Prévia do material em texto
Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV EMBRIOLOGIA Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV GAMETOGÊNESE Processo que envolve os gametas preparando estas células sexuais especializadas para a fertilização. FASES DA GAMETOGÊNESE (1) Origem extraembrionária das células germinativas e a sua migração para as gônadas; (2) Aumento no número de células germinativas por mitose; (3) Redução no número de cromossomos por meiose; (4) Maturação estrutural e funcional dos ovócitos e dos espermatozoides. - A primeira fase é idêntica em homens e mulheres; Diferenças marcantes nas últimas três fases ORIGEM E MIGRAÇÃO DAS CÉLULAS GERMINATIVAS As células germinativas têm origem fora das gônadas; Iniciam no endoderma do saco vitelino (24 dias após a fertilização); Migram para as gônadas durante o desenvolvimento embrionário inicial; Saem do saco vitelino pelo intestino posterior Migram pelo mesentério dorsal para o primórdio das gônadas AUMENTO NO NÚMERO DE CÉLULAS GERMINATIVAS POR MITOSE Proliferação mitótica nas gônadas; Cada célula origina 2 progênies diploides; Mitoses sucessivas originam milhares de células; Diferente em ♀ e ♂ Mulheres: 2º - 5º mês de gestação; Intensa atividade mitótica no ovário; ≈ 7 milhões de células germinativas; Atresia (atrofia; perde a função e há uma morte programada) Homens: Mitose inicia precocemente nos testículos embrionários, em seguida fica quiescente; Puberdade: ondas periódicas de mitose; Mitoses continuam ao longo da vida (célula germinativa: ovócito ou ovogônia; espermatozóide ou espermatogônia) REDUÇÃO NO NÚMERO DE CROMOSSOMOS POR MEIOSE; Redução do número de cromossomos diploide para haploide; Manutenção do número de cromossomos; Mistura de características genéticas; Diferente em ♀ e ♂ MATURAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL DOS OVÓCITOS E DOS ESPERMATOZOIDES ESPERMATOGÊNESE Eventos pelos quais as espermatogônias são transformadas em espermatozóides. Este processo inicia-se na puberdade. Duração de 64 dias. As espermatogônias ficam quiescentes nos túbulos seminíferos do período fetal até a puberdade. (período germinativo, de crescimento, de maturação e de diferenciação) 1 espermatócito I – 2 espermatócitos II – 4 espermátides – 4 espermatozóides Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV HISTOLOGIA DO TESTÍCULO testículo é envolto pela túnica albugínea (tecido conjuntivo denso não modelado) entre os túbulos seminíferos há tecido conjuntivo frouxo rico em vaso sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais (células de Leydig) lóbulos testiculares: 1 a 4 túbulos seminíferos TÚBULOS SEMINÍFEROS: Epitélio germinativo (células de Sertoli e de linhagem espermatogênica); 250 a 1.000 túbulos em cada testículo; Produção de espermatozóides; Espermatócitos I: são as maiores; núcleos grandes; (diploide) Espermatócitos II: pequenos; vida curta; (haploide) Espermátides: pequenas; arredondadas inicialmente; alongam-se na fase final; formam flagelo. (espermiogênese: diferenciação da espermátide em espermatozóide) CÉLULAS DE SERTOLI Cilíndricas ou piramidais; Núcleo oval ou triangular, pouco corado (basal); Invaginações de membrana plasmática; Funções: Dá suporte, protege e nutre o espermatozoide; fagocitose; barreira hematotesticular e produção de hormônio, secreção do hormônio anti-mulleriano. CÉLULAS DE LEYDIG Poliédricas ou arredondadas. 1 a 2 núcleos; Gotas lipídicas no citoplasma; Secretam testosterona (andrógeno testicular) As células de sertoli secretam o Fator inibidor Mulleriano (MIF), o qual provoca a regressão do ducto paramesonéfrico. As células de Leydig secretam testosterona, a qual estimula o desenvolvimento do ducto mesonéfrico e túbulos mesonéfricos. OVOGÊNESE É a sequência de eventos pelos quais as ovogônias são transformadas em ovócitos maduros. Inicia antes do nascimento e completa-se depois da puberdade, continuando até a menopausa. Próximo ao nascimento, ovócitos I entram em repouso. Terminam a divisão meiótica na puberdade Período fetal – sem folículo (Ovogônia) Antes ou no momento do nascimento – folículo primordial (ovócito I) Após o nascimento – folículo primário unilaminar e multilaminar (ovócito I) Após a puberdade – folículo secundário (ovócito I) Folículo de graaf (ovócito II + corpo polar I) Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Número total de ovócitos ao nascimento: cerca de 2.000.000. Atresia na infância Puberdade: 40.000 Menos de 500 serão liberados do ovário HISTOLOGIA DO OVÁRIO 1. superfície coberta pelo epitélio germinativo 2. túnica albugínea 3. região cortical: tecido conjuntivo denso 4. região medular: tecido conjuntivo frouxo Folículo primordial Única camada de células achatadas, envolvendo o ovócito I Núcleo esférico e excêntrico; Nucléolo; Folículo primário unilaminar Uma camada de células foliculares cúbicas; Núcleo grande; Início zona pelúcida (glicoproteínas) Folículo primário multilaminar Várias camadas de células cúbicas (camada granulosa) Zona pelúcida evidente. Teca interna e externa. Folículo secundário ou antral Presença de acúmulo de líquido folicular (Antro); Corona radiata; Cúmulo oóforo (oócito primário / 46, XX) Folículo de Graaf Proliferação das células da granulosa e do líquido folicular; Cúmulo oóforo: (ovócito I, corona radiata e células foliculares) (oócito secundário / 23, X) Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Teca interna Células cúbicas; Citoplasma rico em gotículas lipídicas; Sintetizam o hormônio androstenediona Teca externa Semelhantes às células do estroma ovariano. Organizam-se concentricamente ao redor do folículo Desenvolvimento folicular Crescimento e diferenciação do ovócito primário; Proliferação das células foliculares; Formação da zona pelúcida; Desenvolvimento das tecas foliculares. O hipotálamo estimula a adenohipófise a liberar as gonadotrofinas: FSH e LH Ovocitação (Ovulação) A ovocitação resulta na expulsão do líquido antral e do ovócito secundário a partir do ovário para a tuba uterina. 14º dia do ciclo menstrual: folículo de Graaf e secundário estrógeno sanguíneo inibição de FSH e aumento de LH completa meiose I e inicia meiose II ovocitação A expulsão do oócito é resultado da pressão intrafolicular e possivelmente da contração da musculatura lisa da teca externa, estimulada pelas prostaglandinas. O ovócito ovulado consiste em: (1) ovócito (2) zona pelúcida (3) corona radiata (4) células circundantes do cúmulus ooforus (oócito-cumulus) Corpo Lúteo secreta hormônios necessários para a manutenção da gravidez Logo após a ovulação, as paredes do folículo ovariano e da teca folicular colapsam e se tornam pregueadas. o 80% Células granulosa-luteínicas: grandes, de citoplasma claro e núcleos esféricos o 20% Células teca-luteínicas: pequenas, com núcleos esféricos e citoplasma pouco corado Produzem progesterona e estrógeno; Preparam a mucosa uterina para implantação; Espessamento do muco cervical. Progesterona e estrógeno inibem secreção de LH e FSH e a ausência de FSH impede novos folículos Degeneração do corpo lúteo Gravidez: o HCG (sinciciotrofoblasto) mantém corpo lúteo durante 3 meses; após esse período ocorre a degeneração do corpo lúteo e a produção dos hormônios é feita pela placenta. Não Gravidez: Ausência LH; ocorre a degeneração corpo lúteo 10 a 12 dias após a ovulação, chamado de corpo lúteo menstrual; forma o corpo albicans. Caderno Embriologia – 1º períodoMedicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Corpo albicans Cicatrização de um corpo lúteo após a fagocitose por macrófagos (torna-se fibrótico - fibroblastos) HORMÔNIOS FSH (folículo-estimulante): origem na hipófise, estimula o desenvolvimento dos folículos e a produção de estrogênio pelas células foliculares. LH (luteinizante): origem na hipófise; “disparador” da ovulação (liberação do oócito secundário), maturação do folículo nos estágios finais e estimula as células folicular e o corpo lúteo a produzirem progesterona. (Esses hormônios também induzem o crescimento dos folículos ovarianos e do endométrio.) Estrogênio: origem no folículo secundário, de Graaf e corpo lúteo; reconstituição e manutenção do endométrio; regula o desenvolvimento e o funcionamento dos órgãos genitais; é produzido também pela teca interna e pela glândula intersticial do ovário. Progesterona: origem no corpo lúteo; manutenção do endométrio (até 3 meses). CICLO MENSTRUAL FASE MENSTRUAL Início: 1º dia de sangramento uterino Redução de estrógeno e progesterona o Constrição das artérias; o Redução de O2 camada funcional; o Isquemia e necrose; Ruptura das artérias e descamação da camada funcional; Descarga hemorrágica (menstruação) 3 a 5 dias FASE PROLIFERATIVA (ESTROGÊNICA) Inicia ao cessar fluxo menstrual (do 4 º ao 14º dia), coincide com o crescimento dos folículos ovarianos e é controlada pelo estrogênio. Reepitelização e renovação da camada funcional Glândulas aumentam em número e comprimento e as artérias espiraladas se alongam Endométrio restaurado FASE SECRETORA (LÚTEA) Duração 13 dias e coincide com a formação, o funcionamento e o crescimento do corpo lúteo (14º ao 28º dia). A progesterona estimula o epitélio a secretar um material rico em glicogênio O corpo lúteo produz estrógeno e progesterona, aumentando ainda mais o espessamento do endométrio As glândulas se tornam grandes, tortuosas e saculares. As artérias espiraladas crescem e se tornam mais tortuosas. FASE ISQUÊMICA Ovócito não fecundado Diminuição da Secreção hormonal Retração endometrial Isquemia Necrose Menstruação (isquemia: diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, vasoconstricção) Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV FERTILIZAÇÃO É o processo pelo qual os gametas masculino e feminino se fundem. Ocorre na ampola da tuba uterina. 200 a 600 milhões de espermatozóides Orifício externo útero e fórnice da vagina o Enzima vesiculase (coagulação sêmen) forma um tampão vaginal que impede o retorno do sêmen para a vagina o As prostaglandinas estimulam a contração do útero e auxiliam a movimentação dos espermatozoides até a tuba uterina EJACULADO (SÊMEN) ESPERMATOZOIDES Volume:2 a 6 ml Cor: branca ou cinza Número: de 40 a 250 milhões 200 espermatozoides (≈) alcançam o local da fecundação Capacitação (7 horas ≈) no útero e tuba uterina. (maturação dos espermatozoides) (na fertilização in vitro, é induzida pela incubação dos espermatozóides) SECREÇÃO DAS GLÂNDULAS ACESSÓRIAS Próstata: Fosfatase ácida, ácido cítrico, enzimas proteolíticas e zinco. Vesícula seminal: Frutose (fonte de energia), prostaglandina e ácido ascórbico. Glândulas bulbouretrais: substância alcalina (protege os espermatozoides), também secretam muco (lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra) Funções gerais: Reduzir o PH ácido vaginal, nutrir o espermatozoide para aumentar sua motilidade. SÊMEN COAGULAÇÃO 5 a 30 min após a ejaculação (enzimas das vesículas seminais). O líquido torna-se viscoso Permite o transporte do espermatozoide até o útero. Protege do PH ácido vaginal. LIQUEFAÇÃO 60 min após a ejaculação (pelas enzimas da próstata). O coágulo se desfaz (liquefaz) na luz do útero. Os espermatozoides tornam-se livres FASES DA FERTILIZAÇÃO 1. Passagem do espermatozoide através da corona radiata (enzima hialuronidase – acrossomo) (2); 2. Penetração na zona pelúcida que envolve o ovócito (enzimas do acrossomo: esterase, acrosina e neuranimidase). As enzimas lisossômicas provocam a reação zonal, que altera as propriedades da zona pelúcida, tornando-a impermeável a outros espermatozóides, evitando a poliespermia) (3); 3. Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do espermatozoide (4); Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 4. Término da segunda divisão meiótica do ovócito e formação do pronúcleo feminino (B); 5. Formação do pronúcleo masculino (C); 6. Fusão dos dois pronúcleos, originando uma única célula diploide, o zigoto (E). A fertilização termina em até 24 horas após a ovulação (geralmente 12h após a ovulação) Os espermatozoides não sobrevivem mais que 48h OBS: Uma proteína imunossupressora – o fator de início da gravidez (EPF) – é secretada pelas células trofoblásticas e aparece no soro materno 24 a 48 horas após a fertilização. A EPF é a base do teste de gravidez durante os primeiros 10 dias do desenvolvimento. RESULTADOS DA FERTILIZAÇÃO O oócito completa a segunda divisão meiótica; Restaura o número diplóide de cromossomos (46); Variação da espécie humana por meio da mistura de cromossomos paternos e maternos; Determina o sexo cromossômico do embrião; Estimula início da clivagem (divisão celular do zigoto). 1ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO CLIVAGEM O zigoto é dividido em duas células, os blastômeros, e depois em quatro, oito e assim por diante As divisões ocorrem cerca de 30 horas após a fertilização. (não disjunção dos cromossomos durante a clivagem gera indivíduos com duas ou mais linhagens de células com números cromossômicos diferentes: mosaicismo) MÓRULA É um grupo esférico de 12 ou mais blastômeros Ocorre 3 a 4 dias após a fertilização. é formada na tuba uterina e desloca-se até o útero FORMAÇÃO DO BLASTOCISTO É formado quando a mórula cai na cavidade uterina. Os blastômeros dividem-se em: Trofoblasto: origina a parte embrionária da placenta; Embrioblasto ou massa celular interna: origina o embrião; Cavidade blastocística: espaço cheio de fluídos. IMPLANTAÇÃO O blastocisto se prende ao endométrio e a zona pelúcida se degenera para permitir o rápido crescimento do blastocisto. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV CERCA DE 6 DIAS APÓS A FERTILIZAÇÃO Após fixar-se ao epitélio endometrial, o trofoblasto se prolifera e diferencia-se em duas camadas: o Citotrofoblasto: camada externa de células cuboides que forma a parte fetal da placenta pelo córion e vilosidades coriônicas (trofoblasto celular); o Sinciciotrofoblasto: atravessa o epitélio endometrial e invade o tecido conjuntivo (6º dia ≈), nutre-se dos tecidos maternos e produz HCG - Gonadotrofina coriônica humana - no final da 2ª semana (trofoblasto sincicial) O HCG é responsável pela manutenção do corpo lúteo, pela diferenciação do trofoblasto (o blastocisto secreta na implantação), pelo estímulo à formação de vasos sanguíneos necessária para o desenvolvimento da placenta e pela regulação imunológica na interface materna/fetal. 2ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV EMBRIOBLASTO FORMAÇÃO DO DISCO EMBRIONÁRIO BILAMINAR: a) Hipoblasto: camada de pequenas células cuboidais, adjacente à cavidade blastocística o forma o teto e o endoderma do saco vitelino primitivo, o qual forma o mesoderma extra embrionário o Hipoblasto + Membrana exocelômica = Vesícula umbilical primitiva* b) Epiblasto: camada de células colunares altas (cilíndricas), adjacentes à cavidade amniótica (se separam depois para formar amnioblastos) o forma o assoalho da cavidade amniótica; o ectoderma do âmnio; ectodermado embrião e a linha primitiva. o o epiblasto forma o disco trilaminar: ectoderma, mesoderma e endoderma embrionários *Saco vitelino primitivo, vesícula umbilical primitiva ou cavidade exocelômica FORMAÇÃO DA CAVIDADE AMNIÓTICA: surge do embrioblasto Amnioblastos originados do epiblasto revestem a cavidade amniótica, formando o âmnio. Âmnio é uma membrana que envolve o feto. Cavidade amniótica é onde fica o líquido amniótico. o Funções do líquido amniótico: barreira contra infecções, amortecimento de impactos, livre movimento do feto, crescimento simétrico, ajuda a controlar a temperatura e favorece o desenvolvimento dos pulmões Células derivadas do endoderma da vesícula umbilical formam o mesoderma extraembrionário (tecido conjuntivo frouxo), que envolve o âmnio e a vesícula umbilical, e depois é formado o celoma extraembrionário (cavidades) Assim que se forma o âmnio, o disco embrionário e a vesícula umbilical aparecem lacunas no sinciotrofoblasto, que são preenchidas por sangue materno dos capilares endometriais rompidos circulação uteroplacentária primitiva. (Este sangue nas lacunas apresenta também hCG produzido pelo sinciciotrofoblasto, que manterá o corpo lúteo) 12º DIA A partir do 10º dia haverá uma falha no epitélio endometrial preenchida por um tampão (coágulo sanguíneo fibrinoso). No 12º dia o epitélio já estará quase regenerado e deverá cobrir o tampão. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Células do citotrofoblasto penetram o sinciciotrofoblasto - Vilosidades coriônicas primárias Lacunas do sincício se fundem formando redes lacunares - (primórdios dos espaços intervilosos) (Os capilares ao redor do embrião implantado ingurgitam-se, dilatam-se e suas paredes ficam mais finas. A partir daqui eles são conhecidos como sinusóides) (o trofoblasto cresce um pouco mais rápido que o disco embrionário bilaminar nas fases iniciais) CELOMA EXTRAEMBRIONÁRIO E VESÍCULA UMBILICAL SECUNDÁRIA Com a progressão do tempo, o mesoderma embrionário aumenta em tamanho e começam a aparecer cavidades conhecidas como espaços celômicos extraembrionários Estes espaços se fundem para formar o celoma extraembrionário. Isto coincide com a redução do volume da vesícula umbilical primária; que então é denominada vesícula umbilical secundária. As células da vesícula umbilical secundária originam-se das células migratórias extraembrionárias do hipoblasto. Há um remanescente da vesícula umbilical primária dentro do celoma extraembrionário, que é referido como um cisto exocelômico. (A vesícula umbilical é o local de origem das células germinativas primordiais e pode ter função na transferência seletiva de nutrientes para o embrião.) MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIO ESPLÂNCNICO: em contato com a membrana exocelômica. MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIO SOMÁTICO: em contato com citotrofoblasto e cobre o âmnio. o dará origem à placenta o pedículo do embrião: futuro cordão umbilical Com formação do celoma extraembrionário: Vesícula umbilical primitiva diminui Forma vesícula umbilical secundária Não possui vitelo, mas transfere nutrientes para o embrião durante a 2ª e 3ª semana SACO CORIÔNICO Colunas celulares, revestidas com coberturas sinciciais, estendendo-se para o sinciciotrofoblasto, indicam o final da segunda semana gestacional. Formação das vilosidades coriônicas primárias. (células do citotrofoblasto) O cório é a parede do saco coriônico, o qual contém o embrião, o saco amniótico e a vesícula umbilical que estão conectadas ao cório pelo pedículo de conexão. O celoma extraembrionário é o primórdio da cavidade coriônica. Mesoderma extraembrionário somático + cito e sincíciotrofoblasto = Cório ou placa coriônica 14º DIA Embrião mantém a forma de disco embrionário plano bilaminar As células hipoblásticas são cilíndricas e formam uma região circular espessada, a placa pré-cordal Placa pré-cordal ou membrana oro-faríngea: fusão do epiblasto e hipoblasto Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Futura região cefálica e boca 3ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO GASTRULAÇÃO Processo em que ocorre a diferenciação das três camadas germinativas: ectoderma, mesoderma e endoderma (disco embrionário trilaminar) LINHA PRIMITIVA O primeiro sinal da gastrulação é a linha primitiva ela surge na superfície do epiblasto: as células do epiblasto migram em direção ao centro (rumo a linha média longitudinal do disco embrionário) cresce da região caudal (membrana cloacal) a região cefálica (placa pré-cordal) extremidade cranial da linha é chamada de nó primitivo invaginação por baixo do epiblasto: sulco primitivo e fosseta primitiva as células invasoras do epiblasto formam o mesênquima. o Parte do mesênquima forma o mesoderma intraembrionário, o qual entra em contato com o hipoblasto para deslocá-lo e forma o endoderma; as células do epiblasto começam invaginar e deslocam o hipoblasto: endoderma embrionário. a parte superior do epiblasto se diferencia em ectoderma. O epiblasto dá origem a todas as camadas germinativas no embrião – primórdio de todos seus tecidos e órgãos. As células da mesoderme preenchem todo o espaço entre a ectoderme e a endoderme, exceto na região da membrana bucofaríngea e da membrana cloacal. Teratoma sacrococcígeo (Remanescentes da linha primitiva) CAMADAS GERMINATIVAS ECTODERMA: Forma epiderme (cabelos e unhas), sistema nervoso central e periférico, epitélio sensorial da orelha interna, nariz e olho, hipófise, glândulas mamárias, glândulas sudoríparas e esmalte dos dentes. MESODERMA: Forma os músculos, tecido conjuntivo, sistema cardiovascular, órgãos reprodutores e excretores, células do sangue, medula óssea e esqueleto, tecidos conjuntivos do tronco. ENDODERMA: Forma revestimentos epiteliais, glândulas e células dos sistemas respiratório, urinário e digestório, além do parênquima da tireóide, paratireóide, fígado e pâncreas. NOTOCORDA É uma estrutura semelhante a um bastão, a qual define o eixo do embrião; é a base para a formação do esqueleto axial e indica o futuro local das vértebras. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV As células migram em sentido cranial e formam duas estruturas: a placa pré-cordal e processo notocordal. O processo notocordal surge de células que ingressam pela fosseta primitiva e se estendem em direção cefálica até a placa pré-cordal (uma pequena área circular de células endodérmicas cilíndrica no qual o ectoderma e o endoderma se fundem) e em direção caudal até a membrana cloacal. A placa pré-cordal da origem ao endoderma da membrana bucofaríngea O canal notocordal: separa o processo notocordal em dois O processo notocordal se transforma em placa notocordal por meio da fusão entre o assoalho do processo e o endoderma A placa notocordal dobra-se sobre si formando a notocorda. FUNÇÕES DA NOTOCORDA: Eixo de orientação da coluna vertebral; Fornece rigidez ao corpo do embrião; Forma o núcleo pulposo dos discos intervertebrais Induz ectoderma a formar placa neural NEURULAÇÃO Processo envolvido na formação da placa neural e tubo neural. A formação da placa neural é induzida pela notocorda em desenvolvimento Durante a neurulação o embrião é denominado nêurula. O ectoderma se espessa e diferencia em placa neural, a primeira estrutura relacionada ao Sistema Nervoso A placa neural se alonga em direção a membrana bucofaríngea o sulco neural: depressão da placa neural o pregas neurais: porções superiores ao sulco neural Placa neural forma-se um sulco neural pregas neurais tornam-se proeminentes Primeiros sinais do desenvolvimento encefálico As pregas neurais se aproximam e iniciam a fusão, formando otubo neural (primórdio do SNC), desprendendo-se do ectoderma O tubo neural se separa do ectoderma superficial, que se transforma em epiderme As células presentes no limite superior das pregas neurais se diferenciam em células da crista neural. A neurulação se completa durante a quarta semana Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Tubo neural: se diferenciará no Sistema Nervoso Central Crista neural: Gânglios sensitivos dos nervos espinais e cranianos Ectoderma: Epiderme em desenvolvimento Crista neural: (1) Via dorsal: Melanócitos (2) Via ventral :Gânglios sensoriais, neurônios simpáticos e entéricos; Células de Schwann e da medula suprarrenal. A crista neural logo se separa em porção direita e esquerda, e estas se deslocam para os aspectos dorso-laterais do tubo neural; em seguida movem tanto para dentro quanto para a superfície dos somitos. Meroanencefalia (ausência parcial do encéfalo) mesoderma: paraxial (somitos), intermediário e lateral ALANTÓIDE (16º dia) É uma evaginação da vesícula umbilical que cresce em direção ao pedículo do embrião. Forma: Úraco - Ligamento umbilical mediano (depois do nascimento) Vasos sanguíneos (placenta) - Veia e Artérias umbilicais Da 3ª à 5ª semana, formará o sangue. SOMITOS Mesoderma diferencia-se em mesoderma paraxial: originam os somitos por meio da diferenciação, condensação e divisão em estruturas cuboides pareadas São estruturas cubóides (1º par surge no final da 3ª semana) 42 a 44 pares no fim da 5ª semana Os somitos surgem na região cranial e se desenvolvem em direção à região caudal. Cefálicos são mais velhos e caudais mais jovens Usados como critério para determinar idade embrionária Originam a maior parte do esqueleto axial, músculos associados e derme. Somitos (3ª semana): Células mesodérmicas - Processo de epitelização - Formato de rosca (somitômeros cefálicos e caudais) Somitos (inicio 4ª semana): Perdem arranjo epitelial - Migram ao redor do tubo neural e notocorda - Formam o esclerótomo - Se diferenciará em vertebras e costelas. Somitos - miótomo Células das bordas dorsomedial e ventrolateral Diferenciam-se em células precursoras musculares Forma o músculo estriado esquelético da região do tórax e abdome os somitos das bordas dorsomedial e ventrolateral darão origem aos músculos associados ao esqueleto axial. Somitos - esclerótomo Forma cartilagens e ossos da região do tórax e abdome Alguns migram ao redor do tubo neural e da notocorda e se diferenciarão em vértebras e costelas. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Somitos – dermátomo Células do dermátomo Retornam ao estado mesenquimal Formam a derme do dorso alguns retornam ao estado de mesênquima e formam a derme associada ao esqueleto axial. CELOMA INTRA-EMBRIONÁRIO Divide o mesoderma lateral intraembrionário em mesodermas somático intraembrionário e esplâncnico intraembrionário. Origina cavidades pericárdica, pleural e peritoneal Mesoderma somático + Ectoderma = Formam a parede do corpo do embrião (somatopleura) Mesoderma esplâncnico + Endoderma = Formam o intestino do embrião (esplancnopleura) Celoma intra-embrionário (segundo mês): Cavidade pericárdica, pleural e peritoneal FORMAÇÃO DE VASOS SANGUÍNEOS (Início terceira semana) Angeion = vaso Genesis = produção VASCULOGÊNESE Formação de novos vasos; Precursores celulares as células mesenquimais se diferenciam em angioblastos os angioblastos se unem formando as ilhotas sanguíneas, que são associadas à vesícula umbilical, e depois começam a surgir cavidades Os Angioblastos achatam formando o Endotélio (vasculogênese) alguns angioblastos transformam-se em células tronco hematopoiéticas Vasos aparecem primeiro na parede do saco vitelino, na alantóide e no córion; ANGIOGÊNESE Ramificação de vasos preexistentes Células sanguíneas: Desenvolvem-se a partir de células endoteliais especializadas (epitélio hematogênico) à medida que eles crescem na vesícula umbilical e no alantoide ao final da terceira semana e depois em locais especializados ao longo da aorta dorsal. Hematogênese: Inicia no fígado (5ª semana), baço (12ª semana), medula óssea (28ª semana). CORAÇÃO E GRANDES VASOS (3ª SEMANA) Formam-se de células mesenquimais Par de tubos cardíacos endocárdicos tubo cardíaco primitivo Coração tubular une-se a vasos sanguíneos: do embrião, do pedículo, do córion e do saco vitelino, formando o Sistema Cardiovascular primitivo Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV É o primeiro sistema funcional do embrião. O coração começa a bater no 21° ou 22° dia. Células mesenquimais da área cardiogênica desenvolvem tubos cardíacos endocárdicos e a fusão desses tubos forma o tubo cardíaco primitivo ou coração tubular. O sistema cardiovascular primitivo é formado pelo coração tubular e pelos vasos sanguíneos do embrião, do pedículo de conexão e da vesícula umbilical. VILOSIDADES CORIÔNICAS vilosidades primárias: se formam no fim da 2 ª semana e ramificam-se (CÉLULAS CITOTROFOBLÁSTICAS) vilosidades secundárias: se formam na 3 ª semana – mesênquima penetra nas vilosidades primárias (CÉLULAS CITOTROFOBLÁSTICAS + MESÊNQUIMA) vilosidades coriônicas terciárias: Células mesenquimais se diferenciam em vasos sanguíneos visíveis (CÉLULAS CITOTROFOBLÁSTICAS + MESÊNQUIMA + VASOS SANGUÍNEOS) se fundem e formam Redes arteriocapilares: o Se conectam ao coração do embrião através de vasos do córion e pedículo. o As células citotrofoblásticas das vilosidades se estendem no sincício e formam uma capa citotrofoblástica extravilosa o As vilosidades de ancoragem ou coriônicas-tronco se prendem aos tecidos maternos. o Vilosidades coriônicas ramificadas fazem trocas materno-fetais e são banhadas por sangue materna do espaço interviloso. Sangue flui nos capilares das vilosidades 4ªÀ 8ª SEMANA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO FASES DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Crescimento: Divisão celular e elaboração de produtos celulares (mitoses). Morfogênese: Os órgãos e o corpo começam a ganhar forma e características. Diferenciação: Organização celular em tecidos e órgãos, com capacidade funcional. DOBRAMENTOS DO EMBRIÃO Embrião cilíndrico ocorre o dobramento do disco embrionário trilaminar Disco trilaminar plano - Embrião cilíndrico Dobramento plano mediano e Dobramento plano lateral Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV DOBRAMENTOS PLANO MEDIANO Dobramento ventral: Prega cefálica e Prega caudal PREGA CEFÁLICA Tubo neural cresce em direção cefálica (Encéfalo em desenvolvimento). Dobra-se sobre o coração em desenvolvimento. Deslocamento ventral das estruturas: Coração, Septo transverso, Celoma pericárdico, Membrana bucofaríngea Endoderma da vesícula umbilical incorpora-se como intestino anterior. → Primórdios da faringe, esôfago e sistema respiratório inferior Esta prega influencia a formação do celoma pericárdico → Localizado ventralmente ao coração Após o dobramento → Septo transverso desenvolve-se em tendão central do diafragma. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV PREGA CAUDAL Resultado do crescimento caudal do embrião. Parte distal do tubo neural. Eminência caudal se projeta sobre a membrana cloacal. Parte do endoderma do embrião forma o intestino posterior. Parte terminal do intestino forma a cloaca Primórdios da bexiga e reto Pedículo é parcialmente incorporado ao embrião Primórdio do cordão umbilical Prende-se à superfície ventral do embrião. O alantoide é incorporado ao embrião. DOBRAMENTOS PLANO HORIZONTAL Dobramento lateral: Prega lateraldireita e Prega lateral esquerda DOBRAMENTOS LATERAIS Resultado do crescimento da medula e somitos. Embrião cilíndrico. Endoderma incorpora-se ao embrião formando intestino médio Primórdio do intestino delgado Inicialmente, intestino médio e saco vitelino se comunicam. Reduz-se à um ducto onfaloentérico CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO A maior parte dos processos do desenvolvimento depende de uma interação coordenada e precisa de fatores genéticos e ambientais. Células iniciais Pluripotentes → Tecidos com características especializadas → Grau de diferenciação torna-se menor → Necessidade de indução. MECANISMO DE CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO Interação entre tecidos (um tecido se desenvolve e estimula os outros) Migração regulada de células e de colônias de células (células germinativas) Proliferação controlada e morte celular programada (apoptose do hipoblasto → endoderma) INDUÇÃO Interações que conseguem alterar a via do desenvolvimento das estruturas que interagem entre si. INDUÇÃO - SEQUENCIAL Tecido A induz B —— B induz c a se diferenciar em C Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV MÉTODOS DE INDUÇÕES Métodos de transmissão de substâncias sinalizadoras em induções MOLÉCULA DIFUSÍVEL Não tem contato direto entre as células e é liberado um estímulo Uma molécula difusível → Passa do indutor para o tecido-alvo. MATRIZ NÃO-DIFUSÍVEL Substâncias produzidas ao redor das células permitirá um contato indireto entre as células Tecido indutor secreta Matriz extracelular não difusível (a matriz que faz a indução) Entra em contato com o tecido-alvo CONTATO CELULAR Contato físico entre o tecido indutor e o alvo. (A vesícula óptica induz o cristalino a partir do ectoderma de superfície ao desenvolvimento da córnea.) GESTAÇÃO MÚLTIPLA CAUSAS FREQUENTES: técnicas de reprodução assistida Tratamento para fertilidade Indução da ovulação (gonadotropinas exógenas) Idade materna avançada (2% após os 35 anos) multiparidade (2% após gestações) Gêmeos nascidos: 2/3 dizigóticos 1/3 monozigóticos GÊMEOS DIZIGÓTICOS OU BIVITELINOS (DZ) 2 óvulos e 2 espermatozóides 2 zigotos Incidência: 1/500 asiáticos; 1/125 caucasianos; 1/20 africanos 2 zigotos: 2 âmnios, 2 córions Placentas fundidas (40%) Duas Placentas (60%) GÊMEOS MONOZIGÓTICOS OU UNIVITELINOS Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV 1 óvulo e 1 espermatozóide 1 zigoto 65% geneticamente iguais (dois embrioblastos) / 35% (duas mórulas) A. 1/3 divisão 3 dias após a fecundação Dicoriônica ou Diamniótica B. 2/3 Divisão entre 3 e 9 dias após fecundação Monocoriônica (1 placenta) ou Diamniótica C. 2% Divisão após o 9º dia de fecundação Monocoriônica ou Monoamniótica → estão associados a 50% da mortalidade fetal Um zigoto o Córion único: Âmnio único (raro) ou dois âminions o Dois córions: Duas placentas (10%) ou Placentas fundidas (25%) Divisão tardia: placenta monocoriônica e placenta monoamniótica estão associados a 50% da mortalidade fetal Cordões umbilicais embaralhados (raramente sobrevivem); Divisão incompleta do disco (Gêmeos conjugados e parasita). 1. gêmeos separados 2. siameses 3. parasitas GÊMEOS MONOZIGÓTICOS CONJUGADOS • Disco embrionário não se divide completamente. • Discos embrionários adjacentes se fundem. • Recebem o nome de acordo com a região pela qual são unidos (toracópagos, pigópagos, craniópagos, cefalotoracópagos, cefalópagos) SÍNDROME DA TRANSFUSÃO DE GÊMEOS (fetofetal) Anastomose não compensada dos vasos placentários acorre em 15% das gestações monocoriônicas um gêmeo recebe maior parte do fluxo sanguíneo resulta em morte de ambos em 50 a 70% dos casos Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV GÊMEOS PARASITAS Os gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos. Um destes gêmeos, se desenvolve, enquanto o outro se atrofia e se aloja no interior do gêmeo sadio e passa a depender completamente dele. SÍNDROME DO GÊMEO DESAPARECIDO Morte de um dos fetos. Acontece no 1º trimestre, ou início do 3º. Resultado de desaparecimento ou feto papiráceo NASCIMENTOS MÚLTIPLOS Trigêmeos: • 1 zigoto (idênticos) • 2 zigotos (2 idênticos e 1 isolado) • 3 zigotos (mesmo sexo ou sexos diferentes) o Nos quádruplos, quíntuplos, sêxtuplos e sétuplos ocorrem combinações semelhantes. SUPERFECUNDAÇÃO HETEROPATERNAL: é quando acontecem duas ou mais fecundações simultâneas por espermatozóides de dois pais distintos. SUPERFETAÇÃO: é considerado um tipo especial de superfecundação em ciclos reprodutivos diferentes GRAVIDEZ ECTÓPICA Gravidez anormal que ocorre fora do útero Causas frequentes: • Endometriose • Cirurgia anterior • Inflamações pélvicas Local mais frequente: Tuba uterina (ampola da tuba uterina mais frequente) PLACENTA E MEMBRANAS FETAIS Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV PLACENTA Decídua basal + córion viloso = placenta Órgão maternofetal; Meio de transporte de substâncias entre o concepto e a mãe; Representa ⅙ do peso do feto; É expelida após o nascimento. DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA Rápida proliferação do trofoblasto Desenvolvimento do saco coriônico e das vilosidades coriônicas Aumenta de tamanho com o crescimento do feto. PARTE FETAL Formada pelo córion viloso Vilosidades no espaço interviloso contêm sangue materno. É aderida à parte materna pela capa citotrofoblástica. Até 8ª semana: Vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico Com crescimento do saco coriônico, parte associada à decídua capsular se degenera: Forma córion liso Vilosidades associadas à decídua basal ramificam-se: Formam córion viloso PARTE MATERNA Formada pela decídua basal Relacionada ao componente fetal da placenta. Quase inteiramente substituída pela parte fetal no final do 4º mês. DECÍDUA Camada funcional do endométrio uterino eliminada no parto. Decídua basal (Sempre fica no endométrio, é profunda ao concepto e forma a parte materna da placenta), Decídua funcional (descamação na menstruação e pós parto): decídua capsular e decídua parietal. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV DECÍDUA BASAL (Sempre fica no endométrio) Parte materna da placenta – parte da decídua profunda ao concepto Camada compacta de células deciduais, lipídios e glicogênio. Encontra-se entre o córion viloso e a parede útero. DECÍDUA CAPSULAR (funcional) Parte superficial da decídua Recobre o córion liso e o concepto. Se alonga e degenera com o crescimento da vesícula coriônica. À medida que o córion cresce ela se degenera DECÍDUA PARIETAL (funcional) Parte restante da decídua Situa-se nas regiões do útero não ocupadas pelo concepto. Se funde com o córion liso devido à degeneração da decídua capsular. Âmnio e córion liso se fundem entre si e com a decídua parietal, obliterando a cavidade uterina (formam a membrana amniocoriônica). Até 8ª semana: Vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico Com crescimento do saco coriônico, parte associada à decídua capsular se degenera: Forma córion liso Vilosidades associadas à decídua basal ramificam-se: Formam córion viloso PLACENTA A TERMO Formato discoide Diâmetro entre 15 e 25cm 3cm de espessura Peso: 500 a 600g SUPERFÍCIE FETAL Recoberta pela placa coriônica (córion) Córion recoberto pelo âmnio Vasos coriônicos convergem para o cordão umbilical A placa coriônica e o cordão umbilical estão recobertos pelo âmnio SUPERFÍCIE MATERNA Apresenta cotilédones 15 a 20 áreas salientes Recobertas pela decídua basal Septos deciduais entre os cotilédones Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Cotilédone: Consiste de 2 ou + troncos vilosos e suas vilosidades ramificadas Final do 4º mês: cotilédones substituem quase totalmente a decídua basal VARIAÇÕES PLACENTÁRIAS Em baqueta cordão inserido na extremidade Placenta circunvalada: As membranas se estendem sobre a placenta formando um anel. Pacenta succenturiata: Com lobos acessórios com conexões vasculares. Inserção velamentosa: Cordão inserido no córion e âmnio, ao invés da placenta. Os vasos ramificam-se entre as membranas antes de se estenderem sobre a placenta CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA CIRCULAÇÃO FETAL (as vilosidades coriônicas ramificadas da placenta proporcionam uma grande área de superfície onde materiais podem ser trocados através de uma membrana placentária. É através das ramificações das vilosidades, que se originam das vilosidades-troco, que ocorre o principal meio de troca de material entre a mãe e o feto.) Sangue rico em O2 Proveniente da mãe Capilares fetais Veias da placa coriônica Veia umbilical Feto Sangue fetal pobre em O2 Artérias umbilicais Placa coriônica artérias coriônicas Vilosidades coriônicas Troca gasosa feto/mãe (sistema arteriocapilar-venoso) CIRCULAÇÃO MATERNA (o sangue materno entra no espaço interviloso através de 80 a 100 artérias endometriais na decídua basal) Sangue rico em O2 e nutrientes - artérias endometriais espiraladas Espaço interviloso Lançado contra o teto do espaço interviloso Vilosidades coriônicas Troca gasosa mãe/feto Sangue pobre em O2 e rico metabólitos Retorna à circulação materna pelas veias endometriais O bem-estar do embrião/feto depende mais da irrigação adequada das ramificações das vilosidades com sangue materno que de qualquer outro fator. Reduções da circulação uteroplacentária resultam em hipóxia fetal e em restrição de crescimento intrauterino (RCIU) Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV MEMBRANA PLACENTÁRIA Separa o sangue fetal do materno Chamada erroneamente de barreira placentária Algumas substâncias atravessam essa membrana (ex: fármacos, drogas) Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Constituição até a 20ª semana: Sinciciotrofoblasto Citotrofoblasto Tecido conjuntivo viloso Endotélio dos capilares fetais Células citotrofoblásticas desaparecem Em alguns locais o sincício entra em contato direto com o endotélio dos capilares fetais para formar a membrana placentária vasculosincial. A membrana placentária atua como barreira somente como quando uma molécula é de certo tamanho, configuração e carga, como a heparina. Constituição após a 20ª semana: Sinciciotrofoblasto Tecido conjuntivo viloso Endotélio dos capilares fetais Nós sinciciais (terceiro trimestre): agregação dos núcleos do sinciciotrofoblasto o Se desprendem regularmente e são transportados do espaço interviloso para a circulação materna. Final da gestação: material fibrinoide eosinofílico reforça as superfícies das vilosidades, o que parece reduzir a transferência placentária. FUNÇÕES DA PLACENTA METABOLISMO: Síntese: glicogênio, colesterol, ácidos graxos SÍNTESE E SECREÇÃO ENDÓCRINA Hormônios proteicos: hCG: evita a degeneração do corpo lúteo até o 3º ou 4º mês de gravidez Somatomamotropina coriônica humana (hCS), Tireotrofina coriônica humana, Corticotrofina coriônica humana Hormônios esteroides: progesterona e estrógeno Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV TRANSFERÊNCIA DE GASES E NUTRIENTES O2, CO2 e CO; Água, glicose, aminoácidos e vitaminas; Hormônios; Eletrólitos; Uréia e ácido úrico (excreção); Drogas e metabólitos; Agentes infecciosos (vírus rubéola, etc) SUBSTÂNCIAS NÃO TRANSFERÍVEIS Bactérias, Heparina, IgS, IgM ANORMALIDADES PLACENTÁRIAS FATORES DE RISCO Idade materna > 35 anos Multiparidade Miomas submucosos Cirurgia uterina prévia Lesões endometriais PLACENTA ACRETA: União anormal das vilosidades coriônicas ao endométrio; A placenta ultrapassa os limites normais de fixação. PLACENTA INCRETA: As vilosidades coriônicas penetram o endométrio e miométrio. PLACENTA PERCRETA: As vilosidades coriônicas invadem o endométrio, miométrio e perimétrio, podendo atingir órgãos externos. PLACENTA PRÉVIA: Implantação próxima ou sobre o orifício interno do útero. (não é tão grave quanto às outras) Total: a placenta cobre totalmente a abertura interna do colo do útero Marginal: a placenta atinge abertura interna do colo do útero, mas não a cobre Parcial: a placenta cobre parcialmente a abertura interna do colo do útero. Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV MEMBRANAS EXTRAFETAIS ÂMNIO Membrana em forma de saco, é preenchido pelo líquido amniótico e envolve o embrião e depois o feto LÍQUIDO AMNIÓTICO Inicialmente secretado pelas células do âmnio e posteriormente derivado do tecido materno e líquido intersticial (difusão). É engolido pelo feto e excretado pela urina COMPOSIÇÃO: Solução aquosa, Proteínas, carboidratos, gorduras, enzimas, hormônios..... FUNÇÃO: Possibilita crescimento simétrico do embrião Barreira contra infecção Possibilita desenvolvimento normal dos pulmões Impede a aderência do Âmnio ao embrião Amortece impactos Ajuda a controlar a temperatura do embrião Possibilita o movimento livre do feto Auxilia na homeostasia de líquidos e eletrólitos DISTÚRBIOS DE VOLUME: OLIGOIDRÂMNIO: Baixo volume de líquido amniótico Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV Causas: Insuficiência placentária, Ruptura da membrana amniocoriônica, Agenesia renal (urina deixa de contribuir para formação do líquido amniótico) Complicações: Hipoplasia pulmonar e defeitos faciais e membros (causados pela compressão fetal pela parede uterina) POLIDRÂMNIO: Grande volume de líquido amniótico Causas: Idiopática (60%) Fatores maternos (20%) Origem fetal (20%) Causa fetais: Não ingestão do líquido amniótico pelo feto, Atresia esofágica (obstrução), Anomalia SNC, Infecções congênitas Causas maternas: Diabetes mellitus, Aloimunização Rh (resposta imunológica contra antígenos eritrocitários) (Agenesia: ausência completa ou parcial de um órgão ou tecido em seu estágio embriológico) (Hipoplasia: diminuição da atividade formadora dos tecidos orgânicos) (Idiopática: Que surge espontaneamente, sem que a sua origem seja conhecida) VESÍCULA UMBILICAL Formado pela membrana exocelômica e hipoblasto (2ª semana) 5ª semana: pode ser observada no US 32 dias: Grande 10 semanas: reduzida a 5mm. 20 semanas: não é mais visível (atrofia) IMPORTÂNCIA Transferência de nutrientes para o embrião 2ª e 3ª semana Formação do sangue da 3ª a 6ª semana Forma o epitélio da traqueia, brônquios, pulmões e trato digestivo a partir de seu endoderma Diferenciação em células germinativas ALANTÓIDE Divertículo da parede caudal do saco vitelino que se projeta para o pedículo do embrião. Formato semelhante à salsicha Se degenera durante o 2º mês IMPORTÂNCIA Formação do sangue, da 3ª à 5ª semana. Origina veia e artérias umbilicais Após o nascimento, forma o ligamento umbilical mediano. CORDÃO UMBILICAL Prende-se no centro da superfície fetal da placenta Diâmetro: 1 a 2 cm Comprimento: 30 a 90 cm Composição: 2 artérias e 1 veia + geleia de Wharton Caderno Embriologia – 1º período Medicina Luana Novaes Mendes – Uniube - Turma XLIV COMPLICAÇÕES: Ausência de uma artéria Causado por agenesia ou degeneração de uma das artérias 1 em 100 neonatos Acompanhada de defeitos cardiovasculares em 15 a 20% dos neonatos Nós falsos: Vasos maiores que o cordão; sem consequências para o feto. Nós verdadeiros: Hipóxia ou anóxia fetal Tendões curtos: Separação prematura da placenta durante o parto Tendões longos: Enlaçamento ao redor do feto (hipóxia ou anóxia) (hipóxia: diminuição de O2 / anóxia: ausência de O2)