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IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 1 I. INTRODUÇÃO O que faz o auxiliar de administração escolar? Antes de iniciarmos nossas atividades tratando sobre o dia-a-dia do auxiliar de administração escolar, seria interessante conversarmos sobre o quanto essa função é importante nas escolas. Você sabe que todo aluno espera, por exemplo, não ter problemas com sua documentação, que suas notas sejam registradas corretamente, etc., não é mesmo? Tudo isso exige que o auxiliar administrativo da escola seja responsável e permaneça atento aos detalhes, pois basta uma distração para complicar a vida dos alunos. Esse profissional atende também professores e pais de alunos. Imagine a mãe de um aluno que liga para a escola, a fi m de ter notícias sobre seu fi lho, que passou a noite com febre, e o auxiliar, preocupado com outras questões, se confunde e dá uma informação errada... O que aconteceria? Erros acontecem, é claro, mas todo cuidado é pouco quando trabalhamos em uma escola, pois lidamos com várias situações diferentes e com muitas pessoas ao mesmo tempo. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 2 ATIVIDADE 1 Para começarmos a pensar no que seria nosso trabalho em uma escola, vamos fazer uma atividade trocando ideias sobre a escola, seguindo o seguinte roteiro e as orientações que o(a) professor(a) lhe dará: VAMOS CONVERSAR Lembrando a escola Como era a escola em que você estudou? Qual a importância da escola para você? Para que serve a escola? Lembre uma situação (positiva ou negativa) ocorrida na escola e que você nunca mais esqueceu. Como era a secretaria da escola? Quem atendia você? O que você lembra do atendimento na secretaria? Procure levantar os aspectos positivos e negativos dos seus contatos na secretaria da escola. Você e seus colegas certamente lembraram de inúmeras situações diferentes, não é mesmo? Vamos agora encenar uma delas! Você e seu grupo irão conversar para escolher uma dessas situações, a que mais lhes agradar, e construir uma peça de teatro sobre ela. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 3 A História da escola Ao longo da nossa vida, temos uma rotina que organiza o nosso tempo e determina as atividades que realizamos ao longo de todo um dia. Para a criança, principalmente no Ocidente, a escola aparece desde muito cedo como um dos espaços que orienta as suas ações no dia a dia. Sendo tão acostumados a esse tipo de situação, podemos imaginar que muitas crianças encarem sua presença na escola como algo completamente natural, feito assim porque sempre foi assim. Contudo, devemos entender que a escola não é um espaço natural – o segundo lugar ocupado pela criança depois da casa. Afinal, houve um longo processo de transformações, escolhas e ideias responsável pelo surgimento da escola. Feita essa afirmação, alguns podem até perguntar: “Quando e como as escolas foram criadas?”. Para essa pergunta, devemos construir uma resposta mais longa, que abrange uma história que passa por diferentes povos e diferentes noções sobre a educação e sobre as necessidades de uma criança. Já na Antiguidade, a educação infantil era uma preocupação presente entre as várias civilizações que se firmaram. Em casos diversos, observamos que a educação dos menores acontecia no espaço da casa. Os valores e o conhecimento eram diretamente transmitidos dos pais para os filhos. Já nessa época, percebemos que havia um universo de saberes considerado importante para criança e, ao mesmo tempo, uma divisão daquilo que meninos e meninas deveriam aprender para as suas vidas. Com o surgimento de sociedades mais complexas, dotadas de instituições políticas e práticas econômicas sofisticadas, a noção de que a educação familiar era suficiente perde espaço. Nesse contexto, percebemos o surgimento dos primeiros professores, profissionais que se especializaram em repassar conhecimento. Não raro, esses primeiros professores eram exclusivamente contratados por famílias que possuíam melhores condições ou eles organizavam suas aulas em espaços improvisados, recebendo uma quantia de cada aluno integrante da turma. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 4 Já nessa época, percebemos que a educação e o acesso aos professores estiveram estritamente ligados à condição econômica de uma família. Na Grécia Antiga, a educação era encarada como uma atividade para poucos, para aqueles que podiam consumir o seu tempo livre com o saber e não tinham a necessidade de trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Sendo assim, percebemos que a educação era um privilégio garantido a uma parcela mínima da população. No período medieval, o processo de ruralização da sociedade europeia estabeleceu um novo quadro para as escolas. O ensino se mostrou restrito a uma população mínima, geralmente ligada ao recrutamento dos líderes religiosos da ascendente Igreja Cristã. Sendo o processo de conversão uma árdua tarefa, os membros da igreja passavam por uma ordenada rotina de estudos para que então pudessem dominar eficazmente a compreensão do texto bíblico. Enquanto isso, as comunidades nos feudos raramente tinham oportunidade de se instruir. Ainda nos tempos medievais, percebemos que essa situação muda de figura com o renascimento dos centros urbanos e com a rearticulação das atividades comerciais. A necessidade de controle e de organização dos negócios e a administração das cidades exigiam a formação de pessoas capacitadas para tais postos. Sendo assim, as instituições de ensino passaram a se abrir para o público leigo, mas com forte presença de membros da Igreja que lecionavam em tais instituições. Ainda nesse momento, o saber continuava restrito a uma parcela pequena da população. Adentrando a Idade Moderna, percebemos que o desenvolvimento dessas instituições abriu portas para novas reflexões sobre como as escolas deveriam funcionar e a qual público elas se dirigiam. A organização dos currículos, a divisão das fases do ensino e as matérias a serem estudadas começaram a ser discutidas. Paralelamente, a diferenciação entre o ensino masculino e feminino também surgiu nesse tempo. Até então, na grande maioria dos casos, o ambiente escolar ficava restrito às figuras masculinas da sociedade europeia. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 5 No século XVIII, o surgimento do movimento iluminista colocou o desenvolvimento de uma sociedade orientada pela razão como uma necessidade indispensável. Pautados por princípios de igualdade e liberdade, o discurso dos iluministas colocava o ambiente escolar como uma instituição de grande importância. No século seguinte, temos a expansão das instituições escolares na Europa, então comprometidas com um ensino que fosse acessível a diferentes parcelas da sociedade, independente da sua origem social ou econômica. No século passado, esse processo de expansão das escolas superou os limites do continente europeu. Países marcados pela colonização experimentaram o aparecimento das escolas. Apesar dos aparentes benefícios de tal transformação, notamos que essas instituições não poderiam ser uma simples cópia do modelo europeu. Era necessário repensar o lugar da educação nessas outras sociedades, à luz de suas demandas, problemas e contradições. Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia e o crescimento acelerado dos meios de comunicação nos instigam a repensar seriamente como as escolas devem se organizar. O acesso às informações e saberes já não é um problema a ser resolvido exclusivamente pelo ambiente escolar. Mais do que simples transmissão, a escola do século XXI deve se encaminhar para a construção de um saber autônomo, em que o indivíduo se mostre capaz de criticar e organizar o conhecimento que se mostre relevantepara si mesmo. Por Rainer Gonçalves Sousa Colaborador Escola Kids Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 6 GESTÃO DA SECRETARIA ESCOLAR A palavra gestão vem do latim gestione, ato de gerir; significa gerência, administração. Segundo o dicionário Aurélio, GESTÃO é a manutenção de controle sobre um grupo, uma situação ou uma organização, de forma a garantir os melhores resultados. O conceito de gestão pressupõe a idéia de participação, isto é, do trabalho associado de pessoas analisando situações, decidindo sobre seus encaminhamentos e agindo sobre elas em conjunto. Sendo assim, entendemos que um bom relacionamento é a base para uma boa gestão, uma vez que dirigir é uma atividade interpessoal e o (a) Secretário (a) Escolar desenvolve seu trabalho com outras pessoas e por meio delas. Enfim, está comprovado que o (a) Secretário (a) Escolar é a peça chave para o sucesso do trabalho da Secretaria Escolar. Constata-se desse modo, que todo (a) Secretário (a) Escolar é responsável por criar condições adequadas de trabalho, em que haja respeito e confiança, definindo e distribuindo tarefas, dando apoio aos que estão sob sua liderança, revendo e avaliando resultados, de forma a assegurar condições para o alcance dos objetivos estabelecidos coletivamente. Secretarias Escolares administradas com eficiência e liderança mantêm atmosfera e ambiente de trabalho tranqüilos e propícios à aprendizagem. A Secretaria Escolar é o centro da administração escolar, já que congrega uma equipe que colabora com a Direção da escola e com todos os demais setores envolvidos no processo pedagógico e na vida escolar. O atendimento de qualidade, por parte da Secretaria Escolar, faz toda a diferença, pois é por meio dela que vemos refletido todo o desenvolvimento da unidade escolar. A qualidade da informação e sua disponibilidade imediata significam decisões melhores e mais rápidas. Na sua essência o trabalho desenvolvido pela Secretaria Escolar resume-se em: IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 7 II. O QUE FAZ UM AUXILIAR ADMINISTRATIVO ESCOLAR? ATRIBUIÇÕES As atividades dos integrantes do Quadro de Apoio Escolar (itens I e II) serão exercidas na seguinte conformidade: I – SECRETÁRIO DE ESCOLA Cabe-lhe a responsabilidade de administrar, planejar e executar as ações da secretaria da escola. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 8 Principais Atividades e Atribuições: • Elaborar a programação das atividades da secretaria, mantendo-a articulada com as demais programações da escola; • Atribuir tarefas ao pessoal auxiliar da secretaria, orientando e controlando as atividades de registro e escrituração, assegurando o cumprimento de normas e prazos relativos ao processamento de dados; • Verificar a regularidade da documentação referente à matrícula e transferência de alunos, encaminhando os casos especiais à deliberação do Diretor; • Providenciar o levantamento e encaminhamento aos órgãos competentes de dados e informações educacionais; • Preparar a escala de férias dos funcionários/servidores da escola, submetendo-a a aprovação do Diretor; • Elaborar e providenciar a divulgação de editais, comunicados e instruções relativas às atividades escolares; Instruir expedientes; • Elaborar proposta das necessidades de material permanente e de consumo; • Elaborar relatórios anuais da escola; • Incluir no Sistema Informatizado a Lauda de Concluintes (atribuição indelegável); • Participar, em conjunto com a equipe escolar, da formulação e implementação do Plano de Gestão da Escola; • Contribuir para a integração escola-comunidade, garantindo que todos os que precisem dos serviços da secretaria da escola sejam atendidos com respeito e urbanidade; • Aplicar os princípios e normas que regem a organização escolar, garantindo a transparência de procedimentos; • Garantir a correta aplicação das Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais e o Regimento da Escola, em especial no que diz respeito à escrituração da vida escolar dos alunos e à regularização da vida funcional de todos os servidores da escola; • Desenvolver estratégias e processos de gestão de pessoal, de formação em IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 9 serviço e de capacitação continuada, com utilização de tecnologias modernas e de informática; • Conhecer, consultar e aplicar a legislação pertinente às atribuições do seu cargo; • Discernir sobre os diferentes níveis de competências e atribuições relativas ao próprio cargo e aos demais, a partir da compreensão da estrutura organizacional e hierárquica da Secretaria da Educação; • Articular ações, integrar a equipe, fortalecer a autonomia e desenvolver o senso de responsabilidade dos Agentes de Organização Escolar, exercendo liderança na coordenação das atividades e estimulando a cultura da participação, do bom relacionamento, da iniciativa e da transparência de atitudes; • Dominar conhecimentos de redação oficial para elaborar e instruir expedientes, fundamentando, na legislação vigente, o parecer conclusivo e providenciando o seu correto encaminhamento; • Dispor de critérios próprios para avaliar a qualidade dos serviços prestados pela secretaria da escola, propondo a reorganização e/ou a redistribuição das incumbências, quando for o caso; • Ler, interpretar e operar dados expressos em tabelas e gráficos de colunas, barras e setores, a partir do conhecimento dos principais programas e aplicativos utilizados pela Secretaria da Educação. • Acompanhar diariamente as publicações do Diário Oficial do Estado. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 10 II – AGENTE DE ORGANIZAÇÃO ESCOLAR Ao Agente de Organização Escolar (antigo Oficial de Escola e Inspetor de Alunos), cabe a responsabilidade de desenvolver atividades no âmbito da organização escolar, assim entendida como suporte às ações da secretaria da escola, bem como o atendimento efetivo à comunidade escolar, de acordo com as necessidades de sua unidade. Principais Atividades e Atribuições Na organização administrativa: • Organizar e manter atualizados prontuários de documentos de alunos, procedendo ao registro e à escrituração relativos à vida escolar, especialmente no que se refere à matrícula, freqüência e histórico escolar; • Expedir certificados de conclusão de séries e de cursos e outros documentos relativos à vida escolar dos alunos; • Preparar e afixar, em locais próprios, quadros de horários de aulas e controlar o cumprimento da carga horária anual; • Manter registros de resultados anuais dos processos da avaliação e promoção, de reuniões administrativas, de termos de visitas de Supervisores de Ensino e outras autoridades; • Incinerar documentos considerados inservíveis, desde que com autorização superior; • Manter registros de levantamento de dados estatísticos e informações educacionais; • Preparar relatórios, comunicados e editais relativos à matrícula, exames e demais atividades escolares; • Receber, registrar, distribuir e expedir correspondência, processos e papéis em geral que tramitem na escola, organizando e mantendo, em dia, o protocolo e o arquivo escolar; IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 11 • Registrar e controlar a freqüência do pessoal docente, técnico e administrativo da escola; • Preparar e expedir atestados ou boletins relativos à freqüência do pessoal docente e/ou técnico administrativo;• Organizar e manter atualizados os assentamentos dos servidores em exercício na escola; • Preparar folha de pagamento do pessoal da escola, sob a coordenação do Secretário de Escola; • Preparar escala de férias anuais dos funcionários/servidores da escola, submetendo-a à homologação do Diretor de Escola; • Requisitar, receber e controlar o material de consumo; • Organizar e encaminhar à Diretoria de Ensino os documentos de prestação de contas de despesas miúdas e de pronto pagamento; Manter registros do material permanente recebido pela escola e do que lhe for dado ou cedido, bem como elaborar inventário anual dos bens patrimoniais; • Organizar e manter atualizadas as publicações de leis, decretos, regulamentos, resoluções, portarias, instruções e comunicados; • Atender os funcionários/servidores da escola, prestando-lhes orientações e esclarecimentos relativos à escrituração e à legislação; • Atender às pessoas que tenham assuntos a tratar na escola; No atendimento aos alunos: • Controlar a movimentação dos alunos no recinto da escola e em suas imediações, orientando-os quanto às normas de comportamento; • Informar à Direção da Escola e/ou ao Professor Coordenador sobre a conduta dos alunos e comunicar ocorrências; • Colaborar na divulgação de avisos e instruções de interesse da administração escolar • Providenciar atendimento aos alunos em caso de enfermidades ou acidentes; IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 12 • Colaborar na execução de atividades cívicas, sociais e culturais da escola e trabalhos curriculares complementares. CARACTERÍSTICAS PESSOAIS INDISPENSÁVEIS AO FUNCIONÁRIO • Integridade moral e de caráter; • Senso de organização, de iniciativa e de discernimento para estabelecer prioridades; • Capacidade técnica e de liderança; • Presteza, zelo, lisura e precisão no desempenho das atribuições; • Cautela e confiabilidade no trato de assuntos sigilosos e/ou de interesse exclusivo da administração; • Boa vontade e solicitude para fornecer orientações e esclarecimentos, de qualquer ordem, assim como para divulgar assuntos de interesse geral ou específico, a quem couber; • Lealdade e colaboração, tanto no relacionamento com superiores, quanto com o pessoal da Escola e da comunidade; • Predisposição a mudanças e inovações, visando à agilização dos serviços; • Disponibilidade para exercer atividades compatíveis com suas atribuições, sempre que se impuserem por situações emergenciais e/ou por determinação da Direção da Escola; • Habilidade de comunicação e sociabilização. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 13 A COMUNICAÇÃO E A CORRESPONDÊNCIA NOS TEMPOS MODERNOS Comunicação é troca, entendimento, compreensão; um meio de transmitir informações, idéias, sentimentos, experiências, etc. Toda comunicação pressupõe a existência de três elementos: um emissor (quem emite a mensagem), um receptor (quem recebe a mensagem) e uma mensagem (a informação a ser transmitida). A correspondência engloba todos os textos dirigidos por um emissor a um ou vários receptores selecionados, independente do suporte utilizado: carta, fax, e-mail, etc. Desvendando o mistério por trás dos textos Você já deve ter reparado como um texto é diferente de outro, não é mesmo? Se você lê um gibi, uma revista em quadrinhos, a linguagem que o autor usa é uma, muito diferente daquela que um autor de romances vai empregar, certo? É muito parecido com a linguagem que usamos em diversas situações: Quando você vai procurar um emprego, a linguagem que você usa é a mesma que utiliza com seus amigos? Não é, não é mesmo? Isso porque escrever é uma forma de nos expressarmos. Quando ouvimos um rap percebemos que é diferente de uma propaganda. Mudamos a maneira de falar ou de escrever conforme nossa intenção, conforme o que pretendemos. Vamos pensar nas perguntas abaixo e encontrar respostas para elas: Como uma bula de remédio é escrita? O que é mais importante nela: as informações que estão lá ou quem vai ler? E num bilhete para um amigo? O que ganha maior destaque: o amigo para quem escrevemos ou a mensagem que está no bilhete? IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 14 E na música dos Titãs, Comida? O que é mais importante? A maneira como eles cantam e a mensagem que transmitem ou as pessoas para quem eles cantam? Comida Titãs (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto) Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida A gente comida, diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída para qualquer parte (hum) A gente não quer só comida A gente quer bebida, diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida como a vida quer (comer é bom) Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comer A gente quer comer e quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro A gente quer dinheiro e felicidade A gente não quer só dinheiro A gente quer inteiro e não pela metade Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida A gente comida, diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída para qualquer parte A gente não quer só comida A gente quer bebida, diversão, balé IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 15 A gente não quer só comida A gente quer a vida como a vida quer A gente não quer só comer A gente quer comer e quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro A gente quer dinheiro e felicidade A gente não quer só dinheiro A gente quer inteiro e não pela metade Desejo, Necessidade e vontade Necessidade e desejo Necessidade e vontade Necessidade e desejo Necessidade e vontade Necessidade e desejo Necessidade. Quando encontramos um amigo na rua e falamos “Está tudo bem com você? Mas que calor, hein? Será que vai chover?”, qual a característica central dessa maneira de se comunicar? E quando lemos um outdoor na rua ou ouvimos uma propaganda no rádio? O que tem mais força: o que estamos vendo ou ouvindo, ou quem bolou a propaganda? VAMOS ESCREVER No texto que você acabou de ler, há algumas dicas de como reconhecer os diferentes tipos de textos. Com a ajuda do(a) professor(a), redija diferentes textos, conforme a indicação abaixo: a) Um texto informativo e técnico, que ensine como se usa um computador. b) Uma carta para um amigo que você não encontra há vários anos, convidando- o para a sua formatura na escola. c) Um diálogo entre você e uma pessoa conhecida, em uma ligação telefônica. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 16 d) Um texto no qual você conta ao seu fi lho o que sentiu quando se apaixonou pela primeira vez. Redigindo documentos Vamos relembrar quais são as atribuições do auxiliar administrativo escolar. Num esforço de memória, faça uma lista dessas atribuições e compare-as com as que se encontram em uma das unidades anteriores do Guia de Estudo. Quantas e quais conseguiu recordar? Provavelmente, essas que você listou são as mais marcantes ou significativas para você. Contudo, mesmo que as atribuições relativas à elaboração de documentos não tenham sido as mais lembradas, é preciso preparar-se para executá-las de maneira eficiente, pois trata-se de um aspecto fundamental da ocupação de auxiliar administrativo escolar. Vamos, portanto, falar sobre a correspondência oficial. Leia atentamente o texto a seguir e comente com os colegas suas impressões, procurando verificar o que cada um já sabia ou o que foi surpresa. Enão se esqueça de usar o dicionário, caso a dúvida se refi ra a uma palavra desconhecida. Os textos para correspondência oficial Cada organização – empresa, escola, hospital, etc. – tem suas regras e normas próprias quando o assunto é comunicação, isso porque a forma de nos comunicarmos revela nossa imagem, quem somos. Vamos ver como essas diferentes instituições tratam a correspondência: IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 17 1. uso de papel timbrado; 2. iniciais do departamento e o número da carta; 3. localidade e data: São Paulo, 14 de setembro de 2006; 4. destinatário; 5. uso dos pronomes de tratamento; 6. texto; 7. encerramento do texto. Dicas Use letra minúscula no nome do mês e coloque ponto fi nal após o ano. O primeiro dia do mês em ordinal, os demais em cardinal. Exemplo: São Paulo, 1° de abril de 2006; Manaus, 2 de maio de 2007. Escreva valores por extenso, entre parênteses. Exemplo: R$ 1.700,00 (mil e setecentos reais). Não se escreve “hum”, “treis”, “deis”, “cincoenta”, pois não existem estas palavras em nossa língua, embora seja indiferente usar“catorze” ou “quatorze”. Faça a concordância certa: “anexo o contrato”, “anexos os arquivos”,“anexas as duplicatas”. “Att.” significa “para atenção de” e “A/C” signifi ca “aos cuidados de”. Todos os modos de tratamento exigem a concordância na 3ª pessoa. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Prefeito, vimos à sua presença para solicitar- lhe que... Aqui estão alguns exemplos de correspondência: IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 18 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 19 OFÍCIO O ofício é o documento enviado de um órgão público a outro. O assunto pode ser variado: um convite, cumprimentos, decisões, determinações, solicitações, etc. ATA Ata é o registro sucinto e objetivo das ocorrências e deliberações tomadas em uma reunião, de forma a manter uma memória dos fatos. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 20 Elas são redigidas em livro próprio (o livro de atas) e devem conter as seguintes partes: 1. termo de abertura – consta na primeira página, indica a finalidade do livro e o número de páginas que contém. Deve ser assinado e datado por pessoa autorizada, a qual numera e rubrica as páginas. 2. termo de encerramento, que segue sempre padrões estabelecidos. Alguns cuidados devem ser tomados na redação das atas: 1. O texto deve ser feito em um só parágrafo, sem espaços em branco, para evitar alterações fraudulentas no documento; 2. Não pode ser rasurado. Caso haja alteração a ser feita ou algum tipo de erro, o texto deve ser corrigido utilizando-se a expressão “digo” da seguinte forma, por exemplo: “Aos doze dias, digo, oito dias do mês de dezembro de 2004 estiveram aqui reunidos os membros do Conselho de Escola...”. 3. Caso note-se algum erro depois da ata estar escrita, ainda é possível fazer uma retificação, escrevendo ao final do texto: “Em tempo: onde se lê Fernando, leia-se Antonio Fernando”. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 21 REQUERIMENTO Requerimento, também chamado de petição, é a solicitação ou reivindicação de algo que se pleiteia junto à determinada autoridade. Deve ser redigido em papel ofício e pode ser feito à mão ou no computador, preferencialmente em um único parágrafo, nele devendo constar: 1. Identidade do requerente (nome, estado civil, nacionalidade, n° do CPF e do RG, profi ssão e residência); 2. Os motivos, a fundamentação legal e a citação de documentos anexos, se houver; 3. Fecho ou conclusão. DECLARAÇÃO É um documento semelhante ao atestado. No entanto, a declaração não é fornecida por órgãos públicos. Como você pode observar, a correspondência oficial tem regras próprias. Em outras palavras: segue um padrão que varia muito pouco. Podemos concluir, então, que, neste tipo de texto, a introdução e a IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 22 conclusão seguem um padrão estabelecido e que apenas o desenvolvimento muda. Quanto à forma de se dirigir às pessoas, ela muda conforme o cargo ocupado por quem vai receber a correspondência. As diferentes formas de se dirigir às autoridades recebem o nome de pronomes de tratamento. A seguir, você encontra os principais pronomes, suas abreviaturas e com quem eles devem ser usados: IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 23 VAMOS ESCREVER Para esta atividade, cada grupo deve escolher um modelo de correspondência, criar uma situação determinada e escolher uma autoridade a quem enviar o modelo escolhido. Depois, troquem os resultados entre os grupos e façam comentários. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 24 Por exemplo: Sr. Prefeito Gostaríamos de solicitar à Vossa Excelência permissão para os alunos da Escola Estadual Santos Dumont grafi tarem os muros da Praça 14 Bis,em comemoração ao centenário do primeiro vôo... Escrituração Escolar Conceito: Escrituração Escolar é o registro sistemático dos fatos e dados relativos à vida escolar do aluno e da unidade escolar, com a finalidade de assegurar, em qualquer época, a verificação: da identidade de cada aluno; da regularidade de seus estudos; da autenticidade de sua vida escolar; do funcionamento da escola. À unidade escolar compete organizar a escrituração escolar para atender, prontamente, às solicitações de informações e esclarecimentos. A organização da vida escolar faz-se através de um conjunto de normas que visam garantir o acesso, a permanência e a progressão nos estudos, bem como a regularidade da vida escolar do aluno, abrangendo os seguintes documentos: 1 - Requerimento de Matrícula; 2 - Diário de Classe; 3 - Mapa Colecionador de Canhotos; 4 - Atas de Resultados Finais; 5 - Histórico Escolar; 6 - Transferência; 7 - Portaria; 8 - Declaração. A Escrituração Escolar e o Arquivamento de documentos são de responsabilidade do (a) Secretário (a) da unidade escolar, cabendo a superintendência à Direção. Alguns princípios como objetividade, simplicidade, autenticidade e racionalidade devem ser observados no ato da efetivação do registro. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 25 Todo registro escolar efetuado pela unidade escolar deve conter a data e assinatura(s) do(s) responsável(is) pelo registro. Os documentos expedidos pela unidade escolar serão, obrigatoriamente, assinados pelo Diretor e pelo (a) Secretário (a), co-responsáveis pela verdade do registro. Suas assinaturas deverão estar acompanhadas dos respectivos nomes, por extenso e sotopostos , bem como do número de registro profissional do ato de designação. 1 - Requerimento de Matrícula: Conceito: Requerimento de Matrícula é o documento formal que vincula o aluno a uma unidade escolar; O Requerimento de Matrícula é elaborado pela unidade escolar, contendo dados de identificação do aluno, endereço residencial, curso, série, turno, turma, ano letivo, cor, raça, data, assinatura do responsável legal, deferimento da Direção e espaço para observação; O Requerimento de Matrícula, por sua natureza, é de tal responsabilidade que não pode ser preenchido simplesmente pelo próprio aluno ou responsável legal, mas com acompanhamento, assistência, conferência de dados, documentos e assinaturas por funcionários experientes ou treinados da Secretaria Escolar; A matrícula só pode ser deferida pelo(a) Diretor(a) quando for constatado que os documentos do aluno estão completos, conforme a legislação vigente, assumindo a responsabilidade sobre qualquer irregularidade na documentação apresentadapelo aluno ou responsável legal; O Requerimento de Matrícula não deve conter rasuras, espaços em branco ou aplicação de corretivos. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 26 Diário de Classe Conceito: Diário de Classe é o documento fundamental para registro do diagnóstico inicial da turma, freqüência do aluno, planejamento, avaliações e relatório final do trabalho do professor, bem como da carga horária prevista na Matriz Curricular. O Diário de Classe é o documento de escrituração escolar coletivo, em que devem ser registrados, sistematicamente, as atividades desenvolvidas com a turma e o resultado do desempenho e freqüência dos alunos. Objetivos: a) Registrar: freqüência do aluno; avaliação e o controle do aproveitamento do aluno; dias letivos, inclusive datas de recuperação, provas, exames finais, se houver; a execução do currículo, por meio do conteúdo programático ministrado; a carga horária. b) Comprovar a veracidade e a regularidade dos atos praticados Compete à Secretaria Escolar fornecer ao professor o Diário de Classe com a Relação Nominal dos Alunos, conforme a cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento, de forma legível e sem rasuras e só a ela compete acrescentar o nome dos alunos matriculados no decorrer do ano letivo e as observações referentes a transferência, cancelamento, remanejamento, classificação, especificando o amparo legal, bem como anular os espaços destinados à freqüência dos mesmos. Compete ainda à Secretaria Escolar conferir as notas registradas nos Diários de Classe com as notas registradas nos respectivos canhotos. A escrituração do Diário de Classe é de exclusiva competência e responsabilidade do professor, que deverá mantê-lo atualizado e organizado, registrando a freqüência e notas dos alunos, o conteúdo programático, as aulas previstas e dadas, observando o Calendário Escolar aprovado. Quando ocorrer reposição de aulas, as mesmas devem ser registradas, também, no espaço destinado às observações. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 27 Compete à Direção verificar e vistar, bimestralmente, os Diários de Classe e não permitir a sua retirada da unidade escolar, pois os mesmos devem estar sempre à disposição da Secretaria Escolar para as informações necessárias, mantidos em local apropriado, que assegure sua inviolabilidade. Deve-se evitar qualquer tipo de rasuras. Caso haja necessidade, as rasuras devem ser devidamente observadas e assinadas por quem as efetuou. Mapa Colecionador de Canhotos Conceito: Mapa Colecionador de Canhotos é um documento obrigatório no arquivo da unidade escolar, composto por canhotos bimestrais entregues pelos professores à Secretaria Escolar após o encerramento de cada bimestre, na data prevista no Calendário Escolar aprovado. Os canhotos devem conter freqüência, aproveitamento do aluno, nº de aulas previstas e dadas, devidamente assinados pelo professor. É de exclusiva competência e obrigação da Secretaria Escolar conferir as médias dos canhotos com as dos Diários de Classe no ato de seu recolhimento, fazendo constar data e assinatura do responsável pelo recebimento, bem como elaborar o canhoto da Média Anual e Final. O Mapa Colecionador de Canhotos deve ser organizado contendo a relação nominal dos alunos, de acordo com o Diário de Classe. Nos Canhotos e no Mapa Colecionador de Canhotos não deve conter rasuras, espaços em branco ou aplicações de corretivos. ATAS DE RESULTADOS FINAIS Conceito: Ata de Resultados Finais é o principal documento de escrituração escolar onde se registra o resultado final da situação do aluno no ano letivo, sendo o documento que legitima sua vida escolar e que servirá de base para expedição do Histórico Escolar e Guia de Transferência. As Atas de Resultados Finais devem ser elaboradas pela Secretaria Escolar, confeccionadas em duas vias, sem rasuras e abreviaturas. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 28 A relação nominal dos alunos deve estar de acordo com o Diário de Classe. No espaço destinado ao Resultado Final deverão constar as notas obtidas pelo aluno em conformidade com as registradas nos canhotos. A nomenclatura das áreas de conhecimento ou disciplinas deve ser registrada conforme o estabelecido na Matriz Curricular aprovada. A data de encerramento do processo de avaliação deve ser a data do último dia de atividade previsto no Calendário Escolar. No termo de encerramento deve constar a data da elaboração do documento. Os espaços em branco devem ser cancelados. As Atas de Resultados Finais devem ser conferidas e assinadas pelo Diretor e pelo Secretário Escolar, cabendo-lhes inteira responsabilidade por estes atos. Uma via do documento será arquivada na unidade escolar, após sua compatibilização pelo Assessor Técnico Escolar e a outra via será recolhida no Órgão Competente ao qual a unidade escolar é jurisdicionada. Histórico Escolar Conceito: Histórico Escolar é o documento que registra a vida escolar do aluno. Deve ser preenchido em duas vias, devidamente datado e assinado pelo Secretário Escolar e Diretor da unidade escolar, com seus respectivos carimbos, sendo uma via entregue ao aluno e a outra arquivada em sua pasta. No cabeçalho, além dos dados da unidade escolar, como nome, nº do ato legal de Autorização de Funcionamento, devem constar os dados do aluno, e a última série cursada por ele. O registro das notas deve ser de acordo com o dos canhotos ou das Atas de Resultados Finais. O registro da carga horária deve ser de acordo com a estabelecida na Matriz Curricular aprovada e operacionalizada. O Histórico Escolar não deve conter rasuras, espaços em branco ou aplicação de corretivos. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 29 Todos os esclarecimentos sobre a vida escolar do aluno devem ser apostilados no verso do Histórico Escolar, contendo data e assinatura do Secretário Escolar e do Diretor, com seus respectivos carimbos. Transferência Escolar Conceito: Transferência é a passagem do educando de uma para outra unidade escolar, inclusive de país estrangeiro, com base na equivalência e aproveitamento de estudos. Para a expedição das transferências, serão utilizados formulários próprios. No anverso do formulário deve-se registrar: 1 - Cabeçalho - dados de identificação da unidade escolar, dados de identificação do aluno, situação escolar do aluno no ano letivo concluído ou no ano em curso; 2 - Organização vida escolar do aluno, em conformidade com o regime cursado, registrando, também, a carga horária, o resultado obtido, o nome da unidade escolar, a cidade e Estado onde a mesma está localizada, o ano, o local e a data de expedição do documento, com assinatura dos responsáveis pela sua expedição (Diretor e Secretário). No verso do formulário, quando da expedição do documento, no decorrer do ano letivo, ou seja, “Cursando”, deverão ser registrados os resultados obtidos até a data da expedição, como também todas as observações pertinentes à situação do aluno. PORTARIA Conceito: Portaria é o documento de ato administrativo exarado por chefes de repartições ou outras autoridades constituídas contendo: instrução acerca de aplicação de leis ou regulamentos, aprovação de documentos de caráter interno, constituição de comissões ou expressão de decisões dessas comissões. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 30 Declaração Conceito: Declaração é o instrumento em que se afirma a existência ou inexistência de um estado, direito ou fato. Estrutura: Título Texto Finalidade Local e data Assinatura sobre carimbo. A Escrituração Escolar é o mecanismo que garante a realização do processo pedagógico. A escola deve expedir tantas vias dos documentos escolaresquantas forem solicitadas pelo aluno ou responsável legal, isentas de qualquer taxa. ARQUIVO ESCOLAR Arquivo Escolar é o conjunto ordenado de papéis que documentam e comprovam os fatos relativos à vida escolar do aluno e à vida funcional dos corpos docente e administrativo. Toda unidade escolar deve ter um arquivo bem instalado, organizado e atualizado, de forma a oferecer informações aos seus usuários, com rapidez e presteza. A unidade escolar tem que ter um arquivo ágil e moderno; um arquivo exemplar, informatizado, se possível. As tarefas da Secretaria Escolar têm, essencialmente, um caráter de registro de documentação, entretanto vivemos agora o tempo da velocidade da informação, portanto a racionalização e a simplificação dos registros e arquivamento de documentos escolares são necessárias e urgentes. Do contrário, a unidade escolar estará expondo seu nome a justificadas críticas. O responsável direto por tudo isto é o (a) Secretário (a) Escolar. O Arquivo Escolar deve obedecer a critérios pré-estabelecidos que norteiam o trabalho, proporcionando um mínimo essencial de diretrizes, capazes de conduzir com eficácia as atividades a que o serviço se destina. Os documentos constituem arquivo quando são guardados em satisfatórias condições de segurança. Apresentam-se classificados e ordenados de modo a permitir rapidamente a sua localização e consulta, observando: facilidade na busca de documentos; simplificação na manipulação; acessividade para qualquer pessoa; economia de tempo e espaço; resistência ao uso constante; capacidade de extensão; disposição lógica; arranjo que IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 31 possibilite limpeza e conservação; segurança; resistência à ação do tempo, que assegure a invulnerabilidade dos documentos. O Arquivo Escolar pode ser organizado como: ativo, passivo (vivo ou morto), ou ainda, único (AEU). Ao arquivo ativo (vivo) pertencerão todas as pastas de assentamentos individuais e todos os documentos que se referirem a alunos matriculados, a funcionários e a professores em atividades na unidade escolar. Ao arquivo passivo (morto) pertencerão todas as pastas de assentamentos individuais e todos os documentos de ex-alunos, ex-professores e ex- funcionários da unidade escolar. O arquivo escolar único (AEU) é organizado sem a distribuição de acordo com o curso e a organização curricular a que pertence (curso, série, módulo, etapa, etc). Sua organização é por ordem alfabética utilizando o último sobrenome (Maria de Fátima Vieira da Costa deve ser utilizado na organização o sobrenome - Costa). Deve ser constituído um fichário (manual ou informatizado) com fichas nas quais conste um código indicando a parte do arquivo (gaveta, prateleira ou outros) em que está arquivado o prontuário do aluno, o nome do mesmo, outras informações que achar necessárias. A mesma organização pode ser utilizada no arquivamento dos documentos dos corpos docente e administrativo. Assim, sempre que se elaborar um documento ou organizar um arquivo, deverá haver a preocupação de verificar se os que vierem em futuro remoto entenderão e saberão perfeitamente o que se escriturou e qual o seu adequado funcionamento. Nenhum documento pode ser retirado dos Arquivos Escolares sem a prévia autorização escrita do Diretor. NOÇÕES COMPLEMENTARES ATOS LEGAIS A educação e o ensino são regidos por normas e diretrizes que disciplinam sua ação e exigem de todos a obediência aos princípios básicos que tornam coerentes as ações educacionais. Tais normas e diretrizes são elaboradas respeitando-se os princípios hierárquicos que estabelecem a ordem de precedência de seus dispositivos. A precedência inicia-se a partir da Constituição da República Federativa do Brasil. Para disciplinar ou interpretar os dispositivos constitucionais, os órgãos da Administração Pública expedem atos jurídicos que recebem a denominação específica de Atos Administrativos. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 32 Ao Poder Executivo cabe sancionar a Lei (aprovar, confirmar ou ratificar e mandar publicá-la; promulgar). A Lei, uma vez publicada, passa a ser do conhecimento de todos, sem exceção: - Constituição Federal; - Constituição Estadual; - Lei Orgânica do Município. - Abrangência determinada na ementa. Quando o Poder Executivo, em um período anormal de governo, ultrapassa os limites de sua competência e encampa a função legislativa, a Pelo disposto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN - Lei nº 9394/96, notamos que o legislador, constituinte e ordinário, levando em conta que o Brasil é uma República Federativa, optou - em matéria de organização de ensino - pela fórmula pluralista: a da pluralidade dos sistemas de ensino. Em matéria de educação, a atividade essencial da União está em legislar sobre Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Mas, à União incumbem também outras atividades. Deve descer ao plano da ação, para organizar o Sistema de Ensino Federal. Em relação às Unidades Federadas e ao Distrito Federal, cumpre-lhes, primordialmente, realizar, organizar os seus sistemas, dando-lhes uma tal coordenação que possam eles funcionar e atingir os objetivos traçados. Tanto o Sistema de Ensino Federal, quanto os Estaduais e os Municipais, estão sujeitos à LDBEN, como também estão sujeitos ao Conselho Nacional de Educação, na medida em que esse órgão é um órgão nacional. Cada Sistema de Ensino é composto por um conjunto de órgãos funcionando harmoniosamente: os órgãos administrativo e normativo, representados pelo Poder Público e os órgãos executores de Ensino, que são os estabelecimentos de ensino. Podemos visualizar um Sistema de Ensino na representação gráfica a seguir: Os órgãos e entidades integrantes do Sistema Estadual de Ensino são: Órgão Executivo (SED); Órgãos Normativos (CEE, CME); IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 33 Órgãos Intermediários. Daí, pode-se concluir da existência dos seguintes Sistemas de Ensino: (art. 14, 15, 16, 17 e 18 da LDBEN). Sistema de Ensino Federal; Sistema de Ensino Estadual; Sistema de Ensino do Distrito Federal; Sistema de Ensino Municipal. O Sistema de Ensino Estadual constitui o conjunto harmonioso de órgãos que regulamenta, administra e executa o ensino no território do Estado. O Sistema Estadual de Ensino tem como objetivo melhorar os níveis educacionais da população, através da promoção, orientação, coordenação, execução e do controle das atividades relacionadas com o ensino no território do Estado, de conformidade com as diretrizes e políticas de ação do Governo. À Secretaria de Estado de Educação, órgão executivo do Sistema Estadual de Ensino, observada a política de desenvolvimento econômico e social do Estado, compete: elaborar, participar, promover e zelar pelo cumprimento da legislação e das normas educacionais. Constituem o Sistema Estadual de Ensino: as instituições de educação, de todos os níveis e modalidades, criadas e mantidas pelo Poder Público estadual; as instituições de educação superior, criadas e mantidas pelo Poder Público municipal; as instituições de ensino fundamental e médio, criadas e mantidas pela iniciativa privada; a Secretaria de Estado de Educação, órgão executivo do Sistema, e demais órgãos e entidades de educação integrantes da estrutura organizacional do Poder Executivo; o Conselho Estadual de Educação, órgão normativo do sistema; o Fórum Estadual de Educação. O órgão normativo do Sistema Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul é o Conselho Estadual de Educação de MS, criado pelo Decreto Lei nº 8/79, teve seu Regimento aprovado pela Resolução SED/MS nº1848, de 26/04/2005, e é constituído de: Câmara de Educação Básica- CEB; Câmara de Educação Profissional e Educação Superior CEPES; Câmara ConjuntaCC;Plenária. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 34 A Plenária e Câmaras do Conselho manifestar-se-ão por meio de um dos seguintes instrumentos: Indicação ato propositivo subscrito por um ou mais conselheiros, contendo proposição justificada de estudo sobre qualquer matéria de interesse da Plenária ou Câmaras, com numeração corrida e data da respectiva aprovação nas Câmaras ou na Plenária; Parecer ato específico pelo qual a Plenária ou qualquer da Câmaras atestam ou emitem juízo sobre matéria de uma competência, com numeração renovada anualmente, contendo ementa, relatório e análise da matéria, voto do relator e conclusão das Câmaras ou da Plenária; Deliberação normativa, suspensiva, de cassação e de indeferimento atos legais decorrentes de parecer ou indicação, destinados a estabelecer normas e fixar diretrizes sobre matérias de competência do Conselho, a serem observadas pelo Sistema Estadual de Ensino, com numeração corrida, e data da respectiva aprovação na Plenária; Deliberação concessiva ato legal decorrente de parecer, destinado a deliberar sobre matéria de competência de Câmara ou Plenária. As deliberações do Conselho Estadual de Educação são homologados pelo Secretário de Estado de Educação. A Lei nº2787, sancionada em 24 de dezembro de 2003, institui e organiza, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul, o Sistema Estadual de IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 35 A História da escola Ao longo da nossa vida, temos uma rotina que organiza o nosso tempo e determina as atividades que realizamos ao longo de todo um dia. Para a criança, principalmente no Ocidente, a escola aparece desde muito cedo como um dos espaços que orienta as suas ações no dia a dia. Sendo tão acostumados a esse tipo de situação, podemos imaginar que muitas crianças encarem sua presença na escola como algo completamente natural, feito assim porque sempre foi assim. Contudo, devemos entender que a escola não é um espaço natural – o segundo lugar ocupado pela criança depois da casa. Afinal, houve um longo processo de transformações, escolhas e ideias responsável pelo surgimento da escola. Feita essa afirmação, alguns podem até perguntar: “Quando e como as escolas foram criadas?”. Para essa pergunta, devemos construir uma resposta mais longa, que abrange uma história que passa por diferentes povos e diferentes noções sobre a educação e sobre as necessidades de uma criança. Já na Antiguidade, a educação infantil era uma preocupação presente entre as várias civilizações que se firmaram. Em casos diversos, observamos que a educação dos menores acontecia no espaço da casa. Os valores e o conhecimento eram diretamente transmitidos dos pais para os filhos. Já nessa época, percebemos que havia um universo de saberes considerado importante para criança e, ao mesmo tempo, uma divisão daquilo que meninos e meninas deveriam aprender para as suas vidas. Com o surgimento de sociedades mais complexas, dotadas de instituições políticas e práticas econômicas sofisticadas, a noção de que a educação familiar era suficiente perde espaço. Nesse contexto, percebemos o surgimento dos primeiros professores, profissionais que se especializaram em repassar conhecimento. Não raro, esses primeiros professores eram exclusivamente contratados por famílias que possuíam melhores condições ou eles organizavam suas aulas em espaços improvisados, recebendo uma quantia de cada aluno integrante da turma. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 36 Já nessa época, percebemos que a educação e o acesso aos professores estiveram estritamente ligados à condição econômica de uma família. Na Grécia Antiga, a educação era encarada como uma atividade para poucos, para aqueles que podiam consumir o seu tempo livre com o saber e não tinham a necessidade de trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Sendo assim, percebemos que a educação era um privilégio garantido a uma parcela mínima da população. No período medieval, o processo de ruralização da sociedade europeia estabeleceu um novo quadro para as escolas. O ensino se mostrou restrito a uma população mínima, geralmente ligada ao recrutamento dos líderes religiosos da ascendente Igreja Cristã. Sendo o processo de conversão uma árdua tarefa, os membros da igreja passavam por uma ordenada rotina de estudos para que então pudessem dominar eficazmente a compreensão do texto bíblico. Enquanto isso, as comunidades nos feudos raramente tinham oportunidade de se instruir. Ainda nos tempos medievais, percebemos que essa situação muda de figura com o renascimento dos centros urbanos e com a rearticulação das atividades comerciais. A necessidade de controle e de organização dos negócios e a administração das cidades exigiam a formação de pessoas capacitadas para tais postos. Sendo assim, as instituições de ensino passaram a se abrir para o público leigo, mas com forte presença de membros da Igreja que lecionavam em tais instituições. Ainda nesse momento, o saber continuava restrito a uma parcela pequena da população. Adentrando a Idade Moderna, percebemos que o desenvolvimento dessas instituições abriu portas para novas reflexões sobre como as escolas deveriam funcionar e a qual público elas se dirigiam. A organização dos currículos, a divisão das fases do ensino e as matérias a serem estudadas começaram a ser discutidas. Paralelamente, a diferenciação entre o ensino masculino e feminino também surgiu nesse tempo. Até então, na grande maioria dos casos, o ambiente escolar ficava restrito às figuras masculinas da sociedade europeia. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 37 No século XVIII, o surgimento do movimento iluminista colocou o desenvolvimento de uma sociedade orientada pela razão como uma necessidade indispensável. Pautados por princípios de igualdade e liberdade, o discurso dos iluministas colocava o ambiente escolar como uma instituição de grande importância. No século seguinte, temos a expansão das instituições escolares na Europa, então comprometidas com um ensino que fosse acessível a diferentes parcelas da sociedade, independente da sua origem social ou econômica. No século passado, esse processo de expansão das escolas superou os limites do continente europeu. Países marcados pela colonização experimentaram o aparecimento das escolas. Apesar dos aparentes benefícios de tal transformação, notamos que essas instituições não poderiam ser uma simples cópia do modelo europeu. Era necessário repensar o lugar da educação nessas outras sociedades, à luz de suas demandas, problemas e contradições. Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia e o crescimento acelerado dos meios de comunicação nos instigam a repensar seriamente como as escolas devem se organizar. O acesso às informações e saberes já não é um problema a ser resolvido exclusivamente pelo ambiente escolar. Mais do que simples transmissão, a escola do século XXI deve se encaminhar para a construção de um saber autônomo, em que o indivíduo se mostre capaz de criticar e organizar o conhecimento que se mostre relevante para si mesmo. Por Rainer Gonçalves Sousa Colaborador Escola Kids Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 38 Atendimento ao público Você com certeza já ficou muito irritado ao ser mal atendido quando solicitou uma informação, telefonou ao serviço de atendimento de alguma empresa, enfim, quando precisou de ajuda, recorreu a alguém e não recebeu o tratamento esperado. Vamos, então, verificar como esse tipo de situação pode ser evitado. Comece perguntando a você mesmo: Qualseria a altura ideal da minha voz, como eu deveria me dirigir às pessoas? Estou sabendo o que dizer e sendo claro quando forneço uma informação? Estou conseguindo fazer a outra pessoa me compreender? Se consideramos que o auxiliar de administração escolar é também um educador, é necessário que ele saiba se relacionar com pais, alunos e fornecedores, mas também com os outros funcionários da escola, não apenas por serem seus colegas de trabalho, mas porque IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 39 depende dele o fluxo de várias informações e a qualidade de grande número de atividades desenvolvidas na escola. Nesse sentido, deve tomar um cuidado especial com a linguagem, procurando se comunicar de maneira clara, sem deixar margens a qualquer dúvida. Dicas Demonstrar respeito e atenção à palavra do outro, seja para concordar ou discordar. _Levar em consideração os argumentos do outro. _Ter clareza de ideias. _Observar os gestos, a expressão facial, a postura corporal, a entonação de voz do interlocutor e também a sua. Controlando o estoque da merenda escolar Quando você compra um alimento, sua primeira preocupação é ver a data de vencimento, não é mesmo? E quando se trata de um produto natural, como carnes, frutas ou verduras, nosso primeiro gesto é verificar a cor, apalpar para sentir a consistência e muitas vezes cheirar. Nossos sentidos nos avisam se algum produto estiver estragado. Logo em nossas primeiras aulas, quando você pesquisou sobre as diferentes ocupações que acontecem na escola, certamente pôde perceber que o auxiliar administrativo escolar se encarrega do controle da entrada e saída dos alimentos que servem à produção da merenda, assim como da verificação das datas de validade dos produtos. Sem dúvida, trata-se de um trabalho essencial para a vida da escola. Não só por envolver a saúde de todos os que se alimentam com a merenda, mas pelo fato de que, em muitos casos, pode ser a única alimentação do estudante durante todo o dia. Recursos e equipamentos de trabalho IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 40 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 41 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 42 SIMULADO CONHECIMENTO ESPECÍFICO 21. Segundo a LDB, a classificação em qualquer série ou etapa, exceto para a primeira do ensino fundamental, pode ser feita por (A) promoção, para alunos que cursaram, sem aproveitamento, a série anterior, em outra escola. (B) transferência, para candidatos procedentes de outras escolas. (C) avaliação quantitativa baseada em instrumento de ano ou etapa posterior. (D) prova objetiva realizada pelo conselho escolar. 22. Um dos critérios a serem observados na verificação do rendimento escolar é o(a) (A) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos quantitativos sobre os qualitativos. (B) diminuição do ritmo de ensino/aprendizagem para alunos com atraso escolar. (C) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. (D) aproveitamento de estudos, mesmo dos não concluídos com êxito. 23. A expedição de histórico escolar, declaração de conclusão de série/ano, diplomas ou certificados de conclusão de cursos é de responsabilidade do(da) (A) Secretaria Municipal de Educação. (B) Conselho Escolar e de Classe. (C) Conselho Municipal de Educação. (D) Instituição de Ensino. IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 43 24. Conforme disposto no regimento escolar e nas normas do sistema de ensino, o controle de frequência fica a cargo da escola, exigida a frequência mínima de (A) sessenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. (B) setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. (C) oitenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. (D) noventa e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. 25. Para efeito de matrícula, na impossibilidade da apresentação do histórico escolar, o aluno deverá apresentar (A) certidão de nascimento, original e fotocópia. (B) boletim escolar do ano anterior. (C) ressalva, observando a validade estabelecida na mesma. (D) ficha individual do aluno, completa. 26. O documento que registra a vida escolar do aluno é o(a) (A) histórico escolar. (B) certificado escolar. (C) ressalva. (D) ficha individual do aluno. 27. O arquivo que contém dados e informações de alunos que não estão mais frequentando a escola denomina-se arquivo (A) permanente. (B) de movimento. (C) transitório. (D) intermediário IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 44 28. De acordo com o Regimento Escolar das escolas públicas estaduais no Pará, o ano letivo (A) abrange um mínimo de cento e oitenta dias de efetivo trabalho escolar e uma carga horária mínima de setecentas e vinte horas. (B) compreende, no ensino fundamental, a jornada escolar diária de um mínimo de 3 horas de trabalho efetivo em sala de aula e, no ensino médio, de um mínimo de 4 horas de trabalho efetivo em sala de aula. (C) deve ser cumprido a despeito das paralisações que porventura ocorram, por qualquer motivo, não estando a escola desobrigada do cumprimento dos 200 dias de efetivo trabalho escolar e da carga horária mínima de 800 horas. (D) pode contar como dia letivo aquele em que for realizada atividade cívica extraclasse, mesmo que a escola não utilize as quatro horas de efetivo trabalho em sala de aula. 29. A competência de recensear os educandos no ensino fundamental e fazer-lhes a chamada é do(da) (A) chefe de família. (B) Poder Público. (C) direção da escola. (D) Conselho Tutelar. 30. Quanto ao cancelamento de matrícula, é correto afirmar que (A) se trata de ato formal de interrupção de estudos, havendo a perda do vínculo do aluno com a unidade de ensino. (B) somente será concedido após o aluno ter-se submetido às primeiras avaliações, e até sessenta dias IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 45 antes do término do ano letivo, ressalvando-se casos especiais. (C) o aluno poderá realizá-lo quantas vezes desejar, desde que comprove dificuldade de frequência à unidade de ensino. (D) não pode ser realizado por três vezes consecutivas, as IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 46 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 47 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 48 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 49 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 50 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 51 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 52 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 53 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 54 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 55 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 56 IBEP – INSTITUTO BRASÍLIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 57