Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ad
m
in
is
tr
aç
ão
 P
úb
lic
a
UFBA
Assistente em administração
Administração Pública
Administração Pública Federal: Disposições Gerais (Constituição Federal, Título III, Capítulo 
VII). ..................................................................................................................................................1
Agente Público: função pública, atendimento ao cidadão. Regime Jurídico dos Servidores 
Públicos Federais - Direitos, deveres, proibições e responsabilidades (Lei nº 8.112, de 11/12
/1990). .............................................................................................................................................7
Ética na Administração Pública Federal (Decreto nº 1.171, de 22/06/1994) ..................................31
Sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito (Lei nº. 8.429, de 
02/06/1992) e alterações posteriores. ...........................................................................................36
Estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (Lei nº 
11.091, de 12 de janeiro de 2005) ..................................................................................................53
Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13709, de 14 de agosto de 2018) ...................................62
Estatuto e Regimento Geral da UFBA............................................................................................93
Processo Administrativo: normas básicas no âmbito da Administração Federal. (Lei nº 9.784, de 
29/01/1999), e alterações posteriores. .........................................................................................149
Acesso à informação: Lei nº 12.527/2011; ...................................................................................165
Decreto nº 7.724/2012. .................................................................................................................180
Decreto nº 9.830/2019. .................................................................................................................199
Exercicios .....................................................................................................................................206
Gabarito ........................................................................................................................................212
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
1
Administração Pública Federal: Disposições 
Gerais (Constituição Federal, Título III, Capítulo VII)
— Disposições gerais
A administração pública consiste no conjunto de meios institucionais, materiais, financeiros e humanos do 
Estado, preordenado à realização de seus serviços, visando a satisfação das necessidades coletivas. 
A função administrativa é institucionalmente imputada a diversas entidades governamentais autônomas, 
expressas no art. 37 da Constituição Federal. 
Administração Pública Direta e Indireta
A administração direta é a administração centralizada, definida como o conjunto de órgãos administrati-
vos subordinados diretamente ao Poder Executivo de cada entidade. Ex.: Ministérios, as Forças Arma-
das, a Receita Federal, os próprios Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário etc. 
Por sua vez, a administração indireta é a descentralizada, composta por entidades personalizadas de 
prestação de serviço ou exploração de atividades econômicas, mas vinculadas aos Poderes Executivos 
da entidade pública. Ex.: Autarquias: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária – INCRA e outras agências reguladoras, Universidade Federal de Alfenas 
– UNIFAL-MG e outras universidades federais, Centros e Institutos Federais de Educação Tecnológica, 
Banco Central do Brasil – BACEN; Conselho Federal de Medicina e outros Conselhos Profissionais etc; 
Empresas Públicas: BNDES, Caixa Econômica Federal, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos 
etc; Sociedades de economia mista: Petrobrás, Banco do Brasil etc; Fundações públicas: Funai, Funasa, 
IBGE etc.
Princípios Específicos da Administração Pública
Legalidade: todo o ato administrativo deve ser antecedido de lei;
Impessoalidade: todos atos e provimentos administrativos não são imputáveis ao agente político que o 
realiza, mas sim ao órgão ou entidade pública em nome da qual atuou.
Moralidade: impõe a obediência à lei, não só no que ela tem de formal, mas como na sua teleologia. Não 
bastará ao administrador o estrito cumprimento da legalidade, devendo ele, no exercício de sua função 
pública, respeitar os princípios éticos de razoabilidade e justiça.
Publicidade: todos os atos administrativos devem ser públicos, vedado o sigilo e o segredo, salvo em 
hipóteses restritas que envolvam a segurança nacional.
Eficiência: trazido pela Emenda Constitucional nº 19, este princípio estabelece que os atos administrati-
vos devem cumprir os seus propósitos de forma eficaz.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998):
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requi-
sitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998);
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
2
— Servidores públicos 
Concurso Público:
A investidura em cargo ou emprego público só se pode dar por meio de concurso público. Enquanto não 
há a posse, os aprovados têm apenas uma expectativa de direito. Não há direito adquirido em relação ao 
cargo pela simples aprovação em concurso público.
Art. 37.
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de 
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na for-
ma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomea-
ção e exoneração (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual 
período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso 
público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para 
assumir cargo ou emprego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os 
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais 
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento (Reda-
ção dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de defi-
ciência e definirá os critérios de sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público;
O art. 37 da Constituição Federal estabelece ainda as regras quanto a valores, limitações e formas de 
recebimento de remuneração e subsídios dos servidores públicos, bem como condições sobre acúmulo 
de cargos e funções:
Art. 37.
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente pode-
rão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada 
revisão geral anual, sempre na mesma data e semdistinção de índices (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento);
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da adminis-
tração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e 
os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as 
vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espé-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
3
cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio 
do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder 
Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio 
dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por 
cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder 
Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores 
Públicos (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003);
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superio-
res aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de 
remuneração de pessoal do serviço público (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumula-
dos para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998);
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, 
ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade 
de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI (Redação dada pela Emenda Constitu-
cional nº 19, de 1998):
a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico (Redação dada pela Emenda Constitu-
cional nº 19, de 1998);
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001);
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, em-
presas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou 
indiretamente, pelo poder público (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998); XVIII - a 
administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdi-
ção, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;
E também a criação de autarquias e instituição de empresas públicas, fundações e sociedades de econo-
mia mista:
Art. 37.
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, 
definir as áreas de sua atuação (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades men-
cionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
Todas as obras, serviços e compras da Administração, nos termos do que preceitua o art. 37 da Consti-
tuição, deverão ser contratadas por meio de licitação pública.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
4
Art. 37.
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações se-
rão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os 
concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas 
da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econô-
mica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações (Regulamento).
O referido art. 37, CF dispõe ainda sobre as informações na Administração Pública:
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ativi-
dades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão 
recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com 
o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003);
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou 
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da auto-
ridade responsável, nos termos da lei.
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, 
regulando especialmente (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998):
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção 
de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos servi-
ços (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, obser-
vado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide Lei nº 
12.527, de 2011);
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou fun-
ção na administração pública. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).
Improbidade Administrativa
A improbidade administrativa é espécie de ilegalidade praticada pelo servidor, qualificada pela finalidade 
de atribuir situação de vantagem a si ou a outrem. A Lei nº 8.429/92, chamada de Lei de Improbidade 
Administrativa, disciplina este dispositivo constitucional, previsto no art. 37, §4º.
Art. 37.
§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da 
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas 
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor 
ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
5
de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administra-
ção direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas (Incluído pela Emenda Constitu-
cional nº 19, de 1998).
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta 
e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder 
público, que tenhapor objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à 
lei dispor sobre (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento) (Vigência) :
I - o prazo de duração do contrato (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos 
dirigentes (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
III - a remuneração do pessoal (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e 
suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios 
para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
19, de 1998).
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos 
arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumulá-
veis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre 
nomeação e exoneração. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (Vide Emenda Constitu-
cional nº 20, de 1998);
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput 
deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 47, de 2005).
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Dis-
trito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como li-
mite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noven-
ta inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal 
Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais 
e dos Vereadores (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005).
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas 
atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacida-
de física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de 
escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019).
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, 
emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento 
do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por mor-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
6
te a seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja 
prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019).
Regime Jurídico dos Servidores Públicos
O regime jurídico dos servidores públicos é o conjunto de princípios e regras destinadas à regulação das 
relações funcionais da administração pública e seus agentes. Pode ser geral, aplicável a todos os servi-
dores de uma determinada pessoa política (da Administração Pública Federal, Estadual, Municipal, por 
exemplo) ou específico, como é o caso de algumas carreiras, como a Magistratura, Ministério Público 
etc.
O Regime Jurídico dos Servidores Públicos da União é estatutário e regido pela Lei nº 8.112 de 1990. 
Nas esferas distrital, estaduais e municipais podem ser adotados estatutos próprios, desde compatíveis 
com os preceitos da Constituição Federal e da Lei 8.112/90. 
No regime estatutário não há relação contratual empregatícia.
A Constituição Federal prevê todo o regime jurídico dos Servidores Públicos, com sistema remuneratório, 
regime previdenciário e regra geral de aposentadoria, nos termos do art. 40, CF.
A estabilidade é uma das garantias do serviço público, prevista constitucionalmente. É adquirida pelo 
funcionário concursado após três anos de efetivo exercício da função pública e impede que ele seja 
desvinculado do serviço público arbitrariamente, a não ser por sentença transitada em julgado ou decisão 
administrativa em que lhe foi dado amplo direito de defesa, aposentadoria compulsória, exoneração a 
pedido ou morte:
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998).
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998):
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998);
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa (Incluído pela Emen-
da Constitucional nº 19, de 1998);
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado 
em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço (Reda-
ção dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, 
com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempe-
nho por comissão instituída para essa finalidade (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
7
São militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, os membros das polícias militares e cor-
pos de bombeiros militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, nos termos do 
art. 42, CF. Aos militares são proibidas a sindicalização e a greve, em face das funções por eles desem-
penhadas.
Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas 
com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (Re-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998).
§ 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser 
fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei esta-
dual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais confe-
ridas pelos respectivos governadores (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98).
§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que 
for fixado em lei específica do respectivo ente estatal (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 
19.12.2003).
§ 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso 
XVI, com prevalência da atividade militar (Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019).
Agente Público: função pública, atendimento ao cidadão. Regime Jurídico dos Servido-
res Públicos Federais - Direitos, deveres, proibições e responsabilidades (Lei nº 8.112, 
de 11/12/1990)
Conceito
Em seu conceito mais amplo Agente Público é a pessoa física que presta serviços às Pessoas Jurídicasda Administração Pública Direta ou Indireta, também são aqueles que exercem função pública, seja qual 
for a modalidade (mesário, jurado, servidor público, etc.). 
A Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) conceitua Agente Público:
“Artigo 2° - Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que 
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer ou-
tra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no 
artigo anterior”.
Para o jurista administrativo Celso Antonio Bandeira de Mello “...esta expressão – agentes públicos – é 
a mais ampla que se pode conceber para designar genérica e indistintamente os sujeitos que servem ao 
Poder Público como instrumentos expressivos de sua vontade ou ação, ainda quando o façam apenas 
ocasional ou episodicamente. Quem quer que desempenhe funções estatais, enquanto as exercita, é um 
agente público.”
A denominação “agente público” é tratada como gênero das diversas espécies que vinculam o indivíduo 
ao estado a partir da sua natureza jurídica. As espécies do agente público podem ser divididas como do 
qual são espécies os agentes políticos, servidores públicos (servidores estatais, empregado público, tem-
porários e comissionados), particulares em colaboração, agentes militares e os agentes de fato.
Espécies (classificação)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
8
Agentes públicos abrangem todas as demais categorias, sendo que alguns deles fazem parte da estrutu-
ra administrativa do Estado, seja em sua estrutura direta ou então na organização indireta. 
Outros, no entanto, não compõe os quadros internos da administração Pública, isto é, são alheios ao 
aparelho estatal, permanecendo externamente.
Vamos analisar cada uma dessas categorias:
a) Agentes políticos: agentes políticos exercem uma função pública de alta direção do Estado. São os 
que ocupam lugar de comando e chefia de cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). 
São titulares dos cargos estruturais à organização política do País.
Ingressam em regra, por meio de eleições, desempenhando mandatos fixos e quando termina o mandato 
a relação com o Estado também termina automaticamente. 
A vinculação dos agentes políticos com o aparelho governamental não é profissional, mas institucional e 
estatutária.
Os agentes políticos serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o 
acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória.
b) Servidores Públicos: são as pessoas que executam serviços ao Estado e também às entidades da 
Administração Pública direta e indireta (sentido amplo). Os servidores têm vínculo empregatício e sua 
remuneração é paga pelos cofres públicos.
Também chamados de servidores estatais engloba todos aqueles que mantêm com o Estado relação de 
trabalho de natureza profissional, de caráter não eventual e sob o vínculo de dependência.
Servidores públicos podem ser:
– estatutários: são os ocupantes de CARGOS PÚBLICOS e estão sob o regime estatutário. Quando 
nomeados, ingressam numa situação jurídica previamente definida, à qual se submetem com o ato da 
posse. Assim, não tem como modificar as normas vigentes por meio de contrato entre o servidor e a Ad-
ministração, mesmo que com a concordância de ambos, por se tratar de normas de ordem pública. Não 
há contrato de trabalho entre os estatutários e a Administração, tendo em vista sua natureza não contra-
tual mas sim regida por um estatuto jurídico condicionada ao termo de posse. 
– empregados públicos: são ocupantes de empregos públicos contratados sob o regime da CLT, com 
vínculo contratual, precisam de aprovação em concurso público ou processo seletivo e sua demissão 
precisa ser motivada;
– temporários ou em regime especial: são os contratados por tempo determinado, com base no artigo 
37, IX, CF. Não ocupam cargos ou empregos públicos e não exige aprovação em concurso público, mas 
a Administração Pública deve respeitar os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, 
realizando um processo seletivo simplificado.
Para que tenha a contratação de temporários, se faz necessária a existência de lei regulamentadora, 
com a previsão dos casos de contratação, o prazo da contratação, a necessidade temporária e a motiva-
ção do interesse público.
– cargos comissionados: são os de livre nomeação e exoneração, tem caráter provisório e se destina 
às atribuições de direção, chefia e assessoramento. Os efetivos também podem ser comissionados. Ao 
servidor ocupante exclusivamente de cargo em comissão aplica-se o regime geral de previdência social 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
9
previsto na Constituição Federal, artigo 40, § 13.
c) Agentes militares: são as pessoas físicas que prestam serviços à Forças Armadas (Marinha, Aeronáuti-
ca, Exército - art. 142, caput, e § 3º, CF, Polícias Militares, Corpo de Bombeiros - art. 42, CF).
Aqueles que compõem os quadros permanentes das forças militares possuem vinculação estatutária, e 
não contratual, mas o regime jurídico é disciplinado por legislação específica diversa da aplicável aos 
servidores civis. 
Possui vínculo estatutário sujeito a regime jurídico próprio, mediante remuneração paga pelos cofres 
públicos.
d) Particulares em colaboração / honoríficos: são prestadores de serviços ao Estado sem vinculação 
permanente de emprego e sem remuneração. Essa categoria de agentes públicos pode ser prestada de 
diversas formas, segundo entendimento de Celso Antônio Bandeira de Mello, se dá por:
– requisitados de serviço: como mesários e convocados para o serviço militar (conscritos);
– gestores de negócios públicos: são particulares que assumem espontaneamente uma tarefa pública, 
em situações emergenciais, quando o Estado não está presente para proteger o interesse público. 
– contratados por locação civil de serviços: é o caso, por exemplo, de jurista famoso contratado para 
emitir um parecer;
– concessionários e permissionários: exercem função pública por delegação estatal;
– delegados de função ou ofício público: é o caso dos titulares de cartórios.
e) Agentes de fato: é o particular que sem vínculo formal e legítimo com o Estado exerce função pública, 
acreditando estar de boa-fé e com o objetivo de atender o interesse público. Neste caso, não há investi-
dura prévia nos cargos, empregos e funções públicas. 
Agente de fato putativo: é aquele que desempenha atividade pública com a presunção de que tem legi-
timidade, mas há alguma ILEGALIDADE em sua INVESTIDURA. É aquele servidor que toma posse sem 
cumprir algum requisito do cargo. 
Agentes de fato necessário: são os que atuam em situações de calamidade pública ou emergência. 
Cargo, emprego e função pública
Cargo, emprego e função pública são tipos de vínculos de trabalho na Administração Pública ocupadas 
por servidores públicos. A Constituição Federal, em vários dispositivos, emprega os vocábulos cargo, 
emprego e função para designar realidades diversas, porém que existem paralelamente na Administra-
ção. 
Cargo público: unidade de atribuições e competências funcionais. É o lugar dentro da organização funcio-
nal da Administração Direta de suas autarquias e fundações públicas que, ocupado por servidor público, 
submetidos ao regime estatuário.
Possui funções específicas e remuneração fixada em lei ou diploma a ela equivalente. Todo cargo tem 
uma função, porém, nem toda função pressupõe a existência de um cargo.
Para Celso Antônio Bandeira de Mello são as mais simples e indivisíveis unidades de competência a 
serem titularizadas por um agente. São criados por lei, previstos em número certo e com denominação 
própria.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
10
Com efeito, as várias competências previstas na Constituição para a União, Estados eMunicípios são 
distribuídas entre seus respectivos órgãos, cada qual dispondo de determinado número de cargos cria-
dos por lei, que lhes confere denominação própria, define suas atribuições e fixa o padrão de vencimento 
ou remuneração.
Empregos públicos: são núcleos de encargos de trabalho permanentes a serem preenchidos por pessoas 
contratadas para desempenhá-los, sob relação jurídica trabalhista (CLT) de natureza contratual e somen-
te podem ser criados por lei. 
Função pública: é a atividade em si mesma, é a atribuição, as tarefas desenvolvidas pelos servidores. 
São espécies:
a) Funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e destina-
das ás atribuições de chefia, direção e assessoramento;
b) Funções exercidas por contratados por tempo determinado para atender a necessidade temporária de 
excepcional interesse público, nos termos da lei autorizadora, que deve advir de cada ente federado.
Regime jurídico
Regime jurídico dos servidores públicos é o conjunto de normas e princípios referentes a direitos, deve-
res e demais regras jurídicas normas que regem a vida funcional do servidor. A lei que reúne estas regras 
é denominada de Estatuto e o regime jurídico passa a ser chamado de regime jurídico Estatutário.
No âmbito de cada pessoa política - União, Estados, Distrito Federal e Municípios - há um Estatuto. A 
Lei nº 8.112 de 11/12/1990 (por exemplo) estabeleceu que o regime jurídico Estatutário é o aplicável aos 
Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e fundações públicas federais, ocupantes de cargos 
públicos.
Provimento
Segundo Hely Lopes Meirelles, é o ato pelo qual se efetua o preenchimento do cargo público, com a 
designação de seu titular. Configura-se no ato de designação de um sujeito para titularizar cargo público 
Podendo ser:
a) originário ou inicial: quando o agente não possui vinculação anterior com a Administração Pública;
b) derivado: pressupõe a existência de um vínculo com a Administração. 
Posse: é o ato pelo qual uma pessoa assume, de maneira efetiva, o exercício das funções para que foi 
nomeada, designada ou eleita, ou seja, é sua investidura no cargo público. O ato da posse determina a 
concordância e a vontade do sujeito em entrar no exercício, além de cumprir a exigência regulamentar. 
Exercício: é o momento em que o servidor dá início ao desempenho de suas atribuições de trabalho. A 
data do efetivo exercício é considerada como o marco inicial para a produção de todos os efeitos jurídi-
cos da vida funcional do servidor público e ainda para o início do período do estágio probatório, da conta-
gem do tempo de contribuição para aposentadoria, período aquisitivo para a percepção de férias e outras 
vantagens remuneratórias.
São formas de provimento: nomeação, promoção, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração e 
recondução.
a) Nomeação: é o único caso de provimento originário, já que o servidor dependerá da aprovação prévia 
em concurso público e não possuirá relação anterior com o Estado;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
11
b) Promoção: é forma de provimento derivado (neste caso o agente público já se encontra ocupando o 
cargo) onde o servidor passará a exercer um cargo mais elevado dentro da carreira exercida.
c) Readaptação: espécie de transferência efetuada com a finalidade de prover o servidor em outro cargo 
compatível com eventual limitação de capacidade física ou mental, condicionada a inspeção médica.
d) Reversão: trata-se do reingresso de servidor aposentado de seu ofício por não subsistirem mais as 
razões que lhe determinarão a aposentadoria por invalidez.
e) Aproveitamento: relaciona-se com a retomada do servidor posto em disponibilidade (ato pelo qual se 
transfere o servidor à inatividade remunerada de servidor estável em razão de extinção do cargo ocupa-
do ou destinado a reintegração de servidor), seja no mesmo cargo anteriormente ocupado ou em cargo 
equivalente quanto as atribuições e vencimentos.
f) Reintegração: retorno de servidor ilegalmente desligado de seu cargo. O reconhecimento do direito a 
reintegração pode decorrer de decisão proferida na esfera administrativa ou judicial.
g) Recondução: retorno de servidor estável ao cargo que anteriormente ocupava, seja por não ter sido 
habilitado no estágio probatório relativo a outro cardo para o qual tenha sido nomeado ou por ter sido 
desalojado do cargo em razão de reintegração do servidor que ocupava o cargo anteriormente.
Vacância
A vacância é a situação jurídica atribuída a um cargo que está sem ocupante. Vários fatos levam à va-
cância, entre os quais: 
- o servidor pediu o desligamento (exoneração a pedido); 
- o servidor foi desligado do cargo em comissão ou não iniciou exercício (exoneração ex officio); 
- o servidor foi punido com a perda do cargo (demissão); 
- o servidor passou a exercer outro cargo ante limitações em sua capacidade física ou mental (readapta-
ção); 
- aposentadoria ou falecimento do servidor; 
- acesso ou promoção.
Para Di Pietro1, vacância é o ato administrativo pelo qual o servidor é destituído do cargo, emprego ou 
função.
Decorre de exoneração, demissão, aposentadoria, promoção e falecimento. O artigo 33 da Lei 8.112/90 
prevê ainda a readaptação e a posse em outro cargo inacumulável. Mas a ascensão e a transformação 
deixaram de existir por força da Lei 9.527/97.
A exoneração não é penalidade; ela se dá a pedido ou ex officio, neste caso quando se tratar de cargo 
em comissão ou função de confiança; no caso de cargo efetivo, quando não satisfeitas as exigências do 
estágio probatório ou quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabele-
cido.
Já a demissão constitui penalidade decorrente da prática de ilícito administrativo; tem por efeito desligar 
o servidor dos quadros do funcionalismo.
A promoção é, ao mesmo tempo, ato de provimento no cargo superior e vacância no cargo inferior.
1 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella, Direito Administrativo, 31ª edição, 2018
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
12
A readaptação, segundo artigo 24 da 8.112/90, “é a investidura do servidor em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental 
verificada em inspeção médica”.
Efetividade, estabilidade e vitaliciedade
Efetividade: cargos efetivos são aqueles que se revestem de caráter de permanência, constituindo a 
maioria absoluta dos cargos integrantes dos diversos quadros funcionais. 
Com efeito, se o cargo não é vitalício ou em comissão, terá que ser necessariamente efetivo. Embora 
em menor escala que nos cargos vitalícios, os cargos efetivos também proporcionam segurança a seus 
titulares; a perda do cargo, segundo art. 41, §1º da Constituição Federal, só poderá ocorrer, quando está-
veis, se houver sentença judicial ou processo administrativo em que se lhes faculte ampla defesa, e ago-
ra também em virtude de avaliação negativa de desempenho durante o período de estágio probatório.
Estabilidade: confere ao servidor público a efetiva permanência no serviço após três anos de estágio 
probatório, após os quais só perderá o cargo se caracterizada uma das hipóteses previstas no artigo 41, 
§ 1º, ou artigo 169, ambos da CF.
Hipóteses: 
a) em razão de sentença judicial com trânsito em julgado (art. 41, §1º, I, da CF);
b) por meio de processo administrativo em que lhe seja assegurada a ampla defesa (art. 41, § 1º, II, da 
CF);
c) mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma da lei complementar, asse-
gurada ampla defesa (art. 41, § 1º, III, da CF);
d) em virtude de excesso de despesas com o pessoal ativo e inativo, desde que as medidas previstas no 
art. 169, § 3º, da CF, não surtam os efeitos esperados (art. 169, § 4º, da CF).
A estabilidade é a prerrogativa atribuída ao servidor que preencher os requisitos estabelecidos na Consti-
tuição Federal que lhe garante apermanência no serviço. 
O servidor estável, que tiver seu cargo extinto, não estará fora da Administração Pública, porque a norma 
constitucional lhe garante estabilidade no serviço e não no cargo. Nesta hipótese o servidor é colocado 
em disponibilidade remunerada, seguindo o disposto no art. 41, § 3.º, da Constituição sendo sua remune-
ração calculada de forma proporcional ao tempo de serviço. 
O servidor aprovado em concurso público de cargo regido pela lei 8112/90 e consequentemente nomea-
do passará por um período de avaliação, terá o novo servidor que comprovar no estágio probatório que 
tem aptidão para exercer as atividades daquele cargo para o qual foi nomeado em tais fatores:
a) Assiduidade; 
b) Disciplina;
c) Capacidade de iniciativa;
d) Produtividade;
e) Responsabilidade.
Atualmente o prazo mencionado de 3 anos de efetivo exercício para o servidor público (de forma geral), 
adquirir estabilidade é o que está previsto na Constituição, que foi alterado após a Emenda nº 19/98. 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
13
Muito embora, a Lei nº 8.112/90, no artigo 20 cite o prazo de 2 anos, para que o servidor adquira estabi-
lidade devemos considerar que o correto é o texto inserido na Constituição Federal, repita-se 3 anos de 
efetivo exercício. 
Como não houve uma revogação expressa de tais normas elas permanecem nos textos legais, mesmo 
que na prática não são aplicadas, pois ferem a CF (existe uma revogação tácita dessas normas). 
- Requisitos para adquirir estabilidade:
a) estágio probatório de três anos;
b) nomeação em caráter efetivo;
c) aprovação em avaliação especial de desempenho.
• Vitaliciedade: Cargos vitalícios são aqueles que oferecem a maior garantia de permanência a seus 
ocupantes. Somente através de processo judicial, como regra, podem os titulares perder seus cargos 
(art. 95, I, CF). Desse modo, torna-se inviável a extinção do vínculo por exclusivo processo administrativo 
(salvo no período inicial de dois anos até a aquisição da prerrogativa). A vitaliciedade configura-se como 
verdadeira prerrogativa para os titulares dos cargos dessa natureza e se justifica pela circunstância de 
que é necessária para tornar independente a atuação desses agentes, sem que sejam sujeitos a pres-
sões eventuais impostas por determinados grupos de pessoas.
Existem três cargos públicos vitalícios no Brasil:
- Magistrados (Art. 95, I, CF);
- Membros do Ministério Público (Art. 128, § 5º, I, “a”, CF);
- Membros dos Tribunais de Contas (Art. 73, §3º).
Por se tratar de prerrogativa constitucional, em função da qual cabe ao Constituinte aferir a natureza do 
cargo e da função para atribuí-la, não podem Constituições Estaduais e Leis Orgânicas municipais, nem 
mesmo lei de qualquer esfera, criar outros cargos com a garantia da vitaliciedade. Consequentemente, 
apenas Emenda à Constituição Federal poderá fazê-lo.
Criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas
Com efeito, as várias competências previstas na Constituição para a União, Estados e Municípios são 
distribuídas entre seus respectivos órgãos, cada qual dispondo de determinado número de cargos cria-
dos por lei, que lhes confere denominação própria, define suas atribuições e fixa o padrão de vencimento 
ou remuneração.
Criar um cargo é oficializá-lo, atribuindo a ele denominação própria, número certo, funções determinadas, 
etc. Somente se cria um cargo por meio de lei, logo cada Poder, no âmbito de suas competências podem 
criar um cargo por meio da lei. No caso dos cargos públicos da União, o vencimento é pago pelos cofres 
públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.
A transformação ocorre quando há modificação ou alteração na natureza do cargo de forma que, ao 
mesmo tempo em que o cargo é extinto, outro é criado. Somente se dá por meio de lei e há o aproveita-
mento de todos os servidores quando o novo cargo tiver o mesmo nível e atribuições compatíveis com o 
anterior.
A extinção corresponde ao fim do cargo e também deve ser efetuada por meio de lei.
No entanto, o art. 84, VI, “b” da Constituição Federal revela exceção a norma geral ao atribuir competên-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
14
cia para o Presidente da República para dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos 
públicos quando vagos.
Desvio de função
O servidor público deve exercer suas atividades funcionais respeitando as competências e atribuições 
previstas para o cargo que ocupa. Cumpre ressaltar que a lei que cria o cargo estabelece quais são os 
limites das atribuições e competências do cargo.
No entanto, não raro identificar o servidor exercendo atribuições diversas daquelas previstas em lei para 
o cargo atualmente ocupado.
Por definição, o desvio de função do servidor público ocorre quando este desempenha função diversa da-
quela correspondente ao cargo por ele legalmente investido mediante aprovação em concurso público.
Quando constatada a ocorrência de desvio de função, o servidor que teve suas atribuições desviadas faz 
jus a indenização relativas as diferenças salarias decorrentes do desvio.
Este é o entendimento já consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça que editou Sumula a respeito.
Súmula nº 378 STJ
“Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes”.
Importante esclarecer que em caso de desvio de função, o servidor público que teve as atribuições do 
cargo para o qual foi investido desviadas não tem direito ao reenquadramento funcional. Isso porque 
inafastável o princípio da imprescindibilidade de concurso público para o preenchimento de cargos pela 
administração pública, No entanto, tem direito a receber os vencimentos correspondentes à função de-
sempenhada.
Remuneração
Vencimento: é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.
Remuneração: é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes esta-
belecidas em lei. O acréscimo de vantagens permanentes ao vencimento do cargo efetivo é irredutível.
Constitui vedação legal o pagamento de remuneração inferior ao salário mínimo
IMPORTANTE: tanto o vencimento com a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, se-
questro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.
Direitos e deveres
Os direitos e vantagens dos servidores públicos, quais sejam: vencimento, indenizações, gratificações, 
diárias, adicionais, férias, licenças, concessões e direito de petição. 
Indenizações: de acordo com o art. 51 da Lei nº 8.112/90 as indenizações são constituídas pela ajuda de 
custo, diárias, transporte e auxílio moradia.
Ajuda de custo: A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no 
atendimento do interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, desde que acarrete mudança 
de domicílio em caráter permanente. 
Constitui vedação legal o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou 
companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede.
Diárias: essa prerrogativa está regulamentada no art. 58 da Lei nº 8.112/90. É devida ao servidor que se 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
15
afastar da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exte-
rior. São destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinárias com pousada, alimentação e 
locomoção urbana.
Gratificações e Adicionais: são tratados no art. 61 da Lei nº 8.112/90 que as discrimina, a saber: 
– retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento, 
– gratificação natalina, 
– adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas, 
– adicional pela prestação de serviço extraordinário, 
– adicional noturno, 
– adicional de férias, 
– outros (relativos ao local ou à naturezado trabalho), 
– gratificação por encargo de curso ou concurso.
Férias: é um direito que o servidor alcança após cumprir o período aquisitivo (12 meses). Consiste em 
um período de 30 dias de descanso que podem ser cumuladas até o máximo de dois períodos, bem 
como podem ser parceladas em até três etapas.
Licenças: de acordo com o art. 81 da referida lei a licença é concedida por motivo de doença em pessoa 
da família, de afastamento do cônjuge ou companheiro, para o serviço militar, para a atividade política, 
para capacitação, para tratar de interesses particulares e para desempenho de mandato classista.
Concessões: existem quando é permitido ao servidor se ausentar sem ter que arcar com quaisquer pre-
juízos.
O art. 97 da Lei nº 8.112/90 elenca as hipóteses de concessão, vejamos: 
– por um dia para doação de sangue, 
– pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, limitado, em 
qualquer caso a dois dias, 
– por oito dias consecutivos em razão de casamento, falecimento de cônjuge, companheiro, pais, ma-
drasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela ou irmãos.
Direito de Petição: o direito de petição existe para a defesa do direito ou interesse legítimo. É instrumento 
utilizado pelo servidor e dirigido à autoridade competente que deve decidir.
Responsabilidade
Ao exercer funções públicas, os servidores públicos não estão desobrigados de se responsabilizar por 
seus atos, tanto atos públicos quanto atos administrativos, além dos atos políticos, dependendo de sua 
função, cargo ou emprego.
Esta responsabilidade é algo indispensável na atividade administrativa, ou seja, enquanto houver exercí-
cio irregular de direito ou de poder a responsabilidade deve estar presente. 
Quanto o Estado repara o dano, em homenagem à responsabilidade objetiva do Estado, fica com direito 
de regresso contra o responsável que efetivamente causou o dano, isto é, com o direito de recuperar o 
valor da indenização junto ao agente que causador do dano. 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
16
Efetivamente, o direito de regresso, em sede de responsabilidade estatal, configura-se na pretensão do 
Estado em buscar do seu agente, responsável pelo dano, a recomposição do erário, uma vez desfalcado 
do montante destinado ao pagamento da indenização à vítima. 
Nesse aspecto, o direito de regresso é o direito assegurado ao Estado no sentido de dirigir sua pretensão 
indenizatória contra o agente responsável pelo dano, quando tenha este agido com culpa ou dolo.
Neste contexto, o agente público poderá ser responsabilizado nos âmbitos civil, penal e administrativo.
a) Responsabilidade Civil: A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou cul-
poso, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
Neste caso, responsabilidade civil se refere à responsabilidade patrimonial, que faz referência aos Atos 
Ilícitos e que traz consigo a regra geral da responsabilidade civil, que é de reparar o dano causado a 
outrem. 
A Administração Pública, confirmada a responsabilidade de seus agentes, como preceitua a no art.37, §6, 
parte final do Texto Maior, é “assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou 
culpa”, descontará nos vencimentos do servidor público, respeitando os limites mensais, a quantia exata 
para o ressarcimento do dano.
b) Responsabilidade Administrativa: A responsabilidade administrativa é apurada em processo adminis-
trativo, assegurando-se ao servidor o contraditório e a ampla defesa. 
Uma vez constatada a prática do ilícito administrativo, ficará o servidor sujeito à sanção administrativa 
adequada ao caso, que poderá ser advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade, destituição de cargo em comissão ou destituição de função comissionada. 
A penalidade deve sempre ser motivada pela autoridade competente para sua aplicação, sob pena de 
nulidade. 
Se durante a apuração da responsabilidade administrativa a autoridade competente verificar que o ilícito 
administrativo também está capitulado como ilícito penal, deve encaminhar cópia do processo administra-
tivo ao Ministério Público, que irá mover ação penal contra o servidor 
c) Responsabilidade Penal: A responsabilidade penal do servidor é a que resulta de uma conduta tipifica-
da por lei como infração penal. A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções imputadas ao 
servidor, nessa qualidade. 
Os crimes funcionais estão definidos no Código Penal, artigos 312 a 326, como o peculato, a concussão, 
a corrupção passiva, a prevaricação etc. Outros estão previstos em leis especiais federais. 
A responsabilidade penal do servidor é apurada em Juízo Criminal. Se o servidor for responsabilizado 
penalmente, sofrerá uma sanção penal, que pode ser privativa de liberdade (reclusão ou detenção), 
restritiva de direitos (prestação pecuniária, perda de bens e valores, prestação de serviço à comunidade 
ou a entidades públicas, interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana) ou multa (Código 
Penal, art. 32).
Importante ressaltar que a decisão penal, apurada por causa da responsabilidade penal do servidor, só 
terá reflexo na responsabilidade civil do servidor se o ilícito penal tiver ocasionado prejuízo patrimonial 
(ilícito civil). 
Nos termos do que estabelece o artigo 125 da Lei 8.112/90, as sanções civis, penais e administrativas 
poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
17
A responsabilidade administrativa do servidor será afastada se, no processo criminal, o servidor for ab-
solvido por ter sido declarada a inexistência do fato ou, quando o fato realmente existiu, não tenha sido 
imputada sua autoria ao servidor. Notem que, se o servidor for absolvido por falta ou insuficiência de 
provas, a responsabilidade administrativa não será afastada.
Processo administrativo disciplinar
O Regime Disciplinar é o conjunto de deveres, proibições, que geram responsabilidades aos agentes pú-
blicos. Descumprido este rol, se apura os ilícitos administrativos, onde gera as sanções disciplinares.
Com o intuito de responsabilizar quem comete faltas administrativas, atribui-se à Administração o Poder 
Disciplinar do Estado, que assegura a responsabilização dos agentes públicos quando comentem ações 
que contrariam seus deveres e proibições relacionados às atribuições do cargo, função ou emprego de 
que estão investidos. Por consequência dos descumprimentos legais, há a aplicação de sanções discipli-
nares, conforme dispõe a legislação.
Dos Deveres
Via de regra, os estatutos listam condutas e proibições a serem observadas pelos servidores, configu-
rando, umas e outras, os seus deveres como dois lados da mesma moeda. Por exemplo: a proibição de 
proceder de forma desidiosa equivale ao dever de exercer com zelo as atribuições do cargo. Por isso, 
podem ser englobados sob a rubrica “deveres” os que os estatutos assim intitulam e os que os estatutos 
arrolam como proibições.
– Dever de Agir: Devem os administradores agirem em benefício da coletividade.
– Dever de Probidade: O agente público deve agir de forma honesta e em conformidade com os princí-
pios da legalidade e da moralidade.
– Dever de Prestar Contas: Todo administrador deve prestar contas do dinheiro público.
– Dever de Eficiência: Deve elaborar suas funções perfeição e rendimento funcional. 
– Dever de Urbanidade: Deve o servidor ser cordial com os demais colegas de trabalho e com o público 
em geral.
– Dever de Assiduidade: O servidor deve comparecer em seu serviço, a fim de cumprir seu horário con-
forme determinado.
 
Das Proibições
De acordo com o estatuto federal, aplicável aos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e 
fundações públicas federais, ocupantes de cargos público, seu artigo 117 traz um rol de proibições sendo 
elas:
– Ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorizaçãodo chefe imediato;
– Retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da reparti-
ção;
– Recusar fé a documentos públicos;
– Opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
– Promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
18
– Cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição 
que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
– Coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a par-
tido político;
– Manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente 
até o segundo grau civil;
– Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função 
pública;
– Participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, 
exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
A essa vedação existe duas exceções, já que o servidor poderá:
I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União dete-
nha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para 
prestar serviços a seus membros; 
II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 (8.112), observada a legis-
lação sobre conflito de interesses.
- atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefí-
cios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
– receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribui-
ções;
– aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
– praticar usura sob qualquer de suas formas;
– proceder de forma desidiosa;
– utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
– cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergên-
cia e transitórias;
– exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o 
horário de trabalho;
– recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. 
Infrações e Sanções Administrativas/Penalidades
Os servidores públicos de cada âmbito - União, Estados, Distrito Federal e Municípios - têm um Estatu-
to próprio. Quanto aos agentes públicos Federais rege a Lei nº 8.112/1990, já o regimento dos demais 
depende de cada Estado/Município.
Devido ao princípio da Legalidade, todos os agentes devem fazer aquilo que está restrito em lei, e caso 
algum deles descumpram a legislação, ocorre uma infração administrativa, pelo poder disciplinar, os 
agentes infratores estão sujeitos a penalidades, que podem ser: advertência, suspensão, demissão, 
cassação de aposentadoria ou disponibilidade, destituição de cargo em comissão e destituição de função 
comissionada.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
19
Para uma aplicação de penalidade justa deve ser considerada a natureza e a gravidade da infração co-
metida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes 
e os antecedentes funcionais.
É necessário que cada penalidade imposta mencione o fundamento legal e a causa da sanção discipli-
nar.
Disposições constitucionais aplicáveis
A Constituição Federal, em capítulo específico determina as diretrizes a serem adotadas pela Adminis-
tração Pública no tratamento de normas específicas aos ocupantes de cargos e empregos públicos da 
Administração Direta ou Indireta.
Vejamos os dispositivos constitucionais relativos ao tema.
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de 
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na for-
ma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomea-
ção e exoneração; 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual perío-
do;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso públi-
co de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assu-
mir cargo ou emprego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os 
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais 
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiên-
cia e definirá os critérios de sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade tem-
porária de excepcional interesse público;
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão 
ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
20
revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administra-
ção direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e 
os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as 
vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espé-
cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio 
do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder 
Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio 
dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por 
cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder 
Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores 
Públicos; 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores 
aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remu-
neração de pessoal do serviço público;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados 
para fins de concessão de acréscimos ulteriores; 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressal-
vado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto,quando houver compatibilidade de 
horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, em-
presas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou 
indiretamente, pelo poder público; 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência 
e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pú-
blica, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, 
definir as áreas de sua atuação;
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencio-
nadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão 
contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os con-
correntes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da 
proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
21
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ativi-
dades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão 
recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o 
compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. 
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou 
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autori-
dade responsável, nos termos da lei.
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, 
regulando especialmente: 
 I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de 
serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos servi-
ços; 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado 
o disposto no art. 5º, X e XXXIII; 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função 
na administração pública. 
§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da 
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas 
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou 
não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos res-
ponderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração 
direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. 
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e 
indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder pú-
blico, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei 
dispor sobre: 
I - o prazo de duração do contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos 
dirigentes; 
 III - a remuneração do pessoal. 
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas 
subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
22
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos 
arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumulá-
veis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre 
nomeação e exoneração. 
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput des-
te artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. 
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito 
Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite 
único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa 
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Fe-
deral, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e 
dos Vereadores. 
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas 
atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacida-
de física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de 
escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem.(Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, em-
prego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do 
vínculo que gerou o referido tempo de contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a 
seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja previs-
ta em lei que extinga regime próprio de previdência social. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, 
de 2019)
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato 
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou 
função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado 
optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de 
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compati-
bilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço 
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regi-
me, no ente federativo de origem. (Redação dada pelaEmenda Constitucional nº 103, de 2019)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
23
SEÇÃO II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, 
regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autar-
quias e das fundações públicas. (Vide ADIN nº 2.135-4)
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de admi-
nistração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº 2.135-4)
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observa-
rá: 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carrei-
ra; 
II - os requisitos para a investidura; 
III - as peculiaridades dos cargos. 
§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfei-
çoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a 
promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes fede-
rados. 
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, 
XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admis-
são quando a natureza do cargo o exigir. 
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Esta-
duais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o 
acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a 
maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 
37, XI. 
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da 
remuneração dos cargos e empregos públicos. 
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos 
orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação, 
para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvol-
vimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de 
adicional ou prêmio de produtividade. 
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 
4º. 
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função 
de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. (Incluído pela Emenda Constitu-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
24
cional nº 103, de 2019)
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter 
contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de apo-
sentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. (Reda-
ção dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível 
de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação 
da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respec-
tivo ente federativo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de 
idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; 
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) 
anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade mí-
nima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo 
de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o § 2º do 
art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência Social, obser-
vado o disposto nos §§ 14 a 16. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo ente 
federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios em regime 
próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de 
contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente submetidos a 
avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de 
contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente 
socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do 
caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo 
de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com 
efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses 
agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela Emenda Consti-
tucional nº 103, de 2019)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
25
§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação às 
idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que comprovem tempo de efeti-
vo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em 
lei complementar do respectivo ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, 
é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência social, 
aplicando-se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários esta-
belecidas no Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§ 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida 
pelo dependente, o benefício de pensão por morte será concedido nos termos de lei do respectivo ente 
federativo, a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de morte dos servidores de que trata o § 4º-B 
decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função. (Redação dada pela Emenda Cons-
titucional nº 103, de 2019)
§ 8ºÉ assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor 
real, conforme critérios estabelecidos em lei. 
§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para fins de aposen-
tadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço correspondente será 
contado para fins de disponibilidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. 
§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando 
decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a 
contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos 
de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão 
declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. 
§ 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de previdência social, no que 
couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 13. Aplica-se ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei 
de livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, inclusive mandato eletivo, ou de emprego 
público, o Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo 
Poder Executivo, regime de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efe-
tivo, observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para o valor das 
aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto no § 16. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 oferecerá plano de benefícios somente 
na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 e será efetivado por intermédio 
de entidade fechada de previdência complementar ou de entidade aberta de previdência complementar. 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
26
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos § § 14 e 15 poderá ser aplicado 
ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do cor-
respondente regime de previdência complementar. 
§ 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão 
devidamente atualizados, na forma da lei. 
§ 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de 
que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de 
previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titula-
res de cargos efetivos. 
§ 19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei do respectivo ente federativo, o servidor titular 
de cargo efetivo que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária e que opte por per-
manecer em atividade poderá fazer jus a um abono de permanência equivalente, no máximo, ao valor da 
sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria compulsória. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 20. É vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social e de mais de um órgão 
ou entidade gestora desse regime em cada ente federativo, abrangidos todos os poderes, órgãos e enti-
dades autárquicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu financiamento, observados os cri-
térios, os parâmetros e a natureza jurídica definidos na lei complementar de que trata o § 22. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de 
aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do 
regime geral de previdência social de que trata o art. 201 desta Constituição, quando o beneficiário, na 
forma da lei, for portador de doença incapacitante (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005) 
(Revogado pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) (Vigência) (Vide Emenda Constitucional nº 103, 
de 2019)
§ 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de previdência social, lei complementar federal 
estabelecerá, para os que já existam, normas gerais de organização, de funcionamento e de responsa-
bilidade em sua gestão, dispondo, entre outros aspectos, sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019)
I - requisitos para sua extinção e consequente migração para o Regime Geral de Previdência Social; (In-
cluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização dos recursos; (Incluído pela Emenda Constitu-
cional nº 103, de 2019)
III - fiscalização pela União e controle externo e social; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
IV - definição de equilíbrio financeiro e atuarial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
V - condições para instituição do fundo com finalidade previdenciária de que trata o art. 249 e para vincu-
lação a ele dos recursos provenientes de contribuições e dos bens, direitos e ativos de qualquer nature-
za; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
27
VI - mecanismos de equacionamento do deficit atuarial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
VII - estruturação do órgão ou entidade gestora do regime, observados os princípios relacionados com 
governança, controle interno e transparência; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
VIII - condições e hipóteses para responsabilização daqueles que desempenhem atribuições relaciona-
das, direta ou indiretamente, com a gestão do regime; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
IX - condições para adesão a consórcio público; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
X - parâmetros para apuração da base de cálculo e definição de alíquota de contribuições ordinárias e 
extraordinárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provi-
mento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, asse-
gurada ampla defesa. 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado 
em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, 
com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro car-
go. 
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho 
por comissão instituída para essa finalidade. 
Exercício do poder de polícia por servidores celetista
A Polícia Administrativa é manifestada por meio de atos normativos e de alcance geral, bem como de 
atos concretos e específicos.
Além disso, outra característica marcante dos atosexpedidos por força da Polícia Administrativa são os 
atos revestidos de controle e fiscalização.
A atividade administrativa que envolve atos fiscalizadores e de controle , os quais a Administração Públi-
ca pretende a prevenção de atos lesivos ao bem estar social ou saúde pública não podem ser proferidos 
por servidores com regime contratual – CLT.
Esta é a grande polêmica envolvendo a prática de atos administrativos revestidos de Poder de Polícia 
quando praticados por servidores celetistas.
Conforme ressaltado pela melhor doutrina, Celso António Bandeira de Mello afirma que “o regime normal 
dos servidores públicos teria mesmo de ser o estatutário, pois este (ao contrário do regime trabalhista) é 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
28
o concebido para atender a peculiaridades de um vínculo no qual não estão em causa tão-só interesses 
empregatícios, mas onde avultam interesses públicos são os próprios instrumentos de atuação do Esta-
do”.
A jurisprudência já se manifestou neste sentido no julgamento da cautelar da ADin no 2.310, o Supremo 
examinou a lei que trata dos agentes públicos de agências reguladoras (Lei no 9.985/2000), e ali se posi-
cionou contrário à contratação de servidores em regime celetista para a execução de atos revestidos com 
o Poder de Polícia no ato de fiscalização. De acordo com o ministro Marco Aurélio, relator:
“...prescindir, no caso, da ocupação de cargos públicos, com os direitos e garantias a eles inerentes, é 
adotar flexibilidade incompatível com a natureza dos serviços a serem prestados, igualizando os servido-
res das agências a prestadores de serviços subalternos, dos quais não se exige, até mesmo, escolarida-
de maior, como são serventes, artífices, mecanógrafos, entre outros. Atente-se para as espécies. Está-se 
diante de atividade na qual o poder de fiscalização, o poder de polícia fazem- se com envergadura ímpar, 
exigindo, por isso mesmo, que aquele que a desempenhe sinta-se seguro, atue sem receios outros, e 
isso pressupõe a ocupação de cargo público (…). Em suma, não se coaduna com os objetivos precípuos 
das agências reguladoras, verdadeiras autarquias, embora de caráter especial, a flexibilidade inerente 
aos empregos públicos, impondo-se a adoção da regra que é revelada pelo regime de cargo público, tal 
como ocorre em relação a outras atividades fiscalizadoras — fiscais do trabalho, de renda, servidores do 
Banco Central, dos Tribunais de Contas etc.”
Portanto, muito embora não tenha previsão legal, o entendimento construído pela doutrina e jurisprudên-
cia entende que o emprego público, de natureza contratual (CLT) é incompatível com a atividade a ser 
desenvolvida quando se exige a incidência de ato com poder de polícia. O cargo público, sim, é cercado 
de garantias institucionais, destinadas a dar proteção e independência ao servidor para prestar a mani-
festação do Estado quando no exercício do Poder de Polícia.
Regime constitucional dos servidores públicos
Concurso público
Via de regra, para que ocorra a legal investidura em cargou ou emprego público é necessária prévia 
aprovação em concurso de prova ou de provas e títulos, levando em consideração a natureza e a com-
plexidade do cargo ou emprego. Quanto as normas constitucionais acerca da obrigatoriedade de concur-
so para o preenchimento de cargos públicos 
A jurisprudência é pacífica quanto a necessidade de aprovação previa em concurso público para ocupar 
cargo na estrutura administrativa.
Súmula Vinculante 43 É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-
-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra 
a carreira na qual anteriormente investido.
Exceção: As nomeação efetuadas pela Administração Pública para preenchimento de cargo em comis-
são declarado em lei de livre nomeação e exoneração dispensa a realização e aprovação em concurso 
público.
O concurso público terá prazo de validade de até dois anos, podendo ser prorrogável uma única vez por 
igual período. Em homenagem ao princípio constitucional da impessoalidade, durante o prazo improrro-
gável previsto no edital de convocação, aquele que for aprovado será convocado com prioridade sobre 
novos concursados para assumir cargo ou emprego.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
29
Direito de acesso aos cargos, empregos e funções públicas
A Constituição Federal estabelece o Princípio da Ampla Acessibilidade aos cargos, funções e empregos 
públicos aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei específica, bem como aos 
estrangeiros, na forma da lei.
Tal princípio que garante a ampla acessibilidade tem por objetivo proporcionar iguais oportunidades de 
disputar, por meio de concurso público, o preenchimento em cargos ou empregos públicos na Administra-
ção Direta ou Indireta.
Requisito de inscrição e requisitos de cargos
Nas regras gerais constantes nos editais de concursos públicos é vedada a inclusão de cláusulas dis-
criminatórias entre brasileiros natos e naturalizados, salvo para preenchimento de cargos específicos 
mencionados no artigo 12, § 3º da Constituição Federal. 
Artigo 12.
[...]
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
Ademais, em decorrência do mandamento constitucional do artigo 7º, XXX, em princípio não seria ad-
missível restrições de concorrência em concurso público por motivos de idade ou sexo para a regular 
admissão em cargos e empregos públicos, no entanto, o mencionado artigo constitucional prevê a possi-
bilidade de se instituírem requisitos específicos e diferenciados de admissão quando a natureza do cargo 
assim exigir. Exemplo: Teste de Aptidão Física – TAF - permite exigência sequência de exercícios físicos 
diferenciados entre homens e mulheres.
Quanto aos requisitos específicos para investidura em cargos públicos, a Lei 8.112/90, em seu artigo 5º 
assim determina:
Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
 IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
30
Ainda em homenagem ao Princípio da Acessibilidade aos cargos e empregos públicos, o texto constitu-
cional determina que a lei deverá reservar percentual do total das vagas a serem preenchidas por con-
curso público de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os 
critérios de sua admissão.
Invalidação do concurso
Conforme mencionado, os concursos públicos devem ser realizados previamente para o preenchimento 
de cargos e empregos públicos, devendo para tanto dispensar tratamento impessoal e igualitário entre 
os interessados, sendo certo que a ausência desse tratamento causaria fraude a ordem constitucional de 
realização de concurso público.
Neste contexto, são inválidas as disposições constantes em editais ou normas de admissão em cargos e 
empregos públicos que desvirtuam as finalidades da realização do concurso público.
Caso se identifique qualquer norma ou cláusula constante em edital que inviabilize ou dificulte a ampla 
participação daqueles que preencham os requisitos mínimos ou então que direcione, de qualquer forma, 
com o objetivo de beneficiar ou prejudicar alguém em concurso público poderá acarretar na invalidação 
de todo o certame.
O direito à revisão judicial de provas e exames seletivos à luz dos tribunais pátrios
O controle judicial dos atos administrativos é preceito básicodo Estado de Direito com status de garantia 
constitucional, nos termos do que estabelece o artigo 5º, XXXV da Constituição Federal de 1988.
Art. 5º
[...]
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
Esta, inclusive, se configura em função típica do Poder Judiciário, exercer o controle legal dos atos edita-
dos pela ente estatal, como forma de controle externo da Administração Pública.
Neste contexto, ainda é complexa a discussão sobre a legitimidade do Poder Judiciário exercer revisão 
judicial de questões e resultados em provas de concurso público.
É crescente a demanda de candidatos que buscam na tutela do Poder Judiciário a revisão de resultados 
de concursos públicos, atribuindo as bancas organizadoras, entre outros argumentos, a carência de ra-
zoabilidade, proporcionalidade, isonomia e transparência durante a realização do certame.
A jurisprudência dos nossos Tribunais tem-se orientado no sentido de que só são passíveis de reexame 
judicial as questões cuja impugnação se funda na ilegalidade da avaliação ou dos graus conferidos pelos 
examinadores ou ainda a ausência de impessoalidade dedicada nas provas com privilégios exorbitantes 
a determinados candidatos, com a exclusão arbitrária de outros.
Nos Estados de Direito, em que vige o princípio da legalidade, não há espaço para arbitrariedades esta-
tais, ao impor a Ordem Jurídica, não ficando de toda sorte excluída da apreciação judicial toda lesão ou 
ameaça a direito, inclusive quanto ao possível reexame judicial de atos praticados durante os concursos 
públicos ou processos de seleção.
Da investidura do servidor público
A investidura em cargo público, mesmo nos casos em que o cargo não é vitalício ou em comissão, terá 
que ser necessariamente efetivo. 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
31
Embora em menor escala que nos cargos vitalícios, os cargos efetivos também proporcionam seguran-
ça a seus titulares; a perda do cargo, segundo art. 41, §1º da Constituição Federal, só poderá ocorrer, 
quando estáveis, se houver sentença judicial ou processo administrativo em que se lhes faculte ampla 
defesa, e agora também em virtude de avaliação negativa de desempenho durante o período de estágio 
probatório.
Isso lhe garante que, uma vez legalmente investido em cargo público passa a ser representante do Esta-
do nas manifestações proferidas durante o exercício do cargo, e assim, passa a gozar de prerrogativas 
especiais (típicas de direito público) com o objetivo de satisfazer as demandas coletivas.
Estágio experimental, estágio probatório e Estabilidade
O instituto da Estabilidade corresponde à proteção ao ocupante do cargo, garantindo, não de forma ab-
soluta, a permanência no Serviço Público, o que permite a execução regular de suas atividades, visando 
exclusivamente o alcance do interesse coletivo.
No entanto, para se conquistar a estabilidade prevista constitucionalmente é necessário superar a etapa 
de estágio experimental ou também chamada de estágio probatório, que pressupõe a realização de ava-
liação de desempenho e transpor o período de 3 (três) anos de efetivo desempenho da função.
A Avaliação de Desempenho é uma importante ferramenta de Gestão de Pessoas que corresponde a 
uma análise sistemática do desempenho do profissional em função das atividades que realiza, das metas 
estabelecidas, dos resultados alcançados e do seu potencial de desenvolvimento.
Ética na Administração Pública Federal (Decreto nº 1.171, de 22/06/1994)
DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e 
ainda tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei n° 8.112, 
de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992,
DECRETA:
Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Fede-
ral, que com este baixa.
Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão, em ses-
senta dias, as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Cons-
tituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo 
efetivo ou emprego permanente.
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração 
Federal da Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.
Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106° da República.
ITAMAR FRANCO
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
32
ANEXO
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
CAPÍTULO I
Seção I
Das Regras Deontológicas
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores 
que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá 
o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direciona-
dos para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que 
decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno 
e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 
37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser 
acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na 
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, 
até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre 
no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como conse-
qüência, em fator de legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acrés-
cimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho 
pode ser considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular 
de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada 
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e da 
Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da 
lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando 
sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária 
aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode cres-
cer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre 
aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço 
pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe 
dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público,deterio-
rando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações 
ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas 
esperanças e seus esforços para construí-los.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
33
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça 
suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação 
do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente 
grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando atenta-
mente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o 
acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no 
desempenho da função pública.
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do serviço 
público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e 
cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande 
oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação.
Seção II
Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando prioritaria-
mente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie 
de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano 
moral ao usuário;
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, 
quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e servi-
ços da coletividade a seu cargo;
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e contato 
com o público;
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada 
prestação dos serviços públicos;
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações indivi-
duais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, 
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de 
causar-lhes dano moral;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento 
indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, interessados e outros que vi-
sem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais 
ou aéticas e denunciá-las;
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
34
coletiva;
l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordena-
do, refletindo negativamente em todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, 
exigindo as providências cabíveis;
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua 
organização e distribuição;
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, 
tendo por escopo a realização do bem comum;
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função;
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão 
onde exerce suas funções;
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou 
função, tanto quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa or-
dem.
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de 
fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados 
administrativos;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao 
interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação 
expressa à lei;
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética, esti-
mulando o seu integral cumprimento.
Seção III
Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer 
favorecimento, para si ou para outrem;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam;
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a este Código de Ética 
ou ao Código de Ética de sua profissão;
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, cau-
sando-lhe dano moral ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para aten-
dimento do seu mister;
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal 
interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamen-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
35
te superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, 
comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cum-
primento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências;
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos;
j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem per-
tencente ao patrimônio público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, 
de parentes, de amigos ou de terceiros;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da 
pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.
CAPÍTULO II
DAS COMISSÕES DE ÉTICA
XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e fun-
dacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá 
ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do 
servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concreta-
mente de imputação ou de procedimento susceptível de censura.
XVII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da execução do quadro de 
carreira dos servidores,os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar pro-
moções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.
XIX-(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXI -(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua fundamentação 
constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.
XXIII -(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele 
que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, tem-
porária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a 
qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, 
as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o inte-
resse do Estado.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
36
XXV - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
Sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito (Lei nº. 
8.429, de 02/06/1992) e alterações posteriores
LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992
Dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, de 
que trata o § 4º do art. 37 da Constituição Federal; e dá outras providências. (Redação dada pela Lei nº 
14.230, de 2021)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a se-
guinte lei:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará a probidade na 
organização do Estado e no exercício de suas funções, como forma de assegurar a integridade do patri-
mônio público e social, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas nos arts. 9º, 10 e 
11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 
10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato 
doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. (Incluído pela Lei 
nº 14.230, de 2021)
§ 4º Aplicam-se ao sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito 
administrativo sancionador. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas fun-
ções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem 
como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito 
Federal. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º Estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de en-
tidade privada que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de entes públicos ou 
governamentais, previstos no § 5º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 7º Independentemente de integrar a administração indireta, estão sujeitos às sanções desta Lei os 
atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada para cuja criação ou custeio o 
erário haja concorrido ou concorra no seu patrimônio ou receita atual, limitado o ressarcimento de prejuí-
zos, nesse caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
§ 8º Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, basea-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
37
da em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente prevalecen-
te nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário. (Incluído pela Lei nº 14.230, 
de 2021)
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se agente público o agente político, o servidor público e 
todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, de-
signação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou 
função nas entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às sanções previstas nesta 
Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que celebra com a administração pública convênio, contrato de 
repasse, contrato de gestão, termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalen-
te. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente 
público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade. (Redação dada pela Lei 
nº 14.230, de 2021)
§ 1º Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não res-
pondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, comprovadamen-
te, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos limites da sua participação. 
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º As sanções desta Lei não se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbidade administrativa 
seja também sancionado como ato lesivo à administração pública de que trata a Lei nº 12.846, de 1º de 
agosto de 2013. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 4° (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 5° (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 6° (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 7º Se houver indícios de ato de improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará ao 
Ministério Público competente, para as providências necessárias. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 
2021)
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 8º O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio transfe-
rido. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 8º-A A responsabilidade sucessória de que trata o art. 8º desta Lei aplica-se também na hipótese de 
alteração contratual, de transformação, de incorporação, de fusão ou de cisão societária. (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. Nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da sucessora será res-
trita à obrigação de reparação integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, não lhe 
sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de atos e de fatos ocorridos antes 
da data da fusão ou da incorporação, exceto no caso de simulação ou de evidente intuito de fraude, devi-
damente comprovados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
38
CAPÍTULO II
DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
SEÇÃO I
DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE IMPORTAM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante 
a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, 
de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e nota-
damente: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - receber, para siou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômi-
ca, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interes-
se, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribui-
ções do agente público;
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de 
bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço supe-
rior ao valor de mercado;
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de 
bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição de qual-
quer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de empregados ou 
de terceiros contratados por essas entidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou 
a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra 
atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa 
sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas ou qualquer outro serviço ou sobre quantidade, 
peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades 
referidas no art. 1º desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função públi-
ca, e em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput deste artigo, 
cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, assegurada a 
demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 
2021)
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa 
física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decor-
rente das atribuições do agente público, durante a atividade;
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qual-
quer natureza;
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, 
providência ou declaração a que esteja obrigado;
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
39
acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das 
entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
SEÇÃO II
DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão 
dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento 
ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Reda-
ção dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio particular, de 
pessoa física ou jurídica, de bens, de rendas, de verbas ou de valores integrantes do acervo patrimonial 
das entidades referidas no art. 1º desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores 
integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das 
formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou 
assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no 
art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das 
entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior 
ao de mercado;
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mer-
cado;
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garan-
tia insuficiente ou inidônea;
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regula-
mentares aplicáveis à espécie;
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com 
entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda patrimonial efetiva; (Re-
dação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;
X - agir ilicitamente na arrecadação de tributo ou de renda, bem como no que diz respeito à conservação 
do patrimônio público; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma 
para a sua aplicação irregular;
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material 
de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 
1° desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
40
entidades.
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por 
meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; (Incluído pela Lei nº 11.107, de 
2005)
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou 
sem observar as formalidades previstas na lei. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005)
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de pessoa 
física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública 
a entidades privadas mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou 
regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou 
valores públicos transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração de par-
cerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela 
Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das for-
malidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigên-
cia)
XIX - agir para a configuração de ilícito na celebração, na fiscalização e na análise das prestações de 
contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Redação dada pela Lei 
nº 14.230, de 2021)
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a 
estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. 
(Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014, com a redação dada pela Lei nº 13.204, de 2015) 
XXI- (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
XXII - conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e 
o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 1º Nos casos em que a inobservância de formalidades legais ou regulamentares não implicar perda 
patrimonial efetiva, não ocorrerá imposição de ressarcimento, vedado o enriquecimento sem causa das 
entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica não acarretará improbidade adminis-
trativa, salvo se comprovado ato doloso praticado com essa finalidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
SEÇÃO III
DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pú-
blica a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, 
caracterizada por uma das seguintes condutas: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
41
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em 
segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco a segurança da 
sociedade e do Estado; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
IV - negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da 
sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 
2021)
V - frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou 
de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros; 
(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para 
isso, com vistas a ocultar irregularidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, 
teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias fir-
madas pela administração pública com entidades privadas. (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014) 
(Vigência)
IX - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
X - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
XI - nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro 
grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de 
direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, 
de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas; 
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
XII - praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato de publicidade que con-
trarie o disposto no § 1º do art. 37 da Constituição Federal, de forma a promover inequívoco enaltecimen-
to do agente público e personalização de atos, de programas, de obras, de serviços ou de campanhas 
dos órgãos públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º Nos termos da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, promulgada pelo Decreto nº 
5.687, de 31 de janeiro de 2006, somente haverá improbidade administrativa, na aplicação deste artigo, 
quando for comprovado na conduta funcional do agente público o fim de obter proveito ou benefício inde-
vido para si ou para outra pessoa ou entidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º Aplica-se o disposto no § 1º deste artigo a quaisquer atos de improbidade administrativa tipificados 
nesta Lei e em leis especiais e a quaisquer outros tipos especiais de improbidade administrativa instituí-
dos por lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º O enquadramento de conduta funcional na categoria de que trata este artigo pressupõe a demons-
tração objetiva da prática de ilegalidade no exercício da função pública, com a indicação das normas 
constitucionais, legais ou infralegais violadas. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º Os atos de improbidade de que trata este artigo exigem lesividade relevante ao bem jurídico tutela-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
42
do para serem passíveis de sancionamento e independem do reconhecimento da produção de danos ao 
erário e de enriquecimento ilícito dos agentes públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de 
mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do agente. (Incluí-
do pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO III
DAS PENAS
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o 
responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada 
ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa civil 
equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pes-
soa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos; (Redação dada 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - na hipótese do art. 10 desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 (doze) 
anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder pú-
blico ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 (doze) anos; 
(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor da 
remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber bene-
fícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa 
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei 
nº 14.230, de 2021)
IV - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º A sanção de perda da função pública, nas hipóteses dos incisos I e II do caput deste artigo, atinge 
apenas o vínculo de mesma qualidade e natureza que o agente público ou político detinha com o poder 
público na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, na hipótese do inciso I do caput 
deste artigo, e em caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas as circunstâncias 
do caso e a gravidade da infração. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º A multa pode ser aumentada até o dobro, se o juiz considerarque, em virtude da situação econômica 
do réu, o valor calculado na forma dos incisos I, II e III do caput deste artigo é ineficaz para reprovação e 
prevenção do ato de improbidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º Na responsabilização da pessoa jurídica, deverão ser considerados os efeitos econômicos e sociais 
das sanções, de modo a viabilizar a manutenção de suas atividades. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
43
§ 4º Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a sanção de proibição de 
contratação com o poder público pode extrapolar o ente público lesado pelo ato de improbidade, obser-
vados os impactos econômicos e sociais das sanções, de forma a preservar a função social da pessoa 
jurídica, conforme disposto no § 3º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º No caso de atos de menor ofensa aos bens jurídicos tutelados por esta Lei, a sanção limitar-se-á à 
aplicação de multa, sem prejuízo do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, quando for o 
caso, nos termos do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º Se ocorrer lesão ao patrimônio público, a reparação do dano a que se refere esta Lei deverá deduzir 
o ressarcimento ocorrido nas instâncias criminal, civil e administrativa que tiver por objeto os mesmos 
fatos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 7º As sanções aplicadas a pessoas jurídicas com base nesta Lei e na Lei nº 12.846, de 1º de agosto 
de 2013, deverão observar o princípio constitucional do non bis in idem. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 8º A sanção de proibição de contratação com o poder público deverá constar do Cadastro Nacional de 
Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) de que trata a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, observa-
das as limitações territoriais contidas em decisão judicial, conforme disposto no § 4º deste artigo. (Incluí-
do pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º As sanções previstas neste artigo somente poderão ser executadas após o trânsito em julgado da 
sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10. Para efeitos de contagem do prazo da sanção de suspensão dos direitos políticos, computar-se-á 
retroativamente o intervalo de tempo entre a decisão colegiada e o trânsito em julgado da sentença con-
denatória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO IV
DA DECLARAÇÃO DE BENS
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração de 
imposto de renda e proventos de qualquer natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria Especial 
da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. (Redação dada 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º A declaração de bens a que se refere o caput deste artigo será atualizada anualmente e na data em 
que o agente público deixar o exercício do mandato, do cargo, do emprego ou da função. (Redação dada 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º Será apenado com a pena de demissão, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente públi-
co que se recusar a prestar a declaração dos bens a que se refere o caput deste artigo dentro do prazo 
determinado ou que prestar declaração falsa. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO V
DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO E DO PROCESSO JUDICIAL
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja ins-
taurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
44
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do repre-
sentante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimen-
to.
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não 
contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao 
Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos, 
observada a legislação que regula o processo administrativo disciplinar aplicável ao agente. (Redação 
dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de 
Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, desig-
nar representante para acompanhar o procedimento administrativo.
Art. 16. Na ação por improbidade administrativa poderá ser formulado, em caráter antecedente ou inci-
dente, pedido de indisponibilidade de bens dos réus, a fim de garantir a integral recomposição do erário 
ou do acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º-A O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo poderá ser formulado 
independentemente da representação de que trata o art. 7º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 2º Quando for o caso, o pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo in-
cluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas 
pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. (Redação dada pela Lei nº 
14.230, de 2021)
§ 3º O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo apenas será deferido 
mediante a demonstração no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil 
do processo, desde que o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição 
inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a oitiva do réu em 5 (cinco) dias. 
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º A indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, sempre que o contra-
ditório prévio puder comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver outras circunstâncias 
que recomendem a proteção liminar, não podendo a urgência ser presumida. (Incluído pela Lei nº 14.230, 
de 2021)
§ 5º Se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não poderá 
superar o montante indicado na petição inicial como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito. (In-
cluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º O valor da indisponibilidade considerará a estimativa de dano indicada na petição inicial, permitida a 
sua substituição por caução idônea, por fiança bancária ou por seguro-garantia judicial, a requerimento 
do réu, bem como a sua readequação durante a instrução do processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
45
2021)
§ 7º A indisponibilidade de bens de terceiro dependerá da demonstração da sua efetiva concorrência 
para os atos ilícitos apurados ou, quando se tratar de pessoa jurídica, da instauração de incidente de 
desconsideração da personalidade jurídica, a ser processado na forma da lei processual. (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
§ 8º Aplica-se à indisponibilidade de bens regida por esta Lei, no que for cabível, o regime da tutela pro-
visória de urgência da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º Da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens caberá agravo de 
instrumento, nos termos da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10. A indisponibilidade recairásobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do 
dano ao erário, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a título de multa civil ou 
sobre acréscimo patrimonial decorrente de atividade lícita. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 11. A ordem de indisponibilidade de bens deverá priorizar veículos de via terrestre, bens imóveis, bens 
móveis em geral, semoventes, navios e aeronaves, ações e quotas de sociedades simples e empresá-
rias, pedras e metais preciosos e, apenas na inexistência desses, o bloqueio de contas bancárias, de 
forma a garantir a subsistência do acusado e a manutenção da atividade empresária ao longo do proces-
so. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 12. O juiz, ao apreciar o pedido de indisponibilidade de bens do réu a que se refere o caput deste arti-
go, observará os efeitos práticos da decisão, vedada a adoção de medida capaz de acarretar prejuízo à 
prestação de serviços públicos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 13. É vedada a decretação de indisponibilidade da quantia de até 40 (quarenta) salários mínimos de-
positados em caderneta de poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta-corrente. (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 14. É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, salvo se comprovado que o 
imóvel seja fruto de vantagem patrimonial indevida, conforme descrito no art. 9º desta Lei. (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 17. A ação para a aplicação das sanções de que trata esta Lei será proposta pelo Ministério Público 
e seguirá o procedimento comum previsto na Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Proces-
so Civil), salvo o disposto nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º-A A ação a que se refere o caput deste artigo deverá ser proposta perante o foro do local onde ocor-
rer o dano ou da pessoa jurídica prejudicada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º A propositura da ação a que se refere o caput deste artigo prevenirá a competência do juízo para 
todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
46
(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º A petição inicial observará o seguinte: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - deverá individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem 
a ocorrência das hipóteses dos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei e de sua autoria, salvo impossibilidade devida-
mente fundamentada; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da veracidade dos 
fatos e do dolo imputado ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer 
dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições constantes dos arts. 77 e 80 
da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 6º-A O Ministério Público poderá requerer as tutelas provisórias adequadas e necessárias, nos termos 
dos arts. 294 a 310 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º-B A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 
(Código de Processo Civil), bem como quando não preenchidos os requisitos a que se referem os incisos 
I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando manifestamente inexistente o ato de improbidade imputado. 
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 7º Se a petição inicial estiver em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a citação dos reque-
ridos para que a contestem no prazo comum de 30 (trinta) dias, iniciado o prazo na forma do art. 231 da 
Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 8º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 9º-A Da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação caberá 
agravo de instrumento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes requerer ao juiz a interrupção 
do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 (noventa) dias. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 
2019)
§ 10-B. Oferecida a contestação e, se for o caso, ouvido o autor, o juiz: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
I - procederá ao julgamento conforme o estado do processo, observada a eventual inexistência manifesta 
do ato de improbidade; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - poderá desmembrar o litisconsórcio, com vistas a otimizar a instrução processual. (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
§ 10-C. Após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qual indicará com precisão a tipifi-
cação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo-lhe vedado modificar o fato principal 
e a capitulação legal apresentada pelo autor. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, deverá necessariamente ser indicado apenas um 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
47
tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-E. Proferida a decisão referida no § 10-C deste artigo, as partes serão intimadas a especificar as 
provas que pretendem produzir. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 10-F. Será nula a decisão de mérito total ou parcial da ação de improbidade administrativa que: (Incluí-
do pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na petição inicial; (Incluído pela Lei nº 14.230, 
de 2021)
II - condenar o requerido sem a produção das provas por ele tempestivamente especificadas. (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 11. Em qualquer momento do processo, verificada a inexistência do ato de improbidade, o juiz julgará a 
demanda improcedente. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 12. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 13. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 14. Sem prejuízo da citação dos réus, a pessoa jurídica interessada será intimada para, caso queira, 
intervir no processo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 15. Se a imputação envolver a desconsideração de pessoa jurídica, serão observadas as regras pre-
vistas nos arts. 133, 134, 135, 136 e 137 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo 
Civil). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 16. A qualquer momento, se o magistrado identificar a existência de ilegalidades ou de irregularidades 
administrativas a serem sanadas sem que estejam presentes todos os requisitos para a imposição das 
sanções aos agentes incluídos no polo passivo da demanda, poderá, em decisão motivada, converter a 
ação de improbidade administrativa em ação civil pública, regulada pela Lei nº 7.347, de 24 de julho de 
1985. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 17. Da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá agravo de instrumen-
to. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 18. Ao réu será assegurado o direito de ser interrogado sobre os fatos de que trata a ação, e a sua 
recusa ou o seu silêncio não implicarão confissão. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 19. Não se aplicam na ação de improbidade administrativa: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia; (Incluído pela Leinº 
14.230, de 2021)
II - a imposição de ônus da prova ao réu, na forma dos §§ 1º e 2º do art. 373 da Lei nº 13.105, de 16 de 
março de 2015 (Código de Processo Civil); (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, competindo ao 
Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de atribuições entre membros de Ministérios 
Públicos distintos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
IV - o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução de mérito. (In-
cluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 20. A assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos administrativos 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
48
praticados pelo administrador público ficará obrigada a defendê-lo judicialmente, caso este venha a res-
ponder ação por improbidade administrativa, até que a decisão transite em julgado. (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
§ 21. Das decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento, inclusive da decisão que rejeitar ques-
tões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 17-A. (VETADO): (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
II - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
III - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 1º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 2º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 3º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 4º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 5º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
Art. 17-B. O Ministério Público poderá, conforme as circunstâncias do caso concreto, celebrar acordo de 
não persecução civil, desde que dele advenham, ao menos, os seguintes resultados: (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
I - o integral ressarcimento do dano; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem indevida obtida, ainda que oriunda de agentes priva-
dos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º A celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo dependerá, cumulativamente: (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - da oitiva do ente federativo lesado, em momento anterior ou posterior à propositura da ação; (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - de aprovação, no prazo de até 60 (sessenta) dias, pelo órgão do Ministério Público competente para 
apreciar as promoções de arquivamento de inquéritos civis, se anterior ao ajuizamento da ação; (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - de homologação judicial, independentemente de o acordo ocorrer antes ou depois do ajuizamento da 
ação de improbidade administrativa. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º Em qualquer caso, a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo considerará a perso-
nalidade do agente, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de improbi-
dade, bem como as vantagens, para o interesse público, da rápida solução do caso. (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
§ 3º Para fins de apuração do valor do dano a ser ressarcido, deverá ser realizada a oitiva do Tribunal de 
Contas competente, que se manifestará, com indicação dos parâmetros utilizados, no prazo de 90 (no-
venta) dias. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá ser celebrado no curso da investigação de 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
49
apuração do ilícito, no curso da ação de improbidade ou no momento da execução da sentença condena-
tória. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º As negociações para a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo ocorrerão entre o 
Ministério Público, de um lado, e, de outro, o investigado ou demandado e o seu defensor. (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá contemplar a adoção de mecanismos e proce-
dimentos internos de integridade, de auditoria e de incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação 
efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica, se for o caso, bem como de outras 
medidas em favor do interesse público e de boas práticas administrativas. (Incluído pela Lei nº 14.230, 
de 2021)
§ 7º Em caso de descumprimento do acordo a que se refere o caput deste artigo, o investigado ou o de-
mandado ficará impedido de celebrar novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contado do conhecimen-
to pelo Ministério Público do efetivo descumprimento. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 17-C. A sentença proferida nos processos a que se refere esta Lei deverá, além de observar o dis-
posto no art. 489 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil): (Incluído pela Lei 
nº 14.230, de 2021)
I - indicar de modo preciso os fundamentos que demonstram os elementos a que se referem os arts. 9º, 
10 e 11 desta Lei, que não podem ser presumidos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - considerar as consequências práticas da decisão, sempre que decidir com base em valores jurídicos 
abstratos; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - considerar os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a 
seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados e das circunstâncias práticas que houverem im-
posto, limitado ou condicionado a ação do agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
IV - considerar, para a aplicação das sanções, de forma isolada ou cumulativa: (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
a) os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
b) a natureza, a gravidade e o impacto da infração cometida; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
c) a extensão do dano causado; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
d) o proveito patrimonial obtido pelo agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
e) as circunstâncias agravantes ou atenuantes; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
f) a atuação do agente em minorar os prejuízos e as consequências advindas de sua conduta omissiva 
ou comissiva; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
g) os antecedentes do agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
V - considerar na aplicação das sanções a dosimetria das sanções relativas ao mesmo fato já aplicadas 
ao agente; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
VI - considerar, na fixação das penas relativamente ao terceiro, quando for o caso, a sua atuação especí-
fica, não admitida a sua responsabilização por ações ou omissões para as quais não tiver concorrido ou 
das quais não tiver obtido vantagens patrimoniais indevidas; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
50
VII - indicar, na apuração da ofensa a princípios, critérios objetivos que justifiquem a imposição da san-
ção. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º A ilegalidade sem a presença de dolo que a qualifique não configura ato de improbidade. (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º Na hipótese de litisconsórcio passivo, a condenação ocorrerá no limite da participação e dos benefí-
cios diretos, vedada qualquer solidariedade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º Não haverá remessa necessária nas sentenças de que trata esta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, 
de 2021)
Art. 17-D. A ação por improbidade administrativa é repressiva, de caráter sancionatório, destinada à 
aplicação de sanções de caráter pessoal previstas nesta Lei, e não constitui ação civil, vedado seu 
ajuizamento para o controle de legalidade de políticas públicas e para a proteção do patrimônio público 
e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. Ressalvado o disposto nestaLei, o controle de legalidade de políticas públicas e a 
responsabilidade de agentes públicos, inclusive políticos, entes públicos e governamentais, por danos ao 
meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisa-
gístico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, à ordem econômica, à ordem urbanística, à honra 
e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos e ao patrimônio público e social submetem-se aos 
termos da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 18. A sentença que julgar procedente a ação fundada nos arts. 9º e 10 desta Lei condenará ao res-
sarcimento dos danos e à perda ou à reversão dos bens e valores ilicitamente adquiridos, conforme o 
caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º Se houver necessidade de liquidação do dano, a pessoa jurídica prejudicada procederá a essa 
determinação e ao ulterior procedimento para cumprimento da sentença referente ao ressarcimento do 
patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º Caso a pessoa jurídica prejudicada não adote as providências a que se refere o § 1º deste artigo no 
prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da sentença de procedência da ação, caberá ao 
Ministério Público proceder à respectiva liquidação do dano e ao cumprimento da sentença referente ao 
ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens, sem prejuízo de eventual res-
ponsabilização pela omissão verificada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º Para fins de apuração do valor do ressarcimento, deverão ser descontados os serviços efetivamente 
prestados. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º O juiz poderá autorizar o parcelamento, em até 48 (quarenta e oito) parcelas mensais corrigidas 
monetariamente, do débito resultante de condenação pela prática de improbidade administrativa se o réu 
demonstrar incapacidade financeira de saldá-lo de imediato. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 18-A. A requerimento do réu, na fase de cumprimento da sentença, o juiz unificará eventuais sanções 
aplicadas com outras já impostas em outros processos, tendo em vista a eventual continuidade de ilícito 
ou a prática de diversas ilicitudes, observado o seguinte: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - no caso de continuidade de ilícito, o juiz promoverá a maior sanção aplicada, aumentada de 1/3 (um 
terço), ou a soma das penas, o que for mais benéfico ao réu; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
51
II - no caso de prática de novos atos ilícitos pelo mesmo sujeito, o juiz somará as sanções. (Incluído pela 
Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. As sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de contratar ou de receber 
incentivos fiscais ou creditícios do poder público observarão o limite máximo de 20 (vinte) anos. (Incluído 
pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES PENAIS
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro benefi-
ciário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena: detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos 
materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em 
julgado da sentença condenatória.
§ 1º A autoridade judicial competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício 
do cargo, do emprego ou da função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida for necessária à 
instrução processual ou para evitar a iminente prática de novos ilícitos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
§ 2º O afastamento previsto no § 1º deste artigo será de até 90 (noventa) dias, prorrogáveis uma única 
vez por igual prazo, mediante decisão motivada. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento e às con-
dutas previstas no art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de 
Contas.
§ 1º Os atos do órgão de controle interno ou externo serão considerados pelo juiz quando tiverem servido 
de fundamento para a conduta do agente público. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão ser 
consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na conduta do 
agente. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º As sentenças civis e penais produzirão efeitos em relação à ação de improbidade quando concluírem 
pela inexistência da conduta ou pela negativa da autoria. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º A absolvição criminal em ação que discuta os mesmos fatos, confirmada por decisão colegiada, 
impede o trâmite da ação da qual trata esta Lei, havendo comunicação com todos os fundamentos de 
absolvição previstos no art. 386 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo 
Penal). (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º Sanções eventualmente aplicadas em outras esferas deverão ser compensadas com as sanções 
aplicadas nos termos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta Lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
52
autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14 des-
ta Lei, poderá instaurar inquérito civil ou procedimento investigativo assemelhado e requisitar a instaura-
ção de inquérito policial. (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
Parágrafo único. Na apuração dos ilícitos previstos nesta Lei, será garantido ao investigado a oportunida-
de de manifestação por escrito e de juntada de documentos que comprovem suas alegações e auxiliem 
na elucidação dos fatos. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
CAPÍTULO VII
DA PRESCRIÇÃO
Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a 
partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência. 
(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 1º A instauração de inquérito civil ou de processo administrativo para apuração dos ilícitos referidos 
nesta Lei suspende o curso do prazo prescricional por, no máximo, 180 (cento e oitenta) dias corridos, 
recomeçando a correr após a sua conclusão ou, caso não concluído o processo, esgotado o prazo de 
suspensão. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º O inquérito civil para apuração do ato de improbidade será concluído no prazo de 365 (trezentos e 
sessenta e cinco) dias corridos, prorrogável uma única vez por igual período, mediante ato fundamenta-
do submetido à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei 
orgânica. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 3º Encerrado o prazo previsto no § 2º deste artigo, a ação deverá ser proposta no prazo de 30 (trinta) 
dias, se não for caso de arquivamento do inquérito civil. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 4º O prazo da prescrição referido no caput deste artigo interrompe-se: (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
I - pelo ajuizamento da ação de improbidade administrativa; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
II - pela publicação da sentença condenatória;(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
III - pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal que con-
firma sentença condenatória ou que reforma sentença de improcedência; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
IV - pela publicação de decisão ou acórdão do Superior Tribunal de Justiça que confirma acórdão conde-
natório ou que reforma acórdão de improcedência; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
V - pela publicação de decisão ou acórdão do Supremo Tribunal Federal que confirma acórdão condena-
tório ou que reforma acórdão de improcedência. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 5º Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a correr do dia da interrupção, pela metade do prazo 
previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 6º A suspensão e a interrupção da prescrição produzem efeitos relativamente a todos os que concorre-
ram para a prática do ato de improbidade. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
53
§ 7º Nos atos de improbidade conexos que sejam objeto do mesmo processo, a suspensão e a interrup-
ção relativas a qualquer deles estendem-se aos demais. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 8º O juiz ou o tribunal, depois de ouvido o Ministério Público, deverá, de ofício ou a requerimento da 
parte interessada, reconhecer a prescrição intercorrente da pretensão sancionadora e decretá-la de 
imediato, caso, entre os marcos interruptivos referidos no § 4º, transcorra o prazo previsto no § 5º deste 
artigo. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 23-A. É dever do poder público oferecer contínua capacitação aos agentes públicos e políticos que 
atuem com prevenção ou repressão de atos de improbidade administrativa. (Incluído pela Lei nº 14.230, 
de 2021)
Art. 23-B. Nas ações e nos acordos regidos por esta Lei, não haverá adiantamento de custas, de pre-
paro, de emolumentos, de honorários periciais e de quaisquer outras despesas. (Incluído pela Lei nº 
14.230, de 2021)
§ 1º No caso de procedência da ação, as custas e as demais despesas processuais serão pagas ao final. 
(Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
§ 2º Haverá condenação em honorários sucumbenciais em caso de improcedência da ação de improbida-
de se comprovada má-fé. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)
Art. 23-C. Atos que ensejem enriquecimento ilícito, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbarata-
mento ou dilapidação de recursos públicos dos partidos políticos, ou de suas fundações, serão respon-
sabilizados nos termos da Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995. (Incluído pela Lei nº 14.230, de 
2021)
CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 24. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 25. Ficam revogadas as Leis n°s 3.164, de 1° de junho de 1957, e 3.502, de 21 de dezembro de 
1958 e demais disposições em contrário.
Estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação 
(Lei nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005)
LEI Nº 11.091, DE 12 DE JANEIRO DE 2005.
Texto compilado
Vide Lei nº 12.702, de 2012
Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no 
âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, e dá outras providên-
cias.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguin-
te Lei:
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
54
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Fica estruturado o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, composto 
pelos cargos efetivos de técnico-administrativos e de técnico-marítimos de que trata a Lei nº 7.596, de 10 
de abril de 1987, e pelos cargos referidos no § 5º do art. 15 desta Lei.
§ 1º Os cargos a que se refere o caput deste artigo, vagos e ocupados, integram o quadro de pessoal 
das Instituições Federais de Ensino.
§ 2º O regime jurídico dos cargos do Plano de Carreira é o instituído pela Lei nº 8.112, de 11 de dezem-
bro de 1990, observadas as disposições desta Lei.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, são consideradas Instituições Federais de Ensino os órgãos e entidades 
públicos vinculados ao Ministério da Educação que tenham por atividade-fim o desenvolvimento e aper-
feiçoamento do ensino, da pesquisa e extensão e que integram o Sistema Federal de Ensino.
CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO QUADRO DE PESSOAL
Art. 3º A gestão dos cargos do Plano de Carreira observará os seguintes princípios e diretrizes:
I - natureza do processo educativo, função social e objetivos do Sistema Federal de Ensino;
II - dinâmica dos processos de pesquisa, de ensino, de extensão e de administração, e as competências 
específicas decorrentes;
III - qualidade do processo de trabalho;
IV - reconhecimento do saber não instituído resultante da atuação profissional na dinâmica de ensino, de 
pesquisa e de extensão;
V - vinculação ao planejamento estratégico e ao desenvolvimento organizacional das instituições;
VI - investidura em cada cargo condicionada à aprovação em concurso público;
VII – desenvolvimento do servidor vinculado aos objetivos institucionais;
VIII - garantia de programas de capacitação que contemplem a formação específica e a geral, nesta in-
cluída a educação formal;
IX - avaliação do desempenho funcional dos servidores, como processo pedagógico, realizada mediante 
critérios objetivos decorrentes das metas institucionais, referenciada no caráter coletivo do trabalho e nas 
expectativas dos usuários; e
X - oportunidade de acesso às atividades de direção, assessoramento, chefia, coordenação e assistên-
cia, respeitadas as normas específicas.
Art. 4º Caberá à Instituição Federal de Ensino avaliar anualmente a adequação do quadro de pessoal às 
suas necessidades, propondo ao Ministério da Educação, se for o caso, o seu redimensionamento, consi-
deradas, entre outras, as seguintes variáveis:
I - demandas institucionais;
II - proporção entre os quantitativos da força de trabalho do Plano de Carreira e usuários;
III - inovações tecnológicas; e
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
55
IV - modernização dos processos de trabalho no âmbito da Instituição.
Parágrafo único. Os cargos vagos e alocados provisoriamente no Ministério da Educação deverão ser 
redistribuídos para as Instituições Federais de Ensino para atender às suas necessidades, de acordo 
com as variáveis indicadas nos incisos I a IV deste artigo e conforme o previsto no inciso I do § 1º do art. 
24 desta Lei.
CAPÍTULO III
DOS CONCEITOS
Art. 5º Para todos os efeitos desta Lei, aplicam-se os seguintes conceitos:
I - plano de carreira: conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissio-
nal dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento 
de gestão do órgão ou entidade;
II – nível de classificação: conjunto de cargos de mesma hierarquia, classificados a partir do requisito de 
escolaridade, nível de responsabilidade, conhecimentos, habilidades específicas, formação especializa-
da, experiência, risco e esforço físico para o desempenho de suas atribuições;
III - padrão de vencimento: posição do servidor na escala de vencimento da carreira em função do nível 
de capacitação, cargo e nível de classificação;
IV - cargo: conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que são 
cometidas a um servidor;
V - nível de capacitação: posição do servidor na Matriz Hierárquica dos Padrões de Vencimento em de-
corrência da capacitação profissional para o exercício das atividades do cargo ocupado, realizada após o 
ingresso;
VI - ambiente organizacional: área específica de atuação do servidor, integrada por atividades afins ou 
complementares, organizada a partir das necessidades institucionais e que orienta a política de desen-
volvimento de pessoal; e
VII - usuários: pessoas ou coletividadesinternas ou externas à Instituição Federal de Ensino que usu-
fruem direta ou indiretamente dos serviços por ela prestados.
CAPÍTULO IV
DA ESTRUTURA DO PLANO DE CARREIRA DOS CARGOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCA-
ÇÃO
Art. 6º O Plano de Carreira está estruturado em 5 (cinco) níveis de classificação, com 4 (quatro) níveis de 
capacitação cada, conforme Anexo I-C desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11,784, de 2008)
Art. 7º Os cargos do Plano de Carreira são organizados em 5 (cinco) níveis de classificação, A, B, C, D e 
E, de acordo com o disposto no inciso II do art. 5º e no Anexo II desta Lei.
Art. 8º São atribuições gerais dos cargos que integram o Plano de Carreira, sem prejuízo das atribuições 
específicas e observados os requisitos de qualificação e competências definidos nas respectivas especifi-
cações:
I - planejar, organizar, executar ou avaliar as atividades inerentes ao apoio técnico-administrativo ao ensi-
no;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
56
II - planejar, organizar, executar ou avaliar as atividades técnico-administrativas inerentes à pesquisa e à 
extensão nas Instituições Federais de Ensino;
III - executar tarefas específicas, utilizando-se de recursos materiais, financeiros e outros de que a Insti-
tuição Federal de Ensino disponha, a fim de assegurar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ativida-
des de ensino, pesquisa e extensão das Instituições Federais de Ensino.
§ 1º As atribuições gerais referidas neste artigo serão exercidas de acordo com o ambiente organizacio-
nal.
§ 2º As atribuições específicas de cada cargo serão detalhadas em regulamento.
CAPÍTULO V
DO INGRESSO NO CARGO E DAS FORMAS DE DESENVOLVIMENTO
Art. 9º O ingresso nos cargos do Plano de Carreira far-se-á no padrão inicial do 1º (primeiro) nível de 
capacitação do respectivo nível de classificação, mediante concurso público de provas ou de provas e 
títulos, observadas a escolaridade e experiência estabelecidas no Anexo II desta Lei.
§ 1º O concurso referido no caput deste artigo poderá ser realizado por áreas de especialização, orga-
nizado em 1 (uma) ou mais fases, bem como incluir curso de formação, conforme dispuser o plano de 
desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira.
§ 2º O edital definirá as características de cada fase do concurso público, os requisitos de escolaridade, 
a formação especializada e a experiência profissional, os critérios eliminatórios e classificatórios, bem 
como eventuais restrições e condicionantes decorrentes do ambiente organizacional ao qual serão desti-
nadas as vagas.
Art. 10. O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de 
capacitação e de padrão de vencimento mediante, respectivamente, Progressão por Capacitação Profis-
sional ou Progressão por Mérito Profissional.
§ 1º Progressão por Capacitação Profissional é a mudança de nível de capacitação, no mesmo cargo e 
nível de classificação, decorrente da obtenção pelo servidor de certificação em Programa de capacitação, 
compatível com o cargo ocupado, o ambiente organizacional e a carga horária mínima exigida, respeita-
do o interstício de 18 (dezoito) meses, nos termos da tabela constante do Anexo III desta Lei.
§ 2º Progressão por Mérito Profissional é a mudança para o padrão de vencimento imediatamente sub-
seqüente, a cada 2 (dois) anos de efetivo exercício, desde que o servidor apresente resultado fixado em 
programa de avaliação de desempenho, observado o respectivo nível de capacitação.
§ 3º O servidor que fizer jus à Progressão por Capacitação Profissional será posicionado no nível de ca-
pacitação subseqüente, no mesmo nível de classificação, em padrão de vencimento na mesma posição 
relativa a que ocupava anteriormente, mantida a distância entre o padrão que ocupava e o padrão inicial 
do novo nível de capacitação.
§ 4º No cumprimento dos critérios estabelecidos no Anexo III, é permitido o somatório de cargas horárias 
de cursos realizados pelo servidor durante a permanência no nível de capacitação em que se encontra 
e da carga horária que excedeu à exigência para progressão no interstício do nível anterior, vedado o 
aproveitamento de cursos com carga horária inferior a 20 (vinte) horas-aula. (Redação dada pela Lei nº 
12.772, de 2012)
§ 5º A mudança de nível de capacitação e de padrão de vencimento não acarretará mudança de nível de 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
57
classificação.
§ 6º Para fins de aplicação do disposto no § 1º deste artigo aos servidores titulares de cargos de Nível de 
Classificação E, a conclusão, com aproveitamento, na condição de aluno regular, de disciplinas isoladas, 
que tenham relação direta com as atividades inerentes ao cargo do servidor, em cursos de Mestrado e 
Doutorado reconhecidos pelo Ministério da Educação - MEC, desde que devidamente comprovada, pode-
rá ser considerada como certificação em Programa de Capacitação para fins de Progressão por Capaci-
tação Profissional, conforme disciplinado em ato do Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Lei nº 
11,784, de 2008)
§ 7º A liberação do servidor para a realização de cursos de Mestrado e Doutorado está condicionada ao 
resultado favorável na avaliação de desempenho. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
§ 8º Os critérios básicos para a liberação a que se refere o § 7º deste artigo serão estabelecidos em Por-
taria conjunta dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação. (Incluído 
pela Lei nº 11,784, de 2008)
Art. 10-A. A partir de 1º de maio de 2008, o interstício para Progressão por Mérito Profissional na Carrei-
ra, de que trata o § 2º do art. 10 desta Lei, passa a ser de 18 (dezoito) meses de efetivo exercício. (In-
cluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
Parágrafo único. Na contagem do interstício necessário à Progressão por Mérito Profissional de que trata 
o caput deste artigo, será aproveitado o tempo computado desde a última progressão. (Incluído pela Lei 
nº 11,784, de 2008)
Art. 11. Será instituído Incentivo à Qualificação ao servidor que possuir educação formal superior ao exi-
gido para o cargo de que é titular, na forma de regulamento.
Art. 12. O Incentivo à Qualificação terá por base percentual calculado sobre o padrão de vencimento 
percebido pelo servidor, na forma do Anexo IV desta Lei, observados os seguintes parâmetros: (Redação 
dada pela Lei nº 11,784, de 2008)
I - a aquisição de título em área de conhecimento com relação direta ao ambiente organizacional de 
atuação do servidor ensejará maior percentual na fixação do Incentivo à Qualificação do que em área de 
conhecimento com relação indireta; e
II - a obtenção dos certificados relativos ao ensino fundamental e ao ensino médio, quando excederem a 
exigência de escolaridade mínima para o cargo do qual o servidor é titular, será considerada, para efei-
to de pagamento do Incentivo à Qualificação, como conhecimento relacionado diretamente ao ambiente 
organizacional.
§ 1º Os percentuais do Incentivo à Qualificação não são acumuláveis e serão incorporados aos respecti-
vos proventos de aposentadoria e pensão.
§ 2º O Incentivo à Qualificação somente integrará os proventos de aposentadorias e as pensões quando 
os certificados considerados para a sua concessão tiverem sido obtidos até a data em que se deu a apo-
sentadoria ou a instituição da pensão. (Redação dada pela Lei nº 11.233, de 2005)
§ 3º Para fins de concessão do Incentivo à Qualificação, o Poder Executivo definirá as áreas de conhe-
cimento relacionadas direta e indiretamente ao ambiente organizacional e os critérios e processos de 
validação dos certificados e títulos, observadas as diretrizes previstas no § 2º do art. 24 desta Lei.
§ 4º A partir de 1º de janeiro de 2013, o Incentivo à Qualificação de que trata o caput será concedido aos 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
58
servidores que possuírem certificado, diploma ou titulação que excedaa exigência de escolaridade míni-
ma para ingresso no cargo do qual é titular, independentemente do nível de classificação em que esteja 
posicionado, na forma do Anexo IV. (Incluído pela Lei nº 12.772, de 2012)
CAPÍTULO VI
DA REMUNERAÇÃO
Art. 13. A remuneração dos integrantes do Plano de Carreira será composta do vencimento básico, cor-
respondente ao valor estabelecido para o padrão de vencimento do nível de classificação e nível de ca-
pacitação ocupados pelo servidor, acrescido dos incentivos previstos nesta Lei e das demais vantagens 
pecuniárias estabelecidas em lei.
Parágrafo único. Os integrantes do Plano de Carreira não farão jus à Gratificação Temporária - GT, de 
que trata a Lei nº 10.868, de 12 de maio de 2004, e à Gratificação Específica de Apoio Técnico-Adminis-
trativo e Técnico-Marítimo às Instituições Federais de Ensino - GEAT, de que trata a Lei nº 10.908, de 15 
de julho de 2004.
Art. 13-A. Os servidores lotados nas Instituições Federais de Ensino integrantes do Plano de Carreira 
dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação não farão jus à Vantagem Pecuniária Individual - VPI 
instituída pela Lei nº 10.698, de 2 de julho de 2003. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
Art. 14. Os vencimentos básicos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação 
estão estruturados na forma do Anexo I-C desta Lei, com efeitos financeiros a partir das datas nele espe-
cificadas. (Redação dada pela Lei nº 11,784, de 2008)
Parágrafo único. Sobre os vencimentos básicos referidos no caput deste artigo incidirão os reajustes con-
cedidos a título de revisão geral da remuneração dos servidores públicos federais.
CAPÍTULO VII
DO ENQUADRAMENTO
Art. 15. O enquadramento previsto nesta Lei será efetuado de acordo com a Tabela de Correlação, cons-
tante do Anexo VII desta Lei.
§ 1º O enquadramento do servidor na Matriz Hierárquica será efetuado no prazo máximo de 90 (noventa) 
dias após a publicação desta Lei, observando-se:
I - o posicionamento inicial no Nível de Capacitação I do nível de classificação a que pertence o cargo; 
e
II - o tempo de efetivo exercício no serviço público federal, na forma do Anexo V desta Lei.
§ 2º Na hipótese de o enquadramento de que trata o § 1º deste artigo resultar em vencimento básico de 
valor menor ao somatório do vencimento básico, da Gratificação Temporária - GT e da Gratificação Es-
pecífica de Apoio Técnico-Administrativo e Técnico-Marítimo às Instituições Federais de Ensino - GEAT, 
considerados no mês de dezembro de 2004, proceder-se-á ao pagamento da diferença como parcela 
complementar, de caráter temporário. (Vide Lei nº 12.772, de 2012)
§ 3º A parcela complementar a que se refere o § 2º deste artigo será considerada para todos os efeitos 
como parte integrante do novo vencimento básico, e será absorvida por ocasião da reorganização ou 
reestruturação da carreira ou tabela remuneratória, inclusive para fins de aplicação da tabela constante 
do Anexo I-B desta Lei. (Vide Lei nº 12.772, de 2012)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
59
§ 4º O enquadramento do servidor no nível de capacitação correspondente às certificações que possua 
será feito conforme regulamento específico, observado o disposto no art. 26, inciso III, e no Anexo III 
desta Lei, bem como a adequação das certificações ao Plano de Desenvolvimento dos Integrantes da 
Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, previsto no art. 24 desta Lei.
§ 5º Os servidores redistribuídos para as Instituições Federais de Ensino serão enquadrados no Plano de 
Carreira no prazo de 90 (noventa) dias da data de publicação desta Lei.
Art. 16. O enquadramento dos cargos referido no art. 1º desta Lei dar-se-á mediante opção irretratável do 
respectivo titular, a ser formalizada no prazo de 60 (sessenta) dias a contar do início da vigência desta 
Lei, na forma do termo de opção constante do Anexo VI desta Lei. (Vide Lei nº 11,784, de 2008)
Parágrafo único. O servidor que não formalizar a opção pelo enquadramento comporá quadro em extin-
ção submetido à Lei nº 7.596, de 10 de abril de 1987, cujo cargo será transformado em cargo equivalente 
do Plano de Carreira quando vagar.
Art. 17. Os cargos vagos dos grupos Técnico-Administrativo e Técnico-Marítimo do Plano Único de Clas-
sificação e Retribuição de Cargos e Empregos, de que trata a Lei nº 7.596, de 10 de abril de 1987, ficam 
transformados nos cargos equivalentes do Plano de Carreira de que trata esta Lei.
Parágrafo único. Os cargos vagos de nível superior, intermediário e auxiliar, não organizados em carreira, 
redistribuídos para as Instituições Federais de Ensino, até a data da publicação desta Lei, serão transfor-
mados nos cargos equivalentes do Plano de Carreira de que trata esta Lei.
Art. 18. O Poder Executivo promoverá, mediante decreto, a racionalização dos cargos integrantes do 
Plano de Carreira, observados os seguintes critérios e requisitos:
I - unificação, em cargos de mesma denominação e nível de escolaridade, dos cargos de denominações 
distintas, oriundos do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos, do Plano de 
Classificação de Cargos - PCC e de planos correlatos, cujas atribuições, requisitos de qualificação, esco-
laridade, habilitação profissional ou especialização exigidos para ingresso sejam idênticos ou essencial-
mente iguais aos cargos de destino;
II - transposição aos respectivos cargos, e inclusão dos servidores na nova situação, obedecida a corres-
pondência, identidade e similaridade de atribuições entre o cargo de origem e o cargo em que for enqua-
drado; e
III - posicionamento do servidor ocupante dos cargos unificados em nível de classificação e nível de ca-
pacitação e padrão de vencimento básico do cargo de destino, observados os critérios de enquadramen-
to estabelecidos por esta Lei.
Art. 19. Será instituída em cada Instituição Federal de Ensino Comissão de Enquadramento responsável 
pela aplicação do disposto neste Capítulo, na forma prevista em regulamento.
§ 1º O resultado do trabalho efetuado pela Comissão de que trata o caput deste artigo será objeto de 
homologação pelo colegiado superior da Instituição Federal de Ensino.
§ 2º A Comissão de Enquadramento será composta, paritariamente, por servidores integrantes do Plano 
de Carreira da respectiva instituição, mediante indicação dos seus pares, e por representantes da admi-
nistração superior da Instituição Federal de Ensino.
Art. 20. Para o efeito de subsidiar a elaboração do Regulamento de que trata o inciso III do art. 26 desta 
Lei, a Comissão de Enquadramento relacionará, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
60
de sua instalação, os servidores habilitados a perceber o Incentivo à Qualificação e a ser enquadrados 
no nível de capacitação, nos termos dos arts. 11, 12 e 15 desta Lei.
Art. 21. O servidor terá até 30 (trinta) dias, a partir da data de publicação dos atos de enquadramento, de 
que tratam os §§ 1º e 2º do art. 15 desta Lei, para interpor recurso na Comissão de Enquadramento, que 
decidirá no prazo de 60 (sessenta) dias.
Parágrafo único. Indeferido o recurso pela Comissão de Enquadramento, o servidor poderá recorrer ao 
órgão colegiado máximo da Instituição Federal de Ensino.
CAPÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 22. Fica criada a Comissão Nacional de Supervisão do Plano de Carreira, vinculada ao Ministério da 
Educação, com a finalidade de acompanhar, assessorar e avaliar a implementação do Plano de Carreira, 
cabendo-lhe, em especial:
I - propor normas regulamentadoras desta Lei relativas às diretrizes gerais, ingresso, progressão, capaci-
tação e avaliação de desempenho;
II - acompanhar a implementação e propor alterações no Plano de Carreira;
III - avaliar, anualmente, as propostas de lotação das Instituições Federais de Ensino, conforme inciso I 
do § 1º do art. 24 desta Lei; e
IV - examinar os casos omissos referentesao Plano de Carreira, encaminhando-os à apreciação dos 
órgãos competentes.
§ 1º A Comissão Nacional de Supervisão será composta, paritariamente, por representantes do Ministério 
da Educação, dos dirigentes das IFES e das entidades representativas da categoria.
§ 2º A forma de designação, a duração do mandato e os critérios e procedimentos de trabalho da Comis-
são Nacional de Supervisão serão estabelecidos em regulamento.
§ 3º Cada Instituição Federal de Ensino deverá ter uma Comissão Interna de Supervisão do Plano de 
Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação composta por servidores integrantes do Plano 
de Carreira, com a finalidade de acompanhar, orientar, fiscalizar e avaliar a sua implementação no âmbito 
da respectiva Instituição Federal de Ensino e propor à Comissão Nacional de Supervisão as alterações 
necessárias para seu aprimoramento.
Art. 23. Aplicam-se os efeitos desta Lei:
I - aos servidores aposentados, aos pensionistas, exceto no que se refere ao estabelecido no art. 10 
desta Lei;
II - aos titulares de empregos técnico-administrativos e técnico-marítimos integrantes dos quadros das 
Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, em relação às diretrizes de gestão 
dos cargos e de capacitação e aos efeitos financeiros da inclusão e desenvolvimento na Matriz Hierárqui-
ca e da percepção do Incentivo à Qualificação, vedada a alteração de regime jurídico em decorrência do 
disposto nesta Lei.
Art. 24. O plano de desenvolvimento institucional de cada Instituição Federal de Ensino contemplará pla-
no de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira, observados os princípios e diretrizes do art. 
3º desta Lei.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
61
§ 1º O plano de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira deverá conter:
I - dimensionamento das necessidades institucionais, com definição de modelos de alocação de vagas 
que contemplem a diversidade da instituição;
II - Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento; e
III - Programa de Avaliação de Desempenho.
§ 2º O plano de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira será elaborado com base em dire-
trizes nacionais estabelecidas em regulamento, no prazo de 100 (cem) dias, a contar da publicação desta 
Lei.
§ 3º A partir da publicação do regulamento de que trata o § 2º deste artigo, as Instituições Federais de 
Ensino disporão dos seguintes prazos:
I - 90 (noventa) dias para a formulação do plano de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carrei-
ra;
II – 180 (cento e oitenta) dias para formulação do programa de capacitação e aperfeiçoamento; e
III – 360 (trezentos e sessenta) dias para o início da execução do programa de avaliação de desempe-
nho e o dimensionamento das necessidades institucionais com a definição dos modelos de alocação de 
vagas.
§ 4º Na contagem do interstício necessário à Progressão por Mérito Profissional, será aproveitado o tem-
po computado entre a data em que tiver ocorrido a última progressão processada segundo os critérios 
vigentes até a data da publicação desta Lei e aplicáveis ao Plano Único de Classificação e Retribuição de 
Cargos e Empregos e a data em que tiver sido feita a implantação do programa de avaliação de desem-
penho, previsto neste artigo, em cada Instituição Federal de Ensino.
Art. 25. O Ministério da Educação, no prazo de 12 (doze) meses a contar da publicação desta Lei, promo-
verá avaliação e exame da política relativa a contratos de prestação de serviços e à criação e extinção 
de cargos no âmbito do Sistema Federal de Ensino.
Art. 26. O Plano de Carreira, bem como seus efeitos financeiros, será implantado gradualmente, na se-
guinte conformidade:
I - incorporação das gratificações de que trata o § 2º do art. 15 desta Lei, enquadramento por tempo de 
serviço público federal e posicionamento dos servidores no 1º (primeiro) nível de capacitação na nova 
tabela constante no Anexo I desta Lei, com início em 1º de março de 2005;
II - implantação de nova tabela de vencimentos constante no Anexo I-B desta Lei, em 1º de janeiro de 
2006; e
III - implantação do Incentivo à Qualificação e a efetivação do enquadramento por nível de capacitação, a 
partir da publicação do regulamento de que trata o art. 11 e o § 4º do art. 15 desta Lei.
Parágrafo único. A edição do regulamento referido no inciso III do caput deste artigo fica condicionada ao 
cumprimento do disposto nos arts. 16 e 17 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 26-A. Além dos casos previstos na legislação vigente, o ocupante de cargo do Plano de Carreira dos 
Cargos Técnico-Administrativos em Educação poderá afastar-se de suas funções para prestar colabora-
ção a outra instituição federal de ensino ou de pesquisa e ao Ministério da Educação, com ônus para a 
instituição de origem, não podendo o afastamento exceder a 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 11.233, 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
62
de 2005)
Parágrafo único. O afastamento de que trata o caput deste artigo será autorizado pelo dirigente máximo 
da IFE e deverá estar vinculado a projeto ou convênio com prazos e finalidades objetivamente definidos. 
(Incluído pela Lei nº 11.233, de 2005)
Art. 26-B. É vedada a aplicação do instituto da redistribuição aos cargos vagos ou ocupados, dos Qua-
dros de Pessoal das Instituições Federais de Ensino para outros órgãos e entidades da administração 
pública e dos Quadros de Pessoal destes órgãos e entidades para aquelas instituições. (Incluído pela Lei 
nº 11,784, de 2008)
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não se aplica às redistribuições de cargos entre Insti-
tuições Federais de Ensino. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
Art. 27. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Prezado candidato, a lei na íntegra com seus respectivos anexos está disponível para consulta em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11091.htm
Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13709, de 14 de agosto de 2018)
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguin-
te Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa 
natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos funda-
mentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser observadas 
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:
I - o respeito à privacidade;
II - a autodeterminação informativa;
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e
VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidada-
nia pelas pessoas naturais.
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
63
jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde 
estejam localizados os dados, desde que:
I - a operação de tratamento seja realizada no território nacional;
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o tra-
tamento de dados de indivíduos localizados no território nacional; ou (Redação dada pelaLei nº 13.853, 
de 2019) Vigência
III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional.
§ 1º Consideram-se coletados no território nacional os dados pessoais cujo titular nele se encontre no 
momento da coleta.
§ 2º Excetua-se do disposto no inciso I deste artigo o tratamento de dados previsto no inciso IV do caput 
do art. 4º desta Lei.
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais:
I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos;
II - realizado para fins exclusivamente:
a) jornalístico e artísticos; ou
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei;
III - realizado para fins exclusivos de:
a) segurança pública;
b) defesa nacional;
c) segurança do Estado; ou
d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou
IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam objeto de comunicação, uso comparti-
lhado de dados com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de transferência internacional de dados 
com outro país que não o de proveniência, desde que o país de proveniência proporcione grau de prote-
ção de dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei.
§ 1º O tratamento de dados pessoais previsto no inciso III será regido por legislação específica, que 
deverá prever medidas proporcionais e estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, 
observados o devido processo legal, os princípios gerais de proteção e os direitos do titular previstos 
nesta Lei.
§ 2º É vedado o tratamento dos dados a que se refere o inciso III do caput deste artigo por pessoa de di-
reito privado, exceto em procedimentos sob tutela de pessoa jurídica de direito público, que serão objeto 
de informe específico à autoridade nacional e que deverão observar a limitação imposta no § 4º deste 
artigo.
§ 3º A autoridade nacional emitirá opiniões técnicas ou recomendações referentes às exceções previstas 
no inciso III do caput deste artigo e deverá solicitar aos responsáveis relatórios de impacto à proteção de 
dados pessoais.
§ 4º Em nenhum caso a totalidade dos dados pessoais de banco de dados de que trata o inciso III do 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
64
caput deste artigo poderá ser tratada por pessoa de direito privado, salvo por aquela que possua capital 
integralmente constituído pelo poder público. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável;
II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião políti-
ca, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde 
ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;
III - dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de 
meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, 
em suporte eletrônico ou físico;
V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento;
VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões 
referentes ao tratamento de dados pessoais;
VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de da-
dos pessoais em nome do controlador;
VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação 
entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); (Re-
dação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador;
X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produ-
ção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, 
arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunica-
ção, transferência, difusão ou extração;
XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por 
meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo;
XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o trata-
mento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada;
XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante guarda do dado 
pessoal ou do banco de dados;
XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de dados, indepen-
dentemente do procedimento empregado;
XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país estrangeiro ou or-
ganismo internacional do qual o país seja membro;
XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional, interconexão de 
dados pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais por órgãos e entidades públi-
cos no cumprimento de suas competências legais, ou entre esses e entes privados, reciprocamente, com 
autorização específica, para uma ou mais modalidades de tratamento permitidas por esses entes públi-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
65
cos, ou entre entes privados;
XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais: documentação do controlador que contém a 
descrição dos processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar riscos às liberdades civis e 
aos direitos fundamentais, bem como medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco;
XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta ou pessoa 
jurídica de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com sede e 
foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em seu objetivo social ou estatutário a pesquisa 
básica ou aplicada de caráter histórico, científico, tecnológico ou estatístico; e (Redação dada pela Lei nº 
13.853, de 2019) Vigência
XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública responsável por zelar, implementar e fiscali-
zar o cumprimento desta Lei em todo o território nacional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
Vigência
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princí-
pios:
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao 
titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;
II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o 
contexto do tratamento;
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, 
com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do 
tratamento de dados;
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do 
tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, 
de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre 
a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e 
industrial;
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de 
acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunica-ção ou difusão;
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de 
dados pessoais;
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou 
abusivos;
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes 
e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, 
inclusive, da eficácia dessas medidas.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
66
CAPÍTULO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DOS REQUISITOS PARA O TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:
I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução 
de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instru-
mentos congêneres, observadas as disposições do Capítulo IV desta Lei;
IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimiza-
ção dos dados pessoais;
V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a 
contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados;
VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos 
termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, ser-
viços de saúde ou autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no 
caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pes-
soais; ou
X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente.
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é público deve considerar a finalidade, a boa-fé e o 
interesse público que justificaram sua disponibilização.
§ 4º É dispensada a exigência do consentimento previsto no caput deste artigo para os dados tornados 
manifestamente públicos pelo titular, resguardados os direitos do titular e os princípios previstos nesta 
Lei.
§ 5º O controlador que obteve o consentimento referido no inciso I do caput deste artigo que necessitar 
comunicar ou compartilhar dados pessoais com outros controladores deverá obter consentimento espe-
cífico do titular para esse fim, ressalvadas as hipóteses de dispensa do consentimento previstas nesta 
Lei.
§ 6º A eventual dispensa da exigência do consentimento não desobriga os agentes de tratamento das 
demais obrigações previstas nesta Lei, especialmente da observância dos princípios gerais e da garantia 
dos direitos do titular.
§ 7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se referem os §§ 3º e 4º deste artigo poderá ser 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
67
realizado para novas finalidades, desde que observados os propósitos legítimos e específicos para o 
novo tratamento e a preservação dos direitos do titular, assim como os fundamentos e os princípios pre-
vistos nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei deverá ser fornecido por escrito ou por 
outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.
§ 1º Caso o consentimento seja fornecido por escrito, esse deverá constar de cláusula destacada das 
demais cláusulas contratuais.
§ 2º Cabe ao controlador o ônus da prova de que o consentimento foi obtido em conformidade com o 
disposto nesta Lei.
§ 3º É vedado o tratamento de dados pessoais mediante vício de consentimento.
§ 4º O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas, e as autorizações genéricas para o 
tratamento de dados pessoais serão nulas.
§ 5º O consentimento pode ser revogado a qualquer momento mediante manifestação expressa do titular, 
por procedimento gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos realizados sob amparo do consentimen-
to anteriormente manifestado enquanto não houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI 
do caput do art. 18 desta Lei.
§ 6º Em caso de alteração de informação referida nos incisos I, II, III ou V do art. 9º desta Lei, o contro-
lador deverá informar ao titular, com destaque de forma específica do teor das alterações, podendo o 
titular, nos casos em que o seu consentimento é exigido, revogá-lo caso discorde da alteração.
Art. 9º O titular tem direito ao acesso facilitado às informações sobre o tratamento de seus dados, que 
deverão ser disponibilizadas de forma clara, adequada e ostensiva acerca de, entre outras característi-
cas previstas em regulamentação para o atendimento do princípio do livre acesso:
I - finalidade específica do tratamento;
II - forma e duração do tratamento, observados os segredos comercial e industrial;
III - identificação do controlador;
IV - informações de contato do controlador;
V - informações acerca do uso compartilhado de dados pelo controlador e a finalidade;
VI - responsabilidades dos agentes que realizarão o tratamento; e
VII - direitos do titular, com menção explícita aos direitos contidos no art. 18 desta Lei.
§ 1º Na hipótese em que o consentimento é requerido, esse será considerado nulo caso as informações 
fornecidas ao titular tenham conteúdo enganoso ou abusivo ou não tenham sido apresentadas previa-
mente com transparência, de forma clara e inequívoca.
§ 2º Na hipótese em que o consentimento é requerido, se houver mudanças da finalidade para o trata-
mento de dados pessoais não compatíveis com o consentimento original, o controlador deverá informar 
previamente o titular sobre as mudanças de finalidade, podendo o titular revogar o consentimento, caso 
discorde das alterações.
§ 3º Quando o tratamento de dados pessoais for condição para o fornecimento de produto ou de serviço 
ou para o exercício de direito, o titular será informado com destaque sobre esse fato e sobre os meios 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
68
pelos quais poderá exercer os direitos do titular elencados no art. 18 desta Lei.
Art. 10. O legítimo interesse do controlador somente poderá fundamentar tratamento de dados pessoais 
para finalidades legítimas, consideradas a partir de situações concretas, que incluem, mas não se limitam 
a:
I - apoio e promoção de atividades do controlador; e
II - proteção, em relação ao titular, do exercício regular de seus direitos ou prestação de serviços que o 
beneficiem, respeitadas as legítimas expectativas dele e os direitos e liberdades fundamentais, nos ter-
mos desta Lei.
§ 1º Quando o tratamento for baseado no legítimo interesse do controlador, somente os dados pessoais 
estritamente necessários para a finalidade pretendida poderão ser tratados.
§ 2º O controlador deverá adotar medidas para garantir a transparência do tratamento de dados baseado 
em seu legítimo interesse.
§ 3º A autoridade nacional poderá solicitar ao controlador relatório de impacto à proteção de dados 
pessoais, quando o tratamento tiver como fundamento seu interesse legítimo, observados os segredos 
comercial e industrial.
SEÇÃO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:
I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, parafinalidades 
específicas;
II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para:
a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução, pela administração pública, de políticas 
públicas previstas em leis ou regulamentos;
c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos 
dados pessoais sensíveis;
d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em processo judicial, administrativo e arbitral, 
este último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de 
saúde ou autoridade sanitária; ou (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos processos de identificação e autenticação 
de cadastro em sistemas eletrônicos, resguardados os direitos mencionados no art. 9º desta Lei e exceto 
no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados 
pessoais.
§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo a qualquer tratamento de dados pessoais que revele dados pes-
soais sensíveis e que possa causar dano ao titular, ressalvado o disposto em legislação específica.
§ 2º Nos casos de aplicação do disposto nas alíneas “a” e “b” do inciso II do caput deste artigo pelos 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
69
órgãos e pelas entidades públicas, será dada publicidade à referida dispensa de consentimento, nos ter-
mos do inciso I do caput do art. 23 desta Lei.
§ 3º A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais sensíveis entre controladores com ob-
jetivo de obter vantagem econômica poderá ser objeto de vedação ou de regulamentação por parte da 
autoridade nacional, ouvidos os órgãos setoriais do Poder Público, no âmbito de suas competências.
§ 4º É vedada a comunicação ou o uso compartilhado entre controladores de dados pessoais sensíveis 
referentes à saúde com objetivo de obter vantagem econômica, exceto nas hipóteses relativas a presta-
ção de serviços de saúde, de assistência farmacêutica e de assistência à saúde, desde que observado o 
§ 5º deste artigo, incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia, em benefício dos interesses dos 
titulares de dados, e para permitir: (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
I - a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vi-
gência
II - as transações financeiras e administrativas resultantes do uso e da prestação dos serviços de que 
trata este parágrafo. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 5º É vedado às operadoras de planos privados de assistência à saúde o tratamento de dados de saúde 
para a prática de seleção de riscos na contratação de qualquer modalidade, assim como na contratação 
e exclusão de beneficiários. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 12. Os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais para os fins desta Lei, salvo 
quando o processo de anonimização ao qual foram submetidos for revertido, utilizando exclusivamente 
meios próprios, ou quando, com esforços razoáveis, puder ser revertido.
§ 1º A determinação do que seja razoável deve levar em consideração fatores objetivos, tais como custo 
e tempo necessários para reverter o processo de anonimização, de acordo com as tecnologias disponí-
veis, e a utilização exclusiva de meios próprios.
§ 2º Poderão ser igualmente considerados como dados pessoais, para os fins desta Lei, aqueles utiliza-
dos para formação do perfil comportamental de determinada pessoa natural, se identificada.
§ 3º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões e técnicas utilizados em processos de anoni-
mização e realizar verificações acerca de sua segurança, ouvido o Conselho Nacional de Proteção de 
Dados Pessoais.
Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos de pesquisa poderão ter acesso a bases 
de dados pessoais, que serão tratados exclusivamente dentro do órgão e estritamente para a finalidade 
de realização de estudos e pesquisas e mantidos em ambiente controlado e seguro, conforme práticas de 
segurança previstas em regulamento específico e que incluam, sempre que possível, a anonimização ou 
pseudonimização dos dados, bem como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos e 
pesquisas.
§ 1º A divulgação dos resultados ou de qualquer excerto do estudo ou da pesquisa de que trata o caput 
deste artigo em nenhuma hipótese poderá revelar dados pessoais.
§ 2º O órgão de pesquisa será o responsável pela segurança da informação prevista no caput deste arti-
go, não permitida, em circunstância alguma, a transferência dos dados a terceiro.
§ 3º O acesso aos dados de que trata este artigo será objeto de regulamentação por parte da autoridade 
nacional e das autoridades da área de saúde e sanitárias, no âmbito de suas competências.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
70
§ 4º Para os efeitos deste artigo, a pseudonimização é o tratamento por meio do qual um dado perde a 
possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo, senão pelo uso de informação adicional 
mantida separadamente pelo controlador em ambiente controlado e seguro.
SEÇÃO III
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES
Art. 14. O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizado em seu me-
lhor interesse, nos termos deste artigo e da legislação pertinente.
§ 1º O tratamento de dados pessoais de crianças deverá ser realizado com o consentimento específico e 
em destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal.
§ 2º No tratamento de dados de que trata o § 1º deste artigo, os controladores deverão manter pública a 
informação sobre os tipos de dados coletados, a forma de sua utilização e os procedimentos para o exer-
cício dos direitos a que se refere o art. 18 desta Lei.
§ 3º Poderão ser coletados dados pessoais de crianças sem o consentimento a que se refere o § 1º 
deste artigo quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o responsável legal, utilizados uma 
única vez e sem armazenamento, ou para sua proteção, e em nenhum caso poderão ser repassados a 
terceiro sem o consentimento de que trata o § 1º deste artigo.
§ 4º Os controladores não deverão condicionar a participação dos titulares de que trata o § 1º deste arti-
go em jogos, aplicações de internet ou outras atividades ao fornecimento de informações pessoais além 
das estritamente necessárias à atividade.
§ 5º O controlador deve realizar todos os esforços razoáveis para verificar que o consentimento a que se 
refere o § 1º deste artigo foi dado pelo responsável pela criança, consideradas as tecnologias disponí-
veis.
§ 6º As informações sobre o tratamento de dados referidas neste artigo deverão ser fornecidas de ma-
neira simples, clara e acessível, consideradas as características físico-motoras, perceptivas, sensoriais, 
intelectuais e mentais do usuário, com uso de recursos audiovisuais quando adequado, de forma a 
proporcionar a informação necessária aos pais ou ao responsável legal e adequada ao entendimento da 
criança.
SEÇÃO IV
DO TÉRMINO DO TRATAMENTO DE DADOS
Art. 15. O término do tratamento de dados pessoais ocorrerá nas seguintes hipóteses:
I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de que os dados deixaram de ser necessários ou perti-
nentes ao alcance da finalidade específica almejada;
II - fim do período de tratamento;
III - comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito de revogação do consentimento confor-
me disposto no § 5º do art. 8º desta Lei, resguardado o interesse público; ou
IV - determinação da autoridade nacional, quando houver violaçãoao disposto nesta Lei.
Art. 16. Os dados pessoais serão eliminados após o término de seu tratamento, no âmbito e nos limites 
técnicos das atividades, autorizada a conservação para as seguintes finalidades:
I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
71
II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pes-
soais;
III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos de tratamento de dados dispostos nesta 
Lei; ou
IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que anonimizados os da-
dos.
CAPÍTULO III
DOS DIREITOS DO TITULAR
Art. 17. Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e garantidos os direi-
tos fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade, nos termos desta Lei.
Art. 18. O titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador, em relação aos dados do titular 
por ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição:
I - confirmação da existência de tratamento;
II - acesso aos dados;
III - correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
IV - anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em descon-
formidade com o disposto nesta Lei;
V - portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de 
acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; 
(Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
VI - eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nas hipóteses previs-
tas no art. 16 desta Lei;
VII - informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado 
de dados;
VIII - informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da ne-
gativa;
IX - revogação do consentimento, nos termos do § 5º do art. 8º desta Lei.
§ 1º O titular dos dados pessoais tem o direito de peticionar em relação aos seus dados contra o contro-
lador perante a autoridade nacional.
§ 2º O titular pode opor-se a tratamento realizado com fundamento em uma das hipóteses de dispensa 
de consentimento, em caso de descumprimento ao disposto nesta Lei.
§ 3º Os direitos previstos neste artigo serão exercidos mediante requerimento expresso do titular ou de 
representante legalmente constituído, a agente de tratamento.
§ 4º Em caso de impossibilidade de adoção imediata da providência de que trata o § 3º deste artigo, o 
controlador enviará ao titular resposta em que poderá:
I - comunicar que não é agente de tratamento dos dados e indicar, sempre que possível, o agente; ou
II - indicar as razões de fato ou de direito que impedem a adoção imediata da providência.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
72
§ 5º O requerimento referido no § 3º deste artigo será atendido sem custos para o titular, nos prazos e 
nos termos previstos em regulamento.
§ 6º O responsável deverá informar, de maneira imediata, aos agentes de tratamento com os quais tenha 
realizado uso compartilhado de dados a correção, a eliminação, a anonimização ou o bloqueio dos da-
dos, para que repitam idêntico procedimento, exceto nos casos em que esta comunicação seja compro-
vadamente impossível ou implique esforço desproporcional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
Vigência
§ 7º A portabilidade dos dados pessoais a que se refere o inciso V do caput deste artigo não inclui dados 
que já tenham sido anonimizados pelo controlador.
§ 8º O direito a que se refere o § 1º deste artigo também poderá ser exercido perante os organismos de 
defesa do consumidor.
Art. 19. A confirmação de existência ou o acesso a dados pessoais serão providenciados, mediante requi-
sição do titular:
I - em formato simplificado, imediatamente; ou
II - por meio de declaração clara e completa, que indique a origem dos dados, a inexistência de registro, 
os critérios utilizados e a finalidade do tratamento, observados os segredos comercial e industrial, forne-
cida no prazo de até 15 (quinze) dias, contado da data do requerimento do titular.
§ 1º Os dados pessoais serão armazenados em formato que favoreça o exercício do direito de acesso.
§ 2º As informações e os dados poderão ser fornecidos, a critério do titular:
I - por meio eletrônico, seguro e idôneo para esse fim; ou
II - sob forma impressa.
§ 3º Quando o tratamento tiver origem no consentimento do titular ou em contrato, o titular poderá solici-
tar cópia eletrônica integral de seus dados pessoais, observados os segredos comercial e industrial, nos 
termos de regulamentação da autoridade nacional, em formato que permita a sua utilização subsequente, 
inclusive em outras operações de tratamento.
§ 4º A autoridade nacional poderá dispor de forma diferenciada acerca dos prazos previstos nos incisos I 
e II do caput deste artigo para os setores específicos.
Art. 20. O titular dos dados tem direito a solicitar a revisão de decisões tomadas unicamente com base 
em tratamento automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses, incluídas as decisões des-
tinadas a definir o seu perfil pessoal, profissional, de consumo e de crédito ou os aspectos de sua perso-
nalidade. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 1º O controlador deverá fornecer, sempre que solicitadas, informações claras e adequadas a respeito 
dos critérios e dos procedimentos utilizados para a decisão automatizada, observados os segredos co-
mercial e industrial.
§ 2º Em caso de não oferecimento de informações de que trata o § 1º deste artigo baseado na observân-
cia de segredo comercial e industrial, a autoridade nacional poderá realizar auditoria para verificação de 
aspectos discriminatórios em tratamento automatizado de dados pessoais.
§ 3º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
73
Art. 21. Os dados pessoais referentes ao exercício regular de direitos pelo titular não podem ser utiliza-
dos em seu prejuízo.
Art. 22. A defesa dos interesses e dos direitos dos titulares de dados poderá ser exercida em juízo, indi-
vidual ou coletivamente, na forma do disposto na legislação pertinente, acerca dos instrumentos de tutela 
individual e coletiva.
CAPÍTULO IV
DO TRATAMENTO DE DADOS
PESSOAIS PELO PODER PÚBLICO
SEÇÃO I
DAS REGRAS
Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público referidas no parágrafo 
único do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) , deverá ser 
realizado para o atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o objeti-
vo de executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço público, desde que:
I - sejam informadas as hipóteses em que, no exercício de suas competências, realizam o tratamento 
de dados pessoais, fornecendo informações claras e atualizadas sobre a previsão legal, a finalidade, os 
procedimentos e as práticas utilizadas para a execução dessas atividades, em veículos de fácil acesso, 
preferencialmente em seus sítios eletrônicos;
II - (VETADO); e
III - seja indicado um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos 
termos do art. 39 desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IV - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 1º A autoridade nacional poderá dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento.
§ 2º O disposto nesta Lei não dispensa as pessoas jurídicas mencionadas no caput deste artigo de ins-
tituir as autoridades de que trata a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informa-
ção) .
§ 3º Os prazos e procedimentos para exercício dos direitos do titular perante o Poder Público observarão 
o disposto em legislação específica, em especialas disposições constantes da Lei nº 9.507, de 12 de no-
vembro de 1997 (Lei do Habeas Data) , da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (Lei Geral do Processo 
Administrativo) , e da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) .
§ 4º Os serviços notariais e de registro exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, 
terão o mesmo tratamento dispensado às pessoas jurídicas referidas no caput deste artigo, nos termos 
desta Lei.
§ 5º Os órgãos notariais e de registro devem fornecer acesso aos dados por meio eletrônico para a admi-
nistração pública, tendo em vista as finalidades de que trata o caput deste artigo.
Art. 24. As empresas públicas e as sociedades de economia mista que atuam em regime de concorrên-
cia, sujeitas ao disposto no art. 173 da Constituição Federal , terão o mesmo tratamento dispensado às 
pessoas jurídicas de direito privado particulares, nos termos desta Lei.
Parágrafo único. As empresas públicas e as sociedades de economia mista, quando estiverem operacio-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
74
nalizando políticas públicas e no âmbito da execução delas, terão o mesmo tratamento dispensado aos 
órgãos e às entidades do Poder Público, nos termos deste Capítulo.
Art. 25. Os dados deverão ser mantidos em formato interoperável e estruturado para o uso compartilha-
do, com vistas à execução de políticas públicas, à prestação de serviços públicos, à descentralização da 
atividade pública e à disseminação e ao acesso das informações pelo público em geral.
Art. 26. O uso compartilhado de dados pessoais pelo Poder Público deve atender a finalidades específi-
cas de execução de políticas públicas e atribuição legal pelos órgãos e pelas entidades públicas, respei-
tados os princípios de proteção de dados pessoais elencados no art. 6º desta Lei.
§ 1º É vedado ao Poder Público transferir a entidades privadas dados pessoais constantes de bases de 
dados a que tenha acesso, exceto:
I - em casos de execução descentralizada de atividade pública que exija a transferência, exclusivamente 
para esse fim específico e determinado, observado o disposto na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 
2011 (Lei de Acesso à Informação) ;
II - (VETADO);
III - nos casos em que os dados forem acessíveis publicamente, observadas as disposições desta Lei.
IV - quando houver previsão legal ou a transferência for respaldada em contratos, convênios ou instru-
mentos congêneres; ou (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
V - na hipótese de a transferência dos dados objetivar exclusivamente a prevenção de fraudes e irregula-
ridades, ou proteger e resguardar a segurança e a integridade do titular dos dados, desde que vedado o 
tratamento para outras finalidades. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 2º Os contratos e convênios de que trata o § 1º deste artigo deverão ser comunicados à autoridade 
nacional.
Art. 27. A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais de pessoa jurídica de direito público a 
pessoa de direito privado será informado à autoridade nacional e dependerá de consentimento do titular, 
exceto:
I - nas hipóteses de dispensa de consentimento previstas nesta Lei;
II - nos casos de uso compartilhado de dados, em que será dada publicidade nos termos do inciso I do 
caput do art. 23 desta Lei; ou
III - nas exceções constantes do § 1º do art. 26 desta Lei.
Parágrafo único. A informação à autoridade nacional de que trata o caput deste artigo será objeto de 
regulamentação. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 28. (VETADO).
Art. 29. A autoridade nacional poderá solicitar, a qualquer momento, aos órgãos e às entidades do poder 
público a realização de operações de tratamento de dados pessoais, informações específicas sobre o 
âmbito e a natureza dos dados e outros detalhes do tratamento realizado e poderá emitir parecer técnico 
complementar para garantir o cumprimento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigên-
cia
Art. 30. A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares para as atividades de comuni-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
75
cação e de uso compartilhado de dados pessoais.
SEÇÃO II
DA RESPONSABILIDADE
Art. 31. Quando houver infração a esta Lei em decorrência do tratamento de dados pessoais por órgãos 
públicos, a autoridade nacional poderá enviar informe com medidas cabíveis para fazer cessar a viola-
ção.
Art. 32. A autoridade nacional poderá solicitar a agentes do Poder Público a publicação de relatórios de 
impacto à proteção de dados pessoais e sugerir a adoção de padrões e de boas práticas para os trata-
mentos de dados pessoais pelo Poder Público.
CAPÍTULO V
DA TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS
Art. 33. A transferência internacional de dados pessoais somente é permitida nos seguintes casos:
I - para países ou organismos internacionais que proporcionem grau de proteção de dados pessoais ade-
quado ao previsto nesta Lei;
II - quando o controlador oferecer e comprovar garantias de cumprimento dos princípios, dos direitos do 
titular e do regime de proteção de dados previstos nesta Lei, na forma de:
a) cláusulas contratuais específicas para determinada transferência;
b) cláusulas-padrão contratuais;
c) normas corporativas globais;
d) selos, certificados e códigos de conduta regularmente emitidos;
III - quando a transferência for necessária para a cooperação jurídica internacional entre órgãos públicos 
de inteligência, de investigação e de persecução, de acordo com os instrumentos de direito internacio-
nal;
IV - quando a transferência for necessária para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou 
de terceiro;
V - quando a autoridade nacional autorizar a transferência;
VI - quando a transferência resultar em compromisso assumido em acordo de cooperação internacio-
nal;
VII - quando a transferência for necessária para a execução de política pública ou atribuição legal do ser-
viço público, sendo dada publicidade nos termos do inciso I do caput do art. 23 desta Lei;
VIII - quando o titular tiver fornecido o seu consentimento específico e em destaque para a transferência, 
com informação prévia sobre o caráter internacional da operação, distinguindo claramente esta de outras 
finalidades; ou
IX - quando necessário para atender as hipóteses previstas nos incisos II, V e VI do art. 7º desta Lei.
Parágrafo único. Para os fins do inciso I deste artigo, as pessoas jurídicas de direito público referidas no 
parágrafo único do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) , 
no âmbito de suas competências legais, e responsáveis, no âmbito de suas atividades, poderão requerer 
à autoridade nacional a avaliação do nível de proteção a dados pessoais conferido por país ou organismo 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
76
internacional.
Art. 34. O nível de proteção de dados do país estrangeiro ou do organismo internacional mencionado no 
inciso I do caput do art. 33 desta Lei será avaliado pela autoridade nacional, que levará em considera-
ção:
I - as normas gerais e setoriais da legislação em vigor no país de destino ou no organismo internacio-
nal;
II - a natureza dos dados;
III - a observância dos princípios gerais de proteção de dados pessoais e direitos dos titulares previstos 
nesta Lei;
IV - a adoção de medidas de segurança previstas em regulamento;
V - a existência de garantias judiciais e institucionais para o respeito aos direitos de proteção de dados 
pessoais; e
VI - outras circunstâncias específicas relativas à transferência.
Art. 35. A definição do conteúdo de cláusulas-padrão contratuais, bem como a verificação de cláusulas 
contratuais específicas para uma determinada transferência, normas corporativas globais ou selos, certifi-
cados e códigos de conduta, a que se refere o inciso II do caput do art. 33 desta Lei, será realizada pela 
autoridade nacional.§ 1º Para a verificação do disposto no caput deste artigo, deverão ser considerados os requisitos, as con-
dições e as garantias mínimas para a transferência que observem os direitos, as garantias e os princípios 
desta Lei.
§ 2º Na análise de cláusulas contratuais, de documentos ou de normas corporativas globais submetidas 
à aprovação da autoridade nacional, poderão ser requeridas informações suplementares ou realizadas 
diligências de verificação quanto às operações de tratamento, quando necessário.
§ 3º A autoridade nacional poderá designar organismos de certificação para a realização do previsto no 
caput deste artigo, que permanecerão sob sua fiscalização nos termos definidos em regulamento.
§ 4º Os atos realizados por organismo de certificação poderão ser revistos pela autoridade nacional e, 
caso em desconformidade com esta Lei, submetidos a revisão ou anulados.
§ 5º As garantias suficientes de observância dos princípios gerais de proteção e dos direitos do titular 
referidas no caput deste artigo serão também analisadas de acordo com as medidas técnicas e organiza-
cionais adotadas pelo operador, de acordo com o previsto nos §§ 1º e 2º do art. 46 desta Lei.
Art. 36. As alterações nas garantias apresentadas como suficientes de observância dos princípios gerais 
de proteção e dos direitos do titular referidas no inciso II do art. 33 desta Lei deverão ser comunicadas à 
autoridade nacional.
CAPÍTULO VI
DOS AGENTES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DO CONTROLADOR E DO OPERADOR
Art. 37. O controlador e o operador devem manter registro das operações de tratamento de dados pes-
soais que realizarem, especialmente quando baseado no legítimo interesse.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
77
Art. 38. A autoridade nacional poderá determinar ao controlador que elabore relatório de impacto à pro-
teção de dados pessoais, inclusive de dados sensíveis, referente a suas operações de tratamento de 
dados, nos termos de regulamento, observados os segredos comercial e industrial.
Parágrafo único. Observado o disposto no caput deste artigo, o relatório deverá conter, no mínimo, a 
descrição dos tipos de dados coletados, a metodologia utilizada para a coleta e para a garantia da segu-
rança das informações e a análise do controlador com relação a medidas, salvaguardas e mecanismos 
de mitigação de risco adotados.
Art. 39. O operador deverá realizar o tratamento segundo as instruções fornecidas pelo controlador, que 
verificará a observância das próprias instruções e das normas sobre a matéria.
Art. 40. A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões de interoperabilidade para fins de portabilida-
de, livre acesso aos dados e segurança, assim como sobre o tempo de guarda dos registros, tendo em 
vista especialmente a necessidade e a transparência.
SEÇÃO II
DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
Art. 41. O controlador deverá indicar encarregado pelo tratamento de dados pessoais.
§ 1º A identidade e as informações de contato do encarregado deverão ser divulgadas publicamente, de 
forma clara e objetiva, preferencialmente no sítio eletrônico do controlador.
§ 2º As atividades do encarregado consistem em:
I - aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências;
II - receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências;
III - orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em 
relação à proteção de dados pessoais; e
IV - executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas comple-
mentares.
§ 3º A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares sobre a definição e as atribuições 
do encarregado, inclusive hipóteses de dispensa da necessidade de sua indicação, conforme a natureza 
e o porte da entidade ou o volume de operações de tratamento de dados.
§ 4º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE E DO RESSARCIMENTO DE DANOS
Art. 42. O controlador ou o operador que, em razão do exercício de atividade de tratamento de dados 
pessoais, causar a outrem dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, em violação à legislação de 
proteção de dados pessoais, é obrigado a repará-lo.
§ 1º A fim de assegurar a efetiva indenização ao titular dos dados:
I - o operador responde solidariamente pelos danos causados pelo tratamento quando descumprir as 
obrigações da legislação de proteção de dados ou quando não tiver seguido as instruções lícitas do con-
trolador, hipótese em que o operador equipara-se ao controlador, salvo nos casos de exclusão previstos 
no art. 43 desta Lei;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
78
II - os controladores que estiverem diretamente envolvidos no tratamento do qual decorreram danos ao ti-
tular dos dados respondem solidariamente, salvo nos casos de exclusão previstos no art. 43 desta Lei.
§ 2º O juiz, no processo civil, poderá inverter o ônus da prova a favor do titular dos dados quando, a seu 
juízo, for verossímil a alegação, houver hipossuficiência para fins de produção de prova ou quando a pro-
dução de prova pelo titular resultar-lhe excessivamente onerosa.
§ 3º As ações de reparação por danos coletivos que tenham por objeto a responsabilização nos termos 
do caput deste artigo podem ser exercidas coletivamente em juízo, observado o disposto na legislação 
pertinente.
§ 4º Aquele que reparar o dano ao titular tem direito de regresso contra os demais responsáveis, na me-
dida de sua participação no evento danoso.
Art. 43. Os agentes de tratamento só não serão responsabilizados quando provarem:
I - que não realizaram o tratamento de dados pessoais que lhes é atribuído;
II - que, embora tenham realizado o tratamento de dados pessoais que lhes é atribuído, não houve viola-
ção à legislação de proteção de dados; ou
III - que o dano é decorrente de culpa exclusiva do titular dos dados ou de terceiro.
Art. 44. O tratamento de dados pessoais será irregular quando deixar de observar a legislação ou quan-
do não fornecer a segurança que o titular dele pode esperar, consideradas as circunstâncias relevantes, 
entre as quais:
I - o modo pelo qual é realizado;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - as técnicas de tratamento de dados pessoais disponíveis à época em que foi realizado.
Parágrafo único. Responde pelos danos decorrentes da violação da segurança dos dados o controlador 
ou o operador que, ao deixar de adotar as medidas de segurança previstas no art. 46 desta Lei, der cau-
sa ao dano.
Art. 45. As hipóteses de violação do direito do titular no âmbito das relações de consumo permanecem 
sujeitas às regras de responsabilidade previstas na legislação pertinente.
CAPÍTULO VII
DA SEGURANÇA E DAS BOAS PRÁTICAS
SEÇÃO I
DA SEGURANÇA E DO SIGILO DE DADOS
Art. 46. Os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas 
a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destrui-
ção, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.
§ 1º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões técnicos mínimos para tornar aplicável o disposto 
no caput deste artigo, considerados a natureza das informações tratadas, as características específicas 
do tratamento e o estado atual da tecnologia, especialmente no caso de dados pessoais sensíveis, assim 
como os princípios previstos no caput do art. 6º desta Lei.
§ 2º As medidas de que trata o caput deste artigo deverão ser observadas desde a fase de concepção do 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
79
produto ou do serviço até a sua execução.
Art. 47. Os agentes de tratamento ou qualquer outra pessoa que intervenha em uma das fases do trata-
mento obriga-se a garantir a segurança da informação prevista nesta Lei em relação aos dados pessoais,mesmo após o seu término.
Art. 48. O controlador deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidente de 
segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares.
§ 1º A comunicação será feita em prazo razoável, conforme definido pela autoridade nacional, e deverá 
mencionar, no mínimo:
I - a descrição da natureza dos dados pessoais afetados;
II - as informações sobre os titulares envolvidos;
III - a indicação das medidas técnicas e de segurança utilizadas para a proteção dos dados, observados 
os segredos comercial e industrial;
IV - os riscos relacionados ao incidente;
V - os motivos da demora, no caso de a comunicação não ter sido imediata; e
VI - as medidas que foram ou que serão adotadas para reverter ou mitigar os efeitos do prejuízo.
§ 2º A autoridade nacional verificará a gravidade do incidente e poderá, caso necessário para a salva-
guarda dos direitos dos titulares, determinar ao controlador a adoção de providências, tais como:
I - ampla divulgação do fato em meios de comunicação; e
II - medidas para reverter ou mitigar os efeitos do incidente.
§ 3º No juízo de gravidade do incidente, será avaliada eventual comprovação de que foram adotadas me-
didas técnicas adequadas que tornem os dados pessoais afetados ininteligíveis, no âmbito e nos limites 
técnicos de seus serviços, para terceiros não autorizados a acessá-los.
Art. 49. Os sistemas utilizados para o tratamento de dados pessoais devem ser estruturados de forma 
a atender aos requisitos de segurança, aos padrões de boas práticas e de governança e aos princípios 
gerais previstos nesta Lei e às demais normas regulamentares.
SEÇÃO II
DAS BOAS PRÁTICAS E DA GOVERNANÇA
Art. 50. Os controladores e operadores, no âmbito de suas competências, pelo tratamento de dados pes-
soais, individualmente ou por meio de associações, poderão formular regras de boas práticas e de gover-
nança que estabeleçam as condições de organização, o regime de funcionamento, os procedimentos, in-
cluindo reclamações e petições de titulares, as normas de segurança, os padrões técnicos, as obrigações 
específicas para os diversos envolvidos no tratamento, as ações educativas, os mecanismos internos de 
supervisão e de mitigação de riscos e outros aspectos relacionados ao tratamento de dados pessoais.
§ 1º Ao estabelecer regras de boas práticas, o controlador e o operador levarão em consideração, em re-
lação ao tratamento e aos dados, a natureza, o escopo, a finalidade e a probabilidade e a gravidade dos 
riscos e dos benefícios decorrentes de tratamento de dados do titular.
§ 2º Na aplicação dos princípios indicados nos incisos VII e VIII do caput do art. 6º desta Lei, o contro-
lador, observados a estrutura, a escala e o volume de suas operações, bem como a sensibilidade dos 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
80
dados tratados e a probabilidade e a gravidade dos danos para os titulares dos dados, poderá:
I - implementar programa de governança em privacidade que, no mínimo:
a) demonstre o comprometimento do controlador em adotar processos e políticas internas que asse-
gurem o cumprimento, de forma abrangente, de normas e boas práticas relativas à proteção de dados 
pessoais;
b) seja aplicável a todo o conjunto de dados pessoais que estejam sob seu controle, independentemente 
do modo como se realizou sua coleta;
c) seja adaptado à estrutura, à escala e ao volume de suas operações, bem como à sensibilidade dos 
dados tratados;
d) estabeleça políticas e salvaguardas adequadas com base em processo de avaliação sistemática de 
impactos e riscos à privacidade;
e) tenha o objetivo de estabelecer relação de confiança com o titular, por meio de atuação transparente e 
que assegure mecanismos de participação do titular;
f) esteja integrado a sua estrutura geral de governança e estabeleça e aplique mecanismos de supervi-
são internos e externos;
g) conte com planos de resposta a incidentes e remediação; e
h) seja atualizado constantemente com base em informações obtidas a partir de monitoramento contínuo 
e avaliações periódicas;
II - demonstrar a efetividade de seu programa de governança em privacidade quando apropriado e, em 
especial, a pedido da autoridade nacional ou de outra entidade responsável por promover o cumprimen-
to de boas práticas ou códigos de conduta, os quais, de forma independente, promovam o cumprimento 
desta Lei.
§ 3º As regras de boas práticas e de governança deverão ser publicadas e atualizadas periodicamente e 
poderão ser reconhecidas e divulgadas pela autoridade nacional.
Art. 51. A autoridade nacional estimulará a adoção de padrões técnicos que facilitem o controle pelos 
titulares dos seus dados pessoais.
CAPÍTULO VIII
DA FISCALIZAÇÃO
SEÇÃO I
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 52. Os agentes de tratamento de dados, em razão das infrações cometidas às normas previstas 
nesta Lei, ficam sujeitos às seguintes sanções administrativas aplicáveis pela autoridade nacional: (Vi-
gência)
I - advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
II - multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, gru-
po ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 
50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração;
III - multa diária, observado o limite total a que se refere o inciso II;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
81
IV - publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
V - bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
VI - eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
VII - (VETADO);
VIII - (VETADO);
IX - (VETADO).
X - suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máxi-
mo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de tratamento pelo 
controlador; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XI - suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração 
pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
XII - proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados. (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019) 
§ 1º As sanções serão aplicadas após procedimento administrativo que possibilite a oportunidade da am-
pla defesa, de forma gradativa, isolada ou cumulativa, de acordo com as peculiaridades do caso concreto 
e considerados os seguintes parâmetros e critérios:
I - a gravidade e a natureza das infrações e dos direitos pessoais afetados;
II - a boa-fé do infrator;
III - a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator;
IV - a condição econômica do infrator;
V - a reincidência;
VI - o grau do dano;
VII - a cooperação do infrator;
VIII - a adoção reiterada e demonstrada de mecanismos e procedimentos internos capazes de minimizar 
o dano, voltados ao tratamento seguro e adequado de dados, em consonância com o disposto no inciso 
II do § 2º do art. 48 desta Lei;
IX - a adoção de política de boas práticas e governança;
X - a pronta adoção de medidas corretivas; e
XI - a proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção.
§ 2º O disposto neste artigo não substitui a aplicação de sanções administrativas, civis ou penais defini-
das na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, e em legislação específica. (Redação dada pela Lei nº 
13.853, de 2019)
§ 3º O disposto nos incisos I, IV, V, VI, X, XI e XII do caput deste artigo poderá ser aplicado às entida-
des e aos órgãos públicos, sem prejuízo do disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, na Lei 
nº 8.429, de 2 de junho de 1992, e na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. (Promulgação partes 
vetadas) 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
82
§ 4º No cálculo do valorda multa de que trata o inciso II do caput deste artigo, a autoridade nacional po-
derá considerar o faturamento total da empresa ou grupo de empresas, quando não dispuser do valor do 
faturamento no ramo de atividade empresarial em que ocorreu a infração, definido pela autoridade nacio-
nal, ou quando o valor for apresentado de forma incompleta ou não for demonstrado de forma inequívoca 
e idônea.
§ 5º O produto da arrecadação das multas aplicadas pela ANPD, inscritas ou não em dívida ativa, será 
destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos de que tratam o art. 13 da Lei nº 7.347, de 24 de julho 
de 1985, e a Lei nº 9.008, de 21 de março de 1995. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
§ 6º As sanções previstas nos incisos X, XI e XII do caput deste artigo serão aplicadas: (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
I - somente após já ter sido imposta ao menos 1 (uma) das sanções de que tratam os incisos II, III, IV, V 
e VI do caput deste artigo para o mesmo caso concreto; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - em caso de controladores submetidos a outros órgãos e entidades com competências sancionatórias, 
ouvidos esses órgãos. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 7º Os vazamentos individuais ou os acessos não autorizados de que trata o caput do art. 46 desta Lei 
poderão ser objeto de conciliação direta entre controlador e titular e, caso não haja acordo, o controla-
dor estará sujeito à aplicação das penalidades de que trata este artigo. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
Art. 53. A autoridade nacional definirá, por meio de regulamento próprio sobre sanções administrativas a 
infrações a esta Lei, que deverá ser objeto de consulta pública, as metodologias que orientarão o cálculo 
do valor-base das sanções de multa. (Vigência)
§ 1º As metodologias a que se refere o caput deste artigo devem ser previamente publicadas, para ciên-
cia dos agentes de tratamento, e devem apresentar objetivamente as formas e dosimetrias para o cálculo 
do valor-base das sanções de multa, que deverão conter fundamentação detalhada de todos os seus 
elementos, demonstrando a observância dos critérios previstos nesta Lei.
§ 2º O regulamento de sanções e metodologias correspondentes deve estabelecer as circunstâncias e as 
condições para a adoção de multa simples ou diária.
Art. 54. O valor da sanção de multa diária aplicável às infrações a esta Lei deve observar a gravidade da 
falta e a extensão do dano ou prejuízo causado e ser fundamentado pela autoridade nacional. (Vigên-
cia)
Parágrafo único. A intimação da sanção de multa diária deverá conter, no mínimo, a descrição da obriga-
ção imposta, o prazo razoável e estipulado pelo órgão para o seu cumprimento e o valor da multa diária a 
ser aplicada pelo seu descumprimento.
CAPÍTULO IX
DA AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (ANPD) E DO CONSELHO NACIONAL 
DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS E DA PRIVACIDADE
SEÇÃO I
DA AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (ANPD)
Art. 55. (VETADO).
Art. 55-A. Fica criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados - ANPD, autarquia de natureza es-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
83
pecial, dotada de autonomia técnica e decisória, com patrimônio próprio e com sede e foro no Distrito 
Federal. (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.124, de 2022)
Art. 55-B. (Revogado pela Medida Provisória nº 1.124, de 2022)
Art. 55-C. A ANPD é composta de: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - Conselho Diretor, órgão máximo de direção; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
III - Corregedoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - Ouvidoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - Procuradoria; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.124, de 2022)
VI - unidades administrativas e unidades especializadas necessárias à aplicação do disposto nesta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-D. O Conselho Diretor da ANPD será composto de 5 (cinco) diretores, incluído o Diretor-Presiden-
te. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 1º Os membros do Conselho Diretor da ANPD serão escolhidos pelo Presidente da República e por 
ele nomeados, após aprovação pelo Senado Federal, nos termos da alínea ‘f’ do inciso III do art. 52 da 
Constituição Federal, e ocuparão cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - 
DAS, no mínimo, de nível 5. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 2º Os membros do Conselho Diretor serão escolhidos dentre brasileiros que tenham reputação iliba-
da, nível superior de educação e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos para os quais 
serão nomeados. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 3º O mandato dos membros do Conselho Diretor será de 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019)
§ 4º Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Diretor nomeados serão de 2 (dois), de 3 (três), 
de 4 (quatro), de 5 (cinco) e de 6 (seis) anos, conforme estabelecido no ato de nomeação. (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
§ 5º Na hipótese de vacância do cargo no curso do mandato de membro do Conselho Diretor, o prazo 
remanescente será completado pelo sucessor. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-E. Os membros do Conselho Diretor somente perderão seus cargos em virtude de renúncia, 
condenação judicial transitada em julgado ou pena de demissão decorrente de processo administrativo 
disciplinar. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 1º Nos termos do caput deste artigo, cabe ao Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência 
da República instaurar o processo administrativo disciplinar, que será conduzido por comissão especial 
constituída por servidores públicos federais estáveis. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 2º Compete ao Presidente da República determinar o afastamento preventivo, somente quando assim 
recomendado pela comissão especial de que trata o § 1º deste artigo, e proferir o julgamento. (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-F. Aplica-se aos membros do Conselho Diretor, após o exercício do cargo, o disposto no art. 6º da 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
84
Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Parágrafo único. A infração ao disposto no caput deste artigo caracteriza ato de improbidade administrati-
va. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-G. Ato do Presidente da República disporá sobre a estrutura regimental da ANPD. (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
§ 1º Até a data de entrada em vigor de sua estrutura regimental, a ANPD receberá o apoio técnico e ad-
ministrativo da Casa Civil da Presidência da República para o exercício de suas atividades. (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
§ 2º O Conselho Diretor disporá sobre o regimento interno da ANPD. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
Art. 55-H. Os cargos em comissão e as funções de confiança da ANPD serão remanejados de outros 
órgãos e entidades do Poder Executivo federal. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-I. Os ocupantes dos cargos em comissão e das funções de confiança da ANPD serão indicados 
pelo Conselho Diretor e nomeados ou designados pelo Diretor-Presidente. (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019)
Art. 55-J. Compete à ANPD: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - zelar pela proteção dos dados pessoais, nos termos da legislação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
II - zelar pela observância dos segredos comercial e industrial, observada a proteção de dados pessoais 
e do sigilo das informações quando protegido por lei ou quando a quebra do sigilo violar os fundamentos 
do art. 2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluí-
do pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - fiscalizar e aplicar sanções em caso de tratamento de dadosrealizado em descumprimento à legisla-
ção, mediante processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e o direito de recur-
so; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - apreciar petições de titular contra controlador após comprovada pelo titular a apresentação de recla-
mação ao controlador não solucionada no prazo estabelecido em regulamentação; (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
VI - promover na população o conhecimento das normas e das políticas públicas sobre proteção de da-
dos pessoais e das medidas de segurança; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VII - promover e elaborar estudos sobre as práticas nacionais e internacionais de proteção de dados pes-
soais e privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VIII - estimular a adoção de padrões para serviços e produtos que facilitem o exercício de controle dos 
titulares sobre seus dados pessoais, os quais deverão levar em consideração as especificidades das 
atividades e o porte dos responsáveis; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IX - promover ações de cooperação com autoridades de proteção de dados pessoais de outros países, 
de natureza internacional ou transnacional; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
85
X - dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento de dados pessoais, respeitados 
os segredos comercial e industrial; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XI - solicitar, a qualquer momento, às entidades do poder público que realizem operações de tratamento 
de dados pessoais informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e os demais detalhes do 
tratamento realizado, com a possibilidade de emitir parecer técnico complementar para garantir o cumpri-
mento desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XII - elaborar relatórios de gestão anuais acerca de suas atividades; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
XIII - editar regulamentos e procedimentos sobre proteção de dados pessoais e privacidade, bem como 
sobre relatórios de impacto à proteção de dados pessoais para os casos em que o tratamento represen-
tar alto risco à garantia dos princípios gerais de proteção de dados pessoais previstos nesta Lei; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
XIV - ouvir os agentes de tratamento e a sociedade em matérias de interesse relevante e prestar contas 
sobre suas atividades e planejamento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XV - arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, no relatório de gestão a que se refere o inciso XII do 
caput deste artigo, o detalhamento de suas receitas e despesas; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XVI - realizar auditorias, ou determinar sua realização, no âmbito da atividade de fiscalização de que 
trata o inciso IV e com a devida observância do disposto no inciso II do caput deste artigo, sobre o trata-
mento de dados pessoais efetuado pelos agentes de tratamento, incluído o poder público; (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
XVII - celebrar, a qualquer momento, compromisso com agentes de tratamento para eliminar irregularida-
de, incerteza jurídica ou situação contenciosa no âmbito de processos administrativos, de acordo com o 
previsto no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XVIII - editar normas, orientações e procedimentos simplificados e diferenciados, inclusive quanto aos 
prazos, para que microempresas e empresas de pequeno porte, bem como iniciativas empresariais de 
caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem startups ou empresas de inovação, possam ade-
quar-se a esta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XIX - garantir que o tratamento de dados de idosos seja efetuado de maneira simples, clara, acessível e 
adequada ao seu entendimento, nos termos desta Lei e da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Es-
tatuto do Idoso); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XX - deliberar, na esfera administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação desta Lei, as suas 
competências e os casos omissos; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XXI - comunicar às autoridades competentes as infrações penais das quais tiver conhecimento; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
XXII - comunicar aos órgãos de controle interno o descumprimento do disposto nesta Lei por órgãos e 
entidades da administração pública federal; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XXIII - articular-se com as autoridades reguladoras públicas para exercer suas competências em seto-
res específicos de atividades econômicas e governamentais sujeitas à regulação; e (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
XXIV - implementar mecanismos simplificados, inclusive por meio eletrônico, para o registro de recla-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
86
mações sobre o tratamento de dados pessoais em desconformidade com esta Lei. (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
§ 1º Ao impor condicionantes administrativas ao tratamento de dados pessoais por agente de tratamento 
privado, sejam eles limites, encargos ou sujeições, a ANPD deve observar a exigência de mínima inter-
venção, assegurados os fundamentos, os princípios e os direitos dos titulares previstos no art. 170 da 
Constituição Federal e nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 2º Os regulamentos e as normas editados pela ANPD devem ser precedidos de consulta e audiência 
públicas, bem como de análises de impacto regulatório. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 3º A ANPD e os órgãos e entidades públicos responsáveis pela regulação de setores específicos da 
atividade econômica e governamental devem coordenar suas atividades, nas correspondentes esferas 
de atuação, com vistas a assegurar o cumprimento de suas atribuições com a maior eficiência e promo-
ver o adequado funcionamento dos setores regulados, conforme legislação específica, e o tratamento de 
dados pessoais, na forma desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 4º A ANPD manterá fórum permanente de comunicação, inclusive por meio de cooperação técnica, com 
órgãos e entidades da administração pública responsáveis pela regulação de setores específicos da ati-
vidade econômica e governamental, a fim de facilitar as competências regulatória, fiscalizatória e punitiva 
da ANPD. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 5º No exercício das competências de que trata o caput deste artigo, a autoridade competente deverá 
zelar pela preservação do segredo empresarial e do sigilo das informações, nos termos da lei. (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 6º As reclamações colhidas conforme o disposto no inciso V do caput deste artigo poderão ser analisa-
das de forma agregada, e as eventuais providências delas decorrentes poderão ser adotadas de forma 
padronizada. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-K. A aplicação das sanções previstas nesta Lei compete exclusivamente à ANPD, e suas compe-
tências prevalecerão, no que se refere à proteção de dados pessoais, sobre as competências correlatas 
de outras entidades ou órgãos da administração pública. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Parágrafo único. A ANPD articulará sua atuação com outros órgãos e entidades com competências san-
cionatórias e normativas afetas ao tema de proteção de dados pessoais e será o órgão central de inter-
pretação desta Lei e do estabelecimento de normas e diretrizes para a sua implementação. (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-L. Constituem receitas da ANPD: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - as dotações, consignadas no orçamento geral da União, os créditos especiais, os créditos adicionais, 
as transferências e os repasses que lhe forem conferidos; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - as doações, os legados, as subvenções e outros recursos que lhe forem destinados; (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
III - os valores apurados na venda ou aluguel de bens móveis e imóveis de sua propriedade; (Incluídopela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - os valores apurados em aplicações no mercado financeiro das receitas previstas neste artigo; (Incluí-
do pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
87
VI - os recursos provenientes de acordos, convênios ou contratos celebrados com entidades, organismos 
ou empresas, públicos ou privados, nacionais ou internacionais; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VII - o produto da venda de publicações, material técnico, dados e informações, inclusive para fins de 
licitação pública. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-M. Constituem o patrimônio da ANPD os bens e os direitos: (Incluído pela Medida Provisória nº 
1.124, de 2022)
I - que lhe forem transferidos pelos órgãos da Presidência da República; e (Incluído pela Medida Provisó-
ria nº 1.124, de 2022)
II - que venha a adquirir ou a incorporar. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.124, de 2022)
Art. 56. (VETADO).
Art. 57. (VETADO).
SEÇÃO II
DO CONSELHO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS E DA PRIVACIDADE
Art. 58. (VETADO).
Art. 58-A. O Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade será composto de 23 
(vinte e três) representantes, titulares e suplentes, dos seguintes órgãos: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
I - 5 (cinco) do Poder Executivo federal; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - 1 (um) do Senado Federal; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - 1 (um) da Câmara dos Deputados; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - 1 (um) do Conselho Nacional de Justiça; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - 1 (um) do Conselho Nacional do Ministério Público; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VI - 1 (um) do Comitê Gestor da Internet no Brasil; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VII - 3 (três) de entidades da sociedade civil com atuação relacionada a proteção de dados pessoais; 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VIII - 3 (três) de instituições científicas, tecnológicas e de inovação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
IX - 3 (três) de confederações sindicais representativas das categorias econômicas do setor produtivo; 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
X - 2 (dois) de entidades representativas do setor empresarial relacionado à área de tratamento de dados 
pessoais; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XI - 2 (dois) de entidades representativas do setor laboral. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 1º Os representantes serão designados por ato do Presidente da República, permitida a delegação. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§ 2º Os representantes de que tratam os incisos I, II, III, IV, V e VI do caput deste artigo e seus suplentes 
serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e entidades da administração pública. (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
88
§ 3º Os representantes de que tratam os incisos VII, VIII, IX, X e XI do caput deste artigo e seus suplen-
tes: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - serão indicados na forma de regulamento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - não poderão ser membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
III - terão mandato de 2 (dois) anos, permitida 1 (uma) recondução. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
§ 4º A participação no Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade será conside-
rada prestação de serviço público relevante, não remunerada. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 58-B. Compete ao Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade: (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - propor diretrizes estratégicas e fornecer subsídios para a elaboração da Política Nacional de Proteção 
de Dados Pessoais e da Privacidade e para a atuação da ANPD; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - elaborar relatórios anuais de avaliação da execução das ações da Política Nacional de Proteção de 
Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - sugerir ações a serem realizadas pela ANPD; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - elaborar estudos e realizar debates e audiências públicas sobre a proteção de dados pessoais e da 
privacidade; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - disseminar o conhecimento sobre a proteção de dados pessoais e da privacidade à população. (In-
cluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 59. (VETADO).
CAPÍTULO X
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 60. A Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet) , passa a vigorar com as seguin-
tes alterações:
“Art. 7º ..................................................................
.......................................................................................
X - exclusão definitiva dos dados pessoais que tiver fornecido a determinada aplicação de internet, a seu 
requerimento, ao término da relação entre as partes, ressalvadas as hipóteses de guarda obrigatória de 
registros previstas nesta Lei e na que dispõe sobre a proteção de dados pessoais;
..............................................................................” (NR)
“Art. 16. .................................................................
.......................................................................................
II - de dados pessoais que sejam excessivos em relação à finalidade para a qual foi dado consentimento 
pelo seu titular, exceto nas hipóteses previstas na Lei que dispõe sobre a proteção de dados pessoais.” 
(NR)
Art. 61. A empresa estrangeira será notificada e intimada de todos os atos processuais previstos nesta 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
89
Lei, independentemente de procuração ou de disposição contratual ou estatutária, na pessoa do agente 
ou representante ou pessoa responsável por sua filial, agência, sucursal, estabelecimento ou escritório 
instalado no Brasil.
Art. 62. A autoridade nacional e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira 
(Inep), no âmbito de suas competências, editarão regulamentos específicos para o acesso a dados trata-
dos pela União para o cumprimento do disposto no § 2º do art. 9º da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 
1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) , e aos referentes ao Sistema Nacional de Avalia-
ção da Educação Superior (Sinaes), de que trata a Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004 .
Art. 63. A autoridade nacional estabelecerá normas sobre a adequação progressiva de bancos de dados 
constituídos até a data de entrada em vigor desta Lei, consideradas a complexidade das operações de 
tratamento e a natureza dos dados.
Art. 64. Os direitos e princípios expressos nesta Lei não excluem outros previstos no ordenamento jurídi-
co pátrio relacionados à matéria ou nos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte.
Art. 65. Esta Lei entra em vigor: (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - dia 28 de dezembro de 2018, quanto aos arts. 55-A, 55-B, 55-C, 55-D, 55-E, 55-F, 55-G, 55-H, 55-I, 
55-J, 55-K, 55-L, 58-A e 58-B; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I-A – dia 1º de agosto de 2021, quanto aos arts. 52, 53 e 54; (Incluído pela Lei nº 14.010, de 2020)
II - 24 (vinte e quatro) meses após a data de sua publicação, quanto aos demais artigos. (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
Estatuto e Regimento Geral da UFBA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
REVISÃO DO MARCO NORMATIVO DA UFBA
NO CONTEXTO DA AUTONOMIA
A despeito de intenções solenemente declaradas, o marco regulatório da universidade brasileira não foi 
até hoje estabelecido. Dessa maneira, continuamos atrasados em fazer valer o preceito constitucional da 
autonomia universitária.
De direito, um dispositivo constitucional da Carta Magna brasileira, o artigo 207, assegura que as uni-
versidades gozam de autonomiadidáticocientífica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. 
O problema é que raros são os artigos constitucionais que têm aplicação direta. Encontra-se parado no 
Congresso, um projeto de lei que sequer foi debatido. Enquanto não se aprova uma lei orgânica ou al-
guma norma especial, as instituições universitárias seguem as mesmas regras de operação e gestão de 
qualquer das repartições públicas federais.
De fato, o Estado brasileiro, em processo de reconstituição após a ditadura militar, ainda não enfrentou 
a questão de qual é a universidade que a sociedade brasileira precisa e merece. Temos que definir se a 
universidade necessária para este Brasil do Século XXI é uma burocracia, mais uma repartição pública, 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
90
ou se é uma verdadeira instituição de conhecimento e criação, ciente e ciosa de sua autonomia.
Em artigo publicado na Folha de São Paulo (11.01.2009), propus distinguir autonomia dos meios de 
autonomia dos fins. A autonomia plena dos meios compreende gestão própria de patrimônio, orçamento, 
pessoal e insumos, com acompanhamento transparente dos processos necessários ao funcionamento 
institucional. A autonomia relativa dos fins implica compartilhamento da missão social da universidade 
mediante negociação periódica com a sociedade de metas e planos institucionais, objeto de avaliação 
permanente da eficácia social da instituição universitária.
Em outras palavras, a autonomia constitucionalmente outorgada concede às universidades, a capacidade 
de criar seu próprio marco regulatório, possi- revisão do marco normativo da ufba no contexto da autono-
mia bilitando de fato um autogoverno, o que compreende autogestão dos meios com compartilhamento 
da governança, orientada à consecução de objetivos cuja determinação será pactuada com a socieda-
de.
Tudo isso é muito interessante, mas demasiado distante, diriam as almas de bem (do ponto de vista aca-
dêmico). Precisamos aproximar a questão conceitual e filosófica da autonomia às realidades concretas 
da regulação institucional.
De fato, a construção da autonomia deve começar dentro de casa. Nesse sentido, nada mais oportuno 
que rever o marco normativo de cada instituição de conhecimento que se pretende Universidade, a co-
meçar pela nossa Universidade Federal da Bahia.
Redefinindo Autonomia
Antes de abordar o tema da atualização legislativa interna da UFBA, visando a sua autonomia como 
universidade, precisamos justificar porque a autonomia mítica da universidade do século XIX não mais se 
aplica. Antes, a instituição universitária se apresentava como vanguarda de uma elite, postulava-se como 
consciência crítica da sociedade e, por isso, era pouco questionada. O mundo mudou desde então.
Hoje, a universidade precisa de modo continuado demonstrar seu valor político e social como instrumen-
to necessário ao desenvolvimento econômico e humano da nação. Nesse espírito, precisamos negociar 
permanentemente nossa autonomia dos fins de modo participativo, para que a sociedade passe a nos 
cobrar não por normas e regras bem cumpridas, mas por objetivos socialmente relevantes efetivamente 
alcançados.
Receios de que tal “independência” poderia resultar em administração desastrosa ou irresponsável não 
parecem justificados porque a gestão da instituição universitária é estruturalmente democrática, não há 
qualquer decisão que seja tomada de forma autocrática. No contexto brasileiro atual, o reitor é um diri-
gente que executa deliberações do Conselho Universitário, formado por todos os diretores de unidades 
acadêmicas mais representantes de estudantes, servidores, professores e da comunidade. Esses mem-
bros são democraticamente escolhidos, de forma que todos os segmentos da comunidade universitária 
têm plena participação na governança institucional.
Enfim, a universidade federal brasileira foi constitucionalmente definida como autarquia com autonomia, 
portanto tem uma natureza jurídica muito mais independente do que a burocracia estatal tem permitido. 
Precisamos revisão do marco normativo da ufba no contexto da autonomia aproveitar esse espaço para 
construir o marco regulatório de uma instituição autogovernada, com autogestão e auto-regulação. E 
cabe fazê-lo diretamente a partir dos nossos Conselhos, elaborando e aprovando Estatutos e Regimen-
tos, pois ‘autonomia’, juridicamente, quer dizer capacidade de auto-normatização.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
91
Problemas do marco regulatório anterior
Estatuto é o marco normativo principal de uma instituição ou organização, equivalente, no plano interno, 
à constituição de um país. Tipicamente, um estatuto estabelece princípios, normas gerais, macro-estrutu-
ra e funcionalidade da entidade. Regimentos, aí incluindo o Regimento Geral, são dispositivos normativos 
infra-estatutários que regulamentam normas específicas, arcabouço estrutural interno, competências e, 
principalmente, operação da instituição e dos seus organismos constituintes.
O Estatuto anterior da UFBA, diploma legal máximo da instituição, havia sido elaborado e aprovado pelos 
seus Conselhos Superiores no ano 2000, incorporando um viés claramente simplificador. Nesse sentido, 
decidiu-se remeter detalhamento normativo e regramento operacional para um novo Regimento Geral 
que, face a sucessivas conjunturas adversas, nunca foi completado.
Naquele Estatuto, ressaltavam três inconsistências fundamentais no tocante aos temas da autonomia 
universitária acima assinalados.
Primeiro, no texto normativo, se verificava grave lacuna no que se refere à ausência de definição do 
Colegiado de Cursos, instancia típica e estabelecida de gestão do cotidiano acadêmico. Essa omissão foi 
notada de imediato após sua aprovação, porém sucessivas legislaturas no Conselho Universitário preten-
deram remeter essa correção ao momento de revisão do Regimento, o que de fato não ocorreu. Como 
as características da instituição universitária permitem larga tolerância nos processos e dado o exaustivo 
trabalho de congregações, câmaras e conselhos, foi possível manter processos de gestão acadêmica 
com base no velho Regimento de 1981 (no que não conflitava com o Estatuto) e nas boas práticas infor-
mais.
Segundo, a revisão da estrutura de governança visando a integrar gestão acadêmica e gestão institucio-
nal, necessária para maior eficiência e competência da universidade, restringiu-se ao âmbito localizado 
das Unidades Universitárias.
A extinção dos Conselhos Departamentais, ao condensar funções acadêmicas e administrativas nas 
Congregações, constituiu importante passo no sentido da gestão baseada na unicameralidade. A avalia-
ção da funcionalidade dessa revisão do marco normativo da ufba no contexto da autonomia estrutura, no 
decênio que se encerra, não identificou maiores problemas e, pelo contrário, a ela se podia atribuir uma 
retomada, ainda que tímida, das responsabilidades de liderança acadêmica pelos Diretores de Unidades 
Universitárias.
Por outro lado, na esfera central de deliberação, implantou-se a mais rígida dicotomia deliberativa, com 
um Conselho Universitário exclusivamente responsável pelos aspectos administrativos e institucionais da 
gestão, sem qualquer competência acadêmica, quase antagonizando um Conselho de Ensino, Pesqui-
sa e Extensão, com todos os encargos deliberativos da gestão acadêmica senso-estrito. Não obstante, 
este último conselho, subdividido em câmaras, rapidamente encontrou-se sobrecarregado de processos 
e recursos do cotidiano da gestão universitária, impossibilitado de refletir sobre as questões estratégicas 
maiores da instituição.
Em terceiro lugar, a despeito do avanço na constituição do Conselho de Curadores no Estatuto, dotan-
do-o de maior autonomia perante os organismos de execução e deliberação da Universidade, tornando-o 
órgão consultivo do Conselho Universitário, fazia-se necessário ampliar as relações entre a instituição 
universitária e a sociedadeque a sustenta no sentido institucional, e o governo que a mantém, tanto em 
termos administrativos como financeiros.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
92
A estrutura, composição e competências dos conselhos superiores aprovadas no antigo Estatuto, de fato, 
não inovou no que se refere à participação da sociedade e do governo, conservando uma referência limi-
tada de representações internamente constituídas.
A Reestruturação Normativa da UFBA
Uma proposta de atualização do Estatuto da UFBA já constava do Plano de Metas apresentado em nossa 
posse na Reitoria em agosto de 2002. Como não alcançamos, no primeiro mandato, o consenso político 
imprescindível para uma reestruturação normativa mais ampla, sustentável e representativa, considera-
mos então esta demanda como meta não-alcançada e a mantivemos como prioridade em nossa platafor-
ma de trabalho para o segundo mandato – referendada pela comunidade universitária ao reeleger nossa 
equipe, por ampla margem, em 2006.
Os principais pontos da nossa proposta de ação no segundo mandato foram explicitados como princípios 
estruturantes de uma reforma acadêmica e administrativa da UFBA, no contexto da luta por autonomia 
universitária revisão do marco normativo da ufba no contexto da autonomia com responsabilidade insti-
tucional. Com esse espírito, durante todo o ano de 2007, avançamos na construção de um programa de 
reestruturação curricular (denominado inicialmente de UFBA Nova) que, influenciando a elaboração da 
nova política de educação superior do governo federal, encontrou condições de viabilidade com a adesão 
da UFBA ao Programa REUNI.
O ano de 2008 foi extremamente profícuo no sentido de criar as matrizes normativas da substancial 
transformação ainda em curso na UFBA. Por um lado, o Conselho Universitário, com agilidade e firmeza, 
aprovou diretrizes, estratégias, metas e definições urbanísticas componentes de um Plano Diretor Físico 
e Ambiental, necessário para aplicar, com eficiência, os recursos para investimento em obras e instala-
ções. Por outro lado, o CONSEPE e suas câmaras, igualmente com objetividade e perseverança, apro-
vou uma série de resoluções que, de modo pioneiro, regulamentaram aspectos acadêmicos do REUNI, 
imprescindíveis para a implementação dos novos modelos curriculares e da logística complexa determi-
nada pela massiva expansão de vagas na graduação e na pós-graduação.
Dado o grau de amadurecimento dos debates sobre reestruturação institucional e curricular na UFBA, 
provocados pela participação no Programa REUNI, e considerando a urgência em atualizarmos estrutura 
de governança e arcabouço normativo de nossa instituição, incluímos a matéria na pauta dos conselhos 
pertinentes para a devida apreciação e deliberação. Assim, em outubro de 2008, o CONSUNI, acolhendo 
indicação consensual do CONSEPE, recomendou à Reitoria tomar providências para abertura dos deba-
tes sobre reforma estatutária e subsequente elaboração de um novo Regimento Geral.
Ainda em 2008, uma Comissão ad-hoc, composta pelos professores Aurélio Lacerda, Ricardo Miranda e 
Roberto Paulo Araújo e representantes da APUB, ASSUFBA e DCE, foi designada para proceder aos es-
tudos necessários à elaboração de propostas de anteprojetos de Estatuto e Regimento, a serem aprecia-
das conforme as disposições gerais da norma vigente.
O Conselho Conjunto Estatuinte, formado pela união dos conselhos superiores da UFBA, foi instalado em 
14 de agosto 2009, tendo sido então autorizada a divulgação ampla da minuta elaborada pela Comissão. 
Nesse momento inicial, foi solicitado aos dirigentes e representantes, encaminhar nas respectivas unida-
des, órgãos, entidades e segmentos, no prazo máximo de 40 dias, discussões e coleta de subsídios para 
aprimoramento e complementação da proposta. Em diferentes momentos do processo de elaboração do 
Estatuto, recebemos contribuições de 22 Unidades Universitárias e órgãos. O texto-base revisão do mar-
co normativo da ufba no contexto da autonomia foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Estatuinte, 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
93
em reunião realizada no Instituto de Ciências da Saúde, em 23 de novembro de 2009.
À medida em que se estabelecia o patamar normativo atualizado do Estatuto, a Comissão Especial 
organizou o processo de elaboração do Regimento Geral da UFBA a partir da compilação de expressivo 
conjunto de resoluções e normas editadas pelos Conselhos Superiores entre 1995 e 2008 que, em mui-
tos casos, já antecipavam temas e questões naquele momento sistematizadas. Dessa forma, foi possível 
incorporar o essencial das matrizes normativas vigentes com a finalidade de ajustá-las às transformações 
estruturais e à adoção dos novos modelos curriculares, introduzidos pela adesão de nossa instituição ao 
REUNI. A minuta finalizada foi aprovada pelo Conselho Universitário, em reunião realizada na Sala dos 
Conselhos em 11 de março de 2009.
Análise do novo marco normativo da UFBA
Os novos Estatuto e Regimento Geral da UFBA resultam de uma revisão crítica, do ponto de vista episte-
mológico e conceitual, do papel da Universidade enquanto instituição cultural e histórica. O papel institu-
cional da Universidade pode ser compreendido como conjunto articulado de funções sociais. No século 
XIX, o binômio ensino-pesquisa da universidade humboldtiana subordinava a função Conhecimento à 
função Formação. Em meados do século XX, incluiuse o Compromisso Social como função essencial da 
Universidade, traduzida concretamente pelo conceito de extensão, convencionalmente completando o 
trinômio ensino-pesquisa-extensão que, seguindo a retórica do texto constitucional brasileiro, seria indis-
sociável.
Em termos contemporâneos, impõe-se redefinir e atualizar o escopo de cada um dos termos dessa fór-
mula triangular “ensino-pesquisa-extensão”.
O ensino pode e deve ser entendido como práxis de formação de sujeitos epistêmicos; a pesquisa pode 
e deve ser tomada como produção intelectual e cultural aberta à epistemo-diversidade a cena intelectual 
contemporânea; a extensão pode e deve ser compreendida como práxis educacional num mundo cada 
vez mais multirreferenciado e intercultural.
Nesse sentido, podemos reconhecer a tripla missão de produção formativa, produção intelectual e produ-
ção política como efeitos do papel histórico da instituição de ensino superior chamada de Universidade. 
A compreensão ampliada do trinômio permitirá, sempre que tornada possível pela construção institucio-
nal consciente e planejada, integrar ciências, artes e humanidades revisão do marco normativo da ufba 
no contexto da autonomia em práticas não somente interdisciplinares, mas também entre paradigmas, 
racionalidades e saberes, capazes de contribuir para transformar a sociedade e construir a história, numa 
perspectiva de solidariedade, sustentabilidade e consciência ambiental.
Em primeiro lugar, dentro desse referencial, uma das inovações mais significativas do novo marco nor-
mativo da UFBA é a ampliação dos conceitos de produção acadêmica. Por um lado, foi consensual a 
aprovação de nossa proposta, desde a primeira minuta, no sentido de superar a velha concepção de 
conhecimento exclusivamente como produto intelectual resultante de processo sistemático e metódico, 
classicamente designado como pesquisa científica.
Ao incorporar na missão da UFBA, a fórmula mais ampla “conhecimentos e saberes”, pudemos agregar 
às competências, objetivos institucionais e designativos dos órgãos e instâncias deliberativas, valorizan-
do-as, as categorias de produção artística e cultural e de desenvolvimento tecnológico.
A função Conhecimento torna-se, dessa maneira, ressignificada como Ciência-Arte-Cultura. Por outro 
lado, a expressão Pesquisa-Criação-Inovação merece um comentário adicional: aqui, é proposital a 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
94
escolha dos significantes ‘criação’ e ‘inovação,’ justamente pelo sentidoduplo, diferenciado na literatura 
economicista de Ciência & Tecnologia de herança schumpeteriana, e por seu uso nos estudos culturais e 
em análises da produção artística.
Em segundo lugar, note-se que a função Formação mereceu destaque especial em nosso novo marco 
normativo. Na matriz conceitual que o subsidia, principalmente no Regimento Geral, a função Formação, 
no âmbito da instituição chamada Universidade, encontra-se desdobrada em formação de profissionais – 
gestores e aplicadores de conhecimento e tecnologia; em formação de criadores – pesquisadores, inova-
dores, artistas, produtores de conhecimento, artes e tecnologia; e em formação de formadores – docen-
tes, tutores, educadores.
Evidentemente, buscamos reconstruir nossa UFBA como uma instituição convicta do seu papel integra-
dor nesta função essencial das universidades, a Formação. Nesse espírito, o novo marco normativo foi 
concebido para reduzir ao máximo a diferenciação (que chegava às raias da segregação na velha univer-
sidade, produzindo um indesejável e estéril antagonismo) entre os níveis de ensino graduação e pós-gra-
duação.
Os modos de formação da Universidade contemporânea compreendem três modalidades: a) Profissiona-
lizante; b) Acadêmico; c) Integrador. Na modalidade Profissionalizante, a formação equivale a treinamen-
to e o diploma prevê revisão do marco normativo da ufba no contexto da autonomia habilitação ou qua-
lificação em carreira profissional. Na modalidade Acadêmica, a formação equivale a ensino e o diploma 
significa título, expressando um símbolo institucional. Na modalidade Integradora, a formação equivale ao 
conceito amplo de educação e o diploma indica grau ou nível de formação.
No plano da prática de planejamento e gestão acadêmica, o novo Regimento Geral define regras claras 
para integralização da carga horária docente, estabelecendo o mínimo de 10 horas semanais em ativi-
dades de ensino presencial, de graduação ou de pós-graduação, em sala de aula ou equivalente, para 
docentes em Dedicação Exclusiva ou em regime de Tempo Parcial.
Os docentes submetidos ao regime excepcional de 40 horas ou aqueles em Regime DE que não exer-
çam atividades de pesquisa e/ou extensão aprovadas pelas instâncias competentes, terão carga horária 
mínima de atividades de ensino de 20 horas semanais, sendo 16 horas de aula. Notem a conceituação 
ampla de ensino, mais além dos formatos convencionais de classes recitativas em salas de aula.
Em terceiro lugar, compreender a extensão como práxis educacional multireferenciada significa levar em 
consideração a interface universidade-sociedade, definida do modo mais amplo possível, Estado e so-
ciedade civil, governos e mercados, movimentos sociais e organizações do terceiro setor. Assim é que, 
no texto regimental em pauta, define-se como atividades de extensão aquelas que “integram projetos e 
programas de formação continuada e de integração da universidade com instituições públicas e privadas, 
organizações nãogovernamentais, empresas e movimentos sociais”. As modalidades aprovadas incluem 
um elenco diversificado e rico de possibilidades – cursos de extensão, aperfeiçoamento, especialização, 
capacitação e similares; cooperação técnica, inovação tecnológica e similares; direção artística, produ-
ção cultural e similares; consultorias e assessorias; prestação de serviços; com realce para a articulação 
com saberes não-universitários.
Neste item, dois aspectos inicialmente controversos, mas que alcançaram consenso do ponto de vista 
jurídico a partir de acórdãos do Tribunal de Contas da União e decisões do Supremo Tribunal Federal, 
merecem atenção, dado que dizem respeito à contraprestação pecuniária extra-orçamentária decorrente 
de atividades realizadas por uma instituição pública federal. Primeiro, a inclusão de cursos de especia-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
95
lização como atividades de extensão, juntamente com outras modalidades de educação permanente ou 
continuada extraordinárias à missão constitucional de ensino público da instituição federal. Segundo, a 
autorização para recebimento de remuneração adicional pelo docente em Regime DE, revisão do mar-
co normativo da ufba no contexto da autonomia sob a forma de colaboração em atividade esporádica, 
prêmios científicos, direitos autorais de patente ou correlato, participação em seminários, congressos, 
conferências e aulas eventuais, cachês por atividades artísticas, bolsas de ensino, pesquisa e extensão, 
gratificação por cursos e concursos, coordenação de projetos institucionais, desde que o beneficiário 
demonstre “desempenho satisfatório em atividades regulares de ensino avaliadas periodicamente, além 
do cumprimento dos demais encargos atinentes à função docente na universidade” sem prejudicar, “em 
hipótese alguma, [...] as atividades acadêmicas exercidas na UFBA”.
Comentário Final
Aproveitando de modo pleno e preciso o dispositivo constitucional da autonomia como auto-normativida-
de e auto-regulação, buscamos construir um consenso político institucional no sentido de concluir o tra-
balho de atualização estatutária e regimental da UFBA. Sabemos todos que, em instituições efetivamente 
democráticas, não existe forma mais eficiente de controle social do que o autocontrole institucional.
O novo marco normativo da UFBA resulta, portanto, de um pacto interno em torno da articulação e inte-
gração entre excelência acadêmica e compromisso social e do compartilhamento da convicção de que a 
instituição universitária constitui importante fator de transformação sustentada da sociedade ao mostrar-
-se competente como instituição do conhecimento e da cultura. Isto significa, em termos práticos, lutar 
para que a necessária expansão com inclusão social, fomentando em paralelo qualidade e produtividade 
científica, cultural e pedagógica, seja alcançada com eficiência de gestão e eficácia no controle institucio-
nal e social do imenso, rico e complexo conjunto de atividades desenvolvidas pela Universidade Federal 
da Bahia.
Por fim, gostaria, neste momento em que concluímos dois mandatos na Reitoria de nossa querida UFBA, 
registrar os mais sinceros agradecimentos aos membros da Comissão Especial, a toda a comunidade 
universitária e, de modo especialíssimo, aos Conselhos Superiores. Sabiamente, após examinar as ricas 
e diversas contribuições emanadas das egrégias congregações e das entidades representativas dos 
segmentos da UFBA, criteriosamente analisadas e compatibilizadas, nossos dirigentes e representantes 
aprovaram estes Estatuto e Regimento Geral, legando às administrações que prosseguirão novos instru-
mentos, democraticamente construídos, indispensáveis ao modelo de autogestão universitária, por todos 
desejado e longamente esperado.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESTATUTO
TÍTULO I
DA INSTITUIÇÃO
Capítulo I
DA NATUREZA JURÍDICA
Art. 1° A Universidade Federal da Bahia – criada pela Carta Régia de fundação do Colégio Médico-Cirúr-
gico da Bahia, firmada pelo Príncipe Regente D. João, em 18 de fevereiro de 1808; instituída pelo Decre-
to-Lei n. 9.155, de 8 de abril de 1946; reestruturada pelo Decreto n. 62.241, de 8 de fevereiro de 1968 
– é uma autarquia com autonomia didático-científica, administrativa, patrimonial e financeira, nos termos 
da lei e do presente Estatuto.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
96
Capítulo II
DOS OBJETIVOS INSTITUCIONAIS
Art. 2° São objetivos institucionais da Universidade:
I - educar para a responsabilidade social e ambiental, contribuindo para o desenvolvimento humano com 
ética, sustentabilidade e justiça;
II - gerar e propagar conhecimentos, saberes e práticas no campo das ciências, das artes, das culturas e 
das tecnologias;
III - propiciar formação, educação continuada e habilitação nas diferentes áreas de conhecimento e 
atuação, visando ao exercício de atividades profissionais e à participação no desenvolvimento da socie-
dade;
IV - exercitar a excelência acadêmica,mediante o desenvolvimento das ciências, das artes e das huma-
nidades, fomentando o pensamento crítico-reflexivo nos diversos campos de saberes e práticas;
V - promover a extensão universitária, visando à difusão de avanços, conquistas e benefícios resultantes 
da criação cultural e artística e da pesquisa científica e tecnológica geradas na Instituição;
VI - contribuir para o processo de desenvolvimento local, regional, nacional e global, realizando estudo 
sistemático de seus problemas e formando quadros científicos, artísticos e técnicos de acordo com suas 
necessidades;
VII - promover a equidade na sociedade, combatendo todas as formas de intolerância e discriminação 
decorrentes de diferenças sociais, raciais, étnicas, religiosas, de gênero e de orientação sexual;
VIII - fomentar a paz, a solidariedade e a aproximação entre nações, povos e culturas, mediante coope-
ração internacional e de intercâmbio científico, artístico e tecnológico, com especial foco nos países de 
língua oficial portuguesa e nos países latino-americanos;
IX - manter a Universidade aberta à participação da população, promovendo amplo e diversificado inter-
câmbio com instituições, organizações e movimentos da sociedade;
X - implementar e cultivar princípios éticos na formulação e implementação de políticas, planos, progra-
mas e iniciativas que concretizem suas atividades-fim.
Parágrafo único. A Universidade poderá exercer outras atividades no interesse da sociedade, desde que 
em acordo com o estabelecido neste artigo.
Capítulo III
DA COMPOSIÇÃO
Art. 3º A Universidade compõe-se de:
I - corpo docente;
II - corpo discente;
III - corpo técnico-administrativo.
Parágrafo único. Os regimes funcional e disciplinar a que estarão sujeitos os membros dos corpos docen-
te, técnico-administrativo e discente serão estabelecidos no Regimento Geral da Universidade.
Art. 4º A responsabilidade pelas atividades letivas é privativa do corpo docente, constituído por professo-
res com atividade regular de ensino, pesquisa, extensão ou administração universitária.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
97
Parágrafo único. O estabelecimento de categorias, formas de provimento, exercício, movimentação, regi-
me de trabalho, deveres, direitos e vantagens dos membros do corpo docente obedecerão ao disposto no 
Regimento Geral da Universidade, vinculados ao regime próprio do servidor público federal e ao respecti-
vo Plano de Carreira.
Art. 5º Constituem o corpo discente os estudantes regularmente matriculados nos diversos cursos de 
graduação e pós-graduação stricto sensu mantidos pela Universidade.
§ 1º O corpo discente será representado por entidades de organização estudantil; no nível superior da 
administração, pelo Diretório Central dos Estudantes e, no nível dos cursos, por Centros e Diretórios 
Acadêmicos.
§ 2º Cada órgão deliberativo da Universidade terá representação dos estudantes, escolhida em processo 
conduzido pelas entidades de organização estudantil, nos respectivos níveis de gestão.
Art. 6º O corpo técnico-administrativo da Universidade compreende os servidores que exercem ativida-
des de suporte ao desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão, necessárias ao cumprimento dos 
objetivos institucionais, vinculados ao regime próprio do servidor público federal e ao respectivo Plano de 
Carreira.
Capítulo IV
DA AUTONOMIA
Art. 7° A autonomia didático-científica consiste em:
I - cumprir seus objetivos institucionais, levando em conta as necessidades sociais, econômicas, políticas 
e culturais da sociedade;
II - criar, organizar, modificar e extinguir cursos e programas no âmbito de sua atuação;
III - estabelecer os regimes didático e científico dos diferentes cursos, bem como os programas de pes-
quisa e de extensão;
IV - deliberar sobre critérios e normas de seleção e admissão de estudantes;
V - fixar o número de vagas de ingresso nos seus cursos, de acordo com a sua capacidade institucional e 
as exigências do seu meio;
VI - conferir graus, diplomas, certificados, títulos e dignidades universitárias.
Art. 8° A autonomia patrimonial e financeira consiste em:
I - aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos referentes a obras, serviços e aqui-
sições em geral, bem como administrar rendimentos, conforme dispositivos institucionais;
II - elaborar e executar seus orçamentos anuais e plurianuais;
III - adotar as providências de ordem orçamentária, financeira e patrimonial necessárias à gestão contábil 
e financeira;
IV - receber e gerir subvenções, doações, heranças e legados;
V - celebrar convênios, contratos e ajustes, inclusive de cooperação financeira, com entidades públicas e 
privadas, bem assim contrair empréstimos para atender as suas necessidades;
VI - adotar regime contábil e financeiro que atenda às suas peculiaridades de organização e funciona-
mento;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
98
VII - administrar e dispor do seu patrimônio.
Art. 9° A autonomia administrativa consiste em:
I - elaborar e reformar seu Estatuto e Regimento Geral;
II - realizar os processos de escolha de Reitor, Vice-Reitor, Diretores e Vice-Diretores de Unidades Uni-
versitárias, de acordo com a legislação em vigor;
III - firmar contratos, acordos, convênios e instrumentos similares;
IV - dispor sobre política de pessoal docente e técnico-administrativo;
V - estabelecer critérios e normas a serem observados pelos corpos docente, discente, técnico adminis-
trativo, bem como definir as sanções a que estão sujeitos os seus membros.
TÍTULO II
DO PATRIMÔNIO E DAS FINANÇAS
Capítulo I
DO PATRIMÔNIO
Art. 10. Constituem patrimônio da Universidade:
I - bens e direitos adquiridos ou que venha a adquirir;
II - doações, legados e heranças regularmente aceitos, com ou sem encargo;
III - saldos dos exercícios financeiros transferidos para a conta patrimonial.
§ 1º A Universidade poderá alienar, permutar e adquirir bens, visando à valorização do seu patrimônio, 
assim como criar e promover inversões de fundos para obtenção de rendas.
§ 2º Os recursos destinados aos fundos especiais somente poderão ser aplicados na realização dos 
objetivos que justificaram sua criação, sob pena de extinção e transferência dos seus recursos à receita 
geral da Universidade.
§ 3º A efetivação do disposto neste artigo, em todos os casos, dependerá de aprovação do Conselho 
Universitário, ouvido o Conselho de Curadores.
Capítulo II
DAS FINANÇAS
Art. 11. Os recursos financeiros da Universidade serão provenientes de:
I - dotações que, a qualquer título, lhe sejam destinadas nos orçamentos da União, dos Estados e dos 
Municípios;
II - doações;
III - renda de aplicação de bens e valores patrimoniais;
IV - rendimentos provenientes da retribuição de serviços cobrados pela Universidade;
V - rendas provenientes de patentes, marcas, direitos autorais e outros previstos em lei;
VI - recursos oriundos de fundações e outros organismos de apoio e amparo à pesquisa e extensão;
VII -rendas eventuais e recursos de fontes diversas, aprovados pelas instâncias competentes da Univer-
sidade.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
99
Art. 12. O Regimento Geral da Universidade estabelecerá normas para elaboração e execução orçamen-
tárias.
§ 1º A proposta orçamentária, instruída por parecer do Conselho de Curadores, aprovada pelo Conselho 
Universitário, será remetida ao órgão central responsável pela elaboração do projeto de orçamento da 
União.
§ 2º No decorrer do exercício financeiro, poderão ser abertos créditos adicionais, mediante proposta do 
órgão interessado, submetida ao Conselho de Curadores pelo Reitor e, após, à aprovação do Conselho 
Universitário, obedecidos os preceitos da legislação e regulamentos específicos.
§ 3º Anualmente, o Reitor submeterá ao Conselho Universitário a Prestação de Contas, acompanhada de 
parecer do Conselho de Curadores.
§ 4º Os saldos do exercício financeiro, desde quenão vinculados, serão incorporados ao patrimônio da 
Universidade.
TÍTULO III
DA ESTRUTURA
Capítulo I
DOS ÓRGÃOS EM GERAL
Art. 13. A estrutura da Universidade é composta por Órgãos Superiores de Deliberação, de Administração 
Central, de Órgãos de Ensino, Pesquisa e Extensão, de Controle e de Fiscalização e Supervisão.
§ 1º São Órgãos Superiores de Deliberação:
I - Conselho Universitário;
II - Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão;
III - Conselhos Acadêmicos;
IV -Assembléia Universitária.
§ 2º São Órgãos da Administração Central:
I - Reitoria;
II - Órgãos Estruturantes, vinculados à Reitoria.
§ 3º São Órgãos de Ensino, Pesquisa e Extensão:
I - Unidades Universitárias;
II - Órgãos Complementares, vinculados às Unidades Universitárias.
§ 4º Atuará como Órgão Superior de Controle, Fiscalização e Supervisão o Conselho de Curadores, que 
contará com o auxilio da Coordenadoria de Controle Interno.
Art. 14. A Universidade contará, ainda, com Órgãos Consultivos, de caráter avaliativo e de acompanha-
mento, destinados a assessorar e apoiar os Conselhos Superiores, a Reitoria, as Unidades Universitárias 
e outras instâncias de gestão no encaminhamento de questões referentes à vida acadêmica e ao desen-
volvimento institucional da Universidade Federal da Bahia.
Parágrafo único. A enumeração, estrutura, composição, competências e funcionamento desses órgãos 
serão estabelecidos no Regimento Geral da Universidade.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
100
Capítulo II
DOS ÓRGÃOS SUPERIORES DE DELIBERAÇÃO
Seção I
Do Conselho Universitário
Art. 15. O Conselho Universitário (CONSUNI) terá a seguinte composição:
I - Reitor, seu Presidente;
II - Vice-Reitor;
III - pró-reitores de áreas administrativas;
IV - diretores das Unidades Universitárias;
V - presidentes dos Conselhos Acadêmicos;
VI - 02 (dois) representantes do corpo docente;
VII - 04 (quatro) representantes do corpo técnico-administrativo;
VIII - 02 (dois) representantes da comunidade;
IX - representação do corpo discente, na forma da lei.
§ 1° Cada membro do Conselho Universitário terá um suplente para substituí-lo em suas ausências e 
impedimentos.
§ 2º Os representantes mencionados nos incisos VI e VII do caput deste artigo serão eleitos por seus 
pares, em pleito conduzido pelas respectivas entidades de representação, para mandato de dois anos, 
com direito a uma recondução.
§ 3º Os representantes mencionados no inciso VIII serão eleitos pelo Conselho Universitário, para man-
dato de dois anos, sem direito a recondução.
Art. 16. Compete ao Conselho Universitário:
I - deliberar sobre:
a ) políticas gerais e planos globais de ensino, pesquisa, criação, inovação e extensão da Universida-
de;
b ) planejamento anual, diretrizes orçamentárias, proposta orçamentária e prestação de contas da Uni-
versidade;
c ) criação, modificação e extinção de Unidades Universitárias e demais órgãos;
d ) política patrimonial e urbanística dos campi, aprovando a variação patrimonial: aquisição, construção 
e alienação de bens imóveis;
e ) diretrizes relativas à retribuição de serviços cobrados pela Universidade;
f ) quadro de pessoal técnico-administrativo e de pessoal docente, estabelecendo a distribuição dos car-
gos de Magistério Superior da Universidade;
g ) recrutamento, seleção, admissão, regime de trabalho e dispensa de pessoal docente;
h ) normas gerais a que se devam submeter as Unidades Universitárias e demais órgãos, ressalvadas as 
de competência do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
101
i ) concessão de títulos e dignidades universitárias.
II - eleger:
a ) o substituto eventual do Vice-Reitor, dentre os diretores de Unidades Universitárias;
b ) os representantes da comunidade nos Conselhos Superiores, com os respectivos suplentes;
c ) os representantes no Conselho de Curadores, dentre os seus membros.
III - Supervisionar o desempenho em geral das Unidades Universitárias e dos demais órgãos e serviços 
da Instituição, compondo, se necessário, Comissão de Avaliação com esse fim.
IV - julgar os recursos interpostos das decisões em primeira instância das Congregações e do Reitor, 
salvo quando se tratar de matéria de competência do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Exten-
são;
V - aprovar o Regimento Geral da Universidade, o seu próprio Regimento Interno e propostas de regi-
mento interno das Unidades Universitárias, dos órgãos estruturantes e dos órgãos complementares.
VI - decidir sobre matéria omissa neste Estatuto e no Regimento Geral da Universidade.
§ 1° O Conselho Universitário reunir-se-á, ordinariamente, com periodicidade mensal ou, extraordinaria-
mente, quando convocado por seu Presidente ou por requerimento da maioria absoluta dos seus mem-
bros.
§ 2° O Conselho Universitário delibera por seu pleno e por suas Comissões, conforme estabelecido no 
Regimento Geral da Universidade Federal da Bahia.
§ 3° Os representantes do corpo discente e do corpo técnico-administrativo não terão voto em matéria 
referente a concurso público para o Magistério Superior.
Seção II
Do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão
Art. 17. O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) terá a seguinte composi-
ção:
I - Reitor, seu Presidente;
II - Vice-Reitor;
III - pró-reitores das áreas de atividades-fim da Universidade;
IV - um membro docente representante de cada Unidade Universitária, escolhido pela respectiva Congre-
gação dentre os eleitos para compor os Conselhos Acadêmicos;
V - 02 (dois) representantes do corpo técnico-administrativo, membros dos Conselhos Acadêmicos;
VI - 02 (dois) representantes da comunidade, membros dos Conselhos Acadêmicos;
VII -representação do corpo discente, na forma da lei.
§ 1° O mandato dos membros docentes será de 2 (dois) anos, sendo permitida uma recondução.
§ 2º Cada membro do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão terá um suplente para substi-
tuí-lo em suas ausências e impedimentos.
§ 3º A suplência do membro docente referido no inciso IV será exercida pelo representante da Unidade 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
102
Universitária no outro Conselho Acadêmico.
Art. 18. Compete ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão:
I - estabelecer, anualmente, o Calendário Acadêmico da Universidade;
II - fixar normas e deliberar sobre políticas de integração entre ensino, pesquisa e extensão na Universi-
dade;
III - apreciar propostas relativas a programas estratégicos que articulem ensino, pesquisa e extensão;
IV - regulamentar aspectos inerentes às interfaces entre as distintas éticas acadêmica, pedagógica, pro-
fissional e de pesquisa;
V - julgar, em grau último de recurso, processos referentes a decisões em primeira instância dos Conse-
lhos Acadêmicos que não tenham sido aprovadas por 3/5 do seu quorum efetivo;
VI - elaborar, modificar e aprovar seu próprio Regimento.
§ 1° O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos uma 
vez a cada dois meses ou, extraordinariamente, convocado pelo seu Presidente ou a requerimento da 
maioria dos membros.
§ 2° Em nenhuma hipótese, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão atuará como instância 
recursal dos órgãos colegiados das Unidades Universitárias.
Seção III
Dos Conselhos Acadêmicos
Art. 19. Os Conselhos Acadêmicos são:
I - Conselho Acadêmico de Ensino;
II - Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão.
§ 1° Cada Conselho Acadêmico terá um presidente eleito entre os membros representantes de Unidades 
Universitárias, não podendo a escolha recair em pró-reitores ou nos representantes dos corpos discente 
e técnicoadministrativo.
§ 2º Os Conselhos Acadêmicos reunir-se-ão, ordinariamente, com freqüência quinzenal ou, extraordina-
riamente, por convocação de seu Presidente ou da maioria absoluta dos seus membros.
Art. 20. Compõem o Conselho Acadêmicode Ensino:
I - pró-reitores das áreas de ensino;
II - um membro docente representante de cada Unidade Universitária, eleito pela respectiva Congrega-
ção;
III - um representante do corpo técnico-administrativo, com nível superior, atuante em programas ou 
cursos de graduação e de pósgraduação stricto sensu, eleito por seus pares, em pleito conduzido pela 
respectiva entidade de representação;
IV - um representante da comunidade, eleito pelo Conselho Universitário, para mandato de dois anos, 
sem direito a recondução;
V - representação do corpo discente, na forma da lei.
Parágrafo único. Os representantes mencionados nos incisos II e III do caput deste artigo terão mandato 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
103
de dois anos, permitida uma recondução.
Art. 21. Ao Conselho Acadêmico de Ensino compete:
I - supervisionar as atividades acadêmicas do ensino de graduação e de pós-graduação;
II - fixar normas e deliberar sobre:
a ) regime didático da Universidade, no que se refere ao ensino de graduação e de pós-graduação;
b ) criação, instalação, funcionamento, modificação e extinção de cursos de graduação e sequenciais;
c ) criação, instalação, funcionamento, modificação e extinção de cursos de pós-graduação, incluindo 
programas permanentes de especialização sob a forma de Residência e de outras modalidades de ensi-
no;
d ) fixação, ampliação e diminuição de vagas nos cursos de graduação e de pós-graduação;
e ) recrutamento, seleção, admissão e habilitação de alunos de graduação e de pós-graduação;
f ) reconhecimento de graus e títulos acadêmicos de graduação e de pós-graduação;
III - acompanhar a execução dos planos e programas dos cursos de graduação e de pós-graduação, sub-
metendo-os a contínua avaliação;
IV - regulamentar aspectos inerentes à ética acadêmica nas relações de ensino, no nível de graduação e 
de pós-graduação.
Art. 22. Compõem o Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão:
I - pró-reitores das áreas de pesquisa, criação e inovação e de extensão universitária;
II - um membro docente representante de cada Unidade Universitária, eleito pela respectiva Congrega-
ção;
III - um representante do corpo técnico-administrativo, com nível superior, atuante em programas ou 
cursos de graduação e de pósgraduação stricto sensu, eleito por seus pares, em pleito conduzido pela 
respectiva entidade de representação;
IV - um representante da comunidade, eleito pelo Conselho Universitário, para mandato de dois anos, 
sem direito a recondução;
V - representação do corpo discente, na forma da lei.
Parágrafo único. Os representantes mencionados nos incisos II e III do caput deste artigo terão mandato 
de dois anos, permitida uma recondução.
Art. 23. Ao Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão compete:
I - supervisionar as atividades acadêmicas de pesquisa, criação e inovação e de extensão universitá-
ria;
II - apreciar planos, programas e projetos institucionais de pesquisa, criação e inovação, submetendo-os 
a contínua avaliação;
III - apreciar propostas relativas a programas interdisciplinares e estratégicos de extensão, de educação 
permanente e de serviços, incluindo cursos de especialização na modalidade extensão;
IV - fixar normas e deliberar sobre formação profissional e educação permanente;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
104
V - dispor sobre regras gerais relativas a consultorias, prestação de serviços e outras atividades nas 
interfaces entre Universidade, governos e sociedade.
VI - deliberar sobre questões relativas à propriedade intelectual, direitos autorais, registros, patentes, 
royalties e rendimentos auferidos do desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e artístico e das 
atividades de extensão, educação permanente e serviços;
VII -regulamentar aspectos inerentes à ética acadêmica e profissional e à integridade científica, cultural e 
estética, na sua área de competência.
Seção IV
Da Assembléia Universitária
Art. 24. A Assembléia Universitária terá a seguinte composição:
I - Reitor, seu Presidente;
II - Vice-Reitor;
III - delegados do corpo docente, na proporção de 1 para cada 20 professores por Unidade Universitária, 
desprezadas as frações;
IV - delegados do corpo técnico-administrativo, na proporção de um décimo do total de membros da As-
sembléia;
V - delegados do corpo discente, na forma da lei.
Parágrafo único. Os delegados citados nos itens III a V terão mandato de dois anos e serão escolhidos 
por seus pares em processo de eleição direta, conduzido pelas respectivas entidades de representação, 
em prazo não inferior a 60 (sessenta) dias que antecedam a data da Assembléia.
Art. 25. À Assembléia Universitária compete:
I - avaliar o cumprimento dos objetivos institucionais da Universidade, levando em conta as necessidades 
econômicas, políticas e culturais da sociedade;
II - aprovar moções, recomendações e proposições a serem encaminhadas aos Conselhos Superiores;
III - apreciar assuntos de alta relevância, quando convocada especialmente para esse fim.
§ 1º A Assembléia Universitária reunir-se-á, ordinariamente, a cada dois anos ou, extraordinariamente, 
convocada pelo Reitor ou a requerimento da maioria dos membros do Conselho Universitário.
§ 2º Os Conselhos citados no inciso II do caput deste artigo deverão elaborar e divulgar relatórios, apro-
vados pelos respectivos plenários, prestando contas da apreciação dos encaminhamentos da Assembléia 
Universitária.
Capítulo III
DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE, FISCALIZAÇÃO E SUPERVISÃO
Seção I
Do Conselho de Curadores
Art. 26. Compõem o Conselho de Curadores:
I - três representantes do Conselho Universitário, escolhidos dentre os membros dirigentes de Unidades 
Universitárias, com mandato de dois anos, permitida uma recondução;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
105
II - três representantes do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, escolhidos dentre os 
membros docentes, excluídos os próreitores, com mandato de dois anos, permitida uma recondução;
III - dois representantes do corpo docente;
IV - dois representantes do corpo técnico-administrativo;
V - dois representantes da comunidade;
VI - representação do corpo discente, na forma da lei.
§ 1º O Conselho de Curadores elegerá seu Presidente dentre os representantes do Conselho Universitá-
rio.
§ 2º Cada membro do Conselho de Curadores terá um suplente para substituí-lo em suas ausências e 
impedimentos.
§ 3º Os representantes mencionados nos incisos III e IV do caput deste artigo serão eleitos por seus pa-
res, em pleito conduzido pelas respectivas entidades de representação, para mandato de dois anos, com 
direito a uma recondução.
§ 4º Os representantes mencionados no inciso V do caput deste artigo serão eleitos pelo Conselho Uni-
versitário, para mandato de dois anos, sem direito a recondução, conforme estabelecido no Regimento 
Geral da Universidade Federal da Bahia.
Art. 27. São atribuições do Conselho de Curadores:
I - exercer a fiscalização econômico-financeira na Universidade, mediante:
a ) emissão de parecer sobre a proposta orçamentária e as alterações no orçamento-programa sugeridas 
pela Reitoria;
b ) exame, a qualquer tempo, dos documentos da contabilidade da Universidade;
c ) emissão de parecer sobre a prestação de contas do Reitor, a ser submetida à aprovação do Conselho 
Universitário;
d ) emissão de parecer sobre projetos submetidos pela Reitoria, que envolvam a utilização de fundos 
patrimoniais, operações de crédito ou a criação de fundos especiais, assim como doações e legados que 
criarem encargos financeiros para a Universidade;
II - aprovar o Plano Anual de Atividades elaborado pela Coordenadoria de Controle Interno;
III - apreciar quaisquer outros assuntos que importem à regularidade econômico-financeira da Universida-
de;
IV - apreciar, de oficio ou mediante provocação, a qualidade do gasto público na Universidade, examinan-
do-o sob o aspecto da legalidade,economicidade, razoabilidade e eficiência, recomendando ao Conselho 
Universitário as medidas que se façam necessárias;
V - determinar à Coordenadoria de Controle Interno a realização de auditorias para verificação da execu-
ção de contratos e, eventualmente, a apuração de irregularidades no gasto público;
VI - elaborar, modificar e aprovar seu próprio Regimento interno.
Parágrafo único. O Conselho de Curadores reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos uma vez a cada dois 
meses ou, extraordinariamente, convocado pelo seu Presidente ou a requerimento da maioria dos seus 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
106
membros.
Seção II
Da Coordenadoria de Controle Interno
Art. 28. A Coordenadoria de Controle Interno (CCI) da Universidade Federal da Bahia vincula-se ao 
Conselho de Curadores e tem como atribuição supervisionar as atividades desenvolvidas na Instituição, 
especialmente quanto à regularidade da gestão contábil, orçamentária, financeira, patrimonial, de siste-
ma e de pessoal.
Parágrafo único. A CCI terá estrutura, organização, administração e funcionamento regulados por Regi-
mento próprio, elaborado pelo Conselho de Curadores e aprovado pelo Conselho Universitário.
Capítulo IV
DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL
Seção I
Da Reitoria
Art. 29. À Reitoria, órgão executivo da administração superior, incumbe a coordenação, fiscalização e 
superintendência das atividades da Universidade, incluindo:
I - ensino, pesquisa e extensão;
II - planejamento e orçamento;
III - gestão de pessoas;
IV - assistência aos estudantes;
V - manutenção patrimonial e gerenciamento de obras;
VI - segurança e gestão ambiental;
VII - administração.
Parágrafo único. As atividades discriminadas neste artigo serão exercidas por Pró-Reitorias e órgãos 
específicos, que funcionarão nos termos do Regimento Geral da Universidade e do Regimento da Reito-
ria.
Art. 30. A Reitoria será exercida pelo Reitor e, em suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Reitor, que 
também exercerá funções que lhe forem delegadas pelo Reitor.
§ 1° Os mandatos do Reitor e do Vice-Reitor serão de quatro anos, permitida uma única recondução.
§ 2° O Reitor e o Vice-Reitor serão escolhidos e nomeados de acordo com a legislação vigente e o pre-
visto no Regimento Geral da Universidade.
Art. 31. Compete ao Reitor:
I - representar a Universidade;
II - convocar e presidir o Conselho Universitário, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão e 
a Assembléia Universitária, sempre com direito a voto, inclusive o de qualidade;
III - nomear e empossar diretores e vice-diretores;
IV - escolher, nomear e empossar Pró-Reitores e demais ocupantes dos cargos da Administração Central 
da Universidade;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
107
V - dar cumprimento às decisões dos Órgãos Superiores de Deliberação da Universidade;
VI - praticar os atos pertinentes ao provimento e vacância dos cargos do quadro de pessoal da Universi-
dade, bem como os relativos ao pessoal temporário;
VII - expedir atos de lotação referentes à distribuição dos cargos de Magistério da Universidade;
VIII - supervisionar todos os órgãos, atos e serviços da Universidade, para prover acerca de sua regulari-
dade, disciplina, decoro, eficiência e eficácia;
IX - conferir graus, diplomas, títulos e dignidades universitárias, podendo, mediante ato próprio, delegar 
tais atribuições, inclusive em caráter permanente, a dirigentes universitários;
X - submeter ao Conselho Universitário propostas de políticas gerais, planejamento global e diretrizes 
orçamentárias para a Universidade;
XI - apresentar, anualmente, ao Conselho Universitário, ouvido o Conselho de Curadores, a proposta 
orçamentária e a prestação de contas da Universidade;
XII - encaminhar ao Conselho de Curadores projetos que envolvam utilização de fundos patrimoniais, 
operações de crédito e criação de fundos especiais, assim como doações e legados que criarem encar-
gos financeiros para a Universidade;
XIII - assinar convênios, contratos, acordos e ajustes, inclusive os que incluam intervenção ou participa-
ção das Unidades Universitárias ou Órgãos Estruturantes;
XIV - delegar poderes ao Vice-Reitor, aos Pró-Reitores e demais autoridades universitárias;
XV - desempenhar outras atribuições não especificadas neste Estatuto, que estejam compreendidas na 
área de coordenação, fiscalização e superintendência das atividades universitárias.
Parágrafo único. A representação judicial e extrajudicial e a assessoria jurídica da Universidade serão 
exercidas pela Procuradoria Federal, junto à Universidade Federal da Bahia, na forma da lei.
Seção II
Dos Órgãos Estruturantes
Art. 32. Os Órgãos Estruturantes compõem sistemas institucionais vinculados à Reitoria, destinados à 
gestão e execução de ações específicas da administração acadêmica, que devem preencher os seguin-
tes requisitos essenciais:
I - desempenhar atividades essenciais e integradoras das funções acadêmicas;
II - atender a necessidades gerais da comunidade universitária;
III - atuar dentro dos objetivos institucionais da Universidade.
§ 1º Os Órgãos Estruturantes constituem unidades de gestão e terão dotação orçamentária específica, 
cargos e lotação própria de pessoal técnicoadministrativo, porém não poderão dispor de pessoal docente 
neles lotados.
§ 2º Recursos captados pelos Órgãos Estruturantes de fontes financeiras extra-orçamentárias serão des-
tinados, exclusivamente, às atividades definidas no caput deste artigo.
Art. 33. São Órgãos Estruturantes da Universidade Federal da Bahia:
I - Sistema Universitário de Tecnologia da Informação;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
108
II - Sistema Universitário de Bibliotecas;
III - Sistema Universitário de Saúde;
IV - Sistema Universitário de Museus;
V - Sistema Universitário Editorial.
Parágrafo único. A estrutura e funcionamento desses órgãos serão regulamentados no Regimento Geral 
da Universidade e nos respectivos Regimentos Internos.
Capítulo V
DOS ÓRGÃOS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
Seção I
Das Unidades Universitárias
Art. 34. As Unidades Universitárias, órgãos de execução das atividades acadêmicas e de lotação de pes-
soal docente e técnico-administrativo, compreendem duas modalidades:
I - Faculdades ou Escolas: unidades de ensino, pesquisa e extensão definidas por sua missão de forma-
ção em carreiras acadêmicas, profissionais, tecnológicas e artísticas;
II - Institutos: unidades de ensino, pesquisa e extensão definidas por sua missão de formação acadêmica 
em campos científicos gerais ou áreas de conhecimento disciplinares, multidisciplinares e interdisciplina-
res.
Parágrafo único. As Unidades Universitárias terão estrutura, organização, administração e funcionamento 
regulados por Regimentos próprios, homologados pelo Conselho Universitário.
Art. 35. Incumbe às Unidades Universitárias:
I - produzir, transmitir e difundir cultura e conhecimentos pertinentes à sua área específica, mediante:
a ) oferta de cursos de graduação, pós-graduação e sequenciais;
b ) realização de programas de pesquisa integrados com o ensino;
II - promoção de programas de formação profissional e educação continuada;
III - desenvolver atividades culturais e de extensão, incluindo a prestaçã de serviços e consultorias;
IV - realizar a execução orçamentária e financeira, no que couber.
Art. 36. São órgãos da estrutura das Unidades Universitárias:
I - Congregação;
II - Diretoria;
III - Colegiados.
Parágrafo único. A estrutura das Unidades Universitárias poderá incluir outros órgãos, como Departamen-
tos, Coordenação Acadêmica ou Núcleos, ao quais terão composição, competências e funcionamento 
definidos nos Regimentos Internos das respectivas Unidades Universitárias, nos termos do Regimento 
Geral da Universidade.
Art. 37. Nas Unidades Universitárias que optarem pela estrutura departamental, o Departamento será o 
órgão de execução das atividades acadêmicas e delotação de pessoal docente.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
109
§ 1º O Departamento compõe-se de professores do quadro permanente e professores visitantes com 
responsabilidade docente.
§ 2º A Chefia e a Vice-Chefia do Departamento caberão a professores da carreira do Magistério Superior, 
de classe igual ou superior à de Professor Adjunto, em regime de tempo integral, eleitos para exercer 
mandato de dois anos, conforme o Regimento Geral da Universidade Federal da Bahia e a legislação em 
vigor.
§ 3° Nos seus impedimentos e ausências, o Chefe do Departamento será substituído pelo Vice-Chefe.
Art. 38. A Congregação tem a seguinte composição:
I - Diretor, seu Presidente;
II - Vice-Diretor;
III - representantes da Unidade Universitária nos Conselhos Acadêmicos;
IV - representação de Colegiado(s) do(s) curso(s) ministrado(s) pela Unidade Universitária;
V - representação de Departamento(s), onde houver;
VI - representação do corpo docente, na forma do Regimento Interno de cada Unidade Universitária;
VII -representação do corpo técnico-administrativo, na forma do Regimento Interno de cada Unidade 
Universitária;
VIII - representação do corpo discente, na forma da lei.
§ 1º Esta composição poderá ser acrescida de outros membros, conforme estabelecido no Regimento 
Interno de cada Unidade Universitária.
§ 2º Os representantes previstos nos incisos VI e VII serão eleitos pelos seus pares, com mandato de 
dois anos, podendo haver recondução por uma vez.
§ 3º Os representantes dos corpos discente e técnico-administrativo não poderão votar em matéria refe-
rente a concurso para o Magistério Superior.
Art. 39. Compete à Congregação:
I - apreciar o plano anual da Unidade Universitária;
II - propor diretrizes para a elaboração do orçamento anual da Unidade Universitária, fixando as priorida-
des para a aplicação dos recursos;
III - promover articulação e compatibilização das atividades e planos de trabalho acadêmicos dos Cole-
giados de cursos vinculados à Unidade Universitária;
IV - supervisionar a atuação dos Colegiados de cursos vinculados à Unidade Universitária;
V - apreciar propostas, planos, programas e projetos de pesquisa, criação e inovação e de extensão, 
educação permanente e serviços no âmbito da Unidade Universitária, submetendo-os a contínua avalia-
ção, em conformidade com as diretrizes do Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão;
VI - estabelecer instruções e normas a que se devam submeter os órgãos de programação e execução 
das atividades de ensino, pesquisa e extensão da Unidade Universitária, em consonância com as diretri-
zes do Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão;
VII - deliberar sobre a realização de concurso para a carreira do Magistério Superior, em todas as suas 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
110
etapas, na forma prevista no Regimento Geral da Universidade;
VIII - avaliar, no âmbito da Unidade Universitária, as políticas de desenvolvimento de pessoal adotadas 
pela Universidade Federal da Bahia;
IX - pronunciar-se a respeito de pedido de remoção de ocupantes de cargos da carreira do Magistério 
Superior e de pessoal técnicoadministrativo;
X - organizar as listas de nomes para escolha e nomeação, pela autoridade competente, do Diretor e do 
Vice-Diretor da Unidade Universitária;
XI - eleger, na última reunião ordinária do ano, dentre os seus membros docentes, o Substituto Eventual 
do Vice-Diretor;
XII - escolher, para mandato de dois anos, os representantes e respectivos suplentes da Unidade Univer-
sitária junto aos Conselhos Acadêmicos e, correlativamente, ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e 
Extensão;
XIII - pronunciar-se, em caráter deliberativo preliminar, a respeito de proposta de criação de Órgão Com-
plementar a ela vinculado, a ser submetida, posteriormente, à aprovação do Conselho Universitário;
XIV -instituir prêmios escolares e propor a concessão de títulos e dignidades universitárias;
XV - manifestar-se sobre qualquer matéria da competência do Diretor, quando por ele solicitado;
XVI - avaliar o desempenho global e aprovar o relatório anual da Unidade Universitária;
XVII -julgar, em grau último de recurso, processos referentes a decisões dos Colegiados de cursos vincu-
lados à Unidade Universitária, bem como dos órgãos referidos no Art. 36, Parágrafo único.
XVIII - elaborar e modificar o Regimento Interno da Unidade Universitária, submetendo-o à aprovação do 
Conselho Universitário;
XIX - decidir sobre matéria omissa no Regimento Interno da Unidade Universitária.
Art. 40. A Diretoria da Unidade Universitária será exercida pelo Diretor e, em suas faltas e impedimentos, 
pelo Vice-Diretor.
§ 1º O Diretor e o Vice-Diretor, escolhidos e nomeados de acordo com a legislação vigente e o previsto 
no Regimento Geral da Universidade, terão mandato de quatro anos, permitida uma única recondução.
§ 2º No caso de vacância dos cargos de Diretor e de Vice-Diretor, as listas serão organizadas em até 
sessenta dias após a vacância e o mandato do dirigente que vier a ser nomeado será de quatro anos.
§ 3º O Reitor nomeará Diretor ou Vice-Diretor pro tempore, quando não houver condições para o provi-
mento regular imediato.
Art. 41. Compete ao Diretor:
I - superintender as atividades, atos e serviços dos órgãos administrativos e acadêmicos da Unidade Uni-
versitária, provendo acerca de sua regularidade, disciplina, decoro, eficiência e eficácia;
II - cumprir e fazer cumprir as determinações contidas no Regimento Geral da Universidade e no Re-
gimento Interno da Unidade Universitária, bem como as normas editadas pelos Órgãos Superiores de 
Deliberação da Universidade e as deliberações da Congregação da Unidade Universitária;
III - elaborar e submeter à Congregação, em consonância com as normas estabelecidas pelo Conselho 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
111
Universitário e pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, o plano anual da Unidade Uni-
versitária;
IV - propor à Congregação as diretrizes para a elaboração do orçamento anual da Unidade Universitária 
e as prioridades para a aplicação dos recursos;
V - propor diretrizes e ações sobre assuntos de ordem acadêmica;
VI - convocar e presidir reuniões da Congregação e do Conselho Deliberativo de Órgão(s) Complemen-
tar(es) vinculado(s) à Unidade Universitária, sempre com direito a voto, inclusive o de qualidade;
VII - apresentar, anualmente, ao Reitor e à Congregação o Relatório dos trabalhos da Unidade Universi-
tária.
Art. 42. O ensino de graduação e de pós-graduação será ministrado pelas Unidades Universitárias, me-
diante programas ou cursos geridos por Colegiados.
§ 1° Composição, competências e funcionamento dos Colegiados serão estabelecidos nos Regimentos 
Internos das respectivas Unidades Universitárias ou em regulamentos próprios, respeitados o Regimento 
Geral da Universidade Federal da Bahia e as normas do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Exten-
são.
§ 2° Dentre os membros docentes de cada Colegiado, será eleito um Coordenador e um Vice-Coordena-
dor para exercer mandato de dois anos, com direito a uma recondução.
§ 3° Nos seus impedimentos e ausências, o Coordenador do Colegiado será substituído pelo Vice-Coor-
denador.
§ 4° Os membros dos Colegiados que, sem justificativa, faltarem a duas reuniões seguidas ou a quatro 
reuniões no mesmo exercício perderão seus mandatos.
§ 5° A representação estudantil nos Colegiados será escolhida em processo conduzido pelo(s) Diretó-
rio(s) ou Centro(s) Acadêmico(s) da(s) respectiva(s) Unidade(s) Universitária(s).
Art. 43. Colegiados de cursos ou de programas de natureza interdisciplinar, envolvendo mais de uma 
Unidade Universitária ou com especificidades de gestão acadêmica, terão Regimento próprio, conforme o 
disposto no Regimento Geral da Universidade.
Seção II
Dos Órgãos Complementares
Art. 44. As Unidades Universitárias poderão criar Órgãos Complementares a elasvinculados, para cola-
borar nas atividades de ensino e/ou conduzir ações, projetos e programas de pesquisa, criação e inova-
ção e de extensão universitária.
§ 1º Órgãos Complementares não terão lotação própria de pessoal docente e técnico-administrativo.
§ 2º A criação de Órgãos Complementares dependerá de aprovação do Conselho Universitário, ouvido o 
Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão.
§ 3º O Regimento Geral da Universidade disciplinará estrutura, funcionamento e processo de criação 
desses órgãos.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
112
TITULO IV
DAS ATIVIDADES-FIM DA UNIVERSIDADE
Capítulo I
DAS ATIVIDADES DE ENSINO
Art. 45. As atividades de ensino na Universidade Federal da Bahia serão realizadas por programas e cur-
sos de graduação e de pós-graduação.
Parágrafo único. Critérios, exigências e requisitos para ingresso, assim como estrutura, funcionamento e 
currículos dos programas e cursos serão fixados pelo Conselho Acadêmico de Ensino, em conformidade 
com o disposto no Regimento Geral da Universidade.
Capítulo II
DAS ATIVIDADES DE PESQUISA, CRIAÇÃO E INOVAÇÃO E DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Art. 46. As atividades de extensão universitária e de pesquisa, criação e inovação obedecerão às dire-
trizes traçadas pelo Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão, em conformidade com o disposto no 
Regimento Geral da Universidade.
Parágrafo único. A Universidade destinará, em seu orçamento, recursos específicos para atividades de 
extensão e de pesquisa, criação e inovação, sem prejuízo dos que venha a obter de outras fontes.
TÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 47. O presente Estatuto poderá ser modificado mediante aprovação da maioria absoluta dos mem-
bros do Conselho Universitário e do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, reunidos em 
sessão especial, conjunta, convocada especialmente para esse fim.
§ 1ºAlterações do presente Estatuto somente poderão ocorrer por proposta da Reitoria ou da maioria 
absoluta dos membros de um dos Órgãos Superiores de Deliberação, acompanhada de exposição de 
motivos.
§ 2º A sessão especial referida no caput deste artigo será convocada, no mínimo, trinta dias após a apre-
sentação da proposta de modificação.
Art. 48. Na ausência de competência definida estatutária ou regimentalmente, as decisões acadêmicas e 
administrativas serão tomadas pela autoridade de menor escala hierárquica, não podendo, no caso, qual-
quer processo tramitar por mais de três instâncias, incluído o dirigente do Órgão ou Colegiado, quando a 
matéria se relacionar a suas atribuições
Art. 49. Os casos omissos neste Estatuto serão decididos pelo Conselho Universitário, mediante delibe-
ração da maioria absoluta dos seus membros.
Art. 50. As alterações promovidas por este Estatuto serão implementadas no prazo máximo de 180 dias 
após sua aprovação.
Auditório do Instituto de Ciências da Saúde, 23 de novembro de 2009
Naomar Monteiro de Almeida Filho
Reitor
Aprovado em reunião conjunta do Conselho Universitário, do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão e 
do Conselho de Curadores
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
113
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
REGIMENTO GERAL
TÍTULO I
INTRODUÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º. A Universidade Federal da Bahia, cuja estrutura é definida em Estatuto próprio, submete-se ao 
presente Regimento Geral que, observados os preceitos daquele, será complementado por outras nor-
mas destinadas a assegurar o seu fiel cumprimento.
Capítulo I
DAS ATIVIDADES ESSENCIAIS DA UNIVERSIDADE
Art. 2º. As atividades essenciais da Universidade, impulsionadas pela sua administração institucional e 
acadêmica, são:
I - ensino;
II - pesquisa, criação e inovação;
III - extensão universitária.
§ 1º São consideradas atividades de ensino, além das que vierem a ser definidas pelo Conselho Acadê-
mico de Ensino, aquelas de caráter formativo e pedagógico, realizadas em programas e cursos de gra-
duação e pós-graduação, nas seguintes modalidades:
I - aula presencial;
II - orientação de graduação e pós-graduação;
III - supervisão de atividades práticas e estágios curriculares;
IV - ensino à distância;
V - preceptoria.
§ 2º As atividades de pesquisa, criação e inovação compreendem concepção, participação, realização e 
coordenação de projetos e programas geradores de conhecimento filosófico, científico e tecnológico, e de 
criação artística e cultural, nas seguintes modalidades:
I - estudos filosóficos, teóricos, históricos ou políticos;
II - pesquisas de campo, estudos etnográficos e similares;
III - pesquisa-ação, intervenções comunitárias e similares;
IV - operação de laboratórios e observatórios;
V - desenvolvimento metodológico e instrumental de pesquisa;
VI - pesquisa operacional e de processos institucionais;
VII - estudos de processos de criação científica, tecnológica, artística e cultural;
VIII - concepção e elaboração de obras de arte e similares;
IX - investigação e experimentação em ciências básicas;
X - outras atividades de pesquisa, criação e inovação, definidas em norma específica pelo Conselho Aca-
dêmico competente.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
114
§ 3º As atividades de extensão integram projetos e programas de formação continuada e de integração 
da Universidade com instituições públicas e privadas, organizações não-governamentais, empresas e 
movimentos sociais, nas seguintes modalidades:
I - cursos de extensão, aperfeiçoamento, especialização, capacitação e similares;
II - cooperação técnica, inovação tecnológica e similares;
III - direção artística, produção cultural e similares;
IV - consultorias e assessorias;
V - prestação de serviços;
VI - articulação com saberes não-universitários;
VII - outras atividades de extensão, definidas em norma específica pelo Conselho Acadêmico competen-
te.
§ 4º Os planos, programas, projetos e relatórios sobre as atividades essenciais da Universidade deverão 
ser submetidos aos Órgãos Colegiados competentes e os resultados e produtos serão objeto de registro 
e acompanhamento nos órgãos próprios.
Capítulo II
Dos órgãos colegiados
Art.3º. Definem-se como Órgãos Colegiados todas as instâncias permanentes de deliberação que se 
compõem por representação e cujas decisões se estendem sobre:
I - toda a Universidade, a saber, o Conselho Universitário, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e 
Extensão, os Conselhos Acadêmicos e o Conselho de Curadores, os quais terão regimentos próprios;
II - ou parte dela, isto é, Congregações, Colegiados e Conselhos Deliberativos, cujas competências se-
jam definidas neste Regimento Geral e nos Regimentos Internos das Unidades Universitárias, dos Ór-
gãos Estruturantes e dos Complementares.
§ 1º Os Órgãos Colegiados poderão dispor de Regulamentos próprios, que se sujeitarão sempre às nor-
mas universitárias de hierarquia superior.
§ 2º Aprovação e modificações do Regimento Geral, dos demais Regimentos e dos Regulamentos são da 
competência exclusiva do pleno dos Conselhos Superiores, conforme a matéria.
§ 3º Será assegurada deliberação colegiada democrática a todos os assuntos relativos a metas, planos, 
programas, normas e escolha de dirigentes, bem como a decisões referentes a processos institucionais 
de cunho acadêmico ou administrativo.
Art. 4º. As reuniões dos Órgãos Colegiados serão públicas e a participação dos seus membros prefere a 
qualquer atividade universitária, sendo obrigatório o comparecimento, respeitada a hierarquia entre esses 
órgãos.
§ 1º Somente participarão das reuniões dos Órgãos Colegiados seus membros efetivos, sendo que, em 
caráter excepcional, a critério do plenário ou por convocação do seu Dirigente, poderão ser ouvidos con-
vidados especiais, sempre que necessário para melhor apreciação de matéria específica.
§ 2º As reuniões ordinárias dos Órgãos Colegiados serão convocadas por ofício e/ou por meio eletrônico, 
pelo seu Dirigente, com antecedência mínimade 48 horas, devendo constar da convocação a respectiva 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
115
ordem do dia.
§ 3º As reuniões extraordinárias serão convocadas pelo Dirigente ou por solicitação da maioria absoluta 
dos membros do Órgão Colegiado, com a ordem do dia restrita à discussão e deliberação sobre a pauta 
que a determinou.
Art. 5º. Os Órgãos Colegiados reunir-se-ão com a presença da maioria absoluta de seus membros, ob-
servando-se o critério de maioria simples para suas decisões, salvo disposição em contrário no Estatuto 
ou neste Regimento.
§ 1º Para efeito de estabelecimento de quorum nas sessões dos Órgãos Colegiados, somente serão 
computadas as representações efetivamente preenchidas, sendo que, nos Colegiados de cursos, não 
serão considerados os docentes afastados ou em gozo de férias.
§ 2º Além do seu voto, o presidente de Órgão Colegiado terá, nos casos de empate, o voto de qualida-
de.
§ 3º Nenhum membro de Órgão Colegiado poderá votar nas deliberações que, direta ou indiretamente, 
digam respeito a seus interesses particulares, do seu cônjuge, descendentes, ascendentes ou colaterais, 
estes até o terceiro grau.
Art. 6º. O titular de Órgão Colegiado da Universidade será substituído em suas faltas e impedimentos 
pelo suplente.
Parágrafo único. No caso de vacância do cargo do titular, assumirá o substituto pelo prazo máximo de 
sessenta dias, dentro do qual proceder-se-á a nova eleição ou indicação.
Art. 7º. A qualquer membro de Órgão Colegiado é assegurada vista dos processos submetidos à sua de-
liberação, pelo prazo máximo de cinco dias úteis, sendo o processo objeto do pedido de vista incluído na 
pauta da reunião imediatamente posterior.
§ 1º Em caso de novo pedido de vista, este será concedido, simultaneamente, aos que solicitarem.
§ 2º A concessão de pedidos de vista subsequentes deverá ser aprovada pelo plenário do Órgão Colegia-
do.
Capítulo III
DAS REPRESENTAÇÕES NOS ÓRGÃOS COLEGIADOS
Art. 8º. As representações dos corpos docente e técnico-administrativo nos Órgãos Colegiados serão 
escolhidas na forma estabelecida no Estatuto.
Parágrafo único. As representações mencionadas no caput deste artigo serão compostas por servidores 
do quadro permanente da Instituição, desde que não exerçam Cargo de Direção (CD), observadas outras 
disposições contidas no Estatuto ou neste Regimento Geral.
Art. 9º. A representação do corpo discente em qualquer órgão de deliberação colegiada será composta 
na proporção de um estudante para cada quatro membros não discentes, desprezada a fração resultan-
te.
§ 1º Os membros da representação estudantil nos Órgãos Colegiados terão mandato de um ano, sendo 
permitida uma recondução.
§ 2º A representação estudantil poderá dispor, em cada reunião, de um estudante a mais do previsto no 
caput deste artigo, com direito a voz, a título de assessoramento aos representantes legais.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
116
Capítulo IV
Do Provimento dos Cargos
Art. 10. Os cargos de Reitor e Vice-Reitor, bem como os de Diretor e ViceDiretor de Unidade Universitá-
ria, serão exercidos por docentes integrantes da carreira do Magistério Superior.
§ 1º Nos impedimentos dos gestores indicados no caput deste artigo, os cargos serão assumidos, no 
caso da Reitoria, pelo substituto eventual do Vice-Reitor, eleito dentre os diretores de Unidades Universi-
tárias, membros do CONSUNI e, no caso das Unidades Universitárias, pelo substituto eventual do Vice-
-Diretor, eleito dentre os docentes membros das respectivas Congregações.
§ 2º Nos impedimentos dos substitutos eventuais indicados no parágrafo anterior, os cargos serão assu-
midos, no caso da Reitoria, pelo decano dentre os diretores de Unidades Universitárias e, no caso das 
Diretorias, pelo decano dentre os docentes membros da respectiva Congregação.
§ 3º Para efeito de aplicação do disposto no parágrafo anterior, considera-se decano o docente que por 
primeiro ingressou na Instituição, independentemente do nivelamento na carreira ou da titulação funcio-
nal.
§ 4º Aplicam-se essas mesmas normas, no que couber, a Colegiados de cursos, Departamentos, Órgãos 
Estruturantes e Complementares e outras estruturas de gestão da Universidade.
Art. 11. A escolha do Reitor e Vice-Reitor da Universidade Federal da Bahia, bem como do Diretor e Vice-
-Diretor das Unidades Universitárias e dirigentes dos demais órgãos executivos e colegiados processar-
-se-á nos termos da legislação em vigor.
§ 1º A lista tríplice para nomeação do Reitor e do Vice-Reitor será organizada por Colegiado composto 
pelos membros do Conselho Universitário (CONSUNI) e do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e 
Extensão (CONSEPE).
§ 2º Cada membro do Colegiado definido no parágrafo anterior terá apenas um voto.
TÍTULO II
DOS ÓRGÃOS EM GERAL
Capítulo I
DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO
Art. 12. O Conselho Universitário (CONSUNI), órgão de deliberação máxima da Universidade, com 
composição e competências definidas nos artigos 15 e 16 do Estatuto, delibera por seu pleno e por suas 
Comissões.
§ 1º O Regimento Interno do Conselho Universitário disciplinará o seu funcionamento e o de suas Comis-
sões Permanentes.
§ 2º Os representantes da comunidade no Conselho Universitário serão escolhidos pelo referido Conse-
lho, em escrutínio secreto, entre aquelas personalidades da sociedade civil, indicadas pelas Congrega-
ções,que mais se destacaram no apoio às universidades.
Art. 13. O Conselho Universitário subdivide-se nas Comissões Permanentes abaixo nominadas, cujas 
competências lhes são atribuídas a seguir:
I - à Comissão de Assuntos Acadêmicos: apreciar propostas e políticas sobre matéria acadêmica, títulos 
honoríficos, intercâmbio universitário nacional e internacional, além de outros assuntos da interface aca-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
117
dêmico-administrativa;
II - à Comissão de Orçamento e Finanças: apreciar questões de orçamento e financiamento da Universi-
dade;
III - à Comissão de Patrimônio, Espaço Físico e Meio Ambiente: apreciar questões referentes ao patrimô-
nio material e imaterial da Instituição, com especial ênfase nos temas da sustentabilidade ecológica nos 
campi universitários;
IV - à Comissão de Gestão de Pessoas: apreciar propostas e políticas para o pessoal docente e técnico-
-administrativo;
V - à Comissão de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil: apreciar propostas atinentes às políticas 
de ações afirmativas e assistência estudantil;
VI - à Comissão de Normas e Recursos: deliberar sobre recursos e apreciar, preliminarmente, modifica-
ções ao Estatuto, ao Regimento Geral, e aos demais Regimentos e Resoluções da Universidade.
§ 1º As Comissões Permanentes terão sua composição definida na última sessão ordinária de cada ano, 
de acordo com o Regimento do Conselho Universitário.
§ 2º Cada Comissão Permanente será composta de, no mínimo nove e, no máximo, quinze membros, 
sendo facultado a cada conselheiro integrar até duas comissões, respeitados os limites acima fixados.
§ 3º A deliberação da Comissão de Normas e Recursos sobre matéria de recurso que alcançar aprovação 
de três quintos dos seus membros será considerada final.
§ 4º Os temas que não se enquadrarem na temática das Comissões Permanentes serão apreciados por 
Comissões Temporárias, constituídas por membros do Conselho Universitário, especialmente criadas 
para o fim que se determine.
Capítulo II
DOS CONSELHOS SUPERIORES ACADÊMICOS
Art. 14. O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), órgão máximo de delibera-
ção colegiada em matéria estritamente acadêmica, tem composição e competências definidas nos artigos 
17 e 18 do Estatuto.
Art. 15.O Conselho Acadêmico de Ensino tem composição e competências definidas nos artigos 20 e 21 
do Estatuto.
§1º O Conselho Acadêmico de Ensino elegerá seu Presidente na última sessão ordinária de cada ano, 
dentre os representantes de Unidades Universitárias.§ 2º Além das competências referidas no caput deste artigo, o Conselho Acadêmico de Ensino cuidará da 
adequação, qualidade, eficácia e compatibilidade dos sistemas de registros acadêmicos e administrativos 
em relação às atividades de ensino da Universidade.
Art. 16. O Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão tem composição e competências definidas nos 
artigos 22 e 23 do Estatuto.
§ 1º O Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão elegerá seu Presidente na última sessão ordinária 
de cada ano, dentre os representantes de Unidades Universitárias.
§ 2º Além das competências referidas no caput deste artigo, o Conselho Acadêmico de Pesquisa e Exten-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
118
são cuidará da adequação, qualidade, eficácia e compatibilidade dos sistemas de registros operacionais 
em relação às atividades de pesquisa e extensão da Universidade.
Capítulo III
DA ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA
Art. 17. A Assembléia Universitária tem composição e competências definidas nos artigos 24 e 25 do Es-
tatuto da Universidade.
Capítulo IV
DO CONSELHO DE CURADORES
Art. 18. O Conselho de Curadores, com composição e competências definidas nos artigos 26 e 27 do Es-
tatuto, supervisionará as atividades de fiscalização e controle da administração e da gerência da Univer-
sidade Federal da Bahia, em conformidade com os dispositivos legais que regulamentam a matéria.
§ 1º O Conselho de Curadores elegerá seu Presidente na última sessão ordinária de cada ano, dentre os 
representantes do Conselho Universitário dirigentes de Unidades Universitárias.
§ 2º Além das competências indicadas no caput deste artigo, o Conselho de Curadores cuidará da ade-
quação, qualidade, eficácia e compatibilidade dos sistemas de controles administrativos, de informações 
e operacionais utilizados em relação aos objetivos institucionais da Universidade.
§ 3º Os representantes da comunidade no Conselho de Curadores serão escolhidos pelo Conselho 
Universitário, em escrutínio secreto, dentre as personalidades da sociedade civil, indicadas pelas Con-
gregações, que mais se destacaram no apoio às universidades, à ciência, à tecnologia, à cultura e à 
arte, integrantes, preferencialmente, do mundo do trabalho, dos negócios, artístico, cultural e da rede de 
organizações não-governamentais.
Capítulo V
DA COORDENADORIA DE CONTROLE INTERNO
Art. 19. A Coordenadoria de Controle Interno da Universidade Federal da Bahia é um órgão de fiscaliza-
ção e controle interno vinculado ao Conselho de Curadores, conforme estabelecido no art. 28 do Estatu-
to.
§ 1º A Coordenadoria de Controle Interno da Universidade Federal da Bahia gozará de autonomia e inde-
pendência necessárias ao cumprimento das suas atribuições.
§ 2º A Coordenadoria de Controle Interno da Universidade Federal da Bahia será dirigida pelo Coordena-
dor Geral, cuja designação, nomeação, exoneração ou dispensa será submetida, pelo Reitor, à aprova-
ção do Conselho de Curadores e, após, à aprovação da Controladoria Geral da União.
§ 3º O Coordenador Geral será escolhido entre os servidores docentes ou técnico-administrativos do 
quadro permanente da Universidade, preferencialmente com curso superior em Ciências Contábeis, Ad-
ministração, Economia ou Direito, para mandato de dois anos, podendo haver recondução.
§ 4º Os relatórios técnicos das auditorias e demais atividades realizadas pela Coordenadoria de Controle 
Interno nas Unidades Universitárias e demais órgãos da Universidade serão levados ao conhecimento do 
Conselho de Curadores, do dirigente do órgão auditado e do Reitor.
§ 5º Estrutura, organização, competências e funcionamento da Coordenadoria de Controle Interno serão 
estabelecidos em Regulamento próprio.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
119
TÍTULO III
DA REITORIA
Art. 20. À Reitoria, órgão executivo, incumbe superintender, coordenar e fiscalizar as atividades da Uni-
versidade, por intermédio das seguintes PróReitorias:
I - Ensino de Graduação;
II - Ensino de Pós-Graduação;
III - Pesquisa, Criação e Inovação;
IV - Extensão Universitária;
V - Planejamento e Orçamento;
VI -Administração;
VII -Desenvolvimento de Pessoas;
VIII -Ações Afirmativas e Assistência Estudantil.
Art. 21. As Pró-Reitorias serão dirigidas por Pró-Reitores, nomeados pelo Reitor, e terão as seguintes 
atribuições gerais:
I - executar as decisões dos Órgãos Colegiados superiores pertinentes à sua área de atuação;
II - supervisionar as atividades dos órgãos responsáveis pela execução das atividades de sua área de 
atuação;
III - formular diagnóstico dos problemas da Instituição e propor políticas de atuação nas áreas específicas 
de atuação;
IV - apoiar os Órgãos Colegiados superiores no estabelecimento de políticas de atuação corresponden-
tes à sua área específica;
V - assessorar os Órgãos Colegiados nos processos de deliberação sobre matérias relacionadas aos 
seus campos de atuação.
§ 1º As atribuições específicas de cada Pró-Reitoria serão detalhadas no Regimento da Reitoria.
§ 2º O Reitor poderá delegar ao Vice-Reitor e aos Pró-Reitores outros encargos eventuais ou permanen-
tes e constituir comissões de assessoramento superior para atividades específicas.
Art. 22. Para a gestão e execução de atividades específicas da administração acadêmica, a Reitoria con-
tará com Órgãos Estruturantes, definidos e compostos conforme os artigos 32 e 33 do Estatuto.
Parágrafo único. As propostas relativas à reestruturação de Órgão Estruturante serão submetidas à apre-
ciação do Conselho Universitário, acompanhadas de exposição de motivos e estudos técnicos realizados 
pela Reitoria.
Art. 23. Os Órgãos Estruturantes da Reitoria compõem os seguintes sistemas institucionais:
I - Sistema Universitário de Tecnologia da Informação;
II - Sistema Universitário de Bibliotecas;
III - Sistema Universitário de Saúde;
IV - Sistema Universitário de Museus;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
120
V - Sistema Universitário Editorial.
§ 1º Cada Sistema Universitário terá um Superintendente, nomeado pelo Reitor, e um Conselho Delibera-
tivo, cuja composição, competências e funcionamento estarão definidos em Regimento próprio, aprovado 
pelo Conselho Universitário.
§ 2º Os Sistemas Universitários poderão ser compostos por unidades de gestão e execução, cuja finali-
dade, estrutura e funcionamento estarão definidos nos respectivos Regimentos.
Art. 24. A Reitoria terá Regimento próprio, aprovado pelo Conselho Universitário, que disporá sobre:
I - administração das atividades protocolares, de representação, comunicação, relações internacionais e 
geração de parcerias;
II - coordenação, assistência e fiscalização das Pró-Reitorias e assessorias;
III - coordenação, assistência e acompanhamento das UnidadesUniversitárias;
IV - superintendência dos Órgãos Estruturantes;
V - organização e funcionamento da infra-estrutura dos campi universitários;
VI - gestão das instalações de uso coletivo de ensino, pesquisa e extensão sob sua responsabilidade;
VII - apoio às atividades dos Órgãos Colegiados superiores;
VIII - administração das atividades de ouvidoria, correição e controle interno.
Art. 25. A Unidade Seccional de Correição estará vinculada diretamente à Reitoria.
§ 1º A Unidade Seccional de Correição terá um Coordenador, com mandato de dois anos, devendo ser 
servidor ocupante de cargo efetivo de nível superior da Universidade e, preferencialmente, com formação 
em Direito.
§ 2º No desempenho de suas atividades, a Unidade Seccional utilizará como instrumentos:
I - investigação preliminar;
II - inspeção;
III - sindicância;
IV - processo administrativo geral;
V - processo administrativo disciplinar.
§ 3º Os integrantes da Unidade Seccional de Correição, no desempenho de suas atividades, terão livre 
acesso a todas as Unidades Universitárias e Órgãos da Universidade, sendo os respectivos dirigentes 
obrigados a prestar informações, quando solicitadas oficialmentemediante instrumento próprio.
§ 4º A Unidade Seccional de Correição reger-se-á por este Regimento Geral e pelo Regimento da Reito-
ria.
Art. 26. Todas as sindicâncias e processos administrativos disciplinares em que figure a Universidade 
como interessada processar-se-ão de forma exclusiva na Unidade Seccional de Correição, que atuará de 
oficio ou por provocação dos dirigentes dos órgãos da Administração Central e das Unidades Universitá-
rias.
Parágrafo único. A Unidade Seccional de Correição contará com pessoal permanente, constituindo co-
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
121
missões de sindicância e processantes, cujas conclusões serão encaminhadas à Consultoria Jurídica e 
com parecer desta à autoridade competente para arquivamento ou aplicação de penalidades.
Art. 27. A Ouvidoria Geral da Universidade Federal da Bahia estará vinculada administrativamente à Rei-
toria.
§ 1º A Ouvidoria Geral da Universidade Federal da Bahia terá um Ouvidor, servidor da Universidade, 
ativo ou inativo, indicado pelo Reitor e aprovado pelo Conselho Universitário, para mandato de dois anos, 
permitida uma recondução.
§ 2º A Ouvidoria Geral da Universidade Federal da Bahia reger-se-á pelo Regimento da Reitoria e por 
Regulamento próprio.
TÍTULO IV
DOS ÓRGÃOS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
Capítulo I
DAS UNIDADES UNIVERSITÁRIAS
Seção I
Da Enumeração e das Disposições Gerais
Art. 28. São Unidades Universitárias da Universidade Federal da Bahia:
I - Escola de Administração;
II - Escola de Belas Artes;
III - Escola de Dança;
IV - Escola de Enfermagem;
V - Escola de Medicina Veterinária;
VI - Escola de Música;
VII - Escola de Nutrição;
VIII - Escola de Teatro;
IX - Escola Politécnica;
X - Faculdade de Arquitetura;
XI - Faculdade de Ciências Contábeis;
XII - Faculdade de Ciências Econômicas;
XIII - Faculdade de Comunicação;
XIV - Faculdade de Direito;
XV - Faculdade de Educação;
XVI - Faculdade de Farmácia;
XVII - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas;
XVIII -Faculdade de Medicina da Bahia;
XIX - Faculdade de Odontologia;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
122
XX - Instituto de Biologia;
XXI - Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável;
XXII - Instituto de Ciência da Informação;
XXIII - Instituto de Ciências da Saúde;
XXIV - Instituto de Física;
XXV - Instituto de Geociências;
XXVI - Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos;
XXVII - Instituto de Letras;
XXVIII -Instituto de Matemática;
XXIX - Instituto de Psicologia;
XXX - Instituto de Química;
XXXI - Instituto de Saúde Coletiva;
XXXII - Instituto Multidisciplinar em Saúde.
Parágrafo único. As Unidades Universitárias que compartilham espaços e instalações poderão, em casos 
excepcionais, constituir estruturas conjuntas de governança e administração de mesmo nível hierárqui-
co que as próprias Unidades Universitárias, previstas nos respectivos Regimentos Internos e aprovadas 
pelo Conselho Universitário.
Art. 29. Propostas de criação, modificação e extinção de Unidades Universitárias serão submetidas pela 
Reitoria ao Conselho Universitário, acompanhadas de exposição de motivos e estudos técnicos necessá-
rios à decisão do referido Conselho.
§ 1º Os documentos mencionados no caput deste artigo serão divulgados na comunidade universitária, 
no mínimo, sessenta dias antes de submetidos à deliberação do plenário do Conselho Universitário.
§ 2º As propostas de criação ou extinção de Unidades Universitárias somente poderão ser aprovadas por 
maioria absoluta.
Seção II
Das Formas de Organização
Art. 30. As Unidades Universitárias estarão organizadas conforme a seguinte estrutura básica:
I - Congregação;
II - Diretoria;
III - Colegiados;
IV - outros órgãos definidos nos seus Regimentos Internos.
Art. 31. Além do especificado no art. 38 do Estatuto, a composição da Congregação poderá ser acrescida 
de outros membros, vinculados à área acadêmica ou de conhecimento de cada Unidade Universitária, 
conforme estabelecido no seu Regimento Interno.
Art. 32. A Diretoria poderá delegar competências a órgãos executivos encarregados da gestão acadêmica 
geral e da gerência administrativa e financeira, a ela subordinados, conforme estabelecido no Regimento 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
123
Interno da Unidade Universitária.
Art. 33. Haverá um Colegiado para cada curso ou programa de graduação e de pós-graduação.
§ 1º Quando dois cursos tiverem em comum mais de dois terços dos componentes curriculares dos res-
pectivos projetos curriculares, haverá um só Colegiado.
§ 2º A composição do Colegiado será definida no Regimento Interno da Unidade Universitária, obedecen-
do aos princípios dispostos no Regulamento de Ensino de Graduação e Pós-Graduação (REGPGP).
§ 3º Nos casos previstos no art. 43 do Estatuto, o Regimento próprio do Colegiado deverá:
I - definir a Unidade Universitária que o sediará;
II - ser aprovado pelas Congregações das Unidades Universitárias às quais se vincula;
III - estabelecer a sua composição, em conformidade com os princípios dispostos no Regulamento de 
Ensino de Graduação e Pós-Graduação.
Art. 34. Compete ao Colegiado:
I - eleger, dentre seus membros docentes, o seu Coordenador e o ViceCoordenador;
II - fixar diretrizes e orientações didáticas para o respectivo curso ou programa, visando a garantir sua 
qualidade didático-pedagógica;
III - fixar normas para a coordenação interdisciplinar e promover a integração horizontal e vertical dos 
componentes curriculares;
IV - coordenar e fiscalizar as atividades do curso, incluindo acompanhamento e avaliação dos componen-
tes curriculares do curso ou programa;
V - propor e aprovar, em primeira instância, alterações no projeto pedagógico e no currículo do curso, 
bem como criação e extinção de componentes curriculares;
VI - fixar normas quanto à inscrição em componentes curriculares e à integralização do curso;
VII - responsabilizar-se pelas informações referentes aos sistemas oficiais de avaliação;
VIII - subsidiar a instância competente no que se refere a processos de revalidação de diplomas de cur-
sos de graduação ou de reconhecimento de diplomas de cursos de pós-graduação expedidos por estabe-
lecimentos estrangeiros de ensino superior;
IX - cumprir e fazer cumprir as decisões da Congregação e dos Órgãos Superiores de Deliberação sobre 
matérias relativas ao curso;
X - encaminhar à instância competente solicitação de providências que viabilizem o seu funcionamen-
to;
XI - planejar, semestralmente, a oferta de componentes curriculares e definir o horário dos mesmos, de 
forma a assegurar o cumprimento do turno estabelecido para o curso;
XII - articular-se com órgãos diversos que possibilitem a implementação de ações no campo da pesquisa 
e da extensão;
XIII - decidir sobre procedimentos referentes aos pedidos de matrícula, trancamento ou aproveitamento 
de estudos;
XIV - deliberar sobre solicitações, recursos ou representações de alunos referentes à vida acadêmica dos 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
124
mesmos, na forma definida no Regulamento de Ensino de Graduação e Pós-Graduação.
XV - participar diretamente dos programas de avaliação da Instituição, com vistas à manutenção da boa 
qualidade de seus cursos;
XVI - apreciar o Relatório Anual de Atividades do curso elaborado pelo Coordenador, encaminhando-o à 
Congregação;
XVII - deliberar, em grau de recurso, sobre decisões do Coordenador do Colegiado;
XVIII - exercer as demais atribuições conferidas por lei, no Regulamento de Ensino de Graduação e Pós-
-Graduação, no Regimento Interno da Unidade Universitária ou no seu Regimento próprio, quando for o 
caso.
Art. 35. São atribuições do Coordenador de Colegiado:
I - presidir as reuniões do Colegiado;
II - executar as deliberações do Colegiado e gerir as atividades do curso ou programa;
III - representar o Colegiadojunto à Congregação, aos demais órgãos da Universidade e a outras institui-
ções;
IV - assessorar a instância competente quanto ao planejamento semestral das atividades de ensino de 
graduação e de pós-graduação da Unidade Universitária;
V - elaborar o Relatório Anual de Atividades e submetê-lo ao plenário do Colegiado;
VI - organizar, em consonância com a direção da Unidade Universitária, procedimentos e ritos referentes 
a colações de grau.
Art. 36. A Unidade Universitária pode optar pela estrutura departamental, caso fique demonstrado o aten-
dimento aos seguintes critérios:
I - porte, variedade e complexidade de cursos e programas;
II - diversidade de subáreas do seu campo de atuação;
III - operacionalidade das suas atividades acadêmicas e administrativas.
Parágrafo único. Nos casos previstos no caput deste artigo, os Departamentos serão compostos por 
docentes integrantes da carreira do Magistério Superior em número não inferior a vinte Professores-Equi-
valentes.
Art. 37. Nas Unidades Universitárias que optarem pela estrutura departamental, são competências do 
Departamento:
I - eleger, em escrutínio secreto, dentre seus membros pertencentes ao quadro docente permanente, o 
Chefe e Vice-Chefe, para mandato de dois anos, permitida uma recondução;
II - organizar o Plano Anual de Trabalho, integrando os planos individuais de trabalho dos seus mem-
bros;
III - propor admissão, regime de trabalho, relotação ou afastamento de professores;
IV - avaliar, anualmente, a execução de planos, programas e atividades planejadas;
V - aprovar o Relatório Anual de Atividades, elaborado pelo Chefe do Departamento, encaminhando-o à 
Congregação da Unidade Universitária;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
125
VI - outras competências, a serem definidas no Regimento Interno da Unidade Universitária.
Art. 38. Nas Unidades Universitárias que optarem pela estrutura departamental, são atribuições do Chefe 
do Departamento:
I - superintender as atividades do Departamento;
II - supervisionar a elaboração da proposta orçamentária do Departamento e sua execução;
III - coordenar a elaboração dos planos de trabalho, em cooperação com os professores em exercício;
IV - elaborar o Relatório Anual de Atividades do Departamento e submetêlo ao plenário;
V - controlar o cumprimento das atividades acadêmicas do docente, segundo o seu regime de traba-
lho;
VI - outras funções, a serem definidas no Regimento Interno da Unidade Universitária.
Seção III
Dos Órgãos Complementares
Art. 39. Para melhor desenvolver suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, as Unidades Universi-
tárias poderão constituir Órgãos Complementares, com a finalidade de colaborar na gestão, deliberação 
e execução dessas atividades, relacionadas, especificamente, à sua área de atuação.
§ 1º A proposta de criação de Órgão Complementar, bem como seu anteprojeto de Regimento Interno 
serão submetidos à aprovação da Congregação da Unidade Universitária a que estará vinculado.
§ 2º A criação do Órgão Complementar dar-se-á mediante submissão ao Conselho Universitário de 
proposta fundamentada, na qual a Unidade Universitária justificará, através de exposição de motivos, a 
necessidade dessa colaboração para a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão.
§ 3º A extinção de Órgão Complementar poderá ser proposta ao Conselho Universitário pela Congrega-
ção da Unidade Universitária a que estiver vinculado ou pelo seu Conselho Deliberativo, ouvida a respec-
tiva Congregação, ou pelo próprio Conselho Universitário.
§ 4º Na hipótese de Órgão Complementar de caráter interdisciplinar ou multidisciplinar,vinculado a mais 
de uma Unidade Universitária, a proposta de criação ou de extinção será submetida à aprovação da Con-
gregação de cada uma delas.
Art. 40. O Órgão Complementar terá um Conselho Deliberativo, cuja composição, competências e funcio-
namento serão definidos em Regimento Interno, devendo o Diretor da Unidade Universitária proponente 
ser o seu Presidente.
Parágrafo único. Na hipótese em que o Órgão Complementar seja vinculado a mais de uma Unidade 
Universitária, os Diretores de todas elas serão membros do seu Conselho Deliberativo e o seu Presidente 
será escolhido entre eles, mediante procedimento a ser definido no Regimento Interno.
Art. 41. O Órgão Complementar terá um Coordenador, necessariamente do quadro permanente da Uni-
versidade, escolhido pelo seu Conselho Deliberativo, com mandato definido no seu Regimento Interno, 
não devendo ultrapassar dois anos, admitida uma recondução.
Art. 42. O Órgão Complementar não terá lotação própria de pessoal docente e técnico-administrativo.
Art. 43. O Órgão Complementar não se constituirá em unidade orçamentária.
§ 1º A manutenção das atividades do Órgão Complementar será garantida por recursos provenientes de 
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
126
receitas extra-orçamentárias por ele arrecadadas, geradas por atividades pertinentes ao Órgão e, ex-
cepcionalmente, por receitas orçamentárias da Unidade Universitária a que estiver vinculado, conforme 
deliberação da respectiva Congregação.
§ 2º Na hipótese em que o Órgão Complementar seja vinculado a mais de uma Unidade Universitária, 
todas participarão da manutenção das atividades do Órgão, considerando-se o grau de envolvimento de 
cada uma delas.
§ 3º Das receitas geradas por atividades pertinentes ao Órgão Complementar, um percentual de repasse 
à Unidade Universitária deverá ser definido pela Congregação, salvo nos casos em que haja impedimen-
to de natureza legal ou quando os recursos sejam apenas suficientes ao desenvolvimento das ativida-
des.
§ 4º O repasse a ser definido não deverá ser inferior a dez por cento da receita gerada.
§ 5º Na hipótese em que o Órgão Complementar seja vinculado a mais de uma Unidade Universitária, a 
distribuição do repasse será definida pelo seu Conselho Deliberativo.
Art. 44. Incorpora-se ao patrimônio da Universidade, sob guarda e responsabilidade da Unidade Universi-
tária, todos os bens adquiridos com recursos captados pelo Órgão Complementar.
Parágrafo único. Na hipótese de Órgão Complementar vinculado a mais de uma Unidade Universitária, a 
guarda e responsabilidade pelos bens adquiridos será definida pelo seu Conselho Deliberativo.
Art. 45. O Plano Anual de Trabalho, o Relatório Anual de Gestão e a Prestação de Contas do Órgão Com-
plementar serão submetidos à aprovação do seu Conselho Deliberativo e, posteriormente, à Congrega-
ção da Unidade Universitária a que estiver vinculado.
Parágrafo único. Na hipótese de Órgão Complementar vinculado a mais de uma Unidade Universitária, o 
Plano Anual de Trabalho, o Relatório Anual de Gestão e a Prestação de Contas serão submetidos a todas 
as Congregações.
TÍTULO V
DOS ÓRGÃOS CONSULTIVOS E DAS COMISSÕES CENTRAIS
Capítulo I
DOS ÓRGÃOS CONSULTIVOS
Art. 46. Os Órgãos Consultivos da Universidade, nos termos do art. 14 do Estatuto, são os seguintes:
I - Conselho Consultivo Social;
II - Conselho Consultivo de Aposentados, Eméritos e Ex-Alunos;
III - Conselho Social de Vida Universitária;
IV - Consultoria Jurídica.
Parágrafo único. Os órgãos de que trata o caput deste artigo terão Regimentos próprios, aprovados pelo 
Conselho Universitário.
Seção I
Do Conselho Consultivo Social
Art. 47. O Conselho Consultivo Social (CCS), órgão de caráter consultivo e propositivo em matéria refe-
rente à interface Universidade-sociedade, tem por finalidade:
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
127
I - promover relações efetivas de colaboração entre a Universidade e outras instituições, órgãos de 
Governo, entidades e organizações nos domínios da cultura, da ciência, das artes, das tecnologias, do 
trabalho e da produção;
II - formular propostas de desenvolvimento institucional em suas relações com políticas públicas de de-
senvolvimento sustentável, nacional, regional ou local;
III - formular propostas visandoà otimização de recursos e maximização de resultados no que respeita 
ao cumprimento de sua missão social;
IV - identificar e propor apoios e recursos garantidores da expansão da Universidade, sempre aliada à 
busca incessante da excelência no cumprimento de seus objetivos institucionais.
Art. 48. O Conselho Consultivo Social reunir-se-á, ordinariamente, a cada dois anos, ou extraordinaria-
mente, convocado pelo Reitor ou a requerimento da maioria dos membros do Conselho Universitário, 
com a seguinte composição:
I - Reitor, que o presidirá;
II - representante das sociedades científicas;
III - representante das organizações da indústria e do comércio;
IV - representante das organizações dos trabalhadores;
V - representante das organizações do terceiro setor;
VI - representante dos movimentos sociais organizados;
VII - representante do Conselho Universitário;
VIII - representante do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão;
IX - representação do corpo docente;
X - representação do corpo técnico-administrativo;
XI - representação do corpo discente, na forma da Lei.
§ 1º Os membros referidos nos incisos II a VI terão mandato de dois anos e serão escolhidos pelo Con-
selho Universitário, em votação secreta, a partir de indicações em lista tríplice encaminhadas pelas enti-
dades representativas dos setores contemplados.
§ 2º Os membros referidos nos incisos VII e VIII terão mandato de dois anos e serão eleitos por seus 
pares, em votação secreta.
§ 3º Os membros referidos nos incisos IX e X terão mandato de dois anos e serão eleitos por seus pares, 
dentre os membros do Conselho Universitário, em votação secreta.
Seção II
Do Conselho Consultivo de Eméritos, Aposentados e Ex-alunos
Art. 49. O Conselho Consultivo de Eméritos, Aposentados e Ex-Alunos (CCEX), órgão de caráter consul-
tivo e propositivo em matéria referente à integração dos segmentos que contribuíram para a história da 
Universidade Federal da Bahia, tem por finalidade:
I - promover ações destinadas a fortalecer os laços entre a comunidade universitária e os segmentos de 
ex-docentes, ex-servidores técnicoadministrativos e ex-alunos;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
128
II - formular propostas de integração de ex-docentes, ex-servidores técnico-administrativos e ex-alunos 
nas atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária, visando incorporar a experiência acumulada 
pelos egressos da Instituição;
III - assessorar, quando solicitado, os Órgãos Superiores de Deliberação, a Reitoria, as Unidades Univer-
sitárias e outras instâncias acadêmicas da Universidade Federal da Bahia no encaminhamento de ques-
tões que interferem no cumprimento de sua missão social;
IV - propor, à Reitoria e demais órgãos da Universidade Federal da Bahia, apoios e recursos garantidores 
da expansão qualificada da Universidade, sempre aliada à busca incessante da excelência no cumpri-
mento de seus objetivos institucionais.
Art. 50. O Conselho Consultivo de Eméritos, Aposentados e Ex-Alunos reunir-se-á anualmente ou, ex-
traordinariamente, convocado pelo Reitor ou a requerimento da maioria dos membros do Conselho Uni-
versitário, com a seguinte composição:
I - Reitor, que o presidirá;
II - os ex-reitores;
III - os professores eméritos;
IV - dois representantes dos professores aposentados;
V - dois representantes dos servidores técnico-administrativos aposentados;
VI - representante do Conselho Universitário;
VII - representante do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão;
VIII - representante do Conselho de Curadores;
IX - representantes dos ex-alunos.
§ 1º O segmento dos ex-alunos se fará representar no Conselho Consultivo de Eméritos, Aposentados e 
Ex-Alunos em proporção equivalente à representação estudantil nos Órgãos Colegiados, previsto no art. 
9º deste Regimento.
§ 2º Os membros do Conselho Consultivo de Eméritos, Aposentados e Ex-Alunos referidos nos incisos 
IV, V e IX terão mandato de dois anos e serão escolhidos pelo Conselho Universitário, em votação secre-
ta, a partir de indicações em lista tríplice encaminhadas por foros representativos dos setores contempla-
dos.
§ 3º Os membros referidos nos incisos VI a VIII terão mandato de dois anos e serão eleitos por seus pa-
res, dentre os membros dos respectivos Órgãos Colegiados, em votação secreta.
Seção III
Do Conselho Social de Vida Universitária
Art. 51. O Conselho Social de Vida Universitária (CSVU), órgão de caráter consultivo e propositivo em 
matéria referente à integração dos segmentos que constituem a comunidade universitária, compõe-se 
de:
I - Pró-Reitor de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil, que será seu Presidente;
II - Pró-Reitor de Desenvolvimento de Pessoas, que será seu VicePresidente;
III - Pró-Reitor de Ensino de Graduação;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
129
IV - Pró-Reitor de Ensino de Pós-Graduação;
V - Superintendente Acadêmico;
VI - representante do Conselho Universitário;
VII - representante do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão;
VIII - representante do corpo docente;
IX - representante do corpo técnico-administrativo;
X - representação do corpo discente, na forma da Lei.
§1° Os membros referidos nos incisos VI e VII do caput deste artigo terão mandato de dois anos e serão 
eleitos por seus pares, em votação secreta, sendo admitida uma recondução;
§2° Os representantes mencionados nos incisos VIII e IX do caput deste artigo serão eleitos por seus 
pares, em pleito conduzido pelas respectivas entidades de representação, para mandato de dois anos, 
com direito a uma recondução.
Art. 52. Ao Conselho Social de Vida Universitária compete:
I - propor à Reitoria e demais órgãos da Universidade Federal da Bahia ações no âmbito da vida universi-
tária que fortaleçam a integração entre docentes, discentes e servidores técnico-administrativos;
II - supervisionar a execução das políticas de ações afirmativas e de assistência estudantil aprovadas 
pelo Conselho Universitário;
III - assessorar, quando solicitado, os Conselhos Superiores da Universidade Federal da Bahia, a Reito-
ria, as Unidades Universitárias e outras instâncias acadêmicas no encaminhamento de questões perti-
nentes ao desempenho acadêmico;
IV - julgar, em grau de recurso, a aplicação das penas disciplinares aos alunos assistidos pelos serviços 
componentes da Assistência Estudantil, conforme previsto nos Regulamentos específicos.
Seção IV
Da Consultoria Jurídica
Art. 53. A Consultoria Jurídica vincula-se diretamente ao Gabinete do Reitor, cabendo-lhe opinar sobre a 
juridicidade das propostas que lhe forem submetidas, tais como minutas de convênios e contratos, in-
cluindo-se termos de ajustes, e outros instrumentos que projetem responsabilidades, encargos ou benefí-
cios.
Capítulo II
DAS COMISSÕES CENTRAIS
Art. 54. A Universidade disporá das seguintes Comissões Centrais:
I - Comissão Própria de Avaliação;
II - Comissão Central de Ética;
III - Comissão Permanente de Arquivo.
Parágrafo único. Os órgãos de que trata o caput deste artigo terão Regimentos próprios, aprovados pelo 
Conselho Universitário.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
130
Seção I
Da Comissão Própria de Avaliação
Art. 55. A Comissão Própria de Avaliação (CPA) terá a seguinte composição:
I - representante do Reitor, que será o Coordenador;
II - dois docentes com experiência em avaliação institucional e/ou gestão de educação superior, designa-
dos pela Administração Central;
III - representante do corpo docente;
IV - representante do corpo técnico-administrativo;
V - membro do Conselho Estadual de Educação, representando a sociedade civil;
VI - representação do corpo discente, na forma da Lei.
§1° Os membros referidos nos incisos I a V terão mandato de dois anos, admitida uma recondução;
§2° A representação estudantil terá mandato de um ano, permitida uma recondução.
Art. 56. A Comissão Própria de Avaliação tem comofunção:
I - coordenar processos internos de avaliação, sistematização e análise, em todos os níveis de atividade 
e áreas de atuação;
II - realizar estudos e pesquisas pertinentes ao desempenho acadêmico, institucional e de gestão da 
Universidade Federal da Bahia;
III - atuar como interface perante o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES;
IV - prestar as informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Aní-
sio Teixeira (INEP);
V - propor à Reitoria e demais órgãos deliberativos ações que promovam uma cultura de avaliação no 
âmbito da Universidade Federal da Bahia e que fortaleçam o desempenho de docentes, discentes e ser-
vidores técnico-administrativos;
VI - zelar pelo cumprimento do Plano de Desenvolvimento Institucional;
VII - assessorar, quando solicitada, os Conselhos Superiores da Universidade Federal da Bahia, a Reito-
ria, as Unidades Universitárias e outras instâncias acadêmicas no encaminhamento de questões referen-
tes a desempenho acadêmico e institucional.
Seção II
Da Comissão Central de Ética
Art. 57. A Comissão Central de Ética (CCE) da Universidade Federal da Bahia tem a seguinte composi-
ção:
I - representante do Reitor, que será o Coordenador;
II - representante das comissões de ética de cada área do conhecimento, escolhidos pela Administração 
Central;
III - representante docente com formação pós-graduada em Filosofia;
IV - representante docente com formação pós-graduada em Direito;
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
131
V - representante do corpo técnico-administrativo;
VI - membro do Conselho Estadual de Educação, representando a sociedade civil;
VII -representação do corpo discente, na forma da Lei.
§1° Os membros da Comissão Central de Ética, referidos nos incisos I a
VI terão mandato de dois anos, admitida uma recondução;
§2° A representação estudantil terá mandato de um ano, permitida uma recondução.
Art. 58. A Comissão Central de Ética tem como função:
I - supervisionar e zelar pelo cumprimento das normas de conduta ética na Universidade;
II - acompanhar as atividades dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) em humanos e animais, confor-
me a legislação pertinente;
III - promover estudos e pesquisas pertinentes ao tema da ética acadêmica, institucional e de gestão da 
Universidade Federal da Bahia;
IV - propor à Reitoria e demais órgãos deliberativos ações que promovam a ética acadêmica e profissio-
nal e a integridade científica na comunidade universitária;
V - elaborar códigos de ética científica, profissional, estudantil e de gestão institucional, a serem aprova-
dos pelos Conselhos Superiores da Universidade Federal da Bahia;
VI - assessorar e apoiar, quando solicitada, os Conselhos Superiores, a Reitoria, as Unidades Universi-
tárias e outras instâncias acadêmicas no encaminhamento de questões referentes à ética acadêmica e 
profissional e à integridade científica e estética.
Seção III
Da Comissão Permanente de Arquivo
Art. 59. A Comissão Permanente de Arquivo terá a seguinte composição:
I - representante do Reitor, que será o Coordenador;
II - três professores indicados pelo Instituto de Ciência da Informação;
III - quatro professores indicados pelo Conselho Universitário, dentre especialistas na área;
IV - um representante estudantil.
Art. 60. A Comissão Permanente de Arquivo terá como função:
I - propor, implementar e acompanhar a execução de uma política de arquivo para as Unidades Universi-
tárias;
II - estabelecer normas e diretrizes para o funcionamento dos arquivos setoriais nas unidades acadêmi-
cas e administrativas;
III - orientar as ações necessárias à preservação de documentos de valor permanente nos respectivos 
núcleos de arquivamento;
IV - assessorar, quando solicitada, os Conselhos Superiores, a Reitoria, as Unidades Universitárias e 
outras instâncias acadêmicas no encaminhamento de questões referentes a arquivo e gestão de docu-
mentos.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
132
TÍTULO VI
DAS ATIVIDADES-FIM DA UNIVERSIDADE
Capítulo I
DO ENSINO
Art. 61. O ensino será ministrado nas seguintes modalidades de cursos:
I - graduação;
II - sequenciais;
III - pós-graduação stricto sensu.
Parágrafo único. A Universidade poderá instituir cursos nas formas presencial, semipresencial e à distân-
cia, respeitada a legislação em vigor.
Art. 62. Regras referentes a planejamento acadêmico, execução e avaliação de cursos, bem como sele-
ção, ingresso, matrícula e avaliação de alunos serão estabelecidas no Regulamento de Ensino de Gra-
duação e Pós-Graduação (REGPG), aprovado pelo Conselho Acadêmico de Ensino.
Art. 63. Os cursos de graduação destinam-se à formação universitária que habilita à obtenção de graus 
acadêmicos básicos e ao exercício profissional, compreendendo as seguintes modalidades:
I - Licenciatura: destina-se à formação de professores para atuar na educação básica, conferindo diploma 
de Licenciado;
II - Bacharelado: destina-se à formação nas diversas profissões, carreiras e campos do saber, conceden-
do o grau de Bacharel;
III - Formação Profissional: destina-se à formação nas diversas profissões ou carreiras regulamentadas, 
conferindo diploma com as respectivas denominações;
IV - Superior de Tecnologia: destina-se à formação em áreas técnicas específicas, conferindo diploma de 
Tecnólogo;
V - Bacharelado Interdisciplinar: destina-se à formação geral humanística, científica e artística, com currí-
culos flexíveis e articulados, possibilitando o aprofundamento num dado campo do conhecimento, confe-
rindo diploma de Bacharel nas áreas de Artes, Humanidades, Saúde, Ciências e Tecnologias.
Art. 64. Os cursos sequenciais por campo de saber, conjunto de atividades sistemáticas de formação 
alternativas ou complementares aos cursos de graduação, destinam-se a:
I - egressos do ensino médio que buscam obter complementação de estudos;
II - estudantes de cursos de graduação que desejam ampliar ou diversificar sua formação;
III - egressos de cursos de graduação em busca de atualização profissional.
Art. 65. Os cursos de pós-graduação stricto sensu têm por finalidade a formação avançada em progra-
mas de mestrado e doutorado.
Parágrafo único. Os cursos definidos no caput deste artigo têm por objetivo proporcionar o aprofunda-
mento nos diversos campos de saberes e práticas com elevado padrão de competência cientifica, tecno-
lógica e artísticocultural, capacitando o egresso a produzir, promover, utilizar, divulgar e avaliar, critica-
mente, os processos geradores do conhecimento, além do adquirido no nível de graduação.
1733660 E-book gerado especialmente para WAGNER RIKENN SILVA FARIA ROCHA
133
Seção I
Dos Currículos
Art. 66. Os currículos dos cursos devem contemplar quatro princípios básicos:
I - flexibilidade – possibilita aos estudantes escolherem parte do seu percurso de aprendizagem;
II - autonomia – permite a consolidação da competência dos sujeitos para o aprendizado permanente, 
possibilitando a reflexão sobre teorias, práticas e técnicas do respectivo campo de formação;
III - articulação – busca o diálogo interdisciplinar entre os diversos campos do saber, superando a visão 
fragmentada do conhecimento;
IV - atualização – garante ajustes programáticos periódicos que incorporem os avanços do conhecimen-
to.
Art. 67. Todos os currículos devem estar pautados nos princípios e objetivos do projeto pedagógico do 
curso, aprovado pela Congregação da Unidade Universitária, que contemplará:
I - objetivos acadêmicos do curso;
II - perfil esperado para o profissional que será graduado ou pós-graduado;
III - conhecimentos, competências e habilidades básicas a serem trabalhados com os estudantes ao lon-
go do curso.
Parágrafo único. Os currículos de cursos ou programas de natureza interdisciplinar, envolvendo mais de 
uma Unidade Universitária ou com especificidades de natureza acadêmica, deverão ser aprovados pelas 
Congregações das Unidades Universitárias

Mais conteúdos dessa disciplina