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WBA0533_v2.0
APRENDIZAGEM EM FOCO
COMÉRCIO EXTERIOR 
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: João Alfredo Lopes Nyegray
Leitura crítica: Isamaura Krauss Franco
Nesta disciplina, estudaremos os aspectos essenciais dessa 
atividade tão importante para a riqueza e prosperidade das nações! 
Inicialmente, você aprenderá quais as características dos variados 
sistemas de comércio exterior pelo mundo. Veremos juntos as 
nações que mais tiveram sucesso em seu comércio exterior, para 
pensarmos quais as lições podemos extrair para o nosso país. 
Entenderemos o que é e como ocorre a internacionalização de 
empresas para, na sequência, entendermos como realizar as 
operações de comércio exterior a partir do Brasil. Você verá como 
importadores e exportadoras utilizam-se do Sistema Integrado de 
Comércio Exterior (o Siscomex) para cadastrar suas operações. Aqui, 
você descobrirá como funciona a classificação fiscal de mercadorias, 
e os números e códigos que todo produto transacionado pelo 
mundo tem.
Aprenderemos, também, que alguns acordos internacionais muito 
importantes foram celebrados ainda na década de 1940. Eles foram 
os grandes responsáveis pela evolução do comércio internacional 
desde então. Você aprenderá que a Organização Mundial do 
Comércio (OMC) teve sua origem em um acordo chamado GATT 
(Acordo Geral de Tarifas e Comércio), e que os países podem acionar 
uns aos outros na OMC caso alguma prática ilegal seja adotada.
Por fim, entenderemos outro grande avanço no comércio 
internacional que são os Termos Internacionais de Comércio 
(popularmente chamados de Incoterms). Para terminar, 
abordaremos os riscos e desafios da atuação global das empresas, 
buscando te preparar para um futuro de muito sucesso!
3
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática 
profissional. Vem conosco!
Comércio internacional e exterior 
______________________________________________________________
Autoria: João Alfredo Lopes Nyegray
Leitura crítica: Isamaura Krauss Franco
TEMA 1
5
DIRETO AO PONTO
O comércio é uma das atividades humanas mais antigas. Nos 
primórdios de nossa civilização, as pessoas eram nômades. Isso 
significa que viviam em um dado lugar, esgotavam os recursos 
daquele local para sua própria subsistência e partiam em busca 
de um novo local para viver. Ainda que pequenos vilarejos tenham 
surgido aqui e ali no decorrer da história, as primeiras grandes 
cidades foram na antiga Suméria – atual sul do Iraque. Essas 
cidades são chamadas de cidades-estados, por ter cada uma o 
tamanho aproximado de uma cidade, mas a organização política 
de um estado; e eram principalmente Ur, Uruk e Lagash. Desde 
que surgiram, há cerca de 5500 anos, essas cidades-estados 
comercializavam seus excedentes umas com as outras. Isso nos 
mostra que o comércio internacional e a globalização possuem uma 
origem em comum.
Desde então, os impérios se alternaram, mas o comércio manteve-
se presente – ainda que tenha passado por momentos de menor 
intensidade como na Idade Média. Sendo um fenômeno tão antigo 
e abrangente, é natural que tenham surgido teorias para tentar 
explicá-lo, e para sugerir como as nações poderiam beneficiar-se 
dele.
A primeira dessas tentativas chama-se mercantilismo. Trata-se 
de uma visão econômica característica dos séculos XV a XVII que 
acreditava que o poder dos países estava diretamente relacionado 
à quantidade de metais preciosos em seus cofres. Em um momento 
em que as compras internacionais eram pagas em ouro e prata, 
a visão mercantilista fez com que governantes pensassem que as 
importações eram ruins – pois retiravam prata e ouro do país para 
pagar aquilo que chegava. As exportações, de outro lado, eram 
favoráveis, pois recebia-se em metais preciosos pelos produtos 
6
enviados ao exterior. Um dos muitos problemas do mercantilismo 
é que se todos acreditavam que importar era algo ruim e exportar 
era a única atividade internacional desejável. Como, então, fazer 
negócios?
Percebendo esse e outros inconvenientes da visão mercantilista, 
em 1776, o economista Adam Smith cria a teoria das vantagens 
absolutas, apontando como as importações podem ser favoráveis 
por permitir o uso mais eficiente dos recursos nacionais. A visão 
de Smith é expandida por David Ricardo, que em 1817 cria a teoria 
das vantagens comparativas, tentando demonstrar que, ainda que 
um país consiga produzir por conta própria aquilo de que necessita, 
em algumas situações vale a pena importar produtos de outras 
nações. No século XX, os economistas Eli Heckscher e Bertil Ohlin 
notam que os países tendem a exportar os produtos que melhor 
utilizam os recursos nacionais. Isso explica, por exemplo, porque 
o Brasil exporta produtos primários: nossa extensão territorial nos 
dá vantagem no setor agrícola. Além dessas teorias, certamente 
existem várias outras, mas essas são sem dúvidas as principais, 
organizadas na Figura 1 a seguir:
Figura 1 – Teorias do comércio internacional
Fonte: elaborada pelo autor
7
Seja qual for a teoria que você acredite ser a mais adequada, o 
fato é que os países mais engajados no comércio internacional 
oferecem melhor qualidade de vida em seu ambiente doméstico. 
Primeiramente, isso ocorre, pois quanto mais aberta e livre a 
economia for, maior será a concorrência. Como resultado, gera-se 
inovação. Para a inovação ocorrer, são necessárias instituições de 
ensino que formem pessoas capazes de criar coisas novas, além de 
um ecossistema favorável. A consequência de abertura econômica, 
inovação e boa educação é, sem dúvidas, melhor qualidade de vida. 
É exatamente o que ocorre na Suíça, em Cingapura, em Hong Kong, 
na Suécia, no Canadá ou na Austrália.
E o Brasil, como está no cenário do comércio internacional? 
Infelizmente, oscilamos entre a 24ª e 27ª posição na lista dos 
maiores exportadores. Burocracia, alta intervenção do governo 
e dificuldades para inovar e exportar fazem com que nosso país 
perca competitividade. Para ilustrar, as empresas estão submetidas 
na área aduaneira a mais de 3.600 normas distintas. Aliadas a 
essas questões estão o problema de infraestrutura defasada, da 
energia elétrica cara e juros altos. Somados, esses fatores compõe o 
chamado “custo Brasil”, que explica não apenas as dificuldades em 
se fazer negócios a partir de nosso país, mas também justifica os 
altos índices de desemprego e a baixa competitividade.
PARA SABER MAIS
Por que o Brasil é um país tão fechado ao comércio internacional? 
Até a Independência do Brasil, em 1822, éramos colônia de Portugal. 
Sendo assim, havia uma regra que nos impedia de comercializar 
livremente com o resto do mundo, o chamado “pacto colonial”. Tudo 
o que era produzido aqui era enviado para Portugal ou para seus 
aliados, e não podíamos ter indústrias ou manufatura de qualquer 
8
tipo. Nessa mesma época, os europeus iniciavam suas trajetórias de 
industrialização na Revolução Industrial. 
De 1822 até a década de 1930, a economia brasileira foi quase 
totalmente agrícola, dependendo de ciclos econômicos variados. 
Inicialmente, o ciclo da cana de açúcar. Depois, o ciclo da borracha 
e do café. Quando a crise de 1929 abate-se sobre o mundo, o 
Brasil tinha no café seu um único produto exportável. O presidente 
Getúlio Vargas percebeu isso e iniciou uma série de reformas 
industrializantes. Há que se frisar que a industrialização no Brasil 
começou cerca de 100 anos após a industrialização europeia. Nesse 
primeiro momento, a ideia de Vargas foi industrializar o país por 
meio de empresas estatais.
Passados alguns anos, na década de 1950, o então presidente 
Juscelino Kubitschek, segue na intenção de industrializar o país. Ao 
invés de abrir o Brasil aos produtos e empresas externas, Kubitschek 
faz exatamente o oposto: cria a “Indústria de Substituição de 
Importações”(ISI) para tentar fazer aqui tudo o que era importado. 
A partir desse momento, a aduana brasileira passa a ter um caráter 
protecionista para dificultar ainda mais a entrada de produtos 
estrangeiros. Uma das intenções era proteger a nascente indústria 
nacional das supostas “ameaças externas”. As cotas de importação 
foram estabelecidas nesse período.
Enquanto o país crescia em termos populacionais, a produção 
da indústria nacional permanecia baixa, e os brasileiros eram 
obrigados a adquirir aquilo que era ofertado aqui. Em cenários de 
alta demanda e baixa produção, o consumidor acaba tendo que 
adquirir o que encontra, ainda que não sejam bons produtos. A 
modernização do parque industrial brasileiro, que deveria ocorrer 
com todo o protecionismo, simplesmente não veio. Quando o Brasil 
se abriu ao mercado externo e revogou as cotas de importação em 
1992, é que se pode perceber quão nefasto podem ser os efeitos do 
9
protecionismo – embora existam aqueles que sigam defendendo 
essas políticas ainda hoje.
A partir de 1992, a aduana brasileira deveria ter um caráter 
regulatório, mas a descentralização das normas, a burocracia e 
a variedade de órgãos anuentes seguiram travando o comércio 
exterior. Outro fator que segue impactando o desempenho 
internacional dos produtos brasileiros são os chamados monopólios 
legais. Algumas áreas – como extração e refino de petróleo e 
serviços postais – são privativas da União. Como consequência, 
empresas privadas não podem atuar em determinados setores.
Conhecendo os efeitos da alta intervenção do Estado na economia, 
outros países que agiram da mesma forma já abandonaram essas 
políticas em prol da liberdade econômica. Resta, agora, que o Brasil 
faça o mesmo para poder – finalmente – superar décadas de fraco 
desempenho comercial.
TEORIA EM PRÁTICA
Imagine que você foi chamado para ocupar um cargo no governo e 
sua função envolve o planejamento industrial e comercial do Brasil. 
Você precisa apresentar para os ministros e para a Presidência 
da República uma opção de política comercial que promova o 
desenvolvimento do país e a geração de inovação e tecnologias aqui. 
Nesse momento, você se depara com algumas potenciais escolhas, 
entre as quais estão abertura comercial, protecionismo ou tentar 
reativar a indústria de substituição de importações. Qual alternativa 
você sugere como a mais vantajosa ao nosso país?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
10
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
Este livro aborda os aspectos mais importantes da legislação 
aduaneira brasileira. Ainda que seja, originalmente, uma obra 
jurídica, destina-se a profissionais não apenas da área do Direito, 
mas também dos negócios de maneira geral. O capítulo 1º aborda 
os antecedentes do comércio, as oscilações entre momentos de 
protecionismo e abertura e o Brasil nesse cenário. Assim, indica-
se a leitura desse capítulo. Para realizar a leitura, acesse nossa 
plataforma Biblioteca Virtual (Minha Biblioteca) e busque pelo título 
da obra.
NYEGRAY, João A. L. Legislação Aduaneira, Comércio Exterior e Negócios 
Internacionais. Curitiba: Intersaberes, 2016.
Indicações de leitura
11
Indicação 2
A obra é a primeira totalmente em português sobre projetos 
internacionais, e aborda as estratégias que podem ser adotadas 
pelas organizações para sua inserção internacional e pela busca 
de oportunidades no mercado global. O capítulo 2, indicado para a 
leitura, aborda as teorias do comércio internacional e traz citações 
originais e detalhes das mais importantes abordagens do comércio. 
Para realizar a leitura, acesse nossa plataforma Biblioteca Virtual 
(Minha Biblioteca) e busque pelo título da obra.
NYEGRAY, João A. L. Projetos internacionais – estratégias para a expansão 
empresarial. Curitiba: Intersaberes, 2016. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. O comércio é uma das atividades humanas mais antigas. 
Internacionalmente falando, desde que existem distintos 
agrupamentos humanos, existem trocas entre eles. Muitas 
vezes, o comércio internacional encolheu, como ocorreu na 
Idade Média. Em outras ocasiões, ele se expandiu, como ocorreu 
12
da década de 1950 até os nossos dias. Uma das grandes 
características do comércio global é que: 
a. Permite aos países utilizar seus recursos de modo mais 
eficiente.
b. Permite aos países utilizar seus recursos de modo menos 
eficiente.
c. Gera desemprego e perda de renda para aqueles que 
comercializam.
d. É fruto do protecionismo das nações, que dificultam sua 
realização.
e. Ocorre apenas para mercadorias, e não para serviços. 
2. Uma das características das políticas comerciais __________ 
é a restrição a entrada de produtos externos através de 
tarifas e importações. Os países __________ utilizam-se de 
cotas de importação, burocracias e altas taxas para trazer 
produtos do exterior. A ideia original de tais políticas é 
estimular a indústria interna, mas, a realidade mostrou 
que essas políticas acabam não funcionando muito bem. 
As palavras que completam corretamente as lacunas acima 
são, respectivamente:
a. De livre comércio; protecionistas.
b. Protecionista; liberais.
c. Liberais; protecionistas.
d. De livre comércio; liberais.
e. Protecionista; protecionistas. 
13
GABARITO
Questão 1 - Resposta A
Resolução: Como você estudou, a partir do momento que as 
nações comercializam, seus recursos internos passam a ser 
utilizados de forma mais eficiente. Ao invés de tentar produzir 
por conta própria aqueles itens para os quais não há tecnologia 
nacional disponível, os países podem adquiri-los do exterior. 
Hoje, o comércio internacional – que representa boa parte do 
PIB das nações – envolve mercadorias, serviços, tecnologias e 
know-how. 
Questão 2 - Resposta E
Resolução: Enquanto as políticas de livre mercado, adotadas 
por nações liberais, apenas regulam as trocas comerciais do 
país com o resto do mundo, as políticas e nações protecionistas 
restringem a entrada de produtos externos, seja por meio 
de altas taxas às importações, cotas ou mesmo subsídio às 
indústrias nacionais. 
Internacionalização de empresas e 
os órgãos do comércio internacional 
______________________________________________________________
Autoria: João Alfredo Lopes Nyegray
Leitura crítica: Isamaura Krauss Franco
TEMA 2
15
DIRETO AO PONTO
A internacionalização de empresas não é necessariamente um 
movimento recente. Pode-se afirmar que as primeiras grandes 
empresas multinacionais – aquelas que possuem sua sede em um 
país, e filiais espalhadas pelo resto do mundo – surgiram ainda 
no século XIX. Shell, Basf, Siemens, Nestlé, Levi’s e General Eletric 
são apenas alguns exemplos de multinacionais centenárias. Essas 
empresas começaram a difundir seus produtospelo mundo. À 
época em que surgiram, de forma ainda lenta. Hoje, em ritmo 
acelerado.
Se podemos utilizar produtos dessas organizações, e ainda de 
várias outras, devemos isso a duas coisas: à globalização e à 
internacionalização. Cada um desses fenômenos existe um em 
função do outro: se as empresas se internacionalizam é por conta da 
globalização; se há globalização é também porque as empresas se 
internacionalizam.
Enquanto no passado a internacionalização era algo praticamente 
exclusivo das grandes empresas, já líderes em seus mercados 
domésticos, hoje a internacionalização está ao alcance das 
mais variadas organizações dos mais variados portes. Isso se 
dá especialmente pelas modernas tecnologias da informação 
e de comunicação que aproximam potenciais compradores e 
vendedores.
Normalmente as empresas iniciam sua internacionalização ou pela 
exportação ou pela importação, por serem formas de envolvimento 
internacional de baixo risco. Uma vez que podemos contar com 
modernas formas de pagamento e transferências de recursos, é 
cada vez menos arriscado exportar ou importar. Outras formas 
de internacionalizar-se, envolvem uma imagem, uma marca ou 
um modo de desempenhar determinado negócio. É o caso dos 
16
licenciamentos – quando pode-se utilizar personagens conhecidos 
em produtos variados – ou das franquias –, quando se inicia a 
operação de um negócio já existente, seja uma rede de fast-food ou 
de hotéis. 
Outras organizações se internacionalizam a partir de 
empreendimentos conjuntos – chamados de joint-ventures –, 
dividindo os riscos da incursão internacional com outra organização. 
Finalmente, pode-se conquistar mercados globais por meio do 
Investimento Estrangeiro Direto, comprando empresas que já 
existem ou iniciando fisicamente as operações no exterior.
O que certamente tem facilitado as operações internacionais de 
comércio é a padronização das normas globais a esse respeito. 
Essa padronização iniciou-se com a criação do General Agreement 
on Tariffs and Trade (GATT; em português, Acordo Geral de Tarifas e 
Comércio), que entrou em vigor em 1947. Os princípios do GATT até 
hoje regem as relações comerciais, e são:
Figura 1 – Princípios do GATT/OMC
Fonte: elaborada pelo autor.
17
Esses princípios buscam um comércio internacional mais justo e 
livre. Com a fundação da Organização Mundial do Comércio (OMC) 
– que foi o grande resultado da Rodada do Uruguai do GATT, que se 
estendeu entre 1986 e 1994 –, esses princípios foram recepcionados 
pela OMC e seguem regendo o comércio internacional. O grande 
benefício dessa estrutura e evolução é a previsibilidade: empresas e 
países estão hoje cientes das práticas permitidas ou não no âmbito 
comercial global.
PARA SABER MAIS
Por que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) é a forma mais 
arriscada de se internacionalizar? O IED costuma ser apontado como 
a forma mais arriscada por meio da qual as empresas podem se 
internacionalizar. Normalmente, o IED ocorre quando uma empresa 
compra um terreno no exterior, constrói sua fábrica, contrata 
pessoas, compra equipamentos e começa a operar. É isso o que 
significa dizer que as empresas que realizam IED adquirem presença 
física no exterior.
Em paralelo, pergunte-se: qual a pior coisa que pode ocorrer 
quando uma empresa exporta um produto? Alguns alunos acabam 
respondendo a essa pergunta apontando para os problemas 
logísticos. No entanto, as vendas internacionais costumam ser 
amparadas por seguros de carga, que facilmente reembolsam 
problemas no translado. Outros dizem que a pior coisa que 
pode ocorrer quando exportamos um produto é desagradar o 
consumidor final. Isso também não ocorre com tanta frequência, 
pois a maior parte das exportações é para empresas que 
revenderão o produto importado em seu país. Como consequência, 
importadores/compradores dificilmente adquiririam produtos que 
não sejam vendáveis em sua nação. Assim, quando se exporta, uma 
18
das piores coisas que pode ocorrer é o pagamento não ser feito. 
A atual tecnologia bancária e o pagamento por carta de crédito 
maculam essa ameaça. Com isso, a exportação tende a ter pouco 
risco.
Outras formas de internacionalização, como as franquias, os 
licenciamentos ou as joint-ventures, tendem a ser amparadas por 
extensos contratos internacionais. Esses contratos estabelecem 
obrigações entre as partes e detalham minuciosamente o que 
cada uma delas pode ou não pode fazer. Assim, caso algum dos 
envolvidos quebre o acordo, o contrato pode ser rompido com o 
devido pagamento de indenizações na maior parte dos casos.
Voltemos agora ao IED. Imagine que a empresa realizou um 
investimento em uma nação na qual inicia-se uma guerra civil, 
ou em que o governo inicia um amplo processo de estatização 
de organizações estrangeiras. Para encerrar a operação e deixar 
esse país, a empresa levará algum tempo. Demitir e indenizar 
funcionários, vender o estoque e as matérias-primas, liquidar as 
dívidas e desfazer-se do maquinário, leva demasiado tempo. No caso 
brasileiro, por exemplo, qualquer ameaça de demissões coletivas 
acaba por envolver sindicatos e a imprensa. Com isso, ao contrário 
do que ocorre com as demais formas de internacionalização, o IED 
acaba sendo algo muito mais duradouro.
Mas, afinal, por que iniciar uma atividade que pode ser tão 
arriscada? Às vezes, o tamanho do mercado de destino compensa 
o risco. O IED só é feito quando os retornos compensam os riscos 
inerentes à operação. Em outros casos as empresas realizam IED 
em um país para aproveitar-se de algum acordo comercial. É o caso 
da Ford e da HP, empresas norte-americanas, que produzem no 
México. Como México, EUA e Canadá são parte do Acordo de Livre 
Comércio da América do Norte, pode-se produzir no México e enviar 
os produtos com pouco ou nenhum tributo para EUA e Canadá.
19
Ou seja: para que o IED compense os retornos possíveis do projeto 
devem ser maiores do que o risco que o acompanham.
TEORIA EM PRÁTICA
Considere que a empresa onde você trabalha decidiu iniciar 
seu processo de internacionalização. Em pesquisa de mercado, 
descobriu-se uma excelente oportunidade de negócios em um país 
de intenso risco político. O país de destino potencial está marcado 
por alterações abruptas de lei, burocracias diversas e tributação 
pesada. Ainda assim, há um cliente de lá interessado em efetuar 
uma grande compra dos produtos que sua empresa fabrica. Nesse 
cenário, você é procurado para sugerir maneiras de superar os 
riscos dessa operação e aproveitar a oportunidade encontrada. O 
que você sugere nesse caso?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Indicações de leitura
20
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
Este livro aborda os aspectos mais importantes da legislação 
aduaneira brasileira. Ainda que seja, originalmente, uma obra 
jurídica, destina-se a profissionais não apenas da área do Direito, 
mas também dos negócios de maneira geral. O capítulo 10, indicado 
para a leitura, explica a evolução das normas globais do comércio, 
do GATT até a OMC. Esse mesmo capítulo, aborda, também, os 
princípios do Direito do Comércio Internacional e o sistema de 
Solução de Controvérsias da OrganizaçãoMundial do Comércio. 
Para realizar a leitura, acesse nossa plataforma Biblioteca Virtual 
(Minha Biblioteca) e busque pelo título da obra.
NYEGRAY, João A. L. Legislação Aduaneira, Comércio Exterior e Negócios 
Internacionais. Curitiba: Intersaberes, 2016.
Indicação 2
A obra é a primeira totalmente em português sobre projetos 
internacionais, e aborda as estratégias que podem ser adotadas 
pelas organizações para sua inserção internacional e pela busca 
de oportunidades no mercado global. O capítulo 3, indicado para 
a leitura, aborda a internacionalização de empresas em detalhes. 
Nesse capítulo, são explicadas as formas de internacionalização com 
suas vantagens e desvantagens. Explicam-se, também, as teorias de 
21
internacionalização. Para realizar a leitura, acesse nossa plataforma 
Biblioteca Virtual (Minha Biblioteca) e busque pelo título da obra.
NYEGRAY, João A. L. Projetos internacionais – estratégias para a expansão 
empresarial. Curitiba: Intersaberes, 2016. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Uma determinada empresa possui uma rede de lojas que 
comercializam produtos naturais frescos, como sanduíches, 
sucos funcionais e chás feitos na hora. Com o crescimento da 
busca por um estilo de vida saudável, percebeu-se que esse 
empreendimento poderia ter sucesso em outros países. Assim, 
a organização internacionalizou para os países vizinhos ao Brasil 
de forma em que o modelo de negócio daqui era replicado no 
exterior por pessoas que passariam a explorar a marca e seu 
modo de operação, vendendo os mesmos produtos (sanduíches, 
sucos e chás) da mesma forma vendida no Brasil. Pode-se dizer 
que essa forma de internacionalização é: 
a. Exportação.
b. Franquia.
22
c. Licenciamento.
d. Joint-venture.
e. Investimento Estrangeiro Direto. 
2. Uma das características que explicam o elevado risco 
dos __________ é a permanência física da empresa no 
exterior. Ao contrário do que ocorre noutras formas 
de internacionalização, nesse caso é mais difícil para 
que a empresa encerre suas operações no __________. 
Por isso, essa forma é considerada a mais arriscada de 
internacionalizar.
a. Exportações; destino. 
b. Importações; origem. 
c. Investimento Estrangeiro Direto; destino.
d. Joint-ventures; país.
e. Licenciamentos; destino. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta B
Resolução: Como você estudou, as franquias são a forma de 
internacionalização por meio da qual um modelo de negócio 
com um modo de operação é explorado em outro país por 
outras pessoas ou empresas. Nas franquias, os mesmos 
produtos comercializados na origem devem ser comercializados 
no destino. 
Questão 2 - Resposta C
Resolução: Uma vez que uma determinada organização 
realizou um Investimento Estrangeiro Direto, essa empresa 
23
passa a ter presença física no exterior. Assim, caso o país de 
destino de suas operações apresente problemas graves, sejam 
eles políticos, econômicos ou sociais, é muito mais complexo 
para uma empresa fisicamente localizada no exterior encerrar 
suas operações e retornar a seu país de origem. 
A regulamentação brasileira sobre o 
comércio exterior 
______________________________________________________________
Autoria: João Alfredo Lopes Nyegray
Leitura crítica: Isamaura Krauss Franco
TEMA 3
25
DIRETO AO PONTO
Você já pensou em como funciona a criação de normas 
internacionais? São muitos anos de negociação entre países com 
hábitos e culturas muito distintas. A criação da Organização Mundial 
do Comércio (OMC) e a classificação dos produtos na lista do 
Sistema Harmonizado (SH), acabou levando muito tempo justamente 
por conta das extensas negociações que as precederam. Ainda 
assim, uma das grandes críticas feitas às normas internacionais é 
que os países apenas as cumprem se aceitarem submeter-se a tais 
normas assinando e ratificando acordos, tratados e convenções. 
Uma nação que não assine um tratado ou acordo internacional 
simplesmente não pode ser obrigada a agir desta ou daquela forma. 
Esse é o chamado “caráter voluntarista do Direito Internacional”. Em 
termos de comércio internacional, no entanto, há uma diferença. As 
nações que não cumprem regras comerciais ou não aceitam esses 
tratados acabam “isoladas” do comércio global. Por isso, percebe-se 
que as normas do Direito Internacional do Comércio acabam sendo 
mais efetivas.
Quando uma nação descumpre algum dos preceitos da OMC, o país 
afetado por esse descumprimento pode acionar o Órgão de Solução 
de Controvérsias. Caso isso ocorra, segue-se o procedimento 
demonstrado na Figura 1.
26
Figura 1 – Procedimentos de Solução de Controvérsias no OSC
Fonte: elaborada pelo autor.
Além de solucionar controvérsias comerciais na OMC, o Brasil 
utiliza duas outras medidas de defesa comercial que podem ser 
implementadas pela Subsecretaria de Defesa Comercial e Interesse 
Público (SDCOM) ligada ao Ministério da Economia. Eventualmente, 
produtos estrangeiros podem entrar em grandes quantidades 
e de forma repentina em nosso país. Caso esses produtos que 
estejam entrando aqui acabem por prejudicar algum setor da 
economia nacional, contamos com duas medidas: de salvaguarda e 
compensatórias. As medidas de salvaguarda aplicam-se para reduzir 
os efeitos de um surto repentino de importações fruto do preço 
baixo de um dado produto. Nesse caso, não há medida desleal 
praticada na origem. De outro lado, as medidas compensatórias 
servem para proteger a indústria nacional de um produto que esteja 
entrando no país e que recebeu subsídios em seu país de origem. 
Por exemplo: um determinado país concede subsídios (isenções 
de tributos e grandes somas de dinheiro) para seus produtores de 
vinhos. Como consequência, esses vinhos ficam mais baratos do que 
27
ficariam caso se não tivessem recebido incentivos governamentais. 
Conforme os vinhos importados entram no Brasil em um preço 
muito abaixo do normal, os produtores brasileiros podem solicitar 
à SDCOM uma medida compensatória. Ao investigar o ocorrido, 
a SDCOM aplica uma sobretaxa aos produtos importados que 
receberam os subsídios na origem.
Outro ponto de grande importância para o comércio exterior é o 
seu controle no Brasil. Aqui, de acordo com o Decreto nº 6759, de 
5 de fevereiro de 2009, conhecido como Regulamento Aduaneiro 
(RA), esse controle é realizado pela Secretaria da Receita Federal 
(SRF ou RF ou, ainda RFB). A Receita efetua o controle de tudo o 
que entra e sai do país. As fiscalizações ocorrem, especialmente, 
na zona primária. De acordo com o RA, zona primária é todo ponto 
do território nacional onde há entrada e saída de pessoas ou 
mercadorias do exterior ou para lá destinados.
Outro importante mecanismo para o comércio exterior brasileiro 
é o Sistema Integrado de Comércio Exterior da Receita Federal, o 
Siscomex. É ali que os exportadores e importadores cadastram as 
operações que estão realizando. Aponta-se o produto importado 
ou exportado, o valor do item, o porto de origem ou de destino e 
seu valor. Além dessas informações, declara-se o código NCM da 
mercadoria.
NCM significa Nomenclatura Comum do Mercosul, e consiste em um 
sistema de classificação fiscal de mercadorias de oito dígitos. A NCM 
tem como base outra classificação fiscal, o Sistema Harmonizado, 
criado pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA) após mais 
de uma década de estudos em busca de uma forma de classificação 
fiscal que pudesse ser duradoura.
Na lista do NCM, os produtos estão classificados em ordem de 
participação humana na criação do bem. No primeiro capítulo, estão 
28
os animais vivos. No último, as obras dearte. Existem, ainda, dois 
capítulos em branco para utilização futura. É algo que faz muito 
sentido, considerando que a lista foi criada na década de 1980 e 
muitas coisas que existem hoje não existiam naquela época. No site 
da Receita Federal é possível buscar um produto para encontrar seu 
código NCM.
PARA SABER MAIS
Quais são os crimes aduaneiros? Quem responde a essa pergunta 
é o Direito Penal. Ensina Bitencourt (2007, p. 2) que esse “é o ramo 
jurídico que tem por objeto a determinação de infrações de natureza 
penal e suas sanções correspondentes”. Normalmente, essas 
sanções consistem em multa ou privação de liberdade da pessoa 
condenada pelo crime. De maneira geral, os crimes podem ocorrer 
de forma dolosa – quando a pessoa sabia o que estava fazendo e 
de fato tinha a intenção de cometer o ato criminoso – ou de forma 
culposa – quando a pessoa não queria necessariamente o resultado 
final, mas o crime acabou ocorrendo. Muitos crimes ocorrem no 
chamado concurso de pessoas, ou seja, quando mais de uma pessoa 
se une para a prática de uma determinada infração.
Mas, afinal, quais são os crimes que ocorrem no comércio exterior? 
O primeiro deles é o descaminho, disposto no art. 334 do Código 
Penal: “Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito 
ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de 
mercadoria” (BRASIL, 1940, [s.p.]). Esse crime, que tem pena de 
reclusão de um a quatro anos, ocorre quando alguém traz para 
o Brasil mercadoria permitida, mas sem o devido pagamento 
de impostos. Esse crime pode ocorrer em concurso de pessoas 
quando vários dos chamados “sacoleiros” atravessam as fronteiras 
para comprar quantidades imensas de produtos nos países 
29
fronteiriços para, na sequência, vendê-los no Brasil. Também pratica 
o descaminho quem esconde, guarda ou armazena produtos 
permitidos, mas trazidos em desacordo com as regras de comércio 
exterior. É o caso dos vendedores de vinhos, jogos, roupas ou 
cosméticos trazidos de forma irregular. Quando a Receita Federal 
intercepta os ônibus, vans ou automóveis em que essas pessoas 
estão trazendo esses produtos para o Brasil acima da cota permitida 
– que é de US$ 300 para viagens terrestres – essas mercadorias são 
apreendidas e leiloadas posteriormente. Além disso, os envolvidos 
são processados criminalmente.
Outro crime que ocorre no comércio exterior é o contrabando, 
disposto no art. 334-A do Código Penal, que diz: “Art. 334-A. 
Importar ou exportar mercadoria proibida” (BRASIL, 1940, [s.p.]). 
O contrabando tem pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa, 
e ocorre quando drogas, armas ou munições entram no país. Da 
mesma forma que ocorre com o descaminho, esse crime pode 
ocorrer em concurso de pessoas. Também é contrabando trazer 
mercadorias permitidas, mas sem o devido procedimento legal. É o 
que ocorre quando contrabandistas tentam trazer medicamentos ou 
agrotóxicos. Esses produtos em sua grande maioria são permitidos 
no Brasil, mas precisam de autorização prévia do Ministério da 
Saúde ou do Ministério da Agricultura. Outra semelhança do crime 
de contrabando com o crime de descaminho é que também comete 
esse crime quem esconde, guarda, armazena ou vende no Brasil os 
produtos contrabandeados.
Referências bibliográficas
BITENCOURT, Cezar R. Tratado de Direito Penal – Parte Geral. 11. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2007.
BRASIL. Presidência da República. Decreto-Lei nº 2.848, de 07 de dezembro 
de 1940. Código Penal. Rio de Janeiro: D.O.U., 1940.
30
TEORIA EM PRÁTICA
Imagine que você trabalha em uma empresa que produz e 
revende smartphones, e que essa empresa tem notado uma baixa 
substancial nas vendas. Ao efetuar pesquisa de mercado, você 
percebeu que seus concorrentes também estão com dificuldades, 
e que smartphones importados tem entrado no Brasil em grandes 
quantidades e em preços muito baixos. Em reunião dos produtores 
brasileiros de smartphones, descobre-se que os importados que tem 
atrapalhado as vendas de todos os fabricantes nacionais estão vindo 
predominantemente da China, que concede subsídios e incentivos 
para a produção desses itens em seu território. O que você sugere 
nesse caso?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
Indicações de leitura
31
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
Este livro aborda os aspectos mais importantes da legislação 
aduaneira brasileira. Ainda que seja, originalmente, uma obra 
jurídica, destina-se a profissionais não apenas da área do Direito, 
mas também dos negócios de maneira geral. Os capítulos 7 e 8, 
indicados para a leitura, explicam a respeito da classificação fiscal 
de mercadorias e dos crimes e delitos aduaneiros. Para realizar a 
leitura, acesse nossa plataforma Biblioteca Virtual (Minha Biblioteca) 
e busque pelo título da obra.
NYEGRAY, J. A. Lopes. Legislação Aduaneira, Comércio Exterior e Negócios 
Internacionais. Curitiba: Intersaberes, 2016.
Indicação 2
Trata-se de uma obra clássica em assuntos de economia e de 
comércio internacional. O capítulo 18, indicado para leitura, aborda 
a evolução do sistema monetário internacional ressaltando a 
importância do sistema de Bretton Woods. Para realizar a leitura, 
acesse nossa plataforma Biblioteca Virtual (Minha Biblioteca) e 
busque pelo título da obra.
KRUGMAN, Paul; OBSTFELD, Maurice. Economia Internacional – teoria e 
política. 10 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. 
32
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Caso produtores de um determinado setor da economia 
nacional sejam afetados por surtos repentinos de importação, 
ou mesmo por produtos que tenham recebido subsídios 
ou incentivos governamentais em seus países e, por 
consequência, estão entrando no Brasil em valores muito 
abaixo do normal, esses produtores podem solicitar medidas 
de defesa comercial a:
a. Presidência da República.
b. Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).
c. Câmara de Comércio Exterior (CAMEX).
d. Subsecretaria de Defesa Comercial e Interesse Público 
(SDCOM).
e. Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 
2. Criado pela Organização Mundial das Alfândegas (oma), 
a classificação do __________ levou cerca de 10 anos para 
ficar pronta. O Brasil a utilizou de 1988 até 1995, quando 
entrou em vigor a __________. Tomando a primeira por base, 
33
a segunda acrescenta-lhe dois dígitos e é utilizada por 
Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.
a. Sistema Harmonizado (SH); Nomenclatura Comum do 
Mercosul (NCM).
b. Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM); Sistema 
Harmonizado (SH).
c. Sistema Harmonizado (SH); Nomenclatura Brasileira de 
Mercadorias (NBM).
d. Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM); Nomenclatura 
Comum do Mercosul (NCM).
e. Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM); Sistema 
Harmonizado(SH). 
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: Como você estudou, o órgão responsável pela 
defesa comercial do Brasil, seja na aplicação de medidas 
compensatórias ou medidas de salvaguarda é a Subsecretaria 
de Defesa Comercial e Interesse Público (SDCOM). 
Questão 2 - Resposta A
Resolução: A Organização Mundial das Alfândegas (OMA) 
criou, após mais de uma década de estudos, a classificação do 
Sistema Harmonizado. O Mercosul, criado em 1991, utilizou 
a classificação do SH como base para criar a Nomenclatura 
Comum do Mercosul, utilizada pelos países membro do bloco. 
O ambiente internacional de 
negócios 
______________________________________________________________
Autoria: João Alfredo Lopes Nyegray
Leitura crítica: Isamaura Krauss Franco
TEMA 4
35
DIRETO AO PONTO
Pense por um instante: quantas vezes, nas últimas semanas, você 
viu notícias de apreensões de drogas nas fronteiras? Certamente, 
várias. Da mesma forma que a globalização aproximou pessoas, 
países e empresas, as situações ruins que acontecem no mundo 
também se tornaram mais próximas. Dentre essas coisas está 
a criminalidade. Drogas, armas, munições, remédios de uso 
controlado, agrotóxicos etc. Tudo pode transitar pelas fronteiras 
com relativa facilidade. É aqui que entra a importância do controle 
aduaneiro desempenhado pela Secretaria da Receita Federal (SRF ou 
RF). Trata-se não apenas da fiscalização sobre o comércio exterior, 
mas também da fiscalização de pessoas, veículos e mercadorias 
vindos do exterior ou para lá destinados. Esse controle é exercido 
principalmente na chamada Zona Primária, ou seja, nos aeroportos 
e portos que recebem voos e navios em rotas internacionais e na 
fronteira terrestre com outros países.
Para as exportações e importações, aqueles que realizam operações 
internacionais iniciam o cadastro dessas atividades no ambiente 
virtual do Sistema Integrado de Comércio Exterior, o Siscomex. 
O sistema entrou em operação em 1992 para as exportações e 
em 1997 para as importações, facilitando bastante os trâmites de 
ambos os processos. Todos os órgãos anuentes e intervenientes do 
comércio exterior brasileiro possuem ligação direta com o Siscomex, 
onde dão pareceres e efetuam análises.
O Siscomex também é muito importante para o controle aduaneiro. 
Ele, automaticamente, e de forma aleatória, direciona as cargas que 
chegam e saem a um de quatro possíveis canais de conferência, 
chamados de “canais de parametrização”. Na importação, esses 
canais são o verde, amarelo, vermelho e cinza; e na exportação 
são verde, laranja, vermelho e cinza. Quando uma mercadoria é 
36
direcionada ao canal verde, ela estará automaticamente liberada 
para embarque ou desembarque. Quando é direcionada ao canal 
amarelo ou laranja, haverá a conferência documental da importação 
ou exportação. O canal vermelho significa a conferência física da 
carga, comparando-a com o que foi declarado nos documentos. 
Por fim, o canal cinza é aquele em que os documentos, a carga 
e a própria empresa que efetuou a operação são fiscalizados. 
Normalmente são direcionadas ao canal cinza operações realizadas 
por empresas com histórico ou indícios de fraude.
Outro ponto de grande relevância para o comércio exterior é a 
logística. Não se pode efetuar comércio sem levar bens a outros 
países ou trazê-los de lá. Foi para facilitar as negociações entre 
importadores e exportadores que a Câmara Internacional do 
Comércio desenvolveu, ainda na década de 1930, os chamados 
Termos Internacionais de Comércio, os Incoterms. Os Incoterms 
estão divididos em quatro diferentes grupos: E, F, C e D, em que 
a responsabilidade pelo pagamento do frete e do seguro da 
mercadoria muda de mãos:
37
Figura 1 – Grupos dos Incoterms
Fonte: elaborada pelo autor.
Com os Incoterms ficou mais fácil negociar com pessoas e empresas 
de tradições jurídicas e comerciais distintas. Como consequência, o 
comércio exterior cresceu. É para registrar todo esse crescimento 
que existe a chamada balança de pagamentos. Trata-se de um 
instrumento de contabilidade nacional que registra as operações 
econômicas realizadas num país. Para o comércio exterior, é de 
especial interesse a chamada balança comercial, que registra as 
importações e exportações. Um país é superavitário quando exporta 
mais do que importa, e deficitário quando importa mais do que 
exporta. A entrada e saída de recursos, medida pela balança de 
pagamentos, ajuda na criação de políticas econômicas.
Por fim, é importante notar que a internacionalização de empresas 
exige mais do que o conhecimento dos aspectos técnicos do 
comércio exterior. Exige compreensão das fontes de oportunidades 
de negócios e das eventuais necessidades de adaptação de produtos 
e de processos. Se o comércio exterior brasileiro é caracterizado 
por ampla burocracia, isso é um desafio para as empresas, mas, ao 
38
mesmo tempo, uma oportunidade para profissionais dedicados que 
aprendem a transitar nesse oceano de complexidades.
PARA SABER MAIS
O mundo de hoje foi integrado pelas forças da globalização, mas isso 
não significa que há uma padronização de gostos e estilos de vida. 
Nesse sentido, quais os principais desafios para internacionalizar, 
e quais as características fundamentais de gestores de sucesso no 
comércio exterior?
Um dos principais desafios para se internacionalizar está muito 
próximo de uma característica essencial para gestores de comércio 
exterior de sucesso: a paciência. Dificilmente, bons negócios serão 
fechados da noite para o dia. É necessário compreender que esses 
negócios levam tempo, pois é necessário construir a confiança 
com um novo parceiro de negócios, que está em outro país, e 
cujos costumes e hábitos podem ser distintos dos nossos. É um 
erro comum acreditar que grandes lucros virão com a primeira 
exportação, pois a empresa estará em um processo de aprendizado 
sobre sua própria inserção internacional.
Outro desafio está relacionado ao preparo da empresa para atuar 
internacionalmente. Esse preparo envolve eventuais adaptações 
em produtos, o que pode ser o produto em si, seu tamanho, cores, 
embalagem, nome da marca ou idioma em que o rótulo é transcrito. 
Alguns produtos, como gêneros alimentícios, refrigerantes e livros 
possuem maiores necessidades de adaptação. Outros, como aviões, 
automóveis e computadores, a necessidade de adaptação é menor. 
No entanto, o preparo organizacional para a internacionalização 
pode envolver a própria empresa. Nenhuma operação internacional 
funcionará se os recursos humanos necessários não estiverem 
39
disponíveis. Há pessoas fluentes em outros idiomas? Alguém possui 
conhecimento das operações internacionais? E, é claro, existe 
a necessidade de recursos financeiros. Trata-se da capacidade 
de custear as necessárias adaptações ou de contratar pessoas. 
Empresas que buscam internacionalizar, frequentemente visitam 
feiras comerciais em outros países para buscar parceiros de negócio. 
Essa é, como você pode imaginar, uma tarefa custosa.
Para gestores, como colocamos, a paciência é uma qualidade 
fundamental. Outro ponto de relevância para gestores da área 
internacional é a capacidade de aprendizado. Vivemos em um 
mundo muito dinâmico onde oscilações econômicas e políticas 
alteram todo o quadro das relações internacionais em questão de 
minutos. Assim, nunca devemos parar de aprender. O aprendizado 
aqui serve, inicialmente, para enxergar o caleidoscópio de diferenças 
que é o mundo e conseguir enxergar uma ordem por trás de todos 
os fatos que ocorrem.
Com isso, você não precisa se tornar um antropólogo consagrado, e 
saber tudo sobre todas as culturas e países que existem. De maneira 
nenhuma. Mas, é importante que você saiba o suficiente sobre 
os países com os quais quer fazer ou faz negócio. Qual a história 
recente dessa nação? Qual assunto deve ser evitado e qual deve 
ser incentivado? Quais os hábitos dessas pessoas? Como devem ser 
os cumprimentos ou a troca dos cartões de visita? Perceba: quantomais você negociar e interagir com pessoas de diferentes nações, 
mais aprendizados terá.
TEORIA EM PRÁTICA
Imagine que você trabalha em uma empresa que produziu e 
vendeu garrafas de vidro para produtores de vinho da Califórnia 
40
(EUA). A venda internacional foi realizada pelo Incoterm FOB. O 
comprador californiano, mesmo tendo pagado a sua empresa 
o valor combinado, não retirou as garrafas no porto de destino 
por ter sofrido de uma quebra de safra na colheita das uvas que 
seriam vinificadas. Em desespero de precisar trazer as garrafas 
novamente ao Brasil, seu superior hierárquico te questiona quem é 
o responsável por retirar as garrafas no porto estadunidense, se a 
empresa onde você trabalha ou se o cliente californiano. Como você 
responderia seu gestor?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicações de leitura
41
Indicação 1
Livro-texto de muitas disciplinas de negócios internacionais, a obra 
de Tamer Cavusgil, Gary Knight e John Riesenberger aborda os 
temas mais relevantes da área. O capítulo 12, indicado para leitura, 
aborda a avaliação de oportunidades no mercado global. Para 
realizar a leitura, acesse nossa plataforma Biblioteca Virtual (Minha 
Biblioteca) e busque pelo título da obra.
CAVUSGIL, S. Tamer; KNIGHT, Gary; RIESENBERGER, John. Negócios 
Internacionais – estratégia, gestão e novas realidades. Pearson: São Paulo, 
2010.
Indicação 2
Trata-se de uma obra nova e atualizada no que há de mais moderno 
em termos de logística internacional. Os capítulos 3 e 4, indicados 
para leitura, abordam respectivamente o transporte internacional e 
suas características e os termos internacionais de comércio em sua 
evolução. Para realizar a leitura, acesse nossa plataforma Biblioteca 
Virtual (Minha Biblioteca) e busque pelo título da obra.
ROBLES, Leo T.; NOBRE, Marisa. Logística Internacional: uma abordagem para 
a integração de negócios. Curitiba: Intersaberes, 2016. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
42
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Para o início operacional das importações e exportações, 
essas atividades precisam ser cadastradas num sistema da 
Receita Federal. Esse sistema é o: 
a. Siscomex.
b. Siscocisco.
c. Sistema integrado de emissão de notas fiscais.
d. Salvaero.
e. Sislogística. 
2. A balança de pagamentos é um termo que representa 
um instrumento de contabilidade nacional. Um de seus 
componentes é a chamada balança comercial, que mede as 
transações de uma nação com o resto do mundo. Se diz que 
uma nação está __________ quando importou mais do que 
exportou. Por outro lado, a nação está __________ quando 
exportou mais do que importou. Assinale a alternativa que 
melhor completa as lacunas acima.
a. Deficitária; superavitária.
b. Superavitária; deficitária. 
c. Próspera; pobre.
d. Bem-sucedida; malsucedida.
e. Malsucedida; próspera. 
43
GABARITO
Questão 1 - Resposta A
Resolução: Como você aprendeu, as operações de importação 
e exportação iniciam-se no Sistema Integrado de Comércio 
Exterior, o Siscomex, gerenciado pela própria Receita Federal. 
Questão 2 - Resposta A
Resolução: Um déficit é quando as importações superam as 
exportações. Um superávit é o oposto quando as exportações 
superam as importações. 
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais 
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Quiz
	Gabarito
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 4: 
	Botão TEMA 1: 
	Botão TEMA 2: 
	Botão TEMA 3: 
	Botão TEMA 9: 
	Inicio :

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