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PRINCIPAIS CAUSAS 
1. Isquemia 
 
2. Trauma 
3. Agentes infecciosos e químicos 
 
4. Distúrbios genéticos 
5. Reações Imunológicas 
 
Kaylaine Andrade T12 
LESÃO REVERSÍVEL 
 É um estágio em que caso o estimulo prejudicial seja removido a célula consegue retornar 
a sua função e morfologia. 
 Falha das bombas iônicas dependentes de energia na membrana plasmática → 
Incapacidade de manter a homeostasia iônica e líquida → Células e organelas tumefeitas 
de água. 
 Em algumas formas de lesão, organelas degeneradas e lipídios podem se acumular dentro 
das células lesionadas. 
 
 
 
Histologia 
 
Alterações morfológicas na lesão celular reversível e irreversível (necrose). 
(A) Túbulos renais normais com células epiteliais viáveis. 
(B) Lesão isquêmica inicial (reversível) mostrando, em células ocasionais, bolhas na superfície, 
eosinofilia aumentada do citoplasma e tumefação celular. 
(C) Lesão necrótica (irreversível) das células epiteliais com perda dos núcleos, fragmentação 
das células e extravasamento dos conteúdos 
LESÃO IRREVERSÍVEL 
Ocorre quando a partir de certo ponto a células não consegue mais retornar a sua função e 
morfologia normal. Ocorre por três motivos: 
1. Incapacidade de restaurar a função mitocondrial 
2. A perda de estrutura e das funções da membrana plasmática e das membranas 
intracelulares 
3. A perda de DNA e da integridade estrutural da cromatina
 
Morte celular 
 
NECROSE 
1. Isquemia 
2. Exposição a toxinas 
3. Infecções e traumatismos 
A necrose é uma forma de morte celular, na qual as membranas celulares se desintegram e as 
enzimas celulares extravasam e, por fim, digerem a célula. 
A necrose provoca uma reação local do hospedeiro, chamada inflamação, que é induzida por 
substâncias liberadas das células mortas e que serve para eliminar os debris celulares e 
iniciar o processo de reparo subsequente. 
As enzimas responsáveis pela digestão da célula são derivadas dos lisossomos e podem ser 
provenientes das próprias células moribundas ou de leucócitos recrutados como parte da 
reação inflamatória. 
• Alterações citoplasmáticas. As células necróticas exibem aumento da eosinofilia (i. e., elas 
ficam coradas de vermelho pelo corante eosina – o “E” na coloração de hematoxilina e eosina, 
“H&E”), atribuível em parte às proteínas citoplasmáticas desnaturadas que se ligam à eosina. 
• Alterações nucleares. As alterações nucleares assumem um dos três padrões, todos 
resultantes da degradação da cromatina e do DNA. A picnose é caracterizada por retração 
nuclear e aumento da basofilia; o DNA se condensa em uma massa retraída escura. 
• Destino das células necróticas. As células necróticas podem persistir por algum tempo ou 
serem digeridas por enzimas e desaparecer. As células mortas são substituídas por figuras de 
mielina, que são fagocitadas por outras células ou degradadas em ácidos graxos. Esses ácidos 
graxos se ligam a sais de cálcio, resultando em células mortas calcificadas. 
PADRÕES MORFOLÓGICOS DE NECROSE TECIDUAL 
Necrose de coagulação 
É a forma de necrose tecidual na qual a arquitetura básica dos tecidos permanece preservada 
por, pelo menos, alguns dias após a morte celular. 
 
Necrose liquefativa 
É observada em infecções bacterianas focais ou, ocasionalmente, nas infecções fúngicas, 
porque os microrganismos estimulam o rápido acúmulo de células inflamatórias e as enzimas 
dos leucócitos digerem (“liquefazem”) o tecido. 
 
Necrose gangrenosa 
Em geral, aplica-se a um membro, normalmente a perna, que perdeu o seu suprimento 
sanguíneo e sofreu necrose de coagulação, envolvendo várias camadas de tecido. 
Necrose caseosa 
É encontrada mais frequentemente em focos de infecção tuberculosa. O termo caseoso 
(semelhante a queijo) refere-se à aparência friável branco-amarelada da área de necrose no 
exame macroscópico. 
 
Necrose gordurosa 
Refere-se a áreas focais de destruição gordurosa, em geral resultante da liberação de lipases 
pancreáticas ativadas na substância do pâncreas e na cavidade peritoneal. Isso ocorre na 
emergência abdominal calamitosa conhecida como pancreatite aguda. 
 
Necrose fibrinoide 
É uma forma especial de necrose. Geralmente ocorre em reações imunes em que complexos de 
antígenos e anticorpos são depositados nas paredes dos vasos sanguíneos, mas também pode 
ocorrer na hipertensão grave. 
 
APOPTOSE 
Morte celular programada 
 
 
 
VIA INTRINSECA OU MITOCONDRIAL 
Mitocôndrias contêm várias proteínas que são capazes de induzir apoptose, incluindo o 
citocromo c. 
1. Sensores proteína BH3- Only são ativados 
2. Produção de Bak e Bax pró-inflamatórias 
3. Como resultado, Bak e Bax se dimerizam, se inserem na membrana mitocondrial e 
formam canais através dos quais o citocromo c e outras proteínas mitocondriais 
extravasam para o citosol. 
4. Membranas mitocondriais se tornam permeáveis 
5. O citocromo c escapa para o citoplasma, desencadeando a ativação da caspase 9. 
6. O resultado final é a ativação de uma cascata de caspases que desencadeia a 
fragmentação nuclear e leva à formação de corpos apoptóticos. 
7. Morte celular 
VIA EXTRINSECA OU DO RECEPTOR DE MORTE 
Muitas células expressam moléculas de superfície, chamadas receptores de morte, que 
desencadeiam a apoptose. 
Família do receptor do fator de necrose tumoral (TNF), que contém em suas regiões 
citoplasmáticas um “domínio de morte” conservado, assim chamado porque ele medeia a 
interação com outras proteínas envolvidas na morte celular. 
1. Os receptores de morte prototípicos são o receptor de TNF tipo I e Fas (CD95). O 
ligante de Fas (FasL) é uma proteína de membrana expressa principalmente em 
linfócitos T ativados. 
2. Quando essas células T reconhecem alvos que expressam Fas, as moléculas Fas são 
ligadas em reação cruzada pelo FasL e se ligam a proteínas adaptadoras através do 
domínio de morte. 
3. Estas, então, recrutam e ativam a caspase-8, que, por sua vez, ativa caspases a jusante 
(downstream). 
4. A via receptora de morte está envolvida na eliminação de linfócitos autorreativos e na 
morte de células-alvo por alguns linfócitos T citotóxicos (CTL) que expressam FasL. 
 
 
Células apoptóticas 
 
São adaptações que as células realizam para se adaptar ao ambiente que sofreu alguma 
alteração. 
HIPERTROFIA 
Aumento do tamanho da célula = aumento do tamanho do órgão. 
 Ocorre principalmente em células que tem uma baixa capacidade de multiplicação. 
• O aumento fisiológico maciço do útero durante a gravidez ocorre como consequência de 
hipertrofia e hiperplasia do músculo liso estimulado pelo estrogênio. 
• Um exemplo de hipertrofia patológica é o aumento cardíaco que ocorre na hipertensão 
ou na doença valvar aórtica. 
 
 
HIPERPLASIA 
Hiperplasia se refere ao aumento no número de células em um órgão que resulta da proliferação 
aumentada de células diferenciadas ou, em alguns casos, de células progenitoras menos 
diferenciadas. 
A maioria das formas de hiperplasia patológica é causada por estimulação excessiva hormonal 
ou por fatores de crescimento. 
Por exemplo, após um período menstrual normal há aumento da proliferação epitelial uterina 
que geralmente é regulada pelos efeitos estimuladores dos hormônios pituitários e do estrogênio 
ovariano e pelos efeitos inibitórios da progesterona. Uma perturbação deste equilíbrio que 
conduz a uma estimulação estrogênica aumentada provoca hiperplasia endometrial, que é uma 
causa comum de sangramento menstrual anormal. 
A hiperplasia prostática benigna é outro exemplo comum de hiperplasia patológica induzida em 
resposta à estimulação hormonal por andrógenos. 
Um ponto importante a ser destacado é que, em todas essas situações, o processo hiperplásico 
permanece controlado; se os sinais que o iniciam são diminuídos ou interrompidos, a hiperplasia 
desaparece. 
ATROFIA 
É a diminuição do tamanho célulasdevido a perda de substâncias celulares. 
 
METAPLASIA 
Metaplasia é uma alteração na qual um tipo de célula adulta (epitelial ou mesenquimal) é 
substituído por outro tipo de célula adulta. 
Neste tipo de adaptação celular, um tipo de célula sensível a um determinado estresse é 
substituído por outro tipo de célula com maior capacidade de suportar o ambiente adverso. . 
A metaplasia epitelial é exemplificada pela alteração que ocorre no epitélio respiratório de 
tabagistas habituais, nos quais as células epiteliais cilíndricas ciliadas normais da traqueia e 
dos brônquios frequentemente são substituídas por células epiteliais escamosas estratificadas.

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