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Roteiro Morfofuncional – Rim, Ureter e Bexiga
Prof.Dra.Celina Antonio Prata
Prof Ms Francisco Ribeiro de Moraes
Prof.Dr. Lucas Tadeu Bidinotto
Objetivos
3.01- Identificar em fotomicrografias/lâminas histológicas as estruturas presentes no córtex e na medula renal
(glomérulo e túbulo).
3.02- Comparar as estruturas celulares do glomérulo explicando como elas permitem a formação do
ultrafiltrado e da urina.
3.03- Identificar em fotomicrografias/lâminas histológicas as estruturas presentes no ureter e na bexiga
urinária.
Referências Bibliográficas
Histologia Básica; L.C.U. Junqueira, C. Carneiro; 11ª./12ª. edições; RJ. Guanabara Koogan, 2008/2013.
Tratado de Histologia; L.P. Gartner; H.L.James; 3ª. edição; RJ. Elsevier, 2007
Histologia Virtual
http://141.214.65.171/FACISB%20Brazil%20Virtual%20Slides/Histology%2040X/372.svs/view.apml?
http://141.214.65.171/UCSF%20Histology/UCSF329_40X.svs/view.apml?listview=1& (Rim)
http://141.214.65.171/UCSF%20Histology/UCSF351_40X.svs/view.apml?listview=1& (Bexiga)
Figuras e esquemas
Introdução:
Os rins são órgãos muito importantes na depuração de substâncias nocivas produzidas continuadamente pelas
nossas células, captadas pelos capilares e linfáticos do meio interno ao sangue, são filtradas o tempo todo
pelos rins, armazenadas na bexiga e eliminadas do organismo, diluídas em água. Para exercer tal função as
estruturas renais têm de ser entendidas a partir da relação histofisiológica. Iniciaremos o estudo pelo
entendimento de sua divisão anatômica macroscópica observada na imagem logo abaixo e também,
esquematicamente, nas imagens da página anterior.
Através dos esquemas acima você conseguirá facilmente identificar as duas chaves apontadas nas setas.
Utilize também o Atlas de histologia, imprescindível nos estudos histológicos.
Observe que a imagem acima corresponde à ampliação fotográfica do retângulo em vermelho de parte do
tecido renal. A imagem abaixo corresponde a uma ampliação da imagem anterior. Agora conseguimos
observar melhor as estruturas presentes. Tente com ajuda dos livros nomear as estruturas apontadas.
Lembrete: Não esqueça de ler a respeito das células mesangiais do glomérulo. São difíceis de identificar nos
cortes histológicos, mas são importantes para entendermos o funcionamento dos glomérulos.
Células mesangiais: contráteis, com receptores de angiotensina II (vasoconstritor) e de fator natriurético atrial
(vasodilatador). Importante na regulagem do calibre dos vasos, do fluxo de sangue que passa nos capilares e
da área de filtração. Além disso, garante suporte estrutural ao glomérulo, sintetiza matriz extracelular, fagocita
e digere substâncias normais e patológicasretidas na barreira de filtração e produz moléculas como
prostalglandinas e endotelinas (contração da musculatura lisa das arteríolas).
Outras células importantes são os Podócitos dos capilares glomerulares.
Podócitos: células do folheto interno ou visceral da cápsula de Bowman que se apoiam na lâmina basal dos
capilares glomerulares. Estabelecem contato com a membrana basal por meio de várias proteínas (integrinas
principalmente). Contém actina e possuem mobilidade. De seus corpos celulares partem prolongamentos e
entre esses prolongamentos existem espaços denominados fendas de filtração. Essas fendas são fechadas por
uma membrana muito delgada composta por um conjunto de proteínas (nefrina 1, nefrina 2, decaderinas e
fet1 e fet2, pecaderina, por exemplo) que se liga, através da membrana plasmática, com os filamentos
intracitoplasmáticos da actina dos podócitos. Portanto, a função dos podócitos é atuar como filtro
(permeabilidade) seletivo, juntamente com a lâmina basal e as células endoteliais, produzindo ultrafiltrado,
servindo como barreira de filtração e realizando a limpeza contínua dessa barreira.
MEDULA
CÓRTEX
TÚBULO
CONTORCIDO
PROXIMAL
GLOMÉRULO
Quais células do rim produzem a Eritropoetina? Você já estudou isso. Correlacione função renal com a
produção de hemácias.
As células do interstício da cortical renal (endotélio peritubular) produzem 85% da eritropoietina do
organismo, um hormônio glicoproteico que estimula a produção de eritrócitos pelas células da medula óssea.
TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL
FOLHETO PARIETAL (TECIDO
PAVIMENTOSO SIMPLES)
GLOMÉRULO
TÚBULO CONTORCIDO DISTAL
PODÓCITOS
CÉLULAS MESANGIAIS
CÉLULAS ENDOTELIAIS
CÉLULAS PAVIMENTOSAS DO FOLHETO PARIETAL
Numere as três setas que estão em branco, nomeie seus respectivos tipos celulares destacando no espaço abaixo as suas
funções. Essas são estruturas que trabalharemos para ajudar a entender como o plasma do sangue é filtrado e
posteriormente depurado para formar a urina.
EPITÉLIO CUBOIDE SIMPLES
EPITÉLIO PAVIMENTOSO SIMPLES
PODÓCITOS
4
3
2
1
4
1
2
3
5
VAZIA
CHEIA
Os podócitos recobrem as paredes dos capilares glomerulares. As suas projeções semelhantes a dedos
(pedículos) interdigitam-se, formando estreitas fendas de filtração (diafragmas de filtração) entre as projeções.
Mácula densa (sensível à {Na+})
Arteríola renal aferente
Polo vascular / células mesangiais extraglomerulares
Epitélio pavimentoso simples/ folheto parietal
Espaço glomerular/urinário
Lâmina basal
Túbulo contorcido proximal
Podócitos
Célula endotelial
Fenestrado
Capilares glomerulares
Células mesangiais
Essas fendas, em conjunto com a lâmina basal e o endotélio funcionam como uma barreira física ou um filtro
seletivo, permitindo que apenas moléculas abaixo de um certo tamanho (menor), e de certa carga (carregadas
negativamente), passem a partir do sangue e entrem no sistema tubular renal, formando o ultrafiltrado. Por
exemplo, as células do sangue, as plaquetas, algumas proteínas e alguns ânions são impedidos de deixar os
capilares glomerulares, enquanto a água e os solutos passam (permeabilidade seletiva/filtração glomerular. O
restante do sangue que não filtrado é levado para fora do glomérulo pela arteríola eferente e volta para o sistema
venoso.