora 
Renan Barbosa Santos – Analista 
CONSULTORES 
Gabriel Segalis – Conteudista 
Fabiana Freitas – Revisão e Coordenação Pedagógica 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
 Sumário
Apresentação ..........................................................................................................................07
Unidade 1: Regimes aduaneiros .................................................................................08
Regimes aduaneiros: definição .................................................................................08
Atribuições da Receita Federal do Brasil .................................................................09
Regimes aduaneiros especiais ...................................................................................10
Requisitos dos regimes aduaneiros especiais ......................................................13
Trânsito aduaneiro .................................................................................................................16
Admissão temporária ...........................................................................................................18
Drawback ....................................................................................................................................19
Drawback Suspensão ...........................................................................................................21
Drawback Isenção ..................................................................................................................23
Drawback Restituição ..........................................................................................................25
Regimes atípicos de Drawback .....................................................................................25
REPETRO ......................................................................................................................................27
RECOF ............................................................................................................................................30
Armazéns alfandegados .....................................................................................................31
Entreposto aduaneiro ..........................................................................................................31
Entreposto industrial ............................................................................................................33
Unidade 2: Logística Internacional .......................................................................35
O que é logística ......................................................................................................................35
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
Conceitos básicos de Supply Chain e integração das funções...................36
Integração dos subsistemas da Cadeia de Suprimentos ...............................42
Suprimento Internacional .................................................................................................43
Distribuição Física Internacional ...................................................................................43
Natureza e características das cargas .......................................................................47
Tipos de cargas ........................................................................................................................48
Natureza da carga ..................................................................................................................49
Características da carga .....................................................................................................49
Diversas formas de unitização da carga ...................................................................50
Noções de cargas perigosas ...........................................................................................52
Tipos e funções de embalagem .....................................................................................56
Marketing ....................................................................................................................................57
Logística .......................................................................................................................................57
Gestão ambiental ...................................................................................................................58
Informações visuais das embalagens ........................................................................58
Unitização de cargas e contêineres ............................................................................59
Contêiner .....................................................................................................................................61
Tipos de contêiner, dimensões e padronização ISO ..........................................62
Tipos de instalações de armazenagem e suas finalidades ...........................64
Armazém .....................................................................................................................................66
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
Galpão ............................................................................................................................................67
Pátio ................................................................................................................................................67
Tanque ...........................................................................................................................................68
Unidade 3: Tipos de transportes ....................................................................................69
Transporte terrestre internacional: rodoviário e ferroviário ........................69
Transporte rodoviário ..........................................................................................................70
Transporte ferroviário ..........................................................................................................70
Cálculo do frete .......................................................................................................................72 
Transporte aéreo .....................................................................................................................72
Cálculo do frete .......................................................................................................................76porcentagem 
da mercadoria sobre o valor da 
nota fiscal da carga transportada, 
agregada ao custo de frete.
Eventualmente, o frete pode ser cobrado considerando a 
unidade de transporte na modalidade de frete fechado ou 
global, podendo ou não ser cobrada a taxa ad valorem.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
73
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aérea (Infraero) e a 
iniciativa privada administram uma rede de 67 aeroportos, porém 
a movimentação de carga aérea no país continua concentrada em 
15 aeroportos.
Tendo em vista as restrições impostas, o transporte aéreo pode 
transportar apenas cargas específicas. Veja, abaixo, quais são elas: 
Gêneros 
alimentícios
Bens perecíveis
Animais e 
plantas vivos
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
74
Equipamentos 
eletrônicos
Bens 
de alto valor
Ourivesaria
Joias
Artigos 
de moda
De maneira geral, são produtos que demandam rápidos 
deslocamentos a longas distâncias para atender áreas onde os 
demais modais são precários ou, ainda, em locais onde as condições 
geográficas determinam que o frete aéreo seja mais viável que 
a implantação de rodovias ou ferrovias, a exemplo de algumas 
localidades na Amazônia. Em ambos os casos, a velocidade da 
entrega ou a segurança são os pontos mais importantes a serem 
considerados, superando os comparativos de custos.
Para que exista tráfego aéreo, é necessária a implantação de 
infraestruturas caras. Essa é a principal razão de o setor ser 
dominado por grandes empresas.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
75
Nos países continentais, o transporte marítimo não consegue 
atender toda a extensão territorial. As regiões mais interioranas não 
dispõem da alternativa marítima. Assim, o transporte aéreo oferece 
a elas a flexibilidade necessária, desde que associado a outras 
formas de transporte.
Veja abaixo algumas curiosidades sobre os transportes multimodais:
Com o acelerado incremento 
observado no comércio 
internacional, já são comuns 
os serviços multimodais 
aeromarítimos de abrangência 
transcontinental. Esse tipo de 
serviço oferece a vantagem de 
ser muito mais rápido que o 
rodomarítimo e muito mais barato 
do que se todo o trecho fosse 
coberto via aérea.
Um outro multimodal que 
se torna opção é o transporte 
rodoaéreo (terrestre e aéreo). 
Com a clientela cada vez mais 
exigente, que necessita de 
entregas rápidas, nas rotas 
nacionais mais longas, sua 
utilização para cargas menores 
torna-se mais barata do que usar 
apenas o modal rodoviário.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
76
As cargas típicas desse transporte são extremamente fracionadas, 
com alto valor agregado e necessidade de um tempo de trânsito 
máximo de 24 a 48 horas, situação em que o modal rodoviário não 
se revela competitivo.
Cálculo do frete
O valor do frete internacional por via aérea pode ser calculado de 
acordo com as seguintes tarifas:
 ∙ Mínima;
 ∙ Geral – subdividida em: normal até 45 kg e quantitativa a partir 
desse peso;
 ∙ Quantitativa;
 ∙ Para mercadorias específicas;
 ∙ Classificadas;
 ∙ Para expedição em Unidades de Carga (ULD).
A cubagem será fator importante para determinar o valor do frete.
A aplicação da fórmula a seguir determina a quantidade mínima 
de quilogramas que deverá ser embarcada dentro da caixa.
(Comp. X Largura X Alt.) em cm
6.000 = Kg
(Comp. X Largura X Alt.) em cm
6.000 = Kg
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
77
Caso o valor resultante seja maior do que o verdadeiramente 
embarcado, ele será tomado como base de cálculo. Porém, se o 
valor obtido for menor ou igual ao verdadeiro, este último será a 
base de cálculo do frete.
Exemplo de cálculo do frete
2 caixas de madeira com as seguintes dimensões/peso:
60 cm ( C ) X 80 cm ( A ) X 50 cm ( L ) = 240.000 cm³(cada caixa) x 2 
= 480.000 cm³
Peso bruto verdadeiro das duas caixas = 70,00 kg
Aplicando a fórmula, temos:
Nesse exemplo, o frete será calculado sobre os 80,00 kg (peso cubado) 
e não sobre os 70,00 kg (peso bruto verdadeiro).
480.000 cm³
6.000 cm³
= 80,00Kg
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
78
Transporte marítimo internacional 
- nomenclaturas, características, 
vantagens e desvantagens
Acompanhe, abaixo, como o transporte marítimo internacional 
evoluiu e quais são suas características:
O transporte marítimo é o modal 
empregado por excelência no 
comércio internacional. No final do 
século XIX, foram inventadas novas 
formas de propulsão naval (vapor e, 
subsequentemente, diesel). 
A partir de então, foram 
introduzidas inúmeras melhorias 
no aperfeiçoamento das chapas 
de aço que compõem o casco 
e até mesmo nos projetos de 
navios, possibilitando aumentar 
a sua velocidade operacional.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
79
Hoje, há embarcações de variados 
tamanhos e calados transportando 
as mais diferentes cargas possíveis.
As principais rotas do comércio 
marítimo internacional são 
orientadas a regiões de elevada 
importância econômica, nas 
quais são movimentadas 
milhões de toneladas de 
mercadorias destinadas à 
comercialização, redistribuição 
ou processamento, gerando 
uma grande quantidade de 
negócios que movimentam 
vultosas somas em dinheiro.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
80
O Brasil possui mais de 7.500 km de 
costa atlântica, o que revela enorme 
potencial para a expansão dos 
serviços portuários do transporte 
marítimo e de cabotagem. 
Sendo um país de abrangência continental, o modal marítimo no 
Brasil pode ser um dos maiores impulsionadores do crescimento 
econômico e social, transportando interna e externamente 
mercadorias e passageiros. 
Valor do frete marítimo
O valor do frete marítimo, conforme se apresenta a seguir, pode 
ser calculado, fundamentalmente, pela utilização de duas variáveis 
diferentes: frete aberto e frete fechado.
Frete aberto
Para o frete básico, será considerado como base de cálculo o peso 
por tonelada ou cubagem da carga a ser comprada. Cabe ao 
armador escolher a medida maior entre as duas, o que significará 
maior ingresso em conceito de frete marítimo.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
81
A soma do valor do frete básico e o montante da sobretaxa 
de combustível darão como resultado o valor do frete 
marítimo internacional.
Em determinadas situações, serão acrescidos ao frete internacional 
outros custos, denominados adicionais, sendo que alguns deles são 
mencionados a seguir:
• Adicional ad valorem;
• Adicional ou taxa para volumes pesados;
• Adicional ou taxa para volumes de grandes dimensões;
• Adicional ou taxa de porto congestionado;
• Adicional de porto secundário;
• Adicional de travessia de canal; 
• Fator de ajuste cambial (Currency Adjustment Factor).
A sobretaxa de combustível (Bunker Surcharge) é o 
percentual que incide sobre o frete básico utilizado para 
cobrir as despesas com combustível despendido durante 
o percurso internacional, e o percentual será maior quanto 
mais longo for o percurso do navio.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
82
Frete fechado
No caso de transporte de cargas conteinerizadas, o valor do frete 
internacional é determinado pela combinação de duas siglas: 
FCL ou Full Container Load
Determina que, no caso da 
exportação, a ovação do 
contêiner é feita pelo exportador 
e, na importação, a desova é feita 
pelo importador.
LCL ou Less than a Container
Situação na qual a empresa 
de navegação ova o contêiner 
quando da exportação e o 
desova no caso da importação.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
83
Assim, surgem quatro alternativas:
A mais utilizada é a primeira, FCL-FCL, e, ao incluir o frete básico, o 
adicional de combustível e demais adicionais passa a ser conhecida 
como all in.
É importante destacar que, ao utilizar um contêiner, o contratante 
do frete deve perguntar em que prazo ele deve serdevolvido à 
empresa armadora, pois eventuais multas podem ser cobradas 
pela demora na devolução, conhecidas como demurrage.
Outra modalidade de cotação do frete 
internacional
O NOS é aplicado às mercadorias que não constam na tarifa de fretes.
Informação necessária para a cotação 
de fretes
Para que a companhia de navegação ou a agência de navegação possa 
calcular o valor do frete, o exportador deverá fornecer, no mínimo, os 
dados a seguir:
FCL - FCL FCL - LCL LCL - FCL LCL - LCL
Frete not otherwise specified (NOS)
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
84
Tipo e descrição da mercadoria.
Peso bruto total em toneladas.
Volume ou cubagem total em m³.
Tipo e quantidade de embalagem.
Valor da carga.
Porto de origem e porto de destino.
De posse dessas informações, a companhia de navegação 
ou o armador poderá classificar a mercadoria dentro de uma 
determinada tarifa de frete.
Portos
Os portos não são apenas locais onde se realizam a movimentação, 
o armazenamento e o transbordo de cargas. Eles representam, 
hoje, um elo fundamental na integração entre os modais terrestre 
e marítimo, colaborando para a elevação da competitividade das 
empresas e o aumento das exportações do país. 
O problema dessa forma de transporte está relacionado com 
a falta de obras de dragagem, necessárias para a manutenção 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
85
e o aprofundamento do calado dos canais. Em alguns portos, 
essas manutenções não são realizadas há vários anos, o que é 
mais comum nos canais de acesso. Além disso, os problemas 
relacionados aos acessos terrestres por via rodoviária agravaram-se 
nos últimos quatro anos.
O número alto de produtos aumentou a busca na economia em 
escalas, o que resultou em novos projetos de reorientação, novas 
áreas e operações realizadas nos portos, que se especializaram em 
soluções que aumentam a produtividade nas operações com carga 
geral, contêineres, granéis, veículos etc. 
É necessário, também, que os horários de funcionamento dos 
órgãos de fiscalização sejam readequados às necessidades 
do comércio marítimo brasileiro. Outro aspecto destinado a 
dar mais competitividade aos portos brasileiros é a revisão dos 
procedimentos burocráticos, notadamente na cabotagem. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
86
O crescimento das cargas em trânsito nas rotas internacionais 
determinou a busca de economia de escala, reorientando os 
projetos, as áreas e as operações realizadas nos portos, que se 
especializaram com base nos tipos de carga predominante e 
na tecnologia dos navios por eles atendidos, buscando soluções 
para aumentar a produtividade nas operações com carga geral, 
contêineres, granéis, veículos etc.
Veja, abaixo, alguns fatores que explicam o desenvolvimento de 
alguns portos em detrimento de outros:
Localização em país que apresenta 
condições de estabilidade política 
e econômica.
Sistemas aduaneiros 
ágeis e modernos.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
87
Localização em áreas de 
condições naturais favoráveis e 
de fácil acesso.
Proximidade de grandes centros 
produtores e/ou consumidores.
Intermodalidade, multimodalidade 
e as vantagens da multimodalidade
Nem sempre é possível fazer todo o trecho do transporte em 
um único modal. Para driblar essa limitação, já foi considerado 
usual o modelo de transporte intermodal. Nele, o proprietário 
da mercadoria tinha que se responsabilizar pela contratação de 
operadores para os diferentes tipos de transporte.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
88
Essa condição acarretava a necessidade de uma complicada 
coordenação da armazenagem e o transbordo entre a chegada 
de um modal à saída do próximo.
Havia também problemas de ordem jurídica: quando ocorriam 
avarias, a solução comumente era demorada devido ao número 
de seguradoras envolvidas, dificultando a apuração e a imputação 
da responsabilidade e, consequentemente, a indenização 
correspondente. As cobranças por lucros cessantes, perda de 
mercado, flutuação de preços etc. eram praticamente impossíveis e, 
considerando as dificuldades acima, muito prováveis de acontecerem. 
Um exemplo de ponto crítico seria que 
o atraso de um dos modais poderia 
acarretar a perda do transporte 
reservado nos demais modais. Isso 
poderia resultar em “frete morto”, que é 
a obrigação do pagamento apenas pela 
reserva de praça, mesmo que no fim 
o transporte não tenha sido concluído 
com sucesso.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
89
Para efetuar o transporte internacional das mercadorias, existe a 
possibilidade de se utilizar empresas especializadas que atuam 
em nome do embarcador, sendo que a legislação em vigor 
impede que a ele sejam imputados por falhas cometidas pelo 
modais envolvidos na operação ou por erros vinculados com a 
coordenação da operação, cabendo ao embarcador esperar que 
tudo saia conforme planejado.
Finalizada a Segunda Guerra Mundial, surgiu uma nova opção 
visando agilizar o transporte internacional: a unitização de cargas. 
Ela funciona em paralelo, de maneira que uma das empresas 
transportadoras venha a ser a responsável pela guarda em 
forma integral e, assim, assuma, perante o embarcador, a devida 
responsabilidade pelo total do percurso e pela contratação dos 
trechos que ele não efetuava. Essa nova modalidade passou a ser 
conhecida como transporte multimodal.
No Brasil, essa modalidade foi juridicamente reconhecida pela Lei 
9.611/98, em 19/02/98, regulamentada pelo Decreto n. 3.411, de 12/04/2000, 
porém essa normativa, ao revogar a Lei 6.288/75, não reconheceu a 
existência do contêiner fora do contexto da multimodalidade.
O transporte multimodal acontece quando uma carga 
é transportada entre uma determinada origem (país 
do exportador) e um determinado destino (país do 
importador) através de vários modais de transporte, 
porém é amparada por um único contrato de transporte 
ou conhecimento de embarque, sendo ele um 
documento indivisível e inviolável.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
90
Obviamente, existem agentes especializados em coordenar 
o transporte, mas tudo é feito em nome do embarcador, e a 
legislação deixa de imputar a esse agente a responsabilidade 
por eventuais falhas que algum dos modais envolvidos cometa 
ou, ainda, pela má coordenação de todo o processo, pouco 
mais restando ao embarcador do que esperar que tudo saia 
conforme planejado.
Com a utilização intensiva de equipamentos de transferência, 
surgiu a ideia de que uma das empresas de transporte 
internacional venha a ser responsável pela custódia 
total da mercadoria, assumindo perante o embarcador a 
responsabilidade por todo o percurso e subcontratando os 
trechos por ele não cobertos.
A isso se denominou transporte multimodal, ou seja, quando 
a carga é transportada em caráter sistêmico ao longo de 
todo o seu percurso, utilizando duas ou mais modalidades de 
transporte, abrangidas por um único contrato de transporte, de 
forma indivisível e inviolável.
Transporte multimodal no Brasil
Vamos agora falar, especificamente, do transporte multimodal no 
Brasil e de algumas leis importantes que regulam essa modalidade.
Transporte multimodal
Com a promulgação da Lei 9.611/98, em 19/02/98, regulamentada 
pelo Decreto n. 3.411 de 12/04/2000, o Brasil consagrou o transporte 
multimodal através da instituição de um único responsável durante 
todo o percurso (contrato único com o embarcador), dando à carga 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
91
facilidades operacionais e burocráticas para a passagem de um modo 
de transporte a outro, com responsabilidades definidas em lei.
Revogação da Lei
Entretanto, de forma ambígua, a Lei 9.611 revogou a Lei 
6.288/75, descaracterizando a existência do contêiner fora do 
contexto da multimodalidade.
Área de conflito
Além disso, o Decreto 3.411 apresenta, em seu artigo 8º, o seguinte 
texto: “Ao Operadorde Transporte Multimodal é facultada a 
descarga direta de mercadoria importada, desde que esta 
permaneça em recinto alfandegado, no aguardo de despacho 
aduaneiro”, estabelecendo uma área de conflito com as atribuições 
do operador portuário, normatizadas pela Lei 8.630/93.
Por essa razão, o transporte multimodal ainda vem sendo utilizado 
no Brasil de maneira bastante incipiente.
Atuação do Operador de Transporte 
Multimodal (OTM)
O OTM deve celebrar contratos entre si e os 
demais envolvidos, repassando um único contrato 
de transporte ao embarcador. Nesse contrato 
estão abrangidas a coordenação entre todos 
os intervenientes e a responsabilidade pelas 
movimentações, transbordos e transportes 
durante todo o percurso e modais envolvidos.
OTM 
Operador de 
Transporte 
Multimodal
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
92
Aspecto operacional
Sob o aspecto operacional, é necessário que a carga seja 
unitizada, de forma indivisível e inviolável. Signif ica dizer 
que a unidade será integralmente transferida de um modo 
de transporte para outro sem que as suas frações sejam 
manuseadas diretamente. Deve também possuir um caráter 
sistêmico, onde as unidades de carga possam transitar pelos 
vários modos de transporte facilmente.
Aspecto fiscal
Sob o aspecto fiscal, a carga deve ser inspecionada apenas na 
origem e/ou destino, não ocorrendo desagregação das suas 
unidades de carga durante todo o transporte.
 
Na contratação do transporte multimodal, solicita-se ao 
transportador que receba a mercadoria em determinado lugar e 
a entregue em outro. Há apenas um pagamento e a negociação 
é feita com uma só empresa, a qual detém total responsabilidade 
por todo o percurso.
Para o OTM, cabe reservar espaço nos vários modais, 
nos armazéns e nos pontos de baldeação, firmando 
contratos, protocolos, acordos (por períodos) com os 
modais, armazéns etc., onde são garantidos os preços 
e os espaços, geralmente relacionados com grandes 
quantidades, exclusividade, entre outras questões. Depois, 
fará um único contrato, em separado, com o embarcador.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
93
Se o OTM subcontratar empresas aéreas ou marítimas que 
mantenham linha regular, bastará a ele dispor do mapa das escalas 
dos navios ou aviões e solicitar reservas de praça com antecedência.
No tráfego doméstico, essa operação é simples. Quando o OTM 
recebe no Brasil por todo o transporte, deve solicitar permissão no 
Banco Central para remeter o frete dos modais estrangeiros. Antes 
de autorizar, o Banco Central deve certificar-se de que o valor pago é 
exatamente o devido. 
Quando o transportador recebe o frete pago no exterior por um 
transporte iniciado ou terminado no Brasil, o Banco Central também 
verificará se a transferência cambial está correta.
Couriers e Serviço Postal
Como resultado da globalização da economia, vem-se observando 
uma gradativa redução das barreiras comerciais entre os países, 
com a intensificação do comércio eletrônico (catálogos de produtos 
disponibilizados na internet) para efetuar transações de compra e 
venda de mercadorias internacionais.
Quanto ao aspecto financeiro, o 
OTM recebe o frete multimodal do 
embarcador e paga aos modais, 
armazéns e outros envolvidos. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
94
Além disso, a necessidade do recebimento de mercadorias em 
caráter de urgência ou em prazos cada vez mais reduzidos vem 
determinando o crescimento dos serviços logísticos expressos com 
prazo de entrega garantido, realizados através dos serviços oficiais 
de Correios ou pelas empresas especializadas, conhecidas como 
Courier. As operadoras mais conhecidas internacionalmente nesse 
segmento de serviço são a DHL, a Fedex e a UPS. 
Essa forma de transporte internacional é também inovadora quanto 
às formas de pagamento, tradicionalmente realizadas pela área de 
câmbio dos bancos que operam no país. Devido à especificidade do 
serviço e a sua velocidade operacional, os pagamentos costumam 
ser efetuados nas seguintes modalidades:
F/D
Frete internacional e custos de internação da mercadoria no país de 
destino por conta do exportador.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
95
P/P
Frete internacional por conta do exportador. Caso incidam 
outros custos para a liberação da entrada do produto no país, 
esses encargos serão de responsabilidade do importador.
F/C
Frete internacional e custos de nacionalização por conta do importador.
A atividade de Courier somente é permitida no Brasil para os seguintes 
tipos de produtos e condições:
Documentos
Livros, jornais e periódicos sem finalidade
Sem finalidade comercial
Bens a exportar
Bens na condição de venda não devem 
ultrapassar os US$ 50 mil ou seu 
equivalente em outras moedas
Bens a serem devolvidos ao exterior
Bens nacionais em retorno ao país não 
podem ultrapassar o valor de 3 mil dólares
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
96
Serviço Postal
Os Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – 
ECT), conta com recintos alfandegários da Receita Federal em 
suas instalações, chamados de Serviço Postal. Esses recintos 
alfandegários visam facilitar o trâmite aduaneiro dos serviços de 
remessas postais internacionais.
Os serviços postais são permitidos nas modalidades Exporta Fácil e 
Importa Fácil. Confira a seguir informações sobre elas.
Exporta Fácil
Facilidades disponibilizadas pelos Correios, em todas as cidades 
brasileiras, para empresas e pessoas físicas (artesãos, agricultores 
etc.) que desejam exportar de maneira mais simples produtos com 
peso de até 30 quilos e valor máximo de US$ 50 mil (cinquenta 
mil dólares ou equivalente em outras moedas), oferecendo os 
seguintes tipos de serviço:
Sedex mundi
Prazo de entrega garantido: 1, 2, 3 ou 4 dias úteis.
Expressa (EMS)
Prazo de entrega estimado: de 3 a 7 dias úteis.
Mercadoria econômica
Prazo de entrega estimado: de 14 a 30 dias úteis.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
97
Leve prioritária
Prazo de entrega estimado: de 4 a 13 dias úteis.
Leve econômica
Prazo de entrega estimado: de 14 a 30 dias úteis.
Esses prazos podem variar de acordo com a origem e o destino 
das remessas.
Através desses serviços, a ECT registra a operação no Sistema 
de Comércio Exterior (Siscomex) da Receita Federal do Brasil e 
providencia a entrega da mercadoria no país de destino. Basta 
seguir alguns passos, como indicado abaixo:
Procurar uma das agências dos 
Correios ou entrar no site da ECT na 
internet (http://www.correios.com.br).
Preencher o formulário único de 
postagem do serviço (AWB), cujo teor 
é autoexplicativo.
http://www.correios.com.br
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
98
Emitir a nota fiscal de venda (saída 
do estoque), a fatura comercial 
internacional (Commercial Invoice) 
e os demais documentos que forem 
exigidos, conforme o tipo de mercadoria 
e a legislação do país de destino.
Fazer a postagem na agência. 
Importa Fácil 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
99
Facilidades disponibilizadas pelos Correios em todas as cidades 
brasileiras para cientistas, empresas e pessoas físicas que desejam 
importar produtos. O importador pede o licenciamento pela 
Internet na página dos Correios, que fará o desembaraço via meio 
eletrônico e entregará a encomenda no local indicado.
Para que o serviço de Correios brasileiro tenha condições de executar 
o processo, é imprescindível que o fornecedor envie a encomenda 
pelo Operador Público Postal de seu país, além de pagar o frete na 
origem. Como os Correios internacionais formam uma rede mundial, 
a encomenda chegará aos Correios do Brasil, que concluirá os 
trâmites alfandegários e fará a entrega no local indicado.
Outra observação importante é solicitar que o exportador faça 
a postagem no exterior em uma modalidade postal em que a 
importação chegue diretamente aos Correios do Brasil. 
Alguns países,como Alemanha, Áustria, Dinamarca, Eslovênia, 
Holanda, Noruega, Suíça, dentre outros, terceirizam a modalidade 
expressa, acarretando o não recebimento da encomenda 
internacional por parte da ECT. Para esses países, o importador 
deve utilizar as modalidades postais econômica ou prioritária. 
Cabe mencionar que a ECT não está autorizada a efetuar a 
nacionalização de produtos que exijam controles prévios 
ao embarque ou na entrada no país por parte de algum 
órgão anuente ou regulador brasileiro (Anvisa, MDIC, 
CNEN, Inmetro, Ibama etc.), exceto para as importações 
do serviço Importa Fácil Ciência.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
100
O fornecedor deve ser alertado para encaminhar a encomenda 
acompanhada pela fatura comercial internacional (Commercial 
Invoice), com a via original assinada pelo exportador, além de 
outros documentos que possam ser exigidos pela autoridade 
aduaneira brasileira (alfândega).
Riscos e seguros da carga
A ocorrência de avaria após a sua saída da expedição do 
fornecedor e o efetivo recebimento final pelo cliente geram 
disputas sobre a responsabilidade do fato, acarretando na 
interveniência de comissários de avarias das seguradoras 
envolvidas para fins da averiguação de responsabilidades, 
ocasionando atrasos na entrega do produto.
Por exemplo, para o envio expresso a 
partir dos Estados Unidos, a melhor 
opção é a modalidade Express 
Mail Service (EMS), que é enviada 
diretamente para o correio brasileiro. 
Não utilizar a modalidade Global 
Express Guaranteed (GEG) do correio 
norte-americano, cuja entrega no Brasil 
não é feita pela ECT.
Avaria significa qualquer dano ou prejuízo causado 
a mercadorias, instalações ou equipamentos de 
movimentação e/ou de transporte.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
101
O planejamento dos recursos necessários e cuidados a serem 
adotados durante o transporte rodoviário, principalmente no tocante 
a cargas especiais, leva em conta o peso unitário e as dimensões dos 
volumes, além da eventual necessidade de acompanhamento por 
batedores e outros procedimentos especiais. 
Esses aspectos interessam, particularmente, às seguradoras, que 
costumam participar de estudos envolvendo o planejamento de 
rotas e percursos seguros para as mercadorias por elas seguradas, 
sobretudo as de maior valor comercial.
Apesar das inúmeras iniciativas governamentais nos últimos anos, 
direcionadas a economizar combustível com a diversificação dos 
modais empregados no transporte interno de mercadorias, a 
exemplo da privatização da malha ferroviária e dos investimentos 
nas hidrovias, o transporte rodoviário continua ocupando lugar de 
destaque no transporte interno brasileiro. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
102
Não obstante, além da precariedade das rodovias, a falta de 
segurança nas estradas é corresponsável pela desenfreada onda de 
roubos e assaltos a caminhões e saques às mercadorias sinistradas 
nas estradas do país.
Seguros Internacionais
Os seguros envolvem o transportador, o detentor da posse da 
mercadoria (consignatário), conforme o Incoterm, definido no 
contrato de compra e venda internacional, e a mercadoria objeto 
do seguro.
Tipos de apólices obrigatórias durante o 
transporte internacional
Os seguros no âmbito do transporte são muito específicos para 
cada modal, sendo bem mais complexos no transporte marítimo. 
Os tipos de cobertura e valores do prêmio a ser pago podem variar 
de acordo com:
• Terminais de embarque e de descarga e respectivos países 
onde estão localizados; 
• Modais de transporte utilizados e tempo de trânsito 
internacional;
• Natureza da carga e respectivas classes de risco;
• Quantidade de movimentos ou transbordos que a carga 
sofrerá no percurso;
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
103
• Taxa de sinistralidade registrada para aquele tipo de 
mercadoria ou transportador;
• Legislação de cada um dos países por onde a mercadoria 
transitará;
• Solvência do segurado;
• Exigências do agente financeiro que intermedeia a transação.
Em qualquer modal de transporte, cabe ao transportador a 
contratação de dois tipos de apólice:
Seguro-casco
Tem como objeto indenizá-lo 
pela eventual perda de seu 
equipamento.
Seguro de responsabilidade civil
Seu objetivo é cobrir danos 
de responsabilidade do 
transportador eventualmente 
gerados a terceiros.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
104
Em troca do pagamento de uma importância denominada 
“prêmio”, a seguradora assumirá os riscos por possíveis avarias 
ou perdas da mercadoria durante o percurso da viagem em 
um determinado modal (ou modais) de transporte, nas diversas 
movimentações que sofrerá ou, ainda, durante os transbordos a 
serem feitos.
Assim, ao dono da mercadoria, seja ele o embarcador ou o 
consignatário, cabe, adicionalmente, a responsabilidade sobre o 
seguro-carga, que pode ter vários tipos de cobertura.
Tipos de avarias no transporte 
marítimo
Existem dois tipos de avarias relacionados ao transporte marítimo. 
Veja abaixo os detalhes de cada uma.
Avaria grossa ou comum
Se define como avaria grossa ou comum quaisquer danos 
produzidos ao navio ou carga feitos de forma proposital, caso o 
navio ou a carga se defrontem com um perigo real e iminente, 
sendo seu propósito salvar vidas, o próprio navio ou outras cargas.
O ressarcimento do dano é feito em forma proporcional por todos 
os beneficiados com o ocorrido.
Para que avaria grossa ou comum seja qualificada como tal, 
devem estar presentes os requisitos a seguir:
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
105
Alguns casos de avaria grossa:
Cargas explosivas ou perigosas jogadas ao mar por 
estarem soltas no convés e colocarem em perigo o 
próprio navio e as outras cargas.
Caso o navio não tenha condições de continuar o 
seu percurso, os custos vinculados com a retirada, 
o transbordo e o frete das cargas transportadas por 
um segundo navio até seu destino final.
Carga que, como consequência de um combate a 
incêndio, ficou molhada com água salgada.
Avaria simples ou particular 
É considerada avaria simples ou particular quando o dano ao 
navio ou à carga foi causado de forma involuntária.
Para que a avaria simples seja reconhecida como tal, deve acontecer:
O ato de ser proposital
Os benefícios serem 
para todos
Não ter sido o dano 
provocado pelos 
interessados
A presença de um
perigo que coloque em
risco a segurança do
navio ou da própria carga
Não ter sido o dano 
provocado pelos 
interessados
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
106
São exemplos de avaria comum ou simples:
Com isso, finalizamos a nossa última unidade do curso! Vamos 
responder às últimas questões para verificar seu conhecimento?
Carga jogada ao mar como consequência de um 
fenômeno climatológico.
Manuseio culposo da carga por parte da tripulação, 
com o claro objetivo de cometer um ato ilegal e 
fraudulento.
Manuseio doloso da carga por parte da tripulação, 
sem a intenção de lesar.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
107
Atividade de encerramento 
Agora que você já finalizou o curso, é hora de testar seus conheci-
mentos. Siga em frente e responda ao quiz!
Quiz 1
Assinale a alternativa que apresenta apenas tipos de regimes 
aduaneiros.
a. Regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais e regime 
Unificado Internacional.
b. Regime de tributação especial e regime unificado interna-
cional.
c. Regimes aduaneiros especiais e regime comum.
 
Quiz 2
Assinale a alternativa que apresenta todos os requisitos neces-
sários para operar em regime especial.
a. Termo de responsabilidade, análise de requerimento, ga-
rantia e sistema de controle contábil.
b. Termo de responsabilidade, autorização do banco central, 
garantia e sistema de controle contábil.
c. Termo de responsabilidade, análise de requerimento, ates-
tado de nacionalidade e sistema de controle contábil.
Regimes AduaneirosEspeciais e a Logística Internacional
108
Quiz 3
Assinale a alternativa que apresenta apenas os tipos de cargas 
que podem ser transportados pelo transporte aéreo.
a. Ourivesaria, materiais explosivos, animais e plantas vivos.
b. Gêneros alimentícios, bens perecíveis, bens de alto valor.
c. Artigos de moda, joias e eletrodomésticos.
Quiz 4
Assinale a alternativa que apresenta apenas as condições que 
qualificam uma avaria grossa ou comum.
a. O ato de ser proposital e não ter sido o dano provocado pe-
los interessados.
b. A presença de um perigo que coloque em risco a seguran-
ça do navio ou da própria carga e não ter sido o dano pro-
vocado pelos interessados.
c. O ato de ser proposital e os benefícios serem para todos.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
109
Também tivemos acesso às ferramentas básicas da logística 
internacional que permitem a gestão do fluxo internacional 
de mercadorias.
Ao dominar esses assuntos, você estará preparado para conduzir 
seus negócios com uma percepção clara e realista 
das perspectivas de sucesso.
Lembre-se de reler e rever este material sempre que julgar necessário.
Encerramento
Chegamos ao f im do curso. 
Ao longo dele, conhecemos o 
funcionamento dos regimes 
aduaneiros especiais que serão 
aplicados no seu dia a dia. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
110
Referências bibliográficas
BLOCH, Arthur. Murphy’s Law. Los Angeles: Price, Stern & Sloan 
Publishers Inc., 1977.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Banco de dados. 
Disponível em: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_
regulamentaDORAS/Default.asp. Acesso em: 11 nov. 2008.
BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística empresarial: 
o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: 
Atlas, 2001.
CEPED- UFSC. Transporte rodoviário de produtos perigosos: 
procedimentos de primeira resposta no atendimento a 
emergências. Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre 
Desastres. Florianópolis, 2012. 
ECT. Banco de dados. Disponível em: http://www.correios.com.br/
correio_internacional/default. Acesso em: 13 nov. 2020.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Pesquisa rodoviária 
nacional. Banco de dados. Disponível em: www.cnt.org.br. Acesso 
em: 18 nov. 2008.
DEMING, W. Edwards. Out of the crisis. USA, Boston: MIT Press, 1986.
JURAN, Joseph. Quality control handbook. USA, NYC: McGraw-
Hill, 1988.
MAGNOLI, Demétrio. Globalização Nacional e Espaço Mundial. 
São Paulo: Moderna, 1999.
ROCHA, Paulo Cesar Alves de. Regulamento Aduaneiro 
comentado com textos legais transcritos. 14. ed. São Paulo: 
Aduaneiras, 2010.
RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Gestão estratégica da 
armazenagem. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2007.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
111
RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Introdução aos sistemas 
de transporte no Brasil e à logística internacional. 4. ed. São 
Paulo: Aduaneiras, 2007.
SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística no comércio exterior. 2. 
ed. São Paulo: Aduaneiras, 2008.
VON BERTALANFFY, Ludwig. Teoria Geral dos Sistemas. 
Petrópolis: Vozes, 1975.
WERNECK, Paulo. Comércio Exterior e Despacho Aduaneiro. 4. 
ed, revista e ampliada. Curitiba: Juruá, 2007.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
112
#1 - Requisitos dos Regimes Aduaneiros Especiais
Você sabe o que é necessário para sua empresa operar em regime 
especial?
Confira este podcast!
Para operar em regime especial, sem habilitação, você pode utilizar 
o Exporta Fácil da Empresa Brasileira de Correios.
Assim como outros mecanismos que amparam exportações e im-
portações de menor valor, as operações aduaneiras ficam sob res-
ponsabilidade dos transportadores.
Atualmente, o limite máximo para utilização desse serviço é o valor 
de três mil dólares, incluindo o valor do frete e seguro internacional, 
ou o mesmo valor equivalente em outras moedas.
Em geral, nesses casos, é aplicado o regime de tributação simplificada.
Antes de realizar a operação de comércio exterior, você deve procurar a 
Receita Federal para solicitar a habilitação de seu representante legal.
Para operar um regime especial, é necessário, antes de tudo, que a 
sua empresa tenha um sistema de controle contábil, nos padrões 
determinados pela Receita Federal do Brasil.
Dessa forma, será possível demonstrar todos os registros da opera-
ção de importação ou exportação nesse regime.
Essa exigência tem como objetivo facilitar e desburocratizar a fisca-
lização, obtendo mais informações sobre os produtos beneficiados 
pelo regime aduaneiro e facilitar a movimentação desses bens pelo 
contribuinte.
Transcrições dos podcasts
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
113
Lembre-se de que, em regimes mais simples, bastará apresentar 
um requerimento informando a operação desejada, os motivos e o 
prazo pretendido.
Ficamos por aqui. Até mais!
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#2 - Drawback Isenção
Você já conhece o Drawback Isenção?
Confira o assunto neste podcast.
O Drawback Isenção também é concedido pela SECEX, porém, a 
análise documental é atribuição do Banco do Brasil S. A., por sua ca-
pilaridade e histórico de trabalho com o tema.
Nessa modalidade, você exporta um bem e, posteriormente, é ha-
bilitado a importar insumos estrangeiros e a comprar no mercado 
interno insumos equivalentes aos usados na operação de industria-
lização do bem exportado.
Dessa forma, você repõe seus estoques com isenção de todos os impos-
tos e taxas incidentes na importação e compra interna, exceto o ICMS.
A vantagem dessa modalidade é que sua empresa não tem que as-
sumir compromissos de exportação, podendo desonerar as exporta-
ções efetivadas pela contabilização da futura isenção.
Considerando que a reposição de estoque de mercadorias ocorre 
em função da mercadoria industrializada já exportada, os insumos 
importados com isenção não serão, necessariamente, aplicados em 
produtos para uma nova exportação, podendo ser destinados ao 
mercado interno.
Ficamos por aqui. Até mais!
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Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
114
#3 - Entreposto aduaneiro
Você sabe o que é um entreposto aduaneiro? Confira o assunto nes-
te podcast.
O entreposto aduaneiro permite o depósito de mercadorias estran-
geiras em armazéns alfandegados.
Atualmente, também permite que a mercadoria nele admitida sofra 
operações de industrialização, fique em exposição ou, ainda, seja testada.
Um ponto curioso é que a denominação entreposto aduaneiro é 
aplicada ao depósito, ou seja, às instalações físicas que são alfande-
gadas para armazenar as mercadorias, objetos do regime.
Ao mesmo tempo, essa expressão denomina o regime aduaneiro 
aplicado a essas mercadorias.
Assim, uma mercadoria, para ser admitida no regime aduaneiro es-
pecial de entreposto aduaneiro, deverá estar armazenada em um 
armazém alfandegado, denominado entreposto aduaneiro.
Ficamos por aqui. Até mais!
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#4 - Supply Chain
Você sabe o que é Supply Chain? Confira esse assunto neste podcast.
Supply Chain é um conceito de logística integrada, apresentado por 
Bowersox, que trata da competência que vincula a empresa a seus 
clientes e fornecedores.
Os fluxos de informações de e para clientes fluem de forma sistê-
mica pela empresa através das atividades de previsões de vendas e 
gerenciamento de pedidos.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
115
As informações são obtidas através de planos de compras e de pro-
dução, de forma a gerar o suprimento dos insumos e materiais ne-
cessários ao processo de transformação.
Dessa forma, inicia-se um fluxo de bens que resulta na transferência 
de produtos acabados aos clientes.
O processo passa a ter fundamental importância na integração de 
todas as funções e atividades logísticas.
Bowersox alerta que, embora essa integração seja pré-requisito, isso 
não é suficiente para garantir que a empresa alcanceas suas metas 
de desempenho.
Isso porque, para ser eficaz no atual ambiente competitivo, a empre-
sa deve expandir a sua abordagem de integração para incorporar 
clientes e fornecedores.
Para que isso possa ocorrer, é imprescindível que, primeiro, as em-
presas se integrem internamente, para somente então passarem à 
integração externa a fornecedores e clientes.
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#5 - Noções de cargas perigosas
O que você conhece sobre cargas perigosas? Confira o assunto neste 
podcast.
Em todas as fases da movimentação, armazenagem e transporte de 
mercadorias perigosas, as normas de segurança específicas para cada 
caso devem ser obrigatórias e rigorosamente cumpridas.
Caso isso não ocorra, pode-se perder o controle sobre o nível de risco 
e originar situações de desastre iminente.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
116
Cada substância tem um número de identificação individual e um 
nome, que são peculiares, ambos atribuídos pela Organização Maríti-
ma Internacional ou IMO.
Esses nomes e números devem constar em qualquer documento re-
lativo a essa mercadoria ao longo de todo o processo logístico.
Cada substância perigosa é enquadrada em algumas classes nume-
radas de 1 a 8, conforme consta na publicação da IMO denominada 
International Maritime Dangerous Goods.
Ficamos por aqui. Até mais!
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Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
117
Gabarito dos quizzes 
 
Confira agora as respostas dos quizzes desta jornada.
Quiz 1
Resposta: letra C.
Feedback: São regimes aduaneiros: regimes aduaneiros especiais e 
regime comum.
Quiz 2
Resposta: letra A.
Feedback: Os requisitos necessários para operar em regime especial 
são: termo de responsabilidade, análise de requerimento, garantia e 
sistema de controle contábil.
Quiz 3
Resposta: letra B.
Feedback: Os tipos de cargas que podem ser transportadas pelo 
transporte aéreo são: gêneros alimentícios, bens perecíveis, bens de 
alto valor.
Quiz 4
Resposta: letra C.
Feedback: As condições que qualificam uma avaria grossa ou co-
mum são o ato de ser proposital e os benefícios serem para todos.
Concepção e Desenvolvimento: Sebrae/RJExemplo de cálculo do frete ............................................................................................77
Transporte marítimo internacional - nomenclaturas, 
características, vantagens e desvantagens ...........................................................78
Valor do frete marítimo ......................................................................................................80
Frete aberto ................................................................................................................................80
Frete fechado ............................................................................................................................82
Outra modalidade de cotação do frete internacional .....................................83
Informações necessária para a cotação de fretes ..............................................83
Portos .............................................................................................................................................84
Intermodalidade, multimodalidade e as vantagens 
da multimodalidade ..............................................................................................................87
Transporte multimodal no Brasil ..................................................................................90
Atuação do Operador de Transporte Multimodal (OTM) ......................................91
Couriers e Serviço Postal ....................................................................................................93
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
Serviço Postal ...........................................................................................................................96
Exporta Fácil ..............................................................................................................................96
Importa Fácil .............................................................................................................................98
Riscos e seguros da carga .................................................................................................100
Seguros internacionais........................................................................................................102
Tipos de apólices obrigatórias durante o transporte internacional .........102 
Tipos de avarias no transporte marítimo .................................................................104
Avaria grossa ou comum....................................................................................................104
Avaria simples ou particular.............................................................................................105
 
Atividade de encerramento ..........................................................................................107
Encerramento ..........................................................................................................................109
Referências bibliográficas .............................................................................................110
Transcrições dos podcasts ............................................................................................112
Gabarito dos quizzes ..........................................................................................................117
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
7
Seja bem-vindo(a)! 
Neste curso, você encontrará dois grandes temas do comércio 
exterior: os regimes aduaneiros especiais e a logística internacional.
Você aprenderá sobre o funcionamento do regime aduaneiro, 
especialmente sobre os regimes aduaneiros especiais mais gerais. 
Isso lhe permitirá uma visão mais abrangente e a aplicação dos 
conhecimentos em seu dia a dia.
Já no tópico sobre logística internacional, você terá acesso às ferramentas 
básicas para a gestão do fluxo internacional de mercadorias. Elas 
auxiliarão na condução de seus negócios, pois permitirão uma 
percepção clara e realista das perspectivas de sucesso.
Neste curso, você irá:
• Conhecer a importância da aplicação dos regimes aduaneiros 
especiais para reduzir o custo das operações de exportação 
e importação, bem como para viabilizar a escolha adequada 
do meio de transporte internacional, de acordo com o tipo de 
carga que é comercializada.
• Aprender a tomar as decisões estratégicas necessárias, de 
acordo com as informações compartilhadas. 
• Conhecer instrumentos para que possa formar os custos 
vinculados aos regimes aduaneiros especiais (Drawback, 
admissão temporária com fins econômicos etc.) ou calcular 
os custos envolvidos na logística internacional.
Vamos começar? 
Apresentação
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
8
Unidade 1: Regimes 
aduaneiros 
Regimes aduaneiros: definição
Os regimes aduaneiros são os tratamentos fiscais aplicados aos 
itens, aos bens, às mercadorias e aos produtos importados e 
exportados. 
Para entender o processo de internacionalização, precisamos, 
antes, entender o que são os territórios aduaneiros.
O território aduaneiro corresponde ao local onde serão aplicadas as 
normas aduaneiras mencionadas no Regulamento Aduaneiro e na 
legislação complementar, com a fiscalização de entrada e saída de 
mercadorias, pessoas, veículos e animais em cada país. O território 
aduaneiro corresponde ao território nacional, incluídas as águas 
territoriais e o espaço aéreo, que, por sua vez, é dividido em duas 
áreas (zonas). Conheça cada uma delas a seguir:
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
9
Atribuições da Receita Federal 
do Brasil
Zona primária: corresponde aos pontos de entrada e saída de 
mercadorias do país. Nela, em geral, as mercadorias não se encontram 
desembaraçadas. Como exemplo, temos:
 ∙ Portos alfandegados;
 ∙ Aeroportos alfandegados;
 ∙ Pontos de fronteira e alfândegas;
 ∙ Recintos alfandegados: pátios dos aeroportos, armazéns 
portuários, terminais, dependências de lojas francas.
Zona secundária: composta pelas demais áreas do território aduaneiro. As 
mercadorias podem ser aplicadas às atividades a que se destinam, com ou 
sem restrições, conforme o modo pelo qual tenham sido nela admitidas:
 ∙ Águas territoriais;
 ∙ Espaço aéreo;
 ∙ Áreas terrestres;
 ∙ Recintos alfandegados: portos secos, entrepostos, depósitos, 
terminais etc.
O papel da Aduana, ou Alfândega (Receita Federal) é o de realizar a 
fiscalização aduaneira de bens físicos e, por delegação do Banco Central, 
controlar a movimentação física de divisas e metais preciosos. 
Já à Polícia Federal cabe o controle de emigração e imigração. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
10
Regime comum
Regimes aduaneiros especiais
Regime de Tributação Simplificada (RTS)
Regime de Tributação Unificada (RTU)
Regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais
Regime de Tributação Especial (RTE)
Neste curso, o foco estará na compreensão dos regimes 
aduaneiros especiais, isso porque são esses regimes que 
permitem a isenção ou a suspensão dos tributos que 
pagamos para exportar ou importar um produto. 
Regimes aduaneiros especiais
Os regimes aduaneiros especiais são operações especiais nas quais 
se preveem, de acordo com o Regulamento Aduaneiro e a Portaria 
Veja, abaixo, quais são os tipos de regimes aduaneiros:
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
11
SECEX 23/2011 consolidada, a suspensão ou a isenção de tributos. 
Esses regimes existem para facilitar o crescimento econômico e 
social ao desonerar a taxação de algumas operações. 
Enquanto a mercadoria estiver com importação ou exportação 
sob a regência de um regime especial, a forma mais frequente 
de desoneração é a suspensão de tributos. 
Essa suspensão pode ocorrer de duas formas:
Isenção
O tributo não é devido.
Restituição
O tributo cobrado é restituído.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
12
Todos os regimes especiais têm prazo paracomeçar e 
para serem extintos. Cada regime especial apresenta sua 
própria regra, logo, o prazo varia de um para outro. Para 
evitar a má utilização do benefício, são estabelecidos 
controles adequados, os quais também mudam conforme 
as especificidades de cada regime.
Veja, a seguir, alguns pontos importantes sobre os regimes especiais: 
 
Prazo de concessão
Nenhum regime é concedido para sempre. Os prazos podem ser 
negociados e, consequentemente, estendidos, desde que o pedido 
de prorrogação seja feito antes do término do prazo original, ou 
seja, quando for relevante e durante a análise do pedido, o prazo de 
concessão fica prorrogado implicitamente. Se, ao final do período 
de concessão do benefício, o pedido for negado, o beneficiário terá 
um prazo para promover a reexportação do bem.
Controle
As formas de controle são estabelecidas 
de acordo com o tipo de regime e 
as características das mercadorias. 
Você pode entender controle como a 
lacração de caminhões, contentores 
ou embalagens. O controle acontece 
dessa forma para prevenir o mau uso, 
ou seja, para que não haja a utilização 
de um regime especial para bens que 
estão fora das finalidades previamente 
autorizadas pela autoridade aduaneira. 
Lacração 
A lacração pode 
acontecer quando a 
Receita Federal do Brasil 
(RFB) coloca um lacre 
mecânico no container, 
na embalagem ou na 
faixa plástica, com o 
símbolo da RFB, ao 
redor do veículo.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
13
Requisitos dos regimes aduaneiros 
especiais
Agora, vamos ver como você pode operar em regime especial. 
No podcast Requisitos dos regimes aduaneiros especiais 
você conhecerá mais sobre esse assunto!
#1 - Requisitos dos regimes aduaneiros 
especiais 
 
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Podcast
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
14
Identif icou os requisitos necessários para operar em regimes 
especiais? Vamos relembrar quais são todos eles abaixo:
 
Termo de responsabilidade
Nesse termo, o benef iciário se declara responsável pelos 
tributos suspensos e, caso não atenda às condições para 
permanência no regime solicitado, antes de sua devida 
extinção, irá responder e/ou pagar pela totalidade dos valores 
de tributos suspensos devidos. Além do termo, pode ser exigida 
a prestação de garantia.
Análise do requerimento
É o documento no qual o beneficiário se responsabiliza pelo 
pagamento dos tributos suspensos em caso de descumprimento 
de suas condições. Talvez tenha um valor mais educativo 
que propriamente garantidor, pois não é autoexecutável. A 
Receita verificará sua legalidade, bem como a conveniência e 
a oportunidade da eventual concessão. Analisará, também, se 
interessa ao país que o regime seja concedido ou se será apenas 
um risco dispensável. O interessado pode não ter o direito ao 
benefício. Quanto à legalidade, a questão é saber se os requisitos 
do regime estão sendo atendidos pelo interessado quanto à 
conveniência e à oportunidade.
Garantia
Em certas ocasiões, é solicitada uma garantia, caso os créditos 
se tornem exigíveis. Assim, se o contribuinte não pagar o devido, 
o terceiro que prestou a garantia tem de fazê-lo. No caso de 
depósito, a aduana simplesmente transfere o dinheiro da conta 
em que foi depositado para o Tesouro Nacional.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
15
Sistema de controle contábil
Para operar um regime especial, a empresa precisa de um 
sistema nos padrões determinados pela Receita Federal. Esse 
sistema deve demonstrar todos os registros da operação de 
importação/exportação nesse regime. Essa exigência facilita 
a f iscalização dos bens benef iciados pelo regime aduaneiro, 
assim como a movimentação desses bens pelo contribuinte.
Os regimes aduaneiros especiais, sem considerar o Drawback 
Suspensão e Isenção, iniciam-se quando a autoridade 
aduaneira defere o requerimento apresentado pelo benef iciário 
e, como regra geral, são extintos quando a autoridade 
reconhece que a condição prevista para a concessão foi 
atingida.
Isso acontece, por exemplo, em um trânsito aduaneiro, quando 
a mercadoria chegou ao destino, ou em uma exportação 
temporária, quando a mercadoria retornou ao país. Entretanto, 
também podem ocorrer outras situações, como a transferência 
da mercadoria para outro regime, sua destruição ou sua 
entrega para a Fazenda Nacional.
Operacionalmente, os regimes aduaneiros especiais podem 
ser divididos em 3 grandes grupos. Confira, a seguir, quais são 
esses grupos e sua aplicabilidade:
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
16
APLICADOS A 
OPERAÇÕES LOGÍSTICAS
REGIMES ESPECIAIS DE 
ADMISSÃO OU 
EXPORTAÇÃO TEMPORÁRIA
APLICADOS À 
INDÚSTRIA E AOS SERVIÇOS
Loja franca Admissão temporária para 
aperfeiçoamento ativo Entreposto industrial
Depósito especial Repex Drawback
Depósito afiançado Repetro Recof
Depósito alfandegado 
certificado Exportação temporária
Entreposto aduaneiro para 
construção de bens 
destinados ao Repetro
Depósito franco Exportação temporária para 
aperfeiçoamento passivo
Zona Franca de Manaus -
Entreposto Industrial da ZFM
Área de livre comércio
Zona de Processamento 
de Exportação e Aeroporto 
Industrial
Reporto
Trânsito aduaneiro Admissão temporária Entreposto aduaneiro 
na importação
Agora, vamos conhecer em detalhes os regimes aduaneiros 
mais comuns.
Trânsito aduaneiro
Constitui-se como um trânsito de interesse logístico que permite o 
transporte de uma mercadoria sem pagamento de tributos.
Por meio dele, procedimentos aduaneiros de maior peso, como 
despacho de importação e exportação, podem ser realizados em 
local mais adequado, mais próximo do interessado ou mais seguro.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
17
As modalidades de trânsito aduaneiro são:
Exportação
Permite o transporte de mercadoria, 
sob controle aduaneiro, de 
um ponto a outro do território 
aduaneiro com a mercadoria já 
desembaraçada e com suspensão 
do pagamento de tributos.
Importação
Permite o transporte de 
mercadoria, sob controle 
aduaneiro, de um ponto a 
outro do território aduaneiro 
com a mercadoria ainda não 
desembaraçada e com suspensão 
do pagamento de tributos.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
18
Admissão temporária
Já o segundo grupo do regime especial é a admissão temporária, com 
a suspensão dos tributos ou o pagamento proporcional de tributos 
sobre o valor declarado de bens que ficarão no Brasil por prazo fixo, 
para determinadas finalidades. Nesse caso, ele deve retornar ao exterior 
sem sofrer modificações, com exceção dos estragos causados pelo uso. 
Nessas situações, o bem deve ser importado sem que seja objeto de 
contrato de compra e venda que possibilite um pagamento, nem 
mesmo uma transferência de propriedade por doação, com permissão 
de que o bem seja alugado. Portanto, o importador deve pagar pelo 
uso da mercadoria.
Além da reexportação ou devolução ao exterior, o regime pode ser 
extinto por:
 ∙ Nacionalização;
 ∙ Transferência para outro regime aduaneiro;
 ∙ Entrega à Fazenda Nacional – quando o órgão estiver de acordo;
 ∙ Destruído sob controle aduaneiro.
Para a nacionalização 
do bem, o produto 
deve estar apto a 
ser nacionalizado na 
concessão do regime de 
admissão temporária. 
Vale lembrar que os bens devem ser adequados à finalidade 
para a qual foram importados e efetivamente utilizados nessa 
finalidade. Como será confirmada a reexportação do bem, essa 
informação deve ser perfeitamente identificada na entrada.
Nacionalização 
Define-se nacionalização de um 
bem o ato pelo qual o importador 
recolhe os tributos correspondentes 
ao produto no momento anterior ao 
registro da declaração de importação.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
19
Veja a seguir os tipos de admissão temporária:
 
Com suspensão total do pagamento de tributos
Aplica-se aos casos descritos na norma, dentre os quais feiras, 
exposições, espetáculos, provasdesportivas.
Para utilização econômica
Aplica-se aos demais casos. Trata-se de admissão temporária 
com pagamento proporcional de tributos (e suspensão dos não 
recolhidos). 
Para aperfeiçoamento ativo
Permite o ingresso para permanência no país, com a suspensão 
do pagamento de tributos, de mercadorias estrangeiras ou 
desnacionalizadas, destinadas a operações de aperfeiçoamento 
ativo e posterior reexportação.
Drawback 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
20
O Drawback é um regime especial que suspende ou elimina 
tributos incidentes da aquisição de insumos utilizados na 
industrialização de bens que serão exportados. Esse regime deve 
ser visto como um grande incentivo à exportação, pois possibilita 
a redução do custo de produção desses bens e melhora sua 
competitividade no mercado internacional. 
No vídeo Drawback abordaremos mais sobre sua concessão.
A industrialização pode ser entendida como qualquer 
operação que modifique a natureza, o funcionamento, 
o acabamento, a apresentação, a finalidade do produto 
ou o aperfeiçoe para consumo. Podemos classificá-
la como: transformação, beneficiamento, montagem, 
acondicionamento ou recondicionamento e renovação.
Drawback 
 
Para vê-lo na íntegra, acesse o curso online.Vídeo
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
21
Se após a utilização dos bens importados houver resíduo 
superior a 5% da quantidade importada, ele deve ser 
nacionalizado, sendo que o beneficiário do regime poderá 
demonstrar no laudo técnico, apresentado na solicitação do Ato 
Concessório, que o material residual não tem valor comercial. É 
obrigatório que, no mesmo Ato Concessório, caso haja diversos 
fornecedores estrangeiros, sejam descritos integralmente os 
insumos envolvidos no processo de industrialização, mesmo que 
tenham prazos de entrega diferentes.
O sistema Drawback pode ser de diferentes tipos. Veja a seguir 
cada um deles.
Drawback Suspensão
Você pode utilizar o Drawback Suspensão na importação de insumos, 
com suspensão de tributos federais e estaduais, e na compra no 
mercado interno, com suspensão de tributos federais.
Esses insumos, necessariamente, devem ser aplicados em operações 
de industrialização de bens, de forma direta ou indireta. Tais bens 
deverão ser exportados e podem ser, por exemplo, matérias-primas, 
partes, peças, componentes, entre outros.
Fica a cargo da SECEX a emissão do Ato Concessório, sendo 
tarefa da Receita Federal fiscalizar o cumprimento do regime, 
isto é, desembaraçar as importações, controlar as compras no 
mercado interno e verificar se os compromissos de exportação 
foram cumpridos.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
22
Os incentivos do Drawback Suspensão, na importação, abrangem os 
seguintes tributos:
 ∙ Imposto de Importação (II);
 ∙ Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
 ∙ PIS/COFINS;
 ∙ Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Trans-
porte e de Comunicação (ICMS);
 ∙ Para as mercadorias importadas por via marítima, o Adicional ao 
Frete para Renovação da Marinha mercante, e, no caso do aéreo, 
a redução do Adicional da Tabela Aeroportuária ATA - aéreo).
Veja também, os critérios utilizados para avaliar a concessão ou não ao 
Ato Concessório: 
 
Critério I
Compatibilidade entre as mercadorias a importar ou a adquirir no 
mercado interno e o processo produtivo dos produtos a exportar.
Critério II
Relação entre as quantidades de mercadorias a importar ou a adquirir 
no mercado interno e as quantidades de produtos a exportar.
Nas compras de mercado interno, os incentivos abrangem: IPI, 
PIS/COFINS e ICMS.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
23
Critério III
Expectativa de agregação de valor na operação a ser realizada.
O prazo para que o beneficiário do regime possa comprovar ter 
atendido o compromisso de exportação é de um ano, contado 
a partir da emissão do Ato Concessório, e esse prazo pode ser 
prorrogado por um período semelhante sempre que o pedido de 
prorrogação for solicitado antes do vencimento do primeiro período.
 
Drawback Isenção
Agora, vamos conhecer a modalidade do Drawback Isenção. 
No podcast Drawback Isenção você conhecerá mais sobre 
esse assunto!
A seguir, confira quais são os critérios utilizados para avaliar a concessão 
ou não do Ato Concessório para essa modalidade de Drawback:
#2 - Drawback Isenção 
 
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Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
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Compatibilidade
Compatibilidade entre as mercadorias a importar ou adquirir no 
mercado interno e o processo produtivo dos produtos a exportar.
Relação entre quantidades
Relação entre as quantidades de mercadorias a importar ou adquirir 
no mercado interno e as quantidades de produtos a exportar.
Relação de equivalência
Relação de equivalência entre as mercadorias originalmente 
importadas ou adquiridas no mercado interno e aquelas a serem 
adquiridas ou importadas ao amparo do regime.
Agregação de valor
Existência de agregação de valor no processo produtivo dos 
bens exportados.
Oscilação de preço
A oscilação de preço das mercadorias a serem importadas ou 
adquiridas no mercado interno, em relação àquelas originalmente 
importadas ou adquiridas no mercado interno.
O prazo para solicitar o Ato Concessório que permita a 
importação para reposição do estoque é de 720 dias, contados 
a partir da primeira Declaração de Importação, na qual se 
demonstre a importação de bens sem benefício fiscal. Após 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
25
sua concessão, o prazo para importar os bens é de 360 dias, 
existindo a possibilidade de importar matérias-primas de melhor 
qualidade que as originalmente importadas sem benefício, 
porém, nesse caso, a quantidade a importar com benefício 
estará limitada pelo valor total autorizado. 
Drawback Restituição
Esta modalidade de Drawback é concedida pela Receita Federal. 
Na modalidade Restituição, o interessado recebe crédito tributário 
equivalente aos tributos federais que incidiram na importação 
dos insumos usados na operação de industrialização do bem 
exportado.
O prazo máximo para solicitar o crédito fiscal à Receita Federal é de 
90 dias corridos após a última exportação dos bens em que foram 
usadas, na industrialização, matérias-primas, partes e peças etc. 
importadas sem os benefícios fiscais.
Regimes atípicos de Drawback
A partir da publicação da Portaria 44/2020, passaram a existir os 
regimes atípicos de Drawback. Confira a seguir suas características:
Empresas optantes pelo Simples, bem como as optantes pelo 
lucro presumido ou arbitrado do Imposto de Renda, podem ser 
beneficiadas pelo sistema.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
26
Para a industrialização de 
embarcações
Aplicado a embarcações que, 
se fossem exportadas, teriam o 
benefício da suspensão, bem como 
a isenção de recolhimento dos 
tributos incidentes na importação 
de mercadorias aplicadas à 
construção de navios destinados ao 
mercado interno.
Fornecimento no mercado interno 
em decorrência de licitações
Se beneficia com a suspensão 
de pagamentos dos tributos 
incidentes na importação de 
matérias-primas, produtos 
intermediários e componentes 
destinados à fabricação nacional 
de máquinas e equipamentos a 
serem fornecidos ao mercado em 
decorrência de licitação pública 
internacional.
Os bens importados devem ser pagos com moeda conversível atrelada 
a financiamento internacional concedido por entidade financeira 
internacional, sendo os recursos captados no exterior.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
27
Repetro
É o Regime Aduaneiro Especial de Exportação e Importação de 
Bens Destinados à Lavra das Jazidas de Petróleo e de Gás Natural 
(Repetro).
O pilar do Repetro é a admissão temporária, sem pagamento 
proporcional de tributos, embora amparando bens certamente 
destinados à utilização econômica. Confira a seguir quais são 
esses bens:Embarcações destinadas 
às atividades de pesquisa e 
produção das jazidas de petróleo 
ou gás natural e às destinadas 
ao apoio e à estocagem nas 
referidas atividades.
Fornecimento no mercado interno 
em decorrência de licitações
Tal regime pode ser concedido a 
empresas subcontratadas pela 
empresa vencedora da licitação, 
desde que a sua participação seja 
devidamente comprovada pela 
apresentação da proposta ou no 
contrato de fornecimento.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
28
Plataformas de perfuração e 
produção de petróleo ou gás 
natural, bem como as destinadas 
ao apoio nas referidas atividades.
Máquinas, aparelhos, 
instrumentos, ferramentas 
e equipamentos destinados 
às atividades de pesquisa 
e produção das jazidas de 
petróleo ou gás natural.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
29
Veículos automóveis montados 
com máquinas, aparelhos, 
instrumentos, ferramentas 
e equipamentos destinados 
às atividades de pesquisa e 
produção das jazidas de petróleo 
ou gás natural.
O regime poderá ser aplicado, ainda, 
às máquinas e aos equipamentos 
sobressalentes, às ferramentas e 
aos aparelhos e a outras partes 
e peças destinados a garantir a 
operacionalidade dos bens referidos 
na lista acima. Além da admissão 
temporária, o Repetro também 
ampara a exportação com saída 
ficta de bens de produção nacional 
destinados a serem admitidos 
temporariamente sob sua égide.
Estruturas especialmente 
concebidas para 
suportar plataformas.
Saída ficta 
Define-se como saída 
ficta a entrega de um 
bem nacional dentro do 
território nacional a um 
representante local do 
comprador estrangeiro, 
quando amparado por um 
regime aduaneiro especial, 
nesse caso, o Repetro.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
30
Essa alternativa tem por objetivo não prejudicar os fabricantes 
nacionais perante seus concorrentes estrangeiros. Como o Repetro 
só ampara admissão temporária, sem o recurso da saída ficta, as 
mercadorias nacionais teriam que ser transportadas e retornadas, 
onerando-as com dois fretes e demais custos logísticos. Além 
disso, o Repetro também permite que os fabricantes nacionais 
importem insumos sob o regime de Drawback para aumentar 
sua competitividade. As empresas que pretenderem se beneficiar 
desse regime devem se habilitar previamente.
Recof
Agora, vamos conhecer mais um sistema aduaneiro atípico, 
o Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle 
Informatizado ou Recof.
No vídeo Recof abordaremos mais sobre esse assunto!
Apesar de amplamente utilizada, a expressão “exportação 
ficta” é inadequada, pois a exportação, do ponto de vista fiscal 
e tributário, é real; porém, fisicamente o bem será entregue no 
Brasil, de acordo com o solicitado pelo adquirente do bem. O 
termo correto é saída ficta.
Recof 
 
Para vê-lo na íntegra, acesse o curso online.Vídeo
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
31
Armazéns alfandegados
Os armazéns alfandegados podem ser do tipo entreposto 
aduaneiro ou entreposto industrial.
Conheça, a seguir, detalhes de cada um deles.
Entreposto aduaneiro
O primeiro tipo de armazém alfandegado que vamos conhecer é 
o entreposto aduaneiro. No podcast Entreposto aduaneiro, você 
conhecerá mais sobre esse assunto!
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
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#3 - Entreposto aduaneiro 
 
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Agora que você já sabe o que é um entreposto aduaneiro, 
veja algumas operações de industrialização que podem ser 
realizadas nessas áreas: 
 ∙ Acondicionamento ou reacondicionamento;
 ∙ Montagem;
 ∙ Beneficiamento;
 ∙ Renovação;
 ∙ Recondicionamento. 
Um exemplo de operação realizada 
em um entreposto aduaneiro é o 
preparo de alimentos para consumo 
a bordo de aeronaves e embarcações 
utilizadas no transporte comercial 
internacional ou destinados à 
exportação, também considerada 
uma operação de industrialização.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
33
O conceito de depósito tem sido ampliado para abarcar, por 
exemplo, plataformas destinadas à pesquisa e à lavra de 
jazidas de petróleo e gás natural em construção ou conversão 
no país e mesmo estaleiros navais ou outras instalações 
industriais localizadas à beira-mar, destinadas à construção 
de estruturas marítimas, plataformas de petróleo e módulos 
para plataformas.
O Recof é de uso exclusivo para armazenar insumos 
importados a serem consumidos na produção da indústria 
beneficiária.
Entreposto industrial
O Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob 
Controle Informatizado (Recof) assemelha-se ao entreposto 
aduaneiro, mas é de uso público.
Permite a entrada de mercadorias nacionais com suspensão de 
IPI, PIS/Pasep e Cofins, e de mercadorias estrangeiras também 
com suspensão de tais impostos. As mercadorias, objetos do 
regime, podem ser importadas com cobertura cambial.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
34
Se a mercadoria admitida no regime for exportada no estado 
ou incorporada ao produto da empresa, o regime é extinto. 
Entretanto, se for destinada ao mercado interno, os tributos 
deverão ser recolhidos.
Além dos benef ícios tributários, apresenta a vantagem da 
proximidade do depósito à linha de produção.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
35
Unidade 2: Logística 
internacional
O que é logística?
O fluxo de mercadorias deve ser otimizado, protegido e 
transportado até a sua chegada ao consumidor. O papel da 
logística é de adquirir, movimentar, transportar, distribuir e 
controlar, eficazmente, os bens disponíveis. 
Assim, os seus principais objetivos são:
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
36
Conceitos básicos 
de Supply Chain 
e integração das 
funções
Você sabe o que signif ica 
Supply Chain?
Reduzir custos Alcançar altos giros 
de estoques
Obter fluxos 
contínuos de 
suprimentos
Entregar 
rapidamente
Dispor de controles 
e informações 
confiáveis
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
37
No podcast Supply Chain você conhecerá mais sobre esse assunto!
Agora que você já sabe o que é o Supply Chain, que tal conhecer 
as principais etapas envolvidas? Para isso, é só acompanhar o 
conteúdo abaixo:
Compras/suprimentos
A função de suprimentos responde pela aquisição de todos 
os materiais e serviços necessários para garantir a eficácia 
operacional dos processos de fabricação de uma empresa. A 
função de compras envolve a escolha de fontes de obtenção dos 
fornecimentos, a determinação da forma de aquisição, o calendário 
de compras, as formas de pagamento, a definição de preços e 
de prazos de entrega, o controle de qualidade e muitas outras 
atividades correlatas. 
Com a globalização, o ambiente econômico em constante 
mudança e o acesso a novos fornecedores, há uma enorme 
diversidade na disponibilidade, qualidade, prazos de entrega 
e custos dos materiais, tornando a função de compras 
extremamente importante no processo logístico.
#4 - Supply Chain 
 
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Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
38
Movimentação de materiais
Trata de todos os aspectos relativos aos fluxos de matérias-primas, 
estoques de semiacabados e acabados dentro de qualquer 
empresa, fábrica ou armazém. Toda movimentação gera custo para 
a empresa. Uma movimentação deficiente pode levar ao extravio 
ou à avaria de produtos, à insatisfação do cliente, a atrasos na 
produção e à ociosidade de mão de obra e equipamentos. 
A movimentação de materiais tem papel fundamental na redução 
de estoques, na economia de custos e no aumento de produtividade. 
Distribuição Física Internacional (DFI)
É o conjunto de estratégias utilizadas para disponibilizar produtos 
em outros países.
Isso se dá a partir da movimentação e estocagem dos produtos 
acabados, do processamento de pedidos, da movimentação 
física na fábrica, da consolidação do lote, da obtençãode licenças 
e procedimentos documentais, da contratação de seguros, da 
movimentação e da armazenagem nos terminais de embarque de 
fretes e do transporte internacional até a entrega ao cliente. 
As empresas devem analisar com cuidado as diversas fases da Dis-
tribuição Física Internacional (DFI), pois ela é um fator primordial 
de competitividade internacional. Dela dependem: 
 ∙ O equilíbrio entre oferta e demanda;
 ∙ A continuidade do fluxo de escoamento dos suprimentos;
 ∙ No caso de existir a logística reversa, a retirada em tempo hábil dos 
diversos elementos, tais como embalagens, sobras de material etc., 
além do manuseio adequado das embalagens e produtos pelos 
diversos integrantes da cadeia de distribuição e da possibilidade de 
se tornar uma barreira para a entrada de concorrentes.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
39
Para definir o projeto de distribuição física internacional, deve-se 
considerar, entre outros fatores: 
 ∙ Localização geográfica do vendedor e do comprador; 
 ∙ Estrutura de distribuição do mercado-alvo; 
 ∙ Tipo e características dos modais internacionais; 
 ∙ Infraestrutura física dos locais de armazenagem; 
 ∙ Distribuição disponível no país de origem; 
 ∙ Eventuais pontos de transbordo; 
 ∙ Mercado a conquistar.
Além das etapas vistas anteriormente, a logística engloba etapas 
complementares, que você pode conferir em detalhes abaixo:
Pós-venda
A responsabilidade da logística não cessa quando o produto é 
entregue ao cliente. Além da movimentação de matérias-primas e da 
manutenção do inventário de produtos semiacabados e acabados, 
Atualmente, existe a possibilidade de usar uma ferramenta 
para o gerenciamento de dados e informações, a Distribution 
Planning Resources (DRP), que possibilita coordenar todas as 
operações da DFI. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
40
ela também é responsável quando o produto vendido apresenta 
problemas de funcionamento, sofre desgastes ou quebras. 
A logística deve cuidar de todas as atividades relacionadas ao 
fornecimento de peças de reposição, se, quando, e onde o cliente 
vier a exigi-las. Esse procedimento é conhecido como pós-venda.
Refugos
Qualquer subproduto do processo de fabricação é denominado 
refugo ou rejeito. Se esse material não puder ser reutilizado para 
produzir outros produtos, de alguma maneira deve ser removido.
Qualquer que seja o subproduto, a logística é responsável pela sua 
movimentação, transporte, armazenamento e destinação. 
Caso seja reutilizável ou reciclável, a logística deve promover a 
sua remoção para os locais especificamente destinados ao seu 
reprocessamento. Do contrário, deve providenciar o seu descarte, em 
consonância com os dispositivos legais vigentes na região ou país.
Logística reversa
O comprador pode devolver parte ou todo o lote dos produtos 
adquiridos em razão de defeito, excesso, itens incorretos ou por 
quaisquer outras razões.
A logística reversa já foi comparada a trafegar na contramão por 
uma rua de mão única, já que os produtos expedidos, comumente, 
fluem em uma única direção. A maioria dos sistemas logísticos 
é mal aparelhada para administrar o movimento do produto em 
marcha à ré. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
41
Em muitas indústrias, quando clientes devolvem produtos ainda 
em garantia para reparo, conserto ou até mesmo para troca, o 
custo da logística reversa pode ser bastante elevado. Em alguns 
casos, as mercadorias devolvidas não podem ser transportadas, 
estocadas ou movimentadas facilmente, resultando em custos 
mais altos. 
A logística reversa vem crescendo de importância não só pelo 
fato de os clientes exigirem políticas de devolução mais flexíveis e 
tolerantes, mas também à medida que a reciclagem e a legislação 
ambiental se tornam mais restritivas no âmbito internacional. 
As exigências para a redução do prazo de entrega são tão 
numerosas quanto as fases da cadeia logística, que não param de 
aumentar. Diferentes combinações desses elementos ocasionam a 
formação de preços diferenciados.
A falta de dados confiáveis e de políticas bem definidas acaba 
fomentando essas perdas, que se refletem no custo dos produtos. 
Essa situação torna-se ainda mais grave ao nos aproximarmos dos 
setores primários da economia, onde a falta de padrões adequados 
de transporte, movimentação e armazenagem tem levado o país a 
perdas expressivas de alimentos. 
A movimentação, o transporte e a 
armazenagem inadequados têm sido 
os grandes vilões das perdas observadas 
na economia brasileira, o que equivale a, 
pelo menos, 10% do nosso PIB. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
42
É preciso lembrar que, somado a essas perdas, no mercado 
internacional lidamos com moedas estrangeiras, diferentes sistemas 
cambiais, políticas econômica e tributária dos países, barreiras 
alfandegárias e não alfandegárias, incentivos fiscais, diferentes 
infraestruturas de transporte e terminais de transferência.
E, ainda, os níveis de transporte e respectivos fretes são definidos 
pelas leis de oferta e demanda, variando do excelente ao péssimo, 
além da enorme diversidade cultural, e tudo isso interfere no preço 
final dos produtos.
Integração dos subsistemas da 
cadeia de suprimentos
Agora, vamos conhecer como os diversos subsistemas da cadeia de 
suprimentos se integram entre si.
Subsistemas da cadeia de suprimentos
CONCEITO DE INTEGRAÇÃO
Suprimento Movimentação Distribuição 
física Pós-venda Logística 
reversa
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
43
A implantação de estruturas logísticas internacionais racionaliza 
custos, viabilizando a realização de operações complexas ao longo 
dos diferentes estágios de transformação, transporte e distribuição. 
Rodrigues (2007b) entende que as funções de suprimento 
internacional e Distribuição Física Internacional devem ser integradas 
ao longo da cadeia logística. Confira mais sobre elas a seguir. 
Suprimento internacional
Vimos que logística de suprimento é a gestão da entrada 
de matérias-primas, componentes ou insumos no processo 
produtivo. Como estamos tratando de cadeias de suprimento 
internacionais, com ciclos mais longos, entende-se essa 
gestão como um processo integrador de serviços próprios 
da organização compradora, aliado aos serviços de parceiros 
estratégicos, comumente envolvendo uma colaboração estreita 
entre os fornecedores e o comprador, na maioria das vezes 
situados em diferentes países.
Distribuição física internacional
Chama-se Distribuição Física Internacional a saída dos produtos 
vendidos e o acompanhamento do seu trânsito até que 
sejam entregues ao comprador. Alguns fatores influenciam a 
composição de custos da Distribuição Física Internacional (DFI), 
podendo até inviabilizá-la (RODRIGUES, 2007b). 
Na gestão logística da distribuição, todos os elementos que 
compõem o sistema de custos devem ser cuidadosamente 
avaliados e, se possível, alterados de forma a obter vantagem 
competitiva. Esses elementos são:
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Distância
É um dos principais elementos no 
custo do transporte. Dentre outros 
atributos, o valor do frete leva em 
conta o tempo de operação do 
equipamento de transporte e a 
disponibilidade de mão de obra 
para executar o serviço.
Densidade da carga
É a relação entre o peso e o 
volume da carga, também 
conhecida como fator de estiva, 
expressa em m³/t. Os fretes são 
cobrados pelo peso ou pelo 
volume, considerando sempre o 
que for maior.
Tamanho do lote
O rateio do frete por unidade 
transportada diminui 
proporcionalmente à medida 
que o tamanho do lote aumenta, 
o que, em logística, é conhecido 
como trade-off.
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Facilidade de acondicionamento
Equivale às medidas unitárias dos 
volumes a serem transportados e a 
sua relação com o aproveitamento 
do espaço nos equipamentos 
de transporte. Quanto menoro 
aproveitamento do espaço, mais 
caro será o frete.
Responsabilidade
Está relacionada à fragilidade, ao 
tempo de vida útil (perecibilidade) 
ou à possibilidade de roubo e/ou 
furto da mercadoria. Ou seja, afeta 
diretamente o valor do prêmio 
(custo) da apólice de seguro 
contratada pelo transportador para 
cobrir a sua responsabilidade civil.
Facilidade de movimentação
Deve ser considerado o tipo de 
equipamento necessário para a 
movimentação da mercadoria, 
além do tempo médio necessário 
para se realizar as operações de 
carga e descarga.
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Devemos ainda levar em conta algumas dificuldades típicas nos 
nossos procedimentos de distribuição física internacional: 
• Distância do Brasil aos grandes centros de negócios 
internacionais.
• Excessiva burocracia imposta pelo governo brasileiro.
• Elevada carga tributária no Brasil, com impostos incidindo 
uns sobre os outros. 
• Aumento do número de competidores no mercado global, 
levando-nos a concorrer com conglomerados transnacionais e 
novos entrantes.
• O atual ambiente protecionista em diferentes países, impondo 
barreiras de caráter tarifário, tais como regulamentações de 
caráter fitossanitário, exigência da apresentação de certificados 
de desempenho ou de segurança mínimos etc.
• Exacerbação da xenofobia das “guerras santas” que, muitas 
vezes, interrompem os fluxos de carga, elevando os custos 
com demorados desvios.
• Mercados cada vez mais exigentes e consumidores 
conscientes dos seus direitos.
• Necessidade de ganhar economia de escala na produção 
em série, porém atuando em mercados que exigem a 
possibilidade de customizar os produtos.
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Natureza e características das cargas
Alguns conceitos em logística podem gerar confusões. Por 
exemplo, a diferença entre mercadoria e carga e a classif icação 
das cargas quanto à natureza e às características. A seguir, 
saiba mais sobre o assunto.
Mercadoria
Todo e qualquer produto que esteja 
sendo objeto de comércio. Ou seja, o 
termo mercadoria define qualquer 
produto sob a ótica do seu proprietário.
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Carga
É tudo o que se transporta ou se 
armazena. O termo pode ser utilizado 
para designar mercadorias, bagagens, 
documentos, encomendas, minerais, 
animais ou vegetais. Ou seja, é a 
mercadoria, porém considerada sob a 
ótica do prestador de serviços logísticos. 
Portanto, a carga é a mercadoria a partir do momento em que é 
entregue a terceiros para:
• Ser transportada mediante o pagamento de frete (remuneração 
pelo transporte de mercadorias de um ponto a outro);
• Ser armazenada mediante o pagamento de tarifa. 
Tipos de cargas
Veja, abaixo, como as cargas podem ser organizadas: 
Carga geral
Mercadorias em embalagens heterogêneas. Podem ser subclassifi-
cadas como contêineres, veículos ou cargas especiais.
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Granel
Carga homogênea, sem invólucro ou embalagem, apresentada na 
forma de sólidos, líquidos e gases.
Natureza da carga
Agora, veja o tipo de embalagem de acordo com a natureza da carga:
Características da carga
Por fim, confira as principais características relacionadas às cargas: 
Peso unitário
Determina o tipo e a capacidade dos equipamentos 
de movimentação.
Medidas 
 
Fora dos padrões, podem exigir cuidados especiais.
GranelCarga geral
Sólidos, líquidos e gases, sem 
embalagem.
Mercadorias heterogêneas, em caixas, 
sacas, fardos, cartões, aramados, 
tambores etc.
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Volume
Espaço ocupado na armazenagem e no transporte.
Valor
Responsabilidade sobre a carga.
Fragilidade
Possibilidade de avarias.
Perecibilidade
Prazo de validade muito curto. 
Mercadorias com prazos de validade curtos exigem procedimentos 
rápidos, além de um rígido controle de estoque na modalidade 
PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai). Se isso não acontece, 
corre-se o risco de extrapolar a vida útil do produto durante o 
processo logístico. 
 
A mesma situação se aplica aos produtos passíveis de contamina-
ção, que exigem cuidados especiais em sua movimentação, trans-
porte e armazenagem, de forma a garantir a preservação de suas 
qualidades físicas e químicas.
Diversas formas de unitização da carga
Veja, abaixo, alguns exemplos de unitização da carga:
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Sacos de armazenamento sendo 
carregados no navio.
Pilhas de paletes.
Sacos de armazenamento.
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Noções de cargas perigosas
Para as cargas perigosas, foi estabelecido um conjunto de 
normas padronizadas internacionalmente para reduzir os riscos 
de acidentes, bem como eventuais danos ou contaminações 
decorrentes de seu extravasamento, dependendo da quantidade 
e das características do produto.
No podcast Noções de cargas perigosas você conhecerá mais 
sobre essas normas.
#5 - Noções de cargas perigosas 
 
Clique aqui para acessar a transcrição.Podcast
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
53
Ainda sobre as cargas perigosas, veja abaixo as características 
específicas para o transporte desse tipo de mercadoria.
Segregação 
É o ato de armazenar cargas incompatíveis de tal forma 
que, mesmo vindo a ocorrer eventual vazamento, borrifo ou 
rompimento da embalagem, seja totalmente impossível que 
venham a ter contato entre si, podendo integrar-se e gerar um 
terceiro produto de caráter danoso.
A numeração relativa à classe ou subclasse de risco de cada 
mercadoria encontra-se na parte inferior do rótulo de risco. Ela 
é colocada após a transcrição do nome correto do produto, de 
acordo com a Portaria n. 204/97 do Ministério dos Transportes e 
NBR 7500 da ABNT, revisada em março de 2000, bem como na 
discriminação dos produtos perigosos relacionados no documento 
fiscal, juntamente com os seus respectivos nomes e número IMO.
Diferentemente do que se costuma crer, a mercadoria 
perigosa é apenas potencialmente capaz de causar riscos 
ao ser humano, ao meio ambiente, às demais cargas e ao 
patrimônio ao seu redor, e não significa que efetivamente 
o fará. A diferença está única e exclusivamente na 
embalagem, cuja responsabilidade de adequação é total e 
diretamente do seu proprietário.
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54
Placares ou rótulos
São os adesivos identificadores de cada uma das classes de risco, 
padronizados internacionalmente em modelo e em tamanho 
(0,33 m x 0,33 m), que devem ser, obrigatoriamente, colados em 
qualquer embalagem de mercadoria perigosa ou contêiner que 
contenha cargas perigosas. 
Todos os terminais ou armazéns de carga, transportadoras, 
operadores logísticos, além de quaisquer outras empresas que 
movimentam mercadorias perigosas, devem disponibilizar às suas 
equipes operacionais pelo menos um exemplar do International 
Maritime Dangerous Goods.
Além disso, devem possuir um estoque de placares adesivos para 
identificação de todas as classes de mercadorias perigosas para 
fins de reposição em casos de perda ou de vandalismo.
Por ocasião da entrega ao transportador, além da ficha técnica, 
o embarcador de cargas perigosas é obrigado a fornecer um 
documento denominado Shipping Certificate, no qual deverá estar 
consignado o texto abaixo:
Declaro que a carga acima mencionada está propriamente 
descrita, marcada, classificada, rotulada e em condições 
próprias para transporte.
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55
Todas as mercadorias perigosas devem ser transportadas conforme 
o capítulo 12 do Código de Carga Perigosa Marítima Internacional 
(Dangerous Goods) e de acordo com os regulamentos nacionais dos 
países, respectivamente, de origem e de destino. 
As informações relativas aos produtos classificados como mercadorias 
perigosas devem ser obtidas com oembarcador, principalmente 
quanto aos compostos químicos em sua formulação e não sobre os 
nomes comerciais pelos quais são conhecidos. É necessário, também, 
verificar as ações a serem adotadas em caso de acidente. 
Em nenhuma hipótese as mercadorias perigosas de quaisquer 
naturezas e classes podem ser colocadas dentro do mesmo contêiner 
no qual houver qualquer tipo de alimento. Os contêineres contendo 
cargas perigosas necessitam ser rotulados em cada lado e em cada 
canto superior, exceto o das portas.
Verifique, abaixo, os placares utilizados no transporte de carga perigosa:
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Tipos e funções de embalagem
Um item muito importante dentro do processo logístico é a 
embalagem. No vídeo Embalagens abordaremos mais sobre 
esse assunto!
Embalagens 
 
Para vê-lo na íntegra, acesse o curso online.Vídeo
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57
Marketing
Além das características técnicas, as embalagens também contam 
com um trabalho cuidadoso de marketing, que tem como função 
divulgar a marca, identificar e apresentar o produto, além de 
transmitir informações e, assim, potencializar a sua venda. 
 
A definição das cores, as fotografias, as informações e as instruções de 
uso contidas na parte externa da embalagem são cuidadosamente 
planejadas, de forma a oferecer informações capazes de despertar no 
potencial comprador a vontade de consumir. 
Logística
As embalagens podem ter dois tipos de classificação dentro da 
logística, tendo como foco aumentar a eficiência da movimentação. 
 
Essas classificações levam em consideração o tamanho, o peso 
unitário e a altura de cada volume, de maneira a otimizar o uso dos 
equipamentos, do sistema de armazenagem e do transporte. Veja, 
abaixo, cada um desse tipos:
Embalagem de comercialização
Considera aspectos relativos à adequada arrumação do produto 
nas prateleiras dos pontos de venda, a exemplo dos cartões de 
papelão contendo 12 unidades com um litro de leite do tipo longa 
vida ou o conjunto de 6 garrafas PET fechadas com filme a quente 
(shrink wrap).
Embalagem de movimentação
Considera aspectos relativos às precauções que devem ser 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
58
tomadas durante a movimentação, à facilitação e à velocidade 
operacional da arrumação, armazenagem e transporte de 
produtos. É formada pela agregação de uma determinada 
quantidade de volumes unitários indivisíveis, de maneira 
que resista aos agentes externos de caráter ambiental, f ísico, 
mecânico, químico, natural e humano. 
Gestão ambiental
Tem como objetivo fazer com que seja cumprida a legislação 
ambiental vigente e aplicável a cada produto, que as embalagens 
sejam capazes de se degradar na natureza ou ainda que possam 
ser facilmente recicladas após cumprirem com a sua finalidade. 
Informações visuais das embalagens
A seguir, apresentamos alguns dos mais conhecidos símbolos 
pictóricos da série ISO-780 que servem para marcar as embalagens, 
transmitindo informações visuais úteis em sua movimentação: 
• Unitização de cargas;
• Conteinerização;
• Tipos;
• Dimensões;
• Padronização de contêineres.
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Unitização de cargas e contêineres
O objetivo da unitização é facilitar a movimentação, a armazenagem e 
o transporte, além de reduzir os custos de sua movimentação, obtendo 
maior produtividade operacional e gerando segurança adicional. 
De maneira geral, quase toda mercadoria considerada como carga 
geral pode ser unitizada. 
Veja, a seguir, os tipos de unitização utilizados na logística:
Paletização 
 
Colocação de volumes 
homogêneos de carga (cartões, 
caixas, tambores, aramados 
etc.) sobre diferentes tipos 
de estrados padronizados, 
contendo, obrigatoriamente, 
aberturas com 15 cm de altura 
na base, destinados aos garfos 
das empilhadeiras, podendo ser 
descartáveis ou reutilizáveis. 
Podem ser construídos em madeira, metal, plástico, isopor ou outros 
materiais. O conjunto é precintado ou recoberto de filme plástico a 
quente (shrink wrap), formando uma unidade de carga destinada à 
movimentação com empilhadeiras ou paleteiras. 
No Brasil, os paletes são normalizados pela Associação Brasileira de 
Normas Técnicas – ABNT, por meio das normas NBR-8252 e NBR-8334.
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60
Big Bags
Contentores flexíveis, 
confeccionados em tecido sintético 
resistente (em geral, poliéster ou 
náilon), tendo soldas eletrônicas 
em vez de costuras. 
São impermeabilizados com 
revestimento de neoprene ou 
borracha sintética, que sofre 
tratamento antifogo e proteção 
contra os raios ultravioleta, e 
utilizados para a unitização de 
granéis sólidos.
Pré-lingagem 
 
Destina-se, primordialmente, 
à unitização de mercadorias 
embaladas em sacos, mais 
conhecidas como sacaria. O 
processo se dá pelo emprego 
de slings ou cintas especiais, 
especificamente projetadas 
em formato adequado a essa 
finalidade.
São fabricadas em materiais sintéticos de alta resistência 
(náilon, poliéster, poliestireno etc.), podendo ser descartáveis 
ou reutilizáveis. Após a colocação da mercadoria, as cintas se 
entrelaçam, formando conjuntos compactos, surgindo em sua 
parte superior quatro alças destinadas ao içamento do conjunto.
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61
Contêiner
Os contêineres são estruturas de aço em formato retangular com 
medidas padronizadas internacionalmente pela International 
Standardization Organization (ISO), cada qual registrado com 
uma numeração exclusiva que o identifica entre os demais, 
composta por 4 letras e 7 algarismos. 
É importante observar que o contêiner não é considerado 
embalagem, mas um acessório pertencente ao veículo 
transportador. 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
62
O processo de colocação e arrumação de diferentes volumes no interior 
do contêiner é chamado de conteinerização, estufagem ou ovação. 
 
Nesse processo, é formada uma unidade indivisível, podendo 
ser um único lote homogêneo ou não, porém, tudo deve estar 
devidamente amarrado de forma segura. 
 
Já o processo inverso, quando ocorre a retirada de cargas de dentro de 
um contêiner, é chamado de desestufagem ou desova de contêineres.
Sempre que ocorrer qualquer transferência de responsabilidade 
sobre um contêiner, deve-se fazer uma rápida vistoria para verificar 
se não há avarias que, posteriormente, lhe possam ser imputadas. 
No caso de ser constatada alguma avaria, ela deve ser registrada 
em formulário adequado, e ele deve ser assinado por quem 
entregou o contêiner.
Tipos de contêiner, dimensões e 
padronização ISO
Segundo o seu padrão de construção e as respectivas 
f inalidades a que se destinam, os contêineres podem ser 
agrupados em diferentes tipos: 
Contêineres para vias marítimas
a. Carga geral: dry cargo, open top, open side, half containers, 
ventilados, flat rack e plataforma. 
b. Cargas especiais: térmicos (reefers), tanque, graneleiros.
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Contêineres para vias aéreas
Para o transporte por via aérea também existem contêineres ou 
ULD (Unit Load Device) fabricados em materiais leves e formas 
específ icas aos espaços internos das aeronaves, bem como ao 
tipo de mercadoria a ser transportada. 
Contêineres para o transporte ferroviário
Neste tipo de modal, os contêineres se transformam em vagões 
de carga e são, na sua maioria, fabricados em aço e resistentes 
o suf iciente para suportarem os esforços a que as cargas são 
submetidas durante o transporte. 
Os contêineres operados no Brasil têm comprimentos de:
 ∙ 10 metros (empregados no tráfego aéreo); 
 ∙ 20 metros (destinados às cargas mais densas, ou seja, quando o 
peso predomina sobre o espaço ocupado);
 ∙ 40 metros (destinados a cargas mais volumosas, ou seja, quan-
do o espaço ocupado predomina sobre o peso). 
A capacidade máxima de carga consta emuma placa afixada na 
parte inferior da porta, ali colocada pela sociedade classificadora 
que testou o referido contêiner. Esse limite deve ser cuidadosa-
mente observado, computando-se para sempre a tara do contêiner 
e o peso da carga.
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64
Tipos de instalações de 
armazenagem e suas finalidades 
O que é armazenar? 
Armazenar é guardar uma mercadoria em um determinado local 
adequado, durante algum período, protegendo-a de quaisquer 
agentes humanos ou ambientais, preservando a sua integridade 
física e garantindo a manutenção de todas as suas características 
físicas e químicas até o momento em que a mercadoria vier a ser 
necessária, seja para uso próprio ou para ser entregue a clientes. 
A armazenagem é constituída das seguintes fases:
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Recebimento
Ato de examinar e conferir o material quanto à quantidade, 
em confronto com o documento que acompanha a entrega 
(nota fiscal, nota de simples remessa, fatura comercial, packing 
list etc.).
Conferência
Ato de vistoriar ou efetuar exame técnico detalhado, de forma 
a se certificar que o material recebido está de acordo com as 
características técnicas desejadas.
Estocagem
Arrumação do material recebido em alguma área que for adequada 
e previamente definida para tal finalidade, obtendo-se o melhor 
aproveitamento do espaço disponível dentro de parâmetros que 
permitam a sua rápida e segura movimentação quando necessário.
Guarda
Capacidade de manter o material salvaguardado de 
quaisquer danos f ísicos, extravios ou furtos.
Conservação
Capacidade de manter asseguradas as características do 
produto armazenado durante todas as fases entre a sua 
produção e o respectivo consumo.
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66
Denominam-se instalações de armazenagem todo o conjunto 
de espaços, em áreas cobertas ou descobertas, destinados a 
receber, armazenar e proteger adequadamente mercadorias soltas 
ou embaladas de diferentes naturezas, tipos e características, 
oferecendo total segurança às pessoas que lá trabalham, bem 
como à movimentação de equipamentos. 
Segundo Rodrigues (2007a), a diversidade das instalações de 
armazenagem é, nada menos, que o resultado das exigências que 
surgem pela natureza de cada mercadoria a ser alocada. 
A seguir, veja os tipos de instalações de armazenagens e como 
são utilizadas.
Armazém
Construção coberta, fechada por todos os lados, com portas ou 
docas para recebimento de mercadorias. 
Pode ter características diversas, conforme suas diferentes 
f inalidades, como:
Volumes pequenos e leves
Padrão supermercado, elevação da armazenagem na altura, 
com uso de prateleiras, estantes ou gavetas.
Volumes grandes e pesados
Para máquinas diversas, com construção baixa e grandes portas. 
Precisam ter equipamentos com capacidade de elevação 
suficiente para suportar a movimentação dessas mercadorias.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
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Mercadorias refrigeradas
Construções especiais, forradas com materiais isolantes, 
dispondo de sistema de refrigeração e câmaras frigoríf icas, 
de forma a possibilitar o armazenamento de mercadorias com 
temperaturas diferentes, mantendo-se o controle individual 
sobre essas temperaturas.
Mercadorias deterioráveis no calor
Para produtos químicos, pigmentos de tinta etc., são armazéns 
com sistemas de ar condicionado nas áreas de armazenagem. 
Galpão
Construção coberta, mais simples que o armazém. Tem como 
finalidade a guarda de ferramentas ou materiais diversos, tais 
como paletes e acessórios dos equipamentos.
Comumente são também utilizados como área suplementar para 
armazenagem rápida em momentos de grande demanda.
Pátio
Área descoberta nivelada, drenada e pavimentada, com vias 
de acesso definidas para os equipamentos de movimentação. 
Da mesma maneira que os armazéns, os pátios podem ter 
características específicas, de acordo com suas finalidades.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
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Tanque
Construção especialmente projetada para a armazenagem de 
granéis líquidos com diferentes características físicas e químicas, 
pesos específicos, viscosidade e pontos de fulgor, por exemplo, os 
derivados de petróleo, produtos químicos etc.
Devem possuir sistemas de segurança máxima, tubulações 
compatíveis com os produtos a serem armazenados, sistemas 
para pesagem dinâmica dos fluxos e laboratório para controle de 
qualidade de amostras.
Esse tipo de instalação de armazenagem é muito utilizado 
na indústria do petróleo e gás. Tanto o tanque propriamente 
dito quanto o conjunto de dutos e bombas podem apresentar 
características totalmente diferentes entre si, uma vez que são 
orientados às características dos produtos a serem armazenados.
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69
Unidade 3: Tipos de 
transportes
Agora que você já entendeu a logística integrada e suas funções, 
conheceu os principais tipos de embalagens e entendeu a 
importância de transportar as cargas perigosas com os devidos 
cuidados, veja os tipos de transportes internacionais.
Transporte terrestre internacional: 
rodoviário e ferroviário
O tempo de trânsito internacional afeta diretamente o prazo de 
ressuprimento, abrangendo o tempo despendido na consolidação 
e manuseio, o tempo de viagem propriamente dito, os tempos 
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
70
necessários aos transbordos e o tempo 
necessário à liberação da carga. Qualquer 
atraso pode paralisar uma linha de 
produção caso o estoque de reserva seja 
muito baixo. 
 
Por sua vez, a possibilidade de avarias 
aumenta na mesma proporção da 
quantidade de movimentações e 
transbordos. Às vezes, a fragilidade da mercadoria justif ica 
utilizar um modal cujo frete seja sensivelmente mais caro. 
Transporte rodoviário
O primeiro modal terrestre que veremos aqui é o transporte 
rodoviário. No vídeo Transporte rodoviário abordaremos mais 
sobre esse assunto!
Transporte ferroviário
Apesar de ter seus custos fixos elevados, tanto para a implantação 
quanto para a manutenção, o transporte ferroviário apresenta 
grande eficiência energética, desde que seja 100% eletrificado, o 
que não é o caso no Brasil.
Transporte rodoviário 
 
Para vê-lo na íntegra, acesse o curso online.Vídeo
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
71
Pelo fato de exigir via permanente (trilhos), nem sempre há 
disponibilidade de linhas, seja na origem ou no destino. Por suas 
características operacionais, só oferece vantagens quando há 
grande quantidade de carga a ser transportada a longas distâncias.
Distância e densidade do tráfego são fatores determinantes para a 
viabilização da ferrovia. O parâmetro internacional usual é destinar 
à ferrovia lotes de mercadorias cuja distância de transporte exceda 
a 500 km. Portanto, pode-se afirmar que esse é o modal, por 
excelência, para grandes volumes de cargas.
Um ponto que precisa ser considerado no transporte ferroviário 
é o tempo de viagem irregular, considerando as demoras 
para a formação da composição, paradas em terminais 
intermediários para carga e descarga, transferências de bitolas, 
congestionamentos de linhas etc.
Regimes Aduaneiros Especiais e a Logística Internacional
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Cálculo do frete
Os fretes ferroviários normalmente têm por base a quilometragem 
a ser percorrida, combinada com o peso da carga.
O frete será calculado considerando os seguintes fatores:
• Frete básico;
• Taxa ad valorem;
• Taxa de expediente.
Transporte aéreo
O transporte aéreo é, sem dúvida, o modal mais rápido, mas 
o seu custo tende a ser bastante elevado, pois são utilizados 
equipamentos muito caros, as instalações dos terminais são 
altamente sofisticadas e a eficiência energética é reduzida. 
Ad valorem 
O ad valorem (ou frete valor) 
é uma taxa cobrada dentro da 
tabela de fretes que representa 
o custo do seguro da carga. Seu 
cálculo é feito pela

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