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Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 
EMBRIOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
GAMETOGÊNESE 
 Processo que envolve os gametas preparando estas células sexuais especializadas para a fertilização. 
 
FASES DA GAMETOGÊNESE 
(1) Origem extraembrionária das células germinativas e a sua migração para as gônadas; 
(2) Aumento no número de células germinativas por mitose; 
(3) Redução no número de cromossomos por meiose; 
(4) Maturação estrutural e funcional dos ovócitos e dos espermatozoides. 
 - A primeira fase é idêntica em homens e mulheres; Diferenças marcantes nas últimas três fases 
 
ORIGEM E MIGRAÇÃO DAS CÉLULAS GERMINATIVAS 
 As células germinativas têm origem fora das gônadas; 
 Iniciam no endoderma do saco vitelino (24 dias após a fertilização); 
 Migram para as gônadas durante o desenvolvimento embrionário inicial; 
 Saem do saco vitelino pelo intestino posterior 
 Migram pelo mesentério dorsal para o primórdio das gônadas 
 
AUMENTO NO NÚMERO DE CÉLULAS GERMINATIVAS POR MITOSE 
 Proliferação mitótica nas gônadas; 
 Cada célula origina 2 progênies diploides; 
 Mitoses sucessivas originam milhares de células; 
 Diferente em ♀ e ♂ 
 
Mulheres: 
 2º - 5º mês de gestação; 
 Intensa atividade mitótica no ovário; 
 ≈ 7 milhões de células germinativas; 
 Atresia (atrofia; perde a função e há uma 
morte programada) 
 
Homens: 
 Mitose inicia precocemente nos testículos 
embrionários, em seguida fica quiescente; 
 Puberdade: ondas periódicas de mitose; 
 Mitoses continuam ao longo da vida 
 
(célula germinativa: ovócito ou ovogônia; espermatozóide ou espermatogônia) 
 
REDUÇÃO NO NÚMERO DE CROMOSSOMOS POR MEIOSE; 
 Redução do número de cromossomos diploide para haploide; 
 Manutenção do número de cromossomos; 
 Mistura de características genéticas; 
 Diferente em ♀ e ♂ 
 
MATURAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL DOS OVÓCITOS E DOS ESPERMATOZOIDES 
 
ESPERMATOGÊNESE 
 Eventos pelos quais as espermatogônias são transformadas em espermatozóides. 
 Este processo inicia-se na puberdade. 
 Duração de 64 dias. 
 As espermatogônias ficam quiescentes nos túbulos seminíferos do período fetal até a puberdade. 
 
(período germinativo, de crescimento, de maturação e de diferenciação) 
1 espermatócito I – 2 espermatócitos II – 4 espermátides – 4 espermatozóides 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 
HISTOLOGIA DO TESTÍCULO 
 testículo é envolto pela túnica albugínea (tecido conjuntivo 
denso não modelado) 
 entre os túbulos seminíferos há tecido conjuntivo frouxo rico 
em vaso sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais 
(células de Leydig) 
 lóbulos testiculares: 1 a 4 túbulos seminíferos 
 
TÚBULOS SEMINÍFEROS: 
 Epitélio germinativo (células de Sertoli e de linhagem 
espermatogênica); 
 250 a 1.000 túbulos em cada testículo; 
 Produção de espermatozóides; 
 Espermatócitos I: são as maiores; núcleos grandes; (diploide) 
 Espermatócitos II: pequenos; vida curta; (haploide) 
 Espermátides: pequenas; arredondadas inicialmente; alongam-se na fase final; formam flagelo. 
(espermiogênese: diferenciação da espermátide em espermatozóide) 
 
CÉLULAS DE SERTOLI 
 Cilíndricas ou piramidais; 
 Núcleo oval ou triangular, pouco corado (basal); 
 Invaginações de membrana plasmática; 
 Funções: Dá suporte, protege e nutre o espermatozoide; fagocitose; barreira hematotesticular e 
produção de hormônio, secreção do hormônio anti-mulleriano. 
 
CÉLULAS DE LEYDIG 
 Poliédricas ou arredondadas. 
 1 a 2 núcleos; 
 Gotas lipídicas no citoplasma; 
 Secretam testosterona (andrógeno testicular) 
 
As células de sertoli secretam o Fator inibidor Mulleriano (MIF), o qual provoca a regressão do ducto 
paramesonéfrico. 
As células de Leydig secretam testosterona, a qual estimula o desenvolvimento do ducto mesonéfrico e túbulos 
mesonéfricos. 
 
OVOGÊNESE 
 É a sequência de eventos pelos quais as ovogônias são transformadas em ovócitos maduros. 
 Inicia antes do nascimento e completa-se depois da puberdade, continuando até a menopausa. 
 Próximo ao nascimento, ovócitos I entram em repouso. 
 Terminam a divisão meiótica na puberdade 
 
Período fetal – sem folículo (Ovogônia) 
Antes ou no momento do nascimento – folículo primordial (ovócito I) 
Após o nascimento – folículo primário unilaminar e multilaminar (ovócito I) 
Após a puberdade – folículo secundário (ovócito I) 
Folículo de graaf (ovócito II + corpo polar I) 
 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 Número total de ovócitos ao nascimento: cerca de 2.000.000. 
 Atresia na infância 
 Puberdade: 40.000 
 Menos de 500 serão liberados do ovário 
 
 
HISTOLOGIA DO OVÁRIO 
 
1. superfície coberta pelo epitélio germinativo 
2. túnica albugínea 
3. região cortical: tecido conjuntivo denso 
4. região medular: tecido conjuntivo frouxo 
 
 
 
Folículo primordial 
 Única camada de células 
achatadas, envolvendo o ovócito I 
 Núcleo esférico e excêntrico; 
 Nucléolo; 
 
Folículo primário unilaminar 
 Uma camada de células 
foliculares cúbicas; 
 Núcleo grande; 
 Início zona pelúcida 
(glicoproteínas) 
 
Folículo primário multilaminar 
 Várias camadas de células 
cúbicas (camada granulosa) 
 Zona pelúcida evidente. 
 Teca interna e externa. 
 
Folículo secundário ou antral 
 Presença de acúmulo de líquido 
folicular (Antro); 
 Corona radiata; 
 Cúmulo oóforo 
 (oócito primário / 46, XX) 
 
Folículo de Graaf 
 Proliferação das células da granulosa e 
do líquido folicular; 
 Cúmulo oóforo: (ovócito I, corona 
radiata e células foliculares) 
 (oócito secundário / 23, X) 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 
 
Teca interna 
 Células cúbicas; 
 Citoplasma rico em 
gotículas lipídicas; 
 Sintetizam o 
hormônio androstenediona 
 
Teca externa 
 Semelhantes às células do estroma ovariano. 
 Organizam-se concentricamente ao redor do folículo 
 
Desenvolvimento folicular 
 Crescimento e diferenciação do ovócito primário; 
 Proliferação das células foliculares; 
 Formação da zona pelúcida; 
 Desenvolvimento das tecas foliculares. 
 
O hipotálamo estimula a adenohipófise a liberar as gonadotrofinas: FSH e LH 
 
Ovocitação (Ovulação) 
A ovocitação resulta na expulsão do líquido antral e do ovócito secundário a partir do ovário para a tuba 
uterina. 
 14º dia do ciclo menstrual: folículo de Graaf e secundário  estrógeno sanguíneo  inibição de FSH 
e aumento de LH  completa meiose I e inicia meiose II  ovocitação 
 A expulsão do oócito é resultado da pressão intrafolicular e possivelmente da contração da musculatura 
lisa da teca externa, estimulada pelas prostaglandinas. 
 O ovócito ovulado consiste em: (1) ovócito (2) zona pelúcida (3) corona radiata (4) células circundantes 
do cúmulus ooforus (oócito-cumulus) 
 
Corpo Lúteo 
secreta hormônios necessários para a manutenção da gravidez 
 Logo após a ovulação, as paredes do folículo ovariano e da teca folicular colapsam e se tornam 
pregueadas. 
o 80% Células granulosa-luteínicas: grandes, de citoplasma claro e núcleos esféricos 
o 20% Células teca-luteínicas: pequenas, com núcleos esféricos e citoplasma pouco corado 
 Produzem progesterona e estrógeno; 
 Preparam a mucosa uterina para implantação; 
 Espessamento do muco cervical. 
 
Progesterona e estrógeno inibem secreção de LH e FSH e a ausência de FSH impede novos folículos 
 
Degeneração do corpo lúteo 
 Gravidez: o HCG (sinciciotrofoblasto) mantém corpo lúteo durante 3 meses; após esse período ocorre 
a degeneração do corpo lúteo e a produção dos hormônios é feita pela placenta. 
 Não Gravidez: Ausência LH; ocorre a degeneração corpo lúteo 10 a 12 dias após a ovulação, chamado 
de corpo lúteo menstrual; forma o corpo albicans. 
 
Caderno Embriologia – 1º períodoMedicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
Corpo albicans 
 Cicatrização de um corpo lúteo após a fagocitose por macrófagos (torna-se fibrótico - fibroblastos) 
 
HORMÔNIOS 
 
FSH (folículo-estimulante): origem na hipófise, estimula o desenvolvimento dos folículos e a produção de 
estrogênio pelas células foliculares. 
LH (luteinizante): origem na hipófise; “disparador” da ovulação (liberação do oócito secundário), maturação 
do folículo nos estágios finais e estimula as células folicular e o corpo lúteo a produzirem progesterona. 
(Esses hormônios também induzem o crescimento dos folículos ovarianos e do endométrio.) 
 
Estrogênio: origem no folículo secundário, de Graaf e corpo lúteo; reconstituição e manutenção do endométrio; 
regula o desenvolvimento e o funcionamento dos órgãos genitais; é produzido também pela teca interna e pela 
glândula intersticial do ovário. 
Progesterona: origem no corpo lúteo; manutenção do endométrio (até 3 meses). 
 
CICLO MENSTRUAL 
FASE MENSTRUAL 
 Início: 1º dia de sangramento uterino 
 Redução de estrógeno e progesterona 
o Constrição das artérias; 
o Redução de O2 camada funcional; 
o Isquemia e necrose; 
 Ruptura das artérias e descamação da camada funcional; 
 Descarga hemorrágica (menstruação) 3 a 5 dias 
 
FASE PROLIFERATIVA (ESTROGÊNICA) 
 Inicia ao cessar fluxo menstrual (do 4 º ao 14º dia), coincide 
com o crescimento dos folículos ovarianos e é controlada pelo 
estrogênio. 
 Reepitelização e renovação da camada funcional 
 Glândulas aumentam em número e comprimento e as artérias 
espiraladas se alongam 
 Endométrio restaurado 
 
FASE SECRETORA (LÚTEA) 
 Duração 13 dias e coincide com a formação, o funcionamento e o crescimento do corpo lúteo (14º ao 
28º dia). 
 A progesterona estimula o epitélio a secretar um material rico em glicogênio 
 O corpo lúteo produz estrógeno e progesterona, aumentando ainda mais o espessamento do endométrio 
 As glândulas se tornam grandes, tortuosas e saculares. 
 As artérias espiraladas crescem e se tornam mais tortuosas. 
 
FASE ISQUÊMICA 
 Ovócito não fecundado 
 Diminuição da Secreção hormonal  Retração endometrial  Isquemia  Necrose  Menstruação 
(isquemia: diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, vasoconstricção) 
 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
FERTILIZAÇÃO 
 É o processo pelo qual os gametas masculino e feminino se fundem. 
 Ocorre na ampola da tuba uterina. 
 200 a 600 milhões de espermatozóides 
 Orifício externo útero e fórnice da vagina 
o Enzima vesiculase (coagulação sêmen)  forma um tampão vaginal que impede o retorno do 
sêmen para a vagina 
o As prostaglandinas estimulam a contração do útero e auxiliam a movimentação dos 
espermatozoides até a tuba uterina 
 
EJACULADO (SÊMEN) 
 
ESPERMATOZOIDES 
 Volume:2 a 6 ml 
 Cor: branca ou cinza 
 Número: de 40 a 250 milhões 
 200 espermatozoides (≈) alcançam o local da fecundação 
 Capacitação (7 horas ≈) no útero e tuba uterina. (maturação dos espermatozoides) 
(na fertilização in vitro, é induzida pela incubação dos espermatozóides) 
 
SECREÇÃO DAS GLÂNDULAS ACESSÓRIAS 
 Próstata: Fosfatase ácida, ácido cítrico, enzimas proteolíticas e zinco. 
 Vesícula seminal: Frutose (fonte de energia), prostaglandina e ácido ascórbico. 
 Glândulas bulbouretrais: substância alcalina (protege os espermatozoides), também secretam muco 
(lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra) 
 Funções gerais: Reduzir o PH ácido vaginal, nutrir o espermatozoide para aumentar sua motilidade. 
 
SÊMEN 
 
COAGULAÇÃO 
 5 a 30 min após a ejaculação (enzimas das 
vesículas seminais). 
 O líquido torna-se viscoso 
 Permite o transporte do espermatozoide até 
o útero. 
 Protege do PH ácido vaginal. 
LIQUEFAÇÃO 
 60 min após a ejaculação (pelas enzimas da 
próstata). 
 O coágulo se desfaz (liquefaz) na luz do 
útero. 
 Os espermatozoides tornam-se livres 
 
FASES DA FERTILIZAÇÃO 
1. Passagem do espermatozoide através da corona 
radiata (enzima hialuronidase – acrossomo) (2); 
2. Penetração na zona pelúcida que envolve o ovócito 
(enzimas do acrossomo: esterase, acrosina e 
neuranimidase). As enzimas lisossômicas provocam a 
reação zonal, que altera as propriedades da zona pelúcida, 
tornando-a impermeável a outros espermatozóides, 
evitando a poliespermia) (3); 
3. Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do 
espermatozoide (4); 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
4. Término da segunda divisão meiótica do ovócito e 
formação do pronúcleo feminino (B); 
5. Formação do pronúcleo masculino (C); 
6. Fusão dos dois pronúcleos, originando uma única 
célula diploide, o zigoto (E). 
 
 
A fertilização termina em até 24 horas após a ovulação 
(geralmente 12h após a ovulação) 
Os espermatozoides não sobrevivem mais que 48h 
 
OBS: Uma proteína imunossupressora – o fator de início da gravidez (EPF) – é secretada pelas células 
trofoblásticas e aparece no soro materno 24 a 48 horas após a fertilização. A EPF é a base do teste de gravidez 
durante os primeiros 10 dias do desenvolvimento. 
 
RESULTADOS DA FERTILIZAÇÃO 
 O oócito completa a segunda divisão meiótica; 
 Restaura o número diplóide de cromossomos (46); 
 Variação da espécie humana por meio da mistura de cromossomos paternos e maternos; 
 Determina o sexo cromossômico do embrião; 
 Estimula início da clivagem (divisão celular do zigoto). 
 
1ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 
CLIVAGEM 
 O zigoto é dividido em duas células, os blastômeros, e depois em quatro, oito e assim por diante 
 As divisões ocorrem cerca de 30 horas após a fertilização. 
 (não disjunção dos cromossomos durante a clivagem gera indivíduos com duas ou mais linhagens de 
células com números cromossômicos diferentes: mosaicismo) 
 
 
MÓRULA 
 É um grupo esférico de 12 ou mais blastômeros 
 Ocorre 3 a 4 dias após a fertilização. 
 é formada na tuba uterina e desloca-se até o útero 
 
FORMAÇÃO DO BLASTOCISTO 
 É formado quando a mórula cai na cavidade uterina. 
Os blastômeros dividem-se em: 
 Trofoblasto: origina a parte embrionária da placenta; 
 Embrioblasto ou massa celular interna: origina o 
embrião; 
 Cavidade blastocística: espaço cheio de fluídos. 
 
IMPLANTAÇÃO 
 O blastocisto se prende ao endométrio e a zona 
pelúcida se degenera para permitir o rápido crescimento do 
blastocisto. 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 
 
CERCA DE 6 DIAS APÓS A FERTILIZAÇÃO 
 
 Após fixar-se ao epitélio endometrial, o trofoblasto se 
prolifera e diferencia-se em duas camadas: 
o Citotrofoblasto: camada externa de células cuboides que 
forma a parte fetal da placenta pelo córion e vilosidades 
coriônicas (trofoblasto celular); 
o Sinciciotrofoblasto: atravessa o epitélio endometrial e invade 
o tecido conjuntivo (6º dia ≈), nutre-se dos tecidos maternos e 
produz HCG - Gonadotrofina coriônica humana - no final da 2ª 
semana (trofoblasto sincicial) 
 
O HCG é responsável pela manutenção do corpo lúteo, pela diferenciação do trofoblasto (o blastocisto secreta 
na implantação), pelo estímulo à formação de vasos sanguíneos necessária para o desenvolvimento da placenta 
e pela regulação imunológica na interface materna/fetal. 
 
2ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
EMBRIOBLASTO 
FORMAÇÃO DO DISCO EMBRIONÁRIO 
BILAMINAR: 
a) Hipoblasto: camada de pequenas células 
cuboidais, adjacente à cavidade blastocística 
o forma o teto e o endoderma do saco vitelino 
primitivo, o qual forma o mesoderma extra 
embrionário 
o Hipoblasto + Membrana exocelômica = 
Vesícula umbilical primitiva* 
 
b) Epiblasto: camada de células colunares altas 
(cilíndricas), adjacentes à cavidade amniótica (se 
separam depois para formar amnioblastos) 
o forma o assoalho da cavidade amniótica; o 
ectoderma do âmnio; ectodermado embrião e a 
linha primitiva. 
o o epiblasto forma o disco trilaminar: 
ectoderma, mesoderma e endoderma embrionários 
 
*Saco vitelino primitivo, vesícula umbilical 
primitiva ou cavidade exocelômica 
 
FORMAÇÃO DA CAVIDADE AMNIÓTICA: 
 surge do embrioblasto 
 Amnioblastos originados do epiblasto 
revestem a cavidade amniótica, formando o âmnio. 
 Âmnio é uma membrana que envolve o feto. 
 Cavidade amniótica é onde fica o líquido 
amniótico. 
o Funções do líquido amniótico: barreira 
contra infecções, amortecimento de impactos, 
livre movimento do feto, crescimento simétrico, 
ajuda a controlar a temperatura e favorece o 
desenvolvimento dos pulmões 
 
 Células derivadas do endoderma da vesícula umbilical formam o mesoderma extraembrionário 
(tecido conjuntivo frouxo), que envolve o âmnio e a vesícula umbilical, e depois é formado o celoma 
extraembrionário (cavidades) 
 
 Assim que se forma o âmnio, o disco embrionário e a vesícula umbilical aparecem lacunas no 
sinciotrofoblasto, que são preenchidas por sangue materno dos capilares endometriais rompidos  
circulação uteroplacentária primitiva. (Este sangue nas lacunas apresenta também hCG produzido 
pelo sinciciotrofoblasto, que manterá o corpo lúteo) 
 
12º DIA 
 A partir do 10º dia haverá uma falha no epitélio endometrial preenchida por um tampão (coágulo 
sanguíneo fibrinoso). No 12º dia o epitélio já estará quase regenerado e deverá cobrir o tampão. 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 Células do citotrofoblasto penetram o sinciciotrofoblasto - 
Vilosidades coriônicas primárias 
 Lacunas do sincício se fundem formando redes lacunares - 
(primórdios dos espaços intervilosos) 
 (Os capilares ao redor do embrião implantado ingurgitam-se, 
dilatam-se e suas paredes ficam mais finas. A partir daqui eles são 
conhecidos como sinusóides) 
(o trofoblasto cresce um pouco mais rápido que o disco 
embrionário bilaminar nas fases iniciais) 
 
CELOMA EXTRAEMBRIONÁRIO E VESÍCULA 
UMBILICAL SECUNDÁRIA 
 
 Com a progressão do tempo, o mesoderma embrionário aumenta em tamanho e começam a aparecer 
cavidades conhecidas como espaços celômicos extraembrionários 
 Estes espaços se fundem para formar o celoma extraembrionário. 
 Isto coincide com a redução do volume da vesícula umbilical primária; que então é denominada 
vesícula umbilical secundária. 
 As células da vesícula umbilical secundária originam-se das células migratórias extraembrionárias do 
hipoblasto. 
 Há um remanescente da vesícula umbilical primária dentro do celoma extraembrionário, que é referido 
como um cisto exocelômico. 
 (A vesícula umbilical é o local de origem das células germinativas primordiais e pode ter função na 
transferência seletiva de nutrientes para o embrião.) 
 
MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIO ESPLÂNCNICO: em contato com a membrana exocelômica. 
MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIO SOMÁTICO: em contato com citotrofoblasto e cobre o âmnio. 
o dará origem à placenta 
o pedículo do embrião: futuro cordão umbilical 
 
Com formação do celoma extraembrionário: 
 Vesícula umbilical primitiva diminui 
 Forma vesícula umbilical secundária 
 Não possui vitelo, mas transfere nutrientes para o embrião durante a 2ª e 3ª semana 
 
SACO CORIÔNICO 
 Colunas celulares, revestidas com coberturas sinciciais, estendendo-se para o sinciciotrofoblasto, 
indicam o final da segunda semana gestacional. 
 Formação das vilosidades coriônicas primárias. (células do citotrofoblasto) 
 O cório é a parede do saco coriônico, o qual contém o embrião, o saco amniótico e a vesícula umbilical 
que estão conectadas ao cório pelo pedículo de conexão. 
 O celoma extraembrionário é o primórdio da cavidade coriônica. 
 Mesoderma extraembrionário somático + cito e sincíciotrofoblasto = Cório ou placa coriônica 
 
14º DIA 
 Embrião mantém a forma de disco embrionário plano bilaminar 
 As células hipoblásticas são cilíndricas e formam uma região circular espessada, a placa pré-cordal 
 Placa pré-cordal ou membrana oro-faríngea: fusão do epiblasto e hipoblasto 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 Futura região cefálica e boca 
 
3ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 
GASTRULAÇÃO 
Processo em que ocorre a diferenciação das três camadas germinativas: ectoderma, mesoderma e 
endoderma (disco embrionário trilaminar) 
 
LINHA PRIMITIVA 
 O primeiro sinal da gastrulação é a linha primitiva 
 ela surge na superfície do epiblasto: as células do epiblasto 
migram em direção ao centro (rumo a linha média longitudinal 
do disco embrionário) 
 cresce da região caudal (membrana cloacal) a região cefálica 
(placa pré-cordal) 
 extremidade cranial da linha é chamada de nó primitivo 
 invaginação por baixo do epiblasto: sulco primitivo e fosseta 
primitiva 
 as células invasoras do epiblasto formam o mesênquima. 
o Parte do mesênquima forma o mesoderma 
intraembrionário, o qual entra em contato com o hipoblasto 
para deslocá-lo e forma o endoderma; 
 as células do epiblasto começam invaginar e deslocam o 
hipoblasto: endoderma embrionário. 
 a parte superior do epiblasto se diferencia em ectoderma. 
 
O epiblasto dá origem a todas as camadas germinativas no 
embrião – primórdio de todos seus tecidos e órgãos. 
 
As células da mesoderme preenchem todo o espaço entre a ectoderme e a endoderme, exceto na região da 
membrana bucofaríngea e da membrana cloacal. 
 Teratoma sacrococcígeo (Remanescentes da linha primitiva) 
 
CAMADAS GERMINATIVAS 
 
ECTODERMA: Forma epiderme (cabelos e unhas), sistema nervoso central e periférico, epitélio sensorial da 
orelha interna, nariz e olho, hipófise, glândulas mamárias, glândulas sudoríparas e esmalte dos dentes. 
MESODERMA: Forma os músculos, tecido conjuntivo, sistema cardiovascular, órgãos reprodutores e 
excretores, células do sangue, medula óssea e esqueleto, tecidos conjuntivos do tronco. 
ENDODERMA: Forma revestimentos epiteliais, glândulas e células dos sistemas respiratório, urinário e 
digestório, além do parênquima da tireóide, paratireóide, fígado e pâncreas. 
 
NOTOCORDA 
É uma estrutura semelhante a um bastão, a qual define o eixo do embrião; é a base para a formação 
do esqueleto axial e indica o futuro local das vértebras. 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
 
 As células migram em sentido cranial e formam duas 
estruturas: a placa pré-cordal e processo notocordal. 
 
 O processo notocordal surge de células que ingressam pela 
fosseta primitiva e se estendem em direção cefálica até a placa 
pré-cordal (uma pequena área circular de células 
endodérmicas cilíndrica no qual o ectoderma e o endoderma 
se fundem) e em direção caudal até a membrana cloacal. 
 
 A placa pré-cordal da origem ao endoderma da membrana 
bucofaríngea 
 O canal notocordal: separa o processo notocordal em dois 
 O processo notocordal se transforma em placa notocordal por meio 
da fusão entre o assoalho do processo e o endoderma 
 A placa notocordal dobra-se sobre si formando a notocorda. 
 
 
FUNÇÕES DA NOTOCORDA: 
 Eixo de orientação da coluna vertebral; 
 Fornece rigidez ao corpo do embrião; 
 Forma o núcleo pulposo dos discos intervertebrais 
 Induz ectoderma a formar placa neural 
 
 
NEURULAÇÃO 
Processo envolvido na formação da placa neural e tubo neural. 
 
 A formação da placa neural é induzida pela notocorda em 
desenvolvimento 
 Durante a neurulação o embrião é denominado nêurula. 
 O ectoderma se espessa e diferencia em placa neural, a primeira 
estrutura relacionada ao Sistema Nervoso 
 A placa neural se alonga em direção a membrana bucofaríngea 
o sulco neural: depressão da placa neural 
o pregas neurais: porções superiores ao sulco neural 
 
Placa neural  forma-se um sulco neural  pregas neurais tornam-se 
proeminentes  Primeiros sinais do desenvolvimento encefálico 
 
 As pregas neurais se aproximam e iniciam a fusão, formando otubo 
neural (primórdio do SNC), desprendendo-se do ectoderma 
 O tubo neural se separa do ectoderma superficial, que se transforma 
em epiderme 
 As células presentes no limite superior das pregas neurais se 
diferenciam em células da crista neural. 
 A neurulação se completa durante a quarta semana 
 
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Tubo neural: se diferenciará no Sistema Nervoso Central 
Crista neural: Gânglios sensitivos dos nervos espinais e cranianos 
Ectoderma: Epiderme em desenvolvimento 
 Crista neural: 
(1) Via dorsal: Melanócitos 
(2) Via ventral :Gânglios sensoriais, neurônios simpáticos 
e entéricos; Células de Schwann e da medula suprarrenal. 
 A crista neural logo se separa em porção direita e esquerda, e 
estas se deslocam para os aspectos dorso-laterais do tubo neural; 
em seguida movem tanto para dentro quanto para a superfície dos 
somitos. 
 Meroanencefalia (ausência parcial do encéfalo) 
 
 mesoderma: paraxial (somitos), intermediário e lateral 
 
ALANTÓIDE (16º dia) 
É uma evaginação da vesícula umbilical que cresce em direção ao pedículo do embrião. Forma: 
 Úraco - Ligamento umbilical mediano (depois do nascimento) 
 Vasos sanguíneos (placenta) - Veia e Artérias umbilicais 
 Da 3ª à 5ª semana, formará o sangue. 
 
SOMITOS 
 Mesoderma diferencia-se em mesoderma paraxial: originam os somitos por meio da diferenciação, 
condensação e divisão em estruturas cuboides pareadas 
 São estruturas cubóides (1º par surge no final da 3ª semana) 
 42 a 44 pares no fim da 5ª semana 
 Os somitos surgem na região cranial e se desenvolvem em direção à região caudal. 
 Cefálicos são mais velhos e caudais mais jovens 
 Usados como critério para determinar idade embrionária 
 Originam a maior parte do esqueleto axial, músculos associados e derme. 
 
Somitos (3ª semana): Células mesodérmicas - Processo de epitelização - Formato de rosca 
(somitômeros cefálicos e caudais) 
 
Somitos (inicio 4ª semana): Perdem arranjo epitelial - Migram ao redor do tubo neural e notocorda - 
Formam o esclerótomo - Se diferenciará em vertebras e costelas. 
 
Somitos - miótomo 
 Células das bordas dorsomedial e ventrolateral 
 Diferenciam-se em células precursoras musculares 
 Forma o músculo estriado esquelético da região do tórax e abdome 
 os somitos das bordas dorsomedial e ventrolateral darão origem aos músculos associados ao 
esqueleto axial. 
 
Somitos - esclerótomo 
 Forma cartilagens e ossos da região do tórax e abdome 
 Alguns migram ao redor do tubo neural e da notocorda e se diferenciarão em vértebras e costelas. 
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Somitos – dermátomo 
 Células do dermátomo 
 Retornam ao estado mesenquimal 
 Formam a derme do dorso 
 alguns retornam ao estado de mesênquima e formam a derme associada ao esqueleto axial. 
 
CELOMA INTRA-EMBRIONÁRIO 
Divide o mesoderma lateral intraembrionário em mesodermas somático intraembrionário e esplâncnico 
intraembrionário. Origina cavidades pericárdica, pleural e peritoneal 
 
 Mesoderma somático + Ectoderma = Formam a 
parede do corpo do embrião (somatopleura) 
 Mesoderma esplâncnico + Endoderma = Formam o 
intestino do embrião (esplancnopleura) 
 
Celoma intra-embrionário (segundo mês): Cavidade 
pericárdica, pleural e peritoneal 
 
FORMAÇÃO DE VASOS SANGUÍNEOS 
(Início terceira semana) 
Angeion = vaso Genesis = produção 
 
VASCULOGÊNESE 
Formação de novos vasos; Precursores celulares 
 as células mesenquimais se diferenciam em angioblastos 
 os angioblastos se unem formando as ilhotas sanguíneas, que são associadas à vesícula umbilical, e 
depois começam a surgir cavidades 
 Os Angioblastos achatam formando o Endotélio (vasculogênese) 
 alguns angioblastos transformam-se em células tronco hematopoiéticas 
Vasos aparecem primeiro na parede do saco vitelino, na alantóide e no córion; 
 
ANGIOGÊNESE 
 Ramificação de vasos preexistentes 
 Células sanguíneas: Desenvolvem-se a partir de células endoteliais especializadas (epitélio 
hematogênico) à medida que eles crescem na vesícula umbilical e no alantoide ao final da terceira 
semana e depois em locais especializados ao longo da aorta dorsal. 
 Hematogênese: Inicia no fígado (5ª semana), baço (12ª semana), medula óssea (28ª semana). 
 
CORAÇÃO E GRANDES VASOS (3ª SEMANA) 
 Formam-se de células mesenquimais 
 Par de tubos cardíacos endocárdicos  tubo cardíaco primitivo 
 Coração tubular une-se a vasos sanguíneos: do embrião, do pedículo, do córion e do saco vitelino, 
formando o Sistema Cardiovascular primitivo 
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É o primeiro sistema funcional do embrião. O coração começa a 
bater no 21° ou 22° dia. Células mesenquimais da área cardiogênica 
desenvolvem tubos cardíacos endocárdicos e a fusão desses tubos 
forma o tubo cardíaco primitivo ou coração tubular. O sistema 
cardiovascular primitivo é formado pelo coração tubular e pelos 
vasos sanguíneos do embrião, do pedículo de conexão e da vesícula 
umbilical. 
 
VILOSIDADES CORIÔNICAS 
 vilosidades primárias: se formam no fim da 2 ª 
semana e ramificam-se (CÉLULAS 
CITOTROFOBLÁSTICAS) 
 vilosidades secundárias: se formam na 3 ª semana – 
mesênquima penetra nas vilosidades primárias 
(CÉLULAS CITOTROFOBLÁSTICAS + 
MESÊNQUIMA) 
 vilosidades coriônicas terciárias: Células 
mesenquimais se diferenciam em vasos sanguíneos 
visíveis (CÉLULAS CITOTROFOBLÁSTICAS + 
MESÊNQUIMA + VASOS SANGUÍNEOS) 
 se fundem e formam Redes arteriocapilares: 
o Se conectam ao coração do embrião através de vasos 
do córion e pedículo. 
o As células citotrofoblásticas das vilosidades se 
estendem no sincício e formam uma capa 
citotrofoblástica extravilosa 
o As vilosidades de ancoragem ou coriônicas-tronco 
se prendem aos tecidos maternos. 
o Vilosidades coriônicas ramificadas fazem trocas 
materno-fetais e são banhadas por sangue materna do 
espaço interviloso. Sangue flui nos capilares das 
vilosidades 
 
4ªÀ 8ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 
FASES DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO 
Crescimento: Divisão celular e elaboração de produtos celulares (mitoses). 
Morfogênese: Os órgãos e o corpo começam a ganhar forma e características. 
Diferenciação: Organização celular em tecidos e órgãos, com capacidade funcional. 
 
DOBRAMENTOS DO EMBRIÃO 
 Embrião cilíndrico 
 ocorre o dobramento do disco embrionário trilaminar 
Disco trilaminar plano - Embrião cilíndrico 
 Dobramento plano mediano e Dobramento plano lateral 
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DOBRAMENTOS PLANO MEDIANO 
 Dobramento ventral: Prega cefálica e Prega caudal 
 
 
PREGA CEFÁLICA 
 Tubo neural cresce em direção cefálica (Encéfalo em 
desenvolvimento). 
 Dobra-se sobre o coração em desenvolvimento. 
 Deslocamento ventral das estruturas: Coração, Septo 
transverso, Celoma pericárdico, Membrana bucofaríngea 
 Endoderma da vesícula umbilical incorpora-se como 
intestino anterior. → Primórdios da faringe, esôfago e sistema 
respiratório inferior 
 Esta prega influencia a formação do celoma pericárdico → 
Localizado ventralmente ao coração 
 Após o dobramento → Septo transverso desenvolve-se em 
tendão central do diafragma. 
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PREGA CAUDAL 
 Resultado do crescimento caudal do embrião. 
 Parte distal do tubo neural. 
 Eminência caudal se projeta sobre a membrana cloacal. 
 Parte do endoderma do embrião forma o intestino posterior. 
 Parte terminal do intestino forma a cloaca  Primórdios da 
bexiga e reto 
 Pedículo é parcialmente incorporado ao embrião  
Primórdio do cordão umbilical 
 Prende-se à superfície ventral do embrião. 
 O alantoide é incorporado ao embrião. 
 
DOBRAMENTOS PLANO HORIZONTAL 
Dobramento lateral: Prega lateraldireita e Prega lateral esquerda 
 
 
DOBRAMENTOS LATERAIS 
 Resultado do crescimento da medula e somitos. 
 Embrião cilíndrico. 
 Endoderma incorpora-se ao embrião formando intestino médio  Primórdio do intestino delgado 
 Inicialmente, intestino médio e saco vitelino se comunicam. 
 Reduz-se à um ducto onfaloentérico 
 
CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO 
A maior parte dos processos do desenvolvimento depende de uma interação coordenada e precisa de fatores 
genéticos e ambientais. 
 
 Células iniciais Pluripotentes → Tecidos com características especializadas → Grau de diferenciação 
torna-se menor → Necessidade de indução. 
 
MECANISMO DE CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO 
 Interação entre tecidos (um tecido se desenvolve e estimula os outros) 
 Migração regulada de células e de colônias de células (células germinativas) 
 Proliferação controlada e morte celular programada (apoptose do hipoblasto → endoderma) 
 
INDUÇÃO 
Interações que conseguem alterar a via do desenvolvimento das estruturas que interagem entre si. 
 
INDUÇÃO - SEQUENCIAL 
Tecido A induz B —— B induz c a se diferenciar em C 
 
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MÉTODOS DE INDUÇÕES 
Métodos de transmissão de substâncias sinalizadoras em induções 
 
MOLÉCULA DIFUSÍVEL 
 Não tem contato direto entre as células e é liberado um estímulo 
 Uma molécula difusível → Passa do indutor para o tecido-alvo. 
 
MATRIZ NÃO-DIFUSÍVEL 
 Substâncias produzidas ao redor das células permitirá um contato indireto entre as células 
 Tecido indutor secreta  Matriz extracelular não difusível (a matriz que faz a indução) Entra 
em contato com o tecido-alvo 
 
CONTATO CELULAR 
 Contato físico entre o tecido indutor e o alvo. 
 
(A vesícula óptica induz o cristalino a partir do ectoderma de superfície ao desenvolvimento da córnea.) 
 
GESTAÇÃO MÚLTIPLA 
 
CAUSAS FREQUENTES: 
 técnicas de reprodução assistida 
 Tratamento para fertilidade 
 Indução da ovulação (gonadotropinas exógenas) 
 Idade materna avançada (2% após os 35 anos) 
 multiparidade (2% após gestações) 
 
Gêmeos nascidos: 2/3 dizigóticos 1/3 monozigóticos 
 
GÊMEOS DIZIGÓTICOS OU BIVITELINOS (DZ) 
 
2 óvulos e 2 espermatozóides  2 zigotos 
Incidência: 1/500 asiáticos; 1/125 caucasianos; 1/20 africanos 
2 zigotos: 2 âmnios, 2 córions 
 Placentas fundidas (40%) 
 Duas Placentas (60%) 
 
 
GÊMEOS MONOZIGÓTICOS OU UNIVITELINOS 
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1 óvulo e 1 espermatozóide  1 zigoto  65% 
geneticamente iguais (dois embrioblastos) / 35% (duas 
mórulas) 
 
A. 1/3 divisão 3 dias após a fecundação  Dicoriônica 
ou Diamniótica 
B. 2/3 Divisão entre 3 e 9 dias após fecundação  
Monocoriônica (1 placenta) ou Diamniótica 
C. 2% Divisão após o 9º dia de fecundação  
Monocoriônica ou Monoamniótica → estão associados a 
50% da mortalidade fetal 
 
Um zigoto 
o Córion único: Âmnio único (raro) ou dois âminions 
o Dois córions: Duas placentas (10%) ou Placentas 
fundidas (25%) 
 
 Divisão tardia: placenta monocoriônica e 
placenta monoamniótica  estão associados a 
50% da mortalidade fetal 
 
Cordões umbilicais embaralhados (raramente 
sobrevivem); Divisão incompleta do disco 
(Gêmeos conjugados e parasita). 
 
1. gêmeos separados 
2. siameses 
3. parasitas 
 
GÊMEOS MONOZIGÓTICOS CONJUGADOS 
• Disco embrionário não se divide completamente. 
• Discos embrionários adjacentes se fundem. 
• Recebem o nome de acordo com a região pela qual são unidos (toracópagos, pigópagos, 
craniópagos, cefalotoracópagos, cefalópagos) 
 
SÍNDROME DA TRANSFUSÃO DE GÊMEOS (fetofetal) 
 Anastomose não compensada dos vasos placentários 
 acorre em 15% das gestações monocoriônicas 
 um gêmeo recebe maior parte do fluxo sanguíneo 
 resulta em morte de ambos em 50 a 70% dos casos 
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GÊMEOS PARASITAS 
 Os gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos. 
 Um destes gêmeos, se desenvolve, enquanto o outro se atrofia e se aloja no interior do gêmeo 
sadio e passa a depender completamente dele. 
 
SÍNDROME DO GÊMEO DESAPARECIDO 
 Morte de um dos fetos. 
 Acontece no 1º trimestre, ou início do 3º. 
 Resultado de desaparecimento ou feto papiráceo 
 
NASCIMENTOS MÚLTIPLOS 
 
Trigêmeos: 
• 1 zigoto (idênticos) 
• 2 zigotos (2 idênticos e 1 isolado) 
• 3 zigotos (mesmo sexo ou sexos diferentes) 
o Nos quádruplos, quíntuplos, sêxtuplos e sétuplos ocorrem combinações semelhantes. 
 
SUPERFECUNDAÇÃO HETEROPATERNAL: é 
quando acontecem duas ou mais fecundações 
simultâneas por espermatozóides de dois pais distintos. 
 
SUPERFETAÇÃO: é considerado um tipo especial 
de superfecundação em ciclos reprodutivos 
diferentes 
 
GRAVIDEZ ECTÓPICA 
Gravidez anormal que ocorre fora do útero 
 
Causas frequentes: 
• Endometriose 
• Cirurgia anterior 
• Inflamações pélvicas 
Local mais frequente: 
 Tuba uterina (ampola da tuba uterina mais frequente) 
 
PLACENTA E MEMBRANAS FETAIS 
 
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PLACENTA 
 
 
 Decídua basal + córion viloso = placenta 
 Órgão maternofetal; 
 Meio de transporte de substâncias entre o concepto e a mãe; 
 Representa ⅙ do peso do feto; 
 É expelida após o nascimento. 
 
 
DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA 
 Rápida proliferação do trofoblasto 
 Desenvolvimento do saco coriônico e das vilosidades coriônicas 
 Aumenta de tamanho com o crescimento do feto. 
 
 
PARTE FETAL 
 Formada pelo córion viloso 
 Vilosidades no espaço interviloso contêm sangue materno. 
 É aderida à parte materna pela capa citotrofoblástica. 
 
 
 
Até 8ª semana: Vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico 
Com crescimento do saco coriônico, parte associada à decídua capsular se degenera: Forma córion liso 
Vilosidades associadas à decídua basal ramificam-se: Formam córion viloso 
 
 
PARTE MATERNA 
 Formada pela decídua basal 
 Relacionada ao componente fetal da placenta. 
 Quase inteiramente substituída pela parte fetal no final do 4º mês. 
 
 
 
 
DECÍDUA 
Camada funcional do endométrio uterino 
eliminada no parto. 
 Decídua basal (Sempre fica no endométrio, é 
profunda ao concepto e forma a parte materna 
da placenta), 
 Decídua funcional (descamação na 
menstruação e pós parto): decídua capsular e 
decídua parietal. 
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DECÍDUA BASAL (Sempre fica no 
endométrio) 
 Parte materna da placenta – parte da decídua 
profunda ao concepto 
 Camada compacta de células deciduais, 
lipídios e glicogênio. 
 Encontra-se entre o córion viloso e a parede 
útero. 
 
DECÍDUA CAPSULAR (funcional) 
 Parte superficial da decídua 
 Recobre o córion liso e o concepto. 
 Se alonga e degenera com o crescimento da 
vesícula coriônica. 
 À medida que o córion cresce ela se degenera 
 
DECÍDUA PARIETAL (funcional) 
 Parte restante da decídua 
 Situa-se nas regiões do útero não ocupadas 
pelo concepto. 
 Se funde com o córion liso devido à 
degeneração da decídua capsular. 
 
Âmnio e córion liso se fundem entre si e com a 
decídua parietal, obliterando a cavidade uterina 
(formam a membrana amniocoriônica). 
 
Até 8ª semana: Vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico 
Com crescimento do saco coriônico, parte associada à decídua capsular se degenera: Forma córion liso 
Vilosidades associadas à decídua basal ramificam-se: Formam córion viloso 
 
PLACENTA A TERMO 
 Formato discoide 
 Diâmetro entre 15 e 25cm 
 3cm de espessura 
 Peso: 500 a 600g 
SUPERFÍCIE FETAL 
 Recoberta pela placa coriônica (córion) 
 Córion recoberto pelo âmnio 
 Vasos coriônicos convergem para o cordão umbilical 
 A placa coriônica e o cordão umbilical estão recobertos pelo âmnio 
 
SUPERFÍCIE MATERNA 
 Apresenta cotilédones 15 a 20 áreas salientes 
 Recobertas pela decídua basal 
 Septos deciduais entre os cotilédones 
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 Cotilédone: Consiste de 2 ou + troncos vilosos e suas 
vilosidades ramificadas 
 Final do 4º mês: cotilédones substituem quase 
totalmente a decídua basal 
 
VARIAÇÕES PLACENTÁRIAS 
Em baqueta cordão inserido na extremidade 
Placenta circunvalada: As membranas se estendem 
sobre a placenta formando um anel. 
Pacenta succenturiata: Com lobos acessórios com 
conexões vasculares. 
Inserção velamentosa: Cordão inserido no córion e 
âmnio, ao invés da placenta. Os vasos ramificam-se entre 
as membranas antes de se estenderem sobre a placenta 
 
 
 
CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA 
CIRCULAÇÃO FETAL 
(as vilosidades coriônicas ramificadas da placenta proporcionam uma grande área de superfície onde 
materiais podem ser trocados através de uma membrana placentária. É através das ramificações das 
vilosidades, que se originam das vilosidades-troco, que ocorre o principal meio de troca de material entre a 
mãe e o feto.) 
 
Sangue rico em O2 Proveniente da mãe  Capilares fetais  Veias da placa coriônica  Veia umbilical  
Feto 
 
Sangue fetal pobre em O2  Artérias umbilicais  Placa coriônica  artérias coriônicas  Vilosidades 
coriônicas  Troca gasosa feto/mãe (sistema arteriocapilar-venoso) 
 
CIRCULAÇÃO MATERNA 
(o sangue materno entra no espaço interviloso através de 80 a 100 artérias endometriais na decídua basal) 
 
Sangue rico em O2 e nutrientes - artérias endometriais espiraladas  Espaço interviloso  Lançado contra o 
teto do espaço interviloso  Vilosidades coriônicas  Troca gasosa mãe/feto 
 
Sangue pobre em O2 e rico metabólitos  Retorna à circulação materna pelas veias endometriais 
 
O bem-estar do embrião/feto depende mais da irrigação adequada das ramificações das vilosidades com 
sangue materno que de qualquer outro fator. Reduções da circulação uteroplacentária resultam em hipóxia 
fetal e em restrição de crescimento intrauterino (RCIU) 
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MEMBRANA PLACENTÁRIA 
 Separa o sangue fetal do materno 
 Chamada erroneamente de barreira placentária 
 Algumas substâncias atravessam essa membrana (ex: fármacos, drogas) 
 
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Constituição até a 20ª semana: 
 Sinciciotrofoblasto 
 Citotrofoblasto 
 Tecido conjuntivo viloso 
 Endotélio dos capilares fetais 
 
 Células citotrofoblásticas desaparecem 
 
 Em alguns locais o sincício entra em contato 
direto com o endotélio dos capilares fetais para 
formar a membrana placentária 
vasculosincial. 
 
A membrana placentária atua como barreira 
somente como quando uma molécula é de certo 
tamanho, configuração e carga, como a 
heparina. 
 
Constituição após a 20ª semana: 
 Sinciciotrofoblasto 
 Tecido conjuntivo viloso 
 Endotélio dos capilares fetais 
 
 Nós sinciciais (terceiro trimestre): agregação 
dos núcleos do sinciciotrofoblasto 
o Se desprendem regularmente e são transportados do espaço interviloso para a circulação 
materna. 
 Final da gestação: material fibrinoide eosinofílico reforça as superfícies das vilosidades, o que parece 
reduzir a transferência placentária. 
 
FUNÇÕES DA PLACENTA 
 
METABOLISMO: Síntese: glicogênio, colesterol, ácidos graxos 
 
SÍNTESE E SECREÇÃO ENDÓCRINA 
Hormônios proteicos: 
 hCG: evita a degeneração do corpo lúteo até o 3º ou 4º mês de gravidez 
 Somatomamotropina coriônica humana (hCS), Tireotrofina coriônica humana, Corticotrofina 
coriônica humana 
Hormônios esteroides: progesterona e estrógeno 
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TRANSFERÊNCIA DE GASES E NUTRIENTES 
O2, CO2 e CO; Água, glicose, aminoácidos e vitaminas; Hormônios; Eletrólitos; Uréia e ácido 
úrico (excreção); Drogas e metabólitos; Agentes infecciosos (vírus rubéola, etc) 
 
SUBSTÂNCIAS NÃO TRANSFERÍVEIS 
Bactérias, Heparina, IgS, IgM 
 
ANORMALIDADES PLACENTÁRIAS 
FATORES DE RISCO 
 Idade materna > 35 anos 
 Multiparidade 
 Miomas submucosos 
 Cirurgia uterina prévia 
 Lesões endometriais 
PLACENTA ACRETA: União anormal das vilosidades coriônicas ao endométrio; A 
placenta ultrapassa os limites normais de fixação. 
PLACENTA INCRETA: As vilosidades coriônicas penetram o endométrio e 
miométrio. 
PLACENTA PERCRETA: As vilosidades coriônicas invadem o endométrio, 
miométrio e perimétrio, podendo atingir órgãos externos. 
PLACENTA PRÉVIA: Implantação próxima ou sobre o orifício interno do útero. 
(não é tão grave quanto às outras) 
Total: a placenta cobre totalmente a abertura interna do colo do útero 
Marginal: a placenta atinge abertura interna do colo do útero, mas não a cobre 
Parcial: a placenta cobre parcialmente a abertura interna do colo do útero. 
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MEMBRANAS EXTRAFETAIS 
 
ÂMNIO 
Membrana em forma de saco, é preenchido pelo líquido amniótico e envolve o embrião e depois o feto 
 
LÍQUIDO AMNIÓTICO 
Inicialmente secretado pelas células do âmnio e posteriormente derivado do tecido materno e líquido 
intersticial (difusão). É engolido pelo feto e excretado pela urina 
 
COMPOSIÇÃO: Solução aquosa, Proteínas, carboidratos, gorduras, enzimas, hormônios..... 
 
FUNÇÃO: 
 Possibilita crescimento simétrico do embrião 
 Barreira contra infecção 
 Possibilita desenvolvimento normal dos pulmões 
 Impede a aderência do Âmnio ao embrião 
 Amortece impactos 
 Ajuda a controlar a temperatura do embrião 
 Possibilita o movimento livre do feto 
 Auxilia na homeostasia de líquidos e eletrólitos 
 
DISTÚRBIOS DE VOLUME: 
OLIGOIDRÂMNIO: Baixo volume de líquido amniótico 
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Causas: Insuficiência placentária, Ruptura da membrana amniocoriônica, Agenesia renal 
(urina deixa de contribuir para formação do líquido amniótico) 
Complicações: Hipoplasia pulmonar e defeitos faciais e membros (causados pela compressão 
fetal pela parede uterina) 
 
POLIDRÂMNIO: Grande volume de líquido amniótico 
Causas: Idiopática (60%) Fatores maternos (20%) Origem fetal (20%) 
Causa fetais: Não ingestão do líquido amniótico pelo feto, Atresia esofágica 
(obstrução), Anomalia SNC, Infecções congênitas 
Causas maternas: Diabetes mellitus, Aloimunização Rh (resposta imunológica 
contra antígenos eritrocitários) 
 
 (Agenesia: ausência completa ou parcial de um órgão ou tecido em seu estágio embriológico) 
 (Hipoplasia: diminuição da atividade formadora dos tecidos orgânicos) 
(Idiopática: Que surge espontaneamente, sem que a sua origem seja conhecida) 
 
VESÍCULA UMBILICAL 
 Formado pela membrana exocelômica e hipoblasto (2ª semana) 
 5ª semana: pode ser observada no US 
 32 dias: Grande 
 10 semanas: reduzida a 5mm. 
 20 semanas: não é mais visível (atrofia) 
 
IMPORTÂNCIA 
 Transferência de nutrientes para o embrião 2ª e 3ª semana 
 Formação do sangue da 3ª a 6ª semana 
 Forma o epitélio da traqueia, brônquios, pulmões e trato digestivo a partir de seu endoderma 
 Diferenciação em células germinativas 
 
ALANTÓIDE 
 Divertículo da parede caudal do saco vitelino que 
se projeta para o pedículo do embrião. 
 Formato semelhante à salsicha 
 Se degenera durante o 2º mês 
 
IMPORTÂNCIA 
 Formação do sangue, da 3ª à 5ª semana. 
 Origina veia e artérias umbilicais 
 Após o nascimento, forma o ligamento 
umbilical mediano. 
 
 
CORDÃO UMBILICAL 
 Prende-se no centro da superfície fetal da placenta 
 Diâmetro: 1 a 2 cm 
 Comprimento: 30 a 90 cm 
 Composição: 2 artérias e 1 veia + geleia de Wharton 
 
Caderno Embriologia – 1º período Medicina 
 
Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 
COMPLICAÇÕES: 
Ausência de uma artéria Causado por agenesia ou degeneração de uma das artérias 
 1 em 100 neonatos 
 Acompanhada de defeitos cardiovasculares em 15 a 20% 
dos neonatos 
 
 
Nós falsos: Vasos maiores que o cordão; sem consequências para o feto. 
Nós verdadeiros: Hipóxia ou anóxia fetal 
 
 
Tendões curtos: Separação prematura da placenta 
durante o parto 
Tendões longos: Enlaçamento ao redor do feto (hipóxia 
ou anóxia) 
(hipóxia: diminuição de O2 / anóxia: ausência de O2)

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