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1 
 
 
TEOLOGIA E CIDADANIA 
1 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 - Teologia e Cidadania ................................................................................................... 3 
1.1 - O que é Teologia? .................................................................................................... 3 
1.2 - Teologia Sistemática ................................................................................................ 3 
1.3 - Teologia Reformada ................................................................................................. 4 
1.4 - Teologia da Libertação ............................................................................................. 4 
1.5 -Teologia da Prosperidade .......................................................................................... 5 
2 - TEOLOGIA DA PROSPERIDADE ........................................................................... 5 
2.1 - Introdução ................................................................................................................ 5 
2.1. O que nos diz a Bíblia? .............................................................................................. 7 
2.3. Deus nem sempre nos livra de sofrimentos e desastres ............................................. 8 
2.4. Deus nem sempre nos avisa quando virá o infortúnio .............................................. 9 
2.5 - Deus nos dá a verdadeira satisfação quando estamos nele..................................... 10 
2.6 - O prazer final de todo homem é glorificar a Deus e experimentá-lo para sempre . 10 
Conclusão ....................................................................................................................... 17 
3 - Teologia Contemporânea .......................................................................................... 11 
3.1 - Teologia hoje: limites e possibilidades .................................................................. 11 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
FACUMINAS 
 
A história do Instituto Facuminas, inicia com a realização do sonho de um 
grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos 
de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a Facuminas, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A Facuminas tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
3 
 
 
1 - Teologia e Cidadania 
Nessa disciplina iremos nos utilizar de vídeos e textos de teólogos que discorrerão 
sobre a especificidade do campo da Teologia, suas abordagens e sua abrangência de 
significados. Portanto, assista aos vídeos e leia os textos em PDF, sugeridos nos links de 
cada módulo. A proposta é tornar mais leve e descontraído esse estudo. 
Bons estudos! 
Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=-IU6rIw-azw - Danilo Moraes - Porque os 
cristãos devem estudar teologia 
1.1 - O que é Teologia? 
Teologia é o estudo da existência de Deus, das questões referentes ao 
conhecimento da divindade, assim como de sua relação com o mundo e com os 
homens. Do grego “theos” (deus, termo usado no mundo antigo para nominar seres com 
poderes além da capacidade humana) + “logos” (palavra que revela), por extensão “logia” 
(estudo). 
A teologia estuda as religiões num contexto histórico, pesquisando e interpretando 
os fenômenos e as tradições religiosas, os textos sagrados, a doutrina, o dogma e a moral 
e sua influência nas diversas áreas do conhecimento, especialmente nas ciências humanas, 
como na Antropologia e na Sociologia. 
O conceito de teologia aparece pela primeira vez no pensamento grego, através de 
Platão, no diálogo “A República” para referir-se à compreensão da natureza divina por 
meio da razão, em oposição à compreensão literária própria da poesia, feita por seus 
conterrâneos. 
1.2 - Teologia Sistemática 
Para estudar Teologia sistemática elegemos como eixo central de estudo que 
amplo e diversificado, a Bibliologia. Assista ao vídeo e leia o texto abaixo sugerido. As 
outras temáticas desse campo de estudo podem ser vistas na palestra. 
Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=diCHSNvuBxw&list=PLESZEC96rpHnZT5
OlQ_KF1iyGzUM3LaH3 - Palestra de Introdução à Bibliologia 
4 
 
 
http://www.nazarenopaulista.com.br/estudos/bibliologia.pdf - Textos Profs.Dr. 
Caramuru Afonso Francisco; Roberto José da Silva; José Roberto da Silva; Ev.Luiz 
*Henrique de Almeida Silva 
Teologia Sistemática é a organização da teologia em diversas temas, seguindo 
fatos teológicos, de modo a formar um sistema específico de estudo: Própria – estudo de 
Deus, o Pai. Cristologia – estudo de Deus, o Filho, o Senhor Jesus Cristo. Pneumatologia 
– estudo do Espírito Santo. Bibliologia – estudo da Bíblia. Eclesiologia – estudo das 
igrejas. Angelologia – estudo dos anjos. Soteriologia – estudo da salvação. Hamartiologia 
– estudo do pecado. Escatologia – estudo do fim dos tempos. Antropologia cristã – estudo 
da humanidade. Demonologia – estudo dos demônios sob sua perspectiva cristã. 
1.3 - Teologia Reformada 
Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=wVdZWBTvT7M&list=PLu4VCw3SLcbji
wmui17gt-YDlzNyXDbnh - DOUTRINAS REFORMADAS - Franklin Ferreira 
Teologia Reformada é a teologia que estabelece qualquer sistema de crença que 
traça suas raízes na Reforma Protestante do século 16, na obra de Calvino e de outros 
reformadores, como também nos documentos produzidos nesse período. Não é uma 
teologia uniforme, mas apresenta diferentes manifestações. Reúne as igrejas 
presbiterianas e muitas igrejas congregacionais, batistas, entre outras. 
1.4 - Teologia da Libertação 
Teologia da Libertação é uma corrente teológica humanista, fundada pelo 
sacerdote peruano Gustavo Gutierrez, que procura interpretar a Bíblia através do 
sofrimento dos pobres e pela luta a favor da libertação das comunidades cristãs diante das 
injustiças sociais. 
Com tendências marxistas, a Teologia da Libertação, praticadas pelos bispos e 
sacerdotes da América Latina foi criticada pela hierarquia católica, por apoiar revoluções 
violentas e lutas de classes. No Brasil o teólogo Leonardo Boff, grande defensor da 
Teologia da Libertação, ficou conhecido pela defesa das causas sociais. 
Disponível em: 
https://leonardoboff.wordpress.com/2011/08/09/quarenta-anos-da-teologia-da-
libertacao/ - Texto de Leonardo Boff teólogo da Teoria da Libertação e sua indagações. 
 
5 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=njJW1xAMW3Y - Vídeo Rubem Alves, 
Teoria da Libertação, Igreja Presbiteriana e ditadura militar. 
https://www.youtube.com/watch?v=0s3PH1wf3lI - Vídeo Leonardo Boff fala 
sobre os 40 anos da Teologia da Libertação. 
1.5 -Teologia da Prosperidade 
Teologia da Prosperidade, também conhecida como “confissões positivas” ou 
“Evangelho da saúde e da prosperidade”, é um conjunto de princípios que busca a 
interpretação de textos bíblicos para fazer com que os fiéis entendam que Deus tem saúde 
e bênçãos materiais para entregar ao povo, bastando para isso que tenham fé. 
As ideias básicas da “confissão positiva” surgiram de algumas seitas sincréticas, 
nos Estados Unidos, no início do século XX. Baseados na metafísica ensina que a 
verdadeira realidadeestá além do âmbito físico e que a mente humana pode controlar a 
esfera espiritual, principalmente no que diz respeito à cura de enfermidades. 
A teologia da prosperidade foi criada pelo pastor americano Essek William 
Kenyon, divulgada por Kenneth Hagin e adotada pelas igrejas neopentecostais, inseridas 
no grupo de religiões evangélicas, entre elas a Internacional da Graça de Deus, Universal 
do Reino de Deus, Renascer em Cristo e a Igreja mundial do Poder de Deus. 
Teologia da Prosperidade — satisfação cristã versus hedonismo 
 
 
2 - TEOLOGIA DA PROSPERIDADE - satisfação cristã versus 
hedonismo 
2.1 - Introdução 
A palavra hedonismo vem do grego hedoné, que significa “prazer”, “vontade”. 
Ela nasceu na Grécia antiga e preconizava a busca pela felicidade por meio do prazer 
http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/files/2013/05/imagens_eb_igreja_2.jpg
6 
 
 
individual e egoísta. Adquiriu algumas formas, como o epicurismo, o psicologismo de 
Bentham, o homem dionisíaco nietzscheano e o materialismo contemporâneo. 
O ser humano, em todas as épocas, aplicou conceitos distintos à felicidade e ao 
prazer. “O importante é ser feliz”; “Não importa o preço a pagar, o importante é que o 
prazer seja satisfeito”, dizem. Deste modo, ao longo da História, inúmeras variações 
foram usadas pelo ser humano para a busca do prazer: o erotismo, a ética, as lutas 
políticas, as guerras religiosas, etc. 
Em nosso mundo contemporâneo, o materialismo é um dos prazeres mais 
evidentes em suas formas de consumismo e de fé. Após a grande virada filosófica e 
religiosa no final do século 19 e início do século 20, com as propostas de racionalização, 
desumanização e da “morte de Deus”(1), o mundo se tornou muito mais apaixonado por 
aquilo que é material em detrimento das coisas que não podem ser vistas. 
A consequência desse processo de racionalização foi que as pessoas passaram a 
considerar como mais importante aquilo que pode ser demonstrado racional e 
concretamente, em detrimento dos valores e dos conceitos metafísicos construídos ao 
longo do tempo, quer pela teologia quer pela ética social. 
Com essa mentalidade racional, a existência humana passou a ser julgada a partir 
de sua própria utilidade na sociedade, e não mais por sua natureza e essência, gerando, 
por consequência, a necessidade de possuir e de valorizar as coisas em vez das pessoas. 
Estas passaram a ser degraus para se conquistar aquelas. 
No campo religioso, a fé que, de acordo com as Escrituras, é “a certeza das coisas 
que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1), transformou-se em 
uma espécie de muleta para escorar as necessidades existenciais das pessoas. Fé, no 
contexto religioso contemporâneo, é apenas um sentimento subjetivo que deve ser 
confirmado com realizações factuais e concretas no dia-a-dia, sob pena de receber a 
desconfiança total daqueles que a sugerem. 
Em outras palavras, a validade da fé depende do quanto ela é demonstrada 
objetivamente por meio de “bênçãos” materiais, concretas e numeráveis. Uma 
consequência da racionalização e da desumanização. Portanto, as necessidades humanas, 
quer sejam religiosas ou não, passam pela questão do “quanto se tem”, e não do “o que 
se é”. A essência foi trocada pela existência.(2) 
A questão é que “só podemos ver com nossos próprios olhos” (F. Nietzsche). O 
perspectivismo de Nietzsche tem toda razão neste caso. De fato, a relativização dos 
valores nos conduz à perda de sentido geral das coisas, de modo que nossas necessidades 
7 
 
 
mais próximas são as mais importantes naquele momento. Não conseguimos olhar 
adiante, porque o que está adiante de nós é apenas a necessidade imediata. 
2.1. O que nos diz a Bíblia? 
Primeiramente é preciso dizer que o prazer não é pecaminoso. Deus criou o 
homem para se deleitar nas coisas criadas e para experimentar as bênçãos que ele nos dá: 
“Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que lhe agrada…” (Ec 
2.26). 
Vários textos bíblicos mostram o quanto é perigoso ampararmos nossa fé nas 
circunstâncias temporais. Entretanto, veremos no livro de Jó algumas preciosas verdades 
que nos guiarão pelo modo como devemos encarar as relações entre as prazeres 
momentâneos e as realidades factuais da fé. 
O livro de Jó ensina algo importante sobre o modo como devemos lidar com a 
questão das materialidades, da fé e do consequente sofrimento que advém dessa relação 
entre o ter e o ser. Jó era um homem rico (1.3) e, ao mesmo tempo, temente a Deus (1.1,8; 
2.3; 42.7-8). Pela informação que temos, especialmente nos capítulos 29–31 de Jó, vemos 
que ele era um homem cujo padrão ético era respeitado pelos de sua época. Parece que Jó 
lidava muito bem com a relação ter e ser. 
Entretanto, algo terrível aconteceu a Jó: ele perdeu os seus bens e seus filhos. Em 
uma sucessão de quatro eventos catastróficos, ele foi reduzido a pó. Sofreu ataques 
humanos – por meio dos sabeus e dos caldeus – e também naturais, como um incêndio e 
um vendaval. De fato, Deus havia permitido que Satanás afligisse Jó, considerando que 
ele não negasse sua fé no verdadeiro Senhor, dono e sustentador de todas as coisas. Jó 
estava entre o materialismo e a fé no verdadeiro governador do mundo. Ele estava entre 
o hedonismo secular e a satisfação em Deus. 
O auge dessa imensa confiança e fé real em Deus se demonstrou no contraste entre 
a perda do material – que abalou não somente as posses físicas de Jó, mas também sua 
afetividade na paternidade –, e a realidade de sua experiência com Deus. Em um 
curtíssimo trecho, toda a vida de Jó é posta abaixo, como num grande terremoto que abala 
as mais firmes estruturas e transforma tudo em ruínas. Ao se ver totalmente desnudado 
da materialidade, Jó se reconheceu como nada e, rasgando as vestes, talvez única coisa 
que restava a ele, prostrando-se, adorou ao Senhor e disse: “Nu saí do ventre de minha 
mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”. 
8 
 
 
Diante do contraste que o mundo contemporâneo nos impõe, entre o ser feliz neste 
mundo ou ser feliz pela felicidade em Deus, é possível extrairmos importantes lições para 
o nosso tempo dessa passagem de Jó. 
2.3. Deus nem sempre nos livra de sofrimentos e 
desastres 
Em primeiro lugar, é preciso aprendermos que Deus nem sempre nos livra de 
sofrimentos e desastres. Se o nosso prazer estiver colocado numa relação de satisfação 
com as circunstâncias sazonais, estamos totalmente errados e desfocados em nossa 
relação com Deus. 
Há uma pregação contemporânea que erroneamente tenta ensinar que qualquer 
tipo de problema na vida é sinal de falta de fé e de ausência de Deus. É impossível 
sustentarmos essa tese quando olhamos a vida de Jó. A Bíblia nos diz que ele era “íntegro 
e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1.1). Jó tinha certezas teológicas 
inabaláveis: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. 
Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei 
por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração 
dentro em mim” (Jó 19.25-27). 
Apesar dessa vida exemplar, Deus permitiu que Jó sofresse. “Perguntou o Senhor 
a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, 
homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua 
integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa” (2.3). Observa-
se que, aparentemente, não há razão alguma para que Deus permitisse a Satanás tentar a 
Jó. Mas somente no último capítulo do livro encontramos uma razão sublime: “Na 
verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu 
não conhecia… Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (42.3,5). 
Deus havia preparado uma escola de fé para Jó. Essa era a razão de seu sofrimento. 
Deuspermite que soframos, pela fé. Em Hebreus 11, por exemplo, vemos vários 
servos do Senhor que sofreram, morreram, pela fé. O texto diz que, “por meio da fé, 
passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram 
apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, 
vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados…” (Hb 
11.36-37). Tudo isso pela fé! Portanto, é preciso que saibamos que Deus permite que 
passemos por sofrimentos. Isto não é exclusividade de quem não tem fé. Mesmo aqueles 
9 
 
 
que são retos diante do Senhor passam por provas, às vezes surpreendentes e terríveis, 
como foi com Jó. 
Vemos, então, a loucura da teologia da prosperidade, que deseja colocar sobre as 
pessoas o peso de que, se elas sofrem, é em razão de sua falta de fé. Absolutamente errado! 
A provação e as privações nos fazem mais fortes, porque nos fazem crer inteiramente em 
Deus, sustentador de todas as coisas, soberano em sua vontade e ações. “Meus irmãos, 
tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a 
provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora a perseverança deve 
ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.2-4). 
2.4. Deus nem sempre nos avisa quando virá o 
infortúnio 
Em segundo lugar, é preciso observar que os eventos aconteceram de repente, 
pegando Jó desprevenido. Nem sempre há sinais claros da vontade de Deus de que 
passaremos por esta ou aquela situação. Os teólogos da prosperidade insistem no fato de 
que problemas pontuais são gerados por outra série de situações. Por exemplo, você está 
doente porque não tem dado o dízimo; você está com problemas financeiros porque não 
deu o salto de fé de entregar todos os seus recursos a Deus, etc. 
Mas, quando olhamos para Jó, vemos que ele não fazia ideia do que estava 
acontecendo e da razão de tamanha perda. Ele se reconhecia reto diante do Senhor, 
íntegro; mas, de repente, todos aqueles desastres vieram sobre ele, seus bens e sua família. 
Por quê? Na verdade, ele não sabia, mas Deus havia ordenado tudo como um grande teste 
de fé e de confiança que Jó demonstraria no decorrer da situação. 
Embora não saibamos os propósitos de Deus para nós, devemos ter a certeza de 
que ele já predestinou todas as coisas que acontecem. Jó não sabia o que haveria de 
acontecer, mas tinha plena convicção de que Deus estava no controle: “O Senhor o deu, 
o Senhor o tomou” (1.21). 
Assim, em nosso mundo de incertezas, cujos ataques à nossa fé são constantes e 
as dúvidas teimam em fazer parte de nosso cotidiano, é preciso que reafirmemos, como 
Jó, a certeza de que Deus controla o nosso destino. “As tuas mãos dirigem meu destino, 
acasos para mim não haverá”, como escreveu Sarah Poulton Kalley num de seus belos 
hinos. 
10 
 
 
2.5 - Deus nos dá a verdadeira satisfação quando 
estamos nele 
Posses materiais, família, igreja, etc., são presentes de Deus e, por isso, devem ser 
recebidos com louvor por nós. Em todas dádivas que o Senhor nos concede, sem exceção, 
existem alguns valores mais preciosos do que outros, e é preciso que entendamos e 
vivenciemos isto na realidade. Jó entendeu isto perfeitamente. A teologia da prosperidade 
insiste que creiamos naquilo que estamos vendo: dinheiro aumentando na conta, muletas 
sendo jogadas fora, cadeiras de roda voando, laudos médicos modificados, etc. 
Embora, para Jó, fosse muito importante ter casas, campos, filhos (ele não 
desprezava tais bênçãos), era ainda para ele mais importante ter o Senhor como 
sustentador da vida. A fé não poderia ser abalada pelas circunstâncias. É preciso aprender 
a dar importância aos valores mais preciosos. O Senhor Jesus mesmo ensinou que se 
alguém descobrir um tesouro num campo, deve vender tudo o que tem para adquiri-lo. E 
também afirmou que “a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele 
possui” (Lc 12.15). De fato, é isso: há valores muito mais preciosos que outros e devem 
ser cultivados. Por isso, Jesus instruiu: “fazei para vós outros bolsas que não desgastem, 
tesouro inextinguível nos céus…” (Lc 12.33). 
É preciso que depositemos nossa vida em Deus e vivamos neste mundo com 
frugalidade, sem colocar nosso coração nas coisas materiais, ainda que reconhecendo que 
são todas bênçãos de Deus para que vivamos satisfeitos nele. 
2.6 - O prazer final de todo homem é glorificar a Deus e 
experimentá-lo para sempre 
Ainda uma quarta lição podemos extrair: se todas as bênçãos são provenientes do 
Senhor e se nossa suficiência é inteiramente nele, ele deve ser o alvo final de nosso louvor 
e nossa adoração. O culto verdadeiro é aquele que é prestado a Deus e somente a ele, com 
a demonstração de nossa dependência total dele. Nada levaremos deste mundo, por isso 
devemos nos subsistir no Senhor. 
O famoso hino de Martinho Lutero afirma: “Se temos de perder família, bens, 
prazer, se tudo se acabar e a morte enfim chegar, com ele reinaremos”. O salmo 103.1 
declara: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu 
santo nome”. Nossa suficiência está no Senhor e, portanto, todaa nossa satisfação e todo 
prazer (2Co 3.5; 9.8). 
11 
 
 
É sobre isso que lemos na resposta à pergunta número um do Catecismo Maior de 
Westminster: “O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para 
sempre”. Nossa vida deve ser inteiramente de culto. Não somente quando as coisas estão 
bem, mas sempre, mesmo nos desastres, como fez Jó. Ele não cultuava a Deus apenas na 
teoria, como um legalista, mas de fato e de verdade, como um verdadeiro crente. 
Precisamos aprender a cultuar a Deus sempre. Diante das mais profundas adversidades, 
nas incertezas do futuro, e no cenário tenebroso que se nos apresenta às vezes, 
lembrarmos de que o culto a Deus precede a todas as demais circunstâncias. 
 
3 - Teologia Contemporânea 
Teologia Contemporânea é a teologia dos tempos atuais. Surgiu no início do 
século XX, com o pastor Karl Barth, na busca de reaver a natureza e sentido da Bíblia 
como padrão de fé e prática da igreja. É o estudo de Deus no contexto atual e a evolução 
dos dogmas e dos pensamentos formados a respeito das doutrinas bíblicas no contexto 
que estamos inseridos. 
A Teologia Contemporânea recebeu influência de diversas outras tendências 
teológicas, entre elas: a Teologia Bíblica, a Teologia Católica, a Teologia Protestante, a 
Teologia Natural e a Teologia Especulativa. 
Conforme as direções que vai tomando, a Teologia Contemporânea recebe várias 
designações, entre elas: Teologia Modernista, Teologia Neomodernista, Teologia da 
Esperança e Teologia do Evangelho Social. 
Nesse módulo escolhemos a entrevista concedida pelo teólogo suiço Rudolf von 
Sinner para tratar das possibilidades e limites da Teologia nos dias atuais. Leia e bons 
estudos! 
3.1 - Teologia hoje: limites e possibilidades 
O teólogo Rudolf von Sinner, de origem suíça, é pró-reitor de pós-graduação e 
Pesquisa e professor de Teologia Sistemática, Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso nas 
Faculdades EST em São Leopoldo, bem como pastor da IECLB. Após um semestre 
sabático de pesquisa no Centro de Investigação Teológica (CTI) em Princeton (EUA), 
está completando um livro sobre as igrejas e a democracia no Brasil, explorando suas 
contribuições para a cidadania na visão de uma teologia pública. 
Entrevista publicada por: IHU Online 
12 
 
 
Von Sinner é autor do Cadernos Teologia Pública nº 9, intitulado Diálogo inter-
religioso: dos “cristãos anônimos” às teologias das religiões. A publicação pode ser 
baixada para download no site do Instituto Humanitas Unisinos – 
IHU, www.unisinos.br/ihu. 
IHU On-Line - Tomando por horizonte seus recentes estudos sobre Teologia da 
Libertação e Teologia Pública, quais são as transformações que hoje marcam o contexto 
sociocultural, eclesiale acadêmico de fazer teológico? Que desafios estas transformações 
apresentam à Teologia? 
Rudolf von Sinner - Temos a situação de uma competição acirrada tanto no 
mercado econômico quanto no mercado religioso, nacional e internacional. Isto gera um 
pluralismo religioso cada vez maior, o que em si não seria problemático. A princípio, é 
um sinal positivo da liberdade religiosa e do fim de uma hegemonia quase que absoluta 
de uma igreja específica. Contudo, há muito preconceito, difamação e até violência física 
nesta diversidade cada vez maior de igrejas. Isto é um triste testemunho de desobediência 
à vontade de Cristo que seu corpo seja unido, ainda que com diversos membros. Além 
disto, aumenta o clima já generalizado de desconfiança entre as pessoas e de desprestígio 
das igrejas como parceiras na construção da cidadania. As igrejas históricas (a católica 
romana e as protestantes) tendem, por um lado, para a introspecção e a volta ao 
tradicionalismo e confessionalismo, e, por outro lado, sentem-se tentadas a seguirem o 
caminho das igrejas que mais têm sucesso no mercado religioso, considerando que pela 
adaptação poderiam aumentar sua fatia do bolo. A consciência da responsabilidade dos 
cristãos pelas preocupações da sociedade como um todo, como o combate à pobreza, a 
diminuição da imensa disparidade em renda e patrimônio, o acesso efetivo de todas e 
todos aos direitos da cidadania e a consciência de seus deveres na co-responsabilidade 
com o poder público têm pouca prioridade no discurso ou na prática da maior parte das 
igrejas – a despeito de uma continuidade impressionante de posicionamentos da CNBB e 
algumas outras igrejas nesta linha da defesa da cidadania. A Teologia precisa refletir esta 
nova situação e desenvolver elementos que possam fomentar uma participação mais 
significativa das igrejas no espaço público que não seja de interesse próprio delas, mas 
vise ao bem comum. No âmbito acadêmico, a Teologia ainda está conquistando seu lugar, 
encontrando tanto acolhida e interesse quanto resistência por parte de outras áreas de 
conhecimento. A herança laica deixou marcas de suspeita em relação à religião, 
especialmente à teologia que não apenas a estuda, mas toma posição. Por outro lado, o 
estudo acadêmico da Teologia vem possibilitando um discurso mais neutral e 
13 
 
 
participativo sobre si mesma e os assuntos mencionados. Nos cursos de integralização do 
bacharelado em Teologia, por exemplo, temos a participação inédita de padres, religiosas, 
pastores e pastoras, que são assim forçados/as a dialogarem e conviverem, o que pode 
abrir as mentes para uma reflexão mais criativa e uma maior cooperação. 
IHU On-Line - Como você avalia a situação atual da Teologia da Libertação 
latino-americana? 
Rudolf von Sinner - A Teologia da Libertação foi e continua sendo um marco 
histórico, não apenas no continente, mas mundialmente. É absurdo dizer que ela teria 
morrido. A esta vertente pertencem os mais criativos e conceituados teólogos da 
contemporaneidade. Em termos de método e conteúdo, não há como voltar atrás da 
insistência na conexão entre práxis e Teologia (como segundo momento), nem da opção 
preferencial pelos pobres. Evidentemente, a situação mudou de tal forma que não há 
claros centros de opressão hoje. Portanto, não faz sentido continuar fazendo a mesma 
teologia de resistência dos anos 1970 e 80, uma vez que o dualismo entre opressores e 
oprimidos não existe mais daquela forma. Diferente do período do regime militar, a 
cidadania é, a princípio, garantida pela lei e pelo processo político democrático, e temos 
uma sociedade civil atuante e diversificada. As razões da pobreza são múltiplas e difusas, 
e as formas de opressão mais diversas. A Teologia já se deu conta de vítimas de opressão 
inicialmente esquecidas: mulheres, negros, indígenas, homossexuais, entre outras. Estes 
vêm se organizando e se afirmando como sujeitos de uma teologia na qual tenham lugar. 
Vem havendo uma grande riqueza de reflexão teológica na linha da libertação, não por 
último nos dois Fóruns Mundiais de Teologia e Libertação promovidos em 2005 e 2007. 
Penso, contudo, que ainda carecemos de conceitos agregadores que possam mostrar 
novos caminhos. 
IHU On-Line – Atualmente, você está se dedicando a debates e estudos de 
Teologia Pública. Como você compreende a proposta de uma teologia pública? 
Rudolf von Sinner - É precisamente esta teologia que me parece oferecer um 
conceito agregador. Uma Teologia da Libertação precisa constantemente explicar de que 
e para que pretende libertar. A Teologia Pública remete à contribuição da teologia para 
assuntos de interesse público, e procura dar esta contribuição de forma compreensível 
para o público mais amplo, além das igrejas. Procura ser parceira no espaço público, em 
conjunto com outras organizações da sociedade civil e em parceria crítica e construtiva 
com o Estado. Portanto, entendo a Teologia Pública como um conceito mais amplo, 
abrangente, podendo reagir com maior facilidade a uma variedade de desafios. Neste 
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momento, penso que no Brasil ela deveria ser especificada mais como uma teologia da 
cidadania, sendo este o desafio principal atual. Mas poderiam ser identificados outros, 
agora e futuramente. A busca da reformulação da Teologia no contexto da democracia, 
do pluralismo e da globalização, é algo que preocupa a Teologia no mundo inteiro, não 
por último na África do Sul, que tem uma história recente com muitas semelhanças ao 
Brasil. A Rede Internacional de Teologia Pública, criada em maio deste ano num encontro 
em Princeton (EUA), pretende articular tais reformulações num âmbito internacional. 
Estamos investindo especialmente no diálogo Sul-Sul, no caso entre Brasil e Argentina e 
a África do Sul. Convém dizer ainda que a Teologia Pública se entende não como nova 
área ou disciplina da Teologia, mas como dimensão e foco temático da teologia que 
engloba todas as áreas. 
IHU On-Line - A realidade do sofrimento, das injustiças e situações de 
vulnerabilidade humana e da vida em geral sempre foi questão importante para o fazer 
teológico. Que lugar esta problemática encontra na Teologia atual? 
Rudolf von Sinner - Apesar da situação ter melhorado em muitos aspectos ao 
longo das últimas décadas, continua, de forma espantosa, a miséria de milhões de pessoas 
neste país e mundo afora. Não é possível desconsiderar este fato. Mas a tendência geral 
hoje é de tratar isto como, no máximo, um assunto entre outros, ficando na periferia do 
afazer teológico. Ainda que a Teologia da Libertação, que sempre insistiu na centralidade 
do fato da pobreza e da exclusão social para a Teologia, continue tendo uma considerável 
publicidade, nos seminários e faculdades, ela fica minoritária entre questões de tradição, 
carismatismo, estratégias de evangelização e gestão de igrejas. Uma Teologia Pública 
pode resgatar esta centralidade, inclusive a partir de uma variedade de pressupostos 
teológicos, podendo agregar forças. 
IHU On-Line - Considerando o pluralismo religioso, cultural e de valores 
vigentes no atual contexto histórico, quais são as principais contribuições da Teologia e 
das igrejas para uma boa convivência humana em sociedade? 
Rudolf von Sinner - As igrejas têm acesso à população que nenhuma outra 
instituição neste país tem. Em muitos outros países, especialmente da América Latina e 
da África, não é diferente. O ensino e a vivência de valores básicos da convivência é uma 
importantíssima contribuição à sociedade e as igrejas, junto com as escolas, são lugares 
primários para tal. Contribuem também, embora nem sempre conscientemente, de forma 
prática para a formação de consciência cidadã e da liderança, capacitando pessoas e 
dando-lhes o amparo de uma comunidade e fortalecendo sua fé. Se este enorme potencial 
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estivesse sendo usado não somente para dentro de uma comunidade eclesial específica, 
mastendo em vista o bem-estar de todas e todos, poderia fazer uma contribuição muito 
mais relevante. Uma teologia que se entende como pública pode contribuir para fortalecer 
a noção de que o próprio Cristo atuava desta forma e louvou tudo aquilo que “fizestes a 
um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25.40). A CNBB e seus 
órgãos, a liderança e órgãos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil 
(IECLB), entidades ecumênicas como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) 
e a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), entre outras, procuram dar uma 
contribuição relevante neste linha. 
IHU On-Line - Em meio a múltiplas questões que se colocam nos âmbitos 
científico, político, econômico, ecológico e religioso, impõe-se o desafio de se buscar, na 
ética, orientações e parâmetros que auxiliem na construção de uma sociedade mais justa 
e comprometida como o cuidado da vida em seu todo. Que contribuições a Teologia pode 
dar para isto? 
Rudolf von Sinner - Em faculdades e programas de pós-graduação em Teologia, 
existem, hoje, muitas pesquisas nesta área da cidadania e convivência, inclusive em 
instituições ligadas a igrejas onde estes temas não são comuns. A Teologia, especialmente 
quando se entende como pública – ainda que não se denomine assim -, serve como 
reflexão de ponte entre a fé na sua vivência e os desafios da sociedade. Entendo que a 
Teologia é sempre contextual, desenvolvida em interação com um contexto científico, 
social, econômico, político, religioso, ecológico específico, e também católica, no sentido 
de haurir suas referências do testemunho da Bíblia e da tradição de sua interpretação ao 
longo dos séculos e em todos os continentes. A justiça social é um tema central na Bíblia, 
desde a condenação do primeiro assassinato de Caim contra Abel (protegendo, inclusive, 
o infrator!) nos primeiros capítulos até a visão da Nova Jerusalém nos últimos capítulos. 
O cuidado com as pessoas e o meio ambiente é posto como mandato logo no início: 
“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar 
e o guardar” (Gênesis 2:15). Este cuidado precisa ser ensaiado dentro e fora das igrejas, 
e ensinado nos cursos de Teologia. De fato, há, hoje, uma nova ênfase na questão do 
cuidado, especialmente nas áreas de aconselhamento pastoral, na diaconia e no ensino da 
ética. Em debate interdisciplinar, a teologia acadêmica pode dar uma contribuição mais 
qualificada para questões éticas em pauta, de justiça social, bioética, convivência inter-
religiosa, cidadania, entre outras. 
IHU On-Line - O que mais você gostaria de dizer sobre estes temas? 
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Rudolf von Sinner - A proposta de uma Teologia Pública data dos anos 1970, 
quando foi cunhado o termo nos Estados Unidos. Desde os anos 1990, está tendo um 
reavivamento diante das mudanças drásticas no mundo globalizado e, ao mesmo tempo, 
fragmentado de hoje, bem como da perda de reconhecimento da relevância da teologia 
no espaço público. Países como a África do Sul e a Austrália estão descobrindo e 
explorando este conceito. Na América Latina, ainda há pouca reflexão sobre ele. O 
Instituto Humanitas da Unisinos – IHU - é a única instituição no Brasil, segundo meu 
conhecimento, que o utiliza de forma explícita. Mas, tendo o país e o continente grande 
experiência no desenvolvimento de conceitos teológicos relevantes para assuntos 
públicos, penso que a exploração deste conceito, em interação com outros países, poderia 
ser frutífera e oportuna. 
Disponível em: 
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article
&id=1191&secao=230 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Conclusão 
Deste modo, diante de um mundo materialista, focado nos resultados e nas 
estatísticas, racionalizado e desumanizado, voltado apenas para as posses materiais e para 
os valores concretos, para uma fé capenga que se escora no que é mensurável apenas, é 
preciso nos lembrar da experiência vivida por Jó. Após perder os seus bens, sua família e 
sua própria existência prática, ele descansou os seus pés no Senhor, fundamento da sua 
vida. Deus não nos livra do sofrimento. Ele pode vir e pode estar bem perto, mas 
certamente Deus nos mantém firmes com a fé inabalável, na certeza absoluta de que, nele, 
“somos mais do que vencedores”. 
 (1). Tais como as defendidas pelo Positivismo Clássico de Augusto Comte, e 
levadas a rigor em suas formas antimetafísicas por Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, 
dentre outros. 
(2). É um tipo de humanismo existencialista prático, conforme defendido pelo 
filósofo francês Jean-Paul Sartre, em seu livreto O Humanismo é um existencialismo 
Disponível em: 
 http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/igreja/teologia-da-
prosperidade-satisfacao-crista-versus-hedonismo

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