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Fascio
Endamoebidae, 
Trichomonadidae, Hexamitidae, 
Monocercomonodidae: 
classificação e morfologia
Professor: Carlos Luiz Massard
Maristela Peckle Peixoto
INSTITUTO DE VETERINÁRIA
DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA ANIMAL
IV 402 – PARASITOLOGIA II
Aula Prática
parasito2ufrrj@gmail.com 2023
Família Endamoebidae – Taxonomia e classificação
Império Eukaryota Corliss, 1994; 
Reino Protozoa Goldfuss, 1818;
Filo Rhizopoda Von Siebold, 1845; 
Classe Entamoebidea Cavalier-Smith, 1991; 
Ordem Amoebida Ehrenberg, 1830; 
Família Endamoebidae Calkins, 1926; 
Gênero Entamoeba Casagrandi & Barbagallo, 1895;
• Espécie Entamoeba coli Schaudinn, 1903
• Espécie Entamoeba histolytica Schaudinn, 1903
Não flagelados
Pseudópodes
Trofozoítos com 
núcleo único
Protozoário do TGI 
de vertebrados e 
invertebrados; 
encistam
Núcleo de cariossomo
com localização 
variável;
Cromatina na superfície 
interna da membrana 
nuclear;
Cistos com número de 
núcleos variados (1-8).
Características gerais
Protozoários uninucleados, sem flagelos e com mitocôndria.
▪ Doença: amebíase.
▪ Habitat: Intestino delgado e grosso.
▪ Locomoção: emissão de pseudópodes.
▪ Via de transmissão: Ingestão de cistos em alimentos e bebidas
contaminadas, contato feco-oral e transporte mecânico por
insetos.
▪ Morfologia: cistos, metacistos, trofozoítos e pré-cistos
 Cisto (forma pré-cística e cística), metacisto e trofozóitas são eliminados
nas fezes.
 Na maioria dos casos os trofozóitos permanecem no lumen do
intestino, não sendo invasivos. São responsáveis pela formação de
cistos – Estes trofozóitos são chamados de forma minuta (comensal,
não virulenta, apatogênica, não hematófaga).
 Em alguns casos os trofozoítos invadem a mucosa intestinal
migrando através do sistema porta para o fígado. Não formam cistos
– Estes trofozóitos são conhecidos como forma magna (invasiva,
hematófaga, virulenta).
Entamoeba histolytica - biologia
1. Trofozoíto - estágio ativo;
2. Forma amebóide com
pseudópodos;
3. Endoplasma finamente
granulado e ectoplasma
hialino;
4. Um só núcleo com uma
fina camada de cromatina
e um pequeno cariossoma
central.
Trophozoite: 20-30 µm
Entamoeba histolytica
Entamoeba histolytica
Trofozoítos
Entamoeba histolytica - cisto
1) Cisto/forma resistente;
2) Parede cística;
3) Endoplasma granulado e 
ectoplasma hialino;
4) Esférico com 1-4 núcleos;
5) Corpos cromatóides grandes com 
extremidade arredondada.Cisto -10 a 20 μm
Entamoeba histolytica - cistos
Cisto maduro
Cisto imaturo 
Cistos - Entamoeba histolytica
Cisto com um núcleo - uninucleado Cisto com dois núcleos – binucleado => imaturos
Trofozoíto de Entamoeba coli 
1) Trofozoíto amebóide;
2) Emitem pseudópodes;
3) Cromatina periférica nuclear
com grânulos grosseiros e
desorganizados;
4) Um núcleo com cariossomo
excêntrico.
Cisto de Entamoeba coli
1) Cisto/forma resistente;
2) Parede cística;
3) Endoplasma granulado e 
ectoplasma hialino;
4) Corpos cromatóides
delgados;
5) Cisto com oito núcleos
(variam de 15 a 20 µm);
Núcleo
Núcleo
Vacúolos 
alimentares
Trofozoíto
Cisto 
Cisto imaturos 
Cisto imaturos 
Pré-cisto
Núcleo
Corpos 
cromatóides
Vacúolo de
glicogênio
Núcleo
Cistos de Entamoeba
- diferença -
E. coli E. histolytica
Entamoeba histolytica (mamíferos) 4 núcleos
E. suis (suinos) 1 núcleo
E. invadens (répteis) 4 núcleos
E. nutalli (primatas não humanos) 4 núcleos
E. dispar (humanos)
E. moshkoviskii (humanos)
E. hartmani (humanos)
E. coli (humanos) 8 núcleos
E. polecki (humanos e suínos) 1 núcleo
E. gingivalis (humanos) Sem cisto
4 núcleos
“complexo 
histolytica”
Família Hexamitidae – classificação
Império Eukaryota Corliss, 1994
Reino Archezoa Haeckel, 1894
Filo Metamonada Grassé, 1952
Classe Trepomonadea Cavlier-Smith, 1993
Ordem Diplomonadida Wenyon, 1926
Família Hexamitidae Kent, 1880
Gênero Giardia Kunstler, 1882
Espécie Giardia intestinalis Lambl, 1859
2-8 ou mais flagelos;
Vida livre, simbionte 
ou parasitos
Trofozoíto piriforme;
Simetria bilateral;
6-8 flagelos;
2 núcleos com 
cariossoma grande;
Forma cística
Giardia spp. - características
• É o flagelado mais comum do trato digestivo humano;
• Acomete o homem e animais (mamíferos);
• Estreito relacionamento homem-animal favorece a
transmissão (zoonose);
• Apresentam trofozoítos piriformes com
simetria bilateral;
• Presença de dois núcleos com oito
flagelos livres.
Giardia – ciclo de vida
(transmissão feco-oral)
Fonte: modificado de Gardiner et al., 1988
2
3
1. 
1. Núcleos (2) com cariossoma central
2. Corpos medianos (parabasal) –
diferenciação entre espécies
3. Axonemas
4. Flagelos (8)
Giardia spp. – morfologia dos trofozoítos
+-15 µm
Trofozoíto de Giardia spp. com dois núcleos
Esfregaço fecal humano
Fonte: Gardiner et al., 1988
Trofozoítos de Giardia spp. 
Vilo intestinal
Giardia spp. – morfologia dos trofozoítos
Fonte:http://www.cdc.gov/dpdx/giardiasis/gallery.html#trophwetmounts
Fonte: Arquivo pessoal (Profa Melissa Chambarelli)
Giardia spp. – morfologia dos cistos
Cisto de Giardia spp.
Fontes: http://www.research.kobe-u.ac.jp/fhs-parasite/japanese/gallery/gallery_image/Giardia_cyst2.jpg
http://www.tulane.edu/~wiser/protozoology/notes/images/gl_cyst.gif
• CW: Parede do cisto
• Nu: Núcleos, geralmente
localizados na porção
anterior do cisto
• Ax: Axonemas
• MB: Corpos medianos
Forma infectante: cistos;
Hospedeiro definitivo: homem, cães e outros 
mamíferos;
Local parasitismo: intestino delgado.
Cisto:
- Altamente resistente;
- Podem ser vistos de 2 a 4 núcleos e corpos medianos;
- Varia de 8-12 µm comprimento e 7-10 µm largura;
- Parede dupla;
- Origina 2 trofozoítos;
- Desencistamento no intestino
delgado do hospedeiro;
- Encistamento no intestino
grosso.
1. 1. Axóstilo ou axonema
2. 2. Núcleo (2-4)
3. 3. Parede do cisto dupla
4. 4. Corpos medianos
Giardia spp. – morfologia dos cistos
Família Trichomonadidae
Império Eukaryota Corliss, 1994; 
Reino Protozoa Goldfuss, 1818; 
Filo Parabasala Honigberg, 1973; 
Classe Trichomonadea Kirby, 1947; 
Ordem Trichomonadida Kirby, 1947; 
Família Trichomonadidae; 
Gênero Tritrichomonas Kofoid, 1920; 
Espécie Tritrichomonas foetus Riedmuller, 1928; 
Unicelular;
Complexo parabasal;
Flagelos múltiplos;
Um ou mais núcleos
Trofozoíto piriforme;
Núcleo único;
Flagelo recorrente 
sustentado por 
membrana ondulante;
Axóstilo único;
Sem forma cística;
Sem simetria bilateral
Tricomonadidae
• Trofozoíto de formato
piriforme;
• Núcleo único;
• Corpo parabasal;
• Possuem 3 a 5 flagelos
anteriores e um flagelo
recorrente ao longo da
borda de uma membrana
ondulante;
• Axóstilo – estrutura em
forma de bastão ao longo
da célula.
•Sem simetria bilateral.
Fonte: Roberts & Janovy, 2005
Fonte: NCBI Taxonomy Browser
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/
• T. vaginalis - Localizado no sistema reprodutor de humanos;
• T. gallinae - Localizado no sistema digestório de aves;
• T. suis – Vias aéreas superiores de suínos;
• T. foetus - Localizado no sistema reprodutor de bovinos e no
sistema digestório de felinos.
Tricomonadidae
Ordem Trichomonadida - características
• Tritrichomonas – 3 flagelos anteriores e um posterior formando
uma membrana ondulante.
• Trichomonas – flagelo posterior não é livre e possuem 4 flagelos
anteriores.
Fonte: Roberts & Janovy, 2005
Tritrichomonas
foetus
Trichomonas 
vaginalis
Trofozoíto:
- Piriforme; 
- Grande (10-25µm x 3-15µm);
- 1 núcleo grande, compacto e 
anterior;
- 3 flagelos livres;
- 1 flagelo recorrente com 
membrana ondulante;
- Sem simetria bilateral;
- - Axóstilo: função 
esquelética;
- Hospedeiro definitivo: 
bovinos;
- Local de parasitismo: trato 
urogenital
Tritrichomonas foetus
Trichomonas - morfologia
Fonte: Arquivo pessoal Profa. Melissa Chambarelli
Ciclo biológico - Direto
1)Ciclo de vida direto, multiplicam for fissão binária;
2) Não há formação de cistos;
3) Baixa resistência fora do hospedeiro;
4) Tramissão através do contato.
Trofozoíta Trofozoíta
(Veretebrado 1) (Vertebrado 2)
Condições desfavoráveis = podem formar pseudocistos
Família Monocercomonadidae
– Taxonomia e classificação
Império Eukaryota Corliss, 1994; 
Reino Protozoa Goldfuss, 1818; 
Filo Parabasala Honigberg, 1973; 
Classe Trichomonadea Kirby, 1947; 
Ordem Trichomonadida Kirby, 1947; 
Família Monocercomonadidae; 
Gênero Histomonas Tyzzer, 1920; 
Espécie Histomonas meleagridis (Smith,1895)
Flagelo recorrente e 
membrana
ondulante ausentes;
Formas amebóides diversas;
1-4 flagelos
Unicelular;
Complexo parabasal;
Flagelos múltiplos;
Um ou mais núcleos
Relembrando o ciclo
biológico
Fonte: Beckmann et al., 2021
(Heterakis gallinarum and
Histomonas meleagridis DNA
Persists in Chicken Houses
Years after Depopulation)
Importância: Perus e pavões
O gênero Histomonas - características
1) Corpo amebóide, geralmente arredondado; 
2) Possui um único núcleo e um flagelo que
emerge de um grânulo basal próximo do
núcleo (quando no lúmen – b e c)
3) No tecido, não apresenta flagelo (a).
A: Histomonas em fígado
B e C: Histomonas no lúmen do ceco
Histomonas meleagridis - morfologia 
Atlas parasitologia: <http://atlasparasitologia.fmv.ulisboa.pt/protozo>
Trofozoítos amebóides e sem flagelos;
Citoplasmas vacuolados;
Núcleos difusos e grandes com o cariossomo central.
• Necropsia: Lesões macroscópicas no fígado (Figura 1).
GARDINER, C.H.; FAYER, R. & DUBEY, J.P. (1988). An Atlas of Protozoan Parasites 
in Animal Tissues. USDA/ARS, Agriculture Handbook Number 651, Washington, DC.
Figura 1: Alterações necróticas envoltas por um halo.
Histomonas spp. – diagnóstico
Randall, C.J. (1991). Diseases and Disorders of the
Domestic Fowl and Turkey. 2nd Edition. Mosby-Wolfe, USA.
Figura 2: Cecos tumefeitos contendo material caseoso (ceco de peru).
Histomonas spp. – diagnóstico
Vídeos:
Trofozoíto de Entamoeba em movimento
https://www.youtube.com/watch?v=PTukmbocGd4
Tritrichomonas foetus no trato gastrointestinal de gatos
https://www.youtube.com/watch?v=XoiU7dcysws
Ciclo biológico de Giardia
https://www.youtube.com/watch?v=E76iErL2FSU
https://www.youtube.com/watch?v=PTukmbocGd4
https://www.youtube.com/watch?v=XoiU7dcysws
https://www.youtube.com/watch?v=E76iErL2FSU
maristelapeckle@yahoo.com.br
carlosmassard@ufrrj.br
REFERÊNCIAS RECOMENDADAS
• Monteiro et al. Parasitologia na Medicina Veterinária. 2 Ed. 
2017.
• Taylor et al., 2017. Parasitolgia Veterinária. Quarta Edição. 
2017.
• Rey, Luis. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do 
homem nos trópicos ocidentais. 4 ed; editora: Guanabara 
Koogan, 2008.
• Pessoa, Samuel B. Parasitologia Médica. 10ª ed. Guanabara 
Koogan. 1977.
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3
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	Slide 5
	Slide 6: Entamoeba histolytica Trofozoítos
	Slide 7: Entamoeba histolytica - cisto
	Slide 8: Entamoeba histolytica - cistos
	Slide 9: Cistos - Entamoeba histolytica 
	Slide 10: Trofozoíto de Entamoeba coli 
	Slide 11: Cisto de Entamoeba coli
	Slide 12
	Slide 13: Cistos de Entamoeba - diferença - 
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17: Giardia – ciclo de vida (transmissão feco-oral)
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
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	Slide 22
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	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30: Ciclo biológico - Direto
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38: maristelapeckle@yahoo.com.br carlosmassard@ufrrj.br

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